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quinta-feira, 10 de setembro de 2026

CPR (III): Fontes deseja a vitória em Chaves


José Pedro Fontes e a sua navegadora, Inês Ponte, regressam à competição no Campeonato de Portugal de Ralis (CPR) no Rali da Água – Transibérico – Eurocidade Chaves/Verín com o objetivo de lutar pelos lugares da frente e somar pontos importantes. A dupla da Sports & You alinha aos comandos do Lancia Ypsilon Rally2 HF Integrale na fase decisiva da temporada.

Num lugar onde a dupla de pilotos tem demonstrado competitividade a nível nacional com o seu Lancia, e contando com um histórico de bons resultados em Trás-os-Montes, José Pedro Fontes destacou a sua ambição, quer para este rali, quer para a segunda metade desta temporada: 

"Depois da pausa de verão, mais curta para nós, regressamos a uma prova que conhecemos e que gostamos. O Rali da Água é uma excelente prova para este regresso. Sabemos que o último resultado não correspondeu de todo às expectativas que tínhamos, mas a nossa ambição vai crescendo a cada troço.", começou por afirmar.

"O carro está a maturar depressa e bem, temos melhorado muito e estou convicto que conseguiremos estar na luta pela vitória em Chaves e Verin. As contas do campeonato ainda estão em aberto e tudo pode mudar nas próximas provas. Sendo este o penúltimo rali de asfalto, queremos apostar as fichas todas num terreno onde somos fortes sempre focados também no desenvolvimento do carro que ainda precisa de fazer quilómetros para ficar ainda mais competitivo.", concluiu.

A prova, agora reformulada, tem dez especiais, com 99,90 quilómetros de troços cronometrados. 

terça-feira, 5 de maio de 2026

CPR (II): Fontes tem ambições para o rali de Portugal


O veterano José Pedro Fontes não esconde a sua ambição e o seu entusiasmo pelo rali de Portugal. Depois de um quarto posto no Terras D'Aboboreira, na estreia do carro no CPR, a dupla Fontes e a sua navegadora, Inês Ponte, preparam-se para percorrer alguns dos troços mais míticos da história do rali, perante o sempre entusiasta público português, que dá uma cor única aos troços da prova que percorre o centro e norte do país.

Nas vésperas do rali, a dupla vai encontrar o seu primeiro grande desafio com o Lancia Ypsilon Rally2 HF Integrale, com a fiabilidade a ser colocada à prova como nunca, sendo esta a estreia desta unidade no Campeonato do Mundo de Ralis em pisos de terra.

"O Rally de Portugal é sempre especial. É a nossa prova, aquela em que sentimos o calor dos adeptos em cada troço e onde a exigência é levada ao extremo. Temos feito uma evolução consistente desde o início do ano. Cada prova ensinou-nos algo novo sobre o carro e sobre nós próprios.", começou por afirmar.

"Chegamos ao Rally de Portugal mais preparados, mais confiantes e com a certeza de que o Lancia Ypsilon Rally2 HF Integrale tem condições para lutar na frente. Temos noção também que há ainda muito trabalho para descobrirmos todo o potencial do carro e que ainda temos poucos quilómetros feitos. Mas o que já conhecemos dá-nos um grau de otimismo indisfarçável.", continuou.

"Os duros troços que vamos enfrentar são um teste de fogo a um carro ainda jovem e com muito a evoluir. Temos, porém, plena confiança nas capacidades da máquina. Queremos fazer uma grande prova, brindar o fantástico público português com o nosso melhor. É um dos pontos altos da temporada e queremos aproveitar ao máximo toda esta envolvência”, concluiu.

domingo, 19 de abril de 2026

CPR, Terras D'Aboboreira: Fontes satisfeito com a sua estreia no Lancia


José Pedro Fontes
e a sua navegadora, Inês Ponte, terminaram o Rali Terras D'Aboboreira na quarta posição da geral, a 40,1 segundos do vencedor geral e a 31,9 de Ruben Rodrigues, o melhor português, na prova de estreia do CPR. Para o piloto, que estreava o Lancia Ypsilon Integrale Rally2, o objetivo de mostrar o potencial da máquina foi alcançado, apesar de alguns precalços, como uma penalização e problemas com a caixa de velocidades ao longo do percurso. 

Mesmo assim, afirmou a sua satisfação, em termos gerais: “O balanço é altamente positivo. Gostei do carro, andámos sempre junto aos mais rápidos. Já não acontecia isso há muito tempo na terra. O carro ainda tem muito pouco desenvolvimento em terra, muito menos com Pirelli. Tenho andado com pneus da Hankook por causa do WRC2, portanto, tem uma margem de progressão muito grande.”, começou por afirmar.

O piloto acrescentou: “Acho que se ontem não tivéssemos tido o problema que tivemos, que nos obrigou a trocar a caixa de velocidades e a penalizar, estávamos muito perto da frente do CPR, isso para o primeiro rali leva-nos a pensar que em provas de terra, vamos estar noutro nível que não estávamos no passado. Andámos a discutir os troços, acho que o Ruben (Rodrigues) fez um rali cinco estrelas, mas andámos a discutir os troços com os Toyota, Skoda. E se estamos assim na terra, e pelo feedback que temos no asfalto do carro, acho que vamos ter uma palavra a dizer, mas acho que vai ser um campeonato muito renhido, penso que vai haver cinco, seis, sete pilotos que vão ganhar troços, se calhar até ralis.”

Para além disso, Fontes mostrou-se agradado com o equilíbrio entre os concorrentes, na mistura entre os consagrados e os jovens:

“Isso cria também outra motivação. Eu como vocês todos sabem que fui um grande defensor, de trazer os estrangeiros. Precisávamos deles na altura para animar o campeonato, não havia jovens à altura preparados para para esses desafios das marcas. Foi feito esse caminho, de dar oportunidade aos jovens e agora vai ser agora difícil para nós, porque eles vão ter muita velocidade, e nós vamos tentar com a experiência equilibrar. É assim a vida e nós temos que aceitar e ficar contente que haja esta renovação. Por isso, parabéns à Hyundai, parabéns à Toyota pela aposta, e acho que vai ser um campeonato renhido até ao final porque eu acho que vai haver muita incerteza de quem vai ganhar, pelo que já referi, muita gente a ganhar troços e a lutar na frente pelos ralis.”, concluiu.

sexta-feira, 27 de março de 2026

CPR (III): José Pedro Fontes correrá no Lancia Ypsilon Rally2


A Sports&You vai estrear este ano no Campeonato de Portugal de Ralis o Ypsilon Rally2 HF Integrale, recém-lançado modelo que trouxe de volta à modalidade a histórica assinatura Lancia Corse. Irá ser guiado por José Pedro Fontes e participará na totalidade das provas pontuáveis do Campeonato de Portugal de Ralis de 2026.

Sendo agora a distribuidora oficial da Stellantis Motorsport para Portugal e Espanha, a Sports&You irá assumir o apoio técnico à equipa que se irá estrear para o CPR, no Rali Terras d'Aboboreira – Amarante/Baião/Marco de Canaveses, a primeira de oito provas do calendário de 2026, que se irá realizar em meados de abril. Mas ainda antes, neste final de semana, participará no rali Serra da Cabreira, que servirá de ensaio geral para o campeonato.

”Estamos orgulhosos por trazer um carro de ralis Lancia para o campeonato português, graças ao apoio da Stellantis Motorsport Customer Racing. Estou ansioso por conduzir o novo Ypsilon Rally2 HF Integrale nos troços e provas do CPR. Vou lutar pelas vitórias desde o primeiro metro de cada rali em que alinhemos.”, começou por referir José Pedro Fontes, que navegará mais uma temporada com Inês Fonte.

“O facto de a estreia ter lugar este fim de semana no Rali Serra da Cabreira tem como objetivos, não só começar a avaliar o potencial do novo Ypsilon de Rally2HF Integrale nos troços desse rali regional, como também a nossa própria adaptação às características desta viatura – minha e da Inês – com vista ao CPR 2026. Mas estou certo do potencial deste novo carro de ralis, em face do que ele já tem vindo a demonstrar noutros ralis onde já alinhou, em Espanha e em Itália”.


O regresso da Lancia às estradas portuguesas acontece mais de 30 anos depois da última vez, quando a Duriforte Rally Team, dos irmãos Carlos e Jorge Bica, ganharam cinco títulos nacionais de ralis: quatro seguidos para Carlos Bica, entre 1988 e 1991, e um para Jorge, em 1993, todos ou num Delta 4WD ou num Delta Integrale.

sexta-feira, 17 de outubro de 2025

CPR 2025 - Rali do Vidreiro (Dia 1)


Dani Sordo é o líder no rali Vidreiro, com... 0,9 segundos sobre Kris Meeke, depois de três especiais. Ricardo Teodósio já é um "distante" terceiro classificado, a 24,1 segundos do líder, na frente de Armindo Araújo, a 24,4, e Gonçalo Henriques, a 24,5. 

O rali começou com um "shakedown" nos arredores de Pombal, com Dani Sordo a ser o mais rápido, 0,8 segundos mais rápidos que Kris Meeke, o segundo. Ricardo Teodósio ficou a 1,4, na frente de Armindo Araújo, que foi quarto, a 2,4. 

Depois da partida simbólica, em Alcobaça, o rali prosseguiu com os troços de Alfeizerão e São Pedro de Moel, antes da super-especial noturna de Pombal. Em Alfeizerão, a meio da tarde, Sordo continuou ao ataque, triunfando ali com uma vantagem de 3,7 segundos sobre Kris Meeke e 9,7 sobre Armindo Araújo. no final, Sordo afirmou que teve dificuldades em manter o carro no asfalto - "o troço escorregava muito", afirmou - mas conseguia um avanço significativo face a Meeke, enquanto Armindo Araújo posicionava-se na posição esperada, a que tem sido a mais habitual este ano.

Ricardo Teodósio era quarto, a 12,2, na frente de José Pedro Fontes, a 14,5.

Em São Pedro de Moel, Meeke respondeu conseguindo o melhor tempo, 2,4 segundos na frente de Dani Sordo e 6,3 sobre Armindo Araújo.

O espanhol, no final desta especial, afirmava ao Autosport Portugal que estava satisfeito com o seu desempenho.

“Não foi um mau arranque, mas ainda temos que melhorar um pouco o carro. Na verdade, já não há muito mais que melhorar, é o que há, mas tentaremos fazer o melhor e forçar. No primeiro troço havia pouca aderência e sabia que aí podia fazer alguma diferença se fosse rápido. Depois o segundo troço já tinha mais diferença e não deu para sacar diferença em nenhum lado.”, afirmou.


No final do dia, com a super-especial de Pombal, o melhor acabou por ser Meeke, recuperando quatro décimos a Dani Sordo. Armindo Araújo enganou-se no percurso e perdeu 11,2 segundos, beneficiando Ricardo Teodósio, que subiu para terceiro, enquanto Fontes perdeu 5,7 segundos na especial e desceu para trás de Gonçalo Henriques.

Meeke elogiou Sordo pelo carro e também o desempenho do novo motor da Hyundai.

"Foi interessante” disse Meeke ao AutoSport Portugal. “Fiquei impressionado com o tempo do Dani na primeira especial — foi a primeira vez dele naquele troço. Eu fiz no ano passado, mas estava húmido na altura e muito escorregadio, e talvez tenha ficado com essa sensação na memória. O Dani disse que ia completamente de lado e quase saiu em duas ou três curvas!", começou por comentar.

"A segunda especial é simples, difícil de fazer diferença, mas consegui ganhar algum tempo. Um segundo de diferença para o Dani, depois das duas primeiras especiais, não é muito. Fiquei impressionado com o Dani e com o novo motor da Hyundai, ou algo novo no motor — já nos testes e no shakedown se via que estavam fortes e deram um grande passo. Esta é a parte mais divertida dos ralis: as lutas apertadas.”

Depois dos cinco primeiros, sexto era José Pedro Fontes, a 27,9, no seu Citroen. Sétimo está Ruben Rodrigues, a 29 segundos exatos, na frente de João Barros, a 30,1. Nono era Ernesto Cunha, a 40,1 e a fechar o "top ten" está Pedro Meireles, a 45,9.

O rali Vidreiro acaba amanhã, sábado. 

quarta-feira, 15 de outubro de 2025

CPR (II): José Pedro Fontes quer premiar o trabalho de equipa


Numa temporada em crescendo, José Pedro Fontes e a sua navegadora, Inês Ponte, querem terminar o ano com mais uma boa prestação num rali que lhes traz boas recordações. Reforçando o estatuto de uma das duplas mais competitivas do pelotão, chegam ao Rali Vidreiro com nove provas especiais de classificação que percorrem as estradas das regiões de Pombal, São Pedro de Moel, Mata Mourisca e Alfeizerão, com a cidade de Pombal a servir de centro operacional da prova.

Ao volante do C3 Rally2, a dupla do Citroën Rally Team chega a este último desafio do ano determinada em fechar a temporada com um resultado forte, na continuidade do sólido quarto lugar alcançado no recente Rali da Água Transibérico Eurocidade Chaves-Verín, onde esteve na luta pelo pódio até ao último troço.

Para o último rali do ano, o objetivo é claro:

“Chegamos ao Rallye Vidreiro com a ambição de fechar o ano da melhor forma. Fizemos uma época em crescendo, com a segunda metade pautada por um ritmo forte e uma maior regularidade de resultados e de lutas pelos lugares da frente. Queremos terminar com um resultado que reflita e premeie todo o vasto trabalho que a equipa tem desenvolvido.", começou por afirmar.

"Em Chaves estivemos muito perto do pódio e mostrámos que temos velocidade para lutar pelos lugares de topo. O Vidreiro é uma prova com características muito especiais, com troços rápidos e exigentes, um rali de que gosto particularmente, pelo que a motivação de tentar chegar ao sexto triunfo nesta prova é grande. Vamos dar tudo para estar novamente entre os primeiros e terminar o campeonato num pódio.”

O Rallye Vidreiro – Centro de Portugal disputa-se nos dias 17 e 18 de outubro, com o Expocentro de Pombal a servir de base operacional para equipas e organização. Conta com nove Provas Especiais (PE), somando 106,08 quilómetros cronometrados, num percurso total de 371,25 quilómetros.

quarta-feira, 17 de setembro de 2025

CPR: José Pedro Fontes quer ser feliz em Chaves


José Pedro Fontes e a sua navegadora, Inês Fonte, chegam a Chaves com a moral em alta. Depois de um pódio na Madeira, o piloto do Citroen C3 Rally2 parte para o ali da Água Transibérico Eurocidade Chaves-Verín com esperanças de repetir o resultado, para assim poder lutar pelos primeiros lugares do campeonato - ele agora é quinto na geral, a dois ralis do final do campeonato. 

“Chegamos a Chaves e Verín com motivação extra. O pódio na Madeira deu-nos confiança e mostrou que temos ritmo para lutar pelos primeiros lugares. Foi um prémio para toda a equipa, que tem trabalhado arduamente para chegar ao topo. Tínhamos a certeza que seria apenas uma questão de tempo até regressarmos aos pódios. Agora, teremos pela frente uma prova muito exigente, mas queremos estar novamente na discussão pela vitória. O público transfronteiriço é sempre fantástico e queremos dar-lhes um grande espetáculo.”, afirmou.

O Rali da Água Transibérico Eurocidade Chaves-Verín realiza-se entre os dias 19 e 20 de setembro, dividindo-se por 2 Etapas com 10 Provas Especiais, num total de 115,07 km cronometrados. O percurso desenha-se nos emblemáticos troços em redor de Chaves, atravessando a fronteira para a região espanhola de Verín, num exigente percurso em asfalto que vai colocar à prova os participantes desta importante jornada para as contas do título.

quarta-feira, 30 de julho de 2025

CPR: José Pedro Fontes quer triunfar de novo na Madeira


José Pedro Fontes participa novamente no Rali da Madeira, prova a contar para o Campeonato de Portugal de ralis (CPR), e o objetivo é o mesmo: vencer. Correndo com o Citroen C3 Rally2, apesar de este ano ser uma das edições mais competitivas de sempre.

O piloto portuense, campeão nacional em 2015 e 2016, assume sem rodeios o objetivo para esta edição da prova: “Quero, uma vez mais, lutar pela vitória absoluta, tanto nesta prova como no campeonato nacional. Esta será, certamente, uma das edições mais disputadas dos últimos anos, com uma excelente lista de inscritos.”, começou por afirmar. “Venho à Madeira sempre com grande motivação. Não é segredo que esta é a minha prova preferida em asfalto”, reforça.

O Rali da Madeira é uma das rondas mais icónicas e desafiantes do calendário do CPR, com um total de 177,56 km cronometrados, distribuídos por 13 especiais ao longo de duas etapas e seis secções, num traçado técnico e montanhoso que exige precisão, ritmo e resistência.

domingo, 15 de junho de 2025

CPR: Penalizações no rali Castelo Branco mexem com a geral


A organização do Rali Castelo Branco decidiu aplicar penalizações de 15 segundos a Kris Meeke, Armindo Araújo e José Pedro Fontes mexeram com a geral, fazendo com que o britânico perdesse a vitória a favor de Dani Sordo, por meio segundo.  Armindo Araújo, também penalizado, cai para quarto, no seu Skoda, seguido de Ricardo Teodósio, quinto no seu Toytoa GR Yaris Rally2, e José Pedro Fontes termina na sexta posição, no seu Citroen C3 Rally2.

No comunicado oficial da organização, a penalização acontece por causa de uma infração nas regras em relação à zona para o aquecimento dos pneus, no inicio da 12ª e última especial.

“Depois de apresentados aos pilotos a informação do diretor de prova, bem como as imagens de tracking da viatura relativos ao local onde aconteceu a infração, os mesmos assumem ter saído do percurso, justificando que o fizeram por razões de segurança, relacionadas com o facto de a Zona de Aquecimento de Pneus prevista no percurso não ser suficiente para os mesmos atingirem a temperatura ideal. Questionados pelos comissários sobre a razão porque não fizeram um pedido ao Diretor de Prova para aumentar a zona de aquecimento de pneus, referiram que foi um erro não o terem feito.", começa por referir.

"Assim, e apesar da alegação de razões de segurança para o ato, o CCD entende que as regras são claras quanto ao incumprimento do percurso do Road Book pelo que, decide aplicar esta sanção ao abrigo dos Artigos 11.9.1, 11.9.3a e 12.4.1h do Código Desportivo Internacional”, concluiu.


sábado, 14 de junho de 2025

CPR 2025 - Rali de Castelo Branco (Final)


Kris Meeke ganhou o seu quarto rali da temporada de 2025, ao sair triunfante do rali de Castelo Branco, com uma vantagem de 14,6 segundos sobre Dani Sordo, no seu Hyundai i20 Rally2. Ambos deram mais de um minuto sobre Armindo Araújo, o terceiro classificado, no seu novo Skoda Fabia RS Rally2, que por sua vez, conseguiu ser seis segundos melhor que José Pedro Fontes, no seu Citroen C3, a 1.18,6.

Depois de Sordo ter acabado o dia de sexta-feira a liderar o rali de Castelo Branco, sábado começou com Meeke disposto a reagir, ganhando na primeira passagem por Vila Velha de Rodão, com uma vantagem de três segundos sobre Sordo, suficiente para passar para a frente por 2,7 segundos. Armindo foi terceiro na especial, a quatro segundos, seguido por Ricardo Teodósio, a 4,7, e José Pedro Fontes, a 5,2.

Meeke voltou a ganhar na passagem por Fratel, ganhando mais 2,4 segundos a Sordo, alargando a vantagem para 5,1. Pedro Almeida foi terceiro, a 7,8, Fontes o quarto, a 9,3 e Armindo perdeu 17,4 segundos, sendo nono na especial, e caindo dois lugares na geral. 

Sordo reagiu e ganhou na segunda passagem por Vila Velha do Ródão, 0,6 segundos mais rápido que Meeke. Armindo foi o terceiro, a um segundo, enquanto Fontes foi o quarto, a 2,5.   


No final da manhã, com a diferença enbtre eles situada em 4,5 segundos, Meeke reconheceu que não está a poupar nada no seu carro e admitiu que gosta quando a luta é assim:

“Foi uma manhã difícil, mas também muito divertida. Com uma diferença de apenas 0,3 segundos, sabia que precisava fazer algo para me destacar. Felizmente, conhecia aquele troço curto em Vila Velha de Ródão do ano passado e o carro estava a funcionar muito bem, o que me permitiu ganhar tempo ali e também na etapa seguinte. Ainda assim, 4,5 segundos não é muito.", começou por afirmar.

"Sei que o Dani está a dar tudo, e eu também estou a dar o máximo. É incrível quando a luta é assim renhida. À tarde vai ser modo ataque total novamente — não dá para relaxar com uma diferença tão pequena, especialmente contra alguém como o Dani. Mas, para mim, isso é o que torna tudo bonito. É muito bom quando estamos a lutar por décimos de segundo, estou mesmo a gostar”, concluiu.

Do lado de Sordo, ele aforma que precisa de mais uns ajustes no carro para poder ser mais rápido e tentar a aproximação a Meeke, enquanto que reconhece que os portugueses estão a dar mais luta que esperava.

“A verdade é que as diferenças no asfalto são muito difíceis de acompanhar, mas, enfim, o ritmo é elevado e os pilotos portugueses também estão muito próximos, em comparação com outros ralis. Mas estou a dar o meu melhor, acho que podemos ajustar um pouco as coisas no carro que me fariam melhorar o ritmo, mas não conseguimos encontrar a chave para ter uma boa dianteira”, contou.


A tarde começou com mais uma vitória de Meeke, conseguindo um avanço de 3,8 segundos sobre Sordo, com Armindo a 8,1, Pedro Almeida a 9,8 e Hugo Lopes a 11,3. A mesma coisa aconteceu na especial seguinte, com Sordo a 2,2, Armindo a 7,8, Pedro Almeida a 8,5 e Hugo Lopes a 10,4. Sordo reagiu, triunfando na décima especial, ganhando 1,4 sobre Meeke e reduzindo a diferença para 9,1 segundos. Fontes foi terceiro na especial, a 6,2, e foi especial para ele, porque Armindo perdeu 8,6 e a diferença entre ambos está agora a 1,4, embora ambos para Sordo e Meeke já era superior a um minuto.

Na parte final, Meeke reagiu e conseguiu o avanço que precisava para acabar como vencedor, conseguindo uma vantagem de 2,8 segundos sobre Sordo, 4,4 sobre Armindo e nove segundos sobre Pedro Almeida. José Pedro Fontes era o quinto melhor, a 9,9, e o pódio estava a 4,4, um pouco dificil de o apanhar, a não ser que o seu adversário tivesse algum problema. 

E na última PEC, a Power Stage de Castelo Branco, Meeke consolidou a sua vantagem, com 1,9 segundos de vantagem para Ricardo Teodósio. Armindo Araújo foi o terceiro mais rápido no último troço do dia, para assim, carimbarem o terceiro lugar à geral, à frente de José Pedro Fontes, a 2,1. Dani Sordo foi o quarto melhor, perdendo 2,6 segundos.

Depois dos quatro primeiros, Pedro Almeida foi o quinto, a 1.12,9, na frente de Teodósio, o sexto, a 1.18,7. Sétimo foi Hugo Lopes, a 1.22,1, no seu Hyundai, na frente de Ruben Rodrigues, a 1.50,1, no seu Toyota Yaris Rally2, e a fechar o "top ten" ficaram o Volkswagen Polo R5 de João Barros, a 2.18,5, e o Mitsubishi Lancer Evo X de Adruzilo Lopes, a 4.56,6.   

 O CPR continua em agosto com o rali da Madeira.   

sábado, 29 de março de 2025

CPR 2025 - Rali do Algarve (Final)


Dois ralis, duas vitórias. Kris Meeke foi o vencedor do rali do Algarve, batendo Dani Sordo por 13.3 segundos, depois de ele ter recuperado o atraso que o tinha deitado fora do "top ten" depois do final do primeiro dia, por causa do Turbo. Gonçalo Henriques, no outro Hyundai i20 Rally2, ficou com o terceiro lugar e foi o melhor português, a 1.37,8, depois de ter batido por menos de um segundo o Skoda Fabia de Armindo Araújo., que ficou a 1.38,7 do vencedor. Ricardo Teodósio, que corria em casa no seu Toyota, terminou no quinto posto, a 1.45,9.

"Estou mais do que feliz por conseguir duas vitórias consecutivas. Coloca-nos numa posição muito boa. Sinceramente, gostei muito do carro este fim de semana”, começou por afirmar Meeke, na meta. 

O piloto afirmou que, apesar de liderar o campeonato, há ainda muita coisa a aprender no novo carro, mas entende que este é um processo natural:

"Ainda acho que temos mais a aprender. Só numa segunda passagem hoje, talvez a afinação pudesse ter sido diferente. A escolha dos pneus não foi correta e outras coisas, mas tudo bem. É assim, quando se tem um carro novo, temos de aprender a adaptar-nos, mas, de qualquer forma, estou muito, muito feliz pela Toyota Portugal e pela Sports & You”, concluiu.


Já Dani Sordo, apesar do grande dia de sábado que teve, recuperando os 50 segundos de atraso, afirmou que a vitória estava ao seu alcance.

“Sinto que tínhamos ritmo para ganhar o rali hoje e demonstrámo-lo ao ganhar todas as etapas do dia” começou por afirmar o piloto da Team Hyundai Portugal. “Mas o Kris estava a 50 segundos e foi muito, muito difícil. Reduzimos ao máximo e terminamos a 13 segundos. Precisávamos de mais algumas especiais, mas demos tudo o que tínhamos e experimentámos coisas novas no carro. Perdemos 50 segundos por causa de um problema mecânico [na sexta], mas as corridas são assim, os problemas mecânicos são assim e não se pode fazer nada em relação a isso. Por isso estou contente com o bom dia que tivemos hoje. Conseguimos os pontos na Power Stage, o que também é importante no final do dia.”, concluiu.

Com sete especiais neste sábado, Dani Sordo estava bem atrasado na geral e tinha um objetivo: recuperar o mais possível, ganhando todas as especiais. E foi o que fez: ganhou todas elas, incluindo a Power Stage. Mas nas especiais da manhã, primeiras passagens por Silves, Messines e São Marcos, Sordo começou por recuperar 5,3 segundos a Meeke, enquanto Ricardo Teosódio era quinto, perdendo 16,6 segundos e já tinha 29,9 na geral, não longe de Pedro Almeida, a 30 segundos.

Já ali, Sordo subiu para oitavo, com 46,5 segundos de atraso para Meeke. 

Em Messines, Sordo ganhou mais 5,7 sobre o Meeke e 27,8 sobre Gonçalo Henriques, 32,5 sobre Armindo Araújo e 36,3 sobre Ricardo Teodósio. Com isso, Sordo subiu para segundo, a 40,8 de Meeke. No final da mamhã, em São Marcos, Sordo ganhou mais 5,8 segundos e reduziu a diferença para 35 segundos. Gonçalo Henriques era agora o terceiro, a 59,8.

Na parte da tarde, a mesma coisa: Meeke ganhou novamente, agora com 6,8 sobre Meeke - que estava a abrandar, controlando o andamento do espanhol da Hyundai - reduzindo para 28,4. Araújo foi o terceiro na especial, a 13,9, Teodósio em quarto, a 14,5.

Na segunda passagem por Messines, Sordo foi o melhor que Meeke, abrindo a vantagem entre os dois para 9,3, reduzindo a diferença para 19,1. Gonçalo Henriques foi o terceiro, a 26,1, na frente de José Pedro Fontes, a 27 segundos. 

Por fim, na Power Stage, segunda passagem por São Marcos, Sordo conseguiu ser o melhor, 5.8 segundos na frente de Meeke, 11,6 sobre Armindo Araújo e 12,2 sobre Pedro Almeida. Gonçalo Henriques acabou apenas em sexto, mas manteve o lugar de pódio por muito pouco. 


Mas no final da prova, estava felicíssimo com o resultado, quer com a exibição, quer por ver o seu sonho tornar-se realidade:

“Mais satisfeitos não podíamos estar. Foi um rally incrível, muito rápido, mas gosto deste tipo de troços. Sinto-me mais à vontade em troços rápidos e isso notou-se, especialmente no troço maior. Foi onde conseguimos fazer mais diferença. Sentimo-nos sempre bem no carro, depois de um excelente trabalho da equipa que nos deu um carro confortável de conduzir. Estamos muito orgulhosos daquilo que conseguimos atingir aqui e vamos trabalhar muito para conseguir no próximo fazer algo idêntico.", começou por afirmar.

Fica mal dizer isto, mas eu sonhava muito com isto. Eu acreditava que era possível. Claro que tinha os pés bem assentes na terra e não queria deixar-me levar pelas emoções. Mas acredito muito no nosso valor. Sabíamos que nos sentíamos confortável neste tipo de condições e que podia ser uma mais-valia começar aqui." continuou.

Conseguimos um bom setup, graças à grande ajuda do Dani Sordo e também da nossa equipa de assistência, a Sports & You. Conseguimos um compromisso muito bom com o carro. Não tenho experiência com este tipo de carros. Por isso, a ajuda do Dani foi uma grande mais-valia”, concluiu.

Depois dos cinco primeiros, sexto é Pedro Almeida, a 1.51,6, não muito longe de José Pedro Fontes, sétimo no seu Citroen C3 Rally2, a 2.05,2. Oitavo ficou Pedro Meireles, a 2.26,9 e a fechar o "top ten", estão Ruben Rodrigues, a 2.49,2, no seu Toyota Yaris Rally2, e Diogo Salvi, a 3.50,4. 

O CPR continua entre os dias 2 e 5 de maio no Terras D'Aboboreira, em Amarante, duas semanas antes do Rali de Portugal, que será entre oa sias 15 e 18 de maio. 

segunda-feira, 24 de março de 2025

CPR (II): José Pedro Fontes quer alcançar o pódio no Algarve


Na semana do Rali do Algarve, José Pedro Fontes, e a sua navegadora, Inês Ponte, olham para este rali como uma excelente oportunidade para regressar ao pódio. A bordo do seu Citroen C3 Rally2, Fontes, que não teve um grande resultado em Fafe, espera que as coisas corram melhor neste rali, e nesta temporada do Campeonato de Portugal de Ralis (CPR).

“O resultado da primeira prova do ano não foi o que queríamos, mas os mais atentos perceberam que houve uma evolução significativa em termos de andamento, no que foi um início de época no Serras de Fafe. Os contratempos que nos afetaram não permitiram, depois, capitalizar esse bom andamento inicial, mas eu, a Inês e a equipa sentimos que demos alguns passos na direção certa, resultado de um trabalho que já vem sendo feito desde o final da época passada. Isso dá-nos, assim, mais confiança para o Casinos do Algarve, uma prova que nos agrada bastante, designadamente nos troços desenhados a sul do país, pelo que será o palco certo para o nosso regresso aos lugares do pódio.”, começou por comentar.

Quanto à competitividade do CPR em 2025, Fontes vê isso com bons olhos. O espetáculo melhora, o público adere mais e os pilotos são levados ao limite: 

“Qualquer piloto gosta de se ver desafiado. O CPR 2025 promete ser muito renhido e competitivo, mas depois do que sentimos em Fafe, acredito que temos tudo para lutar pelos lugares da frente. Tenho de enaltecer o apoio do público português, que torna este campeonato num dos melhores da Europa. Temos visto sempre muitos fãs nos troços, um apoio que serve de ‘combustível’ e que é muito sentido dentro do carro. É também para eles que queremos dar o nosso melhor, dando um excelente espetáculo e proporcionando lutas emocionantes, como o CPR nos tem habituado.”, concluiu.

O rali do Algarve acontecerá a 27 e 28 de março, com nove especiais de classificação.

domingo, 9 de março de 2025

CPR: Fontes com sentimento agridoce


José Pedro Fontes não teve um grande rali em Fafe. A transmissão do seu Citroen C3 Rally2 não colaborou e por duas vezes, uma delas na Power Stage, atrasou-se em relação ao resto do pelotão. O sexto lugar final foi o possível, mas numa luta com o Toyota de Ricardo Teodósio para ficar mais acima, deixou-o com uma sensação de alguma amargura em relação às expectativas que tinha para este rali, do qual é um dos seus favoritos. 

"Acho que o Rali Serras de Fafe foi, em termos na luta dos portugueses, o mais competitivo dos últimos anos, mas infelizmente as transmissões não me deixaram manter a luta que estava a ter com o Teodósio. Logo de manhã fez-nos perder muito tempo, mas tudo bem, acho que fizemos alguns tempos interessantes num rali que, quando está estas condições, nunca foi uma especialidade minha, vêm aí agora ralis que eu gosto mais em terra, onde vamos tentar manter a evolução que fizemos no final do ano passado na terra, e este ano, e tentar estar na luta pelos melhores lugares, e na luta muito particular dos portugueses.", começou por afirmar.

"Seja como for, acho que foi um grande espetáculo para toda a gente que esteve a ver, mesmo com estas condições, queria agradecer a todos porque a prova teve muito público, em dias que só mesmo apaixonados é que sairiam de casa, e acho que deve ter sido um grande espetáculo ver os pilotos estiveram aqui a andar." continuou.

"Portanto, da minha parte, alguma satisfação porque tivemos na luta em alguns troços o Armindo e com o Ricardo, mas alguma tristeza e frustração, porque são situações que nem posso atribuir à equipa, porque é material novo e aquilo não é normal…”, concluiu.

Agora é tempo de fazer as devidas reparações e preparar-se para o rali do Algarve, que acontecerá no final do mês, na região de Lagos, Silves e Lagoa. 

Youtube Rally Video: Os melhores momentos do rali Serras de Fafe

O rali Serras de Fafe já acabou, com a vitória de Kris Meeke, na sua estreia pela Toyota, e num rali marcado pelo mau tempo ao longo do fim de semana. Para além da prova de Meeke, andou por ali gente como Dani Sordo, que também se estreou pela Hyundai, e a presença do letão Martins Sesks, que está ali a preparar-se para o rali de Portugal.

Para além disso, os locais, com algumas novidades - Ricardo Teodósio e Ruben Rodrigues arranjaram cada um o seu Toyota Yaris Rally2, Armindo Araújo melhorou o seu Skoda Rábia Evo2 - também deram o seu espetáculo perante a degradação das condições na estrada. Eis um vídeo sobre o que foi este rali, onde o público resistiu às más condições e apareceu em força, especialmente na Lameirinha.

terça-feira, 4 de março de 2025

CPR: José Pedro Fontes quer participar na festa


Na semana em que começa o Campeonato de Portugal de Ralis (CPR) com o rali Serras de Fafe, conceituadíssima, pois inclui alguns dos troços mais míticos dos ralis em Portugal, José Pedro Fontes e a sua navegadora, Inês Ponte, não irão faltar à chamada e estarão, de novo, presentes nos troços do CPR a bordo do Citroen C3 Rally2, numa temporada que tudo indica que será dos mais competitivos da sempre.

Questionado sobre os objetivos para esta temporada, ele afirma serem os mesmos: lutar pelas vitórias nos ralis e apresentar a melhor performance aos comandos de uma viatura que recebeu, recentemente, uma nova atualização.

"Vamos estar de novo presentes em toda a temporada do CPR 2025. A chegada de nomes sonantes e os projetos nacionais reforçados foram o catalisador para uma decisão fácil, a de continuar a lutar pelo CPR. O chamamento da competição foi mais forte e tínhamos de estar presentes nesta edição que promete ser memorável. Com o Citroën Rally Team temos todas as condições para chegar aos lugares de topo em cada rali, sendo que vamos trabalhar arduamente para que tal aconteça. A preparação da época já há muito que começou, sendo agora tempo de colocar a atenção na primeira prova do ano.", afirmou.

Fontes considera que o rali Serras de Fafe é o palco ideal para o arranque da temporada: "É muito bom começar com um rali desta qualidade. É publica a minha preferência por pisos de asfalto, mas nos últimos anos temo-nos aproximado dos lugares cimeiros nos troços de terra e queremos manter essa tendência. A fórmula mantém-se para 2025, com muita confiança e muita vontade de lutar pelos melhores lugares, fruto não só das evoluções entretanto implementadas no nosso C3 Rally2, como também para comemorar a minha décima época a representar a marca Citroën, algo que é, para mim, um enorme orgulho", concluiu.

O serras de Fafe terá dez especiais e contará não só para o CPR, como também contará para o Troféu Europeu de Ralis (ERT).

quarta-feira, 9 de outubro de 2024

CPR: José Pedro Fontes deseja ganhar no Vidreiro


A missão de José Pedro Fontes e da sua navegadora, Inês Ponte, para este rali Vidreiro, é conquistar uma recordista sexta vitória na prova disputada nas estradas de asfalto da região de Leiria. A dupla do Citroën Racing Team tem profundo conhecimento das estradas onde se realiza a prova do CAMG (Clube Automóvel da Marinha Grande), num rali onde o bicampeão de Portugal de Ralis se sente “em casa”, o lugar mais alto do pódio é o seu grande objetivo, apesar da concorrência forte.

Assim sendo, não tem qualquer problema em afirmar os seus objetivos para o último rali do ano: “Tentar igualar o número recordista de vitórias na prova do Automóvel Clube da Marinha Grande." 

Depois, prossegue:

"Queremos terminar a temporada 2024 em alta com um triunfo e a conquista de um lugar no pódio da competição. Tudo faremos para isso, contando com um Citroën C3 Rally2 bem preparado pela Sports&You. Sabemos que os nossos rivais também querem brilhar neste fecho de temporada e, assim, resta-nos dar o nosso melhor, cientes do valor da equipa e de todos os que dela fazem parte. É, para nós, muito importante assegurar um bom resultado neste último do rali do ano, ainda para mais num conjunto de troços que é muito do meu agrado e no qual temos garantido ao longo dos anos diversas classificações de relevo.”, concluiu.

Com nove especiais entre sexta e sábado, 11 e 12 de outubro,  e 110,32 quilómetros de classificativas do evento para percorrer, o centro nevrálgico do rali será em Alcobaça, onde acontecerá uma super-especial no centro da cidade, e a chegada, bem como a entrega de prémios. Para além disso, terá especiais duplas em São Pero de Muel, Pombal e Alfeizerão. 

terça-feira, 10 de setembro de 2024

CPR: Fontes tenta conseguir um bom resultado em Chaves


O Campeonato de Portugal de Ralis (CPR) regressa neste final de semana com o Rali da Água – Transibérico – Eurocidade Chaves/Verin, prova organizada pelo Clube Aventura do Minho (CAMI). Num duelo pelo campeonato entre Armindo Araújo e Kris Meeke, José Pedro Fontes tem como objetivo chegar - e consolidar - o terceiro lugar do campeonato, especialmente depois de “na Madeira, o meu rali favorito, ter acabado de forma infeliz para nós.".

“Conhecendo muito bem a prova transmontana, tendo, inclusivamente, vencido a sua edição de 2021 ao volante do C3 Rally2, após uma luta intensa com dois adversários, e rubricado um terceiro lugar na edição do ano passado, acreditamos que podemos lutar pela vitória no asfalto transmontano, tendo os olhos postos, agora, no pódio do campeonato, que está a uma mão cheia de pontos de distância”, começa por referir.

"Regressamos à ação cientes de que a vitória no campeonato está fora do nosso alcance, numa temporada que não correu como tínhamos idealizado. Mas de nada vale estar a lamentar o que já aconteceu. Vamos para o Rali da Água com uma missão clara: vencer a prova, entrar no pódio final do campeonato, tendo como objetivo estar nessa posição no final da época.”, concluiu.

Com 49 pilotos inscritos para o rali, este é o primeiro que terá troços em ambos os países, Portugal e Espanha, terminando com a super-especial de Chaves.  

sexta-feira, 15 de março de 2024

CPR: Fontes quer um bom resultado


No dia em que começa o segundo rali do campeonato, em terras algarvias, José Pedro Fontes, que já triunfou neste rali em duas ocasiões, vem com o objetivo de amealhar bons pontos para o campeonato a bordo do seu Citeoen C3 Rally2, isto sem prejuízo dos objetivos mais ambiciosos, que passam por lutar por uma posição no pódio.

“O campeonato de Portugal de ralis é uma competição dividida em duas partes, que exige concentração e uma estratégia bem desenhada. A fase inicial é composta por quatro provas em pisos de terra, que exigem uma abordagem cautelosa, pois, os abandonos são muito penalizadores nas contas finais, razão por que apostamos em manter os nossos objetivos primordiais: amealhar o maior número de pontos nesta fase da competição”, começou por explicar José Pedro Fontes.

“Naturalmente que isso não quer dizer que não estaremos focados em objetivos maiores como chegar a um dos lugares do pódio. Conheço muito bem a prova algarvia e a sua dureza e, também, todos os nossos adversários, por isso tenho a perfeita noção de onde nos situamos e o que temos de fazer para lutar pelos primeiros lugares.”, concluiu.

O rali do Algarve terá nove especiais de classificação, percorridos entre hoje e sábado.

segunda-feira, 13 de junho de 2022

CPR 2022 - Rali de Castelo Branco (Final)


Armindo Araújo foi o grande triunfador do Rali de Castelo Branco, algo que alcançou pela quarta ocasião na sua carreira. E da maneira como andam as coisas, parece que está a caminho de mais um título, dado que a concorrência dos Hyundais não andou lá bem, porque o segundo classificado foi José Pedro Fontes, a 7,3 segundos, no seu Citroen C3 Rally2. Miguel Correia, num tipo de piso que não é o seu de eleição, ficou com o lugar mais baixo do pódio, a 35,8 segundos, mas viu fugir o piloto de Santo Tirso no campeonato. Agora, ambos estão separados a 24 pontos. 

Nas quatro especiais que faltavam para concluir o rali, e com cinco pilotos a estarem a menos de 30 segundos da liderança, ali iria ver qual deles é que se daria melhor. O dia começava com as duas passagens por Sobral do Campo - São Vicente da Beira e São Vicente da Beira - Louriçal do Campo, uma das quais o Power Stage. E começava com José Pedro Fontes ao ataque, triunfando nas duas primeiras especiais, no primeiro, deixando Armindo Araújo a 1,2 segundos, e no segundo, Bruno Magalhães ficou a seguir, a 0,9 segundos e Armindo a 1,0. Mas com Miguel Correia a perder tempo - 11,1 segundos na primeira passagem por Sobral do Campo - São Vicente da Beira - o piloto de Santo Tirso estava mais à vontade. 

Teodósio acabou por triunfar na décima especial, batendo Fontes e Araújo, mas na Power Stage, o melhor acabou por ser Bruno Magalhães, 0,6 segundos melhor que José Pedro Fontes, 4,3 sobre Armindo Araújo e 4,4 sobre Miguel Correia.


No final, o piloto de Santo Tirso considerou a exibição como "irrepreensível". 

“Conseguimos vencer este rali pelo quarto ano consecutivo e chegar à segunda vitória do ano. Foi uma prova bastante difícil, já o sabíamos à partida, mas trabalhamos muito para sairmos daqui com este resultado. Andamos sempre num ritmo que nos permitiu manter a primeira posição e, como as diferenças foram sempre muito reduzidas em cada especial, nunca tivemos hipóteses de gerir o nosso andamento. Estivemos irrepreensíveis do início ao fim e estamos muito contentes com esta vitória”, começou por dizer.

“Foi muito importante vencer nesta primeira prova em pisos de asfalto e sobretudo conseguirmos aumentar significativamente a vantagem no comando do CPR. Temos agora quase a pontuação de um rali sobre o segundo classificado, o que é uma excelente margem sem dúvida. Esta diferença, contudo, não nos fará mudar o foco e vamos para a próxima prova com o objetivo claro de lutar por nova vitória. Queremos continuar a consolidar, em todos os ralis, a liderança para conseguirmos chegar ao grande objetivo que é o título”, concluiu.

Depois dos três primeiros, Bruno Magalhães ficou com o quarto posto, a 40,5 segundos, conseguindo passar na Power Stage o carro de Pedro Meireles, noutro Hyundai i20 Rally2, a 41,2 segundos. Sexto ficou Daniel Nunes, a mais de quatro minutos do ganhador, num Ford Fiesta Rally3, na frente de Daniuel Nunes, num Dacia Sandero Rally4, a 5.31,5, enquanto que o oitavo foi Ricardo Sousa, num Peugeot 208 R4, a 5.34,2, e a fechar o "top ten" ficaram Ernesto Cunha, noutro Peugeot 208 R4 e Paulo Caldeira, num Citroen C3 Rally2, a 7.19,2. 

domingo, 5 de setembro de 2021

CPR 2021 - Rali Alto Tâmega (Final)


Foi duro, mas no final, José Pedro Fontes conseguiu a vitória no Rali Alto Tâmega, depois de um duelo com Bruno Magalhães e Armindo Araújo, todos em máquinas diferentes, neste rali disputado essencialmente em asfalto. O piloto da Citroen levou a melhor por 3,5 segundos do da Hyundai, e o tirsense da Skoda por 12,5. Ricardo Teodósio foi o quarto, a 16.5.

Depois das três primeiras especiais deste sábado, onde se viu o duelo a quatro entre Magalhães, Araújo, Fontes e Teodósio, com o piloto de Santo Tirso a levar a melhor, neste domingo, os concorrentes tinham mais seis especiais para o final do rali, e tudo por decidir.

O dia começou com a primeira passagem pelo Alto Tâmega, onde Ricardo Teodósio tinha sido o melhor no seu Skoda. O piloto algarvio conseguiu uma vantagem de 1,4 segundos sobre Bruno Magalhães e 4,2 sobre Armindo Araújo. Bernardo Sousa foi o quinto, enquanto Pedro Meireles saía de estrada e desistia da prova. Com isto, o piloto da Hyundai subia ao comando, com Fontes em terceiro a meros 6,7 segundos.

Fontes atacou na primeira passagem por Carvalhelhos, vencendo por ali, 0,5 segundos na frente de Bruno Magalhães e 2,7 sobre Armindo Araújo. Os três primeiros aproximavam-se, com 6,7 segundos entre eles, já que Ricardo Teodósio estava um pouco mais longe.


No final da manhã, na primeira passagem por Boticas/Vidago, Fontes voltava a vencer, passando para o segundo posto da geral, aproximando-se de Bruno Magalhães, que tinha sido segundo, a 3,6, e a diferença entre ambos no geral tinha diminuído para 2,6. 

A parte da tarde começou com Fontes a fazer o melhor tempo da PEC 7, segunda passagem pela classificativa do Alto Tâmega, suficiente para passar à frente de Magalhães. Depois, triunfou na PEC 8, gerindo uma curta margem de 3,2 segundos para o piloto da Hyundai à entrada da Power Stage, onde consumou o triunfo. 

Depois dos quatro primeiros, Bernardo Sousa fez uma exibição consistente para ficar em quinto, lugar que herdou após o abandono de Pedro Meireles. Contudo, ficou bem distante dos quatro primeiros, a 1.11,4. O espanhol Figuera Caamaño foi o sexto, ainda mais distante, a 2.38,1, na frente de Manuel Castro, a 3.06,6, na frente dos Peugeot 208 Rally4 de Carlos Fernandes (a 3.53,8) e de Luis Delgado (a 3.59,4) e por fim, o Skoda Fabia R5 de Paulo Neto, a 3.59,6. 

O CPR prossegue no mês que vêm com o Rali Vidreiro.