segunda-feira, 19 de outubro de 2026

Rumor do Dia: Dakar poderá ser em Marrocos?


A situação na Arábia Saudita poderá fazer com que este seja transferido para Marrocos na edição de 2027. Apesar de a ASO continuar, para já, a manter o plano inicialmente definido para o Dakar do próximo ano, que começará a 1 de janeiro, de acordo com as últimas informações disponíveis, a organização prepara desde meados deste verão um plano B, uma edição com um formato diferente dos últimos anos. Caso avance, esta competição modificada deverá disputar-se integralmente em Marrocos, com um programa entre 10 e 12 etapas, concentrando toda a ação no território marroquino.

Mas também se fala de uma partida na Europa, com dois locais em destaque: Barcelona ou Lisboa. Nada está definido nesse campo, mas a escolha terá impacto na logística das equipas e no percurso de ligação até ao continente africano.

Para já, os detalhes oficiais sobre o percurso, as categorias participantes e o calendário completo permanecem por confirmar. 

Se a ASO continua a passar a mensagem de que “O Dakar será na Arábia Saudita, da nossa parte tudo continua igual”, a realidade conta outra história, e nada tem a ver com o desporto, mas sim com a politica. Usando o exemplo do WRC, o rali saudita acabou por ser cancelado no final do mês passado devido às restrições internas dos trabalhadores da Hyundai e da Toyota relacionadas com viagens para zonas consideradas de risco. E a situação na Arábia Saudita, com os ataques a refinarias, e recentemente, ao aeroporto de Riad, tornou inviável a deslocação desses trabalhadores a esse país.

E isso se aplica, também, ao Dakar, dado que há algumas equipas de fábrica a participar. Os seguros constituem também uma preocupação acrescida nesta situação. Com o aumento da tensão regional, não é garantido que todo o pessoal e material possam ser segurados nas condições habituais. Caso as seguradoras aceitem assumir o risco, os custos deverão aumentar significativamente. Ford e Toyota não deverão autorizar o seu staff a viajar à Arábia Saudita nestas condições.

Por causa disso tudo, a ASO está a enfrentar uma situação que passou há quase 20 anos, quando em 2008, a prova, que partiria de Lisboa, acabou por ser cancelada devido a questões de segurança relacionadas com a situação na Mauritânia. 

Endurance: McLaren confirma Fornaroli no seu programa Hypercar


A McLaren confirmou esta segunda-feira que o italiano Leonardo Fornaroli será seu piloto no programa Hypercar para a temporada de 2027. Ele se juntará ao dinamarquês Mikkel Jensen, ao belga Laurens Vanthoor e ao britânico Alex Lynn, para guiar o MCL-HY na próxima temporada de Endurance, que começa no próximo mês de março, no Qatar.

“Juntar-me à equipa McLaren Hypercar é um próximo passo incrivelmente entusiasmante na minha carreira e estou grato por o meu papel de piloto de reserva da McLaren Mastercard na Fórmula 1 me ter aberto esta oportunidade extraordinária”, afirmou o italiano. 

“Representar a McLaren no Campeonato do Mundo de Resistência da FIA e nas 24 Horas de Le Mans é uma enorme honra, e estou preparado para dar tudo ao enfrentarmos juntos este novo desafio.” Agradeceu também ao programa de desenvolvimento de pilotos da McLaren pelo apoio ao longo do seu percurso e pela oportunidade de aperfeiçoar as suas capacidades num contexto competitivo e prestigiado.

James Barclay, chefe da equipa McLaren Hypercar, apontou os títulos nas categorias de formação como demonstração do potencial de Fornaroli. O responsável explicou que a formação está a construir um conjunto de pilotos que combina experiência em sportscars com juventude para a temporada de estreia. 

“O Leo é um talento excecional: vencer a Fórmula 3 é uma conquista significativa, mas seguir esse êxito com a vitória na Fórmula 2 como estreante sublinha o seu talento natural e coloca-o entre os pilotos mais entusiasmantes do desporto motorizado”, declarou.

Fornaroli, de 21 anos, é um antigo campeão de pilotos da FIA Fórmula 3 e da FIA Fórmula 2, mas passou a temporada de 2026 sem competir, em funções de piloto de reserva da McLaren na Fórmula 1. Em 2027, fará sua estreia em provas de resistência, mas mantêm o seu cargo como piloto de testes na Formula 1.

domingo, 18 de outubro de 2026

Os problemas do rali da Suécia


Aparentemente, o rali da Suécia está em sarilhos. Segundo conta o jornal local Värmlands Folkblad, a única prova de neve que está no campeonato do mundo de ralis tem problemas em relação ao seu financiamento. A organização por detrás do rali, a Rally Sweden AB, tem uma dívida de 15 milhões de coroas suecas - cerca de 1,6 milhões de euros - e agora está a ser auditada, o que significa que não pode pedir mais subsídios municipais e dinheiro vindo de fundos da Federação Sueca de Desportos Motorizados.

Segundo conta o jornal, dois dos três membros do conselho de administração, Peggy Dicksdotter Hermansson e Janne Rydh, demitiram-se dos seus cargos, deixando Anna Nordkvist como o único elemento no conselho de administração.

Tudo isto acontece após o fracasso, em setembro, das negociações entre a Rally Sweden AB e um consórcio de investidores locais para a venda da estrutura, devido a divergências e novas revelações sobre as contas. Paralelamente, apoios financeiros atribuídos pelo município de Umeå, avaliados em cerca de 14,5 milhões de coroas anuais, foram utilizados de forma antecipada para liquidar encargos pendentes da edição anterior.

É verdade que poderá estar no calendário para 2027. A prova está marcada para meados de fevereiro, mas depois disto, a sua sobrevivência a longo prazo permanece incerta, e poderá exigir uma reformulação profunda na gestão para garantir a sustentabilidade económica, e em consequência, a sua continuidade no calendário.