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quarta-feira, 22 de julho de 2026

CPR: Meeke regressa no rali da Madeira


O Rali da Madeira é um dos mais importantes do campeonato, e que acontece em asfalto, à volta da ilha que é chamada de Pérola do Atlântico. E a Toyota Gazoo Racing Caetano Portugal decidiu encarar este rali com dois carros, um para Pedro Almeida e outro para Kris Meeke, que faz o seu regresso aos ralis portugueses, depois do vice-campeonato em 2025.

O regresso de Meeke e do seu navegador, Stuart Loudon, é igualmente um dos grandes destaques. O piloto britânico, que aos comandos do Toyota GR Yaris Rally2 venceu quatro ralis e 45 classificativas em 2026, regressa a uma prova que já tentou conquistar por diversas ocasiões, mas onde nunca triunfou.

“Sim, estou muito contente por ter a oportunidade de voltar à Madeira, especialmente com a equipa e um carro que conheço bem. Depois de alguns anos em Portugal, é como se fosse uma família. Para mim, a Madeira é um dos ralis de asfalto mais difíceis do mundo, pela natureza das estradas e pela precisão necessária para sequer pensar em fazer o melhor tempo. É óbvio que os pilotos locais conhecem muito bem a ilha e o Diego Ruiloba também já mostrou ser incrivelmente rápido nesta prova. É um rali que adoraria ganhar, mas não subestimo o desafio", começou por afirmar.

E acrescentou: “Um grande obrigado ao povo da Madeira por me receber de volta, à Sports & You e ao Grupo Caetano. É fantástico estar de volta e fazer parte da equipa e estou realmente ansioso por este desafio.”

O Rali da Madeira 2026 será disputado em duas etapas, distribuídas por oito secções e 15 provas especiais de classificação, num total de 202,52 quilómetros cronometrados, integralmente em asfalto.

sábado, 18 de outubro de 2025

CPR 2025 - Rali do Vidreiro (Final)


Por incrível que pareça - mas foi real - Dani Sordo foi o vencedor do rali Vidreiro, e por consequência, acabou campeão nacional de ralis, a bordo do seu Hyundai i20 Rally2. E foi por muito pouco: 0,8 segundos separaram Sordo de Kris Meeke, o segundo classificado e um dos candidatos ao título. E ambos deixaram Gonçalo Henriques a mais de um minuto - 1.01,4, - no seu Hyundai, e na frente de Ricardo Teodósio, no seu Toyota (a 1.06,0), e de Armindo Araújo, a 1.10,3. 

“A verdade é que foi uma vitória incrível, e eu precisava mesmo disto” disse Sordo à Autosport portuguesa. “É verdade que fomos melhorando o carro. Demos tudo, absolutamente tudo. Dei tudo o que tinha… e mais um pouco”, concluiu.

Do outro lado, Meeke reconheceu o valor do adversário e a emoção de ter travado mais uma luta histórica com Dani Sordo, duas décadas depois do duelo que os opôs no Mundial Júnior, mas não escondia a sua desilusão.

“Tentei tudo, mas desta vez não foi possível. Dominei grande parte da época, mas houve momentos difíceis, como aquele episódio em Castelo Branco e alguns problemas mecânicos que nos custaram caro. Mas é assim que são os campeonatos — nem tudo é sempre perfeito.”, começou por afirmar.

“O Dani veio muito forte, sabia bem a velocidade que ele tem. A Hyundai deu um grande passo neste rali e foi uma luta bonita, digna de um campeonato. Vinte anos depois, voltámos a lutar… e o resultado acabou por ser o mesmo. Claro que queria muito este título, mas estou feliz por estar aqui, por fazer parte deste campeonato e por conduzir este carro fantástico. A Toyota foi incrível durante toda a época. Hoje o Dani mereceu vencer.”, concluiu.

Depois das primeira especiais, que aconteceram na sexta-feira, no sábado, os pilotos tinham pela frente passagens duplas por Pombal-Carnide, Mata Mourisca, e uma por São Pedro de Moel e uma pela super-especial em Pombal. 


O dia começou precisamente em São Pedro de Moel, com Meeke a ganhar 0,3 segundos a Sordo, e a concorrência a ser deixada para trás: Armindo a 4,9, Teodósio a 7,8, Gonçalo Henriques a 11,8. Sordo responde e ganha em Pombal, recuperando 1,3 segundos a Meeke e aumentando a sua diferença na geral, 

Em Mata Mourisca, Sordo voltou a ganhar e alargou a diferença para Meeke em 0,8 segundo, para 2,7 segundos na geral. Teodósio foi o terceiro melhor, a 4,4, Gonçalo Henriques foi quarto, a 5,2, e José Pedro Fontes o quinto, a 10,5. A diferença é mínima, mas, grão a grão, Sordo ia construindo uma vantagem. Araújo fez um pião e acabou por perder 13,3 segundos.

Ele ganhou na sétima especial, mas a diferença para Meeke em 0,1 segundos, o minimo possível. Era uma luta a dois que deixava a concorrência para trás, apesar de Gonçalo Henriques só ter perdido um segundo e Armindo Araújo, 1,9. 

Meeke atacou na oitava especial, a segunda passagem por Pombal-Carnide, e conseguiu recuperar 2,2 segundos, ficando a 0,6, e claro, ninguém queria adivinhar quem ficaria com a vitória. No final, foi Sordo o melhor, mas não ganhou mais do que 0,2 segundos sobre o piloto da Toyota. Gonçalo Henriques foi o terceiro melhor, a 6,1. 


Armindo Araújo disse depois que o quinto lugar final foi o resultado de uma prova menos conseguida: 

“Começamos bem ontem, mas cometemos um erro na super especial que nos fez perder tempo. Hoje entramos ao ataque, recuperamos a terceira posição, mas um pião na sexta classificativa atirou-nos para o quinto lugar. A partir daí percebemos que seria muito difícil recuperar os segundos que perdemos e não valia a pena correr riscos. Nada mudaria em termos de contas para o campeonato. Gostávamos de ter terminado o ano no pódio, não conseguimos, mas os ralis são assim. Parabéns aos vencedores do rali e ao Dani Sordo por ter sido o primeiro do campeonato”, concluiu Armindo Araújo.

Sexto foi José Pedro Fontes, no seu Citroen C3 Rally2, a 1.45,7, na frente de Ruben Rodrigues, no seu Toyota GR Yaris Rally2, a 2.31,8, na frente de João Barros, a 2.47,7. Nono foi Pedro Meireles, a 3.19,7 e a fechar o "top ten" foi Diogo Marujo, a 3.32,9. 

Acaba o CPR 2025, em 2026 haverá mais!

sexta-feira, 17 de outubro de 2025

CPR 2025 - Rali do Vidreiro (Dia 1)


Dani Sordo é o líder no rali Vidreiro, com... 0,9 segundos sobre Kris Meeke, depois de três especiais. Ricardo Teodósio já é um "distante" terceiro classificado, a 24,1 segundos do líder, na frente de Armindo Araújo, a 24,4, e Gonçalo Henriques, a 24,5. 

O rali começou com um "shakedown" nos arredores de Pombal, com Dani Sordo a ser o mais rápido, 0,8 segundos mais rápidos que Kris Meeke, o segundo. Ricardo Teodósio ficou a 1,4, na frente de Armindo Araújo, que foi quarto, a 2,4. 

Depois da partida simbólica, em Alcobaça, o rali prosseguiu com os troços de Alfeizerão e São Pedro de Moel, antes da super-especial noturna de Pombal. Em Alfeizerão, a meio da tarde, Sordo continuou ao ataque, triunfando ali com uma vantagem de 3,7 segundos sobre Kris Meeke e 9,7 sobre Armindo Araújo. no final, Sordo afirmou que teve dificuldades em manter o carro no asfalto - "o troço escorregava muito", afirmou - mas conseguia um avanço significativo face a Meeke, enquanto Armindo Araújo posicionava-se na posição esperada, a que tem sido a mais habitual este ano.

Ricardo Teodósio era quarto, a 12,2, na frente de José Pedro Fontes, a 14,5.

Em São Pedro de Moel, Meeke respondeu conseguindo o melhor tempo, 2,4 segundos na frente de Dani Sordo e 6,3 sobre Armindo Araújo.

O espanhol, no final desta especial, afirmava ao Autosport Portugal que estava satisfeito com o seu desempenho.

“Não foi um mau arranque, mas ainda temos que melhorar um pouco o carro. Na verdade, já não há muito mais que melhorar, é o que há, mas tentaremos fazer o melhor e forçar. No primeiro troço havia pouca aderência e sabia que aí podia fazer alguma diferença se fosse rápido. Depois o segundo troço já tinha mais diferença e não deu para sacar diferença em nenhum lado.”, afirmou.


No final do dia, com a super-especial de Pombal, o melhor acabou por ser Meeke, recuperando quatro décimos a Dani Sordo. Armindo Araújo enganou-se no percurso e perdeu 11,2 segundos, beneficiando Ricardo Teodósio, que subiu para terceiro, enquanto Fontes perdeu 5,7 segundos na especial e desceu para trás de Gonçalo Henriques.

Meeke elogiou Sordo pelo carro e também o desempenho do novo motor da Hyundai.

"Foi interessante” disse Meeke ao AutoSport Portugal. “Fiquei impressionado com o tempo do Dani na primeira especial — foi a primeira vez dele naquele troço. Eu fiz no ano passado, mas estava húmido na altura e muito escorregadio, e talvez tenha ficado com essa sensação na memória. O Dani disse que ia completamente de lado e quase saiu em duas ou três curvas!", começou por comentar.

"A segunda especial é simples, difícil de fazer diferença, mas consegui ganhar algum tempo. Um segundo de diferença para o Dani, depois das duas primeiras especiais, não é muito. Fiquei impressionado com o Dani e com o novo motor da Hyundai, ou algo novo no motor — já nos testes e no shakedown se via que estavam fortes e deram um grande passo. Esta é a parte mais divertida dos ralis: as lutas apertadas.”

Depois dos cinco primeiros, sexto era José Pedro Fontes, a 27,9, no seu Citroen. Sétimo está Ruben Rodrigues, a 29 segundos exatos, na frente de João Barros, a 30,1. Nono era Ernesto Cunha, a 40,1 e a fechar o "top ten" está Pedro Meireles, a 45,9.

O rali Vidreiro acaba amanhã, sábado. 

segunda-feira, 13 de outubro de 2025

CPR: Meeke confia num bom resultado


O fim de semana que aí vêm é de decisão no Campeonato de Portugal de Ralis, o rali Vidreiro. Entre Pombal e Marinha Grande, Kris Meeke, Armindo Araújo e José Pedro Fontes lutam pelo título num campeonato que tem Dani Sordo na competição. Meeke, que procura o bicampeonato, espera ser um bom rali para as suas cores.

Depois de uma época pautada por vitórias expressivas e exibições grandiosas, mas também por contratempos pontuais, a dupla Meeke e Stuart Loudon, o seu navegador, parte determinada a entregar tudo em busca dos títulos para a Toyota Gazoo Racing Caetano Portugal chega a esta prova com um objetivo inabalável: lutar pela vitória e culminar uma temporada de sucesso com uma festa.

“Depois dos problemas que tivemos no Rali da Água, tudo se decide no último rali. É a natureza deste Campeonato de Portugal, com oito provas e uma pontuação para descartar, o que não permite quaisquer inconsistências. Tivemos dois ralis em que as coisas não correram como planeado, mas em todos os outros demonstrámos o nosso verdadeiro ritmo e a velocidade necessária para lutar pela vitória.”, começou por afirmar.

“Continuo convicto. Em todas as provas deste ano estivemos entre os mais rápidos e lideramos a maioria das especiais. Sei que o GR Yaris Rally2 se adapta muito bem a este tipo de troços. No entanto, tudo pode acontecer neste desporto. O essencial será realizar um fim de semana limpo e consistente. Se o conseguirmos, acredito que tudo correrá bem. Agora, é focar, preparar meticulosamente o carro e lutar até ao fim. Vamos dar o nosso máximo.”, concluiu.

O Rallye Vidreiro – Centro de Portugal disputa-se nos dias 17 e 18 de outubro, com o Expocentro de Pombal a servir de base operacional para equipas e organização. Conta com nove Provas Especiais (PE), somando 106,08 quilómetros cronometrados num percurso total de 371,25 quilõmetros.

sexta-feira, 19 de setembro de 2025

CPR (II): Meeke quer fechar o título em Chaves


A Toyota Gazoo Racing Caetano Portugal parte para esta penúltima jornada com a ambição clara de celebrar já em Chaves-Verín a conquista do título nacional, coroando uma época de domínio no automobilismo português, com Kris Meeke ao volante e Stuart Loudon a navegar. A dupla britânica chega a esta jornada transfronteiriça após conquistar quatro triunfos na presente época, incluindo a recente vitória na Madeira, e o seu estado de espírito é de cautela, mas também de otimismo.

“Temos tido uma época excepcional, o carro tem estado incrível e a performance foi sempre muito forte em todas as provas”, sublinhou Meeke. “A minha abordagem será a mesma de sempre – disputar este rali como qualquer outro. Vamos encarar Chaves com otimismo.”, continuou.

O líder do campeonato identifica os principais adversários para esta jornada: “Estou à espera de uma batalha intensa, sobretudo com Dani Sordo e também com o Armindo Araújo, que costuma ser muito forte nesta zona. O tempo parece que vai estar bastante quente e seco, o que simplifica um pouco as coisas, mas também torna a luta ainda mais equilibrada porque todos conseguem ser rápidos nessas condições. A estratégia será manter um bom ritmo e, quando me sentir confortável no carro, atacar”. afirmou.


O Rali da Água Transibérico Eurocidade Chaves-Verín realiza-se entre os dias 19 e 20 de setembro, dividindo-se por 2 Etapas com 10 Provas Especiais, num total de 115,07 km cronometrados. O percurso desenha-se nos emblemáticos troços em redor de Chaves, atravessando a fronteira para a região espanhola de Verín, num exigente percurso em asfalto que vai colocar à prova os participantes desta importante jornada para as contas do título.

terça-feira, 5 de agosto de 2025

CPR: Meeke satisfeito com o resultado na Madeira


Kris Meeke foi o quarto no rali da Madeira, o que não parece muito, mas em termos de CPR, o Campeonato de Portugal de Ralis, o resultado do piloto da Toyota é excelente, porque garantiu mais uma vitória no campeonato, o quarto triunfo da temporada em seis provas disputadas. E claro, mais um bom resultado a caminho do bicampeonato. 

Mesmo quando a dupla britânica foi surpreendida por um furo na segunda passagem pelo troço de Palheiro Ferreiro, que os fez cair da luta pelo pódio para a sexta posição, redefiniram o seu foco para o objetivo principal: vencer entre os concorrentes do CPR.

Com consistência e rapidez, alcançaram o objetivo e mantiveram a liderança na tabela do campeonato nacional.

"O Rali da Madeira é realmente único, quase como um Grande Prémio – cada especial parece uma qualificação, tal é a velocidade. Gostei imenso, mas estávamos focados principalmente no Campeonato de Portugal.", começou por afirmar.

"Os quatro pilotos que terminaram à minha frente não estão inscritos no campeonato, por isso, apesar de tudo, aproveitámos bem o rali. No primeiro loop estávamos bem na luta pela geral, mas os outros conseguiram manter um ritmo um pouco superior ao meu. Depois tivemos um furo, o que afetou bastante a nossa motivação – perder 30 segundos num rali como este torna impossível lutar pela vitória geral. Mesmo assim, estou super satisfeito por ter conseguido o máximo de pontos para o campeonato nacional, que é o nosso grande objetivo.", continuou.

"Nas últimas especiais tive um bom ritmo, até fizemos dois recordes de troço, mas mesmo assim só fui o terceiro e quarto mais rápido – o que mostra bem o nível incrível dos pilotos aqui na Madeira. Ganhar este rali continua a ser uma ambição minha, mas neste momento o foco está no campeonato português. Estou muito contente com a performance da equipa, o carro esteve incrível, apesar de ainda haver pequenos ajustes a fazer na afinação, já que este rali é tão específico. No geral, saímos daqui com o que viemos buscar – os pontos máximos – e isso coloca-nos numa boa posição para o campeonato. Agora é seguir para a próxima!”, concluiu.

sábado, 2 de agosto de 2025

CPR 2025 - Rali da Madeira (Final)


O espanhol Diego Ruiloba acabou por ser o grande vencedor do rali da Madeira, mas não sem antes ter andado à luta com um piloto local, João Silva, que a bordo do seu Toyota GR Yaris Rally2, conseguiu ser segundo, a meros 4,4 segundos do lugar mais alto do pódio. O italiano Simone Campedelli foi o terceiro, a 12,4 segundos, com Miguel Nunes, no seu Skoda Fabia RS Rally2, não muito atrás, a 13,6.

Kris Meeke foi quinto, a 48,6, e foi o melhor dos carros da CPR, o Campeonato de Portugal de Ralis, na frente de Armindo Araújo, a 1.05,5, enquanto Dani Sordo foi apenas oitavo, a 2.02,7. 

“Estou muito feliz. A verdade é que já necessitava de lutar por uma vitória este ano. Está a ser um ano difícil no WRC e precisava muito deste momento”, declarou Diego Ruiloba, visivelmente emocionado, por causa da temporada complicada que está a ter, especialmente no WRC2. “É uma grande descarga de adrenalina, uma descarga de moral”, afirmou, antes de dedicar a vitória à sua equipa, que o tem apoiado nos “bons e maus momentos”, continuou, ele que ganhou o rali em 2024.

Para além disso, rendeu homenagem à destreza de João Silva nas especiais, do qual o piloto local conhece profundamente. “É muito difícil batê-lo, mas estou contente por ter gerido bem o rali e, acima de tudo, porque precisava muito desta vitória”, concluiu.


Do lado do segundo classificado, João Silva, ele estava feliz com o resultado, o seu melhor de sempre, e a respectiva exibição: 

“Foi o meu melhor resultado de sempre no Rali Vinho da Madeira — já tinha conseguido um terceiro lugar, agora fui segundo. No ano passado já tínhamos andamento para lutar pelo pódio, mas não conseguimos. Este ano cometemos um ou outro erro, nada de grave, e os 4.4 segundos de diferença refletem algumas decisões menos acertadas. Mas faz tudo parte do processo de aprendizagem.", começou por afirmar. 

"Ninguém esperava que este carro tivesse logo andamento para lutar na frente, e eu, especialmente, foquei-me ao máximo. Quando comecei a sentir que as coisas estavam a fluir, adaptei-me, esforcei-me bastante. Não consegui transferir nada do que tinha aprendido no Skoda — tive de me readaptar em tudo: condução, referências… Este carro é espetacular, mas também um cavalo bravo. Muito difícil de explorar e domar, mas quando se encontra o equilíbrio, é realmente rápido. É isso que temos de continuar a otimizar."

Com seis especiais para cumprir neste último dia, passagens duplas por Ponta do Sol, Calheta e Rosário, o dia começou com Campedelli ao ataque, ganhando a especial, 3,7 segundos na frente de Miguel Nunes. João Silva era terceiro, a 5,6, seguido por Armindo Araújo, a 5,8. 

João Silva ganha na especial seguinte, na Calheta, conseguindo uma vantagem de 1,3 sobre Ruiloba, 2,4 sobre Campedelli, 3,2 sobre Miguel Nunes e 3,7 sobre Kris Meeke, mas a seguir, na primeira passagem sobre Rosário, o melhor acabou por ser Miguel Nunes, com João Silva atrás, a 1,1. Ruiloba era o terceiro, a 2,8, na frente de Campedelli, quarto, a 4,2. Meeke era o quinto melhor, a 5,6, na frente de Armindo Araújo, a 7,5.

A parte da tarde começou com Campedelli a ser mais veloz na segunda passagem por Ponta do Sol, 2,8 segundos na frente de Diego Ruiloba, 4,8 sobre Miguel Nunes e 4,9 sobre Armindo Araújo, na frente de João Silva, quinto a 6,7. A especial acabou por ser suspensa depois do acidente de Ernesto Cunha, sem consequências de maior. 

Rioloba ganha na segunda passagem por Calheta, 0,4 segundos na frente de Kris Meeke, 1,3 sobre Miguel Nunes, 1,4 sobre João Silva e 3,6 sobre Campedelli. Por esta altura, Ruiloba era o líder, a 7,2 de Joáo Silva, e 13,3 sobre Simone Campedelli, numa luta intensa pela liderança deste rali.

E era isto antes da Power Stage, a segunda passagem por Rosário. 

Ali, o melhor acabou por ser... Miguel Nunes, que foi 2,3 segundos mais rápido que João Silva. Kris Meeke foi o terceiro, a 3.1, com Simone Campedelli quarto, a 4,2 e Diego Ruiloba quinto, a 5,1. Apesar da diferença ter descido para 4,4, o piloto espanhol acabou por ganhar o rali da Madeira.

Depois dos seis primeiros, o sétimo foi José Pedro Fontes, a 2.01,2, no seu Citroen, na frente de Sordo, oitavo, a 2.02,7. Nono foi outro madeirense, Alexandre Camacho, a 2.06,5 e a fechar o "top ten" ficou Miguel Caires, a 2.27,3.

segunda-feira, 28 de julho de 2025

CPR: Meeke andará cauteloso na Madeira


Kris Meeke e a Toyota Gazoo Racing Caetano Portugal preparam-se agora para enfrentar um dos maiores desafios da temporada: o Rali da Madeira, sexta prova do Campeonato de Portugal de Ralis 2025 e evento também pontuável para o European Rally Trophy, de 31 de julho a 2 de agosto. Depois de uma exibição dominadora no Rali de Castelo Branco, Meeke chega agora à Madeira com os pés assentes na terra, pois em termos históricos, ela não tem sorrido favoravelmente a ele.

Assim sendo, ele olha para a jornada que se avizinha com cautela e com sentido de responsabilidade, pois ele pretende revalidar o título conquistado em 2024. E é essa a sua atitude para o rali:

“A Madeira não tem sido propriamente um terreno feliz para mim. A primeira vez foi em 2009 e foi complicado. Desde então acumulei mais duas participações em que a sorte não esteve do meu lado. Este ano, trago mais experiência e, acima de tudo, um carro que adoro.”, começou por afirmar.

“O GR Yaris Rally2 foi incrível em Castelo Branco, talvez até melhor em asfalto do que em terra. Claro que sei que os pilotos portugueses conhecem muito bem estes troços, pois fazem esta prova há 20 anos, por isso o desafio será enorme. Mas estou muito contente por voltar à Madeira e dar tudo por um bom resultado”, concluiu.

O Rali da Madeira é uma das rondas mais icónicas e desafiantes do calendário, com um total de 177,56 km cronometrados, distribuídos por 13 especiais ao longo de duas etapas e seis secções, num traçado técnico e montanhoso que exige precisão, ritmo e resistência.

segunda-feira, 16 de junho de 2025

CPR: Meeke lamenta o resultado, mas gostou da competição. Sordo concorda


Kris Meeke e Dani Sordo estavam felizes com o duelo que ambos proporcionaram no rali de Castelo Branco, neste fim de semana. Toyota contra Hyundai, os dois pilotos, ex-competidores do WRC, estão a marcar o ritmo do CPR, deixando a concorrência portuguesa distante. Contudo, apesar de Meeke ter levado a melhor neste rali, uma infração técnica levou a uma penalização de 15 segundos e acabou por perder o primeiro lugar para Sordo por... meio segundo.

Apesar do desfecho inglório, Meeke mostrou-se feliz com o resultado e o duelo com Sordo: 

“É muito duro perder um rali assim. No entanto, estou muito feliz com a exibição. O duelo com o Dani [Sordo] foi excelente, ele é um dos melhores pilotos do mundo em asfalto. Por isso, tivemos mesmo de dar o máximo este fim de semana para me manter à frente. Quando a luta é assim, decidida por décimos de segundo em especiais tão rápidas, é um verdadeiro prazer competir.", começou por afirmar.

"Estou apaixonado pelo GR Yaris Rally 2. É incrível em terra, mas em asfalto é excecional. É, honestamente, um prazer conduzi-lo. A vitória neste rali era importante, pois sabemos que a concorrência é forte neste tipo de piso. Esta penalização retira-nos um triunfo que considero merecido, mas estamos confiantes que podemos voltar a vencer já na próxima prova. Com este carro e esta equipa, estamos mais próximos do sucesso.”, concluiu.


Do lado de Sordo, estava naturalmente satisfeito com o resultado, mas também elogiou o ritmo que o rali teve ao longo do dia, bem mais elevado que na edição anterior. E no final, apesar do desfecho ter acontecido na secretaria, não tirava os elogios.

 “Andámos a um ritmo elevadíssimo, num duelo fantástico pela vitória, mas não foi possível alcançar o objetivo, que era a conquista do primeiro triunfo da temporada.", começou por falar à Autosport portuguesa, antes da penalização. "Fico de algum modo desapontado, mas ao mesmo tempo tenho consciência de que me empenhei ao máximo, tal como a equipa do Team Hyundai Portugal, na tentativa de subir ao lugar mais alto do pódio. Creio que, em termos de futuro, ainda poderemos melhorar algumas afinações, de modo a conseguir a vitória perante uma concorrência tão forte.”, concluiu. 

O CPR regressa no final do próximo mês, com o rali da Madeira.

domingo, 15 de junho de 2025

CPR: Penalizações no rali Castelo Branco mexem com a geral


A organização do Rali Castelo Branco decidiu aplicar penalizações de 15 segundos a Kris Meeke, Armindo Araújo e José Pedro Fontes mexeram com a geral, fazendo com que o britânico perdesse a vitória a favor de Dani Sordo, por meio segundo.  Armindo Araújo, também penalizado, cai para quarto, no seu Skoda, seguido de Ricardo Teodósio, quinto no seu Toytoa GR Yaris Rally2, e José Pedro Fontes termina na sexta posição, no seu Citroen C3 Rally2.

No comunicado oficial da organização, a penalização acontece por causa de uma infração nas regras em relação à zona para o aquecimento dos pneus, no inicio da 12ª e última especial.

“Depois de apresentados aos pilotos a informação do diretor de prova, bem como as imagens de tracking da viatura relativos ao local onde aconteceu a infração, os mesmos assumem ter saído do percurso, justificando que o fizeram por razões de segurança, relacionadas com o facto de a Zona de Aquecimento de Pneus prevista no percurso não ser suficiente para os mesmos atingirem a temperatura ideal. Questionados pelos comissários sobre a razão porque não fizeram um pedido ao Diretor de Prova para aumentar a zona de aquecimento de pneus, referiram que foi um erro não o terem feito.", começa por referir.

"Assim, e apesar da alegação de razões de segurança para o ato, o CCD entende que as regras são claras quanto ao incumprimento do percurso do Road Book pelo que, decide aplicar esta sanção ao abrigo dos Artigos 11.9.1, 11.9.3a e 12.4.1h do Código Desportivo Internacional”, concluiu.


sábado, 14 de junho de 2025

CPR 2025 - Rali de Castelo Branco (Final)


Kris Meeke ganhou o seu quarto rali da temporada de 2025, ao sair triunfante do rali de Castelo Branco, com uma vantagem de 14,6 segundos sobre Dani Sordo, no seu Hyundai i20 Rally2. Ambos deram mais de um minuto sobre Armindo Araújo, o terceiro classificado, no seu novo Skoda Fabia RS Rally2, que por sua vez, conseguiu ser seis segundos melhor que José Pedro Fontes, no seu Citroen C3, a 1.18,6.

Depois de Sordo ter acabado o dia de sexta-feira a liderar o rali de Castelo Branco, sábado começou com Meeke disposto a reagir, ganhando na primeira passagem por Vila Velha de Rodão, com uma vantagem de três segundos sobre Sordo, suficiente para passar para a frente por 2,7 segundos. Armindo foi terceiro na especial, a quatro segundos, seguido por Ricardo Teodósio, a 4,7, e José Pedro Fontes, a 5,2.

Meeke voltou a ganhar na passagem por Fratel, ganhando mais 2,4 segundos a Sordo, alargando a vantagem para 5,1. Pedro Almeida foi terceiro, a 7,8, Fontes o quarto, a 9,3 e Armindo perdeu 17,4 segundos, sendo nono na especial, e caindo dois lugares na geral. 

Sordo reagiu e ganhou na segunda passagem por Vila Velha do Ródão, 0,6 segundos mais rápido que Meeke. Armindo foi o terceiro, a um segundo, enquanto Fontes foi o quarto, a 2,5.   


No final da manhã, com a diferença enbtre eles situada em 4,5 segundos, Meeke reconheceu que não está a poupar nada no seu carro e admitiu que gosta quando a luta é assim:

“Foi uma manhã difícil, mas também muito divertida. Com uma diferença de apenas 0,3 segundos, sabia que precisava fazer algo para me destacar. Felizmente, conhecia aquele troço curto em Vila Velha de Ródão do ano passado e o carro estava a funcionar muito bem, o que me permitiu ganhar tempo ali e também na etapa seguinte. Ainda assim, 4,5 segundos não é muito.", começou por afirmar.

"Sei que o Dani está a dar tudo, e eu também estou a dar o máximo. É incrível quando a luta é assim renhida. À tarde vai ser modo ataque total novamente — não dá para relaxar com uma diferença tão pequena, especialmente contra alguém como o Dani. Mas, para mim, isso é o que torna tudo bonito. É muito bom quando estamos a lutar por décimos de segundo, estou mesmo a gostar”, concluiu.

Do lado de Sordo, ele aforma que precisa de mais uns ajustes no carro para poder ser mais rápido e tentar a aproximação a Meeke, enquanto que reconhece que os portugueses estão a dar mais luta que esperava.

“A verdade é que as diferenças no asfalto são muito difíceis de acompanhar, mas, enfim, o ritmo é elevado e os pilotos portugueses também estão muito próximos, em comparação com outros ralis. Mas estou a dar o meu melhor, acho que podemos ajustar um pouco as coisas no carro que me fariam melhorar o ritmo, mas não conseguimos encontrar a chave para ter uma boa dianteira”, contou.


A tarde começou com mais uma vitória de Meeke, conseguindo um avanço de 3,8 segundos sobre Sordo, com Armindo a 8,1, Pedro Almeida a 9,8 e Hugo Lopes a 11,3. A mesma coisa aconteceu na especial seguinte, com Sordo a 2,2, Armindo a 7,8, Pedro Almeida a 8,5 e Hugo Lopes a 10,4. Sordo reagiu, triunfando na décima especial, ganhando 1,4 sobre Meeke e reduzindo a diferença para 9,1 segundos. Fontes foi terceiro na especial, a 6,2, e foi especial para ele, porque Armindo perdeu 8,6 e a diferença entre ambos está agora a 1,4, embora ambos para Sordo e Meeke já era superior a um minuto.

Na parte final, Meeke reagiu e conseguiu o avanço que precisava para acabar como vencedor, conseguindo uma vantagem de 2,8 segundos sobre Sordo, 4,4 sobre Armindo e nove segundos sobre Pedro Almeida. José Pedro Fontes era o quinto melhor, a 9,9, e o pódio estava a 4,4, um pouco dificil de o apanhar, a não ser que o seu adversário tivesse algum problema. 

E na última PEC, a Power Stage de Castelo Branco, Meeke consolidou a sua vantagem, com 1,9 segundos de vantagem para Ricardo Teodósio. Armindo Araújo foi o terceiro mais rápido no último troço do dia, para assim, carimbarem o terceiro lugar à geral, à frente de José Pedro Fontes, a 2,1. Dani Sordo foi o quarto melhor, perdendo 2,6 segundos.

Depois dos quatro primeiros, Pedro Almeida foi o quinto, a 1.12,9, na frente de Teodósio, o sexto, a 1.18,7. Sétimo foi Hugo Lopes, a 1.22,1, no seu Hyundai, na frente de Ruben Rodrigues, a 1.50,1, no seu Toyota Yaris Rally2, e a fechar o "top ten" ficaram o Volkswagen Polo R5 de João Barros, a 2.18,5, e o Mitsubishi Lancer Evo X de Adruzilo Lopes, a 4.56,6.   

 O CPR continua em agosto com o rali da Madeira.   

sexta-feira, 13 de junho de 2025

CPR 2025 - Rali de Castelo Branco (Dia 1)


O espanhol Dani Sordo é o líder o rali de Castelo Branco, concluídas que estão as quatro primeiras especiais da prova. O piloto da Hyundai tem... meros 0,3 segundos sobre o segundo classificado, o Toyota de Kris Meeke. O terceiro é José Pedro Fontes não muito longe dois dois primeiros, a 21,3 segundos, no seu Citroen C3 Rally2. Mas imediatamente atrás, a 21,5, está o Skoda Fabia RS Rally2 de Armindo Araújo. Com um terço de rali completado, os pilotos estão mais perto que se julgava.

Primeiro rali da temporada de asfalto, o rali de Castelo Branco era esperado para saber até que ponto gente como Meeke e Sordo estariam longe dos portugueses, agora que estão a correr numa superfície diferente. Com passagens duplas por Freixial do Campo - Caféde e uma única por Barragem, antes da super-especial pelo centro de Castelo Branco, isto começou com Meeke na frente, ganhando 1,8 segundos sobre Dani Sordo e 3,9 sobre Armindo Araújo e Pedro Almeida, na segunda, Sordo reagiu e conseguiu triunfar, com dois segundos de avanço sobre Meeke. Pedro Almeida fez o terceiro melhor tempo, a 5,7, na frente de Ruben Rodrigues, a 6,8 e Armindo Araújo, o quinto melhor a 8,1. José Pedro Fontes foi o sexto, 9,4 segundos mais lento.

Com isto, Sordo passava para a frente, mais 0,2 sobre Meeke. 

Na segunda passagem por Freixial do Campo - Caféde, Sordo voltou a triunfar, 2,8 sobre Meeke, seis segundos exatos sobre Armindo Araújo e José Pedro Fontes e 6,6 sobre Hugo Lopes, com Pedro Almeida a furar e perder 18,2 e quatro posições na geral.

No final do dia, em Castelo Branco, o melhor foi Meeke, que ganhou 2,7 segundos sobre Sordo, enquanto Ricardo Teodósio foi terceiro, a 4,8, Fontes a 5,9, Hugo Lopes a sete segundos e Armindo a oito.  

Depois dos quatro primeiros, Ricardo Teodósio é o quinto, a 27,4, na frente de Hugo Lopes, a 31,2 no seu Hyundai. Pedro Almeida é o sétimo, a 33,4, com Ruben Rodrigues a ser oitavo, a 35,8, depois de perder algum tempo. A fechar o "top ten" estão o Volkswagen Polo R5 de João Barros, a 49,9, e o Skoda Fabia Rally2 de Diogo Marujo, a 57,2.

O rali de Castelo Branco prossegue neste sábado, com a realização das restantes oito especiais.

quinta-feira, 12 de junho de 2025

CPR: Meeke quer continuar a triunfar no CPR


Kris Meeke está a ter uma grande temporada no CPR, triunfando em três das quatro provas de terra do CPR. E agora, que entramos na fase de asfalto da competição, a começar em Castelo Branco, onde o piloto britânico espera manter o nível competitivo, para ver se está a caminho da renovação do título nacional. 

Nas vésperas do rali, e acompanhado do seu navegador, Stuart Loudon, Meeke está entusiasmado por regressar aos comandos do GR Yaris Rally2 e voltar a lutar pelas primeiras posições.

"Vai ser, sem dúvida, um desafio interessante. Será a minha primeira vez com o Yaris em asfalto, por isso há muito para aprender.", começou por afirmar. "Além disso, não conduzimos em asfalto desde o Rali Vidreiro do ano passado, por isso será também um regresso importante a este tipo de piso. Tivemos um dia de testes na terça-feira, o que foi fundamental para ganhar confiança e preparar-nos da melhor forma.", continuou.

"Há muitos aspetos novos para assimilar e, olhando para o percurso do Rali de Castelo Branco, há muitas especiais novas. Isso significa que o conhecimento prévio não terá um peso tão grande, o que torna tudo ainda mais competitivo. Vai ser certamente uma luta renhida, especialmente com o Dani, mas estou bastante entusiasmado com o desafio. Agora o foco está fazer um bom reconhecimento e depois veremos o que acontece. Estou mesmo muito motivado e ansioso por começar.", concluiu.

O rali de Castelo Branco acontecerá nesta sexta e sábado, e terá 12 especiais de classificação.

sexta-feira, 16 de maio de 2025

CPR 2025 - Rali de Portugal


O rali de Portugal para o CPR foi um domínio seguido de um golpe. Se Kris Meeke cavalgou ao longo do dia no rali de Portugal, e apesar de um furo, beneficiou dos problemas mecânicos sofridos por Dani Sordo para praticamente ter o rali controlado. E à entrada da final do dia, Meeke tinha um avanço superior a um minuto sobre Pedro Almeida, com Armindo Araújo a ser o terceiro classificado.

Mas ali, veio o golpe: uma suspensão partida mesmo depois de ter cruzado a meta o fez desistir, porque os danos foram severos, insuficientes para chegar até ao parque de assistência. Assim sendo, Pedro Almeida acabou por triunfar num rali onde a velha máxima rendeu: para ganhar, primeiro tens de chegar ao fim. E nos ralis, esta não termina na meta!


Em suma, foi a severidade dos troços que fez a sua escolha. E a recompensa calhou a aquele que conseguiu levar o carro até ao fim.  

Com dez especiais pela frente - o rali acabará no final do primeiro dia da prova do WRC - era mais um combate entre Kris Meeke e Dani Sordo, Hyundai contra Toyota, com Armindo Araújo e os outros portugueses, com Ricardo Teodósio, Pedro Almeida e Gonçalo Henriques à cabeça, a observarem o que os outros iriam fazer e esperar pelos deslizes de ambos, caso acontecessem. 

Depois da especial de inauguração, na Figueira da Foz, o dia começou com Meeke sempre ao ataque: ganhou as especiais todas da manhã, com vantagens que iam entre os dois segundos sobre Sordo em Mortágua, aos 7,6 na Lousã, deixando Armindo Araújo bem mais para trás como melhor português, com desvantagens na casa dos 22,4 segundos (na primeira passagem por Lousã). Acerta altura, o seu ritmo era tão elevado que se tinha envolvido na luta pela vitória na geral do WRC2!


Na quinta especial, no inicio da tarde, Sordo foi o melhor, mas pela margem mínima de 0,1 segundos, o que não beliscou a vantagem de 15,1 segundos que tinha na altura. Mas  a seguinte, a segunda passagem pela Lousã, é que houve problemas: Sordo ficou sem alternador e perdeu meia hora, deitando fora todas as chances de vitória, enquanto Kris Meeke sofria um furo e perdia "apenas" 46 segundos, com o triunfo na especial e ficar nas mãos de Armindo Araújo, 2,7 segundos na frente de Gonçalo Almeida, noutro Skoda Fabia Rally2.

Meeke regressou, não arriscou, mas continuou a dilatar o avanço para o resto deste rali. Ganhou mais 9,2 segundos a Armindo na sétima especial, e na oitava, mais 16,2 ao Skoda do piloto de Santo Tirso. Na nona especial, Meeke voltou a ganhar, ainda por cima, aproveitando os problemas de Armindo, que furou e perdeu tempo, cerca de um minuto. José Pedro Fontes perdia tempo também no seu Citroen. Pedro Almeida, nesta altura, subia para a segunda posição, com o seu Skoda, a mais de 2 minutos e 13 segundos para o britânico.

As últimas duas do dia, em Sever, começaram com Meeke a ganhar com um avanço de 13 segundos sobre Armindo, conseguido o que aparentava ser uma vitória com um avanço superior a um minuto. Pedro Almeida, nesta altura, mantinha a segunda posição, o que faria satisfeito por ter sobrevivido. 

Foi a segunda que aconteceu o golpe: Meeke quebrou a suspensão, e perdeu mais de dois minutos, enquanto Armindo ganhou a Power Stage, tentando apanhar Pedro Almeida para ser o melhor português. Começou o contra-relógio para reparar o carro para poder chegar ao Parque de Assistência, mas a suspensão acabou por quebrar no caminho e o pessoal da Toyota Caetano, que bem tentou colocar as coisas para aguentar tempo suficiente na ligação... mas não conseguiu.

No final, o vencedor acabou por ser dos mais inesperados: Pedro Almeida, no Skoda Fabia Rally2, ia para o lugar mais alto do pódio, e acabou com a pressão de Armindo, que tentou recuperar o tempo perdido pelo furo. 

E Almeida estava feliz: 

"Sabia que tinha conseguido por um andamento bom, mas nunca achei que seria este ano que ganharia um rali.", começou por afirmar o vencedor. "Num campeonato onde todos os pilotos tem muita experiência, a única hipótese que a gente tem é andar à perna. Agora que já consegui, juntar tudo num rali, nunca tinha conseguido até agora. Havia sempre alguma coisa que falhava, por isso, fico muito contente de fazer isso aqui", concluiu. 

Já Armindo Araújo, apesar do segundo posto, estava satisfeito com o dia. Admitiu que ainda tentou ir buscar a vitória, que escapou por apenas 2,7 segundos, mas o resultado de hoje não o deixa desiludido.

"Num rali desta envergadura, tudo pode acontecer, nada é garantido.", começou por afirmar. "Os furos, os toques, acontecem a qualquer momento. Nós, da nossa parte, acho que fizemos um bom dia, estivemos sempre a controlar as coisas, fechamos isto com um pódio, uma vitória nas Power Stage, bem posicionado na luta pelo melhor português neste rali, que é o nosso grande objetivo.", concluiu.  

sábado, 3 de maio de 2025

CPR 2025 - Rali Terras D'Aboboreira (Final)


O britânico Kris Meeke ganhou o duelo com Dani Sordo no rali Terras D'Aboboreira, que aconteceu este sábado. No final das dez especiais que aconteceram nas classificativas à volta de Amarante, Marco de Canaveses e Baião, o piloto da Toyota foi o melhor que o espanhol da Hyundai por 27,3 segundos. E ambos deram uma grande distância à concorrência, nomeadamente o terceiro classificado, Armindo Araújo, no seu Skoda Fabia RS Rally2, a 1.59,5. Ele ficou na frente do finlandês Roope Korhonen, quarto a 2.13,5.

“Três vitórias consecutivas com a Toyota é algo de especial e três vezes aqui em Aboboreira é realmente muito bom. Adoro este sítio, adoro o rali e, sim, que trabalho.", começou por falar o piloto britânico, no final do rali.

"Mas um grande obrigado à minha equipa. Ao Grupo Caetano por apoiarem o programa da Hyundai e o programa da Toyota, porque com o Dani aqui agora, a luta é incrível… Eu e o Dani lutamos nos troços há 20 anos e o facto de ainda estarmos a lutar agora é algo muito especial para nós. Por isso, um grande obrigado a todos os envolvidos, Sports & You e a todos vocês e, sim, estou feliz por estar aqui e por conquistar o primeiro lugar”, concluiu.


“Foi uma bela e emocionante batalha, num rali com alguns momentos difíceis, devido às condições climatéricas.", começou por falar Dani Sordo, quando comentou sobre o rali que efetuou. "Foi pena o furo na 'power stage', quando estava na posse do melhor tempo e poderia vencer, mas são imprevistos que fazem parte dos ralis. O resultado final é positivo e agora vamos centrar-nos no Rali de Portugal. Como se viu pelo andamento, estamos próximos da nossa primeira vitória no campeonato com o Hyundai i20 N Rally2…”, concluiu.

Depois das três primeiras especiais do dia, na sexta-feira, onde Meeke tentou controlar os avanços de Sordo e da concorrência dos WRC2, o dia de sábado ficou marcado pelo duelo entre os pilotos da Toyota e da Hyundai, com o inglês a levar a melhor, mas sempre por muito pouco. E enquanto isso acontecia, sob tempo difícil, de chuva constante. 

Com sete especiais neste sábado, passagens duplas por Marco, Marão e Amarante, mais uma passagem individual por Marão, o dia começou com Meeke a ganhar na primeira especial, ganhando 4,4 segundos sobre Sordo, 6,2 sobe Marco Bulacia e 6,5 sobre Martins Sesks. Sordo respondeu em Baião, ganhando a especial, mas recuperou... 0,6 segundos sobre Meeke, com Armindo Araújo a ser terceiro, a... 16,6, empatado com Roope Korhonen. 

Aqui, Martins Sesks teve problemas técnicos no seu Ford e acabou ali o seu rali, enquanto Diego Ruiloba batera e ficara por ali, e causou a interrupção da especial. Gonçalo Henriques, muito rápido, também acabava ali o seu rali, depois de um despiste ter dado cabo do seu carro. No final da manhã, Meeke ganhou na primeira passagem por Marão, conseguindo 1,4 segundos sobre Sordo e 15,5 sobre Pedro Almeida. 

A tarde começava com a segunda passagem por Amarante, onde Meeke apenas ganhava meio segundos sobre Sordo, com Jan Solans a ser o terceiro, a 4,1 e Roope Korhonen quarto, a 6,6. Meeke voltou a triunfar, 2,5 sobre Sordo e 19,4 sobre Pedro Almeida e 23,3 sobre Korhonen. Sordo acabou por ganhar na segunda passagem por Marão, ganhando 2,7 segundos sobre Meeke, com Bulacia a parar de vez na especial.

Com 9,2 segundos separados entre os dois primeiros para a Power Stage, a coisa acabou com... Armindo Araújo a ganhar, com o piloto da Skoda a ser melhor que Kris Meeke em 3,6 segundos. Sordo foi quinto na especial, a 22 segundos, tudo por causa de um furo. 


No final, Meeke comentou:

“Foi um fim de semana incrível, mas no último troço, que história, que troço louco! A chuva torrencial que caiu antes do troço, que estava cheio de lama. Arrancámos. Estava tudo a correr bem, mas cerca de cinco quilómetros depois, fiz um pião. Fiquei virado ao contrário numa estrada muito estreita, era impossível fazer inversão de marcha, tive de fazer marcha-atrás 150 metros às cegas até um cruzamento. Eu sabia que havia ali. Virámos e seguimos.", começou por afirmar.

"Eu sabia que estava a perder, sabia que tinha perdido uma mão cheia de segundos. E a diferença era apenas de nove segundos à entrada para o troço e não sabia o que fazer nessa altura. Atacar ou não? Estava tão escorregadio, tão difícil. Mantive um bom ritmo, mas infelizmente para o Dani (Sordo) ele furou a meio do troço, por isso, que forma de terminar um rali, mas sim, os troços aqui são lindos, mas têm de fazer alguma coisa em relação ao tempo…”, concluiu.

Depois dos quatro primeiros, Ruben Rodrigues foi o quinto, a 3.20,2, no seu Toyota Yaris Rally2, na frente do outro Toyota de Ricardo Teodósio, a 3.26,1. Sétimo ficou José Pedro Fontes, a 3.37,6, no seu Citroen C3 Rally2, longe de Ernesto Cunha, oitavo a 5.20,6 no seu Skoda Fabia Rally Evo2. E a fechar o "top ten", dois Ford Fiesta Rally3, o do irlandês Eammon Kelly, a 6.10,0 e do turco Kerem Kazaz, a 7.31,3. 

Agora, prepara-se para o rali de Portugal, que acontecerá entre os dias 15 e 18 de maio. 

sexta-feira, 2 de maio de 2025

CPR 2025 - Rali Terras D'Aboboreira (Dia 1)


O britânico Kris Meeke lidera o rali Terras D'Aboboreira com uma vantagem de 3,2 segundos sobre Dani Sordo, concluídas que estão as três primeiras especiais de classificação. Ambos os pilotos não estão muito longe de Martins Sesks, no seu Ford Fiesta Rally2, que é terceiro, a 14,3. Armindo Araújo é o melhor português, sendo sétimo na geral, com 25,7 segundos de atraso perante o líder, e a menos de um segundos do Hyundai de Gonçalo Henriques, a 26,6.

Sendo um rali de preparação para o rali de Portugal, que usará aquelas classificativas dentro de três semanas, a lista de inscritos estava cheia de pilotos que participam no WRC2, entre eles o finlandês Roope Korhonen  (Toyota GR Yaris Rally2), o francês Yohan Rossel (Citroën C3 Rally2) e recente vencedor da sua categoria no Rally Islas Canárias, o espanhol Jan Solans (Toyota GR Yaris Rally2) e sobretudo, o letão Martins Sesks, que participa num WRC2, mas no rali português, correrá num Ford Fiesta Rally1.

Com três especiais nesta sexta-feira, passagens por Amarante e Marco, com uma super-especial de 2,1 quilómetros do centro da cidade de Marco de Canavezes, o dia começou com Sordo na frente, conseguindo meio segundo sobre Meeke e 1,3 sobe Sesks, com Korhonen em quarto, a cinco segundos. Armindo Araújo foi o melhor, em oitavo, a 11,9, na frente de Gonçalo Henriques, a 12,1. 

Meeke reagiu, triunfando nas duas especiais seguintes. Na primeira especial, ganhou 2,8 segundos sobre Dani Sordo e sete segundos sobre o boliviano Marco Bulacia (Toyota GR Yaris Rally2), com Seks a ser quarto, a 7,5 e Armindo a perder 9,5 segundos, sendo o sexto melhor. No final do dia, com a super-especial citadina, Meeke voltou a ganhar, com uma vantagem de 1,3 sobre Rossel e 1,4 sobre Sordo. Gonçalo Henriques foi o quarto melhor, a 2,3. 

Depois dos três primeiros, Korhonen é o quarto, a 18,5, na frente de Yohan Rossel, a 19,9. Sexto é Marco Bulacia, a 22,7, na frente de Armindo Araújo e Gonçalo Henriques, enquanto Jan Solans é nono, a 29,9. A fechar o "top ten" está o Skoda Fabia RS Rally2 de Pedro Meireles, a 32,0.

O rali Terras D'Aboboreira continua este sábado, com as restantes sete especiais. 

CPR: Meeke teme os concorrentes do Mundial


Kris Meeke teme que os pilotos do WRC2 venham interferir na sua luta pela vitória. A poucas horas do Rali Terras D'Aboboreira, terceira prova do CPR, Campeonato de Portugal de Ralis, o piloto da Toyota Portugal quer continuar a ganhar, rumo a um segundo título consecutivo, logo no ano de estreia do projeto Toyota Caetano Portugal. Meeke e o seu navegador, Stuart Loudon, querem manter o ímpeto, apesar da meteorologia avisar neste final de semana que poderá voltar a pregar partidas.

Mas também Meeke está atento a alguns dos pilotos do WRC2 que andam por ali, que andam a ensaiar pra o Rali de Portugal, que acontecerá dentro de duas semanas: 

“Foi ótimo começar a temporada com duas vitórias e queremos continuar assim. No entanto, este rali costuma trazer alguns pilotos do WRC2 que aproveitam o evento para testar, como o Martin Sesks, que foi muito rápido em Fafe, e o Yohan Rossel, que vem de uma vitória nas Canárias. Por isso, a concorrência vai ser forte, mas o nosso foco está no Campeonato de Portugal.", começou por referir.


"Gosto de desafios e gosto muito destas classificativas no norte. O objetivo mantém-se: desfrutar da condução com o nosso carro e dar o nosso melhor. Parece que o tempo pode complicar, com previsão de chuva forte para o shakedown e para o primeiro dia de rali. Com a altitude, isso pode trazer nevoeiro, tal como no ano passado. Mas é isso que torna os ralis especiais – nunca sabemos o que vamos encontrar pela frente. Estamos motivados e com esperança de ter mais um bom fim de semana”, concluiu.

O Terras D'Aboboreira terá de especiais, divididos por Amarante, Marco e Baião. Para Meeke, em caso de vitória, será a sua terceira consecutiva em 2025,  e a 12.ª no CPR.

sábado, 29 de março de 2025

CPR 2025 - Rali do Algarve (Final)


Dois ralis, duas vitórias. Kris Meeke foi o vencedor do rali do Algarve, batendo Dani Sordo por 13.3 segundos, depois de ele ter recuperado o atraso que o tinha deitado fora do "top ten" depois do final do primeiro dia, por causa do Turbo. Gonçalo Henriques, no outro Hyundai i20 Rally2, ficou com o terceiro lugar e foi o melhor português, a 1.37,8, depois de ter batido por menos de um segundo o Skoda Fabia de Armindo Araújo., que ficou a 1.38,7 do vencedor. Ricardo Teodósio, que corria em casa no seu Toyota, terminou no quinto posto, a 1.45,9.

"Estou mais do que feliz por conseguir duas vitórias consecutivas. Coloca-nos numa posição muito boa. Sinceramente, gostei muito do carro este fim de semana”, começou por afirmar Meeke, na meta. 

O piloto afirmou que, apesar de liderar o campeonato, há ainda muita coisa a aprender no novo carro, mas entende que este é um processo natural:

"Ainda acho que temos mais a aprender. Só numa segunda passagem hoje, talvez a afinação pudesse ter sido diferente. A escolha dos pneus não foi correta e outras coisas, mas tudo bem. É assim, quando se tem um carro novo, temos de aprender a adaptar-nos, mas, de qualquer forma, estou muito, muito feliz pela Toyota Portugal e pela Sports & You”, concluiu.


Já Dani Sordo, apesar do grande dia de sábado que teve, recuperando os 50 segundos de atraso, afirmou que a vitória estava ao seu alcance.

“Sinto que tínhamos ritmo para ganhar o rali hoje e demonstrámo-lo ao ganhar todas as etapas do dia” começou por afirmar o piloto da Team Hyundai Portugal. “Mas o Kris estava a 50 segundos e foi muito, muito difícil. Reduzimos ao máximo e terminamos a 13 segundos. Precisávamos de mais algumas especiais, mas demos tudo o que tínhamos e experimentámos coisas novas no carro. Perdemos 50 segundos por causa de um problema mecânico [na sexta], mas as corridas são assim, os problemas mecânicos são assim e não se pode fazer nada em relação a isso. Por isso estou contente com o bom dia que tivemos hoje. Conseguimos os pontos na Power Stage, o que também é importante no final do dia.”, concluiu.

Com sete especiais neste sábado, Dani Sordo estava bem atrasado na geral e tinha um objetivo: recuperar o mais possível, ganhando todas as especiais. E foi o que fez: ganhou todas elas, incluindo a Power Stage. Mas nas especiais da manhã, primeiras passagens por Silves, Messines e São Marcos, Sordo começou por recuperar 5,3 segundos a Meeke, enquanto Ricardo Teosódio era quinto, perdendo 16,6 segundos e já tinha 29,9 na geral, não longe de Pedro Almeida, a 30 segundos.

Já ali, Sordo subiu para oitavo, com 46,5 segundos de atraso para Meeke. 

Em Messines, Sordo ganhou mais 5,7 sobre o Meeke e 27,8 sobre Gonçalo Henriques, 32,5 sobre Armindo Araújo e 36,3 sobre Ricardo Teodósio. Com isso, Sordo subiu para segundo, a 40,8 de Meeke. No final da mamhã, em São Marcos, Sordo ganhou mais 5,8 segundos e reduziu a diferença para 35 segundos. Gonçalo Henriques era agora o terceiro, a 59,8.

Na parte da tarde, a mesma coisa: Meeke ganhou novamente, agora com 6,8 sobre Meeke - que estava a abrandar, controlando o andamento do espanhol da Hyundai - reduzindo para 28,4. Araújo foi o terceiro na especial, a 13,9, Teodósio em quarto, a 14,5.

Na segunda passagem por Messines, Sordo foi o melhor que Meeke, abrindo a vantagem entre os dois para 9,3, reduzindo a diferença para 19,1. Gonçalo Henriques foi o terceiro, a 26,1, na frente de José Pedro Fontes, a 27 segundos. 

Por fim, na Power Stage, segunda passagem por São Marcos, Sordo conseguiu ser o melhor, 5.8 segundos na frente de Meeke, 11,6 sobre Armindo Araújo e 12,2 sobre Pedro Almeida. Gonçalo Henriques acabou apenas em sexto, mas manteve o lugar de pódio por muito pouco. 


Mas no final da prova, estava felicíssimo com o resultado, quer com a exibição, quer por ver o seu sonho tornar-se realidade:

“Mais satisfeitos não podíamos estar. Foi um rally incrível, muito rápido, mas gosto deste tipo de troços. Sinto-me mais à vontade em troços rápidos e isso notou-se, especialmente no troço maior. Foi onde conseguimos fazer mais diferença. Sentimo-nos sempre bem no carro, depois de um excelente trabalho da equipa que nos deu um carro confortável de conduzir. Estamos muito orgulhosos daquilo que conseguimos atingir aqui e vamos trabalhar muito para conseguir no próximo fazer algo idêntico.", começou por afirmar.

Fica mal dizer isto, mas eu sonhava muito com isto. Eu acreditava que era possível. Claro que tinha os pés bem assentes na terra e não queria deixar-me levar pelas emoções. Mas acredito muito no nosso valor. Sabíamos que nos sentíamos confortável neste tipo de condições e que podia ser uma mais-valia começar aqui." continuou.

Conseguimos um bom setup, graças à grande ajuda do Dani Sordo e também da nossa equipa de assistência, a Sports & You. Conseguimos um compromisso muito bom com o carro. Não tenho experiência com este tipo de carros. Por isso, a ajuda do Dani foi uma grande mais-valia”, concluiu.

Depois dos cinco primeiros, sexto é Pedro Almeida, a 1.51,6, não muito longe de José Pedro Fontes, sétimo no seu Citroen C3 Rally2, a 2.05,2. Oitavo ficou Pedro Meireles, a 2.26,9 e a fechar o "top ten", estão Ruben Rodrigues, a 2.49,2, no seu Toyota Yaris Rally2, e Diogo Salvi, a 3.50,4. 

O CPR continua entre os dias 2 e 5 de maio no Terras D'Aboboreira, em Amarante, duas semanas antes do Rali de Portugal, que será entre oa sias 15 e 18 de maio. 

sexta-feira, 28 de março de 2025

CPR: Rali do Algarve (Dia 1)


O britânico Kris Meeke lidera o rali do Algarve, liderando com 13,5 segundos sobre o espanhol Gil Membrado e 15,2 sobre o Hyundai do jovem Gonçalo Henriques, passadas que estão as suas primeiras especiais do dia. O rali está marcado pelos problemas no Turbo do Hyundai i20 Rally2 de Dani Sordo, que perdeu cerca de 50 segundos e ficou fora do "top ten". 

Com especiais em Lagos e Barão de São João, que aconteceram durante a tarde, o dia começou com Meeke em ação, ganhando na primeira especial, 2,9 segundos sobre Sordo e 5,5 sobre Ricardo Teodósio, no seu Toyota GR Yaris Rally2, Gil membrado foi o quarto, a 6,5. Pouco depois, na especial de Barão de São João, Meeke voltou a ganhar, 6,7 segundos sobre Pedro Almeida, sete segundos sobre Gil Membrado e 7,1 sobre Armindo Araújo. Ricardo Teodósio, o piloto local, tem o sexto tempo na especial, a 11 segundos.

Contudo, os tempos e as classificações podem ser vistas com algum cuidado, porque amanhã a ordem de partida é pela classificação de hoje, e pode ser considerada alguma estratégia por parte de algumas equipas para amanhã, por causa do estado dos troços.

Depois dos três primeiros, Pedro Almeida é quarto, no seu Skoda Fabia Rally2, a 0,2 segundos do piloto da Hyundai com Ricardo Teodósio a cair para a quinta posição nesta especial, ainda assim na frente do Skoda de Armindo Araújo, a 22 segundos, e que perdeu tempo na primeira especial sem que tenha tido algum problema (a tal estratégia para sábado). Rúben Rodrigues, no seu Toyota, é oitavo, a meio segundo de Araújo, mas 7.9 segundos na frente de José Pedro Fontes, décimo da geral no seu Citroen C3 Rally2. Pelo meio está Diogo Salvi, nono a 23,6 no seu Skoda Fabia Rally2.

O rali do Algarve termina amanhã, com as restantes seis especiais.    

terça-feira, 25 de março de 2025

CPR (II): Meeke está confiante para o Algarve


Triunfante em Fafe, prova inicial do Campeonato de Portugal de ralis (CPR) Kris Meeke e o seu navegador, Stuart Loundon, encaram o Rali Casinos do Algarve, segunda prova do campeonato, como um dos candidatos à vitória. Ele e o seu carro, o Toyota GR Yaris Rally2 da Toyota Caetano Portugal, estão em estreia nas estradas algarvias, e apesar do seu favoritismo e a sua vasta experiência, Meeke alerta que cada rali tem a sua história e que a concorrência está forte, bem preparada e pronta para aproveitar qualquer oportunidade. 

Assim, apesar do otimismo, Meeke e a equipa mantém uma abordagem cautelosa:

“Não podia estar mais animado para esta segunda prova do ano. O Rali Casinos do Algarve é uma prova que já conhecemos e onde tivemos sucesso no ano passado. A estreia com o GR Yaris Rally2 não podia ter corrido melhor, mesmo com troços muito difíceis. Adorei cada metro com o carro e estou ansioso por voltar a pilotá-lo. No entanto, não podemos facilitar. Sabemos que a concorrência é forte e nos ralis tudo pode acontecer. Assim, vamos motivados, com uma boa dose de otimismo, mas com a noção de que será certamente uma prova renhida” disse Kris Meeke.

Ainda falando sobre Fafe, onde triunfou, e o seu novo carro, as suas impressões são positivas, apesar de alguns problemas pontuais.

 "É um carro fantástico em todos os detalhes, a Toyota Gazoo Racing fez um excelente trabalho. Por exemplo, nesse fim de semana [de Fafe] tivemos muita água a cair e muita água nos troços, os limpa vidros foram perfeitos, a sofagem esteve perfeita, não tivemos embaciamento e não tivemos uma gota de água que tenha entrado no carro. Num fim de semana tão difícil todos estes pequenos detalhes contam.

"[Estou] 70 por cento adaptado em relação ao que consigo fazer com o carro. Este carro é um enorme passo em frente no que respeita a suspensão e chassis. O tamanho dos amortecedores neste carro é incrível.", concluiu.

O rali Casinos do Algarwe acontecerá entre os dias 27 e 29 de março e terá 69 pilotos inscritos, que percorrerão nove troços cronometrados.