Mostrar mensagens com a etiqueta Losail. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Losail. Mostrar todas as mensagens

segunda-feira, 29 de junho de 2026

Rumor do Dia: A Formula 1 pode ter um final ibérico


A Formula 1 viu-se reduzida a 22 corridas em 2026 por causa dos cancelamentos dos GP's do Bahrein e da Arábia Saudita, devido à complicada situação no Médio Oriente, mas não se desistiu em termos de arranjar datas para meter as corridas que faltam, para cumprir contratos. E esta segunda-feira, o jornal desportivo espanhol "Marca" fala que, em vez de voltarem a colocar Shakir e Jeddah no calendário, a Formula 1 poderá voltar a correr em Barcelona e ir a Portimão, antecipando o GP de Portugal, que retomará ao calendário em 2027.

E quem está a pressionar para esse cenário? A DHL, a firma de logística que é a parceira da Formula 1. 

A FOM esteve reunida este final de semana no Red Bull Ring e aparentemente, a F1 discutiu alternativas ao calendário de 2026, especialmente depois da corrida de Las Vegas. Eles queriam inicialmente colocar a corrida de Shakir, no Bahrein, num "stint triplo" entre Qatar e Abu Dhabi, mas a DHL, em conjunto com a Mercedes e a Audi, manifestaram-se contra, por causa da situação instável no Golfo Pérsico, e nem sequer querem regressar lá este ano, ou seja, poderia haver o cancelamento das corridas do Qatar e de Abu Dhabi. Logo, se isso acontecer, há duas hipóteses em cima da mesa. A primeira, uma corrida dupla em Las Vegas, para acabar o ano, e a segunda, um final ibérico, com uma segunda corrida em Barcelona e um final em Portimão, ou o contrário. 

Apesar destas discussões, a categoria evita falar no cancelamento de corridas programadas para a região do Golfo Pérsico e segue trabalhando com a expectativa de manter estes eventos. 

Qualquer decisão sobre o caso será decidida dentro de três semanas, a 19 de julho, no fim de semana do GP da Bélgica, mas o facto de se falar da instabilidade naquela zona do mundo, por causa do conflito entre os Estados Unidos, Israel e o Irão, está a atrapalhar os planos da Formula 1 em 2026, e a Europa poderá sair beneficiada.  

domingo, 30 de novembro de 2025

Formula 1 2025 - Ronda 23, Qatar (Corrida)


A competição está como a Liberty gosta: uma luta a três, e se arrastar até Abu Dhabi, melhor. Em Losail, tivemos um fim de semana alargado, com corrida "sprint" e tudo, com Oscar Piastri a levar a melhor, mas com Lando Norris na frente de Max Verstappen - apenas quarto, com Norris a ser terceiro, ganhando mais um ponto -  e parece que o piloto da McLaren tem tudo para ser campeão hoje. 

No fim de semana de Losail, a penúltima do ano, os pilotos e as equipas chegaram com um aviso da Pirelli sobre a durabilidade dos seus pneus. E por causa disso, há limites do uso dos pneus, ou seja, haverá pelo menos duas paragens nas boxes. A marca, que corre em monopólio na Formula 1 - para evitar o embaraço de Indianápolis 2005 - fez esta recomendação, para evitar que as equipas e os pilotos acabem com problemas alheios ao seu desempenho. E ainda por cima, numa fim de semana tão decisivo como este...

Antes da corrida, um piloto partiu das boxes: Franco Colapinto, no seu Alpine. Quanto a compósitos, os dez primeira meteram médios, Hulkenberg e Hamilton com moles, e Colapinto com duros. Em suma, todos usarão todo o tipo de pneus.

E depois do sol posto, como é norma neste lado do mundo, máquinas e pilotos estavam prontos para a penúltima prova do ano. O primeiro "match point", onde Lando Norris tinha tudo a ganhar, se usasse a cabeça e tivesse sorte. 57 voltas pela frente e no final, provavelmente, um campeão.


Na partida, Piastri partiu bem, mas Max largou melhor e passou Norris para ser segundo. De resto, tudo pacifico, sem asneiras. Norris partiu mais lento, mas não comprometeu em nada. E com isto, o campeonato ia para Abu Dhabi. Nas voltas seguintes, os pilotos tentavam melhorar as suas posições, mas sem ar limpo na frente, passar nesta pista era complicado. 

Na volta 5, Piastri já tinha mais de dois segundos de vantagem sobre Max, e a mesma distância entre ele e Norris. O neerlandês era o mais rápido, mas não conseguia aproximar de Piastri para ganhar mais pontos. 

Na sétima volta, Nico Hulkenberg despista-se com o pneu traseiro direito rebentado. Pierre Gasly ia para as boxes a um ritmo mais lento, também com um furo, e o Safety Car entra na pista. Altura para boa parte dos pilotos trocarem de pneus, a começar por Max Verstappen. Mas quem não ia para as boxes eram os McLaren. Mais tarde, as imagens mostraram que Hulkenberg e Gasly tocaram-se na entrada na curva 1, numa altura em que o piloto alemão atacava o nono posto do Alpine do francês.

Max regressou à pista com médios, mas os McLaren, que não foram ás boxes, tinham alegadamente algo que o resto não tinha: flexibilidade. Todos os outros teriam de parar na volta 32, algo do qual eles não iram parar. A McLaren poderia ir mais cedo, mas poderia escolher a volta. O resto... não. 


O Safety Car regressou às boxes na volta 11, com os primeiros a manterem-se, enquanto Max era terceiro na frente dos Mercedes. Os McLaren aceleraram, deixando Max a mais de dois segundos nas primeiras duas voltas depois do regresso à corrida. Sainz Jr, que era quarto, parecia que iria apanhar o piloto da Red Bull. E neste momento, todos menos Gasly, que tinha duros, tinham médios calçados e a usar.

Os McLaren foram embora de Max, ao ponto de terem quase cinco segundos perto da primeira janela da troca de pneus, e na volta 22, havia dois pilotos que arrastavam o pelotão: Sainz Jr., emn quarto, tinha oito segundos de atraso para Max, e Fernando Alonso, em sexto, segurava o resto do pelotão, 25 segundos atrás de Piastri, e no limite, poderia ser ali que os carros da McLaren poderiam regressar, depois da sua paragem nas boxes. 


Na volta 25, os pilotos da McLaren entraram nas boxes. Piastri primeiro, Norris depois, com o australiano a meter médios e a sair em quinto, na frente de Alonso e com uma troca de pneus mediana. Tudo correu bem para ambos, mas Norris saiu bem perto de Alonso, mas bastou algumas curvas para que as coisas regressassem à normalidade. Agora, era na volta 32, quando o reto do pelotão for às boxes. Na frente, Max tinha um avanço de 14,1 segundos sobre o Williams de Sainz Jr., mas atrás, Antonelli, que era terceiro, começava a ser ameaçado por Piastri. O australiano passou na volta 30, para ser terceiro, e tentava buscar Sainz Jr. antes das trocas das boxes na volta 32. 

O caos foi bem gerido, sem incidentes de maior, com Piastri na frente de Norris e Max a três segundos do piloto britânico. Mas com os pilotos do resto do pelotão sem parar até à meta, muitos deles com duros - a começar com Max - e a partir daqui, as coisas acalmaram-se, com o neerlandês a aproximar-se com os seus duros, porque os pilotos da frente tinham pneus mais velhos. Apesar da aproximação, não havia, contudo, ameaças. 

Na volta 42, Piastri troca de pneus para meter duros, e ficar com ele nas 15 voltas que faltavam. Iria regressar na terceira posição, a 17 segundos do piloto da Red Bull, e na volta seguinte, foi a vez de Norris, também com duros, regressando em quinto, atrás de Sainz Jr e Antonelli. As coisas em termos de campeonato andam complicadas para ele.

Norris tentou apanhar Antonelli para ser quarto e menorizar os estragos, enquanto Sainz Jr, tinha alguns problemas no seu voltante, e ver as suas chances de pódio ficarem um pouco mais complicadas. Na parte final da corrida, com Max a caminho da vitória, e Piastri em segundo, Isack Hadjar sofre um furo e perde o sexto posto que tinha na altura. Pouco depois, Antonelli faz uma curva mais larga e Norris passou para ser quarto. Contudo, apesar de ter ido atrás de Sainz Jr, não foi suficiente para chegar ao pódio.


E com 12 pontos de diferença e com Max a subir para segundo no campeonato, o campeonato vai para Abu Dhabi. Como todos querem - a começar pela Liberty Media - para o bem e para o mal. 

sábado, 8 de novembro de 2025

Noticias: Pirelli emite alerta para Losail


Ainda estamos no final de semana do GP do Brasil, mas já se fala do GP do Qatar, que acontecerá dentro de três semanas, a 30 de novembro. E fala-se dele porque, como em 2024, há problemas com os pneus em relação ao circuito de Losail. Por causa disso, parece que estão a recomendar às equipas que façam, pelo menos, duas paragens nas boxes, ou um máximo de 24 voltas com o mesmo jogo de pneus, sob o risco dos seus pilotos sofrerem furos.

“Quando o piso se torna demasiado fino, o pneu deixa de estar protegido. Uma pedra ou uma pequena lasca é suficiente para rasgar a camada de borracha”, Mario Isola, diretor da Pirelli Motorsport.

Simone Berra, diretor técnico da Pirelli, reforçou:

“Tínhamos a experiência dos anos anteriores”, começou por afirmar. “Há dois anos, era uma questão de corretores. No ano passado, foi uma questão de alta taxa de desgaste — sobretudo desgaste volumétrico — que acabou por causar danos na carcaça.”

“Estamos a ter em conta todos esses fatores. A estrutura do pneu não mudou significativamente este ano em termos de resistência, por isso queremos evitar uma repetição da situação de 2024, quando as equipas conseguiram prolongar os stints porque não havia grande perda de desempenho, mesmo com o piso já muito gasto.”, concluiu.

domingo, 8 de outubro de 2023

Formula 1 2023 - Ronda 17, Qatar (Corrida)


Nos países árabes, domingo não é o dia de descanso deles. Na realidade, é sexta-feira. Para eles, e como ver uma corrida na terça-feira ou algo assim, como nós víamos um GP dos Países Baixos ou da África do Sul no sábado, porque nesses países calvinistas, o domingo era "shabbat": reflexão e igreja. Mas já passamos isso, e a vida, o dinheiro e a televisão mandam. Logo, se for às 3 da manhã de quinta-feira, é. 

E por causa disso, as regras eram estas: os pilotos não poderiam fazer mais que 18 voltas com o mesmo jogo de pneus, caso contrário, os comissários iriam ser obrigados a mostrar a bandeira negra da desclassificação. Pois é... chegamos a este ponto. E claro, cada uma das equipas tinha de fazer uma estratégia que não só permita a sobrevivência, como o coloca o piloto rápido e a passar os seus concorrentes. E quem viu ontem, sabe, por exemplo, que os moles são velozes nas primeiras 10 voltas e... mais nada. 


E a corrida começava com menos um piloto: Carlos Sainz Jr tinha um problema de vazamento de combustível, do qual a Ferrari não iria resolver a tempo, e ele iria ver a corrida das boxes, como espectador. Quem também estaria nas boxes, mas de carro e a ver os outros passar antes de ele próprio ir para a pista, era Sérgio Pérez, aquele que, se a um tudo corre bem, a outro, tudo corre mal. E iria sair de duros.

Antes das luzes se apagarem, Lewis Hamilton era um dos pilotos que começavam com moles, acompanhado por Yuki Tsunoda, por exemplo. E quando isso aconteceu, Hamilton arrancou bem e parecia que iria ficar com a liderança quando tocou em George Russell... e ambos acabaram na gravilha! Uma repetição de Barcelona 2016. Max tinha apanhado um susto, mas tudo bem. E claro, o Safety Car na pista. Russell arrastou-se às boxes, trocou de nariz e torceu para que não tivesse mais estragos. 


Alonso tentou evitar a confusão e quem aproveitou foi Piastri, que era segundo no final da curva 3. Na volta 4, ainda em Safety Car, os carros que começaram com moles trocaram para médios e correrem... mais 14 voltas. Lawson tinha mudado para duros. 

A corrida recomeçou na volta 5, com Max a afastar-se de Piastri, com Alonso logo a seguir. Muito atrás, Russell conseguia passar Perex enquanto Nico Hulkenberg, que estacionara o seu carro num lugar errado, tinha uma penalização de... 10 segundos! 

A corrida começava bem...

A partir da volta 12, começam as paragens nas boxes. Norris foi o mais tardio, na volta 14, com Russell a ser segundo - aproveitando muito bem, mostrando que não tinha estragos de monta no seu carro. Entretanto, Alonso conseguiu passar Leclerc, mas ainda estava longe de Piastri. E na frente, Max via tudo calmamente, usando os pneus até ao limite.  

E aconteceu na volta 18. Nessa altura, apenas quatro carros não tinham parado: os Red Bull, o Williams de Albon e o Sauber-Alfa de Guanyou Zhou. Eles foram na volta seguinte, e regressaram com médios. Com o regresso, Max na frente de Piastri, mas o mais surpreendente era Bottas em terceiro, na frente dos Aston Martin e de um Norris em recuperação. Bottas e Stroll foram os primeiros a fazer a sua segunda paragem, na volta 22.

Piastri foi para as boxes na volta 26, seguido por Ocon e Lelcerc, e todos metiam duros, indo para o limite... ao mesmo tempo que Pérez era penalizado com cinco segundos por causa dos limites de pista que constantemente quebrava. Ele parou cinco voltas depois, na 32, e ficou à espera que tocassem para poder avançar. Russell parava na volta seguinte, o primeiro a fazer a sua terceira paragem. 

Quando Max foi às boxes, na volta 35, para colocar duros, Alonso despistava-se a regressava na sétima posição, com os pneus manchados e a ser monitorizado pelos comissários para saber se fez tudo bem ou não. Feitas essas paragens, Werstappen estava na frente dos McLaren, com Piastri na frente de Norris. Russell era quarto.

Bottas, Stroll, Magnussen e Lawson paravam na volta 40, para irem até ao fim com médios, enquanto Logan Sargent sentia dificuldades e parecia que ia se retirar. E Pérez era penalizado... pela segunda vez. Piastri parava na volta 44, para colocar duros - até ao fim - seguido por Leclerc e Pérez, que tinha de cumprir pela segunda vez uma penalização. E na volta seguinte, era a altura de Norris, com duros até ao final. Russell, agora segundo, tinha a chance de colocar um jogo de moles para a parte final, e se calhar... até poderia chegar ao pódio.


E é por causa disso que Norris queria que Piastri cedesse, por causa do britânico. Na boxe, queriam que as posições se mantivessem. apesar do britânico fazer volta após volta mais rápida. O piloto da Mercedes entrou nas boxes na volta 51, colocando moles, regressando à pista na quarta posição... e a carregar para tentar o pódio. E na volta a seguir, Max parava uma quarta vez, dando a esse luxo, acabando na frente com quatro segundos de vantagem sobre Piastri.  

No final, nova vitória de Max, a primeira como campeão do mundo. Piastri tinha o seu fim de semana de sonho, na frente de Norris, que não conseguiu apanhá-lo, apesar das voltas mais rápidas. E Russell era quarto, mostrando que os moles... não serviam para nada.

E foi assim a corrida no Qatar. Agora, duas semanas até à parte americana da competição. Mas agora, os títulos já estão atribuídos.       

sexta-feira, 6 de outubro de 2023

Formula 1 2023 - Ronda 17, Qatar (Qualificação)


Até é bom termos uns tempos de pausa numa competição que corre fim de semana sim, fim de semana sim. Até nós, os fãs, queremos ter vida para além do automobilismo - e não falo só no dormir... - mas mesmo nestes momentos de pausa, não podemos deixar de pensar que nesta enorme temporada em termos de calendário, neste regresso da Formula 1 a latitudes árabes, será a altura em que tudo se decidirá.    

Neste regresso da Formula 1 ao pequeno país do Golfo, depois de um ano de ausência - tiveram o Mundial de Futebol no final daquele ano - foi aproveitado para que o circuito de Losail fosse renovado para receber condignamente as equipas e os pilotos. Novo paddock, novos equipamentos, asfalto novo, nova sala de imprensa... tudo muito bonitinho para o cenário que está presente na mente de todos: o lugar onde Max Verstappen será campeão. E se não for amanhã, será, provavelmente, no domingo, porque o avanço é tal que basta estar na frente da concorrência pelo menos uma ocasião, e está tudo resolvido.

E claro, este é mais um local onde acontecerá a corrida de sprint. Logo, a qualificação será nesta sexta-feira. 


Com o sol posto nos arredores de Doha, os 20 pilotos enfrentaram a qualificação para a corrida de domingo. Afinal, Sábado é "dia de Sprint Race". Uma sessão movimentada e com algumas dúvidas sobre os pneus macios em algumas equipas, a sessão começou com Max a ser dos primeiros a marcar uma volta rápida, seguido por Fernando Alonso, que meteu um tempo de 1.26,043, seguido por Charles Leclerc, com 1.26,444. Max meteu o carro em segundo na tabela de tempos, a 44 centésimos. 

Tudo muito calmo até ao final, quando Leclerc conseguiu um tempo de 1.25,452, batido por Norris, com 1.25,131. E bem em cima da bandeira de xadrez, Max conseguiu 1.25,007. E se entre os da frente, isto acontecia, atrás, Alexander Albon suou para conseguir passar para a fase seguinte, colocando fora Logan Sargeant, que ficou com a "fava" da 16ª posição. O americano acabou a fazer companhia ao Aston Martin de Lance Stroll, o Alpha Tauri de Liam Lawson, o Haas F1 de Kevin Magnussen e o Alfa Romeo de Zhou Guanyu. Aliás no final da sessão, nas boxes, o filho de Lawrence Stroll não deixou de manifestar a sua frustração... 

Poucos minutos depois, chegamos à Q2, onde começou com os McLaren a irem para o topo da tabela de tempos - Oscar Piastri, 1.25,745 - antes de Charles Leclerc melhorar o seu tempo, e Pierre Gasly fazer o mesmo no seu Alpine, com pneus novos. Mas depois, entrou Max Verstappen, fex 1.24,758 e passou para a frente. Atrás dele, George Russell e Lewis Hamilton assumiram os dois postos seguintes, Russell com 206 centésimos de diferença.

A fase final começou com os dois McLaren a melhorarem os seus tempos, primeiro Piastri, depois Lando Norris, que marca 1.24,685. Mas Max regressou à pista e conseguiu 1.24,483. 


Se na frente, isto acontecia, atrás, eram "sete cães a um osso". Todos queriam marcar um tempo, mas como passavam dos limites da pista, esses tempos eram apagados. E Sergio Pérez, que queria fazer algo para impressionar, marcou um tempo... mas foi apagado. A mesma coisa acontecia a Carlos Sainz Jr, que marcava um tempo, mas era depois superado por outros. E como resultado, para além de Pérez e Sainz Jr, ficaram Alexander Albon, Nico Hülkenberg e Yuki Tsunoda, este por meros... quatro milésimos. Mesmo cruel.

E assim, passamos para a Q3.

Como os McLaren parecem ser os carros que se deram melhor na pista - aparte os Red Bull - Lando Norris começou a abrir as hostilidades com um tempo de 1.24,088. Mas o tempo viria a ser anulado por ter excedido os limites de pista, mas isso não impediu Max Verstappen de reagir e marcar 1.23,778, meio segundo na frente de Lewis Hamilton. No final, Max mostrou ao mundo que não quer brincar. E apesar de todos não o apanharem, Lando Norris passou para o segundo lugar com 1.24,074 e não saiu dali. Aparentemente...


Em suma, o primeiro "match point" do campeonato está à espreita e não quer desperdiçar. E ainda conseguiu mais um extra quando o tempo de Oscar Piastri foi apagado por causa dos limites que foram excedidos na sua volta mais rápida. Aliás, deram essa noticia no momento em que estava a ser entrevistado! 

Amanhã é o dia da corrida Sprint. Ou, se quiserem o dia em que Max poderá ser campeão do mundo. 

domingo, 21 de novembro de 2021

Formula 1 2021: Ronda 21, Losail (Corrida)


A Formula 1 chegou finalmente ao lugar onde todas as corridas serão à noite, porque de dia é impossível viver. Falamos de lugares onde no verão, as pessoas suportam 50ºC e caminhar é doloroso, para não dizer - e fazer - outras coisas. Mas há outros motivos pelos quais começa a não ser lá muito suportável respirar na Formula 1. E tem a ver com a luta pelo título mundial. 

Se na sexta-feira, os comissários decidiram não agira por causa das manobras de Max Verstappen em Interlagos, depois de um recurso da Mercedes, agora no sábado, após a qualificação, com o furo de Pierre Gasly e a amostragem das bandeiras amarelas, do qual poucos levantaram o pé, entre eles Max e Valtteri Bottas, os comissários aplicaram penalizações a ambos. Só que a sentença saiu... a menos de duas horas da corrida, no domingo à tarde (hora local). Christian Horner ficou fulo e chegou a dizer que a FIA tinha feito de propósito, pedindo a um dos comissários que fizesse tal manobra. Evidentemente, esta não achou piada alguma e foi advertido. Mais tarde, Horner pediu desculpa pelas afirmações, alegando que "saíram a quente".


Com Max e Bottas penalizados, parece que tudo estava feito para Hamilton. Mas depois da partida, se achavam que existia uma passadeira vermelha em Losail, durou algumas voltas, porque o neerlandês demorou algumas voltas para chegar a segundo, depois de passar Gasly e um Fernando Alonso que tinha hoje carro para brilhar. E depois de lá chegar, a diferença entre ambos andou sempre estabilizada entre os sete e os nove segundos, apesar das trocas de pneus - duas previstas, porque os pneus não aguentariam mais de trinta voltas, segundo a Pirelli, mesmo os duros.

Em contraste, Bottas não largou bem. Caiu para 11º e de uma certa forma, ficou sempre fora da luta pela liderança. Nunca ajudou o seu companheiro de equipa, e para piorar as coisas, quando furou, por alturas da volta 33, o seu chassis acabou por ficar danificado após uma saída de pista e teve de abandonar. Mais do que sair de Losail com zero pontos, com a Red Bull a conseguir um quarto lugar com Sergio Perez, agora a diferença entre ambos é de cinco pontos, ainda a favor da Mercedes. Para verem até que ponto as coisas estão, qualquer deslize de um destes quatro nas duas provas que restam, e as coisas poderão ser irremediáveis.  


Claro, as faíscas que ele largou na pista fizeram com que os espectadores se lembrassem de filmes de Hollywood, uma geração antes... eles andam a velocidades superiores aos 140 km/hora!

Apesar de uma corrida aparentemente decidida, a parte final causou calafrios: os furos dos dois Williams e do McLaren de Lando Norris fizeram todos ficarem em alerta, especialmente um Fernando Alonso, que tinha os pneus mais velhos do pelotão. Isso resultou num terceiro lugar, e todos temiam que isso poderia ir janela fora, caso rebentasse. Mas não: o carro resistiu bem, sabia gerir os pneumáticos, e um oportuno Virtual Safety Car assegurou que o piloto das Asturias subisse pela primeira vez ao pódio desde o GP da Hungria de 2014. E claro, todos celebraram o feito.

No final, era o esperado: Hamilton venceu, Max fez o seu melhor, ainda ficando com uma volta mais rápida e o respetivo ponto extra, e Alonso deu à Alpine o seu segundo pódio da temporada, na frente de Sergio Perez. A Red Bull ganhou muito em termos de construtores e Hamilton pode ter diminuído a diferença para oito pontos. A duas provas do fim, a Formula 1 tinha o final que queria, e os anfitriões das corridas estavam felizes da vida. A parte chata é o sitio onde corriam. Pormenores... 


Daqui a duas semanas, é na Arábia Saudita, numa pisa do qual, como em Losail, ninguém sabe como se comportarão. 

sábado, 20 de novembro de 2021

Formula 1 2021 - Ronda 21, Losail (Qualificação)


E agora, chegamos às novidades. A Formula 1 precisa do Médio Oriente porque tem dinheiro. E como tem o prestigio, decidiu fazer uma troca. As pistas podem não ser as mais desafiantes do calendário, o registo dos Direitos Humanos nesses países da região é alguma, e o tratamento para minorias, quaisquer que eles existam... não existe, e começa a ser um grande elefante na sala. E mesmo que Lewis Hamilton pinte o seu capacete com as cores do arco-íris, provavelmente os locais devem olhar para isso como as excentricidades de um estrangeiro que chegou ali na quarta-feira e vai-se embora no domingo à noite. E ainda nem falei do champanhe que não pode ser alcoólico, porque a religião não deixa...

Mas ninguém pensou nisso nestes últimos dois dias. Com o anuncio de que a Mercedes tinha decidido rever a decisão dos comissários no domingo, em São Paulo, e o arrastar da decisão até sexta-feira de manhã, as conversas foram essas e somente essas. Da Mercedes e de Wolff, que decidiu calçar as luvas e tentou que Max fosse ainda mais penalizado, fosse em segundos ou em lugares, da defesa dos energéticos de que a manobra foi absolutamente legal, de até a GPDA, a associação dos pilotos, de que mudaria as suas atitudes, se a FIA deixasse de ser consistente, parecia que a chance do campeonato ser decidido na secretaria era bem real.

Chegada sexta-feira, e tudo ficou na mesma. Assunto resolvido, os pilotos andaram na pista, à noite, para ver se adaptavam ao ambiente. Pelos vistos, não havia ninguém a sair beneficiado em andar na nova pista, que é mais do que conhecida da MotoGP.


A qualificação começava pelas 17 horas locais, já em escuridão naquelas bandas. Depois dos primeiros tempos, o primeiro relevante foi Sergio Perez, com 1.23,224, nates de Lando Norris melhorar com 1.22,839. Mas ali, entrou Lewis Hamilton e pulverizou tudo, com 1.22,019. O tempo de Verstappen foi 219 centésimos mais lento. Fernando Alonso conseguiu um surpreendente terceiro no seu Alpine, com 1.22,588, mas antes de Valtteri Bottas fazer 1.22,026 e subir para o topo da tabela de tempos, três milésimos na frente de Hamilton.

Max reagiu na segunda passagem pela pista, fazendo 1.21,996, mostrando que a luta entre ambos estava ao rubro, enquanto atrás, Nikita Mazepin tinha a asa dianteira trocada e tentava arranjar tempo para marcar um tempo no seu Haas. 

A parte final foi de toda a gente na pista, tentando a sua sorte, mas não houve grandes alterações. Quem ficou de fora foi os Alfa Romeo de Kimi Raikkonen e Antonio Giovinazzi, o Williams de Nicholas Latifi e os Haas de Mick Schumacher e Nikita Mazepin.

Para a Q2, boa parte dos pilotos colocou médios, mas mesmo assim, havia quem tinha problemas para marcar tempo. Como Charles Leclerc, que não conseguia entrar dentro dos dez primeiros, um tempo quase segundo e meio mais lento, enquanto os do costume ficavam com os melhores tempos. Hamilton conseguiu 1.21,6 a certa altura, com Pierre Gasly a interferir-se entre eles.


Apesar de na parte final, terem tentado colocar moles para melhorar os seus tempos, havia nomes sonantes que ficavam de fora, como Sergio Perez, Daniel Ricciardo, Charles Leclerc, George Russell e Lance Stroll. E em contraste na Q3, Alpine e Alpha Tauri estavam por lá... e nos lugares da frente, para baralhar e voltar a dar!

Chegados à Q3, logo na primeira tentativa, houve duelo entre os primeiros. Hamilton colocou 1.21,262, antes de Max ter feito 1.21,424, na frente de Valtteri Bottas. Estava ao rubro, e todos olhavam com ansiedade para saber como isto acabaria,

E foi assim: com todos de moles, Hamilton faz 1.20,827, fazendo a pole e mostrando à concorrência que iriam dar tudo para ganhar. Mas a seguir, a asa frontal de Pierre Gasly quebra e o francês fura, estragando tudo, especialmente a volta do Max. Foi um final anti-climático para esta qualificação, do qual o britânico parecia que iria partir em vantagem. 


Agora é saber como será amanhã, e muitos afirmam que não será uma corrida excitante... se não acontecer nada fora da pista.  

quinta-feira, 30 de setembro de 2021

Noticias: Qatar vai acolher a Formula 1


Agora é oficial: o Qatar acolherá um Grande Prémio de Formula 1, primeiro este ano, a 21 de novembro, e a partir de 2023, de forma permanente, para as próximas dez temporadas. A prova será no circuito de Losail e em principio, acontecerá à noite.

“Estamos muito satisfeitos por acolher o Qatar no calendário de Fórmula 1 nesta temporada e a longo prazo a partir de 2023”, disse o CEO e presidente Stefano Domenicali. “A Federação para os Motores e Motociclismo do Qatar e as autoridades locais têm sido incríveis e trabalharam a grande velocidade para garantir que a corrida possa ter lugar esta temporada no Circuito do Losail. Mostrámos que podemos continuar a adaptar-nos e há um enorme interesse no nosso desporto. O enorme esforço de todas as equipas, Formula 1 e FIA tornou possível um calendário de 22 corridas, algo que é muito impressionante durante um ano desafiante e de que todos nos podemos orgulhar”, concluiu.

Apesar deste acrescento no campeonato em termos de circuitos no Médio Oriente, a corrida não acontecerá em 2022 devido à proximidade do Mundial de Futebol, que está marcado para o dia 21 de novembro, precisamente um ano depois do Grande Prémio. 

Losail já tinha uma Licença de Grau 1 da FIA, o que significava que seria uma opção viável receber um Grande Prémio este ano a curto prazo devido à pandemia de Covid-19. Contudo, a FIA fará uma inspeção ao circuito, semelhante aos circuitos que se juntam ao calendário de Formula 1, e as alterações necessárias são provavelmente mínimas. Em termos de tempo de volta previsto, as simulações sugerem 1.22,5 segundos para a qualificação e 1.28,6 segundos para a corrida, que irá durar 57 voltas, em principio.

Contudo, para 2023, não é certo que seja Losail a receber a Formula 1. A entidade que assegura os Grandes Prémios deixou isso em aberto, e a possibilidade da construção de um circuito nas ruas de Doha, a capital, não está descartada. 

segunda-feira, 26 de julho de 2021

A ideia de um GP do Qatar


Sabem quantos circuitos de Grau 1 aprovados pela FIA existem na Península Arábica? Seis. Há um no Kuwait, outro no Qatar, um terceiro no Bahrein - nas suas multiplas versões - outro no Dubai e um quinto em Abu Dhabi. O sexto circuito será inaugurado no final deste ano em Jeddah, para a edição inaugural do GP da Arábia Saudita.

Desses, só três estão no calendário: Bahrein, Abu Dhabi e agora, Jeddah. Mas poderia haver desde há algum tempo um quarto circuito no calendário, mas não acontece por razões politicas. O circuito de Losail, no Qatar, acolhe frequentemente o MotoGP - este ano até acolheu por duas vezes - mas nunca acolheu nem a Formula 1, nem a Endurance. E isso acontece porque há uma rivalidade com o seu vizinho do Bahrein, que tem o circuito de Shakir. Se lá não há a MotoGP ou o WTCR, o Mundial de turismos, é porque existe uma partilha implícita entre ambos os países: se um tem determinada competição, outro não tem.

Mas a pandemia pode mudar as coisas. Com o GP da Austrália cancelado, a a Liberty Media com vontade de fazer as 23 corridas do calendário, dê por onde der, a ideia de ter corridas no Médio Oriente é cada vez mais real. A coisa poderá passar por Shakir, que já acolheu por duas vezes um Grande Prémio em 2020. Em 2021, já recebeu o GP local, e para o final do ano, querem ter algo que complemente o GP da Arábia Saudita, que acontecerá a 5 de dezembro. Nova corrida no Bahrein é possivel, mas também se fala muito de uma prova do Dubai... e a chegada da competição a Losail.

E quem está a puxar por isso é muita gente. A começar por Stephen Ross, o promotor do GP de Miami, que se estreará em 2022. Ross é dono da empresa de marketing RSE Ventures, que pertence parcialmente ao fundo soberano qatari, e em 2015 tentou comprar a Formula 1 à CVC Capital Partners, sem sucesso. Ross, que também é o dono do clube de futebol americano Miami Dolphins, quer ajudar os seus parceiros para obter esta possibilidade, e tem a ajuda do Grupo Volkswagen, que é parcialmente detida (14,5 por cento) pelos qataris. O atual CEO da Formula 1, Stefano Domenicalli, foi anteriormente o presidente da Lamborghini, uma das marcas do Grupo VAG, e poderá fazer "lobby" para que eles entrem. 

Segundo conta o site racefans.com, Domenicalli poderá aceitar o Qatar como forma de atrair uma - ou algumas - marcas do Grupo para a Formula 1, agora que há um teto de gastos, e a Audi está a desinvestir na Formula E a favor da Endurance, como está a fazer a Porsche, embora esta última esteja a fazer sem se desligar da competição elétrica. E para melhorar as coisas, a situação politica no Médio Oriente está mais desanuviada, porque o bloqueio que os restantes países do Golfo, a começar pela Arábia Saudita, ao Qatar, devido ao apoio ao Irão nos diversos conflitos, a começar pelo Iémen, onde há uma guerra civil desde 2014, já foi levantado. Para além disso, quando a Formula 1 passou a ir ao Bahrein, Bernie Ecclestone agradeceu a ajuda - e os petrodólares - barenitas, imponto um veto não declarado à ida da Formula 1 ao seu vizinho um pouco maior. 

Contudo, Bernie está fora de cena desde 2017 e agora, já não há obstáculos de monta para uma ida inédita ao emirado que em 2022 acolherá o Mundial de Futebol e tem ambições de acolher os Jogos Olímpicos a partir de 2036. Veremos se isso acontecerá.       

sexta-feira, 27 de novembro de 2015

WTCC: Lopez e Muller foram os vencedores no Qatar

José Maria Lopez e Yvan Muller foram os vencedores nas corridas de encerramento do Mundial de Turismos, que aconteceu esta noite no circuito qatari de Losail. O piloto argentino dominou a seu bel-prazer na primeira corrida, da primeira à última volta, enquanto que o francês fez a mesma coisa, não só assegurando o dominio dos Citroen na pista qatari, como chegou ao segundo lugar da classificação geral, em troca em Sebastien Loeb. Já quanto a Tiago Monteiro, pontuou em ambas as corridas, solidificando o seu sétimo posto da geral.

A primeira corrida não teve grande história, com "Pechito" Lopez, o poleman, a dominar desde os primeiros metros, superando o marroquino Mehdi Benani, que foi o segundo classificado, enquanto que o francês Hugo Valente ficou no lugar mais baixo do pódio, na frente de Sebastien Loeb, Ma Qinghua e Yvan Muller. Já Tiago Monteiro acabou no oitavo posto, atrás de Norbert Mischelisz, numa prova onde Gabriele Tarquini sofreu um despiste e acabou no último posto.

Na segunda prova, mais dominio dos Citroen, desta vez com Yvan Muller a dominar na corrida, com "Pechito" Lopez a largar apenas da 11ª posição, acabando no oitavo posto, na frente de Tiago Monteiro, que lutou o que pode com o seu Honda. 

Mas esta corrida começou atribulada, primeiro com Tom Coronel a partir das boxes devido a um problema com a bomba de óleo, e depois na largada, com John Fillipi na frente, mas atrás, o holandês Nicky Catsburg fez um pião e acabou por bater nos carros de Tiago Monteiro e Stefano D'Aste. O piloto da Lada retirou-se, enquanto que a corrida foi neutralizada nas sete voltas seguintes para recolher os destroços.

A partir dali, os Citroen mostraram o seu dominio, com o chinês Ma Qinghua a ser o segundo, enquanto que Sebastien Loeb foi apenas quarto, com Norbert Mischelisz a ser terceiro e o melhor dos Honda. E isso impediu que o ex-campeão de ralis tenha ficado com o segundo lugar do campeonato, a favor de Muller, enquanto que o piloto húngaro foi o campeão do Troféu dos Independentes, batendo o marroquino Mehdi Bennani, que foi apenas o quinto classificado.

Com o campeonato de 2015 encerrado, e José Maria Lopez como bicampeão, ano que vêm o campeonato começa em Sochi, em principio, a 20 de março. 

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

O acidente da GP2 em Portimão



O acidente desta manhã na corrida da GP2 em Portimão foi realmente arrepiante, para quem viu. À falta de melhores filmes, por enquanto, pode-se ter uma ideia do acidente entre o romeno Michael Herck e o russo Vitaly Petrov, que ficou parado na grelha de partida e levou em cheio com o carro do piloto romeno. Retirado em maca, encontra-se bem no hospital.





Jà não é a primeira vez que acontece isto na GP2 este ano. O mesmo aconteceu na GP2 Asia Series, na prova nocturna de Losail, no Qatar, quando o holandês Yelmer Buurman, piloto da Ocean Racing Teach, bateu forte no carro do japonês Sakon Yamamoto. Os acidentes na partida podem acontecer, e estes tem maior gravidade pois os pilotos que vem na última fila chegam quase instantaneamente à terceira marcha, cerca de 160/180 quilómetros por hora. E como sabem pela história de Riccardo Paletti, pode ter um desfecto fatal.


Mas hoje, não foi mais do que um grande susto!

segunda-feira, 13 de abril de 2009

Contado, ninguém acredita...

O meu amigo Gabriel Lima disse ontem que "este ano, o mundo anda de cabeça para baixo". Depois de ver um "underdog" a ganhar as duas primeiras corridas do ano, e de ver que Max Mosley e Bernie Ecclestone sofrem de uma forma tardia de esquizofernia, ontem à noite vi o impossivel: uma prova no deserto cancelada... pela chuva.


Eu , que não ligo muito às motos, estava ontem a noite a ver a transmissão na Eurosport, e não acreditava no que via. Chover forte no deserto arábico? É mais fácil ver tempestades de neve na Argélia... Resultado: a corrida da Moto GP foi adiada para hoje, e a corrida dos 250 cc foi encurada para 40 por cento do total, e foi ganha pelo espanhol Hector Barberá.

A corrida foi adiada para o dia seguinte, com o acordo dos pilotos e organizadores, para a mesma hora da de Domingo. Esperemos que não chova...

sábado, 14 de fevereiro de 2009

GP2 Asia - Ronda 4, Losail (Corrida 2)

Mais uma corrida má para as cores portuguesas, onde o mexicano Sergio Perez subiu ao lugar mais alto do pódio pela segunda vez este ano. Em suma, foi o desempenho dos pilotos portugueses na segunda corrida deste fim de semana no circuito qatari.

Na Ocean, depois de se verificar que o carro de Yelmer Buurman não poida ser reparado a tempo da segunda corrida, alinharam apenas com o carro de Fabrizio Crestani. O piloto italiano não foi além do 21º posto final, em mais uma jornada de pesadelo para a equipa de Tiago Monteiro.

Quanto a Alvaro Parente, o piloto do Porto, que alinhou pelos malaios da Qi-Meritus, teve uma corrida plena de dificuldades e não foi além do 18º posto final no circuito qatari. As suas portencialidades para um bom resultado, nesta sua incursão na GP2 Asia ficaram marcadas pelo azar, apesar das boas indicações.

Na corrida em si, os homens da Campos Racing dominaram a corrida do principio ao fim, tendo Sergio Perez batido o russo Vitaly Petrov. O alemão Nico Hulkenberg, que vencera na primeira corrida, acabou a prova na terceira posição.

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009

GP2 Asia - Ronda 4, Losail (Corrida 1)

A primeira corrida da GP2 Asia, que decorreu sob os holofotes do circuito qatari de Losail, terminou esta tarde com a vitória do alemão Nico Hulkenberg, e com desilusões por parte de Alvaro Parente e Yelmer Buurman, enquanto que Fabrizio Crestani cumpriu.


A corrida começou com Hulkenberg a partir da pole-position, conseguindo manter-se à frente do mexicano Sergio Perez. Entretanto, mais atrás, Yelmer Buurman não conseguia evitar o carro do japonês Sakon Yamamoto, que ficou parado na grelha. O acidente não teve consequências fisicas para os dois pilotos, mas ambos acabaram a corrida por ali.

A corrida ficou neutralizada durante cinco voltas, e depois do regresso das bandeiras verdes, Hulkenberg manteve-se na frente, enquanto que Alvaro Parente fazia uma corrida de recuperação desde o 13ª lugar, até chegar ao quinto lugar, passando entre outros Edoardo Mortara e o lider da série, Kamui Koboyashi. Só que o desgaste do pneu anterior esquerdo fez com que tivesse de voltar às boxes para trocar de pneus, caindo diversos lugares. ainda saiu de pista, quando tentava recuperar posições, para terminar na 17º classificado, fazendo porém a melhor volta.

No final, Nico Hulkenberg foi o vencedor, seguido do mexicano Sergio Perez e pelo russo Vitaly Petrov. Kamui Koboyashi, o actual lider, acabou na quarta posição, enquanto que Fabrizio Crestani, o outro piloto da Ocean, fez uma corrida calma, acabando-a na décima posição. A segunda corrida acontecerá amanhã.

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009

GP2 Asia - Ronda 4, Losail (Qualificação)

A GP2 Asia teve esta tarde/noite a sua qualificação para a ronda de Losail, no Qatar, e se os pilotos da Ocean Racing Technology até estiveram bem na grelha nos treinos livres, e desiludiram na qualificação, já Alvaro Parente foi prejudicado por uma situação de bandeira vermelha, e uma atrapalhação com... Yelmer Buurman, que o levou para o meio da grelha de partida, depois de ter andando durante boa parte da qualificação nos seis primeiros.


Parente, que este fim de semana correrá pelas cores da Qi-Meritus, andou bem durante boa parte da qualificação, com um dos seis melhores tempos da grelha. Mas após uma situação de bandeiras vermelhas, Parente tinha uma unica hipótese para conseguir um bom tempo, mas nessa volta foi prejudicado... pelo carro da Ocean. Assim sendo, Alvaro Parente será 13º, dois lugares à frente do segundo Ocean, tripulado pelo italiano Fabrizio Crestani. Yelmer Buurman, que prejudicou Parente, não foi além do 23º tempo da grelha.


Na primeira fila da partida ficou o alemão Nico Hulkenberg, autor da pole-position, e o mexicano Sergio Perez, da Campos Racing Team, enquanto que na segunda fila ficou o russo Vitaly Petrov, da Campos, e o actual lider do campeonato, o japonês Kamui Koboyashi.


A jornada dupla decorrerá amanhã e Sábado no circuito qatari, e vai ser a primeira prova da categoria a decorrer de noite, o que vai ser desafiante para os pilotos.

terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

GP2 Asia - Ronda 4, Losail (Antevisão)

A GP2 Asia prossegue esta Sexta e Sábado, num palco novo para máquinas e pilotos: o circuito de Losail, no Qatar. Para além de ser uma novidade de "ultima hora" no calendário inicial da GP2 Asia de 2008-09, tem mais uma adicionante: vai ser a primeira prova do calendário que será disputada à noite.

Para Tiago Monteiro, no papel de "manager" da Ocean Racing Technology (ORT), afirma olhar a prova com especial expectativa, não só pelos desafios que se colocam, mas também por saber se agora, os vários contratempos que impediram a formação portuguesa de revelar de forma mais evidente a sua competitividade, estão resolvidos.

"O Qatar vai ser um desfio redobrado. É a primeira vez que a GP2 faz uma prova à noite e acredito que vai ser espectacular. Para a Ocean é uma honra fazer parte desta estreia. Nós, como a maioria das equipas, não conhecemos o circuito, mas as poucas que já lá estiveram têm boa impressão. O nosso projecto continua a ganhar ainda mais solidez. Já garantimos que o Fabrizio Crestani vai ficar connosco durante toda a Asia Serie e o Yelmer Buurman também continua na equipa. Estamos muito motivados. Depois de dois fins-de-semana a fazer só uma corrida, por vários contratempos, agora esperamos que esta seja uma boa oportunidade para fazer muitos quilómetros, mostrar onde estamos e quem sabe, somar alguns pontos", afirma Tiago Monteiro, no comunicado oficial da equipa.

Já o holandês Yelmer Buurman, o piloto principal da equipa portuguesa, tem consciência de que apesar de ter mostrado ritmo para rodar com os da frente, os desafios que se apresentam no novo circuito qatari, que para além de ser desconhecido para a maioria, vai ser uma prova disputada à noite, logo, as dificuldades estão acrescidas:



"Será diferente por uma série de factores. O facto de ser à noite cria uma grande expectativa. Há a questão dos reflexos que pode complicar a nossa prestação em pista, mas como é uma situação para todos não me preocupa tanto. Espero que seja um bom fim-de-semana para nós. Não conheço a pista mas estou confiante que depois dos treinos livres vamos ter tudo encaminhado para uma boa prestação na qualificação e nas corridas", assegura o piloto holandês.

Entretanto, esta tarde soube-se que o português Alvaro Parente vai correr nesta jornada dupla da GP2 Asia pela equipa malaia Qi-Meritus Mahara. A noticia está a ser avançada pelo blog do programa de rádio 16 Valvulas através do seu empresário Pedro Moreira dos Santos. Parente estará no circuito qatari, que será a primeira etapa nocturna da GP2 Asia, a bordo da unica equipa que corre neste escalão, a Qi-Meritus.

Curiosamente, a unica equipa da Main Series que não corre nesta categoria é a Racing Engeneering, onde Parente é um dos fortes candidatos ao lugar vago, juntamente com o italiano Luca Fillipi. Será coincidência ou algo mais?

Os treinos para a prova serão na quinta-feira à tarde, enquanto que a jornada dupla acontecerá na sexta-feira e Sábado, a partir das 17 Horas de Lisboa.