sábado, 29 de abril de 2017

WRC 2017 - Rali da Argentina (Dia 2)

O segundo dia do Rali da Argentina mostrou que Elfyn Evans continua a liderar, mas um toque na última especial fez perigar a sua liderança a favor de Thierry Neuville, que parece ser o maior beneficiário dos azares do piloto britânico da Ford. Primeiro, um furo, e depois o tal toque, faz agora com que este rali esteja mergulhado na incerteza.

Depois de Thierry Neuville ter conseguido ganhar a última classificativa do dia, máquinas e pilotos preparavam-se para o que aí vinha neste sábado, com mais seis especiais. E o dia começou como acabou: Elfyn Evans voltaria a vencer a décima especial, a primeira passagem por Tanti - Villa Bustos, com 0,8 décimos de vantagem sobre Thierry Neuville. Kris Meeke, agora em "Rally2", voltava, sendo o terceiro na especial. Em contraste, Craig Breen atrasava-se, perdendo mais seis minutos.

Meeke atacou na especial seguinte, a primeira passagem por Los Gigantes - Cantera El Condor, conseguindo 0,6 segundos de vantagem sobre Thierry Neuville, e 1,5 segundos sobre Ott Tanak. Elfyn Evans perdia 6,2 segundos, mas a vantagem seguia estável, na ordem dos 55,9 segundos. 

Mas na 12ª especial... contrariedade para Evans. Um furo o fez perder 11,8 segundos para Neuville, ficando em oitavo lugar na classificativa, mas a controlar tudo. Outro que se atrasava na primeira passagem por  Boca del Arroyo – Bajo del Pungo era Juho Hanninen, que perdia mais de um minuto e oito segundos, caindo para o nono posto, em troca com Lorenzo Bertelli.

Na parte da tarde, na segunda passagem pelas classificativas da manhã, parecia que Evans tinha tudo controlado. Apesar de na classificativa numero 13, Evans fora apenas quarto - Ott Tanak venceu - ele tinha ficado na frente de Neuville por 1,4 segundos. E foi com sorte, porque a caminho do parque de assistência, o belga quebrou a caixa de velocidades...

Na segunda passagem por  Los Gigantes - Cantera El Condor, Tanak e Neuville emparatam no topo da tabela de tempos, e melhor, tinham conseguido tirar 15, 1 segundos a Evans, que parecia ter ido um pouco mais lento do que a concorrência. Do lado da Citroen, Kris Meeke capotou várias vezes e voltou a abandonar. E Neuville aproveitou ainda mais a ocasião para na 15ª especial - a segunda passagem por Boca del Arroyo - Bajo del Pungo - para vencer de novo, a aproveitar o toque que Evans deu numa pedra, que o fez arrancar o para-choque do seu Ford. Por causa disso, a vantagem é agora de 11,5 segundos entre os dois primeiros, e a ideia de ter cinco vencedores diferentes em cinco ralis parece estar em risco...

Quem bateu forte e atrasou-se foi Mads Ostberg, que caiu para o 11º posto da geral, beneficiando Juho Hanninen e Dani Sordo que recuperaram dois lugares cada um.

Depois dos dois primeiros, Ott Tanak é agora o terceiro, a 26,8 segundos do líder, com Sebastien Ogier a ser o quarto, a 49,9 segundos, os únicos que estão abaixo do minuto. Jari-Matti Latvala é um distante quinto, a um minuto e 24 segundos, mas muito mais distante de Hayden Paddon, o sexto, a quatro minutos e meio. Hanninen e o sétimo, a nove minutos e 34 segundos, na frente de Lorenzo Bertelli. Dani Sordo é o nono, na frente de Pontus Tidemand, o melhor dos WRC2.

O Rali da Argentina termina amanhã, com a realização das três últimas especiais.

TCR Portugal: Lobato ganha a primeira corrida no Estoril

Rafael Lobato, da Veloso Motorsport, venceu a primeira corrida do fim de semana do TCR Portugal - e TCR Ibérico - no Estoril. Lobato, que guiou o Audi RS3 TCR, bateu por seis segundos e meio o Volkswagen Golf de Francisco Abreu, da Novadriver. Francisco Mora, da Seat, fechou o pódio.

A corrida ficou essencialmente resolvida na largada, quando Lobato conseguiu ser melhor do que o "poleman", Francisco Abreu, e começou a afastar-se do resto do pelotão, conseguindo a vantagem que queria para dar à Audi a sua primeira vitoria nesta competição.

Atrás, a luta pelo segundo posto foi mais animada. O veterano Manuel Gião fez um arranque muito bom, fazendo passar do sétimo para o segundo posto e tentou imprimir o ritmo, mas à medida que as voltas passavam, os carros de Francisco Abreu e de Francisco Mora passaram-no, fazendo-o relegar para o quarto posto. Depois, Mora aproximou-se de Abreu, mas este conseguiu manter o segundo posto.

O melhor espanhol acabou por ser a andorrenha Amalia Vinyes, que foi sétima classificada, atrás de Manuel Pedro Fernandes e José Monroy.

A segunda corrida do Estoril acontece amanhã. 

Formula 1 2017: Ronda 4, Russia (Qualificação)

Oficialmente, este é o primeiro Grande Prémio europeu, mas como Sochi fica nos confins da Europa, eu tenho as minhas dúvidas. De qualquer forma, estamos em território russo, mais uma das "novas paragens" que o anterior proprietário da Formula 1 quis expandir para sacar mais dinheiro para ele.

É verdade que o Parque Olímpico de Sochi está bem aproveitado. Depois dos Jogos Olímpicos de Inverno, os russos aproveitam bem em termos desportivos, e no ano que vêm, o Estádio Olímpico será palco de alguns jogos do Mundial de futebol, logo, aquele parque olímpico não está tão ao abandono como se pode ver noutros lados.

Os eventos de ontem, nos treinos livres, pareciam indicar que iriam ver uma luta entre Ferrari e Mercedes pela pole-position. Mas como uns são bons em esconder todo o jogo, o outro lado apontou logo essa possibilidade. Mas com a Scuderia a ganhar corridas pela estratégia, parece que poderemos estar a ver não tanto o jogo a virar-se, mas sim um verdadeiro desafiante ao domínio dos Flechas de Prata desde 2014. 

Debaixo de tempo primaveril - mas com muita neve nas montanhas - máquinas e pilotos prepararam-se para a qualificação. A Q1 decorreu sem incidentes para os carros da frente, apesar dos Red Bull terem dificuldades de "downforce" para fazer funcionar os seus pneus. Houve quem já partia com desvantagem: Stoffel Vandoorne tinha de mudar o motor e a caixa de velocidades e perdeu 15 lugares, significando que, independentemente do que faria, o último lugar da grelha era dele.

E claro, todos eles iriam usar pneus ultra-macios, pois o asfalto estava quente, a rondar os 40ºC de temperatura.

A qualificação começava com os Mercedes a quererem marcar os melhores tempos, tentando mostrar à Ferrari que ali, ainda mandavam. Valtteri Bottas foi o primeiro a fazer, com 1.34,177, com Hamilton a fazer 1.34,409. Vettel fazia uma marca um segundo mais lento, e pouco depois, Bottas melhorava com 1.34,041.

As coisas andavam assim até perto do final da Q1, quando Jolyon Palmer, que estava ameaçado de eliminação, tentou a sua sorte... mas exagerou. A batida foi forte nos muros de proteção e foram lançadas as bandeiras amarelas, mas isso não impediu de, por exemplo, Fernando Alonso conseguir passar para a Q2.

E quem não foi, para além de Vandoorne e Palmer? O Haas de Romain Grosjean e os Sauber de Pascal Wehrlein e Marcus Ericsson, que não se deram bem com o asfalto russo. Mas o alemão da Sauber se queixou de problemas no carro, logo, nem tudo foi culpa do carro, dos pneus ou da falta de jeito do piloto.

Na Q2, o jogo do gato e do rato continuava. Mercedes marcava tempos, com a Ferrari a fazer marcação... mas nem tanto. Sabiam que tinham carro e pneus, tanto que quando Kimi Raikkonen fez a sua primeira volta mais rápida, marcou 1.34,053, para depois o seu compatriota tirar 1.33,264, tirando um grande pedaço de tempo, como se aquela fosse a volta da pole. E Bottas era tão veloz e tão bom na qualificação, que Hamilton, quando foi a sua vez, ficou... quase meio segundo atrás. A mudança parecia ser real, dentro da Mercedes.

Vettel, claro, respondeu: 1.34,038, 15 centésimos mais veloz do que Bottas, e a pole provisória. E logo de imediato, foram para as boxes, dizendo a todos que mais tarde, poderiam fazer melhor.

No final da Q2, os carros da Toro Rosso, bem como o McLaren de Fernando Alonso, o Haas de Kavin Magnussen e o Williams de Lance Stroll foram os eliminados. Por outro lado, os Ferrari, que fizeram as voltas necessárias, a Mercedes, os Red Bull, os Force India, o Williams de Felipe Massa e o Renault de Nico Hulkenberg.

A parte final da qualificação em Sochi começou com os Mercedes logo na pista, tentando marcar tempo - e fazendo marcação à distância à Ferrari - mas o primeiro a marcar foi Kimi Raikkonen, com 1.33,253. Vettel faz 153 centésimos mais lento, e Valtteri Bottas era 36 centésimos mais lento, metendo o seu carro entre os Ferrari. E Lewis Hamilton era meramente... quarto.

E na parte final, os Ferrari conseguiram quebrar os Mercedes, conseguindo as duas primeiras posições da grelha, com Sebastian Vettel a conseguir ser melhor do que Kimi Raikkonen por meros 53 centésimos, e relegando os Mercedes para a segunda fila, com Lewis Hamilton a ser um inédito quarto classificado, na frente de Daniel Ricciardo e o Williams de Felipe Massa. Max Verstappen era o sétimo, seguido pelo Renault de Nico Hulkenberg, e os Force India ficaram com a quinta fila, com Perez na frente de Ocon.

Agora com a qualificação definida, era a altura de dizer certas coisas. Sochi marca o final de uma era, onde vimos duas coisas: a primeira pole de um Ferrari em ano e meio - Singapura 2015 tinha sido a ùltima vez - e era também a primeira vez em oito anos e meio que estávamos a ver um monopólio Ferrarista na primeira fila, algo que não acontecia desde o GP de França de 2008, com Felipe Massa e... Kimi Raikkonen. Mas, sem querer, vimos algo que mais raro do que o Cometa Halley: como a Ferrari tem dois campeões do mundo, a única vez que vimos dois carros da Ferrari nessa situação fora no GP da Holanda... de 1952, com Nino Farina e Alberto Ascari.

E assim terminava a qualificação russa. Decerto que amanhã, tudo indica que os carros vermelhos irão dominar - e provavelmente, deixar muita gente de boca aberta - mas só indica que este ano, a Ferrari acertou no carro, e irá haver uma luta mais aberta pelo título mundial. De repente, parece que pode haver um fim ao domínio dos Flechas de Prata...

sexta-feira, 28 de abril de 2017

WRC 2017: Rali da Argentina (Dia 1)

O britânico Elfyn Evans está a ser a grande surpresa do Rali da Argentina neste primeiro dia. O piloto da Ford, apoiado pelas cores da DMACK, lidera este rali com uma diferença de 52,8 segundos sobre o norueguês Mads Ostberg, e ele é o único que está abaixo de um minuto na quinta prova do Mundial da especialidade. E tudo isto num rali onde já aconteceram algumas surpresas, como os problemas mecânicos de Sebastien Ogier e o despiste de Kris Meeke, por exemplo.

Contudo, o rali da Argentina tinha começado no dia anterior, em Córdoba, com Sebastien Ogier a ser o primeiro líder, conseguindo uma vantagem de 0,9 segundos sobre Elfyn Evans. Dani Sordo era o terceiro, empatado em Evans, enquanto que Thierry Neuville era o quarto na especial, a 1,6 segundos. 

Claro, Ogier ia dormir descansado: "Dei o máximo, estou contente", afirmou.

Contudo, o amanhecer revelaria outra história. Na segunda especial - a primeira de hoje - Evans entra ao ataque e torna-se vencedor, conseguinto 4,6 segundos de vantagem sobre Kris Meeke, com Dani Sordo a ser o terceiro, a 6,9 segundos. Ogier cometeu um erro por causa de uma nota mal tirada e perdeu 17,9 segundos, caindo para o sétimo posto. Mas o pior foi Hayden Paddon, que capotou e perdeu mais de dois minutos e 41 segundos, caindo para o 19º posto.

Evans abriu ainda mais a vantagem na terceira especial, a primeira passagem por Amboy - Santa Monica, conseguindo ser mais veloz na especial que Kris Meeke, que ficou a 2,3 segundos. Atrás, o piloto que teve mais contratempos foi Dani Sordo, que bateu e perdeu mais de onze minutos, ficando fora da luta pela vitória, enquanto que Thierry Neuville também teve problemas, mas perdeu apenas dez segundos. Juho Hanninen, da Toyota, perdeu cerca de um minuto e dez segundos e está fora do "top ten", mas ele não conseguia explicar as razões pelos quais andava tão atrasado...

A quarta especial (primeira passagem por Santa Rosa - San Agustin), mostrava de novo o domínio de Evans, desta vez com um avanço de 2,8 segundos sobre Jari-Matti Latvala e 5,6 segundos sobre Ott Tanak. Mas Sebastien Ogier perdia 11,6 segundos, atrasando-se um pouco mais, e pior... Kris Meeke despistava-se - fazendo um novo "desenho" do seu carro... - e perdia seis minutos e meio por causa disso. 

Fui totalmente apanhado de surpresa. Um salto fez-me perder o controlo. O carro está muito difícil de pilotar, mas vamos tentar chegar até à próxima assistência”, disse Meeke, no final da especial. 

E um mal nunca vinha só na Citroen, pois Craig Breen também perdeu muito tempo devido a problemas na caixa de velocidades, e ambos os carros acabaram por abandonar.

No final da manhã, Evans já tinha vencido quatro das cinco especiais, e já tinha um avanço de 30.1 segundos sobre Jari-Matti Latvala, e de 35,6 segundos sobre Mads Ostberg. “Está muito mais duro do que esperava. Penso que este é o rali mais duro do ano. Não podemos atacar todo o tempo. Posso andar mais mas tenho que ponderar o risco”, disse Latvala, queixando-se das condições das classificativas argentinas.

Na parte da tarde, na segunda passagem pelas classificativas da manhã, Evans continuava ao ataque, vencendo a classificativa San Agustin - Villa General Belgrano, com um avanço de 8,7 segundos sobre Thierry Neuville e 12 sobre Mads Ostberg. Ogier era o quinto na especial, a 16,5 segundos. A mesma coisa aconteceu na segunda passagem por  Amboy - Santa Monica, embora igualado por Hayden Paddon, com Mads Ostberg a um décimo, Ott Tanak a três décimos e Thierry Neuville a seis decimos! Tudo isto numa classificativa de 20,44 quilómetros...

Contudo, isso não incomodava Evans, que mostrava que neste rali, os seus DMACK faziam a diferença em relação ao resto. 

A oitava especial via, por fim, um vencedor diferente. Hayden Paddon vencia a segunda passagem por Santa Rosa - San Agustin, com Evans a controlar, a quatro segundos, porque o seu mais direto rival, Mads Ostberg, perdera 9,1 segundos. 

Assim sendo, Evans liderava com 52,8 segundos sobre o norueguês Mads Ostberg, e ele é o único que está abaixo de um minuto na quinta prova do Mundial da especialidade. Contudo, atrás do norueguês, havia uma batalha pelo lugar mais baixo do pódio, com Neuville a um minuto a dois segundos, conseguindo subir dois lugares nesta última especial. Sebastien Ogier aproveitou a boleia, sendo agora o quarto, a um minuto e sete segundos. Os grandes perdedores foram Ott Tanak, que caiu de quarto para quinto, e Jari-Matti Latvala, que desceu três lugares, porque perdeu quase 40 segundos nesta especial devido a um furo.

Hayden Paddon é o sétimo, a três minutos e 37 segundos, na frente de Lorenzo Bertelli, o melhor dos privados, a quatro minutos e quatro segundos, enquanto que a fechar o "top ten" estão o segundo Toyota de Juho Hanninen e o Skoda de Pontus Tiedmand, o melhor dos WRC2.

O rali da Argentina prossegue amanhã, com a realização de mais seis especiais.

WRC: Saiu a lista de inscritos do Rali de Portugal

O Rali de Portugal vai ter a maior concentração de carros WRC até agora. Pelo menos é isso que se pode ver dentro de um mês, entre os dias 18 e 21 de maio. As quatro equipas oficiais vão apresentar com pelo menos três carros: Hyundai, Toyota, Ford e Citroen. No lado da marca japonesa, a grande novidade será a inscrição de Esapekka Lappi como terceiro carro, e a Citroen e a Ford vão apresentar um quarto carro. No lado francês, será Khalid Al Qassimi, no lado da Ford, será Mads Ostberg.

Para além disso, pilotos como Martin Prokop (Ford), Valeriy Gorban (MINI) e Jean-Michel Raoux (Citroën) fecham a lista de inscritos dos World Rally Cars com máquinas anteriores a 2017 e que vão pontuar para o WRC Trophy.

Do lado do WRC2, também aparecerão mais de duas dezenas de carros nessa categoria, e com a prova a contar para o CNR, 23 pilotos portugueses estarão inscritos, 17 dos quais para o campeonato. 

Formula 1 em Cartoons: Sauber-Honda em 2018? (Cire Box)

Corre o rumor de que a Sauber e a Honda poderão estar prestes a assinar um acordo de fornecimento de motores a partir de 2018. Assim sendo, o "Cire Box" quis saber se este "casamento" é u daqueles de conveniência ou há algo mais metido nisso. E eis o resultado...

Traduzido a Monisha Kalterborn (do francês):

- "Admitimos que quando vemos os nossos resultados no início da temporada, com um motor bom [como o da] Ferrari, faz um pouco de confusão, certo?

Considerando que, com um motor Honda dentro de nós, o pacote torna os resultados mais coerente, isso faz sentido! E, depois, o Fernando disse-me tão bem esta unidade de potência..."


A falta de consenso sobre a proteção na cabeça

Há quem não quer nada, há quem aceite a proteção anterior, há quem aceite a nova proteção. Mas uma coisa é certa: o consenso não existe neste campo da segurança ao nivel dos pilotos. Na Rússia, palco da quarta prova do campeonato, os pilotos discutem sobre a decisão desta semana do Grupo de Estratégia, e claro, não há consenso.

Para Jolyon Palmer, piloto da Renault e um adversário vocal do Halo no ano passado, disse que o novo sistema "Shield" era "menos ofensivo visualmente", mas insistiu que ele prefere as coisas tal como estão neste momento.

"Não há consenso no grupo nos pilotos", começou por dizer Palmer. "Algumas pessoas querem pensar que existe, mas não há. É muito dividido, algumas pessoas não querem nada, outras pensam que o Shield é uma boa idéia, e outros ainda desejam o Halo. Não há consenso real nos pilotos, mesmo que algumas pessoas queiram pensar que existe", continuou.

"Meus pontos de vista não mudaram, acho que a Formula 1 é suficientemente segura. Honestamente, acho que os pilotos não estariam correndo se estivessem preocupados com sua própria segurança - todos ainda andam por aqui. Fernando [Alonso] vai correr nas 500 Milhas de Indianápolis, que é muito mais perigoso do que isso - então ele mostra onde ele está com ele... Eu creio que isto é desnecessário", concluiu.

Quem defende o sistema "Halo" é Felipe Massa, que acha que aquele tipo de proteção defende melhor os pilotos em caso de objetos largados na pista, do que o "shield", apesar de este ser melhor em termos estéticos.

"Para mim, eu ainda acredito que o Halo é a melhor solução porque eu sinto, quando eu tentei, eu realmente não senti qualquer inconveniente de tê-lo", começou por dizer o piloto brasileiro, vitima de um objeto durante o fim de semana do GP da Hungria de 2009.

"Como todos sabemos, ele dá de longe a maior proteção para os pilotos, então eu ainda vou para aquele caminho - mas eu sei que é muito misturado entre os pilotos e as pessoas na Fórmula 1, qual é o melhor caminho a seguir."

"Eu acho que devemos ir com o 'halo', porque ele está mantendo a via aberta. Não é a coisa mais bonita, mas dê um pouco de tempo e eu acho que vai ficar bem. Se você me perguntar o que eu prefiro - o 'Shield' parece-me mais bonito, mas é um pouco pior para a segurança. E para mim a coisa mais importante é a segurança".

Valtteri Bottas apelidou o sistema "Shield" de "um bom passo" sobre o Halo, enquanto que o seu companheiro de equipa, Lewis Hamilton afirma concordar com o novo sistema, dizendo que era "uma melhoria" e que "parece melhor do que as outras opções que chegaram até agora".

No entanto, muitos enfatizaram que o conceito ainda precisava de ser desenvolvido, e que sua eficiência seria difícil de julgar até aos primeiros testes de pista, que está previsto para daqui a algum tempo.

Noticias: FIA define como ficarão os números nos seus chassis

A FIA quer que os números dos pilotos sejam cada vez mais visíveis nos seus carros e capacetes. Numa carta escrita às equipas esta semana, Charlie Whitting, o delegado da FIA à Formula 1, exemplificou onde e como é que eles deverão ser colocados, usando como tal o que está escrito no artigo 9.2 do regulamento desportivo da Formula 1.

Ali, o regulamento afirma que "este número deve ser claramente visível na frente do carro e no capacete do piloto". Todas estas mudanças terão de estar prontas antes do GP de Espanha, dentro de duas semanas, em Barcelona.

Acrescenta: "O nome ou o emblema da marca do automóvel deve aparecer na frente do nariz do automóvel e, em ambos os casos, deve ter pelo menos 25 mm na sua maior dimensão O nome do condutor deve aparecer na carroçaria externa E ser claramente legível. Nós desejamos que para que seja claramente visível, os números devem ter não menos de 230mm de altura, ter uma espessura de curso mínimo de 40mm e ser de uma cor claramente contrastante ao seu fundo."

No que se refere aos nomes dos condutores, o requisito é que "o nome de cada condutor [ou código de três letras] seja claramente legível na carroçaria externa (artigo 9.3). Achamos que para ser claramente legíveis os nomes devem ter pelo menos 150 mm de altura, Espessura mínima do curso de 30mm e ser de uma cor claramente contrastante ao seu fundo. "

Whiting também confirmou que a incapacidade de cumprir as novas regras poderia significar que um carro não é elegível para participar, escrevendo "... para cumprir plenamente o Regulamento desportivo da Formula 1, esperamos todos os carros a ser apresentados em Barcelona com este novo, e muito mais claro, identificação. Um relatório será feito para os comissários de pista sobre qualquer carro que não esteja de acordo com os requisitos mínimos acima referidos."

Dailymotion Motorsport Presentation: A familia Ickx nas pistas


Jacky Ickx au départ des 25H VW Fun Cup avec... por dh_be
Aos 72 anos, Jacky Ickx vai voltar a pegar o volante, mas desta vez, vai levar a familia atrás. O piloto belga, cinco vezes vencedor as 24 Horas de Le Mans, e duas vezes vice-campeão do mundo, participará na "VW Fun Cup", guiando um Volkswagen Carocha na companhia dos seus filhos Larissa, Vanina, Joy, Clément e Romain.

O local será um circuito mítico para o próprio Jacky: Spa-Francochamps. E os seis participarão numa prova de 25 horas, a ideia é mais passar um bom fim de semana em familia, ao volante de um carro. 

E isto não é inédito: no ano passado, os Van de Poele tiveram a mesma ideia, com Eric e os seus filhos a andarem na mesma prova, a bordo de um Carocha modificado...

quinta-feira, 27 de abril de 2017

Youtube Motorsport Experience: Quanto um fã dirige um carro de Formula 1


Todos gostariam de andar num carro de Formula 1. Poucos são os privilegiados em andar dentro de um para algumas voltas, e quando isso acontece, é uma experiência única. Neste caso em particular, é um fã de automobilismo que concretizou esse sonho, numa experiência partilhada pela Renault e pelo sitio WTF1.com. 

E claro, para o fã, foi a melhor experiência da sua vida.

ERC: Magalhães motivado para as Canárias

Bruno Magalhães parte para o Rali Islas Canárias sem qualquer tipo de pressão. O vencedor do Rali dos Açores afirma que não tem qualquer pressão para vencer, porque já alcançou o seu grande objetivo da temporada. Contudo, como é agora o líder do campeonato, decidiu ir à prova espanhola para defender a liderança, desta vez a bordo de outro Skoda Fabia R5.

"Após o Rali dos Açores todos estava muito feliz com o resultado e pensei que mereciamos fazer a próxima etapa do ERC", disse ao site espanhol Scratch, acrescentando: "Foi uma notícia incrível, porque não esperava por isto."

Sobre as suas perspectivas no próximo compromisso europeu, o piloto de Lisboa afirmou: "Eu não tenho nenhuma pressão, apenas uma grande motivação. Eu não estou lutando pelo [título do] ERC, sei quando eu estou num bom carro, com uma boa equipa, pode fazer bons resultados como mostrei nos Açores. O meu objetivo é deixar as ilhas Canárias na mesma posição no campeonato.", concluiu.

O Rali Islas Canárias, segunda prova do Europeu, decorre entre os dias 4 e 6 de maio.

Youtube Automotive Ad: Gostaria de montar um supercarro?

Gostaria de montar um supercarro? Dizendo melhor... trabalhar numa firma que monta supercarros? Pois bem, a Koingssegg decidiu fazer um video a pedir trabalhadores para ajudar a montar carros. É que, segundo eles, a lista de espera para um novo carro já começa a chegar aos quatro anos, e precisam de, pelo menos, 40 novos trabalhadores (especializados) para fazer com que a lista de espera caia para metade, pelo menos.

As áreas são todas, desde a preparação de motores até à parte elétrica, passando pelos acabamentos. A lista completa está no site deles: www.koeingssegg.com. Boa sorte!

Zak Brown não acredita no regresso de Long Beach

As noticias vinda da Liberty Media, que pretende arranjar uma segunda corrida em solo americano fizeram com que existisse muitas noticias sobre possíveis localizações, desde uma corrida em Nova Iorque até o regresso à Indianápolis, passando até por um possível regresso de Long Beach à competição, eles que receberam a Formula 1 entre 1976 e 1983, altura em que a organização rompeu com Bernie Ecclestone, para não pagar mais dinheiro para os ter. Assim sendo, desde 1984 que recebem a CART (agora IndyCar Series), fazendo da pista um dos clássicos automobilísticos americanos.

Contudo, Zak Brown, o dono da McLaren, afirmou recentemente numa entrevista à Motorsport.com que a ideia de receber a Formula 1 naquele circuito é inviável por causa das imensas exigências que ela pretende para ter um circuito em condições, desde escapatórias maiors das que existem agora, até ter um complexo de boxes, que encarecia imenso as obras e faria com que a corrida fosse financeiramente inviável. 

"A corrida de Long Beach é, obviamente, um evento fantástico e tem uma história maravilhosa com 43 anos, inicialmente com a Fórmula 1, mas mais recentemente com a IndyCar", começou por dizer Brown à motorsport.com.

"Contudo, a economia da Fórmula 1 exige um forte subsídio do governo. E por aquilo que eu entendo, não acredito que Long Beach esteja preparada para pagar esse tipo de taxas", continuou.

"A outra parte muito importante é que para sediar uma corrida de Formula 1, a pista precisaria de ter aprovação de Grau 1 por parte da FIA, e isso precisaria de ter uma pista mais longa, com muito mais escapatórias, e um pitlane substancialmente maior. Além disso, todo o circuito está sob a jurisdição da Comissão Costeira da Califórnia para que qualquer melhoria no circuito, como o complexo "pitlane" necessário estaria sujeito à sua revisão e aprovação".

"Assim, mesmo do ponto de vista da construção, o montante de investimento que seria necessário seria de dezenas de milhões de dólares. Além disso, como eu disse, a taxa de direitos para a Fórmula 1 é infinitamente maior do que as exigências da IndyCar",concluiu.

Para além disso, deu o exemplo do Circuit of The Americas, em Austin, como as coisas são feitas na Formula 1, com subsídios vindos de entidades locais e estaduais para manter a prova no calendário, pagando cerca de 250 milhões de dólares ao longo de dez anos, desde 2013, altura em que acolheu o GP dos Estados Unidos. 

"Se você olhar para cada corrida de Fórmula 1 - Circuito das Américas incluído - que recebe um subsídio do governo, eles ainda estão financeiramente deficitários. Então eu não vejo qualquer modelo econômico que viabilizaria [um regresso] de Long Beach à Formula 1.

"Isso não é uma coisa má para a Fórmula 1 ou para Long Beach. Eles são apenas incompatíveis [no sentido de] tentar encaixar uma cavilha quadrada num buraco redondo", concluiu.

quarta-feira, 26 de abril de 2017

Os temores do WRC em relação à Hyundai

Apesar de já ter havido quatro vencedores diferentes nos quatro ralis do WRC, até agora, as equipas do Mundial de ralis temem que a Hyundai seja a próxima dominadora do Mundial. Isto por causa de Andreas Mikkelsen, o norueguês ex-Volkswagen, que neste momento está em negociações com a equipa sediada em Alzenau, e que recentemente, andou a efetuar testes com a marca coreana em terras portuguesas.

Caso a marca coreana contrate o norueguês - que este ano está a fazer alguns ralis com o Skoda Fabia R5 - eles poderão estar numa situação de superioridade em relação à concorrência, pois quatro carros oficiais serão mais do que os três que Citroen, Toyota e Ford irão ter ao longo de 2017. E uma fonte do WRC disse ao site Motorsport.com que com a contratação de Mikkelsen a Hyundai poderá colocar os asiáticos numa posição de domínio, pouco tempos depois da Volkswagen.

"Acabámos de sair de um período de domínio no desporto e há que questionar quão bom seria para nós ter isso outra vez. Se o Mikkelsen assinou pela Hyundai será muito difícil para o resto das equipas fazer algo contra isso. O mercado de pilotos está fraco neste momento. Há vários pilotos em ascensão mas não existem muitos preparados para dar o salto e terem performances de topo. Da perspectiva do WRC seria melhor se o Andreas fosse para a Citroën ou para a Toyota – isso equilibraria bem as coisas”, afirmou essa fonte.

Nada se sabe sobre as negociações, mas fala-se muito que Mikkelsen poderia fazer a sua estreia nos carros coreanos precisamente do Rali de Portugal, dentro de quatro semanas. Contudo, dentro da Hyundai, Alain Penasse, um dos gestores da equipa, disse que a formação não está sozinha na ‘corrida’ por Mikkelsen. 

A situação é a mesma em todo o parque de assistência, existem diversas oportunidades. O Kris Meeke não tem contrato com a Citroën portanto eles estão no mercado. O line-up da Toyota é fraco – têm tido bons resultados mas todos estão à procura de ter um bom piloto na equipa. O Malcolm [Wilson, M-Sport] tem o Sébastien [Ogier] e o [Ott] Tänak que é impressionante mas talvez não seja ainda suficientemente bom. Não somos os únicos a olhar para o Mikkelsen”, comentou.

O WRC continua neste fim de semana em paragens argentinas.

Noticias: FIA coloca limites nas barbatanas e asas

O Grupo de Estratégia decidiu ontem que irá colocar limites nas barbatanas e nas asisnhas em T a partir de 2018. E para além disso, decidiu também adoptar o "Escudo" em detrimento do "Halo" em termos de segurança para a zona da cabeça. Estas decisões, acordadas entre as equipas, serão depois apresentadas à FIA para serem (ou não) aprovadas.

Mudanças na carenagem que cobre o motor foram feitas, assim como os designs que incorporam a asa 'T' e a barbatana terão limites estritos", refere o comunicado oficial.

Outra novidade de curto prazo é que a partir do GP da Espanha, no próximo mês, "o regulamento desportivo será reforçado para garantir que os números e nomes dos pilotos fiquem claramente visíveis".

Apesar do Grupo de Estratégia albergar apenas seis das dez equipas existentes na Formula 1, estes decidiram que os que não fazem parte dela - Force India, Sauber, Haas e Renault - passem a ser convidadas a estas reuniões, no sentido de "demonstrar o compromisso efetivo tanto da FIA quanto da detentora dos direitos comercias para ampliar a transparência no desporto."

A Formula 1 continua neste fim de semana em Sochi, para a quarta prova do Mundial.

terça-feira, 25 de abril de 2017

Youtube Motorsport Showoff: Um encontro de super-carros

Um encontro de super-carros não é frequente, mas acontece. E ainda por cima, um encontro secreto, onde dezenas se reúnem debaixo do patrocínio da Michelin e de um sitio na Net, o SuperCarDriver (SCD), onde se puderam expor-se... pelo menos por uma boa causa.

No final, foram mais de 200 carros, desde Bugattis - alguns Veyron e Chiron - passando por Ferraris, Jaguares, Aston Martins, um Ralls Royce aqui e ali e até um Sauber de 2012. E o pessoal coletou por uma boa causa, arranjando quase dez mil libras para o Bluebell Wood Children's Hospice.

Eis o filme dessa reunião.

Fornula 1 em Cartoons - GP do Bahrein (Cire Box)



Demorou uma semana, mas apareceu o BD do GP barenita, desenhada pelo "Cire Box". E não é que ficou engraçado?

Ralis: Miguel Campos vai correr o Rali de Portugal

Miguel Campos está de regresso aos ralis, quase um ano depois da sua última participação. O piloto de Famalicão correrá no Rali de Portugal a bordo do Skoda Fabia R5 da espanhola AR Vidal, no intuito de ser o melhor português do rali. A sua inscrição será na categoria WRC2, que toda a genta saberá que será bastante competitiva.

Conseguimos para já garantir a presença na nossa maior prova de estrada, como vamos integrar a competitiva WRC2, o que nos permite estar entre os primeiros pilotos nos troços, logo após a passagem dos pilotos das equipas oficiais e assim também gerar mais visibilidade para os meus patrocinadores”, começou por afirmar, em comunicado oficial.

“[O Rali de Portugal] foi uma escolha natural atendendo à experiência de 2016 que foi bastante positiva, no qual fui melhor português e 14º classificado da geral”, continuou. Ele vai ser navegado por António Costa – que é uma estreia – Campos disse que  “é um navegador ambicioso e com muita experiência”.

Campos está hoje em Fafe para começar a treinar para a prova, que vai decorrer dentro de quatro semanas, entre os dias 19 e 21 de maio.

Noticias: Acidente de Monger vai ser investigado

O acidente de Billy Monger durante a prova de Donington Park, na Formula 4 britânica, vai ser investigado pela FIA e pela MSA (Motorsport Association). Ambas querem saber as circunstâncias do acidente entre Monger e o finlandês Patrik Pasma, que o obrigou a que lhe sejam amputadas as pernas abaixo do joelho.

No comunicado oficial, a MSA afirmou: “A Motor Sports Association está investigar o incidente do Campeonato Britânico de F4 em Donington Park, que deixou Billy Monger com lesões que lhe mudaram a sua vida"

Esta investigação em curso [acontece] com o apoio do órgão mundial de automobilismo, a FIA. Até que este inquérito seja concluído, não haverá mais comentários sobre as especificidades deste incidente."

Os pensamentos de todos na MSA estão com Billy e sua família neste momento difícil, e tem sido incrível ver o extraordinário fluxo de apoio da comunidade automobilística”, concluiu o comunicado da organização.

Até agora, Monger continua internado no Queen's Hospital, em Nottingham, em estado grave, mas estável. E desde o passado dia 16 que um fundo criado em apoio ao piloto tem rendido cerca de 750 mil libras, bem mais do que as 260 mil inicialmente previstas pela familia e pela equipa no qual corria na Formula 4 britânica.

segunda-feira, 24 de abril de 2017

CNVT: CRM vai estrear o Kia Ce'ed nos Turismos portugueses

A CRM Motorsport vai ter o privilégio de estrear em terras portuguesas - e provavelmente, mundiais - o novo Kia Ce'ed num campeonato de Turismos. Em colaboração com a Kia Portugal, o novo carro, preparado pela austríaca STARD, vai estar pronto para correr no próximo fim de semana no circuito do Estoril, na ronda inaugural não so do Nacional de Velocidade, como também do TCR Ibérico.

José Pedro Faria e João Miguel Batista são os pilotos que vão partilhar o volante do modelo, este último selecionado depois de ter passado pelo Kia TCR Opportunity, que decorreu ao longo do mês passado. Quanto ao seu diretor, Tiago Raposo Magalhães, não cabia em si a felicidade em começar este projeto:

"É com enorme entusiasmo que vamos dar início ao novo projeto com o Kia cee'd TCR! Primeiro porque a Kia é uma marca que faz parte do ADN da CRM Motorsport e será, simultaneamente, uma estreia mundial. Depois, porque iremos trabalhar com pilotos da "casa". O José Pedro Faria, com o qual fomos campeões em 2016, e o João Miguel Baptista, com o qual já vencemos corridas no Super 7 by Kia. Ambos são rápidos para podermos discutir vitórias. Têm experiências diferentes, mas que se complementam. Estou confiante na equipa que temos, mas certo que, dada a juventude deste projeto face à concorrência, há ainda um longo trabalho pela frente antes de nos assumirmos como candidatos às vitórias", começou por dizer Tiago Raposo Magalhães. 

Para José Pedro Faria, o fim-de-semana que se aproxima está repleto de desafios. “Vai ser muito difícil. É tudo novo. Temos muito trabalho pela frente para conseguirmos encontrar o set up ideal. Este projecto motiva-nos muito. Para iniciar a época não temos objetivos traçados mas ao longo do campeonato estes vão surgir. Para já, só penso em dar o meu melhor. Estamos a iniciar um projeto e como em todos os casos semelhantes, temos de investir muito. Também sei que tenho de me adaptar à tração à frente e adaptar a minha condução a essas características. Temos um atraso relação aos mais directos concorrentes. Eles têm uma base de dados muito maior do que a nós, mas vamos à luta”, explicou o jovem piloto de Amarante.

Já para João Miguel Baptista, a vitória no Kia TCR Opportunity valeu-lhe este lugar e depois dos testes já realizados, o portuense não tem dúvidas que 2017 vai ser um ano de melhorias constantes. 

Queremos chegar ao final das duas corridas com o melhor resultado possível. Sabemos que há muito para melhorar. O carro é novo e estamos a trabalhar na procura das melhores afinações para cada circuito. Temos poucos testes em comparação com os nossos adversários. Neste momento não sabemos onde nos situamos em relação à concorrência, mas há uma excelente base que está a ser desenvolvida”, afirmou.

Youtube Rallycross Race: O final da corrida de Montalegre

Ontem foi dia de Rallycross em terras transmontanas, com a segunda etapa do Mundial, em Montalegre, e coloco aqui a corrida que deu a vitória e os primeiros lugares. Aqui, o Audi do sueco Matthias Ekstrom conseguiu aguentar as investidas do Peugeot de Sebastien Loeb para ficar com a vitória na corrida portuguesa.

Mas o melhor é ver o video da corrida final por aqui.

No Top Gear desta semana...


Top Gear S24E07 por hagaid
... tudo que e bom chega ao fim. É o último episódio da temporada 24, e eles decidiram fazer algo interessante: tornar um dos carros mais feitos da história do automóvel, um Ssangyong Rodius, num iate. E essa é uma das histórias deste episódio.

Mas também aparecerão carros, como o Porsche Cayaman S - guiado por Chris Harris - outros com várias rodas e lagartas (e uma excursão de pessoas nuas...), e o Jay Kay é o convidado especial... e Eddie Jordan falou com o "anãozinho tenebroso", também conhecido como Bernie Ecclestone

domingo, 23 de abril de 2017

Youtube IndyCar Press: A conferência de imprensa de Fernando Alonso em Barber

A noticia da chegada de Fernando Alonso à IndyCar, para correr nas 500 Milhas de Indianápolis provocou ondas de choque um pouco por todo o mundo automobilístico, e hoje, o piloto espanhol esteve em Barber Motorsports Park, em Alabama, para a terceira corrida do campeonato IndyCar. Com Zak Brown, Mark Miles (o presidente de Indianápolis Motor Speedway) e Michael Andretti, Alonso falou sobre aquilo que irá esperar dentro de cerca de um mês.

CNR: Vieira e Fontes satisfeitos com o resultado

Um dia depois do Rali Casino de Espinho, os protagonistas da quarta prova do campeonato nacional de ralis falaram sobre o que foi a quarta prova do Nacional de ralis. Se José Pedro Fontes estava feliz pelo segundo lugar alcançado - que o mantêm no comando do campeonato - já Carlos Vieira não deixava de exprimir o que vinha na alma. 

"Foi a minha primeira vitória nos ralis, depois de passar um ano a tempo inteiro na modalidade. Só eu sei o passei até aqui e por isso estou muito feliz e finalmente em paz. Obrigado aos que sempre acreditaram, mesmo nos momentos mais difíceis, que foi quando por momentos deixei de acreditar em mim, obrigado à família, ao meu navegador, amigos, à minha equipa, e ao Abel! Ao Zé Pedro Fontes, um obrigado especial, por todo o apoio e motivação, e por sempre ter acreditado", comentou Vieira. 

Não conseguimos ganhar, apesar de termos recuperado durante a parte da tarde. Foi um rali exigente e muito disputado, sendo que a vitória era o nosso objectivo. Fizemos o que estava ao nosso alcance e, assim, só dar os parabéns ao Carlos Vieira e ao Jorge Carvalho pela excelente prova que realizaram. O carro este bem e o resultado final, não sendo o que queríamos, foi bastante positivo. A verdade é que em três provas garantimos outros tantos pódios”, comentou Fontes.

O Nacional de Ralis continua entre os dias 19 e 21 de maio, com o Rali de Portugal, enquanto que a seguir, no inicio de junho, os pilotos voltarão a mais um rali de asfalto, o Vidreiro. 

sábado, 22 de abril de 2017

CNR 2017 - Rali Casino de Espinho (Final)

À quarta prova do campeonato nacional de ralis, parece que temos um estreante nos ralis. Carlos Vieira valeu por fim da sua velocidade nos troços de asfalto e conseguiu vencer a José Pedro Fontes, ambos em Citroen. A vitória de Vieira é mais do que justa, já que ele procurou por isto ao longo dos últimos ralis, sem grande sucesso. Contudo, hoje, em Espinho, conseguiu aquilo que queria. João Barros, o primeiro líder deste rali, fechou o pódio, já bem distante dos dois, e o único que ficou a menos de um minuto do vencedor, no final deste rali.

Depois de João Barros ter vencido a especial de abertura e em consequência, ficar com a liderança do rali pela menor das margens sobre Carlos Vieira, José Pedro Fontes atacou logo no inicio da manhã, vencendo a segunda especial. Contudo, Vieira ficou em segundo e com a liderança, conseguindo uma vantagem de 3,4 segundos sobre Barros. Mas quem venceu nessa especial tinha sido José Pedro Fontes, que obteve uma vantagem de 0,4 segundos, insuficiente para conseguir apanhar quer o piloto da Citroen, quer o próprio Barros. Mas aproximava-se de ambos, que era algo que interessava.

Quem se penalizava era Ricardo Teodósio, que perdeu a chance de fazer algo bom neste rali, perdendo 27,1 segundos e a liderança do Grupo N para Carlos Martins.

Vieira ganhou na terceira especial, a primeira passagem por Arestal, batendo Fontes por 0,6 segundos, enquanto que João Barros distanciava-se dos dois primeiros, sendo terceiro, a 8,5 segundos, e perdendo o segundo posto para Fontes. O total acumulado já era de 11,5 segundos para o piloto da Ford. Pedro Meireles era o quarto na especial, a 14,6 segundos do vencedor, com Miguel Barbosa em quinto na especial, com o piloto da Skoda a perder 21,8 segundos para os primeiros.

E na quarta especial... Vieira conseguia de novo! O piloto era o melhor na primeira passagem pelo Rio Caima, batendo Fontes por 2,8 segundos e Barros por 6,2. Pedro Meireles era o quarto, a 12 segundos, e Miguel Barbosa o quinto, a 21,2 segundos. A mesma coisa aconteceu na quinta especial, na primeira passagem por Ferreira de Castro, e parecia que Vieira iria imparável rumo à vitória. Por esta altura - e apesar de ter conseguido apenas cinco décimos nesta especial - a vantagem entre ele e Fontes já era de 7,6 segundos, com João Barros a ser o terceiro, a uns "distantes" 24 segundos. Pedro Meireles era o quarto, a 48,7 segundos, e Miguel Barbosa já tinha um minuto e dois segundos de diferença para o primeiro.

Com as especiais de Gaia canceladas, a parte da tarde foi um dielo entre Fontes e Vieira. O campeão nacional atacou, vencendo na segunda passagem por Burgães, mas tirou apenas oito décimos sobre Vieira, insuficiente para se aproximar de forma a ficar com a liderança. João Barros ficava a 3,4 segundos, e consolidava o terceiro posto, cada vez mais distante de Pedro Meireles, quarto na geral e na etapa, perdendo mais 8,7 segundos.

Fontes continuou ao ataque, tirando mais 1,3 segundos na segunda passagem por Arestal, com Barros a ser terceiro... a 11,5 segundos. Por esta altura, a diferença tinha ficado pelos 5,5 segundos e parecia que iria haver duelo até ao fim, mas Fontes não tirou mais do que 0,5 segundos na segunda passagem pelo Rio Caima, e parecia que Vieira tinha tudo controlado. É verdade que cinco segundos não parecem ser muito, mas parecia que Vieira tinha tudo controlado.

E assim foi: Fontes venceu na última classificativa, a segunda passagem por Ferreira de Castro, mas tirou apenas um segundo, com Joaquim Alves a ser o terceiro na especial, a 8,4 segundos. Mas tudo estava decidido, e Vieira foi para Espinho comemorar uma inédita vitória no CNR. E ambos deixaram João Barros muito distante, a 55 segundos, o que mostra o elevado grau de competividade entre os dois primeiros.

Miguel Barbosa foi o quarto, a já uns distantes dois minutos e 17 segundos, mas conseguiu ser mais regular do que alguns dos seus concorrentes mais diretos. Joaquim Alves foi o quinto, a dois minutos e 28 segundos, na frente de Elias Barros, a quase quarto minutos do vencedor. Carlos Martins foi o melhor dos Grupo N, mas ficou a pouco mais de dez segundos de Ricardo Teodósio. Paulo Neto e Gil Antunes fecharam o "top ten" neste rali.

Agora, máquinas e pilotos preparam-se para o Rali de Portugal, em meados do mês que vêm.

CNR: João Barros é o primeiro líder no Rali Casino de Espinho

O piloto João Barros é o primeiro líder do Rali Casino de Espinho, realizadas estão as três primeiras especiais deste dia. O piloto do Ford Fiesta R5 conseguiu bater Carlos Vieira por apenas... um décimo de segundo, depois das passagens pela especial de Santa Maria da Feira.

Miguel Barbosa, no seu Skoda Fabia R5, foi o terceiro, a cinco décimos de segundo, com Pedro Meireles a ser quarto, já a 2,1 segundos do líder. Ricardo Teodósio foi um surpreendente quinto, a 3,4 segundos, na frente de José Pedro Fontes, que foi mais prudente e fez apenas o sexto tempo, a 4,2 segundos. Joaquim Alves foi o sétimo, noutro Ford Fiesta R5.

O resto do rali acontecerá ao longo deste dia de sábado, com o rumor de que as duas passagens por Gaia, numa Special Stage no centro da cidade poderão ter de ser canceladas, diminuindo as classificativas para nove.

sexta-feira, 21 de abril de 2017

Piloto perde a vida em rali francês

Sexta-feira acabou mal para os ralis um pouco ela Europa. Depois de esta tarde, o Targa Flório ter sido cancelado à conta de um acidente mortal na terceira classificativa, com a morte do piloto Mário Ammendola e de um comissário de pista, soube-se esta noite que outro piloto perdeu a vida no rali Lyon-Charbonniers, vitima de um despiste.

Vincent Perrin, de 31 anos, perdeu o controlo do seu carro, um Citroen Saxo N2,  na sexta especial, acabando por morrer. O seu navegador, Vincent Rigaud, ficou ferido, mas não corre risco de vida, segundo conta a organização.

"Esta sexta-feira, 21 de abril, pelas 20:59, o carro numero 140 saiu de estrada, com a ambulância a chegar no local do acidente. Uma vez lá, o médico confirmou a morte do piloto, Anthony Perrin, 31 anos de idade. Seu co-piloto, Vincent Rigaud, foi levado ao hospital para testes, mas o seu prognóstico é reservado", afirmou a organização, em comunicado oficial.

O Lyon-Charbonniéres é a segunda prova do campeonato francês de ralis, e é essencialmente em asfalto. Um dos concorrentes era Diogo Gago, que acabou por desistir, vitima de falha nos seus travões.

Grave acidente no Targa Florio

O piloto local Mauro Amendolia e um comissário de pista morreram esta tarde durante o Rally Targa Florio, quando o seu carro se despistou, acabando na berma. A navegadora foi levada para o hospital em estado grave. O rali foi cancelado de imediato.

O acidente aconteceu durante a terceira especial do rali, que conta para o campeonato italiano. Amendolia, que guiava um Mini Cooper R1T, estava a completar o percurso quando perdeu o controlo do seu carro, atropelando o comissário que estava no seu caminho. Ambos acabaram por morrer.

A navegadora, Gemma Amendolia (filha do piloto), foi transportada para o hospital com ferimentos graves. O rali, que era liderado pelo veterano Paolo Andreucci, acabou por ser cancelado.

Já não é a primeira vez que acontecem acidentes fatais nesta clássica do automobilismo. Em 2012, a tragédia atingiu Craig Breen quando se envolveu num acidente quando embateu contra um guard-rail, matando o seu navegador, Garth Roberts.

quinta-feira, 20 de abril de 2017

A imagem do dia

Se estivesse vivo, Phil Hill faria hoje 90 anos. O primeiro campeão do mundo americano, que alcançou o título em 1961 pela Ferrari, em circunstâncias adversas, viveu - e sobreviveu - a uma era onde as suas possibilidades de morte eram altas. Em Monza, a corrida que lhe deu o título viu o seu companheiro de equipa - e maior rival - morrer vitima de um acidente envolvendo Jim Clark, matando mais 14 pessoas.

Mas antes disso, viu outros pilotos do seu tempo - especialmente os da Ferrari - morrerem em acidentes mais ou menos horríveis. Desde Alfonso de Portago, nas Mille Miglia, a Peter Collins, passando por Mike Hawthorn ou Luigi Musso, foi através dessa contabilidade macabra que ele subiu na hierarquia, acabando na Formula 1 e na Endurance, vencendo por três vezes as 24 horas de Le Mans - 1958, 61 e 62, sendo o único que venceu Le Mans e o Mundial no mesmo ano.

E em todos eles, teve ao seu lado outro sobrevivente desses tempos: o belga Olivier Gendebien.

Depois de sair da Ferrari, no final de 1962, só conseguiu... mais um ponto, em 1964, pela Cooper. E alguns sustos, principalmente no GP da Áustria de 1964 quando o seu carro teve uma fuga de combustível e explodiu. Antes disso, tinha passado pela ATS, Automobili Turismo e Sport, (não a ATS de Gunther Schmid, uma década depois), onde o carro foi um verdadeiro fracasso.

Sobre Hill e Von Trips, trago esta imagem tirada por Bernard Cahier, em Spa-Francochamps, em 1960. Mais do que uma rivalidade, havia amizade e respeito.

P.S: Por uma incrivel coincidencia, este é o meu post numero treze mil neste blog. Até acho fantástico que esta marca simbólica seja preenchida por algo histórico como este.

A chance da India ter o WRC?

O Mundial de Ralis está, desde há algum tempo, a pensar expandir-se em termos de calendário, num evento mais mundial. Apesar da tentativa na China se ter abortado no ano passado, outros ralis, em outros países, estão também à vista. Fala-se que o Safari poderá regressar, algures no final da década, fala-se que a Nova Zelândia tentará o mesmo, mas o mais recente país a tentar a sua sorte no WRC é a India.

O país recebe regularmente uma prova no campeonato Ásia-Pacifico, e um dos seus pilotos mais proeminentes é Gaurav Gill. Aos 35 anos, venceu o campeonato por duas vezes, em 2013 e 2016, neste último campeonato tendo vencido cinco provas, uma delas o próprio rali da India.

Esse rali foi um tremendo sucesso, com os pilotos a elogiarem a natureza exigente do percurso. E claro, com isso, os indianos já iniciaram contactos com os promotores do WRC sobre a ideia de receberem uma prova do Mundial.

A prova do Campeonato Ásia-Pacífico foi um grande evento no nosso país e espero que um dia possam trazer aqui o WRC”, começou por dizer o piloto de 35 anos.

O WRC exige muita disciplina e um apoio logístico de grandes empresas. Tenho a certeza (que uma prova do Campeonato do Mundo) que se um organizador quiser trazer a modalidade a esse nível todas as coisas têm de ser tratadas com muita antecedência. Precisamos de muito da parte de parceiros, com diferentes empresas a terem que participar, porque haverá cerca de 125 carros, que é a média esperada” continuou.

Formula 1 em Cartoons - China (Cire Box)



O GP da China já foi há duas semanas e meia, mas só agora é que o "Cire Box" é que conseguiu fazer a "banda desenhada", onde Lewis Hamilton conseguiu vencer a Sebastien Vettel, empatando na classificação geral. 

E algumas piruetas que aconteceram naquela corrida, que começou molhada...

Saúde, evolução e a generosidade das pessoas

Ontem à tarde, tinha falado de Billy Monger, do seu acidente e das péssimas consequências. Como todos sabem, o britânico de 17 anos perdeu ambas as pernas após um horrível acidente em Donington Park, colidindo em frente com o carro do finlandês Patrik Pasma, que ia em velocidade bem mais lenta devido a problemas de motor.

Contudo, tinha falado também sobre a forma não muito ética sobre como é que as pessoas souberam disso: através de uma página de "crowdfunding" onde se apelava à comunidade automobilística - e algo mais - para que doassem o que pudessem para um fundo feito em seu nome. Isto sem, por exemplo, uma declaração vinda do hospital, a dar conta do seu estado de saúde. E foi por isso que durante algum tempo fiquei muito relutante em escrever a noticia, quando tens uma só fonte.

Felizmente, passado um tempo, soube de mais. Um bom amigo meu que tenho na Grã-Bretanha explicou-me o que se passa. Basicamente, eram duas coisas: a privacidade da familia, neste momento delicado, e também o seguro que os pilotos assinam no momento em que competem. Pelos vistos, como era um relativamente simples, não deve cobrir todas as despesas médicas que têm neste momento. Daí a razão deste "crowdfunding": para cobrir a parte que o seguro poderá não cobrir.

E a resposta foi avassaladora: em menos de um dia, o objetivo foi ultrapassado. 310 mil libras por volta da meia-noite de ontem. E entre os generosos contribuintes - mais de 7500 - estão pessoas como Jenson Button, que deu 15 mil libras, por exemplo. Chip Ganassi deu mil libras, e uma garota de 11 anos deu duas libras, dizendo depois que "pedia desculpa por não poder dar mais".

Para além disso, o hospital onde está internado emitiu um boletim médico sobre a sua situação, onde fala que está em coma induzido, mas que a sua situação, apesar de ser grave, é estável. E a familia de Monger também emitiu um comunicado a agradecer toda a ajuda prestada até ao momento.

"A família de Billy gostaria de expressar sua gratidão pela atenção médica de primeira classe dada pelo Queen's Medical Center em Nottingham e aproveitar esta oportunidade para agradecer às equipas médicas, comissários de pista, equipas de resgate e pessoal da ambulância aérea pela sua rápida resposta e trabalho duro.

"Além disso, eles gostariam de agradecer aos colegas de Billy, amigos, fãs e todos que demonstraram seu afeto por ele nos últimos dias. Essas mensagens ajudam a dar a força necessária para o processo de recuperação que está ainda por vir.

"A comunidade da Formula 4 e o mundo do automobilismo mais amplo estão, sem dúvida, entristecidos por essa notícia, mas são convidados a respeitar o desejo da família de privacidade durante este momento difícil", conclui o comunicado.

Em jeito de conclusão, as minhas dúvidas foram respondidas, e o processo ficou mais claro agora. E ao longo deste dia, pode-se ver até que ponto esta comunidade automobilistica foi capaz de ajudar um dos seus quando passou por uma situação complicada como aconteceu agora ao Billy Monger. Vai ser longo e duro, mas espera-se que se inspire noutros exemplos para se superar e ser feliz no automobilismo ou noutra modalidade.

quarta-feira, 19 de abril de 2017

Moral e ética em situações complicadas

O acidente no passado domingo, do piloto britânico Billy Monger, durante uma prova de Formula 4 britânica, teve consequências graves. Sabia-se que o piloto de 17 anos tinha tido fraturas graves nas pernas, braço e pulso, mas hoje soube-se que acabou por ter de ser amputado abaixo do joelho. Monger, que era sexto no campeonato de Formula 4 britânico, estava a ganhar lugares quando embateu fortemente na traseira do carro do finlandês Patrik Pasma. Este foi transportado para o hospital em observação, mas acabou por ter alta no dia seguinte.

O problema disto tudo é que, à hora em que escrevo isto, o comunicado oficial é uma página de crowdfuning, assinado pela equipa e pela familia. Não há um comunicado do hospital onde está internado, não há um comunicado da organização da própria Formula 4 britânica e mesmo o comunicado da sua equipa, a JHR Developments, no Twitter, remete para o mesmo site, para doar o mais possivel. O valor é, à partida alcançável - 260 mil libras - e até agora, já conseguiram mais de 80 mil, cerca de 25 por cento do valor.

Honestamente, não quero colocar isto em questão, porque acho que é uma situação grave e o garoto merece todo o nosso apoio neste momento muito dificil. Só que não gosto de confiar numa só fonte, pois pode ser uma armadilha. Não é que seja cético, mas a situação é muito séria, pois falamos de um garoto de 17 anos que aparentemente, perdeu as pernas. Ao ver a velocidade das pessoas partilharem uma página, com uma explicação aparentemente oficial, sem mais perguntas, confunde-me. Confunde-me até que ponto as pessoas confiam de uma forma cega a algo que até pode ser usado para fins pérfidos. É esse o meu receio: que tudo pode ser treta.

Mesmo que isto tudo seja verdade - espero ardentemente que sim - isto levanta outras questões, mais éticas. Em noticias delicadas como esta, a minha experiência automobilística diz que "no news is bad news", ou seja, quando há um manto de silêncio vindo do hospital após um acidente muito grave é sinal de que as noticias são más. E quando o pior acontece, como já vi ao longo dos anos, os primeiros a avisar são as famílias. E só dali a uma ou duas horas, a noticia é dada ao mundo, pelo hospital.

Eu não acuso nada. Simplesmente quero algo bem feito, para depois podermos ajudar este pobre rapaz, que teve a sua vida mudada aos 17 anos de idade, um acidente horrivel do qual todos viram pela televisão, num acidente que faz lembrar muito Alex Zanardi, há mais de 15 anos, em Lausitz. Um pouco de paz de espírito é o que desejo, mais nada. Porque o meio onde trabalho já levou muitas pancadas, e mais uma seria péssimo. Para o bem de todos nós.

CNR: Divulgada a lista de inscritos para o Rali de Espinho

A organização do Rali de Espinho divulgou esta terça-feira a sua lista de inscritos, e entre os 32 carros participantes em quatro categorias - CNR, CNR GT, Nacional de Iniciados e Nacional de Clássicos - há alguns nomes interessantes.

Destaca-se o regresso de José Pedro Fontes, que pautou pela ausência nos Açores, enquanto que outros pilotos como João Barros, Pedro Meireles, Carlos Vieira e Miguel Barbosa, que foram correr na última prova do nacional, estarão também presentes. Ricardo Teodósio, que corre num Mitsubishi Lancer EVO X de Grupo N, também estará presente.

Entre os regressos, destaca-se Adruzilo Lopes, que aparece um Porsche 997 RGT, bem como Joaquim Alves, num Ford Fiesta R5. Entre os ausentes, destaca-se Ricardo Moura e Bruno Magalhães - o primeiro não tem intenções de disputar provas no continente, e o segundo vai correr em provas seleccionadas - enquanto que Manuel Castro, que correu em Fafe com o Hyundai i20 R5, também não estará presente, depois de falhar a presença no Rali de Castelo Branco.

A quarta prova do Nacional de ralis irá decorrer nos dias 21 e 22 de abril, e terá dez especiais de classificação, com duas especiais urbanas - uma em Santa Maria da Feira, na sexta-feira à noite, e uma dupla passagem em Gaia, no sábado à tarde.