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domingo, 14 de junho de 2026

Formula 1 2026 - Ronda 7, Catalunha (Corrida)


A pista da Catalunha, construída em 1991, a tempo do GP de Espanha, em outubro, ganhou a reputação de ser uma corrida aborrecida, porque máquinas e pilotos habituaram-se tanto a testar ali que se tornou numa pista sem segredos. Contudo, em 2026, ela perdeu o estatuto de ser a corrida espanhola - irá para o Madring - e a partir de 2027, ele só aparecerá ano sim, ano não, em rotação com Spa-Francochamps.

A corrida acontece uma semana depois da corrida de Monte Carlo, e a grande dúvida era saber se, por exemplo, os Mercedes conseguiriam ser mais dominantes que o costume, contra uns Ferrari que - pelo menos do lado de Lewis Hamilton - parecem estar em forma, contra os McLaren que querem mostrar que os seus problemas são uma coisa temporária. E claro, com a pole de George Russell, ele vai querer diminuir a diferença para um Antonelli que parece ser imparável. 

Como ontem, máquinas e pilotos encaravam a corrida debaixo de calor, e George Russell poderia ter o seu maior rival na segunda fila, logo, a chance de conseguir um bom resultado era grande. Mas ele deverá ter en conta que a seu lado está Lewis Hamilton, e está na sua melhor forma desde que chegou à Ferrari. E claro, Lando Norris também tem de ser considerado nas chances para a vitória. Em suma, quatro candidatos ao título, três deles... britânicos.

Teremos 66 voltas para ver até que ponto tudo isto será verdade... ou haverá algo inesperado. E para começar, Max Verstappen e Lewis Hamilton iráo começar de... moles!


Na partida, Russell partiu muito bem e ficou com o comando, seguido por Hamilton e Antonelli, Norris e Max. Atrás, Isack Hadjar perdia posições, chegando até a sair da pista, mas no inicio da volta 3, estava a recuperar posições, passando o Williams de Carlos Sainz Jr. Ao mesmo tempo, Arvid Lindblad tinha um aviso por ter ganho vantagem numa ultrapassagem.

Na volta 8, Leclerc conseguiu passar Oscar Piastri na curva 4, a mesma onde ele se despistou no dia anterior, para ser sétimo classificado de forma provisória. Quatro voltas depois, Hamilton é o primeiro a ir às boxes, colocar duros e regressar em sétimo. A seguir foi Liam Lawson, também para meter duros no seu Racing Bulls. Max Verstappen e George Russell faziam o mesmo na volta seguinte, para meter duros, e na volta 14, Lando Norris também ia às boxes, também para colocar duros. Antonelli e Piastri foram trocar de pneus na volta 15, dando a Leclerc a liderança da corrida, que manteve por algum tempo, enquanto Russell se aproximava do piloto da Ferrari.

Leclerc acabou por ir às boxes na volta 17, regressando em sexto, na frente de Oscar Piastri, numa altura em que na Cadillac, Valtteri Bottas era a segunda retirada do ano, depois de Lance Stroll, no seu Aston Martin, algumas voltas antes.


A partir daqui, Russell tentava afastar-se de Hamilton, mas a diferença raramente era superior a dois segundos, com Antonelli em terceiro. Com o passar das voltas, lentamente, Russell escapava de Hamilton, enquanto Antonelli aproximava-se do piloto da Ferrari, pelo segundo lugar. Hamilton foi às boxes na volta 28, para a sua segunda troca de pneus, colocando médios e regressando em sétimo, atrás de Piastri. Pouco depois, na volta 29, ele passou o piloto da McLaren para ser sexto.

Verstappen parava pela segunda vez na volta 30, colocou duros e regressou na sétima posição, numa altura em que Antonelli começava a pressionar Russell na liderança da corrida. Na volta 33, começaram as lutas pela liderança, com Russell a manter o comando. Três voltas depois, Russell, que era quarto, ia às boxes pela segunda vez, para trocar para duros. Na volta a seguir, Russell ia às boxes para colocar duros e cedia o comando para Antonelli. Que ia às boxes na volta seguinte, colocando duros e regressando na terceira posição, pois Hamilton ainda não tinha colocado.

Leclerc foi às boxes na volta 41, depois de ser passado por Russell, e na mesma altura em que Fernando Alonso estava parado na berma, sendo a quinta desistência da corrida. O suficiente para o Safety Car Virtual, e alguns pilotos como Lewis Hamilton, aproveitaram para ir às boxes. No caso do britânico, colocou duros e manteve a liderança. Com o regressar da corrida, o piloto da Ferrari já tinha três paragens, mais um que os Mercedes, mas ele estava na frente deles. Parecia ser uma jogada de génio...

Atrás, parecia que Antonelli ia aos limites e para além deles, arriscando a ficar com uma penalização de cinco segundos e ficar sem um lugar no pódio. Mas também com o passar das voltas, viamos outra coisa: Hamilton conseguia distanciar-se de Russell e parecia ter a corrida sob controle. A dez voltas do final, ele tinha uma vantagem de 12,5 segundos, com Antonelli a pressionar o seu companheiro de equipa. 


Nas voltas finais, gente como Isack Hadjar ia às boxes e metia moles, para ver se conseguir ser mais performativo nestas voltas finais, mas na frente, com Hamilton tranquilo, os Mercedes começaram a brigar pela segunda posição, quando Antonelli atacou na volta 61, com Russell a não conseguir defender-se. Mas Antonelli no segundo lugar foi sol de (muito pouca) dura pois, na volta 62, inesperadamente, Kimi Antonelli e Charles Leclerc, separadamente, tinham problemas de motor e de sistemas eletrónicos, parando em lugares diferentes da pista. Safety Car Virtual e parecia que o final iria ser anti-climático...

Acabou por não acontecer, e com Novak Djokovic a agitar a bandeira, Lewis Hamilton dava à Ferrari a sua primeira vitória do ano, e para o veterano britânico, e o seu primeiro triunfo desde a sua chegada à Scuderia. Russell foi segundo, Norris terceiro, e apesar de serem todos em equipas diferentes, o pódio era todo britânico: o primeiro em 57 anos. 


Com isto, a Mercedes já não é invencível, e Antonelli não irá pontuar em todas as corridas da temporada. Mas ele mantêm o comando do campeonato, 41 pontos na frente de Lewis Hamilton. Agora são duas semanas antes do Red Bull Ring, mais uma pista clássica para correr, e ainda nem chegamos a meio do ano. 

sábado, 13 de junho de 2026

Formula 1 2026 - Ronda 7, Catalunha (Qualificação)


Depois das semanas onde as corridas aconteciam de fora espaçada, agora, as coisas começam a acelerar. Do Mónaco para Barcelona são pouco menos de 700 quilómetros, logo, se perdes oito horas de estrada para percorrer essa distância, ter uma semana de distância entre duas corridas é perfeitamente plausível. 

Mas apesar de terem apenas alguns dias entre duas corridas, o pelotão esteve bem agitado, especialmente porque andaram alguns dias a discutirem as penalizações e - incrivelmente, mas real - uma penalização foi revertida, e teve a ver com um pódio: a Alpine recorreu da penalização de dez segundos, que lhes tirou um pódio certo, por causa de um erro na medição. Eles provaram isso, e no final, a FIA não teve outra chance senão devolver o terceiro posto para Pierre Gasly. Enfim, acabou tudo em francês...

E outra curiosidade: como será o Charles Leclerc com o mesmo tipo de travões de Lewis Hamilton?

Num ano onde a Espanha volta a ter duas corridas no seu território, quase década e meia - a última vez foi em 2012, quando Valencia acolheu o GP da Europa - e com Madriring ainda a em construção - é só daqui a três meses - a Formula 1 chega em fim de semana de Le Mans (eles não respeitam as outras categorias...) e em plena canícula. Mais de 30ºC na hora da qualificação.

A ação em pista arrancou num ritmo tranquilo. Demorou até marcar um tempo, até que a Alpine e a Ferrari de Charles Leclerc foram para a pista. Pouco depois, Max Verstappen conseguiu o melhor tempo provisório, antes de ser eclipsado por um fulgurante Charles Leclerc, no seu Ferrari, e logo a seguir, pelas Flechas de Prata. George Russell foi melhor que Kimi Antonelli, saltando para a liderança provisória. Mas pouco depois, um Lewis Hamilton em grande forma rouba-lhe o melhor tempo da sessão, com 1.15,625.

À entrada para os minutos finais, formou-se uma fila cerrada no pitlane, mas era para os aflitos: Alex Albon, Nico Hylkenberg e Esteban Ocon tentaram a sua sorte. Todos melhoraram, mas no final, por exemplo, Albon e Ocon acabaram por ficar para trás, fazendo companhia aos Aston Martin - Lance Stroll melhor que Fernando Alonso - aos Cadillac, com Sérgio Perez a ficar com o 19º melhor tempo, melhor que o seu companheiro, Valtteri Bottas


Poucos minutos depois, era a altura da Q2, onde o calor continuava a bater no solo, logo, os pilotos decidiram usar moles usados. Os primeiros a saltarem para a frente foram Oscar Piastri e Charles Leclerc, que faz 1.15,281, antes de Russell fazer um tempo melhor em 58 centésimos.

A parte final não teve história, com Nico Hulkenberg a fazer um tempo para entrar na Q3, com o resto a tentar entrar, como Arvid Lindblad, no seu Racing Bulls, ou Gabriel Bortoleto, companheiro de equipa de Hulkenberg na Audi, mas eles não conseguiram, e ficaram de fora da Q3, a fazer companhia aos Alpines de Franco Colapinto e Pierre Gasly, o Haas de Oliver Bearman, o Williams de Carlos Sainz Jr.

E agora, era a hora da Q3.


A qualificação começava com uma bandeira vermelha, quando a oito minutos do fim, e começava-se a tentar marcar os primeiros tempos, quando Charles Leclerc despistava-se na Curva 4, batendo contra o muro de proteção. O piloto monegasco não marcava tempo, e iria ficar com o décimo tempo. Demorou algum tempo até que os comissários tirarem o Ferrari do lugar, descobrindo-se depois que o despiste se deveu a uma falha eletrónica.

No regresso, os primeiros a marcar um tempo foi os McLaren de Oscar Piastri, que marcava 1,15,176, antes de Andrea Kimi Antonelli marcar 1.15,414, e ficar com o terceiro melhor tempo. Imediatamente a seguir veio George Russell, que marcou 1.15,145 e ficou com o topo da tabela de tempos. Hamilton conseguiu apenas o sexto melhor tempo, nesta primeira passagem.

Na parte final, no minuto final, os pilotos foram para a pista e marca aquela que tinha de ser o seu tempo definitivo. E os Mercedes estavam bem melhor que o resto do pelotão: Antonelli baixou do 1.15, com 1.14,998, mas Russell vinha bem melhor, e conseguiu 1.14,679, e ficou com a pole definitiva. Mas os Flechas de Prata não iriam monopolizar a primeira fila porque pouco depois, Lewis Hamilton conseguiu o segundo melhor tempo, com 1.14,743, enfiando-se entre os dois Mercedes. Quem diria? O velho burro ainda consegue sacar uns truques da cartola.


Agora, é a altura da corrida, neste domingo. Normalmente, tem fama de aborrecido, mas com este calor, nunca se sabe... 

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2026

Noticias: Barcelona fica no calendário até 2032


O Circuito de Barcelona fica até à temporada de 2032 no calendário da Formula 1, mas ao contrário do que acontecia até aqui, a partir de 2028 irá correr-se ano sim, ano não, alternando com uma pista do qual ainda não se sabe qual, mas poderá ser Spa-Francochamps. 

Segundo conta esta segunda-feira o site elPeriodico.com, o contrato entre ambas as partes - FOM e o governo regional da Catalunha - já foi assinado e a corrida está formalizada sob o nome de Grande Prémio de Fórmula 1 de Barcelona-Catalunha, que fará a sua estreia esta temporada. O acordo estipula um formato de anos alternados a partir de 2026, altura em que terminaria o anterior contrato entre o Circuito e a Fórmula 1. 

Assim sendo, o circuito catalão acolherá a prova em 2028, 2030 e 2032, para além da prova agendada para 14 de junho de 2026.

Tudo isto acontece num ano em que a pista de Madriring se estreará no calendário da Formula 1. A pista, cujo contrato se estenderá até 2035, sem alternar anos, receberá o GP de Espanha, e em 2028, teremos uma situação onde a Peninsula Ibérica receberá três Grandes Prémios, pois nessa altura será o segundo ano do contrato com o GP de Portugal. Algo que só aconteceu por uma vez, em 1994.

Resta saber com quem alternará o circuito de Barcelona. O candidato numero um é a pista de Spa-Francochamps, porque o icónico circuito belga tem contrato válido até 2031, com um sistema de alternância que o coloca no calendário em 2026, 2027, 2029 e 2031. Estas datas coincidiriam com as de Barcelona, ​​que estará presente em 2028, 2030 e 2032, para além do dia 14 de junho de 2026.

domingo, 23 de outubro de 2022

WRC 2022 - Rali da Catalunha (Final)


Sebastien Ogier acabou por levar a melhor, alcançando a sua primeira vitória na era híbrida do WRC, e também se tornou na sexta vitória diferente nesta temporada. O piloto francês acabou com 16,4 segundos sobre Thierry Neuville, no seu Hyundai, e 34,5 sobre Kalle Rovanpera, noutro Toyota, que bateu por cerca de 10 segundos o quarto classificado, o Hyundai de Ott Tanak.

Com o dia de hoje com apenas quatro especiais - passagens duplas por Pratdip e Riudecanyes - o dia começou com Dani Sordo a triunfar, ganhando com 0,3 segundos na frente de Thierry Neuville, e Kalle Rovanpera em terceiro, a 0,4. O belga reagiu, triunfando em Riudecanyes, com 3,4 segundos de vantagem sobre Ogier e 4,3 sobe Sordo. Kalle Rovanpera e Elfyn Evans sofreram furos e perderam tempo: o finlandês, 13,2 e o galês, 21,2.

 Ogier foi mais cauteloso e justificou o porquê:

"Soube antes do início [da especial] que Elfyn e Craig tiveram problemas. Acho que havia um lugar complicado perto do final e eu estava planeando evitá-lo de qualquer maneira porque não corro riscos. Há como um pequeno buraco e, se você entrar, o impacto é muito forte para os pneus.", disse.

A cautela nesta especial compensou com o melhor tempo na segunda passagem por Pratdip, ganhando 1,7 segundos a Neuville e 1,9 a Tanak. E ele confirmou o dominio na Power Stage, triunfando com 0,6 segundos sobre o belga, 1,8 sobre Rovanpera e 2,5 sobre Tanak. No final, tudo confirmado para o piloto francês, que com este segundo pódio seguido, subiu para o sexto posto da geral, agora com 85 pontos.

Depois dos quatro primeiros, Dani sordo foi o quinto, a 1.16,5 segundos, deixando para trás Elfyn Evans, a 1.51,1. Sétimo foi Katsuta Takamoto, não muito longe do galês, a 2.19,1, com Adrien Formaux relativamente perto do piloto japonês, a 2.38,4. Craig Breen foi o nono, a 2.43,0 - na despedida do seu navegador, o irlandês Paul Nagle - e a fechar o "top ten", o carro de Pierre-Louis Loubet, a 3.25,1.

O Mundial de rali termina no Japão, entre os dias 10 e 13 de novembro.  

sábado, 22 de outubro de 2022

WRC 2022 - Rali da Catalunha (Dia 2)


Sebastien Ogier é o líder do rali da Catalunha, concluídas que estão as sete especiais deste sábado. O piloto francês tem agora uma vantagem de 20,7 segundos sobre Thierry Neuville, e 22,1 sobre o finlandês Kalle Rovanpera, noutro Toyota. Ott Tanak é o quarto, a 36,6 segundos do primeiro.

Com as especiais a acontecerem à volta de Salou, passagens duplas em Savallà, Querol-Les Pobles e El Montmell, o dia começa com Neuville a ganhar a especial, ganhando 0,9 segundos sobre Sebastien Ogier e 1,5 sobre Rovanpera. Ogier reagiu em Querol-Les Pobles, triunfando sobre Neuville, com uma diferença de 2,6 segundos. Rovanpera é o terceiro, a 4,3. A proba está a ser competitiva, como diz o próprio Neuville, no final desta especial.

"Foi uma corrida sem problemas para nós. Ainda estamos trabalhando um pouco no carro e, novamente, quando fica sujo, começo a perder a sensação no carro e não conheço os limites. Estou apenas tentando dirigir o melhor que posso, mas ainda temos algum trabalho a fazer. Sinto que há mais desempenho por vir se encontrarmos as configurações certas.", disse o belga da Hyundai.

Ogier terminou a manhã no primeiro lugar, voltando a ser o melhor, mas esta ficou marcada pelo acidente de Gus Greensmith, onde destruiu o seu Ford e obrigou à interrupção da classificativa.

A tarde começou com Ogier a triunfar novamente, 2,2 segundos na frente de Tanak e 2,3 sobre Rovanpera. E continuou na segunda passagem por Querol-Les Pobles, 3,3 sobre Tanak e 3,9 sobre Rovanpera. Contudo, parte ficou neutralizada depois do acidente do Polo R5 de Stephane Sarrazin, mas nisto, Ogier não estava perturbado. "É muito bom - eu realmente gosto deste tipo de classificativas. Desde que fiquemos fora de problemas, tudo bem. Você nunca sabe o que pode acontecer, então precisamos continuar fazendo o mesmo.", disse o francês.

Na segunda passagem por El Montermell, Dani Sordo acabou por ser o melhor, cinco segundos na frente de Neuville e 5,1 sobre Ogier. O belga queixava-se da subviragem no seu carro. "Tive muita subviragem em toda a etapa. Tentei estar na trajetória correta e não cometer erros. Foi uma tarde difícil porque tentei afinações diferentes e o desempenho foi diminuindo.", disse.

No final do dia, em Salou, Tanak foi o melhor, igualado por Neuville, com Ogier a 0,8. Rovanpera foi o quinto, a 1,8 insuficiente para manter o segundo posto a favor do belga. 

Depois dos quatro primeiros, Dani Sordo é o quinto, a uns distantes 1.13,2, seguido por Elfyn Evans, a 1.27,6. Craig Breen é o sétimo, a 1.39,7, e Katusta Takamoto é o oitavo, a 1.58,6 e a fechar o "top ten", estão os franceses Adrien Formaux, no Ford, a 2.13,7, e Pierre-Louis Loubet, a 2.59,2.

O rali da Catalunha termina amanhã, com a realização das últimas quatro especiais. 

sexta-feira, 21 de outubro de 2022

WRC 2022 - Rali da Catalunha (Dia 1)


Sebastien Ogier é o melhor, concluídas as oito primeiras especiais do Rali da Catalunha. O piloto da Toyota esteve em duelo com o seu companheiro, Kalle Rovanpera, e os Hyundais de Ott Tanak e Thierry Neuville pela liderança, com os quatro primeiros a ficarem separados por meros 20 segundos. Ogier e Rovanpera estão separados por 4,8, e Neuville aparece a 12,5.

Depois do "shakedown", o dia de hoje tinha passagens duplas por Els Omells - Maldà; Serra de la Llena;  Les Garrigues Altes e Riba-roja, o dia começou com Rovanpera, o novo campeão do mundo, a ser mais rápido que a concorrência, ganhando 1,2 segundos a Neuville e 1,5 a Tanak. Ele regressou aos triunfos na segunda especial, desta vez ganhando 2,1 segundos a Neuville e três segundos a Elfyn Evans. Tanak atrasou-se devido a problemas no seu sistema híbrido do seu Hyundai, caindo para quinto.

Ogier foi o mais rápido na especial seguinte, e foi bem veloz. Deu 3,3 segundos a Neuville e 3,5 a Tanak. Rovanpera perdia 8,2 segundos e caía para terceiro. E na última especial da manhã, o belga foi o melhor, conseguindo 1,8 segundos sobre Tanak e 2,4 sobre Ogier, mesmo com o belga a ter problemas por causa de uma fuga de óleo.


"Tivemos uma corrida limpa. A estratégia de pneus não foi tão fácil esta manhã e estava um pouco no limite aqui, mas o equilíbrio não foi tão ruim no carro. Eu estava mesmo a gostar.", disse Neuville.

A tarde começou com Ogier a triunfar, com 1,4 segundos na frente de Tanak e 2,7 sobre Dani Sordo e Elfyn Evans, suficiente para que o francês passar para a frente do rali, 3,2 segundos na frente de Neuville e 6,5 sobre Rovanpera. O finlandês atacou e triunfou na sexta especial, com Ogier 2,2 segundos atrás dele e Sordo a 2,7. Kalle voltou a triunfar na sétima classificativa do rali, mas com Ogier a 0,7 e Neuville a 3,8, insuficiente para aguentar um ataque do francês, que acabou por ganhar na última classificativa do dia, deixando o Toyota a 1,2 do seu companheiro de equipa e 3,8 sobre Neuville.

Depois dos quatro primeiros, Dani Sordo é o quinto, a 50,9, no terceiro Hyundai, parecendo ganhar o duelo e Elfyn Ebans, que está a 1.10,2. Craig Breen é o sétimo, a 1.03,7 e Katsuta Takamoto é o oitavo, a 1.28,6. A fechar o "top ten" estão o Ford de Adrien Formaux, a 1.31,3, e Gus Greensmith, a 1.38,8.

O rali da Catalunha prossegue amanhã, com a realização de mais sete especiais. 

quinta-feira, 21 de outubro de 2021

Youtube Rally Video: O teste de Sebastien Loeb com o Puma WRC

O pessoal do canal do youtube Passats de Canto colocou ontem o video dos testes que o Sebastien Loeb andou a fazer ao Ford Puma Rally1, que vai começar a andar em 2022. De uma certa maneira, ele já está a dizer que é piloto da Ford e está a colaborar com a marca para a próxima temporada, já que ele vai pegar no carro em Monte Carlo, no final de janeiro. 

Assim sendo, eis o veterano francês a acelerar velozmente no asfalto catalão.

segunda-feira, 18 de outubro de 2021

WRC 2021 - Rali da Catalunha (Final)


Thierry Neuville consolidou a sua liderança no rali e triunfou pela segunda vez na temporada, desta vez no rali da Catalunha. O belga ganhou com um avanço de 24,1 segundos sobre Elfyn Evans, enquanto Dani Sordo ficou com o lugar mais baixo do pódio, a 35,3, na frente de Sebastien Ogier, no segundo Toyota. Com esta classificação, agora a diferença entre os dois Toyota é agora de 17 pontos, com vantagem para o piloto francês.

Ou seja: apesar de estar ao alcance, parece que Ogier tem tudo controlado para conseguir mais um título mundial, o seu último, pois esta será a sua última temporada a tempo inteiro.

Com quatro especiais cumpridas neste domingo, com duplas passagens por Santa Marina e Riudecanyes, o dia começou com dupla vitória de Dani Sordo, que assim consolidou o seu terceiro posto, deixando Ogier para trás e ajudando Elfyn Evans na sua candidatura ao título. Neuville vinha a seguir, mas não atacava, fazia apenas o possivel para se manter na estrada e gerir a vantagem.

Verdade que Sordo acabou por vencer na Power Stage, conseguiu uma vantagem de 1,4 segundos sobre Neuville, 4,2 sobre Evans e 4,5 sobre Ogier. Com isto o francês ficava a 42,1 do vencedor, e adiar a decisão do título para Monza. 

“Aliviado por chegar ao final. Foi um fim de semana difícil, mas lutamos muito. Fizemos uma corrida limpa e até perto do final tudo estava perfeito. Infelizmente, [tive de novo] muito estresse antes da última etapa. [Estou desapontado com isso] porque senão o fim de semana teria sido perfeito e agradável. Não sei o que dizer para ser honesto.", disse Neuville, no final do rali.

“São pontos para o campeonato. Vim aqui com uma meta mais alta, mas por algum motivo isso não aconteceu. Em um momento difícil, ainda pegamos o que precisávamos para o campeonato. Monza é um rali que fizemos no ano passado, então vamos ver que tipo de vantagem [do campeonato] temos esta noite.", afirmou Ogier, já a pensar no campeonato. 

Depois dos quatro primeiros, Kalle Rovanpera era o quinto, a mais de um minuto e meio, na frente de Gus Greensmith, no seu Ford, a uns distantes 4.17,3. Oliver Solberg não ficou muito longe, a 4,26,7. Nii Solans foi o oitavo, a 4,34,9, na frente do melhor dos Rally2, Eric Camilli, a 9.49,4, no seu Citroen. E no último lugar pontuável ficou o russo Nicolay Gryazin, a 10.05,9.

O WRC termina em novembro, nas estradas à volta de Monza, em Itália.

domingo, 17 de outubro de 2021

WRC 2021 - Rali da Catalunha (Dia 2)


Thierry Neuville continua a liderar o Rali da Catalunha, cumpridas que estão as sete especiais deste sábado, o piloto belga da Hyundai alargou a sua vantagem para o galês Elfyn Evans, no seu Toyota. Agora, ambos estão separados por 16,4 segundos, com Sebastien Ogier a um distante terceiro, a 38,7 segundos, e com Dani Sordo a morder-lhe os calcanhares.

"Obviamente, quando tudo está indo bem, é um prazer dirigir [este carro]. Não foi um dia fácil - as condições eram complicadas de manhã com etapas muito sujas. Contei com as informações da minha equipe de navegação e senti-se confortável no carro. Acho que estabelecemos seis tempos mais rápidos, então não é tão mau.", afirmou Neuville, no final da etapa.

Com um tempo de outono a os acompanhar neste sábado, Neuville, que tinha apossado do comendo no final do dia anterior, passou ao ataque, ganhando as especiais da manhã, alargando a sua vantagem para nove segundos, enquanto Ogier e Sordo batalhavam pelo terceiro posto. Gus Greensmith acabou a manhã com um furo, mas perdeu pouco mais de um minuto e 22 segundos, caindo para nono no final da manhã.

Na parte da tarde, Neuville voltou ao ataque, mas Ogier respondeu, vencendo nas 11ª e 12ª especiais, mas as diferenças foram minimas - aliás, até igualou o belga na 11ª especial - enquanto atrás, Adrien Formaux bateu contra as barreiras na 11ª especial, perdendo oito minutos e caindo para fora dos dez primeiros. 

“Foi um pequeno erro, mas quebramos o eixo de transmissão e o carro não estava a mover-se. Tivemos que fazer alguma coisa com os diferenciais e finalizar a etapa. No trecho de estrada tivemos que consertar o braço de direção e a suspensão. Agora tem tração às duas rodas, por isso foi muito complicado de dirigir.". afirmou o piloto francês no final dessa 11ª especial. 

Ogier chegou a perder 6,5 segundos na última especial do dia, em Salou, devido a um problema de motor, mas não perdeu a posição.

Depois dos três primeiros, Dani Sordo é o quarto, a 39,9 segundos, na frente de Kalle Rovanpera, a 1.12,3, já bem longe de Gus Greensmith, sexto a 3.45,2, que tinha conseguido passar na última especial do dia, o Hyundai i20 WRC de Olivier Solberg. Nii Solans não anda longe, oitavo a 3.53,8, e a fechar o "top ten" ficaram os Rally2 de Eric Camili e o Skoda Fabia Evo2 de Nikolai Gryazin, a 8.02,5.

O rali da Catalunha termina neste domingo, com as quatro últimas especiais. 

sábado, 16 de outubro de 2021

WRC 2021 - Rali da Catalunha (Dia 1)


O belga Thierry Neuville lidera o Rali da Catalunha no final do primeiro dia da prova espanhola, 0,7 segundos na frente do galês Elfyn Evans, no Toyota Yaris WRC. Depois de cumpridas seis especiais, Sebastien Ogier é o terceiro, a 19,4, com Dani Sordo não muito longe dele, a 24,8.

O dia começou com Evans ao ataque, ao vencer na primeira passagem por Villaplana, 5,1 segundos na frente de Thierry Neuville, e 8,1 sobre Sebastien Ogier. A especial ficaria marcada pelo acidente de Katsuta Takamoto, que o fez perder 1,17 minutos. Ainda acabou a especial, mas os danos foram enormes e o seu rali acabou por agora.

Neuville partiu ao ataque e ganhou na primeira passagem por La Granadella. Mas foi... um empate com Elfyn Evans, logo, não houve alterações, com Ogier em terceiro, a 3,1. Tanak sofru um pião e perdeu 21 segundos, caindo para o sexto posto, enquanto Kalle Rovanpera se queixava de ter problemas de direção.

Evans venceu na terceira especial, a primeira passagem por Riba-Roja, 1,4 segundos na frente de Ogier e 1,8 sobre Dani Sordo. Ott Tanak e Thierry Neuville ficaram empatados no quarto posto, a 2,8 segundos, com gente como Neuville a se queixar de subviragem na sua direção.


Para a parte da tarde, e a segunda passagem pelas classificativas da manhã, Neuville atacou e ganhou na segunda passagem por Vilaplana, 0,3 segundos adiante de Evans, numa especial onde Tanak sofreu um acidente e ficou por ali, pelo menos por hoje. O belga voltou a vencer na segunda passagem por La Grandella, e com os 7,9 segundos de vantagem que arranjou sobre Evans, foi o suficiente para passar para a frente do rali, a 0,3 do galês da Toyota.

No final do dia, foi Neuville o melhor na segunda passagem por Riba-Roja, 0,4 segundos na frente de Evans a um segundo exato sobre Sordo.

Depois dos quatro primeiros, Kalle Rovanpera é o quinto, a 38 segundos, algo longe de Adrien Formaux, o melhor dos Ford, sexto a 1.10.2. Gus Greensmith era o sétimo, a 1.28,9. Oliver Solberg é o oitavo, a 1.55,6, na frente de Nii Solans, a 2.30,5 e de Eric Camili, o melhor dos Rally2, a 3.50.5.

O rali da Catalunha prossegue neste sábado, com mais sete especiais.

domingo, 6 de junho de 2021

A imagem do dia




Quem visse isto há pouco mais de um mês, depois do GP de Portugal, por exemplo, não teria acreditado que a KTM virasse em tão pouco tempo de água para vinho. É que Miguel Oliveira chegou a estar no fundo da tabela, apenas com nove pontos, e parecia que a sua temporada de estreia na equipa oficial iria ser muito dura. Mas isso fez com que a equipa decidisse arriscar e construir uma máquina noa para ele... e compensou. Em duas corridas, dois pódios e hoje, a vitória no GP da Catalunha, em Barcelona. A primeira do ano e a terceira na história da MotoGP.

Não foi uma corrida fácil, pois apesar de largar de quarto, que é praticamente primeira fila, ele saltou para primeiro depois de um erro de Jack Miller, na curva 5 do circuito. A partir dali, o caçador passou a ser o caçado, e na volta 12, ele perdeu a liderança para o francês Johan Zarco. Mas claro, não desistiu, não virou a cara a luta e foi atrás, para conseguir o que queria. Precisou de quatro voltas para consegui-lo, e conseguiu.

No final, era um piloto feliz, não só pela sua primeira vitória da temporada, mas saber que por fim, depois de terem dado uma moto nova, ele pode por fim competir entre os primeiros. Uma moto competitiva, que lhe deu em duas corridas lhe deu 43 pontos, dois pódios e o catapultou até ao sétimo posto da geral, a melhor até agora. 

A grande pergunta que se faz agora é saber se ainda vai a tempo de lutar pelo título. Porque o campeonato ainda nem chegou a meio, mas as cinco corridas já perdidas a favor da concorrência da Suzuki, Ducati e Yamaha, não sei se ele lá chegará. É que os 54 pontos que ele já tem é menos de metade que os 115 do líder, Fabio Quatararo, e ele já têm três vitórias. Para ter uma chance, terá de conseguir muito mais pódios e ficar mais vezes na frente de gente como ele, Johan Mir, Francesco Bagnaia ou Jack Miller. Mas é melhor olhar para o copo meio cheio e ver que tem mais de metade do campeonato para nos dar mais belas tardes como esta.

Tenho a certeza que ai acontecer. Parabéns, Miguel!

terça-feira, 2 de fevereiro de 2021

Noticias: Curva 10 do Circuit de Catalunya está pronta


Como se sabia desde há algum tempo, o circuito de Barcelona fez obras para modificar a Curva 10, para fazer mais harmoniosa, digamos assim. Pois bem, as obras estão terminadas e a curva ficou, aparentemente, mais suave, mas desde que se mostraram fotos da nova cara, começaram a aparecer criticas, afirmando que as obras eliminaram uma forte zona de travagem, e claro, diminuíram a escapatória. 

Se para os carros, nem há muito a apontar, para as motos, a coisa pia mais fino, pois foi um pouco mais acima que em 2016, o o local Luis Salom sofreu o seu acidente fatal na Moto2, e a solução que eles tomaram para esse problema foi usar a escapatória que normalmente é usada pela Formula 1. Agora, com as obras, que a organização do circuito disse serem um "regresso às raízes" de um circuito construído em 1991, parece não agradar a todos. 

Contudo, entre os que agradam estão Pedro de la Rosa, que elogiou as modificações. O ex-piloto da Arrows, Jaguar, McLaren, Sauber e HRT considera que a curva renovada “é uma evolução que os fãs certamente gostarão”.

“Agora será uma curva mais rápida, o que permitirá ir muito mais depressa em direção ao ‘Estádio’ e tornará estas curvas um pouco mais delicadas. Penso que é uma mudança que os adeptos certamente vão gostar, porque tornará esta área muito mais interessante para os adeptos e pilotos. O trabalho que fizeram para que o asfalto drenasse bem é incrível”, concluiu.

quarta-feira, 22 de julho de 2020

GP da Espanha em dúvida?

O aumento de casos na Catalunha nas últimas duas semanas poderá colocar o GP espanhol em dúvida. Depois do governo local ter imposto o uso da máscara na região, e ter feito alguns cercos sanitários em sítios como Lleida, o aumento de casos na capital, Barcelona, tem colocado toda a gente em alerta, incluindo o pessoal da FOM, porque a corrida acontecerá precisamente depois de uma rodada dupla em Silverstone. E eles têm de decidir agora se o plano continua a ser o mesmo ou fazem alterações, com Hockenheim a ser uma alternativa, ou então uma terceira corrida no próprio circuito, que têm diversas versões do seu traçado.

Desde há uma semana que aquela região decidiu recuar no desconfinamento, e implementou novas medidas restritivas, como a proibição de reuniões de mais de dez pessoas, bem como visitas a lares e casas de repouso; limitação da capacidade de bares e restaurantes em cerca de metade e encerramento de espaços de entretenimento.

O porta-voz do executivo catalão, Meritxell Budó, bem como o ministro da Saúde, Alba Vergés, pediram aos cidadãos "que fiquem em casa sempre que for possível (salvo por motivos essenciais) e não se dirijam a residências de familiares". Segundo o jornal El Periodico, os novos infectados que estão a aparecer surgem em idades mais jovens, nomeadamente em pessoas que “se contagiam em ambientes festivos e nocturnos”.

Assim sendo, todos andam atentos, a ver no que pode acontecer. 

sexta-feira, 29 de novembro de 2019

WRC: Catalunha não contempla regresso em 2020

Saído do calendário para a próxima temporada, o Rali da Catalunha não tem qualquer intenção de entrar no lugar da prova do Chile, cancelado ontem devido aos protestos que tem assolado o país desde há quase mês e meio. Aliás, os organizadores acreditam até que essa prova nem será substituída no calendário, fazendo do WRC uma prova com 13 ralis.

Segundo conta Amam Barfull, membro da organização do rali catalão ao jornal espanhol AS, explicou primeiro que não há orçamento para fazer a prova em 2020, e estão mais concentrados em fazer da prova um rali a conta para o campeonato espanhol. "É praticamente impossível para o nosso rali cobrir essa lacuna. Em primeiro lugar, não há orçamento. Os patrocinadores já alocaram os seus recursos para outras coisas e agora não há tempo para redirecioná-lo. Por outro lado, a data. É muito próximo.", contou.


Quanto a possíveis substitutos, Barfull diz não acreditar nisso porque para as marcas, quanto menos ralis, melhor para o orçamento. 

"As marcas preferem que exista uma corrida a menos. Com a entrada do Safari, no Quénia, Japão e a Nova Zelândia, os orçamentos das equipas dispararam e uma redução de calendário será muito bem recebida por todos.", contou.


Contudo, apesar do cepticismo de Barfull, fala-se que a Volta a Córsega poderá ocupar o lugar do rali chileno.

domingo, 27 de outubro de 2019

A imagem do dia

"C'est fini.". Algum dia este domínio dos pilotos franceses tinha de acabar. E ele chegou, domingo, 27 de outubro de 2019. O dia onde Ott Tanak, piloto estónio da Toyota, alcançou o seu cobiçado título mundial, batendo a concorrência e sucedendo a Sebastien Ogier na lista dos campeões.

Curiosamente... não venceu o Rali da Catalunha. A prova ficou nas mãos de Thierry Neuville, que deu mais uma vitória à Hyundai, com Tanak na segunda posição e conseguindo os pontos necessários para terminar na Catalunha a luta pelo título. E era um título já esperado desde 2018, quando teve a maioria das vitórias, mas não o suficiente para conseguir bater Ogier. E neste rali, o francês foi apenas oitavo, a quatro minutos e 20 segundos do vencedor.

"Sinto-me bem! É difícil dizer a pressão que senti neste fim de semana - era fora do normal. Gerenciar tudo isso e supera-lo tem sido o objetivo da minha vida. Quando você está à beira disso, não consegue imaginar. Obrigado à equipa - fizeram um ótimo trabalho. Eu nunca quis correr riscos, mas minha mãe disse ontem à noite que se eu quiser algo, posso fazer isso acontecer. Eu apenas tive que fazer acontecer.", contou, já no pódio.

E claro, para a Toyota, é o culminar da sua dedicação desde que regressaram aos ralis, em 2017. Para Tommi Makinen, a aposta valeu a pena, agora resta saber se continuará no sentido de ser dominante, como já foi a Citroen, com Sebastien Loeb, entre 2004 e 2013 acabou sempre no lugar mais alto do pódio no campeonato.

WRC 2019 - Rali da Catalunha (Final)

"Sinto-me bem! É difícil dizer a pressão que senti neste fim de semana - era fora do normal. Gerenciar tudo isso e supera-lo tem sido o objetivo da minha vida. Quando você está à beira disso, não consegue imaginar. Obrigado à equipa - fizeram um ótimo trabalho. Eu nunca quis correr riscos, mas minha mãe disse ontem à noite que se eu quiser algo, posso fazer isso acontecer. Eu apenas tive que fazer acontecer.", contou Ott Tanak, já no pódio.

Esta foi a reação do piloto estónio no final do rali. Não venceu, mas o segundo lugar foi mais do que suficiente para ser campeão do mundo de ralis, acabando com um domínio de pilotos franceses que já vinha desde 2004. A Toyota foi campeã de pilotos, o primeiro título desde o seu regresso, em 2017.

A quatro classificativas do final, Thierry Neuville já tinha uma vantagem de 21,5 segundos sobre Dani Sordo, e 24,6 sobre Ott Tanak, que tinha passado Sebastien Loeb, no seu Hyundai. Iria haer um duelo entre os segundos classificados.

Mas na primeira passagem por Riudecanyes, Neuville aproveitou para triunfar, 0,7 segundos na frente de Sordo, com Tanak em terceiro, a 1,1 segundos. Sordo reagiu na classificativa seguinte, na primeira passagem por La Mussara, Sordo foi o melhor, um segundo na frente de Tanak, enquanto Neuville perdia 4,7 segundos e era sexto. A diferença caiu para 17,5 segundos, mas faltavam duas especiais.

Na segunda passagem por Riudecanyes, Sordo acabou por ser o melhor, 1,3 segundos na frente de Tanak e 2,3 sobre Neuville, mas já se via que o belga estava a gerir o avanço, enquanto Tanak tentava apanhar Sordo para ser segundo.

E foi o que aconteceu, na Power Stage. Tanak triunfou e conseguiu os pontos máximos, com Evans e Neuville no pódio, e Ogier em quinto, a 6,4 segundos. Se o belga foi o vencedor, para Tanak, conseguiu passar Sordo e acaba na segunda posição por meros 0,4 segundos. Sebastien Loeb foi o quarto, a 53,7 e o último a ficar a menos de um minuto do vencedor, aguentando os ataques de Jari-Matti Latvala, quinto a um minuto e 0,2 segundos.

Elfyn Evans foi sexto, a 1.14,2, mais de meio minuto adiante de Teemu Suninen, com Sebastien Ogier a ser mero oitavo, a 4.20,5 segundos, e a fechar o "top ten", dois WRC2: o de Mads Ostberg, no seu Citroen C3, e o francês Eric Camili, 8.47,2 minutos.

Agora falta o Rali da Austrália para fechar o campeonato.   

sexta-feira, 25 de outubro de 2019

WRC 2019 - Rali da Catalunha (Dia 1)

O francês Sebastien Loeb lidera o Rali da Catalunha, concluídas que estão as seis primeiras especiais desta prova. O piloto da Hyundai tem um avanço de 1,7 segundos sobre Thierry Neuville e 7,6 segundos sobre o espanhol Dani Sordo, noutro Hyundai. Ott Tanak segue logo atrás, na quinta posição, a 21 segundos, logo, não está muito longe do comando. Quanto a Sebastien Ogier, problemas na coluna de direção o fizeram atrasar bastante na geral.

Num dia onde as classificativas em terra eram um exclusivo para todos, o rali começou com a primeira passagem por Gandesa, onde Sebastien Ogier conseguiu ser o melhor, conseguindo 0,7 segundos de avanço sobre Dani Sordo. Neuville era terceiro, a um segundo.

Logo a seguir, na especial de Horta-Bot, Neuville levava a melhor, com Ogier a ter problemas na sua direção assistida e a perder quase 45 segundos, caindo para a 15ª posição da geral. "Tenho de ver o que posso fazer", disse, no final da especial, quando mexia no carro.

Na terceira especial, um misto entre gravilha e asfalto, entre La Fratella-Vilalba, Sebastien Loeb conseguiu levar a melhor sobre Dani Sordo em 2,1 segundos, com Neuville a 3,5 e Ogier a afundar-se ainda mais, perdendo quase três minutos e descendo para a 28ª posição. Sordo aproveitou e passou para o comando, trocando com Neuville, com Tanak agora a 7,5 segundos.

Sordo começou a tarde ao ataque, vencendo na segunda passagem por Gandesa, ganhando 2,7 segundos sobre Teemu Suninen, e 2,8 sobre Sebastien Loeb. Neuville foi apenas quarto, a 3,2 segundos. Loeb depois venceu na especial seguinte, a segunda passagem por Horta-Bot, com Sordo e Latvala igualados a 0,6 segundos. Ogier, já feitas as reparações no seu carro, era nono, a 8,5 segundos, mas só tinha subido para 27ª na geral. Em contraste, Esapekka Lappi, que era sétimo na geral, a 15,7 segundos, ficou parado na classificativa devido a problemas mecânicos.

No final do dia, a segunda passagem por La Fatarella - Vilalba, e os seus 38 quilómetros fizeram mossa na classificação. Sebastian Loeb foi o grande vencedor, e os 8,9 segundos de diferença para o segundo classificado, Kris Meeke, foram suficientes para ficar com o comando do rali. Thierry Neuville foi o terceiro, a 11,2. Ott Tanak foi o quarto, perdendo 18,2, mas Sebastien Ogier, sétimo, subindo seis lugares, para 17º.

Depois dos cinco primeiros, Jari-Matti Latvala era sexto, a 30,1, e Elfyn Evans, o sétimo, a 44 segundos. Teemu Suninen foi o oitavo, noutro Ford, a 51,3 e a fechar o "top ten" estão o Toyota do japonês Katsuta Takamoto e o norueguês Mads Ostberg, a 2.59,8 segundos.

O rali da Catalunha prossegue amanhã, com mais sete especiais.

terça-feira, 22 de outubro de 2019

Youtube Rally Testing: O teste de Sebastien Ogier no Rali Catalunha

Esta semana é o Rali da Catalunha, o único rali que é conduzido em piso misto, ou seja, parte é em terra e parte é em asfalto. E enquanto se faz a contagem decrescente, os pilotos e as equipas preparam-se para a prova. Como fez agora Sebastien Ogier, que vai tentar vencer o rali para evitar que Ott Tanak se sagre campeão do mundo agora nesta prova.

quinta-feira, 17 de outubro de 2019

Haverá rali na Catalunha?

Por muito que o automobilismo não queira ter a ver com politica, não pode fugir dela. E isso se passa por estes dias na Catalunha, onde na segunda-feira, a população está a sair à rua às centenas de milhares da cada vez, depois da sentença aplicada aos líderes independentistas, o mais duro dos quais foi a Oriol Junqueras, condenado a treze anos de prisão pelo crime de sedição. E desde esse dia, vemos nos telejornais o que se passa: manifestações diárias em Barcelona e noutras cidades, muitas delas acabando em confrontos com a policia.

E a isso poderá não escapar os acontecimentos desportivos. O Barcelona-Real Madrid, marcado para o dia 26, à uma da tarde, poderá ou ser alterado ou adiado, e o Rali da Catalunha, cuja partida é em Salou, não muito longe da cidade condal, poderá ser afetado.

Apesar de hoje ter sido a conferência de imprensa do rali e de todos terem passado um ar de normalidade perante os acontecimentos, com Amán Barfull, o Director Desportivo do RACC, a assegurar que "em caso algum ponderamos a anulação da prova", não deixa de haver preocupações.

"Se tivéssemos uma super-special em Barcelona, possivelmente teríamos problemas. Como este ano não se faz, não estamos preocupados," revelou Barfull, que não excluiu contudo a necessidade de ter de cancelar um ou outro troço durante a prova, caso as circunstâncias se perfilem nesse sentido.

O Rali da Catalunha, penúltima prova do mundial de ralis de 2019, disputa-se de 24 a 26 de Outubro e poderá ser o local onde Ott Tanak se sagre campeão do mundo do WRC, ao volante do seu Toyota Yaris WRC.


sexta-feira, 27 de setembro de 2019

WRC: Saiu o calendário para 2020

A FIA anunciou esta sexta-feira o calendário do Mundial de Ralis para a próxima temporada. E há novidades: num calendário de 14 rondas, Japão, Quénia e Nova Zelândia entram no calendário, enquanto Córsega, Catalunha e Austrália saem do calendário, embora a organização do rali catalão diga que é uma rotação e voltará em 2021.

Yves Matton, o diretor da FIA, comentou sobre o calendário:

“Para globalizar ainda mais o campeonato, precisávamos de mais rondas do WRC fora da Europa. Fico feliz em ver os resultados de nossa estratégia de expansão, com eventos emblemáticos como Quénia e Japão voltando ao calendário do WRC no próximo ano, ao lado da Nova Zelândia, em substituição da Austrália, enquanto eventos europeus icônicos de longa data proporcionam um grande equilíbrio e preservam o ADN dos ralis", começou por dizer.

“Após a integração do Chile no ano passado, o calendário de 2020 também expande nossa presença nos continentes asiático e africano. Com o forte interesse de muitos países em sediar uma rodada do WRC, tivemos mais candidatos de alta qualidade do que o número de vagas disponíveis no calendário, o que demonstra a robusta saúde e popularidade do campeonato. O sistema de rotação que estamos a adotar nos dá a oportunidade de manter um número maior de bons eventos no WRC", continuou.

“Graças à nova estratégia de calendário que foi implementada após o Conselho Mundial de março, podemos anunciar o cronograma do WRC mais cedo do que nos últimos anos e, no futuro, pretendemos estar em posição de publicá-lo em março [de 2020].", concluiu.

Eis o calendário completo:

23-26 Janeiro -  Monte Carlo
13-16 Fevereiro - Suécia
12-15 Março - México
16-19 Abril - Chile
01-03 Maio - Argentina
21-24 Maio - Portugal
04-07 Junho - Itália
16-19 Julho - Safari (Quénia)
06-09 Agosto - Finlândia
03-06 Setembro - Nova Zelândia
24-27 Setembro - Turquia
15-18 Outubro - Alemanha
28 Outubro a 01 Novembro - Gales
19-22 Novembro - Japão