sábado, 9 de dezembro de 2023

WRC: Rovanpera quer andar de GT em 2024


Kalle Rovanpera já disse que só quererá fazer alguns ralis em 2024, num carro partilhado por Sebastien Ogier, mas para além disso, o piloto finlandês deseja fazer drift e GT's. Admirador de todo o desporto motorizado, afirmou no seu anúncio no mês passado que pretende competir em eventos fora dos ralis no próximo ano.

Falando ontem na conferência de imprensa da Cerimónia de Entrega de Prémios da FIA, em Baku, Rovanpera afirmou que pretende testar um carro de GT no próximo ano e quiçá... vir a correr mesmo. "Na verdade, agora estamos a planear [o que fazer fora dos ralis], e pelo menos, esperamos fazer alguns testes em carros GT e, se tudo correr bem, por que não [participar numa] corrida também", disse o piloto de 23 anos, bicampeão do mundo de ralis. 

Rovanpera não disse exatamente que carro iria testar, mas a Toyota, através da Lexus, estará presente em 2024 na categoria LMGT3 do Campeonato do Mundo FIA de Endurance (WEC), isto enquanto desenvolve o seu novo GT3, que está na fase de testes. A marca nipónica também está envolvida oficialmente no Super GT japonês, onde tem carros nas categorias GT500 e GT300.

A acontecer, o finlandês será o mais recente dos pilotos de ralis que tentou a sua sorte em pista. O que tem melhores resultados foi Sebastien Loeb, que em 2006 foi segundo classificado nas 24 Horas de Le Mans, mas Sebastien Ogier, que irá partilhar o Yaris WRC em 2024, participou numa campanha parcial aos comandos de um protótipo LMP2 na temporada de 2022.

Outros pilotos de ralis que fizeram passagens pela pista foram Markku Alen, correu na endurance em 1980 com a Lancia, e também nas 24 Horas de Le Mans; Walter Rohrl, que nos anos 70 andou também na Endurance, e na década seguinte, no IMSA GTO, e por duas vezes, nas 24 Horas de Le Mans.  

sexta-feira, 8 de dezembro de 2023

Youtube Formula 1 Vídeo: O balanço de 2023

Natal, final do ano, e tudo o mais. A Formula 1 acabou, e agora, estamos à espera de 2024 para recomeçar tudo. Mas até lá, temos os balanços, e claro, toda a gente que é capaz faz isso. E claro, um dos que fez foi o Josh Revell, que admite que as suas previsões são... horríveis. Aqui está.   

quinta-feira, 7 de dezembro de 2023

A(s) image(ns) do dia






O finlandês Keke Rosberg fez ontem 75 anos, e sempre achei injusto ele ser lembrado como um piloto "secundário" que "não mereceu o título conquistado", etc. Sei que muitos queriam que o campeão de 1982 fosse Didier Pironi, Alain Prost, ou até Gilles Villeneuve. Mas poderia ter sido John Watson, outro piloto ainda mais "cinzento" quanto Rosberg pai, que chegou tarde à Formula 1 - tinha 29 anos quando começou a correr num Theodore, e ganhou à chuva no International Trophy, em Silwerstone, batendo o Copersucar de Emerson Fittipaldi. Logo na sua segunda corrida dentro de um Formula 1! 

Rosberg era muito veloz. Aliás, na segunda corrida em que correu pela Fittipaldi, em Interlagos, o finlandês "comeu de cebolada" o brasileiro, em casa, depois de um pódio na Argentina, o segundo na história da marca. Foi naquele momento que Emerson entendeu que os seus dias na Formula 1 estavam contados, e a rapidez do finlandês valia a pena o epíteto de "finlandês voador", ou seja merecia essas asas. Para mim, daquela foto do Estoril, em 1986, Rosberg era o "quinto elemento". Afinal de contas, cinco vitórias no palmarés e 17 pódios não são para qualquer um menosprezar. 

Theodore, ATS, Wolf, Fittipaldi, Williams e McLaren, foram as equipas onde passou entre 1978 e 86. Ele jurou que a sua retirada, aos 38 anos aconteceu "cedo demais" e prolongou a carreira na Endurance, como piloto da Peugeot, e depois no DTM, onde entre 1992 e 1995, guiou e montou a sua equipa. E depois, cuidou a carreira do seu filho Nico até ele chegar à Formula 1, pela Williams, a equipa que o acolheu em 1982, passando de "zero pontos" a campeão do mundo. 

Em 1986, depois de um final de temporada anterior onde o Williams FW10 se tornou na melhor máquina do pelotão - três vitórias nas três últimas corridas do ano, com o finlandês a triunfar em Adelaide, no primeiro GP da Austrália - ele foi para a McLaren, substituir Niki Lauda, que se retirava. Era a máquina do momento, mas se soubesse para que lado o vento soprava, teria ficado com Frank Williams e Patrick Head. Não que o McLaren MP4/2 fosse mau, mas a Williams iria fazer o FW11 e seria bem melhor, com os seus motores Honda mais afinados. 

E pior: Alain Prost era o campeão do mundo e o rei da politica interna, bem como um mestre na arte de gerir o carro. Rosberg era bruto, para ser veloz, e o carro não era adequado para o seu estilo de condução. E sofreu. Com algumas excepções.

Uma delas foi no Mónaco, e a outra outra foi na Alemanha, onde fez a sua quinta e última pole-position, e ia a caminho da vitória quando ficou sem gasolina e caiu para quinto. Mas regressemos ao Principado, porque é importante.

Rosberg partiu de nono na grelha, com a pole a ficar nas mãos de Alain Prost, seu companheiro de equipa. O francês andou na frente, sem ser muito incomodado - exceto Ayrton Senna, que largou de terceiro, e ficou com o comando na volta 35 - Rosberg começou a fazer o seu estilo de corrida de trás para a frente. Pulou para sétimo na partida, e começou a pressionar os pilotos na sua frente para cometerem erros, no intuito de aproveitar. Logo na descida do Mirabeau, era quinto, passando o Benetton de Gerhard Berger. A partir dali, ele pressionou o Ferrari de Michele Alboreto como se não existisse amanhã, até passar na travagem para Ste. Devote, para ser quarto. No quesito "siisu", Rosberg, filho de suecos e nascido na Suécia, tinha-o todo.

Depois, foi buscar Nigel Mansell para tentar o terceiro posto, que herdou quando o britânico foi às boxes trocar de pneus. Assim sendo, quem foi vítima do seu assédio? O Lotus de Senna. Já o tinha na mira quando teve de ir às boxes trocar de pneus, caindo para trás de... Alboreto. Com pneus novos, colou-se à sua traseira e claro, regressávamos a um assédio muito finlandês. Para facilitar a vida, deixou-o passar na reta da meta. E depois, foi atrás de Mansell e Senna, para chegar ao pódio.

Nessa altura, o brasileiro tinha ido para a frente, mas já era pressionado por um Prost com pneus novos. Trocaram de lugares quando o piloto da Lotus foi trocar de pneus, enquanto Rosberg tentava chegar a eles. Como Senna demorou, Rosberg herdou o segundo lugar, rumo a uma dobradinha para os comandados de Ron Dennis. A primeira - e única - da temporada. 

Mas no final, um susto: o Lola de Patrick Tambay tentava dobrar o Tyrrell de Martin Brundle quando se tocaram em Mirabeau e o carro ficou miraculosamente na pista, evitando cair para o fundo da rua. A corrida continuou e Prost saboreava mais uma vitória, com Senna a conseguir o terceiro pódio da temporada.  

Atrás, entre os desistentes, figurava o Brabham de Elio de Angelis. Parara na volta 31 por causa do motor BMW, que explodira. Quatro dias depois, em Paul Ricard, sofria um acidente mortal. Anos depois, Rosberg alou que um dos motivos pelo qual acabou por pendurar o capacete foi a perda de De Angelis, seu bom amigo no paddock.    

Youtube Formula 1 Vídeo: AS melhores partidas de 2023

Dezembro... Natal... e é a altura dos balanços. E o pessoal da Formula 1 decidiu fazer um vídeo sobre as melhores partidas da temporada, só para que o pessoal minore as saudades da competição.  

quarta-feira, 6 de dezembro de 2023

A imagem do dia






As pessoas pensam que uma mulher atrás de um Formula 1 pode ser coisa rara e hoje em dia, pouco mais que uma curiosidade - a última a competir foi há 31 anos - mas uma que entrou num carro com 79 anos, batendo um recorde da pessoa mais velha a guiar um carro com 800 cavalos - Mário Andretti estendeu esse recorde por mais uns anos em 2021, a bordo de um McLaren em Austin - mas Rosemary Smith não é uma piloto qualquer. Não dentro da Irlanda, e não no meio dos ralis, onde se mostrou há mais de meio século.

Em 1958, depois de uma experiência como navegadora, decidiu pegar no volante e correr nos carros do grupo Rootes, especialmente o Sumbeam Imp. E em 1965, conseguiu algo inédito: ganhar o Rally Tulip, que partia e chegava aos Paises Baixos, e no meio de 180 concorrentes, acabou por ser a vencedora, sendo a segunda mulher a ganhar, depois de Pat Moss, irmã de Stirling Moss, em 1962, num Mini Cooper.

No ano seguinte, ganhou o Rali de Monte Carlo, na classe das senhoras, mas a organização decidiu desclassificá-la, algo que achou "injusto" e do qual pensou em largar a competição. Mas a vontade passou e nos anos seguintes, ganhou o Cork Rally e o Rali da Escócia. 

Depois de ter fundado uma escola de condução, parecia ter-se dedicado à reforma, mas em 2017, surgiu um convite que não pode recusar: ir para Paul Ricard, onde foi guiar um Renault de Formula 1. A experiência de lidar com 800 cavalos deverá ter sido inesquecível, especialmente quando na altura tinha... 79 anos, a caminho dos 80. E aparentemente, deu-se muito bem. E claro, ela gostou, especialmente quando foi com uma atitude de aceitar desafios.

Smith, uma das mulheres-piloto do seu tempo, e nascida a 7 de agosto de 1937, em Dublin, morreu nesta terça-feira aos 86 anos, depois de algum tempo a batalhar contra um cancro. Soube mostrar a sua fibra. Ars longa, vita brevis. 

Formula E: Bridgestone fornecerá pneus a partir de 2026


A FIA anunciou esta quarta-feira que a japonesa Bridgestone fornecerá pneus para a Formula E a partir de 2026, altura em que aparecerá o chassis Gen4, que em principio, permitirá um carregamento rápido dos monolugares, algo inédito até agora. A marca japonesa substituirá a coreana Hankook e será o seu regresso desde a saída da Formula 1, no final de 2010.

O fabricante japonês apresentou recentemente uma proposta para voltar a fornecer pneus na Formula 1, mas perdeu para a Pirelli no processo de concurso, que continuará a fornecer para o campeonato pelo menos até 2027.

A grande novidade no fornecimento de pneus para a competição elétrica é que produzirá dois tipos diferentes de pneus para os carros Gen4: um pneu 'base', que será um pneu com sulcos para todas as condições climáticas e "deve garantir aderência suficiente para assegurar corridas seguras em chuva leve", e um segundo pneu 'tufão' que será "obrigatório em chuva forte". Será a primeira vez no campeonato que dois tipos diferentes de pneus estarão disponíveis para as equipas da Formula E. 

Outra novidade estará na presença da Podium Advanced Technologies que fornecerá a bateria para os carros Gen4. A empresa italiana esteve anteriormente envolvida com a Glickenhaus no Campeonato do Mundo FIA de Endurance (WEC). O propulsor dianteiro será fornecido pela Marelli. Quanto ao resto, tudo na mesma: o grupo Spark Racing Technologies continuará a fornecer o chassis, como fizera nas três gerações anteriores, desde o começo do campeonato, em 2014. 

A competição elétrica terá o seu inicio na segunda semana de janeiro, no autódromo Hermanos Rodriguez, na Cidade do México. 

WRC: Mikkelsen na Hyundai, ao lado de Sordo


O norueguês Andreas Mikkelsen será piloto da Hyundai, e irá dividir o terceiro carro da marca com Esapekka Lappi e Dani Sordo. Nos outros dois estarão o belga Thierry Neuville e Ott Tanak, ambos a tempo inteiro. Para Mikkelsen, será um regresso depois de quatro anos a representar a Skoda ao volante de carros da classe Rally2.

Estou muito entusiasmado por regressar à categoria máxima dos ralis com a Hyundai Motorsport." começou por afirmar o piloto de 34 anos. "Desde 2019, temos lutado muito para regressar à categoria máxima do desporto e estou muito contente por o fazermos com a Hyundai. Temos uma grande oportunidade à nossa frente e vamos agarrá-la com as duas mãos e tirar o máximo partido dela. Quero agradecer à Hyundai Motorsport por ter depositado a sua confiança em nós; vamos dar o nosso máximo para ajudar a atingir os elevados objetivos que serão estabelecidos para a época de 2024.

Estamos muito satisfeitos por confirmar os últimos elementos da nossa experiente e talentosa equipa do WRC 2024”, começou por afirmar Cyril Abiteboul, responsável da Hyundai. “O Dani contribuiu muito para a equipa nos últimos 10 anos, tanto nos palcos como na fábrica, por isso estamos muito felizes por ele continuar connosco na próxima época. É também emocionante ver o Andreas regressar à nossa equipa, pois traz consigo um sucesso comprovado e muita experiência que nos irá beneficiar tanto no WRC como no Rally2. Graças às suas especialidades ligeiramente diferentes e a uma enorme quantidade de experiência, a combinação de Esapekka, Dani e Andreas dar-nos-á a oportunidade de apresentar a melhor equipa em cada prova para lutar ao lado de Thierry e Ott.

Vencedor de três ralis, todos ao serviço da Volkswagen, onde esteve entre 2013 e 2016, ficando em terceiro lugar nas temporadas desde 2014 e 2016, passou para a Hyundai no final de 2017, depois de três ralis pela Citroen. Lá ficou até 2019, onde foi quarto classificado na última temporada na classe principal. 

A partir de 2020, andou em Skodas, na classe Rally2, pela Toksport, conseguindo como melhor resultado um quinto lugar no rali de Itália-Sardegna, em 2023.   

Youtube Motorsport Vídeo: A derradeira Ghynkhana de Ken Block

Em novembro de 2022, Ken Block foi à Cidade do México para fazer a "Elektrikhana", a Ghynkhana com o Audi S1 Hoonitron elétrico. Com o começo na Praça de Toros e a acabar no Aeroporto Internacional, a acrobacia tinha tudo para ser mais um sucesso.

Contudo, a 3 de janeiro de 2023, Block sofreu um acidente mortal na sua quinta no Utah, quando efetuava manobras com um jet-ski na neve. Tinha 55 anos. 

O projeto ficou guardado na gaveta até que os seus colaboradores decidiram que o melhor seria mostrá-lo, como forma de homenagear não só a ele como todas as Ghynkanas anteriores, bem como os milhões de admiradores em todo o mundo que ficaram maravilhados pelas suas manobras no meio das cidades onde os seus carros passaram, criando dezenas de milhões de visualizações.

Em suma, o vídeo, lançado hoje, passa a ser o seu legado como acrobata - e piloto de ralis nas horas vagas - que cativou milhões.    

terça-feira, 5 de dezembro de 2023

A imagem do dia


E de súbito, a noticia. Bombástica. Já lá vão 15 anos. 

Lembro bem desse dia. Creio até que foi de madrugada, porque estas coisas aconteciam no Japão, com oito horas de fuso horário. Mas independentemente da hora, claro, foi chocante. Acontecia uma grande crise económica, que tinha aparecido nesse ano, mas parecia que a Formula 1 estaria algo imunizada. Afinal... não. 

Sabia-se que a Honda, nas suas últimas temporadas, estava a ter péssimas temporadas. Apesar da entrada de Ross Brawn, que tinha saído da Ferrari, a meio de 2008, haveria algumas esperanças, ao ponto de, no GP britânico, e debaixo de chuva, Rubens Barrrichello ter conseguido um inesperado pódio, mas apenas 14 pontos. Para ter um contraste, em 2006, conseguiram 86 pontos. Logo, a saída era uma inevitabilidade.

Mas a marca não deixou tudo ao abandono. Aliás, o anuncio deu origem a uma das histórias mais fantásticas da história do automobilismo. E tudo custou uma libra. 

Contudo, no meio disto tudo, isto também ajudou na carreira de um piloto. Não Jenson Button, mas sim o próprio Barrichello. Falava-se nos bastidores que nas semanas antes do anuncio, o brasileiro tinha os dias contados na equipa, especialmente depois dos testes que outros pilotos andaram a fazer ali, em Barcelona, especialmente Bruno Senna. Falava-se que a Honda parecia ter ficado expectante com o sobrinho de Ayrton Senna, por causa da sua dedicação aos engenheiros no seu tempo da McLaren, e eles queriam saber até que ponto ele tinha ficado com alguma coisa do seu tio. O certo é que ficaram com boa impressão dele e poderiam usá-lo em 2009, para se estrear na Formula 1. Contudo, a decisão da Honda de abandonar, já com tudo planeado para essa temporada deixou todos surpresos, e levou às decisões de emergência que Ross Brawn acabou por tomar. E um deles foi o de manter os pilotos de 2008, em nome da experiência. E claro, aquilo era uma emergência. 

Agora que sabemos como tudo aconteceu - graças ao excelente documentário que podem ver na Disney + , apresentado por Keanu Reeves - sabemos que houve alguns... corta-matos, dos quais a FIA, então liderada por Max Mosley, fechou os olhos para ajudar a Brawn, uma altura em que a Formula 1 estava em ebulição, com a FOTA, uma descendente da FOCA, e que estava a levar a competição para uma "racha" semelhante a de 1980-81.

 Naquele dia, começava um pesadelo com final feliz. Mas foi muito mais que isso.  

Youtube Endurance Vídeo: O teste dos novatos no Bahrein

O Mundial de Endurance de 2024 já está a ser preparado, e o site oficial do WEC colocou um vídeo dos testes no Bahrein, que se realizou no inicio de novembro, falando com alguns dos pilotos que estiveram presentes. Uma delas foi uma mulher, a francesa Lilou Wadoux, que testou o Ferrari Hypercar, continuando com Josh Pierson, que andou no carro da Toyota; Thomas Preining, na Porsche; Nicolas Varrone, na Cadillac, e por fim, Clément Novalak, que andou no carro da LMP2, ao serviço da Inter Europol. 

O Mundial começa em abril, no Qatar. 

Noticias: Sauber apresentará o seu chassis no Reino Unido


A Sauber regressa à Formula 1, depois de algumas temporadas como Alfa Romeo, em 2024. Será um período de transição, antes da Audi ficar com a equipa em 2026, e rompendo ainda com o passado, a equipa suíça vai apresentar o seu próximo monolugar no Reino Unido no inicio do próximo ano. Mas daqui a alguns dias, apresentará ao mundo que nome terão nas temporadas de 2024 e 2025.

De acordo com o representante da estrutura suíça, Alessandro Alunni Bravi, esclareceu que não haverá qualquer logótipo da marca alemã até à sua entrada oficial na Fórmula 1. “A Audi entrará em 2026″, respondeu Bravi sobre essa possibilidade após a saída da Alfa Romeo. “Comercialmente falando, é importante ter um grande sucesso em 2026, para não diluir o envolvimento da Audi com a equipa. Por isso, vamos continuar como Sauber, com base na herança do grupo”.

A designação da equipa será anunciada no próximo dia 10, em linha com o anúncio da lista oficial de inscritos da FIA para a temporada de 2024. Uns dias antes, nos prémios da Autosport britânica, Bravi reforçou essa ideia: “No dia 10 de dezembro, assim que a FIA publicar a lista de inscritos, é claro que anunciaremos o novo nome da equipa. Acho que isso será uma surpresa e mal podemos esperar para começar a trabalhar com nossos novos parceiros”.

Sobre o projeto para 2024, o representante da equipa suíça explicou que haverá “uma abordagem realmente nova em termos de marketing e de comunicação e apresentaremos o carro no Reino Unido. [Deixará de ser] uma equipa pequena, uma equipa independente” e admite que “o desafio é grande. É por isso que estamos a trabalhar para desenvolver todas as áreas, todos os departamentos. Não se trata apenas de tamanho, mas também de encontrar as pessoas certas, isso é crucial”, concluiu. 

Em 2024, a Sauber continuará com Valtteri Bottas e Guanyou Zhou

segunda-feira, 4 de dezembro de 2023

Youtube Rally Trailer: Race for Glory, o duelo Audi contra Lancia

 
Esta segunda-feira apareceu, algo inesperadamente, o trailer do "Race or Glory, Audi x Lancia", o filme baseado no campeonato do mundo de ralis de 1983 e o duelo entre um carro de duas rodas motrizes, o Lancia 037, e o Audi Quattro, que revolucionou o mundo dos ralis com a sua tração às quatro rodas.

O ator italiano Riccardo Scaramacio é Cesare Fiorio, o diretor da Lancia, Volker Bruch é Walter Rohrl e Daniel Bruhl é o diretor de equipa da Audi, Roland Gumpert

Eis o trailer.

WRC: Citroen arranja C3 Rally2 para Gryazin


A Citroen Racing - julgam que estava fora do WRC? - anunciou esta segunda-feira que iria fornecer um dos seus C3 Rally2 para o russo Nikolay Gryazin, que correrá ao lado de Yohan Rossel na temporada de 2024. 

O piloto francês de 27 anos, navegado por Arnaud Dunand, esteve na luta do WRC2 com o C3 preparado pela PHSport, mas ele deparou-se com um carro menos perfomante nos pisos de terra que "apenas" o deixou no 3ºlugar do campeonato. Em contraste, Gryazin foi quarto no WRC2 de 2023, maioritariamente a bordo de um Skoda Fabia RS Rally2 inscrito pela TokSport.

Os carros estão inscritos por equipas privadas, que por sua vez têm o apoio do construtor.

Rossel participou em oito ralis do WRC de 2023, conseguindo 16 pontos e como melhor resultado dois oitavos lugares nos ralis da Croácia e Itália. Já Gryazin conseguiu 10 pontos, e o melhor resultado da sua temporada foi um oitavo lugar no rali do Japão, rali de encerramento do campeonato. 


domingo, 3 de dezembro de 2023

As dificuldades do filme sobre Formula 1


Toda a gente sabe que Hollywood está a fazer um filme sobre a Formula 1, realizado por Joseph Kosinski e com Brad Pitt como ator principal. Parte das filmagens aconteceram em julho no fim de semana do GP da Grã-Bretanha em Silverstone, com a presença de Pitt no meio dos pilotos, e os carros de Formula 1 na grelha de partida. E sabe-se que Lewis Hamilton é um dos produtores executivos de um filme cuja história é a de um piloto afro-americano que precisa da ajuda de um mais veterano para se guiar na grelha da Formula 1. 

Contudo, agora que estamos no final do ano, e todos sabem que as coisas andam um pouco agitadas. As greves na industria cinematográfica dificultaram as coisas, mas uma matéria da revista Business F1 surgida recentemente mostra que as filmagens poderão ser descartadas porque... pouco ou nada poderá ser usado. E até agora, foram gastos cerca de 30 milhões de dólares, só em filmagens, para além de mais 20 milhões na construção de réplicas, feitas na fábrica da Carlin. 

Um executivo não-identificado afirmou sobre os problemas: "Os patrocínios foram mudados, não podemos usar boa parte dos que existem". Outro afirmou que a equipa de filmagens esteve no paddock, especialmente em Silverstone, em julho, com uma atitude arrogante sobre como fazer as coisas, e agora estão a ter um banho de realidade.  Para além disso, o trabalho feito anteriormente “era muito confuso e não fazia sentido algum”, e outra queixa é o pouco espaço existente para personagens femininas, num argumento que, aparentemente, é terrível. Estes gastos poderão fazer perigar o orçamento inicial de 100 milhões de dólares dado pela Apple, e mais dinheiro terá de ser injetado para completar as filmagens. 


E para piorar as coisas, estão a aparecer noticias sobre Brad Pitt que não o colocam numa boa luz. Uma fonte com conhecimento afirma que as filmagens foram feitas "de forma amadora", e continuou: "Brad não faz ideia como os filmes são feitos. Ele aparece no set e dão-lhe um guião. Não fax ideia do processo de elaboração desse guião".

Para piorar as coisas, recentemente, um dos seus filhos adotivos com Angelina Jolie fala que o ator, com quase 60 anos, tem problemas com o alcoolismo, e o seu comportamento nas filmagens não é bem visto, especialmente quanto estavam a filmar na Hungria, convencendo a parar as filmagens por causa da greve de atores e argumentistas de Hollywood.     


Em suma, com o campeonato terminado para este ano e começar em março de 2024 para a mais longa temporada da sua história, o filme do qual se criaram grandes expectativas para ser o "Grand Prix" do século XXI, parece que poderá estar a caminho de ser o "Driven" dos anos 20 deste século...