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sábado, 8 de novembro de 2025

Noticias: Pirelli emite alerta para Losail


Ainda estamos no final de semana do GP do Brasil, mas já se fala do GP do Qatar, que acontecerá dentro de três semanas, a 30 de novembro. E fala-se dele porque, como em 2024, há problemas com os pneus em relação ao circuito de Losail. Por causa disso, parece que estão a recomendar às equipas que façam, pelo menos, duas paragens nas boxes, ou um máximo de 24 voltas com o mesmo jogo de pneus, sob o risco dos seus pilotos sofrerem furos.

Quando o piso se torna demasiado fino, o pneu deixa de estar protegido. Uma pedra ou uma pequena lasca é suficiente para rasgar a camada de borracha”, Mario Isola, diretor da Pirelli Motorsport.

Simone Berra, diretor técnico da Pirelli, reforçou:

Tínhamos a experiência dos anos anteriores”, começou por afirmar. “Há dois anos, era uma questão de corretores. No ano passado, foi uma questão de alta taxa de desgaste — sobretudo desgaste volumétrico — que acabou por causar danos na carcaça.

Estamos a ter em conta todos esses fatores. A estrutura do pneu não mudou significativamente este ano em termos de resistência, por isso queremos evitar uma repetição da situação de 2024, quando as equipas conseguiram prolongar os stints porque não havia grande perda de desempenho, mesmo com o piso já muito gasto.”, concluiu.

segunda-feira, 7 de julho de 2025

A imagem do dia




Há 40 anos, debaixo do sol escaldante de julho no sul de França, a Brabham triunfava pela última vez na Formula 1. Nelson Piquet conseguiu levar a melhor sobre Keke Rosberg e Alain Prost, em contraste com Michele Alboreto, cuja corrida acabou na quinta volta, com problemas no Turbo, e Ayrton Senna, que por causa do seu motor Renault, na volta 26, as coisas terminaram prematuramente. 

E nem falo de Nigel Mansell, que sofrera um despiste nos treinos de sábado, bate com a cabeça num dos postes das redes de proteção, e por causa disso, está impedido de correr esse Grande Prémio. 

Mas o que quero falar hoje não é sobre a corrida ou o piloto. É o carro. E como uma escolha de pneus determinou toda uma época. 

Em 1984, havia três marcas: Goodyear, Pirelli e Michelin. A meio do ano, a fabricante francesa decidiu que iria abandonar a competição no final do ano. E eles abasteciam equipas como a McLaren, Ferrari, Brabham, Toleman e outros. Com escolhas para 1985, quase todos decidiram ir para a Goodyear. Com duas excepções: Toleman - que por causa disso, falhou as três primeiras corridas do ano - e a Brabham. A escolha desses pneumáticos não foi boa para o carro que tinha sido construído para essa temporada, o BT54, porque, enquanto as equipas Goodyear se adaptou ao frio, a Brabham decidiu testar apenas em superficies quentes, como por exemplo, Jacarépaguá, no Brasil, e Kyalami, na África do Sul.

Resultado final? O potencial do motor BMW ficou muito aquém porque os pneus os deixavam em baixo. Até ao GP francês, Nelson Piquet só conseguira um ponto, em Detroit, a corrida anterior, que tinha acontecido em tempo quente.

Paul Ricard era também uma pista de alta velocidade. Ajudado com a reta Mistral, com cerca de 1550 metros, quando os carros chegavam à curva Signes, alcançavam médias de 320 km/hora. E nesse fim de semana, estava muito quente, e o asfalto também colaborava. Tudo ótimo para a Brabham, onde a certa altura, o companheiro de equipa de Piquet, o suíço Marc Surer, chegou a um topo de 335 km/hora.

Na qualificação, Piquet conseguiu o quarto melhor tempo, e na corrida, ele largou bem, pulando para terceiro, colado na traseira do Lotus de Senna. E rapidamente passou-o, para chegar na traseira de Rosberg, para chegar ao comando da corrida na décima volta. E o motor, que já o mais potente do pelotão - no ano seguinte, teria cerca de 1500 cavalos em qualificação, contra os 800 em corrida - ajudou Piquet a apanhar rapidamente os carros que tinha na sua frente. Na 10ªa volta, já liderava, e não olhou para trás até à bandeira de xadrez, ganhando o que viria a ser a única vitória da temporada. Até ao final do ano, a Brabham teria mais resultados de relvo, mas apenas nas pistas de alta velocidade, como Silverstone, Osterreichring ou Monza. 

No final, foi simbólico. Não foi só a 35ª a última vitória da Brabham, como também foi a primeira vitória da Pirelli desde 1957. E era a última corrida em Paul Ricard naquele desenho. Alguns meses depois, em maio de 1986, outro piloto Brabham, o italiano Elio de Angelis, sofreu um acidente fatal na curva Verriére, fez com que, até 1990, um outro desenho de Paul Ricard, mais curto, fosse usado no Grande Prémio. Com a ida para Magny Cours, e uma década de ausência no calendário, a partir de 2008, em 2018, a Formula 1 voltou a Le Castelet - outro nome para a pista - mas com a Mistral cortada a meio, com a implementação de uma chicane, porque agora, há limites para a velocidade. Outras prioridades se levantam.

segunda-feira, 21 de outubro de 2024

A(s) image(ns) do dia





Já sabíamos de antemão sobre estes troféus de Austin, e muitos afirmaram não eram grande coisa - muitos reclamaram, e com alguma razão - mas no pódio do GP americano, o que foram vistos por ali acabaram por ser... pneus. Então, porquê?

Simples. Segundo conta esta segunda-feira o sítio motorsport.com, a Pirelli descobriu à última hora que tinha sido informada de que o seu troféu tinha grandes semelhanças com outros projetos, nomeadamente a da Bearbick. E para evitar chatices - ou seja, serem processadas e perder o processo em tribunal - decidiu retirá-los de cena e substituir por algo que estava mais à mão. Ou seja... pneus.

E foi a Bearbick, do qual francamente, nunca ouvi falar. Pensava que tinha sido a Disney/Lego/Daft Punk que tinham ameaçado com processos em tribunal. Enfim...   

Curiosamente, a última foto é do Oscar Piastri com o "caneco"... no banco do carro. Resta saber se ele comprou uma réplica ou arranjou um dos originais. 

terça-feira, 10 de outubro de 2023

Noticias: Pirelli confirmada na Formula 1 até 2027


A Formula 1 confirmou nesta terça-feira que a Pirelli continuará a fornecer os pneus às equipas, pelo menos até ao final da temporada de 2027. Este acordo será alargado à Formula 2 e Formula 3, e com isto, a Pirelli ficará na categoria máxima do automobilismo por 18 temporadas, já que está na competição desde 2011. Durante esse tempo, assistiu à entrada dos Turbo, os híbridos, e a transformação das jantes de 13 para 18 polegadas, que aconteceu no inicio de 2022, com sucesso.

A marca italiana bateu a japonesa Bridgestone no processo, que apresentou uma proposta semelhante, tendo em conta os objetivos da competição de ser neutra em termos de carbono, por exemplo.  

Para Stefano Domenicali, Presidente e Diretor Executivo da Fórmula 1, agradece à empresa por ter apoiado a competição e entendido os seus objetivos para o futuro: “Desde que regressou ao desporto em 2011, a Pirelli tem sido um parceiro inestimável, apoiando a Fórmula 1 através de novas gerações de tecnologia e regulamentos técnicos e fornecendo pneus que permitem corridas fantásticas para os nossos fãs. O compromisso da empresa com a qualidade, a inovação e o seu profundo conhecimento do nosso desporto serão vitais nos próximos anos, à medida que nos aproximamos dos nossos novos regulamentos em 2026, e o trabalho em que a Pirelli se concentra em relação à sustentabilidade, comprovado pela certificação FSC, garantirá que continuemos a trabalhar em conjunto para o nosso objetivo comum Net Zero 2030.”, afirmou.

Gostaria também de elogiar a Bridgestone pela sua impressionante proposta e envolvimento ao longo do processo. Eles têm um legado orgulhoso no nosso desporto e gostaria de lhes agradecer pelo seu envolvimento altamente profissional e apaixonado connosco.”, concluiu.


Marco Tronchetti Provera, Vice-Presidente Executivo e Diretor Executivo da Pirelli, começou por afirmar no comunicado oficial da Formula 1: “Estamos muito satisfeitos por alargar a nossa presença na Fórmula 1 e nos outros campeonatos relacionados. A Pirelli estava presente quando a Fórmula 1 nasceu em 1950 e, com esta última renovação, a empresa será agora protagonista ao longo de quase duas décadas da era moderna da Fórmula 1.

"Graças ao impulso da Liberty Media e ao apoio da FIA, o desporto está a viver um período extraordinário de crescimento, tanto em termos de audiência como de expansão global, aumentando também os seus seguidores entre as gerações mais jovens. A inovação e a tecnologia estão presentes no ADN da Pirelli, e a Fórmula 1 constitui o derradeiro laboratório ao ar livre, não só para experimentar e testar novas soluções técnicas, mas também para acelerar novos processos de investigação, desenvolvimento e produção de pneus.", continuou. 

"Gostaria também de agradecer a todos na Pirelli pelo seu empenhamento apaixonado e pela qualidade do seu trabalho ao longo dos anos, que continuará à medida que alargarmos esta parceria. O nosso compromisso com a sustentabilidade é igualmente forte, como prova a certificação FSC que será introduzida nos nossos pneus de F1 a partir do próximo ano. Estar na vanguarda do auge do desporto automóvel até, pelo menos, 2027 acrescenta outra dimensão de valor importante à nossa empresa.”, concluiu.

segunda-feira, 9 de outubro de 2023

Noticias: Pirelli agradece a colaboração das equipas no Qatar


O fim de semana do GP qatari ficou marcado por um alerta da Pirelli em relação ao desgaste dos pneus no final de sexta-feira, depois da passagem constante dos carros nas bermas do circuito de Losail, que tinham um declive de 20 milímetros para impedir abusos da parte dos pilotos. 

Por causa disso, e para evitar furos a alta velocidade, para além da organização ter repintado as bermas para evitar as curvas afetadas, a FIA decidiu impor um limite máximo de 18 voltas que poderiam ser completadas com qualquer jogo de pneus na corrida. Isso fez com que existissem um mínimo de três paragens na prova, com alguns, como George Russell, acabassem por fazer quatro paragens, colocando moles no final, quando a carga de combustível era menor e tentar ganhar lugares na corrida. 

No final da corrida, Mário Isola, o Director da Pirelli Motorsport, agradeceu a colaboração de todos ma resolução de um problema que tinha potencial para ser enorme: 

"Este foi um fim de semana muito exigente, que culminou com uma corrida interessante e muito disputada. A colaboração e a transparência entre todas as partes interessadas da Fórmula 1 – a FIA, a Fórmula 1, as equipas e os pilotos – resultou numa reação rápida e eficiente para resolver uma questão de segurança que nos envolveu. Hoje, o desporto conseguiu dar um espetáculo interessante aos espetadores com muitas ultrapassagens e duelos, apesar das limitações impostas pela FIA. Nas próximas semanas continuaremos a analisar os pneus utilizados neste fim de semana para adquirir o máximo de informação possível e partilhá-la com a FIA."

"Pelo que vimos esta noite, a granulação foi um fator muito significativo em todos os compostos. A gravidade diminuiu gradualmente à medida que a pista foi acumulando borracha. Hoje, o vento estava muito mais fraco do que nos dias anteriores, o que reduziu a quantidade de areia e poeira soprada para a superfície da pista, mesmo que não tenha desaparecido completamente. A degradação térmica também teve um efeito no desempenho dos pneus, com as temperaturas da pista nunca abaixo de 36°C.", concluiu.

A Formula 1 continua dentro de duas semanas em Austin, no Texas. 

segunda-feira, 6 de março de 2023

Noticias: Pirelli quer continuar


Com a FIA a anunciar que haverá um novo contrato de fornecimento de pneus a partir de 2025, A Pirelli anunciou que pretende continuar a ser a sua fornecedora até ao final desse novo contrato, ou seja, até 2028.  A marca italiana está na Formula 1 desde 2011, depois de substituir a Bridgestone no fornecimento exclusivo de pneus.

"Obviamente a decisão não está nas nossas mãos", disse Mario Isola, chefe de F1 da Pirelli no Bahrein, "mas estamos satisfeitos com a nossa presença na Fórmula 1 e queremos continuar". 

Por agora, ninguém se manifestou estar interessado no lugar, embora se saiba que a Michelin esteve interessado em 2016, colocando como condição o alargamento dos aros de 13 para 18 polegadas, algo que não fez na altura e que levou ao final das negociações. 

sexta-feira, 18 de junho de 2021

Noticias: Seidl não gostou das conclusões da Pirelli


As conclusões do inquérito da Pirelli aos incidentes que aconteceram em Baku continuam a causa ondas entre as equipas, a Andreas Seidl, o responsável da McLaren, afirma ter ficado desapontado com a falta de transparência acerca do que aconteceu realmente na prova azeri, onde os carros de Lance Stroll e Max Verstappen sofreram furos a alta velocidade, que poderiam ter sido graves. Apesar de ilibar a Pirelli nas responsabilidades, acusa a FIA de não ter nomeado e punido as equipas que não cumpriram os parâmetros estipulados.

Antes de mais, foi uma sequência muito interessante de eventos esta semana, com a diretiva técnica a sair e a ver as palavras cuidadosamente escolhidas nos comunicados de imprensa de todas as partes envolvidas. O que é um pouco dececionante para nós é que não há mais transparência no que realmente aconteceu porque foi um tópico crítico para a segurança. Normalmente, no passado, com casos como este, há transparência no que está a acontecer, e até agora não aconteceu, o que é um pouco dececionante", começou por dizer o diretor desportivo da marca nas vésperas do GP de França.

Do ponto de vista de McLaren, saudamos definitivamente a iniciativa do lado da FIA ao implementar mais verificações, mas não eram realmente necessárias. Os regulamentos eram claros antes. Há uma razão clara para recebermos as prescrições da Pirelli e para estes regulamentos estarem em vigor. Nós estamos conscientes disso e sabemos que temos de agir responsavelmente com os parâmetros fornecidos para garantir que não colocamos os nossos pilotos em risco”.

Há suposições sobre o que realmente aconteceu. Há muitas críticas em relação à Pirelli mas, no final, não é algo que apoiemos porque a Pirelli produziu um produto seguro para este ano. Em Baku, se estivesse a pilotar um carro dentro dos regulamentos e seguindo as prescrições da Pirelli, não haveria qualquer problema com os pneus. É por isso que sinto que seria importante para todo o paddock ter transparência na compreensão do que realmente aconteceu e do que estava a causar estas falhas no final”, concluiu.

A Formula 1 prossegue neste fim de semana em terras francesas.

quarta-feira, 16 de junho de 2021

Noticias: Pirelli divulgou motivo dos furos em Baku


A Pirelli divulgou nesta quarta-feira a razão pelos quais os seus pneus tiveram furos a alta velocidade no circuito de Baku e causaram os abandonos de Max Verstappen e Lance Stroll. Se inicialmente, a marca italiana acreditava que tinha a ver com destroços na pista, afinal de contas, a rupturas dentro da circunferência dos pneus, e mandou o seu relatório às equipas, com a recomendação para seguir um novo conjunto de protocolos em relação a pressuras e temperaturas máximas nos cobertores de aquecimento.

As causas das duas falhas dos pneus traseiros esquerdos nos Aston Martin e Red Bull foram claramente identificadas. Em cada caso, isto deveu-se a uma ruptura circunferencial na parede lateral interior, que pode estar relacionada com as condições de funcionamento do pneu, apesar de terem sido seguidos os parâmetros de arranque prescritos", começa-se a ler no relatório.

A FIA e a Pirelli acordaram um novo conjunto de protocolos, incluindo uma diretiva técnica atualizada, já distribuída, para monitorizar as condições de funcionamento durante um fim-de-semana de corrida, e irão considerar quaisquer outras ações apropriadas”, acrescentou.

Contudo, se esta é a versão oficial dos furos a alta velocidade, a imprensa local fala mais algumas coisas. O Corriere dello Sport fala que as equipas "encontram uma forma de correr com pressões de pneus mais baixas do que as prescritas. É grave que as equipas joguem com segurança em circuitos como Baku”. Ou seja, não é a Pirelli a grande culpada, mas sim as equipas, que arriscam fortemente, usando a pressão dos pneus para serem mais eficazes em pista. 

E entre as soluções que a marca disse ter enviado às equipas poderá ser a remoção da humidade do gás de enchimento, enquanto outra poderia ser a forma como os pneus são aquecidos antes do teste de pressão dos pneus antes da corrida, acrescentando ainda que são as equipas que desenvolvem os sensores, o que significa que cada equipa se verifica a si própria. Algo que será mudado em 2022, quando estes sensores serão distribuídos pela FIA.

Contudo, há quem tenha dúvidas sobre essa parte. Um deles é Jenson Button, que foi particularmente ácido no Twitter, ao afirmar que a cauda dos pneus deve ter sido "vodu". "Aston [Martin] e Redbull cumpriram aos limites estabelecidos, sem cortes nos pneus a partir de detritos e sem defeitos ou falhas da Pirelli? Penso que foi magia voodoo, então.

Apesar das conclusões e das medidas que a equipa prometeu implementar a partir de agora, as dúvidas sobre a durabilidade dos pneus italianos continuam no ar, pois este não é e não será o último episódio polémico envolvendo a marca de pneumáticos.  

sexta-feira, 4 de setembro de 2020

Noticias: Pirelli vai testar pneus de 2021 em Portugal


A Fórmula 1 anunciou esta sexta-feira que a Pirelli vai realizar um teste de desenvolvimento de 30 minutos dos seus pneus para a temporada 2021 durante o fim de semana Grande Prémio de Portugal, entre os dias 23 e 25 de outubro. A Pirelli está a procurar melhorar as suas borrachas, para melhor se adequar aos níveis de apoio aerodinâmico dos Formula 1.

Mario Isola, o responsável máximo da Pirelli, explicou o que vai acontecer neste teste.

Obviamente, recolhemos muita informação de Silverstone e Spa e decidimos adiar os testes que foram planeados para a segunda corrida em Silverstone e em Barcelona, para redesenhar alguns protótipos." começou por afirmar. "A ideia passa por rever ligeiramente a construção para o próximo ano. Como disse, são apenas 30 minutos. Forneceremos diferentes compostos a diferentes equipas, a fim de tentar recolher o máximo de informação possível para definir o pneu para o próximo ano. Portanto, este é o plano para Portimão. Obviamente, é uma nova pista", continuou. 

"Não temos muitos dados de Portimão mas a partir de agora temos muitas pistas novas, pelo que tivemos de decidir em que pista queríamos testar, e Portimão é um circuito de alta severidade onde provavelmente encontraremos algum bom tempo, e foi por isso que decidimos nomear Portimão para o nosso teste.", concluiu.

terça-feira, 11 de agosto de 2020

Portimão: Haverá testes antes da corrida?

A Autosport portuguesa fala esta terça-feira da chance de haver um teste da Pirelli previsto para meados de setembro, após o reasfaltamento do circuito, que acontecerá no final do mês. Esse teste, que esta marcado um mês e meio antes do Grande Prémio, serviria para saber do nível do desgaste dos pneus no novo asfalto e claro, apareceriam alguns carros de Formula 1 no caminho, embora é mais provável serem carros mais antigos, pois não é um teste de meados de temporada, e qualquer carro que leve o seu chassis, só serviria para dia de filmagens.

Daquilo que agora temos programado, iremos ter algumas equipas a treinar sempre depois do reasfaltamento que está previsto para 8-9 de setembro. A partir daí temos alguns dias de testes, que ainda não estão completamente fechados, mas será na janela de 10 a 17 de setembro, que teremos alguns testes com equipas de Fórmula 1”, afirmou Paulo Pinheiro ao programa 16 Valvulas, do Gonçalo Sousa Cabral.

Numa altura em que o Autódromo de Portimão receberá as duas mais importantes provas de duas e quatro rodas, para além da European Le Mans Series e de ter recebido as Superbikes, o autoódromo português está a ter um verão em cheio, com as chances que a pandemia proporcionou, e quer aproveitar da melhor maneira possivel.

terça-feira, 3 de março de 2020

Motores e o Coronavirus - As novidades do dia 3

Neste "diário" moto-automobilistico da relação entre isto e a doença do momento, as ameaças, as dificuldades, os adiamentos e os cancelamentos continuam. Esta terça-feira, o governo do Bahrein decidiu colocar restrições a todos os estrangeiros que visitaram Itália, China, Iraque, Hong Kong, Irão, Tailândia, Singapura, Malásia e Coreia do Sul nos 14 dias anteriores à sua chegada. A 19 dias da eventual realização do seu Grande Prémio, todas estas restrições poderão fazer complicar as coisas a nível de logística. E claro, colocando em dúvida a realização do Grande Prémio na altura prevista.

No Vietname, o governo local também decidiu colocar novas restrições a todos os que venham da Itália, Coreia do Sul e Irão.  “Todos os viajantes que entram no Vietname da China, Coreia do Sul, Itália e Irão devem trazer declarações médicas e fazer uma quarentena médica de 14 dias antes de entrar no país”, afirmou o Conselho de Turismo do Vietname, numa declaração oficial.

Entretanto, a Ferrari decidiu hoje cancelar um teste previsto para esta quinta-feira com a Pirelli para testar os pneus com jantes de 18 polegadas, referente à temporada de 2021. 

Devido às políticas de restrição adotadas pela Ferrari e pela Pirelli após o surto mundial de Coronavírus, o teste programado com pneus para piso molhado de 2021 em Fiorano, no dia 5 de março, teve de ser adiado“, disse um comunicado da marca. “O teste será remarcado em Fiorano na primeira oportunidade.

A FIA, entretanto, mantêm a sua posição em relação à epidemia e suas possíveis implicações, afirmando estar a avaliar a situação. "A FIA avaliará o calendário de suas próximas corridas e, se necessário, tomará as medidas necessárias para ajudar a proteger a comunidade global do automobilismo e o público em geral", declarou no seu comunicado oficial.

Com todos os planos a serem revistos dia a dia, o calendário está totalmente incerto. Em caso de cancelamento de provas, a Formula 1 poderá receber consideravelmente menos e que compense parceiros comerciais e promotores. Segundo conta a Forbes, ligada à economia e Finanças, a Formula 1 tem clausulas nos seus contratos onde teria de diminuir o valor recebido das cadeias de televisão caso o campeonato tenha 15 ou menos provas. Contudo, as razões ditas "de força maior" poderão estar de fora desses reembolsos.

E volta-se a afirmar: as verdades de hoje podem estar amanhã totalmente modificadas.

domingo, 23 de fevereiro de 2020

Noticias: Pirelli manda conjunto extra de pneus para teste

Na segunda parte dos testes, em Barcelona, a Pirelli mandará um conjunto de pneus para todas as equipas para saber se aguentarão o "banking" de Zandvoort. É que a curva do circuito holandês, que está a acabar as suas obras de renovação, terá 18 graus de ângulo, o dobro de Indianápolis, por exemplo.

Apesar da Pirelli ter dito inicialmente que não conseguiria fazer um pneu específico, Mario Isola afirmou que a marca decidiu que seria melhor, depois de analisar os dados do circuito.

Este protótipo foi desenhado com uma diferente estrutura porque ainda estamos a analisar os dados que vêm de Zandvoort. O plano é usar estes pneus, com uma pressão um pouco mais alta.”, afirmou.

O GP da Holanda, que volta ao calendário depois de 35 anos de ausência, acontecerá a 3 de maio, e será a prova de abertura da Formula 1 na Europa. 

terça-feira, 27 de novembro de 2018

Noticias: Pirelli fica na Formula 1 até 2023

A FIA confirmou esta segunda-feira que a Pirelli continuará a ser fornecedora exclusiva de pneus até 2023. No concurso organizado pela FIA, houve a participação da coreana Hankook, mas no final decidiram ficar com a mesma fornecedora de pneus que está na Formula 1 desde 2011, prolongando assim para doze os anos em que ficarão na categoria máxima do automobilismo.

A Pirelli tem sido uma importante e valiosa parceira da Formula 1 desde 2011”, começou por dizer o presidente e diretor executivo, Chase Carey. “Eles são líderes em fornecer suas capacidades inovadoras. Ela é uma marca premium, uma líder global no automobilismo, e nossa duradoura parceria com eles mostra mais uma vez nosso desejo de alinhar a Formula 1 com o melhor do automobilismo. Estamos satisfeitos por termos chegado a este acordo, o que garante um futuro estável de longo prazo para um componente tão crucial para a Formula 1.”, concluiu.

Já o presidente da FIA, Jean Todt, afirmou-se satisfeito com este acordo. “Estou feliz por ter a Pirelli escolhida para mais um período como fornecedora oficial ao Campeonato Mundial de Formula 1”, começou por dizer. "Isso permitirá que todos nós aproveitemos a experiência ganha desde 2011. Sabemos o quão crucial e difícil é o papel de fornecedora de pneus, especialmente na Formula 1”, concluiu.

O vice-presidente e diretor executivo da Pirelli, Marco Tronchetti Povera, acrescentou sobre este acordo: “É uma excelente notícia que a Pirelli esteja prolongando sua parceria com a Formula 1 até 2023. Este novo acordo prolonga nossa parceria para um total de 13 temporadas na era moderna, sendo que a Pirelli também estava presente em 1950, quando o campeonato foi inaugurado.

A Formula 1 é e continuará sendo o topo do automobilismo, é o ambiente perfeito para a Pirelli, que sempre definiu esta categoria como a mais avançada [em termos de] pesquisa tecnológica e laboratório de desenvolvimento.

O novo contrato ai fazer com que até 2020 a Formula 1 tenha pneus de treze polegadas, para em 2021 subir para as 18 polegadas, algo do qual afastou outros concorrentes como a Michelin.

segunda-feira, 4 de junho de 2018

Formula 1: Rodas de 18 polegadas prováveis em 2021

A Formula 1 poderá ter rodas maiores em 2021. A FIA e a Liberty Media estão receptivos à ideia e as equipas também, e caso aconteça, fará que abandonem as rodas de 13 polegadas usadas atualmente. Este tipo de rodas são usadas na WEC - Endurance - e na Formula E, e estão de acordo com a tecnologia usada nos carros de estrada.

Charlie Whitting disse que é uma chance real: "É algo do qual está no pacote atual", disse, afirmando que tem a ver com as medidas que a Liberty Media quer implementar em 2021.

O CEO da Pirelli, Marco Tronchetti Provera, disse no fim de semana do GP do Mónaco que a empresa italiana está pronta para fazer a mudança. "Estamos abertos. Eles precisam encontrar o regulamento certo e ter as equipes prontas para adotá-lo", começou por dizer.

"Há uma série de questões de aerodinâmica, de suspensão e assim por diante. Quando as equipes estiverem prontas, estamos prontos. Para nós, é sempre tecnologia. Estamos felizes [quer] com [os pneus de] 13 polegadas, estamos felizes com 18 polegadas. Quanto maiores eles são, melhor é. Mas os desafios tecnológicos são diferentes", concluiu.

O grande argumento contra esse tipo de rodas e a manutenção dos de 13 polegadas tem a ver com o redesenhamento dos braços da suspensão, o que poderia aumentar os custos, mas as equipas estão dispostas a receber o novo tipo de rodas. Algumas até queriam que isso acontecesse em 2020, mas depois decidiram em consenso que isso deve acontecer no ano seguinte, como fazendo parte das mudanças que a Liberty Media pretende fazer em 2021.

Contudo, o contrato com a Pirelli termina em 2019 e não se sabe se a Liberty Media vai acabar com o monopólio ou estender por um ano o contrato com a montadora italiana. Se isso acontecer, a marca que virá teria de fazer rodas de 13 polegadas por uma temporada antes de fazer a mudança.

"No momento ainda não discutimos os detalhes disso", começou por dizer Mário Isola, o chefe da Pirelli F1, à Autosport britânica. "Não são apenas os regulamentos de pneus que estão faltando, mas todos os regulamentos. Dissemos [à Liberty Media] que estamos prontos para fazer o que eles pedirem, com o tempo e testes adequados. Temos que fazer um plano adequado", continuou.

"No passado, fizemos pneus diferentes, pneus mais largos, estamos sempre tentando seguir os requisitos da Formula 1. Mas vamos precisar de um carro adequado para testar. É uma situação semelhante a de 2016, quando tivemos de testar os pneus mais largos", concluiu.

A Pirelli fez um teste em 2014 com os pneus de aro 18, a bordo de um Lotus guiado por Charles Pic, mas a FIA decidiu manter os pneus de 13 polegadas. 

quarta-feira, 1 de março de 2017

A(s) image(ns) do dia


Estas imagens foram tiradas há uns minutos do circuito de Barcelona. Mostram os camiões-cisterna a despejar água para a pista, no sentido de a preparar para os testes com pista molhada, que vão acontecer amanhã.

A ideia começou por ser uma piada, mas agora vai ser real. É claro que o objetivo é ver como é que esses pneus funcionam dessa maneira e não é virgem: basta ir a qualquer centro de testes de qualquer marca de automóveis e verão que há uma zona onde o asfalto está permanentemente molhado, para que se possam testar os carros em situação de chuva. Agora... uma coisa destas é inédito, isso é verdade.

Só espero que não usem a ideia que o titio Bernie lançou certo dia, que era de regar a pista com água, para atrapalhar a condução dos pilotos. Teria a sua graça, para o espectáculo, mas no final seria artificial. Tão artificial quanto certos tilkódromos...

quarta-feira, 12 de outubro de 2016

A imagem do dia

Hoje, há precisamente 30 anos, na Cidade do México, Gerhard Berger subia ao lugar mais alto do pódio para receber o troféu de vencedor, o primeiro da sua carreira, e o primeiro da história da Benetton. E há precisamente 30 anos, a Formula 1 regressava a paragens mexicanas, depois de uma ausência de dezasseis anos naquelas bandas.

A vitória de Berger era o culminar de um ano e meio, desde o momento em que a marca de roupas italiana comprou a Toleman, salvando-a de uma iminente falência, depois de no inicio de 1985, ter tido problemas com o fornecimento de pneus.

Em 1986, trocou os Hart Turbo pelos BMW Turbo, que eram os motores mais potentes do pelotão, com mais de 1400 cavalos só nos treinos. Ao italiano Teo Fabi, que estava ali já em 1985, juntou-se Berger, vinda da Arrows, para tentar melhores resultados. Os carros eram muito velozes nos treinos - pole-positions na Áustria e Itália, ambos através de Fabi, e ambos tinham duas voltas mais rápidas cada uma - mas a fiabilidade do motor era demasiado baixa. Antes do México, teve um terceiro lugar em Imola.

No Autodromo Hermanos Rodriguez, Berger conseguira o quarto melhor tempo, atrás do Lotus de Ayrton Senna e dos Williams de Nelson Piquet e Nigel Mansell. A corrida começou com Mansell a largar mal, e Berger a aproveitar. Mas ele ainda tinham um truque na manga: os pneus Pirelli, que aguentavam melhor em pista do que a concorrência que calçava os Goodyear. E foi assim que ele sobreviveu. Isso, e o motor BMW que conseguiu aguentar desta vez...

Berger, então com 27 anos, conseguiu ser o terceiro austríaco a subir ao lugar mais alto do pódio, depois de Jochen Rindt e Niki Lauda, e começou aqui uma carreira que o iria levar no final daquela temporada à Ferrari. E depois, à McLaren, para regressar à Ferrari e à Benetton.   

segunda-feira, 5 de setembro de 2016

Rumor do dia: Pirelli pode testar no Estoril?

Se no post anterior falei de muitos dos rumores que circulavam em Monza e que podem ser reais nos próximos dias, este poderá acontecer no próximo ano, pois tem a ver com os pneus da Pirelli. 

Como é sabido, a marca italiana vai estrear um novo tipo de pneu, mais alargado do que os existentes anteriormente, mas não vai ter muito tempo para os testar. Aparentemente, haverá apenas oito dias de testes, a partir de 27 de fevereiro, com novo teste a acontecer a 7 de março. E segundo conta a Autosport portuguesa nesta noite de domingo, a Pirelli quer testar no Estoril, entre outros sítios em Espanha, como Valência e Jerez.

A razão é que eles pretendem testar num sitio quente, para poder experimentar os novos compósitos em ambientes semelhantes a aqueles que vão encontrar ao longo da temporada, em carros que em 2017 serão totalmente novos. “Temos que ter esperança que não vai haver problemas com os pneus nos testes” disse Mario Isola, um dos responsáveis da marca italiana.

O grande receio será que, caso encontrem problemas, eles não terão muito tempo para reparar, pois o GP da Austrália acontecerá dentro de duas semanas, mas as equipas já disseram que poderão disponibilizar um segundo carro, em caso de necessidade.

sábado, 28 de maio de 2016

A(s) image(ns) do dia (II)



A Pirelli apresentou no Mónaco os seus pneus para a temporada de 2017. Eles vão ser mais largos do que os atuais, e nestas fotos, aqueles pneus, aliados com aquele carro pintado com as cores da marca italiana, quase faz recuar mais de vinte anos no tempo, para meados da década de 90.

Ter maior superfície de aderência até é bom, mas falta saber do resto, ou seja os novos chassis. E isso só saberemos algures em 2017...

sábado, 16 de abril de 2016

Formula 1 2016 - Ronda 3, China (Qualificação)

No périplo asiático, a China é o sitio onde todos quem lá estar para tentar fisgar um pedaço desse enorme mercado, com mais de 1300 milhões de pessoas. Não é só a Formula 1 que anda por lá: é tudo que tenha quatro rodas e um volante. Até o WRC se rendeu à China, e este ano vai haver uma ronda do Mundial, dezessete anos depois da última vez. Contudo, num país que se gaba de ter a "Grande Firewall da China", onde há alta censura aos meios de comunicação exteriores (as redes sociais ocidentais estão proibidas), e onde o ar local é extremamente poluído - é mesmo um caso sério em certas cidades! - as pessoas insistem em ir num sitio que não só é a maior cidade da China, como no circuito, tudo é bem grande. Só que o público... não corresponde muito. Aparece no dia da corrida, mas não tanto nos outros dias.

Nesta qualificação, havia muitas expectativas. Primeiro, não iria haver um monopólio da Mercedes, pois Lewis Hamilton trocou de caixa de velocidades e iria ser penalizado em cinco segundos. Segundo, parecia que os Ferraris estavam um pouco melhores do que os Mercedes - parece que os tais 0,3 segundos de diferença começam a ser alcançados - e em terceiro lugar, parece que o boletim meteorológico poderia baralhar as coisas, por causa da chuva. E ainda nem falamos dos pneus... mas ao menos, voltaram ao formato antigo.

Quando começou a qualificação, debaixo de nuvens - mas sem chuva - os carros saíram à pista com algum cuidado, pois ainda havia zonas húmidas. Tanto que até Lewis Hamilton decidiu sair com pneus intermédios. Não era necessário, pois os Manor, por exemplo, arriscavam acelerar com supermacios. Mas isso era mais do que suficiente para que Pascal Wehrlein se despistar e bater no muro das boxes. Os comissários decidiram então mostrar bandeiras vermelhas, para colocar o carro em local seguro.

Com a pista limpa, os carros voltaram a ela, marcando tempos com o asfalto ainda húmido. Tudo corria bem, até que Lewis Hamilton começou a andar lentamente na pista, aparentemente, com um problema de motor. Desde o GP da Hungria de 2014 que o britânico não tinha problemas desse tipo tão cedo na qualificação, e acabou por marcar o último tempo. Era mais um problema, acumulado com os cinco lugares de penalização por ter trocado a caixa de velocidades.

Claro que no final da Q1, ele e Wehrlein tiveram a companhia de Rio Haryanto, os Renault de Kavin Magnussen e Joylon Palmer, e o Haas de Esteban Gutierrez, que parou na pista por causa de problemas de travões. Claro, com os azares dos outros, quem beneficiou foram os Sauber de Felipe Nasr e Marcus Ericsson.

Para a Q2, as coisas correram normalmente... até minuto e meio do final dela. A meio de uma volta rápida, Nico Hulkenberg - que tinha o décimo melhor tempo, perdeu a roda frente esquerda em pleno andamento e bate na curva 11. Nova bandeira vermelha e praticamente todos os que estavam a tentar melhorar os seus tempos foram prejudicados, incluindo Felipe Massa e Fernando Alonso, que por causa disso, não passaram para a Q3. Quem também não passou foram Jenson Button, Romain Grosjean e Marcus Ericsson.

No final, os comissários decidiram investigar o Force India de Hulkenberg, para saber se era seguro ou não sair para a pista naquelas condições. No final, levou três lugares de penalização.

A Q3 - recorde-se, sem Hamilton - parecia que tinha Nico Rosberg como o dono do primeiro posto, apesar de ter a companhia dos Red Bull de Daniel Ricciardo e Daniil Kvyat, dos Toro Rosso de Carlos Sainz Jr. e Max Verstappen, do Force India de Sergio Perez, do Williams de Valtteri Bottas e dos Ferrari de Sebastian Vettel e Kimi Raikkonen.

Rosberg quis resolver as coisas bem cedo, marcando um tempo de 1.36,111, mas pouco depois, Kimi Raikkonen fez 1.35,972, melhorando a sua performance. O alemão não deixou a coisa por mãos alheias e fez 1.35,402, uma marca imbatível e mais do que suficiente para fazer a pole-position. Pouco depois, Daniel Ricciardo fez 1.35,917 e ficou com o segundo tempo, passando Raikkonen, enquanto que todos eles foram superiores a Sebastian Vettel, que apenas fez o quarto tempo, a 844 centésimos do "poleman".

O dia de amanhã será interessante de seguir. Não só para ver se Nico Rosberg conseguirá a sua terceira vitória consecutiva, se também para ver até que ponto é que Hamilton recuperará da ponta final da grelha e ver até que ponto tem sangue frio suficiente para chegar aos lugares da frente. É que no adágio normal para estas coisas, pode não se ganha corridas na primeira curva, mas muitas das vezes perdem-se...

segunda-feira, 23 de novembro de 2015

Noticias: Haryanto e King andarão no Manor em Abu Dhabi

A Pirelli vai fazer testes em Abu Dhabi na semana que vêm para ver os seus novos componentes para 2016, e a Manor já escolheu os seus pilotos: o britânico Jordan King e o indonésio Rio Haryanto. O teste vai durar apenas um dia, e ambos andarão no carro durante metade do tempo cada um.

King e Haryanto andam ambos na GP2 em 2015, com o indonésio de 22 anos a andar melhor do que o inglês, já que teve três vitórias no campeonato e é quarto classificado na competição. "Eu me sinto muito melhor preparado para este teste", começou por dizer. "Depois de uma temporada muito competitiva na GP2, não posso esperar para mostrar o quanto tenho desenvolvido para se tornar um piloto mais completo", concluiu.

Haryanto poderá até ser a melhor chance da Indonésia se estrear na Formula 1, já que desde há algum tempo que se tem vindo a falar que as empresas locais poderão juntar até 50 milhões de dólares em patrocínio para fazer com que ele fique com uma das vagas da marca, que em 2016 terá motores Mercedes. Por outro lado, Jordan King, de 21 anos e filho de Justin King, antigo dono da cadeia de supermercados britânica Sainsbury's, até tem feito uma estreia decente na GP2, com um segundo lugar como melhor resultado e uma volta mais rápida.

E para além disso, King já esteve com a equipa nas corridas de Austin e Cidade do México, para entender melhor como é que a equipa funciona, e provavelmente com ideia de ser piloto de desenvolvimento num futuro próximo.

"O papel de piloto de desenvolvimento tem sido uma oportunidade fantástica para mim nesta temporada, apreciei e beneficiei de cada minuto passado com a equipa", começou por dizer à Autosport britânica. "Em Austin e no México, mergulhei totalmente no ambiente da Formula 1 e estou aprendendo sobre o funcionamento das coisas, quer dentro, quer fora da pista".

"Naturalmente, estou ansioso pela chance de dirigir o MR03B, e estou ansioso para mostrar tudo que aprendi em Abu Dhabi", concluiu.