quinta-feira, 17 de agosto de 2017

Formula 1: Não há acordo entre Toro Rosso e Honda

A Red Bull e a Honda anunciaram esta tarde que as conversações com vista a colocar um motor japonês através da Toro Rosso terminaram sem acordo. Segundo conta a Motorsport, ambas as partes não conseguiram chegar a acordo em relação aos aspectos financeiros do compromisso que queriam estabelecer a partir de 2018.

Assim sendo, a outra marca detida pela Red Bull continuará com motores Renault na próxima temporada.

O fracasso do acordo com a Toro Rosso acontece poucos meses depois da Sauber ter assinado um acordo com o construtor japonês, mas do qual se decidiu abortar em julho, após a mudança na liderança da equipa, com Pascal Vasseur no lugar de Monisha Kalterborn, que sairá um mês antes.

Assim sendo, a McLaren continua a ser a única equipa que terá motores Honda em 2018, numa altura em que eles lidam com problemas de fiabilidade e resultados escassos.

Youtube Rally Onboard: O video de Thierry Neuville no "shakedown"

O Rali da Alemanha começou já esta tarde com a realização do "shakedown", e este video mostra a realização dessa classificativa de aquecimento a bordo do Hyundai de Thierry Neuville, que agora co-lidera o campeonato com Sebastien Ogier.   

WRC: Sebastien Loeb disponível para mais testes

Sebastien Löeb voltou aos ralis na semana passada, ajudando a Citroen a desenvolver o seu modelo C3 WRC para este rali da Alemanha, que se inicia no final desta quinta-feira. A marca considerou que o piloto foi muito útil, providenciando um bom "feedback" à equipa, e o piloto de 43 já disse que está disponível para ajudá-los em mais testes, caso venha a ser necessário.

Em declarações ao jornal francês "L´Équipe", e questionado se estaria disponível para mais testes, Loeb não deixou dúvidas: “Fazer quilómetros e quilómetros de testes não é a coisa mais excitante, mas quando há coisas para descobrir e não se guia o mesmo carro durante 15 anos então é agradável. Não me vejo a fazer testes todo o ano, mas de vez enquanto, porque não?”, comentou.

Em relação aos testes propriamente ditos, Loeb disse que se mostrou satisfeito por não ter perdido o ritmo dos seus tempos áureos, quando conseguiu nove títulos mundiais e 78 vitórias no WRC: “Quando estava a guiar tive a sensação de que nada mudou e ainda sou rápido. Mas a minha motivação (no teste) foi encontrar o potencial destes novos carros, e tenho de admitir que não esperava tal diferença de velocidade nas curvas e em seco”.

Apesar de tudo, Löeb não respondeu sobre um possível regresso do piloto ao WRC. Mas com a idade que têm e apesar de não estar mais nos ralis há cinco anos, há quem sonhe com isso.

WRC: Toyota confiante num bom resultado

Depois de um glorioso rali da Finlândia, onde Esapekka Lappi e Juho Hanninen deram um duplo pódio à marca japonesa, mas com sede na Finlândia, a Toyota vai encarar o Rali da Alemanha de modo diferente daquele que encarou o rali anterior. Não só porque é um rali em asfalto, como também a marca japonesa, que estreia o seu modelo Yaris nos ralis este ano, vai encarar um novo tipo de superficie - o asfalto - com manos conhecimento do que a concorrência, que poderá ser um problema.

Contudo, Tommi Makkinen, o diretor da companhia, acha que podem ter um resultado positivo nesta rali alemão, apesar das dificuldades presentes.

"Este vai ser apenas o nosso segundo rali em asfalto do ano, por isso vai ser interessante, será interessante ver o quão melhoramos desde a Córsega, apesar de diferentes condições na Alemanha. Os desenvolvimentos de asfalto continuam e existiram novas coisas que experimentamos nos testes, especialmente amortecedores", começou por dizer. 

"Da minha experiência da Alemanha, como piloto, lembro-me que as especiais são traiçoeiras. Geralmente é mais fácil arrancar primeiro, piorando para os de trás. Estamos todos confiantes depois da Finlândia, e os pilotos estão muito positivos com o carro, vamos ver o que podemos fazer. Penso que seremos muito bem sucedidos aqui”, concluiu.

O rali da Alemanha acontece entre os dias 18 e 20 deste mês.

quarta-feira, 16 de agosto de 2017

Youtube Rally Testing (II): Os testes de Sebastien Ogier


Como já vimos antes com Thierry Neuville, Sebastien Ogier também se preparou para o Rali da Alemanha em algumas das classificativas onde vai passar o rali a bordo do seu Ford Fiesta WRC. Agora que está empatado na geral com o piloto belga da Hyundai, a sua preparação para este rali em asfalto vai ser importante para saber se em terras alemãs ele poderá ser mais veloz do que a concorrência.

E claro, como ele disse no post anterior, ele espera que aqui na Alemanha, a vitória sorria a si e às cores da M-Sport, algo do qual eles nunca conseguiram lá chegar. 

A ver, vamos. Até lá, eis o video dos seus testes em terras alemãs.

Youtube Rally Testing: Os testes de Thierry Neuville no Rali da Alemanha


Com Sebastien Ogier e Thierry Neuville empatados na classificação geral, máquinas e pilotos preparam-se para o Rali da Alemanha, prova em asfalto do WRC e que promete ser bem interessante. E ao longo destes dias, os pilotos das quatro marcas presentes no Mundial andaram a preparar-se. 

E neste video em particular, é Thierry Neuville a andar nas estradas alemãs para ver até que ponto os Hyundai estão preparados para a estrada. 

WRC: Ogier quer defender a liderança

Depois de ter visto o seu rival Thierry Neuville o igualar após o rali da Finlândia, Sebastien Ogier deseja que na Alemanha as coisas fiquem a seu favor, de fora a afastar o piloto belga da Hyundai do seu caminho de alcançar novo título mundial. Falando antes do começo da prova alemã, ele espera que dê à M-Sport a vitória que nunca alcançou nestas paragens.

Nunca sorriu à equipa no passado [a vitória no Rali da Alemanha], e quero que isso mude. Cada ano sonho em vir a esta prova, e esta edição será mesmo emocionante, com uma batalha no campeonato muito cerrada. Vamos naturalmente dar o nosso melhor, de modo a manter a defesa do título numa boa rota”, começou por comentar.

É sempre agradável regressar ao asfalto, e a prova alemã representa algumas das estradas mais difíceis do calendário. É um rali onde devemos ter um bom estado de espírito, boas afinações, pensadas para as diferentes situações que encontramos”, continuou.

Ogier afirma que a preparação para o rali alemão foi também cuidada, porque a prova deste ano apresenta algumas classificativas novas: “Nos locais mais húmidos é ainda mais difícil, e os erros raramente são perdoados. É importante estar completamente concentrado e trabalhar em estreita colaboração com os batedores, de modo a nos preparar-nos para tudo o que nos será proposto nas especiais. Este ano existe igualmente uma série de novos troços, que tornarão as coisas ainda mais interessantes. O Fiesta tem-se portado bem no asfalto este ano, e por isso eu e o Julien [Ingrassia, o seu co-piloto] estamos impacientes por enfrentar este desafio”, concluiu.

WRC: Lappi quer pontuar na Alemanha

Esapekka Lappi, o recente vencedor do Rali da Finlândia não anda nas nuvens após esta vitória ao serviço da Toyota. A poucos dias do Rali da Alemanha, o grande objetivo do piloto finlandês é o de acabar nos cinco primeiros. “Vencer na Finlândia não alterou em nada a minha preparação para a Alemanha. Venho do meu rali mais forte para um que está fora da minha zona de conforto”, começou por dizer o piloto finlandês.

Para Lappi a prova germânica também será o seu primeiro rali de asfalto num WRC. “Mas acho que o Yaris é mais fácil de conduzir no asfalto do que na terra, porque parece mais um carro de competição. A aerodinâmica e o potencial do carro são tão grandes que a única limitação são os pneus; existe maior potência do que aderência, por isso tens de ser muito certo e limpo para manter os pneus. Se conseguir evitar os problemas quero terminar nos cinco primeiros, é o meu objetivo”, concluiu.

O Rali da Alenanha acontece entre os dias 18 e 20 de agosto.

terça-feira, 15 de agosto de 2017

Formula 1: Prost não acredita nos atmosféricos

Depois de Ross Brawn e Toto Wolff terem dito por estes dias que os motores atmosféricos não é a solução para o futuro da motorização na Formula 1 - pelo menos a partir de 2021 - agora foi a vez de Alain Prost se juntar à discussão e reforçar a ideia de que a direção seguida pela disciplina deve manter o atual rumo e não deverá mudar, apesar de admitir necessários ajustes.

Analisando o que se passa atualmente, não há construtores que apoiem o regresso aos motores atmosféricos. Querem ter motores menos complicados do que os que temos atualmente, mas guardando a eletricidade de uma forma diferente, talvez utilizando coisas diferentes. Não querem voltar atrás, o que faz sentido”, afirmou o tetracampeão do mundo ao site Crash.net.

A ideia de que a FIA, a Liberty Media e os construtores desejam a partir de 2020, quando acabar a atual versão do Acordo da Concórdia, é de simplificar os atuais motores Turbo V6 de 1.6 litros, colocando apenas um sistema de recuperação de energia, em vez dos dois existentes atualmente, também para reduzir os custos da construção dos motores. As discussões estão a acontecer e espera-se que haja uma conclusão no final do próximo ano.

Noticias: Whitting visitou Buenos Aires

Charlie Whitting visitou por estes dias o Autódromo Oscar Galvez, em Buenos Aires, para saber sobre as condições para voltar a receber a Formula 1 num futuro próximo. A visita, "informal" segundo a Autosport britânica, teve a companhia de membros da direção do Automóvel Clube Argentino e da Associação de Pilotos Argentinos. 

Da discussão, Whitting fez recomendações para que o autódromo seja melhorado de forma a receber Grau 1 da parte da FIA, para assim poder receber de volta a Formula 1, como fez entre 1953 e 60, entre 1972 e 81 e entre 1995 e 98.

Nos últimos anos, a Argentina voltou a receber diversas corridas de várias categorias, desde a MotoGP e o WTCC, que corre em Termas de Rio Hondo, até à Formula E, que até este ano correu nas ruas à volta da zona de Puerto Madero, em Buenos Aires. O regresso da Formula 1 não seria mau de todo, numa altura em que a Liberty Media deseja largar a Formula 1 para 25 corridas, mas colocando mais provas na Europa do que na Ásia, onde esteve nos últimos dez anos. 

A acontecer, a Argentina acompanhará México e Brasil como os países latinoamericanos a receber a Formula 1.

A imagem do dia

Eu pensava que já se tinha visto tudo sobre Ayrton Senna - e francamente, estou convencido disso - mas ver esta foto dele é, no mínimo, sensacional. A localização é fácil: trata-se do circuito de Budapeste, algures durante o fim de semana do GP da Hungria de 1986, e lá está ele ao volante, reconhecendo a pista para o fim de semana que aí vinha. Qual é o detalhe? Ele conduzia um Lada.

E seria normal, digamos assim. É que ir ao outro lado da Cortina de Ferro - apesar de ser um dos lugares mais pragmáticos em termos económicos - significa que grande parte dos carros não eram ocidentais, mas sim mais condizentes ao lugar, logo, as exportações soviéticas vão dominar. E os Ladas, então, seriam omnipresentes.

E esta foto, sejamos honestos, é uma enorme curiosidade. Embora sabendo que com o seu Lotus-Renault até fez um bom fim de semana, fazendo a pole-position e sendo superado por um Nelson Piquet que teve de ir ao limite para o ultrapassar.

segunda-feira, 14 de agosto de 2017

Formula 1: Steiner tranquilo sobre Sauber-Ferrari

O anuncio da manutenção da parceria Sauber-Ferrari, depois da equipa de Hinwill ter assinado (e depois denunciado) um acordo de fornecimento de motores à Honda para 2018, não faz perder o sono a Gunther Steiner, o diretor desportivo da marca. O italiano, ex-Toro Rosso, afirmou que a sua relação é forte e permitirá o crescimento que pretendem para a sua equipa nas próximas temporadas, com o francês Romain Grosjean e o dinamarquês Kevin Magnussen ao volante.

Eu não acho que tenha impacto em nós. Nós cuidamos de nós mesmos e da nossa parceria com a Ferrari. Se eles têm um relacionamento com outra pessoa ninguém nos pergunta o que pensamos ou o que devem fazer. Penso que a nossa relação é forte. Eu acho que vai continuar. Sem eles não estaríamos onde estamos agora”, disse Steiner.

A Haas tem uma parceria com a Ferrari e com a Dallara desde a sua chegada à Formula 1, em 2016, para construir o seu conjunto chassis-motor, e até agora tem conseguido alguns bons resultados, conseguindo ao todo 58 pontos e um quinto lugar no GP do Bahrein de 2016 como melhores "scores".

domingo, 13 de agosto de 2017

Formula 1: Wolff e Brawn não desejam o regresso dos V8

Enquanto que se discute o futuro da Formula 1 a partir de 2021, já apareceu duas correntes que desejam que a competição tome em de dois rumos: ou uma simplificação dos motores hibridos, onde se coloca apenas um sistema de recuperação de energia, ou então o abandono puro e simples dos híbridos a favor de motores V8 ou V10 atmosféricos. Sobre isso, se Ross Brawn diz que tem de haver um equilíbrio entre tecnologia e emoção, já o diretor da Mercedes, Toto Wolff, descarta o regresso aos motores atmosfericos

"Eu acredito firmemente que a Formula 1 representa alta tecnologia, inovação e desempenho. Se você tentar voltar no tempo para os famosos anos 80 e 90 [do século passado] só porque gostou tanto, essa é a estratégia errada", começou por dizer Toto Wolff.

"As discussões que estamos tendo são realmente boas na medida em que vemos o que queremos manter da regulamentação atual. Houve margem para vários pilares que o novo motor precisa ter: o custo do desenvolvimento precisa estar sob controle, ele precisa ser de alta tecnologia, precisa de ser híbrido, a relação peso/potência precisa ser melhor do que é agora, e agora precisamos olhar para a qualidade do som", continuou.

"Estamos a analisar as variáveis de como podemos conseguir isso e, na medida em que todos estão bem no mesmo caminho, acredito que até o final do ano podemos chegar ao fim e dizer que é isso que queremos para fazer em 2021", concluiu.

Já Ross Brawn, que está trabalhando para enquadrar uma visão para o futuro da Formula 1 que a torne mais atraente para os fãs, acredita que os pedidos de retorno aos V8 precisam ser contextualizados.

"Temos muitos fãs que dizem 'queremos voltar para os motores normalmente aspirados' mas então você tem que fazer a próxima pergunta: por que é isso?", disse Brawn.

"É porque cria mais emoção com o ruído. Então, podemos criar um mecanismo híbrido que tenha esse ruído, tem as rotações e mantenha esse apelo? Eu acho que os fabricantes envolvidos sabem que esse é um elemento-chave. Eles precisam ter uma Formula 1 bem sucedida. Não adianta ter um exercício de engenharia que demonstre sua tecnologia se ninguém estiver a assistir", continuou.

"Os fabricantes sabem que tem que ter um equilíbrio de relevância, mas ainda ser capaz de envolver a paixão dos fãs", concluiu.

WRC: Ostberg não vai à Alemanha

Mads Ostberg planeava ir ao Rali da Alemanha, que decorrerá no próximo fim de semana, mas resolver cancelar a sua participação a bordo de um Ford Fiesta R5 devido a motivos de segurança. O piloto norueguês de 29 anos teve uma participação no Rali Rzeszów, na Polónia, a contar para o Europeu de Ralis, mas desistiu devido a problemas com a direção assistida.

É uma pena, porque tudo aconteceu subitamente, quando tínhamos entrado numa curva rápida. Sem assistência a direção quase que bloqueou e consegui lutar contra o carro numa curva a quase 180 km/h. Não conseguimos reparar a direção e tivemos de abandonar. O nosso R5 é uma versão antiga. Aliás é duas gerações mais antiga que os atuais WRC2”, comentou.

O piloto norueguês referiu que outras alternativas para que pudesse alinhar na Alemanha se mostraram inviáveis sob o ponto de vista logístico, e refere também que não “estava cem por cento seguro de que o problema que tivemos não voltava a acontecer. Por isso optamos por não alinhar”, concluiu.

Assim sendo, Ostberg só deverá alinhar para o Rali da Catalunha, que vai acontecer em outubro. Neste momento, no campeonato, o piloto norueguês é o 15º na geral, com 19 pontos, sendo que o seu melhor resultado foi um sétimo lugar nos ralis da Sardenha e da Polónia. 

sábado, 12 de agosto de 2017

Formula 1: Chase Carey quer partes iguais para todos

É mais do que sabido que desde a chegada da Liberty Media à Formula 1, os seus líderes estão dispostos a conter os custos das equipas. É sabido que a Ferrari e Mercedes tem orçamentos de 300 milhões de dólares, enquanto que a Force India e Sauber andam a gerir um terço desse orçamento. E esta semana, Chase Carey revelou que anda`a procura de formas para conseguir reduzir essa diferença entre as equipas e dar mais chances de vitória, como por exemplo, padronizar certos componentes do carro.

"Há muitos caminhos para chegar lá, seja um limite orçamental, ou outras formas de fabricar os principais componentes do carro", começou por dizer Carey à motorsport.com.

"Nós não estamos a olhar para uma padronização do carro - nós pensamos que é muito importante continuar a ter um desporto que case competição com tecnologia de ponta. Nós não estamos olhar para [a ideia de] padronizar os carros, mas acho que podemos padronizar os seus componentes.

"Estamos certamente procurando maneiras de abordar naquilo que algumas das equipas gastam em particular, o que melhoraria a economia geral do negócio e permitir que todos se beneficiem, para além de melhorar a concorrência",

Carey revelou que teve "reuniões preliminares" com equipas para discutir os cortes de custos, embora o objetivo não fosse todas as equipas com o mesmo orçamento.

"Um dos desafios que temos hoje é que há um punhado de equipas que gastam claramente num nível bem acima dos outros, e você pode ver esses resultados na pista", afirmou Carey.

"Então, se podemos trazer os custos para uma área onde eles são mais comparáveis - não iguais - um para o outro, ele pode aumentar a concorrência e tornar a economia do negócio muito melhor. Começamos a falar disso com as equipas, mas foram reuniões preliminares", continuou.

"Existem alguns componentes importantes, como o motor, que provavelmente é a parte mais complicada do carro. É certamente nosso objetivo abordar esses custos e pensamos que o desporto se beneficiará disso em vários níveis", concluiu.

A ideia dos GT's elétricos

A ideia da Formula E é um sucesso tal que no final da década, arriscamos a ter quase todos os construtores de automóveis na competição. BMW, Audi, Porsche, Jaguar, DS Citroen, Faraday Future, Mercedes e Renault são algumas das marcas que estão (ou irão estar) na Formula E até ao final da década, mostrando ao mundo que os construtores de automóveis decidiram apostar a sério nos carros elétricos, especialmente numa altura em que a Tesla está a comercializar o seu Model 3, o tal carro que arrisca a "quebrar" a ideia de que estes carros - e esta marca - só se dedica ao luxo, e também se estabelecem recordes de distância com uma só carga. No mês passado, na California, um BMW Série 5 convertido para elétrico fez 1200 quilómetros com uma só carga nas baterias, e já há planos para alargar esse recorde para os 1500. 

Há umas semanas, Jean Todt, presidente da FIA, falou sobre o sucesso da Formula E e de como isto atraiu todos estes construtores que falei em cima. E no meio de outras competições paralelas - a Roborace vai aparecer no final do ano, lembro-vos - Todt pensa na ideia de ter uma competição de Turismos elétrica.

Queremos desenvolver as corridas elétricas. Estamos a discutir e a estudar carros elétricos noutras categorias do automobilismo e sinto que é uma boa ideia introduzir uma segunda prova durante os fins de semana de corridas da Fórmula E”, afirmou o presidente da FIA em Montreal, palco da última corrida da competição esta temporada. 

Embora sem adiantar quaisquer planos específicos, Todt admitiu que a existência de uma competição de suporte à Fórmula E já está em cima da mesa: “Penso que há espaço para introduzir uma disciplina diferente como corrida suporte. É algo em que estamos a pensar”.

Curiosamente, lembro que no ano passado houve uma prova de Volkswagen Golf elétricos como corrida de suporte na jornada inaugural da competição, em Hong Kong. Foi um "one-off", mas a ideia deve ter feito pensar algumas cabeças sobre essa chance.

E também já falei há uns tempos sobre o Electric GT, uma competição elaborada por dois espanhóis, com o objetivo de estabelecer uma competição elétrica. Vai arrancar em novembro e ao contrário da Formula E, querem usar os circuitos espalhados pelo mundo para mostrar a viabilidade deste tipo de competição. É monomarca - somente usam Teslas Model S - mas pensa-se que mais tarde poderão usar novos modelos que entretanto saem das marcas.

De uma certa forma, a ideia de uma competição de Turismos era esperada, apesar de algum ceticismo da parte de algumas pessoas. E também a FIA poderá pensar na ideia de que nem todas as marcas serão bem sucedidas na formula E. É assim desde o inicio da História do Automóvel: muitas marcas entusiasmam-se quando entram em determinada competição, mas depois acaba por haver uma marca dominadora, e as outras retiram-se, ou porque não há orçamento para isso ou simplesmente admitem a derrota.

E todas estas marcas têm experiência noutras competições, logo, poderão ajudar a FIA a montar o tal campeonato de carros elétricos. Aliás, a Mercedes vai largar o DTM para ir à Formula E, e todos os seus adversários nessa competição tem programas nessa competição. Uma DTM elétrica poderá ser algo do qual as marcas poderão pensar neste momento, e quem sabe, dentro de uns cinco ou dez anos, tal possa acontecer com os modelos de estrada que possam construir.

Em suma, o futuro vai acontecer mais depressa do que se julga. 

sexta-feira, 11 de agosto de 2017

ERC: Magalhães vai ao Barum Zlin

Apesar de ter perdido a liderança do campeonato europeu de ralis na Polónia, Bruno Magalhães confirmou esta semana que estará presente no Barum Zlin, a próxima prova do Europeu, que se realiza na República Checa.

Em declarações ao site Autoracing, Magalhães disse que estará presente: “Embora seja um rali deveras complicado, queremos continuar a tentar lutar pela melhor classificação possível no Europeu, pelo que é mais uma prova dentro dessa lógica”.

Uma das provas mais importantes da Europa Central, o Barum Zlin vai acontecer entre os dias 25 e 27 de agosto, e terá 215 quilómetros de troços cronometrados, quase todos em asfalto e onde o tempo poderá ser um fator decisivo, caso chova. 

quinta-feira, 10 de agosto de 2017

Como vão ser as coisas no WRC 2018?

Com o campeonato a meio e com Sebastien Ogier e Thierry Neuville igualados em pontos, a temporada de 2018 começa a ser delineada e planeada, em principio, com quatro marcas oficiais presentes: Toyota, Ford (M-Sport), Hyundai e Citroen. Contudo, quando faltam duas semanas para o Rali da Alemanha, parece que o centro das atenções tem a ver com o próprio Sebastien Ogier. Isto porque ele ainda não sabe bem o que fazer para a próxima temporada, se ficar na Ford, ou tentar a sua sorte noutros lados, como por exemplo, a Citroen.

Contudo, a M-Sport está com um problema: ambos os seus pilotos se tornaram em alvos apetecíveis. Se Ogier tem as equipas acima referidas, já Ott Tanak está a ser seduzido pela Toyota para que corra com eles em 2018, provavelmente para lhe dar uma chance de lutar pelo título mundial ao lado dos finlandeses Jari-Matti Latvala, Juho Hanninen e Esapekka Lappi, o recente vencedor do Rali da Finlândia. Caso um deles saia (ou até os dois) um dos lugares será preenchido por outro finlandês, Teemu Suninen, que já mostrou potencial para ser um bom piloto. E provavelmente quem o acompanhará poderá ser o galês Elfyn Evans.

Já na Citroen, ter Ogier seria um sonho, mas por lá também está a tentar convencer outro piloto a voltar ao WRC: Sebastien Loeb. O nove vezes campeão mundial voltou a testar um carro de WRC esta semana, e aos 43 anos, há quem ainda vê que ele poderá mostrar algum coisa face aos pilotos mais jovens. Contudo, as coisas dentro da marca do "double chevron" são complicadas, e o que interessa no imediato é desenvolver o C3 WRC de forma a ser competitivo face à concorrência. Contudo, ainda há um terceiro "sebastien" a ser considerado: Sebastien Lefebvre, (na foto, à direita) que apesar de ter 25 anos, já mostrou potencial para andar a par dos primeiros, e só espera por uma boa chance para andar num bom carro, ao lado de Kris Meeke e Andreas Mikkelsen, do qual os franceses desejariam tê-lo por mais algum tempo, para ajudar a desenvolver o carro.

No meio disto tudo, reina a paz em Alzenau, a sede da Hyundai na Europa. Thierry Neuville, Dani Sordo e Hayden Paddon parecem ter tudo garantido para 2018, e a marca não deseja colocar um quarto carro na estrada, logo, está tudo tranquilo por aqueles lados, e mais ficará se conseguirem o tão esperado título mundial, no final da temporada.

WRC: Kalle Rovanpera vai se estrear em Gales

Há anos que se fala de Kalle Rovanpera, filho de Harri Rovanpera e do qual se fala que tem o talento para ser um futuro campeão do mundo de ralis. Aos 16 anos - fará 17 a 1 de outubro -  corre em ralis na Letónia e na Finlândia, países onde a idade mínima para participar num rali é baixa, e lá pode mostrar todo o seu talento. Assim sendo, Kalle vai participar no final de outubro no Rali de Gales a bordo de um Fiesta R5 da M-Sport, o seu primeiro rali no WRC.

Segundo conta a Autosport portuguesa, ele já guiou um Fiesta R5 nas florestas de Greystone, ma Grã-Bretanha, e há um acordo para participar em algumas provas do Campeonato do Mundo na classe WRC2, bem como no Campeonato Britânico de Ralis em 2018, sempre num Fiesta R5.

Temos várias opções para a próxima época e estamos a falar com determinadas pessoas, mas acho que o mais provável é Kalle estar num Fiesta na próxima temporada”, conta Timo Johuki, o manager de Rovanpera filho.

Nascido a 1 de outubro do ano 2000, Kalle é filho de Harri Rovanpera, vencedor do Rali da Suécia de 2001, a bordo de um Peugeot oficial. Para além disso, passou pelas equipas oficiais da Seat, Skoda e Mitsubishi, tendo alcançado 15 pódios e 77 vitórias em especiais, no total de 111 ralis, entre 1993 e 2006. 




quarta-feira, 9 de agosto de 2017

Noticias: Paul Ricard a 340 km/hora

A Formula 1 vai regressar a Paul Ricard no próximo ano para o GP de França, mas os pilotos vão ter de lidar com uma chicane no meio da reta Mistral, algo do qual muitos não são fãs. Contudo, os carros continuarão a ser velozes na mesma. Uma simulação feita recentemente pela organização mostrou que os carros chegarão à Curva Signes a velocidades na ordem dos 340 km/hora, fazendo daquela parte uma das ais velozes do campeonato. 

A FIA fez algumas pesquisas e a velocidade antes da chicane será de 343 km/hora, então ela é útil”, começou por dizer o diretor do GP da França, Gilles Dufeigneux, ao site Motorsport.com.

A chicane foi acrescentada para evitar que os motores andem a plena velocidade, em subida, por 1800 metros. Também queremos facilitar com a criação de um ponto de ultrapassagem adicional”, continuou.

Teremos três retas onde os carros podem andar a toda velocidade antes de grandes desacelerações – curva 1, curva 8 e a curva Signes, com o pé em baixo”, concluiu.

Curiosamente, com a chicane, os carros vão ter velocidades semelhantes a aquelas que os carros Turbo alcançavam em 1985, quando a Formula 1 correu pela última vez em toda a extensão de Paul Ricard. Nesse ano, os carros faziam a curva Signes em média a 310 km/hora, com o topo a ser alcançado pelo Brabham-BMW de Marc Surer, que o fez a 338 km/hora num motor que já tinha cerca de mil cavalos.


terça-feira, 8 de agosto de 2017

Formula 1 em Cartoons - Hungria (Riko)

Na Hungria - como no Mónaco, diga-se - a Ferrari fez dobradinha, com Sebastian Vettel a ficar na frente de Kimi Raikkonen, apesar dos problemas sofridos pelo piloto alemão no meio da corrida, que fizeram com que alguns preferissem que o finlandês fosse para a frente, porque aparentemente estaria melhor do que o alemão. Mas Vettel conseguiu controlar as coisas e ambos os carros vermelhos não foram ameaçados por Lewis Hamilton.

Assim sendo, o "Riko" desenhou um cartoon sobre esta situação.

"Kimi, como andam as coisas atrás?" - pergunta Vettel.

"Max está a solo, a Mercedes enlouqueceu e o Nando faz a volta mais rápida", responde Kimi.

O Netflix desportivo

O Netflix revolucionou a maneira como vemos televisão. Através de um canal "on demand", poderemos ver a qualquer hora e em qualquer plataforma (telemóvel ou tablet, sem ser somente na televisão) as nossas séries favoritas. E até há séries que são feitas exclusivamente para aquele serviço, estando disponíveis todos os episódios de determinada temporada, sem termos de esperar uma semana até que apareça o episódio seguinte.

Pois bem, parece que vai aparecer outra coisa ainda mais interessante: uma plataforma digital dedicada ao desporto. A Sportflix, o "spinoff" do Netflix, promete transmitir "95 por cento" dos eventos desportivos mais importantes do mundo, a um preço que vai dos 17 até aos 25 euros por mês, e claro, vai transmitir partidas de futebol, basket, basebol, golfe, Formula 1 e os Jogos Olímpicos.

O método é explicado por Matías Said, o criador do Sportflix. "Somos uma plataforma de retransmissão. Isto quer dizer que nós não montamos toda a produção em cada lugar onde acontece um evento. Nós apenas retransmitimos as cadeias televisivas que o fazem", explicou ao portal todotvnews.

A plataforma vai ter uma diferença em relação à Netflix, que vai transmitir jogos em direto. 

A sua estreia vai acontecer a 30 de agosto e será colocado à venda no Brasil, México, Argentina, Estados Unidos, Espanha, Itália, Alemanha, França e Reino Unido.

segunda-feira, 7 de agosto de 2017

Noticias: Stewart defende a introdução do "Halo"

Jackie Stewart sempre foi um defensor da segurança, quer ao longo da sua carreira de piloto, quer depois de ter pendurado o capacete, em 1973. E o tricampeão escocês disse recentemente que a introdução do Halo é uma boa medida para aumentar a segurança na Formula 1 e no automobilismo em geral. 

Falando recentemente durante um encontro dos Great British Racing Drivers, Stewart sublinhou a sua crença de que o halo é um ‘preço’ que vale a pena pagar para manter os pilotos seguros: “Do meu ponto de vista salvar uma vida, e algumas dessas pessoas – estive em muitos funerais – podiam ter sido salvas, como as de alguns amigos meus. E isso aconteceu porque não tínhamos tecnologia para o evitar”.

Lamento mas não tenho uma impressão negativa do halo. Li vários artigos em que diziam ‘este é o fim da Fórmula 1 para mim’. Bem, é como as pessoas dizerem ‘Jackie Stewart vai matar o automobilismo’ por causa da segurança em pista. Penso que se deve ter o máximo de segurança que se possa conseguir e pensar que se está a destruir a Fórmula 1 ao fazer isto é o mesmo que criticar o capacete integral dizendo que não se deve usar porque a visibilidade não é muito boa”, enfatizou Stewart.

O tricampeão do Mundo (1969,71 e 73) referiu ainda que na sua opinião é melhor ser pró-ativo do que reativo: “A medicina preventiva é consideravelmente mais importante do que a corretiva, que é consideravelmente mais cara que a preventiva. O halo, na minha opinião, é necessário, e teria evitado, no meu tempo, a morte de Henry Surtees – atingido pela roda do carro de um outro piloto. Foi apenas azar. Mas será que vale depender apenas da sorte?”.

Como levar as coisas... à letra!

Ou será ao saco? É que depois da polémica entre Nico Hulkenberg e Kevin Magnussen por causa de uma ultrapassagem mais "musculada" durante o GP da Hungria, o dinamarquês da Haas respondeu às reclamações do alemão da Renault com um "suck my balls, honey". Claro, Hulkenberg ouviu o "conselho" Magnussen e aplicou-o... à letra.

Pelo menos, é o que se pode depreender de uma foto que foi tirado no final da semana passada numa demonstração em Assen, na Holanda. Hulkenberg andou a fazer algumas voltas num E20 de 2012 e outro ex-piloto, Robert Doornbos (que hoje em dia é fundador e proprietário de... uma firma de brinquedos sexuais) tirou umas fotos onde se vê um retrato de Kevin Magnussen a um nivel... escrotal.

Bem saber que todos andam confortáveis com isso...

A pneumonia de Jeremy Clarkson

Parece que o The Grand Tour está a ser atribulado este ano. Já não bastava os acidentes de Richard Hammond durante a gravação do programa (um em Moçambique, outro na Suíça, quando se espalhou com um Rimac elétrico), agora a BBC conta este domingo que Jeremy Clarkson está internado num hospital em Maiorca, a batalhar contra uma pneumonia. Aos 57 anos de idade, Clarkson (ou o Grande Macaco, nas palavras de Hammond...) teve de tirar uns dias para recuperar da doença, algo do qual foi forçado a fazer, apesar de ter dito que "nunca teve de largar o trabalho por um dia desde que comecei, em 1978", segundo conta na sua conta do Drivetribe.

Clarkson falou sobre isso na rede social Drivetribe, agradecendo os desejos de melhoras, e disse que a partir de agora, "o único membro funcional do The Grand Tour é James May. Deus nos ajude".

O The Grand Tour estreia em novembro, e só se espera que os três sobrevivam até lá.

domingo, 6 de agosto de 2017

Youtube Motorsport Racing: A segunda corirda da TCR Alemã em Nurburgring

A segunda corrida em Nurburgring do ADAC TCR Germany foi esta tarde, e aqui, o melhor foi o finlandês Antti Buri, que levou a melhor sobre o sul-africano Sheldon Van der Linde e o alemão Harald Proczyk

Quanto a José Rodrigues, a sua corrida acabou... na primeira curva.  Como na primeira corrida, Rodrigues sofreu um toque de um adversário, que o atrasou, mais tarde uma disputa intensa com outro adversário deixou-o fora da corrida.

Arrancar em 28º não é fácil e sofri mais um toque que me fez perder muito tempo. Depois foi ir na tentativa de recuperar o que pudesse, mas na acesa disputa acesa que se trava no meio do pelotão, houve uma com um adversário mais intensa que me deixou fora da corrida”, contou Rodrigues, o piloto da Target Racing apoiado pelo Benfica. 

O piloto português referiu também que “neste campeonato a qualificação é decisiva, e por isso os resultados não foram os esperados”.

Eis a corrida na íntegra.

Uma confissão de Alan Jones

Aos 70 anos, Alan Jones goza a reforma na Austrália, fazendo também de comentador na televisão local, quer para a Formula 1, quer para o V8 Supercars. Mas de vez em quando lá conta uma historieta dos seus tempos na Formula 1, onde foi o primeiro campeão pela Williams, em 1980. 

Recentemente, Jones escreveu - e publicou - a sua biografia, com o sugestivo título de "How Alan Jones Climbed to the Top of Formula One" (Como Alan Jones Subiu ao Topo da Formula 1, numa tradução à letra), onde escreve umas linhas sobre o seu segundo regresso à Formula 1, em 1985, ajudando no projeto da americana Lola-Haas.

No final dessa temporada, o pelotão da Formula 1 foi a Kyalami, ao polémico GP da África do Sul, numa altura em que a comunidade internacional fazia fortes pressões para boicotar o país, que estava na altura submetida ao regime do "apartheid", de minoria branca. A Formula 1 era a única competição que visitava aquele país, e algumas equipas, nomeadamente os franceses da Renault e da Ligier, decidiram não ir lá competir. E Jones também decidiu não competir nesse dia, apesar de ter corrido por ali na qualificação. Apesar de ter alegado um virus, sempre se desconfiou que a razão tinha sido outra. E ele conta ali o que aconteceu, afirmando que não correu... por sugestão de Bernie Ecclestone.

Jones fala que isto aconteceu no sábado à noite, depois da qualificação, quando foi convocado para o quarto onde estava Bernie. "Não tinha a certeza do que tinha feito desta vez, fui lá ter com ele. Quando bati à porta, Bernie perguntou-me: 'Como você se sente?'", recorda.

"'Que chances tens de ganhar a corrida amanhã?' perguntou Ecclestone. Jones disse: 'Se eu começar agora, provavelmente são boas'".

De acordo com Jones, Ecclestone continuou: "Bem, eu tenho uma idéia. Se você der baixa e não puder correr neste fim de semana, nós lhe daremos o prémio do primeiro lugar. Vá para casa e visite Austrália", concluiu.

Jones saiu do hotel no dia seguinte, algo do qual apenas Carl Haas e Teddy Mayer sabiam, e o resto do mundo soube que o australiano estava doente. A razão para todo este esquema foi que a Haas era patrocinada pela Beatrice Foods, uma importante corporação americana, e tinha sido ameaçada de um boicote por parte do movimento dos Direitos Cívicos, então liderada por Jesse Jackson. E para evitar isso, arranjou-se um motivo de "força maior", logo, uma doença inesperada que o impedisse de correr, e tirando um pouco a razão dos protestos na América.

Duas semanas depois, na Austrália, Jones alinhou na corrida sem problemas. "Fiz uma recuperação milagrosa para o Grande Prêmio da Austrália, que também andei bem", recorda, em jeito de conclusão.

sábado, 5 de agosto de 2017

CNR 2017 - Rali Vinho da Madeira

Na Madeira, mandam os madeirenses. Alexandre Camacho foi o grande vencedor do Rali da Madeira, depois de outro madeirense, Miguel Nunes, liderou por parte dela até ter tido problemas no seu carro, obrigando a desistir. Camacho bateu o italiano Giandomenico Basso e no lugar mais baixo do pódio ficou João Silva, na frente do melhor continental, Miguel Campos, que ficou a mais de... dois minutos e 48 segundos do vencedor.

Eis o filme desta prova, que teve alguns estrangeiros a embelezar o campeonato, mas no final os locais triunfaram

DIA 1

A lista de inscritos - 61 carros à partida neste rali da Madeira - tinha alguns nomes sonantes. Desde o francês Stephane Lefebvre, que iria guiar no Citroen DS3 R5 que era de José Pedro Fontes, ainda a recuperar do seu acidente no Rali de Portugal até Giandomenico Basso e o romeno Simone Tempestini, bem com alguns "continentais" como Miguel Campos, Carlos Vieira e Miguel Barbosa, e tudo isso poderia fazer dessa prova uma de grande qualidade.

As coisas começaram logo na quinta-feira à noite com a especial da Avenida do Mar, onde Basso foi o melhor, 0,6 segundos de vantagem sobre Miguel Barbosa e 1,8 segundos sobre João Barros. 

O rali arranca no dia seguinte com a primeira passagem pelo Campo de Golfe, onde Alexandre Camacho entrava a matar, no seu Peugeot, conseguindo 9,8 segundos de vantagem sobre Miguel Barbosa e 11,8 segundos sobre Stephane Lefebvre. Basso reagiu vencendo na primeira passagem por Palheiro Ferreiro, com Miguel Nunes 2,5 segundos atrás dele e Miguel Campos (Hyundai) a 6,8 segundos. Basso era agora o líder, 3,3 segundos na frente de Camacho e 16,1 sobre Lefebvre.

Camacho venceu na segunda passagem pelo Campo de Golfe, e Basso na segunda passagem por Palheiro Ferreiro, numa altura em que Lefebvre já tinha desistido com um problema de transmissão no seu DS3 R5. Outro dos estrangeiros, Chewon Lim, no seu Hyundai, perdeu uma roda e teve de abandonar.

Mais para o final do dia, Miguel Nunes entrou a ganhar na primeira passagem por Cidade de Santana, e foi assim nas duas especiais seguintes, terminando a oitava especial na liderança, conseguindo passar Giandomenico Basso. Ambos os pilotos estavam com uma diferença de 0,6 segundos, e Camacho não estava longe, a 6,5 segundos.

Alexandre Camacho venceu na nova especial, a segunda passagem por Ribeiro Frio, empatado com Miguel Nunes, e cada vez mais era um "affaire" a três entre Camacho, Basso e Nunes. João Silva acompanhava-os, mas apenas a 28,4 segundos, e os quatro já tinham por esta altura um minuto e 12 segundos sobre Miguel Campos, o melhor dos Skodas neste rali.

Pela noite, nas passagens por Serragem (Nunes venceu) e Terreiro da Luta (vitória de Basso), o rali acabava o dia com Nunes na frente, com 12,4 segundos sobre Camacho, e Basso era o terceiro, a 21,5 segundos.

DIA 2

O segundo dia começa com a primeira passagem por Camara de Lobos, onde Basso foi o melhor, tirando 0,6 segundos a Alexandre Camacho e três segundos a Miguel Nunes. Camacho respondeu ganhando na Ponta do Sol, 0,1 segundos na frente de Miguel Nunes, controlando a aproximação de Camacho. Mas na 14ª especial, na primeira passagem por Ponta do Pargo, o golpe de teatro, quando Nunes viu o seu Hyundai parar por causa de um disco de travão partido. 

No final, o piloto estava inconsolável: “De repente sentimos um estouro dentro do carro, não sabia muito bem o que tinha acontecido, pensávamos inicialmente que seria um furo, porque o pneu também acabou por rebentar, mas não era, foi o cubo da roda que se desintegrou e o disco do travão, por consequência disso tudo, acabou por partir e não havia nada a fazer”, começou por contar.

É difícil digerir tudo isto, é um murro enorme no estômago sentirmos que tivemos uma grande oportunidade e que alguma coisa nos impediu de chegar lá”, concluiu.

Com isto, Camacho foi ao ataque, vencendo na primeira passagem por Rosário, ganhando 5,8 segundos sobre Basso, e parecia que conseguiria levar a mó de cima nas ultimas especiais. Mas o italiano entrou a matar na segunda passagem por Câmara de Lobos, mas Camacho aguentava-se. Tanto que, quando reagiu na 17ª especial, foi mesmo para resolver tudo, vencendo as últimas três especiais.

No final, o piloto madeirense terminou em beleza ao vencer o rali, terminando com uma vantagem de 15,6 segundos sobre Basso, enquanto que João Silva terminou em terceiro a prova, ficando dois madeirenses no pódio, tal como acontecera no ano passado. Miguel Campos foi quarto e Simone Tempestini conseguiu subir a quinto, passando Miguel Barbosa.

Agora, o Nacional de Ralis volta em setembro, para o rali de Mortágua.

Youtube Motorsport Racing: A primeira corrida da TCR Alemanha no Nurburgring


O TCR Alemanha corre neste fim de semana no circuito de Nurburgring, em mais uma jornada dupla, a quinta, onde o britânico Josh Files comanda o campeonato com alguma folga (245 contra 141 de Mike Halder, antes desta prova) e parece que ele vai a caminho do título nesta categoria.

Quanto a José Rodrigues, um toque na primeira curva impediu-o de ter um melhor resultado daquele que acabou por ter, mas não o impediu de pontuar.

Fiz um bom arranque, mas logo na primeira curva um piloto despistou-se e acertou-me em cheio. Fui para o fim do pelotão e com o carro todo desalinhado, bem como os pneus cheios de gravilha”. explicou o piloto português.

Não desanimei e fui à luta. Com muitas disputas consegui finalizar nos pontos e foi o resultado possível. Apesar de tudo, fico satisfeito com a minha performance, porque recuperei nove lugares sem qualquer toque nas disputas em condições muito complicadas”, concluiu.

Eis a prova na sua integra.

ERC 2017 - Rali Rzeszow (Final)

Bryan Bouffier foi o grande vencedor do Rali Rzeszow, na Polónia. O piloto francês superou Kajetan Kajetanowicz, ambos em Ford, mas o piloto polaco estava contente porque viu o seu principal adversário, Bruno Magalhães, a ser apenas nono em casa e assim, ficou com o comando do campeonato europeu. 

Depois de ter conseguido a liderança, graças aos problemas sofridos por Mads Ostberg, Bouffier limitou-se hoje a gerir a vantagem sobre Kajetanowicz e conseguir a sua primeira vitória no ERC, acabando com 38,5 segundos de vantagem sobre o piloto polaco. Marjan Griebel foi o terceiro, no seu Skoda, a 55.6 segundos, enquanto que Magalhães conseguiu apenas dois pontos, terminando o rali a mais de quatro minutos e meio do vencedor.

O dia começou com Bouffier a vencer na sexta e oitava especiais, com o espanhol Lopez a conseguir alcançar o melhor tempo na sétima especial, enquanto que Magalhães não conseguia grandes resultados nas especiais da manhã, apesar de ter chegado aos pontos, lutando com Tomasz Kasperszack pelo nono posto, algo do qual conseguiu alcançar na parte da tarde.

No Europeu, Kajetanowicz tem agora 109 pontos, contra os 97 de Magalhães. O europeu continua no final do mês, em Zlin, na Republica Checa.

sexta-feira, 4 de agosto de 2017

Youtube Formula 1 Classic: GP da Alemanha de 1957

Faz hoje 60 anos sobre o maior feito de Juan Manuel Fangio, que foi a sua 24ª vitória da sua carreira, no GP da Alemanha de 1957, no circuito de Nurburgring. A sua corrida foi absolutamente fantástica, onde tentou ganhar alguma vantagem, mas problemas na sua traca de pneus nas boxes fizeram com que caísse para a terceira posição, atrás dos Ferrari de Mike Hawthorn e Peter Collins.

Fangio reagiu, batendo o recorde da pista por dez vezes e acabando por apanhar os dois Ferrari na última volta, passando-os e ficando com a vitória naquela corrida, praticamente confirmando o seu quinto título mundial. 

Apesar de ter declarado: “Fiz coisas que nunca tinha feito. Nunca mais quero pilotar dessa maneira!”, anos depois, em reflexão sobre essa corrida tinha outro tipo de pensamento. 

"Nürburgring sempre foi a minha pista favorita. Eu me apaixonei totalmente por isso e acredito que naquele dia, em 1957, finalmente conseguira dominá-lo. Era como se eu estivesse descoberto todos os segredos de uma vez e por todos... durante dois dias eu não pude dormir, ainda fazia esses saltos no escuro sobre aquelas curvas onde nunca tinha tido a coragem de puxar até então pelo limite".

Podem ver o resumo da corrida, aqui através da British Pathé.

Youtube Rally Crash: O acidente de Alexey Lukyanuk

Depois de algum tempo de lado devido a um acidente de treino na Rússia, Alexey Lukyanuk está de volta a correr no seu Ford Fiesta no Rally Rzeszow, na Polónia, sexto rali do campeonato europeu. 

O piloto do Ford Fiesta R5 até teve um arranque de leão, mas na segunda especial, ele exagerou e bateu contra uma pedra, acabando por capotar. Felizmente, ele e o seu navegados não se magoaram, mas os estragos são bem visíveis no seu carro, acabando por ali a sua participação.

ERC 2017 - Rali Rzeszow (Dia 1)

O francês Bryan Bouffier, no seu Ford, é o líder do Rali Rzeszów no final do primeiro dia, completadas as cinco primeiras especiais. O piloto da Ford tem 18,5 segundos de vantagem para o russo Nikolay Gryazin, enquanto que Kajetan Kajetanowicz é o terceiro, a 22,5 segundos do líder. Após um início complicado, o português Bruno Magalhães é o 12º colocado, a mais de dois minutos e meio da liderança da prova, mas não muito longe do "top ten".

Quase dois meses depois do último rali, no Chipre, o Rali Rzeszów, na Polónia, marca o meio da competição deste Europeu de Ralis. As grandes novidades foram a inscrição de Mads Ostberg, piloto que corre num Ford oficial no WRC, o francês Bryan Bouffier, e o regresso de Alexey Lukyanuk, que se tinha acidentado há dois meses durante testes na Rússia e tinha fraturado ambas as pernas. Ambos corriam contra Kajetan Kajetanowicz, que corria "em casa", e Bruno Magalhães, que é o líder do campeonato, a bordo do seu Skoda Fabia R5. 

O rali começou forte para Lukyanuk, ao ser o melhor na primeira especial, seguido por Ostberg e o alemão Marjan Griebel, enquanto que Magalhães perdia 45 segundos e era apenas o 16º classificado. Contudo, a prova de Lukyanuk terminava pouco depois, devido a um acidente do qual ambos os pilotos saíram ilesos. Ostberg aproveitou a ocasião para ficar com a liderança, seguido por Bouffier e Griebel.

Magalhães voltou à estrada à tarde, agora mais satisfeito com a afinação do seu carro, enquanto que na terceira especial, Ostberg continua a manter a liderança, agora com 8,8 segundos de vantagem sobre Bouffier. Griebel era o terceiro, a 16,4 segundos da liderança e Kajetanowicz estava logo atrás, a 3,9 segundos do pódio.

Na quarta especial, Ostberg começou a ter problemas no seu carro, especialmente com a sua direção assistida, com Bouffier a aproveitar e a passar para a liderança. Ostberg caiu para o sexto posto, e quem aproveitou isso tudo foi outro russo, Nikolay Gryazin, que subiu para segundo. Kajetanowicz era o terceiro, enquanto que Magalhães era o 13º da especial e o 14ª da geral.

Mas o português melhorou na última especial, sendo o terceiro classificado, a 1.9 segundos de Bouffier. No fim do dia, o líder do rali, afirmou: “Foi um bom dia, tivemos classificativas divertidas. Não nos podemos queixar com esta posição, mas seguramente que amanhã será complicado”. 

Já o piloto português que corre num Skoda, sabia que ia ser um rali difícil, mas não tanto: “Foi mais complicado do que esperávamos porque falhámos por completo a afinação do carro para as primeiras classificativas. Depois, na assistência fizemos alterações que melhoraram bastante e estamos agora mais confiantes”, começou por dizer.

Para amanhã, Magalhães espera melhorar a sua classificação: “Vamos dar o nosso melhor, procurar melhorar e ver o que nos espera no final. É um rali difícil onde nada pode ser dado como certo e onde os pilotos locais estão mais à vontade, mas vamos continuar na luta mas também em modo aprendizagem, que é igualmente importante”.

Na geral, Bouffier era o primeiro, a 15,6 segundos de Kajetanowicz, e a 18,6 de Gryazin. Griebel era o quarto, a 31,5 segundos e Michel Sylvain o quinto, a 35,1 segundos. Ostberg era o sexto, a 38 segundos, e o polaco Grzegorz Grzyb era o sétimo, a 56,5. José António Suarez era o oitavo, a um minuto e 29 segundos, enquanto que Lukasz Habaj e Josh Moffet fechavam o "top ten".

O Rali Rzeszów termina amanhã, com a realização de mais seis especiais.

quinta-feira, 3 de agosto de 2017

The End: Angel Nieto (1947-2017)

O antigo motociclista espanhol Angel Nieto, vencedor de treze títulos mundiais no motocicilismo, morreu esta noite aos 70 anos, num hospital em Ibiza. Nieto tinha sofrido um acidente no passado dia 26 de julho em Ibiza, onde passava férias, e esta manhã, tinha sido declarado que tinha sofrido um edema cerebral durante a noite, tendo ficado em estado critico.

Nascido a 27 de janeiro de 1947 em Zamora, era o filho de uma familia humilde e tinha crescido no bairro de Vallecas, nos arredores de Madrid. Começa cedo no motociclismo, primeiro como aprendiz na Bultaco, e depois na Ducati. É campeão espanhol em 1966, e no ano seguinte, corre no Mundial de 50cc, de volta à Derbi, que o tinha contratado como piloto.

Em 1969, vence o título mundial de 50cc, o primeiro ganho por um espanhol na motovelocidade. Repete no ano seguinte e ainda foi vice-campeão nas 125cc. Em 1971, é o contrário: campeão na categoria 125cc e vice-campeão nos 50cc. E em 1972, é campeão em ambas as categorias. E para além disso, corre em provas espanholas, onde vence campeonatos quer nas 50cc, 125cc e até 250cc.

Depois de passagens por Morbidelli, é na Kreidler que volta a vencer um campeonato mudial, em 1975, e no ano seguinte volta a correr, mas pela Bultaco. Ali vence os títulos de 1976 e 77 na classe 50cc, mas a meio de 1978 muda-se para Minarelli. E é nessa altura que se dedica exclusivamente aos 125, vencendo o campeonato em 1979 e 81, numa altura em que explora os 250cc, sem sucesso.

Em 1982, passou para a Garelli, onde vence o campeonato de 125, repetindo o título em 1983 e 84, chegando aos treze títulos mundiais. Mas como ele tinha a fobia de sequer dizer o número, passou a dizer que tinha alcançado o "12+1". Em 1985, venceu o GP de França na classe de 80cc, a sua nonegésima vitória da sua carreira. Mal ele pensava que seria a última da sua carreira. Ele já tinha 38 anos e uma carreira de vinte no motociclismo.

Depois de uma temporada modesta em 1986, outra vez pela Derbi, Nieto retirou-se da competição, aos 39 anos. No ano seguinte, forma uma equipa de motociclismo, a Ducados-Nieto, que acabaria no final da temporada de 1988. A partir dali, decide ser comentarista na MotoGP por mais de vinte anos pelas várias televisões espanholas. E vê a sua descendência correr, em várias categorias. Angel Jr (Gelete) e Pablo correram nas 125cc por mais de uma década, e o seu sobrinho anda pelas 250cc, onde se torna vice-campeão em 2002. Mas nenhum deles alcançou os títulos do seu parente.

No final, Nieto abriu o motociclismo a Espanha e ao mundo. Foi o primeiro grande ídolo desportivo espanhol da segunda metade do século XX e teve um estatuto de lenda ao lado de Giacomo Agostini, apesar de nunca ter corrido numa moto de 500cc. Ars longa, vita brevis, Angel.

Qual é a utilidade de Robert Kubica?

As 142 voltas de Robert Kubica no circuito de Hungaroring, ontem, fez entusiasmar muita gente, ao ponto de já "exigirem" a sua presença no final do mês em Sopa-Francochamps. É verdade que o piloto polaco mostrou que está em forma e as suas lesões não o afetaram na pilotagem deste carro de 2017, fazendo um tempo... decente.

Contudo, no "the day after", andei a ler aqui algumas opiniões sobre ele e sobre esta bateria de testes que a Renault lhe tem andado a providenciar desde meados da primavera. Depois de duas voltas no E20, em junho, em Valência, e em julho, em Paul Ricard, onde ele fez mais de cem giros, pode-se dizer que ele tem passado nestes testes com distinção. Tanto que provavelmente, o passo seguinte será colocá-lo numa sessão de treinos livres, algures na segunda metade do ano. 

Hoje li o sitio do Livio Orrichio, na Globoesporte.com que dá detalhes do que foi este teste em Budapeste, e pode-se dizer que as condições não foram as ideais. Estava calor (quase 40ºC), havia humidade, e houve uma sessão de bandeiras vermelhas que impediram Kubica de marcar melhores tempos com os pneus ultra-macios. Só que tudo isto não o afetou: “Pode esquecer essa questão, ele não tem nenhum problema para pilotar os carros híbridos”, começou por dizer o engenheiro Ricardo Penteado, da Renault.

Outra pessoa, o jornalista e amigo pessoal Roberto Chinchero, foi mais prudente nessa avaliação. “Um dado que chama a atenção é o número de voltas que ele percorreu, o equivalente a dois Grandes Prémios”, lembrou. “Nós estávamos com 40 graus de temperatura e Robert não saiu do carro reclamando de exaustão”, continuou.

No final, Kubica afirmou: “Hungaroring é uma das pistas mais difíceis. Foi um trabalho duro e creio que a maior parte dos pilotos que hoje treinou não teve vida fácil. Completei mais de 140 voltas e me sinto em condições de pilotar já amanhã de novo, portanto estou contente, embora haja áreas onde preciso melhorar. Se alguém me dissesse há três meses que eu poderia vir nesta pista e dar 140 voltas, não acreditaria. Eu nunca me preparei tanto fisicamente como agora”.

Contudo, apesar dos méritos de Kubica, há quem questione a utilidade do piloto polaco na Formula 1. Aos 32 anos de idade (fará 33 em dezembro) parece que a Renault lhe quer dar uma chance de correr a tempo inteiro, à custa de Joylon Palmer, do muitos já desejam que saia... ontem. A atitude "futebolística" de muitos fãs está a chegar a este ponto, mas também porque eles querem um final de "conto de fadas", a do regresso impossível, ao melhor estilo de Niki Lauda em 1976. Só que o austríaco voltou ao volante ao fim de 40 dias, e não de seis anos e meio, pois o acidente foi em fevereiro de 2011.

E é sobre isso que o João Carlos Costa escreveu hoje na sua página de Facebook. Não que duvide dos méritos do polaco, mas acha que com a sua idade, está mais para a saída de uma modalidade que precisa de sangue novo do que ver um veterano de regresso, especialmente quando fala daquilo que andou a fazer no WRC, onde a sua velocidade nem sempre significou consistência.

"Terá a F1 alguma coisa a ganhar com o regresso de Robert Kubica? Com tantos jovens de enorme valor a 'bater à porta', como vimos até nos testes desta semana em Hungaroring, capazes de pegar num carro e andar no ritmo dos 'donos do lugar', quais as razões que levam a Renault a apostar num piloto que ultrapassou os trinta (32 anos), que não conhece os monolugares desta geração, nem da anterior, e por essa razão não terá tanto ou mais input que um desses jovens?", começa por perguntar.

"Percebo que dá uma história de comeback perfeita. Que até a F1 precisa delas. Fiquei feliz com este teste e entusiasmado com os resultados e o números de voltas feitas, o duplo stint sem problemas. Quem é que não ficaria?! Como ficarei encantado se se sentar no carro já em Spa. É a história perfeita para se perceber que a força de vontade nos leva onde queremos ir. Uma história que fez correr rios de tinta e de pageviews, e vai fazer correr mais ainda", continuou.

"Mas, verdadeiramente, estão a ver Kubica ser uma mais valia para a Renault? Sinceramente... se calhar, será... mas pela mesma razão que levou a marca do losango a apostar no piloto de Cracóvia na década passada - o mercado polaco. A História tem uma tendência natural para se repetir...", concluiu.

Se calhar, a pergunta que ele faz se auto-respondeu, mas Kubica tem um talento que não perdeu, que é a velocidade. E a aposta do piloto é fora do vulgar, dado o que se passa com as outras equipas, que preferem jovens. Vi neste teste na Hungria que fizeram "loas" ao monegasco Charles Leclerc (Ferrari) ou ao britânico Lando Norris (McLaren), e do qual, sobre o primeiro, dominador na nova Formula 2, já se fala para o lugar de Pascal Wehrlein na Sauber em 2018. Isto, se conseguir lugar na Formula 1 nesse ano porque como sabem, lugares a abrirem-se por lá é algo muito raro. 

Interessante é saber qual é a alternativa a Kubica na Renault: é Carlos Sainz Jr. Falou-se há semanas de que a Red Bull o poderia libertar do seu contrato em 2018 a troco de oito milhões de euros, e que houve conversas nesse sentido. Mas desde que o polaco anda por aqui, parece que esse interesse se esfriou. Mas nesta equação, Joylon Palmer está excluído, apesar da marca do losango ter dito que até ao final do ano, serão necessários os seus serviços.

Mas Kubica tem outra coisa do qual todos estes pilotos que referi não tem: carisma. Popularidade. E Kubica têm isso tudo. Viram quantos foram vê-lo no teste em Budapeste? Foram alguns milhares que enfrentaram o calor para o ver correr. E isso é importante, nos tempos que a Liberty Media quer aproveitar para aumentar a popularidade e o contacto com os fãs. No final do dia, o marketing também ajuda a reunir esta gente toda. É por isso que vão fazer de tudo para que Fernando Alonso fique em 2018, apesar de ter um mau motor à sua disposição. Não repararam no mural pintado no chão de Budapeste? Ele gosta de ser o centro das atenções...