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domingo, 26 de julho de 2026

Formula 1 2026 - Ronda 11, Hungaroring (Corrida)


Passaram quarenta anos desde que a Formula 1 visitou pela primeira vez terras húngaras e não mais saiu dali, e agora, com uma pista cada vez mais entrincheirada no calendário - apesar de ser lenta e algo travada - a pista está cheia para acolher máquinas e pilotos, num país transformado. Afinal de contas, em 1986, a Hungria estava atrás da Cortina de Ferro...  

O tempo está agradável em Budapeste, um tempo de verão, com autódromo cheio de gente, asfalto quente (52ºC) baixas chances de chuva, e os pilotos iriam partir para as 70 voltas seguintes com pneus médios, preparando-se para duas paragens. as excepções eram os Ferrari, que largaram com moles, se calhar, para serem os primeiros a pararem.


Na partida, Norris defendeu-se de Piastri, mas Max subia para terceiro. O australiano foi mais ousado, e algumas curvas depois, ele ficou no comando da corrida. Depois vinha Max, os Ferrari, com Hamilton a defenmder-se dos ataques de Lelcerc, e Antonelli vinha logo a seguir. Russell partiu muito mal e tinha caído para o fundo do pelotão.

Nas voltas seguintes, os McLaren começaram a distanciar-se de Max Verstappen, que por sua vez, estava a aguentar os Ferrari, que o queriam passar para resolver o problema e tentar evitar que fugissem de forma definitiva. Muito atrás, na 13ª posição, George Russell continuava a sua recuperação. Na volta onze, Hamilton chegou a perguntar se não deveria mudar a estratégia para tentar passar dessa maneira o neerlandês da Red Bull. Do qual recebeu uma resposta negativa. No meio disto tudo, Russell continuava a subir posições, até à 11ª, mas algo longe de Nico Hulkenberg, da Audi, e o último piloto na zona dos pontos. 

Mesmo assim, Hamilton foi às boxes na volta 14, e colocou duros, tentando ficar na pista o maior tempo possível. Regressava à pista na nona posição, e esperava ter saído melhor que a concorrência. Durou algumas curvas até passar o Racing Bulls de Arvid Lindblad, para ser oitavo. Na volta seguinte, Max foi às boxes, trocou para duros, também, e na saída para a pista, Hamilton conseguiu ser mais rápido que o piloto da Red Bull, e conseguiu o "undercut". 

Contudo, logo a seguir, Max fez uma excelente manobra para passar Liam Lawson... e Lewis Hamilton, para ser sexto e sobretudo, passar o piloto da Ferrari, o seu rival direto nesta corrida. Bem interessante!

Oscar Piastri e Charles Leclerc pararam ao mesmo tempo, na volta 17, colocando duros, com Piastri a sair melhor, e o comando da corrida ficar nas mãos de Lando Norris. Mas isso durou apenas uma volta, porque o piloto da McLaren foi às boxes trocar de pneus. Durou 3.2 segundos, e na saída Piastri conseguiu passá-lo, com pouco mais de meio segundo de diferença. No comando está agora Kimi Antonelli, na frente de Isack Hadjar. E no meio disto tudo, Russell era agora oitavo, nos pontos.

Antonelli só foi às boxes na volta 23, para colocar duros e regressar à pista na sexta posição, mais de cinco segundos na frente de George Russell, que ainda não tinha parado. Ele só pararia na volta 28, para colocar duros e regressar na nona posição. Três voltas depois, na 31ª passagem pela meta, Hamilton regressava ás boxes para colocar mais um jogo de duros, regressando à pista na sétima posição. 


Na frente, Piastri comandava, mas estava a ser assediado por Norris. Max não estava muito longe, a pouco mais de dois segundos e meio, e logo a seguir, na volta 35, Oscar Piastri trocou também de pneus, para outro jogo de duros, regressando em quinto. Duas voltas depois, na 37, foi a vez de Leclerc parar pela segunda vez. 

Na volta 39, algo insólito: Oscar Piastri estava a passar alguns pilotos atrasados, entre eles o Williams de Carlos Sainz Jr, quando o piloto espanhol manobrou como se o australiano não estivesse ali. O choque foi inevitável, houve alguns danos, mas poderia ter sido muito pior. Quase ao mesmo tempo, Lando Norris ia às boxes, e voltava na frente de Piastri, para fúria do australiano. Max foi na volta 42, com o neerlandês a colocar moles e a regressar em quinto, atrás de Hamilton.

A partir daqui, isto se tornou numa luta entre Lando Norris e Andrea Kimi Antonelli. Primeiro ao longe, mas depois começou a ficar mais perto. Contudo, na volta 56, as atenções viraram para Oscar Piastri, que ficou sem caixa de velocidades, e parou de forma definitiva. Safety Car Virtual, e boa parte do pelotão foi às boxes para a sua terceira e última paragem nas boxes. Norris, Hamilton, Leclerc, Gasly e mais alguns outros, boa parte dos quais com moles, para acelerarem até ao final.

No regresso à pista, ainda em Safety Car Virtual, Hamilton ia rápido demais para ver se não era passado por Antonelli, mas quando regressou à pista, aparentava estar em excesso de velocidade, e teria de fazer uma de duas coisas: cedia a posição, ou teria uma penalização de cinco segundos. Ele escolheu ceder. 

A dez voltas do final, Norris tinha Max sob controlo, a cerca de seis segundos, mas a luta que interessava era entre Antonelli e Hamilton, pela terceira posição. O britânico, com moles, tentava passar o jovem piloto da Mercedes, que tinha duros, mas ele resistia. Pouco depois, Hamilton soube que tinha uma penalização de cinco segundos, logo, mesmo que o passasse, teria sido uma batalha inutil.

Mas até à meta, Lando Norris tinha uma corrida sem problemas, não só se distanciando de Max, como acabaria por triunfar pela primeira vez na temporada, fazendo com que a McLaren fosse a terceira equipa vencedora em 2026. Max tinha novo pódio, o quarto da temporada, enquanto Antonelli tinha tudo sob controlo, na frente dos dois Ferraris, com Leclerc em quarto, por ter puxado pelo carro para ficar a menos de cinco segundos do seu companheiro de equipa. 

E por curiosidade: os Aston Martin, com a sua versão B e sem as novas atualizações do motor Honda, acabaram em 13º e 14º, na frente dos Williams, dos Haas, dos Cadillacs, e com um Alpine atrás dele. Imagine-se como será depois de Zandvoort, quando tiverem a nova evolução do motor japonês... 


Agora, Antonelli tem 50 pontos de vantagem sobre Hamilton, o que implica que ele será campeão no fim de semana de Las Vegas. Não sei se será apropriado ele ganhar ali, num país onde, por exemplo, para beber, precisa de ter 21 anos... a não ser que no Nevada, a idade seja mais baixa. 

Depois de Hungaroring, são quatro semanas de férias até Zandvoort, e ver como será a segunda parte do campeonato.      

sábado, 25 de julho de 2026

Notcias: Hamilton e Antonelli penalizados depois da qualificação


A qualificação não acabou depois da bandeira de xadrez no GP húngaro. Os comissários decidiram ser rigorosos e depois de analisarem as imagens, aplicaram sanções a Lewis Hamilton, da Ferrari, e Andrea Kimi Antonelli, da Mercedes, em três lugares cada um devido a infrações. No caso do britânico, ele impediu o australiano Oscar Piastri na sua volta rápida, e quanto a Antonelli, este foi castigado com uma penalização de três lugares na grelha, depois de se descobrir que desrespeitou as bandeiras amarelas no final da Q3.

Com isto, Hamilton, que tinha sido segundo, cai para quinto, enquanto Antonelli, que tinha conseguido o quarto melhor tempo, irá agora largar de sétimo.

A penalização de Lewis Hamilton acontece quando o piloto da Ferrari reduziu significativamente a velocidade na trajetória ideal na aproximação à curva 1, enquanto Piastri vinha em volta lançada. A Ferrari não terá avisado Hamilton a tempo da aproximação do australiano, e o piloto da Ferrari explicou que só recebeu a mensagem quando Piastri já estava demasiado perto e que não o conseguiu ver nos espelhos. O australiano foi forçado a sair largo e a abortar a volta, o que levou os comissários a concluírem que Hamilton o tinha impedido de forma desnecessária. 

No comunicado oficial, os comissários descreveram o incidente e aplicaram a penalização devida:

Os comissários ouviram o piloto do carro número 44 [Lewis Hamilton], o piloto do carro número 81 [Oscar Piastri], os representantes das equipas, e analisaram as imagens de vídeo, a telemetria, as comunicações de rádio da equipa e as imagens de vídeo do interior do carro.", começaram por referir.

"Na aproximação à Curva 1, o carro 44 circulava a uma velocidade significativamente reduzida na trajetória de corrida, enquanto o carro 81 se aproximava numa volta rápida. O piloto do carro 44 explicou que tinha acabado de completar uma volta rápida e que não recebeu a mensagem de rádio da equipa relativa à aproximação do carro 81 até que este já se encontrasse muito próximo. Afirmou ainda que, devido ao posicionamento do seu carro na pista, o carro 81 não era visível nos seus espelhos retrovisores. O carro 81, que se encontrava numa volta lançada, foi forçado a tomar medidas evasivas, saindo da pista e sendo obrigado a abortar a volta."

"Após examinarem as provas disponíveis, os Comissários determinaram que o carro 44 impediu desnecessariamente o carro 81 durante a qualificação. De acordo com o Regulamento da FIA de Fórmula 1 e as diretrizes de penalização estabelecidas para este tipo de infração na qualificação, os Comissários impõem uma penalização de três lugares na grelha de partida ao piloto do carro 44″, concluiu.


No caso de Antonelli, o incidente ocorreu na última curva, onde Max Verstappen tinha feito um pião, ficando parado na escapatória. Os comissários concluíram que Antonelli não abrandou o suficiente ao passar pelo carro imobilizado do neerlandês, razão pela qual lhe foi aplicada a sanção. E isso agravou a situação, pois ele irá cair de quarto para sétimo, ao mesmo tempo que George Russell, que foi sétimo, acabou por parar na pista quando fazia a volta de regresso às boxes, por causa de um problema na unidade motriz que vai levar à troca do motor de combustão interna.

No comunicado oficial, os comissários justificaram a penalização desta forma, reconhecendo, porém, que Antonelli abrandou - não o suficiente - logo, apenas aplicaram uma penalização de três lugares, em vez das cinco que acreditavam que deveria receber:

"Os comissários ouviram o piloto do carro numero 12 [Kimi Antonelli], o representante da equipa, o Diretor de Corrida da FIA de F1 e o Diretor Desportivo do Departamento de Monolugares da FIA, e analisaram os dados do sistema de posicionamento e orientação, imagens de vídeo, cronometragem, telemetria e imagens de vídeo do interior do carro.", começaram por afirmar.

"O piloto do carro 12 afirmou que, ao avistar a bandeira amarela e o painel luminoso, tirou o pé do acelerador mais cedo do que na sua volta de ataque anterior. Isto foi confirmado pela telemetria. No entanto, a redução da velocidade ocorreu durante um período muito curto e, na verdade, a velocidade do carro ao passar pelo local do incidente envolvendo o carro 3 [Max Verstappen] era ligeiramente superior à da volta de ataque anterior."

"O tempo no minissetor foi apenas 0,03 segundos mais lento do que o seu melhor tempo para esse minissetor, e, embora, por ter tirado o pé do acelerador 16 metros mais cedo, estivesse 14 km/h mais lento ao entrar no setor da bandeira amarela, estava 3 km/h mais rápido ao passar pelo local do incidente, devido a uma menor utilização dos travões ao entrar na curva. Os representantes da FIA observaram que a redução de velocidade no minissetor foi inferior a um por cento."

"Os Comissários consideraram que este incidente era diferente de outros incidentes que não deram origem a quaisquer medidas adicionais, porque, ao contrário desses casos, não houve uma diferença significativa de velocidade ao longo do mini-setor em comparação com o tempo mais rápido anterior do piloto em circunstâncias semelhantes."

"A sanção recomendada, de acordo com as diretrizes de sanções, para esta infração, é uma queda de cinco posições na grelha de partida. No entanto, como circunstância atenuante, considerámos que o piloto reduziu a velocidade, embora, na nossa avaliação, essa redução tenha sido insuficiente e não sustentada. Além disso, o piloto dispunha de tempo e distância limitados para reagir. Por conseguinte, é aplicada uma sanção mais leve”, concluiu.

domingo, 19 de julho de 2026

Formula 1 2026 - Ronda 10, Spa-Francochamps (Corrida)


A visão de Spa-Francochamps, uma das clássicas da Formula 1 - participou na edição inaugural  da competição, em 1950 - faz contentar os fás da modalidade. Uma pista grande, cheia de altos e baixos, num lugar florestado e com tempo instável, parece ser um paraíso da imprevisibilidade automobilística. Contudo, isso parece estar em vias de extinção. Com a obsessão da FIA e da FOM pela segurança, os pneus da Pirelli a não serem grande coisa - e a proibição da guerra de pneus - e a própria atmosfera daquela região das Ardenas, muito húmida, sempre que haverá aqueles momentos chuvosos, irão adiar para as calendas gregas. 

Sorte deles, este final de semana, apesar de alguns avisos, tal não acontecerá. Apesar do céu nublado, as chances de chuva eram pequenas.  

E pela frente temos uma corrida de 44 voltas, com os pilotos a poderem parar uma vez, pelo menos. E um tempo de verão faz com que as chances de chuva são quase mínimas. E os da frente decidem ir de médios, porque à partida, farão uma paragem durante a corrida. E também é a escolha dos que foram penalizados, porque querem beneficiar da sua durabilidade... e quem sabe, alguma situação de Safety Car durante a corrida...


Na partida, Antonelli larga bem e começa a ser atacado por Max Verstappen e passou-o na chegada a Eau Rouge. Mas pouco depois, na Radillon, a confusão: Hamilton e Russell tentaram lutar por posição e em Les Combes, acabou na relva, acabando por saior de pista. Com isto tudo, Leclerc era segundo, Antonelli tinha ganho velocidade suficiente para passar o neerlandês da Red Bull, e Max tinha caído para terceiro.

No final da primeira volta, tínhamos o Safety Car na pista, alguns pilotos, como Valtteri Bottas e Esteban Ocon, tiveram de ir às boxes para trocar de pneus, enquanto os que podiam, viam nos seus dispositivos móveis como é que Russell acabou a sua corrida na primeira volta e se Hamilton tinha alguma culpa nisso.

A corrida regressou à ação na volta cinco, com Hamilton e Piastri a lutarem pela quarta posição, enquanto Antonelli mantinha a liderança. O britânico da Ferrari chegou a ficar com o lugar, mas o australiano da McLaren respondeu e recuperou a posição. um pouco atrás, Lando Norris começava a subir posições, entrando nos pontos, na nona posição. Pouco depois, um pouco mais à frente, Max queria apanhar Leclerc e começou a usar energia para apanhar o monegasco da Ferrari, e lá conseguiu, no inicio da sexta volta.

Max queria apanhar Antonelli, e a volta mais rápida mostrava isso, mas Antonelli mantinha a energia e o sangue-frio para o manter à distância. Atrás, Leclerc tinha Piastri e Hamilton atrás dele, o australiano tentou passá-lo na volta oito, mas houve contacto entre ambos, suficiente para haver destroços. Na volta seguinte, Hamilton conseguiu passar o piloto da McLaren e ficou com a quarta posição.

Na décima volta, os comissários decidiram atribuir uma penalização de cinco segundos a Hamilton por causa da colisão com Russell na primeira volta, e que seria cumprido quando ele fosse às boxes. Atrás, Lando Norris subia posição atrás de posição, para evitar que ele deixasse que os da frente escapassem. Passava Arivd Lindblad na volta 12, e era sexto, a menos de 13 segundos da liderança, e com pneus duros, ou seja, tentaria ficar na pista o maior tempo possível.

As primeiras paragens nas boxes foram com o Alpine de Pierre Gasly, seguido pelo Williams de Carlos Sainz Jr, ambos na volta 14, com Franco Colapinto e Liam Lawson a fazerem o mesmo duas voltas depois, todos a colocarem duros, e a mesma coisa aconteceu com Arvid Lindblad na volta 17, para fazer a mesma coisa. 

Max foi o primeiro da frente a parar, na volta 18, para colocar duros, quando pouco depois, o Safety Car Virtual saiu à pista, para que os comissários pudessem limpar destroços. Kimi Antonelli foi às boxes, quase batia no muro, colocava duros, e saía em quinto, atrás dos Ferrari e dos McLaren. Que iria trocar de posições na volta 20, quando Lando Norris passou Oscar Piastri para ser terceiro. O australiano reagiu e voltou ao lugar e foi bem a tempo, pois o Safety Car Virtual saiu de novo, para que os comissários pudessem limpar os destroços perto nas boxes.

Leclerc, Hamilton e Piastri aproveitaram a ocasião para irem às boxes, bem como Hadjar e os Audi também foram. Nesta confusão, o McLaren de Norris era o primeiro, na frente de Leclerc e Antonelli, e na paragem de Hamilton, um dos seus mecânicos tropeçou e ficou magoado, mas sem grandes consequências. 


No meio da corrida, Norris, agora na frente, aguentava as investidas de Leclerc, com Antonelli perto deles e Max a seguir. Hamilton, no meio disto tudo, era sexto, depois de cumprir a sua penalização. Na frente, Leclerc estava a apanhar o piloto da McLaren e conseguiu passá-lo, para ficar com a liderança. Antonelli apanhou-o logo a seguir, na volta 26, e o piloto da Mercedes ficou com o segundo lugar. Norris era terceiro, mas logo a seguir Max aproximou-se, e na volta 29, era passado. Aqueles pneus duros já perdiam a sua eficácia... na volta 31, ele foi às boxes, trocando para médios. A troca foi lenta, e ele caiu para oitavo. 

Nessa altura, Antonelli tentava apanhar Leclerc e nesta altura já estava a menos de dois segundos do piloto da Ferrari. O italiano passou as voltas seguintes a aproximar-se, usando a energia do seu carro para o apanhar, enquanto o monegasco preparava-se para defender, de forma agressiva, se fosse preciso. Contudo, quando Antonelli ficou com o comando, na volta 34, não houve grande reação de Leclerc... naquele momento, porque pouco depois, o monegasco tentou reagir, apanhando-o.

E tudo isto com ambos a mais de sete segundos de Max, que era terceiro. 

Na parte final, Antonelli aguentou a investida de Leclerc, afastando-se ligeiramente, mas decisivamente, do piloto da Ferrari, enquanto no quarto posto, Piastri aguentava Hamilton o mais que podia, até que na volta 40, o veterano passou o piloto da McLaren na reta Kemmel para ser quarto. 

Na bandeira de xadrez, Antonelli conseguia a sua sexta vitória na temporada, e melhor ainda, com o seu companheiro e rival Russell de fora, serão mais 25 pontos que consegue, nesta luta pelo campeonato. Mais um pódio para Leclerc, e sobretudo, para Max, que bem precisa numa temporada onde o seu Red Bull não é o melhor carro do pelotão. Nem o segundo ou o terceiro melhor...


Agora, a tenda irá se desmontar rapidamente, porque no próximo fim de semana, estarão em Budapeste para um último espectáculo antes das férias do verão. 

quinta-feira, 16 de julho de 2026

Youtube Formula 1 Video: As primeiras voltas no Madring

A mais nova pista automobilística de Espanha, o Madring, só acontecerá em setembro, mas a Ferrari aproveitou uma oportunidade para gastar alguns dos 300 quilómetros que tem disponíveis para publicidade no sentido de levar Lewis Hamilton e Charles Leclerc para uma pista em acabamentos e dar as primeiras voltas.

Pelos vistos, parece ser interessante, especialmente aquela curva em "relevé", que faz lembrar a que foi construída em Zandvoort. Este video é essencialmente, "onborads" tiradas quer nos carros de Charles Leclerc e de Lewis Hamilton.  

domingo, 5 de julho de 2026

Formula 1 2026 - Ronda 9, Silverstone (Corrida)


Ainda não chegamos à metade da temporada, mas é bom ver a Formula 1 chegar a mas um clássico do automobilismo, mais de 75 anos depois do seu começo, mesta pista, e no ano do centenário do primeiro GP da Grã-Bretanha, que aconteceu em Brooklands, o primeiro circuito permanente do mundo, que sendo construído por aristocratas que tinham horror pelo odor popular, tinham o seguinte lema: "a gente certa, sem enchentes". Um pouco classista, não acham?

Mas agora, em 2026, a Formula 1 deseja as bancadas cheias de espectadores, porque é o sinal do sucesso, e não quer saber a sua origem social, porque o que importa é terem o dinheiro para pagar o bilhete e gastá-lo nas bancas ao lado das bancadas, não se importando que partes do corpo vendeste para ver ao vivo e a cores Lewis Hamilton, George Russell, Lando Norris ou Kimi Antonelli, Max Verstappen e Charles Leclerc. Aliás, havia uma bancada só para ver Norris, com o padrão do seu capacete e o amarelo vivo nos seus bonés! 

Antes de partir, sabia-se os pneus que iriam usar: todos começariam com médios, e uma só paragem até ao final. 


Na partida, Kimi Antonelli não largou bem, e foi o suficiente para ser engolido pelos Ferrari. Primeiro Leclerc, depois Hamilton, e em três curvas, o líder do campeonato era terceiro. Russell era quarto, mas tinha de aguentar a investida de Isack Hadjar, quinto e com vontade de passar o piloto da Mercedes. No fundo da tabela, Alex Albon tocou na traseira de Ollie Bearman e tinha o bico danificado, indo às boxes e regressando no fim do pelotão.

Nas voltas seguintes, os Mercedes tentaram recuperar o tempo perdido, especialmente Kimi Antonelli, o melhor dos Flechas de Prata naquele momento. Na volta 11, o piloto italiano conseguiu passar Hamilton para ser segundo classificado. 

O primeiro a parar para trocar de pneus foi Piastri, que colocou duros e regressou no fundo do pelotão, ao mesmo tempo que Alex Albon. Na frente, os Ferrari pareciam controlar os Mercedes, com Lecelrc a estar na frente de Antonelli, numa distância que há roçava os cinco segundos, com Hamilton e Russell a não estarem muito longe. O segundo piloto da Mercedes nesta altura, estava a ser pressionado fortemente por Max Verstappen, colado à sua traseira, mas não estava perto o suficiente para o atacar. Max conseguiu passá-lo na volta 18, antes de ir para as boxes, trocar para duros, mostrando que iria ir até ao fim.

Na volta 22, o Safety Car Virtual foi acionado por causa de... um guarda-chuva (tipicamente britânico...), mas demorou apenas uma volta, enquanto Russell e Hamilton foram ás boxes na volta 24, com o britãnico da Ferrari a queixar-se porque ele achava que os seus pneus ainda estavam bons. Duas voltas depois, e a meio da corrida, Leclerc foi às boxes colocar duros, deixando Antonelli na liderança, com 17 segundos de vantagem sobre o monegasco, com Lando Norris em terceiro, quatro segundos mais abaixo.


Nesta altura, Hamilton estava na traseira de Russell e determinado em passá-lo, apesar de ambos estarem a lutar pela quinta posição. E enquanto faziam isso, aproximavam-se da traseira de Max Verstappen, o quarto classificado. Os três iriam ganhar um lugar na volta 29 quando Lando Norris ia às boxes para colocar duros, caindo para sexto. Instantes depois, Hamilton apanhou Russell para o passar na curva Copse, mas o piloto da Mercedes resistiu na curva Maggots, conseguindo ficar com o quarto posto. Mas na curva 32, Hamilton ia voltar a atacá-lo, mas Russell resistia. Tudo isto nas traseiras de Max Verstappen.  

De repente, Russell foi avisado que sofria de um furo lento quando começava a esboçar ultrapassagens a Max Verstappen, e na volta 35, ia às boxes para trocar o pneu danificado, abandonando a luta, especialmente pelo lugar do pódio entre Max e Hamilton. Mais recordações de 2021 estão a aparecer na memória... 

Na volta seguinte, por fim, Kimi Antonelli foi às boxes para colocar os seus pneus, perdendo a liderança para Leclerc. Ele regressava à pista com sete segundos para recuperar e 17 voltas para o apanhar. Um pouco mais atrás, Hamilton começou a pressionar Max porque queria o seu lugar no pódio, e sabendo que os pneus traseiros daquele Red Bull já não estavam tão bons. O piloto da Ferrari conseguiu o que queria na volta 39... e foi bem a tempo, porque entretanto, o Audi de Nico Hulkenberg ficava parado na pista, e o Safety Car Virtual era novamente acionado. 

Norris e Hadjar foram à boxes trocar de pneus, bem como Max, e todos metiam médios. Hamilton estava agora mais tranquilo no terceiro lugar, enquanto Antonelli estava na disposição de apanhar Leclerc, e a 12 voltas do final, o italiano já estava a quarto segundos do monegasco.

Mas na volta 42... um golpe de teatro. Antonelli queixava-se de problemas no carro - parecia um problema de direção - e depois de uma paragem nas boxes, ele regressava na sexta posição. No regresso, tentava manter o carro na pista, mas depois de ter saído, e com dificuldades em manter o ritmo, ia novamente nas boxes para tentar resolver o problema. Regressou à pista na décima posição, com o objetivo de terminar nos pontos, mas Antonelli continuava a queixar-se de que o problema era mais fundo.

Na frente, a Ferrari estava a ter uma tarde gloriosa: Leclerc na frente de Hamilton e mais de vinte segundos de diferença entre os dois, e ambos a controlarem Max Verstappen. 


Mas a quatro voltas do fim, novo golpe de teatro na corrida: Max sai de pista a alta de velocidade na curva Stowe, e o Safety Car não era virtual, era real. A Red Bull disse depois que tinha sido por causa de um problema na asa traseira, e pediu desculpas a Max. Todos iriam se juntar para as quatro voltas finais. Alguns pilotos iam às boxes para trocar os seus pneus uma segunda ou terceira vez, colocando... moles, e na saída das boxes, Russell, que tinha ficado na pista, era segundo, na frente de Lewis Hamilton, que tia colocado novo jogo de pneus. 

A ideia era que o Safety Car saísse na volta final, mas... isso não aconteceu. Depois de tantos problemas em alguns dos carros da frente, e das brigas por posição, o final é anti-climático. Charles Leclerc ganhou a sua primeira corrida desde 2024, e Kimi Antonelli acabou por ser penalizado em cinco segundos por causa dos seus "corta-matos" - ignorando os comissários que ele tinha problemas, não ganhava nada com isso - e caia para fora dos pontos por causa do ajuntamento. 

Russell ganhava pontos com este final - ironicamente, ele tinha tido problemas antes disto tudo acontecer - e no final da corrida, a FIA explicou toda esta confusão: o regulamento fala que é preciso dar uma volta inteira depois que deixarem passar os retardatários, e a mensagem de que a corrida seria reiniciada foi um erro de sistema. Enfim... se calhar não seria má ideia ou colocar a bandeira vermelha, por ter acontecido a menos de cinco voltas da corrida, ou então, ir à Formula E e copiar os seus regulamentos neste capitulo, que acrescentam algumas voltas extra. Enfim...


Agora, são duas semanas até Spa-Francochamps, e mais duas corridas até à paragem de verão. E tudo isto com os cinco primeiros separados por 83 pontos. Nada mau, para uma temporada que se temia aborrecida!

segunda-feira, 15 de junho de 2026

Norris avisa: A Ferrari tornou-se na referência do pelotão


Lando Norris deixou um aviso após o GP de Espanha e a vitória de Lewis Hamilton: a Ferrari tem tudo para ser a referência absoluta do atual pelotão da Formula 1. Segundo o campeão do mundo de 2025, os carros de Hamilton e de Charles Leclerc já possui o carro mais competitivo nas curvas e apenas uma limitação de potência impede um domínio mais evidente, apesar da Mercedes ter ganho todas as corridas até à prova de Barcelona.

 “Temos sorte que a Ferrari não tenha um motor melhor neste momento. Se tivesse um motor melhor, estaria a dominar. Eles são a referência do pelotão em termos de desempenho em curva neste momento”, começou por afirmar Norris após a corrida catalã.

O piloto da McLaren, e atual campeão do mundo, foi ainda mais longe na avaliação da ameaça representada pela Ferrari, admitindo que a diferença actual ao nível do chassis é significativa para a sua equipa.

Nós nem sequer estamos perto deles. Essa é a realidade. Estamos muito, muito longe de onde precisamos de estar. Se eles conseguirem melhorias no lado do motor, vão envergonhar toda a gente. Precisamos realmente de nos concentrar e perceber que melhorias podemos fazer.”, concluiu.


Tudo isto acontece depois da Scuderia ter estreado a evolução do seu chassis neste final de semana. Com oito atualizações, o carro tornou-se melhor em termos de comportamento do monolugar, sobretudo em curva, colocando a equipa de Maranello numa posição que impressionou os adversários, mesmo com as ajudas de Hamilton em termos de Virtual Safety Car, durante a corrida.

Para além disso, a Ferrari foi beneficiada no sistema ADUO, criado pela FIA, onde na avaliação mais recente, o seu motor era quatro por cento inferior à referência estabelecida pela Red Bull Powertrains, e com isso, poderá colocar duas evoluções do motor nesta temporada e outras duas em 2027, logo, aumentando as chances de competividade dos carros vermelhos.

domingo, 14 de junho de 2026

Formula 1 2026 - Ronda 7, Catalunha (Corrida)


A pista da Catalunha, construída em 1991, a tempo do GP de Espanha, em outubro, ganhou a reputação de ser uma corrida aborrecida, porque máquinas e pilotos habituaram-se tanto a testar ali que se tornou numa pista sem segredos. Contudo, em 2026, ela perdeu o estatuto de ser a corrida espanhola - irá para o Madring - e a partir de 2027, ele só aparecerá ano sim, ano não, em rotação com Spa-Francochamps.

A corrida acontece uma semana depois da corrida de Monte Carlo, e a grande dúvida era saber se, por exemplo, os Mercedes conseguiriam ser mais dominantes que o costume, contra uns Ferrari que - pelo menos do lado de Lewis Hamilton - parecem estar em forma, contra os McLaren que querem mostrar que os seus problemas são uma coisa temporária. E claro, com a pole de George Russell, ele vai querer diminuir a diferença para um Antonelli que parece ser imparável. 

Como ontem, máquinas e pilotos encaravam a corrida debaixo de calor, e George Russell poderia ter o seu maior rival na segunda fila, logo, a chance de conseguir um bom resultado era grande. Mas ele deverá ter en conta que a seu lado está Lewis Hamilton, e está na sua melhor forma desde que chegou à Ferrari. E claro, Lando Norris também tem de ser considerado nas chances para a vitória. Em suma, quatro candidatos ao título, três deles... britânicos.

Teremos 66 voltas para ver até que ponto tudo isto será verdade... ou haverá algo inesperado. E para começar, Max Verstappen e Lewis Hamilton iráo começar de... moles!


Na partida, Russell partiu muito bem e ficou com o comando, seguido por Hamilton e Antonelli, Norris e Max. Atrás, Isack Hadjar perdia posições, chegando até a sair da pista, mas no inicio da volta 3, estava a recuperar posições, passando o Williams de Carlos Sainz Jr. Ao mesmo tempo, Arvid Lindblad tinha um aviso por ter ganho vantagem numa ultrapassagem.

Na volta 8, Leclerc conseguiu passar Oscar Piastri na curva 4, a mesma onde ele se despistou no dia anterior, para ser sétimo classificado de forma provisória. Quatro voltas depois, Hamilton é o primeiro a ir às boxes, colocar duros e regressar em sétimo. A seguir foi Liam Lawson, também para meter duros no seu Racing Bulls. Max Verstappen e George Russell faziam o mesmo na volta seguinte, para meter duros, e na volta 14, Lando Norris também ia às boxes, também para colocar duros. Antonelli e Piastri foram trocar de pneus na volta 15, dando a Leclerc a liderança da corrida, que manteve por algum tempo, enquanto Russell se aproximava do piloto da Ferrari.

Leclerc acabou por ir às boxes na volta 17, regressando em sexto, na frente de Oscar Piastri, numa altura em que na Cadillac, Valtteri Bottas era a segunda retirada do ano, depois de Lance Stroll, no seu Aston Martin, algumas voltas antes.


A partir daqui, Russell tentava afastar-se de Hamilton, mas a diferença raramente era superior a dois segundos, com Antonelli em terceiro. Com o passar das voltas, lentamente, Russell escapava de Hamilton, enquanto Antonelli aproximava-se do piloto da Ferrari, pelo segundo lugar. Hamilton foi às boxes na volta 28, para a sua segunda troca de pneus, colocando médios e regressando em sétimo, atrás de Piastri. Pouco depois, na volta 29, ele passou o piloto da McLaren para ser sexto.

Verstappen parava pela segunda vez na volta 30, colocou duros e regressou na sétima posição, numa altura em que Antonelli começava a pressionar Russell na liderança da corrida. Na volta 33, começaram as lutas pela liderança, com Russell a manter o comando. Três voltas depois, Russell, que era quarto, ia às boxes pela segunda vez, para trocar para duros. Na volta a seguir, Russell ia às boxes para colocar duros e cedia o comando para Antonelli. Que ia às boxes na volta seguinte, colocando duros e regressando na terceira posição, pois Hamilton ainda não tinha colocado.

Leclerc foi às boxes na volta 41, depois de ser passado por Russell, e na mesma altura em que Fernando Alonso estava parado na berma, sendo a quinta desistência da corrida. O suficiente para o Safety Car Virtual, e alguns pilotos como Lewis Hamilton, aproveitaram para ir às boxes. No caso do britânico, colocou duros e manteve a liderança. Com o regressar da corrida, o piloto da Ferrari já tinha três paragens, mais um que os Mercedes, mas ele estava na frente deles. Parecia ser uma jogada de génio...

Atrás, parecia que Antonelli ia aos limites e para além deles, arriscando a ficar com uma penalização de cinco segundos e ficar sem um lugar no pódio. Mas também com o passar das voltas, viamos outra coisa: Hamilton conseguia distanciar-se de Russell e parecia ter a corrida sob controle. A dez voltas do final, ele tinha uma vantagem de 12,5 segundos, com Antonelli a pressionar o seu companheiro de equipa. 


Nas voltas finais, gente como Isack Hadjar ia às boxes e metia moles, para ver se conseguir ser mais performativo nestas voltas finais, mas na frente, com Hamilton tranquilo, os Mercedes começaram a brigar pela segunda posição, quando Antonelli atacou na volta 61, com Russell a não conseguir defender-se. Mas Antonelli no segundo lugar foi sol de (muito pouca) dura pois, na volta 62, inesperadamente, Kimi Antonelli e Charles Leclerc, separadamente, tinham problemas de motor e de sistemas eletrónicos, parando em lugares diferentes da pista. Safety Car Virtual e parecia que o final iria ser anti-climático...

Acabou por não acontecer, e com Novak Djokovic a agitar a bandeira, Lewis Hamilton dava à Ferrari a sua primeira vitória do ano, e para o veterano britânico, e o seu primeiro triunfo desde a sua chegada à Scuderia. Russell foi segundo, Norris terceiro, e apesar de serem todos em equipas diferentes, o pódio era todo britânico: o primeiro em 57 anos. 


Com isto, a Mercedes já não é invencível, e Antonelli não irá pontuar em todas as corridas da temporada. Mas ele mantêm o comando do campeonato, 41 pontos na frente de Lewis Hamilton. Agora são duas semanas antes do Red Bull Ring, mais uma pista clássica para correr, e ainda nem chegamos a meio do ano. 

domingo, 24 de maio de 2026

Formula 1 2026 - Ronda 5, Canadá (Corrida)


Montreal é a maior cidade da província do Quebec, o único de maioria francesa na Confederação Canadiana. A Formula 1 vem ao país desde 1967, com algumas interrupções pelo meio - algumas por causa de desacordos entre cervejas (!) - mas desde 1978 que escolheram um lugar: a ilha de Notre-Dâme, no outro lado da cidade de Montreal, depois de atravessarem o Rio São Lourenço, o segundo mais navegável da América do Norte, apenas batido pelo Mississipi.

Numa corrida a acontecer um pouco mais cedo que o habitual - normalmente é a meio de junho - está a ser interessante saber de duas coisas: a primeira, que as ideias iniciais de domínio não está a ser assim tão forte da parte das Mercedes, e dentro da própria equipa de Brackley, se George Russell esperava um passeio rumo ao título, Andrea Kimi Antonelli não está a deixar que as coisas sejam assim tão fáceis. Há luta, e os fãs gostam, mesmo com todos estes problemas nos carros. 

E para potencialmente baralhar as coisas, neste domingo, chove na maior cidade do Quebec. 


Depois da parada de pilotos, soube-se que Lance Stroll, o herói local, iria largar da corrida das boxes, por causa dos constantes problemas do seu Aston Martin, mas ele até largou. Quem não teve essa sorte foi Arvid Lindblad, que depois da partida falsa - lá iremos, daqui a algumas linhas - o carro não arrancou mais. Nessa altura, os pilotos que estavam na grelha, calçavam... quatro tipos de pneus. Os McLaren, por exemplo, queriam começar com intermédios, porque achavam que a pista estava demasiado húmida para colocarem já os "slicks". A mesma tática seguia os Cadillac e os Audi, especialmente Nico Hulkenberg. O resto, de moles, excepto os Red Bull, que iam partir com médios.

A corrida demorou a começar, porque com o chegar - e o passar - da hora, os carros demoraram mais um bocado por causa do estado do asfalto, no qual os organizadores queriam que secasse mais um pouco. E na primeira tentativa... não se apagaram. Quando, por fim, as luzes se apagaram - com menos uma volta na contabilidade - os pilotos com os intermédios começaram, aparentemente, a ter vantagem, com Lando Norris a deixar os Mercedes para trás, porque esses pneus conseguiam ser eficazes. 


Mas foi sol de pouca dura... ou algumas centenas de metros, se quiserem. Oscar Piastri, que perdeu alguns lugares nas curvas iniciais, foi logo às boxes no final da primeira volta, e Lando Norris foi na volta a seguir, não sem Kimi Antonelli o apanhar e o passar, mostrando que o tempo dos intermédios tinha acabado, ainda antes de começar. Russell estava a seguir, e Hamilton era terceiro, na frente de Max Verstappen.

As coisas andaram relativamente bem nas quatro voltas seguintes, porque a partir desse momento, a luta entre ambos, que tinha começado ontem, na Sprint Race, iria continuar, para júbilo dos fãs... e de Toto Wolff. Russell passou para a frente na volta 6, mas o italiano não queria desistir, chegando até a travar além do limite, para não perder distância sobre o britânico, seu companheiro de equipa. Atrás, na volta 13, Alex Albon tornava-se na segunda desistência da corrida, depois de ser abalroado por Oscar Piastri na travagem para o gancho e torna-se na segunda desistência da corrida. O australiano teve de trocar de asa da frente, e  claro, ia acabar no fundo do pelotão. Tudo isto ao mesmo tempo que ambos os pilotos da Mercedes debatiam entre eles a liderança da prova, metro a metro, enquanto Max tinha passado Hamilton para ser terceiro. 

E na volta 23, era a vez de Antonelli ficar novamente com o comando da corrida, depois de Russell ter travado muito fundo no gancho, com Verstappen, não muito atrás, a observar, não muito longe. Mas na volta seguinte, foi a vez de Antonelli falhar a travagem e Russell aproveitou. Os pilotos andaram a tocar metro a metro, excitando todos os espectadores que assistiam a tudo na pista. E nenhum deles não queria desistir do primeiro lugar! Mesmo!

E no meio disto tudo, Fernando Alonso retirava, depois de uma corrida onde a certa altura, andou em décimo, logo, nos pontos.


Na volta 30, o momento da corrida: Russell desistia, enquanto liderava, por causa de problemas de motor no seu carro - todo aquele stress tinha deixado o material além do seu limite, pelos vistos - deixando o comando da corrida para Antonelli, e a colocação do Safety Car Virtual na pista. Altura de muitos trocarem de pneus pela única vez, e a corrida recomeçou na volta 33, com Kimi Antonelli no comando, e Max não muito longe, seguido pelo Ferrari de Lewis Hamilton.

Mais problemas - parece que hoje não era o dia dos motores Mercedes - na volta 40, quando Lando Norris desistia, acabando por ser o quinto abandono da prova. Nesta altura, apenas Antonelli, que liderava, Piastri, que estava fora dos pontos, e os Alpine, estavam em pista, eram os Mercedes que funcionavam. Pouco depois, nova amostragem do Safety Car Virtual por causa de Sérgio Pérez. que teve o seu Cadillac a desmontar-se, fazendo com que, nessa altura, apenas 16 carros circulassem na pista.

Pouco depois... nova entrada do Safety Car Virtual por causa dos destroços na pista - bem vistas as coisas, é o habitual no Canadá - e no recomeço, com Kimi um pouco distante de Max, no segundo posto, este, no recomeço, começou a ser assediado pelos Ferrari, especialmente Hamilton, que estava atrás do piloto da Red Bull.

A luta pelos dois continuou até na volta 62, quando o britânico conseguiu passar o piloto da Red Bull e ficar com o segundo lugar, paras a partir dali, aguentar os ataques do neerlandês, que queria o lugar de volta. Pouco depois, uma penalização para o companheiro de Max na Red Bull, Isack Hadjar: stop & go para o francês, mas o francês mantinha o quinto lugar, com uma volta de atraso.

Mas no meio disto tudo, Antonelli triunfa no GP canadiano, conseguindo a sua quarta corrida em cinco nesta temporada, distanciando-se ainda mais da concorrência mais direta, que, melhor para ele... não pontua. Hamilton consegue o seu segundo pódio do ano e o seu melhor resultado da temporada, batendo Max Verstappen, que é terceiro e consegue o seu primeiro pódio de 2026, na frente de Charles Leclerc e Isack Hadjar. 


E foi assim que aconteceu o GP canadiano, uma corrida que, como acontece quase sempre, não desilude.   

sexta-feira, 23 de janeiro de 2026

Apresentações 2026: 6, o Ferrari SF-26


E nesta sexta-feira, 23 de janeiro, foi apresentado o Ferrari SF-26, o carro que será guiado por Lewis Hamilton e Charles Leclerc para a temporada de 2026. Com a pintura a lembrar os carros de 1975 a 1977, altura em que conquistou três títulos mundiais de Construtores e dois de pilotos, com Niki Lauda ao volante, o carro é o primeiro a correr com os novos regulamentos.  A Scuderia espera que o projeto marque uma inversão de tendência e permita regressar às vitórias e à luta pelos títulos, apesar de recentemente, alguns rumores apontarem para problemas no desenvolvimento deste monolugar.

Na apresentação, Lewis Hamilton classificou a temporada de 2026 da Fórmula 1 como um enorme desafio, por causa das alterações regulamentares. Com uma Scuderia sob forte pressão para regressar à competitividade, depois de não ter vencido qualquer corrida em 2025, o piloto sete vezes campeão do mundo sublinhou o carácter exigente do projeto desenvolvido para as novas regras técnicas que abrangem motores e chassis.

Será um ano extremamente importante do ponto de vista técnico, com o piloto a desempenhar um papel central na gestão de energia, na compreensão dos novos sistemas e no contributo para o desenvolvimento do carro.”, começou por afirmar.

O campeonato de 2026 representa um enorme desafio para todos, provavelmente a maior mudança regulamentar que vivi na minha carreira. Quando começa uma nova era, tudo gira em torno do desenvolvimento, do crescimento enquanto equipa e de avançarmos na mesma direção.”, concluiu.

Já no caso de Charles Leclerc, o piloto monegasco destacou o nível acrescido de preparação exigido aos pilotos, frisando a importância do envolvimento desde as fases iniciais do desenvolvimento e a necessidade de rápida adaptação aos novos sistemas.

 “As regras de 2026 exigem um nível ainda mais elevado de preparação, sobretudo para nós, pilotos. Há muitos sistemas novos para compreender e otimizar, razão pela qual estivemos fortemente envolvidos desde as fases iniciais do projeto.", afirmou.

A gestão de energia e a unidade motriz estarão entre os aspetos mais significativos — um desafio fascinante que nos obrigará a adaptar rapidamente, recorrendo primeiro mais ao instinto e depois, cada vez mais, a dados precisos.”, concluiu.


No campo técnico, o seu director, Loïc Serra, explicou que a Ferrari investiu muito tempo na fase conceptual do SF-26, procurando criar uma base flexível para evoluções ao longo da época e integrar de forma eficiente soluções como a aerodinâmica ativa.

"Dedicámos muito tempo à fase conceptual para captar o máximo possível do novo enquadramento regulamentar e técnico. Tivemos também de garantir que a arquitetura do carro nos desse flexibilidade suficiente para desenvolver ao longo da época. Neste contexto, a eficiência e a integração de soluções como a aerodinâmica ativa são cruciais.”, afirmou.

Depois da apresentação, o carro rodou de forma privada em Fiorano, com Lewis Hamilton ao volante. Apesar do mau tempo, o entusiasmo dos "tiffosi" marcou a primeira aparição pública do projeto com que a equipa pretende encarar o novo ciclo regulamentar da Fórmula 1.

quinta-feira, 22 de janeiro de 2026

Noticias: "F1" nomeado para quatro prémios da Academia de Hollywood


Noticias interessantes vindas da Califórnia: saiu esta quinta-feira as nomeações para a 98ª edição dos Prémios da Academia de Hollywood (vulgo, Óscares), e o filme "F1", realizado por Joseph Kosinski e produzido por Jerry Bruckheimer, Brad Pitt e Lewis Hamilton, conseguiu quatro nomeações, entre eles o de Melhor Filme. Os outros são mais técnicos: Melhor Edição, Melhores Efeitos Sonoros e Melhores Efeitos Visuais. 

Com isto, Lewis Hamilton torna-se no primeiro piloto de Formula 1, no ativo ou retirado, a receber uma nomeação.

Ganhará algum? Não sei. Mas posso afirmar que, a par de "Ford vs Ferrari" e "Grand Prix", este é o terceiro filme dedicado ao automobilismo que recebeu nomeações para o prémio mais importante do cinema. 

A cerimónia será a 15 de março, em Hollywood. 

quarta-feira, 12 de novembro de 2025

A tempestade da Ferrari


A Ferrari não está a ter uma grande temporada em 2025, e no fim de semana do GP do Brasil, ambos os pilotos, Lewis Hamilton e Charles Leclerc, não pontuaram na Feature Race. Para piorar as coisas, a Scuderia ainda não ganhou qualquer corrida nesta temporada e foi passada pela Red Bull, que, de todos os pontos conquistados em 2025, só 19 não pertencem a Max Verstappen. 

A direção tem andado silenciosa ao longo desta temporada - afinal de contas, tinham investido bastante em Lewis Hamilton, de 40 anos - mas numa temporada onde ele ainda não conseguiu um pódio, John Elkann resolveu quebrar o silêncio, comparando a situação com a Endurance, onde eles ganharam tudo: o Mundial de Construtores e corridas como as 24 Horas de Le Mans. 

Em declarações à Sky Sports Itália, Elkann afirmou:

Vencemos o campeonato do mundo de Endurance, o que foi uma emoção tremenda. Vencermos os títulos de construtores e de pilotos. Uma bela demonstração de quando a Ferrari está unida é possível fazer coisas grandiosas. O Brasil foi uma enorme desilusão. Olhando para o campeonato de Fórmula 1, podemos dizer que os nossos mecânicos estão a ganhar o campeonato com o seu desempenho e tudo o que fizeram nas paragens nas boxes.

Se olharmos para os nossos engenheiros, não há dúvida de que o carro melhorou. Se olharmos para o resto, não está à altura. E temos certamente pilotos que precisam de se concentrar em pilotar e falar menos, porque ainda temos corridas importantes pela frente e não é impossível conquistar o segundo lugar. No Bahrein, ganhámos o título do WEC. Quando a Ferrari está unida, os resultados aparecem.”, concluiu.

Os pilotos não ficaram muito tempo calados, e usaram as redes sociais para responder. Lewis Hamilton foi enfático na sua conta do Twitter, com ele a segurar a bandeira brasileira: “Apoio a minha equipa. Não desisto de mim. Não vou desistir — não agora, não antes, nunca. Obrigado, Brasil, sempre.

Já Leclerc, na sua conta no Twitter, foi mais pragmático, apelando à união dentro da equipa. “Foi um fim de semana muito difícil em São Paulo. É dececionante regressar com quase nenhum ponto num momento crucial da temporada. Só a união nos pode ajudar a inverter esta situação nas últimas três corridas. Vamos dar tudo, como sempre.


Nos dias que se seguiram às declarações de Elkann, as reações foram mais de tempestade do que de tranquilidade, afirmando que ele fez mais mal que bem, ao atiçar as divisões dentro da equipa, e passar a imagem de que eles são incapazes de dar uma máquina vencedora, e a comparação com a Endurance é injusta porque, por exemplo, o WEC tem o BoP, Balance of Performance, que equilibra "artificialmente" os carros na classe Hypercar, algo que a Formula 1 não tem.

E quem foi mais critico das palavras de Elkann foi... outro campeão do mundo, Jenson Button. Agora na equipa da Porsche da Hypercar, o britânico de 45 anos, respondeu com uma frase na conta da Sky Sports no Instagram: “Talvez o John devesse dar o exemplo.” A crítica de Button recebeu grande apoio por parte dos fãs, que elogiaram a sua franqueza e questionaram a postura pública do presidente da Ferrari. Um dos comentários mais destacados resume o sentimento geral: “Exatamente isto… que falta de profissionalismo. Diz muito sobre a cultura daquela equipa.

O grande problema da Ferrari é este: não ganha um título de pilotos desde 2007, e um de Construtores desde 2008, está a ter uma daquelas temporadas onde não conquistou qualquer vitória, semelhante a 2020 ou 2021. Com Frederic Vasseur ao leme desde 2023, o carro de 2025 não é ideal, e os pilotos, muito provavelmente, estão a levá-lo além do limite. E para piorar as coisas, nada indica que em 2026, com os novos regulamentos, especialmente na parte dos lubrificantes, nada indica que o carro da Scuderia seja um "foguete" e supere a Red Bull, McLaren e sobretudo, a Mercedes. Com a equipa na Endurance a conseguir resultados com uma parcela do orçamento que é gasto na Formula 1 - embora tenham muito mais receitas - isto é uma pressão extra. 

Interferências externas nunca forma a melhor politica. O melhor exemplo foi nos tempos de Michael Schumacher, quando em situações de crise, existia um escudo técnico e executivo, liderado por Luca di Montezemolo, que permitiu a Jean Todt e a Ross Brawn trabalhar sem ruído de gabinete. Mas isso era em 1999. Hoje, mais de um quarto de século depois, enviar recados públicos aos pilotos tem o efeito inverso, cria ruído e desconfiança. 


No final, é simples: um bom carro é meio caminho andado para lutar por vitórias e títulos. Não é fácil, especialmente quando temos Mercedes, Red Bull e McLaren como concorrência, e os pilotos são capazes disso. Mas temo que o mal esteja feito, ainda por cima, na equipa mais antiga no pelotão da Formula 1, e paradoxalmente, a mais escrutinada do planeta. 2026 responderá a muitas perguntas, certamente. E se boa parte delas são negativas, então poderemos estar à beira da tempestade.

domingo, 26 de outubro de 2025

Formula 1 2025 - Ronda 20, Cidade do México (Corrida)


Depois de uma qualificação bem disputada, havia expectativas em relação à corrida mais alta da temporada - alta, no sentido de esta acontecer a mais de dois mil metros de altitude - na Cidade do México. A cinco corridas do final (mais duas corridas sprint), Oscar Piastri parecia estar aflito, depois de um mau final de semana em Austin, beneficiando Max Verstappen, que começa a aproximar-se perigosamente dos carros da McLaren.

Era verdade que Lando Norris tinha conseguido uma excelente pole-position. que lhe fava uma vantagem em relação ao resto, mas se Max Verstappen era apenas quinto, protegido pelos Ferrari, por exemplo, isso não queria dizer absolutamente nada porque a pista tem uma longa reta antes da primeira curva e se um dos pilotos largasse bem, poderia ser o suficiente para ganhar vantagem na travagem.

Antes da partida, boa parte dos pilotos escolheram os seus pneus. Boa parte partia de moles, com excepções: os Red Bull partiam com médios, tentando ficar o mais possível na pista.  Alex Albon, que estava nas últimas filas por causa de uma má qualificação, partia de duros, para ficar o mais possível na pista. Franco Colapinto também saída de duros.


Norris conseguiu ficar melhor na partida, mantendo a liderança perante os Ferraris, mas Max conseguiu também uma boa partida, ficando ao lado dos três primeiros, discutindo a travagem para a primeira curva e a acabar na relva. Parecia que tinha perdido tempo, mas depois acabou por regressar à pista e acabou em quarto lugar no final da primeira volta. Atrás, Oscar Piastri perdeu tempo, caindo para nono, enquanto Liam Lawson sofrera um toque e acabou por substituir o nariz do seu Racing Bulls.

Na volta seis, mais confusão. Hmamilton começou a ser assediado por Max, antes de ele ter travado demasiado fundo, ir para a relva, ele acelerou o suficiente para ficar com o lugar por alguns metros, antes de ser passado por Oliver Bearman, para ser quarto. Hamilyon manteve na terceira posição, Max caiu para quinto. Atrás, Yuki Tsunoda defendia-se dos ataques de Oscar Piastri, paera o oitavo posto. Tudo isto sob os holofotes dos comissários, enquanto na volta 9, Liam Lawson acabava a sua corrida, depois de ter sido batido na partida.

Agora, na volta 10, Mas era assediado por Antonelli, enquanto Bearman ia-se embora. Afinal, o piloto da Red Bull calçava médios, mais resistentes, mas menos velozes. Atrás, Piastri livrava-se de Tsunoda, para ser oitavo, mas já estava relativamente longe dos primeiros. Mas para além disso, os comissários estavam atentos por todas as saídas de pista, e na volta 15, os comissários decidiram penalizar Hamilton por ter saído da pista. E foi forte: 10 segundos. Por esta altura, Norris estava na frente, com uma vantagem de 6,5 segundos sobre Leclerc. Já Piastri estava na traseira de Russell, a pouco mais de meio segundo.

Kimi Antonelli foi para as boxes na volta 23, o primeiro dos dez primeiros a ir trocar de pneumáticos. Ele regressou de médios, enquanto na volta seguinte, foi a vez de Hamilton, que ficará à espera que passem dez segundos para poderem tocar no carro. Ele saiu das boxes na 14ª posição, de médios, e ver se ele terá ritmo para regressar aos pontos. Piastri é quinto mas foi às boxes na volta 25, depois de Oliver Bearman, ambos colocando médios. 

Na volta seguinte, Russell foi às boxes para a sua vez, e quando saiu para a pista, ficou na frente de Oscar Piastri, ou seja, entre eles... tudo na mesma. Na frente, Norris parecia ter tudo controlado, 13 segundos de distância para Charles Leclerc, longe dos Red Bull de Max e Yuki. Nessa altura, Nico Hulkenberg ia às boxes com problemas na sua unidade de potência, sendo a segunda retirada da corrida.

Entretanto, Bearman, com os médios mais novos, aproximava-se de Tsunoda e parecia que o terceiro lugar estava â vista. Na volta 30, Hamilton regressava aos pontos, depois de passar o Sauber de Gabriel Bortoelto. Duas voltas depois, Bearman conseguiu apanhar Tsunoda, sem que o japonês tivesse de trocar de pneus. Nesta altura, Leclerc também parou para trocar de pneus, dando o segundo lugar para Max, que tinha uma desvantagem de... 28 segundos sobre Norris. Que pouco depois, foi às boxes para colocar médios.

Na volta 36, discretamente, Fernando Alonso parava nas boxes para sair de vez da corrida. Terceira desistência deste GP do México. 

Na frente, Norris ia embora de Max, agora com dez segundos de vantagem na volta 37, com Tsunoda a ir às boxes na sua única paragem. Na volta seguinte, era Max, que ia meter moles, e saia para a pista em oitavo. Veremos se terá velocidade suficiente para subir na geral.

Ao mesmo tempo, os Mercedes estavam a lutar entre si, com Antonelli na frente. E Russell estava incomodado por isso por algumas boas razões. A primeira, tinham Piastri atrás deles, e a segunda, tem Max a caminho, com pneus mais favoráveis. Antonelli aguentava-se por alturas da volta 40, porque pela sua frente tinha o Haas de Bearman, e não quer abdicar disso. 

Nessa altura, Norris estava confortável na frente, com... 18 segundos de vantagem sobre Leclerc. Estava a ser uma grande tarde para ele, até então. 

Depois de muitas reclamações, a Mercedes ordenou a Antonelli para que deixasse passar Russell para ver se apanhava Bearman no tal lugar do pódio que estava ao seu alcance. Contudo, Antonelli estava agora a ser pressionado por Piastri para ver se não perdia mais lugares. As coisas continuaram assim até à volta 48 quando Piastri e Antonelli... foram às boxes. O piloto da McLaren saiu melhor que o da Mercedes, numa altura em que Max passou Hamilton para ser sétimo, que depois foi quinto.

Russell e Bearman pararam na volta 49, para a segunda troca de pneus, colocando moles, com o inglês da Haas a sair melhor em quarto. Com isto, Max era terceiro, e tudo indicava que poderia ficar por ali até ao final, porque estes ingleses estavam relativamente longe dele, e Leclerc também decidira ficar, se calhar esperando que mantivesse na pista, por causa dos seus pneus médios. Mas na volta 57, Max estava a oito segundos do piloto da Ferrari, e esta diferença diminuía progressivamente. 

Atrás, Russell tinha mais um problema: Piastri estava a apanhá-lo e a ficar na traseira dele, e o risco de perder o lugar era real. E o australiano tentou a sua sorte a dez voltas do final, no final da reta da meta, passando-o. Russell, sem alcançar o seu objetivo, depois Antonelli ir para o seu lugar, acabando de cair para sétimo.

Na frente, Max apanhava Leclerc para ver se chegava a segundo, e a diferença era de 3,3 segundos na volta 64. E era, de certa forma, aquilo que esperava para a parte final da corrida: Leclerc, com uns médios que degradavam melhor que os moles de Max, com Piastri a tentar apanhar Bearman para ser quarto e não perder muito tempo. Se o neerlandês não tinha problemas em chegar ao pé do Ferrari do monegasco, já Piastri não tinha essa facilidade para apanhar o piloto da Haas. Não com as poucas voltas que faltavam.

Ambos os pilotos estavam prestes a apanhar os seus perseguidos, quando na volta 69... Carlos Sainz Jr. parou na pista, atrás da barreira, e foi o suficiente para que accionassem o Safety Car Virtual, que aparentava ficar assim até à meta... mas ainda deram meia volta. Contudo, o espectáculo já estava estragado, e se Norris ganhava, Max só ficava com o lugar mais baixo do pódio. E com o quinto posto de Piastri... a diferença entre os dois primeiros era de um ponto, com Lando na frente.


A quatro corridas do fim, vai ser um final da temporada de ficar com os cabelos em pé. 

sábado, 24 de maio de 2025

Noticias: Hamilton penalizado em três lugares na grelha


O piloto da Ferrari, Lewis Hamilton, sofreu no final deste sábado uma penalização de três lugares na grelha de partida por parte dos comissários da FIA, passando de quarto para sétimo, depois da qualificação deste sábado. A penalização aconteceu depois de ter sido chamado pelos comissários após terem detetado um aparente bloqueio ao Red Bull de Max Verstappen quando fazia a sua volta rápida na Q1. 

A FIA também puniu outros pilotos, como Lance Stroll, da Aston Martin, em cinco posições, por ter bloqueado o Alpine de Franco Colapinto, na Q1, e Oliver Bearman, da Haas, pelas mesmas razões de Hamilton e Stroll. 

No comunicado oficial, os comissários explicaram o incidente e as razões da sua punição:


"O carro 44 [Hamilton] estava numa volta lenta e saiu da linha de corrida quando se aproximava da Curva 2. O carro 1 [Verstappen] estava a aproximar-se do carro 44 numa volta de aceleração. A equipa informou primeiro o piloto do carro 44 que o carro 1 estava numa volta rápida. Depois, enviaram outra mensagem a dizer que o carro 1 estava a 'diminuir a velocidade', quando, na verdade, o carro 1 estava a sempre numa volta de aceleração e não estava a 'diminuir a velocidade', como sugerido pela equipa. Isto fez com que o Carro 44 acelerasse e se aproximasse da linha de corrida do Carro 1 ao entrar na Curva 3. O Carro 1 teve de reagir ao Carro 44 que se aproximava aparentemente da linha de corrida. Isto significou que o Carro 1 teve de sair da linha de corrida habitual e a volta de aceleração teve de ser abortada pelo Carro 1.

Examinámos cuidadosamente a trajetória seguida pelo Carro 1 nas voltas anteriores na mesma área e determinámos que o Carro 44 entrou de facto na trajetória que o Carro 1 utilizou nas voltas de aceleração anteriores. Isto deixou claro que o Carro 1 foi impedido. O piloto do Carro 44 expressou o seu descontentamento com a mensagem incorreta da equipa imediatamente após o incidente.

Durante a audiência, o facto de a mensagem incorreta da equipa ter levado ao incidente foi aceite pelo piloto do Carro 44. Tal como em incidentes anteriores desta natureza, em que um piloto recebeu informações imprecisas ou incompletas, resultando num carro a perturbar outro, o facto de a mensagem de rádio ter sido a causa do impedimento não constitui um fator atenuante. Assim sendo, impomos a penalização padrão de perda de três posições na grelha.
", concluiu.


Max Verstappen falou depois sobre o incidente, aceitando, de uma certa forma, que Hamilton tinha sido mal informado pela equipa. 

"Ver o carro a bloquear-nos e a alta velocidade... não foi simpático, digamos assim. Mas depois soube de imediato que a equipa lhe disse que eu estava a conduzir devagar enquanto estava claramente a conduzir rápido, por isso não é culpa do Lewis. Já falei rapidamente com o Lewis sobre isso. Esse foi um erro da equipa.", declarou.