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quinta-feira, 27 de agosto de 2026

Noticias: FIA irá liberalizar motores no WRC em 2029


A FIA considera seriamente uma liberalização na motorização no WRC no final da década. A entidade suprema do automobilismo quer que a partir da temporada de 2029, os construtores tenham a liberdade de escolher o tipo de motor nos seus carros, sejam a combustão, híbridos ou elétricos. Segundo conta hoje o site dirtfish.com, a partir de 2029, existe uma forte vontade por parte da FIA para que os engenheiros das construtoras deixem a imaginação correr livremente na conceção de novas soluções de motorização.

Malcom Wilson, vice-presidente da FIA para o WRC, confirmou esta abertura: “Estamos abertos [em termos de nova tecnologia] a partir de 2029.” O responsável explicou ainda o objetivo estratégico por detrás desta flexibilidade: 

O objetivo é fazer com que seja de tal forma que o construtor tenha de estar no WRC. Queremos torná-lo eficaz em termos de custo, proporcionando um retorno do investimento, para que os construtores tenham de estar aqui. Não queremos ter de forçar o interesse, tem de se tornar uma escolha óbvia.

Essa flexibilidade não é inédita, pois já existe no Todo-o-Terreno, com bons resultados, e Wilson quer o mesmo para o WRC, afirmando que este tipo de flexibilidade será uma inevitabilidade.

Temos essa [flexibilidade] no TT. Temos diesel, temos V6, temos V8, temos turbocompressor, e funciona.”, começou por afirmar. “Temos de aceitar que não vai ser como tem sido nos últimos cem anos. É um mundo em mudança. Como disse, se alguém quiser vir com híbrido, hidrogénio, elétrico, estamos abertos.”, concluiu.

Xavier Mestelan Pinon, diretor técnico da FIA, tem estado em conversações nos últimos meses com alguns construtores de veículos elétricos, e admite que essa solução poderia funcionar, desde que fossem feitas revisões ao itinerário das provas. 

Um EV total para uma aplicação no WRC, não é completamente louco, exceto o facto de que é preciso carregar entre dois troços. Mas um EV total, com a potência atual, estamos a falar de 300 cavalos mais ou menos, para etapas de cerca de 30 ou 35 quilómetros, não é um problema. Com uma bateria de cerca de 40 quilowatts, é possível fazer facilmente uma etapa de 35 quilómetros mais 100 quilómetros de secção de estrada. Por isso não é um desafio. O pior para um carro EV total é a autoestrada. Aceleração total durante longos períodos. Mas no rali não é [assim].”, explicou.

Por isso é viável. É só o facto de que, se quisermos fazer isso, precisamos de colocar algumas estações de carregamento em algum ponto do percurso. Mas é mais uma questão do que é melhor para o rali.”, concluiu.


Xavier Mestalen Pinon explicou ainda a filosofia geral da FIA na escolha das melhores tecnologias para cada categoria do desporto motorizado: 

Do lado da FIA, temos um portfólio muito amplo. Por isso, o que tentamos propor é a melhor tecnologia para cada aplicação. É por isso que hoje, para as corridas de resistência, por exemplo, não seguimos a via elétrica, claro — o que sugerimos para o futuro [das corridas de resistência] é usar hidrogénio. É uma das soluções.", começou por explicar. 

"Para a Formula 1 hoje, está acordado, talvez motor de combustão interna total com uma certa quantidade de combustível no futuro. Por isso sim, precisamos de identificar a melhor opção. Para o rali, sim, precisamos de medir corretamente qual é a melhor. Se novos construtores pensarem que é uma solução interessante, novamente, estamos abertos a discutir isso. O carro está desenhado para isso. A diversidade é algo bom no desporto motorizado, seja no TT, seja no WEC ou no Campeonato Mundial de Rali. Precisamos de ser ágeis no nosso regulamento, abertos o máximo possível à flexibilidade. Porque, para ser honesto, saber exatamente qual vai ser a solução dentro de dez anos, é impossível. Não há solução mágica.”, concluiu.

Estas declarações poderão fazer acelerar algumas das ideias que alguns construtores têm para poderem participar no WRC. A Toyota está há muito tempo a desenvolver tecnologia para colocar carros a hidrogénio na Endurance, e poderá querer trazer essa tecnologia para os ralis. E a Opel colocou no mercado um carro totalmente elétrico para os ralis, o Corsa GSE, tendo inicialmente utilizado infraestrutura de carregamento personalizada para apoiar o seu campeonato de marca única no lançamento.

quarta-feira, 26 de agosto de 2026

WRC: O que as equipas esperam do rali do Paraguai


Nas vésperas do rali do Paraguai, a primeira de duas provas que acontecerão em solo sul-americano, com o segundo rali a ser no Chile, cerca de duas semanas depois. As três equipas com carros na categoria Rally1 - Toyota, Hyundai e M-Sport (Ford), cada um tem objetivos diferentes para esta prova. E para a Toyota, com os seus cinco pilotos nos cinco primeiros lugares, este poderá ser a primeira chance de ganhar o título mundial de construtores pela sexta vez consecutiva, pois tem uma vantagem de 174 pontos sobre a Hyundai.

E mesmo que tenha Elfyn Evans com um avanço de 30 pontos sobre Sami Pajari, segundo classificado após vencer as duas últimas provas, Estónia e Finlândia, o campeonato é um "affaire" entre os pilotos da Toyota. 

O diretor de equipa adjunto da Toyota Gazoo Racing, Juha Kankkunen, destacou o entusiasmo do grupo para esta fase decisiva: 

Estamos entusiasmados por entrar nesta última parte da temporada com tudo ainda por decidir. No Paraguai teremos a nossa primeira oportunidade de assegurar o título de construtores, mas não esperamos que seja fácil.", começou por afirmar o tetracampeão do mundo de ralis. 

"Descobrimos no ano passado, quando realizámos este rali pela primeira vez, quão desafiantes podem ser as estradas e as condições no local. Vimos também muita paixão e apoio, como parece acontecer sempre na América do Sul, pelo que estamos ansiosos por regressar. Com os nossos pilotos a correrem igualmente para as suas próprias ambições no campeonato e com os nossos concorrentes indubitavelmente motivados para tentar vencer-nos, estou certo de que esta será mais uma edição emocionante de acompanhar.”, concluiu.

Do lado da Hyundai Motorsport, procura em terras paraguaias dar a volta ao resultado do Rali da Finlândia, onde Adrien Fourmaux e Thierry Neuville terminaram nas quarta e quinta posições. A equipa sul-coreana pretende transformar o ritmo demonstrado em lugares de pódio no regresso às pistas sul-americanas.

O diretor desportivo da Hyundai Motorsport WRC, Andrew Wheatley, perspetivou o evento sublinhando o trabalho de desenvolvimento no i20 N Rally1 Evo: 

A Finlândia foi um caso de ‘e se’, com o tempo desafiante a alterar o resultado do evento. Temos de colocar isto para trás das costas, voltar a focar-nos nos pontos positivos e olhar para os próximos dois ralis com confiança.", começou por afirmar Wheatley. 

"A equipa foi rápida em 2025, tanto no Paraguai como no Chile, mas sofreu com pequenos problemas que impediram a vitória. Doze meses depois, sabemos que o trabalho árduo que a equipa fez na preparação pré-evento e na afinação rali a rali para a versão Evo do i20 N Rally1 significa que o ritmo demonstrado nos troços de terra dura no Quénia, Portugal e Grécia, além da confirmação de que estamos próximos da velocidade de ponta pretendida para os troços de terra rápidos e suaves, deverá ajudar-nos a iniciar o Paraguai com uma atitude positiva." continuou. 

"Como sempre, lutar pela vitória contra uma forte concorrência significa não cometer erros, mas temos três equipas que podem lutar pelo pódio.”, concluiu.

Do lado da M-Sport, diretor de equipa, Richard Millener, evidenciou a expetativa em torno da deslocação ao continente sul-americano: 

Temos umas semanas entusiasmantes pela frente, a começar pelo Rally del Paraguay na próxima semana. Este evento impressionou-nos a todos no ano passado na sua estreia, e estou certo de que não deixará de nos impressionar novamente com outra cerimónia de abertura deslumbrante e algumas classificativas verdadeiramente interessantes.", começou por referir, antes de falar das expectativas que tem dos seus pilotos. 

"O Josh [McErlean] tem uma experiência sólida do ano passado que lhe trará muitos benefícios, e o Jon [Anderson] estudou muito os troços para se preparar. Como equipa, penso que podemos reunir muito conhecimento para entregar desempenhos fortes no Paraguai e no Chile. As próximas semanas vão exigir muito de todos, equipas e membros da estrutura, mas é um enorme prazer competir nestes eventos consecutivos na América do Sul. Vamos ver que aventuras nos aguardam.”, concluiu.

O rali do Paraguai será feito em pisos de terra, terá 22 especiais cronometradas, no total de 358.88 quilómetros.

Latvala está em sarilhos


Aos 41 anos, o finlandês Jari-Matti Latvala fez a transição de piloto de ralis muito rápido - e por vezes a acabar na valeta - para ser o responsável da Toyota Gazoo Rally (TGR), a equipa de rali mais bem sucedida da atualidade. Em 2026, ao lado do seu adjunto, Juha Kankkunen, tem uma super-equipa com cinco pilotos na classe Rally1, e tudo aponta que ele ganhará o campeonato, quer de pilotos - todos estão nos cinco primeiros lugares - quer de Construtores. E já trabalha no que poderá ser o carro de 2027, que correrá segundo das novas regras da FIA para os ralis. 

Contudo, se no trabalho, as coisas estão muito bem, pessoalmente, ele está em sarilhos. E estes são tão grandes que poderá colocar o seu cargo em risco. 

Segundo conta hoje a imprensa finlandesa, Latvala está em tribunal por alegada fuga fiscal, relativo ao tempo entre 2015 e 2018, quando, alegadamente, vivia no Mónaco, mas na realidade passava mais tempo na Finlândia. Resultado final? O estado processou-o por fuga aos impostos, e apesar de pagar o valor em causa, cerca de 4,5 milhões de euros, há um processo criminal cujo julgamento começa a 31 de agosto. E na pior das hipóteses, poderá passar até quatro anos na prisão.

E mesmo que tenha uma pena suspensa, ele receia que tenha de se demitir do seu cargo, porque isto ficaria no seu registo criminal, especialmente nos Estados Unidos e Japão, países onde costuma ir em trabalho.

"Nunca evitei conscientemente pagar impostos. Também não vivi no Mónaco para evitar o pagamento de impostos. As razões foram outras. Sempre paguei os meus impostos dentro dos prazos. Também paguei a minha dívida fiscal o mais rapidamente possível", afirmou, numa entrevista ao jornal Ilta-Sanomat.

Em suma, a não ser que seja considerado inocente, os seus dias na TGR poderão estar contados. Resta esperar pelo desfecho do caso.

terça-feira, 25 de agosto de 2026

WRC: FIA confirma três construtoras chinesas em conversações


A FIA confirmou esta semana que está a conversar com três construtoras chinesas, uma delas a Lynk e Co, dona da Polestar, a sua entrada no WRC a partir de 2027. Emilia Abel, a diretora de Desporto de Estrada da FIA, confirmou ao site dirtfish.com que manteve reuniões com construtores chineses durante o Rali Dakar, em janeiro, e afirmou que o seu interesse "era realmente impressionante".

Na mesma publicação, Malcom Wilson, o vice-presidente da FIA para o WRC,  assumiu abertamente a ambição de fixar a modalidade no gigante asiático através de uma equipa de fábrica e também de uma prova oficial no calendário: 

Queremos um construtor chinês. O promotor está ciente disso e estamos a trabalhar arduamente em conjunto. É um alvo claro. Estamos a olhar para um grande investimento [no WRC] e para uma forte investida no sentido de reduzir custos. Quanto ao rali, há dois grupos de pessoas a tentar organizar um evento na China.", começou por afirmar.

"Queremos ter uma prova lá. Sabemos que há trabalho a fazer, mas um dos aspetos realmente positivos para o WRC é que há muitos países interessados em acolher uma jornada do campeonato”, continuou,  acrescentando ainda uma meta pessoal: “Se conseguirmos ter seis construtores até 2029, ficaria muito feliz. Para mim, seria um grande progresso.”.

Xavier Mestelan Pinon,  Director Técnico da FIA, destacou a integração das construtoras nos comités internos da federação, e afirmou que mais construtores poderão se envolver num futuro próximo: 

No nosso Comité de Construtores, que reúne quase todos os fabricantes envolvidos em campeonatos mundiais, já temos três construtores chineses, o que é algo muito recente, e temos mais dois fabricantes em conversações connosco para se registarem. É um sinal de que os construtores chineses estão cada vez mais próximos do nosso campeonato”, explicou.

Na história dos ralis, apenas houve uma edição do rali da China, em 1999, ganho por Didier Auriol, no seu Toyota. Em 2016, o regresso esteve marcado, e uma prova surgiu no calendário, no final dessa temporada, mas acabou por ser cancelada devido aos severos danos provocados por tempestades e inundações.

Resta saber, caso haja luz verde por parte da Lynk & Co, se encomendará os chassis à M-Sport, que este ano tem construído os chassis da Ford na classe Rally1. Essa é uma hipótese que se fala desde o final do ano passado.  

Neste momento, a Toyota é a única construtora que confirmou estar no WRC 2027. Para além disso, outras duas preparadoras, a belga Project One e uma preparadora espanhola, apoiada por Teo Martin e pela federação espanhola de automobilismo, tem projetos em andamento. Quanto a outras marcas, a Ford quer os kits que servem para os Rally2, a Hyundai nada disse sobre a sua continuidade, mas a Lancia, que começou este ano a correr na classe Rally2, disse que tem intenção de fazer um carro com os novos regulamentos, desde que estejam de acordo com os seus objetivos.

quarta-feira, 19 de agosto de 2026

WRC: Rali do Chile com 56 inscritos


O WRC revelou nesta quarta-feira a lista de inscritos para o Rally Chile Bio Bío, marcado de 10 a 13 de setembro. Ao todo, serão 56 os pilotos que estarão presentes na prova chilena, dez deles na categoria principal, o Rally1.

A Toyota Gazoo Racing irá alinhar na prova chilena com cinco GR Yaris para o galês Elfyn Evans, o finlandês Sami Pajari, o japonês Takamoto Katsuta, o sueco Oliver Solberg e o francês Sébastien Ogier. Na Hyundai, a marca aposta no francês Adrien Fourmaux, no belga Thierry Neuville e no finlandês Esapekka Lappi, a novidade neste rali. Enquanto isso, a M-Sport Ford completa a categoria principal com os irlandeses Josh McErlean e Jon Armstrong.

Na categoria Rally2 estarão 18 pilotos inscritos, 17 deles em luta direta pelos pontos do WRC2. o estónio Robert Virves destaca-se após quatro vitórias consecutivas, enfrentando os carros da Lancia com o búlgaro-russo Nikolay Gryazin e o francês Yohan Rossel, além dos pilotos da Toyota Yaris Gr Rally2 do espanhol Alejandro Cachón e Diego Domínguez, do britânico Gus Greensmith e do japonês Yuki Yamamoto. 

A armada chilena assume forte protagonismo com Jorge Martínez, Alberto Heller, Pedro Heller, Emilio Rosselot e Tadeo Rosselot inscritos na categoria.

O rali do Chile acontecerá duas semanas depois do rali do Paraguai, que se realizará entre os dias 27 e 30 de agosto. 

terça-feira, 18 de agosto de 2026

WRC: Project One fará temporada parcial em 2027


O Project One anunciou que irá alinhar no Rali de monte Carlo de 2027, mas não fará toda a temporada com o seu novo carro. Numa entrevista à dirtfish.com, Lionel Hansen, o diretor do projeto de origem belga, resolveu que iria priorizar os ralis de asfalto, especialmente em termos de suspensão, e que os testes começarão em breve, com pelo menos sete testes até meados de outubro.

Hansen disse também que os testes em terra, bem como as suspensões em terra, só começarão a ser desenvolvidos a partir de Outubro até Março do próximo ano. Se não existirem percalços significativos, a equipa aponta para o homologação para o dia 1 de janeiro de 2027 e a estreia no Rali de Monte Carlo, no final desse mês. Apesar de tudo, Hansen não garante que tenha dois carros nessa prova prontos para correr, mas irá tentar. O chassis será próprio, mas os motores serão Skoda, pelo menos nos primeiros tempos, para depois, poderem mudar para um grupo propulsor próprio que estão a desenvolver.

Claro que este é um momento emocionante para nós”, começou por afirmar Hansen, “mas não deixa de ser um enorme desafio, além de um trabalho imenso e de uma grande expectativa em relação a todo o trabalho que temos realizado nos últimos sete meses. O objetivo é a homologação a 1 de janeiro e a presença de dois carros em Monte Carlo. Temos os fornecedores e o processo de produção prontos para isso.", continuou.

Para Monte Carlo, o principal objetivo é estar lá. Isso é certo. E sermos homologados. Se não tivermos problemas de fiabilidade até ao final de outubro, acredito que podemos ter confiança de que teremos no mínimo um carro e no máximo dois em Monte Carlo. Isso é realista."

O ponto de viragem para decidir sobre Monte Carlo é o final de outubro. Depois disso, planeamos construir um segundo chassis em novembro e um em dezembro. O processo de homologação é, obviamente, o mesmo para um construtor – um preparador – assim como para um construtor automóvel. Mas, no nosso caso, temos muito menos pessoas. Mesmo estando muito motivados, não é assim tão fácil.”, concluiu.


Na mesma entrevista, Hansen revelou que equipa prevê disputar um total de quinze ralis nas temporadas de 2027 e 2028. Caso estreiem no rali de Monte Carlo de 2027, estarão ausentes na Suécia e disputarão um máximo de três ralis em asfalto até Junho, ou seja, à partida, não participarão no rali de Portugal de 2027. Só a partir do meio do ano, irão disputar o primeiro rali em terra. E é certo que estarão ausentes em metade dos ralis nos próximos dois anos.

Quanto a pilotos, Hansen referiu que está em contatos com pelo menos vinte pilotos, entre P1 e P2, e os primeiros carros para privados só estarão prontos dentro de um ano, pois já receberam contatos nesse sentido.

O Project One é uma contribuição dos belgas da ProSpeed com Lionel Hansen, e que tem Yves Matton, ex-Citroen, na chefia do projeto.

segunda-feira, 17 de agosto de 2026

The End: Alex Fiorio (1965-2026)


O antigo piloto de ralis Alex Fiorio, que correu nos Lancia do Jolly Club e foi campeão do mundo de Grupo N em 1987, morreu esta segunda-feira aos 61 anos, depois de alguns meses a batalhar um cancro no estômago.

Filho de Cesare Fiorio, que foi o diretor da equipa oficial da Lancia, e depois, da Ferrari de Formula 1, entre 1989 e 1991, nasceu a 10 de março de 1965 em Turim. A sua irmã mais nova, Giorgia, é uma fotografa de calibre internacional e cantora.

Começando no mundo dos ralis com um Fiat Panda, depois, ganhou o Trofeo Uno em 1985, e entrou no Mundial de ralis em 1986, guiando um dos Fiat Uno Turbo de Grupo A do Jolly Club, e tendo como navegador Luigi Pirollo - que será seu navegador por grande parte da sua carreira - participando em cinco provas. Foi ali que se começou a ver as suas capacidades na estrada: piloto racional e metódico, e com uma condução precisa e consistente, nem sempre precisava de ir aos limites, graças ao seu conhecimento do carro e dos troços.  


Na temporada de 1987, transferiu-se para os Lancia Delta de Grupo N, onde conseguiu como melhor resultado um sétimo posto no rali da Sanremo, acabando, contudo, como campeão mundial do Grupo N. 

Em 1988, passou a andar nos carros de Grupo A, conseguindo cinco pódios, quatro deles segundos lugares, acabando o campeonato com 76 pontos e o terceiro lugar da geral. No ano seguinte, conseguiu mais quatro pódios e mesmo tendo 65 pontos, acabou como vice-campeão do mundo. Nesse ano, acabou involuntariamente envolvido numa saída de estrada, no rali de Monte Carlo, onde perdeu o controlo do seu Lancia e atropelou mortalmente dois espectadores que estavam na trajetória do carro, sendo deles o piloto sueco Lars-Erik Torph, e o seu navegador, que nessa prova, eram batedores de outro piloto.


Fiorio começou a temporada de 1990 num Lancia, mas a meio do ano foi para a Ford, pilotando um Sierra 4x4 Cosworth, com um terceiro lugar na Austrália como melhor resultado. Contudo, com um carro pouco competitivo em 1991, regressou aos carros da Lancia em 1992, pela Astra Team, onde conseguiu resultados razoáveis, numa máquina que já acusava o peso dos anos. 

Em 1994, passou para um Ford Escort Cosworth e conseguiu como melhor resultado um quarto posto no Rali da Acrópole, um bom resultado para um rali abrasivo como aquele em termos de máquinas e material. Um oitavo lugar no rali de Portugal de 1995, num Ford Escort Cosworth da RAS Ford, foi o seu último resultado de relevo. A partir daqui, dedicou-se aos ralis do campeonato europeu e italiano, mesmo tendo participado em alguns ralis do Mundial até 2002, num Mitsubishi Lancer da Ralliart.

Por essa altura, tinha começado a sua carreira como diretor desportivo... no motociclismo, ao ser, no ano 2000, o "team manager" da Honda Benetton Playlife Racing Team no Campeonato do Mundo de 125cc, conquistando o título de construtores. De 2001 a 2004, foi team manager da BMW Cibiemme Team no campeonato FIA Euro SPC. Hoje em dia vivia em Ceglie Messapica, na região de Brindisi, no sul do país, e tinha criado uma competição, a Fiorio Cup, e era muito ativo nas redes sociais.

sábado, 15 de agosto de 2026

Rumor do Dia: Fecho do WRC em Portugal?


O final do Mundial de ralis, WRC, poderá acabar esta temporada em Portugal. A chance foi levantada no final desta semana, mas apesar da FIA e do WRC afirmarem que só em setembro que existirá uma decisão, mas nos bastidores a atividade é muita. A única certeza neste momento é que se a prova saudita for mesmo cancelada, o rali substituto acontecerá na Europa e em piso de terra.

E por aí, segundo conta o site da Autohebdo francesa, o Rali das Seis Cidades do Norte de Portugal - antiga Serras de Fafe - que é a prova de encerramento do Campeonato Europeu de Ralis - é uma das provas posicionadas neste momento para receber mais de meia dezena de equipas do mundial, já que a prova de encerramento do campeonato tem previstas equipas do WRC, WRC2 e WRC3. A concorrência vem do Rally Ciudad de Granada na Andaluzia, do campeonato espanhol de terra, que se disputa no final de Outubro, uma semana depois da prova portuguesa, bem como um rali do centro da Europa.

Contudo, caso seja o local escolhido, isso implicará alterações significativas, essencialmente em termos de espaço de Parque de Assistência e do Centro Operacional do Rali, bem como de horários para albergar mais de cem equipas em prova. Os recursos humanos também terão de ser reforçados. O facto da prova poder integrar Guimarães e Braga criaria mais opções para encontrar um espaço de Parque de Assistência e Centro Operacional do Rali.


Mas também há quem ache que em caso de cancelamento, a FIA não deveria preencher o lugar que falta. Quem defende isso é Jari-Matti Latvala, diretor da equipa Toyota no WRC, que considera esta temporada pode perfeitamente terminar com 13 ralis, afirmando que o calendário já tem provas suficientes.

Do lado contrário está Emilia Abel, responsável da FIA pelos desportos de estrada, que recordou em caso de cancelamento da ronda saudita haverá consequências, sobretudo para os pilotos do WRC2, que definiram os seus programas tendo em conta as provas escolhidas e os respetivos pisos.

Apesar das garantias que os sauditas estão a oferecer à FIA, esta, caso opte por cancelar o Rali da Arábia Saudita, a prova substituta não terá o mesmo grau de exigência que as provas habituais do WRC. Será uma solução semelhante ao que vimos na pandemia em 2020 e 2021.

quinta-feira, 6 de agosto de 2026

Youtube Rally Video: O video de rali mais relaxante de todos os tempos?

Então é assim:

Imaginem que estão a ver um video do rali da Finlândia, um piloto qualquer a correr o mais rapidamente possível, aos saltos numa classificativa qualquer, imagens captadas de helicóptero, e o narrador lhe pede para fechar os olhos e relaxar, debaixo de uma banda sonora escolhida para aquele momento. 

E o narrador é Sir David Attenborough, que como sabem, é um famoso narrador da vida selvagem da BBC e fez cem anos no passado mês de maio.

E não é IA (até ver).

Pois foi o que fez a Hyundai neste video. Só dura dois minutos, mas deve ser das coisas mais invulgares que ando a ver nos últimos tempos. 

WRC: Latvala defende o cancelamento do rali da Arábia Saudita


O diretor desportivo da Toyota, Jari-Matti Latvala, defende o cancelamento imediato do rali da Arábia Saudita, a última prova do campeonato, que está marcado para novembro. Ele considera que o WRC deveria seguir o exemplo de outras modalidades de desporto motorizado, colocando a segurança de todos como prioridade. 

E ele não quer que a ronda saudita seja substituída, porque ele afirma que já há provas suficientes.  

Se olharmos para o que aconteceu noutros desportos, para mim, deveria ser basicamente o mesmo lado que a Formula 1 e o WEC. Penso que, se eles não a realizam, porque é que o WRC deveria realizá-la? Sei que querem organizá-la, mas a coisa mais importante é a segurança das pessoas. Essa é a prioridade, e é isso que conta primeiro.”, começou por afirmar, falando daquilo que as outras competições fizeram.

Para mim, há eventos suficientes no calendário. Não penso que precisemos de um substituto para a temporada.”, concluiu.

Desde o conflito entre os Estados Unidos e o Irão, no inicio de março, que os iranianos tem vindo a bombardear alvos no Qatar, Bahrein, Dubai e Arábia Saudita, nomeadamente refinarias, bases aéreas e alguns alvos civis, pelo menos nos primeiros dias do conflito. Contudo, no final do mês passado, os houthis do Yemen entraram em ação e bombardearam aeroportos no sul da Arábia Saudita, bem como alguns navios no estreito de Bab-el Mandeb, no sul do Mar Vermelho, colocando toda a logística mundial em causa, pois é uma das rotas mais percorridas do mundo.

Assim sendo, desde esta data que as provas desportivas naquela parte do mundo estão em risco, com elas a serem adiadas ou canceladas.  

O rali da Arábia Saudita está marcado para acontecer entre os dias 11 e 14 de novembro.

quarta-feira, 5 de agosto de 2026

WRC: Julien Ingrassia: "Vi o Seb estender-se na relva e perder os sentidos”


Julien Ingrassia, o co-piloto de Sebastien Ogier, contou em detalhes o que aconteceu no sábado à tarde quando ele perdeu o controlo do seu carro na 18ª especial, acabando ambos fora de estrada e com o carro severamente danificado. Após terem sido socorridos pela organização, foram transferidos para um hospital, onde passaram a noite em observação até ter alta, no dia seguinte. 

Contudo, Ingrassia - que foi navegador de Ogier até 2022, quando se retirou e foi substituído por Vincent Landlais, e regressou a este rali por indisponíblidade pessoal de Landlais - descreveu na terça-feira, ao jornal francês L’Équipe, os primeiros instantes após o acidente, onde temeu que Ogier estivesse em pior estado: 

Vi o Seb [Ogier] a sair, percebi que não estava ferido, por isso segui o procedimento. Pressionei o botão OK do carro, que indica que não precisamos de assistência de emergência e permite que a especial continue. Mas quando já tinha feito isso, vi o Seb estender-se na relva e perder os sentidos.", começou por afirmar. 

"A partir daí, o acidente ganhou uma dimensão completamente nova. Ativei imediatamente o sinalizador de emergência e fui até ao Seb. Os olhos dele já não pestanejavam. Com a ajuda de dois ou três espetadores, mantivemos a cabeça dele imóvel enquanto eu o abanava com as minhas notas de percurso. Foi um momento preocupante.”, continuou.

Nunca tinha lidado com nada assim na minha vida, mas sabia que era importante manter a calma. Depois de dar o alarme, liguei à equipa para dar uma avaliação médica do que estava a observar. Também desliguei o carro, porque havia o risco de incêndio. Pouco a pouco, com pessoas a falar com ele e todos à sua volta, o Seb foi recuperando os sentidos. Foi nessa altura que chegaram os serviços de emergência.”, concluiu.

Sobre os momentos vividos dentro do carro, Ingrassia descreveu: 

Quando se está dentro do carro, olha-se para a frente e tudo o que se vê são árvores. Felizmente, passámos pelas mais pequenas. Batemos em árvores relativamente jovens que conseguimos partir. A atual geração de carros é incrivelmente forte, e isso ajudou-nos bastante.” 

Quanto à causa do acidente, o copiloto foi claro: 

Analisámos o que aconteceu naquela curva. Tanto quanto sabemos, não houve falha nem do carro, nem do piloto, nem do copiloto. Formou-se um rasto na curva que lançou o carro para a esquerda em vez de permitir que virasse para a direita. É por isso que as imagens 'onboard' parecem tão estranhas.

Ogier está agora a recuperar do susto em casa e já anunciou que estará presente nos últimos quatro ralis da temporada, a começar no Paraguai, no final do mês, para tentar um inédito décimo título mundial. E não será fácil: Ogier é quinto, com 139 pontos, menos 62 que o líder, o galês Elfyn Evans, que foi terceiro no rali da Finlândia. 

terça-feira, 4 de agosto de 2026

WRC (II): Ogier irá participar no resto da temporada


O francês Sebastien Ogier vai participar nos últimos quatro ralis da temporada de 2026. Apesar do acidente no rali da Finlândia, que antecipou o final da sua participação na prova, o piloto de 42 anos, e atual campeão do mundo, irá participar nas últimas quatro provas desta temporada para tentar um inédito décimo título no WRC, apesar de admitir que as suas hipóteses são baixas. 

No seu comunicado oficial, Ogier confirmou o regresso à ação no Rali do Paraguai, entre 27 e 30 de agosto, alterando a ideia inicial que iria participar em 10 dos 14 ralis do atual calendário.

Depois de uma grande corrida, o Rali da Finlândia obviamente não terminou como planeado, e as nossas esperanças no campeonato estão mais ou menos perdidas. Mesmo assim, há quatro rondas restantes esta temporada e o Vincent Landais e eu estaremos lá, com apenas um objetivo: ganhá-las todas.”, afirmou, numa mensagem que deixou na sua conta oficial do Instagram.

Assim sendo, ele participará nas últimas quatro etapas do WRC 2026: Paraguai, Chile, Sardenha e Arábia Saudita. 

Neste momento, Ogier é quinto classificado no Mundial, com 139 pontos, menos 62 que o líder do campeonato, o galês Elfyn Evans, que tem 201 pontos.

WRC: Decisão sobre a Arábia Saudita até setembro


O rali da Arábia Saudita está em dúvida. A FIA está a monitorizar de perto a situação no Médio Oriente, no sentido de saber se será viável uma prova naquela parte do globo devido aos conflitos quer no Irão, quer no Yemen, e quais são as suas garantias de segurança, e qualquer decisão será tomada até meados ou finais de setembro, com a FIA a alertar que, mesmo havendo uma decisão positiva tomada num determinado dia, pode deixar de ser válida pouco tempo depois.

A responsável da FIA, Emilia Abel, confirmou que o organismo está a acompanhar de perto o impacto da situação no Médio Oriente sobre a final da temporada do WRC na Arábia Saudita: “Nesta fase, estamos a trabalhar muito de perto com o promotor para tentar encontrar o melhor caminho a seguir.”, começou por afirmar.

Como todos sabemos, esta situação pode mudar muito rapidamente, e mesmo que tomemos uma decisão positiva num dia, pode acontecer que, na semana seguinte, a situação tenha mudado. Atualmente, estamos a discutir isto ativamente também com as equipas construtoras, porque, com base no que aconteceu noutros campeonatos, sabemos que isto também se pode tornar um condicionamento.”, continuou.

Questionada sobre a existência de planos de contingência para substituir o Rali da Arábia Saudita, caso o evento não se possa realizar, Abel respondeu que a prioridade continua a ser a sua concretização: “Por agora, continuamos a trabalhar arduamente para que se realize, de forma a mantermos o calendário atual do campeonato.”, concluiu.

O WRC tem previsto disputar a final da temporada na Arábia Saudita entre 11 e 14 de novembro, e será a prova de encerramento do Mundial.

domingo, 2 de agosto de 2026

WRC 2026 - Rali da Finlândia (Final)


O finlandês Sami Pajari triunfou no rali da Finlândia, que acabou neste domingo de manhã, aproveitando o acidente de Sebastien Ogier para triunfar pela segunda vez consecutiva no Mundial de 2026. E por causa disso, Pajari está a meros 30 pontos do líder do campeonato, o galês Elfyn Evans, que terminou o rali na terceira posição.

O piloto da Toyota acabou com uma vantagem de 26,7 segundos sobre Oliver Solberg, o segundo classificado, enquanto o terceiro posto ficou nas mãos de Elfyn Evans, a 1.19,5 segundos, e 16,4 segundos na frente de Adrien Formaux, quarto classificado a bordo do seu Hyundai (1.35,9 segundos do vencedor).

"É simplesmente incrível. Não sei o que dizer. Foi uma grande coisa conquistar a primeira vitória na Estônia, mas uma vitória em casa é sempre algo especial. Vencer em casa não tem sido assim tão fácil para os finlandeses, mas depois de um rally realmente louco conseguimos. Um grande obrigado à equipa e aos fãs pelo apoio, que é simplesmente incrível. Acho que é mais especial vencer em casa. Esta foi mais difícil e mais intensa.", disse Pajari depois do Power Stage.

Com a passagem dupla pela especial Himos-Jämsä, um deles a Power Stage, a ser percorrida neste domingo, essencialmente foi um gerir de andamentos e ver quem conseguia os pontos necessários para este dia. 

Na primeira passagem, Solberg foi o melhor, 2,9 segundos sobre Elfyn Evans, 6,9 sobre Takamoto Katsuta, dez segundos sobre Sami Pajari, 12,6 sobre Adrien Formaux.

Na segunda passagem, agora o PowerStage, Evans e Solberg... empataram. Mas o desempate foi nos centésimos de segundo, com o sueco a lebar a melhor sobre o galês, por meros 26 centésimos. Formaux foi o terceiro, a 2,9, Neuville foi quarto a 4,6 e Pajari quinto, a 9,7.

Takamoto Katsuta perdeu quase um minuto e meio por ter batido numa pedra e caiu para o sexto lugar da geral. "Estava tentando evitar uma pedra na parte interna, mas havia muita solta. Que fim de semana desastroso. Peço desculpa para a equipa.", disse o piloto japonês, no final da PowerStage.

Depois dos quatro primeiros, quinto foi Neuville, a 3.52,5, conseguindo ficar na frente de Takamoto Katsuta, a 4.18,2. Sétimo foi o ford de Josh McErlean, a 4.32,7, na frente do melhor dos Rally2, Jari-Matti Latvala, a 8,25,5. Nono acabou por ser Robert Virves, a 8.46,9 e em décimo, Teemu Suninen, a 9.03,0. 

O WRC continua no final do mês, em terras paraguaias. 

sábado, 1 de agosto de 2026

As imagens do dia (III)


Neste final de semana, acontece o rali da Finlândia, e todo e qualquer apreciador de ralis sabe o tipo de prova que é: um rali veloz, em estradas de terra, onde os pilotos andam no limite e qualquer erro é a "morte do artista", ou seja, o carro fica muito destruído e os mecânicos perdem a noite em reparar o carro para que fique minimamente inteiro para poderem continuar. 

Contudo, tem alturas em que apanhamos um susto de verdade. E logo no caso de Sebastien Ogier, que aos 42 anos, liderava o rali finlandês quando perdeu o controlo do seu Toyota Yaris Rally1 na 17ª especial, a segunda passagem por Västilä e acabou a capotar, abatendo algumas árvores pelo caminho. E pior: tudo isto foi visto em direto, pois o carro estava a ser seguido pelo helicóptero da transmissão televisiva, que filmou tudo. A especial acabou por ser cancelada.

Ogier, por um acaso brutal, estava a ser navegado por Julien Ingrassia, o seu navegador habitual até 2022, quando decidiu retirar-se para ter uma vida mais recatada, e regressou precisamente neste rali porque o seu atual navegador, Vincent Landlais, não podia estar presente. Ingrassia aceitou o convite, em nome dos velhos tempos e... aconteceu isto.

Os primeiros relatos eram preocupantes, com os pilotos fora do carro, mas com Ogier a não poder mexer-se, apesar de poder mexer os olhos e de respirar normalmente. Evacuados de helicóptero para o hospital mais próximo, o comunicado oficial afirma que ambos estão bem, embora fiquem esta noite para observação, caso haja alguma surpresa. 

Os ralis, por vezes, são brutos e não perdoam, mas outra coisa que se pode afirmar é que estes carros conseguem proteger os seus ocupantes dos acidentes mais sérios. Nisto, mais do que um milagre, tem de se agradecer à engenharia por ter feito os dispositivos que transformam aquilo do qual foi proposto num milagre do qual todos falam. 

WRC 2026 - Rali da Finlândia (Dia 2)


Sami Pajari lidera o rali da Finlândia, num segundo dia bem agitado, onde ele herdou o comando da corrida depois do despiste, na 18ª especial, de Sebastien Ogier, que liderava o rali até então. O piloto francês e o seu navegador, Julien Ingrassia, foram levados para o hospital onde irão passar a noite em observação, abalados, mas não feridos. 

"Primeiro de tudo, muito assustador ver o Seb e o Julien. Nunca é bom ver isso e espero que estejam bem. Isso foi desagradável.", disse Oliver Solberg no final do dia, ao saber do estado de ambos. 

Pajari lidera com 46,4 segundos sobre Oliver Solberg, também em Toyota, enquanto o terceiro é Elfyn Evans, a 1,36,3, não muito longe de Adrien Formaux, quarto, a 1.40,1.  

Com oito especiais pela frente, passagens duplas por Parkkola, Päijälä, Västilä e Leustu, as rápidas classificativas iriam ser desafiadoras para máquinas e pilotos. O dia começou com Evans a ganhar a primeira especial do dia, 0,6 segundos na frente de Sami Pajari, 3,3 sobre Sebastien Ogier, 5,1 sobre Oliver Solberg e 8,4 sobre Adrien Formaux. Pajari ganhou na especial seguinte, 0,8 segundos na frente de Ogier, 1,6 sobre Evans, 4,4 sobre Takamoto Katsuta e 5,5 sobre Solberg. O finlandês voltou a ganhar na especial seguinte, agora com 0,1 segundos na frente de Evans, 2,3 sobre Ogier, 5,4 sobre Solberg e 9,7 sobre Formaux. 

Yuki Yamamoto e Rooper Korhonen bateram forte na especial, e começavam os primeiros acidentes do dia. Tanto que na 14ª especial, a primeira passagem por Leustu, apesar de sebastien Ogier ter sido o mais rápido, batendo Sami Pajari por 1,8 segundos, Takamoto Katsuta por 5,8, Adrien Formaux por 7,9 e Oliver Solberg por 10,6, a especial foi neutralizada depois do acidente do carro número 32, Arthur Pelamourges, que saiu de estrada e destruiu o seu carro. Felizmente, ele saiu do carro sem ferimentos de maior.

Mas antes disso, Elfyn Evans tinha capotado, e apesar dos estragos, podia continuar o rali. Pior sorte teve Martins Sesks, cujo Ford ficou todo destruído depois de uma saída de estrada. 

"Apenas uma curva estava mais apertada do que eu esperava com uma vala. Um pouco corajoso demais. Ficamos presos, isso é ruim. Vamos dar uma olhada agora.", disse Evans, no final da especial. 

"Ele [Sesks] teve um acidente enorme e fiquei um pouco assustado. Esta é uma etapa que faço pela primeira vez neste carro. Foi muito diferente. Não muita confiança. Apenas tentei alguns cliques no amortecedor.", disse Solberg, também no final desta especial.

A segunda parte do dia começou com Pajari a ganhar a especial e também a ganhar 2,2 segundos a Ogier, que foi apenas quarto. Entre eles ficaram Evans (a 0,3) e Solberg (a 1,5), enquanto o quinto melhor foi Formaux, a 5,1. Alguns problemas com a colocação dos espectadores levaram à interrupção temporária da classificativa, mas depois continuaram.

Ogier continuou a acelerar, ganhando a 16ª especial, 0,2 segundos sobre Evans e 0,4 sobre Pajari, 2,3 sobre Solberg e 2,5 sobre Formaux. 

"Nada mudou. Estamos felizes com onde estamos e a diferença pode até diminuir, mas não precisamos disso. Amanhã irá ser um grande empurrão, inclusive da minha parte. Tentando aproveitar a especial, é tão bonito que aproveitamos a condução.", disse Ogier, no final dessa especial.

Mas esses planos não iriam acontecer. Ogier despistou-se fortemente, perdendo o controlo do seu carro depois de um salto, depistando-se e capotando, e levando à neutralização da especial. Pajari tinha ganho, 0,1 segundos na frente de Evans, 2,8 sobre Solberg, 4,4 sobre Formaux e 7,6 sobre Takamoto.

No final do dia, Evans acabou por ser o melhor, 1,8 sobre Pajari, o novo líder do rali, 3,2 sobre Solberg, 3,8 sobre Formaux e 3,9 sobre Takamoto. 

"Não foi a melhor especial. Ok, mas não a mais limpa. Tenho que agradecer muito aos rapazes pela reparação na hora do almoço depois do meu erro aqui pela manhã. Claro, talvez mais importante, esperamos o melhor para Seb e Julien, nossos pensamentos estão com eles.", disse Evans, no final desta especial.

Depois dos quatro primeiros, quinto é Takamoto Katsuta, a 2.54,5, na frente de Thierry Neuville, sexto, a 3.52,9. Sétimo é Josh McErlean, a 3.54,4, com o oitavo posto a ser ocupado por Jari-Matti Latvala, a 6.50,8 e a fechar o "top ten" estão o Skoda RS Fabia Rally2 de Robert Virves, a 7.04,2, e o Toyota GR Yaris Rally2 de Teemu Suninen, a 7.31,1.

O rali da Finlândia acaba neste domingo, com a realização das restantes duas especiais. 

Noticias: FIA revela o seu novo promotor para o WRC


A FIA anunciou esta sexta-feira que os direitos comerciais do WRC estará nas mãos da Cosmobilis e pela Park Square Capital. O acordo de longo prazo será o maior de sempre da história e, aparentemente, foi concebido a pensar em toda a comunidade dos ralis e pretende gerar benefícios concretos para adeptos, concorrentes, organizadores e clubes membros da FIA.

A Cosmobilis é uma plataforma francesa de tecnologia e serviços para o setor automóvel, e está acompanhada pela gestora de investimento privado Park Square Capital. Ambas partilham com a FIA a ambição de aumentar a audiência global da modalidade e reforçar a ligação com os adeptos. A FIA beneficiará igualmente de uma presença significativamente reforçada da sua marca nos eventos e nas transmissões em todo o mundo.

E para concretizar esta visão, o novo promotor reuniu uma equipa de especialistas liderada por Éric Boullier, ex-diretor desportivo da Renault, que foi recentemente nomeado seu diretor-executivo (CEO). Boullier, de 49, é reconhecido pela sua vasta experiência ao mais alto nível do desporto automóvel.

O presidente da FIA, Mohammed Ben Sulayem, afirmou, no comunicado oficial, que: 

"Este é verdadeiramente o acordo do século para os ralis e tenho muito orgulho em anunciar este passo transformador, acompanhado de um nível de investimento nunca antes visto. Não só irá trazer benefícios concretos para os adeptos, concorrentes e clubes membros da FIA em todo o mundo, como representa também um enorme voto de confiança no futuro da modalidade, cuja popularidade continua a crescer globalmente.", começou por afirmar.

"O futuro dos nossos campeonatos está no centro de todas as decisões que tomamos e garantimos não apenas o parceiro certo para o presente, mas também alguém que partilha a nossa visão a longo prazo. Agradeço ao vice-presidente da FIA para o Desporto, Malcolm Wilson OBE, e à sua equipa por terem concretizado este acordo. Estou ansioso por trabalhar em estreita colaboração com o nosso novo promotor.", continuou.

"Os ralis fazem parte da minha história pessoal. Moldaram quem sou e a forma como trabalho, pelo que estou profundamente comprometido com o seu futuro. Este é um momento importante para a modalidade e tenho orgulho por iniciarmos uma nova era com um parceiro capaz de impulsionar o futuro brilhante destes campeonatos.", concluiu.

Do lado do WRC, o vice-presidente da FIA para o Desporto, Malcolm Wilson, declarou: 

"Passei toda a minha vida profissional no Campeonato do Mundo de Ralis, por isso sei exatamente o que esta modalidade representa para os pilotos, organizadores e, acima de tudo, para os adeptos. Em mais de 40 anos de carreira, nunca vi um investimento desta dimensão nos ralis. Este acordo é realmente extraordinário e deixa-me extremamente otimista quanto ao futuro. Desde o início, procurámos um parceiro que não só reconhecesse o enorme potencial do WRC, mas que compreendesse também o seu caráter, a sua herança e a responsabilidade de moldar o seu futuro.", afirmou.

"A Cosmobilis e a Park Square Capital partilham essa ambição. Com a chegada dos regulamentos WRC27 e a criação do novo Fundo de Crescimento da FIA, temos uma oportunidade única para fortalecer o campeonato, aumentar a sua audiência global e proporcionar o futuro que esta modalidade e os seus adeptos merecem.", concluiu.

Do lado da Cosmobilis, Jean-Louis Mosca, o seu presidente e diretor-executivo, afirmou: "Esta aquisição representa um marco muito importante na transformação da Cosmobilis. Desde a nossa criação, procurámos construir um grupo capaz de ligar todo o ecossistema automóvel através da tecnologia, dos dados e de plataformas geradoras de valor. O WRC e o ERC representam uma enorme aceleração dessa estratégia."

"Não estamos apenas a adquirir os direitos comerciais de um campeonato do mundo; estamos a criar uma plataforma internacional onde fabricantes, parceiros, meios de comunicação, tecnologia e adeptos se encontram. O nosso objetivo é claro: tornar o WRC na principal referência mundial do desporto automóvel e num motor de crescimento sustentável para todo o ecossistema Cosmobilis.", concluiu.

Por fim, Éric Boullier, diretor-executivo da WRC Promoter, concluiu: "Abraço este desafio com entusiasmo, determinação, humildade e um forte sentido de responsabilidade para tornar estes campeonatos ainda mais atrativos."

"Em conjunto com a FIA e os nossos parceiros, queremos transformar cada ronda num espetáculo capaz de entusiasmar adeptos em todo o mundo. O objetivo é claro: afirmar o WRC e o ERC como marcas globais de referência e motores de crescimento sustentável, plenamente alinhados com os desafios tecnológicos e ambientais da atualidade."

Este acordo surge numa fase decisiva para o WRC, que se prepara para uma profunda revisão regulamentar. As novas regras técnicas, previstas para entrarem em vigor em 2027, foram desenvolvidas para tornar a modalidade mais segura, competitiva e acessível ao mais alto nível. Paralelamente, será criado um novo Fundo de Crescimento da FIA, destinado a apoiar projetos que promovam o desenvolvimento dos ralis em todo o mundo, desde o topo da competição até às categorias de iniciação.

sexta-feira, 31 de julho de 2026

WRC 2026 - Rali da Finlândia (Dia 1)


O francês Sebastien Ogier lidera o rali da Finlândia, completadas que estão as dez primeiras especiais da prova. O piloto da Toyota tem um avanço de 16,3 segundos sobre o segundo classificado, o outro Toyota de Elfyn Evans, enquanto o terceiro é Sami Pajari, a 26,2, e o quarto é Oliver Solberg, a 41,9. Todos os pilotos são Toyotas, que dominam no final de um primeiro dia onde a chuva marcou presença.  

Com passagens duplas por Harju, Laukaa, Saarikas, Sydänmaa e Hoho, o dia começou com Adrien Formaux a ser o melhor, 1.1 segundos na frente de Thierry Neuville, 1,2 sobre Sebastien Ogier e elfyn Evans. Ogier triunfou na especial seguinte, 2,9 segundos na frente de Esapekka Lappi e Adrien Formaux, 3,6 sobre Oliver Solberg e 4,2 sobre Thierry Neuville.

Sami Pajari foi o melhor na terceira especial, 1,6 segundos na frente de Sebastien Ogier e Thierry Neuville, 1,7 sobre Adrien Formaux e 2,8 sobre Esapekka Lappi. Jon Armstrong saiu de estrada e acabou o seu rali por hoje. Ogier ganhou na quarta especial, 0,5 segundos sobre Pajari e Evans, 1,7 sobre Neuville e 2,8 sobre Olivier Solberg. Emil Lindholm capotou forte, mas saiu ileso, bem como Esapekka Lappi, que também capotou e ficou com o carro destruído.

Sobre a classificativa, Ogier, o vencedor, afirmou: "É realmente rápido, portanto é preciso compromisso aí. No início, não estava comprometido o suficiente, mas em direção à floresta estava tudo bem".

Questionado sobre se ser dos primeiros na estrada o está a prejudicar, afirmou: "Está tudo bem. Não é um rali chato como a Estônia, onde os últimos são os mais rápidos."

No final da manhã, Ogier acabou vencedor, 0,5 segundos na frente de Formaux, 0,9 sobre Solberg, 3,5 sobre Pajari e 4,5 sobre Martins Sesks. Thierry Neuvile bateu contra uma pedra e tem uma das rodas quebradas, perdendo um minuto e 45 segundos. "Foi uma nota um pouco rápida demais, tive que jogar o carro. Havia uma pedra e atingimos algo." Questionado sobre se daria para regressar à estrada, o belga da Hyundai respondeu: "Acho que sim."

A parte da tarde começou com Pajari a ganhar, 0,4 segundos na frente de Oliver Solberg, 2,6 sobre Sebastien Ogier, 3,1 sobre Adrien Formaux e 4,3 sobre Thierry Neuville, que assim conseguiu regressar à estrada, apesar de ter caído para a 13ª posição: "Primeiro de tudo [estou] feliz por estar aqui, os mecânicos fizeram um bom trabalho. Vamos ver o que acontece esta tarde, pode haver alguma chuva. Vamos ver como o carro funciona e se conseguimos voltar aos pontos.", comentou, no final da especial. 


Elfyn Evans triunfou na sétima especial, 2,3 segundos na frente de Takamoto Katsuta, 4,4 sobre Sami Pajari e 6,5 sobre Sebastien Ogier. Depois da passagem de Evans pela especial, começou a chover pesadamente e os carros começaram a andar mais lentamente. Martins Sesks, que acabou com o quinto melhor tempo com o seu Ford, acabou por ser... 46,6 segundos mais lento que Evans. "Não foi divertido enquanto dirigia, mas quando você sobrevive, é engraçado.", disse o piloto letão.

Oliver Solberg acabou por vencer na segunda passagem por Sydänmaa, 2,1 segundos na frente de Martins Sesks, 3,9 sobre Sebastien Ogier, cinco segundos sobre Thierry Neuville e 14,3 sobre Adrien Formaux. Takamoto Katsuta perdeu mais de dois minutos e 17 segundos por causa de problemas no sistema de desembaciamento dos vidros, caindo para o oitavo posto. 

Formaux triunfou na segunda passagem por Hoho, 2,3 segundos na frente de Oliver Solberg, 2,5 sobre Sesks, 5,5 sobre Neuville e 6,7 sobre Josh McErelean.

 "É uma pena. Esta tarde estivemos na luta pela vitória, mas agora estamos bastante longe.", lamentou Solberg. "Não tem sido uma tarde simples para ninguém. Tem sido um pouco de loteria. Há água parada nas trilhas aqui, ser o primeiro a encontrar isso não é ideal.", afirmou Elfyn Evans, por sua vez.

Para fechar o dia, na segunda passagem por Harju, Thierry Neuville e Takamoto Katsuta empataram no topo da tabela de tempos, com 0,3 segundos de avanço sobre Elfyn Evans, 1,4 sobre Sami Pajari e 1,5 sobre Oliver Solberg. 

Depois dos quatro primeiros, quinto é Martins Sesks, no seu Ford, a 1.04,9, na frente do Hyundai de Adrien Formaux, a 1.24,9. Sétimo é Josh McErlean, noutro Ford, a 2.29,0, com o oitavo a ser Takamoto Katsuta, a 2.30,7. Nono é Thierry Neuville, a 2.56,2, e a fechar o "top ten", está o Skoda do estónio Robert Virves, a 3.08,7. 

Amanhã continua o rali da Finlândia, com mais oito especiais. 

segunda-feira, 27 de julho de 2026

CPR: Teodósio vem confiante para o Rali da Madeira


Nas vésperas do Rali da Madeira, Ricardo Teodósio e o seu navegador, José Teixeira, regressam este fim de semana à competição a bordo do seu Citroen C3 Rally2 com motivação renovada e determinada em dar continuidade à evolução demonstrada ao longo da temporada, procurando alcançar um resultado que reflita o trabalho desenvolvido nos últimos meses.

Conhecido pelas suas classificativas técnicas e extremamente exigentes, o Rali da Madeira representa sempre um enorme desafio para pilotos, navegadores e equipas, onde a margem para o erro é praticamente inexistente. Mas apesar de tudo, Teodósio mostra-se entusiasmado com o regresso à ilha:

O Rali da Madeira é uma das provas mais especiais do campeonato. É um rali muito técnico, que exige máxima concentração do primeiro ao último quilómetro. Temos vindo a evoluir prova após prova e queremos continuar esse caminho. Sabemos que a concorrência será muito forte, mas vamos dar o nosso melhor para lutar pelos lugares da frente e proporcionar um bom espetáculo a todos os adeptos madeirenses, que vivem o rali de uma forma única.”, afirmou.

Também José Teixeira destaca a importância da preparação para um rali tão exigente: “A Madeira é sempre um grande desafio. A precisão das notas, a gestão do ritmo e a concentração são fundamentais. Estamos preparados para dar o nosso máximo e ajudar a equipa a alcançar um bom resultado.”, disse.

quarta-feira, 22 de julho de 2026

CPR: Meeke regressa no rali da Madeira


O Rali da Madeira é um dos mais importantes do campeonato, e que acontece em asfalto, à volta da ilha que é chamada de Pérola do Atlântico. E a Toyota Gazoo Racing Caetano Portugal decidiu encarar este rali com dois carros, um para Pedro Almeida e outro para Kris Meeke, que faz o seu regresso aos ralis portugueses, depois do vice-campeonato em 2025.

O regresso de Meeke e do seu navegador, Stuart Loudon, é igualmente um dos grandes destaques. O piloto britânico, que aos comandos do Toyota GR Yaris Rally2 venceu quatro ralis e 45 classificativas em 2026, regressa a uma prova que já tentou conquistar por diversas ocasiões, mas onde nunca triunfou.

Sim, estou muito contente por ter a oportunidade de voltar à Madeira, especialmente com a equipa e um carro que conheço bem. Depois de alguns anos em Portugal, é como se fosse uma família. Para mim, a Madeira é um dos ralis de asfalto mais difíceis do mundo, pela natureza das estradas e pela precisão necessária para sequer pensar em fazer o melhor tempo. É óbvio que os pilotos locais conhecem muito bem a ilha e o Diego Ruiloba também já mostrou ser incrivelmente rápido nesta prova. É um rali que adoraria ganhar, mas não subestimo o desafio", começou por afirmar.

E acrescentou: “Um grande obrigado ao povo da Madeira por me receber de volta, à Sports & You e ao Grupo Caetano. É fantástico estar de volta e fazer parte da equipa e estou realmente ansioso por este desafio.

O Rali da Madeira 2026 será disputado em duas etapas, distribuídas por oito secções e 15 provas especiais de classificação, num total de 202,52 quilómetros cronometrados, integralmente em asfalto.