Mostrar mensagens com a etiqueta Arábia Saudita. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Arábia Saudita. Mostrar todas as mensagens

sábado, 15 de agosto de 2026

Rumor do Dia: Fecho do WRC em Portugal?


O final do Mundial de ralis, WRC, poderá acabar esta temporada em Portugal. A chance foi levantada no final desta semana, mas apesar da FIA e do WRC afirmarem que só em setembro que existirá uma decisão, mas nos bastidores a atividade é muita. A única certeza neste momento é que se a prova saudita for mesmo cancelada, o rali substituto acontecerá na Europa e em piso de terra.

E por aí, segundo conta o site da Autohebdo francesa, o Rali das Seis Cidades do Norte de Portugal - antiga Serras de Fafe - que é a prova de encerramento do Campeonato Europeu de Ralis - é uma das provas posicionadas neste momento para receber mais de meia dezena de equipas do mundial, já que a prova de encerramento do campeonato tem previstas equipas do WRC, WRC2 e WRC3. A concorrência vem do Rally Ciudad de Granada na Andaluzia, do campeonato espanhol de terra, que se disputa no final de Outubro, uma semana depois da prova portuguesa, bem como um rali do centro da Europa.

Contudo, caso seja o local escolhido, isso implicará alterações significativas, essencialmente em termos de espaço de Parque de Assistência e do Centro Operacional do Rali, bem como de horários para albergar mais de cem equipas em prova. Os recursos humanos também terão de ser reforçados. O facto da prova poder integrar Guimarães e Braga criaria mais opções para encontrar um espaço de Parque de Assistência e Centro Operacional do Rali.


Mas também há quem ache que em caso de cancelamento, a FIA não deveria preencher o lugar que falta. Quem defende isso é Jari-Matti Latvala, diretor da equipa Toyota no WRC, que considera esta temporada pode perfeitamente terminar com 13 ralis, afirmando que o calendário já tem provas suficientes.

Do lado contrário está Emilia Abel, responsável da FIA pelos desportos de estrada, que recordou em caso de cancelamento da ronda saudita haverá consequências, sobretudo para os pilotos do WRC2, que definiram os seus programas tendo em conta as provas escolhidas e os respetivos pisos.

Apesar das garantias que os sauditas estão a oferecer à FIA, esta, caso opte por cancelar o Rali da Arábia Saudita, a prova substituta não terá o mesmo grau de exigência que as provas habituais do WRC. Será uma solução semelhante ao que vimos na pandemia em 2020 e 2021.

quinta-feira, 6 de agosto de 2026

WRC: Latvala defende o cancelamento do rali da Arábia Saudita


O diretor desportivo da Toyota, Jari-Matti Latvala, defende o cancelamento imediato do rali da Arábia Saudita, a última prova do campeonato, que está marcado para novembro. Ele considera que o WRC deveria seguir o exemplo de outras modalidades de desporto motorizado, colocando a segurança de todos como prioridade. 

E ele não quer que a ronda saudita seja substituída, porque ele afirma que já há provas suficientes.  

Se olharmos para o que aconteceu noutros desportos, para mim, deveria ser basicamente o mesmo lado que a Formula 1 e o WEC. Penso que, se eles não a realizam, porque é que o WRC deveria realizá-la? Sei que querem organizá-la, mas a coisa mais importante é a segurança das pessoas. Essa é a prioridade, e é isso que conta primeiro.”, começou por afirmar, falando daquilo que as outras competições fizeram.

Para mim, há eventos suficientes no calendário. Não penso que precisemos de um substituto para a temporada.”, concluiu.

Desde o conflito entre os Estados Unidos e o Irão, no inicio de março, que os iranianos tem vindo a bombardear alvos no Qatar, Bahrein, Dubai e Arábia Saudita, nomeadamente refinarias, bases aéreas e alguns alvos civis, pelo menos nos primeiros dias do conflito. Contudo, no final do mês passado, os houthis do Yemen entraram em ação e bombardearam aeroportos no sul da Arábia Saudita, bem como alguns navios no estreito de Bab-el Mandeb, no sul do Mar Vermelho, colocando toda a logística mundial em causa, pois é uma das rotas mais percorridas do mundo.

Assim sendo, desde esta data que as provas desportivas naquela parte do mundo estão em risco, com elas a serem adiadas ou canceladas.  

O rali da Arábia Saudita está marcado para acontecer entre os dias 11 e 14 de novembro.

terça-feira, 4 de agosto de 2026

WRC: Decisão sobre a Arábia Saudita até setembro


O rali da Arábia Saudita está em dúvida. A FIA está a monitorizar de perto a situação no Médio Oriente, no sentido de saber se será viável uma prova naquela parte do globo devido aos conflitos quer no Irão, quer no Yemen, e quais são as suas garantias de segurança, e qualquer decisão será tomada até meados ou finais de setembro, com a FIA a alertar que, mesmo havendo uma decisão positiva tomada num determinado dia, pode deixar de ser válida pouco tempo depois.

A responsável da FIA, Emilia Abel, confirmou que o organismo está a acompanhar de perto o impacto da situação no Médio Oriente sobre a final da temporada do WRC na Arábia Saudita: “Nesta fase, estamos a trabalhar muito de perto com o promotor para tentar encontrar o melhor caminho a seguir.”, começou por afirmar.

Como todos sabemos, esta situação pode mudar muito rapidamente, e mesmo que tomemos uma decisão positiva num dia, pode acontecer que, na semana seguinte, a situação tenha mudado. Atualmente, estamos a discutir isto ativamente também com as equipas construtoras, porque, com base no que aconteceu noutros campeonatos, sabemos que isto também se pode tornar um condicionamento.”, continuou.

Questionada sobre a existência de planos de contingência para substituir o Rali da Arábia Saudita, caso o evento não se possa realizar, Abel respondeu que a prioridade continua a ser a sua concretização: “Por agora, continuamos a trabalhar arduamente para que se realize, de forma a mantermos o calendário atual do campeonato.”, concluiu.

O WRC tem previsto disputar a final da temporada na Arábia Saudita entre 11 e 14 de novembro, e será a prova de encerramento do Mundial.

segunda-feira, 20 de abril de 2026

Rumor do Dia: Arábia Saudita ainda quer fazer o Grande Prémio


Ontem deveria ter acontecido o GP da Arábia Saudita, em Jeddah, mas por causa do conflito no Golfo Pérsico, e os problemas de segurança que acabaram por aparecer, a corrida, bem como o GP anterior, do Bahrein, e que deveria ter acontecido no passado dia 12 acabou por ser cancelada, reduzindo o calendário de 24 para 22 provas.

Contudo, os sauditas não desistem. Ambas as partes - FOM e o governo saudita - estudam uma maneira para que a corrida aconteça mais tarde no calendário. E essa ideia passaria para adiar o final da temporada para o dia 13, o segundo domingo de dezembro, e transformar a parte final... numa rodada quadrupla, ou seja, quatro corridas em quatro semanas: Las Vegas, Losail, no Qatar, Jeddah e Abu Dhabi. Um pesadelo logístico, do qual... ninguém está entusiasmado. Nem as equipas, nem os pilotos. 

Para piorar as coisas, há o risco de, caso ambos concordem com a ideia, poderia abrir-se um precedente muito perigoso, de colocar o maior número de corridas num mínimo espaço de tempo possível, logo, poderem querer alargar o calendário para além das 24 provas. Como é sabido, a Formula 1 estará num futuro próximo em mais alguns lugares na Europa, usando o sistema de rotação de corridas - a começar por Barcelona, em 2027, e com rumores sobre Istambul - e sabendo do pesadelo logístico que poderá vir, esta insistência saudita, apesar de ser para cumprir um contrato, colocá-la de forma a levar tudo e todos ao limite, poderá ser perigoso.


E nem se fala como será aquela região do Golfo no final do ano. Poderá haver paz, mas e se não estiver?

quinta-feira, 19 de março de 2026

A FOM ainda não desistiu do Bahrein e da Arábia Saudita


Comecemos por afirmar isto: é tudo especulação. Escrevo isto a 19 de março e a guerra no Golfo Pérsico ainda não tem fim à vista. Aliás, de manhã, aconteceram ataques a instalações petrolíferas no Qatar, Arábia Saudita e Emirados. E por muitas proteções que esses países possam dar, o risco de se tornarem alvos, se as corridas forem para a frente, torna-se muito alto. Lembro o que aconteceu em 2022, no fim de semana do GP saudita, em Jeddah. Nessa altura, foi numa refinaria. Que me garante que o Irão não mande drones suicidas aos circuitos?

Dito isto, vamos à noticia:

A FOM "adiou" (e coloco entre aspas) os GP's do Bahrein e da Arábia Saudita, corridas marcadas originalmente para os dias 12 e 19 de abril. Este adiamento resultou em prejuízos iniciais de 130 milhões de dólares. O adiamento foi recebido com enorme cepticismo, porque todos estão convencidos que as corridas foram canceladas, e até colocam em dúvida a realização das outras duas corridas na peninsula arábica, como o GP do Qatar, que acontecerá a 29 de novembro, e o GP de Abu Dhabi, que será a 6 de dezembro. 

A razão é simples: o conflito entre os Estados Unidos - e Israel - com o Irão não tem aparente final à vista. E se estão a ser eficazes em eliminar a elite dominante do regime dos "ayatollahs", por outro lado, o Estreito de Ormuz está bloqueado ao tráfego internacional e o preço do petróleo está a subir nos mercados internacionais, bem como o gás, do qual o Qatar é um dos maiores exportadores. E ainda por cima, as instalações do maior campo de gás natural do mundo, estão a ser bombardeadas pelo Irão, e claro, os preços do gás estão a subir.


A FOM aposta que este conflito pode ter curta duração, mas estamos a chegar ao 20º dia de conflito, e não há sinais de abrandar. Aliás, há risco, até, dos países do outro lado do Golfo, como os Emirados, a Arábia Saudita, o Qatar, o Kuwait e o Bahrein, poderão reagir e atacar instalações militares iranianas, para ajudar os americanos, logo, entrando na guerra, alegando reação aos ataques do qual estão a ser vitimas, poderá alargar este conflito a toda a região. 

Então, que planos tem eles? Hoje, o jornalista Peter Hardenacke no podcast Backstage Boxengasse, explicou que chegou a ser equacionado, de inicio, um duplo fim de semana seguido no Japão, com uma segunda corrida imediatamente após o atual GP nipónico, mas a ideia caiu por terra por questões comerciais e de organização. “Os organizadores não conseguiram concretizar isso. É demasiado em cima da hora para tratar de patrocinadores, espectadores, bilhetes e por aí fora”, descreveu o jornalista da Sky Sports.

Agora, pensa-se em setembro, onde há um espaço de duas semanas entre Monza e Singapura, que pode acolher, pelo menos, uma das corridas. “Há uma ou duas pessoas que já dizem que poderá muito bem acontecer termos quatro corridas seguidas, com tudo a ser comprimido”, ele avançou. 

Mas coloca reservas: “Sinceramente, não acredito muito nisso. Numa fase destas da época causaria bastante incómodo às equipas, sobretudo se pensarmos na carga sobre os mecânicos”, advertiu.


Entretanto, surgem detalhes sobre os diálogos entre a FOM e a organização do GP saudita. Caso não se lembrem, a certa altura, falou-se nas redes sociais de que o GP saudita iria acontecer na data planeada, com fontes vindas até da organização. Até deu uma resposta "bem torta" do Joe Saward, que perguntou a essa fonte como iria responder quando confirmassem o adiamento, como acabou por acontecer. Hoje, o SportBild.de disse que os sauditas deram garantias de defesa, colocando um sistema antimíssil à volta do circuito para responder às dúvidas em termos de segurança.

E são os sauditas que mais pressionaram para que a corrida acontecesse ainda este ano, porque, só eles, pagam cerca de 65 milhões de dólares para ter o Grande Prémio, e estão a investir pesado na construção de um circuito na cidade de Qiddya, que poderá estar pronto para acolher em 2028.

Em conclusão, tudo isto é muito fluido. Este assunto não está acabado, não sabemos quando e como irá acabar a guerra, se estes países não se envolverão no conflito, e se isto não se aprofundará ainda mais. Afinal de contas, os russos julgavam que iriam derrotar os ucranianos em três dias, e estamos no quarto ano de guerra, com frentes a lembrarem os da I Guerra Mundial...

terça-feira, 17 de março de 2026

As consequências dos problemas no Bahrein e Arábia Saudita


Há quem fale em "cancelamento", eles, a F1 e a FOM, referem no seu comunicado oficial deste domingo que as corridas "não se realização em Abril". Eu acredito mais na primeira palavra, mas para efeitos deste post, coloquemos "problemas", porque os eventos que começaram há 18 dias na zona do Golfo Pérsico são isso mesmo: problemas, uma alteração da rotina, porque estas corridas estavam previstas em abril - 12 de abril no Bahrein, 19 de abril na Arábia Saudita.

O anuncio desta "perturbação" - outro bom substituto - foi feito no fim de semana do GP da China, mas já se falava desde o dia um desta guerra entre Estados Unidos e Israel e o Irão, desde que os drones iranianos começaram a cair no Dubai, no Bahrein, no Qatar, e sobretudo, em Abu Dhabi, alguns deles em alguns dos mais movimentados aeroportos do mundo, sabia-se que não havia condições para correr nas próximas semanas. Até caíram drones no Oman, vejam lá!

Então, com o facto do calendário ser reduzido para 22 corridas - falaram-se de substitutos na Europa, mas isso foi logo descartado, por motivos logísticos - surgiram problemas. E são bem sérios. Esta manhã, o comentador da Formula 1 em Portugal, João Carlos Costa - a Formula 1 este ano está no DAZN - referiu aquilo que eles estão a encarar:


- As equipas querem compensações dos cancelamentos. Afinal de contas, é um buraco financeiro de 130 milhões de dólares, e a partir deste ano, o dinheiro que a FOM dá às equipas é dividido por onze, não por dez, mesmo que a Cadillac não receba nesta temporada - aliás, ele fala que terão prejuízos na ordem dos 12 milhões de dólares em 2026.

- As equipas querem uma compensação. McLaren e Williams querem que a situação seja considerado como "força maior", e querem "um ajuste temporário ao Teto Orçamental" e um "subsídio direto para cobrir custos fixos durante a pausa forçada de 32 dias.". Não, não estou a brincar, é real! Eles querem uma compensação, lembro-vos.

- Terceiro problema: patrocínios. Nem todas as equipas recebem um cheque dos patrocinadores de uma só vez. Há quem faça e não há problemas, mas há outros que dão dinheiro às equipas corria a corrida. Imaginem patrocinador X dar 25 milhões de dólares (ou euros, ou libras, que vai dar mais ou menos ao mesmo). Dá pouco mais de um milhão por corrida. Mas sem duas provas, é menos dinheiro a entrar, e os orçamentos não estão adaptáveis para estas "force majeurs" (e ainda não sabemos se Qatar e Abu Dhabi acontecem, porque não sabemos se esta guerra é curta ou não), e segundo ele conta, os prejuízos em algumas equipas poderão ser perto de 20 milhões de dólares. É um rombo, dê por onde der, mesmo que as equipas tenham, em tempos mais recentes, estando a respirar um pouco melhor em termos de orçamento.


O que a FOM responde, segundo ele conta?

Para já, Stefano Domenicalli rejeita um resgate direto - se calhar, tem a esperança das corridas agora adiadas/canceladas/perturbadas (escolham a palavra que vos interessar) possam acontecer mais tarde no ano - mas poderá pensar na ideia de antecipar pagamentos para segurar o barco, digamos assim, apostando que esta guerra dure pouco e esteja resolvida durante a primavera. Porque, se arrastar, como sabem, poderá ser pior. E para dar uma ideia, a Arábia Saudita dá todos os anos 65 milhões de dólares à FOM e o Bahrein, 52 milhões. E se calhar, Qatar e Abu Dhabi devem dar mais ou menos o mesmo preço, com a cidade-estado dos emirados Árabes Unidos a dar mais um bocado por ser o palco da corrida final da temporada.

E ainda nem falei dos "malabarismos" da logística, feita por alguns Boeings 747 da UPS, que levam todo o material da Formula 1 para poder estar no sitio A para o sítio B em dois ou três dias, e por vezes em operações a roçar o milagre ou a perfeição. E basta um pequeno desvio no roteiro - nem precisa ser uma guerra, pode ser uma tempestade ou uma avaria num dos aviões e o material retido num sitio oito a dez mil quilómetros longe - e podemos ver como são as coisas. 

E é por causa desses malabarismos que, por exemplo, não temos corridas nem testes na Europa, porque a próxima corrida é Miami, nos Estados Unidos, e as equipas, para evitar viagens a mais, ficaram forçosamente paradas por 32 dias, ou seja, desde o GP do Japão, a 28 de março, até o GP de Miami, a 3 de maio, a construir peças sobressalentes e a usar o simulador. E numa altura onde as equipas estão a adaptar-se a um regulamento novo... toda esta perturbação não é boa. 


Aliás, como estão as coisas neste momento, a tendência é para piorar.

quinta-feira, 5 de março de 2026

Rumor do Dia: Não haverá substituições em caso de cancelamento


Caso os GP's da Arábia Saudita e do Bahrein forem cancelados, não terão substituto. Quem conta isto é Adam Cooper, que no site crash.net, refere que a decisão por trás disto poderá ser de ordem logística. 

Segundo ele, qualquer decisão ainda não está tomada, e estão todos a seguir a situação, mas dentro de dez dias, se a guerra continuar, eles avisarão as equipas para que se reorganizem, e qualquer decisão definitiva acontecerá no fim de semana do GP do Japão. 

A razão desse cancelamento e possível não substituição tem a ver com uma coisa: logística. Os aviões voam do Japão para o Bahrein e isso é complicado de ser domado. E ainda mais, os organizadores - que são os governos locais - não se importam com o cancelamento. E quer as equipas, quer a FOM, quer a FIA, não tem problemas se o calendário se reduzir de 24 para 22 provas. Assim sendo, os aviões poderão voar diretamente do Japão para os Estados Unidos, nomeadamente Miami, onde o Grande Prémio ocorrerá a 3 de maio, e hipóteses de  corridas alternativas em lugares como Imola, Istambul ou Portimão, não acontecerão. 


Ou seja: não se importam de não haver corridas por quatro semanas. Contudo, está em cima da mesa a chance de uma sessão de testes extra na Europa, para que os carros possam rodar o mais possível. Mas nada está decidido.

segunda-feira, 2 de março de 2026

Noticias: Organizadores "confiantes" na realização do GP da Austrália


A organização do GP da Austrália disse esta segunda-feira que estão confiantes que o caos que está a acontecer no Médio Oriente e no Golfo Pérsico não perturbará o tráfego aéreo para a Austrália, a cinco dias do primeiro GP do ano, em Melbourne. Segundo conta a BBC Sport, mais de mil membros de equipas tiveram de sair do Médio Oriente em voos que foram remarcados, depois dos originais terem sido cancelados com o encerramento dos diversos espaços aéreos, nomeadamente o dos Emirados Árabes Unidos (Dubai e Abu Dhabi), do Qatar, do Bahrein e do Kuwait. Para além disso, mais de 500 pessoas, membros dessas equipas, voaram para a Austrália em voos fretados para a ocasião.

"As últimas 48 horas exigiram algumas alterações nos voos", começou por afirmar Travis Auld, o diretor do GP da Austrália, em Melbourne.

"Isso é em grande parte da responsabilidade da Fórmula 1. Eles encarregam-se das equipas, dos pilotos e de todo o pessoal necessário para que este evento se realize. São muitas pessoas. Pelo que percebi, já está tudo acertado, todos estarão aqui prontos para a corrida e os fãs não notarão qualquer diferença.", concluiu.


Entretanto, a FIA e a Liberty estão também a monitorizar a situação relacionada com os GP's do Bahrein e da Arábia Saudita, que acontecerão a 12 e 19 de Abril, respectivamente quarta e quinta corrida do ano. Um porta-voz diz que estão a falar com as autoridades para saber até que ponto é seguro. 

"As nossas próximas três corridas serão na Austrália, China e Japão, e não no Médio Oriente - estas corridas só acontecerão daqui a algumas semanas", afirmou num porta-voz da F1.

Se a corrida saudita é em Jeddah, do outro lado do país - a cidade é banhada pelo Mar Vermelho - isso não é total garantia de segurança: eles foi alvo da queda de um míssil no fim de semana do GP em 2022, vindo do Iémen, por causa dos houthis, um grupo apoiado pelo regime de Teerão. Outro problema é Shakir, nos arredores de Manama, a capital do Bahrein. Dependente da abertura do espaço aéreo, apesar de estar bem servida em termos de estradas, os problemas logísticos poderão ser bem grandes, se o espaço aéreo se mantiver encerrado nessa altura. 

Rumores desta tarde afirmam que a Liberty tem duas pistas de prevenção para situações destas. Especula-se quais serão, mas falam-se de circuitos europeias, que vão entre Imola, Istambul, na Turquia, e Portimão, em Portugal.

sábado, 29 de novembro de 2025

WRC 2025 - Rali da Arábia Saudita (Final)


E de todos os candidatos, o melhor acabou por ser... Sebastien Ogier. Acabando no terceiro posto, depois de Thierry Neuville, o vencedor, e de Adrien Formaux, o segundo classificado, o piloto de 41 anos consegue o seu nono título mundial, o primeiro com o piloto francês em "part time"  - ele já disse que em 2026 fará dez ralis.

No final do rali, ele falou sobre o título alcançado: "Que época, sem dúvida. Que disputa com Elfyn [Evans] e Scott [Martin]. Levaram-nos ao limite até à última etapa do ano. Foi uma época de sucesso para toda a equipa - orgulhosa por fazer parte desta família!", comentou.

E quanto a 2026, há motivos familiares por trás da temporada parcial que pretende ter. “Não tenho motivação para um ano completo. Perdi uma semana de férias do meu filho no Rali do Japão e quero evitar isso,” explicou.

Já Elfyn Evans, que foi sexto, disse de sua justiça sobre o resultado e o campeonato a favor do piloto francês. "Quer dizer, foi uma prova difícil, obviamente. Acho que fizemos o que podíamos dentro do razoável. O furo no pneu no sábado de manhã não ajudou, mas faz parte do jogo, todos têm os seus problemas. No final do dia, somos concorrentes e queremos sempre mais. Obrigado a todos - TGR, trabalho incrível. Obrigado, pessoal!", disse o piloto galês.

Já Kalle Rovanpera, que se despede do WRC neste rali para tentar a sua sorte nas pistas, deu uma mensagem de agradecimento à Toyota pelas temporadas ao seu serviço.

"Foi simplesmente incrível. Em primeiro lugar, preciso de agradecer muito ao Jonne [Haltunen, seu navegador], claro, tivemos momentos maravilhosos juntos. O resultado foi ótimo, mas o que mais me marcou foram os momentos divertidos. Agradeço a cada pessoa que esteve comigo e com o Jonne nesta jornada. Um agradecimento especial à Toyota por todos estes anos fantásticos, a todos na equipa e aos adeptos desde o primeiro dia. Não tenho palavras para agradecer a todos. Parabéns ao Seb [Ogier] se conquistar o título, ele merece totalmente. Um agradecimento especial a uma pessoa em particular: obrigado, Jasse, foste o meu único seguidor desde o primeiro dia!", afirmou.

Com três especiais até ao final, o dia começou com Sesks na frente, depois da penalização de Adrien Formaux. Com passagens duplas por Thaban - a segunda das quais seria a Power Stage - mais uma passagem única por Asfan, o dia iria ser duro. Formaux partiu ao ataque, ganhando 3,4 segundos a Kalle Rovanpera, quatro segundos a Thierry Neuville e 8,1 a Ogier. Sesks era cauteloso na pista e conseguia o sexto tempo, a 9,4, e com isso, era passado por Neuville na liderança.

Ogier ganhou na especial seguinte, 2,6 segundos na frente de Neuville, 6,3 sobre Pajari e 7,1 sobre Formaux. Sesks perdeu mais de sete minutos, primeiro, com dois furos, e depois, com problemas no motor, que trabalhava com menos um cilindro. Depois de ver os problemas, o letão decidiu retirar o carro antes da última especial, para desgosto dele e dos que seguiam neste rali. Takamoto Katsuta também teve problemas, primeiro com um furo, depois capotando, acabando por perder um minuto e 21 segundos. 

Na Power Stage, Evans acabou por ser o melhor, 7,2 segundos na frente de Sebastien Ogier, 9,7 sobre Ott Tanak e 9,9 sobre Kalle Rovanpera. 


No final, Neuville estava feliz com o resultado: "Muito especial [desta vitória]. Foi uma época super difícil, com uma vitória inesperada. A família estava lá para apoiar também, não podia ter sido melhor. Temos muito trabalho pela frente para nos prepararmos para o próximo ano. Vamos continuar a lutar e esperamos ter todo o apoio necessário para estarmos prontos para o próximo ano."

E continuou: "As próximas semanas serão as mais importantes para nos ajudar a sermos novamente candidatos em 2026. Precisamos de fazer mais algumas atualizações e melhorias no carro, bem como desenvolver a estrutura dentro da equipa. Aprendemos muito sobre a evolução do carro recentemente e agora precisamos de nos esforçar para colocar esses conhecimentos em prática.

Depois do pódio, neste rali saudita, quarto foi Sami Pajari, a 1.51,7, não muito longe dele ficou Takamoto Katsuta, a 1.59,9. Sexto foi Elfyn Evans, a 3.43,9, na frente de Kalle Rovanpera, a 5.31,5. Gregoire Munster foi oitavo, a 7.07,2, na frente do seu companheiro de equipa, Josh McErlean, a 8.30,5. E Oliver Solberg foi o melhor dos Rally2, a 10.00,6.

E assim acaba a temporada de 2025. A nova temporada começa dentro de cerca de dois meses, no asfalto de Monte Carlo. 

sexta-feira, 28 de novembro de 2025

WRC 2025 - Rali da Arábia Saudita (Dia 2)


O francês Adrien Formaux continuava na frente do Rali da Arábia Saudita, mas tem na sua peugada gente como Martins Sesks e Thierry Neuville, fazendo do vencedor algo que não está assegurado. O piloto da Hyundai tinha uma vantagem de 2,4 segundos sobre o letão da Ford, e 5,8 segundos sobre o piloto belga, seu companheiro de equipa. E digo "tinha", porque algum tempo depois, os comissários penalizaram-o e houve mudanças na liderança.  

Em termos de luta pelo título, Kalle Rovanpera está na frente de Sebastien Ogier , que por sua vez, leva a melhor sobre Elfyn Evans, O finlandês é quinto, o francês é sexto, mas ambos estão a mais de um minuto dos primeiros, contra o oitavo posto do piloto galês. E a diferença entre Rovanpera e Ogier é de quase três minutos (1.12, 6 para o finlandês, 1.12,8 para o francês, 3.54,8 para o galês), logo, tudo indica que estes dois são os favoritos, com o francês a caminho de um nono título mundial, mesmo não tendo participado em todos os ralis da temporada, e o finlandês a querer acabar o seu capitulo nos ralis com chave de ouro, antes de passar para as pistas. 

Com Formaux a acabar o dia na frente de Sesks e Sami Pajari, outro finlandês da Toyota, o dia de sexta-feira tinha seis especiais pela frente, passagens duplas por Alghullah, Um Al Jerem e Wadi Almatwi. E claro, evitar os furos mais que possível. 

Logo de manhã, o dia começou com Formaux a ataque, vencendo a especial e alargando um pouco a sua liderança, 1,8 segundos sobre Sami Pajari e 2,9 sobre Martins Sesks, que se queixava dos erros cometidos por ele durante a especial. Tanak foi o quarto, a 4,3. A seguir, Tanak atacou e ganhou a especial, mas no limite, porque Sesks, o segundo, fiocou a 0,1 segundos. Pajari foi o terceiro, a 3,1 e Formaux o quarto, a 5,7. Alguns pilotos, como Thierry Neuville, queixavam-se dos amortecedores, mas para Josh McErlean, foi pior: o seu motor parou de funcionar. 

E Kalle Rovanpera, quinto na especial a 13,1 segundos, falava das dificuldades deste rali: "Muito difícil. Muitas lombas e curvas cegas. Estou a tentar forçar o ritmo, mas tenho de trabalhar muito no carro, por isso não é fácil. Apesar disso, estou a ficar mais rápido a cada especial.", afirmou.


Tanak repetiu a vitória na especial seguinte, ganhando 1,8 segundos sobre Sesks, 2,4 sobre Pajari e 3,1 sobre Formaux. O estónio poderia ter acabado a manhã no quarto posto, mas tinha uma desvantagem de 9,2 segundos para a liderança. Kalle Rovanpera furou e perdeu quase 15 segundos. "Por sorte, aconteceu perto do final, mas perdemos algum tempo por causa disso. Também ficámos para trás por causa do Evans, o que não ajudou em nada. Uma pena, já que precisamos de todos os segundos possíveis.", lamentou Rovanpera.

A tarde começou com Tanak ao ataque à liderança, triunfando na segunda passagem por Alghullah, 1,9 segundos na frente de Sesks e 2,9 sobre Formaux. Enquanto isso mais furos e outros acidentes mexiam com o pelotão: Ogier tinha um furo lento, mas não perdeu muito - apenas 5,6 segundos, e ainda ficou 1,8 segundos na frente de Elfyn Evans! - Takamoto Katsuta saiu de estrada e perdeu 22 segundos e Nasser al Attiyah também perdia tempo, com um furo.

Sesks ganhou na segunda passagem por Um Al Jerem, com oito segundos de avanço sobre Thierry Neuville, e com isso, ficou com a liderança do rali com... 22,1 segundos sobre Formaux. E isso porque o francês falhou um cruzamento, e isso o fez perder 24 segundos. Pior ficaram Ott Tanak e Sami Pajari, que tiveram furos e perderam muito tempo. O estónio perdeu um minuto e meio, o finlandês, dois minutos e 11 segundos. Gregoire Munster e Nasser al Attiyah sairam de estrada, mas os estragos não foram muitos. 

"Não é fácil encontrar aderência na frente do carro. Uma vez perdemos o controlo e ainda tivemos cuidado com as costas do Candido [o salto de ontem causou lesões nas costas de Candido Carrera, o navegador de Nasser Al Attiyah].", disse o piloto qatari, que agora é 17º na geral.

No final do dia, na segunda passagem por Wadi Almatwi, Kalle Rovanpera levou a melhor, 7,2 segundos sobre Thierry Neuville, mas como na especial anterior, os furos mexeram na classificação: Sesks perdeu 54,1 segundos, Formaux 29,6, antes de ter mais um minuto de penalização, que o fez perder a liderança, Neuville também furou, mas perdeu apenas 7,2 segundos, e Ogier, 23,8. 

Mas Tanak ficou com pior: dois furos, um a meio da especial e outro na parte final, fizeram-no perder dez minutos, praticamente acabando as suas hipóteses de vitória. 


Mas depois do final da especial, os comissários decidiram aplicar um minuto de penalização a Formaux, fazendo-o cair para quarto, dando a liderança a Sesks. 

Assim, agora, o letão tem uma vantagem de 3,4 segundos sobre Thierry Neuville, com Katsuta Takamoto em terceiro, a 41,5. Depois de Formaux, Rovanpera é quinto, 0,2 segundos na frente do francês, e o sétimo é Sami Pajari, a 1,34,8. Elfyn Evans é oitavo, a 3.54,8, e a fechar o "top ten" estão o Ford de Gregoire Munster, a 6.13,4, e o Toyota Rally2 de Oliver Solberg, a 7.26,7.

O rali da Arábia Saudita termina amanhã, com a realização das últimas três especiais.  

quinta-feira, 27 de novembro de 2025

WRC 2025 - Rali da Arábia Saudita (Dia 1)


Adrien Formaux lidera o rali da Arábia Saudita, seis segundos exatos de vantagem sobre o Toyota de Sami Pajari. O Ford de Martins Sesks não anda longe, em terceiro, a 6,9, no seu Ford, na frente de Ott Tanak, no seu último rali a tempo inteiro, a 13,7. Tudo isto numa prova marcada por muitos furos, devido á dureza da superfície de terra. 

Prova de estreia no WRC, e a última do calendário, o primeiro dia começou ontem à noite, quando na Jameel Motorsport Super Special, Ott Tanak, que está no seu último rali a tempo inteiro num Hyundai oficial, levou a melhor sobre a concorrência, liderada por Sebastien Ogier, por 1,2 segundos. Martins Seks, no seu Ford, era o terceiro, a 1,6. 

O dia de quinta-feira começou com passagens duplas por Al Fasallyah, Moon Stage e Khulays, e começou com Martins Sesks ao ataque, ganhando as duas primeiras especiais, na primeira vez, a 0,3 de Sami Pajari, e na segunda ocasião, a 4,3 de Adrien Formaux. No final da manhã, Pajari foi o melhor, 6,8 segundos melhor que Sesks, que... se enganou na direção, depois de Elfyn Evans ter cometido o mesmo erro. Kalle Rovanpera furou e perdeu 49,6 segundos.

No final, um frustrado Rovanpera falou sobre o que aconteceu: "Não bati em nada. Isto [o furo] resume-se perfeitamente este ano. O tempo todo assim. Agora, basicamente, a menos de um quilómetro do início da etapa... e pronto. É o que é.", lamentou.


A parte da tarde começou com a segunda passagem dos carros pelas classificativas da manhã, com Sesks ao ataque, ganhando na segunda passagem por Al Fasallyah, 2,2 segundos de vantagem sobre Sami Pajari e 3,1 sobre Formaux e Ogier, empatados no terceiro lugar. Nasser Al Attiyah perdeu a porta traseira do seu Puma Rally1 depois de ter caído mal depois de um salto. 

Pajari ganha na especial seguinte depois de Sesks ter furado e perdido 16,8 segundos, mas não foi o único, pois Takamoto Katsuta também furou e Nasser Al Attiyah sofreu um furo tão grande que teve de mudar a roda, perdendo mais de sete minutos. Tudo isto numa especial que muitos consideravam "abrasiva". 

Mas a liderança da Pajari foi sol de pouca dura, porque ele também furou, e o comando caiu nas mãos de Formaux, numa especial ganha por Ott Tanak, que conseguiu uma vantagem de 0,8 sobre Thierry Neuville e 2,9 sobre Formaux. 

O dia acabou com Ogier a levar a melhor, empatado com Sesks, na segunda passagem pela Jameel Motorsport Super Special. Tanak foi o terceiro melhor, a 0,5 segundos, na frente de Thierry Neuville, a 0,6. 


Depois dos quatro primeiros, o quinto é Thierry Neuville, a 14,9, na frente de Takamoto Katsuta, a 22,9, no seu Toyota. Sebastien Ogier é sétimo, a 44,2, na frente de Kalle Rovanpera, a 1.21,2. E a fechar o "top ten" estão o Toyota de Elfyn Evans, a 1.25,3, e o Ford de Gregoire Munster, a 2.10,9.

O rali da Arábia Saudita prossegue na sexta-feira, com mais seis especiais.

terça-feira, 21 de outubro de 2025

WRC: Sesks corre na Arábia Saudita


O letão Martins Sesks correrá pela Ford no último rali do campeonato, na estreia da Arábia Saudita no WRC. Ele andará no Puma, ao lado do irlandês Josh McErlean, do luxemburguês Gregoire Munster e do qatari Nasser Al-Attiyah

A confirmação de Sesks aconteceu depois de os seus patrocinadores terem conseguido juntar a verba necessária para poder participar neste rali, o que eleva para quatro os Rally1 da Ford que estarão presentes. 

"Estou muito grato pelo apoio e incentivo que recebemos dos nossos patrocinadores e fãs", começou por afirmar Sesks, no anuncio. "Todos acreditávamos que a sétima etapa iria acontecer e agora vamos para Jeddah para aproveitar ao máximo tudo o que a temporada do WRC tem para oferecer."

"Sem a oportunidade de testes pré-evento, precisaremos de nos adaptar às condições e aproveitar os insights que obtivermos com o shakedown. Também acho que a participação de Nasser Al-Attiyah e a sua experiência por aqui são um verdadeiro bónus para a equipa M-Sport."

O diretor da equipa M-Sport-Ford, Richard Millener, acrescentou:

Martiņs impressionou-nos esta temporada com o seu ritmo, maturidade e abordagem para aprender a pilotar o carro de Rally1. Os seus resultados na Suécia, Estónia e Finlândia mostram que tem um potencial real em provas de piso solto, e o Rali da Arábia Saudita será mais uma oportunidade para ele demonstrar isso, especialmente por ser um evento novo para todos. Estamos muito felizes por tê-lo de volta ao Puma para a final da temporada.


O piloto de 26 anos não está a ter uma temporada que correspondesse a aquilo que fez em 2024. Com um programa mais alargado que no ano passado - seis ralis em vez dos três da temporada anterior - apenas conseguiu como melhor resultado um sexto posto no rali da Suécia, onde aliado com dois oitavos lugares, na Estónia e na Finlândia, apenas conseguiu 16 pontos. Os seus acidentes na Sardenha e os furos na Acrópole e em Portugal, aliados à falta de desenvolvimento do Puma Rally1, contribuíram para a falta de resultados nesta temporada. 

O rali da Arábia Saudita acontecerá entre os dias 26 e 29 de novembro, e será a jornada de encerramento do WRC.  

terça-feira, 14 de outubro de 2025

WRC (II): Nasser Al-Attiyah regressa na Arábia Saudita


Dez anos depois do seu último rali no WRC, Nasser Al-Attiyah regressará à competição num Ford Puma Rally1 no rali da Arábia Saudita, a última prova do calendário. Aos 54 anos, o pentacampeão do Rally Dakar fará a sua estreia absoluta com um carro da categoria Rally1, e segundo revelou ao dirtfish.com, a decisão foi tomada recentemente e o acordo com a equipa britânica foi fechado de forma rápida, após contacto direto com Malcolm Wilson, diretor-geral da M-Sport.

 “Vou competir no Rally1 com o Puma. Estava a pensar que queria competir, mas não no Rally2. Tenho boas relações com o Malcolm [Wilson, diretor-geral da M-Sport] e acabei por lhe ligar. Ele disse que sim, que têm um carro disponível, que vai custar esse dinheiro. Eu disse OK, fechámos o acordo e agora vou fazer parte da M-Sport para a última etapa da temporada.”, começou por afirmar.

Vou testar em Inglaterra. Mas penso que talvez possa fazer alguns testes realmente adequados antes da corrida. Se for permitido, tentaremos dar o nosso melhor. Mas acho que, pela minha experiência, não fará grande diferença.”, continuou. “Terei o Cândido Carerra como navegador, esteve comigo este ano no Médio Oriente e venceu o Campeonato de Ralis do Médio Oriente. Gosto de trabalhar com ele.”, concluiu.

Nasser Al Attiyah tem um palmarés notável... apenas no automobilismo. Tem vinte títulos regionais no Médio Oriente, cinco vitórias no Dakar, quatro Taças do Mundo de Ralis Todo-o-Terreno, o título do Production WRC em 2006, o WRC2 em 2014 e 2015, tudo isto em termos de resultados no WRC, a sua grande temporada foi em 2013, quando conseguiu três quintos lugares a bordo de um Ford Fiesta WRC. Mas o seu melhor resultado foi no ano anterior, quando acabou em quarto lugar no rali de Portugal, também num Ford Fiesta WRC.

Para além dos seus resultados automobilísticos, ele também é um exímio atirador, tendo ganho a medalha de bronze nos Jogos Olímpicos de Londres, em 2012, na classe Skeet, para além de cinco medalhas nos Jogos asiáticos, dois dos quais de ouro.   

segunda-feira, 21 de abril de 2025

Norris: "Red Bull e Ferrari são tão rápidos quanto nós"


O britânico Lando Norris não teve um fim de semana fácil. Batendo no muro na Q3 da qualificação do GP da Arabia Saudita, ele partiu de décimo e conseguiu recuperar até ficar na traseira de Charles Leclerc, à beira do pódio, mas isso foi o suficiente para perder a liderança do campeonato para o seu companheiro de equipa, Oscar Piastri

Refletindo sobre a sua própria corrida e o fim de semana, Norris ficou satisfeito com a recuperação após uma qualificação difícil e referiu que foi uma pena não ter conseguido um pódio. Reconheceu que precisa de ter um melhor desempenho aos sábados para evitar dificultar a vida durante as corridas.

Penso que foi o melhor que podíamos ter feito hoje. Foi uma pena não ter conseguido um pódio”, começou por falar Norris, depois do GP saudita. “Estivemos perto. É sempre difícil julgar essas coisas. Charles fez uma boa corrida. Ele fez um bom primeiro stint. Ele deu a si mesmo a oportunidade de ter um bom jogo de pneus na segunda metade. Acho que só fiz cinco voltas depois disso. Não foi o suficiente para o apanhar. Estou satisfeito no geral. Eu dificulto a minha vida, especialmente numa corrida como esta. Teria sido muito mais rápido, muito mais calmo, se tivesse apenas conduzido na frente. De certa forma, é um pouco mais fácil, por isso tenho de me ajudar um pouco e ter melhores sábados.”, continuou.

Norris admitiu que a McLaren tem provavelmente o carro mais rápido em média, mas enfatizou que não é por uma grande margem e que eles ainda têm trabalho a fazer.

Não entendo por que as pessoas estão tão surpresas”, disse Norris sobre as corridas de Max Verstappen e Charles Leclerc na Arábia Saudita.

Eles [Ferrari e Red Bull] são tão rápidos na qualificação como na maioria das sessões. São tão rápidos como nós na corrida. As pessoas, só porque somos rápidos nos treinos, continuam a dizer essas tretas. Podem continuar a dizer o que quiserem. Não acreditamos que estejamos muito à frente. Penso que o Max foi provavelmente o mais rápido hoje, se não tivesse sofrido aquela penalização de cinco segundos. Temos trabalho a fazer."

As pessoas estão sempre a dizer que somos os melhores, mais rápidos ou blá blá blá. É só porque mostramos um pouco mais de ritmo nos treinos e não nos sobra nada quando chegamos à qualificação. É a nossa maneira de fazer as coisas. É assim que otimizamos o nosso programa. Se não o fizéssemos dessa forma, estaríamos ainda mais atrasados. Estou satisfeito com o trabalho que estamos a fazer. As pessoas precisam de se recalibrar… temos um excelente carro e provavelmente o mais rápido em média, de certeza. Claramente, não é o suficiente”, concluiu.

Piastri: "Quero liderar o campeonato depois da última corrida"


Apesar de estar feliz com a vitória em Jeddah e a liderança do campeonato, Oscar Piastri reafirma que é muito cedo e por isso quer manter o foco em vencer todas as corridas e liderar após a 24ª ronda, afirmando que é a única que importa estar na frente. 

Na entrevista pós-corrida saudita, o piloto australiano da McLaren expressou satisfação com a sua vitória, destacando a dificuldade da corrida devido à forte pressão de Max Verstappen.

"Não foi a mais fácil das vitórias. Acho que o arranque foi difícil, o primeiro turno foi difícil atrás do Max. Depois, quando já tinha ar limpo, foi um pouco mais fácil de gerir. Mas mesmo assim não me podia dar ao luxo de tirar o pé do acelerador. Foi uma corrida difícil, e o Max estava rápido atrás de mim, por isso tive de continuar a esforçar-me. E, sim, acho que consegui controlá-lo razoavelmente bem, mas foi um pouco mais apertado do que eu gostaria.”, começou por afirmar.

Consegui um ótimo arranque e fiquei ao lado do carro dele. A partir daí, sabia que tinha de travar bastante tarde, mas sabia que tinha carro suficiente ao meu lado para fazer a curva. Obviamente, ambos travámos muito tarde. Para mim, travei o mais tarde possível, mantendo-me na pista. E penso que a forma como a situação se desenrolou é como deveria ter sido tratada.”, continuou, falando sobre a situação entre ele e Max Verstappen na primeira curva da primeira volta. 

E sobre o facto de ter ficado agora com a liderança do campeonato, apesar de estar contente, afirmou que a única que importa será aquela após a última corrida da temporada.

"Já disse antes que não me incomoda muito o facto de estar a liderar o campeonato, mas estou orgulhoso do trabalho e das razões pelas quais estamos a liderar o campeonato. O início do ano em Melbourne não foi muito bom em termos de resultados. Mas desde o momento em que entrei na pista esta época, senti que estava num bom lugar. Liderar o campeonato é o resultado de todo o trabalho árduo que fizemos na pré-época, o trabalho árduo que eu fiz pessoalmente, o trabalho árduo que a equipa fez. Estou orgulhoso, mas eu quero liderar o campeonato e depois da última corrida, da quinta, é-me indiferente”, concluiu.

A Formula 1 regressa dentro de duas semanas, em Miami, na primeira passagem da Formula 1 por terras americanas.

domingo, 20 de abril de 2025

Formula 1 2025 - Ronda 5, Jeddah (Corrida)


Hoje é dia de Páscoa, mas isso não acontece em todos os lugares. E sempre foi assim. Para vos lembrar, quando em 1993, Ayrton Senna fez todo aquele espetáculo em Donington Park, debaixo de chuva, eu estava na casa dos meus tios porque era... Domingo de Páscoa. Se o Natal é sagrado, a Páscoa é um pouco menos. Se fosse, teríamos corridas no sábado ou segunda de Páscoa, como acontecia em certos países calvinistas (Páscoa e sem ser Páscoa). 

Mas nos países muçulmanos, Domingo é dia de semana, e há pessoal que se quer entreter neste dia. Ainda por cima, depois de uma qualificação onde parece que Max Verstappen está a tirar leite de pedra do seu Red Bull, batendo os McLaren, que parece serem os melhores carros do pelotão. 

Claro, para hoje, as expectativas estavam altas. Ainda por cima, com Lando Norris de décimo, depois de ter batido no muro na Q3, quando se preparava para marcar uma volta. O atual líder do campeonato teria uma tarefa difícil nesta tarde, e muito provavelmente, perderia a liderança no final desta corrida, que iria arrancar quando o sol se pusesse no horizonte. 

E foi o que aconteceu. Primeiro de tudo, os pneus que iam partir: médios entre os da frente, duros aos pilotos da cauda do pelotão. E com os que calçam os médios poderiam ir para as boxes a partir da volta 16, esses poderão apostar numa só paragem (os duros aguentam até à volta 34, no seu extremo). E numa noite quente e húmida para ajudar, de certa forma.


Na partida, Max Verstappen não largou bem e na primeira curva, Oscar Piastri estava a seu lado, e o empurrou, de uma certa forma, para o lado, onde, sem grandes chances, Max foi pela escapatória, onde aclerou e manteve a liderança. Atrás, Yuki Tsunoda e Pierre Gasly discutiram uma posição numa das curvas mais apertadas do circuito, e ambos tocaram, com Tsunoda a dar um pião e Gasly a bater no muro, acabando por ser o primeiro desistente da corrida. Tsunoda não foi longe, também, acabando por desistir.

A corrida ficou debaixo de Safety Car nas primeiras três voltas, e o incidente da primeira curva estava a ser investigada. A decisão foi tomada quando o carro foi recolhido às boxes, e o neerlandês tinha uma penalização de cinco segundos, caindo tecnicamente para o sétimo posto, dando a liderança para Oscar Piastri. Atrás, Norris começava a fazer a sua corrida de recuperação, tentando chegar a um objetivo de pódio, que aparentava ser possível. Pela volta 13, lutava com Lewis Hamilton pelo sexto posto, com ambos os carros a trocarem de posições ao longo das voltas seguintes. Mas as coisas resolveram-se na volta 15, com o britânico da McLaren a levar a melhor.  

Na frente, Max tentava afastar-se de Piastri, mas o australiano começava a apertar, de uma certa maneira, porque ele estava no alcance do DRS. George Russell era o terceiro, começando a afastar-se de Leclerc, mas não muito. Pela volta 15, a diferença entre terceiro e quarto era de 2,3 segundos.

Norris, entretanto, chegava-se a Andrea Kimi Antonelli e no inicio da volta 19, já era quinto, com o piloto da McLaren a não resistir muito aos avanços dele. E foi nesta altura que começaram as primeiras paragens nas boxes, com Piastri a colocar duros na volta 20. Antonelli e Alonso também vieram nessa altura. Max puxava pelos pneus o mais que podia, tentando ganhar o mais que podia. Russell foi na volta seguinte, e Max na 22ª, colocando duros. Regressou atrás de Piastri, que por esta altura, dava tudo para ficar na frente dele, passado Hamilton pelo meio. 

Na volta 23, Norris, com os duros, era segundo não longe de Leclerc, a 3,5 segundos. Piastri era terceiro, enquanto Max tentava passar Hamilton, o que conseguiu algum tempo depois. E o primeiro dos que meteram duros, Charles Leclerc, meteu pneus novos na volta 30, deixando Norris na liderança. Ele ficou por ali nas voltas seguintes, com Piastri a aproximar-se, ficando a 2,3 no final da volta 34.


Norris acabou por ir para a troca de pneus na volta 35, caindo para quinto, e com pneus médios, e novos. Com isso ele começou a aumentar o ritmo para ver quanto á que conseguiria apanhar, já que Piastri era o líder, 4,5 segundos na frente de Max. Problema é que, nesta altura, como toda a gente, ele tinha 15 voltas para o final. Nesta altura, Leclerc estava colado na traseira de George Russell, conseguiu passá-lo na volta 37 para ser terceiro. Quatro voltas depois, foi apanhado por Norris, que era o piloto mais rápido na pista, mas numa altura em que os comissários estavam a investigar uma possível infração durante a sua troca de pneus. Pouco tempo depois, estes afirmaram que não havia nada de censurável. 

Independentemente disso, Norris estava a apanhar Leclerc para tentar um lugar no pódio, enquanto na frente, Piastri estava tranquilo, apesar de Max ter feito algumas voltas rápidas, para se aproximar. 

No inicio da última volta, a diferença era de 1,3 segundos, mas Norris não conseguia apanhá-lo para ficar com o lugar mais baixo do pódio, conseguindo que o monegasco ficasse com o primeiro pódio da temporada para a Ferrari. Atrás, nos últimos lugares pontuáveis, os Williams conseguiam oitavo e nono lugar, Com Carlos Sainx Jr na frente de Alex Albon, e ambos na frente do Racing Bulls de Isack Hadjar, que ficou com o ponto final. 


Foi assim que acabou a corrida saudita. Não foi chata, mas não tão excitante quanto a prova barenita. O Safety Car entrou pelas razões certas, e pode-se afirmar que o campeonato está a ficar bem interessante. Agora, com novo líder, são duas semanas até 4 de maio, para Miami, na primeira passagem da Formula 1 por terras americanas.

sábado, 19 de abril de 2025

Formula 1 2025 - Ronda 5, Jeddah (Qualificação)


A Formula 1 continua na Península Arábica, agora com o Mar Vermelho no horizonte. Do Bahrein, passamos para a Arábia Saudita, e apesar de continuar a ser tudo à noite, e não há tempo para respirar estes escassos sete dias foram suficientes para se falar de algumas coisas, especialmente a possibilidade de Max Verstappen já ter decidido que não ficará mais na Red Bull a partir do final de 2025. E - ou já oferecerem, ou irão oferecer - 100 milhões de euros por temporada na sua próxima equipa, a partir de 2026, o equivalente a metade do salário anual que é dado a Cristiano Ronaldo na sua equipa na Liga Saudita.

Mas quem irá tal soma de dinheiro? Os sauditas, claro! Através da Aston Martin, que tem como grande patrocinador a Aramco, a petrolífera nacional dessa monarquia do Golfo, e da PIF, o fundo soberano nacional. Claro, hoje é especulação, mas o que hoje é isso, amanhã será verdade. E estamos nesse limbo. Digo isso porque eu sei, no momento em que escrevo essas palavras, que isso será real.

Mas para além disso, outro sinal do estado das coisas foi ver, ainda no Bahrein, nas boxes de Sakhir, uma personagem que poucos conhecem, berrar aos ouvidos de Helmut Marko. Essa personagem é Raymond Vermuelem, o empresário de Max Verstappen, que não ficou feliz por ver o seu representante acabar em sexto lugar, depois de ter ganho em Suzuka, onde tudo correu mal, e ver distanciar os seus oponentes, os McLaren de Lando Norris, e sobretudo, Oscar Piastri

Claro, com estes rumores e atitudes de bastidores, a corrida saudita torna-se em algo bem mais interessante num campeonato que promete ser bem excitante, apesar da McLaren parecer estar na mó de cima. Mercedes e Ferrari tem uma palavra para dizer, e não convêm aos carros, quer de Woking, quer de Milton Keynes, não baixarem a guarda em relação aos outros. E é essa mais uma razão para todos aguardarem pelo pôr do sol para que comece a qualificação deste Grande Prémio, nas sinuosas curvas desenhadas na Corniche de Jeddah.


Sem preocupações meteorológicas, e com a noite a envolver a paisagem, a qualificação começa com Lando Norris e Charles Leclerc a serem os primeiros a irem para a pista, com os moles calçados. O primeiro a marcar tempo foi Alex Albon, antes de Lando Norris marcar 1.28,026, e ficar no topo da tabela de tempos. Leclerc marcou um tempo suficiente para ser o segundo.

Depois foi a vez de Max, que conseguiu 1.28,148, e ficou no segundo posto na tabela de tempos, seguido por Yuki Tsunoda, antes de Oscar Piastri ter arrancado 1.28,019 e ficado no topo da tabela. Russel furou entre os Red Bull, mais 263 centésimos do tempo do australiano, numa altura que apenas os Racing Bulls ainda não tinham marcado um tempo.

Nesta altura, os Haas, o Sauber de Gabriel Bortoleto, o Aston Martin de Lance Stroll e Fernando Alonso estavam fora da Q2, e com o último a um segundo e meio do primeiro. 

Pouco depois, Norris reagiu e conseguiu 1.27,805, e ficou com o primeiro posto, sendo o primeiro a baixar do 1.28, enquanto Isack Hadjar se queixava de um toque no muro, mas sem consequências de maior. Depois, Max melhora o tempo para fazer 1.27,778, ao mesmo tempo que Gabriel Bortoleto cometeu um erro, quando tentava melhorar o seu tempo e evitar ficar na Q1. Como não conseguiu, acabou por fazer companhia a Jack Doohan, Lance Stroll, Nico Hulkenberg e o Haas de Esteban Ocon

Pouco depois, começou a Q2, com todos os pilotos a continuarem com os moles calçados, porque querem marcar o melhor tempo. Os primeiros a entrarem na pista foram gente como Pierre Gasly, Alex Albon e Oscar Piastri, entre outros. Cerca de três minutos depois, foram marcados os primeiros tempos, com Albon a conseguir 1.28,581, antes de Gasly melhorar com 1.28,474, e Carlos Sainz Jr conseguir 1.28,164. Mas depois, Piastri pulverizou, com 1.27,690. Max superou, com 1.27,529.

Mas Norris melhora com 1.27,481, fica no topo da tabela, tudo isto numa altura em que a temperatura do asfalto baixa um pouco.

A parte final começou com os cinco excluídos a serem Lawson - sem marcar tempo - Albon, Bearman, Alonso e Hadjar.

Max começou a queixar-se do seu fundo por causa de uma passagem mais "viril" pelas zebras da curva 4, e queria saber se não tinha ficado afetado. E depois de ter sido visto, passaram agora para os minutos finais, onde se na frente, não houve alterações, atrás foi a confusão habitual. E os que calharam a "fava" ficaram os Racing Bulls de Isack Hadjar e Liam Lawson, o Haas de Ollie Bearman, o Aston Martin de Fernando Alonso e, a 7 milésimos de Lewis Hamilton, o Williams de Alex Albon. E até teria dado jeito, já que Carlos Sainz Jr passou para a fase final, com o oitavo posto. 

E com isto, passamos para a Q3. 

Os principais pilotos tinham cada um um jogo de pneus novos para serem usados, porque a diferença entre um jogo de usados e um de novos, era a rondar os três centésimos de segundo. Ajuda e muito tê-los calçados para aquela volta mágica, que todos querem fazer e conseguir a melhor posição possível. Especialmente os McLaren, como já tinha dto antes, em cima, tinha a rivalidade do Red Bull de Max, o Mercedes de Russell e o Ferrari de Leclerc e Hamilton, entre o circulo mais alargado.


Piastri foi o primeiro a marcar tempo, conseguindo 1.27,560, imediatamente antes de Lando Norris... bater no muro e causar bandeira vermelha. Com o carro danificado, era o primeiro incidente da qualificação e o primeiro adversário a ser eliminado na luta pela pole. Com o décimo posto garantido, amanhã será uma corrida complicada para recuperar posição, para Norris.

Poucos minutos depois, o carro de Norris fora recolhido para as boxes, as barreiras foram reparadas e a sessão continuou, com Sainz Jr a ser o primeiro a ir para a pista. Nas primeiras passagens pela meta, Max consegue um tempo... um milésimo superior a Piastri: 1.27,559. Sim, é isto que a Formula 1 é capaz de fazer.

Na parte final, as coisas aqueceram bastante. Primeiro, Russell consegue 1.27,407, a seguir, Piastri reagiu com 1.27,304, mas Max vinha numa volta demoníaca e conseguiu 1.27,294, 10 centésimos melhor que o australiano, para conseguir a pole-position. Leclerc era quarto, a 376 centésimos, na frente de Antonelli. 

E foi assim que acabou a qualificação saudita: com todos a tirarem leite de pedra dos seus carros e com as diferenças a serem medidas por milésimos de segundo. Ou seja, centímetros. 

O automobilismo agora é assim. Agora resta saber como será amanhã, na corrida.

domingo, 16 de fevereiro de 2025

Formula E: Felix da Costa frustrado com os acidentes de Jeddah


Não foi um fim de semana fácil em Jeddah para António Félix da Costa. Duas colisões em ambas as corridas, no qual foi sempre a vitima, fizeram que apenas conseguisse um nono lugar na primeira corrida e uma desistência na segunda, quando partia de quarto na grelha, numa pista onde os Porsche saíram muito mal, foi o resultado.   

Contudo, se conseguiu algumas coisas positivas, com um nono posto na primeira corrida, depois de danos sérios causados pelo carro de Nico Muller - que desistiu - e ter mostrado competitividade na qualificação da corrida 2, sendo o melhor Porsche e quarto lugar na grelha de partida, a batida na curva 3 com Max Gunther deixou-o frustrado e o piloto de Cascais viu o seu esforço comprometido, com os seus adversários diretos a escaparem na luta pela liderança.

Frustrado no final desta jornada dupla, desabafou:

Não tenho palavras para descrever esse fim de semana. Estive sempre no lugar errado, na hora errada. Na primeira volta da corrida, mais uma vez, uma pancada enorme por trás. Hoje, infelizmente, foi o suficiente para partir a suspensão traseira, e desistimos na primeira volta sem culpa nenhuma. É uma pena. Largamos em quarto, tínhamos tudo para lutar pela vitória. Foram 25 pontos perdidos para o Rowland, e é frustrante quando a culpa não é nossa. Mas é uma temporada longa, isso torna-nos mais fortes. Já tive momentos complicados no passado e sei bem lidar com isso.


No entanto, tanto Muller como Gunther foram no final das corridas pedir desculpas ao piloto pelos acidentes que cometeram. Félix da Costa aceitou e entendeu os erros dos adversários:

Tanto o Nico como o Max vieram pedir desculpa. Embora doa muito e estes pontos perdidos sejam valiosos no futuro, eu respeito verdadeiramente um pedido de desculpas honesto de um concorrente. Somos todos humanos a ultrapassar os limites e os erros acontecem. Temos uma longa temporada pela frente. Foi um erro dele, mas não altera o meu resultado. É inglório, pois acredito que hoje poderia ter tido uma palavra na luta da vitória.”, disse.

Com os 39 pontos que tem agora, Félix da Costa é agora terceiro no campeonato e passarão oito semanas até  à próxima corrida da competição, em Miami, na Florida, que é uma jornada única. 

sábado, 15 de fevereiro de 2025

Formula E: Rowland ganha a segunda corrida de Jeddah


Oliver Rowland
ganhou a segunda corrida da Formula E em Jeddah, realizada neste sábado. O piloto da Nissan superiorizou-se ao McLaren de Taylor Barnard e o carro de Jake Hughes, da Maserati, num pódio cem por cento britânico. Quanto a António Félix da Costa, a sua corrida teve um fim prematuro quando sofreu uma colisão com Max Guenther, o vencedor da primeira prova, acabando por ficar de fora.

Com Taylor Barnard a bater um recorde de precocidade ao ser o "poleman" neste sábado, na frente de Oliver Rowland, Jake Hughes e o Porsche de António Félix da Costa, a corrida de 31 voltas iria começar sem recarregamento, apenas duas passagens pelo Attack Mode. Quando as luzes se apagaram, Barnard a sair bem e manter a primeira posição, com as posições a serem mantidas até à terceira curva, quando Félix da Costa é tocado por Max Guenther, danificando o carro do português, e ele se torna na primeira desistência da corrida. O piloto da DS Penske também não foi muito longe, porque os danos foram suficientes para não continuar.

Na quarta volta, começaram as idas ao Attack Mode, graças a Lucas di Grassi, com Rowland e Vergne a lutarem pela terceira posição, enquanto Barnard mantinha a liderança, que só perdeu quando ele foi ao Attack Mode, para Rowland. Na volta 12, a novidade era Robin Frijns a ficar com o comando, graças às idas para o Attack Mode, na frente do piloto da Nissan e o jovem da McLaren. Ali foi a vez de Rowland ir lá, e de quarto, na frente de Barnard, chegou rapidamente à primeira posição.

Rowland regressou ao Attack Mode a seis voltas do final, caindo temporariamente para terceiro, mas passou rapidamente os outros carros, chegando novamente à liderança. Atrás, Barnard e Hughes lutaram pela segunda posição, especialmente com o piloto da Maserati am Attack Mode. Os carros foram fora dos limites da pista - sem se tocarem - para ficarem com a melhor posição, mas no final, foi o jovem piloto da McLaren a levar a melhor.   

Na frente, Hughes, bem distanciado das confusões, cruzava a meta na primeira posição, e ganhava a sua segunda corrida do campeonato e consolidava a liderança na competição. 

No campeonato, Rowland tem agora 68 pontos, contra os 51 de Barnard e os 39 de Félix da Costa. A Formula E continua dentro de... dois meses, a 12 de abril, em Miami, na Florida.  

sexta-feira, 14 de fevereiro de 2025

Formula E: Gunther foi o melhor na primeira corrida de Jeddah


O alemão Max Gunther foi o melhor na primeira corrida de Jeddah, na Arábia Saudita. Numa corrida com um final emocionante, o piloto alemão lavou a melhor sobre o Nissan de Oliver Rowland, o McLaren de Taylor Barnard e o carro de Nyck de Vries. Quanto a António Félix da Costa, o piloto da Porsche acabou nos pontos, na nona posição, melhor que Pascal Wehrlein, que ficou fora dos pontos nesta corrida. 

Na temporada onde se transferiram de Ad Diyriah para uma versão mais curta do circuito de Jeddah, que também acolhe a Formula 1, na primeira de duas corridas no fim de semana saudita, onde se estreavam as paragens nas boxes para carregamento de energia, o piloto da DS Penske conseguiu levar a melhor na qualificação, conseguindo a pole-position. Contudo, a corrida prometia ser muito competitiva. 


E foi: na partida, Gunther manteve o primeiro lugar, seguido por Wehrlein e Rowland, mas na primeira chicane, houve confusão quando um toque deixou de lado o McLaren de Sam Bird, relegando-o para o fundo do pelotão. Mais adiante, Mitch Evans tocou em Pascal Wehrlein, danificando a asa do Jaguar e o piloto da Porsche saiu de pista, regressando logo a seguir. Mas quase a seguir, outro toque colocou um carro na escapatória da Paragem do Autocarro, o Mahindra de Nico Muller, depois de tocar no outro Porsche de António Félix da Costa. Evans tinha danos no carro, causado pelo seu toque com... Nyck de Vries (ele tinha tocado depois, noutro contacto) e o alemão da Porsche, um furo e parecia ir às boxes.  

Apesar destes toque todos, todos, menos Miuller, que desistiu, puderam continuar. 


Gunther continuou na liderança nas 16 voltas seguintes, apesar das pressões de Rowland, e de toques aqui e ali, enquanto aconteciam as passagens pelo Attack Mode. E nessa volta, começaram os primeiros recarregamentos, todos entrando uns atrás dos outros. Gunther foi nessa volta e perdeu duas posições, para Rowland e Taylor Barnard, o piloto da McLaren. Este passou Nyck de Vries, que estava direto nas suas ambições para ficar nos lugares cimeiros, enquanto Rowland ia às boxes para fazer o seu recarregamento. 

Na parte final, Rowland tinha o comando, com Hughes atrás dele, mas aos poucos este foi apanhado por Gunther, Barnard e De Vries. Na penultima volta, era um duelo a dois, entre Rowland e Gunther, mas depois, Barnard e De Vries aproximaram-se para um duelo a quatro. Rowland aguentou, mas na última chicane, o piloto da DS Penske passou-o, ficando com a liderança e a vitória na corrida. Atrás, Félix da Costa tinha entrado na última volta na sexta posição, perdeu três lugares para conservar energia, prejudicado com os danos no seu carro.    

No campeonato, Oliver Rowland é agora o líder, com 43 pontos, seguido por Félix da Costa, com 39 e Max Gunther, com 37. 

A Formula E prossegue amanhã com a segunda corrida do fim de semana saudita em Jeddah.