sábado, 17 de fevereiro de 2024

WRC 2024 - Rali da Suécia (Dia 2)


O finlandês Esapekka Lappi continua a dominar o rali da Suécia mercada pela neve e pelas dificuldades dos pilotos de conseguirem manter os seus carros na estrada. Este sábado, a grande vitima foi Takamoto Katsuta, beneficiando Adrien Formaux, que agora é segundo, mas a 1.06,3. Elfyn Ewans é o terceiro, a 1.23,0, bem distante de Thierry Neuville, no seu Hyundai - a 2.22,1, e de Oliver Solberg, no melhor dos Rally2, no seu Skoda Fabia, a 4.01,1.

A especial deste sábado ficou marcada pelo despiste de Takamoto Katsuta, fazendo-o alinhar no Rally2, e tentando ver se ganha algum ponto na Power Stage.  

Com mais sete especiais neste sábado, o dia tinha passagens duplas por Vännäs, Sarsjöliden e Bygdsiljum, acabando em Umea, ele começou com os despistados de sexta a mostrarem-se: Tanak ganhou na primeira passagem por Vännäs (com Evans a 0,3 e Rovanpera a 1,2), enquanto o finlandês, campeão do mundo, triunfou na primeira passagem por Sarsjöliden, com Tanak a 2,8, Evans a 3,8 e Formaux a 4,2. 


E foi nesta especial que o japonês sofreu o seu acidente e ficou pelo caminho.

No final da manhã, Adrien Formaux acabou por triunfar, 1,5 segundos na frente de Thierry Neuville e 4,8 sobre Elfyn Evans. Lappi não perdia muito tempo, mas agora, tinha quase um minuto e meio da vantagem sobre Formaux. 

Sempre estive seguro, mas não sei o que mais devo fazer, para ser sincero. O tempo foi o que foi, não estamos a tocar nos bancos de neve. Os últimos quilómetros foram complicados, tentamos não tocar neles nestes 25 quilómetros.", disse o finlandês, no final desta especial.

Na parte da tarde, Evans ganhou na segunda passagem por Vännäs, com Neuwille a triunfar na segunda passagem por Sarsjöliden, aqui com vantagem de 0,2 sobre Evans e 1,7 sobre Formaux. Repetiu em  Bygdsiljum, com um segundo de vantagem sobre Evans e 1,3 sobre Formaux, e no final do dia, o belga triunfou na primeira passagem na Super-Especial de Umea, 0,9 segundo melhor que Tanak e 1,9 sobre Rovanpera. Nessa especial, Gregoire Munster saiu de estrada no seu Ford e ficou preso num banco de neve.

"Foi uma boa etapa para nós, gostei. Mas é muito complicada, Gregoire ficou preso no banco de neve, então tive que desacelerar um pouco. De qualquer forma, isso não importa muito para nós.", comentou o piloto belga.

Depois dos cinco primeiros, Sami Pajari é o sexto, a 5.15,1, seguido de (muito perto) pelo estónio Georg Linnamae, a 5.15,3, os dois em Toyota GR Yaris Rally2. Roope Korhonen é oitavo, a 5.35,1, e a fechar o "top ten" estão os carros de Mikko Heikkilia, a 5.51,2, e de Lauri Joona, no seu Skoda Fabia Rally2, a 6.29,3.

O rali da Suécia acaba no domingo, com a realização das últimas quatro especiais.   

sexta-feira, 16 de fevereiro de 2024

WRC 2024 - Rali da Suécia (Dia 1)


Está a ser um duelo entre Toyota e Hyundai: no final do primeiro dia nas neves suecas, o finlandês Esapekka Lappi lidera o rali, 3,2 segundos na frente do carro de Takamoto Katsuta. E ambos estão muito distantes do resto da concorrência: Oliver Solberg é o terceiro, a 1.20,7, na frente de Adrien Formaux, a 1.26,3. Tudo isto num primeiro dia onde Kalle Rovanpera parecia ter tudo controlado... até se despistar. E outra das vitimas da neve sueca foi Ott Tanak, com ambos a terem de regressar pelo Rally2. 

Com o rali a acontecer no norte do país, na região de Umea, por causa da falta de neve na região de Karlstad, o rali começou no dia anterior, com Rovanpera a levar a melhor, 1,4 segundos sobre Takamoto Katsuta e dois segundos sobre Elfyn Evans. Nesta sexta-feira, o rali começou com passagens duplas por Brattby, Norrby e Floda, acabando com a super-especial de Umea. 

As coisas começaram com Rovanpera a levar a melhor em Brattby, 3,2 segundos sobre Esapekka Lappi e Ott Tanak, e 3,5 sobre Takamoto Katsuta. Lappi reagiu na primeira passagem por Norrby, ganhando com uma vantagem de 1,2 sobre Rovanpera e dois segundos sobre Takamoto. No final da manhã, na primeira passagem por Floda, Takamoto levou a melhor, 0,7 segundos na frente de Elfyn Evans e 3,2 sobre Adrien Formaux. Tanak e Rovanpera pararam ambos por causa de radiadores danificados, depois de despistes, e o finlandês ainda sofreu um furo. Ambos pararam de vez neste dia, regressando apenas no sábado.  

Era um lugar bem claro e fácil, mas não sei se o início da curva era mais fechada do que eu esperava, saímos de e depois da passagem dos carros da frente o banco de neve estava mais aberto e nós batemos com bastante força quando saímos para o banco de neve. Girámos 360 graus e não foi uma situação muito má, mas até o pneu saiu da jante. Ficámos por ali. já lá tinha passado, achei a curva fácil, a julgar pelos vídeos do ano passado, correu bem, agora fiz a mesma coisa mas parece que o início da curva era mais apertado, não sei se houve um pouco mais de neve por dentro da curva, não houve muito o que fazer…”, contou Rovanpera.

E por esta altura, os pilotos se queixavam das condições e como aquilo lhes dificultava a vida. Como afirmara Esapekka Lappi:

"Tocamos fortemente num banco de neve à volta dos 10 quilómetros [da especial]. Vi que o Ott parou, Kalle estava parado, então não deu muita confiança. Foi uma confusão, sem aderência alguma. O tempo está muito mau para guiar", afirmou.

A parte da tarde começou com a segunda passagem pelas classificativas da manhã, e o tempo acabou por piorar. Tanto que o melhor acabou por ser... um Rally2. O estónio Georg Linnamae foi o mais rápido, no seu Toyota Yaris, seguido por outro Rally2, o Oliver Solberg, num Skoda Fabia, a 2,4 e Mikko Heikkila, noutro Toyota Yaris, a 2,6. O melhor Rally1 foi Esapekka Lappi, a 5,8. E no final, os pilotos queixavam-se das dificuldades.

"A aderência não existe! Os pregos [nos pneus] não funcionam de maneira alguma. Como você pode ver, mais de 10 cm [de neve] agora em algumas partes. Não há hipóteses de encontrar a aderência, apenas usando as margens e as linhas. Às vezes você espera que haja uma margem.. .às vezes é um bobsleigh adequado. Tenho um co-piloto irlandês comigo, então para esta etapa preciso dirigir um bom ritmo como Craig [Breen] fazia. Então, correu bem.", disse Lappi, no final.

E foi o próprio Lappi que triunfou na segunda passagem por Norrby, batendo Linnamae por 2,6 segundos e Takamoto Katsuta por 5,0. E ele voltou a ganhar, na segunda passagem por Floda, 2,1 segundos mais rápido que Takamoto e 12,4 sobre Oliver Solberg. 

Mas Lappi continua a queixar-se da visibilidade. "[A especial] pareceu muito lenta! Parece que fizemos o tempo mais rápido, então está tudo bem! A visibilidade é... bwoah. Você não pode usar todas as luzes extras, então você tem que ir com farol baixo. E quando você está a guiar acima dos 160 [km/hora] é um pouco louco quando você não consegue ver ao longe. Mas você tem que confiar nas notas.", comentou.

Depois dos quatro primeiros, o galês Elfyn Ewans é o quinto, a 1.50,0, seguido pelo estónio Georg Linnamae, no seu Toyota GR Yaris Rally2 a 1.50,1. Sétimo é Sami Pajari, a 2.05,8, seguido por Roope Korhonen, noutro Toyota GR Yaris Rally2, a 2.08,6 e e fechar o "top ten" estão o outro Toyota Yaris Rally2 de Mikko Heikilia, a 2.19,0 e o Skoda Fabia Rally2 de Lauri Joona, a 2.29,1.

O rali da Suécia continua amanhã, com a realização de mais oito especiais.  

Os pormenores da polémica com Christian Horner


A polémica com Christian Horner, que rebentou no inicio do mês, tem mais pormenores. Aparentemente, de acordo com o jornal neerlandês De Telegraaf, as acusações tem a ver com um assédio prolongado a uma funcionária da equipa, que incluiu mensagens de teor sexual. Mas na edição desta sexta-feira, o jornal deu mais pormenores.

Horner, como é sabido, terá enviado mensagens comprometedoras durante um longo período de tempo, tendo estas sido guardadas e apresentadas pela funcionária visada como prova ao advogado que lidera o inquérito interno da Red Bull. Já com o conhecimento do grupo Red Bull, os advogados terão tentado chegar a um acordo, com um pagamento de 650 mil libras esterlinas, quase 760 mil Euros, que a funcionária recusou, indo para o processo em tribunal, e claro, a divulgação pública do caso.

Ao mesmo tempo, a publicação RacingNews365 adianta, também durante esta sexta-feira, que o co-proprietário da marca, o tailandês Chalerm Yoovidhya - que detém 51% da Red Bull GmbH - tem uma posição “ambivalente” em relação a este caso. 

Entretanto, uma outra noticia, que apareceu no jornal britânico The Times afirma que a Red Bull pretende que a investigação de Christian Horner seja resolvida o mais rapidamente possível, em princípio, já na próxima semana. 

E claro, o diretor da equipa nega todas as acusações, voltando a afirmar no programa Today, da BBC4, a sua inocência.  “Em primeiro lugar, nego obviamente as alegações que foram feitas, mas estou a passar por um processo e respeito totalmente esse processo. Por isso, para mim, tudo continua normal, concentrado na época que se avizinha". começou por afirmar. "E é claro que é uma distração para a equipa. Mas a equipa está muito unida, está muito concentrada na época que se avizinha e tem-me dado um enorme apoio. Estou ansioso pela época que temos pela frente.”, concluiu. 

Veremos como é que este caso acabará. E o risco de isto se tornar em algo que poderá abalar a equipa mais vencedora da Formula 1 nos últimos 20 anos é bem possível.  

Formula 1 em Cartoons - Hamilton 2024


Acham que o estado de espírito do Lewis Hamilton não será este? Eu tenho a certeza, apesar de saber que será um excelente profissional. Mas todos os jornalistas terão este pensamento... e uma pergunta dessas na ponta da língua.  

E há outra coisa: em 2025, ele terá um capacete diferente. Aposto que será avermelhado.

quinta-feira, 15 de fevereiro de 2024

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Se estivesse vivo, Graham Hill faria hoje 95 anos. Um autêntico "matusalém" do automobilismo, numa altura em que as chances de morrer eram elevadas, a carreira do piloto britânico aconteceu entre 1958 e 1975, correndo na Cooper, BRM, Lotus, Brabham, Shadow, Lola, e acabando por andar no seu próprio chassis, a Hill. Deixou de correr depois de não ter conseguido a qualificação no GP do Mónaco de 1975, e despediu-se dos adeptos em Silverstone, em julho de 1975, quatro meses antes de sofrer o seu acidente fatal, quando o avião que pilotava caiu nos arredores de Londres, matando-o, mais quatro mecânicos, o projetista do GH2, Andy Smallman, e o piloto Tony Brise.

Mas numa carreira longa, e bem sucedida - é o único piloto com vitórias no Mónaco, Indianápolis e Le Mans - e em constante contacto com o perigo, Graham Hill iria ter, inevitavelmente, os seus acidentes. E foi o que aconteceu em 1969, no GP dos Estados Unidos, em Watkins Glen. Mas o que aconteceu depois foi um grande exemplo de tenacidade e amor pelo automobilismo, mesmo depois dos 40 anos. 

Naquele ano, depois do seu segundo campeonato, Hill ganhou pela quinta ocasião o GP do Mónaco. Mas tinha concorrência a sério com Jochen Rindt, e aos poucos, ele conseguiu ser melhor que ele. Tanto que Colin Chapman perguntou a Rob Walker se não o gostaria de o ter na sua equipa em 1970, a troco de mais alguns dos seus chassis. 

Mas ainda tinha uma temporada para acabar, e em Watkins Glen, era isso o que estava a fazer. Enquanto Rindt caminhava para a sua primeira vitória na Formula 1, Hill despistava-se na volta 88, depois de ter passado por cima de uma mancha de óleo. A principio, não ficara ferido, mas desapertou os cintos para poder empurrar o seu carro para regressar à pista. Numa descida, pensava que poderia fazer funcionar o seu carro de novo, mas o que não sabia era que sofrera um furo lento. O pneu explodiu a caminho das boxes, o carro capotou e ele foi cuspido, fraturando ambas as pernas. 

Se quiserem ler mais pormenores, sigam este link: eu já falei em 2019 sobre o seu acidente em Watkins Glen

Graham Hill, sempre otimista, afirmou, questionado sobre se tinha alguma mensagem para a sua mulher, Bette, ants de ir para o hospital: "Digam à minha mulher que não devo dançar por umas duas semanas". E ainda mantinha o bom humor. Semanas depois, na gala de entrega de prémios, uma transmissão em direto para a sua cama de hospital, em Londres - tinha sido transferido para o Reino Unido - disse: "não sei o que irão fazer depois, mas no meu caso, quando esta transmissão acabar, aparecerão duas senhoras muito simpáticas que irão lavar o meu rabo". 

Contudo, apesar do bom humor, tinha um desafio: mostrar que não estava acabado para a Formula 1. A nova temporada começaria a 1 de março, e iria correr pela Lotus, mas ao serviço de Rob Walker, já que Chapman deu o lugar vago a John Miles. Depois da recuperação, com uma cirurgia num dos joelhos para reduzir as fraturas, Hill passou para a reabilitação, e esta foi complicada: quando entrou no seu carro, em Kyalami, ele ainda andava de muletas, a sua mobilidade era reduzida, mas era capaz de acelerar e travar num carro que conhecia bem. Foi por causa disso que no final das qualificações, Hill era 19º em 23 carros inscritos.

A partir dali, Hill passou a usar toda a sua audácia e esperteza adquirida nesses anos todos na Formula 1, bem como o conhecimento do seu carro e a sua capacidade de resistência à dor para subir, volta após volta, na classificação. Com a paixão das corridas no sangue, e queria provar que tinha algo a dar. E conseguiu: no final, acabou na sexta posição, com uma volta de atraso sobre o vencedor, Jack Brabham, que tinha triunfado no seu carro... aos 44 anos de idade.

Até ao final da sua vida, Hill considerou que esta corrida foi uma das melhores da sua carreira, colocando ao nível de muitas das suas vitórias. Tirando a vitória em Le Mans, em 1972, com um Matra, ao lado de Henri Pescarolo, e uma vitória na Race of Champions, em Brands Hatch, em 1971, Graham Hill não conseguiu mais resultados de relevo, mas foi o seu amor pelo automobilismo que o fez continuar a correr quase até ao fim.  

Apresentações 2024 (9): O Red Bull RB20


O Red Bull RB20 foi apresentado nesta noite, no Red Bull Technology Campus, e Milton Keynes, mas horas antes, apareceram imagens do carro e das pessoas que se fotografaram em frente do carro que correrá na temporada de 2024. Ali, estão quase todos, menos um: Helmut Marko. Christian Horner, Adrian Newey, Max Verstappen, Sérgio Pérez, entre outros, deram a cara pelo carro que espera ser tão bom ou melhor que o RB19, que ganhou todas as corridas da temporada... menos um. 

Aparentemente, o novo chassis apresenta diferenças significativas face ao seu antecessor, a maior delas são os longos ‘canais’ de arrefecimento que correm para a traseira do carro a partir do Halo, ao longo de todo o comprimento da cobertura do motor. A decoração é basicamente a mesma do RB19, num esquema de cores que já vem de 2016.

Na apresentação, Christian Horner disse que o RB20 “é uma evolução do carro do ano passado. Os rapazes não têm parado, o carro não é conservador, e pode ver-se que fomos bastante agressivos em certas áreas e que continuam a ultrapassar os limites. Estou consciente de que os nossos adversários continuam a esforçar-se muito e vi alguns carros que foram lançados com um tema semelhante ao que lançámos no ano passado. É possível ver que todos os homens e mulheres nos bastidores têm trabalhado arduamente [no RB20] e alguns dos detalhes do carro são absolutamente requintados.


Já Max Verstappen acha que o carro está mais domado em relação ao RB19, confiante que continuará com a saga vencedora.

Acho que o que gosto na equipa é que tínhamos um ótimo pacote, mas eles aproveitaram a oportunidade para realmente dar tudo de si, e tentar melhorar. Claro, o tempo dirá se é realmente bom. Mas pelo que vejo dentro da equipa, todos estão muito felizes com o que conquistaram neste inverno. Mas, novamente, não sabemos. Não podemos controlar o que as outras pessoas fizeram”, começou por explicar o piloto neerlandês, tricampeão do mundo. 

E perguntado sobre o dia de filmagens, onde ele pegou no carro, afirmou:

Escorregadio! Estava molhado e frio. Mas correu tudo bem. É literalmente apenas um dia de filmagem, o carro deu partida bem, é só ter certeza de que, depois de montar o carro, tudo está funcionando, porque basicamente a partir daí o carro é enviado direto para o Bahrein. E é aí que tudo realmente começa, você realmente começa a aprender mais sobre o carro, monta o programa adequado e faz vários tipos diferentes de testes.”, afirmou. 

Não há sinais de erro. Acho que é uma agressividade controlada. Todos estão felizes. Não parece que há alguma dúvida sobre que eles fizeram, tipo, como se eles não tivessem ter certeza”, concluiu.


Já Sérgio Pérez, o piloto mexicano ressalta a agressividade do carro e espera que tudo isso se traduza em resultados ainda melhores na pista. Aliás, ele espera que a temporada de 2024 seja a melhor da sua carreira. 

Estou muito feliz em ver que toda a equipa desenvolveu um conceito incrível. Acho que agora só queremos entrar na pista nos testes do Bahrein e descobriremos onde estamos nas primeiras corridas. Mas acredito que demos bons passos na direção certa, por isso deve ser mais uma grande temporada para nós”, afirmou.

Estamos felizes por ver o carro. A equipa fez um trabalho excelente, fomos muito agressivos com o conceito e o mudamos. Tenho certeza de que teremos um carro muito competitivo. Vamos descobrir quando voltarmos à pista. É um dia muito especial para toda a equipa e para a fábrica. Quero melhorar em todos os aspetos”, garantiu. “Quero ter minha melhor temporada na Fórmula 1 do início ao fim. Aprendi muito nos últimos três anos com a equipa e tenho certeza de que este é o ano que vamos dar aquele passo a mais.”, concluiu.

E sobre o assunto do momento, que aparentemente, abalou a equipa, Horner não escapou à questão. Afirmou que estão todos muito unidos numa questão que afirmou ser uma distração.

Inevitavelmente, tem sido uma distração. Mas a equipa está muito unida”, garantiu. “Todos estão focados na temporada que está vindo, então, os negócios estão a seguir normalmente. O apoio tem sido fantástico. Obviamente, meu foco está na temporada. Há uma investigação que estou obviamente a cooperar [nela e estou] totalmente envolvido, mas é algo que está a acontecer nos bastidores enquanto nos preparamos para a temporada que se aproxima. Estamos ansiosos para chegar ao Bahrein na próxima semana, ver o RB20 na pista e descobrir o que vai se tornar o foco de todos no carro. Estamos muito unidos e juntos nesse objetivo, continuou.

Max Verstappen afirma que apesar da polémica, a relação com Horner não se alterou. 

O relacionamento continua o mesmo de sempre”, afirmou Max após o lançamento do RB20. “Não sei quem gosta de escrever esse tipo de coisas. Eu e Christian estamos como sempre”, continuou.

“Além disso, minha vida não é apenas a Formula 1. Prefiro não pensar muito nela fora dos meus treinos programados. Há muitas coisas a acontecer em segundo plano para mim e também penso no que quero fazer no futuro. Também tem o lado virtual [simuladores] no qual estou a trabalhar, então estou bastante ocupado”, concluiu.


A Fórmula 1 regressa às pistas entre os dias 21 a 23 de fevereiro, com os testes coletivos de pré-temporada no circuito de Sakhir, no Bahrein. A primeira corrida da temporada será a 2 de março, no mesmo local.

Youtube Formula 1 Video: O trailer da sexta temporada do Drive to Survive

E depois de cinco temporadas, temos a sexta. O trailer já saiu, o programa começa dia 23 de fevereiro. E dá tempo para ver tudo antes do dia 2, data do GP do Bahrein. 

quarta-feira, 14 de fevereiro de 2024

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Se fosse vivo, Ronnie Peterson faria hoje 80 anos de idade. Morto em 1978, depois de um acidente na partida do GP de Itália, em Monza, a rapidez do "Super Sueco" é uma matéria feita de lendas, depois da sua passagem por March, Lotus e Tyrrell, em oito temporadas. E claro, os seus vice-campeonatos, em 1971 e 78, fazem com que entre no restrito lote de grandes pilotos que não os ganharam, a par de Stirling Moss e Gilles Villeneuve.

Mas se calhar, a melhor maneira de mostrar o que ele era capaz, é melhor recuar a 1976. Porque esse foi um dos anos mais difíceis da sua carreira.

Quando chegou a essa temporada, ele estava farto. Depois de Colin Chapman ter falhado com o modelo 76, arrastou-se com o 72 até ao final de 1975, ficando crescentemente pouco competitivo. Nem sequer subiu ao pódio nesse ano, conseguindo apenas seis pontos. Em 1976, foi apresentado o modelo 77, mas não foi imediatamente competitivo, e depois do GP do Brasil, a primeira corrida do ano, o sueco fartou-se. 

O sueco foi imediatamente para a sua primeira equipa na Formula 1, a March, e Max Mosely acolheu-o logo. O modelo 761, desenhado por Robin Herd, era veloz, mas frágil, o que era bom para o sueco, que sempre teve um pé bem forte no pedal do acelerador. Ter Peterson de volta era bom para a equipa, mas o chassis nunca foi muito desenvolvido porque, na altura, a March estava concentrado na Formula 2, com um acordo com a BMW para fornecer chassis para a sua equipa oficial, prejudicando os esforços na Formula 1. Aliás, o 761 iria ser o último chassis da marca até 1981. 

Contudo, na segunda metade do ano, o chassis acompanhou a velocidade do sueco e entregou algo condigno. Na Áustria, foi sexto depois de ter partido de terceiro e liderado no inicio da corrida. E em Zandvoort, nos Países Baixos, foi o poleman, a sua primeira em mais de dois anos. O sueco liderou por 11 voltas e estava nos lugares pontuáveis quando um problema na pressão de óleo, na volta 51, o fez parar definitivamente.

Em Monza, o centro das atenções era Niki Lauda, que regressava ao seu carro 40 dias depois do seu acidente, no GP alemão, no Nordschleife. Com as feridas ainda em carne viva, o austríaco mostrava-se ao mundo como alguém que regressava dos mortos. Contudo, Peterson estava mais concentrado noutras coisas. E se a posição na grelha era um pouco pior que nas corridas anteriores - oitavo, numa pole conseguida pelo Ligier de Jacques Laffite - na corrida, as coisas foram diferentes.

Na partida, ele conseguiu ficar na sexta posição, atrás do Tyrrell de Jody Scheckter, mas começou logo a partir para o ataque, para no final da volta 11, ficado com a liderança. A partir dali, o caçador virou caça, pois passou a ser assediado pelo Ferrari de Clay Regazzoni, os Tyrrell de Scheckter e de Patrick Depailler, o Ligier de Jaques Laffite, com Niki Lauda a observá-los. 

Mas no final, as coisas correram bem para o sueco. Acabou por ganhar, 2,3 segundos na frente de "Regga" e três segundos de Laffite, com Lauda a ser quarto, a menos de 20 segundos, mas para os tiffosi, parecia que tinha sido ele a triunfar. Para o sueco, dois anos depois de ter ganho pela última ocasião, em... Monza. Aliás, iria ser a sua terceira e última vitória no circuito italiano.

Aquela iria ser, depois a última vitória da March, que fecharia as suas atividades no final de 1977, com os seus bens a serem vendidos para Gunther Schmid, que construiu a ATS, e Herd até iria ajudar na construção do primeiro chassis da equipa, o HS1. Eles regressariam nos anos 80, mas nenhum dos cinco fundadores teriam qualquer envolvimento nele. Quanto a Peterson, iria regressar à Lotus em 1978 e ganhar duas corridas, mas quando aconteceu o seu acidente fatal, já tinha sido anunciado como piloto da McLaren para 1979, porque não queria ser piloto número dois de Mário Andretti, por muita amizade e respeito que tinham um com o outro.          

MCL38: Pilotos falam sobre o novo carro da McLaren


Depois da apresentação do MCL38, o McLaren de 2024, os pilotos falaram sobre o chassis e as expectativas sobre o sucessor de um chassis que lhes deu uma excelente segunda parte da temporada, com dez pódios e o quarto lugar final do campeonato de Construtores.

Primeiro, Oscar Piastri. O australiano, que teve uma excelente temporada de estreia em 2023, encara a nova temporada como uma maneira para continuar a evoluir, especialmente depois de uma segunda metade da temporada passada, onde conseguiu dois pódios e um triunfo na corrida sprint do Qatar. 

É ótimo poder conduzir já o MCL38 em pista pela primeira vez. É um marco importante no nosso desenvolvimento para este ano e estou entusiasmado por o ver em pista com a sua nova pintura.", começou por afirmar o piloto australiano.

"Só saberemos em que ponto estamos em termos de competitividade quando corrermos no Bahrein, mas temos estado a preparar-nos o melhor possível, passando algum tempo no simulador, trabalhando em estreita colaboração com todos os que conceberam, construíram e vão conduzir o carro para garantir que estamos prontos para começar em força.", continuou.

Estou ansioso pelas próximas semanas, que nos levarão a um ano atarefado. Um enorme obrigado à equipa por tudo o que tem feito até agora para nos preparar para 2024. Estou muito entusiasmado por dar início à minha segunda época na Formula 1”, concluiu.


Do lado de Lando Norris, o piloto britânico espera que o arranque de 2024 o mantenha onde estava no fim de 2023 e tem consciência que muito disso está nas suas mãos.

Estou entusiasmado por me sentar ao volante do MCL38 e ver como corre. A pintura do novo carro está ótima, por isso é divertido poder ir para a pista hoje", começou por afirmar o piloto britânico. 

Estou ansioso por testar o carro no Bahrein. Tenho plena confiança na equipa e acredito que vamos continuar a progredir depois da reviravolta da época passada. No entanto, o verdadeiro teste ao nosso progresso está para vir quando colocarmos o carro à prova nos testes, antes da qualificação e da corrida para o Grande Prémio do Bahrein.", continuou.

Nas últimas semanas, tenho estado de volta ao McLaren Technology Center a trabalhar muito no simulador com a minha equipa de engenharia para garantir que estamos totalmente preparados para a próxima semana. Obrigado a todos na pista e na fábrica pelo trabalho que fizeram para chegarmos a este ponto. Estou entusiasmado por chegar ao Bahrain e voltar a correr”, concluiu.

Apresentações 2024 (8): O McLaren MCL38


Depois da Mercedes, esta manhã, aconteceu a apresentação do novo McLaren para a temporada de 2024. O MCL38 é uma evolução do carro anterior, que apresentou uma excelente melhoria na segunda metade da temporada, com 10 pódios com Lando Norris e o estreante Oscar Piastri

No lançamento, o CEO da marca, Zak Brown, afirmou que se tem de encarar a temporada que aí vem com algum realismo, porque reconhece que todas as equipas deram o seu salto de qualidade.

É incrível poder lançar nosso desafiante de 2024, o MCL38, em Silverstone hoje”, começou por afirmar. “É ótimo ver nosso novo carro com a pintura dele na pista e ver o trabalho duro e a dedicação da equipe reunidos”, continuou.

O que é fantástico sobre este desporto é a sua competividade, portanto, devemos seguir realistas, já que todas as equipas fizeram progresso na pré-temporada. O verdadeiro teste para vermos se caminhamos na direção correta será na qualificação do Bahrein. Estamos todos empolgados em voltar a correr, mas sabemos que temos uma longa temporada pela frente e muito trabalho ainda a fazer para garantir que construímos em cima do progresso que fizemos ao longo de 2023”, concluiu.


Andrea Stella, o diretor técnico da equipa, está otimista com o chassis de 2024, por causa do facto que o progresso feito em 2023 mantém-se neste novo carro, e estas mudanças servem como base para desenvolvimentos adicionais que serão introduzidos durante a temporada e que, na sua opinião, já parecem ser promissoras.

A equipa está empolgada em apresentar o MCL38 hoje e vê-lo na pista pela primeira vez”, começou por afirmar. “Para este ano, buscamos construir em cima do alicerce estabelecido na temporada passada, mas somos realistas e sabemos que todas as equipes fizeram progresso e encontraram competitividade para os carros de 2024. Agora temos tudo no lugar: estrutura, pessoas e perspetiva de cultura, então podemos seguir empurrando adiante e construir sobre o trabalho feito para voltarmos para os primeiros lugares da grelha”, seguiu.

Antes de irmos para a pista para a temporada, temos muito trabalho a fazer, inclusive colocar o MCL38 no ritmo durante o teste de pré-temporada no Bahrein. A equipa fez um bom trabalho ao longo do inverno e estamos confiantes de que podemos chegar bem, mas sabemos que temos tarefas importantes pela frente antes do início da temporada”, avaliou.

Há muitas inovações no carro, mas nem todas as áreas que queremos trabalhar foram concluídas antes do lançamento. Estas áreas agora se tornam o foco do nosso desenvolvimento durante a temporada, que já está em curso”, anunciou.

Meu obrigado a toda a equipa, tanto [os que estão] na pista quanto [aqueles que trabalham] na fábrica. Lá na fábrica, [agradeço-os] pelo grande esforço para garantir que o carro estivesse pronto para ir para a pista hoje, assim como aos nossos colegas da Mercedes HPP pela contínua colaboração. Agora direcionamos nossa atenção à longa temporada que temos à frente e estamos ansiosos pelos testes no Bahrein na próxima semana”, encerrou.

O carro seguirá agora para Bahrein, onde fará os testes de pré-temporada, antes da primeira corrida do ano, a 2 de março. 

Mercedes W15: Pilotos falam do novo chassis


Depois da apresentação do chassis, foi a altura dos pilotos de falar sobre o carro e o que esperar na próxima temporada da Formula 1. O W15, na perspetiva deles, gostariam que fosse o carro que baterá os Red Bull e os colocar no caminho dos títulos, onde estavam até 2020.   

Primeiro, Lewis Hamilton. Agora na sua última temporada na marca, antes de rumar para a Ferrari, ele afirma que será um piloto leal à equipa e fará o possível para sair da equipa com o oitavo título na Formula 1, se tiver chassis para tal.   

Os ensinamentos dos últimos dois anos ajudaram-nos a encontrar a nossa direção”, começou por dizer o piloto de 39 anos. “Permitiu-nos encontrar a nossa estrela do norte. Ainda será um trabalho em andamento, mas enfrentaremos quaisquer desafios que se apresentem com a cabeça erguida, com a mente aberta, e trabalharemos com diligência.”, continuou o heptacampeão do mundo.

Se não nos sentirmos confortáveis com o carro, não conseguimos extrair o máximo desempenho. Um carro mais estável e mais previsível vai permitir-nos extrair o potencial não só do carro, mas de nós próprios como pilotos. Sei do que esta equipa é capaz. Estou incrivelmente grato pelo trabalho de cada uma das pessoas desta equipa. Sempre que estamos na fábrica, podemos ver a vontade e a determinação de todos. Estamos todos mega motivados para o ano que se aproxima e vamos dar tudo o que temos na viagem que temos pela frente”, concluiu.


Da parte de George Russell, o piloto britânico está agora para a terceira época junto com a equipa, tendo ascendido à equipa precisamente depois do começo da queda competitiva desta, no final de 2021.

Aprendemos e crescemos como equipa ao longo das duas últimas épocas”, começou por dizer. “Não tem sido fácil, mas acredito sinceramente que a viagem que fizemos nos vai tornar mais fortes a longo prazo. Toda a equipa tem trabalhado arduamente e esperamos ter dado um passo em frente com o W15”, continuou.

Fizemos progressos em relação a algumas das características mais desagradáveis do W14 ao longo do ano passado. Mas ainda tínhamos uma janela de operação estreita e, quando estávamos fora dela, o carro era difícil de pilotar. Se conseguirmos continuar a alargar a janela de funcionamento do carro, isso dar-nos-á confiança enquanto pilotos e, a partir daí, será mais fácil encontrar tempo por volta”, acrescentou o piloto britânico.

A Formula 1 é um desporto incrivelmente difícil. É muito difícil ganhar. E é por isso que o adoramos. Todas as mulheres e homens de Brackley e Brixworth estão tão concentrados em chegar ao topo. Continuamos com essa concentração e dedicação em 2024 e estou entusiasmado por ver onde isso nos leva”, concluiu.

Para além de Hamilton e Russell, os pilotos titulares, estarão os pilotos de reserva Mick Schumacher e Frederik Vesti. Mick continua a desempenhar o papel que desempenhou em 2023, enquanto Fred sobe para esta posição após a sua graduação do Programa Júnior.

Apresentações 2024 (7): O Mercedes W15


Depois de Aston Martin, anteontem, e Ferrari, no dia de Carnaval, o Dia da São Valentim foi escolhido pela Mercedes para apresentar o seu W15, o carro que irá correr na temporada de 2024. O W15 será o último monolugar pilotado por Lewis Hamilton antes da sua mudança para a Ferrari, no último ano de parceria com George Russell

O monolugar representa uma mudança radical face ao seu antecessor, algo que era totalmente esperado, depois do que se viu por parte da equipa nos últimos dois anos, com eles a serem dominados pela Red Bull. James Allison, diretor técnico da equipa, explicou que modificaram todo o conceito do monolugar, desde o chassis e distribuição de peso até ao fluxo de ar, para tentar que seja mais rápido e mais eficaz, mesmo arriscando que possa falhar. 

O design de qualquer carro é um processo interativo. E longo. Vem desde o ano passado. Um novo carro permite que a equipa faça grandes alterações que não são possíveis durante o ano. Essas decisões são tomadas no verão anterior”, começou por afirmar.

Mas a abordagem principal não muda de ano a ano: tentar lidar com as coisas que identificamos como fraquezas no carro atual. Essas fraquezas são reveladas mais fortemente quando a competição começa. Mas você tem uma ideia razoavelmente boa no início do ano sobre o que poderia ser o 'calcanhar de Aquiles' de um carro. A partir daí, é questão de equilibrar o trabalho entre melhorar isso e construir em cima daquilo que funcionou bem. Você olha para os recursos disponíveis em vários departamentos e faz com que foquem a atenção em resolver os problemas. Conforme o tempo passa, você começa a tirar mais e mais pessoas do carro atual e direciona os esforços delas para o próximo”, continuou.


Um grande foco foi a melhoria da imprevisibilidade do eixo traseiro do carro anterior, que os pilotos se referiram muitas vezes como rancoroso. Trabalhamos nisso para tentar criar um carro que seja tranquilizador para os pilotos. No início da curva, quando você trava forte e começa a virar, a traseira precisa ser sólida como uma rocha. E aí, conforme contorna o apex, precisa sentir progressivamente maior agilidade e uma ansiedade para virar. Tentamos colocar isso no carro”.

Também trabalhamos duro para criar um carro com menos arrasto e adicionar [um melhor] desempenho nas curvas. Também fizemos algum trabalho em áreas em que tínhamos margem para melhorar, incluindo o efeito do DRS e a performance nos pit-stops. Sempre fomos bons em entregar um pit-stop num tempo repetível, que é uma coisa chave. E o tempo médio em que fizemos nossos pit-stops ainda estava de três a quatro décimos mais lento do que as melhores equipes. Então tomara que tenhamos caminhado na direção certa nisso”, concluiu.

Já Toto Wolff, o diretor desportivo, espera que o novo chassis seja capaz de recuperar alguma da desvantagem que existe agora em relação à Red Bull, que dominou nas últimas duas temporadas, especialmente em 2023, onde Max Verstappen dominou o campeonato e a Mercedes conseguiu o seu primeiro ano sem ganhar qualquer corrida desde 2011. 

Estou empolgado por estarmos perto de voltar a correr e, claro, curioso e empolgado para ver como será a performance do carro”, começou por afirmar Wolff. “Acho que teremos uma indicação em breve para saber se resolvemos alguns dos problemas inerentes que tivemos do lado do chassis no ano passado. Temos uma montanha a escalar para chegarmos à frente do pelotão, mas estamos focados em fazer isso”, continuou.


Questionado sobre o que seria um progresso no início da temporada, Wolff respondeu: 

A Fórmula 1 está uma constante competição relativa contra outras equipas. Você pode ter um ótimo carro, mas se você está sozinho, correndo em círculos, nunca saberá se é o melhor. Estávamos em uma luta dura com Ferrari e McLaren no ano passado, às vezes com a Aston Martin, e com um grande intervalo para a Red Bull e o resto. Esperaria que estivéssemos no pelotão que vai perseguir no início da temporada e, espero eu, mais próximos da Red Bull”, começou por afirmar.

Por um lado, precisamos ser realistas sobre as hipóteses de batermos um carro que está há um bom tempo à frente com este regulamento e que acertou as coisas nas últimas duas temporadas enquanto nós, não. Não existem milagres no automobilismo. Por outro lado, a ambição é forte. A Red Bull é um carro de muito sucesso são a referência que pretendemos bater. Não sei quando isso vai acontecer, não temos uma bola de cristal. Mas saberemos em breve quão à frente eles estão e que tarefa temos pela frente”, concluiu.

O carro, depois do shakedown no teste, em Silverstone, segue para o Bahrein, onde fará parte dos testes coletivos de pré-temporada, antes da primeira corrida do ano, no dia 2 de março.

terça-feira, 13 de fevereiro de 2024

Youtube Formula 1 Video: Prevendo a temporada de... 2025

Esta semana, os carros estão sendo mostrados e já sabemos que a temporada terá os mesmos pilotos de 2023, o que é inédito na história da Formula 1. Contudo, a movimentação surpresa de Lewis Hamilton da Mercedes para a Ferrari em 2025 baralhou as coisas e provavelmente, abriu as hostilidades para a... próxima temporada.

Assim sendo, o Josh Revell decidiu fazer este vídeo para se armar em Nostradamus. Claro, daqui a um ano, saberemos até que ponto ele acertou... ou não.   

Apresentações 2024 (6): O Ferrari SF-24


E no dia de Carnaval, a Ferrari revelou o seu SF-24. Indo um pouco diferente dos últimos anos, a Scuderia mostrou o vídeo do seu carro, além das fotos do chassis no seu site, e um "shakedown" com Carlos Sainz Jr. ao volante, na pista de Fiorano.

O chassis SF-24 mantém a tradição da Ferrari, cuja cor principal da pintura é o vermelho, mas este ano apresenta riscas brancas e amarelas na pintura, um pouco inspirado nos seus bólidos da Endurance, que no pano passado deram à marca a sua primeira vitória em Le Mans em quase 60 anos.

A Ferrari afirma que o SF-24 irá ter 95 por cento de novos componentes. Por isso, este chassis marca um novo reinício para a Scuderia, com o objetivo de ser competitiva e de aperfeiçoar processos internos, preparando-se ainda para a chegada de novos técnicos. 


No comunicado da equipa, Frederic Vasseur admitiu que “apresentar um novo carro ao mundo pela primeira vez é sempre um momento muito emocionante para mim e para os pilotos, mesmo que já estejamos todos a pensar no momento em que vamos enfrentar os nossos rivais em pista”. O chefe de equipa salientou que em 2024 a Ferrari tem “de começar onde parámos no final da época passada, quando fomos consistentemente os primeiros classificados, com o objetivo de melhorar constantemente em todas as áreas”.

O responsável sublinha que todos na equipa concordam que têm “de ser mais cínicos e eficazes na forma como gerimos as corridas, fazendo escolhas arrojadas, de modo a obter o melhor resultado possível em cada Grande Prémio”. Vasseur conta ainda, esperando “um campeonato muito disputado”, com “os nossos ‘tifosi’ de todo o mundo” para dar uma força extra aos seus pilotos.

Quanto aos pilotos, Charles Leclerc espera que o seu carro seja mais facil de guiar, e que gostou das mudanças na decoração. 

“[Este chassis] deverá ser menos sensível e mais fácil de conduzir e, para nós, pilotos, é disso que precisamos para nos sairmos bem”, começou por afirmar. O piloto monegasco espera “que o carro seja um passo em frente em várias áreas e, pela impressão que tive no simulador, penso que estamos onde queremos estar. O objetivo é estar sempre na frente e quero dar aos nossos fãs muitos motivos de alegria, dedicando-lhes vitórias nas corridas”.

Quando à mudança que abalou a pré-temporada neste inverno, da chegada de Lewis Hamilton a Maranelllo, em 2025, apesar de ter dito que ficara chocado com a decisão, ele afirmou que fora avisado antes. 

Esse tipo de acordo não é finalizado da noite para o dia, leva tempo e eu estava ciente das negociações antes de assinar meu contrato, então não foi uma surpresa. Tivemos conversas com Lewis, especialmente quando tudo foi anunciado e oficializado”, começou por contar.

Nós trocamos mensagens de texto. Ele é um grande campeão com muito sucesso. É sempre interessante ter um novo companheiro de equipa à medida que aprendemos diferentes formas de trabalhar e guiar – ainda mais quando o meu novo companheiro é sete vezes campeão do mundo”, finalizou Leclerc.

Já Carlos Sainz Jr, que agora está no seu último ano na Scuderia, afirmou que estava ansioso por experimentar o carro em pista. 

Quando vi o SF-24 pela primeira vez, mal podia esperar para guiá-lo. Estou ansioso para ir com ele para a pista e saber se o comportamento é o mesmo que vi no simulador. O objetivo é ter um carro melhor, capaz de manter um ritmo de corrida consistente, porque isso é o básico para lutar pela vitória”, disse o piloto espanhol.

Nós, os pilotos, fizemos o nosso melhor para dar um feedback preciso aos engenheiros e tenho certeza que todos que trabalham em Maranello ouviram nossos pedidos. Queremos dar aos fãs algo para comemorar, já que eles nos apoiaram muito no ano passado, mesmo quando as coisas não estavam indo a nosso favor”, finalizou Sainz.


Depois da apresentação, o carro irá para os testes coletivos de pre-temporada, no Bahrein, que acontecerá na semana que vêm, antes da primeira corrida do campeonato, a 2 de março.

segunda-feira, 12 de fevereiro de 2024

Apresentações 2024 (5): O Aston Martin AMR24


Na semana do Carnaval, as equipas que faltam decidiram mostrar os seus chassis, e o primeiro deles será a Aston Martin, que aproveitou hoje para mandar as suas fotos do carro, depois de também divulgar as filmagens do “shakedown”, realizado no circuito de Silverstone. Com Fernando Alonso e Lance Stroll nos carros, o AMR24, mantendo a icónica pintura verde, é uma evolução do seu antecessor, que catapultou a equipa para oito pódios e 280 pontos na temporada de 2023. O AMR24 evoluiu, com a equipa a afirmar que mantêm a maioria dos componentes, misturado com novas partes para 2024. 

Segundo os dados da Aston Martin, o desenvolvimento resultou num AMR24 mais leve e aerodinamicamente mais eficiente, concebido para funcionar num tipo mais vasto de circuitos.

“Estamos orgulhosos de apresentar o AMR24”, começou por afirmar Mike Krack, o chefe de equipa da Aston Martin. “É o resultado de um enorme esforço de toda a equipa no nosso novo ‘Campus Tecnologia AMR’ e permitirá à equipa dar mais um passo em frente em 2024. Desde a última corrida em 2023, toda a gente tem estado muito focada em melhorias em todas as áreas, concentrando os nossos esforços no que realmente faz a diferença, no que realmente importa para ser melhor. Quase todas as áreas do carro foram aperfeiçoadas e melhoradas, com base nos nossos pontos fortes e tendo em conta as lições da temporada anterior. 2023 foi a nossa melhor época até à data e o nosso objetivo esta época é somar pontos regularmente, pódios e lutar pela nossa primeira vitória.”, concluiu.


Quanto a Fernando Alonso, o piloto espanhol, embora sendo cauteloso nas suas declarações e não tenha mencionado conquistas de pódio ou vitória, elogiou o trabalho realizado pela equipa até agora.

Estou extremamente orgulhoso desta equipa e do que foi alcançado em tão pouco tempo. Não apenas o progresso no caminho certo, mas o investimento em todas as áreas. Sempre gosto dessa sensação no início de uma nova campanha, e essa é a minha 21ª como piloto”, contou Alonso.

Toda a equipa trabalhou arduamente para preparar o AMR24, mas há muitas perguntas a serem respondidas nos testes e nas primeiras corridas. Estou animado para entrar no cockpit e começar minha segunda temporada com a equipa”, finalizou o titular da Aston Martin.

Já Lance Stroll, o outro piloto da marca, falou com confiança sobre a possibilidade de crescimento da equipa, sobretudo porque há imensa fome de crescer dentro da Aston Martin.

Houve um grande burburinho na Aston Martin neste inverno. Ainda somos uma equipa jovem, mas estamos crescer rapidamente”, disse Stroll. “Existe aquela fome e a crença quando você passeia pelo campus — crédito de todas as incríveis pessoas que trabalham aqui”, exaltou. 

Todos nós queremos continuar a partir do que conseguimos no ano passado, especialmente na primeira parte da temporada, onde conseguimos um forte progresso, aprendendo mais sobre o carro. Acho que isso nos preparou bem para a nova temporada e mal posso esperar para começar”, concluiu o piloto canadiano.


Depois do shakedown, a equipa irá para o teste coletivo no Bahrein, preparando para a nova temporada, que começará no circuito de Shakir a 2 de março.

Quase maioridade


Já passou da meia-noite, logo, é altura de colocar esta curta, mas significativa, mensagem. Afinal de contas, nunca pensei, após este tempo todo, falar sobre um momento especial do qual nunca pensei que poderia ser alcançado quando começou, num domingo à noite como este, há precisamente 17 anos.

Nossa, quase a maioridade!

Mas, chegado aqui, aconteceu. É claro, o que se tornou num projeto de deixar aqui o meu amor pelo automobilismo, aliado ao meu conhecimento enciclopédico e os meus conhecimentos de jornalismo, tornou-se agora, numa referência numa blogosfera que se encheu de projetos efémeros, do qual, passada a moda, se encheu de resistentes.

E no meu caso, isto se tornou numa mistura de notícias, História e estórias de um estilo inconfundível que atraiu imensa gente apaixonada pela modalidade, venham de onde vierem.

Aliás, nunca pensei que tivesse tanta abrangência, tocando os dois lados do Atlântico.

Está data, em muitos anos, apanhou-me, ora em anos bons, ora em maus. Este ano comecei um novo desafio, a convite, o que mostra que devo a minha fama à este canto. É certas coisas só se alcançam com algumas virtudes. A persistência, que tem de ser teimosa, a paciência, que tem de ser infinita, é a esperança, que tem se ser a última a morrer.

E claro, o amor pelo automobilismo, que tende a ser infinito.

Portanto, em mais um aniversário do blog, quero afirmar isto: viva o automobilismo, viva!