terça-feira, 16 de julho de 2019

Formula E: Mercedes quer Hamilton a testar o seu Formula E

Com a Mercedes a preparar-se para a sua estreia na Formula E - depois de um ano com a HWA - alguns tem andado a perguntar se eles poderão convencer Lewis Hamilton a experimentar o carro da Formula E, e quem sabe, o convencer a fazer algumas temporadas na competição elétrica. 

Questionado pelo jornal britânico The Sun, Ian James, o Diretor Geral da recém-formada equipa Mercedes-Benz EQ Formula E Team, afirmou que essa chance está a ser considerada: “Essa é uma pergunta que terá que fazer a Lewis! Eu não fui corajoso o suficiente para fazer a pergunta da última vez em que me encontrei com ele. Acho que de momento tem muitos anos à frente dele na Formula 1, mas nunca diga nunca. A Fórmula E continuará a crescer como desporto, como um campeonato, e teremos que esperar para ver como as coisas progridem."

Questionado também sobre se a Mercedes elétrica seria capaz de aproveitar a perícia dos seus homólogos do mundial de Formula 1, confirmou que vai haver laços estreitos entre as duas equipas. "Seria loucura não usar parte da experiência que construímos ao longo dos anos quando começamos esta aventura, então obviamente estamos a trabalhar com a Mercedes AMG High Performance Powertrains", afirmou o engenheiro britânico.

"São os engenheiros que desenvolveram a unidade de potência da Mercedes para a equipa de F1 nos últimos anos e também estão desenvolvendo a unidade de potência para a Fórmula E. Esse conhecimento está se transferindo, o que é crucial.", concluiu.

Por agora, serão Gary Paffett e Stoffel Vandoorne os encarregados de fazer os testes com vista a preparar a equipa para novembro, altura da sua estreia oficial na competição elétrica com o EQ Silver Arrow 01. "Ainda há muito a fazer para que cheguemos bem preparados para a primeira corrida em novembro.", concluiu. 

segunda-feira, 15 de julho de 2019

Sobre mais uma passagem da Terra ao redor do Sol

O meu dia de anos foi essencialmente mais um dia de trabalho. Mas não levo a mal, porque foi algo do qual eu gosto de fazer. Espero mostrar o resultado nos próximos dias. 

Engraçado como estou a entrar num bom momento da minha existência. Quem segue isto, sabe que houve anos onde foi o contrário, triste, algo desesperado por não ter perspectivas em termos de trabalho ou de vida pessoal. Mas como não ninguém é invencível e não existem eternos perdedores, quero acreditar que as coisas estão a correr bem, e esta boa onda não termine tão cedo.

Acho engraçado descobrir que este ano o meu número coincida com a de uma das maiores lendas da NASCAR, Richard Petty. Não faço grande ideia do que isso significa, mas gostaria que resultasse em algumas coisas boas, que melhorasse a minha perspectiva geral, me sentisse uma pessoa mais realizada, numa altura em que estou, provavelmente, no meio da minha existência. E no meu íntimo, a ideia de escrever mais e melhor, fazer mais e melhor, abraçar, amar, viajar, ler... as coisas que mais gosto.

Acho que é o meu desejo para a vida toda. E ter saúde para gozar tudo isto. Para assim poder apreciar estas viagens à volta do sol, mais e melhor.

E já agora, obrigado a todos! Nunca pensei receber mais de uma centena de mensagens de aniversário dos quatro cantos do mundo, de pessoal importante e não tão importante, mas recebi. É sinal que ando a fazer ou dizer algo bem.

Formula E: Frijns foi o vencedor em Nova Iorque

Robin Frijns venceu a segunda corrida de Nova Iorque, na noite deste domingo, superando Alexander Sims, mas esta foi a prova onde Jean-Eric Vergne se sagrou bicampeão da competição, depois de ver o seu maior rival, Lucas di Grassi, ir contra a parede quando se desentendeu com Mitch Evans, na última volta da corrida, fazendo com que o título caísse no colo do piloto da Techeetah. Já António Félix da Costa terminou a prova no nono posto, conseguindo mais dois pontos, mas descendo ao sexto posto na classificação final.

Depois de uma qualificação onde o piloto da BMW conseguiu a sua primeira pole da sua carreira - e onde a marca alemã repetiu, depois de ter conseguido na primeira prova do ano - antes da corrida, a organização tinha dito que os pilotos iriam poder ir mais uma vez que ao normal ao Attack Mode, ou seja, passando assim de dois para três passagens, fazendo uma corrida essencialmente de ataque.

A prova começou com Sims e Buemi a resistir aos ataques de Robin Frijns, que desde o inicio pretendia o primeiro posto. Atrás, havia alguns toques, com André Lotterer a levar a pior parte, devido a um embate com o Dragon de José Maria Lopez, acabando ambos por abandonar.

Alguns minutos mais tarde, o Safety Car entra na pista para recolher os destroços, enquanto Lotterer (que já tinha abandonado) recebeu uma penalização por ter sido o causador do acidente. Na frente, graças ao Attack Mode extra, e depois de passar Buemi, Frijns atacava fortemente o britânico da BMW, antes de o conseguir passar no final da meta, passando para a frente e deixando à mercê de Sebastien Buemi, que também queria passar Sims. Atrás, Lucas di Grassi estava já nos pontos, mas via Vergne logo atrás de si. As chances de título estavam cada vez mais diminutas, à medida que as voltas passavam.

Na parte final, no meio das lutas por posição, Di Grassi e Evans eram respectivamente sexto e sétimo, ambos na frente de Vergne, oitavo, quando o brasileiro tentou passá-lo para ficar um pouco mais adiante e ter alguma chance de título. Contudo, a ultrapassagem correu muito mal e ambos acabaram por abandonar. Se antes era complicado, agora não restavam dúvidas: o francês da Techeetah iria repetir o título. E também para Félix da Costa seria um bom resultado, pois ele até então estava fora dos pontos.

Assim, Frijns vencia pela segunda vez na temporada, ficando na frente de Sims, que conseguia o seu primeiro pódio na competição, e de Buemi, que fez uma recuperação na fase final da temporada, depois de um mau começo. Sam Bird foi o quarto, na frente de Daniel Abt e Oliver Rowland. Felix da Costa e Gary Paffett, da HWA, fecharam os pontos.

domingo, 14 de julho de 2019

Formula E: Sims foi o poleman em Nova Iorque

A segunda corrida do fim de semana em Nova Iorque acabou para a BMW como começou o campeonato: uma pole-position. O poleman foi Alexander Sims, das poucas vezes em que conseguiu bater António Felix da Costa, que bateu o Virgin de Robin Frijns e Sebastien Buemi, no seu Nissan. Quanto a António Félix da Costa, não conseguiu mais do que a 14ª posição na grelha, três lugares atrás de Lucas di Grassi e duas de Jean-Eric Vergne.

Com menos candidatos ao título mundial - apenas quatro, ao inicio desta última competição - e num tempo um pouco mais nublado que no dia anterior, o primeiro grupo que saiu à pista de Nova Iorque era diferente do que tinha sido habitualmente: Jean-Éric Vergne, Lucas Di Grassi, Mitch Evans, Sébastien Buemi e António Félix da Costa. 

O  português completou a sua olta em 1.10,3, mas a concorrência melhorou: primeiro Vergne, que fez 1.10,2, e depois Di Grassi, Buemi e Evans, todos na casa de 1.10,0. Aliás, ambos iriam sair na mesma fila da grelha.

No Grupo 2, com André Lotterer, Daniel Abt, Robin Frijns, Sam Bird e Jérôme D'Ambrosio. Ali, o alemão da Techeetah não teve uma grande volta e acabou no fundo do pelotão, e a mesma coisa aconteceu a D'Ambrosio. Quem esteve bem foram os Virgin, quer Frijns, quer Bird. seguido por Abt, que tinham tempo para seguir adiante.

No Grupo 3, que tinha Oliver Rowland, Pascal Wehrlein, Edoardo Mortara, Felipe Massa, Alexander Sims e Stoffel Vandoorne, o companheiro de equipa de Félix da Costa esteve muito bem, com 1.09,6, saltando para a liderança da tabela de tempos. E no grupo 4, com Maximilian Günther, Alex Lynn, Gary Paffett, Oliver Turvey, José María López e Tom Dillmann, nenhum deles teve tempo suficiente para ameaças os que estavam nos lugares da SuperPole.

Para a fase final tinham ido Sims, Buemi, Frijns, Bird, Vandoorne e Abt. 

Buemi tinha sido o primeiro a sair, e depois de duas voltas, marcou um tempo de 1.09,729, marcando o passo. Sam Bird foi a seguir, mas algumas travagens queimadas fizeram com que tivesse um tempo mais lento em um décimo de segundo. O seu companheiro de equipa veio logo a seguir, e conseguiu ser mais veloz que toda a gente por 17 centésimos. 

Em contraste, Abt fez o pior tempo. 

Para o final, sobraram Stoffel Vandoorne e Alexander Sims. O belga da HWA lá deu o seu melhor, quase tocando no muro por dias vezes, mas não conseguiu mais que o quarto tempo provisório. Já Sims conseguiu ser mais polido e conseguiu voar, dando a primeira pole para o piloto com o mítico número 27. O mais interessante é que sem a pole por parte de Buemi, este ficou afastado do campeonato.

A corrida vai acontecer às 21 horas, horário de Lisboa.

Formula 1 2019 - Ronda 10, Grã-Bretanha (Corrida)

Parecia que este seria o fim de semana perfeito para Lewis Hamilton... mas Valtteri Bottas tinha outros planos e decidiu ser o "poleman", negando ao britânico a chance de largar do primeiro lugar pela sétima ocasião na sua carreira. Contudo, foi tudo Mercedes, a equipa do qual todos sabem que ficará com todos os títulos e o resto não terá chances de os apanhar enquanto mão mudarem as regras para os beneficiar.

Tudo foi normal na partida, com Bottas a aguentar os ataques de Hamilton nas primeiras curvas, com o pelotão atrás. Leclerc ia na frente de Verstappen, enquanto os Haas estavam no final do pelotão, vitimas de um toque... um com o outro. Na terceira volta, as asas puderam abrir-se, mas apenas na quinta é que Hamilton atacou. Na Brooklands, o inglês lá passou, mas o finlandês reagiu e voltou ao primeiro posto.

Nas voltas seguintes, Hamilton não incomodou Bottas, esperando passá-lo nas boxes, enquanto na volta oito acontecia o primeiro abandono, com o Haas de Kein Magnussen. Ao mesmo tempo, o holandês da Red Bull aproximava-se de um Leclerc que começava a ter problemas com os seus pneus moles. Na volta 11, o filho de Jos tentou passar Leclerc, mas não conseguiu. Vettel tentou a sua sorte, mas não conseguiu, o suficiente para Gasly atacar, e ele conseguiu passá-lo na volta 12, antes de ir às boxes, trocando para duros. Duas passagens pela meta depois, Leclerc e Max foram às boxes, trocando também para duros, com o holandês na frente do monegasco da Ferrari. Mas na saída, ele errou e Leclerc aproveitou. Eis um duelo que continua desde o karting...

Na volta 16, foi a vez de Bottas nas boxes, com médios calçados. Enetre isso e a vez de Hamilton de ir às boxes, para colocar duros, cinco voltas depois, foi um duelo entre Leclerc e Verstappen, onde o monesgasco aguentou as suas investidas. E quando Hamilton foi, aconteceu no preciso momento em que o Safety Car estava na pista, por causa do despiste de Antonio Giovinazzi, que deixou o seu carro na gravilha, em posição perigosa.

Nessa altura, alguns pilotos aproveitaram para trocar nas boxes, como Leclerc, e na volta 24 a corrida retomava à normalidade. Verstappen lá passou Leclerc, mas foi no meio da confusão em que Gasly era quarto e Vettel estava na frente deles todos, no terceiro posto. E ambos viam os Mercedes irem embora, com Hamilton na frente de Bottas. Mas o holandês passou o monegasco - com toque pelo meio - e depois chegou a Gasly, passando-o e ficando no quarto posto.

Leclerc foi depois atacar Gasly, mas as coisas não andavam lá muito bem, porque ele era tão agressivo quanto Verstappen. Claro, o holandês aproveitava para se afastar do seu rival. O monegasco lá passou por fora na volta 37, numa altura em que o holandês estava na traseira de Vettel. E uma volta depois, na luta entre ambos, tocaram-se na Brooklands, acabando na gravilha. Mas ao contrário de Michael Schumacher e Damon Hill em 1995, ambos voltaram para a pista. Contudo, os estragos do alemão foram tão grandes que teve de ir às boxes, caindo para a última posição... e levou mais dez segundos de punição dos comissários, por o considerarem culpado. Só para mostrar serviço.

E o final, não teve história. Bottas acabou por ir para as boxes para ter médios e conseguir a volta mais rápida, e Hamilton lá foi ele para ficar com a sexta vitória caseira, tornando-se no maior triunfador em Silverstone, mais ainda que Jim Clark. Com mais uma dobradinha da Mercedes, era o desfecho previsível, anticlimático, de uma corrida bem interessante. 

Formula 1 2019 - Ronda 10, Grã-Bretanha (Qualificação)

Depois da Áustria nos ter reconciliado com a Formula 1 - pelo menos temporariamente - parecia que Silverstone iria "repor a normalidade" de uma competição chata, de uma direção só e sem grandes perspectivas de mudança. Lewis Hamilton era o natural favorito do fim de semana e nada nos radares iria indicar algo diferente, logo, já saberíamos como iria ser o final, quer hoje, quer amanhã, na corrida. Mas o resultado foi diferente... por um golpe de vento.

O tempo neste sábado era o típico de julho na Grã-Bretanha: instável e ventoso, e as chances de chuva eram reais. Mas também era real a chance de Hamilton alargar um recorde que é o de ter mais poles na sua corrida caseira, com seis. Com os pilotos a sairem de pista com pneus médios, Charles Leclerc foi o primeiro a marcar tempo, mas os Mercedes, com macios, marcaram uma posição. Hamilton cravava 1.25,513, novo recorde da pista, apenas vinte centésimos mais veloz que o monegasco da Ferrari. Valtteri Bottas aparecia em terceiro, enquanto Lando Norris surpreendia com o quarto melhor tempo, na frente de Max Verstappen e Sebastian Vettel.

Atrás, os que iriam fazer companhia à Williams foram o Haas de Kevin Magnussen, o Toro Rosso de Daniil Kvyat e o Racing Point de Lace Stroll. Para a equipa de Grove, era um ponto baixo nos 50 anos da Williams e 40 depois da sua primeira vitória - com Frank Williams a fazer uma cada vez mais rara aparição - o meme do momento é sempre que se conte até 18, coloque-se Russel e Kubica nos lugares 19 e 20.

Chegados ao Q2, os pilotos voltaram à pista com pneus médios, e o tempo mantinha-se inalterado, sem perspectivas de chuva. Verstappen e Gasly, os pilotos da Red Bull, foram os primeiros em pista, mas depois, aparecerem Leclerc e os pilotos da Mercedes, com os compostos amarelos, com vista a serem usados no dia de corrida. Vettel decidira andar com os moles, para destoar da concorrência.

E no final, quem entrava na última fase eram os pilotos da Mercedes, Ferrari, Red Bull, os Renault de Daniel Ricciardo e Nico Hulkenberg, o McLaren de Lando Norris e o Toro Rosso de Alexander Albon.

Para a fase final, todos no circuito pesavam que era a passadeira vermelha para Hamilton ficar com a sua sétima pole-position caseira da sua carreira. A realidade foi um pouco diferente... e de uma certa maneira, até foi bom para o automobilismo. E um pouco menos para os britânicos, claro.

Tudo começou quando Bottas fez tempos melhores que Hamilton, com os médios. Ao fazer 1.25,903, que deu recorde de pista, o finlandês começou a incomodar o pessoal, mas estes estavam com esperança de ver o seu herói repor a ordem. Aliás, Sebastian Vettel, o seu "nemesis", era um mero quarto, atrás de Max Verstappen, as coisas estavam a ir como planeado. Lá Hamilton fez um bom tempo, e prepararam-se para a volta final, onde tudo iria ficar resolvido e fariam a festa.

Ali, Bottas, fez a sua volta, superando o britânico, mas quando foi a vez de Hamilton... um despiste na travagem para a cura Brooklands fez perder tempo precioso. E claro, isso se repercutiu no final, com o finlandês a conseguir ser o melhor... seis milésimos de segundo melhor que Hamilton, com Charles Leclerc a ser o terceiro, não muito longe. De uma certa forma, o finlandês fazer a pole na casa de Hamilton até foi ótimo, aproveitando os erros dos outros. Vettel, mesmo sem a asa móvel a abrir, foi sexto.

De uma certa forma, a ordem foi perturbada, num sitio onde todos esperavam que isso não acontecesse. Mas provavelmente muitos devem pensar que amanhã, dia de corrida em paragens britânicas, Hamilton reagirá a tudo isto como ele sabe. E todos não esperam mais que uma vitória. veremos se a concorrência o deixará. 

sábado, 13 de julho de 2019

Formula E: Buemi triunfa em Nova Iorque

Sebastien Buemi resistiu a todos os ataques e venceu a primeira corrida em Nova Iorque. O piloto suíço resistiu aos ataques de Mitch Evans e António Félix da Costa, que o acompanharam no pódio, numa corrida em muitos aspectos... de loucos, com vários toques. Lucas di Grassi foi 

Com Buemi na pole-position, tendo Pascal Wehrlein a seu lado, e Jean-Eric Vergne, o líder do campeonato, apenas a largar de décimo, e o seu maior rival, Lucas di Grassi, quatro lugares atrás, a primeira corrida  começou com Buemi na frente, com Lynn a ser segundo, passando Wehrlein. Vergne e Di Grassi perdiam posições. Sims subia para o terceiro posto na volta seguinte, e metros depois, Lotterer emvolvia-se num acidente, com o seu companheiro de equipa a acabar nas boxes, para trocar o seu nariz danificado.

Com o passar das voltas, Buemi começou a ser pressionado por Lynn, que tinha passado pelo Attack Mode. O suíço fez isso na volta seguinte, mas não houve alterações. Atrás, Sims era pressionado por Abt para o passar, mas o britânico resistia. Pouco depois dos 15 minutos, Lynn tentava pela segunda e o Attack Mode, para passar Buemi, mas o piloto resistia até ser ele a passar por lá, na volta seguinte. Atrás, Sam Bird, que era sétimo, era penalizado por 10 segundos por ter causado uma colisão no inicio da corrida. Após 14 voltas, e a 26 minutos do fim, os quatro primeiros estavam separados por menos de segundo e meio.

Pouco depois, Lynn começava com problemas de potência e desistiu, reduzindo os candidatos a três. Sims era agora o piloto que pressionava Buemi na liderança, com Abt à espreita, enquanto Wehrlein perdia dois lugares para Bird e Félix da Costa. E bem a tempo: na volta 20, com 19 minutos para o fim, o Safety Car entrava na pista para que os comissários tirassem o carro de Alex Lynn.

A corrida voltou duas voltas depois, com Buemi a aguentar Sims, enquanto Bird perdia dois lugares para Félix da Costa e Evans. Abt tentou ganhar algo, mas perdeu várias posições. E no meio isto tudo, Di Grassi era oitavo.

No meio de lutar pelo meio do pelotão, alguma tinha de acabar mal. Foi o que aconteceu a Oliver Rowland e Edoardo Mortara, que acabaram com os carros a largar peças... e ao mesmo tempo, Félix da Costa subia a terceiro, trocando com Sims.

Na parte final da corrida, Buemi estava mais descansado, enquanto Evans defendia-se dos ataques dos pilotos da BMW, com o português a comandar. Atrás, Di Grassi pressionava Sims e Vergne conseguia chegar aos pontos, sendo décimo. Mas na última volta, uma carambola com Felipe Massa deixava o francês fora dos pontos.

Formula E: Buemi é o melhor na qualificação americana

Sebastien Buemi foi o melhor na primeira qualificação do ePrix de Nova Iorque. O piloto da Nissan superou Pascal Wehrlein, da Mahindra, conseguindo a pole pela terceira vez nesta temporada. Quanto a  António Félix da Costa, o piloto da BMW Andretti não conseguiu mais que o oitavo posto nesta primeira qualificação, mas ficou na frente de Jean Eric Vergne, décimo, e de Lucas di Grassi, 14º da grelha.

Com Jean-Eric Vergne a ser o grande favorito ao título mundial, apesar da oposição de Lucas di Grassi, a jornada em Nova Iorque é dupla, com 58 pontos em jogo, logo, havia mais candidatos ao título - incluindo António Félix da Costa - mas estes dois eram os mais favoritos.

Debaixo de sol em Brooklyn, o primeiro grupo de qualificação tinha André Lotterer, António Félix da Costa, Jean Eric Vergne, Lucas di Grassi e Mitch Evans, todos candidatos ao título, o primeiro a marcar tempo foi o piloto português, mas tinha sido superado por toda a gente, liderado por Vergne. O piloto português fez 1.10,845 e passou para a frente do grupo, superando o piloto francês por 88 centésimos. Evans era terceiro, seguido por Di Grassi.

No segundo grupo, com Daniel Abt, Sebastien Buemi, Jerome D'Ambrosio, Robin Frijns e Sam Bird, o belga acabou por fazer um pião durante a sua volta rápida, perdendo tempo precioso. Buemi, Bird e Abt conseguiram tempos melhores e ficaram com os três primeiros lugares.

No Grupo 3, com Stoffel Vandoorne, Felipe Massa, Pascal Wehrlein, Alexander Sims e Oliver Rowland, os pilotos começaram a ter dificuldades para controlar os seus carros numa pista cada vez mais traiçoeira. No final, Wehrlein e Sim foram os melhores, ficando respectivamente com o terceiro e quarto melhor tempo provisórios. Vandoorne quase bateu no muro, mas controlou o seu carro, comprometendo um bom tempo. A mesma coisa aconteceria a Felipe Massa.

No Grupo final, o resto: os carros de Gary Paffett (HWA), Alexander Lynn (Jaguar), José Maria Lopez e Max Gunther (ambos em Dragon), Tom Dillmann e Oliver Turvey (NIO). Lopez consegue o sexto melhor tempo, chegando à SuperPole, e Lynn depois faz melhor, sendo quinto e deixando de fora... Lopez, o argentino.

Assim sendo, Buemi, Bird, Wehrlein, Sims, Abt e Lynn passaram para a SuperPole.

Na parte final da qualificação, o primeiro a sair foi Abt, que faz o tempo de 1.10,894, tempo relativamente modesto em relação a alguns pilotos que não passaram para a fase seguinte. Lynn melhora em quase dois décimos e passa para a frente. Quando é a vez de Sims, um ligeiro despiste faz com que as suas tentativas não lhe dêm mais que o terceiro tempo provisório, pior que Lynn e Abt. 

No final, Pascal Wehrlein fez 1.10,600 e conseguiu a pole provisória, dependendo apenas de mais dois carros. Sam Bird lidou com um carro instável e não conseguiu mais que o um tempo meio segundo mais lento. E foi no último momento que Buemi fez a sua volta perfeita, fazendo noa pole-position para o seu curriculo.

O ePrix de Nova Iorque acontece esta noite pelas 21 horas de Lisboa.

Youtube Film Trailer: Blink of an Eye

Que a NASCAR é uma categoria do automobilismo excelente para filmes e documentários, é verdade. Contudo, ao ver este "trailer", mesmo não sendo muito fã da categoria, fiquei impressionado com isto, porque tem a ver com uma lenda chamada Dale Earnhardt. E uma amizade algo improvável com um piloto chamado Michael Waltrip, que faz parte de uma das dinastias da categoria. 

O documentário é baseado na autobiografia de Waltrip, e o título tem a ver com o dia mais marcante da sua vida: quando em 2001, triunfou no Daytona 500 e viu morrer o seu grande amigo e mentor Earnhardt.

Youtube Film Mashup: Quando Carrol Shelby encontra Ricky Bobby

"Ford versus Ferrari" ainda esta longe - é só daqui a quatro meses - mas houve quem já tenha feito um "mashup" com o famoso "Ricky Bobby", a comédia com Will Ferrell sobre um piloto da NASCAR. O resultado de Shelby com Bobby é... o que podem assistir. Por vossa própria conta e risco. 

sexta-feira, 12 de julho de 2019

Os que contribuíram para ajudar Martin Donnelly

Como sabem, há dois dias falei da difícil situação que vive Martin Donnelly. Lesionado na perna direita durante uma prova de moto, onde outro motociclista lhe passou por cima, acabou por ser operado às feridas. Contudo, essa foi aquela onde ficou mais gravemente ferido no seu acidente de Jerez, em 1990, e acabou por infectar, com o risco de amputação no horizonte.

Para pagar as suas despesas médicas, Jonathan Lewis decidiu criar na terça-feira uma campanha no site GoFundMe.com, e três dias depois, essa campanha alcançou as 48.100 libras, com o objetivo de chegar às 50 mil, provavelmente não só para pagar essas despesas médicas, mas aquilo que sobrar ir para o Teenager Cancer Trust, a organização que estava a apoiar quando teve o acidente. 

E na lista dos que contribuíram generosamente para o fundo, houve muitos nomes famosos a ajudar, como:

- Jason Plato (ex-piloto do BTCC, os Turismos britânicos) 500 libras
- Mário Haberfeld (ex-piloto de Formula 3000) 200 libras
- Tavo Hellmund (construtor do Circuito of the Americas) 200 libras
- Ralf Schumacher (ex-piloto de Formula 1) 500 libras
- Susie e Toto Wolff (diretores da Venturi e Mercedes, respectivamente) 500 libras
- Mike Conway (piloto da IndyCar) 500 libras
- David Tremayne (jornalista e autor de livros) 500 libras
- Classic Team Lotus - 1000 libras
- Derek Daly (ex-piloto de Formula 1 e da CART) 200 libras
- Johnny Mowlem (ex-piloto de Turismos) 1000 libras
- Alex Zanardi (ex-piloto de Formula 1, CART e WTCC) 1300 libras
- Dario Franchitti (ex-piloto de IndyCar) 500 libras
- Narain Kartikeyan (ex-piloto de Formula 1) 550 libras
- Thomas Erdos (piloto de Endurance) 100 euros
- Stee Soper (ex-piloto de Turismos) 500 libras
- Rickard Rydell (ex-piloto de Formula 2 e Formula 3000) 100 libras
- Max Papis (ex-piloto de Formula 1 e CART) 100 libras
- Luciano Burti (ex-piloto de Formula 1 e comentador na Rede Globo) 1000 libras

Há um anónimo que deu cinco mil libras - sim, leu bem: 5000 libras. E outro que deu mil.

Apesar de tudo e de todas as ajudas generosas, a situação continua difícil para ele. Ainda está medicado e existem poucos sinais de melhoras em termos clínicos, logo, o risco de amputação não desapareceu no horizonte. Resta saber como serão os próximos dias para alguma evolução na situação. 

Formula E: Audi mantêm dupla para a próxima temporada

Lucas di Grassi e Daniel Abt continuarão na Audi em 2019-20. A noticia foi hoje confirmada em Nova Iorque nas vésperas da jornada dupla de encerramento da jornada dupla da Formula E. Isto acontece dias depois de ter aparecido noticias sobre a possibilidade de Abt ser substituído pelo suíço Nico Muller, mas aparentemente, a consistência de resultados por parte do piloto alemão fez com que ficasse por mais uma temporada.

"Com oito candidatos ao título antes do final de semana, estamos vendo a mais emocionante temporada de Fórmula E até agora e esperamos que a competição se torne ainda mais acirrada com as entradas da Mercedes e da Porsche na próxima temporada”, começou por dizer o diretor da Audi Sport, Dieter Gass, ao site e-racing365.com.

Confirmando os nossos dois pilotos logo no início, também queremos enviar uma mensagem clara aos nossos concorrentes: estaremos otimamente preparados e teremos o maior prazer em aceitar o desafio. Além do desenvolvimento meticuloso e do teste do novo carro, isso também inclui nosso compromisso claro com nossos dois pilotos.”, prosseguiu.

Esta renovação acontece na mesma altura em que Lucas di Grassi vai tentar alcançar o título da competição, ele que está a 32 pontos do lider, o francês Jean-Eric Vergne.

Extreme E: HWA é a terceira equipa confirmada

Depois da Venturi e da Abt, a HWA confirmou esta sexta-feira que participará na Extreme E, a competição elétrica todo o terreno. A presença da marca que prepara os Mercedes, primeiro no DTM e agora na Formula E, demonstra que esta está disposta a participar quer neste tipo de prova como também ajudar a fazer crescer este novo conceito radical de desporto e entretenimento.

Ulrich Fritz, que lidera a HWA, afirma: "Estamos impressionados com o conceito e as pessoas por trás do Extreme E. Esta é uma aventura ainda maior para nós do que quando nos juntamos à Fórmula E no ano passado. No entanto, estou confiante de que poderemos demonstrar o nosso conhecimento do automobilismo em 360º nas condições extremas que enfrentaremos.

A HWA certamente não tem falta de confiança, pioneirismo ou "expertise" para enfrentar este último desafio. Afinal de contas, a preparadora conta com onze títulos de pilotos e mais de 180 vitórias como equipa de fábrica da Mercedes-AMG, sendo a equipa de maior sucesso no DTM. Na última temporada, a empresa alemã ganhou uma valiosa experiência com carros de corrida elétricos na Fórmula E em associação com a Venturi.

Quanto à competição Extreme E, tudo indica que começará em janeiro de 2021 com provas um pouco por todo o mundo. 

quinta-feira, 11 de julho de 2019

Os sarilhos da Rich Energy

Bom, as noticias sobre o fim do contrato da Rich Energy parecem ser manifestamente exageradas. Um dia depois do anuncio no Twitter, "com fim imediato", diziam eles, e alegando "maus resultados", como razão para o final desse contrato de patrocínio, os dirigentes da Haas F1 vieram a público afirmar que, afinal... o contrato de patrocínio continua, pelo menos em Silverstone. 

A Rich Energy é atualmente o parceiro principal da equipa. Não podemos comentar mais sobre a relação contratual entre as duas partes, devido à confidencialidade comercial”, disse Guenther Steiner, o diretor de equipa da marca. E para quem está em Silverstone nesta quinta-feira, o patrocínio ainda está nos flancos dos carros e permanecerá no fim de semana britânico.

Aliás, as noticias que se correm no paddock da pista britânica é que os financiadores da Rich Energy estão desesperados para salvar o acordo com a Haas e tentam invalidar o "tweet" de ontem. E o que o Joe Saward está a afirmar esta tarde no seu blog é que poderá haver alguma coisa dentro da Rich Energy que impede esta rescisão ser real.

E estas declarações, vindas da própria Rich Energy, só adensam o mistério: “Claramente, as ações desonestas de um indivíduo causaram grande constrangimento. Estamos no processo de remover legalmente o indivíduo de todas as responsabilidades executivas", afirmou.

E o "individuo desonesto" é... William Storey. O excêntrico proprietário, ex-jogador de rugby, com barba à ZZ Top (pessoalmente, seria mais um Van Rossem nova geração...), que desejava tanta atenção que conseguiu. Só que a Rich Energy é mais do que alguém que dá a cara, há mais gente por trás, ou seja, financiadores. E estes chegaram à conclusão que Storey foi longe demais com aquele "tweet" - é verdade que perderam a ação contra a Whyte Bikes e esta exige ver as contas da empresa para calcular o valor da indemnização - mas eles tem melhores intenções que Storey. Aparentemente...

Em suma, parece que está a haver uma luta interna, e nós estamos a ver algumas dessas cenas. Resta saber como acabará, e creio que este fim de semana poderá ser fértil em cenas desse género. 

Formula E: Félix da Costa quer dar o melhor em Brooklyn

No fim de semana de encerramento do campeonato da Formula E, António Félix da Costa ainda tem possibilidades matemáticas de chegar ao título Mundial, apesar de ter contas complicadas. Quinto classificado na geral, e sem ter pontuado em Berna, na corrida anterior, o piloto de Cascais não deita a toalha ao chão e quer terminar a temporada com um bom resultado e se possível, levar a discussão do titulo até ao ultimo metro de pista.

"No automobilismo e no desporto em geral não há impossíveis. Sei que a tarefa é bastante complicada mas não desisto e vamos entrar em pista ao ataque, prontos para arriscar e colocar pressão nos meus adversários. Foi uma época intensa, mas na BMW estamos com energia e focados, do meu lado tudo darei para fechar o ano com chave de ouro, todos os elementos da equipa merecem pelo trabalho que fizeram", referiu o piloto oficial da BMW.

Em relação ao circuito de Brooklyn, o piloto português realçou que, apesar de ser algo do qual todos conhecem, este ano têm um carro novo, logo, a maneira como irão lidar com este circuito é que é a novidade. 

"É um circuito que as equipas e os pilotos já conhecem, no entanto com este carro da nova geração da Fórmula E é uma novidade para todos e a gestão de energia de temperaturas será um grande desafio. Continuo no grupo 1 da qualificação, o que naturalmente não joga a meu favor, no entanto aqui não existem arvores perto da pista, pelo que acreditamos que não será tão penalizador como nas provas anteriores. Seja como for vamos entrar em pista ao ataque, a pressão está do lado dos meus adversários, eu não tenho nada a perder nesta luta portanto vou arriscar e no final logo faremos contas.", afirmou.

Nesta jornada dupla do campeonato, ambas as corridas serão transmitidas pela Eurosport a partir das 16:45, hora de Lisboa.

quarta-feira, 10 de julho de 2019

Youtube Formula 1 video: Os modelos da Ferrari

Toda a gente que gosta de automóveis e automobilismo tem modelos nas estantes das suas casas. Contudo, existe pessoal que mostra a sua paixão por determinada equipa muito longe. Como este senhor, Milan Paulus de seu nome. Este checo decidiu arranjar vários modelos de Ferrari, em grande escala, e com um detalhe: são todos de papel.

Quem me mandou esta foi o Paulo Martinho Tavares, que também tem uma coleção de modelos em casa. 

Extreme E: Agag fala de "muita gente interessada"

Poucos dias depois da sua apresentação, o Extreme E parece ser uma competição bem concorrida. Pelo menos, a fazer fé às declarações de Alejandro Agag. O líder da Formula E afirmou estar em "conversações sólidas com 25 equipas e cinco ou seis declarações de interesse", numa conversa no passado fim de semana em Goodwood, durante a apresentação do carro que vai fazer a competição, que arrancará em 2021.

Está tudo a ir na direção certa. Mas você sempre constrói um campeonato a partir das fundações - o carro - e depois constrói as regras. Agora vamos nos concentrar em locais e equipas.”, disse Agag. E de facto, as coisas estão a ir no bom caminho, com a confirmação da Abt nesta quarta-feira. E eles foram os segundos a confirmarem a sua participação, depois da Venturi.

"Acho que algumas [equipas] se comprometerão na primeira temporada, mas mesmo que não aconteça, não importa, porque o campeonato começará de qualquer maneira", disse Agag.

Talvez seja como a Fórmula E: as marcas não vieram na primeira temporada, mas agora tem mais construtores do que qualquer outra série no mundo. Eu acho que acontecer um processo similar com o Extreme E, mas eu não ficaria surpreso se alguns construtores chegarem no início

"Temos muito interesse de equipes privadas e de preencher a grelha com equipas particulares não é problema algum. Então, temos construtores querendo vir para a segunda [temporada], mas alguns deles estão realmente querendo vir já o começo.”, concluiu.

Agora com a construção do carro, o objetivo seguinte é encontrar lugares para a competição.

Noticias: McLaren renovou dupla para 2020

Carlos Sainz Jr. e Lando Norris ficam para a temporada de 2020 na McLaren. A equipa de Woking aproveitou o fim de semana do GP britânico para anunciar que os seus pilotos ficarão na próxima temporada a defender as cores da equipa fundada por Bruce McLaren.

Zak Brown, o seu diretor, falou com satisfação desta renovação:

Estou muito satisfeito por poder anunciar a nossa formação para pilotos para 2020 antes da corrida do Grande Prémio da Inglaterra deste fim-de-semana. Carlos e Lando estão a provar o seu valor e são parte integrante do nosso caminho para a recuperação. Eles deram uma contribuição importante para esta fase positiva e para a moral dentro da equipa, tanto na pista quanto na fábrica.”, afirmou.

Já o director da equipa, Andreas Seidl, acrescentou: “O anúncio de hoje dá à equipa a continuidade para continuar a crescer. O desempenho de Carlos e Lando tem sido uma parte fundamental do progresso da equipa. O feedback deles permitiu que nossos engenheiros desenvolvessem o MCL34 e começassem o MCL35. Carlos desempenhou um papel fundamental no desenvolvimento do carro usando sua experiência, enquanto a Lando conseguiu adaptar-se às exigências da Fórmula 1 de forma incrivelmente rápida e está a crescer em confiança a cada fim de semana. Esta é uma óptima notícia para toda a equipa estamos ansiosos para continuar a nossa parceria”.

O filho de Carlos Sainz e o jovem Norris substituíram, respectivamente, Fernando Alonso e o belga Stoffel Vandoorne, e este ano, ajudaram a equipa a chegar ao quarto lugar da geral, apesar de não terem pódios neste momento. O melhor resultado até agora foram quatro sextos lugares, dois deles para o espanhol, outras duas para o britânico.

Noticias: Silverstone fica até 2024

A Formula 1 e o BRDC, British Racing Drivers Club, proprietária do circuito de Silverstone, anunciaram hoje que chegaram a um acordo para renovar o contrato até 2024 para receber o GP da Grã-Bretanha. Isto aconteceu depois de os proprietários do circuito terem rasgado o anterior acordo por acharem demasiado caro para poderem cumprir. 

No anuncio do acordo, o patrão da Liberty Media, Chase Carey, afirmou que o circuito de Silverstone "faz parte integrante da Formula 1".

"Nós sempre dissemos que, se é para ter um futuro a longo prazo, nosso desporto deve preservar seus locais históricos e Silverstone e Grã-Bretanha representam o berço do automobilismo, seu ponto de partida em 1950.", continuou.

John Grant, presidente dos proprietários de Silverstone, o British Racing Drivers Club (BRDC), disse: "Silverstone é uma das corridas mais emblemáticas do calendário da Formula 1 e com uma herança tão rica que seria desastroso para o automobilismo e os fãs se não tivéssemos conseguido encontrar um caminho a seguir".

Segundo conta a BBC, o acordo só foi alcançado no mês passado, depois de noticias vindas a lume sobre a possibilidade do Grande Prémio ir para Londres, para uma corrida urbana. No final, apesar de não terem sido revelados números, o acordo poderá ter sido melhor que aquele existente, assinado no inicio da década entre a FOM e o BRDC, mas que foi denunciado em 2017, aproveitando uma clausula desse acordo.

Isto acontece algumas semanas depois da Liberty Media e os organizadores do GP de Itália terem anunciado um acordo semelhante até 2024, continuando a correr em Monza, dando mais algum tempo ao circuito que recebeu mais Grandes Prémios de Formula 1.

A luta de Martin Donnelly

Aos 55 anos de idade, Martin Donnelly nunca teve uma vida muito fácil, especialmente depois do seu acidente em Jerez, em 1990, que pôs fim à sua carreira na Formula 1. A sua recuperação foi longa, mas conseguiu andar e fazer algumas coisas, mas não competição própriamente dita. Assim sendo, foi diretor de uma equipa na Formula 3 e instrutor de condução.

Contudo, na semana passada, na Irlanda, durante um evento para angariar dinheiro para crianas com cancro, Donnelly sofreu um acidente, e uma das motos passou por cima da perna gravemente afetada no acidente. Foi novamente operado e está a recuperar, mas entretanto, a ferida infectou e o risco de amputação é real. E as despesas hospitalares são grandes.

Assim sendo, Jonathan Lewis decidiu criar uma campanha no site GoFundMe.com para ajudar nessas despesas médicas. A campanha começou esta terça-feira, com o objetio de conseguir 10 mil libras... e já tem neste momento mais de 17.500 libras, uma e e meia a despesa necessária. E o seu problema de saúde já deu doações de pessoal importante como os ex-pilotos Luciano Burti (doou mil libras) e Tommy Byrne, que doou cem. E Trevor Carlin, o fundador e dono da equipa com o mesmo nome, doou 1500 libras.

Caso estejam interessados e queiram doar, cliquem aqui para ir ter à conta no GoFundMe

terça-feira, 9 de julho de 2019

Youtube Motorsport Video: Uma homenagem a Jackie Stewart


Jackie Stewart faz 80 anos e foi homenageado em Goodwood pela sua carreira. E no fim de semana do GP britãnico, 50 anos depois do seu duelo com Jochen Rindt - e vitória - para além do seu primeiro título mundial, e o piloto escocês decidiu fazer um video para o seu "eu" mais jovem, falando sobre as suas virtudes e erros.

segunda-feira, 8 de julho de 2019

Youtube Road Trip: Viagem num carro a hidrogénio

O hidrogénio tem as suas vantagens e desvantagens, mas isso não impede de falar dele por aqui. Especialmente depois de assistir a este ideo, onde dois jornalistas de automobilismo terem feito uma viagem de 1400 quilómetros na California, ao volante de um Hyundai Nexo, experimentando as virtudes deste tipo de carro. 

O video tem 12 minutos, onde eles falam da sua viagem, de San Diego a Sacramento, e a única coisa que tenho de apontar nesta viagem é a escassez de postos de combustível, digamos assim.

Youtube Rally: O regresso do Safari

Jean Todt quer fazer regressar o Rali Safari ao calendário do WRC. E com isso em mente, no fim de semana que passou houve mais uma edição da proa, a contar para o campeonato africano de ralis. Estiveram 51 equipas inscritas, a grande maioria quenianas, com alguns ugandeses, zambianos e britânicos a compor a armada estrangeira.

Contudo, segundo conta Martin Holmes à Autosport portuguesa, nem tudo foram rosas. Bem pelo contrário. Demasiadas equipas ficaram ‘presas’ num único troço, e forma muito poucas as que ultrapassaram sem grandes problemas. O caos foi o resultado final, pois muito poucas chegaram ao fim. E para piorar as coisas, a meteorologia fez das suas, obrigando ao cancelamento da segunda especial.

Com a FIA a decidir esta semana se o Safari entra ou não no calendário no ano que vêm, este não foi propriamente o melhor cartão de visita... mesmo assim, eis um video do que foi o Rali Safari deste ano.

domingo, 7 de julho de 2019

A(s) image(ns) do dia



Ver estas imagens de Tiago Monteiro em Vila Real, na tarde deste domingo, tem um sabor de vingança. Especialmente para aqueles que depois do seu acidente em Barcelona, há quase dois anos, que apressaram a fazer a sua sepultura, dando-o como "acabado". De facto, foi difícil, mas ele não baixou os braços, e apesar de uma má temporada, este domingo, em "casa", o piloto português conseguiu a sua primeira vitória desde o seu regresso. 

Quem assistiu a esta corrida, reparou num piloto que controlou os avanços de Yvan Muller e Yann Erlacher - são curiosamente tio e sobrinho - os pilotos da Lynk, e depois distanciou-se deles, para poder ganhar de forma confortável. E foi o que aconteceu, depois de um décimo posto na corrida anterior. E quando cruzou a meta, certamente deve ter pensado no longo caminho que teve de cruzar, nas diversas vezes que teve dúvida se algum dia iria voltar a um carro de corridas, especialmente quando os médios lhe diziam que não poderia correr nunca mais, ou se tivesse outra colisão, poderia ter sequelas irreversíveis. E quando ele bateu, chegou a ter deslocação da retina devido ao choque. E felizmente, tudo voltou ao seu lugar.

Aqui está ele, como vencedor, algo que muitos julgavam que a sua carreira tinha acabado. Pois...

Youtube Racing Demonstration: Roborace em Goodwood

A RoboRace é uma competição que está a aparecer no horizonte, e é revolucionária... para o bem e para o mal. E neste sábado, em Goodwood, fez uma nova demonstração das suas capacidades. 

sábado, 6 de julho de 2019

Honda está interessada na Formula E

A Honda tornou-se na mais recente marca a mostrar interesse na Formula E. Contudo, qualquer avanço nesse sentido não vai acontecer tão cedo devido ao seu nível de compromisso com a Formula 1, segundo afirma um responsável da marca.

"A Fórmula E é feita dentro das cidades, como uma corrida de rua, e é como uma propaganda usando corridas, ao invés de corridas [tradicionais]", começou por dizer à motorsport.com Masashi Yamamoto, o diretor-geral da Honda, que até recentemente era o encarregado das atividades automobilisticas da marca.

"Como Honda, temos conversas com Alejandro Agag. Estamos sempre de olho na categoria. Já lançamos nosso carro elétrico, que estará à venda na Europa em breve. Há muitos clientes da Honda interessados ​​em nossos carros elétricos, então é bom apelar para eles.”, continuou.

"E deve haver tecnologia que podemos levar das corridas aos carros de rua. Essa é a razão pela qual temos interesse."

Contudo, por agora, a marca japonesa pretende concentrar-se na Formula 1, onde quer triunfar como fornecedora de motores. Algo que fez na semana passada no Red Bull Ring, com Max Verstappen ao volante.

"Queremos nos focar na Formula 1. Se corremos, temos que vencer. Temos que atingir um certo nível para estarmos satisfeitos nesta categoria. Essa é a primeira prioridade para nós no momento."

Mesmo que se decida ir para a Formula E, as suas opções são limitadas. A FIA apenas quer doze equipas, e a única que faz os seus próprios powertrains é a Dragon Racing, que está a ser visada pela Ford, que deseja entrar na competição num futuro próximo. Outra que não tem uma marca a trabalhar com eles de forma exclusiva é a Virgin, que tem um contrato prolongado com a Audi.

A Formula E termina a sua temporada no próximo fim de semana, em Nova Iorque.

W Series: Garcia vence em Norisrging

A espanhola Marta Garcia tornou-se na vencedora mais jovem da W Series, ao vencer a corrida desta tarde no circuito de Norisring. A piloto de 18 anos tee um fim de semana de sonho ao fazer a pole-position e a liderar a corrida do principio ao fim, diante da holandesa Beitske Visser e da britânica Jamie Chadwick, que sai desta pista com o comando, mas ameaçada pela piloto holandesa. 

Depois de uma qualificação onde a espanhola Marta Garcia conseguiu ser a melhor, na frente da britânica Jamie Chadwick e Fabienne Wohlhend, do Liechtenstein, a corrida iria ser complicada naquele circuito citadino. A partida correu bem para Garcia, enquanto Chadwick perdia um lugar para Betiske Visser. 

Nas voltas seguintes, a espanhola afastava-se do pelotão, com a polaca Rdest a ter a asa dianteira danificada e manter o sexto posto. Os organizadores decidiram-lhe mostrar a bandeira preta e laranja, assinalando um carro inseguro, e foi às boxes trocar de asa. Contudo, ela foi lá com excesso de velocidade, acabando por cumprir uma penalização.

Com a passagem das voltas, os três primeiros começam a rolar separadas umas das outras, Garcia na frente de Visser e Chadwick, com Wohlwend no quarto posto, assediada pela finlandesa Emma Kimialainen. Atrás, Alice Powell , que largara de último, chegou aos pontos e passava a sul-africana Tasmin Pepper para ser oitava. Ia atrás da japonesa Miki Koyama na luta pela sétima posição quando teve problemas mecânicos e foi obrigada a desistir. E a mesma coisa acontecia à sua compatriota Jessica Hawkins.

No final, Chadwick aproximou-se de Visser, mas não foi o suficiente para a passar. Na frente, Garcia comemorava a sua primeira vitória na competição.

No campeonato, Chadwick continuava a liderar, agora com 83 pontos, contra os 72 de Visser e os 60 de Garcia. A próxima prova da competição acontecerá dentro de duas semanas, em Assen, na Holanda. 

sexta-feira, 5 de julho de 2019

Noticias: Apresentado o Extreme E Base Car

O pessoal da Spark Technology apresentou esta semana em Goodwood o Extreme E Base Car, o bólido que servirá como base para a Extreme E Series, que vai começar em 2021. esta competição visa destacar o impacto das mudanças climáticas em alguns dos ecossistemas mais frágeis do mundo, através da promoção da adoção de veículos elétricos.

Alejandro Agag, fundador da Extreme E e o CEO da Formula E, fala sobre o objetivo desta competição: “O Extreme E-SUV, Odyssey 21, é diferente de qualquer outra ‘coisa’ no automobilismo. A tecnologia de ponta que nossos parceiros, líderes da indústria, empregaram no seu projeto e construção resultou num carro impressionante, capaz do mais alto desempenho nos ambientes mais difíceis e variados do planeta.", começou por dizer.

"A combinação do Extreme E com competições desportivas de alto nível e ambientes ultra exigentes também se revelará uma plataforma de investigação e desenvolvimento significativa para os fabricantes, impulsionando novos avanços na mobilidade sustentável. Seja no Ártico, Himalaias, Amazónia, deserto ou nas Ilhas do Oceano Índico, este carro demonstrará a capacidade dos E-SUVs, não apenas para os entusiastas do automobilismo, mas também para os consumidores que procuram fazer sua própria diferença para o planeta, escolhendo um SUV elétrico”, continuou.

O carro, construido pela Spark, com pneus fornecidos pela Continental e com uma bateria desenvolvida pela Williams Advanced Technology, tem um chassis tubular de nióbio, potencia de 400 kW, que fornecerá 550 cavalos, e irá dos zero aos 100 em 4,2 segundos. As equipas poderão desenvolver o seu "powertrain" em 2021, a primeira temporada, e selecionar certas áreas para poderem desenvolver autonomamente.

"Nosso desafio era construir um carro que pudesse enfrentar todas as variações de superfície e terreno que aparecerão no seu caminho, que incluirão cascalho, rocha, lama, gelo, neve, água e areia também", explicou o diretor técnico da Spark, Theopile Gouzin.

Em linha reta fora da caixa na primeira temporada, o Odyssey 21 e seu desempenho vai ser muito impressionante, superando a potência e o torque dos carros de rally do WRC. Os números são alucinantes, na verdade.", concluiu.

O Extreme E Base Car fará uma demonstração no final desta tarde em Goodwood.

WRC: Paddon corre na Finlândia de Fiesta

Hayden Paddon vai competir no WRC no Rali da Finlândia a bordo de um Ford Fiesta WRC inscrito... pela Hyundai neozelandesa. O piloto local vai poder competir neste rali, mesmo que a "casa-mãe" não tenha fornecido um carro para ele.

Este inesperado apoio para Paddon explica-se porque ele tinha sido dispensado da equipa nesta temporada, mas tinha a ambição de poder eventualmente efectuar um ou outro rali com um i20 WRC. Quando Andrea Adamo decidiu escolher o irlandês Craig Breen para conduzir o terceiro carro da marca na Finlândia, foi um rude golpe nas ambições de Paddon. Daí este resultado.

"Primeiramente quero agradecer à Hyundai NZ que me continua a apoiar", começou por dizer o piloto. "Ao permitirem-me permitirem agarrar esta oportunidade, revela o quanto apoiam a minha carreira e as minhas aspirações. Obrigado a todos que contribuíram financeiramente para tornar possível este rali com a M-Sport. Muitos dos accionistas da Hayden Paddon Rallysport Global (HPRG) vieram a bordo para tornar isto possível num curto espaço de tempo.

Andy Sinclair, representante da Hyundai NZ, explicou o porquê deste invulgar apoio. "Hayden é um piloto e embaixador da Hyundai NZ, ele está a representar a Nova Zelândia, o que significa mais para nós do que o modelo de carro que conduz. Sendo uma empresa 100% neo-zelandesa, a nossa decisão de apoiar um desportista neo-zelandês do calibre do Hayden foi fácil.

O rali da Finlândia ai acontecer no inicio do próximo mês.

quinta-feira, 4 de julho de 2019

Formula E: Nico Muller quer lugar

Ainda falta um bocado para a próxima temporada, mas existe pessoal com ideias para ficar com alguns lugares no pelotão da Formula E, e um deles é o suíço Nico Muller, que está com ideias de ficar com o lugar de Daniel Abt na Audi. Atualmente no DTM, onde é terceiro classificado da geral, o piloto de 27 anos está a ser considerado pela cúpula dirigente, caso não se consiga renovar com Abt para a temporada 2019-20.

Muller já disse que não haveria problema se fizesse a Formula E ao mesmo tempo que o DTM, mais ou menos como anda a fazer o holandês Robin Frijns nesta temporada. 

"Eu não estou mentindo se eu disser que, mais do que qualquer outro novato, que eu estaria pronto para correr [porque] depois de muito trabalho de simulador, sinto-me pronto para o desafio mesmo que este seja muito difícil", disse Mueller ao e-racing365.

Meu foco é fazer o meu melhor e tentar lutar pelo campeonato e acho que estamos em uma posição muito boa e não há espaço para distrações, então não penso demais em outras possibilidades.

"Não é nenhum segredo que eu adoraria dirigir, mas sei que eles fazem um ótimo trabalho e ficarei orgulhosa se eles se saírem bem, porque eu tenho que ser respeitoso com os caras aqui, porque eles fazem um ótimo trabalho.", concluiu.

A Formula E termina no próximo fim de semana com a jornada dupla de Nova Iorque.

quarta-feira, 3 de julho de 2019

Noticias: Patrocinador da Haas em apuros

Que toda a gente já sabia desde há algum tempo que a Rich Energy não era "flor que se cheire", é um facto. Contudo, a marca de bebidas energéticas britânica, e patrocinadora da Haas, está agora nas bocas do mundo pelas piores razões. Neste momento, lida com vários processos em tribunal, e uma delas tem a ver com a sua situação financeira

Segundo conta o site f1i.com, a Rich Energy foi levada recentemente aos tribunais pela empresa britânica de bicicletas Whyte Bikes por uma violação de direitos de autor envolvendo seu logotipo, que tinha uma semelhança quase exata do emblema da empresa de ciclismo. O Tribunal Empresarial de Propriedade Intelectual sentenciou o caso e declarou o logotipo do veado da Rich Energy como inválido, proíbindo a empresa de a usar no Reino Unido a partir de 18 de julho.

Mas esse não é o maior dos seus problemas. Na sentença, a Whyte Bikes exigiu à Rich Energy que revele as vendas totais da sua bebida quer no Reino Unido, quer no resto do mundo, para poder saber quanto é que teve de prejuízo e assim cobrá-los. Mas também saber quanto é que pagou à Haas para o seu acordo de patrocinio, que foi assinado esta primavera, com muita pompa e circunstância. 

"Quaisquer quantias de dinheiro investidas por terceiros em qualquer outra empresa ou entidade controlada pelo Segundo Réu [Rich Energy] em conexão com e/ou em conformidade com o patrocínio do Primeiro Réu da Equipa Haas F1;

"Detalhes completos de quaisquer somas de dinheiro pagas ou pagas à equipe Haas F1, de acordo com o patrocínio do Primeiro Réu da Equipe Haas F1, indicando em cada caso se tais somas foram pagas ou pagas pelo Primeiro Réu ou por qualquer outra entidade.", lê-se na sentença do caso.

A Rich Energy existe desde 2015, quando foi fundada por William Storey, e esteve essencialmente no Reino Unido. Apesar de Storey ter dito que tinha produzido mais de 90 milhões de latas, e um volume de negócios de quatro mil milhões de libras, esses números tem indo a ser contestados. Desde 2017 que Storey anda a tentar comprar uma equipa de Formula 1, ou patrocinar uma. Tentou a sua sorte na Williams, que recusou as suas propostas, e em meados de 2018, tentou adquirir a Force India, que então estava debaixo de ordem judicial, por cem milhões de libras, mas acabou por aceitar a proposta de Lawrence Stroll, que a rebatizou de Racing Point. No inicio de 2019, acabou por chegar a um acordo com a Haas para a patrocinar.

Endurance: Audi não está interessada nos Hipercarros

A Audi afirmou não estar muito interessada na nova classe dos Hipercarros. A marca alemã, que tem uma enorme história na Endurance, observou as novas regras aprovadas pela FIA e pelo ACO, e afirmou que não tem modelo para servir de base numa competição como esta. 

Com os novos hipercarros, a ideia é baseada num hiper modelo de estrada, e simplesmente não temos um. Se me dizem 'talvez façam como a Toyota', e nós criamos um hypercar em torno desse projeto, então tem que haver uma história de 'o que queremos entregar?'. Precisamos de diferenciação, temos que ter essa tecnologia avançada, pelo menos. Portanto, simplesmente não vejo que com estes regulamentos temos que ir lá", começou por dizer Chris Reinke, o responsável máximo da Audi Sport Customer Racing, à revista Top Gear. 

Reinke afirmou que teria preferido um regulamento que tivesse sido baseado nos GTE, pois aí poderia ter colocado o seu modelo R8 a competir pela vitória na geral.

"Se tivessem optado por um regulamento 'GTE plus' em vez dos hipercarros, seria uma história diferente. Então teríamos autenticidade para um modelo de carro de estrada, poderíamos obter uma vitória geral e haveria muitos fabricantes interessados. Acho que teríamos investigado isso", afirmou o responsável alemão na mesma entrevista. “Mas não é o desejo da Audi que tenhamos que voltar às corridas de endurance de alto nível. Houve uma grande era e funcionou bem para nós, mas também podemos aceitar que no momento estamos concentrados noutra coisa, que atualmente é a Fórmula E.", concluiu.

Outra personalidade da Audi, Oliver Hoffmann, atualmente o chefe dos carros de performance da Audi e criador do motor V10 atmosférico utilizado no R8, confirma a improbabilidade de um hipercarro.

Estes tipos de carros são muito eficazes para chamar a atenção para a tecnologia e para fazer um efeito de halo", começou por dizer. “Se criarmos um seguidor R8, teremos que vender mais carros, e com um 'hypercar' há clientes, mas não um grande número deles. Vendemos dez desses carros e os colecionadores colocam-nos nas suas garagens. Queremos é obter visibilidade desses carros nas ruas.", continuou. 

The End: Lee Iaccoca (1924-2019)

Lee Iaccoca, uma das lendas de Detroit do século XX, morreu esta terça-feira aos 94 anos de idade, devido a complicações causadas pela Doença de Parkinson, segundo informou a familia. Com uma carreira ligada à industria automóvel, trabalhou muitos anos na Ford, antes de tomar conta da Chrysler, em 1979, e a reerguer das cinzas durante os anos 80. Durante o seu tempo, carros como o Ford Mustang e o Escort foram projetados e produzidos, marcando uma era. E também ajudou a marca da oval a ter um programa desportivo, ajudando a bater a Ferrari nas 24 Horas de Le Mans, contratando pessoal como Carrol Shelby.

Nascido a 15 de outubro de 1924 em Allentown, na Pennsilvânia, e filho de pais italianos, licenciou-se em engenharia industrial na Lehigh University, em Bethlehem. A seguir, em 1946, entrou na Ford, para trabalhar no departamento de engenharia, mas cedo passou para a área das vendas e marketing. Ficando na área de Filadelfia, na sua Pennsilvânia natal, destaca-se em 1956 quando faz aumentar as vendas dos novos Ford em 20 por cento num ano. O suficiente para ser chamado à sede, em Dearborn, no Michigan, e ficar na direção.

Em 1960, é o vice-presidente encarregado da gestão. E foi aí que dá a luz verde ao Ford Mustang, que é construído em 1964. Também por esta altura, está envolvido no projeto do GT40, contratando personagens como Carrol Shelby, com o objectivo de bater as Ferrari nas 24 Horas de Le Mans. E na Europa, dá luz verde ao Ford Escort.

Também é com Iaccoca que a marca Mercury é reavivada, e modelos como o Cougar e o Marquis são apresentados, ajudando a fortalecer a era dos "muscle cars". Mas no final da década, começa a pensar em carros eficientes e económicos. Ao assistir o sucesso do Volkswagen Carocha e a entrada em cena das marcas japonesas como a Honda e a Toyota, decide que a Ford tem de ter um carro desse tipo. Foi assim que em 1971 surgiu o Ford Pinto, que apesar do potencial de sucesso, defeitos na sua concepção, como os depósitos de combustível que explodiam em caso de colisão traseira afetaram a sua reputação. Mesmo com a primeira crise do petróleo de 1973 a fazer vingar a ideia de Iaccoca, o carro é retirado de circulação em 1978, precisamente no ano em que ele é despedido, depois de anos de relações tensas com Henry Ford II.

Não ficou muito tempo desempregado: a Chrysler contratou-o com um objectivo em mente: salvar a empresa. Esta estava a ter prejuízos com a sua divisão europeia, que de imediato a vendeu para a Peugeot, e tirou de circulação carros como o Dodge Volare, que ele mesmo disse que "nunca deveriam ter sido construidos". Mas também fez algo inédito: pediu ao governo uma larga soma de dinheiro, que o devolveria em cinco anos. Custos foram reduzidos, projetos foram abandonados, mas Iaccoca cumpriu com a sua parte, salvando a marca.

Foi durante a sua presidência na Chrysler que foram lançados mais carros pequenos e eficientes, como estava a fazer na Ford. Os carros tinham injeção eletrónica, fazendo ser mais eficientes, e as vendas aumentaram grandemente. Em 1987, compra a AMC, para ficar com a Jeep, inaugurando a moda dos SUV's, com o Grand Cherokee. Iaccoca também iria comprar a Lamborghini, e namoraria a Formula 1 em 1989, mas ficou por lá apenas quatro anos, retirando-se em 1993, um ano depois da sua retirada da Chrysler.

A sua popularidade em meados dos anos 80 era tal que a sua biografia foi uma das mais bem vendidas por dois anos. Chegou a participar em anúncios publicitários - como bom vendedor que era - e num episódio da série "Miami Vice". Em 1988, pensou sériamente numa candidatura presidencial mas acabou por desistir da ideia.

Em 2007, expressou a sua indignação sobre a classe politica e económica, devido a aquilo que classificava de "excessos do capitalismo":

"Eu sou a única pessoa neste país que está cansado do que está a acontecer? Onde está a nossa indignação? Deveríamos estar a gritar 'assassinos, assassinos'. Nós temos uma gangue de palhaços sem noção a liderar o nosso governo, temos 'gangsters' corporativos a roubar, e não podemos nem mesmo limpar depois de um furacão e muito menos construir um carro híbrido. Mas em vez de ficar bravo, todo mundo fica sentado e acena com a cabeça quando os políticos dizem: 'Mantenha a rota'. Mantenha a rota? Você só pode estar brincar. Esta é a América, não o maldito Titanic. Eu vou te dar um 'soundbyte': Atire fora os incapazes!"

Dois anos depois, quando a Chrysler pediu ajuda ao estado, da mesma forma que a GM tinha feito, por causa do recessão que tinha atingido os Estados Unidos no final do ano anterior, ele expressou a sua tristeza por ver a sua corporação na mesma situação que a encontrou, quase trinta anos antes.

"Este é um dia triste para mim. Dói-me ver a minha antiga companhia, que tanto significou para a América, em sérias dificuldades. Mas a Chrysler esteve em apuros antes, e passamos por isso, e acredito que eles podem fazer isso de novo. Se eles forem espertos, eles vão reunir um consórcio de trabalhadores, gerentes de fábrica e revendedores para encontrar soluções reais. Estas são as pessoas nas linhas de frente, e elas são a chave para a sobrevivência. Vamos enfrentá-lo, se seu carro avaria, você não vai levá-lo para a Casa Branca para consertar. Mas, se a sua empresa quebrar, você tem que falar com os especialistas no terreno, não os burocratas. Todos os dias converso com revendedores e gerentes, que são apaixonados e cheios de ideias. Ninguém quer que a Chrysler sobreviva mais do que eles. Então eu diria ao governo Obama, não os deixe de fora. Coloque sua paixão e idéias para fazer trabalhar".

A Chrysler acabou por sobreviver, mas não sem antes ser comprada por Sergio Marchionne, o patrão da Fiat, que a transformou na FCA, a Fiat Chrysler Automobiles. De uma certa forma, o italo-canadiano fez algo parecido com Iaccoca, colocando a marca no caminho dos lucros até à sua morte, em julho de 2018, mas de uma certa forma, a Chrysler tornou-se numa marca americana absorvida por uma europeia, mas sobrevive no mercado.

Contudo, o seu legado está presente, e muito provavelmente sobreviverá muito para além da sua existência terrena. Ars lunga, ita brevis, Lee.