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terça-feira, 25 de agosto de 2026

Formula E: Evans é piloto da Opel


O neozelandês Mitch Evans será piloto da Opel a partir da próxima temporada. Aos 32 anos, e depois de quase dez temporadas na Jaguar, correrá na estreante equipa alemã ao lado do francês Theo Pouchaire. Com esta dupla, as ambições da Opel de lutar pelas posições cimeiras desde o início estão assinaladas para que todos possam ver.

"Tenho orgulho em ser piloto oficial da Opel e em fazer parte deste novo capítulo na Fórmula E. É fantástico podermos finalmente oficializar este passo", começou por afirmar Evans. "Após dez anos com um fabricante, estava na hora de eu enfrentar um novo desafio. A transição para os monolugares GEN4 representa o momento perfeito para começar algo novo. Senti imediatamente quanta energia e paixão a Opel está a dedicar ao projeto da Fórmula E. A equipa não está a entrar na série apenas para competir: a Opel está aqui para vencer, e é exatamente isso que eu aspiro.", continuou.

Do lado da marca alemã, Jörg Schrott, o chefe de equipa, não deixa de sublinhar o facto de ter um dos melhores pilotos do pelotão e o piloto com mais vitórias na competição, e mostrar também que querem marcar território desde a sua primeira corrida. 

"Conseguimos formar a nossa equipa de sonho. Mitch Evans foi o candidato preferido para a nossa Opel GSE Formula E Team desde o início. O seu compromisso sublinha, mais uma vez, a seriedade de todo o projeto", afirmou o chefe de equipa.

"Já conhecemos o Mitch dentro e fora da pista. Para além do seu indiscutível e excecional currículo desportivo, ele também se encaixa perfeitamente na nossa equipa enquanto pessoa. Após tantos anos com outro fabricante, ele procurava deliberadamente um novo desafio. Agora, a família Opel e o Mitch estão a dar este próximo passo juntos. Ao fazê-lo, estamos a enviar uma mensagem clara: estamos a entrar no Campeonato do Mundo para lutar pelas primeiras posições.", concluiu.


Com uma dupla como Evans e Pouchaire, a equipa alemã junta uma dupla que combina um piloto de topo e um jovem talento, reforçando as ambições da Opel de lutar pelas posições cimeiras desde o início. Ainda por cima, para Evans, que é o recordista de vitórias na competição elétrica, com 16, e tendo tentado sempre alcançar o título, mas não o conseguindo - foi vice-campeão em 2022 e 2024 - a Opel poderá ser, com o chassis Gen4, a via para alcançar tão importante título.

domingo, 16 de agosto de 2026

Formula E: Barnard triunfa na segunda corrida de Londres, Wehrlein é campeão


O britânico Taylor Barnard, da DS Penske, foi o vencedor da segunda corrida em Londres da Formula E, e apesar dos três primeiros não terem pontuado, o alemão Pascal Wehrlein, da Porsche, acabou por ser campeão desta temporada da competição elétrica. Nyck de Vries e Edoardo Mortara, ambos da Mahindra, ficaram com os restantes lugares do pódio, enquanto Mitch Evans foi o melhor dos da frente, ao ser quarto, e assim garantiu o título de Construtores à Jaguar.

Com De Vries a ser o poleman nesta corrida final do campeonato - e também dos carros da Gen3 Evo - esta começou com ele na frente, seguido de Mortara e os carros da Porsche, que tentavam bloquear Evans para terem uma chance de alcançarem o título de construtores, pois estavam em luta com a Jaguar.

Pouco depois, Muller deixava passar Wehrlein para ficar com o terceiro posto, enquanto Felix da Costa, que tinha largado de oitavo, era o primeiro a ir para o Attack Mode, logo na quarta volta, e começou a subir para quinto, e ficando na traseira de Nico Muller, no outro Porsche. Quando o passou, numa manobra que o fez encostar à parede, foi atrás de Wehrlein, que a partir dali... decidiu infernizar a sua corrida. Felix da Costa passou para a frente, e aguentou o que pode numa altura em que o alemão, que tinha energia extra por ter passado pelo Attack Mode, o pressionava. Acabou por passar, mas no último instante da sua energia extra. Tudo isto numa altura em que Jake Dennis, outro dos candidatos ao título, estava na cauda do pelotão, na 17ª posição.

Nesta altura, na volta 14, Nico Muller aguentava Mitch Evans para o sexto posto, e se na luta pelo campeonato de pilotos, as coisas estavam bem para a Porsche, para o de Construtores... nem por isso. Evans acabou por passar Muller na volta 17, numa ultrapassagem mais musculada.  

Na volta 20, as táticas das duas equipas iam-se fazendo sentir, com Félix da Costa a levantar o pé e a defender o ataque de Wehrlein, ajudando Evans a chegar-se ao piloto da Porsche. A Jaguar jogou bem e AFC defendia-se magistralmente do alemão da Porsche, que era quarto. Sete voltas depois, Evans, com Attack Mode ligado, tentava ir-se embora e passava Wehrlein, que era bloqueado por Félix da Costa. Na volta seguinte, Buemi passou ambos os pilotos, e com o português concentrado no alemão, perderam ambos muitos lugares, ambos ficando fora dos pontos. Nesse campo, Felix da Costa estava a fazer o seu trabalho até bem demais!

Evans era agora quarto e tentava apanhar Taylor Barnard, enquanto Jake Dennis estava agora nos pontos, no nono posto, e estava perigosamente perto do primeiro lugar da geral. E na volta 30, era sétimo... e virtual campeão.

Nesta altura, Wehrlein tinha ido ao Attack Mode... bem como Felix da Costa, e ambos tinham a sua corrida pessoal. O alemão regressava aos pontos, no décimo lugar, e indo para a frente do campeonato... por um ponto, e ambos estavam atrás de Jake Dennis, que ia para o Attack Mode para tentar afastar-se de ambos. Felix da Costa, também com o Attack Mode, assediava o alemão, querendo passá-lo e complicar-lhe a vida.

Mas na volta 31, o momento decisivo: Joel Eriksson, da Envision, estava na frente deles quando Wehrlein e Dennis estavam lado a lado, lutando por um lugar. Ele foi tocado pelo alemão e entrou em pião, levando ambos para o muro, para tentarem escapar dele. Felix da Costa, que estava atrás deles, teve sorte e passou do outro lado. Dennis ficou sem nariz, e Wehrlein, sem danos, regressou na cauda do pelotão, mas com o seu principal rival eliminado, era o campeão, pois Mitch Evans era quarto e não apanhava os três primeiros. 

No meio disto tudo, Barnard usou o seu segundo Attack mode e passou ambos os Mahindras para ficar com a liderança, e assim, ir a caminho da sua primeira vitória da temporada. E foi o que aconteceu no final: o britânico foi o vencedor, Evans foi quarto, mas não foi suficiente, Wehrlein ficou de fora dos pontos, mas o bicampeonato era dele, porque Evans também não pontuou. 


Foi um final realmente emocionante, digno de registo de mais uma temporada encerrada, agora que a Formula E entrará numa nova era, com o Gen4. E isso tudo começará em dezembro, em principio, na jornada dupla de Jeddah, na Arábia Saudita. 

sábado, 15 de agosto de 2026

Formula E (II): Felix da Costa com sentimentos diferentes


O terceiro lugar de António Félix da Costa na corrida deste sábado em Londres teve um sabor agridoce. Apesar do pódio, os pontos foram insuficientes para continuar na luta pelo título, porque dois dos seus maiores rivais, o Porsche do alemão Pascal Wehrlein e o Andretti do britânico Jake Dennis, ficaram na frente dele. 

No final da corrida, o piloto de Cascais admitiu que a sorte lhe sorriu num momento decisivo da corrida, ao contrário do que aconteceu com Mitch Evans, apanhado por um Full Course Yellow (FCY) que o afastou dos primeiros lugares. Contudo, com este resultado, a Jaguar consolidou uma vantagem de cinco pontos sobre a concorrência no campeonato de equipas antes da última ronda da temporada. 

Felizmente para mim, tive sorte com o timing do FCY. Consegui entrar nas boxes com isso e, sim, assegurar essa posição na pista, à frente.”, falou o piloto da Jaguar, em declarações para a Autosport portuguesa. 

Questionado sobre a dificuldade em gerir o ritmo numa pista onde as ultrapassagens são complicadas, Félix da Costa foi direto: a luta em pista não foi o principal problema, mas sim as táticas dos rivais:

Não foi assim tão difícil, para ser sincero, só porque vimos os jogos que a Porsche estava a jogar, mas eles tinham a posição na pista para o fazer. Não é necessariamente o que queremos ver e já ouvi isso antes de outras pessoas, que eram jogadas sujas, mas eles jogaram-nas, e está bem”, contunuou.

E sobre a corrida de amanhã, apesar de saber que ele não terá chances para alcançar o título, ele afirma:

A corrida de amanhã vai ser, obviamente, muito caótico. Temos um campeonato por equipas para lutar e ainda por cima contra a equipa e o piloto que estão a tentar ganhar o campeonato de pilotos também. Por isso, eles têm dois objetivos em cima da mesa. Nós também, o Mitch ainda pode ser campeão, mas talvez o foco mude um bocadinho agora para as equipas e pode ser um bocadinho mais claro o nosso caminho”, concluiu.

A corrida de amanhã será à mesma hora da deste sábado. 

Formula E: Wehrlein o melhor na primeira corrida de Londres


O alemão Pascal Wehrlein foi o melhor na primeira corrida da Formula E que se disputou nesta tarde, em Londres, batendo o Andretti de Jake Dennis, um dos seus concorrentes ao campeonato, e o Jaguar de António Félix da Costa, numa corrida que reforçou a candidatura do piloto alemão ao campeonato.  

Com a competição a correr pela última vez no ExCel londrino - para o ano, correrão em Brands Hatch - e também estas corridas a serem a última vez que andarão nos carros da Gen3 Evo, antes da estreia dos Gen4, no final do ano, a corrida tinha tudo para ser animada, com pelo menos quatro candidatos ao título: o Jaguar de Mitch Evans, o Porsche de Pascal Wehrlein, o Andretti de Jake Dennis e o Nissan de Oliver Rowland

A corrida começava com Wehrlein na pole e os três primeiros separados, agora... por meros dois pontos. E com os Porsches nos dois primeiros lugares, esperava-se que Nico Muller fizesse de escudo para Wehrlein na sua candidatura para o título, com Evans a largar de terceiro, Dennis de quinto e António Felix da Costa de sétimo. E nas 38 voltas seguintes, iria saber-se quantos candidatos é que haveriam até â corrida final.

Na partida, Wehrlein ficou com o comando com Muller a protegê-lo. Evans era o terceiro, seguido por Dan Ticktum, da Cupra, e Dennis. Nas voltas seguintes, o alemão afastou-se, tentando ter uma corrida mais tranquila. No meio disto tudo, Norman Nato passou pelas boxes para trocar um pneu furado e ficou no fundo do pelotão. 

Na volta 6, havia um Full Course Yellow por causa de Zane Maloney, que tinha a roda traseira esquerda danificada por causa de uma falha na transmissão do seu carro. Retirado da pista, a corrida regressou ao normal, e voltas seguintes, tirando as passagens pelo Attack Mode, a classificação não se alterou largamente, enquanto os pilotos serpenteavam pelo ExCel. 

Na volta 17, era a altura dos carros irem às boxes para o Pit Boost. Jean-Eric Vergne, da Citroen, e Mitch Evans, da Jaguar, foram os primeiros, seguido por Nico Muller e Oliver Rowland. Evans foi logo ao Attack Mode para ter mais potência durante seis minutos e recuperar o maior número de lugares possível. Wehrlein, Ticktum e Felix da Costa seguiram-o, para que não o deixasse fugir da liderança, e todos com seis minutos de energia extra.

Com isso, Evans passou Muller na volta seguinte, e todos estavam com a energia ao máximo quando na volta 21, entravam em Full Course Yellow por causa de Lucas di Grassi, que batera no muro. altura ideal para gente como Wehrlein, Ticktum e Felix da Costa irem às boxes e levarem o Pit Boost, para recarregarem os seus carros. 

No regresso, na volta 23, Muller atacou Evans para tentar recuperar o lugar, e apesar do neozelandês da Jaguar se ter conseguido defender-se, o piloto da Porsche recuperou o lugar perdido umas voltas antes. Umas voltas depois, Jake Dennis passou Felix da Costa para ficar na terceira posição, e depois, apanhou Ticktum, seu companheiro de equipa, para ser segundo. Depois, na volta 35, foi a vez do piloto português passar Ticktum e ficar com o lugar mais baixo do pódio. Ele ainda iria perder mais três lugares, passado por Sebastien Buemi, Taylor Barnard e Edoardo Mortara.

Na frente, tudo na mesma e na meta, Wehrlein conseguia uma vitória que foi construída desde a qualificação, e com isso, passou para o comando do campeonato, e tem uma mão e meia para o troféu de campeão.     

No campeonato de pilotos, Wehrlein tem agora 169 pontos, contra o 164 de Dennis, 148 de Evans e 134 de Rowland. Felix da Costa é quinto, com 128 pontos. A última corrida do campeonato acontecerá amanhã, no London ExCel.

quarta-feira, 12 de agosto de 2026

Formula E: Felix da Costa ainda sonha com o título


No fim de semana de encerramento da Formula E, e as duas últimas corridas do Gen3 Evo, em Londres, apesar de António Félix da Costa ser o primeiro a admitir que se trata de uma tarefa bastante difícil, ele ainda quer lutar para trazer o título da competição eletrica para Portugal, apesar de ser o sexto classificado da competição, nesta temporada.

Com 33 pontos de desvantagem face ao líder do campeonato, quando estão 58 pontos por disputar nesta ronda dupla final em Londres, o piloto da Jaguar encara estas corridas com uma postura de ataque, com vontade de vencer as duas corridas e não de fazer contas de campeonato. Contudo, ele não pode esquecer o trabalho de equipa que tem de fazer, uma vez que o seu colega de equipa, o neozelandês Mitch Evans, é atualmente segundo no campeonato, a apenas dois pontos do líder, o Andretti-Porsche de Jake Dennis.

"Ainda faltam disputar duas corridas para acabar o ano, mas, sobre esta temporada, independentemente do desfecho que venha a ter, sinto que foi das minhas melhores épocas a nível de andamento e performance. É uma pena as seis corridas em que fiquei a zero, muitas delas por situações fora do meu controlo.", começou por afirmar, ao resumir a sua temporada. 

"Para este fim de semana, os objetivos são claros e passam por atacar ao máximo, tentar subir ao pódio em ambas as corridas, mas sabendo que poderei ter de ajudar a equipa e o Mitch a ser Campeão. No entanto, reforço que, enquanto tiver possibilidades matemáticas de ser Campeão, não largo o sonho. Portanto, vamos com tudo, ao ataque, e depois logo se farão as contas no final!", concluiu.

No sábado e domingo, as corridas começarão pelas 15 horas, e em Portugal, terão transmissão direta pelo canal DAZN.

terça-feira, 4 de agosto de 2026

Formula E (II): Gen4 faz testes no Estoril


Os carros da Gen4 começaram hoje uma série de testes no Autódromo do Estoril, que continuarão até quinta-feira. Estes monolugares estarão em pista para afinar as máquinas da nova era, que começará no final deste ano, na temporada 2026-27.

Neste teste estarão três equipas, e uma delas é a Jaguar, com António Félix da Costa ao volante. 

Os carros da Gen4 representarão um salto de desempenho sem precedentes na história da categoria: terá uma velocidade máxima de 335 km/hora, aceleração dos 0 aos 100 km/hora em apenas 1,8 segundos e dos 0 aos 200 km/hora em 4,4 segundos, 1,5 segundos mais rápido do que o Gen3 Evo.

Em modo de qualificação, o monolugar irá produzir 804 cavalos de potência máxima, um aumento de cerca de 70 por cento face ao modelo anterior (50 por cento em modo corrida). Será ainda, em média, dez segundos mais rápido por volta em qualificação e pelo menos cinco segundos mais rápido em circuitos urbanos em condições de corrida.

Formula E: Pouchaire será piloto da Opel


O francês Theo Pouchaire será piloto da Opel na Formula E. O anuncio foi feito nesta terça-feira e marca a entrada do piloto de 22 anos na competição elétrica, numa marca que se estreará no final deste ano. Pouchaire, que corria na Formula 2, é o primeiro dos dois pilotos titulares, que conta ainda com uma piloto de testes, a alemã Sophia Florsch.  

Jörg Schrott, diretor da Opel GSE Formula E Team, elogiou o percurso e a personalidade do novo piloto e  resumiu a abordagem da equipa afirmando que existe “um plano claro” e que este está a ser executado. "Estamos muito satisfeitos por dar oficialmente as boas-vindas ao Théo à Opel GSE Formula E Team. Há muito que o acompanhamos e estamos impressionados com o seu desempenho, maturidade e abordagem inovadora. O Théo pertence a uma geração de pilotos cujo conhecimento técnico, velocidade, capacidade de adaptação e ética de trabalho se adequam na perfeição à nova era GEN4 do automobilismo elétrico", começou por afirmar.

"Há muito que o acompanhamos e estamos impressionados com o seu desempenho, maturidade e abordagem inovadora. Théo pertence a uma geração de pilotos cujo conhecimento técnico, velocidade, capacidade de adaptação e ética de trabalho se adequam na perfeição à nova era Gen4.”, continuou.


Schrott destacou também a rápida integração de Pourchaire na equipa desde os primeiros dias de trabalho conjunto, tanto em pista como em simulador, referindo o seu “feedback muito claro” e a capacidade de manter a calma em situações novas.

"O Théo dá um feedback muito claro, aprende rapidamente, mantém a calma mesmo em situações novas e, ao mesmo tempo, tem a ambição de continuar a melhorar. Além disso, a sua abordagem inovadora faz com que se integre muito bem na equipa da Opel. Estamos convencidos de que o Théo, com a sua personalidade, será uma peça muito importante do nosso projeto de Fórmula E.", concluiu.

Quanto a Pourchaire, ele descreveu a integração na Opel GSE Formula E Team como um passo significativo na sua carreira, afirmando: “É fantástico integrar a Opel GSE Formula E Team e a família Opel — uma marca icónica com uma rica história no mundo das corridas, que agora está a afirmar-se no Campeonato do Mundo.


E já tem objetivos claros na equipa e na competição: "É o maior passo da minha carreira até agora nos monolugares. A nova geração GEN4 é perfeita para a minha transição da Fórmula 2: mais potência, tração integral e uma aceleração incrível. É exatamente o tipo de carro de que gosto. Quero aprender, continuar a evoluir e dar o meu melhor desde o primeiro dia para contribuir para o sucesso da Opel.", concluiu.

A Formula E terá na temporada 2026-27, para além de um novo carro, um calendário com 21 corridas distribuídas por 13 fins de semana, em quatro continentes. As grandes novidades serão as pistas permanentes de Brands Hatch, no Reino Unido, Zandvoort, nos Países Baixos, e Austin, nos Estados Unidos.

A temporada começará, em principio, com uma ronda dupla em Jeddah, nos dias 18 e 19 de dezembro deste ano. 

quinta-feira, 23 de julho de 2026

Formula E: Felix da Costa encara Tóquio com vontade


O português António Felix da Costa, piloto da Jaguar, irá encarar o fim de semana de Tóquio, da Formula E, com vontade de fazer um bom resultado e continuar a lutar pelo título da competição, agora que estão a quatro corridas do final do campeonato.   

Com o alemão Pascal Wehrlein a liderar o campeonato com 141 pontos, no seu Porsche, mais nove que o neozelandês Mitch Evans, noutro Jaguar, e mais 30 que Felix da Costa, vai ser essencialmente uma luta entre Porsche e Jaguar, apenas do resto do pelotão também a querer o seu quinhão de pontos nesta jornada dupla em terras japonesas.  

Mas sobre isso, Felix da Costa mostra que se prepararam bem para este final de semana.  

Trata-se de um fim de semana muito importante para mim e para a Jaguar, não só por ser uma corrida dupla, mas também porque, se queremos lutar por este título, temos de ganhar pontos aos três primeiros do campeonato. Fizemos bem o trabalho de casa no simulador, com uma preparação minuciosa de todos os cenários possíveis para este fim de semana. Agora é hora de atacar, dar tudo e trazer dois bons resultados de Tóquio. Vai ser uma corrida muito desafiante e espetacular. Vamos à luta com toda a garra e sentido de missão!”, afirmou, no comunicado oficial. 

O circuito urbano de Tóquio, localizado junto ao Big Sight, conta com 18 curvas e 2575 metros de extensão, e inclui três longas retas e algumas curvas de alta velocidade, que prometem proporcionar um espetáculo interessante para o muito público esperado durante o fim de semana na capital japonesa.

O programa do fim de semana inicia-se na sexta-feira com a primeira sessão de treinos livres. No sábado terá lugar uma nova sessão de treinos livres, seguida da qualificação, marcada para as 07:40, hora de Lisboa. A corrida, quer a de sábado, quer a de domingo, terá inicio ao meio dia. 

quarta-feira, 15 de julho de 2026

Rumor do Dia: Geely pode entrar na Formula E em 2027


A temporada de 2027 da Formula E irá ter o Gen4, um carro que está a causar sensação entre os que já o pilotaram, por ser bem mais rápido que o Gen3, e poder ter uma potência que pode ser um pouco superior a um Formula 2, mas também terá uma nova equipa, a Opel, que entrará na competição.

Contudo, outra equipa poderá entrar na competição elétrica. Tudo indica que virá da China, e será a Geely. Segundo conta o site the-race.com, responsáveis da empresa estiveram em Xangai no fim de semana da competição naquele circuito, e caso entre, será em 2028. E não será com essa marca que entrariam... mas com a Lotus. Apesar do grupo ter diversas marcas que poderiam ser utilizadas no projeto, como Zeekr, Polestar, Lynk & Co, Maple e até mesmo a própria Geely, a Lotus desponta como alternativa mais atraente por causa do seu peso histórico no automobilismo mundial.

Para além de entrarem com estrutura própria, também poderão entrar por meio de uma parceria com uma estrutura já existente. Nesse cenário, Mahindra e Lola aparecem como candidatas mais prováveis para uma associação técnica, embora outras alternativas ainda estejam sendo analisadas.

Jeff Dodds, CEO da Formula E, confirmou as conversas e afirmou que a aproximação entre ambas as partes é real.

Conheço bem Victor [Victor Young, vice-presidente do grupo] e conversamos muitas vezes. Eles fazem um trabalho impressionante, seja com Lynk & Co, Zeekr ou talvez Lotus e Polestar, que são marcas mais conhecidas para nós. Eles têm um portfólio enorme e são muito bem-sucedidos. Vocês podem tirar as próprias conclusões”, afirmou.

Caso as negociações cheguem a bom porto e o nome da Lotus seja escolhido, seria um regresso ao automobilismo, do qual estão ausentes desde 2015, quando estavam na Formula 1. Neste momento, estão em competições de turismo no Reino Unido com o Emira GT4, mas não é de forma oficial.

domingo, 5 de julho de 2026

Formula E: Di Grassi foi o melhor na segunda corrida de Xangai


O veterano Lucas di Grassi foi o melhor na segunda corrida de Xangai, que aconteceu neste domingo. O piloto da Lola-Yamaha foi melhor que Jean-Eric Vergne, no seu Citroen, e pelo Envision-Jaguar de Joel Eriksson. Pascal Wehrlein foi quarto, no seu Porsche, enquanto António Félix da Costa ficou fora dos pontos, na 14ª posição.

Depois de uma qualificação onde Felipe Drugovich conseguiu a sua primeira pole-position da sua carreira, a organização decidiu que a partida iria acontecer atrás do Safety Car por causa das condições da pista, molhadas devido à chuva. Atrás de si estavam o britânico Taylor Barnard, e o alemão Pascal Wehrlein, da Porsche, e "poleman" da corrida anterior. Lucas di Grassi partia de 16º na grelha.

Mas ainda antes da partida, problemas técnicos no carro de Mitch Evans manteve a equipa da Jaguar a trabalhar até ao último momento no seu carro, mas não foi possível resolver a avaria a tempo de o colocar na grelha para o início da corrida. Um desfecho desastroso para o - então - líder do campeonato.

A corrida ficou assim para as primeiras quatro voltas, antes do Safety Car sair e a corrida começar com os carros parados para uma largada tradicional. Drugovich ficou com a liderança, mas quase de imediato, pilotos como os Mahindra de Edoardo Mortara e Nyck de Vries, bem como o DS de Taylor Barnard, foram ao Attack Mode para aproveitar da melhor maneira. Grande parte do top 10 seguiu o exemplo uma volta mais tarde, altura em que Barnard conseguiu passar Drugovich e ficar com a liderança da corrida.

Pouco depois, na sétima volta, Wehrlein, que também tinha passado pelo Attack Mode, assumiu a liderança da corrida com o seu Porsche, à frente do seu companheiro de equipa Muller. por poucos segundos, ainda que Muller tivesse ainda mais alguns minutos de AM. Os Porsches trabalharam depois em conjunto para se distanciarem de Drugovich, que seguia em terceiro, abrindo uma vantagem de três segundos à passagem da volta dez.

Quanto a Felix da Costa, que tinha largado de 12º, na volta 12, ou seja, altura do meio da corrida, dava um toque no carro de Oliver Rowland fez danificar a asa frontal do seu Jaguar, quando estava em Attack Mode. Contudo, isso não o impediu de subir posições, indo até à terceira posição na volta 19, atrás dos Porsches de Wehrlein e Muller, que tinham uma vantagem de 2,2 segundos sobre o piloto português. 

E por esta altura... Lucas di Grassi era 17º classificado.

Pouco depois, os Envision, que andavam juntos, foram ao Attack Mode e foram em perseguição dos Porsche para chegarem à liderança. Na volta 22, primeiro Buemi, depois Joel Eriksson, conseguiram alcançá-los e ficar com as duas primeiras posições. Atrás, Jean-Eric Vergne e Lucas di Grassi também subiam no pelotão, usando a sua veterania e os seus conhecimentos para irem ao Attack Mode e assim, ganharem posições.

Na volta 24, Zane Maloney bateu na entrada da meta ao mesmo tempo que Lucas Di Grassi, que tinha energia extra por ter passado pelo Attack Mode, já era quarto e partiu para o ataque ao segundo lugar, passando primeiro Vergne, e depois, Wehrlein, para ficar em lugar de pódio. No meio disto, Joel Eriksson foi ao Attack Mode, com cerca de quatro segundos de vantagem, ao mesmo tempo que um Full Course Yellow iria ser implementado. 

Com as bandeiras verdes, Di Grassi ainda tinha uma passagem pelo Attack Mode para fazer, e foi isso que aconteceu, quando tinha Wehrlein a seu lado, no terceiro lugar. Foi atrás de Vergne e Eriksson, correndo juntos e deixando Wehrlein muito para trás, e no inicio da ultima volta, o brasileiro estava na traseira do Citroen do francês, disposto a passá-lo. Na travagem para a curva 1, ele conseguiu ficar na liderança, para não mais a largar e conseguir a sua primeira vitória desde 2022. Ele, um dos pilotos originais, participantes na primeira temporada da competição elétrica, em 2014, e que já anunciou a reforma da Formula E no final desta temporada.


No final, emocionado, disse como foi a sua estratégia:

Não foi sempre fácil, mas estamos aqui para ganhar”, começou por afirmar. “Estou muito emocionado. Foram quatro anos de trabalho árduo com um carro que não era competitivo. Estou muito agradecido à equipa; acertámos em tudo. Foi uma corrida muito exigente. Assumimos o risco certo com os pneus e fomos para o Attack Mode exatamente no momento certo.

O Jean-Éric Vergne e eu estávamos no fundo da grelha. Falámos antes da corrida sobre se deveríamos optar por uma estratégia para piso húmido ou seco. Tive de tomar uma decisão e assumi o risco. No final, valeu a pena ainda tínhamos de fazer o nosso trabalho, mas a corrida correu a nosso favor.”, concluiu.

No campeonato, e a quatro corridas do final, Wehrlein lidera, agora com 141 pontos, contra os 132 de Evans, 114 de Rowland e 111 de António Félix da Costa. A Formula E retorna a 25 e 26 de julho, nas ruas de Tóquio, no Japão.

sábado, 4 de julho de 2026

Formula E: Felix da Costa feliz pelo resultado de Xangai


O segundo lugar de António Félix da Costa, na primeira corrida de Xangai da Formula E catapultou-o para o terceiro lugar do campeonato, a cinco corridas para o fim da temporada 2025-26 da competição elétrica, e a derradeira da Gen3. O piloto de Cascais teve a estratégia ideal debaixo de chuva na corrida que aconteceu na madrugada deste sábado. Felix da Costa consolidou o segundo posto durante a fase de ativação do Attack Mode, depois de ter ido às boxes ao mesmo tempo que o Porsche do alemão Pascal Wehrlein, que dominou esta corrida.

"Estou muito satisfeito por terminar em segundo lugar e conquistar mais um pódio para a Jaguar TCS Racing.", começou por dizer. "Foi uma corrida louca, especialmente quando começou a chover, mas a equipa acertou em cheio na estratégia. Conseguimos chegar ao grupo da frente antes de as condições piorarem e mantivemo-nos lá depois da paragem nas boxes, assegurando um pódio muito importante. Demonstrámos que somos competitivos tanto em piso seco como molhado em Xangai, por isso estamos ansiosos por voltar à pista amanhã para tentar repetir o desempenho.", concluiu.

Em contraste, Mitch Evans que partira da primeira linha da grelha de partida ao lado de Wehrlein, teve problemas de aderência no piso molhado e acabou apenas na oitava posição, perdendo pontos - mas mantendo a liderança - para Wehrlein e para o seu companheiro de equipa.

Desde a primeira curva senti que tinha muito pouca aderência. Sabemos que o carro é rápido, por isso vamos analisar os dados e fazer um reset para amanhã.”, disse o piloto neozelandês.

Apesar de tudo, os 22 pontos conquistados que a Jaguar TCS Racing conquistou nesta 12.ª ronda permitem à equipa manter a liderança do Campeonato do Mundo de Equipas, com uma vantagem de 24 pontos sobre a Porsche. Já no Campeonato do Mundo de Construtores, a Jaguar continua na segunda posição, também atrás da Porsche.

A Formula E regressa na madrugada deste domingo, a partir das cinco da manhã. 

Formula E: Wehrlein foi o melhor na primeira corrida de Xangai, Felix da Costa com pódio


O alemão Pascal Wehrlein foi o melhor na primeira corrida da Formula E que aconteceu na madrugada deste sábado em Xangai. O piloto da  conseguiu bater o Jaguar de António Félix da Costa, seu ex-companheiro de equipa, e o Andretti de Jake Dennis, que ficou a 4.7 segundos de Wehrlein. jakes Dennis acabou em oitavo, mas mantêm o comando do campeonato, apesar da aproximação de Wehrlein e Felix da Costa.

Com 29 voltas pela frente (iriam ser 30) e um tempo a ameaçar chuva, Pascal Wehrlein largava de primeiro, depois da qualificação desta madrugada, a primeira corrida desde final de semana chinês. Esta corrida tinha Pitboost obrigatório, que iria acontecer a partir da 13ª volta. 

Quando as luzes se apagaram, a corrida começou Com Wehrlein a larger bem, seguido por Jake Dennis, e os Jaguares de Mitch Evans e António Felix da Costa. Sem grandes problemas entre o pelotão, nas primeiras voltas, apesar da competitividade entre os pilotos, Dennis apenas conseguiu o comando na quarta volta, depois de passar o alemão da Porsche, e ao mesmo tempo que caiam os primeiros pingos de chuva na pista.   

Os primeiros foram ter o seu "pitboost" na volta 16, com Wehrlein, Rowland e Felix da Costa a irem ao mesmo tempo. Jake Dennis foi na volta seguinte, ao mesmo tempo que Max Gunther, ao mesmo tempo que Wehrlein e Felix da Costa foram dois dos pilotos que iam ao Attack Mode pela primeira vez, já a pista estava molhada. Ao fim de uma volta, só Edoardo Mortara e Dan Ticktum não tinham ido ao Attack Mode e tentavam manter o carro na pista.

As coisas ficaram assim até à volta 26, quando Wehrlein estava na frente, controlando a chegada do pelotão, liderado por Felix da Costa, que também tentava afastar-se do resto. Jake Dennis e Felipe Drugovich, pilotos da Andretti, lutavam por um lugar no pódio com Edoardo Mortara, mas este fazia valer cara a sua posição. Mortara perdia a quinta posição para De Vries, enquanto Jean-Eric Vergne era sétimo, pressionado por Mitch Evans. 

Na parte final, Wehrlein tinha tudo sob controle, acabando por triunfar pela segunda vez nesta temporada, e aproximava-se da liderança da competição elétrica, quando faltam agora cinco corridas.

No campeonato, Evans lidera, com 132 pontos, mais três que Pascal Wehrlein, enquanto Felix da Costa ascendeu a terceiro, agora com 110 pontos. A segunda corrida do fim de semana chinês acontecerá na próxima madrugada.

sexta-feira, 3 de julho de 2026

Formula E: Felix da Costa quer manter o bom momento


Duas semanas depois de terem corrido em Sanya, a Formula E continua em paragens chinesas, mais concretamente em Xangai, para um fim de semana duplo numa das versões usadas na mesma pista onde corre o GP da China de Formula 1.

En relação a António Félix da Costa, depois de boas performances nas duas últimas pistas, Mónaco e Sanya, num pelotão extremamente competitivo, o piloto de Cascais espera que as coisas em Xangai continuem dessa maneira, para poder continuar na luta pelo título. Contudo, a tática também passa por evitar os toques com a concorrência e chegar ao fim nos lugares da frente.  

"Estamos numa boa fase, com boa performance, portanto o objectivo é manter o bom momento e trazer bons pontos para casa. Xangai é uma pista que gosto bastante e a Jaguar sempre se deu bem aqui, portanto partimos motivados e com vontade de ser bem sucedidos. Sabemos que estamos na ponta final da época e se queremos lutar pelo título, é fundamental este fim de semana sermos fortes e alcançar dois bons resultados. Estamos preparados e confiantes, vamos à luta!", concluiu.

Por causa da diferença horária entre Xangai e Lisboa, ambas as corridas irão ter lugar na madrugada de amanhã (Sábado) e de Domingo, com inicio de ambas ás cinco da manhã (05:00), com transmissão em direto na Eurosport e no DAZN.

terça-feira, 30 de junho de 2026

Formula E: Calendário de 2027 está a dar dores de cabeça aos pilotos


O calendário de 2026-27 da Formula E poderá ter causado embaraços em alguns dos pilotos da competição elétrica. isto porque, agora que se sabe das datas das corridas, existem colisões em termos de competições, já que, em pelo menos duas datas, coincidirão com corridas do Mundial de Endurance. 

A primeira coincidência ocorrerá no fim de semana de 15 e 16 de maio de 2027, quando a Fórmula E tem agendada a sua jornada dupla no Mónaco em simultâneo com a prova do WEC em Spa-Francorchamps, na Bélgica. O segundo conflito dá-se no fim de semana de 10 e 11 de julho, com a jornada dupla de Xangai da Fórmula E a coincidir com a ronda do WEC em São Paulo, no Brasil.

Entre os afetados estão três pilotos, o suíço Sebastien Buemi, o português António Félix da Costa e o neerlandês Nyck de Vries. Ambos são pilotos da Toyota no WEC, e eles sabem que a equipa japonesa tem prioridade nestas situações. A Envision também quer que o veterano se dedique exclusivamente à competição, logo, terá de descalçar bem esta bota e arranjar um piloto que faça, pelo menos, estas quatro corridas. No caso de De Vries, que na competição elétrica corre pela Mahindra, poderá haver uma maior flexibilização, mas com Felix da Costa, piloto da Jaguar, poderá ver as suas opções reduzirem drasticamente se quiser manter-se no WEC, embora a Alpine ainda não tenha definido totalmente o que fará em 2027.


O CEO da Fórmula E, Jeff Dodds, afirmou existir comunicação regular com a liderança do WEC, mas que os conflitos de calendário são inevitáveis para ambas as partes.

A nossa prioridade é analisar quais os conflitos que têm menor impacto na presença de adeptos, na audiência televisiva, no crescimento da nossa base de fãs. Infelizmente, a nossa principal prioridade não é tentar garantir que os pilotos possam correr em múltiplas séries ao mesmo tempo. É positivo se conseguirem fazê-lo, mas não é a nossa prioridade máxima. Reunimo-nos com o WEC, falamos com a liderança do WEC. Conhecemos os calendários um do outro. Infelizmente, não há forma de evitar conflitos de ambos os lados.

A temporada 2026-27 foi divulgada no final da semana passada, e será a mais longa de sempre, com 21 corridas distribuídas por 13 cidades, que receberão a estreia do carro Gen4. Três novos circuitos integram o calendário pela primeira vez: o Circuit of The Americas (COTA), em Austin, Brands Hatch, no Kent britânico e a pista neerlandesa de Zandvoort.

quinta-feira, 25 de junho de 2026

Quais vão ser os novos circuitos da Formula E?


A Formula E anunciou esta semana o calendário da Formula E para 2026-27, o primeiro com os carros da GEN4, mais potentes e mais rápidos que os GEN3 usados atualmente. Aliás, esses novos carros terão uma potência perto dos 800 cavalos, o que coloca entre um Formula 2 e um Formula 1.

Mas o mais interessante do calendário é a entrada de novas pistas, e todas são permanentes. Uma delas é o COTA, Circuit of the Americas, em Austin, e embora a pista da Formula 1 tenha 5513 metros, há variantes que são mais pequenas. Por exemplo, a NASCAR usa uma versão do COTA que é mais pequena, com 3862 metros, mas há uma versão ligeiramente mais pequena, com 3702 metros, que chamam de "National Circuit". Eu creio que ambas as pistas são viáveis, mas é ver que escolhem.

Para dar uma comparação, a pista de Brands Hatch, outra das entradas no calendário da próxima temporada, tem 3916 metros em todo o seu traçado, em comparação com a pista Indy, que não passa dos 1944 metros. Com ambas as pistas a terem dimensão semelhante, não ficaria admirado se forem essas as pistas escolhidas. 

Independentemente da pista, ela tinha de ser feita, pois correr onde correm agora, no centro de Londres, em pleno pavilhão da ExCEL, começa a ser pouco viável, mesmo com os atuais carros da GEN3, por muito original que seja. 

Outra pista anunciada foi Zandvoort, nos arredores de Amesterdão. Com o final do contrato da Formula 1 em 2026, e sem vontade de continuar, a Formula E tornou-se numa alternativa, ainda por cima numa pista que não é muito maior que as duas que falei, pois tem 4259 metros. O "Club Circuit" é bem mais pequeno, tem 2526 metros, e não creio que seja viável, com estes carros novos. 

E como é sabido, nos últimos anos, a pista neerlandesa levou muitas obras de remodelação, nomeadamente aquela curva em relevo antes da meta... poderá ter sido uma soma bem interessante no calendário da competição elétrica. 

Algumas pistas manter-se-ão, sem novas versões, como por exemplo, Xangai - a versão da Formula E exclui a longa reta com mais de um quilómetro de extensão - Jeddah - a pista tem quase seis quilómetros, na versão da Formula 1 - e Jarama, que é usado em toda a sia extensão. E pistas citadinas, no Mónaco, que desde há algum tempo usam a sua versão total, acolherão os novos carros. 


E isto abre a porta a muitas outras pistas permanentes para a Formula E. Alguns exemplos? Paul Ricard, na sua versão mais curta, usada pela Formula 1 de 1986 a 1990, Hockenheim, na sua versão atual, o Red Bull Ring, o Autódromo do Estoril (tem 4182 metros, pouco mais de 200 metros que o Circuito de Jarama, que será usado na próxima temporada). De uma certa forma, a evolução destes carros elétricos poderá dar uma chance a uma panóplia de pistas um pouco por todo o mundo, e aumentar a qualidade do calendário.

terça-feira, 23 de junho de 2026

Formula E: Divulgado o calendário para 2026-27


A Formula E divulgou esta terça-feira o calendário para 2026-27, temporada onde estreia o novo chassis, o Gen4. E se começa com uma jornada dupla em Jeddah, na Arábia Saudita, fazendo regressar o calendário a essas paragens, as grandes novidades são as corridas em Austin, Zandvoort e Brands Hatch, circuitos convencionais, em vez de pistas citadinas.

Ao todo, serão 21 corridas no calendário, começando numa corrida noturna em Jeddah, no fim de semana de 18 e 19 de dezembro, e acabando com outra corrida noturna, em Tóquio, a 24 e 25 de julho, também em jornada dupla. As grandes novidades serão as corridas em Austin, a 6 de fevereiro, numa jornada única, antes de Miami, a 20 de fevereiro, também em jornada única. A ronda de São Paulo passa de dezembro para o dia 13 de março, 

Quanto às novidades, Brands Hatch será em jornada dupla, a 29 e 30 de maio, antes de Zandvoort, a 18 e 19 de junho, e Jarama, a 26 e 27 de junho.

No final, serão 13 corridas: cinco individuais e oito jornadas duplas. 

O calendário foi aprovado nesta terça-feira na Assembléia Geral da FIA, que se reuniu em Macau.   

sábado, 20 de junho de 2026

Formula E: Dennis vence em Sanya, Felix da Costa nos pontos


O britânico Jake Dennis foi o vencedor na corrida deste sábado no circuito urbano de Sanya, no sul da China, batendo o seu companheiro de equipa, o brasileiro Felipe Drugovich. Contudo, a corrida ficou marcada por diversas penalizações de cinco segundos, que acabaram por tirar Drugovich de um lugar no pódio, bem como António Félix da Costa, que de um lugar no pódio, acabou em quinto, que por sua vez foi corrigido para um quarto lugar, com a penalização do piloto da Andretti.

Largando da pole-position, Dennis parecia ser o favorito à vitória perante um pelotão disposto a vender cara a sua corrida, e tendo pela frente 37 voltas e muito calor - 30ºC na atmosfera, 60ºC no asfalto - e quando as luzes se apagaram, Dennis largou bem e conseguiu manter a liderança, enquanto Mitch Evans atacou forte no seu Jaguar, mas sem conseguir subir ao segundo lugar. Atrás, Félix da Costa manteve o 12.º lugar, enquanto Nyck de Vries, que regressou de Le Mans, onde triunfou no seu Toyota, não evitou o toque em Sébastien Buemi, mas os danos não foram suficientes para que nenhum dos pilotos parasse nas boxes. 

Depois de umas primeiras voltas relativamente calmas, as primeiras idas ao Attack Mode começaram a acontecer por alturas da volta nove, antes de, duas voltas depois, Edoardo Mortara toca na traseira do carro de Oliver Rowland, que escapava de juma manobra brusca de Mitch Evans, e danifica a sua asa da frente, condicionando a sua corrida. Pouco depois, Dan Ticktum aproveitou o seu Attack Mode para subir ao segundo lugar com o seu Cupra, e Nick Cassidy chegou à liderança, que depois, na volta 15, cedeu a Mortara, também beneficiando do Attack Mode, apesar dos danos na asa dianteira resultantes de um toque com Oliver Rowland.

Duas voltas depois, usando a energia extra do Attack Mode, Pascal Wehrlein passou para a liderança no seu Porsche, e na volta 18, mais um incidente resulta em que outro piloto fique sem asa dianteira: o Cupra de Dan Ticktum, que falhou a travagem na zona do Attack Mode, e usou o Jaguar de Mitch Evans como rampa de lançamento. Ele teve de ir às boxes para trocar de asa dianteira, e caiu para o fundo da classificação.

Mas o pior estava para vir. Na volta 19, foram mostradas bandeiras vermelhas devido a um choque em cadeia que envolveu Mitch Evans, ambos os carros da Cupra Kiro e Zane Maloney, piloto da Lola, resultando num engarrafamento. A direção de corrida fez regressar todos os carros às boxes, com algumas equipas a aproveitarem para efetuar reparações. A ordem na altura era Jake Dennis a liderar, seguido por Drugovich, depois Wehrlein, Müller e Eriksson.

No recomeço, na volta 20, Evans começou das boxes, no fundo da grelha, e nos primeiros metros, os pilotos da Andretti aguentaram a tentativa de Wehrlein de ficar entre os dois primeiros. As coisas ficaram calmas até à volta 27, quando Norman Nato bate no muro. Nessa altura, António Felix da Costa liderava com mais de três segundos de vantagem sobre o resto do pelotão, no seu Jaguar, vantagem essa que seria apagada com a entrada do Safety Car. 

O Safety Car saiu duas voltas depois, com Felix da Costa na frente, mas pouco depois, os comissários aplicaram uma penalização de cinco segundos, por causa de um incidente na curva seis, que era... a colisão com Norman Nato. O piloto português decidiu deixar Oliver Rowland passar, pois tinha Attack Mode, e tentou gerir os dois minutos restantes para poupar energia e preparar um ataque final. Pouco depois, Pascal Wehrlein também era penalizado em cinco segundos, e caia na geral.

No entanto, nessa altura, vários pilotos também aproveitaram essa altura para ativarem os seus últimos Attack Modes, intensificando a luta. Félix da Costa regressou à liderança, mas por pouco tempo, pois Jake Dennis aproveitou o seu Attack Mode para recuperar o primeiro lugar.

Na parte final, que teve mais duas voltas que o original, Dennis acabou por ficar com o primeiro lugar, com Felix da Costa a cortar a meta em segundo, para depois ser penalizado e cair para quinto - ganharia um lugar com a penalização de Felipe Drugovich. Pepe Marti herdou o segundo lugar, enquanto Nyck de Vries foi o terceiro, e Drugovich o quinto.

Na classificação geral, tudo na mesma porque nem Evans, nem Rowland, nem Mortara, nem Wehrlein pontuaram. Dennis, o vencedor, subiu para quinto, com 94 pontos, seguido por Felix da Costa, que tem 92. 

A Formula E continua em terras chinesas, com o fim de semana duplo em Xangai, no fim de semana de 4 e 5 de julho. 

sexta-feira, 19 de junho de 2026

Formula E: Felix da Costa focado em ser bem sucedido em Sanya


A Formula E regressa à ação neste final de semana em Sanya, no sul da China, num regresso da pista urbana â competição. Para António Félix da Costa, que está atualmente no sexto lugar do campeonato com 80 pontos, o piloto da Jaguar TCS Racing, tenta alcançar um resultado sólido num traçado citadino que promete batalhas intensas. E se conseguir esse objetivo, com rapidez e consistência, poderá solidificar a sua candidatura ao título mundial.

Já recuperei fisicamente e estou focado em ser bem sucedido este fim-de-semana aqui na China. Vai ser uma corrida importante, onde sabemos que temos e queremos marcar bons pontos para o campeonato. O carro está competitivo, a equipa muito motivada e eu quero entrar na luta do título!”, afirmou o piloto de Cascais, no seu comunicado oficial.

O piloto veio para Sanya diretamente de Le Mans, onde disputou as 24 Horas de Le Mans ao serviço da equipa oficial da Alpine, uma rotina exigente que, aparentemente, mitigou os efeitos da diferença horária. “Vim direto de Le Mans para aqui, o que de certa forma ajuda, pois nem sinto o jet lag, uma vez que os horários nas 24 horas ficam sempre alterados”, explicou.

Já recuperei fisicamente e estou focado em ser bem sucedido este fim-de-semana aqui na China. Vai ser uma corrida importante, onde sabemos que temos e queremos marcar bons pontos para o campeonato. O carro está competitivo, a equipa muito motivada e eu quero entrar na luta do título!”, concluiu.

O circuito urbano de Sanya é muito pequeno, ao apresentar um perímetro de 2520 metros, composto por 12 curvas. Quanto à corrida, esta acontecerá às 8:05 da manhã deste sábado, hora de Lisboa, com transmissão televisiva em direto nos canais DAZN e Eurosport.

quinta-feira, 21 de maio de 2026

Youtube Motorsport Video: David Coulthard no GEN4 no Mónaco

No fim de semana da jornada dupla do ePrix do Mónaco, David Coulthard deu algumas voltas com o carro GEN4, que será a nova evolução que se estreará na temporada de 2026-27 da competição, e depois de algumas voltas, o piloto de 55 anos confessou ter ficado impressionado com a velocidade e as reações rápidas do carro.

Essa é, de longe, a maior aceleração que alguma vez senti em Monte Carlo, e eu ganhei aqui duas vezes”, afirmou Coulthard, ainda ofegante após a experiência. “Estou um pouco sem palavras, na verdade. Meu Deus, que máquina. Não se pode comparar, na verdade, o Gen3 e o Gen4. À saída de cada curva, a aceleração é como nunca experimentaste.”, continuou.

Pensas que já estás a pedir demasiado ao carro, mas ele aceita mais. E depois percebes que aceita tudo”, resumiu.

sábado, 16 de maio de 2026

Formula E: De Vries foi o vencedor na primeira corrida no Mónaco


O neerlandês Nyck de Vries foi o vencedor da primeira corrida da Formula E nas ruas do Mónaco. O piloto da Mahindra conseguiu superar o Jaguar de Mitch Evans e o Cupra Kiro de Pepe Martí, enquanto António Félix da Costa, que ia a caminho de um pódio certo, não chegou ao fim devido a acidente com o outro Cupra Kiro, o de Dan Ticktum, que tinha feito a pole durante a manhã. Aliás, por causa desse acidente, na volta 27, a duas do final, que a prova acabou debaixo do Safety Car.

Partindo de segundo na grelha, depois de ter sido batido na qualificação por Dan Ticktum, ele manteve o lugar nos primeiros metros, depois de todos terem passado por Ste. Devote sem problemas. A primeira batido só aconteceu na volta 4, na saída do túnel, quando Jake Dennis e Nick Cassidy bateram um no outro e isso causou a primeira entrada do Safety Car.
 
A corrida prosseguiu algumas voltas depois, com Ticktum ainda na liderança, mas na volta 13, o Porsche de Pascal Wehrlein sofreu um furo, depois de ter sido tocado pelo seu companheiro de equipa em La Rascasse, e ficava mais atrás na classificação geral, comprometendo assim as suas chances de pontuar, ele, que era oitavo nessa altura. Já Nico Muller, sem asa da frente, também ficava de fora da decisão desta corrida.

Na volta 16, com os pilotos a irem recarregar no seu Pit Boost, Felix da costa foi ao Attack Mode carregar o seu carro por cinco minutos de potência extra, e com isso, tinha subido para segundo, atrás de Ticktum. Três voltas depois, era o piloto português a liderar a corrida, antes da sua vez de ir carregar e manter a liderança, agora pressionado por De Vries e o seu companheiro, Mitch Evans. Ele foi ultrapassado por ambos, porque tinham passado pelo Attack Mode e eram definitivamente mais rápidos. Na volta 24, o português defende o seu terceiro lugar de Dan Ticktum, que estava em Attack Mode - a menos de 20 segundos quando o passou - e assim ficou na terceira posição.  


A parte final da prova ficou marcada pelo acidente entre Felix da Costa e Ticktum. À saída do túnel, Ticktum moveu o monolugar em travagem, deixou Félix da Costa sem espaço e o choque foi inevitável. O Jaguar do português perdeu uma roda e parou poucos metros depois. Full Course Yellow de imediato, mas logo depois, o Safety Car entrou na pista, para ficar até à meta, com De Vries a ser declarado vencedor, na frente de Evans, Ticktum, Martí, Felipe Drugovich - que fazia a sua melhor classificação da temporada - e Sebastien Buemi, que tinha feito uma corrida de recuperação, de 18º. 

No final, os comissários chegaram â conclusão de que a responsabilidade do acidente era de Ticktum e o piloto britânico recebeu uma penalização de 33 segundos, caindo para o 12º lugar final e dando o pódio ao outro piloto da Cupra Kiro, Pepe Martí.

No campeonato, Evans lidera, com 116 pontos, aproveitando bem o facto de Wehrlein não ter pontuado. Mesmo assim, o alemão é segundo classificado, com 101 pontos. Edoardo Mortara é terceiro, com 93 pontos e Oliver Rowland o quarto, com 83. 

Amanhã é a segunda corrida do fim de semana monegasco da Formula E.