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domingo, 26 de julho de 2026

Formula 1 2026 - Ronda 11, Hungaroring (Corrida)


Passaram quarenta anos desde que a Formula 1 visitou pela primeira vez terras húngaras e não mais saiu dali, e agora, com uma pista cada vez mais entrincheirada no calendário - apesar de ser lenta e algo travada - a pista está cheia para acolher máquinas e pilotos, num país transformado. Afinal de contas, em 1986, a Hungria estava atrás da Cortina de Ferro...  

O tempo está agradável em Budapeste, um tempo de verão, com autódromo cheio de gente, asfalto quente (52ºC) baixas chances de chuva, e os pilotos iriam partir para as 70 voltas seguintes com pneus médios, preparando-se para duas paragens. as excepções eram os Ferrari, que largaram com moles, se calhar, para serem os primeiros a pararem.


Na partida, Norris defendeu-se de Piastri, mas Max subia para terceiro. O australiano foi mais ousado, e algumas curvas depois, ele ficou no comando da corrida. Depois vinha Max, os Ferrari, com Hamilton a defenmder-se dos ataques de Lelcerc, e Antonelli vinha logo a seguir. Russell partiu muito mal e tinha caído para o fundo do pelotão.

Nas voltas seguintes, os McLaren começaram a distanciar-se de Max Verstappen, que por sua vez, estava a aguentar os Ferrari, que o queriam passar para resolver o problema e tentar evitar que fugissem de forma definitiva. Muito atrás, na 13ª posição, George Russell continuava a sua recuperação. Na volta onze, Hamilton chegou a perguntar se não deveria mudar a estratégia para tentar passar dessa maneira o neerlandês da Red Bull. Do qual recebeu uma resposta negativa. No meio disto tudo, Russell continuava a subir posições, até à 11ª, mas algo longe de Nico Hulkenberg, da Audi, e o último piloto na zona dos pontos. 

Mesmo assim, Hamilton foi às boxes na volta 14, e colocou duros, tentando ficar na pista o maior tempo possível. Regressava à pista na nona posição, e esperava ter saído melhor que a concorrência. Durou algumas curvas até passar o Racing Bulls de Arvid Lindblad, para ser oitavo. Na volta seguinte, Max foi às boxes, trocou para duros, também, e na saída para a pista, Hamilton conseguiu ser mais rápido que o piloto da Red Bull, e conseguiu o "undercut". 

Contudo, logo a seguir, Max fez uma excelente manobra para passar Liam Lawson... e Lewis Hamilton, para ser sexto e sobretudo, passar o piloto da Ferrari, o seu rival direto nesta corrida. Bem interessante!

Oscar Piastri e Charles Leclerc pararam ao mesmo tempo, na volta 17, colocando duros, com Piastri a sair melhor, e o comando da corrida ficar nas mãos de Lando Norris. Mas isso durou apenas uma volta, porque o piloto da McLaren foi às boxes trocar de pneus. Durou 3.2 segundos, e na saída Piastri conseguiu passá-lo, com pouco mais de meio segundo de diferença. No comando está agora Kimi Antonelli, na frente de Isack Hadjar. E no meio disto tudo, Russell era agora oitavo, nos pontos.

Antonelli só foi às boxes na volta 23, para colocar duros e regressar à pista na sexta posição, mais de cinco segundos na frente de George Russell, que ainda não tinha parado. Ele só pararia na volta 28, para colocar duros e regressar na nona posição. Três voltas depois, na 31ª passagem pela meta, Hamilton regressava ás boxes para colocar mais um jogo de duros, regressando à pista na sétima posição. 


Na frente, Piastri comandava, mas estava a ser assediado por Norris. Max não estava muito longe, a pouco mais de dois segundos e meio, e logo a seguir, na volta 35, Oscar Piastri trocou também de pneus, para outro jogo de duros, regressando em quinto. Duas voltas depois, na 37, foi a vez de Leclerc parar pela segunda vez. 

Na volta 39, algo insólito: Oscar Piastri estava a passar alguns pilotos atrasados, entre eles o Williams de Carlos Sainz Jr, quando o piloto espanhol manobrou como se o australiano não estivesse ali. O choque foi inevitável, houve alguns danos, mas poderia ter sido muito pior. Quase ao mesmo tempo, Lando Norris ia às boxes, e voltava na frente de Piastri, para fúria do australiano. Max foi na volta 42, com o neerlandês a colocar moles e a regressar em quinto, atrás de Hamilton.

A partir daqui, isto se tornou numa luta entre Lando Norris e Andrea Kimi Antonelli. Primeiro ao longe, mas depois começou a ficar mais perto. Contudo, na volta 56, as atenções viraram para Oscar Piastri, que ficou sem caixa de velocidades, e parou de forma definitiva. Safety Car Virtual, e boa parte do pelotão foi às boxes para a sua terceira e última paragem nas boxes. Norris, Hamilton, Leclerc, Gasly e mais alguns outros, boa parte dos quais com moles, para acelerarem até ao final.

No regresso à pista, ainda em Safety Car Virtual, Hamilton ia rápido demais para ver se não era passado por Antonelli, mas quando regressou à pista, aparentava estar em excesso de velocidade, e teria de fazer uma de duas coisas: cedia a posição, ou teria uma penalização de cinco segundos. Ele escolheu ceder. 

A dez voltas do final, Norris tinha Max sob controlo, a cerca de seis segundos, mas a luta que interessava era entre Antonelli e Hamilton, pela terceira posição. O britânico, com moles, tentava passar o jovem piloto da Mercedes, que tinha duros, mas ele resistia. Pouco depois, Hamilton soube que tinha uma penalização de cinco segundos, logo, mesmo que o passasse, teria sido uma batalha inutil.

Mas até à meta, Lando Norris tinha uma corrida sem problemas, não só se distanciando de Max, como acabaria por triunfar pela primeira vez na temporada, fazendo com que a McLaren fosse a terceira equipa vencedora em 2026. Max tinha novo pódio, o quarto da temporada, enquanto Antonelli tinha tudo sob controlo, na frente dos dois Ferraris, com Leclerc em quarto, por ter puxado pelo carro para ficar a menos de cinco segundos do seu companheiro de equipa. 

E por curiosidade: os Aston Martin, com a sua versão B e sem as novas atualizações do motor Honda, acabaram em 13º e 14º, na frente dos Williams, dos Haas, dos Cadillacs, e com um Alpine atrás dele. Imagine-se como será depois de Zandvoort, quando tiverem a nova evolução do motor japonês... 


Agora, Antonelli tem 50 pontos de vantagem sobre Hamilton, o que implica que ele será campeão no fim de semana de Las Vegas. Não sei se será apropriado ele ganhar ali, num país onde, por exemplo, para beber, precisa de ter 21 anos... a não ser que no Nevada, a idade seja mais baixa. 

Depois de Hungaroring, são quatro semanas de férias até Zandvoort, e ver como será a segunda parte do campeonato.      

domingo, 19 de julho de 2026

Formula 1 2026 - Ronda 10, Spa-Francochamps (Corrida)


A visão de Spa-Francochamps, uma das clássicas da Formula 1 - participou na edição inaugural  da competição, em 1950 - faz contentar os fás da modalidade. Uma pista grande, cheia de altos e baixos, num lugar florestado e com tempo instável, parece ser um paraíso da imprevisibilidade automobilística. Contudo, isso parece estar em vias de extinção. Com a obsessão da FIA e da FOM pela segurança, os pneus da Pirelli a não serem grande coisa - e a proibição da guerra de pneus - e a própria atmosfera daquela região das Ardenas, muito húmida, sempre que haverá aqueles momentos chuvosos, irão adiar para as calendas gregas. 

Sorte deles, este final de semana, apesar de alguns avisos, tal não acontecerá. Apesar do céu nublado, as chances de chuva eram pequenas.  

E pela frente temos uma corrida de 44 voltas, com os pilotos a poderem parar uma vez, pelo menos. E um tempo de verão faz com que as chances de chuva são quase mínimas. E os da frente decidem ir de médios, porque à partida, farão uma paragem durante a corrida. E também é a escolha dos que foram penalizados, porque querem beneficiar da sua durabilidade... e quem sabe, alguma situação de Safety Car durante a corrida...


Na partida, Antonelli larga bem e começa a ser atacado por Max Verstappen e passou-o na chegada a Eau Rouge. Mas pouco depois, na Radillon, a confusão: Hamilton e Russell tentaram lutar por posição e em Les Combes, acabou na relva, acabando por saior de pista. Com isto tudo, Leclerc era segundo, Antonelli tinha ganho velocidade suficiente para passar o neerlandês da Red Bull, e Max tinha caído para terceiro.

No final da primeira volta, tínhamos o Safety Car na pista, alguns pilotos, como Valtteri Bottas e Esteban Ocon, tiveram de ir às boxes para trocar de pneus, enquanto os que podiam, viam nos seus dispositivos móveis como é que Russell acabou a sua corrida na primeira volta e se Hamilton tinha alguma culpa nisso.

A corrida regressou à ação na volta cinco, com Hamilton e Piastri a lutarem pela quarta posição, enquanto Antonelli mantinha a liderança. O britânico da Ferrari chegou a ficar com o lugar, mas o australiano da McLaren respondeu e recuperou a posição. um pouco atrás, Lando Norris começava a subir posições, entrando nos pontos, na nona posição. Pouco depois, um pouco mais à frente, Max queria apanhar Leclerc e começou a usar energia para apanhar o monegasco da Ferrari, e lá conseguiu, no inicio da sexta volta.

Max queria apanhar Antonelli, e a volta mais rápida mostrava isso, mas Antonelli mantinha a energia e o sangue-frio para o manter à distância. Atrás, Leclerc tinha Piastri e Hamilton atrás dele, o australiano tentou passá-lo na volta oito, mas houve contacto entre ambos, suficiente para haver destroços. Na volta seguinte, Hamilton conseguiu passar o piloto da McLaren e ficou com a quarta posição.

Na décima volta, os comissários decidiram atribuir uma penalização de cinco segundos a Hamilton por causa da colisão com Russell na primeira volta, e que seria cumprido quando ele fosse às boxes. Atrás, Lando Norris subia posição atrás de posição, para evitar que ele deixasse que os da frente escapassem. Passava Arivd Lindblad na volta 12, e era sexto, a menos de 13 segundos da liderança, e com pneus duros, ou seja, tentaria ficar na pista o maior tempo possível.

As primeiras paragens nas boxes foram com o Alpine de Pierre Gasly, seguido pelo Williams de Carlos Sainz Jr, ambos na volta 14, com Franco Colapinto e Liam Lawson a fazerem o mesmo duas voltas depois, todos a colocarem duros, e a mesma coisa aconteceu com Arvid Lindblad na volta 17, para fazer a mesma coisa. 

Max foi o primeiro da frente a parar, na volta 18, para colocar duros, quando pouco depois, o Safety Car Virtual saiu à pista, para que os comissários pudessem limpar destroços. Kimi Antonelli foi às boxes, quase batia no muro, colocava duros, e saía em quinto, atrás dos Ferrari e dos McLaren. Que iria trocar de posições na volta 20, quando Lando Norris passou Oscar Piastri para ser terceiro. O australiano reagiu e voltou ao lugar e foi bem a tempo, pois o Safety Car Virtual saiu de novo, para que os comissários pudessem limpar os destroços perto nas boxes.

Leclerc, Hamilton e Piastri aproveitaram a ocasião para irem às boxes, bem como Hadjar e os Audi também foram. Nesta confusão, o McLaren de Norris era o primeiro, na frente de Leclerc e Antonelli, e na paragem de Hamilton, um dos seus mecânicos tropeçou e ficou magoado, mas sem grandes consequências. 


No meio da corrida, Norris, agora na frente, aguentava as investidas de Leclerc, com Antonelli perto deles e Max a seguir. Hamilton, no meio disto tudo, era sexto, depois de cumprir a sua penalização. Na frente, Leclerc estava a apanhar o piloto da McLaren e conseguiu passá-lo, para ficar com a liderança. Antonelli apanhou-o logo a seguir, na volta 26, e o piloto da Mercedes ficou com o segundo lugar. Norris era terceiro, mas logo a seguir Max aproximou-se, e na volta 29, era passado. Aqueles pneus duros já perdiam a sua eficácia... na volta 31, ele foi às boxes, trocando para médios. A troca foi lenta, e ele caiu para oitavo. 

Nessa altura, Antonelli tentava apanhar Leclerc e nesta altura já estava a menos de dois segundos do piloto da Ferrari. O italiano passou as voltas seguintes a aproximar-se, usando a energia do seu carro para o apanhar, enquanto o monegasco preparava-se para defender, de forma agressiva, se fosse preciso. Contudo, quando Antonelli ficou com o comando, na volta 34, não houve grande reação de Leclerc... naquele momento, porque pouco depois, o monegasco tentou reagir, apanhando-o.

E tudo isto com ambos a mais de sete segundos de Max, que era terceiro. 

Na parte final, Antonelli aguentou a investida de Leclerc, afastando-se ligeiramente, mas decisivamente, do piloto da Ferrari, enquanto no quarto posto, Piastri aguentava Hamilton o mais que podia, até que na volta 40, o veterano passou o piloto da McLaren na reta Kemmel para ser quarto. 

Na bandeira de xadrez, Antonelli conseguia a sua sexta vitória na temporada, e melhor ainda, com o seu companheiro e rival Russell de fora, serão mais 25 pontos que consegue, nesta luta pelo campeonato. Mais um pódio para Leclerc, e sobretudo, para Max, que bem precisa numa temporada onde o seu Red Bull não é o melhor carro do pelotão. Nem o segundo ou o terceiro melhor...


Agora, a tenda irá se desmontar rapidamente, porque no próximo fim de semana, estarão em Budapeste para um último espectáculo antes das férias do verão. 

domingo, 29 de março de 2026

Formula 1 2026 - Ronda 3, Suzuka (Corrida)


Três corridas no campeonato com os novos regulamentos, e já se começam a definir algumas coisas sobre esta nova Formula 1. Algumas, de certa forma, eram previstas desde antes do começo desta temporada. Contudo, havia algo que, sinceramente, não previa nesta altura: ver que um garoto de 19 anos estar perto de ser um futuro campeão do mundo. Nisso, Toto Wolff tem uma inteligência aguda e instinto para saber que tem fome de vencer. 

Andrea Kimi Antonelli ganhou na China, mas se calhar pensaram que poderia ter sido um "acaso" perante um piloto mais velho e mais experimentado, na figura de George Russell, que nunca conseguiu lutar pelo título porque não tinha um carro suficientemente decente. Contudo, agora que tem essa chance pela frente, parece que o "menino-prodigio" de Bolonha está prestes a desbrochar, qual "sakura" (afinal, estamos na primavera no hemisfério norte), poderá superar aquele que, se calhar, merece este título. Não que os títulos tenham os nomes dos pilotos desenhados antecipadamente, mas toda a gente sabe que, para ser campeão, tem de o merecer. 

E pela pole que conseguiu ontem, parece que a mensagem está a ser mandada: Kimi Antonelli quer o campeonato, pelo menos o deste ano. Resta saber se terá estofo, não é?

Domingo de primavera, com o tempo algo quebrado - mas sem chances de chuva - e os pilotos preparavam-se para as 53 voltas que tinham diante deles. Antes de partir, e antes de se saber que não havia carros a ficarem sem energia ou sem peças nas boxes, estes iriam começar com médios, esperando livrar-se deles por alturas do meio da corrida. 

Contudo, pouco antes da largada, o anuncio de que a corrida iria começar um pouco mais tarde, cerca de dez minutos. A razão? um acidente bem feio numa das corridas de suporte do campeonato, a Porsche Supercup, e o carro voou... para fora da pista, danificando o muro de proteção. Apesar do aparato, o piloto pouco sofreu. 


Na partida, Antonelli foi surpreendido por Piastri, que arrancando bem, ficou com o comando da corrida, colocava um McLaren no comando. Atrás deles, Leclerc também largava bem e ficava com o segundo posto, seguido por Norris e os Mercedes eram apenas quarto, com Russell, Hamilton e Antonelli, logo a seguir. O poleman teve uma péssima largada - se calhar, não tinha energia suficiente para se lançar e defender a liderança - e fazia a primeira curva em sexto. Gasly era sétimo, na frente de Verstappen.

Quando passaram pela meta no final da primeira volta, os espectadores ficavam surpresos por ver os Mercedes tão mal colocados. Ainda por cima, Antonelli tinha perdido quatro lugares. Mas claro, havia muito pela frente, e eles certamente não perderam a cabeça, pensando na estratégia para regressar aos lugares cimeiros. Mas por agora, Oscar Piastri fazia os seus primeiros metros da temporada - depois de três corridas! - no comando da corrida.

Nas voltas seguintes, Russell esforçou-se e passou, primeiro Norris, depois, Leclerc, para ser segundo, mas enquanto batalhava para se livrar deles, Piastri tinha aberto uma pequena distância, pouco mais de dois segundos e meio, e parecia estar confortável. Claro, o britânico queria o comando e foi atrás do australiano, que, agora com um carro que anda, mostrava todo o seu potencial de liderança. 

Na volta 10, Russell, por fim, encostava a frente do seu Mercedes na traseira do McLaren do australiano, e depois da chicane, assaltava e conseguia a liderança. Mas Piastri não desistiu e respondeu, ficando novamente com o comando, porque Russell ficara sem energia para se defender. Atrás, Antonelli conseguia apanhar Norris e ficava com o quarto posto. Cinco voltas depois, Antonelli apanhava Leclerc e era terceiro, mas o monegasco reagia e recuperava a posição.

Quase a seguir, as primeiras paragens: Norris trocava para duros na volta 17, e logo a seguir, era Leclerc que fazia o mesmo, e com isso, Antonelli ia para segundo. Parecia a hierarquia ideal: Mercedes na frente, fim de história. Mas não.


Porque na volta 23, um susto: enquanto Russell ia às boxes para fazer a sua paragem, e dando a liderança a Antonelli, entre o gancho e a Spoon, o Haas de Oliver Bearman viu o Alpine de Franco Colapinto a andar lentamente, saiu de pista e despistou-se, batendo de lado no muro - soube-se depois que o impacto no muro foi a 50G's. Ele saiu a coxear, e os comissários não tiveram outra opção senão chamar o Safety Car.

Nas cinco voltas seguintes, os comissários andaram a limpar a pista e tirar o carro daquele lugar, enquanto os pilotos tiveram a aquecer os pneus, e boa parte dos pilotos aproveitaram a ocasião para se livrarem dos pneus médios e calçarem os duros, para ficar na pista até ao final.

No regresso, na volta 28, a corrida iria recomeçar, com Antonelli, que tinha ido às boxes sem perder a liderança, resistia aos ataques de Piastri para manter a liderança 

Pouco mais de metade da corrida, e com Antonelli a controlar a distância sobre Piastri, Hamilton lutava com Russell para um lugar do pódio, e Norris, em sexto, à distância. Mas na volta 38, Russell era passado por Leclerc e tinha descido para quinto. O monegasco queria passar Hamilton, mas ele não queria nada disto, e esta luta fratricida era excelente para Russell, que ficava ao pé deles, para tentar passar para, quem sabe, terceiro lugar. 

Eles duelaram, mas Leclerc conseguiu o terceiro posto na volta 42, a onze do fim. Hamilton lutou, mas o seu companheiro de equipa conseguiu aguentar. Russell aproveitou a oportunidade e também passou Hamilton e o britânico da Mercedes ficou com o quarto posto. E para piorar as coisas, o risco de ser passado por Norris era real. Norris passou Hamilton na volta 48, mas o britânico da Ferrari ficou com o lugar de volta.

Um pouco mais atrás, Verstappen pressionava Gasly para ver se ficava no sétimo posto, mas não iria ser fácil. E mesmo que passasse, para os buscar, tinha quase oito segundos de desvantagem.

Na frente, com os carros a aproximarem-se da bandeira de xadrez, Antonelli tinha tudo controlado, principalmente sobre Piastri, que parecia estar a caminho da primeira corrida terminada, e ainda por cima, no pódio porque, apesar de Charles Leclerc estar perto, não parecia ser ameaçador. Aliás, o monegasco tinha outras prioridades: Russell queria o seu lugar no pódio.

Na volta 51, ele usou a sua energia para passar o piloto da Ferrari, mas ele guardou energia para reagir, e conseguiu recuperar o lugar na primeira curva. Atrás, Lando Norris fez a mesma manobra, para passar Hamilton e ficar com o quinto posto. 

E enquanto havia estas lutas, na frente, Antonelli, tranquilo, ia a caminho da segunda vitória consecutiva, e parecia que estava a distanciar-se do pelotão. Aos 19 anos, ele liderava o campeonato, na frente de Piastri e Leclerc, que conseguia aguentar Russell e mantinha o seu lugar no pódio. Norris foi quinto, com uma manobra nos últimos metros, e no sétimo posto, Gasly aguentava Max, com Lawson e Ocon a fechar nos pontos.


Pode existir criticas com os carros, os fãs e alguns pilotos poderão queixar-se de que com esses carros, não podem acelerar totalmente, mas ninguém anda a queixar-se de que estas corridas são aborrecidas, pelo menos estas primeiras da nova temporada...

E agora, teremos um mês sem corridas, até ao regresso dos carros e dos pilotos à Europa.

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2026

Youtube Formula 1 Video: Drive to Survive, temporada 8

Com menos de duas semanas e meia até à nova temporada, é altura de recordar a de 2025. Afinal de contas, conhecem algum onde apareceram seis novatos, tivemos uma McLaren onde os seus dois pilotos foram candidatos ao título até ao final, contra um Max Verstappen que tinha tudo na Red Bull... cujo líder se foi embora a meio do ano?

Bem, isso é o que podem ver neste reality show sobre a Formula 1, que se estreará a 27 de fevereiro, cujo trailer coloco aqui. 

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2026

Youtube Formula 1 Video: A apresentação do MCL40

Esta segunda-feira a McLaren apresenta no Bahrein o seu carro para 2026, o MCL40, o primeiro carro que apresentam após o título mundial de 2025, com Lando Norris e Oscar Piastri como pilotos. 

O MCL40 é apresentado também quando se faz 60 anos sobre o primeiro McLaren, que foi mostrado no Mónaco, com o M3A, e também será o ano em que a equipa fará o seu milésimo Grande Prémio da sua história, que acontecerá no fim de semana de Miami. 

domingo, 7 de dezembro de 2025

Formula 1 2025 - Ronda 24, Abu Dhabi (Corrida)


E pronto, dê por onde der, isto acaba hoje, aqui, em Abu Dhabi.

Muitos desejam que o campeonato acabe com Max a ser campeão, para que possam dizer ao mundo que a McLaren não quis escolher os seus pilotos, não os hierarquizou, e foi por isso que ele acabou como vencedor. E, se Norris acabar campeão, compararão a Jenson Button como alguém simpático, mas não tem estofo de campeão. 

São "verstappenistas?" Não necessariamente. Apenas gostam de alguém que não hesita, ataca, sem dó nem piedade. Habituaram-se a Ayrton Senna, Michael Schumacher, Nelson Piquet - e mais alguns outros - que tinham a equipa só para eles, com o segundo piloto apenas a preencher um lugar e pouco mais. Acham que ter dois pilotos iguais é uma fraqueza, e apontam alguns exemplos na história, como 1986, onde Prost derrotou os Williams, quando na verdade, a McLaren foi inteligente na escolha dos pneus, ao trocar cedo, permitiu ser melhor que a escolha da Williams, que não trocou e depois viu o pneu de Nigel Mansell explodir espetacularmente na reta Brabham.

Max Verstappen fez tudo certo neste final de semana, até agora. Conseguiu a pole-position, mas continua a não depender de si para ser campeão. Mesmo que ganhe, basta Lando Norris não ficar no pódio para ser campeão. E vai "pedir aos deuses" para que Zak Brown não decida nada. "Que se matem e eu fico com o título", pensa ele.

Não necessariamente. Ou já se esqueceram como é que Oscar Piastri conseguiu a sua primeira vitória, na Hungria?

Em suma, Zak Brown já tem um titulo, conquistado há muito tempo. O que vemos e lemos é um bando de gente ansiosa, quer para um lado, quer para o outro. Sempre foi assim em situações destas, mesmo no passado? A diferença? Não havia redes sociais, pelo menos, até 2010, data do duelo a quatro entre Fernando Alonso, Lewis Hamilton, Mark Webber e Sebastien Vettel.

A propósito... sim, já vi o que a F1 fez na sua página oficial. Que poderei afirmar, estamos na era da Idiocracia e do "AI Slop" (traduzido por preguiça do IA)?

Com o aproximar da hora da partida, e com o sol a caminho do horizonte - eram 17 horas em Abu Shabi - boa parte dos pilotos começam com médios, incluindo os três primeiros da grelha. Alguns iriam correr com os moles - Hamilton e Albon, por exemplo - e outros com duros, como Piastri e Tsunoda, por exemplo. 


Quando as luzes se apagaram, as posições se mantiveram, mas a meio da volta, Piastri passou Norris e ficou na segunda posição. Atrás, Leclerc era pressionado por Alonso pelo quarto posto, mas aguentou-se. Na segunda volta, Leclerc tentava aproximar-se de Norris, mas não chegava o suficiente. Max começava a fazer voltas mais rápidas umas atrás das outras, tentando distanciar-se dos McLaren. Russell passou Alonso para ser quinto, na volta 4, enquanto Leclerc tentava apanhar Norris para ficar no pódio.

As primeiras paragens nas boxes foram aqueles que tinham os moles, para se livrarem o mais rapidamente possível, e regressaram com duros. A partir daqui, foi uma luta para saber ate que ponto os pneus iriam ser importantes para a estratégia de corrida. Há quem começava a ver que os pneus de Max poderiam aguentar menos que os dos McLaren, especialmente Norris, cujos pneus tinham melhor aspecto.

Russell entrou nas boxes na volta 17, Bortoleto na seguinte, com duros calçados, enquanto nesta altura, Norris já tinha afastado de Leclerc. E foi nessa altura em que foi às boxes, onde foi tudo normal, com duros. A parte chata é que estava atrás de um grupo, e iria ser complicado para passar. Ele começou a passar alguns pilotos, como Antonelli, depois, Sainz Jr, e na volta 19, Stroll e Lawson, ao mesmo tempo. No inicio da volta 20, começou a perseguir Yuki Tsunoda, que era quarto. 

Norris passou Tsunoda na volta 23, e apesar do japonês ter feito a sua vida difícil, o britânico conseguiu passar para ser quarto, na mesma altura em que Max foi às boxes, regressando com médios e com um atraso de quase 20 segundos sobre Piastri. Que tinha duros, recorde-se. Duas voltas depois, Leclerc tinha passado o japonês e era quarto.

Com o passar das voltas, Max começou a aproximar-se de Piastri, mas a diferença só caiu para 15 segundos, na altura da volta 30, altura em que os comissários penalizaram Yuki Tsunoda por causa das suas manobras quando foi passado por Lando Norris. 


Agora, era tudo à distância. Piastri começou a ver Max a aproximar-se, mas com Norris em terceiro e a afastar-se de Leclerc, tudo indicava que o piloto britânico era o campeão. Na volta 40, Leclerc parou pela segunda vez, com a McLaren a responder, chamando Norris para as boxes, mantendo os duros. Nessa altura, Piastri já tinha Max na sua traseira, e o neerlandês passou na volta 41. Piastri foi às boxes na volta 42, parando por fim, com médios calçados. Piastri regressou em segundo, 4,8 segundos na frente de Norris. Mas as possibilidades continuavam a ser os mesmas: nesta situação, Norris era campeão.

Piastri aproximava-se de Max nas voltas seguintes, e por sua vez, Norris também se aproximava do australiano, mas no final, a McLaren pediu que ele levantasse o pé, porque não servia tentar apanhá-los, as coisas se mantiveram na mesma até à meta, e claro, com isto, Lando Norris era campeão do mundo de 2025, apesar dos esforços de Piastri e de Max.

No final, pode-se afirmar imensas coisas sobre esta corrida, mas sei perfeitamente que não haverá unanimidade sobre esta questão. Mas digo isto, vendo as coisas pela temporada: apesar da grande recuperação de Max Verstappen - recuperou de uma desvantagem de 104 pontos para estar perto dos pilotos da McLaren na última corrida do ano - Lando Norris foi o campeão. E mereceu inteiramente por uma simples razão: foi inteligente, e teve uma excelente equipa por trás a ajudá-lo. E eles foram tão bons que ele se deu ao luxo de ficar com a posição ideal: um pódio.

Para rematar, despois dos abraços, dos choros, do foguetório, das comemorações na pista e nas bancadas: acabou esta looonga temporada de 2025. Já não falta muito para que a Formula 1 comece na última semana de janeiro e acabe na segunda semana de dezembro, mas feito o balanço de uma temporada onde mudanças sísmicas aconteceram - especialmente na Red Bull - foi uma temporada interessante. Agora, as despedidas estão a acontecer - adeus Sauber, adeus Renault, adeus, DRS, adeus (será até já?) Tsunoda - e aparecerão novos atores, como Audi e Cadillac, e a Toyota a entrar cada vez mais de mansinho.


Que venha 2026 e os novos regulamentos, para saber se será um baralhar e voltar a dar, ou nem por isso.

domingo, 30 de novembro de 2025

Youtube Formula 1 Video: A queda de Oscar Piastri

No meio do verão, parecia que Oscar Piastri estava bem lançado para uma candidatura sólida ao título mundial. Contudo, desde a corrida de Zandvoort que o piloto australiano não voltou a vencer, como também só conseguiu dois pódios, o último dos quais... este domingo, em Losail. 

Claro, muitos interrogam-se da razão pelo qual ele se apagou dentro da equipa de Woking em favor de Lando Norris, especialmente quando se pensava que seria o favorito para ganhar este campeonato. E quem vir o video do Josh Revell, pode ser que entenda essas razões.  

Formula 1 2025 - Ronda 23, Qatar (Corrida)


A competição está como a Liberty gosta: uma luta a três, e se arrastar até Abu Dhabi, melhor. Em Losail, tivemos um fim de semana alargado, com corrida "sprint" e tudo, com Oscar Piastri a levar a melhor, mas com Lando Norris na frente de Max Verstappen - apenas quarto, com Norris a ser terceiro, ganhando mais um ponto -  e parece que o piloto da McLaren tem tudo para ser campeão hoje. 

No fim de semana de Losail, a penúltima do ano, os pilotos e as equipas chegaram com um aviso da Pirelli sobre a durabilidade dos seus pneus. E por causa disso, há limites do uso dos pneus, ou seja, haverá pelo menos duas paragens nas boxes. A marca, que corre em monopólio na Formula 1 - para evitar o embaraço de Indianápolis 2005 - fez esta recomendação, para evitar que as equipas e os pilotos acabem com problemas alheios ao seu desempenho. E ainda por cima, numa fim de semana tão decisivo como este...

Antes da corrida, um piloto partiu das boxes: Franco Colapinto, no seu Alpine. Quanto a compósitos, os dez primeira meteram médios, Hulkenberg e Hamilton com moles, e Colapinto com duros. Em suma, todos usarão todo o tipo de pneus.

E depois do sol posto, como é norma neste lado do mundo, máquinas e pilotos estavam prontos para a penúltima prova do ano. O primeiro "match point", onde Lando Norris tinha tudo a ganhar, se usasse a cabeça e tivesse sorte. 57 voltas pela frente e no final, provavelmente, um campeão.


Na partida, Piastri partiu bem, mas Max largou melhor e passou Norris para ser segundo. De resto, tudo pacifico, sem asneiras. Norris partiu mais lento, mas não comprometeu em nada. E com isto, o campeonato ia para Abu Dhabi. Nas voltas seguintes, os pilotos tentavam melhorar as suas posições, mas sem ar limpo na frente, passar nesta pista era complicado. 

Na volta 5, Piastri já tinha mais de dois segundos de vantagem sobre Max, e a mesma distância entre ele e Norris. O neerlandês era o mais rápido, mas não conseguia aproximar de Piastri para ganhar mais pontos. 

Na sétima volta, Nico Hulkenberg despista-se com o pneu traseiro direito rebentado. Pierre Gasly ia para as boxes a um ritmo mais lento, também com um furo, e o Safety Car entra na pista. Altura para boa parte dos pilotos trocarem de pneus, a começar por Max Verstappen. Mas quem não ia para as boxes eram os McLaren. Mais tarde, as imagens mostraram que Hulkenberg e Gasly tocaram-se na entrada na curva 1, numa altura em que o piloto alemão atacava o nono posto do Alpine do francês.

Max regressou à pista com médios, mas os McLaren, que não foram ás boxes, tinham alegadamente algo que o resto não tinha: flexibilidade. Todos os outros teriam de parar na volta 32, algo do qual eles não iram parar. A McLaren poderia ir mais cedo, mas poderia escolher a volta. O resto... não. 


O Safety Car regressou às boxes na volta 11, com os primeiros a manterem-se, enquanto Max era terceiro na frente dos Mercedes. Os McLaren aceleraram, deixando Max a mais de dois segundos nas primeiras duas voltas depois do regresso à corrida. Sainz Jr, que era quarto, parecia que iria apanhar o piloto da Red Bull. E neste momento, todos menos Gasly, que tinha duros, tinham médios calçados e a usar.

Os McLaren foram embora de Max, ao ponto de terem quase cinco segundos perto da primeira janela da troca de pneus, e na volta 22, havia dois pilotos que arrastavam o pelotão: Sainz Jr., emn quarto, tinha oito segundos de atraso para Max, e Fernando Alonso, em sexto, segurava o resto do pelotão, 25 segundos atrás de Piastri, e no limite, poderia ser ali que os carros da McLaren poderiam regressar, depois da sua paragem nas boxes. 


Na volta 25, os pilotos da McLaren entraram nas boxes. Piastri primeiro, Norris depois, com o australiano a meter médios e a sair em quinto, na frente de Alonso e com uma troca de pneus mediana. Tudo correu bem para ambos, mas Norris saiu bem perto de Alonso, mas bastou algumas curvas para que as coisas regressassem à normalidade. Agora, era na volta 32, quando o reto do pelotão for às boxes. Na frente, Max tinha um avanço de 14,1 segundos sobre o Williams de Sainz Jr., mas atrás, Antonelli, que era terceiro, começava a ser ameaçado por Piastri. O australiano passou na volta 30, para ser terceiro, e tentava buscar Sainz Jr. antes das trocas das boxes na volta 32. 

O caos foi bem gerido, sem incidentes de maior, com Piastri na frente de Norris e Max a três segundos do piloto britânico. Mas com os pilotos do resto do pelotão sem parar até à meta, muitos deles com duros - a começar com Max - e a partir daqui, as coisas acalmaram-se, com o neerlandês a aproximar-se com os seus duros, porque os pilotos da frente tinham pneus mais velhos. Apesar da aproximação, não havia, contudo, ameaças. 

Na volta 42, Piastri troca de pneus para meter duros, e ficar com ele nas 15 voltas que faltavam. Iria regressar na terceira posição, a 17 segundos do piloto da Red Bull, e na volta seguinte, foi a vez de Norris, também com duros, regressando em quinto, atrás de Sainz Jr e Antonelli. As coisas em termos de campeonato andam complicadas para ele.

Norris tentou apanhar Antonelli para ser quarto e menorizar os estragos, enquanto Sainz Jr, tinha alguns problemas no seu voltante, e ver as suas chances de pódio ficarem um pouco mais complicadas. Na parte final da corrida, com Max a caminho da vitória, e Piastri em segundo, Isack Hadjar sofre um furo e perde o sexto posto que tinha na altura. Pouco depois, Antonelli faz uma curva mais larga e Norris passou para ser quarto. Contudo, apesar de ter ido atrás de Sainz Jr, não foi suficiente para chegar ao pódio.


E com 12 pontos de diferença e com Max a subir para segundo no campeonato, o campeonato vai para Abu Dhabi. Como todos querem - a começar pela Liberty Media - para o bem e para o mal. 

quinta-feira, 27 de novembro de 2025

A imagem do dia



Este é o fim de semana do GP do Qatar, e o mais interessante é que é o último com corrida "sprint" no calendário. E depois da desclassificação dos McLaren em Las Vegas, por causa do desgaste no fundo dos seus carros, os observadores começaram a afirmar que isto deu o caminho aberto para que Max Verstappen ataque os McLaren para um eventual quinto título mundial. 

E para terem uma ideia ao ponto que todos andam excitados com isto, a Canal + francesa fez duas promos da luta McLaren-Red Bull que meteu nas redes sociais. O primeiro com a musica da banda sonora do "Terminator", a segunda com a banda sonora de "Tubarão". Contudo, por muito entretenimento que isto cause, a realidade é que... Lando Norris pode ser campeão este domingo. Uma vantagem de 24 pontos sobre Oscar Piastri e Max Verstappen demonstra que ele tem tudo sob controle, e se não bater com o carro ou não ter problemas mecânicos, mesmo que ele ganhe, e ficar em segundo, o título poderá não estar resolvido ali, mas chegará a Abu Dhabi com mais chances de ficar com o título que o neerlandês da Red Bull. 

Ou seja, depende de si mesmo. 

E nos últimos tempos, se formos ver bem, Lando Norris está mais maduro que em temporadas anteriores. É certo que a manobra nos metros iniciais do GP de Las Vegas não foi a mais fantástica do mundo, ele decidiu levar o carro até ao fim, e sem aqueles problemas, teria perdido apenas os sete pontos da diferença entre o primeiro e o segundo classificado, e teria certeza que será campeão em Losail. Mas a desclassificação estragou um pouco os planos, é verdade, mas o britânico continua a depender de ele mesmo para resolver a questão. 

Para resolver tudo neste final de semana, Norris necessita apenas de superar os seus rivais por dois pontos durante o fim de semana—incluindo a corrida sprint do sábado. Facílimo, não é? Claro, as aparências iludem, muitos de vocês dirão. Mas coloquemo-nos no lado de Max. Como sabem, ele está sempre no pódio desde Zandvoort - a última corrida onde acabou fora foi em Hungaroring, no inicio de agosto. Mas quando ele saiu dali, a sua diferença para Lando Norris era de... 97 pontos. É uma recuperação e tanto, de 97 para 24. Mas o neerlandês da Red Bull está desde então de "match point" em "match point", como no ténis. Jogar o último "set" de uma desvantagem de 5-2, depois de Norris ter ganho os dois primeiros "sets" de uma final de um "Grand Slam" como Wimbledon ou Roland Garros, e chegar a um 5-4, com 40-15 a favor de Lando é um feito, mas ele tem tudo controlado. Basta ele não se afastar o suficiente, ou, se formos à analogia do ténis, não falhar o próximo "match point".

E é verdade: Max tem tudo a seu favor em termos de carro e equipa. Mas não no calendário. Ou seja, a reação pode ter chegado tarde para impedir a McLaren de conseguir o primeiro título de pilotos desde Lewis Hamilton, em 2008. Mas... está a ser um final de temporada entretido, não há dúvida. 

PS: Descobri nesta madrugada a entrevista que a Formula 1 fez a Max Verstappen e fiz um post sobre ele. Se quiserem ver, é ir um pouco mais acima ou seguir este link, para assistir na íntegra. 

domingo, 23 de novembro de 2025

Formula 1: McLaren desclassificadas de Las Vegas


Os McLaren de Lando Norris e Oscar Piastri foram desclassificados esta manhã dos seus lugares do GP de Las Vegas depois da FIA ter anunciado a descoberta de excesso de desgaste nos seus assoalhos. O delegado da FIA Jo Bauer afirmou que ambos os carros tinham um desgaste abaixo dos 9 milímetros regulamentares, causando a sua desclassificação. 

No comunicado oficial da FIA, lê-se:

Os Comissários ouviram o Chefe de Equipa, o Diretor Desportivo e o Diretor Técnico da Equipa McLaren Formula 1, o Diretor de Monolugares da FIA, o Diretor Técnico de Monolugares da FIA e o Delegado Técnico da FIA.

As proteções traseiras do carro 81 [Oscar Piastri] foram medidas e verificou-se que estavam abaixo da espessura mínima de 9 mm especificada no Artigo 3.5.9 do Regulamento Técnico. As medidas relevantes foram: Lado Direito Dianteiro 8,88 mm, Lado Direito Traseiro 8,93 mm. O instrumento de medição foi um micrómetro Mitutoyo adquirido em maio de 2025 e, de acordo com as especificações do fabricante, preciso dentro de 0,001 mm.

As proteções traseiras foram novamente medidas na presença dos Comissários e dos três representantes da McLaren, e estas medições confirmaram que as proteções não estavam em conformidade com o regulamento. As medidas relevantes foram ainda menores do que as medidas originalmente pelo Delegado Técnico. Consequentemente, os Comissários determinam que ocorreu uma violação do Regulamento Técnico.", começa por afirmar o comunicado.

"A Equipa [McLaren] argumentou que existiam circunstâncias atenuantes, dado que houve oscilações adicionais e inesperadas na pista neste evento, oportunidade limitada para testes devido ao clima no primeiro dia e sessões de treino reduzidas. Além disso, a Equipa alegou que a gravidade da infração foi inferior às infrações anteriores a este regulamento em 2025.

A FIA argumentou que, infelizmente, não havia qualquer previsão nos regulamentos ou em precedentes para qualquer penalização para além da penalização habitual [ou seja, desclassificação]. A FIA observou que mantinha firmemente a opinião de que a infração foi não intencional e que não houve qualquer tentativa deliberada de contornar os regulamentos.", continuou.

"Os Comissários observaram também as várias decisões do Tribunal Internacional de Recurso da FIA que limitam a possibilidade de evitar a desqualificação por infrações técnicas. Não obstante a alegação da Equipa de que houve danos potencialmente acidentais que podem ter levado ao movimento do fundo, que poderiam ter causado um desgaste adicional, os Comissários não consideram que tal seja suficiente para atenuar a penalização. Os comissários determinaram que o artigo 3.5.9 do Regulamento Técnico da FIA para a Fórmula 1 foi violado e, portanto, deve ser aplicada a penalização padrão de desclassificação para tal infração”, concluiu.

Aparentemente, a desclassificação aconteceu por causa dos "skid blocks", feitos de titânio. Aplicados às pranchas na zona onde os pontos de medição se encontram para proteger a prancha, são eles que provocam as faíscas no fundo do carro quando este raspa contra o asfalto. São também um sinal visual claro que, quando um carro está mais perto do solo, a criação de faíscas é, evidentemente, maior.

Aparentemente, a McLaren poderá ter avaliado mal o desgaste desses "skid blocks" ao longo do fim de semana. Com três sessões de treinos pouco representativas, a equipa pode ter julgado mal o desgaste e comprometido os resultados deste fim de semana.


A McLaren acatou a decisão e pediu desculpa aos pilotos pelo sucedido.

"Pedimos desculpa a Lando e Oscar pela perda de pontos hoje, num momento crucial na sua luta pelo campeonato, após duas grandes exibições durante todo o fim de semana. Como equipa, pedimos também desculpa aos nossos parceiros e adeptos, cujo apoio significa muito para nós. Embora este resultado seja extremamente decepcionante, continuamos totalmente focados nas duas últimas corridas da temporada”, afirmou a equipa de Woking no seu comunicado oficial.

E os seus pilotos não esconderam a sua frustração: "É frustrante perder tantos pontos. Como equipa, estamos sempre à procura do máximo desempenho possível e, claramente, não conseguimos encontrar esse equilíbrio hoje. Nada do que eu possa fazer vai mudar isso agora. Em vez disso, todo o meu foco se vira para o Qatar, onde procuraremos o melhor desempenho possível em todas as sessões.”, disse Lando Norris. 

Apesar de tudo, o piloto britânico continua a liderar o campeonato com 390 pontos, seguido por Max Verstappen e Oscar Piastri, ambos com 366. São 24 pontos de diferença, a duas corridas do final do campeonato.  

Formula 1 2025 - Ronda 22, Las Vegas (Corrida)


A temporada aproxima-se do final, e o campeonato, de uma maneira ou outra, terá de ser decidido agora. Ainda não está no ponto onde a disputa será decidida entre os pilotos da McLaren, mas com Lando Norris em melhor forma que Oscar Piastti, parece que o britânico irá levar a melhor. Mas Max Verstappen não baixou os braços - aliás, vem de uma sequência de sete pódios seguidos - quer levar as coisas até à matemática, e se conseguir que o título seja decidido em Abu Dhabi, ao menos, poderá afirmar que se esforçou até ao limite.

Contudo, correr em Vegas, a cidade das luzes, do Pecado, do Jogo - se corressem por ali 70 anos antes, talvez teriam visto ao longe e ao vivo a explosão das bombas atómicas a iluminar a noite... - por estes dias, talvez não seja o ideal. É verdade que é uma aposta forte da Liberty Media, mas uma corrida estas em novembro, à noite, com temperaturas perto do zero, onde os pilotos se queixam da falta de aderência, ou é por puro masoquismo, ou ali estão na data ou no tempo errado. E da maneira como estão as coisas, passada a novidade, Vegas poderá arriscar a ter o mesmo destino quando apareceram pela primeira vez, há quase 45 anos. 

A noite se pôs, com nuvens no céu, e o frio de novembro a fazer doer os ossos a aqueles corajosos que assistiam nas bancadas. Antes da corrida, os pilotos da frente decidiram colocar pneus médios, muito provavelmente para trocar para duros pouco antes da metade da corrida. 


A partida começa com um Norris muito agressivo, para intimidar Max Verstappen, mas na travagem, ele exagerou e o neerlandês da Red Bull aproveitou para passar. Ambos ainda tocaram nos pneus um do outro, mas Max levou a melhor. Norris até iria perder o segundo posto para George Russell. Atrás, mais confusão: Gabriel Bortoleto acelerou para tentar passar algumas posições, mas na curva, toca em Lance Stroll, e a sua corrida acaba ali. Ainda levou o carro às boxes, mas o dano era grande demais para continuar. Stroll acabou por abandonar pouco depois.

Atrás, alguns pilotos arrancaram, quase imperceptivelmente, tentando enganar o semáforo, como Andrea Kimi Antonelli, que acabou com cinco segundos de penalização.

Pouco depois, faíscas soltavam-se do carro de Liam Lawson, que acabou por abrandar, e deixar ser passado pelo pelotão. Danos no seu carro fizeram com que se arrastasse até às boxes, e regressar em último.

A partir daqui, aconteciam mais algumas ultrapassagens, com o de Leclerc a Piastri, para ser sexto - depois, o monegasco passaria o Racing Bulls de Isack Hadjar, para ser quinto - mas em termos de emoção, as coisas andavam morninhas.    

Na volta 14, Alex Albon tentava passar Lewis Hamilton, mas calculou mal e a sua frente tocou na traseira do Ferrari. Corrida estragada do anglo-tailandês da Williams, e os destroços foram notados. Eram grandes suficientes para na volta 16, o Safety Car Virtual acabar por ser acionado. Este acabou uma volta depois, com Piastri ao ataque, para passar Hadjar e ser sexto. A seguir, Russell foi para as boxes para colocar duros, voltando em sétimo, na frente de Hulkenberg. Max e Norris tinham uma diferença de quase três segundos entre eles, com Norris a aproximar-se. Hadjar foi trocar de pneus na volta 21, numa altura em que Hamilton já estava nos pontos, depois de passar Esteban Ocon para ser nono.

Piastri trocou de pneus na volta 22, caindo para décimo, uma volta antes de Lando Norris e Carlos Sainz Jr. Todos voltaram para a pista com duros, com Piastri a passar o piloto da Williams, para ser (então), nono. A vez de Leclerc foi na volta 25, metade da corrida, uma volta antes de Max, com ele com 21 segundos de vantagem sobre George Russell. Ele regressou, mantendo a liderança, com cerca de 1,1 segundos na frente do piloto da Mercedes. Nesta altura, apenas Esteban Ocon tinha médios, todos de duros. E gente como Nico Hulkenberg, que partira de duros, ainda não tinha ido às boxes e era quarto.  

Hamilton, um dos que largou com duros, parou na volta 30, regressando com duros e na décima posição. Hulkenberg foi na volta seguinte, regressando na pista em nono, com médios. E com isto, todos foram às boxes. Virtualmente, Kimi Antonelli, que ainda tinha de cumprir uma penalização, era quarto e só tinha parado na segunda volta. 

Na frente, Max tinha quatro segundos de vantagem sobre Russell, que era assediado por Norris. De uma certa forma, o britânico da Mercedes estava a dar uma chance de vitória ao neerlandês, porque o piloto da McLaren era o mais rápido naquele momento. Na volta 34, Norris tinha mais velocidade que Russell e passou para segundo no final da Las Vegas Boulevard.

Na volta 37, Alex Albon parou nas boxes pela última vez e acabaria a sua corrida. A sua quinta corrida fora dos pontos, numa parte final absolutamente horrível para ele.

Nessa altura, Piastri estava na traseira de Kimi Antonelli, com Leclerc não muito longe, e na primeira tentativa, perdeu tempo para o italiano e colocou Leclerc a pressioná-lo. E esta era o único motivo para ver a corrida, porque na frente, com cinco segundos entre Max e Norris, a dez voltas do fim, parecia que já tínhamos vencedor.

A parte final dera saber se Piastri iria passar Antonelli ou não. A ideia era de passá-lo, não para ficar com o quarto posto - ele tinha uma penalização - mas para poder atacar Russell para tentar o pódio. Sem conseguir isso, o seu companheiro de equipa iria conseguir o pódio e impedir Piastri.

Na última volta, Norris abrandou para poupar combustível, com Russell a aproximar-se, mas nada mudou: Max ganha, com Norris a Russell a acompanhá-lo. Antonelli, mesmo com a penalização, era quinto - aumentou o ritmo na parte final - e Leclerc era sexto. 

A tabela de pontos dos três primeiros, depois de Vegas: Norris - 408 pontos, Piastri - 376, Max - 366.


Com três a lutarem pelo título a duas corridas do final da temporada, há um motivo bem válido para seguir estas corridas com muita atenção. E Las Vegas... fez a sua parte. Vai ser um final quentinho. Ainda por cima, com mais uma corrida Sprint, em Losail, para baralhar as contas. Como a Liberty Media tanto gosta.        

domingo, 26 de outubro de 2025

Formula 1 2025 - Ronda 20, Cidade do México (Corrida)


Depois de uma qualificação bem disputada, havia expectativas em relação à corrida mais alta da temporada - alta, no sentido de esta acontecer a mais de dois mil metros de altitude - na Cidade do México. A cinco corridas do final (mais duas corridas sprint), Oscar Piastri parecia estar aflito, depois de um mau final de semana em Austin, beneficiando Max Verstappen, que começa a aproximar-se perigosamente dos carros da McLaren.

Era verdade que Lando Norris tinha conseguido uma excelente pole-position. que lhe fava uma vantagem em relação ao resto, mas se Max Verstappen era apenas quinto, protegido pelos Ferrari, por exemplo, isso não queria dizer absolutamente nada porque a pista tem uma longa reta antes da primeira curva e se um dos pilotos largasse bem, poderia ser o suficiente para ganhar vantagem na travagem.

Antes da partida, boa parte dos pilotos escolheram os seus pneus. Boa parte partia de moles, com excepções: os Red Bull partiam com médios, tentando ficar o mais possível na pista.  Alex Albon, que estava nas últimas filas por causa de uma má qualificação, partia de duros, para ficar o mais possível na pista. Franco Colapinto também saída de duros.


Norris conseguiu ficar melhor na partida, mantendo a liderança perante os Ferraris, mas Max conseguiu também uma boa partida, ficando ao lado dos três primeiros, discutindo a travagem para a primeira curva e a acabar na relva. Parecia que tinha perdido tempo, mas depois acabou por regressar à pista e acabou em quarto lugar no final da primeira volta. Atrás, Oscar Piastri perdeu tempo, caindo para nono, enquanto Liam Lawson sofrera um toque e acabou por substituir o nariz do seu Racing Bulls.

Na volta seis, mais confusão. Hmamilton começou a ser assediado por Max, antes de ele ter travado demasiado fundo, ir para a relva, ele acelerou o suficiente para ficar com o lugar por alguns metros, antes de ser passado por Oliver Bearman, para ser quarto. Hamilyon manteve na terceira posição, Max caiu para quinto. Atrás, Yuki Tsunoda defendia-se dos ataques de Oscar Piastri, paera o oitavo posto. Tudo isto sob os holofotes dos comissários, enquanto na volta 9, Liam Lawson acabava a sua corrida, depois de ter sido batido na partida.

Agora, na volta 10, Mas era assediado por Antonelli, enquanto Bearman ia-se embora. Afinal, o piloto da Red Bull calçava médios, mais resistentes, mas menos velozes. Atrás, Piastri livrava-se de Tsunoda, para ser oitavo, mas já estava relativamente longe dos primeiros. Mas para além disso, os comissários estavam atentos por todas as saídas de pista, e na volta 15, os comissários decidiram penalizar Hamilton por ter saído da pista. E foi forte: 10 segundos. Por esta altura, Norris estava na frente, com uma vantagem de 6,5 segundos sobre Leclerc. Já Piastri estava na traseira de Russell, a pouco mais de meio segundo.

Kimi Antonelli foi para as boxes na volta 23, o primeiro dos dez primeiros a ir trocar de pneumáticos. Ele regressou de médios, enquanto na volta seguinte, foi a vez de Hamilton, que ficará à espera que passem dez segundos para poderem tocar no carro. Ele saiu das boxes na 14ª posição, de médios, e ver se ele terá ritmo para regressar aos pontos. Piastri é quinto mas foi às boxes na volta 25, depois de Oliver Bearman, ambos colocando médios. 

Na volta seguinte, Russell foi às boxes para a sua vez, e quando saiu para a pista, ficou na frente de Oscar Piastri, ou seja, entre eles... tudo na mesma. Na frente, Norris parecia ter tudo controlado, 13 segundos de distância para Charles Leclerc, longe dos Red Bull de Max e Yuki. Nessa altura, Nico Hulkenberg ia às boxes com problemas na sua unidade de potência, sendo a segunda retirada da corrida.

Entretanto, Bearman, com os médios mais novos, aproximava-se de Tsunoda e parecia que o terceiro lugar estava â vista. Na volta 30, Hamilton regressava aos pontos, depois de passar o Sauber de Gabriel Bortoelto. Duas voltas depois, Bearman conseguiu apanhar Tsunoda, sem que o japonês tivesse de trocar de pneus. Nesta altura, Leclerc também parou para trocar de pneus, dando o segundo lugar para Max, que tinha uma desvantagem de... 28 segundos sobre Norris. Que pouco depois, foi às boxes para colocar médios.

Na volta 36, discretamente, Fernando Alonso parava nas boxes para sair de vez da corrida. Terceira desistência deste GP do México. 

Na frente, Norris ia embora de Max, agora com dez segundos de vantagem na volta 37, com Tsunoda a ir às boxes na sua única paragem. Na volta seguinte, era Max, que ia meter moles, e saia para a pista em oitavo. Veremos se terá velocidade suficiente para subir na geral.

Ao mesmo tempo, os Mercedes estavam a lutar entre si, com Antonelli na frente. E Russell estava incomodado por isso por algumas boas razões. A primeira, tinham Piastri atrás deles, e a segunda, tem Max a caminho, com pneus mais favoráveis. Antonelli aguentava-se por alturas da volta 40, porque pela sua frente tinha o Haas de Bearman, e não quer abdicar disso. 

Nessa altura, Norris estava confortável na frente, com... 18 segundos de vantagem sobre Leclerc. Estava a ser uma grande tarde para ele, até então. 

Depois de muitas reclamações, a Mercedes ordenou a Antonelli para que deixasse passar Russell para ver se apanhava Bearman no tal lugar do pódio que estava ao seu alcance. Contudo, Antonelli estava agora a ser pressionado por Piastri para ver se não perdia mais lugares. As coisas continuaram assim até à volta 48 quando Piastri e Antonelli... foram às boxes. O piloto da McLaren saiu melhor que o da Mercedes, numa altura em que Max passou Hamilton para ser sétimo, que depois foi quinto.

Russell e Bearman pararam na volta 49, para a segunda troca de pneus, colocando moles, com o inglês da Haas a sair melhor em quarto. Com isto, Max era terceiro, e tudo indicava que poderia ficar por ali até ao final, porque estes ingleses estavam relativamente longe dele, e Leclerc também decidira ficar, se calhar esperando que mantivesse na pista, por causa dos seus pneus médios. Mas na volta 57, Max estava a oito segundos do piloto da Ferrari, e esta diferença diminuía progressivamente. 

Atrás, Russell tinha mais um problema: Piastri estava a apanhá-lo e a ficar na traseira dele, e o risco de perder o lugar era real. E o australiano tentou a sua sorte a dez voltas do final, no final da reta da meta, passando-o. Russell, sem alcançar o seu objetivo, depois Antonelli ir para o seu lugar, acabando de cair para sétimo.

Na frente, Max apanhava Leclerc para ver se chegava a segundo, e a diferença era de 3,3 segundos na volta 64. E era, de certa forma, aquilo que esperava para a parte final da corrida: Leclerc, com uns médios que degradavam melhor que os moles de Max, com Piastri a tentar apanhar Bearman para ser quarto e não perder muito tempo. Se o neerlandês não tinha problemas em chegar ao pé do Ferrari do monegasco, já Piastri não tinha essa facilidade para apanhar o piloto da Haas. Não com as poucas voltas que faltavam.

Ambos os pilotos estavam prestes a apanhar os seus perseguidos, quando na volta 69... Carlos Sainz Jr. parou na pista, atrás da barreira, e foi o suficiente para que accionassem o Safety Car Virtual, que aparentava ficar assim até à meta... mas ainda deram meia volta. Contudo, o espectáculo já estava estragado, e se Norris ganhava, Max só ficava com o lugar mais baixo do pódio. E com o quinto posto de Piastri... a diferença entre os dois primeiros era de um ponto, com Lando na frente.


A quatro corridas do fim, vai ser um final da temporada de ficar com os cabelos em pé. 

sábado, 25 de outubro de 2025

Formula 1 2025 - Ronda 20, Cidade do México (Qualificação)


Debaixo de um sol outonal, com algum "smog" e névoa, porque a Cidade do México continua a ser dos lugares mais poluídos do mundo, e também por estar num vale, não ajuda muito na circulação do ar, mas isso não impediu que os carros começassem a rolar, mais o ponteiro das horas marcou o momento exato do seu começo, os carros começaram a rolar, com moles, e procurando um tempo que os destacasse. Isto... com o asfalto a escaldar: 50º Celsius!

Os primeiros tempos começaram a ser aplicados na tabela, e o primeiro destaque é que Norris tinhas conseguido o melhor tempo, na casa de 1.17 baixo, antes de Charles Leclerc, Liam Lawson e Isack Hadjar aproximaram-se do tempo de Norris. A maioria dos pilotos tentou uma segunda volta antes de regressarem às boxes para colocarem mais um conjunto de pneus macios, e a seis minutos do fim, a ordem no topo era Norris, Leclerc, Bearman, Piastri, Russell, Hamilton, Verstappen, Sainz, Ocon e Alonso.

A parte final começou com os Racing Bulls a meterem tempos. Especialmente Isack Hadjar, que meteu 1.16,733, para ver se ia para a Q2 sem problemas. Lawson tinha o terceiro melhor tempo, na frente de Max Verstappen, mas a parte final iria ser o mais emocionante. Esteban Ocon consegue o terceiro melhor tempo, antes de Lewis Hamilton alcançar um tempo três milésimos mais lento que Hadjar. Mas a partir dali, não houve mais tempos relevantes. 


Assim sendo, os eliminados foram os Alpine de Franco Colapinto e Pierre Gasly, o Sauber de Gabriel Bortoleto, o Aston Martin de Lance Stroll e o Williams de Alex Albon. 

Poucos minutos depois, passou-se para a Q2, onde com todos a continuarem a calçar moles, os primeiros a marcarem tempos foram o Racing Bulls de Isack Hadjar, antes de as temperaturas começarem a descer e com isso, os tempos a melhorarem. Lando Norris meteu 1.16,152, e ficou no topo da tabela de tempos. Charles Leclerc, Carlos Sainz, Max Verstappen e Nico Hülkenberg ficaram logo a seguir, com Oscar Piastri e ter problemas por ter calçado moles usados e não conseguia um tempo que o safasse dos lugares perigosos.

Na parte final, Hamilton conseguiu o segundo melhor tempo, garantindo a sua passagem para a última parte, com 1,16,458, mas não conseguindo bater Norris. Russell melhorou o seu tempo, mas foi terceiro, atrás de Hamilton e Norris. Por fim, Piastri, no momento em que mais precisava, consegue 1.16,737 e o sétimo melhor tempo.

E entre os que ficaram com a "fava", foram Fernando Alonso, Yuki Tsunoda, os Racing Bulls de Liam Lawson e Isack Hadjar e o Haas de Estreban Ocon. Tsunoda ficou a pouco mais de 12 centésimos do décimo posto, que ficou nas mãos de Isack Hadjar.

E agora, chegamos à Q3, a fase final.

Quando as luzes se apagaram, Verstappen e Norris foram dos primeiros em pista. Na primeira volta rápida, Norris foi o melhor na lista de tempos, 0,3 segundos na frente de Max. Mas de repente, Charles Leclerc faz 1.15,991, e foi para o topo da tabela de tempos. Hamilton conseguiu o terceiro melhor tempo, na frente de Max e Piastri, a 183 centésimos.


Depois, os carros recolheram às boxes até à fase final, e ali, como sempre, os pilotos que querem a pole dão tudo. Primeiro foi Piastri que conseguiu fazer o terceiro melhor tempo, e Max ter conseguido melhorar com 1.16,070, Lando Norris fez uma volta tremenda e agarrou a pole de forma definitiva, 405 centésimos melhor que o monegasco da Ferrari: 1.15,586. Hamilton conseguiu 1.15,938, e ficou com o segundo tempo provisório, para depois ser batido por Leclerc, com 1.15,848. Russell consegui o quarto tempo, na frente de Max, mas na frente de Piastri, apenas sétimo, depois de Sainz Jr. ter sido penalizado por aquilo que fez em Austin. Se não fosse assim, o australiano largaria de oitavo.

No final, Norris disse de sua justiça: “Estou feliz por estar novamente na pole. Já passou algum tempo desde a última vez e é uma sensação muito boa. A volta foi daquelas em que nem se percebe bem o que aconteceu. Pareceu-me decente, mas quando vi o tempo fiquei agradavelmente surpreendido.

Senti-me bem durante todo o fim de semana, sobretudo hoje. Fiquei um pouco nervoso com a Ferrari no final, mas consegui fazer a volta quando era preciso e estou muito contente. Não tenho dormido bem ultimamente, talvez esse seja o segredo. Já tive boas corridas aqui no passado e vou focar-me no que posso controlar. É tudo o que posso fazer.

Vim para ganhar. Vou olhar sempre para a frente. Sei que terei pilotos rápidos atrás de mim. É uma longa corrida até à Curva 1 e o ritmo de corrida da Ferrari costuma ser bastante forte. Estou a contar com uma batalha, não espero que seja fácil.”, concluiu.


Para Norris, parece ter sido uma boa resposta aos ataques de Max nas últimas corridas, mas isto é apenas metade do final de semana. A Formula 1 continua no domingo, com a corrida, e é ali que de distribuem os pontos. E claro, será interessante como será a prova, afinal de contas, os Ferrari espreitam o primeiro posto e a reta é longa. Basta esperar pouco menos de 24 horas. 

sexta-feira, 24 de outubro de 2025

Noticias: Piastri afirma que tudo está bom com o seu carro


O australiano Oscar Piastri afirmou nesta sexta-feira que a McLaren não encontrou quaisquer anomalias no seu monolugar após o difícil fim de semana no Grande Prémio dos Estados Unidos, onde terminou apenas em quinto lugar, o seu pior resultado da época sem saídas de pista e outros problemas mecânicos ou danos no seu carro.

Após essa avaliação, o piloto australiano confirmou que não foram detetadas falhas relevantes no MCL39 e rejeitou a necessidade de alterações estruturais, como a troca de chassis. Piastri explicou que o desempenho abaixo do esperado resultou de circunstâncias específicas do fim de semana, incluindo escolhas estratégicas e condições de corrida.

Não, não pedi para mudarem nada” disse Piastri nesta sexta-feira, nas vésperas do GP do México. “Havia alguns aspetos que poderiam ter sido melhores, mas não há nada drasticamente errado com o carro.

Se pudéssemos repetir o fim de semana, mudaríamos algumas coisas, mas nada de significativo. Acho que foi algo muito específico do Circuito das Américas. A análise destacou que muitos fatores foram exclusivos de Austin. Não estou preocupado de que esses problemas persistam. Espero que este fim de semana seja melhor.

Apesar de ter sido superado por Lando Norris e sobretudo, Max Verstappen nas últimas três provas, o piloto refutou a ideia de que exista um padrão preocupante, acreditando que o resultado de Austin foi excecional e não indicativo de um declínio.

Contudo, as contas dão o enquadramento e a narrativa faz o resto: Piastri lidera com 346 pontos, Norris segue com 332 e Verstappen já está nos 306. Com cinco corridas e duas Sprints por disputar, a margem para erro encolheu. Se a Red Bull mantiver a trajetória ascendente e a McLaren não travar a hemorragia de pontos entretanto... tudo poderá mudar.