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sexta-feira, 21 de agosto de 2026

As imagens do dia





A Formula E, pelo seu estilo igualitário em termos de carros - todos andam com o mesmo chassis, o "powertrain" é diferente - não parece que seja propício a duelos e a claros favoritos. No campeonato que acabou na semana passada, ganha pelo Porsche do alemão Pascal Wehrlein, ninguém conseguiu mais do que três vitórias - ele mesmo - em 17 provas: seis jornadas duplas, cinco individuais.

E até que ponto os vitoriosos estão tão bem espalhados, Lucas di Grassi, um dos "originais" - ou seja, participou na primeira corrida da categoria, em Pequim, em 2014 - e que decidiu pendurar o capacete no final desta temporada, ganhou uma corrida pela Lola e acabou... em 17º lugar, com 32 pontos. E dos 20 pilotos participantes, 17 subiram ao pódio, pelo menos uma vez. 

Ou seja, o equilíbrio é a norma. É mesmo norma - os regulamentos são feitos nesse sentido, e todos os "truques" que os mais tradicionalistas rejeitam, como o Attack Mode, servem para o espetáculo - e o facto dos pilotos e os carros andem lado a lado em boa parte da corrida fazem com que os espectadores andem sempre empolgados, esperando, talvez, pela próxima batida contra o muro, porque boa parte das corridas são circuitos urbanos, e bater no muro é um risco inerente.

Contudo, quando a competição elétrica se prepara para uma grande alteração em termos de carros e de circuitos - vêm aí o Gen4, o elétrico mais potente de sempre, e o calendário terá mais três circuitos permanentes, Zandvoort, Brands Hatch e Austin - o falatório do momento foi como é que acabou este  campeonato e como poderá ter surgido a primeira relação tóxica na história do automobilismo elétrico. E é entre dois ex-companheiros de equipa na Porsche.

Pascal Wehrlein e António Felix da Costa são talentosos e já ganharam campeonatos. Antes de 2026, Wehrlein triunfou em 2024, enquanto Felix da Costa foi campeão antes, em 2020. Apesar de ter 34 anos, mais três que Wehrlein, o piloto português é um dos "originais", pois correu na temporada inicial da Formula E, em 2014. E ambos foram companheiros de equipa na Porsche, entre 2023 e 2025. A relação, que a principio foi cordial, degradou-se com o tempo, porque é o mantra de todo e qualquer piloto: são extremamente competitivos, e batidas em corrida, no calor do momento, são o pão nosso de cada dia. É por isso que no final da corrida, eles falam uns com os outros explicando, pedindo desculpas por qualquer incidente, esperando que não levem desaforo para casa. 

Só que ali, as coisas azedaram rapidamente por dois motivos: Wehrlein nunca teve bom feitio e Felix da Costa teve o azar de estar numa equipa alemã. Para piorar as coisas, no final de 2023, a Porsche pediu aos seus pilotos que abdicassem dos seus compromissos na Endurance, onde estava também Felix da Costa, ao serviço da Jota. 

O português transferiu-se para a Jaguar, ir tendo com Mitch Evans, e deu-se bem. Duas vitórias seguidas nesta temporada e mais cinco pódios o colocaram a lutar pelo título.

Contudo, o fim de semana duplo de Londres, as provas finais do campeonato, viu-se algo que não se tinha visto antes. Jogando com a estreiteza da pista urbana do ExCel de Londres, a Porsche decidiu colocar os seus pilotos em táticas para bloquear os pilotos da Jaguar. Especialmente, com Nico Muller fora do título, ele foi usado para ser "tampão" de Wehrlein para que prejudicasse os pilotos da Jaguar. E deu certo: Wehrlein ganhou a primeira corrida, enquanto Felix da Costa era terceiro, deixando ele de fora para a última corrida do ano. 

E o que fez? Decidiu ser piloto de equipa, e ajudar Evans para o título. E a tática era simples: marcação cerrada em Wehrlein, como Muller tinha feito a eles, na corrida de sábado. 

Na corrida de domingo, foi uma carraça em relação a Wehrlein, fazendo marcação cerrada, e tentando ficar sempre na frente dele. E quase deu certo... em relação a Jake Dennis, piloto da Andretti. A certa altura, Dennis estava na frente do campeonato, e na volta 31, Wehrlein estava no meio de uma data de pilotos, lutando por lugar com Dennis quando tocou no envision de Joel Erksson, que fez pião na frente deles e os levou para o muro. Dennis ficou com o nariz partido, Wehrlein ficou preso em Eriksson e regressou, mas no fim do pelotão, fora dos pontos. 

Mas isso não importou: ele era o bicampeão. A Jaguar ficou com os louros, ao ser o campeão de Construtores, e o diretor da Jaguar, Ian James, deixou um elogio ao piloto português pelo que fez na corrida - ele também não pontuou, porque gastou energia a mais por defender e atacar Wehrlein:

O António, desde o minuto em que entrou para a equipa, tem sido incrivelmente colaborativo.”, começou por afirmar, sublinhando: “O que vimos dele hoje foi, uma vez mais, uma estratégia que foi executada na perfeição, uma condução muito, muito boa, uma condução dura, mas justa, e isso também ajudou a conquistar o campeonato.”, continuou.

Mas o que não conta aqui foi que as duas equipas estavam em marcação cerrada ao longo do fim de semana londrino e ambos se queixaram disso. Principalmente os muitos "break tests" por parte da Porsche, algo que o próprio Evans achou desnecessário, e mais chocante ainda, sem qualquer tipo de penalização por parte dos comissários, como afirmou no final da corrida de domingo: 

Acho que o tom foi definido ontem, a partir da volta dois da corrida de ontem. Obviamente, não vi bem o que o Antonio fez, vi uma pequena parte quando o consegui passar, mas basicamente fiz duas corridas inteiras assim. Para mim houve muito movimento na travagem, alguns ‘brake checks’, com os quais não estou de acordo. O facto de não ter havido um aviso ou uma penalização de cinco segundos foi chocante. Mas se foi assim que os comissários viram a situação, essa é a opinião deles. Eu só consigo ver pelo meu lado. Mas foi uma pena não ter conseguido passá-lo [Mueller] mais cedo na corrida. Mas ele fez tudo o que podia para me manter atrás, isso é certo.”

E claro, Wehrlein não ficou calado, nem o piloto português:

Não sei se devo falar sobre isto, mas acho que as abordagens foram completamente diferentes. Provavelmente ontem a abordagem foi manter o Mitch atrás e ficar à frente dele. Hoje a abordagem foi destruir a minha corrida, tirar-me dos pontos, mesmo quando o Mitch já estava bem destacado na frente, mas continuaram a bloquear-me e a empurrar-me fora da pista. Sim, abordagens muito diferentes, mas nem vale a pena falar sobre isso, nem dar-lhes esse tempo.”, referiu o alemão.

Cá se faz e cá se pagam. Obviamente temos muita história, um passado muito vincado com aquela marca, com aquele piloto. Mas mesmo ignorando isso tudo, os jogos que eles jogaram ontem, não gostei de ver. Quando vi começaram a fazer o mesmo na primeira volta da corrida de hoje, decidimos entrar no jogo deles, só que mais e melhor. O objetivo era claro, ser campeões do mundo por equipas, tínhamos que acabar à frente dos Porsche. Consegui posicionar-me da melhor maneira e não tenho nenhum arrependimento. Fizemos isso da melhor forma possível e conseguimos ser campeões do mundo por equipas. Não fizemos nada de mal, apenas o que nos fizeram, mas mais e melhor.”, respondeu o português, que mesmo assim afirmou que o título do alemão é merecido, e o elogia por ser um ótimo piloto.

Agora que se passaram alguns dias sobre esta corrida e o desfecho deste campeonato, e com pouco tempo até a nova geração de carros, não creio que ambos sejam os novos Alain Prost e Ayrton Senna, embora um incidente semelhante ao que aconteceu no GP do Japão de 1989 poderá acontecer a qualquer momento. Pensar que numa competição elétrica como esta, que ainda tem alguns dos pilotos de primeira geração ainda a correr - Felix da Costa é um deles - pensar que isto poderá consequências no futuro é uma hipótese a considerar. 

E nisto, não estou sozinho.  

segunda-feira, 17 de agosto de 2026

Endurance: Felix da Costa piloto da Cadillac em 2027


O português António Félix da Costa está a caminho da Cadillac de Endurance na temporada de 2027. De saída da Alpine, que decidiu reduzir o seu envolvimento no automobilismo, o piloto de Cascais tem a participação confirmada na edição de 2027 do Mundial de Resistência, o WEC, ao mesmo tempo que participará no Mundial de Formula E pela Jaguar. 

Fontes bem posicionadas da marca disseram à Autosport portuguesa que o piloto de 34 anos já tem acordo com a Jota Sport, equipa britânica que representou de 2019 a 2023 e conta com dois Cadillac V-Series.R na categoria de topo do campeonato. E ele terá como parceiros no carro 12 da Cadillac Hertz Team Jota, o francês Norman Nato e o britânico Will Stevens, com quem já correu nos tempos da Porsche, que terminou em 2023, por ordens da marca alemã, que queria os seus pilotos concentrados na competição elétrica.

Aliás, o regresso de Felix da Costa à equipa Jota Sport poderia ter acontecido em 2026, mas a Alpine foi mais rápida e o contratou para esta temporada. 

Confrontado com as informações por parte da Autosport portuguesa, ele não confirmou o acordo e remeteu o anúncio de decisões sobre o futuro no WEC para depois da última corrida de 2026, que acontecerá em novembro, em Monza.

O acordo deverá ter tido o consentimento da Jaguar, a marca que o contratou para a competição elétrica e do qual continuará em 2027, altura em que se estreará o chassis Gen4, bem mais veloz que o atual Gen3Evo, que se despediu das pistas neste fim de semana, em Londres.

Curiosamente, a Cadillac tem também um piloto português, Filipe Albuquerque, mas corre na categoria americana, a IMSA, ao lado do americano Ricky Taylor, e que recentemente - a 2 de agosto - triunfaram nas Seis Horas de Road America.

sábado, 15 de agosto de 2026

Formula E (II): Felix da Costa com sentimentos diferentes


O terceiro lugar de António Félix da Costa na corrida deste sábado em Londres teve um sabor agridoce. Apesar do pódio, os pontos foram insuficientes para continuar na luta pelo título, porque dois dos seus maiores rivais, o Porsche do alemão Pascal Wehrlein e o Andretti do britânico Jake Dennis, ficaram na frente dele. 

No final da corrida, o piloto de Cascais admitiu que a sorte lhe sorriu num momento decisivo da corrida, ao contrário do que aconteceu com Mitch Evans, apanhado por um Full Course Yellow (FCY) que o afastou dos primeiros lugares. Contudo, com este resultado, a Jaguar consolidou uma vantagem de cinco pontos sobre a concorrência no campeonato de equipas antes da última ronda da temporada. 

Felizmente para mim, tive sorte com o timing do FCY. Consegui entrar nas boxes com isso e, sim, assegurar essa posição na pista, à frente.”, falou o piloto da Jaguar, em declarações para a Autosport portuguesa. 

Questionado sobre a dificuldade em gerir o ritmo numa pista onde as ultrapassagens são complicadas, Félix da Costa foi direto: a luta em pista não foi o principal problema, mas sim as táticas dos rivais:

Não foi assim tão difícil, para ser sincero, só porque vimos os jogos que a Porsche estava a jogar, mas eles tinham a posição na pista para o fazer. Não é necessariamente o que queremos ver e já ouvi isso antes de outras pessoas, que eram jogadas sujas, mas eles jogaram-nas, e está bem”, contunuou.

E sobre a corrida de amanhã, apesar de saber que ele não terá chances para alcançar o título, ele afirma:

A corrida de amanhã vai ser, obviamente, muito caótico. Temos um campeonato por equipas para lutar e ainda por cima contra a equipa e o piloto que estão a tentar ganhar o campeonato de pilotos também. Por isso, eles têm dois objetivos em cima da mesa. Nós também, o Mitch ainda pode ser campeão, mas talvez o foco mude um bocadinho agora para as equipas e pode ser um bocadinho mais claro o nosso caminho”, concluiu.

A corrida de amanhã será à mesma hora da deste sábado. 

sábado, 4 de julho de 2026

Formula E: Felix da Costa feliz pelo resultado de Xangai


O segundo lugar de António Félix da Costa, na primeira corrida de Xangai da Formula E catapultou-o para o terceiro lugar do campeonato, a cinco corridas para o fim da temporada 2025-26 da competição elétrica, e a derradeira da Gen3. O piloto de Cascais teve a estratégia ideal debaixo de chuva na corrida que aconteceu na madrugada deste sábado. Felix da Costa consolidou o segundo posto durante a fase de ativação do Attack Mode, depois de ter ido às boxes ao mesmo tempo que o Porsche do alemão Pascal Wehrlein, que dominou esta corrida.

"Estou muito satisfeito por terminar em segundo lugar e conquistar mais um pódio para a Jaguar TCS Racing.", começou por dizer. "Foi uma corrida louca, especialmente quando começou a chover, mas a equipa acertou em cheio na estratégia. Conseguimos chegar ao grupo da frente antes de as condições piorarem e mantivemo-nos lá depois da paragem nas boxes, assegurando um pódio muito importante. Demonstrámos que somos competitivos tanto em piso seco como molhado em Xangai, por isso estamos ansiosos por voltar à pista amanhã para tentar repetir o desempenho.", concluiu.

Em contraste, Mitch Evans que partira da primeira linha da grelha de partida ao lado de Wehrlein, teve problemas de aderência no piso molhado e acabou apenas na oitava posição, perdendo pontos - mas mantendo a liderança - para Wehrlein e para o seu companheiro de equipa.

Desde a primeira curva senti que tinha muito pouca aderência. Sabemos que o carro é rápido, por isso vamos analisar os dados e fazer um reset para amanhã.”, disse o piloto neozelandês.

Apesar de tudo, os 22 pontos conquistados que a Jaguar TCS Racing conquistou nesta 12.ª ronda permitem à equipa manter a liderança do Campeonato do Mundo de Equipas, com uma vantagem de 24 pontos sobre a Porsche. Já no Campeonato do Mundo de Construtores, a Jaguar continua na segunda posição, também atrás da Porsche.

A Formula E regressa na madrugada deste domingo, a partir das cinco da manhã. 

sexta-feira, 3 de julho de 2026

Formula E: Felix da Costa quer manter o bom momento


Duas semanas depois de terem corrido em Sanya, a Formula E continua em paragens chinesas, mais concretamente em Xangai, para um fim de semana duplo numa das versões usadas na mesma pista onde corre o GP da China de Formula 1.

En relação a António Félix da Costa, depois de boas performances nas duas últimas pistas, Mónaco e Sanya, num pelotão extremamente competitivo, o piloto de Cascais espera que as coisas em Xangai continuem dessa maneira, para poder continuar na luta pelo título. Contudo, a tática também passa por evitar os toques com a concorrência e chegar ao fim nos lugares da frente.  

"Estamos numa boa fase, com boa performance, portanto o objectivo é manter o bom momento e trazer bons pontos para casa. Xangai é uma pista que gosto bastante e a Jaguar sempre se deu bem aqui, portanto partimos motivados e com vontade de ser bem sucedidos. Sabemos que estamos na ponta final da época e se queremos lutar pelo título, é fundamental este fim de semana sermos fortes e alcançar dois bons resultados. Estamos preparados e confiantes, vamos à luta!", concluiu.

Por causa da diferença horária entre Xangai e Lisboa, ambas as corridas irão ter lugar na madrugada de amanhã (Sábado) e de Domingo, com inicio de ambas ás cinco da manhã (05:00), com transmissão em direto na Eurosport e no DAZN.

terça-feira, 30 de junho de 2026

Formula E: Calendário de 2027 está a dar dores de cabeça aos pilotos


O calendário de 2026-27 da Formula E poderá ter causado embaraços em alguns dos pilotos da competição elétrica. isto porque, agora que se sabe das datas das corridas, existem colisões em termos de competições, já que, em pelo menos duas datas, coincidirão com corridas do Mundial de Endurance. 

A primeira coincidência ocorrerá no fim de semana de 15 e 16 de maio de 2027, quando a Fórmula E tem agendada a sua jornada dupla no Mónaco em simultâneo com a prova do WEC em Spa-Francorchamps, na Bélgica. O segundo conflito dá-se no fim de semana de 10 e 11 de julho, com a jornada dupla de Xangai da Fórmula E a coincidir com a ronda do WEC em São Paulo, no Brasil.

Entre os afetados estão três pilotos, o suíço Sebastien Buemi, o português António Félix da Costa e o neerlandês Nyck de Vries. Ambos são pilotos da Toyota no WEC, e eles sabem que a equipa japonesa tem prioridade nestas situações. A Envision também quer que o veterano se dedique exclusivamente à competição, logo, terá de descalçar bem esta bota e arranjar um piloto que faça, pelo menos, estas quatro corridas. No caso de De Vries, que na competição elétrica corre pela Mahindra, poderá haver uma maior flexibilização, mas com Felix da Costa, piloto da Jaguar, poderá ver as suas opções reduzirem drasticamente se quiser manter-se no WEC, embora a Alpine ainda não tenha definido totalmente o que fará em 2027.


O CEO da Fórmula E, Jeff Dodds, afirmou existir comunicação regular com a liderança do WEC, mas que os conflitos de calendário são inevitáveis para ambas as partes.

A nossa prioridade é analisar quais os conflitos que têm menor impacto na presença de adeptos, na audiência televisiva, no crescimento da nossa base de fãs. Infelizmente, a nossa principal prioridade não é tentar garantir que os pilotos possam correr em múltiplas séries ao mesmo tempo. É positivo se conseguirem fazê-lo, mas não é a nossa prioridade máxima. Reunimo-nos com o WEC, falamos com a liderança do WEC. Conhecemos os calendários um do outro. Infelizmente, não há forma de evitar conflitos de ambos os lados.

A temporada 2026-27 foi divulgada no final da semana passada, e será a mais longa de sempre, com 21 corridas distribuídas por 13 cidades, que receberão a estreia do carro Gen4. Três novos circuitos integram o calendário pela primeira vez: o Circuit of The Americas (COTA), em Austin, Brands Hatch, no Kent britânico e a pista neerlandesa de Zandvoort.

sábado, 20 de junho de 2026

Formula E: Dennis vence em Sanya, Felix da Costa nos pontos


O britânico Jake Dennis foi o vencedor na corrida deste sábado no circuito urbano de Sanya, no sul da China, batendo o seu companheiro de equipa, o brasileiro Felipe Drugovich. Contudo, a corrida ficou marcada por diversas penalizações de cinco segundos, que acabaram por tirar Drugovich de um lugar no pódio, bem como António Félix da Costa, que de um lugar no pódio, acabou em quinto, que por sua vez foi corrigido para um quarto lugar, com a penalização do piloto da Andretti.

Largando da pole-position, Dennis parecia ser o favorito à vitória perante um pelotão disposto a vender cara a sua corrida, e tendo pela frente 37 voltas e muito calor - 30ºC na atmosfera, 60ºC no asfalto - e quando as luzes se apagaram, Dennis largou bem e conseguiu manter a liderança, enquanto Mitch Evans atacou forte no seu Jaguar, mas sem conseguir subir ao segundo lugar. Atrás, Félix da Costa manteve o 12.º lugar, enquanto Nyck de Vries, que regressou de Le Mans, onde triunfou no seu Toyota, não evitou o toque em Sébastien Buemi, mas os danos não foram suficientes para que nenhum dos pilotos parasse nas boxes. 

Depois de umas primeiras voltas relativamente calmas, as primeiras idas ao Attack Mode começaram a acontecer por alturas da volta nove, antes de, duas voltas depois, Edoardo Mortara toca na traseira do carro de Oliver Rowland, que escapava de juma manobra brusca de Mitch Evans, e danifica a sua asa da frente, condicionando a sua corrida. Pouco depois, Dan Ticktum aproveitou o seu Attack Mode para subir ao segundo lugar com o seu Cupra, e Nick Cassidy chegou à liderança, que depois, na volta 15, cedeu a Mortara, também beneficiando do Attack Mode, apesar dos danos na asa dianteira resultantes de um toque com Oliver Rowland.

Duas voltas depois, usando a energia extra do Attack Mode, Pascal Wehrlein passou para a liderança no seu Porsche, e na volta 18, mais um incidente resulta em que outro piloto fique sem asa dianteira: o Cupra de Dan Ticktum, que falhou a travagem na zona do Attack Mode, e usou o Jaguar de Mitch Evans como rampa de lançamento. Ele teve de ir às boxes para trocar de asa dianteira, e caiu para o fundo da classificação.

Mas o pior estava para vir. Na volta 19, foram mostradas bandeiras vermelhas devido a um choque em cadeia que envolveu Mitch Evans, ambos os carros da Cupra Kiro e Zane Maloney, piloto da Lola, resultando num engarrafamento. A direção de corrida fez regressar todos os carros às boxes, com algumas equipas a aproveitarem para efetuar reparações. A ordem na altura era Jake Dennis a liderar, seguido por Drugovich, depois Wehrlein, Müller e Eriksson.

No recomeço, na volta 20, Evans começou das boxes, no fundo da grelha, e nos primeiros metros, os pilotos da Andretti aguentaram a tentativa de Wehrlein de ficar entre os dois primeiros. As coisas ficaram calmas até à volta 27, quando Norman Nato bate no muro. Nessa altura, António Felix da Costa liderava com mais de três segundos de vantagem sobre o resto do pelotão, no seu Jaguar, vantagem essa que seria apagada com a entrada do Safety Car. 

O Safety Car saiu duas voltas depois, com Felix da Costa na frente, mas pouco depois, os comissários aplicaram uma penalização de cinco segundos, por causa de um incidente na curva seis, que era... a colisão com Norman Nato. O piloto português decidiu deixar Oliver Rowland passar, pois tinha Attack Mode, e tentou gerir os dois minutos restantes para poupar energia e preparar um ataque final. Pouco depois, Pascal Wehrlein também era penalizado em cinco segundos, e caia na geral.

No entanto, nessa altura, vários pilotos também aproveitaram essa altura para ativarem os seus últimos Attack Modes, intensificando a luta. Félix da Costa regressou à liderança, mas por pouco tempo, pois Jake Dennis aproveitou o seu Attack Mode para recuperar o primeiro lugar.

Na parte final, que teve mais duas voltas que o original, Dennis acabou por ficar com o primeiro lugar, com Felix da Costa a cortar a meta em segundo, para depois ser penalizado e cair para quinto - ganharia um lugar com a penalização de Felipe Drugovich. Pepe Marti herdou o segundo lugar, enquanto Nyck de Vries foi o terceiro, e Drugovich o quinto.

Na classificação geral, tudo na mesma porque nem Evans, nem Rowland, nem Mortara, nem Wehrlein pontuaram. Dennis, o vencedor, subiu para quinto, com 94 pontos, seguido por Felix da Costa, que tem 92. 

A Formula E continua em terras chinesas, com o fim de semana duplo em Xangai, no fim de semana de 4 e 5 de julho. 

sexta-feira, 19 de junho de 2026

Formula E: Felix da Costa focado em ser bem sucedido em Sanya


A Formula E regressa à ação neste final de semana em Sanya, no sul da China, num regresso da pista urbana â competição. Para António Félix da Costa, que está atualmente no sexto lugar do campeonato com 80 pontos, o piloto da Jaguar TCS Racing, tenta alcançar um resultado sólido num traçado citadino que promete batalhas intensas. E se conseguir esse objetivo, com rapidez e consistência, poderá solidificar a sua candidatura ao título mundial.

Já recuperei fisicamente e estou focado em ser bem sucedido este fim-de-semana aqui na China. Vai ser uma corrida importante, onde sabemos que temos e queremos marcar bons pontos para o campeonato. O carro está competitivo, a equipa muito motivada e eu quero entrar na luta do título!”, afirmou o piloto de Cascais, no seu comunicado oficial.

O piloto veio para Sanya diretamente de Le Mans, onde disputou as 24 Horas de Le Mans ao serviço da equipa oficial da Alpine, uma rotina exigente que, aparentemente, mitigou os efeitos da diferença horária. “Vim direto de Le Mans para aqui, o que de certa forma ajuda, pois nem sinto o jet lag, uma vez que os horários nas 24 horas ficam sempre alterados”, explicou.

Já recuperei fisicamente e estou focado em ser bem sucedido este fim-de-semana aqui na China. Vai ser uma corrida importante, onde sabemos que temos e queremos marcar bons pontos para o campeonato. O carro está competitivo, a equipa muito motivada e eu quero entrar na luta do título!”, concluiu.

O circuito urbano de Sanya é muito pequeno, ao apresentar um perímetro de 2520 metros, composto por 12 curvas. Quanto à corrida, esta acontecerá às 8:05 da manhã deste sábado, hora de Lisboa, com transmissão televisiva em direto nos canais DAZN e Eurosport.

quinta-feira, 14 de maio de 2026

Formula E: Felix da Costa quer ganhar no Mónaco para se candidatar ao título


Depois de um mau fim de semana em Berlim, onde apenas conseguiu um ponto em duas corridas, António Félix da Costa quer voltar a lutar pela vitória no Mónaco, circuito do seu agrado e onde já venceu no passado. O piloto da equipa Jaguar TCS Racing está apostado em trazer dois bons resultados para casa e manter-se na luta do título, já que está a apenas 36 pontos da liderança e o piloto de Cascais sabe ter um carro competitivo.  

Depois do desaire de Berlim, já viramos a página e estou com a energia renovada para este fim-de-semana”, começou por afirmar. O piloto português apontou a consistência como prioridade para o duplo compromisso no circuito citadino onde já venceu no passado. 

A palavra de ordem é solidez, continuando a nossa forte performance que temos mostrado em todas as corridas, mas procurar materializar esse andamento em bons resultados, algo que por esta ou aquela razão não temos conseguido fazer sempre. Temos a lição bem estudada para este fim-de-semana e a motivação em alta, queremos lutar por pódios e, se possível, pela vitória”, concluiu.

O fim-de-semana terá então uma jornada dupla, com uma corrida Sábado e outra Domingo, naquela que é sempre uma das corridas mais esperadas e emblemáticas do ano, com o glamour típico do Monaco bem presente. Sábado inicia o dia com duas sessões de treinos livres, seguida da qualificação, com a corrida a começar às 14 horas, transmissão em direto a partir das 13:45 na DAZN 5 e no Eurosport 2. No Domingo a dose repete-se, com nova qualificação, seguida da corrida, sempre com transmissão na DAZN 5 e no Eurosport, a partir das 13:45.

sábado, 2 de maio de 2026

Formula E: Muller vence na primeira corrida de Berlim


O suíço Nico Müller conquistou a sua primeira vitória na Fórmula E neste sábado no ePrix de Berlim. Não foi só a sua primeira vitória na competição elétrica, como também foi o seu primeiro triunfo a bordo da Porsche, que este final de semana andou com uma decoração especial, vindo de um dos míticos 917 de Le Mans, para comemorar os 75 anos da sua fundação. Nick Cassidy, da DS foi o segundo, a 4,7 segundos, na frente de Oliver Rowland, no seu Citroen.

Quanto a António Félix da Costa, a sua estratégia de corrida não foi o mais feliz e acabou no décimo posto. 

Num sábado de calor em Berlim, a corrida começou com Edoardo Mortara na pole, no seu Mahindra, que manteve nos primeiros metros, perante gente como Oliver Rowland. Depois da primeira volta, a corrida teve uma primeira fase extremamente disputada, com vários pilotos a alternarem no comando. Em particular, o 'poleman' Mortara e Rowland deram espetáculo ao trocarem várias vezes a liderança da corrida, com alguns pilotos a irem ao Attack Mode antes de irem ao PitBoost, o recarregamento do carro, por alturas do meio da corrida.

Ali, Nico Muller, que andava perto da liderança, antecipou a ativação do Attack Mode em relação aos rivais diretos, aproveitando ao máximo a potência extra para criar uma vantagem decisiva. Em poucas voltas, o suíço conseguiu assim abrir o fosso decisivo para o triunfo. Em contraste, o seu companheiro de equipa, Pascal Wehrlein, enfrentava problemas, que o arrastou para o fundo da grelha.

Entretanto, na Jaguar, Felix da Costa, que tinha saído de nono, esperava beneficiar na sua ida para o PitBoost, mas depois de ter saído das boxes, enfrentaram tráfego intenso, temperaturas elevadas na pista e lutas intensas no meio do pelotão, que prejudicavam a sua subida para a zona dos pontos. No final, o piloto de Cascais ficou com o décimo posto, e o piloto português achou que poderia ter conseguido mais.

Em contraste, Wehrlein, que chegou a fazer a volta mais rápida, acabou em último, a mais de 50 segundos do vencedor. 

Na classificação geral, Edoardo Mortara lidera o campeonato, com 87 pontos, seguido por Pascal Wehrlein, com 83, e Nico Muller, que agora é terceiro, com 75 pontos. Felix da Costa é sexto, agora com 65 pontos. O segundo ePrix de Berlim acontecerá amanhã, à mesma hora. 

sexta-feira, 1 de maio de 2026

Formula E: Felix da Costa deseja triunfar em Berlim


António Félix da Costa quer triunfar em Berlim, na sua luta pelo título. Depois de duas vitórias seguidas, na segunda prova de Miami e em Jarama, a Formula E está em Berlim para a jornada dupla da competição, numa altura em que o piloto português atravessa atualmente um excelente momento.

O piloto da Jaguar TCS Racing parte motivado, focado e com o trabalho de casa bem feito, mas também com a noção de que num campeonato tão competitivo como a Fórmula E, não é possível errar nem facilitar, começando pela qualificação, como também na estratégia de corrida.

"Estamos de facto num bom momento de forma, temos estado competitivos e as duas últimas vitórias motivaram muito a mim e a toda a equipa Jaguar, no entanto há que manter o foco. Este fim-de-semana teremos duas corridas, com muitos pontos em disputa e é fundamental estarmos concentrados, não cometer erros e procurar trazer dois bons resultados para casa. Ainda temos muito campeonato pela frente, pelo que marcar bons pontos em ambas as corridas é o meu objetivo principal. Vamos à luta, com agressividade, mas com cabeça e estratégia!", afirmou.

As corridas deste fim de semana acontecerão ao sábado, pelas 15 horas, e no domingo, pela mesma hora, em direto em terras portuguesas quer na DAZN 5 e também na Eurosport 2.

terça-feira, 24 de março de 2026

A polémica dentro da vitoriosa Jaguar


A Jaguar pode estar na mó de cima na Formula E, especialmente depois das duas vitórias seguidas de António Félix da Costa, que á custa disso, subiu agora para o quarto lugar da geral, a um ponto de Mitch Evans, o terceiro. E é graças aos dois pilotos que a Jaguar é a maior ameaça à Porsche, que lidera o campeonato, com 133 pontos, mais quatro que a marca britânica. Mas se a Jaguar pode ter conseguido cinco pódios e três vitórias em quatro corridas, dentro da equipa surgiram conflitos entre os pilotos e a estrutura da equipa. 

No final da corrida, Evans queixou-se de que a vitória em Jarama deveria ter sido sua, afirmando que tinha mais energia na volta final, e que foi impedido de vencer por ordens de equipa. Felix da Costa, ouvido pelo jornal desportivo espanhol Marca, negou e contra-argumentou que ele tinha energia suficiente para manter o primeiro lugar de qualquer ataque, incluindo o do seu companheiro de equipa.

Eu estava muito confortável a liderar a corrida. Tinha energia suficiente para me defender de qualquer um”, começou por explicar o piloto de Cascais, único com duas vitórias na atual temporada. “A equipa decidiu que mantivéssemos as posições na última volta. Compreendo a frustração do Mitch, mas é provável que noutra corrida seja ao contrário”, continuou. 

Felix da Costa afirmando que este tipo de problema até pode ser um luxo semelhante ao que tem a McLaren na Formula 1, com Lando Norris e Oscar Piastri.

É algo que espero que aconteça muitas mais vezes, porque ter os dois pilotos em primeiro e segundo é um problema abençoado. Sabemos que no passado teve problemas de comunicação com a equipa e é possível que isso lhe tenha vindo à cabeça. Se eu estivesse no lugar dele, pensaria o mesmo — que, vindo de tão atrás, merecia uma oportunidade de lutar pela vitória.

Questionado pela publicação espanhola se a Jaguar terá de aplicar alguma espécie de "Papaya Rule", ele acha que não será necessário em todas as situações. 

Sim e não. Não acho que tivesse acontecido algo diferente se nos tivessem deixado lutar na última volta, porque eu tinha energia para me defender… e teria sido um risco desnecessário. Mas, se o melhor para a dobradinha fosse deixar passar o Mitch, eu fá-lo-ia. É preciso analisar cada situação de forma diferente, mas acredito que há um ponto intermédio entre ‘papaya rules’ e liberdade total para competir; e vamos encontrá-lo em cada corrida”, garantiu.

Evans é, na Formula E, um dos pilotos mais vitoriosos do campeonato, com 15 triunfos, desde a sua estreia, na temporada 2016-17, mas tenta desde há algum tempo ganhar o título. Foi vice-campeão em 2021-22 e 2023-24, com um terceiro lugar em 2022-23, sempre pela Jaguar, mas por exemplo, toques com o seu então companheiro de equipa, Nick Cassidy, na ronda dupla de Londres, o impediram de alcançar o título a favor de Pascal Wehrlein, piloto da Porsche. E agora, com um novo companheiro de equipa, que teve um mau começo de temporada - zero pontos nas duas primeiras corridas, antes dos 50 conseguidos nas duas últimas provas da temporada - fazem com que o piloto de 31 anos comece a ver que, se calhar, será mais uma temporada em que será preterido por um recém-chegado.

Ainda falta muito - seis corridas foram realizadas, faltam cinco jornadas duplas e uma solitária - mas uma luta interna na Jaguar para saber quem será o primeiro piloto, e o receito de um veterano ser preterido por um recém-chegado, deve ser o maior receio na cabeça de Evans. 

sábado, 21 de março de 2026

Formula E: Felix da Costa triunfa em Jarama


O piloto português António Félix da Costa foi o vencedor da corrida de Jarama da Formula E, que aconteceu esta tarde no circuito dos arredores de Madrid. Ao fazê-lo, tornou-se no primeiro piloto da competição a ganhar mais de uma corrida, após ele ter sido o vencedor na segunda corrida de Jeddah. O piloto de Cascais aguentou o assédio do seu companheiro de equipa, Mitch Evans, e o do Porsche de Pascal Wehrlein, que com ele lutaram pela vitória, depois do piloto português da Jaguar ter largado de terceiro da grelha.

No final, ele comemorava não só o seu 14º triunfo da carreira, como também o seu 150º ePrix na competição, ouvindo o hino nacional no lugar mais alto do pódio da competição elétrica. E naturalmente, estava muito feliz, depois de um inicio difícil, onde não pontuou nas duas primeiras corridas do ano:  

Eu sabia que era possível. A ideia desta mudança de equipa, para a Jaguar, e de tudo isto é para alcançar dias e resultados como este. É um campeonato tão competitivo que ganhar uma corrida não é fácil e ganhar duas de seguida é um feito. Eu nunca dou resultados destes por garantidos, fico emocionado, estou muito contente”, afirmou o piloto português no final da corrida.

Vamos continuar a trabalhar e posso quase garantir que vamos ter dias maus, ainda, até ao final do ano, dias em que vamos duvidar de tudo, mas isto são as corridas, isto é o desporto, e são nos dias maus onde o crescimento acontece”, concluiu.

Partindo de terceiro na grelha, com Nick Cassidy como o "poleman" pela Citroen, o inicio da corrida foi o ideal para ele: controlou o ritmo e foi marcando o tom nas primeiras voltas, com o Porsche de Pascal Wehrlein e o Cupra de Dan Ticktum a ameaçarem por perto. António Félix da Costa manteve-se inicialmente em terceiro, solidamente integrado no grupo da frente, enquanto Felipe Drugovich, no seu Andretti, começou a ganhar posições de forma agressiva, para chegar o mais possível aos lugares da frente.   

Contudo, o piloto português não conseguiu fazer uma paragem estratégica na altura do Pit Boost, caido para fora do "top ten", mas como os pilotos andavam perto um do outro, começou a aproveitar o "Attack Mode" para subir na classificação, enquanto uma quantidade de pilotos ficava com o comando, como Drugovich, Cassidy, o Penske de Max Gunther e o carro de Josep Marti.


Mas à medida que se aproximavam as voltas finais, os Jaguar estavam em melhores condições de energia para chegar ao comando. Felix da Costa passou Gunther, resistiu ao contra-ataque de Wehrlein, enquanto Evans, que tinha começado a corrida de um longínquo 16º lugar na grelha, apareceu como um míssil nas voltas finais e chegou à frente, com os dois carros da Jaguar em posição de dobradinha.

Na última volta, Felix da Costa era assediado pelo pelotão, especialmente Wehrlein e Evans, mas o piloto neozelandês conseguiu defender-se na última chicane, em plena reta da meta, e o piloto português conseguiu resistir e afastar o suficiente para ficar com o comando e Evans garantiu a dobradinha da Jaguar, com Wehrlein em terceiro e Ticktum em quarto. 


No campeonato, Wehrlein continua a liderar o campeonato, agora com 83 pontos, contra os 72 de Mortara, os 65 de Mitch Evans e os 64 de Felix da Costa. O campeonato continua no fim de semana de 2 e 3 de maio, em Berlim. 

sexta-feira, 20 de março de 2026

Formula E: Felix da Costa confiante para Jarama


António Félix da Costa está a encarar a jornada de Jarama, nos arredores de Madrid, com mais confiança depois da sua vitória na segunda corrida de Jeddah, na jornada anterior. Agora no sétimo lugar da geral, e a 29 pontos da liderança, ele quer encarar esta corrida ao ataque e impor o seu ritmo, mas ao mesmo tempo, tentar evitar toques ou problemas na corrida, no sentido de trazer bons pontos para casa.

Uma tarefa que parece fácil, mas num campeonato tão competitivo como a Fórmula E, por vezes com toques e batalhas bastante agressivas em pista, se torna difícil de colocar em prática. 

Nas vésperas da corrida espanhola, ele afirmou:

"Estamos num bom momento, com boa performance, mas também com muita motivação de toda a equipa. Consegui em Jeddah a minha primeira vitória com a Jaguar e quero manter o bom momento. Vamos entrar ao ataque, com vontade de lutar pela vitória este fim-de-semana em Madrid, naquela que é a corrida mais perto de Portugal, pelo que espero bastante apoio dos Portugueses nas bancadas. Olhos sempre na vitória, mas com cabeça para trazer bons pontos para casa, evitando riscos desnecessários. Estamos prontos e confiantes!

A corrida deste Sábado terá uma paragem obrigatória de 30 segundos na box, para carregamento rápido (Pit Boost), para além do tradicional attack mode, com seis minutos de potência extra ativada pelos pilotos, o que abre excelentes perspectivas de gestão de energia e estratégia para a corrida.

A corrida terá lugar no sábado, a partir das 14 horas de Lisboa e com transmissão em direto na DAZN 5.

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2026

Formula E: Felix da Costa espera que o fim de semana de Jeddah seja positivo


Na véspera da jornada dupla na Arábia Saudita, no circuito de Jeddah, António Félix da Costa espera que neste fim de semana, o excelente andamento que tem mostrado que tem evidenciado na Jaguar, seja por fim mostrado em resultados.

Numa temporada onde AFC se mudou de armas e bagagens para a equipa oficial da Jaguar no Mundial de Fórmula E, vindo da Porsche, tentando buscar mais vitórias para o seu palmarés, Jeddah setá também o lugar onde o Pit Boost regressa à competição elétrica. Caso não saibam, este recarregamento de dez por cento de energia é obrigatório e dá ainda mais espetáculo à corrida, acrescentando o fator da estratégia nesta competição.

António Félix da Costa diz que gosta "deste circuito, é muito bem conseguido e oferece sempre boas corridas. Estou a trabalhar muito com a equipa para trazermos dois bons e sólidos resultados para casa este fim-de-semana. Sabemos que o nível do campeonato está muito alto, mas também sei que temos andamento para lutar pelos lugares do pódio, portanto vou entrar ao ataque e em busca de trazer muitos pontos para casa este fim-de-semana."

Ambas as corridas deste fim-de-semana na Arábia Saudita têm lugar na sexta-feira e no sábado, e ambas estão marcadas para acontecerem a partir das 17 horas de Lisboa, com transmissão em direto no canal DAZN.

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2026

Formula E: Felix da Costa desapontado com o resultado


Apesar de neste final de semana António Félix da Costa ter conseguido os seus primeiros pontos na temporada, com um oitavo lugar, este foi um resultado mais por sofrimento do que por mérito, pois a certa altura, liderou a corrida, disputada debaixo de chuva, e quando seguia na terceira posição, foi abalroado pelo carro de Felipe Drugovich que travou na traseira do seu carro, perdendo muito tempo e várias posições.  

A partir dali, efetuou uma recuperação forte, terminando nos pontos, mas o resultado foi infeliz, dado que o seu companheiro de equipa, Mitch Evans, acabou por sair vencedor. Isto assinalou o terceiro acidente sofrido pelo piloto português em tantas corridas disputadas até ao momento, num início de campeonato onde a sorte não tem estado do seu lado.

No final, o piloto de Cascais desabafou: “Há momentos em que parece que tudo corre mal e os acidentes vêm ter connosco. Hoje voltei a ser vítima de um erro de outro piloto, que acabou por destruir a minha corrida. É claramente desapontante, porque estava bem posicionado e com um pódio perfeitamente ao alcance. É preciso força mental e continuar a trabalhar, porque temos boa performance em pista e o nosso momento vai chegar.

Com isto, Felix da costa tem agora quatro pontos, e dentro de duas semanas, em Jeddah, na Arábia Saudita, terá a sua primeira jornada dupla na competição elétrica. 

domingo, 11 de janeiro de 2026

Formula E: Felix da Costa frustrado com o resultado da Cidade do México


A corrida de António Félix da Costa na Cidade do México não acabou bem para o piloto português da Jaguar. Numa corrida onde largou de décimo da grelha e demonstrou um ritmo forte, andando sempre nos pontos, Felix da Costa acabou por ser vítima de um acidente que danificou irremediavelmente a suspensão dianteira do seu monoposto, acabando por ir às boxes, para abandonar.

Isto, aliado com a corrida de São Paulo, onde ficou à beira dos pontos, faz com que ao fim de duas corridas, ele ainda não tenha quaisquer pontos.  

"Há dias em que tudo corre mal, hoje foi claramente um desses. Começando pelos treinos livres, onde não dei uma única volta, o que me penalizou muito para a qualificação. Na corrida, até vinha a recuperar algumas posições, mas aquele acidente matou a minha prova e pôs um ponto final num dia bem complicado para mim e para a equipa. Hoje não foi um bom dia, mas é nestes momentos que, enquanto equipa, temos de responder. E a resposta é com trabalho, para regressarmos mais fortes nas próximas corridas!", afirmou, nas suas redes sociais.


A Formula E regressa no final do mês, com a ronda de Miami, nos Estados Unidos. Quanto a Felix da Costa, ainda terá uma participação automobilística, no fim de semana anterior, em Daytona, onde participará na corrida das 24 Horas, ao volante de um protótipo LMP2. 

quinta-feira, 4 de dezembro de 2025

Formula E: Felix da Costa começa nova temporada com ambição


A nova temporada da Formula E, a competição elétrica, começa este final de semana em São Paulo, e na Jaguar, a sua nova casa, António Félix da Costa, apesar de reconhecer áreas de desenvolvimento ainda desconhecidas no seu carro e na sua equipa, vê neste final de semana como uma oportunidade de identificar onde a equipa brilha e onde precisa melhorar. Só após vivenciar os desafios em pista, ele afirma, será possível delinear uma estratégia clara para o que se segue. 

É agora, São Paulo, aqui vamos nós. Início de uma nova temporada. Tenho aqui uma série de zonas de desconhecimento total, com este começar uma época nova com uma nova equipa. A última vez que isto me aconteceu, não foi positivo com a Porsche. Aprendi muito com isso, por isso, agora é tentar evitar uma série de erros e percalços que possam existir” começou por dizer no comunicado oficial. 

Ciente que vai ter que passar pela experiência e depois trabalhar de acordo com as novas informações que tiver, o objetivo do fim de semana será de adaptação: 

Sinceramente, acho que temos que ir para São Paulo, fazer a corrida, fazer o fim de semana, levar aqui um ‘murro no queixo’, se me permitem a expressão, e depois sim, voltar para casa e ver: 'OK, esta área e esta área temos que melhorar. Aqui, aqui, aqui estamos bem.' Mas, neste momento, falta-me um bocadinho uma direção de onde é que vamos estar bem, e onde é que possamos não estar tão bem. Por isso, só quero fazer o fim de semana, levar com tudo o que nos vai ser lançado, todos os desafios que nos vão ser lançados, e aí sim, daqui para a frente, então, delinear uma estratégia e uma direção para trabalhar”, concluiu.


O fim de semana de São Paulo começa na sexta-feira com o treino livre, entre as 18:30 e as 19:25, hora de Lisboa, enquanto o resto acontecerá no sábado: a qualificação, entre as 12:40 e as 13:48, e a corrida, a partir das 17:05, tudo horário de Lisboa.

quarta-feira, 22 de outubro de 2025

As aspirações de António Félix da Costa para a nova temporada


A apresentação do novo Jaguar I-Type 7, o carro onde competirá na temporada de 2025-26 da Formula E, foi a ideal para que António Félix da Costa falasse um pouco sobre a sua nova aventura, a razão pela sua escolha, as relações com o seu novo companheiro de equipa, comparado com o que tinha na Porsche, e até falou um pouco sobre a Alpine, na Endurance, e a atual situação da Formula 1. 

Falando para a Autosport portuguesa, o piloto de Cascais começou evidenciar o seu entusiasmo e otimismo nesta nova aventura, considerando que a Jaguar é o “melhor lugar para lutar novamente por um título mundial”.

Acho que estou no sítio certo, senão não teria tomado esta decisão. A Jaguar tem sido a minha maior concorrente nos últimos anos e poder juntar-me a eles, ainda por cima de forma natural e tão boa, é algo que faz cada vez mais sentido. Ter um colega de equipa que gosto muito, com uma boa relação e com muito respeito é fantástico. O dia a dia tem sido ótimo. Tivemos dois dias a testar e só tenho as primeiras sensações, mas para já, tudo corre muito bem. Acho que é o melhor sítio onde eu podia estar para tentar novamente ganhar um campeonato do mundo na Fórmula E”, continuou.

Tive bastante tempo para pensar bem antes de tomar a decisão, e foi um conjunto de fatores que me levou a escolher a Jaguar. Quando assinei, a equipa não atravessava o seu melhor momento na Fórmula E, mas isso não teve qualquer influência negativa na minha escolha. O que me convenceu foi o conjunto — o colega de equipa, a gestão, o espírito e a mentalidade da estrutura."

"A verdade é que, nos últimos seis anos, a Jaguar esteve sempre na luta pelos títulos e, quando uma equipa assim tem um ano menos bom, sabemos que é algo temporário. Para ser uma equipa vencedora na Fórmula E, é preciso ter uma mentalidade de trabalho muito forte — e eu vi isso aqui. Além disso, com a chegada da nova geração Gen4, acredito que a Jaguar vai ser uma das equipas mais importantes e competitivas. Tudo isso deu-me confiança de que este era o lugar certo para mim”.


Referindo sobre a relação com o seu companheiro de equipa, Mitch Evans, ele acredita que será positiva, baseada em respeito e competitividade saudável, e que não afetará a sua relação pessoal fora das pistas.

Tivemos uma conversa antes de eu assinar. Disse-lhe: ‘Estás pronto para isto?’ e ele respondeu que sim. Queremos ambos ganhar, mas com respeito. Não vejo qualquer problema, pelo contrário — facilita o trabalho.

E quanto à nova temporada:

Vai ser ainda mais difícil. Todas as equipas estão muito fortes, e estamos no quarto ano desta geração técnica. Por isso, cada detalhe conta — desde o trabalho de casa até à execução em pista. Estou motivado e confiante de que podemos lutar desde São Paulo.”, concluiu.


Falando um pouco sobre o que se passou na última temporada, ele referiu que as coisas não correram tão bem como queria por causa das tensões dentro da equipa, especialmente com Pascal Wehrlein.

Eu sou uma pessoa fácil de se trabalhar e às vezes, neste mundo, confunde-se simpatia com fraqueza.” começou por dizer AFC. “Acho que foi isso que aconteceu comigo na Porsche. A verdade é que a minha entrada na Porsche ficou aquém das expetativas. O meu colega de equipa estava a ganhar corridas e depois, com a minha simpatia, fui eu que me disponibilizei para ajudar o Pascoal a ser campeão no primeiro ano, o que não conseguimos. Acho que essa simpatia e disponibilidade foram vistas como fraqueza."

Quando me empregaram, contrataram um piloto que já tinha sido campeão. Esperavam um certo nível de performance que não conseguimos atingir logo. E, ao mesmo tempo, o meu colega de equipa estava muito forte. Acho que, inconscientemente, criou-se dentro da equipa uma ideia de que eu era o número dois. E quando finalmente consegui dar a volta às coisas, nunca me consegui desvincular dessa posição.


Daí que, sobre o tipo de relação que pretende ter na Jaguar, ele foi aberto no assunto: 

"Foi uma conversa que tive com a Jaguar, porque uma pessoa não muda como é na sua essência. Eu não quero chegar aqui e ser uma má pessoa, não quero fazer coisas de forma que já não vou dormir bem à noite. Por isso, tive uma conversa muito aberta”.

Pedi-lhes que quero muito chegar a um ponto em que estou confortável para ajudar. Se eu estiver ali nos três, quatro primeiros numa corrida, com o Mitch [Evans, colega de equipa] ali por perto e eu sentir que não tenho ou andamento, ou energia para ganhar uma corrida, quero estar confortável ao ponto de abrir a porta ao meu colega para ele ter um bom resultado, sem correr o risco de essa postura ser mal interpretada. Quero ter a confiança que quando os papeis se inverterem vai acontecer o mesmo da outra parte. Mas por favor, não confundam a minha simpatia com fraqueza, pois correu mal nos últimos três anos”.

Da parte da Jaguar senti que entenderam a minha posição. Aqui é outra onda. É tudo diferente, para melhor. Claro que, tecnicamente, a Porsche era uma equipa fortíssima, fazia muitas coisas bem e sabemos que temos que melhorar algumas coisas para continuar a elevar o nosso nível como equipa. Há coisas em que a Porsche é melhor, outras em que a Jaguar é melhor. Por isso, espero que a minha entrada não seja só valiosa por aquilo que faço em pista, mas também pela experiência que possa trazer. Mas tenho vivido um ambiente de trabalho muito mais agradável para mim."

"Eu não quero tratamento especial, nada disso. Vamos ter dias maus, isso é garantido, toda a gente os tem na Fórmula E. Mas tenho a certeza que a abordagem aos dias maus vai ser feita de uma forma muito mais humana e não tão robótica. Por isso não estou preocupado e sei que vai tudo correr melhor”.

Questionado sobre o atual campeonato da Formula 1, ele referiu que, como espectador, está a gostar da imprevisibilidade do campeonato e refere que Verstappen tem do seu lado a experiência dos anos anteriores e mentalidade vencedora, até... assassina:

Para começar, o Max tem uma mentalidade muito mais ‘assassina’ do que os outros. Mas, além disso, tem estado nos últimos quatro ou cinco anos a lutar por campeonatos. Os outros ainda estão a sair de uma fase que não foi muito boa, durante dez anos ou mais, para a McLaren, e por isso ele tem um bocadinho de vantagem nesse capítulo. Mas de resto… acho que ainda há uns 40 ou 50 pontos de diferença, por isso não sei. Vamos ver, cá estaremos para assistir.

Formula E: Jaguar apresentou a sua dupla para a nova temporada


A Jaguar apresentou recentemente o seu carro para a nova temporada da Formula E, com nova liderança, dupla de pilotos reforçada e visual atualizado do Jaguar I-TYPE 7. Com Ian James como Team Principal, sucedendo a James Barclay, que vai para a McLaren de Endurance, também renovou a sua dupla de pilotos, ao contratar António Félix da Costa, que foi campeão do mundo de 2019-20, no qual se junta a outro veterano, o neozelandês Mitch Evans.

Esta temporada marca um novo capítulo para a Jaguar TCS Racing. Com um novo piloto a juntar-se à nossa equipa e a evolução final da tecnologia GEN3, entramos nos testes de pré-temporada em Valência num excelente momento e focados. É o primeiro passo no que acreditamos ser mais um ano de forte competitividade – e estamos prontos para enfrentar o desafio.”, afirmou Ian James.


Mitch Evans está ansioso pela nova temporada e pela dinâmica da equipa, que espera estar renovada, para lutar por títulos, “Mal posso esperar por voltar ao volante e começar a testar o Jaguar I-TYPE 7 em Valência. Com a velocidade que demonstrámos no carro no final da última temporada e uma nova dinâmica de equipa, estamos prontos para dar tudo e estou ansioso pela temporada que se aproxima.

Já Felix da Costa está expectante que a nova temporada corra bem para as suas cores e que tenha um chance de lutar pelos primeiros lugares, como teve na Porsche. E que as relações dentro da equipa sejam mais harmoniosas. 

Estou muito entusiasmado por começar a minha experiência com a Jaguar TCS Racing. A equipa mostrou um ritmo incrível na temporada passada e estamos todos motivados para este ano. Os testes em Valência vão ser um momento importante para me familiarizar com o Jaguar I-TYPE 7 e começar a construir essa base de desempenho. Vou dar o meu melhor desde o primeiro dia.


O  Jaguar I-TYPE 7 irá estar presente nos testes de pré-temporada, em Valência, antes da primeira corrida do ano, que será em São Paulo, a 6 de dezembro.