Mostrar mensagens com a etiqueta México. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta México. Mostrar todas as mensagens

quinta-feira, 13 de agosto de 2026

Youtube Automotive Video: Dois Carochas e 1000 Milhas no México (parte 2)

Lembram-se de ter colocado o video de dois americanos a andarem com os seus Carochas no México? Pois bem, há uma segunda parte, e aqui estão eles a passearem mais de 1600 quilómetros, onde falam dos seus carros, e da dificuldade que tem para conseguirem reparar - apesar de serem carros relativamente fáceis de serem arranjados... 

E outras coisas mais. O video tem quase 45 minutos de duração, tirem um tempo para poderem ver com calma.   

segunda-feira, 3 de agosto de 2026

Youtube Automotive Video: Dois carochas e 1000 milhas no México

O Volkswagen Carocha é uma criação de Ferdinand Porsche, nos anos 30 do século XX, para o povo alemão, usando instruções de Adolf Hitler. Contudo, quase noventa anos depois, e quase 23 desde que o último carro saiu de linha no México, o carro ganhou vida própria. 

Em lugares como o Brasil, onde se chamou de Fusca, ficou na linha de montagem até 1986, oito anos depois de ter acabado na Alemanha... e ainda regressou em 1993, graças à ação do presidente Itamar Franco, onde ficou em produção por mais três anos. E no México, onde se chamou de "Voucho", o carro tornou-se parte da paisagem, por ser barato popular, e de fácil manutenção - tornou-se, durante muitos anos, os táxis da Cidade do México, por exemplo.

Assim sendo, dois americanos arranjaram os seus Carochas (ou Beetles, nome que deram nos Estados Unidos), e decidiram fazer uma viagem de 1600 quilómetros através da Baja California, para saber se aguentavam bem a viagem. Afinal de contas, já são clássicos...  

sábado, 11 de julho de 2026

As imagens do dia






Em 1971, Pedro Rodriguez de la Vega estava num bom momento. Menos de um mês antes, à chuva, no circuito de Zandvoort, tinha estado num forte duelo com o belga Jacky Ickx pela vitória, num duelo entre Ferrari e BRM, ambos com motores V12. O mexicano acabou em segundo lugar, a menos de oito segundos do piloto belga, mas o duelo foi tal que ambos deixaram o resto do pelotão, com a excepção do outro Ferrari de Clay Regazzoni... a duas voltas. O piloto suíço "só" perdeu uma volta, e ficou no lugar mais baixo do pódio.

E era à chuva que Rodriguez era muito bom. Não só na Formula 1, mas na Endurance, quando guiava os Porsche 917 de cinco litros, não interessava se fosse em Spa-Francochamps, em Brands Hatch ou em Le Mans, muitas vezes em duelo com o seu companheiro de equipa, o suíço Jo Siffert. Mas antes de ser o grande piloto da Porsche oficial, Rodriguez foi um dos que correram com os Ferrari. E também corria bem à noite, mantendo o ritmo enquanto os outros baixavam, porque tinham maiores dificuldades em reconhecer objetos à distância. Os seus fãs o chamavam de "Ojos de Gato" (Olhos de Gato) por causa dessas habilidades em condições dificeis. 

Mas ele nunca correu oficialmente e ganhou vitórias, como, por exemplo, Ludovico Scarfiotti ou Nino Vacarella, italianos com carreiras pequenas na Formula 1. E não foi por falta de convite: o seu irmão, Ricardo, correu na Scuderia em 1961 e 62, antes do seu acidente mortal, durante os treinos do GP do México. Mas quando, algum tempo depois, em 1964, Enzo Ferrari estendeu o convite a ele, recusou, afirmando que tinha um negócio para gerir - tinha um concessionário de automóveis na Cidade do México, que se dedicou mais depois da morte do irmão, e não queria correr em exclusividade com a Scuderia. 

Em contraste, sempre correu pela NART (North American Racing Team), de Luigi Chinetti, especialmente nas provas de Endurance, porque eram amigos pessoais. Vencedor das 24 Horas de Daytona em 1963 e 64, das 12 Horas de Reims em 1965, e dos 1000 quilómetros de Montlhéry, em 1961, com o seu irmão, Ricardo Rodriguez, não foi aproveitado pela Scuderia quer na Formula 1, quer na Endurance. Os seus primeiros pontos, em 1964 e 65, foram com carros da Ferrari, e com aproveitamento de cem por cento: três corridas, três pontos. Mas todos com carros inscritos pela NART, nunca os oficias. Isso só aconteceu mais tarde, em 1969, depois da saída de Chris Amon da equipa, e foi apenas por três corridas, conseguindo um ponto. Nas corridas americanas, recorreu-se novamente à NART, e conseguiu mais dois pontos. 

Apesar dos compromissos com a Porsche, e de correr pela BRM, foi a bordo de um Ferrari que fez a sua corrida fatal. E não era nada assim muito importante. 

A Interseries era uma competição europeia, criada na Alemanha, onde participavam carros da Can-Am ou da Endurance, que faziam parte do Grupo 7, as regras eram poucas. Aliás, a ideia era ser uma Can-Am europeia. As corridas eram pequenas, entre 50 e 300 milhas, e naquele ano, até teve duas corridas em Imola e Hockenheim. A 11 de julho de 1971, as 200 Milhas de Norisring, em Nuremberga, era a quarta corrida desse campeonato. Dividida em duas mangas, Rodriguez corria a convite do seu amigo Herbert Muller, que quase dois meses antes, a 16 de maio, o tinha convidado para participar na Targa Florio, a bordo de um Ferrari 512LM.

Entre os outros inscritos, estava Leo Kinnunen, seu companheiro de equipa na Porsche, que corria num 917 Spyder, Jo Bonnier, que corria num Lola 212, Chris Craft e Peter Gethin, ambos em McLarens M8E, e claro, o próprio Herbert Muller, noutro Ferrari 512LM.

O acidente aconteceu na 11ª volta da primeira corrida, quando Rodriguez embateu contra o Porsche do alemão Kurt Hild. Nunca-se soube muito bem o que aconteceu, mas há duas chances: o Ferrari tinha sido surpreendido à saída de uma curva por Hild, que estava bem devagar, e para evitar a colisão no carro dele, bateu na parede do autódromo, e a segunda chance era que sofrera um furo lento e o pneu rebentou no momento anterior à passagem por Hild, fazendo com que o piloto perdesse o controle e batesse na parede. De qualquer maneira, o que aconteceu a seguir foi que o carro pegou fogo, com ele lá dentro, preso nos escombros.

Os socorros foram rápidos e Rodriguez foi retirado ainda vivo, mas em estado critico. Pouco depois de ter chegado ao hospital, acabaria por morrer. Tinha 31 anos. No relatório da autópsia, revelou-se que ele tinha sofrido uma fratura na base do crânio, para além de fraturas em ambas as pernas e no pelvis, e queimaduras em cerca de 20 por cento do seu corpo. Entre os seus pertences, um anel: usava-o sempre e era em memória do seu irmão, Ricardo.  

A noticia da sua morte na Cidade do México fora dada na manhã de domingo, por causa do fuso horário. Foi recebida em choque, e para a família Rodriguez de la Vega, era um novo pesadelo, mais de sete anos depois de Ricardo. O seu funeral aconteceu quatro dias depois, a 15 de julho, e está enterrado no Panteon Español, na Cidade do México, junto ao seu irmão, e não muito longe da tumba de outro mexicano, Moisés Solana. Dois anos depois, em 1973, a pista de Magdalena Mixuca, perto do Complexo Olímpico da capital mexicana, foi rebatizado como Autódromo Hermanos Rodriguez, e em 2008, uma placa em sua honra foi inaugurada em Nuremberga, no local do seu acidente fatal. 

sexta-feira, 9 de janeiro de 2026

Formula E: Felix da Costa ansioso pela Cidade do México


No fim de semana em que a Formula E alcança o seu Grande Prémio numero 150, António Félix da Costa quer ter um bom fim de semana ao serviço da Jaguar. 

Depois de um inicio menos feliz em São Paulo, onde as suas performances acabaram mais cedo por causa de um acidente, António Félix da Costa já está na Cidade do México, e está apostado em atacar e materializar a sua performance num bom resultado, e ele, que representa a equipa TCS Jaguar Racing no Mundial de Fórmula E, está apostado em atacar e materializar a sua performance num bom resultado quer na qualificação, quer na corrida.

"Estou com muita vontade de voltar! A época de Natal é sempre um momento de carregar energia com tempo em família, que me permitiu também treinar fisicamente e preparar-me mentalmente para o ano 2026, que vai ser bem desafiante. Estou motivado e acredito que vamos estar fortes aqui no México, um circuito que gosto particularmente, onde o ambiente é sempre incrível, com uma interação com os fãs espetacular. O meu objectivo para este fim-de-semana é estar no grupo da frente, quero lutar por um pódio e começar o ano 2026 forte e em alta. Vamos com tudo, tanto eu como os meus engenheiros e mecânicos da Jaguar!", afirmou.

Com uma versão do Autódromo Hermanos Rodriguez que tem 2608 metros de diâmetro, a pista conta com dezasseis curvas, num dos traçados mais carismáticos do calendário, com adaptações à pista usada pela Formula 1, como a remoção de uma chicane, para criar mais pontos de ultrapassagem e regeneração dos monolugares cem por cento elétricos.

O programa do fim-de-semana inicia-se nesta sexta-feira com a primeira sessão de treinos livres, enquanto no Sábado, este começar com uma nova sessão de treinos livres, seguida da qualificação, que determinará a ordem da grelha de partida para a corrida. A corrida tem inicio às 20 horas de Sábado, horário de Lisboa, com transmissão em direto tanto na Eurosport 1, como na DAZN 5.

segunda-feira, 27 de outubro de 2025

Noticias: Norris não se importou com as vaias


Lando Norris teve um final atribulado. Não em termos de corrida - ganhou de ponta a ponta, depois de ter feito a pole-position - mas quando falou para o público, foi recebido com alguns assobios. com as polémicas de que ele poderia estar a ser favorecido dentro da McLaren, agora que Oscar Piastri está abaixo de forma e Max Verstappen está também a recuperar a diferença para os McLaren, um jornalista mexicano perguntou sobre a perceção externa de que a McLaren tem favorecido o britânico em detrimento de Piastri poderia estar na origem do descontentamento.

“Isso é o desporto, às vezes. Não sei porquê [dos assobios], mas estava a rir-me. Acho que até torna tudo mais divertido para mim. Claro que preferia que me aplaudissem, mas concentro-me em fazer o meu trabalho. Aconteceu o mesmo em Monza e noutros lugares.”

Sobre a ideia de que a McLaren o favoreceu este ano em detrimento de Oscar Piastri, que era o líder até esta corrida, ele refere que eram decisões de corrida, recordando até episódios como o do Grande Prémio de Itália, onde Piastri perdeu pontos ao cumprir uma ordem de equipa depois de uma paragem lenta de Norris:

“Se quiserem pensar isso, têm todo o direito. Podem pensar o que quiserem. Da nossa parte, como equipa, tentamos sempre agir de forma justa. Foi o que dissemos naquela altura. Foi o mesmo há dois anos, em Budapeste. Eu podia ter ganho a corrida e não o fiz. Deixei o Oscar passar porque ele merecia ganhar. Em Monza, foi uma decisão incorreta da equipa ao parar primeiro o Oscar. Se querem falar dos três pontos, podem fazê-lo, mas cada um é livre de pensar o que quiser. O Oscar mereceu ganhar em Budapeste no ano passado e eu merecia estar à frente em Monza. Simples.”

A quatro corridas do final - mais duas Sprint Races - ambos os pilotos estão separados por um ponto. 

domingo, 26 de outubro de 2025

Formula 1 2025 - Ronda 20, Cidade do México (Corrida)


Depois de uma qualificação bem disputada, havia expectativas em relação à corrida mais alta da temporada - alta, no sentido de esta acontecer a mais de dois mil metros de altitude - na Cidade do México. A cinco corridas do final (mais duas corridas sprint), Oscar Piastri parecia estar aflito, depois de um mau final de semana em Austin, beneficiando Max Verstappen, que começa a aproximar-se perigosamente dos carros da McLaren.

Era verdade que Lando Norris tinha conseguido uma excelente pole-position. que lhe fava uma vantagem em relação ao resto, mas se Max Verstappen era apenas quinto, protegido pelos Ferrari, por exemplo, isso não queria dizer absolutamente nada porque a pista tem uma longa reta antes da primeira curva e se um dos pilotos largasse bem, poderia ser o suficiente para ganhar vantagem na travagem.

Antes da partida, boa parte dos pilotos escolheram os seus pneus. Boa parte partia de moles, com excepções: os Red Bull partiam com médios, tentando ficar o mais possível na pista.  Alex Albon, que estava nas últimas filas por causa de uma má qualificação, partia de duros, para ficar o mais possível na pista. Franco Colapinto também saída de duros.


Norris conseguiu ficar melhor na partida, mantendo a liderança perante os Ferraris, mas Max conseguiu também uma boa partida, ficando ao lado dos três primeiros, discutindo a travagem para a primeira curva e a acabar na relva. Parecia que tinha perdido tempo, mas depois acabou por regressar à pista e acabou em quarto lugar no final da primeira volta. Atrás, Oscar Piastri perdeu tempo, caindo para nono, enquanto Liam Lawson sofrera um toque e acabou por substituir o nariz do seu Racing Bulls.

Na volta seis, mais confusão. Hmamilton começou a ser assediado por Max, antes de ele ter travado demasiado fundo, ir para a relva, ele acelerou o suficiente para ficar com o lugar por alguns metros, antes de ser passado por Oliver Bearman, para ser quarto. Hamilyon manteve na terceira posição, Max caiu para quinto. Atrás, Yuki Tsunoda defendia-se dos ataques de Oscar Piastri, paera o oitavo posto. Tudo isto sob os holofotes dos comissários, enquanto na volta 9, Liam Lawson acabava a sua corrida, depois de ter sido batido na partida.

Agora, na volta 10, Mas era assediado por Antonelli, enquanto Bearman ia-se embora. Afinal, o piloto da Red Bull calçava médios, mais resistentes, mas menos velozes. Atrás, Piastri livrava-se de Tsunoda, para ser oitavo, mas já estava relativamente longe dos primeiros. Mas para além disso, os comissários estavam atentos por todas as saídas de pista, e na volta 15, os comissários decidiram penalizar Hamilton por ter saído da pista. E foi forte: 10 segundos. Por esta altura, Norris estava na frente, com uma vantagem de 6,5 segundos sobre Leclerc. Já Piastri estava na traseira de Russell, a pouco mais de meio segundo.

Kimi Antonelli foi para as boxes na volta 23, o primeiro dos dez primeiros a ir trocar de pneumáticos. Ele regressou de médios, enquanto na volta seguinte, foi a vez de Hamilton, que ficará à espera que passem dez segundos para poderem tocar no carro. Ele saiu das boxes na 14ª posição, de médios, e ver se ele terá ritmo para regressar aos pontos. Piastri é quinto mas foi às boxes na volta 25, depois de Oliver Bearman, ambos colocando médios. 

Na volta seguinte, Russell foi às boxes para a sua vez, e quando saiu para a pista, ficou na frente de Oscar Piastri, ou seja, entre eles... tudo na mesma. Na frente, Norris parecia ter tudo controlado, 13 segundos de distância para Charles Leclerc, longe dos Red Bull de Max e Yuki. Nessa altura, Nico Hulkenberg ia às boxes com problemas na sua unidade de potência, sendo a segunda retirada da corrida.

Entretanto, Bearman, com os médios mais novos, aproximava-se de Tsunoda e parecia que o terceiro lugar estava â vista. Na volta 30, Hamilton regressava aos pontos, depois de passar o Sauber de Gabriel Bortoelto. Duas voltas depois, Bearman conseguiu apanhar Tsunoda, sem que o japonês tivesse de trocar de pneus. Nesta altura, Leclerc também parou para trocar de pneus, dando o segundo lugar para Max, que tinha uma desvantagem de... 28 segundos sobre Norris. Que pouco depois, foi às boxes para colocar médios.

Na volta 36, discretamente, Fernando Alonso parava nas boxes para sair de vez da corrida. Terceira desistência deste GP do México. 

Na frente, Norris ia embora de Max, agora com dez segundos de vantagem na volta 37, com Tsunoda a ir às boxes na sua única paragem. Na volta seguinte, era Max, que ia meter moles, e saia para a pista em oitavo. Veremos se terá velocidade suficiente para subir na geral.

Ao mesmo tempo, os Mercedes estavam a lutar entre si, com Antonelli na frente. E Russell estava incomodado por isso por algumas boas razões. A primeira, tinham Piastri atrás deles, e a segunda, tem Max a caminho, com pneus mais favoráveis. Antonelli aguentava-se por alturas da volta 40, porque pela sua frente tinha o Haas de Bearman, e não quer abdicar disso. 

Nessa altura, Norris estava confortável na frente, com... 18 segundos de vantagem sobre Leclerc. Estava a ser uma grande tarde para ele, até então. 

Depois de muitas reclamações, a Mercedes ordenou a Antonelli para que deixasse passar Russell para ver se apanhava Bearman no tal lugar do pódio que estava ao seu alcance. Contudo, Antonelli estava agora a ser pressionado por Piastri para ver se não perdia mais lugares. As coisas continuaram assim até à volta 48 quando Piastri e Antonelli... foram às boxes. O piloto da McLaren saiu melhor que o da Mercedes, numa altura em que Max passou Hamilton para ser sétimo, que depois foi quinto.

Russell e Bearman pararam na volta 49, para a segunda troca de pneus, colocando moles, com o inglês da Haas a sair melhor em quarto. Com isto, Max era terceiro, e tudo indicava que poderia ficar por ali até ao final, porque estes ingleses estavam relativamente longe dele, e Leclerc também decidira ficar, se calhar esperando que mantivesse na pista, por causa dos seus pneus médios. Mas na volta 57, Max estava a oito segundos do piloto da Ferrari, e esta diferença diminuía progressivamente. 

Atrás, Russell tinha mais um problema: Piastri estava a apanhá-lo e a ficar na traseira dele, e o risco de perder o lugar era real. E o australiano tentou a sua sorte a dez voltas do final, no final da reta da meta, passando-o. Russell, sem alcançar o seu objetivo, depois Antonelli ir para o seu lugar, acabando de cair para sétimo.

Na frente, Max apanhava Leclerc para ver se chegava a segundo, e a diferença era de 3,3 segundos na volta 64. E era, de certa forma, aquilo que esperava para a parte final da corrida: Leclerc, com uns médios que degradavam melhor que os moles de Max, com Piastri a tentar apanhar Bearman para ser quarto e não perder muito tempo. Se o neerlandês não tinha problemas em chegar ao pé do Ferrari do monegasco, já Piastri não tinha essa facilidade para apanhar o piloto da Haas. Não com as poucas voltas que faltavam.

Ambos os pilotos estavam prestes a apanhar os seus perseguidos, quando na volta 69... Carlos Sainz Jr. parou na pista, atrás da barreira, e foi o suficiente para que accionassem o Safety Car Virtual, que aparentava ficar assim até à meta... mas ainda deram meia volta. Contudo, o espectáculo já estava estragado, e se Norris ganhava, Max só ficava com o lugar mais baixo do pódio. E com o quinto posto de Piastri... a diferença entre os dois primeiros era de um ponto, com Lando na frente.


A quatro corridas do fim, vai ser um final da temporada de ficar com os cabelos em pé. 

sábado, 25 de outubro de 2025

A imagem do dia






Há 55 anos, a Formula 1 chegava ao final de um campeonato atribulado onde o campeão do mundo... estava morto. Mas a corrida final ainda teria mais alguns elementos de drama para acrescentar a um campeonato já de si polémico e dramático. E foi na figura de... excesso de espectadores. Já pensaram sentar-se na berma da pista e assistir à corrida? Foi o que aconteceu com o GP do México de 1970. 

Com o título de pilotos atribuído a Jochen Rindt - morto há sete semanas, em Monza - e o título de Construtores nas mãos da Ferrari, cumpria-se o calendário no Circuito Magdalena Mixuca, nos arredores da Cidade do México, num ano em que tinham recebido o Mundial de Futebol (ou Copa do Mundo, se está a ler isto no Brasil). Contudo, o fim de semana final da temporada, que teve a sua quota-parte de acidentes mortais e de despedidas do automobilismo -  por exemplo, Jack Brabham iria pendurar o capacete, aos 44 anos, na equipa que ele mesmo fundou - iria ser marcada pelo... excesso de espectadores. Mais concretamente, 200 mil.

Os espectadores começaram a aparecer cedo naquele dia, e perto da hora do arranque, as duas da tarde, as pessoas sentavam-se nas bermas da estrada, esperando pelos carros. Vendo que aquilo começava a ser demasiado perigoso, e cancelar a corrida seria contraproducente, pilotos como Jackie Stewart e Pedro Rodriguez começaram a ir pista fora para controlar os espectadores, para que sentassem num lugar mais abrigado para eles. Com isso, a partida foi atrasada em duas horas. Mas mesmo assim, os espectadores estavam agitados. E até cães e gatos, quase todos vagabundos de rua, andavam por ali, aumentando ainda mais o perigo. 

Na grelha, Clay Regazzoni foi o melhor, batendo por muito pouco o Tyrrell de Jackie Stewart. Jacky Ickx foi o terceiro, na frente de Jack Brabham, que ainda mostrava ser rápido, apesar da idade e da vontade dele de ir viver para a Austrália. Em contraste, a Lotus estava mesmo no fundo da grelha: Emerson Fittipaldi era 18º e último, a 6,27 segundos da pole. E não iria longe: desistira na primeira volta, quando o seu motor explodiu.

Na partida, Regazzoni manteve o primeiro lugar, antes de ser passado por Ickx, que ficou com o comando até ao final. Atrás dele, houve complicações: Stewart teve problemas com a coluna de direção, que o atrasou na tabela, mas o pior foi na volta 33, quando um cão atravessou na sua frente e ele atropelou-o. A suspensão ficou danificada e ele teve de abandonar. 

Com isso, Ickx liderava sobre Regazzoni e Brabham, mas na volta 53, o motor do carro do australiano rebentou e a sua 126ª e última corrida da sua carreira terminou mais cedo. O McLaren de Dennis Hulme herdou o lugar e não mais saiu até à bandeira de xadrez, na frente de Chris Amon, no seu March, Jean-Pierre Beltoise, no seu Matra, e Pedro Rodriguez, no seu BRM.

Os Ferrari cumpriram a sua missão, mas as coisas já tinham sido decididas antes, bem antes. Quanto aos espectadores mexicanos, cumpriram da melhor maneira que puderam as indicações, mas a Formula 1 só regressou em 1986, numa pista com algumas alterações. Para manter os espectadores afastados do perigo. 

Formula 1 2025 - Ronda 20, Cidade do México (Qualificação)


Debaixo de um sol outonal, com algum "smog" e névoa, porque a Cidade do México continua a ser dos lugares mais poluídos do mundo, e também por estar num vale, não ajuda muito na circulação do ar, mas isso não impediu que os carros começassem a rolar, mais o ponteiro das horas marcou o momento exato do seu começo, os carros começaram a rolar, com moles, e procurando um tempo que os destacasse. Isto... com o asfalto a escaldar: 50º Celsius!

Os primeiros tempos começaram a ser aplicados na tabela, e o primeiro destaque é que Norris tinhas conseguido o melhor tempo, na casa de 1.17 baixo, antes de Charles Leclerc, Liam Lawson e Isack Hadjar aproximaram-se do tempo de Norris. A maioria dos pilotos tentou uma segunda volta antes de regressarem às boxes para colocarem mais um conjunto de pneus macios, e a seis minutos do fim, a ordem no topo era Norris, Leclerc, Bearman, Piastri, Russell, Hamilton, Verstappen, Sainz, Ocon e Alonso.

A parte final começou com os Racing Bulls a meterem tempos. Especialmente Isack Hadjar, que meteu 1.16,733, para ver se ia para a Q2 sem problemas. Lawson tinha o terceiro melhor tempo, na frente de Max Verstappen, mas a parte final iria ser o mais emocionante. Esteban Ocon consegue o terceiro melhor tempo, antes de Lewis Hamilton alcançar um tempo três milésimos mais lento que Hadjar. Mas a partir dali, não houve mais tempos relevantes. 


Assim sendo, os eliminados foram os Alpine de Franco Colapinto e Pierre Gasly, o Sauber de Gabriel Bortoleto, o Aston Martin de Lance Stroll e o Williams de Alex Albon. 

Poucos minutos depois, passou-se para a Q2, onde com todos a continuarem a calçar moles, os primeiros a marcarem tempos foram o Racing Bulls de Isack Hadjar, antes de as temperaturas começarem a descer e com isso, os tempos a melhorarem. Lando Norris meteu 1.16,152, e ficou no topo da tabela de tempos. Charles Leclerc, Carlos Sainz, Max Verstappen e Nico Hülkenberg ficaram logo a seguir, com Oscar Piastri e ter problemas por ter calçado moles usados e não conseguia um tempo que o safasse dos lugares perigosos.

Na parte final, Hamilton conseguiu o segundo melhor tempo, garantindo a sua passagem para a última parte, com 1,16,458, mas não conseguindo bater Norris. Russell melhorou o seu tempo, mas foi terceiro, atrás de Hamilton e Norris. Por fim, Piastri, no momento em que mais precisava, consegue 1.16,737 e o sétimo melhor tempo.

E entre os que ficaram com a "fava", foram Fernando Alonso, Yuki Tsunoda, os Racing Bulls de Liam Lawson e Isack Hadjar e o Haas de Estreban Ocon. Tsunoda ficou a pouco mais de 12 centésimos do décimo posto, que ficou nas mãos de Isack Hadjar.

E agora, chegamos à Q3, a fase final.

Quando as luzes se apagaram, Verstappen e Norris foram dos primeiros em pista. Na primeira volta rápida, Norris foi o melhor na lista de tempos, 0,3 segundos na frente de Max. Mas de repente, Charles Leclerc faz 1.15,991, e foi para o topo da tabela de tempos. Hamilton conseguiu o terceiro melhor tempo, na frente de Max e Piastri, a 183 centésimos.


Depois, os carros recolheram às boxes até à fase final, e ali, como sempre, os pilotos que querem a pole dão tudo. Primeiro foi Piastri que conseguiu fazer o terceiro melhor tempo, e Max ter conseguido melhorar com 1.16,070, Lando Norris fez uma volta tremenda e agarrou a pole de forma definitiva, 405 centésimos melhor que o monegasco da Ferrari: 1.15,586. Hamilton conseguiu 1.15,938, e ficou com o segundo tempo provisório, para depois ser batido por Leclerc, com 1.15,848. Russell consegui o quarto tempo, na frente de Max, mas na frente de Piastri, apenas sétimo, depois de Sainz Jr. ter sido penalizado por aquilo que fez em Austin. Se não fosse assim, o australiano largaria de oitavo.

No final, Norris disse de sua justiça: “Estou feliz por estar novamente na pole. Já passou algum tempo desde a última vez e é uma sensação muito boa. A volta foi daquelas em que nem se percebe bem o que aconteceu. Pareceu-me decente, mas quando vi o tempo fiquei agradavelmente surpreendido.

Senti-me bem durante todo o fim de semana, sobretudo hoje. Fiquei um pouco nervoso com a Ferrari no final, mas consegui fazer a volta quando era preciso e estou muito contente. Não tenho dormido bem ultimamente, talvez esse seja o segredo. Já tive boas corridas aqui no passado e vou focar-me no que posso controlar. É tudo o que posso fazer.”

“Vim para ganhar. Vou olhar sempre para a frente. Sei que terei pilotos rápidos atrás de mim. É uma longa corrida até à Curva 1 e o ritmo de corrida da Ferrari costuma ser bastante forte. Estou a contar com uma batalha, não espero que seja fácil.”, concluiu.


Para Norris, parece ter sido uma boa resposta aos ataques de Max nas últimas corridas, mas isto é apenas metade do final de semana. A Formula 1 continua no domingo, com a corrida, e é ali que de distribuem os pontos. E claro, será interessante como será a prova, afinal de contas, os Ferrari espreitam o primeiro posto e a reta é longa. Basta esperar pouco menos de 24 horas. 

sexta-feira, 24 de outubro de 2025

As imagens do dia





Este é o fim de semana do GP do México, mas o que só os mais entendidos do automobilismo sabem é que hoje, há precisamente 60 anos, e precisamente no final da era dos 1,5 litros, a Honda vencia pela primeira vez, sendo a primeira marca não-europeia e não-americana a ganhar um Grande Prémio, com um piloto que também se estrava na galeria dos vencedores: o americano Richie Ginther. 

A história da Honda é sabida: nascida das cinzas da II Guerra Mundial - foi fundada em 1946 por Sohichiro Honda - fabricou motos com imenso sucesso até que em 1962, decidiu lançar o seu primeiro automóvel, o Honda 600. Ao mesmo tempo, a marca também deu um passo ousado rumo à competição, ou seja... a Formula 1. Com base europeia em Zandvoort, nos Países Baixos, o carro, que viria a ser o RA271, começou a ser desenvolvido para entrar na temporada de 1964. Seguindo os passos da BRM e claro, Ferrari, construiu o seu próprio motor e chassis, e acabou por se estrear no GP da Alemanha de 1964, logo no Nurburgring Nordchleife, com o americano Ronnie Bucknum ao volante. Acabou na 13ª posição, muito longe dos primeiros, mas eles estavam lá, e sabiam que o caminho iria ser longo, mas lá chegariam.

Em 1965, construíram o RA272, a continuação do chassis anterior, e tinha um motor de 1,5 litros que debitava 240 cavalos, embora o objetivo deles fosse de 270 cavalos - daí o "272" no código do chassis. A Bucknum, juntou-se outro americano, com experiência na Formula 1: Richie Ginther, com passagens por Ferrari, Cooper e BRM, entre outros. 

O carro à partida era pesado - tinha um V12, e ao todo, tinham 525 quilogramas, mas no final da temporada, tinham conseguido fazer uma "cura de emagrecimento", passando a ter 495 quilos, o seu grande objetivo. O sistema de refrigeração foi melhorado, mexeu-se no centro de gravidade, o motor foi mexido no seu lugar em 100 milímetros, o que, aliado com o novo centro de gravidade, fez com que andassem entre os da frente: Lotus, BRM e Ferrari. 

É evidente que estas modificações vieram tarde para contrariar o domínio da Lotus e do seu piloto, Jim Clark, que ganhou o seu segundo título mundial com seis vitórias em seis corridas, dominando a temporada. Mas a Honda, que tinha conseguido apenas dois pontos ao longo do ano - dois sextos lugares em Spa e Zandvoort - ainda queria mostrar os seus desenvolvimentos ao mundo. E mostrou logo na qualificação quando colocou os seus dois carros nos dez primeiros da grelha - Ginther em terceiro - a menos de um segundo do poleman, Jim Clark - e Bucknum em décimo. 

A corrida começou com Ginther a largar bem e a ficar com a liderança no final da primeira volta, para depois... não a largar. Clark ficou sem motor na oitava volta, e o americano era perseguido pelos BRM de Graham Hill e do novato Jackie Stewart. Mas ao longo da corrida, esses carros começaram a ter problemas. Stewart desistiu na volta 35, com problemas de embraiagem, e Hill na 56ª passagem pela meta, quando o motor explodiu.

No final, Ginther teve de aguentar os ataques do Brabham de Dan Gurney, que acabou com quase três segundos de atraso, mas valeu a pena: na última corrida da classe de 1,5 litros, Ginther conseguia ali a sua primeira vitória na Formula 1 e algo a celebrar para a Honda, que ainda conseguiu mais dois pontos, quando Ronnie Bucknum acabou a corrida na quinta posição, a uma volta do vencedor. 

Ambos os pilotos continuariam na temporada de 1966, com o novo motor V12 de 3 litros, mas isso vai mais além do que se fala hoje. Contudo, há 60 anos, na altitude mexicana, a Honda fazia história na Formula 1.  

Noticias: Verstappen avisa McLaren, Norris não está surpreso, Alonso aposta em Max


Nas vésperas do GP do México, e com o campeonato cada vez mais ao rubro, Max Verstappen decidiu avisar à McLaren que é candidato ao título e vem com tudo para o tirar das mãos deles. Especialmente numa altura em que a Red Bull reencontrou a consistência que lhe faltara no início da época, e depois de três vitórias nas últimas corridas, o piloto sente que o momento parece virar a seu favor.

“Ainda estar nesta luta é muito surpreendente”, admitiu, na conferência de imprensa pré-GP do México. “Mas aceito isso. Agora temos de ser perfeitos. Para mim, é apenas uma pressão positiva.”

A mensagem é clara, o título continua longe, mas já não fora de alcance: aliás, está a 40 pontos de Oscar Piastri, que por sua vez, tem mais 14 pontos que Lando Norris. E melhor, a McLaren está a encarar alguém que nada tem a perder nesta luta pelo título, e com fome dele. “Adoro o que faço. Quando o carro é competitivo, é muito melhor estar a correr nele do que quando não é. Sei que até ao fim não podemos permitir-nos ter azar ou cometer erros”, afirmou Verstappen.

“Esta equipa já demonstrou no passado que, normalmente, conseguimos ter um desempenho muito bom sob pressão”, concluiu, dando um voto de confiança à Red Bull.


Do lado da McLaren, Lando Norris afirma que não ficou surpreso pela recuperação da Red Bull, porque ele nunca o descartou como candidato ao título.

"Não, porque eles ganharam os últimos quatro [dois] campeonatos de construtores antes de nós", disse Norris numa declaração à Motorsport.com. "Têm pessoas muito inteligentes na equipa, que ganharam vários campeonatos do mundo, e nunca estiveram tão mal. Nunca estiveram muito longe.[de nós]".

De acordo com Norris, a Red Bull tem sido mais forte durante toda a temporada do que as suas mensagens públicas sugeriam. "O Max teve muitas pole positions ao longo do ano, por isso não é como se tivessem sido maus. Acho que quando se percebe de onde viemos há alguns anos, demos passos muito maiores do que eles para ganhar os campeonatos. Penso que quando se sabe o que é possível fazer internamente na minha equipa, a McLaren, e como, quando se começa a perceber as coisas e a perceber que tipo de diferença pode fazer, acontece o mesmo com eles.", continuou.

"Têm uma equipa incrível que ganhou muitos campeonatos do mundo e um piloto incrível. Quando se junta tudo isso, não pode ser uma surpresa, especialmente quando se vive no mundo em que se está inserido. Acho que quando se sabe tudo o que acontece e se compreende como funciona a aerodinâmica com o carro e todas essas coisas, é exatamente o oposto de uma surpresa.", concluiu.


Quem também aposta que Max irá alcançar o título é Fernando Alonso. O veterano piloto da Aston Martin afirma que a consistência recente do piloto da Red Bull, que recuperou pontos nas últimas provas e expôs uma tendência clara: quando o RB21 está em janela, Verstappen capitaliza; quando não está, limita danos melhor do que qualquer outro.

“Acho que ele é tetracampeão mundial, antes de mais. Isso não acontece por acaso. É um dos melhores da história. É capaz de extrair o máximo do carro, quando o carro é dominante, ganha e bate recordes; quando não é o mais rápido, faz a volta certa na qualificação, a corrida certa, a luta certa”, referiu o piloto da Aston Martin.

“Este ano ele está a lutar contra um carro superior, que é o McLaren. Mas se tudo ficar apertado em pontos e chegar à última corrida, talvez nesse momento ele se torne o homem a seguir. Os dois McLaren têm vantagem do carro para discutirem entre eles, mas com o Max isso pode acontecer, como vimos em 2021, quando o carro era um pouco menos performante do que o Mercedes. Ele venceu o campeonato em Abu Dhabi”, concluiu.

sexta-feira, 7 de março de 2025

A imagem do dia (II)






"Titanak". Foi o que chamaram a ele depois do que lhe aconteceu. E nem era a primeira vez que isso aconteceu - 25 anos antes, em Portugal, a britânica Louise Aitken-Walker também acabou no fundo da albufeira de Cabril com o seu Opel Kadett GTE - mas as imagens "onboard" do Ford Fiesta WRC a ficar inundado ficaram nos anais dos ralis. Até há maquetes do acontecimento!

Mas conte-se a história. Estamos no rali do México de 2015, a contar para o Mundial de ralis. Os eventos que se contam aqui aconteceram no segundo dia, na especial "Los Mexicanos".O estónio Ott Tanak estava a fundo quando numa curva, tocou numa pedra e saiu fora da estrada. A parte que interessa é que erra curva ia dar à albufeira de uma barragem, e o carro, depois de uns capotanços, caiu de pé na água. Ele e o seu navegador, Raigo Molder, depois de virem que não estavam feridos, tiveram o sangue-frio suficiente para saírem do carro antes deste se afundar no fundo da barragem, a mais de uma dezenas de metros de profundidade.

E tudo isto foi captado em vídeo, perante os olhares de milhões um pouco por todo o mundo. 

Mas essa oi a primeira parte. Horas depois, a equipa de assistência foi ao local e conseguiu rebocar o carro do fundo, e o Ford reapareceu perante os olhares de todos, quase como se estivessem a resgatar o Titanic ou algo assim. E quando chegou ao parque de assistência, decidiram passar a noite em claro para colocar o carro em ordem para que Tanak pudesse regressar à estrada no dia seguinte. E conseguiram, perante os aplausos de tudo e todos!

Anos depois, em março de 2022, o pessoal do Dirtfish decidiu recordar os eventos dessa altura, Tanak contou que a certa altura, o cabo do intercomunicador tinha ficado preso no seu capacete, à medida que o carro se afundava. “Senti como se o capacete me estivesse a sugar”, recorda Tänak. “Parecia irreal que eu saísse vivo daquilo.”

“Não há nenhum processo escrito para algo deste género. Só tem de fazer o que puder e tentar manter a calma”, afirmou Richard Millener, diretor da equipa M-Sport.

No regresso, debaixo das regras do Rally2, as chances de pontuar eram remotas, mesmo para um rali duro como aquele que era o mexicano. Acabou na 22ª posição, e no pódio, comemorou com... máscaras de mergulho, um sinal de que perante situações-limite, nada como um bom momento de humor. 

terça-feira, 21 de janeiro de 2025

Youtube Formula E Vídeo: A evolução do Gen3 Evo

Como é sabido, a Formula E estreou nesta temporada a versão Evo do seu carro. Com mais 30 por cento de performace, atingindo os 100 km/hora em 1,86 segundos, tem tração integral - embora seja ativada em momentos específicos durante as corridas - e oferece um ganho de performance. Tem também um novo kit aerodinâmico, mais robusto e eficiente, e os pneus, da marca Hankook, proporcionam uma aderência mecânica 5 a 10 por cento maior.

Quais foram os ganhos em relação à versão anterior? Este vídeo da volta do carro ao Autódromo Hermanos Rodriguez, no México, mostra que o novo carro é três segundos mais rápido que o anterior. A evolução é permanente, e salta à vista.  

sábado, 18 de janeiro de 2025

A imagem do dia (II)




Se estivesse vivo, Pedro Rodriguez de La Vega teria feito 85 anos. Mas como viveu até aos 31, a sua curta carreira - e final trágico - deixou alguns momentos inesquecíveis. Especialmente na Endurance, onde correu pela Ferrari e Porsche. 

A sua carreira na Formula 1 pode não ser resplandecente - existe há quem diga que o seu irmão Ricardo era melhor, e tivesse tido um melhor palmarés, caso não tivesse sofrido o seu acidente mortal em 1962, no GP do México - mas quando se fala da Endurance, a estória é outra: vencedor das 24 Horas de Le Mans em 1968, triunfador em Daytona e Sebring, dos poucos que ganhou em Spa-Francochamps, en 1970, na Formula 1, e no ano seguinte, na corrida dos 1000 m, ao lado de Jackie Oliver.

Mas uma das suas últimas grandes realizações automobilísticas aconteceu menos de um mês antes do seu acidente mortal. Foi em Zandvoort, a 21 de junho de 1971, o palco do GP dos Países Baixos. Num fim de semana com a chuva a mostrar-se, ele e Jacky Ickx, dois dos melhores pilotos a correr debaixo de chuva, foram os melhores na qualificação ficando bem perto um do outro: quatro centésimos de segundo.

Numa corrida de 70 voltas, ambos os pilotos não se afastaram um do outro, mesmo com condições pouco agradáveis. Ickx esteve sempre na frente, mas o mexicano não andava longe, e à medida que ambos se afastavam do pelotão, por ter um ritmo de corrida superior ao resto, acabaram por dar... uma volta à concorrência!

No final, oito segundos separaram ambos os pilotos, a favor de Ickx. Foi a única vitória do piloto belga numa temporada dominada por Jackie Stewart, e pela primeira vez desde 1967, o pódio não teve nenhum piloto com motor Cosworth presente. Afinal de contas, foram dois Ferraris e um piloto com motor BRM. E para Rodriguez, foi o seu único pódio da temporada e o último dos sete pódios que alcançou na Formula 1. O próximo mexicano a subir ao pódio só aconteceria no século seguinte, com Sérgio Pérez.     

domingo, 12 de janeiro de 2025

Formula E: Félix da Costa contente com o resultado... e a liderança


António Félix da Costa sai da Cidade do México com mais um pódio, de um excelente fim de semana, e melhor ainda: é o líder do campeonato da Formula E, passadas apenas duas corridas da temporada de 2024-25. Depois de ter ficado perto de obter a pole-position, garantindo a segunda posição da grelha, na corrida, conseguiu fazer uma prova muito inteligente.

Ali, apesar de ter partido de segundo, conseguiu passar para a liderança na fase crucial e decisiva da corrida, através de uma estratégia eximia na ativação dos dois Attack Mode. Contudo, a vitória não aconteceu por culpa de um Safety Car, que juntou todo o pelotão e permitiu ao Nissan de Oliver Rowland usar o seu Attack Mode para o passar e rumar à vitória, apesar do piloto da Porsche ter ficado colado à sua traseira até à bandeira de xadrez. 

Pouco depois de ter ido ao pódio, Félix da Costa afirmou, ainda com as emoções à flor da pele: 

"Quando acabamos em segundo e temos um sabor agridoce, é sinal que estamos fortes e com a mentalidade certa de querer vencer." começou por afirmar. 

"Hoje tinha tudo para dar vitória, mas o último safety car beneficiou o Rowland e acabei por ter de ceder posição pois ele tinha esse Attack Mode. De qualquer forma, no global estou contente, tanto com a performance na qualificação, a competitividade na corrida, a estratégia que adotámos na ativação dos Attack Mode e claro com os 18 pontos deste segundo lugar.", continuou. 

"O campeonato ganha-se marcando bons pontos e é isso que fizemos nas duas primeiras corridas. Claro que é bom estar na frente do campeonato, mas na verdade isso pouco conta por agora, o importante é continuarmos a trabalhar para estarmos fortes na próxima corrida na Arábia Saudita, que será uma corrida dupla!", concluiu.

Contudo, antes de Jeddah, o piloto de Cascais ainda irá entrar num carro de Endurance, nomeadamente no LMP2 da Inter Europol, para as 24 horas de Daytona, mítica corrida que terá lugar no fim-de-semana de 25 e 26 de Janeiro.

sábado, 11 de janeiro de 2025

Formula E: Rowland foi o melhor na Cidade do México


O britânico Oliver Rowland triunfou na corrida desta noite na Cidade do México, resistindo às pressões do Porsche de António Félix da Costa para conseguir o primeiro posto no segundo ePrix da temporada, a primeira de 2025. Pascal Wehrlein, o campeão de 2024, ficou com o lugar mais baixo do pódio. Tudo isto numa corrida mais calma que em São Paulo, apesar de duas entradas do Safety Car nas voltas finais, que o piloto da Nissan aproveitou..  

Depois de uma primeira fila toda ocupada pelos Porsche, com Pascal Wehelein a ser melhor que António Félix da Costa, graças ao bom desempenho na qualificação, os carros alemães eram os favoritos para os primeiros lugares na corrida, mesmo com uma concorrência bem forte.

Na partida das 36 voltas inicialmente previstas no Autódromo Hemanos Rodriguez, os Posche largaram bem, com Wehrlein a conseguir aguentar a tentativa de Félix da Costa de ficar com o comando, e Vergne a ser terceiro. Uns metros mais adiante, na parte do estádio, Dan Ticktum foi tocado por um dos Lolas e caiu para o fundo do pelotão. 

Não demorou muito para as primeiras passagens no Attack Mode, os Porsche sempre conseguiram controlas os acontecimentos, com Felix da Costa a ir na volta 18, caindo para quarto, para depois conseguir ser melhor que os pilotos da sua frente, especialmente Wehrlein, apesar da presença - e resistência - de Rowland na reta da meta. 

O português regressa ao Attack Mode quatro voltas depois, depois de Wehrlein e Rowland terem pegado o seu, perdendo o comando para o piloto da Nissan, mas perseguiu-o, numa altura em que os três classificados estavam com carga extra. Ele tinha quatro minutos, tempo suficiente para ainda ter quando eles ficassem sem a energia extra. E foi o que fez na volta 23, passando Rowland antes de chegar ao estádio. 

Tudo parecia estar rumo a uma dobradinha da marca de Estugarda quando na volta 28, o Kiro de Dawid Beckmann fica parado ao pé do estádio, causando a saída do Safety Car e juntando o pelotão. Eles ficam assim até à volta 31, com o regresso ao ritmo normal, com Felix da Costa a acelerar, seguido por Wehrlein, Dennis e Rowland. O piloto da Nissan foi ao ataque, passando Dennis no final da reta da meta, e partindo em perseguição dos Porsches.

Ele estava ao ataque por uma razão: tinha guardado um Attack Mode para esta parte final, e queria chegar o mais alto possível. E em um minuto, conseguiu. E bem a tempo: Mitch Evans batia num dos carros da Andretti e o Safety Car entrava em ação, a quatro voltas do final.  

Na volta final, mesmo com o piloto português a ter três por cento de energia, mais dois que o britânico, este resistiu melhor e acelerou para o triunfo, com o piloto da Porsche colado na traseira, mas incapaz de o passar. Um pouco atrás, Wehrlein ficou com o terceiro posto, também pressionado, mas pelo carro de Dennis.

Um final emocionante, sem as complicações de São Paulo. 


No campeonato, Felix da Costa lidera com 37 pontos, contra os 25 de Rowland e de Evans, e os 21 de Pascal Wehrlein. 

A próxima corrida do campeonato acontecerá dentro de quatro semanas, nos dias 14 e 15 de fevereiro, na pista de Jeddah, na Arábia Saudita. 

quarta-feira, 8 de janeiro de 2025

Formula E: Felix da Costa pronto para enfrentar a forte concorrência no México


Nas vésperas do ePrix da Cidade do México, António Félix da Costa fala da forte concorrência que tem de lidar, apesar do seu Porsche ser das equipas que lutarão pelo título. Depois do segundo lugar em São Paulo, e das férias de Natal, o piloto de 33 anos regressou à Alemanha para uns tempos no simulador, juntamente com os seus engenheiros, para se preparar para a corrida que acontecerá no Autódromo Hermanos Rodriguez, no próximo sábado.  

Através do seu comunicado de imprensa, o piloto de Cascais afirmou as suas aspirações para o final de semana, reconhecendo que está a encarar um pelotão muito forte:

“A pausa de Natal foi boa e importante para estar em família, recarregar energia e preparar-me física e mentalmente para o ano 2025. Sinto-me bem e trabalhámos muito no simulador para preparar esta corrida do México. Acredito que estaremos fortes, mas não seremos os únicos, a verdade é que o nível do campeonato está altíssimo e todos os detalhes contam para se ganhar aquele extra que pode fazer a diferença.", começou por afirmar. 

"Claro que entro sempre em pista para ganhar, mas também sei que os campeonatos ganham-se com consistência, portanto vamos entrar ao ataque, mas com inteligência na corrida, para trazer bons pontos para casa!”, concluiu.

A prova deste fim de semana terá lugar numa versão do Autódromo Hermanos Rodriguez, com 19 curvas, num total de 2630 metros de perímetro. No horário de Lisboa, a corrida terá lugar às 20 horas de sábado, com transmissão na Eurosport 2. 

segunda-feira, 4 de novembro de 2024

Youtube Formula 1 Vídeo: O rescaldo do GP do México

Acabou agora mesmo o GP do Brasil (ou se São Paulo, se quiserem), mas ainda se fala do GP anterior, o do México (ou da Cidade do México), onde ainda se fala das incidências dessa corrida, especialmente as batidas, os despistes e outros incidentes ente pilotos que fizeram com que as equipas pagassem as multas que eles levaram pelo seu comportamento em pista. 

E claro, também se fala da atitude entre Max Verstappen e Lando Norris, que... cansa? De uma certa forma, começa a ser algo cansativo. E nem sei se fará um vídeo na semana que vêm sobre os eventos de Interlagos... seria louco se não fizesse. 

domingo, 27 de outubro de 2024

Formula 1 2024 - Ronda 20, México (Corrida)


O fim de semana mexicano, pelo menos nesta altura do calendário, é bem escolhido pelos organizadores do Grande Prémio por causa da "Semana de los Muertos", e claro, caveiras misturam-se com capacetes. Sempre cheio para apoiar os seus pilotos, sejam eles locais ou internacionais, o Autodromo Hermanos Rodriguex está sempre cheio que nem um owo para os aplaudir. E claro, nestes dias de "Drive to Survive", é uma festa dentro de outra festa. 

E a primeira grande cena do domingo... foi feita para Hollywood ver. O pessoal da Apex GP andou a gravar cenas onde Sonny Hayes, a personagem interpretada por Brad Pitt, estacionou o seu carro no estádio e, agarrando uma bandeira mexicana, comemora o que aparenta ser... uma vitória. E no fim de semana onde falamos do Fernando Alonso, que no alto dos seus 43 anos está a faxer o seu 400ºGP... o verão de 2025 será uma altura bem interessante para ir ao cinema, tenho a certeza! 

Todos iriam sair com médios, com as exceções de gente como Oscar Piastri, Liam Lawson, Franco Colapinto e Sérgio Pérez, que iriam partir com pneus duros.


A partida foi atribulada. Se Max conseguiu passar Sainz Jr na partida, graças à longa reta, atrás, havia catástrofe: Yuki Tsunoda, no seu Racing Bulls, ao tentar ganhar posições, acabou por bater no Williams de Alex Albon, acabando por ambos na berma, causando a entrada do Safety Car. Para além disso, Sérgio Pérez conseguiu recuperar algumas posições, mas depois os comissários descobriram que ele largou de um lugar inadequado e recebeu uma penalização de cinco segundos. Isto quando recuperou de 18º para 13º...

O Safety Car regressou às boxes na sétima volta, com Max na frente, e Sainz Jr atrás. Ele tentava afastar-se da concorrência, mas os Ferrari tentavam ter melhor ritmo de corrida que ele. No ibicio da nona volta, o espanhol aproximou-se e conseguiu passar na travagem para a primeira curva. Houve luta, mas o piloto da Ferrari aguentou-se. Na volta seguinte, Max foi atacado por Norris, mas o piloto da Red Bull resistiu até ao limite... e fora dela. O grande beneficiado foi Charles Leclerc, que com isso acabou na segunda posição, como em Austin (mas ao contrário).

Pouco depois, os comissários chegaram à conclusão de que as manobras de Max foram propositais e foi penalizado em 10 segundos. De uma certa forma, muitos acharam isso justo. E poucas voltas depois, outra penalização. 20 segundos parecia ser um grande castigo para o piloto neerlandês nesta corrida.

Na volta 16, outra baixa: Fernando Alonso retira-se, a pedido da equipa, alegadamente por causa de um problema de sobreaquecimento. Quatro voltas depois, Checo Pérez foi às boxes para cumprir a penalização e mudar de pneus para médios. 


Entretanto, na frente, os Ferraris mantinham-se na frente, tranquilos. Max foi às boxes na volta 27, queixando-se dos pneus, e depois de cumprir a penalização, regressou à pista com duros e na 15ª posição, mesmo no fundo do pelotão, apenas com Checo Pérez e Lance Stroll atrás de si. 

Hamilton parou na volta 29, colocando duros, Norris foi duas voltas depois, e Leclerc e Russell na 32ª passagem pela meta. Na 33ª foi a vez de Sainz Jr, embora ele tenha ido de forma relutante. Piastri parou apenas na 40ª volta, quase ao mesmo tempo que Liam Lawson faz o mesmo.

Passada a parte as passagens pela boxe, os Ferrari continuam na frente, com cerca de sete segundos de diferença entre os dois. Com o passar das voltas, o monegasco, seu companheiro de equipa, começou a apanhá-lo, porque Norris também se aproximava. Chegou a ficar a 3,8 segundos, mas perdeu tempo por causa dos pilotos que queriam dobrar. Mas a grande luta era entre os Mercedes, com Hamilton a apanhar e a tentar passar Russell na luta pelo quarto posto. Ambos na frente de Max, sexto e três lugares abaixo de Norris. 


A 10 voltas do fim, Norris estava a apanhar Leclerc e a luta pelo segundo posto estava ao rubro, com ele a chegar à distância do DRS. Ele pressionou de tal forma que na 63ª volta, monegasco da Ferrari saiu de frente na Peraltada, e com isso, Norris era segundo, agora a perseguir o espanhol para tentar a vitória. Mas se calhar já era uma impossibilidade. 

E foi assim até ao final. Não sem mais um episódio: alguns pilotos foram para as boxes no sentido de calçar os pneus moles para caçar a volta mais rápida e ficar com o ponto extra. Nessas incursões, o melhor foi Charles Leclerc, que conseguiu a melhor volta sem perder o seu lugar no pódio. 


Com isto, a quatro corridas do final da temporada, e com 47 pontos de diferença entre Max e Lando, e com os Ferrari a aproximarem-se, deverá ser um final bem interessante. E começar por São Paulo, dentro de sete dias.  

Youtube Formula 1 Vídeo: Reyond the Grid, com Fernando Alonso

Fernando Alonso chega ao seu 400º Grande Prémio, sendo o piloto com mais tempo na história da Formula 1. Com 43 anos, e depois de ter chegado à Formula 1 aos 19, é o piloto mais velho do pelotão, com três dos atuais pilotos a nem sequer terem nascido quando ele se estreou em março de 2001, pela Minardi. 

E mesmo com 400 Grandes Prémios ao colo, o piloto de Oviedo pretende continuar porque está motivado nesse sentido. E ele fala disso na sua mais recente presença do podcast "Beyond the Grid".

sábado, 26 de outubro de 2024

Formula 1 2024 - Ronda 20, México (Qualificação)


Não há tempo para refletir, apreciar a corrida anterior. É arrumar as malas e ir para o próximo lugar. É um circo e são esperados no lugar seguinte. E é a Cidade do México, o Autódromo Hermanos Rodriguez, a casa do automobilismo local, com o home a honrar dois irmãos que, há 60 anos, mostraram-se perante o mundo em carreiras frutuosas, mas infelizmente, com final curto e trágico. 

Agora é Sérgio Pérez, que todos esperavam que pisasse os passos destes antepassados, mas neste momento, parece ser mais um Hector Rebaque que ganhou corridas. Aliás, houve rumores sobre a sua retirada, que ele desmentiu prontamente, mas o fantasma está a pairar. E esta semana surgiu uma estatística que não está a ser favor: se Max Verstappen foi campeão, o oitavo posto de Pérez poderá ser a pior distância entre companheiros de equipa em mais de 40 anos. Pior que isso será o de 1981, quando Nelson Piquet foi campeão e o seu companheiro de equipa foi décimo. E quem era? Hector Rebaque. 

Com os Ferrari a mostrar alguma coisa nos treinos livres, parecendo que os eventos de Austin não foram um acaso, em contraste, Max Verstappen poderá estar em sarilhos. Ele sentiu problemas na unidade de potência do seu Red Bull logo na primeira sessão de treinos-livres que se mantiveram na segunda, não marcando qualquer tempo. E claro a chance de mudar componentes, significando uma penalização de 5 ou 10 lugares, será bem interessante para o resto do fim de semana. 

E isso, de uma certa forma, parece ofuscar outra coisa inédita: este é o fim de semana do 400º Grande Prémio de Fernando Alonso. Um piloto espanhol que, chegando quase adolescente, pretende ser o Matusalém do automobilismo e deseja ser o próximo Juan Manuel Fangio: o mais velho a ganhar corridas e campeonatos. 

Sem chances de chuva ao longo do final de semana, a qualificação começou calmamente, com os primeiros tempos a sério a serem feitos por Max Verstappen, que marcou 1.16,998. Em contraste, Sérgio Pérex estava no fundo da tabela... e não conseguia sair de lá. 

Pouco depois, Lando Norris marcou um tempo melhor, com novo jogo de moles, marcando 1.16,505, o pessoal queria marcar tempos melhores, mas para fazer isso, tinha de ter as rodas no lugar na curva 12, a anterior à entrada no estádio. E não estava a ser fácil. Oscar Piastri, por exemplo, estava a ter dificuldades... e as chances não estavam a ser muitas. O tempo foi modesto, e quase perto da eliminação direta. Sérgio Perex ficou imediatamente atrás, e ainda mais em risco ficou, especialmente depois do tempo de Charles Leclerc, que com o seu 1.16,972, era terceiro. 

No final, um choque e uma desilusão. Os locais, que não conseguiram ver o seu herói passar para a Q2, e a McLaren, que estavam a ver Oscar Piastri no fundo da grelha, nas 17ª posição, na companhia do Alpine de Esteban Ocon, do Williams de Franco Colapinto, e do Sauber de Guanyou Zhou. Um McLaren no topo, outro (quase) no fundo da grelha.

A Q2 aconteceu pouso depois. À medida que os minutos passavam e os carros rolavam para a pista com os seus compostos moles, os tempos começaram a sair. Se os tempos não foram nada de muito especial, comparado com a Q1, quase no final, as coisas agitaram-se, com a amostragem de bandeiras vermelhas. Na busca de uma volta que o colocasse na Q3, o Racing Bull de Yuki Tsunoda bateu forte contra o muro de pneus na curva 12, causando a interrupção de sessão. A sessão estava praticamente terminada, e como ele tinha o 11º tempo, o piloto japonês iria fazer companhia ao seu companheiro de equipa, Liam Lawson, os Aston Martin de Lance Stroll e do "tetracentenario" Fernando Alonso, e o Sauber de Valtteri Bottas. 

Retirado o carro de Tsunoda para as boxes, a Q3 prosseguiu alguns minutos mais tarde.

Depois dos primeiros minutos em que os pilotos começaram a dar as suas voltas para aquecerem o seu jogo de pneus moles, o primeiro a marcar um tempo digno desse registo foi Max Verstappen, que marcou 1.16,358. Norris respondeu com 1.16,937, e pouco depois, Charles Leclerc fez 1.16,415, para ser o segundo na tabela de tempos. Carlos Sainz Jr, piloto da Ferrari, colocou um tempo de 1.16,055, impressionante, suficiente para o colocar na pole-position. Quem diria! 

Para melhorar as coisas para a concorrência, o tempo de Max foi apagado porque ele colocou o carro fora da pista... não na curva 12, mas mais atrás, numa das chicanes, quando parecia estar a fazer "corta-mato".

Para a parte final, com o jogo final de moles, os pilotos tentaram melhorar os seus tempos, mas apesar de Leclerc ter conseguido 1.16.255, não fora suficiente para o despojar da pole-position. E ainda por cima, o espanhol parecia ir mais rápido. E conseguiu: 1.15,946, melhorando o seu tempo anterior! 

Max tira depois 1.16,171, dando o segundo melhor tempo, dividindo os Ferrari. Norris faz depois 1.16,260, e é o terceiro da tabela, deixando o monegasco na quarta posição. Foi por pouco, mas as coisas estão desta forma: ao centésimo de segundo.  

Pela primeira ocasião nesta temporada, o filho de Carlos Sainz é o poleman, mas isto mostra o campo geral: os Ferrari estão a melhorar nesta parte final, e poderão ser sérios candidatos a um... ou ambos os títulos? A resposta parece aparecer do domingo, depois desta corrida. Que será interessante de seguir.