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sábado, 6 de dezembro de 2025

Formula E: Jake Dennis foi o melhor em São Paulo


O britânico Jake Dennis triunfou na primeira corrida da nova temporada, que aconteceu nesta tarde em São Paulo. O piloto da Andretti foi melhor que Oliver Rowland, da Nissan, e Nick Cassidy, da Citroen, numa corrida marcada pelo acidente de Pepe Marti, da Cupra, que antecipou o final da corrida. António Félix da Costa esteve envolvido nesse incidente, logo, apenas conseguiu o 11º lugar final.

Depois de Pascal Wehrlein ter conseguido a pole-position, a bordo do seu Porsche, a Formula E, que começa neste final de semana a sua última temporada com o Gen3, a partida começou com os Mahindra a baterem um no outro, com Nyck de Vries a continuar e Edoardo Mortara com danos praticamente irreversíveis no seu carro. Contudo, a corrida continuou, com o alemão da Porsche na frente.

Outro que acabou também a sua corrida na primeira curva foi Dan Ticktum, que nem chegou ao final da primeira volta, depois de um furo ter largado para o final do pelotão. Depois viu-se que esse seu furo tinha sido causado pelo carro de De Vries, que tentava pular algumas posições nos primeiros metros da corrida. 

As coisas andaram assim nas primeiras voltas até chegarem os primeiros Attack Modes, onde apesar dos impulsos temporários, Wehrlein conseguiu manter o comando da corrida, seguido pelo grupo, onde Nato e Mortara lutavam por posições no pódio, com Felix da Costa em posição de expectativa, no seu Jaguar. Era esta a situação a meio da corrida.

Na volta 17, houve problemas, depois dos Nissan se tocarem um no outro na chicane, com o carro de Nato a ficar para trás, porque tinha tocado no muro e furado um pneu. Seis voltas depois, na 23, o Lola de Lucas di Grassi toca no Mahindra de Mortara, apertando-o contra o muro. O carro do piloto suíço ficou destruído e o Safety Car acabou por entrar na pista. Nessa altura, Rowland estava na frente, com Cassidy em segundo, no seu Citroen.

No recomeço, Jake Dennis passou para a frente, pois tinha a potência extra dada pelo Attack Mode, mas depois, o Full Course Yellow entrou em ação quando o Jaguar de Mitch Evans acabou nos pneus. E foi aí que aconteceu o acidente que causou a bandeira vermelha. Com todos os carros a abrandarem, o piloto do Cupra não viu os carros de Felix da Costa e o Porsche de Nico Muller, voando sobre eles e capotando, antes deste ter ficado parado no meio da pista, com ele a arder. Felizmente, o piloto espanhol saiu sem problemas do seu carro. 

Com a corrida a recomeçar a uma volta do final, não houve mais movimentações dignas de registo até à bandeira da meta. 

Com isto, Dennis sai como líder do campeonato e dá à Andretti a liderança do campeonato de construtores. O campeonato prossegue dentro de um mês, na Cidade do México.  

quinta-feira, 4 de dezembro de 2025

Formula E: Felix da Costa começa nova temporada com ambição


A nova temporada da Formula E, a competição elétrica, começa este final de semana em São Paulo, e na Jaguar, a sua nova casa, António Félix da Costa, apesar de reconhecer áreas de desenvolvimento ainda desconhecidas no seu carro e na sua equipa, vê neste final de semana como uma oportunidade de identificar onde a equipa brilha e onde precisa melhorar. Só após vivenciar os desafios em pista, ele afirma, será possível delinear uma estratégia clara para o que se segue. 

“É agora, São Paulo, aqui vamos nós. Início de uma nova temporada. Tenho aqui uma série de zonas de desconhecimento total, com este começar uma época nova com uma nova equipa. A última vez que isto me aconteceu, não foi positivo com a Porsche. Aprendi muito com isso, por isso, agora é tentar evitar uma série de erros e percalços que possam existir” começou por dizer no comunicado oficial. 

Ciente que vai ter que passar pela experiência e depois trabalhar de acordo com as novas informações que tiver, o objetivo do fim de semana será de adaptação: 

“Sinceramente, acho que temos que ir para São Paulo, fazer a corrida, fazer o fim de semana, levar aqui um ‘murro no queixo’, se me permitem a expressão, e depois sim, voltar para casa e ver: 'OK, esta área e esta área temos que melhorar. Aqui, aqui, aqui estamos bem.' Mas, neste momento, falta-me um bocadinho uma direção de onde é que vamos estar bem, e onde é que possamos não estar tão bem. Por isso, só quero fazer o fim de semana, levar com tudo o que nos vai ser lançado, todos os desafios que nos vão ser lançados, e aí sim, daqui para a frente, então, delinear uma estratégia e uma direção para trabalhar”, concluiu.


O fim de semana de São Paulo começa na sexta-feira com o treino livre, entre as 18:30 e as 19:25, hora de Lisboa, enquanto o resto acontecerá no sábado: a qualificação, entre as 12:40 e as 13:48, e a corrida, a partir das 17:05, tudo horário de Lisboa.

domingo, 9 de novembro de 2025

Formula 1 2025 - Ronda 21, Interlagos (Corrida)


A quatro corridas do final, a Formula 1 chegou a um lugar que faz de tudo para ser popular, e do qual os pilotos sabem que serão bem recebidos. Um lugar que a Liberty Media sabe que tem sorte por tê-la, porque os locais adoram a velocidade, os pilotos e toda a parafernália à volta. No país do Carnaval, os habitantes fazem um Carnaval sempre que o "circo" chega a esta cidade, que alberga, em termos de calendário, o segundo mais antigo circuito, batido apenas por Monza (a pista italiana existe desde 1922, Interlagos, na sua primeira versão, existe desde 1940, com a atual a aparecer em 1990).

E na cidade onde Ayrton Senna nasceu, viveu e se encontra sepultado, a sua presença é presente - não omnipresente, e os pilotos se lembram quem é ele e qual é o seu legado. Ainda por cima, durante a semana, circularam fotos de Andrea Kimi Antonelli no cemitério do Morumbi, a ler uma biografia do piloto brasileiro. E falo dele, não só por causa da sua presença por lá, mas também por alguns olharem para ele e ver algumas semelhanças com Senna...

No dia da corrida, num domingo nublado, a noticia mais interessante da hora foi o de Max Verstappen, que sendo 16º na grelha, decidiu largar das boxes para mudar o motor e mexer no "setup", para poder evitar qualquer confusão por trás, mas também acredita num eventual milagre, por causa do tempo instável deste domingo em São Paulo. Esteban Ocon também irá largar as boxes, mas ele mexeu em menos coisas no seu carro.

E estava mesmo instável: a 20 minutos do começo, a ameaça de chuva era presente. Quase todos eles partiam de médios, mas todos os tipos de pneus "slicks" estavam presentes: Kimi Antonelli começava com moles, Max Verstappen com duros.

Na partida, tudo correu bem para Lando Norris, que aguentou Kimi Antonelli. As coisas pareciam ter sido normais, mas no inicio da segunda volta, entra... o Safety Car. Então porquê? Ora, parece que Lance Stroll empurrou Gabriel Bortoleto para a parede na curva Laranja. Um pouco atrás, o Ferrari de Lewis Hamilton tinha o nariz destruído depois de ter sido tocado pelo Williams de Carlos Sainz Jr. Os destroços foram suficientes para a entrada do Mercedes vermelho.

Algumas trocas de pneus, reparação de danos, retirada dos carros que desistiram, e nas cinco voltas seguintes, a situação foi essa. A corrida recomeçou no inicio da sexta volta, com Piastri ao ataque para passar Kimi Antonelli para ficar com o segundo posto, mas toca no Mercedes do italiano, que por sua vez tocou no Ferrari de Charles Leclerc, cujos danos eram irreversíveis e a sua corrida acabaria por ali. Depois deste incidente, o australiano acabaria por ser penalizado em 10 segundos. 

No meio disto tudo, Max tinha subido para 13º, mas logo depois, trocou os seus pneus para médios, caindo para o final do pelotão. Poderia ser médios, mas com o tempo como está, tudo poderia acontecer. A corrida regressou à normalidade na volta oito, com os McLaren na frente de Kimi Antonelli... e Hadjar, quarto. Russell era quinto, mas apanhou o francês na volta 11, para ser quarto.

Nas voltas seguintes, Max começou a passar piloto atrás de piloto, e na volta 18, era nono, numa altura em que as primeiras paragens para troca de pneus começavam a acontecer. Hadjar e Gasly foram  às boxes, e com isso, o neerlandês já era sétimo. Lawson foi às boxes na volta 20, e com isso, Max era sexto. Antonelli para na 22, e os McLaren eram, dos da frente, a serem os últimos a pararem. 

Perto da metade da corrida, os McLaren pararam. Norris foi o primeiro, na volta 31, para colocar moles, caindo para quarto, atrás de Max, enquanto Piastri parou mais tarde, por causa da penalização que teria de cumprir. Norris tentava apanhar Max para ser terceiro, no inicio da volta 33, e esperava que Russell e Piastri irem para as boxes e regressar à liderança. Russell foi na volta 35, ao mesmo tempo que Max ia para as boxes pela segunda vez, para ter médios calçados. 

Na wolta 39, Hamilton era o terceiro piloto a retirar-se da corrida, ao mesmo tempo que Oscar Piastri foi às boxes para fazer a sua trocar de pneus, colocando moles. Com isto, Norris liderava, na frente de Antonelli e Russell, com Max em quinto, na frente de Piastri, que era sétimo. 

Antonelli voltaria a parar na volta 48, caindo para sexto, e iria tentar apanhar Max para chegar a um lugar no pódio. E isso iria ser complicado: era segundo, depois de Russell ter parado na volta seguinte. Mas o neerlandês via Piastri a aproximar-se, com tempos meio segundo mais rápido.

Norris parou na volta 51, regressando em segundo com médios usados, com Max a liderar - depois de ter largado das boxes! - mas os McLaren estavam atrás dele. Piastri parou na wolta 52, mas o australiano regressava em sétimo, que pouco depois, passou Bearman para ser sexto. Na 54ª passagem pela meta, foi a altura de Max ir trocar pela terceira vez, regressando em quarto, com moles, depois de Norris e dos dois Mercedes. Max era quarto, mas tinha Piastri logo atrás dele.

Na volta 62, Max estava na traseira de Russell, que lutava contra os seus travões, e passou-o na curva para o S de Senna... por fora. Depois, foi atrás de Antonelli, com as voltas a acabar para o apanhar. 

A parte final foi de cortar a respiração. Max queria apanhar Antonelli para ser segundo, mas apesar do italiano ter tido uma hesitação na última volta, o italiano manteve o sangue frio e ficou com o segundo posto. Atrás, Piastri tentou apanhar Russell - ambos ficaram não muito longe da luta pelo segundo posto - mas apesar de se aproximarem, nenhum deles o passou. Norris acabou por triunfar, e era o que interessava, nesta luta pelo título. 

Bearman foi sexto, na frente dos Racing Bulls, o Sauber de Hulkenberg e o Alpine de Gasly. E todos quase juntos, quem diria!

Agora faltam três corridas (mais uma sprint) para o final da temporada. E continuamos a ter três candidatos ao título. 49 pontos entre Lando e Max (390 contra 341), com 83 pontos em jogo, foi uma corrida foi bem entretida... e o campeonato será bem disputado até ao final.

terça-feira, 7 de janeiro de 2025

Formula E: Wehrlein apto para correr no México


Com a corrida da Cidade do México a acontecer no final desta semana, Pascal Wehrlein revelou que teve algumas lesões depois do seu acidente durante a corrida da São Paulo, há um mês, onde foi tocado por Nick Cassidy e capotou, colidindo contra a parede, e obrigando à interrupção da corrida.

O piloto da Porsche, e companheiro de António Félix da Costa, confirmou que sofreu uma concussão e contusões no peito e nos pulmões após o dramático acidente na abertura da temporada da Fórmula E em São Paulo. Wehrlein foi levado para o hospital para exames de precaução, mas teve alta rapidamente. No entanto, por recomendação médica, decidiu não comparecer à cerimónia de entrega dos prémios da FIA, em Kigali, onde iria receber o troféu de campeão da Formula E. 

Hoje, numa conferência de antecipação para o ePrix da Cidade do México, Wehrlein expressou a sua gratidão à equipa de resgate e à sua equipa pela preparação do seu carro para a próxima corrida.

“Estou satisfeito por poder voltar a pilotar no México, porque o acidente em São Paulo foi grave e saí dele com algumas lesões”, confirmou o piloto alemão. “A época festiva ajudou-me a recuperar, permitindo-me voltar ao ataque.", continuou. 

"Tirando o acidente, as coisas correram bem no Brasil e, apesar de não ter feito as melhores voltas na qualificação, consegui conquistar a pole. Isso dá-nos confiança, especialmente porque no passado temos sido muito fortes no México. Gostaria de agradecer à equipa de resgate em São Paulo – e à nossa própria equipa que está a preparar o meu Porsche para o México.”, concluiu.

O ePrix da Cidade do México é a segunda corrida da temporada 2024-25, que terminará em julho com a ronda dupla de Londres. 

segunda-feira, 9 de dezembro de 2024

Formula E: Felix da Costa contente com pódio


António Félix da Costa teve um bom arranque de temporada na Formula E, e mostrou o seu contentamento com mais uma ida ao pódio. O piloto da Porsche lutou pela vitória, e acabou na segunda posição, lutando pela vitória, que acabou nas mãos do neozelandês Nick Cassidy, da Jaguar. 

Com este resultado - mais a volta mais rápida, que lhe deu um ponto extra - Félix da Costa solidificou o seu segundo lugar no campeonato de uma temporada que mal começou. E claro, a Porsche mantém-se competitiva na luta dos lugares cimeiros, como aconteceu na temporada passada.

"Estou contente com a nossa solidez no dia de hoje [sábado], tantos na qualificação como na corrida estive sempre rápido e senti-me muito confiante com o carro. Foi uma corrida estranha, que foi interrompida duas vezes com bandeira encarnada e quem tinha ainda 'attack modes' acabou por tirar proveito disso, como foi o caso do Evans que venceu com essa estrelinha.", começou por afirmar. 

"Saio de São Paulo contente, é sempre bom começar o ano com um segundo lugar e agora é continuar a trabalhar para nos mantermos competitivos na próxima corrida no México. Queria ainda dizer que o nosso desporto voltou a mostrar-nos que o perigo existe e é real, felizmente o Pascal está bem, depois do acidente feio que teve, isso é mesmo o mais importante do dia de hoje!", concluiu.

A Formula E regressa agora dentro de um mês, depois do Ano Novo, quando forem correr no Autódromo Hermanos Rodriguez no fim de semana de 11 de janeiro, para a segunda corrida da temporada. 

sábado, 7 de dezembro de 2024

Formula E: Evans vence na etapa de São Paulo


O neozelandês Mitch Evans foi o grande vencedor da etapa inaugural da Formula E de 2024-25, em São Paulo. Na pista desenhada no Sambódrmo do Anhembi, ele conseguiu segurar a concorrência de António Félix da Costa e Taylor Barnard, que o acompanharam no pódio. Tudo isto, numa corrida complicada, com duas bandeiras vermelhas, e onde se estreava o Gen3 Evo, o carro que terá quatro rodas motrizes e com "pit boost", um recarregamento dos carros em algumas corridas. 

E o mais importante: o piloto largou de último! Evans teve problemas no seu carro durante a qualificação e não marcou tempo. À partida, seria um grande "handicap" sobre a concorrência.


Depois de uma qualificação onde parece que estamos a pegar onde acabou - Pascal Werhrlein fez a pole-position, e Félix da Costa não andou longe, ao ser quinto na grelha - Porsches, McLarens, Andrettis e Jaguares pareciam ser os favoritos para a nova temporada, apesar da chegada da Lola e da reconstrução da ERT, que agora é a Kiro Cupra, a Formula E chegava à 11ª temporada, onde pela primeira vez a competição começava em terras brasileiras.

Debaixo de calor e com as bancadas cheias, os pilotos encaravam pela frente 31 voltas. No momento da partida, esta foi... abortada, por causa do problema num dos carros, o Envision de Robin Frijns. O carro foi retirado da grelha e recolhido para as boxes, para alguns minutos depois, a partida aconteceu, com Rowland a passar Wehrlein para ser o primeiro lider da corrida. 

Contudo, na terceira volta, o Maserati de Jake Hughes e o Anretti de Nico Muller bateram na saída da chicane e o Safety Car foi chamado à pista para poderem tirar ambos os carros. As coisas continuaram assim nas voltas seguintes, enquanto os carros acidentados eram retirados da pista. 

A corrida retomou na volta 5, com Rowland a defender dos ataques de Wehrlein, com gente como Stoffel Wandorne e Lucas di Grassi, entre outros, foram para o Attack Mode, com ativações de entre quatro e seis minutos. Contudo, na curva 7, Lucas de Grassi parou o seu Lola na berma e as bandeiras amarelas foram ativadas. Wehrlein caía algumas posições, para quinto, tendo sido passado até pelo seu companheiro de equipa, António Félix da Costa. Cassidy, entretanto, ia ao Attack Mode e era líder. 

Max Gunther e Norman Nato foram outros que foram ao Attack Mode na nona volta, passando os Porsches, que ainda não tinham ido ao seu primeiro Attack Mode. Foram na volta seguinte, e foi para apenas dois minutos, guardando o resto para o final. Entretanto, os comissários meteram o bedelho e ordenaram a três pilotos, Sam Bird, Norman Nato e Taylor Barnard, para as boxes por cumprir uma penalização... por uso excessivo de energia. 

As coisas acalmaram-se a meio da corrida, com Rowland a fazer a sua segunda ativação na volta 15, tentando afastar-se do pelotão. Ao mesmo tempo, Wehrlein foi ao Modo de Ataque pela segunda vez, com seis minutos de energia extra, a mesma coisa acontecia com Félix da Costa, na volta seguinte. Nesta altura, Rowland tinha-se afastado do pelotão, ficando com mais de dois segundos de vantagem para o resto do pelotão, com os Jaguar de Nick Cassidy na perseguição e Wehrlein, com a energia extra, a recuperar posições. Na volta 18, o alemão subia para segundo, e o português, quarto.

Wehrlein começava a apanhar Rowland e o passava na volta 19, para ser o lider. Félix da Costa era o terceiro, passava Rowland - que fora para o Attack Mode - e ia tentar passar os Porsche, que tentavam distanciar-se dele. O britânico era terceiro, com os Porsche a ficar sem a energia extra, e Félix da Costa era o líder. Rowland ainda tinha três minutos e meio de energia extra e passou para a frente... para logo a seguir, a bandeira vermelha foi agitada. Jake Dennis, da Andretti, tinha batido na chicane, e estava num lugar inseguro. 

Estávamos na volta 21, a dez do final... e já tínhamos cinco pilotos de fora da corrida. 

O regresso acontecia atrás do Safety Car, com Felix da Costa na frente, com Rowland e Wehrlein a seguir, e todos já tinham esgotado o Attack Mode... excepto Nick Cassidy, da Jaguar. Os carros alinharam na grelha, e no novo arranque, Rowland e Gunther, no seu DS Penske, foram para a frente, deixando os Porsches para trás. 

Na volta seguinte, Nick Cassidy foi ao Attack Mode, caindo para oitavo, mas depois subiu para o terceiro lugar, numa altura em que Evans também ia para o Attack Mode, e tentava subir algumas posições, numa altura em que o líder, Rowland... era investigado por excesso de energia. No final, ele foi penalizado, e os Jaguar estavam na liderança, com Cassidy na frente de Evans, com Félix da Costa em terceiro. No final da volta 23, Evans era o líder. 


No final da corrida, a organização acrescentou mais quatro voltas - passou para as 35 - e os Jaguar, já sem a energia extra do Attack Mode, Félix da Costa atacou Mitch Evans para a liderança... enquanto atrás, primeiro Nick Cassidy, depois, Pascal Wehrlein, bateram e a bandeira vermelha foi mostrada novamente. Um dos carros acabou no muro, e de cabeça para baixo: do de Wehrlein! Felizmente, ele não sofreu nada, mas o susto foi grande. 

Carros parados, boa parte das voltas feitas, as chances de acabar a corrida por ali eram fortes. Contudo, a organização decidiu que a corrida iria ter mais quatro woltas. Félix da Costa tentou atacar a liderança, mas o piloto da Jaguar aguentou bem, ficando assim até ao final, com os McLarens atrás deles... e com mais energia, mas não houve ultrapassagens. Barnard conseguiu ali o seu primeiro pódio da sua carreira - aos 20 anos de idade! - e na frente do seu companheiro de equipa, Sam Bird.

Com isto, Evans sai de São Paulo na liderança do campeonato, com 25 pontos, seguido por Félix da Costa, com 18. 

A competição regressa dentro de um mês, na Cidade do México.          

quarta-feira, 4 de dezembro de 2024

Formula E: Felix da Costa preparado para a nova temporada


A Formula E começa neste final de semana a sua nova temporada, com uma corrida em São Paulo, no Brasil. E para António Félix da Costa, que começa a ser um dos pilotos mais veteranos do campeonato, pois já entrou na sua 11ª temporada na competição, o desafio desta temporada é mais eletrizante, com a chegada do novo monolugar Gen3 Evo, que acelera do 0 aos 100 em 1,82 segundos. 

Na Porsche, onde novamente fará dupla com Pascal Wehrlein, o atual campeão da competição, ele espera que a máquina continue a ser competitiva, para não só poder lutar pela vitoria, como também ter uma chance para o título, como teve nas duas últimas temporadas.   

"Sinto-me preparado para começar o ano. Nesta pausa trabalhámos muito com os engenheiros da Porsche para entender e maximizar o potencial do nosso carro, agora com a evolução do Gen 3 Evo, que tem algumas particularidades bem desafiantes, como os pneus que têm uma aderência bem diferente e uma degradação bem maior face aos que utilizávamos até aqui." começou por afirmar o piloto de Cascais.

"Nos testes percebemos que estamos competitivos, mas também ficou bem evidente que o nível de pilotos e equipas está muito alto. Neste momento é difícil dizer quem estará mais forte este fim-de-semana em São Paulo, sabemos sim que estamos competitivos e quero iniciar o ano de forma sólida, trazendo bons pontos para casa”, concluiu.

Correndo na pista citadina desenhada no sambódromo do Anhembi, com 2930 metros, o fim de semana começará na sexta-feira, com os treinos livres, enquanto no sábado, o ia começa bem cedo, primeiro com os segundos treinos livres, seguida da qualificação, com início marcado para as 12h30, com transmissão em direto em Portugal na Dazn 3. Mais tarde, ainda sábado, a partir das 17 horas, tem lugar a corrida, com transmissão em direto, tanto na Dazn 4, como também no Eurosport 1.

domingo, 3 de novembro de 2024

Formula 1 2024 - Ronda 21, Interlagos (Corrida)


Domingo iria ser um dia muito longo. Tão longo que alguns pilotos, no final de sábado, decidiram ajustar os seus despertadores para as 4:30 da manhã. As circunstâncias eram anormais: por causa da chuva constante, a qualificação fora adiada para domingo de manhã, a partir das 7:30, e depois dela, os pilotos andaram a reparar os carros para que pudessem estar prontos a tempo de correram. 

Como se esperava, à hora da corrida, as nuvens pairavam, cinzentas e ameaçadoras, sobre a pista. A pista estava húmida, e alguns duvidavam que mesmo com toda esta antecipação, se esta corrida iria chegar até ao fim.

A grelha estava toda baralhada. E mesmo baralhada! Max Verstappen, por exemplo, era o terceiro a contar do fim, por causa da má posição na grelha e da penalização que tinha de cumprir. Pior que ele, só Nico Hulkenberg e Guanyou Zhou. Em contraste, Lando Norris, o piloto que caça Max no campeonato, é o poleman e tinha uma grande chance de apanhá-lo na classificação geral, com George Russell e... o Racing Bulls de Yuki Tsunoda. 

E um ausente: Alexander Albon, que deveria partir de sexto. Carlos Sainz Jr iria partir das boxes.  

Todos os pilotos arrancavam com os pneus verdes, os intermédios, apesar de não estar a cair naquele momento. A previsão meteorológica fala que choverá 20 minutos depois da partida, e Max terá, claro, de passar toda esta gente para chegar aos da frente, e nos pontos. 


E logo na volta de apresentação... Lance Stroll saía da pista na curva 4, a Descida do Lago, caindo na gravilha. Resultado final? Primeira desistência da corrida, partida abortada e menos uma volta na contagem final. Mais alguns minutos para uma volta de apresentação, e as nuvens apareciam ameaçadoramente no céu, querendo despejar o seu conteúdo. Ao mesmo tempo, as bancadas cantavam, jubilantes. Não lhes interessava muito o que passava na pista, eles faziam a sua própria festa.

Nova volta de formação, tudo correu bem... e na partida, Russell conseguiu passar Norris, e enquanto não houve colisões entre eles, Max começou a passar piloto atrás de piloto, chegando a décimo no inicio da segunda volta. Em contraste, Pérez fez um pião e caiu para o fundo do pelotão. Logo na segunda volta, começou a cair pingos de chuva no terceiro sector, o da meta, mas isso não impediu dos pilotos acelerarem na pista. Tanto que Max era nono na quinta volta, passando Pierre Gasly.

Por esta altura, Norris já estawa na traseira de Russell, tanto passá-lo, com eles a afastarem de Tsunoda, o terceiro. Atrás, Max corria muito bem na chuva - quase um segundo mais rápido que boa parte do pelotão - e aproximava-se dos da frente. Na décima, passou Piastri e subiu para sétimo, e depois, passou Lawson. Entretanto, Hamilton despistou-se e foi apanhado por Franco Colapinto, que o atacou na travagem para o S de Senna. Quando o argentino passou, a multidão - parte dela argentina - entrou em delírio. 

Agora, as coisas estavam mais calmas. Max estava trancado atrás de Charles Leclerc, em sexto, num comboio liderado por Yuki Tsunoda, com Esteban Ocon entre eles. Todos se defendiam nas suas posições, e Max via os da frente irem embora. Na frente, Russell tinha dificuldades em aguentar Norris na liderança, mas contava com as condições para manter o comando. 


Max tentou atacar Leclerc na volta 23, mas o monegasco defendeu-se bem, na sua quinta posição. Charles Leclerc foi o primeiro a entrar nas boxes, na volta 25, mantendo intermédios, com Nico Hulkenberg a fazer o mesmo na volta seguinte. Na mesma altura, Norris atacava Russell na altura em que a chuva caia com mais força, e Nico Hulkenberg se despistava na curva 1, ficando preso por momentos. Era a volta 28, e o Safety Car Virtual entrava, e as boxes estavam agitadíssimas.

Acabado o Safety Car Virtual na volta 29, com Norris e Russell nas boxes, colocando intermédios, Max ficou na pista, acabando no comando. Tsunoda, Lawson e Pérez colocaram pneus para chuva total, porque por esta altura... era o dilúvio. Foi o suficiente para a entrada do Safety Car, imediatamente depois de Norris ter passado Russell na Reta Oposta. E no meio disto tudo, quem liderava? Esteban Ocon, no seu Alpine, com uma vantagem de sete segundos antes da entrada do Safety Car da Aston Martin. Era a 30ª volta.


Mas na volta 32, a bandeira vermelha. A razão? O Williams de Franco Colapinto bateu forte na subida para a reta da meta, e o carro ficou no meio da pista. Ainda não tinham chegado à metade da prova, o que até foi bom, quando muitos pensavam no pior. 

Os minutos foram passados com os carros a esperar por uma melhoria das condições, que só aconteceram por volta das 14 horas locais. A chuva tinha deixado de cair, com os pilotos a falarem nas estratégias para o futuro, sobre se continuariam com os pneus de chuva ou os intermédios. E no meio disto tudo, descobriu-se que Hulkenberg regressou com ajuda, e iria ser desclassificado.

A corrida recomeçou na volta 34, com Ocon na frente da corrida...  com Ollie Bearman e Guanyou Zhou a sairem de pista. Nessa volta, os pilotos tentaram ter aderência com pneus frios, e alguns tinham dificuldades nisso, como Norris - que perdeu o lugar para Russell - e Leclerc, que foi desafiado por Piastri, mas aguentou. E na frente, Ocon começava a afastar-se do pelotão. 

Os pilotos lutaram por aderência, e as coisas estavam complicadas. Visibilidade reduzida, e na volta 40, nova entrada do Safety Car, por causa do despiste de Carlos Sainz Jr, que acabou nas barreiras. Todos juntos, esperando pela limpeza e recomeço. Que aconteceu na volta 43, com Ocon na frente de Max.


O recomeço aconteceu com... Max ao ataque. Passou Ocon e começou a ir embora, mostrando ousadia, e que ele tinha tudo para ganhar. Em contraste, Norris saiu de pista no S de Senna e caiu para sétimo, e Fernando Alonso foi pior: despistou-se e caiu para último. Nas voltas seguintes, Norris tentou recuperar o tempo perdido, no meio do mau tempo e da visibilidade reduzida, mas depois, descobriu-se que ele era bem mais lento em termos de tempo que Max, numa média de segundo e meio por volta. Na 56ª passagem pela meta, altura em que os pontos iriam ser recolhidos na totalidade, Max tinha quase 10 segundos de vantagem sobre Ocon.

A parte final mostrou Russell a tentar apanhar Pierre Gasly para chegar ao pódio, mas a realidade foi esta: apesar das lutas e diversas tentativas de ultrapassagem, nada aconteceu de especial. E na frente, dando um avanço de 13 segundos sobre a concorrência, Max Verstappen rumava à meta para um triunfo daqueles que ficam nos livros, e com toda a certeza, um título mundial que, se calhar,  já era seu desde o inicio.


E assim também acabava um dia muito longo em Interlagos. A coisa boa é que depois disto, há uma pausa de duas semanas até Las Vegas, no regresso à America.        

Formula 1 2024 - Ronda 21 (Qualificação, segunda tentativa)


Poderemos falar porque é que a Formula 1, neste dias de hoje, teme a chuva. A razão? Não está preparada, simples. Posso falar dos maus pneus da Pirelli, uma inutilidade, aparentemente - os azuis, não os verdes, os intermédios. Poderemos também falar da pista em si, que aparentemente, com as mais recente intervenções, o escoamento da chuva piorou, especialmente em tempestades como aquela. Circulou ontem - e ainda circula - um vídeo onde veículos de todo-o-terreno passam sobre uma poça de água grande, do qual esta se acumulou ali por ação da gravidade e nada fazia escoar. Uma falha grave, imperdoável se fosse num autódromo europeu, por exemplo.

Mas também lembro de Suzuka 2014. Uma corrida debaixo de um tufão, onde os organizadores não quiserem alterar os horários, e acabou em tragédia. Esta geração mais nova já não aceita a morte numa competição como esta, não só porque é imoral, como também dá um grande prejuízo à competição. 

Resultado final: a qualificação acontecerá às 7:30 da manhã de domingo, e a corrida às 12:30. E as razões são bem simples: o tempo será pior neste domingo. A última vez que a Formula 1 começou bem cedo foi há 40 anos, em Dallas. E foi por causa de um asfalto que derretia com o calor, e tentaram correr sem acabarem por ser cozidos dentro dos seus cockpits... 

Com as portas abertas bem cedo - com algum atraso, mas aconteceu - a qualificação começou com céu carregado a asfalto húmido. E por causa disso foram logo para a pista, marcar tempos e despachar, digamos assim. Mas isso da pressa, como sabem, é inimiga da perfeição, apesar de terem calçado os pneus de chuva. 


E nos primeiros riscos, as saídas. Primeiro, Liam Lawson, depois Lance Stroll, que por muito pouco, poderia ter ficado preso na relva, mas continuou. Lando Norris queixava-se do "acquaplaning", e Valtteri Bottas arriscou, colocando intermédios. Primeiros tempos feitos... o primeiro despiste sério, o de Franco Colapinto, que acabou nas barreiras e fez acionar a bandeira vermelha.

Os minutos passados a tirar o carro do piloto argentino foram suficientes para que caísse uma carga de água no circuito, e claro, os que tinham pneus intermédios acabariam por calçar os de chuva, e aguentassem até esta abrandar. Essa gente, especialmente os que estavam na área de eliminação, só tinham uma coisa em mente: uma volta limpa, sem bandeiras amarelas. 

Alguns conseguiram... mas outros não. Yuki Tsunoda e Alex Albon conseguiram, mas Lewis Hamilton não. George Russell estava aflito, mas conseguiu um tempo entre os da frente, bem como Max Verstappen e Lando Norris, passando para a fase seguinte. Quem não conseguiu, e foram faxer companhia a Colapinto foram Lewis Hamilton, Oliver Bearman, Nico Hulkenberg e o Sauber de Zhou Guanyou.

Poucos minutos depois, aconteceu a Q2, e o tempo não estava melhor. Oscar Piastri tentou a sua sorte com pneus intermédios, e deu-se bem. Pouco depois, os pilotos trocaram de compósitos e os tempos começaram a baixar. Max fez 1.27,771 - era o possível... antes de Oscar Piastri tirar seis décimos ao tempo do neerlandês. 


Contudo, a dez minutos do final da sessão, Carlos Sainz Jr sai de pista e as bandeiras vermelhas foram mostradas pela segunda vez na sessão. Por essa altura, Piastri tinha melhorado para 1.25,179... mas os carros recolheriam às boxes por mais algum tempo, para tirar o Ferrari do lugar onde estava. 

Mas o regresso não durou muito: a um minuto do final, quando todos tentavam a sua sorte, evitando ficar de fora da Q3, Lance Stroll foi para a pista... e saiu rapidamente. Bateu forte, a sessão foi interrompida. Aliás, foi prematuramente terminada, com os Red Bull de fora: Max em 12º - 17, por causa da penalização - e Pérez em 13º. A fazer companhia estava Carlos Sainz Jr, por causa da batida, o Sauber de Valtteri Bottas e o Alpine de Pierre Gasly. Por incrível que pareça, mesmo com a batida, Lance Stroll era... oitavo na grelha! Tinha passado para a Q3, como, por exemplo, os Racing Bulls de Liam Lawson e Yuki Tsunoda. Lando Norris era o melhor, com Fernando Alonso em segundo. 

E agora, a Q3. 


Que não começou muito bem. Primeiro, apesar de não chover, as chances eram muitas de cair água das nuvens eram grandes. Os pilotos se esforçavam para marcar tempos, com Lando Norris a marcar 1.24,158, seguido de longe por Alex Albon, no seu Williams. Fernando Alonso tinha marcado um tempo porque sim, e quando puxava pelo carro, perdeu o controlo e bateu no muro de pneus, causando a segunda interrupção por bandeira vermelha. E o segundo Aston Martin para arranjar, muito trabalho para os mecânicos, sem dúvida. 

Removido o Aston Martin, com mais de uma hora de qualificação passada, e quando regressou, os pilotos começaram a marcar tempos para ficar o mais à frente possível na grelha, e com os intermédios calçados. Contudo, a três minutos e meio do final, nova amostragem das bandeiras vermelhas, com o acidente forte do Williams de Alex Albon. O piloto saiu do carro pelo seu pé, mas a Williams iria ter muito para reparar no pouco tempo que iriam ter até à corrida. Era a quinta bandeira vermelha da qualificação, o suficiente para algumas temporadas de Formula 1... 

No regresso, a chuva não aumentou e os pilotos mantiveram os intermédios. Os McLaren foram para a pista, mas avisados para não exagerarem, enquanto Russell ficou nas boxes à espera do último momento para entrar em pista, com os pneus ainda nas mantas de aquecimento. Contudo, Norris foi ao ataque, e faz 1.23,405, contra... Russell, que marcaria 1.23,578. Piastri tentou, mas perdeu o controlo do carro, sem bater, como Charles Leclerc, e o sortudo da manhã foi... Yuki Tsunoda, que conseguia 1.24,111, e a melhor posição de um piloto japonês numa grelha de partida na história. Ocon era quarto, no seu Alpine, ele que também gosta de correr à chuva, na frente de Liam Lawson, no segundo Racing Bulls. 


E assim acabou uma das mais complicadas qualificações da história do automobilismo. Um dia depois da data prevista, e com cinco bandeiras vermelhas. E agora é ver como será à tarde, à hora da corrida... com Lando Norris a ver o seu adversário bem atrás. Espero que tenha consciência que ele é muito bom à chuva.   

segunda-feira, 28 de outubro de 2024

Meteo: São Paulo poderá ser chuvoso


O GP do Brasil acontecerá no próximo domingo, mas o tempo poderá ser... atribulado. Sábado e domingo, prevê-se muita chuva, logo, as chances de muito Safety Car e interrupções a torto e a direito poderão ser bem grandes.

Se o tempo irá estar calmo na quinta-feira, com 24 graus, e chances de chuva bem baixas, já na sexta-feira, as coisas poderão ser complicadas. Com 26 graus previstos para esse dia, os aguaceiros serão dispersos, e terão menos de 50 por cento de chances, logo, os treinos livres poderão acontecer sem problemas.

Contudo, no sábado, as coisas poderão complicar. As chances aumentarão para 65 por cento a partir do meio-dia, logo, a chuva poderá aparecer na qualificação, apesar desses aguaceiros poderem ser dispersos. No domingo, a chuva será permanente, com chances a rondar os 70 por cento a partir do meio-dia, uma hora antes da corrida, mais ou menos. 

Mas isto é agora, a sete dias da corrida. Mais para o final de semana teremos mais certezas.  

sábado, 16 de março de 2024

Formula E: Bird triunfa em São Paulo


O britânico Sam Bird triunfou esta tarde em São Paulo, numa corrida decidida na última volta, quando o piloto da McLaren superou o carro de Mitch Evans, para conseguir o seu primeiro triunfo na temporada. Oliver Rowland ficou com o lugar mais baixo do pódio, depois de um duelo ao último metro com Pascal Wehrlein e Jake Dennis. António Félix da Costa, no segundo Porsche, conseguiu também os seus primeiros pontos, ao ser sexto classificado na corrida paulista. 

Partindo de quinto na grelha, Bird viu Wehrlein a ir bem na partida, ganhando alguns metros perante a concorrência, na primeira de 31 voltas à pista desenhada à volta do Sambódromo do Anhembi, no centro da metrópole paulista. Vandoorne era o segundo, e foram esses dois os primeiros a irem para o Attack Mode, na terceira volta, para conseguirem dois minutos de potência extra. Ali, Bird ficou com a liderança, mas pouco depois, ele foi para o Attack Mode, também para dois minutos, perdendo a liderança para os Porsches de Werhlein e Felix da Costa.

O português ficou com a liderança pouco depois, e na volta 9, os Porsches foram para o Attack Mode, com o alemão a fazê-lo pela segunda vez, com Bird a ficar com a liderança... por alguns instantes, antes de ser passado por Evans, no seu Jaguar. As ultrapassagens aconteciam frequentemente, e por vezes, existiam três carros lado a lado, especialmente nas retas. 

Na volta 16, a primeira desistência, quando Nick Cassidy ficou de fora da corrida, por causa de um acidente que quebrou a sua asa dianteira, e depois, o fez bater no muro, acabando na escapatória. Safety Car na pista, para recolher os destroços do Jaguar, e a corrida recomeçou na volta 20, com Bird na frente de Evans e dos Porsches, com o Andretti de Jake Dennis em terceiro. 

Evans não demorou muito até ficar com o comando da corrida, mas Bird não desistiu, e agora, começou a haver um duelo entre os dois que só se resolveu na volta final, com o britânico a conseguir passar o neozelandês, para ficar com a vitória. Atrás, Dennis tentava aguentar os ataques de Rowland e Wehrlein, e perdia o lugar mais baixo do pódio para o piloto da Nissan.

Com isto, Cassidy, apesar da retirada, continua a liderar, com 57 pontos, seguido por Wehrlein, com 53, e Evans e Vergne, ambos com 39. Agora, a Formula E ruma a Tóquio, onde correrá o primeiro ePrix em ruas japonesas.   

Formula E: Wehrlein foi o melhor na qualificação paulista


O Porsche de Pascal Wehrlein foi o melhor na qualificação para o ePrix de São Paulo, terceira corrida do campeonato, que aconteceu esta manhã, na capital paulista. O piloto alemão bateu o DS do belga Stoffel Vandoorne por... dois milésimos de segundo! Quanto a António Félix da Costa, desta vez, acabou por ter uma boa qualificação, partindo de oitavo da grelha. 

Com os treinos de qualificação a começarem logo depois dos treinos livres, debaixo de tempo encoberto e quente, o primeiro grupo começou com os dois DS, de Vandoorne e o Jean-Eric Vergne, a serem os melhores perante o Jaguar de Mitch Evans e o Abt Cupra de Nico Muller. Um dos que ficaram de fora foi o segundo Jaguar de Nick Cassidy.

No segundo grupo, o melhor foi o Maserati de Max Gunther, ficando na frente de Wehrlein, do Mahindra de Edoardo Mortara e no McLaren de Sam Bird. Contudo, o piloto da Maserati acabou por ser penalizado por causa de uma troca de caixa de velocidades, caindo para o fundo da grelha, e para piorar as coisas, terá de cumprir um Stop & Go durante a corrida!

No primeiro duelo dos quartos de final, Evans ira correr contra Vandoorne, o belga conseguiu levar a melhor por 156 centésimos, indo para a meia-final, onde iria se bater com Jean-Eric Vergne. No terceiro duelo, Wehrlein conseguiu superar Mortara por 522 centésimos, fazendo o tempo de 1.12,846. No último duelo dos quartos de final, Gunther levava a melhor sobre o McLaren de Bird.   

Na meia final, o duelo fratricida no DS resultou que o belga conseguiu triunfar, com quase 721 centésimos sobre o francês, enquanto no segundo duelo, entre alemães, Werhlein foi melhor que Gunther, com uma diferença de 247 centésimos.

A final, entre Wehrlein e Wandoorne, foi mesmo apertada, com os dois milésimos da final a se tornarem na segunda margem mais curta da história da Fórmula E.

A corrida acontecerá pelas 17 horas deste sábado, com transmissão em Portugal pela Eurosport. 

sexta-feira, 3 de novembro de 2023

Noticias: Interlagos com contrato renovado


A Formula 1 anunciou esta sexta-feira que renovou o contrato com o município de São Paulo até à temporada de 2030, alargando assim em mais cinco anos o contrato atual, que terminava em 2025. Assim sendo, a competição estará nessa pista por quase 40 anos, pois está ali desde 1990, quando regressou de Jacarápaguá, no Rio de Janeiro.

“Estou muito satisfeito por anunciar que vamos ficar em Interlagos até 2030 e mal posso esperar por muitos mais anos da maravilhosa atmosfera que os fãs brasileiros trazem”, começou por afirmar o presidente e CEO da Formula 1, Stefano Domenicali, no anuncio oficial. “O Brasil tem uma herança de corridas tão rica e este circuito icónico é um dos favoritos dos pilotos e fãs de todo o mundo. Incorpora tudo o que há de melhor nas corridas, e estamos ansiosos para ver como se desenvolverá nos próximos anos para criar uma experiência ainda melhor”, concluiu.

O anuncio acontece no final de semana da corrida brasileira, que costuma ser um dos lugares mais populares da Formula 1 para os pilotos e fãs, especialmente num dos circuitos mais antigos da competição - construído em 1940, recebeu a Formula 1 entre 1973 e 80, com uma interrupção em 1978, quando foram para Jacarépaguá.

segunda-feira, 3 de abril de 2023

Youtube Automobile Vídeo: Os gringos descobriram a cena brasileira

O pessoal do Donut Media parece que saiu da casca e foi viajar para fora dos Estados Unidos, para descobrir que há um mundo para além do seu país. E depois de terem ido à Tierra del Fuego para darem a conhecer uma fábrica onde se fabrica combustíveis sintéticos, fizeram uma paragem de 72 horas no Brasil para conhecer a cultura "underground" de São Paulo. 

E aparentemente, ficaram boquiabertos. Ainda bem!  

segunda-feira, 27 de março de 2023

Formula E: Felix da Costa com sabor amargo


António Félix da Costa saiu de São Paulo com o quarto lugar e mais 12 pontos, que permitem ficar na quinta posição do campeonato, mas esse lugar, bem como o resto do fim de semana brasileiro, teve um sabor algo amargo, depois do segundo lugar na grelha no final da qualificação, e de ter andado a lutar pela vitória em boa parte da corrida, até cometer um erros que o atirou para o sétimo lugar, conseguindo recuperar até ao quarto, o lugar imediatamente abaixo ao do pódio.

Apesar do resultado aparentemente positivo, e de ter ajudado a consolidar a liderança da Porsche no campeonato por equipas, e de ter conseguido ganhar pontos a Pascal Wehrlein, seu companheiro de equipa e atual líder do campeonato, o piloto de Cascais não escondeu a sua frustração, porque sabia que a vitória estava no seu alcance. 

"Foi um dia que me deixa com um sabor ligeiramente amargo. A verdade é que me senti muito rápido neste circuito e tinha bem definida a estratégia de atacar a vitória nas voltas finais, mas infelizmente quando estávamos a entrar na fase decisiva da corrida, cometi um ligeiro erro na travagem da curva 1 e acabei por perder várias posições. Ainda recuperei até ao 4º lugar, mas fico com um sentimento de que perdi uma boa chance de vencer ou pelo menos terminar no pódio. Enfim, os erros fazem parte das corridas e hoje cometi um pequeno, mas que me custou a vitória.", começou por afirmar. 

"Aprender, melhorar e avançar para a próxima em Berlim! De qualquer forma amealhámos doze pontos, mostrámos bom andamento tanto em qualificação como em corrida e seguimos fortes na luta pelos primeiros lugares do campeonato.", concluiu.

No campeonato, Pascal Werlhein (Porsche) lidera com 86 pontos, seguido de Jake Dennis (McLaren) com 62, Nick Cassidy (Envision) com 61, Jean-Eric Vergne (DS Penske) com 58, e António Félix da Costa (Porsche), com 56.  

A próxima prova do Mundial de Fórmula E tem lugar em Berlim, numa jornada dupla marcada para os dias 22 e 23 de Abril.

sábado, 25 de março de 2023

Formula E: Evans foi o melhor no ePrix de São Paulo


Mitch Evans foi o melhor do ePrix de São Paulo, quinta corrida do campeonato da Formula E. Na estreia da competição elétrica no Brasil, em São Paulo, o ganhador levou a melhor sobreo seu compatriota Nick Cassidy, da  Envision, e Sam Bird, também da Jaguar. António Félix da Costa foi o quarto classificado, na frente de Stoffel Vandoorne, o poleman da DS Penske. 

Com um dia de calor na cidade brasileira, a mais populosa da América do Sul, os pilotos alinharam no Sambódromo de Anhembi para o primeiro ePrix em solo brasileiro, numa corrida com 31 voltas de duração, e mais alguns para compensar eventuais entradas do Safety Car. E no momento da partida, os dois primeiros mantiveram as suas posições, enquanto os pilotos da Maserati bateram na primeira chicane, com o suíço a cair para o fundo do pelotão. Outro dos que bateram foi Norman Nato, que tocou no McLaren de Jake Dennis, e também caiu para o fim da grelha, e andando mais algumas dezenas de metros antes de abandonar.

Na volta 2, o carro de Buemi também bateu no mesmo local, acabando por se o segundo a não chegar ao final da corrida. Duas voltas mais tarde, Robin Frijns foi o primeiro a ir ao Attack Mode, enquanto Pascal Wehrlein conseguiu chegar aos pontos, conseguindo subir oito lugares.

Na volta 5, Vandoorne foi ao Attack Mode, entregando a liderança a Félix da Costa, conseguindo apenas um minuto, quando na sexta, Vergne e Bird também foram, com o francês a ficar um minuto dessa forma, contra os três do britânico. A seguir, o belga passou para o comando, ultrapassando o português da Porsche, antes de Evans, da Jaguar, o passar para ser segundo.

Na bolta 7, Sacha Fenestraz bateu no muro e a sua posição era suficientemente perigosa para fazer entrar o Safety Car. Nas quatro voltas seguintes, foi Bruno Correia a liderar o pelotão, enquanto tiravam o carro do piloto franco-argentino do lugar onde estava, e no inicio da volta 12, a corrida recomeçou com Felix da Costa a passar Cassidy e ficar com o terceiro posto. A seguir, passou Evans para ser segundo, ficando colado à traseira de Vandoorne. 


Cassidy passou para a frente na volta 14, porque ia para o Attack Mode por um minuto, antes de perder o comando para Vandoorne. e nesta altura, para poupar energia, os pilotos andaram devagar de propósito, deixando de passar uns aos outros no final da reta da meta. Atrás, Jake Dennis sofreu um toque no Porsche de Wehrlein e ficou parado na reta, com isso e os destroços na pista a obrigarem a nova entrada do Safety Car.

A corrida recomeça na volta 19, com Cassidy na liderança, seguido por Felix da Costa. Cassidy e Vandoorne foram para o Attack Mode, cada um com três minutos de duração, com o piloto da Envision a passar pela segunda vez. Na volta seguinte, Evans e Felix da Costa também foram para o Attack Mode, entregando a liderança para Cassidy, ambos também com 3 minutos. Na volta 21, foi a vez de Vergne e Rast a irem ao Attack Mode. Aliás, esta foi a altura em que grande parte do pelotão foi para o Attack Mode.

Felix da Costa usou o tempo que restava no Attack Mode na volta 23, caindo para quarto, depois passaria o belga da DS, enquanto Cassidy e Evans tentavam aproveitar a ocasião para escapar do pelotão. Duas voltas depois, o português falha a travagem no final da reta da meta e caía para sétimo. Ali, tentou uma corrida de recuperação, passando primeiro Wehrlein, e indo atrás de Bird, no segundo Jaguar.

Na parte final, a organização acrescentou mais quatro voltas, passando a 35, enquanto Bird passava Vergne para ser quarto. na frente, Cassidy e Evans distanciavam-se do resto, com Vandoorne a ser passado por Bird para ser terceiro. 

Na volta 31, Evans passava Cassidy, enquanto Felix da Costa passava Vandoorne, com Bird a observá-los e ver se tinha algo para atacar para a liderança. Na volta a seguir, passou Vergne e era quarto, enquanto na frente, os três primeiros colavam-se uns aos outros, com Evans a acabar como vencedor. 


No campeonato, Wehrlein lidera com 86 pontos, com Dennis em segundo, com 62, Cassidy, com 61, Bergne com 60 e Felix da Costa é quinto, com 58. A Formula E regressa dentro um mês, com a jornada dupla em Berlim, na Alemanha.     

Formula E: foi o melhor na qualificação paulista


O belga Stoffel Vandoorne foi o melhor na qualificação do ePrix de São Paulo, que aconteceu neste sábado. O piloto da DS Penske conseguiu superar na final... o Porsche de António Félix da Costa. A diferença entre ambos foi de 63 centésimos de segundos, o que poderá demonstrar que a corrida, que acontecerá no Sambódromo do Anhembi, poderá ser bem disputada. Mitch Evans, da Jaguar, acabou em terceiro, na frente de Edoardo Mortara, da Maserati.

Quanto a Pascal Wehrlein, o líder do campeonato, irá partir apenas de 18º na grelha.

A qualificação começou como sempre, com a divisão dos pilotos em dois grupos. No A estavam Pascal Wehrlein, André Lotterer, Nick Cassidy, René Rast, Jake Hughes, Sergio Sette Câmara, Nico Muller, Jean-Éric Vergne e Stoffel Vandoorne.

Wehrlein foi o primeiro a instalar-se no topo da tabela, com Andre Lotterer e Nick Cassidy logo a seguir. A seguir apareceram os DS Penskes de Vergne e Vandoorne, que se instalaram no topo da tabela de tempos, antes de Cassidy e Hughes conseguirem tempos suficientes para passar à fase seguinte, acompanhados por Mortara e Vandoorne.

No Grupo B, estavam alinhados Robin Frijns, António Félix da Costa, Sacha Fenestraz, Mitch Evans, Jake Dennis, Max Gunther e Lucas di Grassi. Frijns causou o primeiro momento perturbador, ao parar na pista com o seu ABT Cupra, para depois, Felix da Costa colocar-se como o melhor no grupo. Depois, o Jaguar de Evans e o Andretti de Dennis também colocaram tempos que os permitiam ficar no "top 4", enquanto Lucas di Grassi falhava a entrada numa curva na sua primeira volta lançada e ficava logo de fora da qualificação.

Chegados à fase a eliminar, o primeiro duelo foi entre Mortara e Cassidy, com o suíço a levar a melhor, no segundo, entre Hughes (McLaren) e Vandoorne (DS Penske), o piloto britânico cometeu um erro e o belga levou a melhor. Felix da Costa e Max Gunther protagonizaram o terceiro duelo, com 0,2 segundos a separarem o português do alemão. E o último duelo foi entre os Jaguares de Evans e Bird, favorável ao neozelandês.

Nas meias finais, os duelos eram entre Mortara e Vandoorne, e Felix da Costa contra Evans. No primeiro duelo, o belga levou a melhor, enquanto no segundo, 40 centésimos separaram o português e o neozelandês da Jaguar, favorecendo o piloto da Porsche. 

No final, Vandoorne tornou-se no nono poleman diferente na competição, contra um piloto da Porsche em recuperação, depois de um mau inicio de temporada. Este segundo lugar na grelha mostra que está no caminho certo, depois da vitória na corrida anterior, na Cidade do Cabo. 

A corrida é as 17 horas, horário de Lisboa.  

quinta-feira, 5 de janeiro de 2023

Formula E: Apresentado o circuito de São Paulo


A menos de semana e meia do inicio da temporada, foi mostrado o circuito do Anhembi, em São Paulo, que será o palco da ronda brasileira da competição elétrica. A pista terá um desenho relativamente diferente daquele que usou uma década antes, quando acolheu a IndyCar, e por causa disso, terá 2900 metros, contra os cerca de quatro mil que apresentou anteriormente.

Segundo conta a prefeitura da cidade, o contrato foi assinado para cinco temporadas, com a possibilidade de renovação por mais cinco. E segundo o perfeito da cidade, Ricardo Nunes, este projeto pode ter o potencial de gerar cerca de dois mil empregos diretos e indiretos.

"A cidade recebe milhares de eventos culturais, esportivos e de negócios todos os anos, e ter a Fórmula E no nosso calendário é motivo de orgulho e comemoração. Uma corrida com carros exclusivamente elétricos também vem ao encontro do nosso Programa de Metas, que tem os 'Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS)' como premissa de conceção e execução em cada um dos seus 77 pontos", afirmou.

Espera-se que cerca de 35 mil pessoas estarão presentes no dia da corridas nas bancadas espalhadas ao longo da pista. 

quarta-feira, 7 de dezembro de 2022

Formula E: Conhecido o calendário definitivo de 2023


A Formula E apresentou esta quarta-feira o seu calendário definitivo para a temporada 9 da competição. Pela primeira vez, todas as corridas acontecem no mesmo ano civil, apesar de começarem na segunda semana de janeiro, mais concretamente no dia 14, na Cidade do México. 

As grandes novidades serão Hyderabad, na Índia, a 11 de fevereiro; Cidade do Cabo, na África do Sul, a 25 de fevereiro; São Paulo, no Brasil, a 25 de março e Portland, nos Estados Unidos, a 24 de junho. 

Existirão rondas duplas em Ad Diyriah, na Arábia Saudita, no fim de semana de 27 e 28 de janeiro; em Berlim, no fim de semana de 22 e 23 de abril; em Jakarta, na Indonésia, nos dias 3 e 4 de junho; em Roma, nos dias 15 e 16 de julho, e em Londres, para a etapa final, nos dias 29 e 30 de julho.

Para além disso, o ePrix do Mónaco será a 6 de maio, três semanas antes do Grande Prémio de Formula 1, no mesmo lugar.

Em relação ao calendário de 2022, saem Marrakesh, em Marrocos, Nova Iorque, nos Estados Unidos e Seoul, na Coreia do Sul, do qual os organizadores afirmam esperar que regresse em 2024. 

No final, serão 16 rondas, a mais longa de sempre da competição elétrica, que estreia o carro Gen3 e vê as estreias da Maserati e da McLaren. 

Alberto Longo, co-fundador e diretor da Fórmula E, afrimou: “Estamos entusiasmados em trazer o principal campeonato mundial de automobilismo elétrico para Portland pela primeira vez em junho do próximo ano. Há uma grande e apaixonada base de fãs de desportos profissionais na cidade, juntamente com fortes credenciais ecológicas que tornam Portland um anfitrião perfeito para o ABB FIA Formula E World Championship."

“Os EUA continuam sendo um mercado importante para a Fórmula E. Estamos muito satisfeitos em manter essa presença crítica e atrair um novo público na região noroeste do Pacífico no automobilismo totalmente elétrico”, concluiu.

segunda-feira, 7 de novembro de 2022

Noticias: O tempo pode ser horrível em São Paulo


Ainda faltam alguns dias, mas tudo indica que o tempo em São Paulo será bem complicado. Sexta, sábado e domingo acontecerão trovoadas, com chances de chuva nunca inferiores a 50 por cento, o que poderão complicar as coisas para o fim de semana de Grande Prémio.

Se na sexta, as trovoadas são dispersas, com chances de 50 por cento de pista molhada para os treinos livres e a qualificação para a Sprint Race, numa temperatura do ar a rondar os 26 graus, e vento na ordem dos 18 km/hora, já no sábado, as coisas pioram: 84 por cento de chuva pelas 14 horas, altura da Sprint Race, com o vento a amainar, e 24 graus. 

No domingo, a trovoada continua, e teremos chances de chuva na ordem dos 60 por cento. 

Ou seja, ao longo do fim de semana, a jornada será a de um inferno para todos na pista, especialmente quando os pneus usados para chuva não são os mais adequados. Serão tardes longas para os espectadores à frente das televisões...