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sábado, 30 de maio de 2026

CPR 2026 - Rali de Lisboa (Final)


O rali de Lisboa foi competitivo, e no final, um segundo exato separou o vencedor, Pedro Almeida, do segundo classificado, Ruben Rodrigues, ambos em Toyota GR Yaris Rally2. Ao fim das dez especiais desta prova, que estreia este ano no CPR, Campeonato de Portugal de Ralis, os dois pilotos deixaram longe o terceiro classificado, o Lancia Ypsilon Rally2 de José Pedro Fontes, a 25,1 segundos. 

Tivemos um rali muito positivo. Logo desde o início entrámos fortes, na segunda classificativa passámos para a liderança e mantivemo-la até ao fim. Não há segredos: todo o trabalho tem sido feito. Desde o primeiro quilómetro do teste senti muita confiança no carro e a velocidade foi natural.”, disse Almeida, no final da prova. 

"Foi um grande rali para a nossa equipa. Apostamos numa estratégia que resultou na perfeição. Penso que mostrámos aqui a nossa velocidade — se havia dúvidas, ficaram aqui bem esclarecidas. Tivemos um carro impecável sem qualquer tipo de problemas.“, comentou Rodrigues, também no final do rali.

No sábado, os pilotos tinham pela frente mais cinco especiais, e na primeira, Ruben Rodrigues acabou por ser o melhor, 0,6 segundos adiante de Pedro Almeida, 3,7 sobre Gonçalo Henriques e 4,6 sobre José Pedro Fontes. Teodósio, que fora quinto na especial anterior, reagiu, ganhando a seguinte, com uma vantagem de 0,1 segundos sobre Pedro Almeida, 1,1 sobre Gonçalo Henriques, 1,6 sobre Ruben Rodrigues e dois segundos sobre Hugo Lopes. 

Na segunda passagem por Vila Franca de Xira, Ruben Rodrigues atacou e ganhou a especial, 0,2 segundos adiante de Gonçalo Henriques, 1,3 segundos sobre Pedro Almeida e 1,9 sobre José Pedro Fontes e Ricardo Teodósio. Na geral, Almeida liderava, com 5,6 segundos sobre Rodrigues.

Rodrigues continuou ao ataque, triunfando na segunda passagem por Alenquer, com 0,3 segundos de vantagem sobre José Pedro Fontes, 1,9 sobre Rafael Rêgo, e sobretudo, três segundos sobre Pedro Almeida, o quarto na especial. Com isso, a diferença diminuiu para 2,6 segundos, importante para gerir, ou conseguir passar, na Powerstage de Sintra.

Ali, Rodrigues triunfa na sua terceira especial seguida, 0,4 segundos na frente de José Pedro Fontes, 1,1 sobre Hugo Lopes e 1,5 sobre Pedro Almeida. Não tinha dado para o apanhar, e no final, Rodrigues falava dessa abordagem pragmática que lhe custou o rali:

"Viemos aqui com o intuito de ganhar quilómetros nesta fase de asfalto do campeonato. À tarde percebi que tínhamos aqui uma hipótese e forcei. Quando o fiz as coisas apareceram. Ganhámos as classificativas, mas não foi suficiente. Dou os parabéns ao Pedro e a todos que andaram muito bem.”, disse o piloto açoriano.

Eu já entrei para ganhar o campeonato. Temos de ser humildes — vimos aqui o Rúben com um andamento incrível, está de parabéns. Mas vamos continuar a lutar. Agora é preparar muito bem a Madeira e tentar entrar forte outra vez.”, concluiu Almeida.


Nada está decidido, nada está ganho. Temos de continuar focados, perceber o que podemos melhorar — e ainda há muito a melhorar. O caminho é longo, mas estamos no caminho certo.”, afirmou Rodrigues, agora mais confiante para as provas seguintes. 

Depois dos três primeiros, quarto foi o Citroen C3 Rally2 de Ricardo Teodósio, a 28,4, na frente de Gonçalo Henriques, no seu Hyundai, a 29,5. Sexto foi Armindo Araújo, a 33,1, deixando longe Rafael Rêgo, sétimo a 1.03,1. Oitavo foi Diogo Marujo, no seu Skoda Fabia RS Rally2, a 1.34,1, na frente dos veteranos João Barros (a 1.41,1) e de Rui Madeira (a 2.04,8), que fecharam o "top ten".

sexta-feira, 29 de maio de 2026

CPR 2026 - Rali de Lisboa (Dia 1)


Pedro Almeida lidera o Rali de Lisboa, que se estreia neste ano no CPR. O piloto do Toyota GR Yaris Rally2 tem uma vantagem de 4,7 segundos sobre Gonçalo Henriques, no seu Hyundai i20 Rally2, seis segundos sobre Ruben Rodrigues, também num Toyota GR Yaris Rally2 e 7,5 segundos sobre o Skoda Fabia Rally2 de Armindo Araújo.

Com cinco especiais a serem realizadas nesta sexta-feira, com as primeiras passagens por Mafra, Vila Franca de Xira, Alenquer e Sobral de Monte Agraço, terminando com uma super-especial noturna em Mafra, a prova começou com Armindo ao ataque, ganhando 0,4 segundos sobre Almeida e Henriques, e 3,3 sobre José Pedro Fontes, no seu Lancia Ypsilon Rally2. Pedro Almeida reagiu em Sobral de Monte Agraço, ganhando 0,2 segundos sobre Gonçalo Henriques, um segundo sobre Ricardo Teodósio, no seu Citroen C3 Rally2, e 1,3 segundos sobre Hugo Lopes. 

Ruben Rodrigues foi o vencedor na primeira passagem por Vila Franca de Xira, ganhando 0,2 segundos sobre Pedro Almeida, 0,4 sobre Gonçalo Henriques e 1,4 sobre Armindo Araújo. Na quarta especial, sobre Alenquer, o melhor foi Pedro Almeida, 0,7 segundos mais rápido que Ruben Rodrigues, 4,3 sobre Armindo Araújo e 5,8 sobre Gonçalo Henriques. 

No final do dia, na super-especial de Mafra, Henriques foi o melhor, 1,3 segundos na frente de Ruben Rodrigues, 1,5 sobre Armindo Araújo e Pedro Almeida e 2,1 sobre João Barros e Ricardo Teodósio.


Depois dos quatro primeiros, Ricardo Teodósio era o quinto, a 16,4 segundos, seguido por José Pedro Fontes, no seu Lancia Ypsilon Rally2, a 20 segundos exatos. Rafael Rego era o sétimo, no seu Toyota GR Yaris Rally2, a 30,5 segundos seguido pelo Skoda Fabia RS Rally2 de Diogo Marujo. A fechar o "top ten" estão o Hyundai i20 Rally2 do veterano Rui Madeira, a 45,2, e o Skoda Fabia RS Rally2 de João Barros, a 56,2.

O rali de Lisboa termina no sábado, com a realização das restantes cinco especiais. 

sexta-feira, 8 de maio de 2026

Youtube Rally Crash: O capotanço de Tristian Charpentier em Mortágua

Costuma-se dizer o que as pessoas querem ver é o circo pegar fogo. E no rali de Portugal, um acidente é algo que o pessoal aplaude, desde que os pilotos saiam ilesos. Na especial de Mortágua, o francês Tristian Charpentier, no seu Skoda Fabia RS Rally2, despistou-se e capotou a baixa velocidade, e a multidão aplaudiu e foi ter com eles para os ajudar a tirar do carro.

O video é do Pedro Figueiredo.  

segunda-feira, 20 de abril de 2026

CPR, Terras D'Aboboreira: Meireles feliz com a sua prova


Pedro Meireles
e o seu navegador, Mário Castro, terminaram o rali Terras D’Aboboreira com um bom quinto lugar, depois de uma luta intensa pela quarta posição, com o Lancia Ypsilon Rally2 de José Pedro Fontes, que lhes escapou por dois segundos.

No final do rali, o piloto do Škoda Fabia RS Rally2, em declarações ao AutoSport, fez um balanço positivo da prova, apesar de algumas escolhas menos conseguidas que impediram um resultado mais vistoso. Ainda assim, fica o entusiasmo pelo ritmo demonstrado.

Acho que foi uma boa prova da minha parte. Começamos bem, depois, fruto da estratégia que tínhamos delineado, mudamos o carro para o troço grande e não resultou. Hoje [sábado] voltamos a pôr o carro mais ou menos como estava e as coisas já funcionaram. Estamos sempre a aprender.", começou por afirmar.

"Acho que o importante aqui é que demonstramos um bom ritmo. Com a luta na frente ao rubro, fizemos tempos muito bons, ao nível dos pilotos mais rápidos. Portanto, estamos satisfeitos. Perdemos o quarto lugar por 2 segundos, a meio do troço ainda vínhamos a ganhar, mas pronto, é o que é. Estou muito satisfeito com a minha prova e agora é encarar o próximo rally, o Rally de Portugal”.

Quanto ao arranque do CPR, Pedro Meireles enalteceu a competitividade e o equilíbrio:

Acho que foi muito bom. Os jovens já mostraram ao que vieram e ainda bem, não tinha a mínima dúvida que isso iria acontecer, mais tarde ou mais cedo. Acho que vai ser um campeonato muito equilibrado. Toda a gente fica a ganhar com isso, nós, o público e o campeonato. Esperemos que assim seja, são provas destas que animam o campeonato e que o tornam muito mais interessante”.

sábado, 18 de abril de 2026

CPR, Terras D'Aboboreira: Armindo Araújo satisfeito com o resultado


Armindo Araújo terminou o Rali Terras d’Aboboreira na segunda posição no campeonato CPR, o resultado possivel depois de um início prometedor, que não teve continuidade no sábado, que obrigaram o piloto a redefinir os objetivos, ficando a 5.6 segundos do Toyota vencedor de Ruben Rodrigues. No final, em declarações à AutoSport portuguesa, o piloto de Santo Tirso mostrou-se resignado com o rumo da prova, mas satisfeito com os pontos conquistados:

O resultado é positivo. Não foi o que ambicionámos, pois viemos declaradamente lutar pela vitória. Contudo, acho que minimizámos os estragos, nunca baixámos os braços e lutámos até ao último metro. Saímos daqui com o segundo lugar e com a vitória na Power Stage, que acaba por ser bom em termos de resultados desportivos.", começou por afirmar.

"Contudo, reconhecemos que não tivemos uma afinação correta para esta prova. Talvez devido aos nossos testes terem tido alguma lama e humidade, nestas condições mais secas sofremos um bocadinho. Fomos lentos a reagir e demorámos a aplicar mudanças que devíamos ter feito. Pagámos um bocadinho por essa lentidão, mas faz parte das corridas. Faz parte também ter paciência para não cometermos erros quando as coisas não estão a correr bem.", continuou.

"Acho que temos um campeonato extremamente interessante em termos mediáticos. Com muita vontade de ver os novos valores, com várias marcas aqui envolvidas, vários pilotos de várias faixas etárias, com diferentes tipos de experiência. Portanto, acho que isso acabou por trazer muito público à estrada e muito ambiente à volta da corrida. Acho que este tipo de lutas é que são interessantes para o nosso desporto e até que enfim que se percebeu que este era o caminho certo.”, concluiu.

CPR 2026 - Rali Terras D'Aboboreira (Final)


Se na geral, o melhor foi um japonês, Matsushita Takumi, em termos de "melhor português", esse calhou a Ruben Rodrigues, que conseguiu uma vantagem final de 5,6 segundos sobre Armindo Araújo. No final de oito especiais, foram pequenas as diferenças entre eles, já que o terceiro classificado, Pedro Almeida, ficou a 7,7 segundos, e o quarto, José Pedro Fontes, ficou bem mais distante, a 31,9 segundos do vencedor. Tudo isto em meros cinco especiais, neste sábado.

Com a segunda passagem por Amarante e Marão, depois da primeira passagem na sexta-feira, reservada para a parte da manhã, pela tarde, foram cumpridas as passagens duplas por Aboboreira, uma delas a Power Stage, e a passagem única por Baião. 

E logo de manhã, Vaher acelerou para ser o melhor, ganhando as especiais da manhã, primeiro com uma vantagem de 3,1 sobre Matsushita Takumi, seis segundos sobre Gonçalo Henriques, 9,6 sobre Ruben Rodrigues e dez segundos sobre Matteo Chattilon. Fontes penalizava em dez segundos, mas o pior acontecia com Vaher, que se tinha enganado no percurso e era penalizado em três minutos, perdendo a liderança e caindo para o 19º posto! 

Na especial seguinte, Vaher voltou a ganhar - sem se enganar no percurso e a recuperar quatro posições - com uma vantagem de 1,6 segundos sobre Ruben Rodrigues, 3,5 sobre Matsushita Takumi e 4.4 sobre Pedro Almeida. Hugo Lopes capotou e acabou prematuramente o seu rali.


No final da manhã, havia um empate entre Ruben Rodrigues e Matsushita Takumi, e o piloto açoriano estava encantado com o seu desempenho. “De todos, continuamos a ser os menos experientes, mas até agora tem corrido muito bem. O carro tem trabalhado muito bem, a nossa equipa tem feito um trabalho excelente. Penso que nós temos mostrado a nossa velocidade, a nossa competitividade.", disse, no final da quinta especial.

A tarde começava com Vaher em recuperação, subindo mais dois lugares e ganhando a especial, 3,8 sobre Matsushita, quatro segundos sobre Pedro Almeida e 6.9 sobre Armindo Araújo. Ruben Rodrigues perdia 8,5 segundos, caindo para segundo, com Armindo Araújo não muito longe. 

Pedro Almeida triunfou em Baião, 1,1 segundos sobre Vaher, 2,2 sobre Gonçalo Henriques, 2,4 sobre Pedro Meireles e 3,5 sobre Armindo Araújo, com Ruben Rodrigues a ser sexto, a 4,4, mas a ganhar sobre Matsushita, que foi sétimo, a 5,1. Matteo Chattilon desistia na especial.

Na Powerstage, Vaher acabou por levar a melhor, 5,8 sobre Armindo Araújo, 7,9 sobre Pedro Almeida, e 10.9 sobre Matsushita Takumi. Ruben Rodrigues foi oitavo, a 14.5, mas ele saía de Amarante com a vitória no primeiro rali do ano, 5,6 segundos na frente de Armindo Araújo, na classificação do CPR, e 7,7 sobre Pedro Almeida, o terceiro.


No final do rali, Ruben Rodrigues disse de sua justiça:

"Tinha dito que o ano passado era para conhecer o campeonato e este ano, com o conhecimento quer das classificativas, quer do carro, teríamos uma palavra a dizer. Estou bastante feliz, tanto com o carro, como com a minha equipa que tem feito um trabalho incrível. O carro é fenomenal, tem um chassis incrível e estamos cada vez mais à vontade. É muito competitivo e nós também temos acompanhado com a nossa evolução.”, começou por afirmar.

"A Auto Açoreana Racing, em conjunto com a ARC, fez um trabalho fenomenal. O carro esteve sempre num nível muito bom, muito fácil de conduzir. Fomos seguindo o plano e esse foi concluído com sucesso. Foi uma grande vitória para nós. Mostrámos aquilo que podemos fazer no CPR.", continuou.

"Este campeonato vai ser muito disputado. Vamos ver diferenças mínimas. Em condições normais podemos ter aqui três, quatro pilotos sempre na luta pela vitória em todas as provas. Temos aqui um campeonato muito interessante e competitivo. Podemos estar todos contentes com o que se viu: muito equilíbrio, muita gente diferente a ganhar troços. Quem cometer menos erros vai ganhar. Todos já conhecem bem os troços e temos máquinas idênticas. Será uma luta intensa ao longo do ano.”, concluiu.

Agora, tudo preparado para o inicio de maio, altura do Rali de Portugal, que será a segunda prova do campeonato.

sexta-feira, 17 de abril de 2026

CPR 2026 - Rali Terras D'Aboboreira (Dia 1)


O estónio Jaspar Vaher é o melhor no rali Terras D'Aboboreira, conseguindo uma vantagem de 18,4 segundos sobre o carro de Ruben Rodrigues, concluídas que estão as três primeiras especiais do dia. Estes dois pilotos já deram um avanço sobre o terceiro classificado, o Skoda de Armindo Araújo, que está a 20,3 segundos. 

Prova de abertura do Campeonato de Portugal de ralis, nesta sexta-feira, tinha três especiais de classificação, com passagens por Amarante e Marão, antes de uma especial noturna em Baião. debaixo de nevoeiro no final da tarde desta sexta-feira, na Serra do Marão, Vaher começou bem, ao ganhar a primeira especial, conseguindo 16,9 segundos de vantagem sobre Armindo Araújo, 17,5 sobre Ruben Rodrigues e 22,6 sobre Matsushita Takumi. Rafael Rego perdeu uma roda e acabou por desistir.

Hugo Lopes ganhou na especial seguinte, 0,1 segundos na frente de Matsushita, 1,8 sobre Ruben Rodrigues e 4,1 sobre Vaher. Este acabou por ganhar no final do dia, 0,2 segundos na frente de Matteo Chattilon, 1,3 sobre José Pedro Fontes e Três segundos sobre Hugo Lopes.

Depois dos três primeiros, o quarto na geral é o Toyota GR Yaris de Matsushita Takumi, a 23 segundos, na frente de Hugo Lopes, a 23,2, noutro Toyota GR Yaris. Sexto é José Pedro Fontes, no seu Lancia Ypsilon Integrale Rally2, a 27,1, a seguir vem Pedro Meireles, a 33,9, no seu Skoda Fabia Rally2, e Pedro Almeida, no seu Toyota GR Yaris Rally2, a 34.9. A fechar o "top ten", está o francês Matteo Chattilon, no seu Skoda Fabia Rally2, a 37,1, e o Toyota GR Yaris Rally2 de Goto Shotaro, a 40 segundos exatos. 

O rali Terras D'Aboboreira conclui neste sábado, com a realização das restantes cinco especiais. 

quinta-feira, 16 de abril de 2026

O que vêm aí para o CPR 2026


Depois de um adiamento de um mês, o Campeonato de Portugal de ralis de 2026 começa neste final de semana com o rali Terras D'Aboboreira, que acontecerá entre Baião, Marco de Canavezes e Amarante. E este campeonato de Portugal de Ralis parece ser um em que, depois dos estrangeiros, teremos a luta entre gerações.

E porquê? Pois bem, nas estradas um pouco por todo o Portugal, iremos ter gente consagrada como Armindo Araújo, José Pedro Fontes e Ricardo Teodósio, em projetos privados, contra as equipas oficiais da Hyundai e da Toyota onde, depois de apostarem em pilotos veteranos, como Dani Sordo e Kris Meeke, decidiram que o melhor seria dar uma chance à juventude. E é por isso que temos gente como Gonçalo Henriques e Hugo Lopes, na Hyundai, mais Rafael Rego e Pedro Almeida, na Toyota Caetano Portugal. 

Claro que alguns poderiam pensar que a saída dos estrangeiros (Sordo, por exemplo, regressou à equipa oficial da Hyundai, e regressará a um Rally1 para as provas das Canárias e Portugal, para começar) poderia ter empobrecido o panorama dos ralis, mas é provável que tenha dado o efeito contrário, devido à tal aposta falada mais acima. 


E se podemos pensar que os "velhos consagrados" tem apostado nas "máquinas" que não se mexem, como Armindo e o seu fiel Skoda Fabia RS Rally2, já José Pedro Fontes decidiu apostar numa máquina nova, deixando de lado o Citroen C3 Rally2 para ser o primeiro a andar num Lancia Ypsilon Integrale Rally2, claro, preparado pela Sports & You. Curiosamente, Ricardo Teodósio também trocou a sua máquina, passando de um Toyota GR Yaris Rally2 para um Citroen C3 Rally2, mas mesmo assim, ele aposta para o pódio, quer para as provas, quer para o campeonato, apostando que os mais jovens cometam alguns excessos dos quais ele possa aproveitar. E claro, a mesma coisa pensa gente como Armindo ou José Pedro Fontes.

Uma coisa é certa, a expectativa dos jovens é de competir, e tem sede de vitória. Se conseguirem, tanto melhor.

"As expectativas são altas. Sentimo-nos muito confortáveis no Hyundai i20 N Rally2 após dois dias de testes muito positivos, onde experimentámos várias soluções. O carro está muito divertido e fácil de guiar, o que nos deixa confiantes, até por serem esperados pisos secos", começou por afirmar Gonçalo Henriques, na Hyundai Portugal. "As nossas metas são claras: lutar por vitórias e, no final, pelo título. Queremos fazer o nosso caminho degrau a degrau, sem pressão, mas com a ambição de sermos campeões e dar ao Team Hyundai Portugal o quarto título consecutivo", concluiu.


"Estamos muito contentes e orgulhosos por competir a tempo inteiro no campeonato com o Team Hyundai Portugal. Depois de mais de um ano sem andarmos em pisos de terra, o Hyundai i20 N Rally2 transmitiu-nos ótimas sensações nos testes e sentimos que estamos preparados. Não temos dúvidas de que o campeonato vai ser muito competitivo, com uma mistura interessante de gerações, mas queremos afirmar-nos como uma das principais figuras em todas as provas, e lutar por vitórias e pelo título", falou Hugo Lopes, também da Hyundai Portugal, antes deste rali Terras D'Aboboreira.

"Claro que somos competitivos e queremos estar o mais próximos possível dos primeiros lugares, mas sabemos que o campeonato é muito exigente e há pilotos muito fortes.", disse Pedro Almeida, da Toyota Caetano Portugal, antes deste rali.

E as declarações dele mostram algo que não está muito evidente. Se poderemos imaginar seis, sete ou oito candidatos à vitória, quer individualmente, quer na geral, a realidade mostra que, pelo menos na Toyota Caetano Portugal, a aposta é no médio prazo: preparar estes jovens com potencial para triunfarem nos anos seguintes. Especialmente Rafael Rego, que começa este ano num Rally2. 

E se calhar é isso que os consagrados estão à espera: reconhecem o potencial, mas esperam que a sua experiência possa levar a melhor na estrada, seja em alcatrão, seja em terra.


Olhem o que diz Armindo Araújo, nas vésperas do arranque do campeonato: 

Este campeonato será muito disputado e cheio de novos pilotos com carros de última geração. Sabemos que todos eles chegam com a garra de vencer, assim como os pilotos mais experientes que, tal como eu, temos lutados pelas vitórias nos últimos anos. Vamos dar sempre o nosso melhor e queremos começar a temporada em alta, sempre a pensar no grande objetivo que é a conquista do título absoluto”, declarou.

Em suma, as expectativas estão altas. Há um misto de ansiedade e curiosidade para saber como será este campeonato.

Claro, há mais inscritos, como Pedro Meireles (Skoda Fabia RS Rally2), Paulo Neto (Skoda Fabia Evo Rally2), Ricardo Filipe (Skoda Fabia Rally2), Henrique Moniz (Skoda Fabia Evo Rally2) e Paulo Caldeira (Skoda Fabia Evo Rally2), bem como os jovens Diogo Martins (Skoda Fabia Evo Rally2) e Guilherme Meireles (Skoda Fabia Evo Rally2). Mas eles não estarão em todas as provas do campeonato, que terá, como sempre, o rali de Portugal, e o rali da Madeira, para além do rali de Lisboa, a estreia no calendário, alargando para nove ralis (mas com os sete melhores resultados a contarem para a classificação), com tudo a acabar com o rali do Vidreiro, que era para ser a prova de abertura, mas a tempestade do passado dia 28 de janeiro fez adiar do inicio de março para 28 de novembro.

quarta-feira, 15 de abril de 2026

CPR (II): Armindo Araújo ansioso pelo começo da temporada


Armindo Araújo
e o seu navegador, Luis Ramalho, afirmam-se preparados e motivados para o arranque da temporada 2026 do Campeonato de Portugal de Ralis (CPR), que terá o seu início com a realização do Rali Terras D’Aboboreira, no próximo fim de semana. Apostado em lutar pelas vitórias e pelo título absoluto, contra equipas oficiais como as da Hyundai Portugal e da Toyota Caetano Portugal, Armindo Araújo sente que toda a equipa terá mais trabalho, mas também está ansiosa para que comece a nova temporada.

“[Toda a equipa] está a contar os dias para que comece a nova temporada e com uma forte vontade de começar o ano da melhor forma possível. Fizemos um grande trabalho de preparação nestes meses e estamos todos confiantes que vamos para o Rali Terras D’Aboboreira lutar pela vitória”, começou por afirmar o piloto de Santo Tirso no seu comunicado oficial.

Numa temporada onde há claramente um “confronto de gerações”, o piloto do Skoda Fabia RS Rally 2 preparado pela The Racing Factory, acredita que “este campeonato será muito disputado e cheio de novos pilotos com carros de última geração. Sabemos que todos eles chegam com a garra de vencer, assim como os pilotos mais experientes que, tal como eu, temos lutados pelas vitórias nos últimos anos. Vamos dar sempre o nosso melhor e queremos começar a temporada em alta, sempre a pensar no grande objetivo que é a conquista do título absoluto”, concluiu.

O Terras D'Aboboreira acontecerá entre sexta à noite e sábado, com oito especiais de classificação.

segunda-feira, 16 de março de 2026

CPR: Armindo Araújo apresenta o seu carro para a temporada


A um mês do arranque o Campeonato de Portugal de Ralis (CPR), Armindo Araújo apresenta o seu carro para a nova temporada, e a ambição é a mesma: ganhar. Sete vezes campeão nacional, e com o seu navegador de sempre, Luis Ramalho, e a disputar com um Skoda Fabia Rally2, num campeonato modificado e competitivo, a motivação está em alta. 

Estamos muito satisfeitos por podermos confirmar a presença em mais um campeonato e, sobretudo, muito motivados para lutarmos, uma vez mais, pela conquista do título”, sintetizou o heptacampeão nacional. "Ao contrário dos anos anteriores, não teremos duas fases distintas no campeonato e penso que esse fator poderá trazer mais emoção", continuou o piloto de Santo Tirso.

Nós queremos lutar pelas vitórias em todos os ralis e vamos trabalhar nesse sentido. Ser a melhor dupla portuguesa no Rali de Portugal é, também, um dos nossos grandes objetivos do ano”, acrescentou.


A continuidade da grande maioria dos patrocinadores, à qual se junta a entrada de um novo parceiro, é interpretada pela equipa como sinal de solidez do projeto. Para 2026, destaca-se a integração da Silogia, reforçando o leque de apoios ao Team Armindo Araújo.

É sempre de salutar o facto de conseguirmos manter ao longo de anos os nossos principais parceiros e é com grande satisfação que vemos a entrada de novos. Este ano teremos a Silogia connosco e a eles, assim como a todos, naturalmente, queremos dar muitas alegrias, e isso é poder vencer o maior número de provas e conquistar o título”, vincou.

A temporada de 2026 do Campeonato de Portugal de Ralis irá arrancar com o Rali Terras D’Aboboreira, que se disputará entre os dias 16 e 18 de abril, em Amarante. A prova, disputada em pisos de terra, volta a ser pontuável não só para o CPR, mas também para o European Rally Trophy, aumentando o interesse competitivo e internacional do evento.

quarta-feira, 4 de março de 2026

WRC: Skoda não descarta participar no WRC27


A Skoda não descarta participar no WRC27. Apesar dos regulamentos ainda não terem sido totalmente colocados em público, sabe-se que a Toyota já testa o seu carro, enquanto a M-Sport estuda sobre se continua com a Ford ou decide ir para outra marca, com a chinesa Lynk & Co. a ser fartamente referida. Michal Hrabánek, líder da estrutura, referiu à publicação alemã Motorsport Aktuell que estão a estudar os regulamentos e se acharem que são adequados, poderão participar, eles que desenvolvem o modelo Fabia para o Rally2.

Faz parte do ADN da marca. O nosso Fabia é rápido e fiável em todas as superfícies e é o modelo Rally2 mais vendido. É por isso que entraremos na temporada de 2027 com este modelo e continuaremos a desenvolvê-lo”, afirmou.

Com o fim das unidades híbridas complexas em 2027, a diferença entre um Rally1 e um Rally2 vai encurtar drasticamente, e a Skoda está numa posição privilegiada porque o Fabia RS Rally2 é uma referência. Para 2027, a Skoda só precisa de trabalhar num kit de performance (maior restritor de ar, aerodinâmica mais agressiva) para que o carro possa lutar por vitórias à geral. E nada está descartado no sentido do Grupo VW - do qual a Skoda faz parte - poder voltar a ter um modelo Polo, como aconteceu entre 2013 e 2016. 

Se os Rally2 se tornarem a base da categoria principal, a Skoda torna-se, tecnicamente, a fornecedora dominante do campeonato, embora já tenham a concorrência de Toyota, Hyundai e mais recentemente, Lancia.

domingo, 28 de dezembro de 2025

Youtube Automotive Video: Skoda Favorit, o checo que ganhou o Ocidente

Em meados da década de 80 do século XX, a Skoda precisava de um carro semelhante a aquele que a Lada estava a fazer para conseguir a preciosa moeda forte vinda do Ocidente. Se os soviéticos tinham o Lada Samara, a Skoda precisava, sobretudo, de um carro que deixasse de ter motor na traseira, pois já começava a ser algo datado, e ter elementos que fossem semelhantes aos "hatches" que existiam na Europa Ocidental, como por exemplo, o Volkswagen Golf, o Fiat Uno ou o Renault 5. 

No final, apareceu o Skoda Favorit. Desenhado com ajuda ocidental, com tração à frente, chegou aos "stands" na altura mais perfeita possível, que foi na parte final da década de 80, quando o Leste começava a despertar de 40 anos de domínio comunista e a União Soviética começou a quebrar. 

E curiosamente, foi o sucesso deste carro que a Skoda chegou aos dias de hoje, graças ao Grupo Volkswagen.  

terça-feira, 16 de dezembro de 2025

Youtube Automotive Video: O Skoda 110R

Como falei ontem, descobri há pouco tempo o "Transport Chronicles", e ando desde então a ver os videos que estão para trás - tem um sobre o Volkswagen SP2 brasileiro, ponho aqui ainda esta semana, espero. 

Mas hoje, o video que escolhi é o Skoda 110R, a resposta para lá da Cortina de Ferro do Porsche 911, porque também era um coupé, e tinha um motor traseiro, mas não era "boxer". O carro checo existiu entre 1970 e 1980, e foram produzidos 56.902 automóveis. Nada mau para um carro que tinha um motor de 62 cavalos, mas pesava 880 quilos. 

sábado, 18 de outubro de 2025

CPR 2025 - Rali do Vidreiro (Final)


Por incrível que pareça - mas foi real - Dani Sordo foi o vencedor do rali Vidreiro, e por consequência, acabou campeão nacional de ralis, a bordo do seu Hyundai i20 Rally2. E foi por muito pouco: 0,8 segundos separaram Sordo de Kris Meeke, o segundo classificado e um dos candidatos ao título. E ambos deixaram Gonçalo Henriques a mais de um minuto - 1.01,4, - no seu Hyundai, e na frente de Ricardo Teodósio, no seu Toyota (a 1.06,0), e de Armindo Araújo, a 1.10,3. 

A verdade é que foi uma vitória incrível, e eu precisava mesmo disto” disse Sordo à Autosport portuguesa. “É verdade que fomos melhorando o carro. Demos tudo, absolutamente tudo. Dei tudo o que tinha… e mais um pouco”, concluiu.

Do outro lado, Meeke reconheceu o valor do adversário e a emoção de ter travado mais uma luta histórica com Dani Sordo, duas décadas depois do duelo que os opôs no Mundial Júnior, mas não escondia a sua desilusão.

Tentei tudo, mas desta vez não foi possível. Dominei grande parte da época, mas houve momentos difíceis, como aquele episódio em Castelo Branco e alguns problemas mecânicos que nos custaram caro. Mas é assim que são os campeonatos — nem tudo é sempre perfeito.”, começou por afirmar.

O Dani veio muito forte, sabia bem a velocidade que ele tem. A Hyundai deu um grande passo neste rali e foi uma luta bonita, digna de um campeonato. Vinte anos depois, voltámos a lutar… e o resultado acabou por ser o mesmo. Claro que queria muito este título, mas estou feliz por estar aqui, por fazer parte deste campeonato e por conduzir este carro fantástico. A Toyota foi incrível durante toda a época. Hoje o Dani mereceu vencer.”, concluiu.

Depois das primeira especiais, que aconteceram na sexta-feira, no sábado, os pilotos tinham pela frente passagens duplas por Pombal-Carnide, Mata Mourisca, e uma por São Pedro de Moel e uma pela super-especial em Pombal. 


O dia começou precisamente em São Pedro de Moel, com Meeke a ganhar 0,3 segundos a Sordo, e a concorrência a ser deixada para trás: Armindo a 4,9, Teodósio a 7,8, Gonçalo Henriques a 11,8. Sordo responde e ganha em Pombal, recuperando 1,3 segundos a Meeke e aumentando a sua diferença na geral, 

Em Mata Mourisca, Sordo voltou a ganhar e alargou a diferença para Meeke em 0,8 segundo, para 2,7 segundos na geral. Teodósio foi o terceiro melhor, a 4,4, Gonçalo Henriques foi quarto, a 5,2, e José Pedro Fontes o quinto, a 10,5. A diferença é mínima, mas, grão a grão, Sordo ia construindo uma vantagem. Araújo fez um pião e acabou por perder 13,3 segundos.

Ele ganhou na sétima especial, mas a diferença para Meeke em 0,1 segundos, o minimo possível. Era uma luta a dois que deixava a concorrência para trás, apesar de Gonçalo Henriques só ter perdido um segundo e Armindo Araújo, 1,9. 

Meeke atacou na oitava especial, a segunda passagem por Pombal-Carnide, e conseguiu recuperar 2,2 segundos, ficando a 0,6, e claro, ninguém queria adivinhar quem ficaria com a vitória. No final, foi Sordo o melhor, mas não ganhou mais do que 0,2 segundos sobre o piloto da Toyota. Gonçalo Henriques foi o terceiro melhor, a 6,1. 


Armindo Araújo disse depois que o quinto lugar final foi o resultado de uma prova menos conseguida: 

Começamos bem ontem, mas cometemos um erro na super especial que nos fez perder tempo. Hoje entramos ao ataque, recuperamos a terceira posição, mas um pião na sexta classificativa atirou-nos para o quinto lugar. A partir daí percebemos que seria muito difícil recuperar os segundos que perdemos e não valia a pena correr riscos. Nada mudaria em termos de contas para o campeonato. Gostávamos de ter terminado o ano no pódio, não conseguimos, mas os ralis são assim. Parabéns aos vencedores do rali e ao Dani Sordo por ter sido o primeiro do campeonato”, concluiu Armindo Araújo.

Sexto foi José Pedro Fontes, no seu Citroen C3 Rally2, a 1.45,7, na frente de Ruben Rodrigues, no seu Toyota GR Yaris Rally2, a 2.31,8, na frente de João Barros, a 2.47,7. Nono foi Pedro Meireles, a 3.19,7 e a fechar o "top ten" foi Diogo Marujo, a 3.32,9. 

Acaba o CPR 2025, em 2026 haverá mais!

sexta-feira, 17 de outubro de 2025

CPR 2025 - Rali do Vidreiro (Dia 1)


Dani Sordo é o líder no rali Vidreiro, com... 0,9 segundos sobre Kris Meeke, depois de três especiais. Ricardo Teodósio já é um "distante" terceiro classificado, a 24,1 segundos do líder, na frente de Armindo Araújo, a 24,4, e Gonçalo Henriques, a 24,5. 

O rali começou com um "shakedown" nos arredores de Pombal, com Dani Sordo a ser o mais rápido, 0,8 segundos mais rápidos que Kris Meeke, o segundo. Ricardo Teodósio ficou a 1,4, na frente de Armindo Araújo, que foi quarto, a 2,4. 

Depois da partida simbólica, em Alcobaça, o rali prosseguiu com os troços de Alfeizerão e São Pedro de Moel, antes da super-especial noturna de Pombal. Em Alfeizerão, a meio da tarde, Sordo continuou ao ataque, triunfando ali com uma vantagem de 3,7 segundos sobre Kris Meeke e 9,7 sobre Armindo Araújo. no final, Sordo afirmou que teve dificuldades em manter o carro no asfalto - "o troço escorregava muito", afirmou - mas conseguia um avanço significativo face a Meeke, enquanto Armindo Araújo posicionava-se na posição esperada, a que tem sido a mais habitual este ano.

Ricardo Teodósio era quarto, a 12,2, na frente de José Pedro Fontes, a 14,5.

Em São Pedro de Moel, Meeke respondeu conseguindo o melhor tempo, 2,4 segundos na frente de Dani Sordo e 6,3 sobre Armindo Araújo.

O espanhol, no final desta especial, afirmava ao Autosport Portugal que estava satisfeito com o seu desempenho.

Não foi um mau arranque, mas ainda temos que melhorar um pouco o carro. Na verdade, já não há muito mais que melhorar, é o que há, mas tentaremos fazer o melhor e forçar. No primeiro troço havia pouca aderência e sabia que aí podia fazer alguma diferença se fosse rápido. Depois o segundo troço já tinha mais diferença e não deu para sacar diferença em nenhum lado.”, afirmou.


No final do dia, com a super-especial de Pombal, o melhor acabou por ser Meeke, recuperando quatro décimos a Dani Sordo. Armindo Araújo enganou-se no percurso e perdeu 11,2 segundos, beneficiando Ricardo Teodósio, que subiu para terceiro, enquanto Fontes perdeu 5,7 segundos na especial e desceu para trás de Gonçalo Henriques.

Meeke elogiou Sordo pelo carro e também o desempenho do novo motor da Hyundai.

"Foi interessante” disse Meeke ao AutoSport Portugal. “Fiquei impressionado com o tempo do Dani na primeira especial — foi a primeira vez dele naquele troço. Eu fiz no ano passado, mas estava húmido na altura e muito escorregadio, e talvez tenha ficado com essa sensação na memória. O Dani disse que ia completamente de lado e quase saiu em duas ou três curvas!", começou por comentar.

"A segunda especial é simples, difícil de fazer diferença, mas consegui ganhar algum tempo. Um segundo de diferença para o Dani, depois das duas primeiras especiais, não é muito. Fiquei impressionado com o Dani e com o novo motor da Hyundai, ou algo novo no motor — já nos testes e no shakedown se via que estavam fortes e deram um grande passo. Esta é a parte mais divertida dos ralis: as lutas apertadas.

Depois dos cinco primeiros, sexto era José Pedro Fontes, a 27,9, no seu Citroen. Sétimo está Ruben Rodrigues, a 29 segundos exatos, na frente de João Barros, a 30,1. Nono era Ernesto Cunha, a 40,1 e a fechar o "top ten" está Pedro Meireles, a 45,9.

O rali Vidreiro acaba amanhã, sábado. 

quarta-feira, 15 de outubro de 2025

CPR: Armindo determinado a triunfar no Rali Vidreiro


Com 56 equipas inscritas no Rali Vidreiro, a derradeira prova do CPR, e com o título principal em acesa disputa, todas as atenções vão estar centradas nos três candidatos: Armindo Araújo, Dani Sordo e Kris Meeke. No caso do piloto de Santo Tirso, ele promete que irá lutar até ao final por mais um título. 

Sendo o único piloto a conseguir sempre somar pontos, Armindo Araújo, acompanhado por Luís Ramalho, parte para o último rali como líder do campeonato a bordo do seu Skoda Fabia RS Rally2, o que, por si só, é um motivo de grande satisfação pessoal. 

Há oito anos que, para além dos títulos alcançados, chegamos à última prova na discussão do primeiro lugar e isso deixa-nos, obviamente, muito felizes. Esta época, fomos muito competitivos em todos os ralis, mostramos uma regularidade e fiabilidade enorme e consideramos que estarmos como líderes é já uma grande vitória para toda a equipa. Foi uma excelente época, conseguimos já garantir que seremos a melhor dupla nacional e independentemente de qual será o desfecho deste rali, só podemos considerar que tivemos um ano muito positivo”, começa por dizer.

Com uma vantagem pontual de quatro e cinco pontos para os dois diretos adversários, Armindo Araújo tem clara noção que entre os três candidatos a terminar o CPR na primeira posição, é quem a matemática menos favorece, pois terá de deitar fora o seu pior resultado.

Contando apenas os sete melhores resultados, em oito possíveis, teremos obrigatoriamente de descontar a nossa pior pontuação e isso significará que um grande número de pontos estarão fora das contas finais. A tarefa de ser campão é por isso difícil, mas ainda assim estamos focados em fazer um bom rali e lutaremos até ao derradeiro quilómetro, sabendo que não dependemos apenas de nós para que isso seja possível. Não sentimos qualquer pressão do nosso lado e vamos dar o nosso melhor e desfrutar desta derradeira prova da temporada”, concluiu.

O Rallye Vidreiro – Centro de Portugal disputa-se nos dias 17 e 18 de outubro, com o Expocentro de Pombal a servir de base operacional para equipas e organização. Conta com nove Provas Especiais (PE), somando 106,08 quilómetros cronometrados, num percurso total de 371,25 quilómetros.

quinta-feira, 18 de setembro de 2025

CPR (III): Armindo Araújo quer conseguir uma boa classificação


Com o Rali da Água/Transibérico Eurocidade Chaves-Verin, a penúltima prova do calendário de 2025, a ser disputada neste final de semana, Armindo Araújo e o seu navegador, Luís Ramalho, procuram na prova organizada pelo CAMI uma maneira de continuar na senda dos bons resultados. Afinal de contas, eles são a única dupla que pontuou em todos os ralis do Campeonato de Portugal de Ralis (CPR) nesta temporada.

Antes do rali, o piloto de Santo Tirso foi claro no seu objetivo nesta prova, a penultima do CPR: “Lutar pelos primeiros lugares e conseguir somar o maior número de pontos possíveis para o CPR, que entra agora na sua reta final. Somamos pontos e bons resultados em todos os ralis e queremos manter esse registo nesta prova. Estamos, como sempre, focados e motivados para continuar a dar o máximo”, afirmou o piloto, que corre no Skoda Fabia RS Rally2.

O Rali da Água Transibérico Eurocidade Chaves-Verín realiza-se entre os dias 19 e 20 de setembro, dividindo-se por 2 Etapas com 10 Provas Especiais, num total de 115,07 km cronometrados. O percurso desenha-se nos emblemáticos troços em redor de Chaves, atravessando a fronteira para a região espanhola de Verín, num exigente percurso em asfalto que vai colocar à prova os participantes desta importante jornada para as contas do título.

sexta-feira, 15 de agosto de 2025

WRC: Mikkelsen quer convencer a Skoda a regressar


Andreas Mikkelsen quer convencer a Skoda a regressar ao WRC em 2027. O piloto norueguês de 36 anos, que participou em cinco ralis em 2024, pela Hyundai, está "em casa" em 2025, mas gostaria de regressar a tempo inteiro. E com as regras para 2027 semelhantes aos Rally2, ele, que pilotou os Fabias de Rally2 entre 2020 e 23, acha que as condições poderão ser as ideais para um regresso.   

Em entrevista ao Stage Mode podcast, Mikkelsen começou por afirmar:

Claro que quero voltar [ao WRC]. Ser pai a tempo inteiro é muito bom, mas sinto falta da competição. Sou competitivo desde os cinco, seis anos de idade, por isso já faz algum tempo que estou afastado, mas quero mesmo regressar. Ainda estou muito motivado e tenho muita experiência agora para construir ou fazer parte do desenvolvimento de carros novos. Então, sim, é claro que estou a tentar convencê-los [Škoda] e vamos ver.

O norueguês explicou ainda que está a avaliar outras categorias, como rally raid e Extreme E, destacando que a experiência no WRC é facilmente transferível.

Acho que, se olharmos para o WRC, realisticamente, com o meu historial com a Škoda, se eles decidissem dar esse passo, seria muito natural tentar fazer parte disso, já que a nossa relação é tão boa. Mas também estou a trabalhar para ver que outros campeonatos ou disciplinas poderia apostar… Tudo o que aprendi no WRC é tão transferível para, por exemplo, rally raid ou Extreme E. A velocidade no WRC… nenhuma outra categoria chega perto. Desde que venha do WRC, só é preciso ajustar-se e aprender uma disciplina diferente. Acho que rapidamente se terá bastante sucesso.

Relativamente às oportunidades atuais, Mikkelsen referiu:

Tenho de procurar todas as possibilidades que existem. Claro que o meu coração ainda está no WRC e é lá que quero estar. Mas com apenas dois fabricantes no momento, é muito difícil. Só tenho de ver como as coisas se desenvolvem.

Sobre os regulamentos de 2027, o piloto comentou:

Acho que os novos regulamentos para 2027 são interessantes. Estamos todos à espera do conjunto final de regras para ver se será realmente atrativo para novos fabricantes, preparadores ou alguém novo entrar no mercado. Depois teremos de ver o caminho certo a seguir.”, concluiu.

Com três vitórias, 25 pódios e 117 vitórias em especiais, Mikkelsen conseguiu como melhor resultado geral três terceiros lugares entre 2014 e 16, quando guiava pela Volkswagen. Para além disso, ganhou o WRC2 em 2021 e 2023, ambos num Skoda e o Europeu de Ralis (ERC) em 2023.  

sexta-feira, 1 de agosto de 2025

CPR 2025 - Rali da Madeira (Dia 1)


O espanhol Diego Ruiloba é o melhor, concluídas que estão as sete primeiras especiais do Rali da Madeira. O piloto do Citroen C3 Rally2 tem 6,6 segundos de vantagem sobre o local João Silva, no seu Toyota GR Yaris Rally2, e 17,3 segundos sobre o italiano Simone Campedelli, no seu Skoda Fabia RS Rally2. Kris Meeke tem um atraso de 43,1 segundos e é quarto, no seu Toyota GR Yaris Rally2, por causa de um furo lento, que o atrasou na classificação geral, mas pior está Dani Sordo, décimo, com 1.16 minutos de atraso em relação à liderança. 

Com passagens duplas sobre Campo de Golfe, Palheiro Ferreiro e Santana, a ação começara no final do dia anterior na Avenida do Mar, no Funchal, onde Campedelli foi o melhor, 0,2 segundos adiante de Armindo Araújo, 0,6 sobre Meeke e 0,7 sobre Ruiloba. 

Na sexta-feira, a manhã começou com a primeira passagem por Campo de Golfe, com João Silva ao ataque, ganhando a especial, com 1,8 segundos na frente de Diego Rubiloba, 2,1 sobre Kris Meeke, 3,9 sobre Simone Campedelli, 7,1 sobree miguel Nunes e 8,8 sobre Armindo Araújo. Rubiloba reagiu, triunfando na prineira passagem por Palheiro Ferreiro, e ganhou 1,3 segundos sobre Silva, que foi terceiro, com Meeke entre eles, a 0,9 segundos do piloto espanhol. Nesta altura, os três primeiros estavam separados por 1,1 segundos, e Campedelli, o quarto, estava a 3,8.

Rubiloba voltou a ganhar, conseguindo um avanço de 1.3 segundos sobre João Silva, 1,6 sobre Kris Meeke e 2,1 sobre Miguel Nunes. Simone Campedelli perdia 7,7 segundos e Dani Sordo 17,5, sendo "apenas"... o 12º mais rápido. “Eu não consigo fazer bons tempos com este carro”, queixava-se.

A parte da tarde começou com João Silva apo ataque, ganhando na segunda passagem por Campo de Golfe, mas conseguiu apenas recuperar 0,7 segundos a Rubiloba, que foi segundo, empatado com Campedelli. Quatro foi Kris Meeke, a dois segundos, E Miguel Nunes foi o quinto, a quatro. 

Rubiloba ganha a sexta especial, beneficiando ainda do atraso de João Silva,m que perdeu 6,9 segundos, e ainda mais de Kris Meeke, que teve um furo lento e perdeu 42 segundos, caindo bastante na geral. Campedelli ficou em segundo, a dois segundos, Miguel Nunnes ficou a 5,9, em terceiro, Miguel Caires, o quinto, a 9,2.

No final do dia, João Silva acabou por ser o melhor, 0,9 segundos na frente de miguel Nunes, 1.1 sobre Diego Rubiloba e 2,5 sobre Kris Meeke. 

Na geral, entre Campedelli, terceiro a 17,9, e Meeke, está Miguel Nunes, quatro a 19,9, enquanto na sexta posição, está Armindo Araújo, a 44,5. Sétimo é outro madeirense, Miguel Caires, a 59,3, na frente de José Pedro Fontes, a 1.06,5. Nono é outro madeirense, Alexandre Camacho, a 1.12,7, na frente de Dani Sordo. 

O rali da Madeira acaba amanhã, com a realização das restantes seis especiais.

terça-feira, 29 de julho de 2025

CPR: Armindo quer o melhor resultado possível no campeonato


Armindo Araújo regressa ao Rali da Madeira com a ambição de alcançar o melhor resultado possível, tanto na classificação geral como no Campeonato de Portugal de Ralis (CPR). Considerada uma das provas mais desafiantes e espetaculares da temporada, o Rali da Madeira exige uma preparação meticulosa, e o piloto de Santo Tirso, ao volante do seu Skoda Fabia RS Rally2, está determinado a dar o seu máximo para cumprir os seus objetivos desportivos.

Armindo Araújo encara o Rali da Madeira como “uma das provas mais desafiantes e espetaculares da temporada”. O piloto destaca não só as características únicas das especiais, que exigem grande perícia, mas também o “imenso apoio” que a equipa sente por parte dos espetadores, criando um ambiente inigualável.

Araújo sublinha a importância de um teste a realizar no início da semana para “encontrar a melhor afinação” para o seu Skoda Fabia RS Rally2. O objetivo é claro: “Queremos lutar pelo melhor resultado possível, quer na geral como no CPR, e sabemos que teremos de dar sempre o máximo para que isso aconteça. É isso que vamos fazer”, concluiu. 

O Rali da Madeira é uma das rondas mais icónicas e desafiantes do calendário, com um total de 177,56 km cronometrados, distribuídos por 13 especiais ao longo de duas etapas e seis secções, num traçado técnico e montanhoso que exige precisão, ritmo e resistência.