A terceira corrida do fim de semana da Formula 4 espanhola aconteceu neste domingo em Jarama, e como é habutual, foi atribulada, com algumas colisões e entradas constantes do Safety Car. Mesmo assim, com cinco pilotos a lutarem pelo comando do campeonato, foi uma corrida que valeu a pena ser vista, devido às constantes lutas por posição.
segunda-feira, 24 de agosto de 2026
domingo, 23 de agosto de 2026
Youtube Motorsport Video: A segunda corrida da Formula 4 Spain em Jarama
Depois da primeira corrida do fim de semana de Jarama da Formula 4, ganha pelo neerlandês Kasper Schormans, com Noah Monteiro a sofrer um toque na primeira volta, que danificou a sua asa frontal e acabou ali a sua corrida, agora na manhã deste domingo, aconteceram a segunda e terceira corrida desta ronda, e vai-se ver até que ponto estas corridas, que são sempre bem disputadas e cheias de incidentes, poderão mexer na classificação do campeonato.
Agora deixo aqui a segunda corrida, que aconteceu às 11 da manhã deste domingo. Mais tarde no dia, acontecerá a terceira corrida, do qual será colocado aqui o seu video.
sábado, 22 de agosto de 2026
Youtube Motorsport Video: A primeira corrida da Formula 4 Spain em Jarama
Neste fim de semana, a meio do verão, teremos a quarta ronda da Formula 4 espanhola, onde à entrada desta ronda, temos o português Noah Monteiro a liderar o campeonato com cem pontos, a bordo do seu carro da Griffin Core. A concorrência é imensa - é, a par da competição italiana e da Europa Central, a mais competitiva dos diversos campeonatos de Formula 4 espalhados pelo mundo.
E a grande questão nesta jornada tripla de Jarama, onde correram aqui na primavera, na Winter Series, é saber se o filho de Tiago Monteiro irá alargar a sua liderança ou se algum dos seus rivais, nomeadamente o polaco Boris Lyzen, o neerlandês Rocco Coronel, ou o britânico Nathan Tye - e estes são alguns nomes, pois outros poderão aparecer - poderão sair melhor que ele, para ficar com a liderança do campeonato.
E tudo num fim de semana onde se falou do que poderá ser o passo seguinte para o piloto de 16 anos: a Eurocup-3, ou a FRECA, ambas competições de Formula 3. A primeira seria um "upgrading" desta Formula 4, porque é organizada pelos mesmos que estão por trás da Formula 4 espanhola, e poderia ficar com a mesma equipa.
Veremos como será. Mas por agora, deixo aqui o video da primeira corrida da ronda de Jarama.
quinta-feira, 16 de julho de 2026
Youtube Formula 1 Video: As primeiras voltas no Madring
A mais nova pista automobilística de Espanha, o Madring, só acontecerá em setembro, mas a Ferrari aproveitou uma oportunidade para gastar alguns dos 300 quilómetros que tem disponíveis para publicidade no sentido de levar Lewis Hamilton e Charles Leclerc para uma pista em acabamentos e dar as primeiras voltas.
Pelos vistos, parece ser interessante, especialmente aquela curva em "relevé", que faz lembrar a que foi construída em Zandvoort. Este video é essencialmente, "onborads" tiradas quer nos carros de Charles Leclerc e de Lewis Hamilton.
terça-feira, 7 de julho de 2026
WRC: Teo Martin vai adquirir dois Toyotas para 2027
Contudo, apesar deste interesse, o próprio Martin não deixa de criticar o rumo que a FIA está a dar a estes novos regulamentos, chegando a classificá-los como "uma trapalhada", deixando um alerta de que as novas regras estão a levantar fortes dúvidas em relação à viabilidade competitiva e, sobretudo, financeira para as equipas privadas, defendendo que a Federação Internacional deveria ter optado por uma evolução diferente das viaturas para conter os custos.
A Teo Martin é uma equipa com fortes ligações à Toyota, e há muito que é o braço operacional oficial da Toyota España / Toyota Gazoo Racing Spain. Atualmente, estão a competir no WRC-2 com Alejandro Cachón, num Yaris Rally2, depois de terem ganho o campeonato de Espanha em 2024.
O regulamento WRC27 está criado pela FIA e os construtores de forma a facilitar o acesso dos privados aos Rally1, mas neste momento só a Toyota se comprometeu em construir um carro segundo esse regulamento. Mas a própria marca ainda sequer decidiu com que carroçaria irá utilizar.
domingo, 21 de junho de 2026
As imagens do dia (II)
Hoje em dia, as pessoas acham épico que Gilles Villeneuve tenha aguentado quatro carros atrás de si, especialmente Jacques Laffite, que carregou fortemente nas voltas finais, a bordo do seu Ligier-Matra. O fato de ter Laffite, John Watson, no seu McLaren, Carlos Reutemann, no seu Williams, e Elio de Angelis, no seu Lotus, atrás de si, a menos de um segundo e meio, naquela que é uma das chegadas mais curtas da história da Formula 1, é, de facto, um feito para o piloto canadiano, no seu Ferrari.
Contudo, na altura, poucos aplaudiram o seu feito. Ao contrário: ele foi criticado. “Aquela horrorosa Ferrari esteve sempre no nosso caminho. Nas últimas 15 voltas bloqueou-nos. Ridículo.”, disse John Watson, poucos minutos depois da corrida.
“Aquela Ferrari era péssima, mas Gilles, apesar de toda a pressão dos outros, jamais cometeu um erro”, afirmou Gordon Murray, admitindo os méritos de Villeneuve.
E claro, o próprio piloto respondeu às criticas: “Não percebi porque não me passaram. Nas primeiras 65 voltas andei no limite. Mais: três deles partiram à minha frente.”
Mas claro, o feito dele começou bem antes, na partida. Sétimo na grelha, Num domingo de calor, na Meseta espanhola, o piloto da Ferrari partiu muito bem e no final da reta era terceiro, apenas atrás dos Williams de Carlos Reutemann e de Alan Jones. Uma volta mais tarde, passa o argentino, mas é apenas quando Jones se despista, na volta 14, é que consegue ficar com o comando, que não o largará até ao final.
Claro, há outros méritos neste seu feito: pista sinuosa e estreita, e a potência do seu Ferrari, já com motor Turbo, que permite acelerar forte nas retas, e aguentar nas curvas, manobrando de forma a que os seus rivais não o passassem. E claro, a sua agressividade defensiva ajuda muito.
E claro, como o próprio Gordon Murray disse, ele não cometeu qualquer erro. E isso também conta. Três semanas depois da sua vitória em Monte Carlo, Gilles fazia da sua fraca Ferrari forte, e dava mais uma alegria aos "tiffosi", lembrando glórias passadas e sonhando com futuras.
Formula 4 Espanha: Monteiro novamente no pódio em Aragon
O sérvio Andrej Petrovic venceu a terceira corrida do fim de semana de Aragon da Formula 4 Spain, numa corrida marcada por muitos incidentes, várias amostragens das bandeiras amarelas e entradas do Safety Car. Noah Monteiro ficou em segundo, em mais uma corrida de recuperação do oitavo lugar da grelha, evitando os incidentes que outros se envolviam, incluindo alguns dos seus concorrentes na luta pelo título.
Na largada, Petrovic defendeu bem a liderança face à pressão de Kasper Schormans, enquanto Noah Monteiro aproveitou a confusão na parte de trás do "top 10" para ganhar imediatamente uma posição, instalando-se no sétimo lugar. O destino de Schormans viria a ser selado cedo: tocado pelo americano Vivek Kanthan, o neerlandês caiu para a 17.ª posição, vendo a sua corrida ficar comprometida antes de a disputa verdadeiramente se iniciar. Monteiro capitalizou a desordem e subiu ao quarto posto com os olhos postos no pódio.
Com a corrida a ganhar forma, Petrovic foi abrindo caminho em relação ao grupo perseguidor, enquanto o espanhol Nacho Tuñón pressionava pela segunda posição, seguido pelo britânico Nathan Tye. Monteiro pressionava ambos, e passou o britânico na volta seis, ascendendo ao segundo lugar. Mas a manobra foi no limite do regulamento e ele teve de ceder de posição, caído para quarto, porque Tye aproveitou para o passar. Monteiro voltou ao ataque e duas voltas depois, passou os dois, um a um, e de acordo com os regulamentos.
O Safety Car foi chamado a dez minutos do fim para tirar um carro em pista, neutralizando as distâncias e juntando o pelotão. A corrida recomeçou pouco depois, com Petrovic a resistir à pressão de Tye enquanto Monteiro se mantinha colado ao grupo da frente. Mas quase a seguir, Kanthan e Rocco Coronel colidiram, com o americano a ficar sem asa traseira, e Coronel a ter um furo, que causou depois um despiste, ficando parado numa posição perigosa. Nova entrada do Safety Car, que saiu na última volta, mas por essa altura, as posições estavam cristalizadas: Petrovic, Monteiro, Tye, Tuñon e o sueco Elliot Kaczynski.
Com isto, Monteiro consegue o seu quinto pódio da temporada e solidifica o terceiro lugar do campeonato espanhol de Formula 4. A próxima jornada tripla será em agosto, em Jarama.
sábado, 20 de junho de 2026
Youtube Racing Video: As duas primeiras corridas da Formula 4 Spain em Aragon
Duas semanas depois de terem corrido em Portimão, a Formula 4 Spain volta a correr no fim de semana, com mais uma ronda tripla na pista de Motoland Aragon. Neste sábado foam duas corridas, uma delas "Sprint", com 22 minutos de duração.
Com o neerlandês Rocco Coronel na frente do campeonato, mas com o polaco Borys Lyzen não muito atrás, a grande incógnita para este final de semana é saber quem é que se safará melhor nestas corridas, e como é que o português Noah Monteiro poderá aproveitar da melhor maneira para se aproximar dos pilotos da frente.
Aqui estão os videos das duas corridas deste sábado.
Formula 4 Espanha: Tuñon e Tye venceram as corridas de sábado em Aragon, Noah Monteiro nos pontos
Duas semanas depois de terem estado em Portimão, a Formula 4 espanhola iria ter mais uma jornada tripla, em terras espanholas, com o neerlandês Rocco Coronel na frente do campeonato.
Com Nathan Tye a largar da pole-position, e Noah Monteiro em 14º depois de algumas dificuldades em conseguir fazer uma volta, a corrida começou com Tye a reagir bem, conseguindo defender a liderança na travagem para a primeira curva, e de imediato, começou a abrir uma margem confortável sobre Tuñón, Kaczynski e Lyzen. Monteiro arrancou igualmente forte, ganhou logo uma posição nos metros iniciais e entrou no top 10 ainda durante a primeira volta, capitalizando bem o típico caos das voltas de abertura.
Na segunda volta surgiu o primeiro grande incidente, envolvendo o português Max Radek, o dinamarquês Dean Pedersen e o belga Beau Lowette, que levou à primeira entrada do Safety Car. Quando tudo voltou ao normal, Tye, que tinha visto a sua vantagem anulada, ficou imediatamente sob pressão de Tuñón e Kaczynski, com o espanhol a aproveitar melhor o recomeço para atacar o primeiro posto. Ainda antes de o pelotão encontrar plenamente o seu ritmo de corrida, o piloto espanhol conseguiu mesmo passar para a frente, assumindo a liderança pouco antes de um novo período de Safety Car, provocado por mais uma saída de pista que voltou a neutralizar a prova.
No meio disto tudo, Noah Monteiro já surgia em oitavo, consolidando a sua recuperação, e no recomeço, Tuñón manteve a liderança, com o "top 3" inalterado. Tye, em segundo, controlava Kaczynski, enquanto Noah Monteiro voltou a ser protagonista, subindo para sétimo, mas um novo incidente levou a direção de corrida a chamar outra vez o Safety Car, adiando qualquer definição até aos instantes finais.
Depois de alguns minutos atrás dele, houve tempo para uma volta final, com Tuñón na frente, seguido por Tye e Petrovic que, entretanto, subira a terceiro, relegando Lyzen para quarto e colocando Kasper Schormans em quinto. Nas últimas curvas, um contacto entre pilotos do grupo da frente baralhou contas e abriu espaço para que Noah Monteiro chegasse a quinto, que depois, na classificação final, iria ser quarto devido a penalizações.
Na segunda corrida, mais curta, Nathan Tye iria largar da pole, com Tuñon a seu lado, enquanto Monteiro iria partir da 12º posição, logo, iria ter uma corrida de recuperação pela frente, com menos tempo para chegar aos pontos. Na largada, se Tye manteve-se na frente, um pouco atrás, Vivek Kanthan ficou parado na grelha, felizmente sem ser atingido por nenhum carro. Poucos metros depois, outro incidente
Entrada do Safety Car para poder tirar os carro dos lugar onde ficaram parados, e pouco depois, a corrida recomeçou com Tye na frente, seguido por Tuñon e Kasper Schormans, enquanto Noah Monteiro já tinha recuperado para nono, entrando nos pontos. A corrida, a partir de então, estabilizou, pelo menos entre os da frente, enquanto Monteiro continuava a ganhar lugar atrás de lugar.
A dez minutos do final, Andrej Petrovic começava a envolver-se na luta pelo pódio e subia ao terceiro posto, com Tuñon a cair para fora do top 3, perdendo o lugar pouco depois para Boris Lyzen. Na parte final, o piloto sérvio teve um lapso e caiu para sexto, que foi aproveitado por Monteiro para subir para quinto, a mesma posição na corrida um. E como na corrida anterior, ele iria subir mais um lugar devidso a penalizações entre os da frente.
Com a bandeira de xadrez, Tye, apesar da pressão de Schormans e Tuñon, manteve o comando a tornou-se no segundo vencedor deste sábado.
Amanhã, domingo, será a terceira corrida do fim de semana de Aragon.
sábado, 13 de junho de 2026
Formula 1 2026 - Ronda 7, Catalunha (Qualificação)
Mas apesar de terem apenas alguns dias entre duas corridas, o pelotão esteve bem agitado, especialmente porque andaram alguns dias a discutirem as penalizações e - incrivelmente, mas real - uma penalização foi revertida, e teve a ver com um pódio: a Alpine recorreu da penalização de dez segundos, que lhes tirou um pódio certo, por causa de um erro na medição. Eles provaram isso, e no final, a FIA não teve outra chance senão devolver o terceiro posto para Pierre Gasly. Enfim, acabou tudo em francês...
E outra curiosidade: como será o Charles Leclerc com o mesmo tipo de travões de Lewis Hamilton?
Num ano onde a Espanha volta a ter duas corridas no seu território, quase década e meia - a última vez foi em 2012, quando Valencia acolheu o GP da Europa - e com Madriring ainda a em construção - é só daqui a três meses - a Formula 1 chega em fim de semana de Le Mans (eles não respeitam as outras categorias...) e em plena canícula. Mais de 30ºC na hora da qualificação.
A ação em pista arrancou num ritmo tranquilo. Demorou até marcar um tempo, até que a Alpine e a Ferrari de Charles Leclerc foram para a pista. Pouco depois, Max Verstappen conseguiu o melhor tempo provisório, antes de ser eclipsado por um fulgurante Charles Leclerc, no seu Ferrari, e logo a seguir, pelas Flechas de Prata. George Russell foi melhor que Kimi Antonelli, saltando para a liderança provisória. Mas pouco depois, um Lewis Hamilton em grande forma rouba-lhe o melhor tempo da sessão, com 1.15,625.
À entrada para os minutos finais, formou-se uma fila cerrada no pitlane, mas era para os aflitos: Alex Albon, Nico Hylkenberg e Esteban Ocon tentaram a sua sorte. Todos melhoraram, mas no final, por exemplo, Albon e Ocon acabaram por ficar para trás, fazendo companhia aos Aston Martin - Lance Stroll melhor que Fernando Alonso - aos Cadillac, com Sérgio Perez a ficar com o 19º melhor tempo, melhor que o seu companheiro, Valtteri Bottas
A parte final não teve história, com Nico Hulkenberg a fazer um tempo para entrar na Q3, com o resto a tentar entrar, como Arvid Lindblad, no seu Racing Bulls, ou Gabriel Bortoleto, companheiro de equipa de Hulkenberg na Audi, mas eles não conseguiram, e ficaram de fora da Q3, a fazer companhia aos Alpines de Franco Colapinto e Pierre Gasly, o Haas de Oliver Bearman, o Williams de Carlos Sainz Jr.
E agora, era a hora da Q3.
A qualificação começava com uma bandeira vermelha, quando a oito minutos do fim, e começava-se a tentar marcar os primeiros tempos, quando Charles Leclerc despistava-se na Curva 4, batendo contra o muro de proteção. O piloto monegasco não marcava tempo, e iria ficar com o décimo tempo. Demorou algum tempo até que os comissários tirarem o Ferrari do lugar, descobrindo-se depois que o despiste se deveu a uma falha eletrónica.
No regresso, os primeiros a marcar um tempo foi os McLaren de Oscar Piastri, que marcava 1,15,176, antes de Andrea Kimi Antonelli marcar 1.15,414, e ficar com o terceiro melhor tempo. Imediatamente a seguir veio George Russell, que marcou 1.15,145 e ficou com o topo da tabela de tempos. Hamilton conseguiu apenas o sexto melhor tempo, nesta primeira passagem.
Na parte final, no minuto final, os pilotos foram para a pista e marca aquela que tinha de ser o seu tempo definitivo. E os Mercedes estavam bem melhor que o resto do pelotão: Antonelli baixou do 1.15, com 1.14,998, mas Russell vinha bem melhor, e conseguiu 1.14,679, e ficou com a pole definitiva. Mas os Flechas de Prata não iriam monopolizar a primeira fila porque pouco depois, Lewis Hamilton conseguiu o segundo melhor tempo, com 1.14,743, enfiando-se entre os dois Mercedes. Quem diria? O velho burro ainda consegue sacar uns truques da cartola.
Agora, é a altura da corrida, neste domingo. Normalmente, tem fama de aborrecido, mas com este calor, nunca se sabe...
sábado, 6 de junho de 2026
Youtube Motrorsport Video: As duas primeiras corridas da Formula 4 em Portimão
A Formula 4 espanhola está de regresso, dois meses depois do seu começo, com a jornada tripla de Portimão, a segunda do campeonato. Com uma grelha bem preenchida, com 36 carros, resta saber se ali haverá mais algum piloto que se destaque, para além de gente como Nathan Tye, Rocco Coronel ou Noah Monteiro, que ainda por cima, "joga" em casa.
Aqui coloco as duas corridas deste sábado, a primeira, de 30 minutos, e a segunda, mais curta, e ambas na versão inglesa - também há a versão espanhola - para poderem assistir a partir do canal da Formula 4 espanhola do Youtube.
sexta-feira, 5 de junho de 2026
Noticias: Monteiro quer fazer um brilharete em casa
Dois meses depois da ronda tripla de Valência, a Formula 4 Espanha está de regresso, com a ronda tripla de Portimão, e para Noah Monteiro, que atualmente é o segundo classificado do campeonato, depois de três pódios na ronda anterior, correr em "casa" é especial, do qual pretende sair com vitórias e o comando do campeonato.
Apesar de isso não ser uma tarefa fácil, por causa da enorme concorrência, o piloto de 16 anos está confiante na tarefa.
terça-feira, 2 de junho de 2026
As imagens do dia (II)
Depois de ter feito o terceiro melhor tempo nos treinos, a chuva contínua no inicio da corrida resultou... em problemas de embraiagem. Por causa disso, perdeu posições - era oitavo na primeira curva - ... e causou estragos em outros carros. O melhor exemplo fora Giancarlo Fisichella, que batera na reta principal contra o Ligier de Olivier Panis, o vencedor do Mónaco, o McLaren de David Coulthard... e o seu companheiro de equipa, o português Pedro Lamy. Por causa disso, ao fim de duas voltas, sete carros estavam de fora da corrida.
Mas o alemão manteve-se na pista, e começou a recuperar posições. Aos poucos recuperou ritmo e na volta oito, era terceiro, atrás de Alesi e Villeneuve, e a assediar o francês da benetton. Demorou 12 voltas para apanhar Jacques Villeneuve, que liderava à chuva, enquanto Damon Hill acumulava erros atrás de erros, antes de acabar no muro das boxes, vítima de despiste, na volta 12, quando já estava fora dos pontos.
Foi precisamente nessa altura que, Schumacher, com os seus problemas na embraiagem aparentemente controladas, passou Villeneuve e a partir dali, distanciou-se do canadiano e do resto do pelotão. Aliás, na volta anterior ao seu primeiro reabastecimento, era quatro segundos mais rápido que Villeneuve! Logo, quando voltou à pista, manteve o comando da corrida.
E distanciou-se, distanciou-se, distanciou-se... no final da volta 56, a sua vantagem era de quase um minuto para Jean Alesi, o segundo classificado, numa altura em que os sobreviventes estavam reduzidos a... seis. O último a desistir tinha sido Jos Verstappen, no seu Arrows, deixando Pedro Diniz no último lugar pontuável. No final, Schumacher levantou o pé, mas tinha mostrado ao mundo o que ele nunca tinha deixado de ser, apesar do carro que tinha naquele momento: ein Regenmeister, um rei da chuva, Um grande piloto em circunstâncias excepcionais, que tinha dado a volta aos problemas, encarou o mau tempo e acabou no lugar mais alto do pódio. Só os grandes pilotos fazem isso, e hoje em dia, com a Formula 1 cada vez mais a ser estrita nos procedimentos à chuva, arriscamos a não ver mais disto.
terça-feira, 19 de maio de 2026
Youtube Formula 1 Video: Carlos Sainz Jr faz as suas primeiras voltas ao Madring
A segunda corrida em Espanha será em setembro, mas já há uma camada de asfalto na pista, logo, o pessoal da Formula 1 convidou Carlos Sainz Jr para poder dar umas voltas na pista para ficar com umas ideias do que poderá encarar daqui a cerca de quatro meses. Ainda por cima, é uma pista na sua cidade natal, Madrid.
quarta-feira, 29 de abril de 2026
As imagens do dia
Há 25 anos, a Formula 1 corria em Barcelona, e se houve um momento para definir um campeonato como aquele de 2001, e se calhar uma época, foi o que aconteceu na última volta desse Grande Prémio de Espanha. Nessa altura, Mika Hakkinen ia a caminho da vitória, depois de três corridas frustrantes onde tinha conseguido apenas quatro pontos, enquanto o seu rival, Michael Schumacher, liderava o campeonato com 26 pontos.
Ele tinha até mais de meio minuto de vantagem sobre Schumacher - 42 segundos, para ser mais exato - nessa altura. Não ia apanhar o alemão, mas esses dez pontos dariam muito jeito, num campeonato onde parecia que o piloto da Ferrari iria ganhar um novo título. E claro, mais uma vitória no palmarés... quem não gostaria?
Contudo, na pior altura possível, o carro falhou. Primeiro, a sua embraiagem começou a falhar na curva Campsa, ainda a volta ia a meio, o que fez o carro abrandar. Depois, na curva sete, o carro parou. Tinha um problema hidráulico, com alguns pedaços a saírem do seu McLaren, e com o seu problema a dar precisamente naquela altura, ele encostava o carro, e via impotente Michael Schumacher a conseguir a sua terceira vitória em cinco corridas, aumentando a sua liderança para 36 pontos.
Sim, o automobilismo pode ser cruel. Muitos afirmam que foi por isto que ele abandonou a Formula 1 - o tal "ano sabático" que se prolongou de forma indefinida. Contudo, o que poucos sabem é que Hakkinen passava por tempos complicados. E a chance de nem sequer participar nesse mundial de 2001 esteve em cima da mesa.
Depois do seu segundo título mundial, Hakkinen encarou o ano 2000 como aquele em que iria dar tudo para ser tricampeão. Três títulos seguidos, na altura, teria sido inédito desde os tempos de Juan Manuel Fangio, que conseguira entre 1954 e 1957, com quatro consecutivos. Contudo, na sua família, a sua mulher Erja estava grávida daquele que viria a ser o seu filho, Hugo. E apesar de ter acabado bem, a sua gravidez foi de muito risco, que preocupou imenso o piloto. Depois dos acontecimentos, decidiu que as prioridades estavam noutro lado e prometeu a ele mesmo que, caso ganhasse esse terceiro título seguido na McLaren, iria abandonar, com efeito imediato, a Formula 1.
Contudo, sem conseguir esse título, Mika foi para a temporada 2001 mais com vontade de cumprir o contrato do que tentar o terceiro título mundial. O seu mau começo fazia com que David Coulthard ficasse com uma chance de alcançar o campeonato, mas Mika, em Espanha, poderia ter a chance de, com aquela vitória, ganhar um impulso para o resto da temporada. O que deu ali, na realidade, foi um motivo para dizer que já tinha mostrado tudo o que tinha a mostrar, e umas férias - ou um ano sabático - não lhe fariam mal.
quinta-feira, 23 de abril de 2026
WRC: RMC Motorsport apresentou o seu projeto para o WRC27
Na apresentação, Malcom Wilson afirmou que o projeto é um sinal do futuro dos ralis, mostrando-se entusiasmado pelo apoio de um membro da FIA a esta iniciativa, afirmando que é um sinal do futuro.
“O projeto liderado pela RFEDA e pela RMC Motorsport é mais um sinal encorajador para o futuro do Campeonato Mundial de Ralis da FIA”, começou por afirmar. “O que torna este projeto particularmente notável é o facto de ser apoiado por um clube membro da FIA, uma novidade para o campeonato, e um sinal claro da confiança que as federações têm no rumo que o WRC está a tomar.”, concluiu.
Do outro lado, Mendez não deixou de estar entusiasmado com o projeto e agradeceu a colaboração de Manuel Alvino, o presidente da Federação Espanhola de Automobilismo, pela colaboração.
“Este projeto representa o culminar profissional do percurso da RMC”, começou por afirmar Mendez, proprietário da equipa sediada em Villablino, no norte de Espanha. “Com a vasta experiência adquirida na construção de veículos N5 que competiram em vários continentes, encaramos com grande entusiasmo a oportunidade de desenvolver o novo carro de ralis FIA 2020 Rally1.", continuou.
“O apoio da RFEDA, sob a liderança de Manuel Avino, é fundamental para o sucesso do projeto. Estamos a trabalhar intensamente e em breve poderemos partilhar informações técnicas mais detalhadas sobre o novo automóvel.”, concluiu.
Alvino complementou:
“Não podíamos deixar passar a oportunidade oferecida pela FIA de incorporar preparadores como a RMC na fabricação dos carros Rally1 de 2027. Este acordo com a RMC também cumpre vários dos objetivos que estabeleci no início do meu mandato na RFEDA. Como presidente, é motivo de grande orgulho fazer parte de um projeto que, sem dúvida, fortalecerá a qualidade e o reconhecimento da indústria do automobilismo espanhol, servindo também como referência e inspiração para os nossos pilotos nas suas carreiras desportivas."
"Gostaria de agradecer especialmente ao Roberto Méndez pela sua determinação em aceitar um desafio tão exigente.”, concluiu.
segunda-feira, 13 de abril de 2026
As imagens do dia
Três semanas depois de Jacarepaguá, a chegada à Europa para uma pista totalmente nova resultou num tempo para se ambientarem. Apesar do asfalto estar bom, o facto de ser estreito e a velocidade ser média baixa, poderia resultar da corrida arriscar ser uma procissão. Logo, uma boa posição na grelha seria meio caminho andado para um bom resultado no final.
E foi o que fez Ayrton Senna, quando marcou 1.21,605 na sessão de sexta-feira, ficando quase um segundo mais rápido que Nelson Piquet e Nigel Mansell, os pilotos da Williams, segundo e terceiro. Alain Prost, no seu McLaren, iria partir de quarto, 1,2 segundos mais lento que o piloto da Lotus.
A corrida foi praticamente um duelo a três, no qual ninguém iria parar nas boxes. Senna conseguiu aguentar os Williams, mais rápidos em pista, mas com um traçado desfavorável. O brasileiro largou bem, enquanto Piquet era segundo, e Mansell terceiro, antes de ser atacado pelo McLaren de Keke Rosberg, que ficou com o lugar no inicio da segunda volta.
Com o passar das voltas, Senna aguentava os Williams, mas sem grande esforço. Seis carros tinham-se retirado nas primeiras dez voltas, incluindo o Lola de Alan Jones, vítima de uma colisão com o Zakspeed de Jonathan Palmer, mas quando na volta 11, o Ferrari de Stefan Johansson parava na berma, por causa dos travões ele mostrava outro problema: no final, ter os freios a aguentarem 72 voltas de constantes travagens seria um feito tecnológico e tanto. Isso... e as caixas de velocidades manuais.
Senna ficou na frente até à volta 39, onde perdeu o comando para Nigel Mansell, que tinha passado para terceiro na volta 29, e depois atacou Piquet para ser segundo, no inicio da 32ª volta - o brasileiro iria ter problemas de motor e desistiria nessa mesma volta 39. Parecia que, em ascensão e na liderança, Mansell poderia ir embora rumo à meta e ao lugar mais alto do pódio. Mas... o carro não se afastou tanto quanto queria. Pior: Senna e Alain Prost, no seu McLaren, aproximavam-se. Mansell, o caçador, passou a ser Mansell, o caçado!
O desfecho começa na volta 62, quando Mansell perde duas posições na mesma curva: primeiro passado por Senna, logo a seguir por Prost, que os seguia não muito longe, descobriu que o melhor seria ir às boxes colocar um novo jogo de pneus Goodyear, e ir em fúria os apanhar. E quase deu certo. A quatro voltas do fim, Mansell apanhou Prost e foi em perseguição a Senna, numa altura em que rolava cinco segundos mais rápido que a concorrência. Não eram pneus de qualificação: apenas pneus novos contra os primeiros que decidiram colocar pneus para durarem toda a corrida.
Foi fácil Mansell encostar-se na traseira de Senna, mas apenas a meio da última volta, quando a diferença entre ambos era de meros 1,6 segundos. E o ataque à liderança aconteceu... nos metros finais, do qual o brasileiro aguentou. Por 13 centésimos de segundo - ainda hoje a terceira mais apertada chegada da história da Formula 1.
No final, o britânico afirmou que tinha sido uma corrida dura, e que as manobras de Senna ao longo da corrida eram legitimas, pois ele defendia a sua liderança. E, a brincar, afirmou que o ideal seria que ambos saíssem de Jerez com sete pontos e meio cada um! Mas quem saia de Jerez com a liderança era Senna, e dali a duas semanas, em Imola, haveria mais.
Noticias: Noah Monteiro com um fim de semana exigente em Valencia
Ao longo das corridas, o piloto de 17 anos conseguiu mostrar velocidade e maturidade, sem se envolver em lutas demasiado arriscadas, arriscando a acidentes que poderiam prejudicar a sua candidatura ao título, depois de ter ganho a Winter Series, no mês passado.
“Foi uma corrida difícil. Muitos períodos de safety car que quebraram o ritmo da prova… além disto, tive um início de corrida intenso, com uma luta muito forte, com vários toques com um adversário que também me fez perder algum tempo. Ainda assim, fizemos três pódios em três corridas, conseguimos somar bons pontos e mostrámos que somos fortes em todas as condições e momentos de corrida. Temos agora uma paragem longa que vamos aproveitar para preparar bem a próxima prova. Vai ser a minha corrida em casa e estou ansioso de poder voltar a competir em Portugal, para o público português”, concluiu.
A segunda ronda da Formula 4 Espanha acontecerá no fim de semana de 5 a 7 de junho, no Autódromo de Portimão.
domingo, 12 de abril de 2026
Youtube Automobile Video: Formula 4 España, Ronda 3, Valencia
A temporada de 2026 da Formula 4 espanhola começou este final de semana no Circuito Ricardo Tormo, em Cheste, nos arredores de Valencia, e na grelha mais competitiva das dezenas de competições de formação um pouco por todo o mundo - 32 carros é a média neste final de semana - os favoritos competiram fortemente entre si para conseguir um lugar entre os dez primeiros.
Para o americano Vivek Kanthan, ele tinha de repetir o favoritismo que tinha demonstrado no dia anterior, na primeira corrida, contra gente como o britânico Nathan Tye, o neerlandês Rocco Coronel e o português Noah Monteiro. E as coisas pareciam correr bem, pelo menos à partida desta terceira corrida do fim de semana, do qual podem ver por aqui, na sua versão inglesa.
sábado, 11 de abril de 2026
Youtube Automotive Video: Formula 4 España, Valencia, Corrida 1,
Começou neste sábado a temporada de 2026 da Formula 4 espanhola, provavelmente a mais competitiva desta categoria de formação. Com a grande maioria dos pilotos na casa dos 15 aos 17 anos, com aspirações a irem longe no automobilismo, se calhar rumo à Formula 1, o seu começo no circuito Ricardo Tormo, em Valencia, acontece cerca de um mês depois de terem corrido na Winter Series, competição ganha por Noah Monteiro, piloto português da Griffin Core.
Nestas corridas do fim de semana, restava saber se, para além de Monteiro, os outros pilotos que se destacaram na competição durante o inverno - o americano Vivek Kanthan, o britânico Nathan Tye ou o neerlandês Rocco Coronel, para não falar da espanhola Lorena Fluxá, uma das três raparigas presentes - as outras duas são a romena Zoe Florescu e a portuguesa Maria Germano Neto - todos eles tentarão provar, em sete jornadas triplas, quer em Espanha, quer em Portugal - a ronda portuguesa será em Portimão, entre os dias 5 e 7 de junho - que merecem subir na difícil escada de ascensão à Formula 1.
Para hoje, eis o video da primeira corrida da Formula 4 em Valencia, bem atribulado, por sinal.

































