sexta-feira, 13 de dezembro de 2019

O video do dia


Uma data de coincidências fizeram com que colocasse hoje este video. Ontem, li uma entrevista que o Mika Hakkinen deu ao podcast da Formula 1, e lá, ele disse coisas interessantes sobre o fim de semana do GP de Portugal de 1993, onde ele, ao fim de mais de meia temporada, teve a sua estreia na Formula 1 ao serviço da McLaren, a equipa no qual ficaria até ao final da sua carreira, em 2001.

Hakkinen tinha assinado para a temporada de 1993, depois de uma "noite de copos" com Keke Rosberg, o seu manager, que tinha em mãos a proposta para correr na Williams, ao lado de Alain Prost. Ele que tinha feito duas boas temporadas na Lotus. Ele achava que a McLaren seria ótimo para o seu talento, que poderia desenvolvê-lo e teria ajuda dos engenheiros e mecânicos para o fazer. E também sabia que Ayrton Senna estava indeciso entre ficar na equipa ou fazer uma sabática, como tinha feito Prost. 

Contudo, Senna ficou na McLaren, depois de fazer um contrato corrida a corrida, valendo um milhão de dólares por prova, e Hakkinen, a opção B, ficou como piloto de testes, vendo os outros correrem. Até que Michael Andretti foi despedido da equipa, mesmo depois de ter feito um terceiro posto em Monza. Estoril foi uma corrida onde ele era titular. E queria impressionar.

"Vou para Portugal para chutar a bunda do Senna e ir mais rápido do que ele", começou por dizer Hakkinen. "Esse era o meu objetivo. Eu sabia que nosso carro não era rápido o suficiente para bater as Williams, mas eu pensei: ‘A única coisa que eu preciso fazer é ser mais rápido que ele [Ayrton]’. E aconteceu. Foi uma volta muito boa. Não acho que eu poderia ter ido mais rápido que fui. Foi uma volta fantástica".

"Eu pensei: ‘Não é possível que o Ayrton vá mais rápido que isso’. E também senti que ele não estava cem por cento psicologicamente. As expectativas dele para o começo da temporada estavam altas e foi por isso que ele decidiu ‘ficar’ na McLaren, então ele começou a perder não a motivação, mas não estava totalmente lá. Então quando eu fui mais rápido ele pensou: ‘Oh, Meu Deus, isso não é bom para mim’", ponderou.

Hakkinen bateu-o por 48 centésimos, mas foi o suficiente para ele ficar com o terceiro posto. E na partida, é o que vêm no video: empurra Prost, para que Senna aproveitasse, caso fosse para a esquerda, mas Jean Alesi foi mais rápido e ficou com o primeiro posto, numa péssima Ferrari, mas com um motor potente. Suficiente para ter os seus "quinze minutos de fama". Senna passou Hakkinen a meio da primeira volta, mas ele não se descolou dele. Contudo, nenhum deles chegou ao fim nessa prova. Quando Senna se foi embora no final da temporada, a McLaren já sabia que teria um piloto tão bom como ele. E claro, Hakkinen seguiu para ser bicampeão do mundo e marcar uma era na equipa de Woking. 

Youtube Rally Testing: O teste de Ott Tanak para o Rali de Monte Carlo

É um pouco estranho ver Ott Tanak, o campeão do mundo de 2019, ao volante de um Toyota, andar num Hyundai para a temporada de 2020, mas são assim as coisas no mundo dos Ralis. E como o piloto estónio e a sua nova equipa não perdem tempo, lá estão eles a testar para o Rali de Monte Carlo, que vai abrir a próxima temporada. 

CPR: Divulgado o regulamento para 2020

Depois de ser divulgado o calendário do Campeonato de Portugal de Ralis, com dez provas - mais uma que em 2019 - metade dos quais em terra e asfalto, soube-se hoje o regulamento do campeonato, com algumas importantes alterações. Uma delas tem a ver com os Power Stage, que irão acontecer, desconhecendo-se quantos pontos os pilotos irão ter, e quais serão os lugares pontuáveis. 

Para além disso, o CPR vai ter em 2020 um Campeonato de Portugal Junior de Ralis, válido para pilotos até aos 27 anos. O calendário terá sete provas e contam os cinco melhores resultados. E os concorrentes correrão em carros das classes RC3, RC4 e RC5.

Também haverá um campeonato e marcas - provavelmente um piscar de olho para que apareçam mais equipas oficiais para além da Hyundai Portugal, que apoia, mas dá autonomia para os seus pilotos - e os WRC também podem participar nestas provas, mas serão "carros-fantasma", ou seja, não contam para o campeonato. Os seus tempos nem sequer serão divulgados. A ideia é abrir o CPR às equipas de fábrica que queiram testar os WRC em ralis nacionais, pois por exemplo, alguns ralis como o de Mortágua, tem classificativas que contam também para o rali de Portugal.

O CPR 2020 começará no final de fevereiro, com o Rali Serras de Fafe.

quinta-feira, 12 de dezembro de 2019

A(s) image(ns) do dia


Cinquenta anos passaram entre estas duas fotos, mas as pessoas partilham o mesmo nome e a mesma paixão pelo automobilismo. Neste dia, em 1959, Jack Brabham empurrava o eu Cooper para a linha de meta para conseguir o seu primeiro título mundial, o primeiro de um carro com motor traseiro, completando a revolução que tinha começado quase dois anos antes, quando Stirling Moss vencera o GP da Argentina, a bordo de um carro semelhante.

Em 2009, quando a IMSA estava em Sebring para as 12 Horas, o dono do Cooper pediu à equipa Tequila Patron, que tinha David Brabham nas suas fileiras, para repetir o gesto do seu pai para a foto. "Black Jack" ainda estava vivo - morreria em 2014 - mas o gesto valeu a pena, mas não foi só isso, porque David Babham ainda deu umas voltas no carro do seu pai. 

Não foi um título ganho facilmente. Ele lutou com Stirling Moss pelo título, e tudo se decidiu na última corrida. Pela primeira vez, tínhamos um Grande Prémio em solo americano sem ser as 500 Milhas de Indianápolis, e o escolhido foi Sebring. Moss e Brabham lutaram pela vitória, e o australiano levou a melhor, pois o britânico desistiu.

Mas o título esteve em risco. Brabham ia vencer quando a meio da última volta, o australiano ficou sem gasolina. John Cooper comemorou com uma cambalhota o Cooper a chegar à meta, mas... era o de Bruce McLaren, um jovem prodígio neozelandês de 22 anos, que ao vencer, tornara-se no mais jovem de sempre em quase meio século, até Sebastian Vettel ficar com esse título, numa tarde de chuva em Monza, a bordo de um Toro Rosso. 

Depois viu o drama. Brabham desesperava para empurrar o seu carro até à meta, com uma multidão à volta, sem poder tocar - pois isso equivaleria a desclassificação - e no final, um exausto Brabham sentou-se no chão de cimento, para Cooper lhe dizer que era o campeão. E tinha feito história, de muitas maneiras. 

Youtube Rally Testing: O teste de Takamoto Katsuta

Takamoto Katsuta não é um piloto oficial da Toyota, mas mais um "oficioso" do qual andará em 2020 com o quarto Toyota Yaris WRC, do qual já fez alguns ralis. A carreira do piloto japonês têm sido uma de adaptação ao WRC, do qual se espera que a próxima temporada seja de consagração entre os de segunda linha, como provavelmente a marca japonesa gostaria de ter.

Em preparação para o Rali de Monte Carlo, eis uma imagem dos testes que anda a fazer nas estradas francesas.

WEC: Calendário para a próxima temporada foi divulgado

O Mundial de Endurance para a temporada 2020-21 já foi divulgado, e tem alterações significativas. Sem Interlagos, excluído devido à falta de pagamento, também sai de cena o circuito de Xangai, devido à falta de interesse dos organizadores. No seu lugar entram dois circuitos com passado: Monza, em Itália, e Kyalami, na África do Sul. 

Quando se tem um calendário que inclui Silverstone, Monza, Fuji, Bahrein, Kyalami, Sebring, Spa e, claro, Le Mans, você está no coração e na história do Endurance. Passado, presente e futuro. Foi excelente para o nosso roteiro logístico, pois fornece às equipas o pacote mais económico possível. Esperamos que a temporada deixe fãs e concorrentes felizes”, afirmou Gerard Neveu, o CEO do WEC.

Ao todo serão oito provas, quatro em 2020 e outros tantos em 2021. A corrida italiana acontecerá a 4 de outubro, e a sul-africana a 6 de fevereiro, e serão ambas de Seis Horas. Austin sai de cena, ela que é "plano B" depois da queda de Interlagos. As 24 Horas de Le Mans de 2021 acontecerão no fim de semana de 12 e 13 de junho. 

O calendário precisa de ser aprovado no Conselho Mundial da FIA, que irá acontecer a 6 de março, em Genebra, na Suíça.

Youtube Rally Testing: Os testes de Ogier com a Toyota

Agora é a sério: querem ver o novo recruta da Toyota a testar para Monte Carlo a bordo do seu Yaris WRC? Pois bem, eis um video destes testes.

quarta-feira, 11 de dezembro de 2019

WRC: Ogier garante que 2020 será o seu último ano

Apesar de ter feito a transferência da Citroen para a Toyota, O francês Sebastien Ogier continua a afirmar que a temporada de 2020 será a última da sua carreira. O piloto cinco vexes campeão do mundo e que perdeu o título de 2018 para Ott Tanak, declarou aos britânicos da Autosport.com que só fez esta temporada. 

"É um contrato de apenas um ano. O meu plano não mudou. E claro que gostaria de conquistar um derradeiro título, especialmente com um terceiro construtor diferente, mas não será isso que estará na minha mente quando iniciar a temporada.", começou por dizer.

Apesar de afirmar que lutará pela vitória, como sempre, assumiu também que isso já não é tudo. "Não penso nisto como a minha última oportunidade ou algo do género. Já tive uma carreira fantástica e tudo o que vier a mais será óptimo."

Ogier disse que vai ter a sua graça trabalhar com Tommi Makinen, um dos seus heróis de infância. "Tommi era o meu herói de infância no final dos anos 90. As minhas primeiras memórias dos ralis e de Monte Carlo eram de ver aquele carro vermelho a dominar o evento com o Tommi ao volante, trabalhar com ele é entusiasmante."

O campeonato de 2020 começa no final de janeiro em Monte Carlo.

Youtube Motoring: Chris Harris sobre o Tesla Cybertruck

O Tesla Cybertruck já apareceu e claro, dividiu opiniões. E Chris Harris, do Top Gear, disse algumas coisas sobre o todo-o-terreno da marca. Não muito favoravelmente, mas ele admitiu que Elon Musk conseguiu fazer aterrar um foguete.

Não acredita que o produto final vá ser esse, mas ele também admite que Musk é um "disruptor". O que é verdade...

terça-feira, 10 de dezembro de 2019

A imagem do dia

São poucos os filmes que Hollywood fez sobre automobilismo. E durante muito tempo, o modelo a seguir era "Grand Prix", realizado por John Frankenheimer, que venceu três prémios da Academia, todos técnicos: Melhores Efeitos Sonoros, Melhor Edição e Melhor Som. O Director's Guild of America deu o seu prémio a Frankenheimer pela sua realização. E durante mais de cinquenta anos, as coisas foram assim: nem Le Mans, com Steve McQueen no principal papel, nem mais recentemente "Rush", apesar das nomeações nos Globos de Ouro para Melhor Filme e Melhor Ator Secundário, graças à interpretação de Daniel Bruhl como Niki Lauda.

Esta segunda-feira, saíram as nomeações para os Globos de Ouro e "Ford vs Ferrari" conseguiu uma nomeação importante, a de Melhor Ator, para Christian Bale, na sua interpretação de Ken Miles. É ótimo, porque Bale fez um excelente papel, mas fica aquém de "Rush", que teve duas nomeações para os Globos, para além de quatro nomeações para os BAFTA, os prémios da Academia Britânica de Cinema. Aliás, "Senna", que é o documentário do Asif Kapadia, teve mais nomeações para prémios como os BAFTA do que tem, neste momento, "Ford vs Ferrari".

Falta muito, é verdade, mas este não é um excelente inicio. Mas também este ano há excelente filmes por aí, desde os que estão a passar no Netflix e na Amazon Prime, até coisas como "Joker" ou "A Marriage", que parece ser a versão século XXI do "Kramer contra Kramer".

Em suma, parece que valeu a pena fazer o filme, mas veremos no que isto dará. Só no final teremos de ver se merecerá pertencer ao panteão os bons filmes sobre automobilismo, pelo menos dos últimos 55 anos. Mas ainda estou confiante nisso.

Youtube Motorsport Testing: Pininfarina Battista EV Hypercar

Por estes dias, o Johhny Smith, do Fully Charged, foi ao circuito de Calafat, na Catalunha, para andar no Pininfarina Battista, um dos hipercarros mais potentes do mercado, com cerca de 1900 cavalos, e que tem uma particularidade: é elétrico. 

A Pininfarina é agora propriedade da indiana Mahindra, que como sabem, tem uma equipa na Formula E, e ele tem uma estrutura montada nesse circuito no sentido de dar aos seus clientes um treino própriamente dito para andar no seu hipercarro, com Teslas... e um Formula E de primeira geração. E com dicas dadas por Nick Heidfeld, o ex-piloto da marca. Para verem até que ponto este carro é mesmo potente.

Youtube Rally Video: Uma paródia sobre Ogier na Toyota

O pessoal do Passats del Canto, famoso por fazer paródias de videos de ralis, entrou com mais uma. Agora, tem a ver com a nova máquina de Sebastien Ogier, ao decidir fazer uma réplica do Toyota Yaris WRC para fazer uma paródia sobre a sua transferência na temporada de 2020.

Pode-se dizer que é um teste bem feito. Só falta o piloto...

CPR: Divulgado o calendário para 2020

O Campeonato de Portugal de Rali (CPR) terá dez provas em 2020, metade em asfalto e a outra metade em terra, com a grande novidade a ser o regresso do Rali Alto Tâmega. Vai ser um rali em asfalto, e será a antepenultima prova da temporada. Com mais uma prova em relação a 2019, o começo e o fim serão os mesmos: em fevereiro, o Serras de Fafe, em novembro em paragens algarvias. 

Outras alterações acontecerão no Terras D'Aboboreira, que vai ser em terra e acontecerá entre os dias 12 a 14 de junho, três semanas depois do Rali de Portugal, e será a última nesse tipo de superfície.

De resto, nessas dez provas, os concorrentes do CPR vão continuar a nomear oito provas para pontuarem no campeonato, continuando também a contar os sete melhores resultados, uma medida que nas últimas temporadas tem atirado a decisão da competição sempre para a última prova, o Rali do Algarve.

E em relação às provas mais importantes, o Serras de Fafe contará para o Iberian Rally Trophy, o Rali dos Açores para o Europeu, e claro, o rali de Portugal conta para o WRC. 

Eis o calendário completo:

28 Fevereiro-1 Março: Rali Serras de Fafe
27-29 Março: Azores Rallye
17-19 Abril: Rali de Mortágua
20-24 Maio: Vodafone Rali de Portugal
12-14 Junho: Rali Terras D’Aboboreira
3-5 Julho: Rali De Castelo Branco
30 Julho-2 Agosto: Rali Vinho da Madeira
4-6 Setembro: Rali do Alto Tâmega
9-11 Outubro: Rali Vidreiro Centro de Portugal
13-15 Novembro: Rali Casinos do Algarve

segunda-feira, 9 de dezembro de 2019

Youtube Motorsport Interview: Podcast com Bernie Ecclestone

Dominando a Formula 1 por quase meio século, e com quase 90 anos de idade, o nome de Bernie Ecclestone é incontornável na Formula 1. Foi ele que o moldou à visão que temos hoje, mas antes disso, foi piloto, manager de pilotos como Jochen Rindt e o dono da Brabham, entre 1972 e 1986.

E na semana passada, o podcast da Formula 1 entrevistou-o.

Noticias: Organização russa confiante de organizar o Grande Prémio

A Rússia foi banida de participar ou organizar eventos para os próximos quatro anos. A razão para isso foi o programa estatal de "doping" organizado e que foi descoberto em 2015, e do qual fez com que, desde então, a participação russa tenha sido condicionada em diversas realizações internacionais, como os campeonatos do mundo de atletismo, e os seus atletas compitam como "atletas independentes". Agora, o banimento, decretado pelo WADA (World Anti Doping Agency) é extensível a todas as federações reconhecidas pelo Comité Olímpico Internacional, incluindo a FIFA, que pode vetar a participação da seleção russa no Mundial do Qatar, em 2022.

Contudo, a FIA, a Federação Internacional do Automóvel, também faz parte do COI e do WADA, e isso faz pensar se o GP da Rússia de Formula 1 outras realizações automobilísticas, como o DTM, que vai correr em 2020 no novo autódromo de Igora, nos arredores de São Petersburgo. Contudo, os organizadores do GP russo, que se realiza em Sochi, não estão preocupados.

"O contrato para a ronda russa do Campeonato Mundial de Fórmula 1 foi assinado em 2010, muito antes das circunstâncias serem investigadas pela WADA. É válido até 2025, e a rodada russa está incluída no calendário desportivo internacional da FIA para 2020", começou por dizer a organização do GP russo num comunicado oficial, captado pelo moorsport.com.

"Se, após um apelo, a redação da WADA sobre o cancelamento de um grande evento, desde que seja legal e praticamente possível, permaneça a mesma e se refira ao GP da Rússia de Fórmula 1, não há possibilidade legal e técnica de retirar e reatribuir o GP da Rússia de Fórmula 1 para outro país. Estamos confiantes de que o Grande Prêmio da Rússia ocorrerá em 2020 e nos anos seguintes. Convidamos todos a Sochi e as vendas de bilhetes estão em pleno andamento", concluiu.

O GP russo, em Sochi, acontecerá a 27 de setembro de 2020.

Noticias: Fernando Alonso quer aprender no Dakar

Fernando Alonso vai se estrear em 2020 no Rally Dakar ao volante de um Toyota oficial. Nas areias da península arábica, o piloto espanhol tem quase a certeza que estará lá para experimentar as sensações deste tipo de rali, e não lutar pela vitória. 

Vou lá para aproveitar a experiência? Sim [eu estou pronto]. Vou lá para aproveitar ao máximo? Sim. Mas se eu pensar numa vitória no Dakar, não me sinto pronto”, começou por dizer. 

Estou perfeitamente ciente da minha falta de experiência. Há corridas que tentei, como Indy, Le Mans ou Daytona, em que me senti bastante competitivo e que pude lutar pela vitória. No Dakar, acho que não. estou nesse nível. Mas jogarei com uma estratégia diferente. Não serei o mais rápido, mas espero estar em uma boa posição no final”.

A aventura das dunas sauditas ira acontecer entre os dias 5 e 17 de janeiro, começando em Jeddah e acabando em Al Quiddiya, nos arredores Riyadh, a capital.

domingo, 8 de dezembro de 2019

WRC: As possíveis segundas equipas para 2020

A retirada da Citroen do Mundial de Ralis fez algumas modificações para 2020, especialmente para as equipas de fábrica. Apesar da chance de a Citroen alugar ou vender alguns dos seus carros, a FIA está mais a lidar com a chance das equipas que ainda estão no campeonato, como a Hyundai, Toyota e Ford, poderem inscrever uma equipa B. Tudo isto para manter o número de WRC's na estrada na temporada que aí vêm.

Segundo se conta, estes carros terão de ser inscritos por um mínimo de sete ralis,v e o piloto deste quarto carro não poderá estar na equipa A. Por exemplo, a Toyota, que tem Sébastien Ogier, Elfyn Evans e Kalle Rovanperä não pode "despromover" ou trocar pilotos entre as suas duas equipas.

Assim sendo, e enquanto não se decide sobre o destino dos Citroen, a Hyundai poderá ceder um quarto carro para Andreas Mikkelsen, enquanto na Toyota, essa equipa B poderia ser constituída por Takamoto Katsuka, o qatari Nasser Al Attiyah e Jari-Matti Latvala, que já disse estar a completar um programa com um mínimo de seis ralis na temporada. No campo da Ford, não há ainda grandes novidades, dado que procuram-se patrocinadores para Teemu Suninen e Esapekka Lappi, que depois de sair da Citroen, poderá ir para a M-Sport e correr na temporada de 2020.

Assim sendo, a nova temporada promete ser agitada, pois o Rali de Monte Carlo está a cerca de mês e meio da sua realização.

W Series: Patrocinador anunciado para a competição

A W Series, primeira competição totalmente feminina, anunciou este domingo o seu primeiro patroconador da competição, a Rokit. A firma de telecomunicações, que patrocina a Williams na Formula 1 e a Venturi na Formula E, decidiu ser o primeiro e principal grande patrocinador da competição. 

"Estamos felizes em receber a Rokit na W Series", começou por dizer Catherine Bond Muir, a diretor da competição.

"Como uma marca de alta tecnologia, disruptiva e focada no cliente, a Rokit fica confortavelmente ao lado da W Series e sua missão de mudar a cara do automobilismo e estamos muito satisfeitos por estarmos competindo juntos nos próximos anos.

"Também é empolgante ver uma marca que já está presente na Fórmula 1, Fórmula E e outras séries de corrida bem estabelecidas, reconhecendo e apoiando oportunidades para mulheres no automobilismo e tomando medidas imediatas. Esperamos que essa seja uma tendência emergente em 2020.", concluiu.

Jonathan Kendrick, o seu presidente, justificou a sua escolha pelo avanço que a competição deu logo no seu primeiro ano.  

"Ficamos impressionados com o progresso alcançado e o sucesso alcançado pela W Series desde que ela se espalhou pelo mundo do automobilismo, e realmente queremos ser uma grande parte de seu futuro à medida que se desenvolver nos próximos anos", começou por dizer.

"Como a W Series, a ROKiT é uma empresa jovem, ambiciosa e orientada para a tecnologia, que está na vanguarda do nosso setor, e essa parceria é um ajuste natural absoluto para nós".

A competição continuará a seguir em 2020 o calendário do DTM, em pelo menos seis corridas, porque eles pretendem colocar mais algumas provas no seu calendário. 

sábado, 7 de dezembro de 2019

Noticias: Alonso irá voltar a Indianápolis em 2020

As prioridades de Fernando Alonso para 2020 serão o Rali Dakar e as 500 Milhas de Indianápolis. Na gala de entrega de prémios da FIA, ontem à noite, o piloto espanhol afirmou pretender tentar de novo vencer a mítica corrida americana, mas ainda não confirmou por qual equipa irá fazer.

Por enquanto a prioridade é o Dakar. Por isso é que não estou a fazer um esforço muito grande para colocar tudo direito para a Indy500. Mas a intenção é fazer a corrida em 2020. Esse será o meu grande objetivo desse ano, por isso tenho de me preparar bem.

A grande dúvida será se ele tentar pela Schmidt Peterson, que foi adquirida pela McLaren em meados deste ano, ou irá por outra equipa que não tenha motor Honda no seu chassis. 

Em relação a 2019, o asturiano falou, em jeito de balanço, o facto de ter conseguido voltar a vencer nas 24 Horas de Le Mans, mais os seus triunfos em Daytona e Spa-Francochamps os seus grandes sucessos, compensando o fracasso na qualificação para as 500 Milhas deste ano.

Este ano, a Indy500 foi a falha. Em tudo o que participei, venci: Daytona, Spa, Le Mans. Vou olhar para as minhas possibilidades, e perceber qual a mais competitiva. Não quero repetir 2019. Fizemos o que pudemos, mas a preparação foi tardia e depois não resultou. Também tive problemas, com o acidente. Espero que em 2020 seja melhor.”, concluiu.

Fernando Alonso participará no próximo mês no Rali Dakar, que acontecerá em paragens sauditas.

Youtube Rallying: McRae contra McRae


Os McRae são uma familia invulgar, uma dinastia nos ralis. Se Jimmy McRae foi o primeiro, sendo campeão britânico por quatro ocasiões, Alistair e especialmente Colin foram os mais famosos. Contudo, neste video onde eles observam e andam no carro em que Colin McRae andou em três ralis de 1997, ainda têm mais um elemento a andar nele: Max McRae, filho de Alistair e sobrinho de Colin, que com 15 anos de idade, parece pretender seguir as pisadas da familia.

Noticias: FIA aceita federação angolana de automobilismo

A FIA anunciou esta sexta-feira em Paris que aceitou a Federação Angolana de Desportos Motorizados (FADM), um objectivo do qual a entidade angolana procurava desde há muito. A aprovação aconteceu na Assembleia Geral, numa votação que aconteceu por unanimidade. Agora, com esta nova realidade, não só irá permitir aos pilotos angolanos correrem com licenças desportivas internacionais emitidas pelo seu país, como também poderão receber eventos internacionais sob a égide da FIA.

Para Ramiro Barreira, presidente da FADM, este é um momento que considera ser "um momento de referência histórica marcante" para os desportos motorizados no país. “É importante dizer que Angola, através da FADM, foi (também) eleita membro da Federação Internacional de Motociclismo, na cidade de Monte Carlo, no Mónaco. São dois momentos muito especiais, que culminam com um longo processo de formalidades e namoros.”, concluiu, em declarações à agência Angop.

Ele também afirmou que depois disto, existem mais desafios, que vão desde o desenvolvimento de projectos de jovens pilotos, na certificação dos comissários desportivos e apoio ao desenvolvimento internacional, passando também para a recuperação de infraestruturas como o Autódromo de Luanda, construído em 1972, ainda no tempo colonial.

Com esta aprovação, Angola junta-se a Portugal, Brasil e Moçambique como as federações lusófonas reconhecidas pela FIA.

sexta-feira, 6 de dezembro de 2019

A(s) image(ns) do dia


O Vietname irá receber em abril a sua primeira corrida de Formula 1 de sempre, e as obras encontram-se a todo o vapor, para serem acabados a tempo. As boxes estão feitas - fala-se que serão concluídas antes do final do mês - e o asfalto está a ser colocado, tudo para que em janeiro as coisas estejam prontas para receber Lewis Hamilton e companhia.

Este é um país de 90 milhões de habitantes, em forte desenvolvimento, copiando o modelo chinês, porque, como a China, e um país marxista-leninista. Aliás, Saigão, a sul, chama-se Ho Chi Minh, como São Petersburgo (e muitas outras cidades) se chamaram Leningrado (e outros nomes soviéticos) no tempo da União da Repúblicas Socialistas Soviéticas. A economia é aberta, mas até há relativamente pouco tempo, era complicado visitá-la, devido às burocracias com os vistos. Recentemente, porém, facilitaram as coisas para atrair mais turistas para um país que, comparado com a Tailândia, por exemplo, atrai uma fração dos turistas, e estas manifestações ajudam a atrair mais gente. 

O circuito, a propósito, é um "tilkódromo" construído na zona desportiva da cidade, à volta do Estádio Nacional. Existe zonas de imensas retas, mas também têm uma zona sinuosa  a lembrar as curas rápidas de Austin, o COTA. Não saberemos se será um sucesso esta pista mista - urbana com áreas construídas de raíz - mas que há um novo lugar no calendário, existe sim. 

Um Nurburgring... de Monopólio!

Petrolhead - ou gearhead - este pode ser a sua prenda de Natal. O jogo do Monopólio é famoso, tem mais de 85 anos de existência e já alegrou tardes e noites da nossa infância e adolescência, e tem muitas variantes. Contudo, este é diferente: um Monopólio... de Nurburgring! O Nordschleife, a propósito.

Essencialmente, é um tabuleiro de Monopólio normal, com as casas a serem substituídas por lugares do circuito. O Karrusell é o lugar mais caro, a 450 euros, enquanto o Bergwerk é o mais barato, com 60 euros. 

O jogo está à venda por 44.50 euros, e a parte chata é que só tem a versão alemã. Mas para prenda de Natal, é excelente!  

WRC: Os pilotos podem usar os C3 WRC?

A Citroen pode se ter retirado do WRC, mas os seus carros não vão de imediato para o museu. Pierre Budar, o diretor da Citroen, disse esta semana que os C3 WRC estão disponível para que os privados possam correr, que em venda, quer em aluguer. 

Para vermos o C3 WRC competir a opção mais provável é a dos carros serem vendidos e operados por privados. Mas, não temos nada ainda a comunicar. Tudo é possível. Claro que vamos considerar todas as oportunidades que sejam apresentadas, quer de venda, quer de aluguer.”, afirmou.

A noticia poderá ser nova, portanto, até agora, nada se sabe sobre possíveis interessados. Contudo, historicamente, pilotos como Nasser Al Attiyah sempre quiserem entrar no WRC com carros privados, sempre apoiados por fortes patrocinadores caseiros. Outra chance poderia ser Petter Solberg, que poderá querer montar uma equipa privada para o seu filho Oliver poder se adaptar a um WRC antes da possível chegada da Subaru aos ralis... caso aconteça.

Por agora, é tudo muito novo. Ver-se-á o que este anuncio poderá trazer num futuro próximo.  

quinta-feira, 5 de dezembro de 2019

Noticias: Robert Kubica vai testar com BMW do DTM

Depois da sua passagem pela Williams, o futuro de Robert Kubica poderá passar pelo DTM. O piloto polaco irá testar com a BMW em Jerez, já este mês, e agradeceu a oportunidade à marca que representou na Formula 1, entre as temporadas de 2006 a 2009:

Gostaria de agradecer à BMW Motorsport pela oportunidade de testar em Jerez com o BMW M4 DTM. Estou ansioso pelo teste e por conhecer o carro com seu motor turbo. Posso imaginar um futuro no DTM. Estou à procura de um novo desafio, e o DTM é certamente isso. O campeonato tem pilotos de primeira classe e o nível é extremamente alto. No entanto, devemos primeiro esperar e ver como vai ser o teste.”, afirmou.

O chefe do automobilismo da BMW, Jens Marquardt, acrescentou: “Estamos felizes por oferecer ao Robert Kubica a oportunidade de participar do teste de Jerez. Robert é um grande nome no cenário internacional do automobilismo, com muita experiência em campeonatos de alto nível como a Fórmula 1. Agora estamos muito intrigados ao ver como ele se sairá no teste ao volante do nosso BMW M4 DTM.

O facto de Kubica ir testar num carro da DTM não tem de significar que esse seja o seu destino. Há rumores de que ele poderá testar para com a WRT, uma equipa privada que usa chassis da Audi. E para além disso, a Haas ainda não desistiu de o ter nas suas fileiras como piloto de desenvolvimento na próxima temporada.

Youtube Rally Testing: Os testes de Sebastien Loeb para Monte Carlo

Apesar dos seus 45 anos, o francês Sebastien Loeb adora o Rali de Monte Carlo, e faz o seu melhor para fazer melhorar o seu Hyundai i20 WRC. A pouco mais de mês e meio para a realização da prova de 2020, esteve a testar o seu carro. Eis um video desses testes, realizados ontem.

Rumor do Dia: Stroll negoceia com Aston Martin?

A Aston Martin pode estar de regresso à Formula 1, 60 anos depois da sua participação. O rumor surgiu esta quinta-feira no site racefans.net, que em conjunto com a revista Autocar, afirmam que Lawrence Stroll, o pai de Lance Stroll, poderá estar a preparar a aquisição da marca e colocar o seu nome na Formula 1. 

A ideia é a aquisição da Aston Martin por parte de Lawrence Stroll, a um preço mais em conta. No ano passado, a Aston Martin entrou na bolsa de Londres, e o preço das ações anda um pouco em baixo. Perdeu quase noventa e cinco milhões de euros nos primeiros meses do ano, tendo o valor das suas acções caído das vinte e dois euros para menos de seis. Stroll pai, com um património avaliado em dois mil milhões de libras, pois ele é um dos homens mais ricos do Canadá, poderá pensar em entrar no capital da marca para fazer um "buy-in", isto é, investir para o adquirir e torná-lo numa empresa lucrativa. 

Há vantagens nesse negócio. Primeiro que tudo, a localização. O construtor britânico têm um centro tecnológico em Silverstone, perto da base da Racing Point, sendo o potencial de sinergias mais do que evidente. E como a Mercedes têm cerca de de por cento da Aston Martin, a sinergia entre ambas as marcas sairia ainda mais reforçada. Segundo a publicação, caso isso aconteça, a equipa iria ser pintada com o Racing British Green, caso o acordo com a BWT não seja renovado.

É claro que quem sairia a perder seria a Red Bull, que tem uma parceria com a marca britânica, e ambos estão a trabalhar no projeto Valkyrie, o "hypercar" que será lançado para a Endurance. Se a aquisição acontecer, é provável que o projeto seja interrompido ou levado adiante.

Por agora, ninguém quer falar sobre esse assunto.  

A Aston Martin esteve na Formula 1 nas temporadas de 1959 e 1960, com os modelos DBR4 e DBR5, de motor à frente com o britânico Roy Salvadori, o francês Maurice Trintignant e o americano Carrol Shelby, não conseguindo mais que dois sextos lugares nos GP's da Grã-Bretanha e Portugal de 1959. A participação não foi um sucesso por causa dos seus carros de motor à frente, já desfasados em relação aos Cooper de motor traseiro, que dominavam as pistas.

Para além disso, também esteve em Le Mans, onde venceu em 1959, com Shelby e Saladori ao volante.

quarta-feira, 4 de dezembro de 2019

Youtube Rally Testing: Os testes de Kalle Rovanpera em Monte Carlo

O Rali de Monte Carlo começa a ser preparado - acontecerá dentro de mês e meio - e a Toyota está no sul de França a testar com o seu Yaris WRC. Hoje, o teste foi conduzido pelo finlandês Kalle Rovanpera, e eis o video desses testes.

Formula E: Revelados detalhes do carro da próxima geração

A FIA e os construtores andam a discutir o que vai ser o carro da próxima geração, e já chegaram a um principio de acordo. Será mais potente que a atual geração, atualmente nos 250 kW, será mais duradoiro e poderá ter uma espécie de carregamento rápido elétrico.  

Segundo conta Sam Smith, no site e-racing365.com, os novos carros terão uma potência de 450 kW. com um sistema de "brake by-wire" no lugar do sistema de travões no eixo da frente. Contudo, um pacote de 600 kW também esteve em cima da mesa, mas esse foi descartado porque não havia sistemas de geração suficientemente potentes para fazer aproveitar tamanha energia. 

Também se discutiu a possibilidade de um sistema de reabastecimento, com carregamentos rápidos de 30 segundos no caso dos "powertrains" de 450 kW, e as simulações afirmam que é um sistema viável.

Quanto a fornecedores, tudo indica que a Spark continuará a ser a fabricante de chassis, bem como a Michelin ser a fornecedora de pneus. Em relação às baterias, a McLaren Aplied Technologies tem estado a desenvolver a sua bateria, mas a Williams Advanced Technologies, que fez as baterias da primeira geração, também está a tentar a sua sorte. Em junho de 2020, serão divulgados os vencedores. 

Quanto ao campeonato, este prossegue a 10 de janeiro, nas ruas de Santiago do Chile.  

Youtube Motorsport Video: Os onboards de Abu Dhabi

E a temporada acabou, não sem os onboards desse último fim de semana da temporada, que foi tão movimentada como as outras. São de minutos de espectáculo.

Agora... só em 2020.

Youtube Rally Ride: uma volta com o Subaru Impreza 97 WRC

Dar voltinhas em carros clássicos é alguma coisa, especialmente se são carros de rali. Mas se os anos 80 são a década de eleição, por causa dos Grupo B, mais recentemente, os Subaru Impreza WRC começaram a ser objetos de desejo de colecionistas, como o Henry Catchpole, do Carfection, descobriu, ao dar umas voltas no carro que deu ao piloto escocês a vitória no Rali da Argentina, mas também participou no rali Safari e no Rali da Indonésia.

Aproveitem e vejam o video.

terça-feira, 3 de dezembro de 2019

Youtube Racing Interview: Uma entrevista com Rubens Barrichello

O pessoal do podcast oficial da Formula 1 faz entrevistas bem interessantes a ex-pilotos. E esta semana decidiu publicar a entrevista a Rubens Barrichello, que como sabem, esteve 18 temporadas em equipas como Jordan, Stewart, Ferrari, Honda, Brawn GP e Williams.

Ao longo de hora e meia, o piloto brasileiro, agora com 47 anos, conta sobre como foi a sua carreira, de momentos que passou com Ayrton Senna e Michael Schumacher, de momentos controversos, como o GP da Áustria de 2002, entre outras coisas.

Noticias: Formula E ganha estatuto de campeonato do mundo

Depois de seis anos, a Formula E ganha estatuto de campeonato mundial. O acordo foi hoje anunciado em Paris da parte da FIA, que já sancionava o campeonato desde a sua primeira edição. A partir de 2020-21, todos os que alcançarem títulos, quer de pilotos, quer de Construtores, serão considerados como campeões do mundo.

Para Alejandro Agag, fundador e presidente da Fórmula E, é um desejo tornado realidade: “Sempre foi nossa ambição ser um dia um campeonato do mundo da FIA. Tudo o que fizemos até agora tinha como objetivo este momento específico. Conseguir o feito e receber o estatuto de campeonato do mundo da FIA dá mais credibilidade ao que já é uma fórmula completa e um produto desportivo espetacular.

Este acordo e anúncio colocam a Fórmula E no topo das corridas internacionais de monolugares. Foi um esforço tremendo de muitas pessoas envolvidas e nada disso seria possível sem o apoio do presidente da FIA, Jean Todt e da federação, além da dedicação e compromisso demonstrados pelas nossas equipas e parceiros.

Agora podemos dizer que conseguimos. Mas é apenas o começo de um novo capítulo sob a bandeira do Campeonato Mundial de Fórmula E da ABB FIA.”, concluiu.

Jean Todt declarou as razões porque decidiu avançar com um reconhecimento que se devia há muito, especialmente depois das chegadas, esta temporada, de mais construtores como a Mercedes e a Porsche.

A criação e desenvolvimento da Fórmula E tem sido uma grande aventura”, começou por dizer Todt. “Estou orgulhoso por hoje confirmarmos o estatuto de campeonato do mundo da FIA. Desde que começamos esta caminhada, a Fórmula E, sem dúvida, foi crescendo cada vez mais. Num curto espaço de tempo, a série mostrou-se relevante para a indústria automóvel, com mais dois grandes fabricantes a entrar no campeonato no início da temporada atual, elevando o número total para dez", continuou.

"O compromisso e o profissionalismo dos fabricantes e das respectivas equipas refletem-se na qualidade da lista de pilotos, que melhora a cada temporada. Desde a primeira corrida em Pequim 2014 e com todos os E-Prix depois disso, a Fórmula E provou que o conceito de corrida elétrica funciona. Saúdo sinceramente a Fórmula E como o mais recente campeonato mundial da FIA”, concluiu.

A próxima ronda da competição acontecerá a 10 de janeiro, em Santiago do Chile.

segunda-feira, 2 de dezembro de 2019

No Nobres do Grid deste mês...

No passado dia 21 de novembro, fui enfim a uma sala de cinema na cidade onde moro para poder ver "Le Mans'66, o Duelo", ou "Ford vs Ferrari". O filme, realizado por James Mangold, tem Christian Bale no papel de Ken Miles, e Matt Damon no de Carrol Shelby, o homem que fez os Cobra e apimentou o Mustang, que o chamou de "carro de secretária", quando foi apresentado ao bólido que iria marcar uma geração.

Mas o bólido que domina o filme é o GT40, o carro que tem esse nome por causa da sua distância ao chão - 40 polegadas - e porque é o resultado de um desafio lançado por Enzo Ferrari, quando Henry Ford II quis comprar a Scuderia, e o Commendatore diz não, depois de ver as condições que apresentavam no seu contrato.

(...)

Para além disso, a história também seria uma história americana. De quando eles eram os "underdogs" e bateram uma equipa europeia dominante, no seu próprio quintal, na Europa. E em 1966, a prova com mais prestígio eram as 24 Horas de Le Mans, ainda antes da Formula 1 tomar conta das antenas e as mentes dos fãs do mundo inteiro. Não se vê a história do lado da Ferrari, é por isso que não se vê um dos pilotos mais importantes da altura, o britânico John Surtees.

(...)

E é isso o que este filme se trata: a relação humana entre duas personagens que tiveram carreiras no automobilismo, e que fizeram parte de uma das maiores aventuras automobilísticas, numa altura em que o céu era o limite. Nos anos 60, queriam ir á Lua e ter os carros mais potentes de estrada. Há uma cena onde Lee Iaccoca fala sobre isso numa reunião da Ford, que começa com "Sabem o que fizeram os nossos homens quando voltaram da guerra? Fizeram bebés. E agora eles chegam ao final da adolescência com dinheiro no bolso para comparar carros velozes". É essa a essência do filme: capturar um tempo despreocupado que não volta mais. (...)

Este foi o mês em que lançaram "Ford vs Ferrari", o filme de James Mangold, o segundo filme "hollywoodiano" sobre automobilismo em menos de uma década. Era um filme antecipado por muitos que aproveitaram para ver o filme assim que puderam. E como disse ali em cima, saí da sala completamente satisfeito por assistir a um bom filme, apesar de saber que seria uma história americana, com um argumento hollywoodiano, e que não estragou muito a história real. e sendo uma história americana, fixou-se na relação entre duas pessoas que ajudaram muito na concretização do objetivo: Carrol Shelby, antigo piloto e depois construtor, e Ken Miles, um britãnico que emigrou para a California e ajudou a desenvolver os GT40 até morrer, num acidente de testes em agosto de 1966, a testar a versão J do GT40.

Nesse campo, o filme foi excelente, e ambos os atores fizeram bem os seus papéis, bem como alguns dos secundários. Desconhece-se se irá entrar na corrida para os prémios da Academia, os Óscares, mas há quem garanta que sim. Isso só veremos no inicio do ano que vêm.

Para ler o resto, sigam o link para o Nobres do Grid

Endurance: FIA cancela Seis Horas de São Paulo

A FIA e a WEC cancelaram as Seis Horas de São Paulo, previstas para janeiro de 2020. Já se falava de problemas com a organização desde há algum tempo, e eu mesmo na véspera tinha recebido más noticias sobre este assunto, e hoje confirmou-se: não haverá os carros de endurance na pista brasileira. No seu lugar haverá as Seis Horas de Austin, no Texas, previstas para o fim de semana de 22 a 23 de fevereiro.

De acordo com a ACO, uma das promotores do Mundial de Endurance, eles entenderam que a promotora não cumpriu com os seus critérios, logo, esta foi retirada do calendário. Segundo o comunicado oficial, a categoria afirma que os problemas "não são com a cidade de São Paulo nem com o Autódromo José Carlos Pace [Interlagos]. São estritamente com a promotora local."

Segundo conta hoje o site brasileiro Grande Prêmio, os organizadores não pagaram a taxa prevista à FIA, e eles também não tinham arranjado nenhum patrocinador "master" para apoiar a prova.

"Primeiramente, precisamos agradecer Bobby Epstein e o Circuito das Américas por nos acomodarem com pouco tempo restante. É uma excelente praça, e nossos fãs, competidores e media estão assegurados que teremos ótimas corridas na América do Norte, não só uma, mas duas vezes em dois meses", começou por dizer Gerard Neveu, o presidente do Automobile Club de L'Ouest (ACO).

"Obviamente [estamos] muito infelizes [por] estar nesta situação. O WEC lamenta esta situação e se sente triste pela cidade de São Paulo e os milhares brasileiros fãs de automobilismo. Nossa maior preocupação era com os competidores e parceiros, e trabalhamos duro para achar uma solução que oferecesse o mínimo de perturbação possível", acrescentou o dirigente.

A última vez que a Endurance foi a Interlagos foi em 2014, numa prova vencida pelo Porsche de Romain Dumas, Marc Lieb e Neel Jani.

Youtube Motorsport Racing: A segunda corrida da Formula E em Ad Diriyah

Depois de ter colocado a primeira corrida da Formula E em paragens sauditas, com vitória de Sam Bird, no seu Virgin, é a vez de colocar aqui a corrida que deu o triunfo a Alexander Sims, o seu primeiro na competição, 

Youtube Motorsport Video: Cinco razões para seguir a Formula E


O nosso amigo Nolan, do Donut Media, decidiu ir ao ePrix de Nova Iorque, em julho, e dedidiu fazer um video dando cinco razões porque deveremos ver a Formula E. Algumas das razões são interessantes, e também o video mostra o ambiente desta competição, muito interessante.

domingo, 1 de dezembro de 2019

A imagem do dia

Por fim, acabou aquele que deve ter sido o campeonato mais longo até agora. Vinte e uma provas, de março até dezembro, e ano que vêm existirão 22, com a estreia do Vietname, e o regresso da Holanda, em Zandvoort. Lugares novos e o regresso dos clássicos, numa era onde desde 2014, a Mercedes é rei e senhor.

Mas á lugares do qual se questiona o lugar. Entende-se o porquê: dinheiro. Como essa gente a têm, pode-se tudo. E eles cobram o extra por ser a última prova do ano, que poderá ter o potencial para decidir campeonatos. Mas não este ano, pois Lewis Hamilton conseguiu-o em Austin, há mais de um mês.

Contudo, esta corrida para cumprir calendário rivalizou com Paul Ricard no quesito "aborrecimento". Quem viu na televisão, contou os minutos e as voltas até que ela acabasse, e os duelos não existiram ou duravam pouco tempo. Aliás, a única anormalidade foi... a avaria temporária do DRS! Em suma, uma corrida para boi dormir. A única coisa que vale a pena é o cenário, a corrida noturna, algo que já existe em Singapura e Bahrein. E a corrida de hoje mostrou que ali, as boas provas são uma excepção. Os fãs não gostam, querem clássicos, querem coisas do qual valem a pena saltar da cadeira.

O que é pena, pois a Formula 1 tem de merecer mais. Especialmente numa altura em que sabemos quem será o campeão. 

Youtube Motoring Video: O mais antigo automóvel a circular


O automóvel é algo que existe há mais de 130 anos. A "carruagem sem cavalos" foi um sonho que durou séculos, como a capacidade de voar como os pássaros, mas quando aconteceu, durou mais uma geração até se massificar. Então, era um meio de transporte de ricos e privilegiados.

Hoje em dia, vivemos nova evolução, mas é interessante reparar que em pleno século XXI, ainda hajam carros do século XIX a circular. Máquinas complicadas - a maneira como guiamos só acabou por ser definida depois da I Guerra Mundial, há cem anos - mas o que espanta é, algures na Alemanha, haja um Benz Victoria de 1894 ainda a circular, com matricula e tudo!

E é isso que este video da Deutsche Welle mostra.

Formula 1 2019 - Ronda 21, Abu Dhabi (Corrida)

E a longa temporada acaba aqui. Desde há uma década a esta parte, este entreposto do deserto, uma das cidades-estado dos Emirados Árabes Unidos, consegue superar Dubai e monta na zona de Yas Marina, um complexo automobilístico que têm o seu quê de entretido, mas do qual os fãs mais hardcore não se convencem e questionam a sua existência. Só os justifica porque o cenário, mas especialmente o dinheiro, assim o obriga.

Não foi uma corrida histórica. Aliás, se não existisse, não nos importaríamos. Contudo, a marca é importante, e as petromonarquias banhadas de ouro negro estão dispostas a pagar rios de dinheiro para ter estas manifestações desportivas. E como a Formula 1 precisa de dinheiro, qual prostituta de luxo, para pagar às equipas, sempre exigentes, como filhotes de águia, lá ela aceita, colocando exigências porque é a corrida de fecho do campeonato, etc...

Ontem, não houve história: as Mercedes dominaram, Lewis Hamilton, o campeão do mundo, foi o melhor, num carro bem equilibrado, adiante de um Valtteri Bottas que por ter trocado de motor por causa da explosão em Interlagos, iria ser o último da grelha.

E quanto a hoje... depois de Hamilton ter largado na frente, com um Max Verstappen a ficar no segundo posto, antes de ser passado por Charles Leclerc, o britânico foi-se embora, deixando o resto a brigar pelas migalhas, digamos assim. E cedo se descobriu que não havia DRS ligado, logo, as asas não poderiam ser mexidas. Os puristas aplaudiam, pois iriam ver o que seria uma corrida sem esse dispositivo artificial. Bom, espero que tenham tirado as suas conclusões... se saíram das suas nuvens, não é?

Com isso, a corrida transformou-se, progressivamente, num longo suporífero. A única coisa de interessante que se viu foram as estratégias de corrida. Primeiro, com a Ferrari a decidir-se por duas paragens, em vez do um que a maior parte das equipas decidiram fazer, ainda por cima, com a Mercedes a parar o mais tarde possível, especialmente Bottas, que vinha do fundo do pelotão.

A estratégia da Ferrari não foi grande coisa. Vettel chegou a ser sexto, atrás de Alexander Albon, por causa da segunda paragem, mas depois recuperou a posição. Em contraste, Charles Leclerc foi o segundo, antes de ser atacado por Max Verstappen que aproveitou uma travagem para fazer uma ultrapassagem musculada para se apossar do segundo posto. E tudo isso numa altura em que Hamilton não era - aliás, nunca foi - ameaçado na sua liderança.

No final, Hamilton venceu, na frente de Verstappen e Leclerc, que estava a ser assediado por Bottas para ficar com o lugar mais baixo do pódio. Largaram-se os foguetes para comemorar tudo o que se deveria comemorar: os títulos da Mercedes e de Hamilton - que fazia aqui a sua corrida numero 250, a propósito - o final de um campeonato que começa a ser demasiado longo para toda a gente. Mas em 2020 haverá mais, em novos lugares e novos cenários, provavelmente com o mesmo resultado. Ou talvez não.

Youtube Motorsport Video: O primero ePrix de Ad Diriyah, na íntegra

Como é sabido, a Formula E voltou em força na semana passada com a jornada dupla em terras sauditas. Na primeira prova, Sam Bird levou a melhor e conseguiu ser o primeiro piloto a vencer em todas as temporadas da Formula E até agora, numa corrida que teve o seu quê de emocionante.

Assim sendo, eis o video da corrida na íntegra. 

sábado, 30 de novembro de 2019

A imagem do dia

Algures no verão de 1984, Ayrton Senna ouve Domingos Piedade sobre um assunto que não deve ser lá muito bom. E pego essa altura por causa de algumas das coisas que ambos fizeram juntos, e um grande sarilho no qual ele esteve evolvido.

A primeira coisa que se deve dizer é que a sua chance de correr num carro de Endurance deve-se a Domingos Piedade. Foi nos 1000 km de Nurburgring, em 1984, pouco depois da Joest ter vencido as 24 Horas de Le Mans com Karl Ludwig e Henri Pescarolo. Ali, Senna fez um turno com o próprio Pescarolo e o sueco Stefan Johansson. Ele afirmou mais tarde que nunca gostou muito da experiência, mas Domingos disse algo diferente:

"O seu comportamento com o Porsche 956 da minha equipa foi exuberante, divino. Depois de sete voltas ao volante de um carro que lhe dera totalmente desconhecido, numa categoria nova para ele, Ayrton alcançou todo o mundo na pista e nas 65 voltas em que pilotou o carro da New Man foi simplesmente o mais rápido em pista, batendo senhores como Bellof, Mass, Ickx, Bell, Pescarolo, Winkelhock, Boutsen, Wollek, Patrese e outros.", contou, anos depois, na biografia sobre Senna escrita pelo Francisco Santos.

Contudo, pouco tempo depois, Senna envolveu-se uma complicação. Sem conhecimento da chefia da Toleman, começou a negociar com a transferência para a Lotus. Peter Warr estava enfeitiçado pelas suas performances na Formula 1 e na Formula 3, no ano anterior, e conseguiu fazer com que fosse para a Lotus em 1985, no lugar de Nigel Mansell. O acordo foi anunciado no fim de semana do GP da Holanda, mas Alex Hawkridge, aparentemente, foi o último a saber. E ele ficou furioso. Decidiu castigá-lo, não o colocando no carro no GP de Itália, em Monza, onde no seu lugar foi... Stefan Johansson, que foi quarto com o carro.

Em Monza, Senna via tudo nos bastidores, altamente frustrado com tudo o que se passava, e Domingos acompanhava-o para ver se mantinha a cabeça fria com todo o rebuliço à volta. Sem poder competir, chegou a fazer comentário do fim de semana italiano por uma televisão - desconheço qual - e os conselhos que ele deu fizeram-o pensar se ele não queria ser seu empresário. Domingos Piedade, que tinha a tarefa de ser o "manager" de Michele Alboreto, mais os seus afazeres na Joest, recusou. Mas não deixaram de ser amigos até ao final de vida do brasileiro, dez anos depois.

Domingos Piedade não foi um português normal. Viveu trinta anos na Alemanha, participou em duas vitórias nas 24 horas de Le Mans, aconselhou e ajudou pilotos portugueses no estrangeiro, ajudou na Copersucar-Fittipaldi, foi manager de Michele Alboreto e do próprio Emerson Fittipaldi, chegou a ser um dos diretores da AMG, e no final da carreira, foi ser o diretor do Autódromo do Estoril, onde ajudou a trazer a MotoGP para Portugal, com sucesso. Conheceu Michael Schumacher quando ele era um mero mecânico num kartódromo em Kerpen, perto da fronteira com a Bélgica, porque era amigo dos seus filhos. Como conhecera Senna, ainda ele andava no kart.

E sempre que podia, comentava Grandes Prémios com Adriano Cerqueira e José Pinto, nos anos 80, e com João Carlos Costa e Jorge Alexandre Lopes, nos anos 90 e no inicio do século. A sua voz pausada e algo arrastada, a contar estórias de bastidores, ficou nos ouvidos dos amantes de automobilismo neste retângulo à beira-mar plantado.

Morreu hoje aos 75 anos, e estava doente havia algum tempo. Fica um legado nada pequeno. Ars lunga, vita brevis.

Formula 1 2019 - Ronda 21, Abu Dhabi (Qualificação)

E por fim, esta longa temporada chega ao seu término. Pela primeira vez desde 1963, teríamos corrida em dezembro, e a tendência parece ser de cada vez mais provas, num calendário cada vez mais longo. Tanto que até os relacionamentos tremem. Claro que, se uns se separam e outros acolhem novas vidas, o campeão queixa-se que nem sequer tem tempo para cuidar da sua matilha de cães...

Sabia-se que Lewis Hamilton tinha a sua vida facilitada com a noticia de que Valtteri Bottas, seu companheiro de equipa, iria substituir o motor e a caixa de velocidades - tinha quebrado no Brasil - e iria partir do último posto. Não que fosse fazer muita mossa, mas com Max Verstappen e os Ferrari, ele poderia ser mais um a complicar.

Com a paisagem habitual, numa pista que não emociona ninguém, sejamos honestos, a qualificação começava no lusco-fusco e com temperaturas amenas. Máquinas e pilotos começaram a ir para a pista na ideia de tentar marcar logo os seus tempos, para usar os jogos disponíveis e escolher qual deles iria usar no dia seguinte. Quase todos andavam com os moles, e ao fim de um certo tempo, os melhores lá apareciam, como Mercedes, Red Bull e Ferrari. E claro, Lewis Hamilton fez o seu melhor, com Alex Albon não muito atrás, mostrando que sabia andar.

Se na frente era assim, no final desta Q1, entre os que ficavam para trás, para além dos Williams, que quase têm lugar cativo, os carros de Giovinazzi e Raikkonen, bem como o Haas de Romain Grosjean - grande surpresa - faziam-lhes companhia. Aliás, nesse duelo pessoal, Kevin Magnussen levou a melhor por meros quatro centésimos.

Para a Q2, um pouco mais do mesmo: todos colocaram moles nos seus carros, para os fazer funcionar e ter para escolher na corrida de amanhã. Não houve assim grandes coisas, grandes novidades, apesar de Charles Leclerc ter mostrado ao que vinha e ficou com o melhor tempo, 91 centésimos na frente de Hamilton, com Bottas atrás e Vettel no quarto posto.

E entre os vencedores e vencidos, praticamente tudo normal: McLaren e Renault entraram, Racing Point e Toro Rosso ficaram de fora. Foi Sérgio Perez que ficou com a "fava", batido por Nico Hulkenberg, este que fazia a sua última corrida na Formula 1.

Para a Q3, a primeira fase nem sempre é uma coisa de interesse, porque é mais para marcar tempo e volta depois para as boxes, quase como se eles podem ir à vontade. É na última tentativa que as coisas acontecem. E foi aí que houve sarilho na Ferrari, quando Vettel passou primeiro que Leclerc, mas o monegasco não o conseguiu antes das luzes ficarem vermelhas, um pouco como aconteceu em Monza. Pode-se falar de uma má coordenação, ou vingança do alemão sobre o monegasco, mas isso aconteceu, e ele não ficou feliz...

Mas isso não impediu que os Mercedes ficassem com as duas primeiras posições, com Lewis Hamilton a ficar com a 88ª pole-position da sua carreira, alargando o seu recorde. Max Verstappen era o terceiro, adiante dos carros vermelhos. E nem Vettel foi melhor que Leclerc, porque na sua tentativa, perdeu muito no terceiro setor do circuito de Yas Marina. Alex Albon era sexto, no outro Red Bull, na frente de Lando Norris.

Assim acabava a última qualificação do ano. Hamilton não estava lá desde o GP da Alemanha - quatro meses, mais dia, menos dia - e a pole serviu como que a dar inicio ao final perfeito que ele deve desejar ter para este fim de semana. Veremos como será amanhã.

sexta-feira, 29 de novembro de 2019

Formula E: Equipas cautelosas sobre ePrix de Santiago

O cancelamento do Rali do Chile, esta quinta-feira, parece não ter abalado a confiança da Formula E sobre a realização do ePeix de Santiago, marcado para o dia 10 de janeiro de 2020. Quer a organização, quer as equipas estão a monitorizar atentamente os acontecimentos na capital, Santiago do Chile, para saber se a prova tem todas as garantias de segurança necessárias para poder ir adiante.

"Atualmente, o calendário é o que é anunciado, [ou seja], estamos correndo em Santiago, mas claramente todos nós, como equipas, apenas expressamos um pedido para ter uma atualização sobre a situação", disse James Barclay às equipas de Fórmula E numa declaração captada pelo site e-racing365.

As operações da Fórmula E (FEO) estão monitorizando absolutamente a situação, e Alberto [Longo] tem mantido muito próximo com o governo e o setor privado para garantir que a situação, se algo se desenvolver ainda mais, tenha uma visão. Precisamos muito seguir a direção da Fórmula E por várias razões. Fundamentalmente, como promotor, eles nos dizem se é apropriado corrermos para lá em termos de perspectiva de segurança.

"Acho que o foco do lado de todos é que estamos correndo em Santiago agora. A situação está sendo monitorizada pelo FEO, e sabemos que eles tomarão a decisão certa.”, concluiu.

A cautela em relação a Santiago não é a mesma que tiveram em relação a Hong Kong, que também vive agitação social nas ruas da cidade-estado desde meados do ano, mais do que suficientes para o seu cancelamento da edição de 2020, que estava previsto para março do ano que vêm.

Noticias: Latvala quer fazer cinco ralis em 2020

Depois de ter sido dispensado pela Toyota, Jari-Matti Latvala poderá fazer uma temporada parcial em 2020 a bordo de um Yaris WRC, não deixando de estar desligado da marca nipónica. Latvala aceitou isso após um incentivo de Akio Toyoda, o presidente da marca, e em principio, correrá em cinco provas, podendo alargar a participação para oito, caso tenha patrocinadores para tal.

O rali da Suécia e da Finlândia já estão confirmados. Agora, eu estou a trabalhar para arranjar patrocinadores para o rali da Sardenha, de Portugal e da Grã-Bretanha”, começou por dizer. “Se dependesse só de mim, também gostaria de ir à Nova Zelândia. Infelizmente é demasiado caro. Mas é muito importante continuar a pilotar em 2020.”, concluiu.

Quem irá fazer pelo menos nove ralis com um Toyota Yaris WRC será Takamoto Katsuta, que fará todas as provas europeias mais o Rali do Japão, a sua prova "caseira". 

Aos 34 anos, e no WRC desde 2002, Latvala tem dezoito vitórias no seu palmarés, correndo com carros como Ford Volkswagen e Toyota, sendo vice-campeão do mundo em 2010, 2014 e 2015. Contudo, a sua última vitória foi no Rali da Austrália de 2018.

 

WRC: Catalunha não contempla regresso em 2020

Saído do calendário para a próxima temporada, o Rali da Catalunha não tem qualquer intenção de entrar no lugar da prova do Chile, cancelado ontem devido aos protestos que tem assolado o país desde há quase mês e meio. Aliás, os organizadores acreditam até que essa prova nem será substituída no calendário, fazendo do WRC uma prova com 13 ralis.

Segundo conta Amam Barfull, membro da organização do rali catalão ao jornal espanhol AS, explicou primeiro que não há orçamento para fazer a prova em 2020, e estão mais concentrados em fazer da prova um rali a conta para o campeonato espanhol. "É praticamente impossível para o nosso rali cobrir essa lacuna. Em primeiro lugar, não há orçamento. Os patrocinadores já alocaram os seus recursos para outras coisas e agora não há tempo para redirecioná-lo. Por outro lado, a data. É muito próximo.", contou.


Quanto a possíveis substitutos, Barfull diz não acreditar nisso porque para as marcas, quanto menos ralis, melhor para o orçamento. 

"As marcas preferem que exista uma corrida a menos. Com a entrada do Safari, no Quénia, Japão e a Nova Zelândia, os orçamentos das equipas dispararam e uma redução de calendário será muito bem recebida por todos.", contou.


Contudo, apesar do cepticismo de Barfull, fala-se que a Volta a Córsega poderá ocupar o lugar do rali chileno.