Depois de um adiamento de um mês, o Campeonato de Portugal de ralis de 2026 começa neste final de semana com o rali Terras D'Aboboreira, que acontecerá entre Baião, Marco de Canavezes e Amarante. E este campeonato de Portugal de Ralis parece ser um em que, depois dos estrangeiros, teremos a luta entre gerações.
Claro que alguns poderiam pensar que a saída dos estrangeiros (Sordo, por exemplo, regressou à equipa oficial da Hyundai, e regressará a um Rally1 para as provas das Canárias e Portugal, para começar) poderia ter empobrecido o panorama dos ralis, mas é provável que tenha dado o efeito contrário, devido à tal aposta falada mais acima.
Uma coisa é certa, a expectativa dos jovens é de competir, e tem sede de vitória. Se conseguirem, tanto melhor.
"As expectativas são altas. Sentimo-nos muito confortáveis no Hyundai i20 N Rally2 após dois dias de testes muito positivos, onde experimentámos várias soluções. O carro está muito divertido e fácil de guiar, o que nos deixa confiantes, até por serem esperados pisos secos", começou por afirmar Gonçalo Henriques, na Hyundai Portugal. "As nossas metas são claras: lutar por vitórias e, no final, pelo título. Queremos fazer o nosso caminho degrau a degrau, sem pressão, mas com a ambição de sermos campeões e dar ao Team Hyundai Portugal o quarto título consecutivo", concluiu.
"Estamos muito contentes e orgulhosos por competir a tempo inteiro no campeonato com o Team Hyundai Portugal. Depois de mais de um ano sem andarmos em pisos de terra, o Hyundai i20 N Rally2 transmitiu-nos ótimas sensações nos testes e sentimos que estamos preparados. Não temos dúvidas de que o campeonato vai ser muito competitivo, com uma mistura interessante de gerações, mas queremos afirmar-nos como uma das principais figuras em todas as provas, e lutar por vitórias e pelo título", falou Hugo Lopes, também da Hyundai Portugal, antes deste rali Terras D'Aboboreira.
"Claro que somos competitivos e queremos estar o mais próximos possível dos primeiros lugares, mas sabemos que o campeonato é muito exigente e há pilotos muito fortes.", disse Pedro Almeida, da Toyota Caetano Portugal, antes deste rali.
E as declarações dele mostram algo que não está muito evidente. Se poderemos imaginar seis, sete ou oito candidatos à vitória, quer individualmente, quer na geral, a realidade mostra que, pelo menos na Toyota Caetano Portugal, a aposta é no médio prazo: preparar estes jovens com potencial para triunfarem nos anos seguintes. Especialmente Rafael Rego, que começa este ano num Rally2.
E se calhar é isso que os consagrados estão à espera: reconhecem o potencial, mas esperam que a sua experiência possa levar a melhor na estrada, seja em alcatrão, seja em terra.
“Este campeonato será muito disputado e cheio de novos pilotos com carros de última geração. Sabemos que todos eles chegam com a garra de vencer, assim como os pilotos mais experientes que, tal como eu, temos lutados pelas vitórias nos últimos anos. Vamos dar sempre o nosso melhor e queremos começar a temporada em alta, sempre a pensar no grande objetivo que é a conquista do título absoluto”, declarou.
Em suma, as expectativas estão altas. Há um misto de ansiedade e curiosidade para saber como será este campeonato.
Claro, há mais inscritos, como Pedro Meireles (Skoda Fabia RS Rally2), Paulo Neto (Skoda Fabia Evo Rally2), Ricardo Filipe (Skoda Fabia Rally2), Henrique Moniz (Skoda Fabia Evo Rally2) e Paulo Caldeira (Skoda Fabia Evo Rally2), bem como os jovens Diogo Martins (Skoda Fabia Evo Rally2) e Guilherme Meireles (Skoda Fabia Evo Rally2). Mas eles não estarão em todas as provas do campeonato, que terá, como sempre, o rali de Portugal, e o rali da Madeira, para além do rali de Lisboa, a estreia no calendário, alargando para nove ralis (mas com os sete melhores resultados a contarem para a classificação), com tudo a acabar com o rali do Vidreiro, que era para ser a prova de abertura, mas a tempestade do passado dia 28 de janeiro fez adiar do inicio de março para 28 de novembro.




Sem comentários:
Enviar um comentário