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quarta-feira, 6 de março de 2019

Mais sarilhos para a Williams

Que a Williams anda em maus lençóis este ano, toda a gente já tem uma ideia disso. O ultimo lugar parece ser o destino, depois de um atraso na estreia do novo carro, o FW42, e de provavelmente existirem problemas no "downforce" desse carro. Acresce a isso problemas internos com Paddy Lowe e Claire Williams, e parece que Robert Kubica e George Russel arriscam a passar um mau bocado em 2019.

Contudo, como se costuma dizer que "um mal nunca vem só", poderá haver mais. Segundo conta esta terça-feira o site Motorsport Itália, a Comissão Técnica da FIA considerou ilegais os espelhos retrovisores e o sistema de suspensão dianteira do FW42, e exige que a equipa faça as modificações adequadas até o GP da Austrália, dentro de duas semanas e meia.

As equipas rivais reclamaram dos espelhos - bem radicais, quando os apresentaram na primeira semana  - e disseram logo à FIA que esses espelhos estariam sendo usados para a obtenção de ganhos aerodinâmicos. A peça era dividida em três, mas só o do meio funcionava na prática. A equipa resolveu trocá-los na segunda semana para um conjunto mais condizente aos regulamentos, mas houve mais, quando se descobriu que o sistema de suspensão dianteira estaria a ser servindo como um elemento aerodinâmico, direcionando o ar diretamente para as aletas nas laterais do carro vulgo "bargerboards".

Resultado final: essa parte terá de ser modificada para que fique de acordo com os regulamentos, e antes de correrem em Melbourne. 

Contudo, Paddy Lowe está esperançado com o carro, especialmente depois daquilo que Robert Kubica disse acerca dele, pois o polaco afirmou ser "um passo adiante".

"Robert, em particular, tem muita experiência com o carro do ano passado, em comparação com George, que só teve uma breve corrida e Robert dirigiu muito o carro antigo [Barcelona] no ano passado", começou por dizer Lowe.

Ele teve alguns comentários muito encorajadores sobre as qualidades do carro. Sente que demos um grande passo à frente em termos de plataforma, com um carro que é muito mais guiável e um carro com o qual você pode trabalhar do ponto de vista da direção."

Você pode controlar sua gestão de pneus e controlar o equilíbrio e o ritmo que definitivamente não era algo que poderíamos dar ao carro do ano passado. Isso é muito encorajador. Ele não fala sobre velocidade, mas fala sobre uma plataforma e, como foi um dos nossos principais objetivos durante o inverno projetar e implementar um processo dentro de nossa engenharia que tornaria os carros com melhores propriedades e depois entregaria melhor propriedades", continuou.

"Esse é um bom passo para nós e uma base melhor para avançar para a próxima etapa", concluiu.

Mas todas estas declarações parecem contrariar o que se fala nos bastidores sobre o FW42. Segundo conta o blog "The Judge13", Kubica anda nos bastidores a falar muito mal do carro, culpando os atrasos na construção do carro e afirmando que seria impossivel recuperar tempo em algum lado. E Claire Williams respondeu, de forma irónica, que Kubica poderia ser o seu diretor técnico. 

Resta saber se haverá tempo para fazer as modificações pedidas pela FIA e elas não prejudiquem a performance do carro para a tmeporada que aí vêm, que poderá ser dificil para a equipa de Grove.

sexta-feira, 1 de março de 2019

Noticias: Binotto aceita duelo interno, mas Vettel é prioridade

Com a Ferrari a "arrumar a mala" mais cedo devido a problemas elétricos no Ferrari de Sebastian Vettel - o primeiro problema mecânico ou electrónico nestes testes em... dez dias, Mattia Binotto, o chefe da Scuderia, afirma que deixa ambos os pilotos - Vettel e o monegasco Charles Leclerc - lutarem por posições, pois poderá beneficiar a equipa, mas a prioridade é Vettel.

Eu acho que quando você tem suas intenções claras desde o início, pelo menos você não comete erros quando você pode ter uma situação maior", começou por dizer.

Obviamente os dois estarão livres para lutar, não pediremos que Charles seja lento ou que Sebastian seja mais rápido, precisamos que ambos corram ao máximo, tentem fazer o melhor possível. Mas, certamente, se houver uma grande situação no início da temporada, Sebastian é quem tem mais experiência. Ele está muitos anos connosco, ele já ganhou campeonatos, então ele é nosso campeão.”, concluiu.

Os Ferrari foram consistentemente os mais velozes ao longo das duas sessões de testes em Barcelona, apesar de hoje, a Mercedes ter calçado os pneus mais velozes para mostrar que não estão tão lentos assim. Contudo, são os carros vermelhos que estão na frente no momento em que os testes acabam e agora se preparam para rumar a Melbourne, para a primeira corrida da temporada.

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2019

A(s) image(ns) do dia (II)


Sebastian Vettel batendo forte contra as barreiras de proteção na curva 3 do circuito de Barcelona, esta quarta-feira, durante os testes de pré-temporada. A última imagem desta sequência é o mesmo carro, com Charles Leclerc ao volante, para uma volta de instalação, para ver se tudo funcionava, porque amanhã é a vez do monegasco andar nele.

A imagem inicial é impactante, e houve quem colocasse lado a lado com a mesma imagem de Michael Schumacher no GP da Grã-Bretanha de 1999, quando ele fraturou a perna direita e ficou três meses a ver os outros correr, adiando por mais um ano o título pela Ferrari.

No final, é mais um episódio destes testes. Mas seria interessante saber a razão pelo qual se despistou: excesso do piloto ou alguma quebra interna antes do embate? 

A(s) image(ns) do dia









"MERCEDES “refez” W10. Nossa asa dianteira, novo bico, novo fundo plano, novos sidepods, novos bageboards, nova T-wing, novo deflector na frente." Foi o que escrevia ontem o João Carlos Costa em Barcelona quando viu as imagens que coloco aqui. São detalhes interenssantes, para se dizer o mínimo. 

É verdade que todos estão desconfiados destes tempos que a Mercedes faz. É verdade que o Christian Horner disse algo como "a Ferrari ganha sempre nos testes de pré-temporada", mas quando a Mercedes anda segundo e meio mais lento que os melhores tempos, não pode estar só a pensar em ritmos de corrida. E modificar meio carro numa semana, mesmo que digam que são soluções que estavam guardadas no armazém como "plano B" caso o "plano A" não funcionar.

Também é verdade que existem regras novas em termos aerodinâmicos e aos projetistas cabem ler os regulamentos para poder contorná-los, construir novos elementos para ver se conseguem o tal "unfair advantage" que permite bater a concorrência.

Como já viram, começaram ontem a segunda semana de testes, e hoje ficou marcado pelo acidente do Sebastian Vettel na Curva 3, que fez danificar o carro. Que a Scuderia anda sempre na frente, com a McLaren dar de vez em quando o seu brilho, lá isso é verdade. E a Williams está a ter muitas voltas, o que precisa mesmo neste momento, embora não se saiba se vai melhorar ou vai fazer algo que permita fazer algum brilharete. Ainda vai demorar.

Acho que a Mercedes não anda a esconder totalmente o jogo, há um fundo de verdade nos rumores. Mas só em Melbourne é que veremos. Mas antes disso, ainda teremos mais alguns dias de testes, até ao final da semana. 

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2019

As primeiras conclusões de Barcelona

Já acabaram os primeiros testes coletivos em Barcelona, mas as equipas de Formula 1 não se vão embora do paddock porque na segunda-feira há mais, para a segunda bateria de testes, preparando-se para Melbourne, para a primeira prova do ano.

Toda a gente tinha os olhos postos em... todas as equipas, sejamos honestos. Mas uns mais que outros. Todos queriam saber se a Mercedes iria dominar ou iria esconder o jogo, concentrando-se nos "stints" para a corrida, tão importantes como fazer meia dúzia de voltas rápidas na qualificação, por exemplo. Também iriam ver como é que a Ferrari se comportaria, eles que nos últimos dois anos se esforçaram para deslojar a Mercedes do pedestal, para falharem, muitas das vezes de forma espectacular, à frente de milhões, nas largadas de certos Grandes Prémios. E em 2018, ver Sebastian Vettel a derreter-se à frente de todos fizeram com que muitos "entendidos" o atacassem, afirmando ele não ter estofo de campeão. Sim... 

E agora, claro, essa gente torce para que Charles Leclerc se agigante e "coma de cebloada" o alemão. Não estou a brincar, e verdade. Há quem torça por Leclerc só porque querem a queda de Vettel. E parece que há uma razão para isso, depois falo um pouco mais abaixo.

Mas também há quem esteja curioso sobre a Red Bull e a Toro Rosso, porque este ano têm motores Honda. E claro, a McLaren e a Renault, por causa dos seus motores... Renault. E a Sauber Alfa Romeo, que este ano se tornou numa "equipa B" da Scuderia, como como chamo agora, "a mãe da Ferrari".

Mas depois, temos a Williams. Que toda a gente acompanhou nestes últimos dias a sua saga, do chassis que não ficou a pronto a tempo, e que pode ter sido tão mal nascido que os membros da Williams chegaram a um ponto de ruptura com a estrutura dirigente, nomeadamente Claire Williams e Paddy Lowe. Expliquei por aqui, num post que se tornou no mais lido do ano... até agora

Hoje, o Williams rodou a sério, com Robert Kubica ao volante. Vai ser o grande regresso da Formula 1 numa década, desde o regresso de Michael Schumacher em 2010, e a sua competência em testar e arranjar chassis vai ser mais necessária do que nunca. É que se todos os defeitos se revelarem, então teremos grandes problemas. Ver uma Williams virar, não uma Minardi, mas uma Andrea Moda da vida, é um triste fim para os pergaminhos de uma equipa sete vezes campeã do mundo de Construtores, a primeira dos quais há quase 40 anos, com Alan Jones ao volante.

Voltando à Ferrari, de uma certa maneira, parece ser um chassis equilibrado, durável e não mudou de performance em relação ao ano passado. O problema é a concorrência. Parece que a Mercedes caiu de cavalo para burro, e eles andam com problemas no motor. Toto Wolff e James Allison parece que anteciparam o seu regresso a Brackley para ver o que se passa com o W10, e de uma certa maneira, parece confirmar os rumores que se ouvem desde o final do ano passado, que provavelmente o novo motor não é tão potente e tão veloz como a versão anterior, e que tem mais complicações que esperavam.

E hoje, um especialista escreveu no blog da Sky Sports o seguinte: 

"Ferrari meio segundo à frente? A ordem parece bem clara na verdade. Parece que a Ferrari tem talvez quatro ou cinco décimos sobre o resto". e na Formula 1, meio segundo é uma eternidade.

A ser verdade, parece que pela primeira vez desde 2008, a Scuderia tem uma chance real de ficar com ambos os títulos de Construtores, e quebrar uma ordem que existe desde 2014, com a Mercedes a ficar com tudo, e Lewis Hamilton a ser detentor de quatro dos cinco títulos conquistados, com Nico Rosberg a ficar com o campeonato que sobrou, em 2016. Resta saber até que ponto é que será dominante, e se haverá concorrência a beliscá-lo.

É que temos a Red Bull à espreita. É certo que têm o motor Honda, do qual ainda se estão a adaptar - e do qual se ouve uns rumores sobre as suas vibrações serem prejudiciais ao desempenho do resto do chassis - e também não sabemos qual é o seu ritmo de corrida. E se conseguem ser melhores que a Toro Rosso nesse campo. Normalmente, a Red Bull compensava em termos aerodinâmicos pelas fraquezas do motor que tinha - andou de Renault desde 2007 e foi com ela que venceu os quatro campeonatos de pilotos e construtores, entre 2010 e 2013 - e este ano têm uma Honda que pretende fazer um trabalho bem melhor que tem feito até aqui, na Toro Rosso.

Até agora, parece estar ao ritmo da Mercedes, e poderá espreitar por bons resultados. Parece que Max Verstappen poderá ter um carro capaz de lutar pelo título. Mas da maneira como estão as coisas, o grande objetivo é fazer suar os Ferrari. E essa é a grande incógnita.

Ah... já ia esquecendo. A Sauber Alfa Romeo. Eles provavelmente vão dar "o pulo do gato" por causa da experiência de Kimi Raikkonen e a competência de pessoas como o Frederic Vasseur. Mudaram de nome, mas ainda não mudaram de casa - continuam em Hinwill - e vão ser cada vez mais a equipa B da Ferrari. Provavelmente usarão motores melhores, mas mesmo que usem umsa evolução do motor de 2018, como tem autonomia para fazer bons chassis, não ficaria admirado se pegassem em algum do "know how" e fizesse um melhor trabalho. A parte chata é que a luta pelo quarto posto no Mundial de Construtores vai ser bem renhida...

E a McLaren? Pode ser que não saia do seu lugar, o que até é o mínimo. Não anda de cavalo para burro, mas não tem mais um excelente afinador que era Fernando Alonso. Têm Carlos Sainz Jr, que não parece ser um piloto para altos vôos - pelo que se viu nos seus tempos da Renault. A dupla é totalmente nova, pois Lando Norris é um estreante absoluto, e ele tem de ver se tem estofo para correr num mundo totalmente novo. Talento têm, mas a pressão de um fim de semana de Formula 1 é diferente de um Formula 2 ou outra coisa qualquer. E a mesma coisa pode-se dizer do George Russell, na Williams.

E os habituais habitantes do meio do pelotão? E a Renault? A Racing Point e a Haas querem subir, é verdade, e parece que no caso da equipa americana, poderão ter um bom chassis. Agora é ter bons pilotos, capazes de o guiar, porque durante estes testes, a Haas pediu inesperadamente ao Pietro Fittipaldi, um dos netos do Emerson Fittipaldi, para que desse umas voltas ao carro, e cumpriu com distinção aquilo que lhe pediram. Já a Racing Point, parece estar discretos, mas tudo parece funcionar, o que poderá, como disse em cima, acirrar a disputa pelo meio do pelotão.

Quanto à Renault, arrisca a ser a desilusão do pelotão. Eles apostam para este ano a tal subida na classificação, interferir no trio Ferrari-Mercedes-Red Bull, mas pode ser que isso não aconteça por causa não só do chassis que não é uma maravilha, mas porque a concorrência aplicou-se e o sonho de serem os donos do quarto posto irem por água abaixo por não serem capazes. Pontuar mais vezes? Vamos a ver. Racing Point, Haas e Sauber-Alfa também tem essas aspirações..  

Em suma, parece que poderemos ter um líder e um habitante para a cauda do pelotão. O resto anda tudo tão uns ao lado de outros que tudo é possível. Não me surpreenderia ver a Haas ou a Sauber-Alfa na Q3, a Ferrari ficar com a maior parte das pole-positions, com o Max Verstappen a interferir e a Mercedes ser a desilusão do ano, a par da Renault. Mas ainda falta a segunda bateria de testes, que aocntecerá ao longo da semana que vêm.

Ah, só para finalizar: os carros estão cada vez mais resistentes. Para terem uma ideia, esta quinta-feira, cinco pilotos conseguiram fazer mais de cem voltas seguidas nos seus carros: Giovinazzi (Sauber-Alfa), 122 voltas, uma a mais de Leclerc; Gasly, com 110 uma a mais que Lando Norris; e o Toro Rosso de Alexander Albon. 

Formula 1: Kubica reconhece que anda em carro "incompleto"

Depois da saga que foi a construção do chassis FW42, que aparentemente tinha defeitos de fabrico e quase levou a equipa para um principio de motim, que os faz ver os outros testar nos dois primeiros dias dos testes coletivos em Barcelona, o carro finalmente entrou em pista, primeiro com George Russell num "shakedown", e hoje com Robert Kubica ao volante, no sentudo de ver não só como anda o carro como também ver como é que este chassis está em relação à concorrência e se melhorou em relação ao ano passado.

Questionado sobre o que ele apreendeu durante o seu período de tempo no cockpit, na manhã de hoje o polaco de 34 anos disse: "Você pode ter uma ideia, não é como se o carro estivesse completamente pronto”.

"Eu acho que ainda há algo para colocar no carro, provavelmente não muito, mas com certeza há coisas que foram comprometidas. Não é certo que eu fale sobre isso, como eu disse antes eu estou aqui para dirigir, então tenho que me concentrar nisso. Finalmente eu tenho um carro, então espero que na semana que vem possamos nos concentrar em preparar melhor para a primeira corrida, porque está perto.", continuou.

Falando sobre os testes, o polaco não deixou de dizer que esteve muito tempo à espera de poder entrar no carro e fazer a sua ambientação ao FW42.

"Estou aqui desde a última sexta-feira. Nunca esperei tanto tempo para conseguir 12 ou 14 voltas para dirigir no meu próprio ritmo. Você apenas prepara o que pode. Não foram bons dias para toda a equipa, mas finalmente conseguimos o carro. No final, a equipa fez um bom trabalho para construir o carro o mais rápidamente possível. Claro que há alguns compromissos, acho que sim. Mas finalmente conseguimos o carro para que possamos nos concentrar em nosso trabalho e aguardar ansiosamente a próxima semana.", concluiu.

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2019

A história de um desastre anunciado

Os testes de pré-temporada, em Barcelona, estão a decorrer... com uma notável ausência. A Williams, equipa com 42 anos de existência, vive tempos difíceis, e esperava que o seu chassis, o FW42, pudesse ser aquele que colocasse as suas performances ao nível dos seus pergaminhos. Contudo, desde domingo que todas as noticias relacionadas com o carro e a equipa são resumidas em uma só palavra: desastre. Em todos os sentidos, o carro que será pilotado por Robert Kubica e George Russell arrisca a ser o pior de sempre, e os seus elementos estão à beira... do motim.

E é sobre porque a razão a Williams virou uma Andrea Moda da vida que me vou dedicar a escrever nas linhas seguintes.

Os rumores surgiram no domingo à noite. O site "The Judge13", normalmente bem informado, com boas fontes, tinham largado o alerta. E eu deixei essa mensagem na página do Facebook deste blog, dizendo o seguinte:

"A Williams ai atrasar a estreia do FW42 por dois dias por causa de um probloema estrutural, de alinhamento.

Segundo conta o site "The Judge13", na sua conta do Twitter, o carro necessita de ser redesenhado por causa da instalação do sistema de arrefecimento dos travões. Um problema que detectaram na semana passada, quando estavam a construir o carro.

O que estão a fazer agora é construir um novo chassis, montar parte dele na fábrica e levar o resto às peças para Barcelona, na terça à noite, e depois estarem de pé o resto da noite para que tudo fique pronto na quarta-feira para que George Russell e Robert Kubica possam dar as suas voltas.

A fonte afirma o seguinte: "[O carro] foi mal desenhado. Não foi uma questão de construção. As partes não estão a alinhar direito e não se conseque construir um sistema de travagem [no carro] porque simplesmente, não cabe".

A ser verdade, é muito, muito grave. E claro, vai atrasar imenso o desenvolvimento do FW42."

Claro, houve quem não acreditasse nesta noticia, mas a realidade veio de uma certa forma calar os céticos. O carro, de fato, está em Barcelona, mas não rodou - apenas hoje deu as suas primeiras voltas. Mas poucas horas antes, nesta madrugada, dou de caras com este artigo do The Telegraph, e basicamente... arrasa a reputação da equipa na lama. Desde Claire, a filha de Frank, passando por Paddy Lowe e mais alguns. E nunca - sejamos honestos, nunca - pensei ler a palavra "motim" em relação à Williams. 


"A Williams está à beira de um motim total contra seu diretor técnico, Paddy Lowe, já que os problemas com a construção do seu carro de 2019 ameaçam privar a equipa do crucial período de testes de inverno pelo terceiro dia consecutivo. Mesmo com os padrões recentes - e sombrios - da equipa britânica, os eventos das últimas 48 horas vão além da paródia. Numa altura em que a Williams esperava estar a aperfeiçoar a sua máquina antes do primeiro Grande Prémio da temporada, em Melbourne, no mês que vêm, os engenheiros andam às voltas, furiosos, num hotel perto do Circuito da Catalunha, com o carro ainda preso na sua sede em Oxfordshire."

"Com o carro a estar presente em Barcelona apenas na madrugada de quarta-feira, a Williams esta trabalhando horas extra para garantir que ele esteja pronto para a sessão da tarde. Após o cancelamento do "shakedown" do Williams FW42 planeado para o final da semana passada, bem como a perda de dois dias e meio de testes, a paciência [da equipa] com Lowe, o chefe técnico da equipe, está no ponto de ruptura".

O artigo prossegue com duas coisas interessantes: primeiro, com o falhanço de Paddy Lowe no campo das responsabilidades dentro da equipa, e apesar de Claire Williams assumir as responsabilidades no dia-a-dia, não é suficiente, apesar da ajuda do pai para o campo geral. Nem Claire é Frank, nem Paddy é Patrick Head, o engenheiro que foi o braço-direito de Frank durante os seus tempos de auge, mesmo quando ele sofreu um grave acidente de viação em fevereiro de 1986, em Paul Ricard, que o deixou paralisado do pescoço para baixo.

E pelos vistos, vêm aí um documentário da Netflix onde mostra todas estas tensões a nu. Aparentemente, durante o fim de semana do GP do Mónaco de 2018, os funcionários da marca começaram a questionar as decisões, quer de Claire, quer de Paddy Lowe. E quem viu o documentário sofre o tio Frank, em 2017, lembra-se que as relações entre Claire e Jonathan, dois dos filhos de Frank, não são as melhores...

E para piorar as coisas, fala-se que este carro poderá ser dois segundos mais lento... que o carro de 2018. Que já não era muito veloz. Ir de cavalo para burro é muito mau, ainda por cima quando se sabe que o carro da temporada anterior era, em muitos aspectos, um dos piores do pelotão porque não tinha suficientemente "downforce".

Esta quarta-feira foi o primeiro dia de rodagem do carro. Contudo, ainda temos de esperar para ver como o carro se comportará em relação à concorrência. Não esperem milagres, é mais provável que este seja mais uma temporada de sofrimento. De uma equipa que detêm oito títulos mundiais.

domingo, 17 de fevereiro de 2019

Youtube Formula 1 Preview: O que poderemos esperar dos testes de Barcelona

Na véspera dois testes de pré-temporada em Barcelona, a Autosport britânica falou com dois dos seus jornalistas para saber o que podem esperar destes primeiros testes. A potência do motor Honda, como Charles Leclerc se comportará na Ferrari são dois dos assuntos que foram abordados.

terça-feira, 15 de maio de 2018

Youtube Radio Comunications: As comunicações de Barcelona

Como o pessoal gosta destes momentos, é bom que o pessoal da Formula 1 os mostre para saber o que se passou. E até tem momentos divertidos... mais ou menos. 

segunda-feira, 14 de maio de 2018

Youtube Racing Highlights: Os melhores momentos de Barcelona


A corrida não foi emocionante, mas teve momentos emocionantes, há que dizê-lo. Desde a carambola na curva 3, aos problemas de Kimi Raikkonen, houve de facto momentos onde os espectador ficou colado à TV para saber como é que isto iria acabar. 

Eis o video, providenciado pelo canal oficial da Formula 1.

domingo, 13 de maio de 2018

A imagem do dia

Esta deve ser uma das imagens da tarde espanhola. Costuma-se dizer que não se ganha na primeira curva, mas muitas das vezes, perde-se nela. E foi o que aconteceu a Romain Grosjean, depois da carambola que causou na primeira volta do GP de Espanha, este domingo.

Parece que voltou o Gorsjean "desmiolado" de 2009 e de 2012, causador de acidentes, não é? Na realidade, perdeu o controlo do seu carro e queria voltar para a pista o mais depressa possivel, mas bateu nos carros de Pierre Gasly e Nico Hulkenberg. Não foi a carmbola de Spa-Francochamps... duas vezes, mas mais uma vez o passado volta a assombrá-lo, esquecendo-nos que o piloto frances até tem o seu quê de solidez e maturidade nestes últimos anos.

Acho que tenho uma boa explicação para tudo isto: pela primeira vez, desde que saiu da Lotus-Renault, tem um carro suficientemente bom para andar nos seis primeiros. O Haas é bem-nascido e teve chances de pontuar em três ocasiões, mas já bateu ou teve problemas. E agora temos isto: cinco corridas, zero pontos.

É bem que reflita, para mudar a maneira como andam as coisas, e ajudar a equipa. 

Formula 1 2018 - Ronda 5, Espanha (Corrida)

Espera-se sempre de Barcelona que seja chata. É uma pista onde todos se conhecem e conhecem como é corrida. Não há grandes expectativas e vai haver uma altura que é preferível contar os minutos até que acabe. E depois, desligar a televisão para seguir as nossas vidas.

Contudo, hoje, a uma hora da corrida, o ambiente era contrastante: em parte do céu, via-se um azul primaveril., enquanto do outro lado, o cinzento já dominava. E falava-se de 80 por cento de chance de pista molhada. Contudo, quando as luzes se acenderam, as nuvens andavam espalhadas por toda a parte.

Apagadas as luzes, Hamilton manteve-se na liderança, mas Bottas foi ultrapassado por Vettel. Fernando Alonso teve um problema com os pneus, arrastando-se, mas a confusão foi na curva 3, quando Romain Grosjean perdeu a traseira e quando queria voltar à pista, os carros de Nico Hulkenberg e Pierre Gasly bateram nele, espalhando destroços na pista. o Safety Car era inevitável.

Demorou algum tempo até limparem os destroços dos três carros e apenas na sétima volta é que a corrida recomeçou. Se não houve nada na frente, atrás, Fernando Alonso passava Esteban Ocon e assediava Charles Leclerc. E nesta altura, todos andavam de softs, excepto Alonso, com supersofts.

À medida que as voltas passavam, caia a modorra. As estratégias sobre se iriam fazer uma ou duas paragens, se aquilo iria encher ou não de nuvens e quando aconteceria o próximo incidente era aquilo que as pessoas pensavam. E ao mesmo tempo, o sol ia-se embora.

Na volta 17, Vettel tornou-se no primeiro a parar, com médios e a voltar a pista atrás de Kevin Magnussen. Bottas reagiu e trocou de pneus na volta 20, de novo com médios. No regresso à pista, foi apanhado por Vettel... no preciso momento em que passava Kevin Magnussen. O pelotão trocava de pneus na volta 21, com Hamilton a ter uma vantagem de 15 segundos sobre Raikkonen. Parecia que o inglês tinha tudo controlado...

Mas na volta 25, Raikkonen começa a ter problemas, e foi passado pelos Red Bull, e depois acabourpo aprar na curva 4, fazendo com que a Ferrari ficasse "coxa". Ao mesmo tempo, Lewis Hamilton ia às boxes, seis voltas depois da concorrência, e tinha tudo controlado. Mas quem ainda não tinha parado eram os Red Bull, que na volta 30, tinha Max Verstappen na frente.

Hamilton aproximava-se para o apanhar, Mas não o passou porque... foi às boxes. Primeiro, Ricciardo, na volta 34, e depois o holandês, para que o inglês ficasse com o comando. E ambos a trocarem os softs pelos médios.

As coisas andavam calmas até à volta 41, quando Esteban Ocon ficou com problemas na caixa de velocidades do seu carro e fez com que a organização colocasse o Safety Car Virtual. Sebastian Vettel aproveitou para parar nas boxes, e perdeu para Max Verstappen. A corrida voltou ao ritmo normal na volta 43, quando Alonso passou Leclerc para ser nono. E ao mesmo tempo... a asa de Max Verstappen ficara danificado depois de um toque com o Williams de Serguei Sirotkin. O holandês aguentava-se, mas Vettel aproximava-se.

Contudo, na parte final, apesar das nuvens ameaçadoras, tudo ficou na mesma. A grande mudança foi a passagem de Sergio Perez a Charles Leclerc para ser nono, mas de resto não houve grande coisa. Uma prova previsivel, num circuito onde todos conhecem, de uma certa forma.

E no final, Lewis Hamilton vencia pela segunda vez consecutiva e alargava a sua liderança. Ainda por cima, numa dobradinha para as Flechas de Prata, com Max Verstappen a aguentar as investidas de Sebastian Vettel, mesmo com menos alguns pedaços do seu carro...

Com o inglês a ficar na frente do campeonato, e o pelotão a ur para o Mónaco, vamos a ver no que a temporada poderá dar.

sábado, 12 de maio de 2018

Formula 1 2018 - Ronda 5, Espanha (Qualificação)

Para não ferir susceptibilidades, eu direi que a Formula 1 chegou esta fim de semana à Europa... ocidental. Porque há quem diga que o Azerbaijão faz parte dela, apesar de haver pessoal que afirma que a cidade se situa para além do Cáucaso... enfim, geografias.

Os treinos livres são o que são, mas ver os Mercedes a levarem a melhor em ambas as sessões, poderão fazer com todos temamos um fim de semana onde os Flechas de Prata irão vencer "com uma perna às costas", mas sempre com "softs" e "supersofts". E de vez em quando, lá apareciam uma Red Bull da vida a querer incomodar aquilo que poderá ser a hierarquia oficial.

Para além disso, Barcelona viu o regresso de Robert Kubica a um carro de Formula 1. Foi num treino livre, é certo - e ele vai ter mais duas sessões nesse sentido - mas tem o talento e a inteligência suficiente para dizer que o carro... é um desastre. Porque foi o penúltimo e foi um segundo melhor do que Lance Stroll!

Mas agora cheguemos ao dia da qualificação. Um belo dia de primavera onde do outro lado da península ibérica, em Lisboa, se preparava para o Eurofestival da Canção. Havia uma pequena chance de chuva, mas por agora, na Q1, corriam em seco, e na maior parte das vezes, corriam com pneus moles e médios.

Mas antes, no terceiro treino livre, Berndon Hartley sofreu um grande acidente com o seu chassis, que embora o piloto saiu livre do carro, este ficou tão destruído que praticamente eliminou as suas chances de participar na qualificação.

Após as primeiras marcações, onde os Ferrari marcaram tempo, com Vettel na frente de Raikkonen, Hamilton, com os supersofts, marcou um tempo 130 centésimos mais lento que Vettel, o que implicava que esses pneus não eram os mais eficazes naquele momento.

Entretanto, um piloto começava a ficar na Q1: era Nico Hulkenbergm que tinha problemas na sua caixa de velocidades ou no seu diferencial, que dificultava a sua passagem de caixa, e não conseguia marcar um tempo. Parecia que iria ficar para trás e provavelmente, se trocassem de caixa, a última linha seria dele. No final. Hulkenberg deu as suas voltas, esteve de fora, mas depois, Stefel Vandoorne e Esteban Ocon conseguiram marcar tempos que o colocaram dentro da Q2.

E a acompanhar Hartley e Hulkenberg, os Williams de Lance Stroll e Serguei Sirotkin e o Sauber de Marcus Ericsson ficavam de fora.

Passados para a Q2, Lewis Hamilton decidiu ir para a frente, marcando 1.17,166, com softs. E Bottas melhorou, antes de Vettel ficar com 1.16,802, nos softs. E a mesma coisa com os Red Bull, embora tenham ficado em quinto e sexto na grelha, por agora.

A parte final não teve grande história. Na parte onde dói mais, Fernando Alonso e Carlos Sainz Jr conseguiram ficar no limite, às custas de Stoffel Vandoorne, Esteban Ocon Pierre Gasly, Charles Leclerc e Sergio Perez.

E nessa ultima parte, todos começaram a usar os super-softs para tentar fazer os melhores tempos possiveis. E na primeira leva, Ricciardo foi o primeiro a abrir as hostilidades, antes de Vettel melhorar e Hamilton "rebentou", fazendo 1.16,491. Algo do qual os Ferrari não conseguiram apanhá-lo, nem Valtteri Bottas.

A última parte começou com quase todos a andarem de pneus soft, com Ricciardo a melhor um pouco, mas nao o suficiente para sair de terceiro. Raikkonen fez melhor, mas Hamilton parecia ser o poleman, com 1,16,173. Bottas ficou um pouco atrás, mas faltava Vettel. Ele fez 1.16,305 e deu o monopólio da prime rira fila à Mercedes, com o inglês na frente. Verstappen ficava na frente de Ricciardo no duelo natual dos Red Bull.

Para Hamilton, foi a sua terceira pole seguida em Barcelona, e tudo parecia que amanhã poderia ser um passeio para os Flechas de Prata. Mas sabendo como andam os carros nesta temporada, é melhor não pensar com as coisas de forma antecipada...

sexta-feira, 11 de maio de 2018

A(s) Image(ns) do dia



Costuma-se mandar aquela piada do qual se fala "Tinhas apenas um trabalho. Um trabalho!" quando vês as asneiras que foram feitas, o tal detalhe que foi para o espaço, quando tudo deveria estar perfeito.

Vi isto na página do Facebook (não oficial) do Jenson Button. É óbvio que deve ter sido um catalão cujo conhecimento de inglês aldrabou para ver se entrava ali de borla. 

Os espanhóis, que fazem da dobragem profissão e arte, nunca ouviram um inglês a ouvir falar inglês, como nós em Portugal os ouvimos desde tenra idade. Aqui é "Baywatch" e não "Los Vigilantes de la Playa", como via quando assistia aos episódios nos verões que tive em Benidorm...

O resultado final? Olha... é aquilo que se chama de "spainglish": uma... arrozada de espanhol e inglês dos quais nem os espanhóis, nem os ingleses entendem. E têm a Europa toda aos montes nas suas praias, verão após verão...

quinta-feira, 10 de maio de 2018

E parece que vai chover em Barcelona!

A Formula 1 foi surpreendida em fevereiro quando nevou durante os testes de pré-temporada no circuito de Barcelona, criando um ambiente algo fora do vulgar no automobilismo. E poderá não ser único: segundo conta a meteorologia, as chances de chuva no fim de semana de Grande Prémio são muitas.

Se na sexta e sábado, as chances de chuva são escassas, as coisas no sábado à noite mudam bastante, com muita chuva durante a madrugada e de manhã. Mas à hora da corrida, e ao contrário do que se fala na noticia (fala-se de 75 por cento de chance) a chuva parará e a corrida poderá acontecer a seco, com temperaturas a rondar os vinte graus.

Vai ser interessanrte, e atá à hora da corrida, algumas coisas podem mudar, mas pelos vistos, este ainda vai ser uma corrida a seco. E não a nevar, como em fevereiro...

GP Memória: Espanha 1998

Com os McLaren a dominarem nas quatro primeiras corridas da temporada, com três vitórias em quatro possiveis, os carros prateados eram os claros favoritos quando o pelotão da Formula 1 chegou a Barcelona, palco do GP de Espanha. E claro, Michael Schumacher estava sempre à espreita, esperando por algum deslize dos carros de Woking para tentar alguma vantagem.

Havia essa esperança, mas no final da qualificação, ela dissipou-se: os McLaren dominavam, com Mika Hakkinen a ser melhor que David Coulthard, enquanto na segunda fila estavam Michael Schumacher e o surpreendente Benetton-Playfile de Giancarlo Fisichella, seguido pelo seu companheiro, Alexander Wurz. Eddie Irvine era o sexto, na frente do Sauber de Johnny Herbert, e a fechar a quarta fila estava o Jordan-Mugen-Honda de Damon Hill. E a fechar o "top ten" estavam o Stewart de Rubens Barrichello e o Williams de Jacques Villeneuve.

A corrida começava com Pedro Diniz a começar das boxes devido a problemas elétricos. Quando as luzes se apagaram, os McLaren arrancaram bem, mas Schumacher arrancou mal sendo passado por Irvine e Fisichella. O irlandês fez o possível para travar o italiano até que o alemão o passasse a ambos no primeiro reabastecimento.

Com Schumacher no terceiro posto, atrás dos McLarens, Irvine continuou à briga com Fisichella até à volta 28, quando o piloto da Benetton o tentou passar numa manobra mal sucedida. A colisão foi inevitável e ambos acabaram na gravilha. Wurz herdou o quarto posto e manteve-se até ao final da corrida, enquanto Ficichella teria de pagar uma multa de 7500 dólares por causa da sua colisão com Irvine.

Até ao final, Mika Hakkinen manteve a consistência, atrás de David Coulthard, e ambos fizeram dobradinha numa corrida sem grande história. Schumacher ficou com o lugar mais baixo do pódio, na frente de Alexander Wurz, de Rubens Barrichello, que dava os primeiros pontos do ano à Stewart e a fechar os pontos, a Jacques Villeneuve, no seu Williams- Mecachrome. 

sexta-feira, 4 de maio de 2018

GP Memória - Espanha 2003

Duas semanas depois de terem corrido em Imola, a Formula 1 chegava para a quinta prova do ano, que iria acontecer no autódromo de Barcelona, na Catalunha. A grande novidade desta prova era o facto de a Ferrari estrear o seu chassis, o F2003-GA, em tributo a Giovanni Agnelli, o dirigente da Fiat morto no incio do ano.

No final da qualificação, os Ferrari dominaram com o novo chassis. Michael Schumacher a ser melhor que Rubens Barrichello, enquanto na segunda fila estavam os Renault de Fernando Alonso e Jarno Trulli, com Jenson Button à frente de Olivier Panis na terceira fila. Ralf Schumacher era o sétimo, seguido do McLaren de David Coulthard, e a chegar o "top ten" estavam o segundo Williams-BMW de Juan Pablo Montoya e o Sauber-Petronas de Heinz-Harald Frentzen.

Kimi Raikkonen acabou por abortar a volta e iria largar do último lugar. 

A corrida começou debaixo de um sol primaveril com Schumacher a defender-se de Alonso, enquanto Barrichello ia à berma, mas mantendo o terceiro posto. Atrás, Couthard toca em Trulli e o italiano acaba na berma, mas a corrida é interrompida quando Raikkonen bateu fortemente na traseira do Jaguar de Antônio Pizzonia. Resultado final: Safety Car na pista.

A corrida recomeçou na volta seis, com Montoya a passar Button no final da reta da meta, mas a partir dali e até aos primeiros reabastecimentos, nada de especial acontece na corrida. Button é o primeiro a parar, na volta 14, enquanto Schumacher só parou na volta 21 depois de Alonso parar, quatro voltas antes. Na volta 20, Coulthard tenta ultrapassar Button, mas acaba na gravilha, fazendo com que os McLaren não acabem a corrida. E quem não tinha parado, aproveitou para fazê-lo, altura em que os Ferrari pararam nas boxes.

No regresso, Alonso era segundo, entre os Ferrari, mostrando que parar cedo compensou, apesar de Barrichelo ter tentado chegar-se a ele.

Na volta 34, Schumacher parou uma segunda vez antes de Alonso e Barrichello, tentando antecipar-se a ambos, caindo para atrás do seu irmão Ralf. Demorou tempo para se livrar do piloto da Williams, e quando o fez, Barrichello parava para reabastecer, deixando Alonso na frente. O espanhol só parou na volta 37, mantendo o segundo posto, ensanduichado entre os Ferrari, mas os Williams ainda não tinham parado. Ralf era segundo e atrasava Alonso, para Schumacher se afastar. Somente quando Ralf cometeu um erro e acabou na gravilha é que o espanhol ficou com o segundo posto.

Schumacher reabasteceu uma terceira e última vez na volta 49, dando de novo o comando a Alonso, que parou na volta seguinte, ao mesmo tempo que Barrichello.

Os três mantiveram as posições até ao final da prova, o que dava a Michael a sua segunda vitória do ano e a Alonso o seu primeiro pódio em casa, com o piloto brasileiro da Ferrari a ficar com o lugar mais baixo do pódio. Juan Pablo Montoya e Ralf Scghumacher ficaram com os lugares seguintes, nos seus Williams, seguido pelo Toyota de Christiano da Matta, que conseguia ali os seus primeiros pontos da sua carreira. E a fechar os lugares pontuáveis ficaram o Jaguar de Mark Webber e o Joedan de Ralph Firman, o seu único ponto na sua carreira.

terça-feira, 13 de março de 2018

Uma apreciação (de outros) sobre os testes de pré temporada (parte 2)

Na segunda parte das avaliações sobre as equipas de Formula 1 por parte do Will Buxton, fala-se aqui do resto do pelotão, onde de uma certa forma, refere-se acerca de alguma possivel surpresa e algumas desilusões que poderão existir ao longo da temporada. Baseado nos testes de Barcelona, parece que existirão marcas que poderão ter aproveitado a ocasião para dar um pulo de qualidade, e outras que poderão ser grandes candidatos ao fundo do pelotão, fazendo companhia à Sauber, por exemplo.

Haas: The surprise of testing. Rival drivers say it looks very, very good out on track and tyre corrected lap times put it less than half a second off the Ferrari mothership. If that plays out to be true, Haas could be in the hunt for P4 in championship and podiums.

Haas: A surpresa da sessão de testes. Pilotos rivais disseram que parece estar muito, mas muito bom na pista, e os tempos corrigidos os colocam a menos de meio segundo da Ferrari. Caso isso seja verdadeiro, a Haas poderá ser candidata ao quarto posto e mais alguns pódios.

Esta pode ser a verdadeira surpresa do campeonato. Romain Grosjean e Kevin Magnussen poderão ter pela frente uma excelente temporada para ambos, e isso seria o corolário de um crescimento sustentável desde que começaram, em 2016. Têm o mesmo motor que a casa-mãe e o chassis, basta fazer bem as coisas para poderem andar a par com os "big boys". Pódio (ou pódios) e uma chegada constante à Q3 poderá ser o que lhes reserva para 2018. E se a Haas poderá ser a surpresa, então, quem seria a desilusão?

Mas há mais. Toro Rosso, por exemplo.

Toro Rosso: Highest mileage in the disrupted first week. Just 4 PU used in testing and 3 of those in week 1. Honda is coming good as many predicted with STR a de facto factory team. Mix that to a James Key car, and they could be right in the mix at the top of the midfield fight.

Toro Rosso: A que andou mais ao longo da primeira semana. Apenas quatro UP [Unidades de Potência] usados nos testes, e tres desses na primeira semana. A Honda vem bem, com a STR como equipa de fábrica. Adiciona.se a isso o facto de ser um chassis de James Key, e poderão estar na luta pelo pelotão intermediário.

Que a Toro Rosso nem é uma má equipa, isso é verdade. Sendo "equipa B" da Red Bull, serve para experimentar pilotos novos e elementos novos, antes de se "promoverem" para a Red Bull. Como a troca de motores pela Honda foi um arranjo para evitar a saída da marca japonesa pela "porta do cavalo", tê-los por ali poderá servir para fazer as coisas sem pressas. E parece que este ano, a Honda acertou a mão, apesar de ser um ano de adaptação a uma nova equipa e a novo chassis. Brandan Hartley e Pierre Gasly vão aparecer constantemente nos pontos? Pode ser. E ainda poderá ter outro trunfo, agora que as equipas são obrigadas a usar apenas três motores por temporada... 

Force India (or whatever they’re going to be called): Car looked solid on track but unimpressive. Drivers didn’t seem overjoyed either. It’s basically a 2017 upgrade with both drivers saying they hoped a proper new car is online for Australia. Pips McLaren on reliability alone.

Force India (ou o que vão querer ser chamados): o carro parece ser sólido mas não impressiona. Os pilotos não parecem muito felizes. Basicamente é um "upgrade" de 2017, com os pilotos a dizerem que esperam um carro melhor na Austrália. Parece estar ao nível da McLaren em termos de fiabilidade.

A Force India conseguiu fazer muito com muito pouco. Tem um bom motor Mercedes, e o chassis conseguiu ser bom nas últimas duas temporadas. E o resultado é que a regularidade compensou: quarto lugar no Mundial de Construtores em 2016 e 2017. E verdade que Sérgio Perez e Esteban Ocon por vezes fizeram as faiscas voar em termos de relacionamento entre eles, mas no final contiveram-se e trabalharam para a equipa. Contudo, este ano as coisas poderão ser um pouco mais complicados para ambos, pois o chassis não impressiona, e este ano poderão ter a Haas e a Toro Rosso a morder-lhe os calcanhares. E não poderemos esquecer da Renault e McLaren. 

Logo... vai ser um lugar muito concorrido. E ter esse conjunto não é garantia de que haverá uma continuidade. 

Quanto a aquilo que o Will falou em cima, é por causa dos rumores de que poderá ser comprada pela Rich Energy, uma companhia de bebidas energéticas que foi fundada em 2015 e que pretende fazer negócio com Vijay Mallya por 200 milhões de libras, o que é uma soma impressionante, mas poderia ser uma forma de ele se aliviar dos problemas que têm na India - corre o risco de ser extraditado para lá devido à falência da Kingfisher Airlines, por exemplo. E o seu parceiro Subrat Roy Sahara também está preso, mas devido a uma fuga fiscal e dividas ao Estado indiano.

Williams: The car is reportedly an absolute dog to drive. It looks horrible on track, heavy, lazy and unresponsive. Can’t turn the tyres on. Drivers look brow beaten. It’s going to be a very hard season. Kubica, however, a breath of fresh air. Insight and experience could be key.

Williams: O carro parece ser horrível de guiar. Parece ser horrível na pista, pesado, lento e não responde na hora. Não consegue aquecer os pneus. Não consegue excitar os pilotos. Parece que vão a caminho de uma temporada muito dura. Kubica, contudo, é uma lufada de ar fresco. A sua experiência poderá ser a chave.

Não se pode chegar a conclusões por agora, mas parece que a diretoria da Williams poderá ter cometido alguns erros graves de julgamento. Não tanto na escolha de pilotos - Serguei Sirotkin poderá ser uma surpresa - mas porque Lance Stroll poderá não aguentar a pressão. É veloz mas parece não ser capaz de transmitir as suas impressões aos engenheiros. E a Williams cometeu um erro ao não colocar um veterano ao volante para fazer as coisas bem ao longo da temporada. E poderão penar, como penaram em 2011 e 2013, ambas temporadas onde tiveram um número baixo de pontos, maus chassis e pilotos horriveis como Pastor Maldonado, apenas porque lhes injetava 50 milhões de euros na equipa.

A Williams parece ter esse defeito. É antigo, vem dos tempos do titio Frank, e já mostrou que é um osso muito duro de roer. Mas 2018 vai ser o último ano da Martini, com 25 milhões injetados na equipa, e ter pilotos jovens pagantes pode ser o rumo certo para manter a equipa e pé, mas depois é prejudicado em termos de resultados. Kubica vai ter muitas horas como piloto de testes, é certo, mas o ideal para ele alinhar no maior número de treinos livres possível.  

Sauber: New engine made Marcus very happy. Wider power band and more play on the throttle. Brand new aero and suspension concepts taking time to understand however. As such, important to stay on track and Leclerc too many offs. Potential is there but big work to understand car.

Sauber: O novo motor fez um Marcus muito feliz. Mais poder debaixo do acelerador [é o trunfo]. Nova areodinâmica e suspensão vai levar tempo para [os pilotos] se adapratem. O importante é ficarem na pista e Leclerc saiu demasiadas vezes. O potencial está ali mas há muito trabalho pela frente.

Há expectativas pela Sauber, agora que terão motor da Ferrari de fábrica e patrocínio da Alfa Romeo. Poderá ser uma injeção importante na equipa - não necessáriamente em termos de dinheiro, pois a Ferrari tem uma parceria longa com a equipa fundada por Peter Sauber - mas não existem grandes expectativas em relação à sua posição no pelotão. Vai ser complicado pontuar e escapar ao fundo da grelha, e ainda por cima, há pilotos como Charles Leclerc, que vai ter de se adaptar a uma competição como é a Formula 1.

The end: Anyway, that’s my take on it. Ultimately we won’t know for sure until we get to Australia and even then the frequency of upgrades means that the competitive order is likely to fluctuate from weekend to weekend. Overall I’m really excited about the season. You should be too.

No final: De qualquer forma, é a minha visão das coisas. De uma certa maneira, não temos a certeza até chegarmos à Austrália, nem sabemos qual será a quantidade de melhoramentos necessários mara mantewr a competividade, que poderá ser de semana a semana. De um modo geral, estou excitado pela nova temporada, e você deveria estar também.

Sobre a temporada, ele acha que existem motivos de interesse. Quero acreditar nisso, quero acreditar que teremos uma luta a três até ao fim, mas tenho de pensar que a Mercedes tem o "upper hand", ou seja, é o favorito ao título. Como disse ontem, acredito mais num Hamilton penta do que no Vettel, porque o carro poderá não ser aquilo que se pensa, porque as coisas parecem flutuar de ano para ano.

Mas apenas em Melbourne é que veremos a relação de forças. E mais algumas corridas para ver qual será a tendência. E vamos a ver se haverá razões de interesse.

segunda-feira, 12 de março de 2018

Uma apreciação (de outros) sobre os testes de pré-temporada (parte 1)

Falta menos de duas semanas para o inicio do Mundial de Formula 1, e apesar do dia de neve que existiu na Catalunha, que forçou os pilotos e equipas a paragens forçadas, conseguiu-se fazer uma rodagem bem razoável dos chassis e dos motores para ver até que pontos eles estão em termos de "ranking" no campeonato. Houve equipas que conseguiram fazer mais de 110 voltas por dia, conseguiram-se ver os defeitos de alguns chassis e o que se poderia fazer para corrigi-los antes da primeira prova do ano, em Melbourne.

Confesso que não gosto de ver estes testes, e as conclusões nem sempre são aquelas que depois se vêm na pista. Já vi episódios no passado - e contados aqui ao longo da longa história deste blog - de que equipas decidiram falsificar os resultados para dar falsas esperanças aos fãs. O caso da Ferrari, em 1992, que fez um chassis horrível e falsificou os resultados nos testes é o mais inesquecível, para mim.

Mas houve quem fizesse as suas análises destes testes e disse as suas sentenças. E de uma certa forma, não anda muito longe da hierarquia de 2017. Não existirão rupturas - creio que nem existirão até ao final da década, quando voltarem a mexer nos regulamentos - mas poderão haver algumas surpresas agradáveis, especialmente o Toro Rosso-Honda, ou o chassis da Red Bull para este ano.

Na sexta-feira, o Will Buxton, analista inglês, fez um resumo interessante sobre todas as marcas e "sentenciou-as" desta forma. Eu coloco as respostas originais e as devidas traduções, e também coloco os meus pensamentos. Acho que vai ser o seu quê de divertido. E nesta primeira parte, vou colocar aqui as análises de Mercedes, Ferrari, Red Bull, Renault e McLaren.

Mercedes: Fast and bulletproof. Costa told me she isn’t a diva this year but might be a princess. Lewis said he doesn’t know her well enough to say. Bolted on track, reliable and we’ve not even seen it on hypers yet. Could be brutally quick and hard to beat.

"Mercedes: Veloz e à prova de bala. Costa [Aldo Costa] disse que não era uma diva, mas pode ser uma princesa. Lewis disse que não conhecia o suficiente para ter uma opinião. Veloz na pista, fiável e ainda não a vimos no seu limite. Pode ser veloz e dificil de bater"

Isso para mim poderá ser um alerta. Um de que este poderá ser um carro imbatível, se em Brackley puxarem-no até ao limite. Poderá ser o carro do penta para Lewis Hamilton, e poderá ser o dominador de anos como em 2015 e 2016, por exemplo. O risco de termos uma temporada modorrenta, com um chassis a vencer tudo, poderá fazer de todas estas expectativas serem como a neve na primavera: derrete-se com a realidade. E não sei se é isso que desejam os fãs: mais uma temporada onde os únicos que lutarão pelo título sejam Hamilton e Valtteri Bottas. Ou então, que o Lewis espere por Suzuka para ser campeão, como aconteceu ao Sebastien Vettel em 2012.

Red Bull: Probably the best launch car for them in at least the last three years. Looks amazing through fast change of direction and is really good on its nose. PU only potential hold back but that will affect most in quali. Racing from 2nd row it may have the legs to match Merc.

Red Bull: Provavelmente o melhor chassis que fizeram nos últimos três anos. Parece ter sido bem nascido e [mostrou ser] muito bom em pista. UP [Unidade de Potência] poderá ser o único problema mas não afeterá muito na qualificação. Se partir da segunda fila, poderá ter tudo para para andar ao nível da Mercedes.

Ouvi muito disso ao longo dos testes: que a Red Bull - e a Ferrari - poderiam ser mais duráveis nos "stints" longos, se acertarem nos pneus disponíveis. Um pouco como aconteceu com a Ferrari em 2017, especialmente no famoso GP da Austrália e de como Vettel bateu Hamilton nas trocas de pneus (e o famoso gesto do Toto Wolff nas boxes). Caso isso seja verdade, o potêncial de uma luta a seis pelo título existe, e se as coisas andarem nivelados a três, poderá ser uma oportuniade de ouro para Max Verstappen atacar um título mundial. Aos vinte anos de idade, já repararam nisso?

Veremos. Prefiro ver tudo isso a confirmar - ou não - na pista. 

Ferrari: Headline times are all well and good but neither Seb nor Kimi seemed overly effusive in their hope for the year. Longer wheelbase mixed with high take may cause aero headaches. Still question marks over race pace. Few think it on the same level as the Merc or Red Bull.

Ferrari: A tabela de tempos pode ter sido boa, mas na verdade, nem Seb [Vettel] nem Kimi [Raikkonen] se mostraram efusivos em relação à temporada que aí vêm. Uma distância entre eixos maior, misturado com uma alta entrada de ar pode causar dores de cabeça em termos aerodinâmicos. Há pontos de interrogação em relação ao ritmo de corrida. Poucos acreditam que esteja ao mesmo nível da Mercedes e da Red Bull. 

A Ferrari andou muito bem em 2017 a apenas os desastres de Singapura e Suzuka é que a balança desiquilibrou a favor da Mercedes. Vettel teria merecido o penta tanto quanto Hamiltom mereceu o tetra. Parte-se do principio de que o novo chassis poderia partir do que tinha feito a partir dali e resolvesse os problemas pendentes. Mas parece que o novo chassis pode nem ter resolvido esses problemas, como pode ter criado novos problemas. Não se pode dizer que "vão de cavalo para burro", mas numa luta a três, eles poderão ficar com a medalha de bronze. Mas como já disse, há muita coisa escondida, e a Scuderia passou o tempo todo a esconder-se à vista de toda a gente...

Renault: Looked really stable trackside and for the most part ran reliably throughout testing. Some big upgrades already in the mix (front wing trialled on final days). Big push from team this year. Have to make leaps forward in aero as PU still comparatively weak.

Renault: Parecia realmente estável na pista e andou eficazmente durante os restes. Existem algumas alterações a caminho (testaram uma asa nova nos últimos dias). Um grande salto esta temporada. Tem de dar alguns saltos em termos aerodinâmicos porque a UP ainda é relativamente fraca.

A Renault poderá ser a potencial quinta classificada no campeonato de construtores (sobre o potencial quarto classificado, deixo isso para amanhã), mas o salto para Nico Hulkenberg e Carlos Sainz Jr. para pódios e outras classificações meritórias vai ser mais em termos aerodinâmicos do que própriamente no motor. É nesse campo que a Red Bull aposta tudo, e é por isso que vencem, porque em termos de potência, são modestos, comparados com Ferrari e Mercedes. Caso tivessem um motor tão bom como as duas equipas que acabei de referir, certamente estariam na luta e provavelmente Daniel Riccardo e Max Verstappen seriam sérios candidatos ao título. Mas não são.

Contudo, mostraram que pretendem evoluir. E se forem bem sucedidos, poderão atacar o quarto lugar.

McLaren: Wretched testing. Whether small issues creating big delays of big issues hidden as small you can’t get back lost time. And when car was running, pitstops a shambles. Headline quick laps on hypers fooling nobody. Boullier was short and clipped in interviews. He’s worried.

McLaren: Uma sessão de testes muito má. Pequenos problemas causaram grandes atrasos e grandes problemas escondidos como pequenas questões. E quando o carro esteve a andar, as paragens de pneus foram uma comédia. Voltas velozes em hipermoles não conseguiram convencer ninguém. [Eric] Boullier deu respostas curtas nas entrevistas. Está muito preocupado.

Parece que a McLaren sai de pesadelo em pesadelo. Os tempos da Honda foram horríveis e pensava-se que na Renault, um motor mais fiável poderia ajudar a marca de Woking fazer um bom chassis para os colocar na frente, aliado à capacidade de pilotagem de Fernando Alonso. Contudo, e daquilo que se viu do MCL33, houve vários problemas no chassis que fizeram com que os testes não corressem de modo suave como queriam. E as constantes paragens não ajudaram nada em saber até que ponto eles estão em termos de concorrência, só adensou o mistério. 

Resta saber até que ponto eles aguentam outra má temporada. E onde ficarão em termos de construtores. A ideia é ficar no quarto ou quinto lugar, mas por aquilo que se viu, a possibilidade de serem sétimos é mais uma realidade do que uma fantasia. E pódios, só com algum "bodo aos pobres" nos da frente, ou um dia bem inspirado por parte de Fernando Alonso ou Stoffel Vandoorne.

Amanhã falo mais sobre as restantes equipas do pelotão. E quem é o potencial candidato ao quarto lugar dos Construtores, e algumas coisas mais.