Mostrar mensagens com a etiqueta Barcelona. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Barcelona. Mostrar todas as mensagens

segunda-feira, 15 de junho de 2026

Norris avisa: A Ferrari tornou-se na referência do pelotão


Lando Norris deixou um aviso após o GP de Espanha e a vitória de Lewis Hamilton: a Ferrari tem tudo para ser a referência absoluta do atual pelotão da Formula 1. Segundo o campeão do mundo de 2025, os carros de Hamilton e de Charles Leclerc já possui o carro mais competitivo nas curvas e apenas uma limitação de potência impede um domínio mais evidente, apesar da Mercedes ter ganho todas as corridas até à prova de Barcelona.

 “Temos sorte que a Ferrari não tenha um motor melhor neste momento. Se tivesse um motor melhor, estaria a dominar. Eles são a referência do pelotão em termos de desempenho em curva neste momento”, começou por afirmar Norris após a corrida catalã.

O piloto da McLaren, e atual campeão do mundo, foi ainda mais longe na avaliação da ameaça representada pela Ferrari, admitindo que a diferença actual ao nível do chassis é significativa para a sua equipa.

Nós nem sequer estamos perto deles. Essa é a realidade. Estamos muito, muito longe de onde precisamos de estar. Se eles conseguirem melhorias no lado do motor, vão envergonhar toda a gente. Precisamos realmente de nos concentrar e perceber que melhorias podemos fazer.”, concluiu.


Tudo isto acontece depois da Scuderia ter estreado a evolução do seu chassis neste final de semana. Com oito atualizações, o carro tornou-se melhor em termos de comportamento do monolugar, sobretudo em curva, colocando a equipa de Maranello numa posição que impressionou os adversários, mesmo com as ajudas de Hamilton em termos de Virtual Safety Car, durante a corrida.

Para além disso, a Ferrari foi beneficiada no sistema ADUO, criado pela FIA, onde na avaliação mais recente, o seu motor era quatro por cento inferior à referência estabelecida pela Red Bull Powertrains, e com isso, poderá colocar duas evoluções do motor nesta temporada e outras duas em 2027, logo, aumentando as chances de competividade dos carros vermelhos.

domingo, 14 de junho de 2026

Formula 1 2026 - Ronda 7, Catalunha (Corrida)


A pista da Catalunha, construída em 1991, a tempo do GP de Espanha, em outubro, ganhou a reputação de ser uma corrida aborrecida, porque máquinas e pilotos habituaram-se tanto a testar ali que se tornou numa pista sem segredos. Contudo, em 2026, ela perdeu o estatuto de ser a corrida espanhola - irá para o Madring - e a partir de 2027, ele só aparecerá ano sim, ano não, em rotação com Spa-Francochamps.

A corrida acontece uma semana depois da corrida de Monte Carlo, e a grande dúvida era saber se, por exemplo, os Mercedes conseguiriam ser mais dominantes que o costume, contra uns Ferrari que - pelo menos do lado de Lewis Hamilton - parecem estar em forma, contra os McLaren que querem mostrar que os seus problemas são uma coisa temporária. E claro, com a pole de George Russell, ele vai querer diminuir a diferença para um Antonelli que parece ser imparável. 

Como ontem, máquinas e pilotos encaravam a corrida debaixo de calor, e George Russell poderia ter o seu maior rival na segunda fila, logo, a chance de conseguir um bom resultado era grande. Mas ele deverá ter en conta que a seu lado está Lewis Hamilton, e está na sua melhor forma desde que chegou à Ferrari. E claro, Lando Norris também tem de ser considerado nas chances para a vitória. Em suma, quatro candidatos ao título, três deles... britânicos.

Teremos 66 voltas para ver até que ponto tudo isto será verdade... ou haverá algo inesperado. E para começar, Max Verstappen e Lewis Hamilton iráo começar de... moles!


Na partida, Russell partiu muito bem e ficou com o comando, seguido por Hamilton e Antonelli, Norris e Max. Atrás, Isack Hadjar perdia posições, chegando até a sair da pista, mas no inicio da volta 3, estava a recuperar posições, passando o Williams de Carlos Sainz Jr. Ao mesmo tempo, Arvid Lindblad tinha um aviso por ter ganho vantagem numa ultrapassagem.

Na volta 8, Leclerc conseguiu passar Oscar Piastri na curva 4, a mesma onde ele se despistou no dia anterior, para ser sétimo classificado de forma provisória. Quatro voltas depois, Hamilton é o primeiro a ir às boxes, colocar duros e regressar em sétimo. A seguir foi Liam Lawson, também para meter duros no seu Racing Bulls. Max Verstappen e George Russell faziam o mesmo na volta seguinte, para meter duros, e na volta 14, Lando Norris também ia às boxes, também para colocar duros. Antonelli e Piastri foram trocar de pneus na volta 15, dando a Leclerc a liderança da corrida, que manteve por algum tempo, enquanto Russell se aproximava do piloto da Ferrari.

Leclerc acabou por ir às boxes na volta 17, regressando em sexto, na frente de Oscar Piastri, numa altura em que na Cadillac, Valtteri Bottas era a segunda retirada do ano, depois de Lance Stroll, no seu Aston Martin, algumas voltas antes.


A partir daqui, Russell tentava afastar-se de Hamilton, mas a diferença raramente era superior a dois segundos, com Antonelli em terceiro. Com o passar das voltas, lentamente, Russell escapava de Hamilton, enquanto Antonelli aproximava-se do piloto da Ferrari, pelo segundo lugar. Hamilton foi às boxes na volta 28, para a sua segunda troca de pneus, colocando médios e regressando em sétimo, atrás de Piastri. Pouco depois, na volta 29, ele passou o piloto da McLaren para ser sexto.

Verstappen parava pela segunda vez na volta 30, colocou duros e regressou na sétima posição, numa altura em que Antonelli começava a pressionar Russell na liderança da corrida. Na volta 33, começaram as lutas pela liderança, com Russell a manter o comando. Três voltas depois, Russell, que era quarto, ia às boxes pela segunda vez, para trocar para duros. Na volta a seguir, Russell ia às boxes para colocar duros e cedia o comando para Antonelli. Que ia às boxes na volta seguinte, colocando duros e regressando na terceira posição, pois Hamilton ainda não tinha colocado.

Leclerc foi às boxes na volta 41, depois de ser passado por Russell, e na mesma altura em que Fernando Alonso estava parado na berma, sendo a quinta desistência da corrida. O suficiente para o Safety Car Virtual, e alguns pilotos como Lewis Hamilton, aproveitaram para ir às boxes. No caso do britânico, colocou duros e manteve a liderança. Com o regressar da corrida, o piloto da Ferrari já tinha três paragens, mais um que os Mercedes, mas ele estava na frente deles. Parecia ser uma jogada de génio...

Atrás, parecia que Antonelli ia aos limites e para além deles, arriscando a ficar com uma penalização de cinco segundos e ficar sem um lugar no pódio. Mas também com o passar das voltas, viamos outra coisa: Hamilton conseguia distanciar-se de Russell e parecia ter a corrida sob controle. A dez voltas do final, ele tinha uma vantagem de 12,5 segundos, com Antonelli a pressionar o seu companheiro de equipa. 


Nas voltas finais, gente como Isack Hadjar ia às boxes e metia moles, para ver se conseguir ser mais performativo nestas voltas finais, mas na frente, com Hamilton tranquilo, os Mercedes começaram a brigar pela segunda posição, quando Antonelli atacou na volta 61, com Russell a não conseguir defender-se. Mas Antonelli no segundo lugar foi sol de (muito pouca) dura pois, na volta 62, inesperadamente, Kimi Antonelli e Charles Leclerc, separadamente, tinham problemas de motor e de sistemas eletrónicos, parando em lugares diferentes da pista. Safety Car Virtual e parecia que o final iria ser anti-climático...

Acabou por não acontecer, e com Novak Djokovic a agitar a bandeira, Lewis Hamilton dava à Ferrari a sua primeira vitória do ano, e para o veterano britânico, e o seu primeiro triunfo desde a sua chegada à Scuderia. Russell foi segundo, Norris terceiro, e apesar de serem todos em equipas diferentes, o pódio era todo britânico: o primeiro em 57 anos. 


Com isto, a Mercedes já não é invencível, e Antonelli não irá pontuar em todas as corridas da temporada. Mas ele mantêm o comando do campeonato, 41 pontos na frente de Lewis Hamilton. Agora são duas semanas antes do Red Bull Ring, mais uma pista clássica para correr, e ainda nem chegamos a meio do ano. 

sábado, 13 de junho de 2026

Formula 1 2026 - Ronda 7, Catalunha (Qualificação)


Depois das semanas onde as corridas aconteciam de fora espaçada, agora, as coisas começam a acelerar. Do Mónaco para Barcelona são pouco menos de 700 quilómetros, logo, se perdes oito horas de estrada para percorrer essa distância, ter uma semana de distância entre duas corridas é perfeitamente plausível. 

Mas apesar de terem apenas alguns dias entre duas corridas, o pelotão esteve bem agitado, especialmente porque andaram alguns dias a discutirem as penalizações e - incrivelmente, mas real - uma penalização foi revertida, e teve a ver com um pódio: a Alpine recorreu da penalização de dez segundos, que lhes tirou um pódio certo, por causa de um erro na medição. Eles provaram isso, e no final, a FIA não teve outra chance senão devolver o terceiro posto para Pierre Gasly. Enfim, acabou tudo em francês...

E outra curiosidade: como será o Charles Leclerc com o mesmo tipo de travões de Lewis Hamilton?

Num ano onde a Espanha volta a ter duas corridas no seu território, quase década e meia - a última vez foi em 2012, quando Valencia acolheu o GP da Europa - e com Madriring ainda a em construção - é só daqui a três meses - a Formula 1 chega em fim de semana de Le Mans (eles não respeitam as outras categorias...) e em plena canícula. Mais de 30ºC na hora da qualificação.

A ação em pista arrancou num ritmo tranquilo. Demorou até marcar um tempo, até que a Alpine e a Ferrari de Charles Leclerc foram para a pista. Pouco depois, Max Verstappen conseguiu o melhor tempo provisório, antes de ser eclipsado por um fulgurante Charles Leclerc, no seu Ferrari, e logo a seguir, pelas Flechas de Prata. George Russell foi melhor que Kimi Antonelli, saltando para a liderança provisória. Mas pouco depois, um Lewis Hamilton em grande forma rouba-lhe o melhor tempo da sessão, com 1.15,625.

À entrada para os minutos finais, formou-se uma fila cerrada no pitlane, mas era para os aflitos: Alex Albon, Nico Hylkenberg e Esteban Ocon tentaram a sua sorte. Todos melhoraram, mas no final, por exemplo, Albon e Ocon acabaram por ficar para trás, fazendo companhia aos Aston Martin - Lance Stroll melhor que Fernando Alonso - aos Cadillac, com Sérgio Perez a ficar com o 19º melhor tempo, melhor que o seu companheiro, Valtteri Bottas


Poucos minutos depois, era a altura da Q2, onde o calor continuava a bater no solo, logo, os pilotos decidiram usar moles usados. Os primeiros a saltarem para a frente foram Oscar Piastri e Charles Leclerc, que faz 1.15,281, antes de Russell fazer um tempo melhor em 58 centésimos.

A parte final não teve história, com Nico Hulkenberg a fazer um tempo para entrar na Q3, com o resto a tentar entrar, como Arvid Lindblad, no seu Racing Bulls, ou Gabriel Bortoleto, companheiro de equipa de Hulkenberg na Audi, mas eles não conseguiram, e ficaram de fora da Q3, a fazer companhia aos Alpines de Franco Colapinto e Pierre Gasly, o Haas de Oliver Bearman, o Williams de Carlos Sainz Jr.

E agora, era a hora da Q3.


A qualificação começava com uma bandeira vermelha, quando a oito minutos do fim, e começava-se a tentar marcar os primeiros tempos, quando Charles Leclerc despistava-se na Curva 4, batendo contra o muro de proteção. O piloto monegasco não marcava tempo, e iria ficar com o décimo tempo. Demorou algum tempo até que os comissários tirarem o Ferrari do lugar, descobrindo-se depois que o despiste se deveu a uma falha eletrónica.

No regresso, os primeiros a marcar um tempo foi os McLaren de Oscar Piastri, que marcava 1,15,176, antes de Andrea Kimi Antonelli marcar 1.15,414, e ficar com o terceiro melhor tempo. Imediatamente a seguir veio George Russell, que marcou 1.15,145 e ficou com o topo da tabela de tempos. Hamilton conseguiu apenas o sexto melhor tempo, nesta primeira passagem.

Na parte final, no minuto final, os pilotos foram para a pista e marca aquela que tinha de ser o seu tempo definitivo. E os Mercedes estavam bem melhor que o resto do pelotão: Antonelli baixou do 1.15, com 1.14,998, mas Russell vinha bem melhor, e conseguiu 1.14,679, e ficou com a pole definitiva. Mas os Flechas de Prata não iriam monopolizar a primeira fila porque pouco depois, Lewis Hamilton conseguiu o segundo melhor tempo, com 1.14,743, enfiando-se entre os dois Mercedes. Quem diria? O velho burro ainda consegue sacar uns truques da cartola.


Agora, é a altura da corrida, neste domingo. Normalmente, tem fama de aborrecido, mas com este calor, nunca se sabe... 

terça-feira, 2 de junho de 2026

As imagens do dia (II)






Bem sei que muitos falam das grandes conduções de pilotos à chuva, especialmente aqueles que aconteceram com Ayrton Senna, nos anos 80 e 90 do século XX, mas eu tenho de reconhecer que Michael Schumacher fez também excelentes conduções à chuva. E há 30 anos, em Barcelona, poderá ter feito uma das melhores conduções à chuva de todos os tempos, dando a primeira vitória pela Ferrari, num carro que não era o melhor do pelotão.

Toda a gente sabe que em 1996, a Williams era dona e senhor dos lugares mais altos do pódio, e a seguir viria a Benetton, ainda por cima, com dois veteranos como o austríaco Gerhard Berger e o francês Jean Alesi. A Ferrari estava em reconstrução, depois da contratação de Michael Schumacher. Mas o alemão queria provar que as suas capacidades de condução não tinham sido diminuídas com esta transferência. Mas também tinha outra razão para provar as suas capacidades à chuva: é que na corrida anterior, no Mónaco, a sua prova acabou na primeira volta, vitima de um despiste quando estava sair do gancho do Hotel Loews. Ali, bateu no guard-rail e a sua suspensão ficou danificada. Um acidente a baixa velocidade. Um erro quase de "rookie", de alguém que já tinha provado que era muito bom â chuva.

Mais tarde justificou a sua saída prematura no Mónaco por causa de problemas com a sua embraiagem.

Depois de ter feito o terceiro melhor tempo nos treinos, a chuva contínua no inicio da corrida resultou... em problemas de embraiagem. Por causa disso, perdeu posições - era oitavo na primeira curva - ... e causou estragos em outros carros. O melhor exemplo fora Giancarlo Fisichella, que batera na reta principal contra o Ligier de Olivier Panis, o vencedor do Mónaco, o McLaren de David Coulthard... e o seu companheiro de equipa, o português Pedro Lamy. Por causa disso, ao fim de duas voltas, sete carros estavam de fora da corrida. 

Mas o alemão manteve-se na pista, e começou a recuperar posições. Aos poucos recuperou ritmo e na volta oito, era terceiro, atrás de Alesi e Villeneuve, e a assediar o francês da benetton. Demorou 12 voltas para apanhar Jacques Villeneuve, que liderava à chuva, enquanto Damon Hill acumulava erros atrás de erros, antes de acabar no muro das boxes, vítima de despiste, na volta 12, quando já estava fora dos pontos. 

Foi precisamente nessa altura que, Schumacher, com os seus problemas na embraiagem aparentemente controladas, passou Villeneuve e a partir dali, distanciou-se do canadiano e do resto do pelotão. Aliás, na volta anterior ao seu primeiro reabastecimento, era quatro segundos mais rápido que Villeneuve! Logo, quando voltou à pista, manteve o comando da corrida.

E distanciou-se, distanciou-se, distanciou-se... no final da volta 56, a sua vantagem era de quase um minuto para Jean Alesi, o segundo classificado, numa altura em que os sobreviventes estavam reduzidos a... seis. O último a desistir tinha sido Jos Verstappen, no seu Arrows, deixando Pedro Diniz no último lugar pontuável. No final, Schumacher levantou o pé, mas tinha mostrado ao mundo o que ele nunca tinha deixado de ser, apesar do carro que tinha naquele momento: ein Regenmeister, um rei da chuva, Um grande piloto em circunstâncias excepcionais, que tinha dado a volta aos problemas, encarou o mau tempo e acabou no lugar mais alto do pódio. Só os grandes pilotos fazem isso, e hoje em dia, com a Formula 1 cada vez mais a ser estrita nos procedimentos à chuva, arriscamos a não ver mais disto.     

quarta-feira, 29 de abril de 2026

As imagens do dia






Há 25 anos, a Formula 1 corria em Barcelona, e se houve um momento para definir um campeonato como aquele de 2001, e se calhar uma época, foi o que aconteceu na última volta desse Grande Prémio de Espanha. Nessa altura, Mika Hakkinen ia a caminho da vitória, depois de três corridas frustrantes onde tinha conseguido apenas quatro pontos, enquanto o seu rival, Michael Schumacher, liderava o campeonato com 26 pontos. 

Ele tinha até mais de meio minuto de vantagem sobre Schumacher - 42 segundos, para ser mais exato - nessa altura. Não ia apanhar o alemão, mas esses dez pontos dariam muito jeito, num campeonato onde parecia que o piloto da Ferrari iria ganhar um novo título. E claro, mais uma vitória no palmarés... quem não gostaria?

Contudo, na pior altura possível, o carro falhou. Primeiro, a sua embraiagem começou a falhar na curva Campsa, ainda a volta ia a meio, o que fez o carro abrandar. Depois, na curva sete, o carro parou. Tinha um problema hidráulico, com alguns pedaços a saírem do seu McLaren, e com o seu problema a dar precisamente naquela altura, ele encostava o carro, e via impotente Michael Schumacher a conseguir a sua terceira vitória em cinco corridas, aumentando a sua liderança para 36 pontos.

Sim, o automobilismo pode ser cruel. Muitos afirmam que foi por isto que ele abandonou a Formula 1 - o tal "ano sabático" que se prolongou de forma indefinida. Contudo, o que poucos sabem é que Hakkinen passava por tempos complicados. E a chance de nem sequer participar nesse mundial de 2001 esteve em cima da mesa.

Depois do seu segundo título mundial, Hakkinen encarou o ano 2000 como aquele em que iria dar tudo para ser tricampeão. Três títulos seguidos, na altura, teria sido inédito desde os tempos de Juan Manuel Fangio, que conseguira entre 1954 e 1957, com quatro consecutivos. Contudo, na sua família, a sua mulher Erja estava grávida daquele que viria a ser o seu filho, Hugo. E apesar de ter acabado bem, a sua gravidez foi de muito risco, que preocupou imenso o piloto. Depois dos acontecimentos, decidiu que as prioridades estavam noutro lado e prometeu a ele mesmo que, caso ganhasse esse terceiro título seguido na McLaren, iria abandonar, com efeito imediato, a Formula 1.

Contudo, sem conseguir esse título, Mika foi para a temporada 2001 mais com vontade de cumprir o contrato do que tentar o terceiro título mundial. O seu mau começo fazia com que David Coulthard ficasse com uma chance de alcançar o campeonato, mas Mika, em Espanha, poderia ter a chance de, com aquela vitória, ganhar um impulso para o resto da temporada. O que deu ali, na realidade, foi um motivo para dizer que já tinha mostrado tudo o que tinha a mostrar, e umas férias - ou um ano sabático - não lhe fariam mal.   

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2026

Noticias: Barcelona fica no calendário até 2032


O Circuito de Barcelona fica até à temporada de 2032 no calendário da Formula 1, mas ao contrário do que acontecia até aqui, a partir de 2028 irá correr-se ano sim, ano não, alternando com uma pista do qual ainda não se sabe qual, mas poderá ser Spa-Francochamps. 

Segundo conta esta segunda-feira o site elPeriodico.com, o contrato entre ambas as partes - FOM e o governo regional da Catalunha - já foi assinado e a corrida está formalizada sob o nome de Grande Prémio de Fórmula 1 de Barcelona-Catalunha, que fará a sua estreia esta temporada. O acordo estipula um formato de anos alternados a partir de 2026, altura em que terminaria o anterior contrato entre o Circuito e a Fórmula 1. 

Assim sendo, o circuito catalão acolherá a prova em 2028, 2030 e 2032, para além da prova agendada para 14 de junho de 2026.

Tudo isto acontece num ano em que a pista de Madriring se estreará no calendário da Formula 1. A pista, cujo contrato se estenderá até 2035, sem alternar anos, receberá o GP de Espanha, e em 2028, teremos uma situação onde a Peninsula Ibérica receberá três Grandes Prémios, pois nessa altura será o segundo ano do contrato com o GP de Portugal. Algo que só aconteceu por uma vez, em 1994.

Resta saber com quem alternará o circuito de Barcelona. O candidato numero um é a pista de Spa-Francochamps, porque o icónico circuito belga tem contrato válido até 2031, com um sistema de alternância que o coloca no calendário em 2026, 2027, 2029 e 2031. Estas datas coincidiriam com as de Barcelona, ​​que estará presente em 2028, 2030 e 2032, para além do dia 14 de junho de 2026.

domingo, 1 de junho de 2025

Formula 1 2025 - Ronda 9, Barcelona (Corrida)


Chegamos hoje a aquela que poderá ser a última corrida de Formula 1 na pista de Montemeló, em Barcelona. Depois de 34 anos de serviços à comunidade - até correram em 2020, durante a pandemia - a Formula 1 deixará de organizar ali o seu GP de Espanha, para regressarem a Madrid, onde não correrão em Jarama, mas sim num misto de pista urbana com uma parte construída de raiz, na área industrial da capital espanhola. Resta saber, como disse ontem, se não terá o destino de Valência, porque provavelmente, pode não ser a última vez que veremos corridas ali...

E o dia começava com menos um carro: Lance Stroll não podia correr o Grande Prémio por causa de dores persistentes nos pulsos, aqueles nos quais se tinha lesionado na pré-temporada de 2023, e o piloto da Aston Martin iria ficar de fora, sem substituto porque tudo isso acontecia depois da qualificação. Apenas Fernando Alonso iria alinhar na sua corrida caseira, ou seja, apenas 19 carros na grelha. 

Por falar nisso... autódromo cheio para aplaudir os seus ídolos, num dia quente e sem nuvens, e claro, tudo prometia, mesmo numa pista que tinha fama de previsível. Quase todos os pilotos decidiram partir com moles - excepto Tsunoda, que parte com médios. Essencialmente, a coisa seria duas paragens. 


A partida não foi assim sensacional. Foi até bem burocrática. Piastri conseguiu ser mais rápido que Norris e ficou com o comando, enquanto Max, depois de passar Norris na travagem para a primeira curva, tentou ficar na frente dos Ferrari e dos Mercedes, e lá conseguiu, pois os pilotos das duas marcas lutavam entre si para saber quem era mais rápido. Demorou um bocadinho, mas Hamilton acabou em quarto, Russell em quinto. E os que estavam atrás, Antonelli saiu de pista depois de ter perdido o duelo com Leclerc. 

Nas voltas seguintes, Piastri começou a distanciar-se do pelotão, enquanto pela volta 10, Tsunoda foi às boxes para meter... moles Esses médios não duraram muito, pelos vistos. Ao contrário, por esta altura, Nico Hulkenberg e Oliver Bearman meteram médios. Nessa altura, Leclerc passou Hamilton, porque ele tinha mais ritmo que o britânico. Pouco depois, Max passou Norris para ser segundo, enquanto estes pneus estavam a aguentar. Pouco depois, Norris voltava ao segundo posto, enquanto Liam Lawson passasse o Sauber de Gabriel Bortoleto.


Max foi às boxes na 15ª volta, voltando a calçar moles, caindo para sexto, e começou a recuperar algumas posições. Duas voltas depois, era a altura de Hamilton, para calçar médios, saindo para a pista em nono a e a ser assediado por... Bortoleto. Leclerc foi às boxes na volta 18, também com médios, enquanto Max continua a sua ascensão, passando Antonelli e indo atrás de Russell, que o apanhou na volta 19. 

Na volta 25, Piastri foi às boxes, colocando médios, deixando a liderança para Max, enquanto atrás, Liam Lawson tentou passar Alex Albon e acabou com a asa frontal do tailandês quebrada e acabou por ir às boxes, com 10 segundos de penalização. Uma daquelas tardes onde não é nada bom sair de casa... a sua retirada foi uma espécie de golpe de misericórdia.

Na frente, com os moles, Max começava a perder segundos para os McLaren, à medida que os seus pneus começavam a perder eficácia. Na volta 29, foi às boxes uma terceira vez, regressando em quarto, depois dos McLaren e o Ferrari de Charles Leclerc, entrando na frente de Hamilton. Agora, Piastri tem 4,7 segundos de vantagem sobre Norris, e a ver se aqueles pneus serão mais eficazes. Afinal de contas, estamos na janela de abertura para uma segunda paragem para colocar médios.

Quanto aos espanhóis... pela metade da corrida, se Alonso espera que Ollie Bearman e Liam Lawson colidam para ficar com um pontinho, já Carlos Sainz Jr acaba de ser ultrapassado por Gabriel Bortoleto para ser... 13º, atrás do seu compatriota. Tudo isso enquanto Max passava Leclerc para ser terceiro.

Nesta altura, o grande dilema era: parar ou não parar? Os sete primeiros tinham de parar, mas quem tinha os pneus mais frescos eram os de... Max! Ele puxava - na altura, era o piloto mais rápido na pista -para apanhar os McLarens, mas não se sabia bem ele esses pneus aguentariam até ao final, ou não.

Na volta 41, Leclerc parou, metendo médios, e caindo para sexto. Russell vinha na volta a seguir, com moles para ele. Tudo isto enquanto Piastri começou a acelerar, conseguindo uma vantagem de 3,1 segundos sobre Norris. Ou por outras palavras: poupou pneus e "fez sonhar" o seu companheiro de equipa.

Hamilton e Hulkenberg foram às boxes na volta 47, Max na seguinte, colocando moles, e na 49, Norris. Todos colocaram moles, com o piloto da McLaren a ficar cerca de dois segundos na frente do piloto da Red Bull. Piastri foi na volta 50, regressando à pista com quatro segundos de vantagem sobre Norris, que já era assediado por Max! 

Contudo, na volta 55, Antonelli vai para a gravilha com problemas com o seu carro e terminava mais cedo a sua corrida. Pelotão junto, pilotos a irem às boxes para colocar pneus novos - ou nem por isso - e o mais surpreso é que Max calçava duros! Questionado sobre o que aconteceu, das boxes disseram que não tinham outra chance. Em contraste, Leclerc, o quarto, tinha moles novos.


A corrida retomou na volta 61, para cinco voltas de verdadeiro "sprint". E ali, Max perdeu a sua traseira por momentos, permitindo que Lelcerc o apanhasse e o passasse e o passasse. Atrás, George Russell queria tentar passar dos carros ao mesmo tempo, mas acabou a estar mesmo na traseira do piloto da Red Bull, fazendo que ele fosse pela escapatória. Julgando que tinha sido Leclerc, reclamou que ele o deixasse passar, mas quando das boxes lhe disseram que tinha de deixar passar Russell... não foi muito desportivo. Um toque, sem grandes consequências nos carros, mas claro... os que assistiam na pista e na televisão, não acharam graça alguma. 

Mas enquanto todos assistiam a isso, na frente, os McLaren, tranquilos, cruzavam a meta nas duas primeiras posições, com Piastri na frente de Norris, dando mais uma dobradinha para a equipa de Woking. Atrás, de modo bem meritório, depois de Russell, quarto, e Max, quinto, Nico Hulkenberg, com uma boa estratégia, passava Lewis Hamilton e era sexto classificado. E a fechar os lugares pontuáveis, estava Fernando Alonso, conseguindo o seu primeiro ponto do ano. 


Pouco depois, os comissários analisaram os lances polémicos das voltas finais e decidiram que Max tinha de ser penalizado, caindo para o décimo posto final. Para piorar as coisas, em termos de suspensão na "carta", agora tem dez pontos, e está num limite onde, se armar em engraçadinho até ao Red Bull Ring... verá a corrida nas boxes, à civil. 

E assim foi a corrida espanhola. Em 2026 será, em principio, em Madrid. Em principio, esta foi a última corrida nesta pista. Não deixará saudades em muita gente, afinal de contas foram quase 34 anos de presença contínua, mas sabe-se-lá que coelho se pode tirar da cartola.           

Noticias: Domingues feliz com o fim de semana em Barcelona


O português Ivan Domingues teve um fim de semana incrível em Barcelona. Uma vitória na primeira corrida para o piloto leiriense, depois de uma excelente qualificação, onde conseguiu o sétimo melhor tempo, num excelente fim de semana para os pilotos da Van Amersfoort. Hoje, um sexto posto, garantindo oito pontos para o campeonato, numa corrida onde escapou de incidentes e fez uma corrida calma e pragmática, foi o culminar dos acontecimentos na pista espanhola.

No final, falou do que foi hoje:  

"Voltámos a fazer um excelente arranque, mas acabei travado e foi uma pena não poder intrometer-me novamente na luta pelos lugares da frente. Mas a Fórmula 3 é isto, na confusão tanto podemos saltar para a liderança como ficar resumidos a uma corrida de luta. Foi isso que procurei fazer. Terminar nos pontos, em sexto, é mais uma vez espetacular.", começou, ao referir a corrida deste domingo. 

Sobre o resultado de conjunto, onde conseguiu uma vitória e 18 pontos, numa competição onde não tinha conseguido algum ponto até então, o piloto estava esfusiante:

"O fim-de-semana foi incrível. E sobretudo um sinal de que o trabalho compensa e podemos continuar a evoluir, nesta época de estreia na Fórmula 3. Vamos prosseguir o nosso trabalho para que possamos a aproveitar da melhor forma a próxima corrida, daqui a um mês, em Spielberg", afirmou Ivan Domingues. 

"Quero agradecer todo o apoio e mensagens que tenho recebido. É um privilégio poder estar a viver esta oportunidade representando o meu país. Vamos por mais. Agora o importante é voltar a Leiria, dar um beijinho à minha mãe e abraçar todos os meus amigos", concluiu.

O Mundial de Fórmula 3 regressa no final de junho, na ronda do Red Bull Ring, que irá assinalar a entrada da competição na sua segunda metade da temporada.

Formula 3: Câmara vence na segunda corrida de Barcelona


O brasileiro Rafael Câmara triunfou na segunda corrida da Formula 3 em Barcelona, ganhando pela terceira vez nesta temporada e reforçando o comando do campeonato. O piloto da Trident bateu os francês Theodore Nael e Alessandro Giusti, enquanto Ivan Domingues voltou a pontuar, conseguindo a sexta posição. 

Numa corrida onde Câmara saiu bem, aproveitando a má partida de Nikola Tsolov, que acabou a corrida em quinto, poucas voltas depois do arranque, na terceira, um contacto entre Roman Bilinski e José Garfias provocou a entrada do Safety Car, e esta ficou neutralizada até à oitava. No regresso, Giusti subiu algumas posições, para ser terceiro, com eles a começarem a afastar do resto do pelotão.

A corrida decorria nesse ritmo quando na volta 18, Nicola Lacorte e Brando Badoer tocam-se com um deles a acabar na grelha e o Safety Car a entrar pela segunda vez. A corrida regressa na volta 23, com Nael a atacar van Hoepen e ficar com o terceiro posto, basicamente a ordem final.

No campeonato, Câmara tem agora 105 pontos, com Tsolov a manter-se em segundo, agora com 79 pontos, e Tim Tramnitz em terceiro com 70. Ivan Domingues subiu para 14ª, com 18 pontos. 

Depois da corrida, o piloto de Leiria falou do que foi este final de semana, especialmente hoje, onde foi consistente e foi recompensado com pontos:

"Voltámos a fazer um excelente arranque, mas acabei travado e foi uma pena não poder intrometer-me novamente na luta pelos lugares da frente. Mas a Fórmula 3 é isto, na confusão tanto podemos saltar para a liderança como ficar resumidos a uma corrida de luta. Foi isso que procurei fazer. Terminar nos pontos, em sexto, é mais uma vez espetacular.", contou.

O campeonato de Formula 3 regressa à ação no final do mês, a 29 e 30 de junho, no Red Bull Ring.   

sábado, 31 de maio de 2025

Formula 1 2025 - Ronda 9, Barcelona (Qualificação)


E aqui estamos, em Barcelona, numa altura que... poderá ser a última vez em que se corre por ali. Afinal de contas, a Formula 1 irá para Madrid em 2026, numa pista nos arredores de Madrid, meio urbano, meio feito de raiz, um pouco semelhante a Adelaide, na Austrália, há mais de 40 anos, o contrato acaba este ano e não se sabe se Espanha terá uma ou duas postas, como teve há mais de uma década, com Valência. Só espero que não acabe abandonada como acabou essa mesma pista, depois da Formula 1 ter ido embora. Podia ser chata, mas a grande maioria dos pilotos marcou milhares de quilómetros nesta pois, porque durante muito tempo, foi o palco dos testes de pré-temporada, antes de rumarem para o Bahrein. 

Uma semana depois de correrem no Mónaco, a caravana esteve sempre em andamento - não é longe, basta perder um dia na auto-estrada, com o camionista, se quiser, aproveitar e ver a paisagem mediterrânica, pequena consolação por não poder molhar os pés, porque... não há tempo - a Formula 1 chega a Bercelona com os McLaren a parecerem continuar a estar na frente, não interessa se seja Óscar Piastri ou Lando Norris, e os tempos nos treinos livres de sexta-feira parecerem a mostrar isso.

Mas esses treinos livres também mostraram outras coisas: a primeira é que Max Verstappen continua a carregar a Red Bull ao colo, os Mercedes querem mostrar - o segundo tempo de George Russell mostra isso - que os eventos do Mónaco foram um soluço causado pela pura má sorte na qualificação. Agora resta saber se a forma da Ferrari no Principado foi também um soluço causado pela boa sorte, e agora, em Barcelona, numa pista mais aberta, se recolherão ao posto de quarta equipa, lutando por pontos com Williams, Haas e Racing Bulls?  Talwex não, mas quem sabe. 

Debaixo de um tempo primaveril, a qualificação começou com asfalto quente - 48ºC - e Esteban Ocon a ser o primeiro a colocar um tempo na tabela, mas começou no segundo 14 e foi rapidamente destronado por Alex Albon, Lance Stroll e Franco Colapinto. Foi preciso esperar cinco minutos para ver a maioria dos carros em pista.

Foi nessa altura que Lando Norris conseguiu um tempo no segundo 12, com George Russell a reagir, ficando a 7 milésimos de segundo do tempo de Norris. Piastri, pouco depois, tratou de baixar ainda mais o melhor registo, para 1.12,797, com Max Verstappen a conseguir o segundo tempo, tirando um milésimo de segundo ao tempo de Norris.


Quando se preparava para a parte final da qualificação... Franco Colapinto disse que tinha problemas no seu Alpine. Com boa parte dos carros atrás de si, ele teve de ser rebocado. E se calhar, seria o primeiro a ser eliminado. Quando por fim aconteceu, Piastri conseguiu um tempo melhor, sem que os outros conseguissem melhorar. E entre os eliminados, apesar dos esforços de Carlos Sainz Jr e Yuki Tsunoda, acabaram por ficar na Q1, fazendo companhia a Colapinto. Os outros que faltam foram o Haas de Esteban Ocon e o Sauber de Nico Hulkenberg.

Pouco depois, começou a Q2, onde Alex Albon foi o primeiro em pista, com uma volta no segundo 13 (1.13,641). Mas Max Verstappen tratou de colocar um excelente tempo na tabela, melhorando o registo feito por Oscar Piastri na Q1, com 1.12,358. Gasly fez um bom tempo, o segundo da geral, antes dos McLaren começarem a meter os seus tempos, indo para o topo da tabela. Piastri coloca 1.11,998 e era o primeiro a passar do segundo 12.

Na parte final, os aflitos tentaram marcar um tempo, mas muitos deles acabaram por ser eliminados. Especialmente Lance Stroll, da Aston Martin, e Alex Albon, da Williams, a última esperança de os ver na Q3. Fariam companhia ao Sauber de Gabriel Bortoleto, o Racing Bulls de Liam Lawson e Oliver Bearman, no seu Haas. 

E assim, chegamos à Q3. Provavelmente com os McLaren contra o Red Bull do Max, mas não descarto os Ferrari e os Mercedes para sacarem um coelho da cartola. 


E foi o que aconteceu: um duelo entre os McLaren. Oscar Piastri foi o primeiro a rubricar um tempo nesta sessão e começou com o tempo de 1:11.836, com George Russell a agarrar o segundo lugar, não muito longe do australiano e Verstappen a fazer o terceiro melhor tempo. Mas Lando Norris conseguiu tirar 0,017 segundos ao tempo de Piastri e ficar no topo da tabela de tempos, num duelo que animava esta sessão. Hamilton era o melhor dos Ferrari, um pouco mais distante.

Para a parte final... foi McLaren. Norris conseguiu melhorar ligeiramente o seu registo, mas Piastri tratou de agarrar a pole e tirar 0,2 segundos ao tempo do colega de equipa: 1.11,546 contra o 1.11,755 do britânico. Monopólio para a equipa de Woking, deixando Russell e Max na segunda fila, sem que els conseguissem os incomodar.

E foi assim o GP de Espanha. Interessante e algo emocionante, naquele que poderá ter sido, por algum tempo, a última qualificação de um Grande Prémio de Formula 1. Veremos como será no domingo.  

Formula 3: Domingues triunfa na corrida Sprint de Barcelona


O português Ivan Domingues triunfou na primeira corrida da Formula 3 em Barcelona, que aconteceu neste sábado de manhã. E piloto da Van Amersfoort aproveitou a confusão da primeira curva para ficar com o comando da corrida, depois de ter arrancado de sexto na grelha. Depois, não largou o comando da corrida e manteve um ritmo muito forte e constante, controlando a corrida sem nunca permitir que o segundo classificado, o dinamarquês Noah Stromsted (Trident), conseguisse ameaçar a sua posição até à bandeira de xadrez, onde não só conseguiu os seus primeiros pontos da temporada, como a primeira vitória na Formula 3 nesta atual configuração. 

Santiago Ramos, seu companheiro na Van Amersfoort, foi o segundo, enquanto Niola Tsolov, da Campos, foi o terceiro. Já Rafael Câmara não chegou ao final da corrida.

Um feito histórico, tanto para a carreira de Ivan Domingues como para o automobilismo nacional, antes de chegar à Formula 3, nesta temporada, Domingues já tinha demonstrado talento na FRECA (Fórmula Regional Europeia by Alpine), onde também subiu ao pódio, por três vezes.


Sempre disse que o meu sonho era ouvir o Hino Nacional e ver erguer a nossa bandeira no lugar mais alto do pódio. Partilho esta vitória com todos os portugueses, e em particular com a minha família, a minha equipa e todos aqueles que me têm acompanhado." começou por afirmar. 

"Tenho um enorme orgulho em ser português, temos um país de gente enorme que pode e merece muito. Partilho esta vitória com todos, com muita felicidade, mas também com muita humildade, porque quero continuar a evoluir e quero mais”, continuou. “Sabíamos que o início de época seria muito difícil, mas tínhamos que trabalhar e ser resilientes, para continuar a crescer, numa categoria tão competitiva. Vamos manter este foco, trabalhar e procurar sempre dignificar o escudo que carrego no capacete; se possível com outro bom resultado já na corrida de amanhã”, concluiu.

No campeonato, Câmara lidera, com 79 pontos, contra os 69 de Tsolov e 64 do alemão Tim Tramnitz. Amanhã é a segunda corrida do fim de semana espanhol.

sexta-feira, 30 de maio de 2025

Formula 3: Rafa Câmara faz a pole, Domingues sétimo


O brasileiro Rafael Câmara conseguiu a pole-position para a Sprint Race da prova de Formula 3 em Barcelona, conseguindo a sua quarta pole na temporada. O brasileiro beneficiou de uma aposta na fase final da qualificação, onde optou por esperar por uma pista livre, garantindo que nenhum tráfego atrapalhasse a sua última volta. A sua estratégia deu frutos, pois nenhum outro piloto conseguiu superar o seu tempo, ficando a 0,2 segundos do búlgaro Nikola Tsolov

Contudo, quem também conseguiu uma boa qualificação foram os Van Amersfort, que conseguiram os quarto, quinto e sétimo posto na grelha, com Ivan Domingues a conseguir a melhor posição de sempre na competição, sétimo e a meio segundo a pole. 


Para o piloto de Leiria, é sinal que está a mostrar progressos, depois de também ter assinado a sua melhor qualificação na corrida anterior, no Mónaco.

"Esta qualificação é a prova de que estamos a crescer. No Mónaco já tínhamos sentido que estávamos muito rápidos e agora, em Barcelona, senti-me mais uma vez muito bem. Nas corridas na Europa, sobretudo nos circuitos onde competi anteriormente, creio que posso esbater o facto de ter muito menos quilómetros de Fórmula 3 do que a maior parte dos pilotos. Não queremos ficar por aqui, vamos continuar a trabalhar para evoluir, procurando aproveitar cada segundo em pista. A Fórmula 3 é muito competitiva e estou sempre focado em dar tudo; o trabalho e a resiliência são a solução”, afirmou, no final desta qualificação.

A corrida Sprint acontecerá pelas 10 da manhã deste sábado, hora local. E como a Sprint tem grelha invertida para os 12 primeiros, isso significará que Domingues largará de sexto na grelha.

quinta-feira, 29 de maio de 2025

Formula 3: Domingues quer continuar a evoluir em Barcelona


A Formula 3 continua o seu calendário em Barcelona, uma semana depois de terem corrido no Mónaco. Depois de uma excelente qualificação e duas corridas marcadas por incidentes, Ivan Domingues, piloto da Van Amersfoort, afirmou que em Barcelona, espera evoluir num carro que, afirma, começa a conhecer melhor.  

"A boa notícia de Barcelona é que chegamos a uma pista onde à partida é possível de facto rodar, crescer a fazer voltas, o que no Mónaco nem sempre se consegue, sobretudo quando temos 30 carros em pista, como é o caso da Formula 3.", começou por afirmar.

"O Mónaco, até como demonstraram as corridas de Fórmula 2 e Fórmula 1, pode ser bastante penalizador e infelizmente não tivemos a melhor sorte. Mas senti-me muito bem na qualificação, sinto que é possível chegar mais longe e o processo é sempre mesmo: manter a confiança e procurar melhorar na corrida seguinte. É com esse espírito que vamos para Barcelona, continuar a crescer, nesta temporada de estreia na Formula 3”, concluiu o piloto de 18 anos.

O programa do Grande Prémio de Espanha em Fórmula 3 arranca esta sexta-feira com os treinos livres e a qualificação, para no sábado acontecer a Sprint Race, pelas 9:05. No domingo será a Feature Race, pelas 7:30 da manhã, hora portuguesa.  

quarta-feira, 14 de maio de 2025

A(s) image(ns) do dia




Numa das fotos, o final melancólico de Nigel Mansell: encostado à parede, fora do seu carro. Neste caso, a imagem foi em Imola, uma corrida antes do final em Barcelona. Hoje, 14 de maio, passam 30 anos sobre a sua última corrida na Formula 1, e o resultado final precipitou algo do qual que, falando hoje, ele refere que nunca deveria ter acontecido. 

Na primavera de 1994, a Formula 1 estava desesperada de campeões. Ayrton Senna estava morto, Alain Prost jurou que não voltaria a um carro, e cumpriu. Todos sabiam o que iria ser Michael Schumacher, mas ainda não tinha os troféus, e Damon Hill estava num carro campeão. Sobrava Nigel Mansell, que se tinha exilado na CART americana, e era o campeão da competição, pela Newman-Haas. Frank Williams pediu-lhe para ajudar, e Mansell acedeu, mas apenas nas datas que a competição permitia. Daí ter aparecido em quatro corridas dessa temporada, a começar por França.

Até tinha calhado bem: a temporada na América não estava a correr bem, e ele parecia estar zangado com todos. Até Mário Andretti não o suportava - e precisa-se de muito para o tirar do sério. Anos depois, classificou-o como o seu pior companheiro de equipa (em contraste com Ronnie Peterson, o seu melhor). Como a CART acabava cedo o seu calendário, em meados de setembro, tinha tempo para correr algumas corridas, a partir do GP de Portugal, que era no final de setembro. Mas mesmo em Jerez, quando Mansell voltou, havia cartazes de aviso: "gostamos de ti, mas dá as chaves ao David [Coulthard]."

O triunfo de Mansell na Austrália parecia dar uma segunda vida ao "brutânico", e ele disse que estava disponível para 1995, altura em que caminhava para os 42 anos. Ele pensava que a Williams ainda o queria, mas Frank decidiu que ficaria com David Coulthard. Não restava muita gente, mas a McLaren, em 1995, tinha trocado de motores, da Peugeot para a Mercedes, e a Marlboro, a principal patrocinadora, exigia um nome sonante, apesar de terem Mika Hakkinen - a Mercedes queria alguém mais discreto. 

O McLaren MP4/10 ficou pronto para correr logo no inicio da temporada mas quando ele entrou no carro... não cabia! Um pouco desesperados, decidiram que nas primeiras corridas do ano, o lugar seria ocupado por Mark Blundell, que tinha vindo da Tyrrell para ser o terceiro piloto. A partir dali, foi uma corrida contra o relógio para faxer um chassis adequado, Durou 33 dias, mas ficou pronto a tempo para correr em Imola, terceira corrida do ano. 

A corrida até correu bem: décimo na grelha, andava perto dos pontos quando sofreu um toque no Jordan de Eddie Irvine, acabando na décima posição, sem pontuar. A corrida seguinte foi em Barcelona e Mansell conseguiu novo décimo posto na grelha, no final da qualificação, imediatamente atrás de Mika Hakkinen. Mas ambos estavam a mais de dois segundos da pole-position, e o carro não era dos melhores do pelotão. Mansell não foi longe: problemas de dirigibilidade causaram a sua retirada na volta 18.

Alguns dias depois, Mansell decidiu pendurar o capacete, citando que não queria ser "mais um no pelotão". Tinha 41 anos e 191 Grandes Prémios, com 31 vitórias, 32 poles e 30 voltas mais rápidas, para além de 59 pódios. 

Tempos depois, contou-se que as relações entre ele e Ron Dennis não eram famosas. E em 2015, quando passaram 20 anos sobre a sua retirada, ele disse que a decisão tinha sido precipitada, e que deveria ter ficado até ao final do ano, para ajudar a desenvolver o carro. Tentou depois a sua sorte no final de 1996, pela Jordan, mas depois de uma série de testes em Barcelona, a ideia não foi adiante.     

sábado, 22 de fevereiro de 2025

Formula 3: Domingues satisfeito com os testes


Ivan Domingues, o piloto de 18 anos que fará esta temporada a Formula 3 pela Van Amersfoort Racing, acabou ontem os três dias de testes coletivos da competição, em Barcelona, com boas impressões do carro - apesar de problemas insistentes na parte hidráulica - e da concorrência num campeonato que acredita ser competitivo.

Nas primeira impressões sobre o que aconteceu, começou por afirmar: "[Tivemos um] balanço positivo da adaptação ao carro e à exigência de uma das mais competitivas categorias de monolugares. [Tivemos também] bom processo de conhecimento do monolugar que se estreia na temporada 2025".

Num dia de ontem onde os problemas hidráulicos não deixaram de surgir, limitando a sua performance, para além do mau tempo que caiu nesse dia em Montmeló, afirmou: 

"Continuámos a ter problemas de hidráulica e rodámos sensivelmente a meio da tabela de tempos; logo na quarta-feira, tivemos igualmente questões com o DRS. São situações normais, sobretudo em carros novos que estão a ser levados ao limite pela primeira vez, mas que não nos desviam do essencial, que é cumprir o processo de adaptação e procurar aprender com todas a situações a que somos sujeitos. Vamos agora continuar a dar o máximo fora da pista, seja em torno do carro, seja na preparação individual, preparando o arranque em Melbourne. É este espírito de aprendizagem permanente que nos leva para a Austrália, em março, para continuarmos a evoluir nesta época de estreia na Fórmula 3", resumiu.

O primeiro fim de semana da Formula 3 acontecerá no fim de semana de 14 a 16 de março, em Melbourne, na Austrália. 

quinta-feira, 20 de fevereiro de 2025

Formula 3: Ivan Domingues começou os seus primeiros testes em pista


A Formula 3 começou esta quinta-feira os seus primeiros testes coletivos na pista de Montmeló, em Barcelona. E entre eles está Ivan Domingues, piloto da Van Amersfoort Racing, que se estreia na competição. A sua adaptação foi boa, conseguindo o sétimo melhor tempo na sessão da manhã, que deixou otimista, apesar de durante a sessão da tarde ter tido problemas com o DRS. Mas não é isso que importa, pois está mais interessado em evoluir na sua adaptação ao carro. 

"Vamos tentar retirar a máxima aprendizagem e evolução deste ambiente supercompetitivo na Fórmula 3", começou por afirmar, após o primeiro dia de testes. "Foi um ótimo dia de trabalho e de adaptação. As primeiras sensações no novo carro foram muito positivas e ensaiámos várias soluções de aerodinâmica e de pneus.", continuou. 

"Tivemos apenas um percalço técnico na sessão da tarde, em que rodámos sempre sem DRS. O primeiro objetivo não passa pelos tempos, queremos sobretudo evoluir, conhecer o carro e testar diversas soluções, mas obviamente, se possível, gostamos sempre de ir um bocadinho mais rápido...", brincou o piloto, que registou o 21º melhor tempo da sessão vespertina.

"Sabemos da competitividade extrema que temos pela frente na Fórmula 3. Cabem 20 pilotos em praticamente um segundo e um detalhe pode fazer a diferença entre estar a lutar pelo pódio ou estar nos últimos dez [lugares]. Vamos tentar retirar a máxima aprendizagem e evolução deste ambiente supercompetitivo, para continuar a crescer", concluiu.

Ivan Domingues enfrenta mais dois dias de testes esta quinta e sexta-feira. A temporada oficial arranca no Grande Prémio da Austrália, entre os dias 14 e 16 de março.

domingo, 23 de junho de 2024

Formula 1 2024 - Ronda 10, Barcelona (Corrida)


Normalmente, uma corrida em Espanha é quase em história. Todas as equipas conhecem o circuito, de uma certa forma, os carros são moldados à volta dele e os pilotos já ficam com uma ideia onde acelerar e travar. As diferenças, aquelas que permitem triunfar perante a concorrência, será, se calhar, o comportamento dos pneus e a sua adaptação ao carro, e as reações rápidas dos pilotos perante as situações que observam na sua frente. Em suma, parece que tudo indica que Max passará Lando Norris, o poleman, na primeira curva, e depois começará a ir embora paulatinamente até ter 20 segundos de vantagem quando cruzar a meta como vencedor. 

Mas nos últimos tempos, temos visto algo diferente. Sim, Max continha a ser o candidato à vitória, mas os McLaren parecem ter acertado a mão em termos de desempenho, e alguém como Lando Norris está a aproveitar muito bem. É a isso que a concorrência está a agarrar, especialmente aqui, em Montmeló, nos arredores de Barcelona.      

Algumas coisas que tinham acontecido antes da corrida: num circuito onde quase 300 mil espectadores apareceram para ver o Grande Prémio de Espanha, Alex Albon partia das boxes com o seu Williams, calçando médios. O único a fazê-lo.

Com as chances de duas paragens, a primeira janela, para quem começa com moles, seria entre a volta 16 e 18. E quase todos andavam com os vermelhos. 


Na partida, Max tentou passar Norris, mas enquanto ambos lutaram entre si num dos lados da pista, do outro, George Russell ia rápido para passar a primeira curva... na primeira posição! Que grande partida do piloto da Mercedes! Lewis Hamilton era quarto, na frente dos Ferrari. Contudo, Max foi apanhar o piloto da Mercedes e com o ativar do DRS, apanhou-o a no final da reta no inicio da terceira volta, Max estava na frente. Atrás, na 11ª posição e atrás do Haas de Nico Hulkenberg, estava o Red Bull de Sérgio Pérez

Com o passar das voltas, o Red Bull do piloto neerlandês começou lentamente a afastar-se, ficando com cerca de 2,5 segundos no final da décima passagem pela meta. Norris aproximava-se de Russell, sem efeito, e atrás, Kevin Magnussen foi o primeiro a parar nas boxes para colocar médios. Pouco depois, Hulkenberg também trocou para médios.

Dos primeiros classificados, Russell foi o primeiro, na volta 16, seguido por Carlos Sainz Jr. Ambos colocaram médios, e saíram colados um ao outro, mas sem ultrapassagens. Hamilton apareceu nas boxes na volta seguinte, ao mesmo tempo que os pilotos da Alpine também foram trocar de pneus. Max apareceu para trocar na volta 18, numa altura em que Sainz Jr era ameaçado pelos Mercedes. Russell passou-o, mas Hamilton estava mais complicado para passar o piloto espanhol. Na volta 22, Piastri trocou para médios, uma volta antes de Norris fazer o mesmo e deixar o comando para Charles Leclerc. Este foi às boxes na volta 24, o último que tinha os pneus que tinha quando largou.  


Com isto, Max Verstappen estava na frente, 5,4 segundos de diferença. Na 30ª volta, tinha subido para 7,1.

Atrás dele, havia um duelo entre Morris e os Mercedes. Russell era segundo, e Hamilton aguentava o terceiro lugar dos ataques de Norris. Na 32ª passagem pela meta, o piloto da McLaren, com pneus mais novos, conseguiu passar Hamilton para ser terceiro e partiu em perseguição de Russell. Ele tinha o carro mais veloz na pista, e aos poucos o tentava apanhá-lo. Apanhou-o na volta 35 e andaram a duelar por algumas curvas, com o piloto da McLaren a levar a melhor. Nesta altura, a distância para Max era de 9.2 segundos, mas nas voltas seguintes, diminuiu para 7,5, por causa do ritmo de Norris.

Russell acabou por ir às boxes na volta 37, ao mesmo tempo que Sainz Jr, o quinto, e ambos colocaram duros, no sentido de levarem o carro até ao final. Algumas voltas depois, na 43, o britânico queixava-se dos pneus, apesar de ele ser o piloto mais rápido da pista naquele momento. Quase ao mesmo tempo, Hamilton foi ás boxes e colocou um jogo de moles usados para regressar à pista. 

Na volta 45, Max foi às boxes e cedeu o comando para Norris, metendo moles. Ele regressou em terceiro, com 17 segundos de diferença para Norris, e esperava que iria aproveitar a situação. Norris foi às boxes na volta 48, coloca moles na altura e quando regressa à pista, fica em segundo... à justa, aguentando o ataque de George Russell para ser segundo. Ao mesmo tempo, Charles Leclerc também ia às boxes, para ficar em sexto.

Pela volta 50, Max tinha cerca de 6,8 segundos de vantagem sobre Norris. O piloto da McLaren fazia as suas voltas rápidas, tentando apanhar o neerlandês, e vendo se teria pneus para isso. A diferença começava a diminuir, mas de uma certa maneira, ambos os pilotos estavam a conservar os moles ao ponto de lutarem pela vitória nas voltas finais. E foi isso que aconteceu.


Apesar da diferença ter baixado para cerca de 2,2 segundos, Max acabou por levar a melhor na corrida. Mesmo que o vencedor seja o mesmo, o facto estava na vista de todos: os McLaren, especialmente o de Norris, tinha o mesmo ritmo que o Red Bull e parecia que de domínio, estávamos a ter progressivamente um duelo pela vitória da parte de Norris para Max.

Será que, com isso, estamos a chegar a um dos verões mais excitantes dos últimos tempos? Espero que sim, a bem da Formula 1.  

sábado, 22 de junho de 2024

Formula 1 2024: Ronda 10, Barcelona (Qualificação)


Depois da ia à America, onde foram se divertir à chuva no Circuit Gilles Villeneuve, em Montreal, a Formula 1 regressa à Europa, para correr em Barcelona, para o GP de Espanha. Décima corrida do campeonato, quase metade da temporada. 

Com as duas semanas que serviram para respirar um pouco - tem de ser, a seguir teremos três fins de semana seguidos de Formula 1! - a grande noticia foi a contratação de Flávio Briatore como conselheiro da Alpine, 15 anos depois do "Crashgate" (ou Singaporegate), com a indignação geral por uma equipa de Formula 1 o ter contratado, e ainda por cima, uma equipa que já foi a Renault. O que poucos sabem é que Briatore foi banido da Formula 1 por alguns anos e não "para sempre" e não regressou desde que o banimento terminou porque... não quis. E a Alpine, em agitação desde há algum tempo (surgiu esta semana o rumor de que poderia terminar com o seu próprio programa de motores!), pensou um "perdido por cem, perdido por mil".    

Cerca de duas horas antes da qualificação, agitação no motorhome da McLaren: um pequeno incêndio agitou as coisas de forma a que os bombeiros foram chamados, e o incêndio foi apagado rapidamente. Curiosamente, 12 anos antes, a Williams sofreu um incêndio nas suas boxes minutos depois de Pastor Maldonado ter ganho a sua corrida. Será um estranho sinal de boa sorte?  


Com o céu encoberto, mas o asfalto quente - cerca de 37ºC - os carros foram para a pista, com o objetivo da marcar os seus tempos. Até aqui, tudo normal. Nos primeiros minutos, Max marcou o tempo de 1.12,306, na frente do seu companheiro de equipa, Sérgio Pérez. Os McLaren colocaram os seus tempos, atrás de Max Verstappen, mas Lando Norris, segundo na grelha de tempos, vem a 80 centésimos. Mas logo a seguir, Charles Leclerc conseguiu melhorar o tempo e subir para o topo da tabela, com 1.12,257 com o seu Ferrari.

Os carros regressaram à pista nos dois minutos finais da primeira sessão, a ali alguns pilotos conseguiram melhorar os seus tempos. Lewis Hamilton conseguiu 1.12,143, mas as melhoras não são suficientes para mudar a grelha de forma dramática nas primeiras filas. Atrás, os azarados oram os Racing Bulls de Yuki Tsunoda e Daniel Ricciardo, os Williams de Alex Albon e Logan Sargent e o Haas de Kevin Magnussen. Em contraste, Zhou Guanyou consegue o seu primeiro Q2 da temporada no seu Sauber. 


Poucos minutos depois, começou a Q2, e nos primeiros momentos, os pilotos foram à pista marcar os seus tempos, com Max a ser um dos últimos a ir para a pista. Ele acabou por marcar 1.11,653 para ficar com o melhor tempo, batendo por 219 centésimos o McLaren de Lando Norris. Sainz e Oscar Piastri estavam logo atrás na tabela de tempos.

Na parte final dessa fase da qualificação, com os pilotos todos na pista, Hamilton aproximou-se com 1.11,792, seguido por Russell, com o tempo de 1.11,812, mas não conseguiram desalojar o Red Bull. E se alguns melhoraram, entre eles os Alpine de Esteban Ocon e Pierre Gasly, entre os que ficaram com a fava, estiveram os Aston Martin de Fernando Alonso e Lance Stroll, os Sauber de Valtteri Bottas e Zhou Guanyou e o Haas de Nico Hulkenberg

E assim, passamos para a Q3. 

Nos primeiros tempos, Max marcou o seu território, marcando 1.11,673, e mesmo que Norris, Hamilton, Russell ou Lecelrc terem feito o seu melhor, não conseguiram bater o neerlandês da Red Bull. Parecia que ele iria conseguir mais uma pole-position na sua conta, e nos três minutos finais, com o neerlandês fora da pista, Sainz Jr. e Leclerc melhoraram os seus tempos nos seus Ferraris, mas o neerlandês conseguiu 1.11,403 e tudo indicava que ele ficaria na pole. 


Mas Lando Norris tinha um ás na manga e dando o seu melhor, conseguiu um tempo 20 centésimos mais rápido, e nessa volta sensacional, conseguiu a pole-position! Quem diria: nas últimas quatro corridas, quatro "polesitters" diferentes! 

E fico a matutar: no dia em que Pastor Maldonado ganhou a sua corrida pela Williams, em Barcelona, em 2012, houve um incêndio na garagem. E Lando Norris conseguiu a pole-position algumas horas depois da motorhome da sua equipa ter pegado fogo. Será que para conseguir aquele algo a mais, precisam de estímulos... incendiários? 


Enfim, amanhã, a corrida promete ser interessante. Isto se o Max não passar o Norris antes da primeira curva.