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sábado, 1 de agosto de 2026

WRC 2026 - Rali da Finlândia (Dia 2)


Sami Pajari lidera o rali da Finlândia, num segundo dia bem agitado, onde ele herdou o comando da corrida depois do despiste, na 18ª especial, de Sebastien Ogier, que liderava o rali até então. O piloto francês e o seu navegador, Julien Ingrassia, foram levados para o hospital onde irão passar a noite em observação, abalados, mas não feridos. 

"Primeiro de tudo, muito assustador ver o Seb e o Julien. Nunca é bom ver isso e espero que estejam bem. Isso foi desagradável.", disse Oliver Solberg no final do dia, ao saber do estado de ambos. 

Pajari lidera com 46,4 segundos sobre Oliver Solberg, também em Toyota, enquanto o terceiro é Elfyn Evans, a 1,36,3, não muito longe de Adrien Formaux, quarto, a 1.40,1.  

Com oito especiais pela frente, passagens duplas por Parkkola, Päijälä, Västilä e Leustu, as rápidas classificativas iriam ser desafiadoras para máquinas e pilotos. O dia começou com Evans a ganhar a primeira especial do dia, 0,6 segundos na frente de Sami Pajari, 3,3 sobre Sebastien Ogier, 5,1 sobre Oliver Solberg e 8,4 sobre Adrien Formaux. Pajari ganhou na especial seguinte, 0,8 segundos na frente de Ogier, 1,6 sobre Evans, 4,4 sobre Takamoto Katsuta e 5,5 sobre Solberg. O finlandês voltou a ganhar na especial seguinte, agora com 0,1 segundos na frente de Evans, 2,3 sobre Ogier, 5,4 sobre Solberg e 9,7 sobre Formaux. 

Yuki Yamamoto e Rooper Korhonen bateram forte na especial, e começavam os primeiros acidentes do dia. Tanto que na 14ª especial, a primeira passagem por Leustu, apesar de sebastien Ogier ter sido o mais rápido, batendo Sami Pajari por 1,8 segundos, Takamoto Katsuta por 5,8, Adrien Formaux por 7,9 e Oliver Solberg por 10,6, a especial foi neutralizada depois do acidente do carro número 32, Arthur Pelamourges, que saiu de estrada e destruiu o seu carro. Felizmente, ele saiu do carro sem ferimentos de maior.

Mas antes disso, Elfyn Evans tinha capotado, e apesar dos estragos, podia continuar o rali. Pior sorte teve Martins Sesks, cujo Ford ficou todo destruído depois de uma saída de estrada. 

"Apenas uma curva estava mais apertada do que eu esperava com uma vala. Um pouco corajoso demais. Ficamos presos, isso é ruim. Vamos dar uma olhada agora.", disse Evans, no final da especial. 

"Ele [Sesks] teve um acidente enorme e fiquei um pouco assustado. Esta é uma etapa que faço pela primeira vez neste carro. Foi muito diferente. Não muita confiança. Apenas tentei alguns cliques no amortecedor.", disse Solberg, também no final desta especial.

A segunda parte do dia começou com Pajari a ganhar a especial e também a ganhar 2,2 segundos a Ogier, que foi apenas quarto. Entre eles ficaram Evans (a 0,3) e Solberg (a 1,5), enquanto o quinto melhor foi Formaux, a 5,1. Alguns problemas com a colocação dos espectadores levaram à interrupção temporária da classificativa, mas depois continuaram.

Ogier continuou a acelerar, ganhando a 16ª especial, 0,2 segundos sobre Evans e 0,4 sobre Pajari, 2,3 sobre Solberg e 2,5 sobre Formaux. 

"Nada mudou. Estamos felizes com onde estamos e a diferença pode até diminuir, mas não precisamos disso. Amanhã irá ser um grande empurrão, inclusive da minha parte. Tentando aproveitar a especial, é tão bonito que aproveitamos a condução.", disse Ogier, no final dessa especial.

Mas esses planos não iriam acontecer. Ogier despistou-se fortemente, perdendo o controlo do seu carro depois de um salto, depistando-se e capotando, e levando à neutralização da especial. Pajari tinha ganho, 0,1 segundos na frente de Evans, 2,8 sobre Solberg, 4,4 sobre Formaux e 7,6 sobre Takamoto.

No final do dia, Evans acabou por ser o melhor, 1,8 sobre Pajari, o novo líder do rali, 3,2 sobre Solberg, 3,8 sobre Formaux e 3,9 sobre Takamoto. 

"Não foi a melhor especial. Ok, mas não a mais limpa. Tenho que agradecer muito aos rapazes pela reparação na hora do almoço depois do meu erro aqui pela manhã. Claro, talvez mais importante, esperamos o melhor para Seb e Julien, nossos pensamentos estão com eles.", disse Evans, no final desta especial.

Depois dos quatro primeiros, quinto é Takamoto Katsuta, a 2.54,5, na frente de Thierry Neuville, sexto, a 3.52,9. Sétimo é Josh McErlean, a 3.54,4, com o oitavo posto a ser ocupado por Jari-Matti Latvala, a 6.50,8 e a fechar o "top ten" estão o Skoda RS Fabia Rally2 de Robert Virves, a 7.04,2, e o Toyota GR Yaris Rally2 de Teemu Suninen, a 7.31,1.

O rali da Finlândia acaba neste domingo, com a realização das restantes duas especiais. 

domingo, 19 de julho de 2026

WRC 2026 - Rali da Estónia (Final)


O dia 19 de julho de 2026 será histórico para a Sami Pajari e para o rali da Estíonia. Um ano depois de Oliver Solberg ter conseguido a sua primeira vitória no WRC, ao piloto finlandês de 25 anos, também da Toyota, conseguiu a sua primeira vitória a bordo de um carro de Rally1. E num ano conde a consistência tem sido marca nele, pois para além desta vitória, conseguiu mais cinco pódios nesta temporada.

"É algo tão incrível! Talvez eu não tenha percebido o que acabei de fazer. Todos que trabalham na Toyota Gazoo Racing, estou super super feliz e grato por vocês! Obrigado por todo o apoio, obrigado por confiar em mim. E a todos os meus patrocinadores, minha família, meus amigos, todos que estiveram do meu lado em tempos difíceis, este é para vocês! Por último, mas não menos importante, quero agradecer a mim mesmo por não desistir, por ir atrás disso mais uma vez. Sabíamos que [este dia] estava a chegar, não havia dúvida, mas agora nós conseguimos. Correu tudo bem.", disse no final do rali.

No final, Pajari acabou o rali com uma vantagem de 19,5 segundos sobre Oliver Solberg, 53,8 sobre Adrien Formaux e 59,7 sobre o outro Hyundai de Thierry Neuville. 


Com uma passagem dupla por Kääriku, uma delas a Powerstage, o dia começou com Oliver Solberg a triunfar, 0,4 segundos na frente de Sami Pajari, 1,1 sobre Adrien Formaux e Elfyn Evans e 2,7 sobre Sebastien Ogier. 

A seguir, agora para a Power Stage, Solberg voltou a vencer, 2.2 segundos na frente de Thierry Neuville, 2,5 sobre Elfyn Evans, 2,9 sobre Sebastien Ogier e 4,1 sobre Takamoto Katsuta. E a partir dali,  começou a festa para Pajari e Marko Salminen, o seu navegador, os mais novos vencedores da história do WRC. 

"Foi um fim de semana muito bom com certeza, preciso estar feliz. Foram alguns rallyes difíceis. Não tive a confiança total para atacar nos 100% como o Sami teve, ele merece. Muito feliz com meu fim de semana, bons pontos e um bom trampolim para os próximos eventos.", disse Oliver Solberg, no final da Powerstage.

Depois dos quatro primeiros, quinto era Sebastien Ogier, a 1.32,9, na frente de Elfyn Evans, sexto, a 2.01,0 do vencedor, na frente do Ford de Martins Sesks, a 2.35,3. O finlandês Esapekka Lappi foi o oitavo, a 3.02,3, e a fechar o "top ten" ficaram o Ford de Jon Armstrong, a 3.28,0, e o Skoda RS Fabia Rally2 do local Robert Virves, a 8.33,1.


Na geral, Evans continua a liderar, agora com 177 pontos, contra os 152 do segundo classificado, Takamoto Katsuta. Terceiro é agora Pajari, com 144, cinco pontos na frente de Sebastien Ogier, que tem agora 139. 

O WRC continua daqui a duas semanas, agora em paragens finlandesas.

sábado, 25 de abril de 2026

WRC 2026 - Rali das Canárias (Dia 2)


Está uma luta bem cerrada entre Sebastien Ogier e Oliver Solberg pela liderança do rali das Canárias, quita prova do Mundial WRC. Os dois pilotos da Toyota estão separados por 3,8 segundos, cumpridas que estão 14 especiais deste rali. Terceiro é Elfyn Evans, a 21,9 segundos, com hipóteses de vitória, embora agora só faltem quatro especiais para o seu término.

Quarto é Sami Pajari, mas está longe. Está a 52,7 segundos, com Takamoto Katsuta não muito longe, a 1.03,1 num rali onde os cinco primeiros são... Toyotas. 

Com passagens duplas sobre Masopalomas, Arucas-Firgas-Teror e Moya-Gáldar, o dia de sábado começou com Elfyn Evans ao ataque, ganhando as duas primeiras especiais da manhã. Na primeira, deixou Oliver Solberg a 0,1 segundos, Ogier a 1,7, Takamoto a 2,8 e Pajari a 4,0. Um acidente com o carro de Phillip Allen, num Toyota GR Yaris Rally2, obrigou à interrupção e posteriormente, neutralização da especial.

A seguir, Evans voltou a triunfar, desta vez deixando Solberg a 2,5 segundos, Ogier a 4,4, Takamoto a 6,2 e Formaux a 10,1. No final da manhã, Solberg levou a melhor, dando 0,1 segundos a Ogier e Evans ficou em terceiro, a oito segundos. Solberg sofreu um toque, por ter escorregado devido à chuva em certos sítios da especial, mas ele, mesmo assim, acabou por ganhar a especial. Takamoto teve problemas de orientação numa rotunda e perdeu tempo precioso.


A parte da tarde começou com Evans ao ataque, 0,6 segundos sobre Solberg, 0,7 sobre Ogier e 1,3 sobre Sami Pajari. "Um pouco como de manhã, senti que não carreguei tanto na velocidade em alguns lugares, matei-a demais. As anotações não estão longe, já a conduzimos bastante. Precisa de execução mais fina.", contou Evans, no final da especial.

"É uma etapa que todo mundo conhece, até bem divertida. Muito rápida, muito divertido de conduzir. (O carro é tão bom?) Sim, você só aperta um botão e segue a estrada - super fácil!", contou Ogier.

Ogier ganhou a 13ª especial, empatado com Solberg, e Evans não ficou nada atrás, a 0,2. Pajari fez o quarto melhor tempo, a 2,5 e Katsuta era o quinto, a 5,8. Solberg atacou no final do dia e ganhou a última especial, mas apenas ganhou 1,4 segundos a Ogier, 5,6 a Evans e sete segundos a Pajari. Jon Armstrong saiu de estrada e perdeu quase dois minutos, antes de regressar. Assim, ele perdeu seis posições, de décimo para 16º.

No final do dia, Ogier estava tranquilo, até ansioso por domingo: "Ansioso para amanhã. Finalmente algumas novas especiais, que será divertido pilotar. Se você não gosta desse tipo de brigas, é melhor ficar em casa!"


Em contraste, Solberg parecia estar tenso. "Não foi uma etapa horrível, mas quando os pneus se foram, eu simplesmente fui para isso. África foi azar e a Croácia foi minha culpa. Não vou entrar em pânico para pegá-lo, mas pelo menos estivemos lá o dia todo para colocá-lo sob pressão. Temos quatro longas etapas pela frente - tudo é possível.", afirmou.

Depois dos cinco primeiros, sexto é Adrien Formaux, a 1.54,5, na frente de Dani Sordo, sétimo a 2.26,3. Muito perto está Thierry Neuville, oitavo a 2.28,3. A fechar o "top ten" está o ford de Josh McErlean, a 3.53,8, e o Lancia Ypsilon Integrale Rally2 de Yohan Rossel.

O rali Islas Canárias termina este domingo, com a realização das últimas quatro especiais.    

terça-feira, 14 de abril de 2026

Youtube Rally Testing: Os testes de Adrien Formaux em Portugal

O rali da Croácia mal acabou, o rali das Canárias acontecerá dentro de duas semanas, mas daqui a menos de um mês, teremos o rali de Portugal, onde os pilotos regressarão à gravilha. E para se prepararem, a Hyundai colocou alguns carros e um dos seus pilotos, Adrien Formaux, a testar os novos componentes. 

Eis o video do teste que aconteceu nesta terça-feira.  

sexta-feira, 10 de abril de 2026

WRC 2026 - Rali da Croácia (Dia 1)


O finlandês Sami Pajari, no seu Toyota GR Yaris Rally1, é o melhor no final do primeiro dia do Rali da Croácia. O piloto da Toyota tem uma vantagem de 13,7 segundos sobre Thierry Neuville, no seu Hyundai. O seu companheiro de equipa da Toyota, Takamoto Katsuta, é o terceiro classificado, a 14,6 e os três pilotos tem uma diferença enorme sobre o quarto classificado, o Hyundai do neozelandês Haydon Paddon, que está a um minuto e 15 segundos da liderança.

Com oito especiais nesta sexta-feira, passagens duplas por Vodice-Brest, Lago Butoniga-Motovun, Beram-Cerovlje e Učka, o dia começou com Elfyn Evans a ganhar as duas primeiras especiais, conseguindo uma vantagem de 15,8 segundos sobre Sami Pajari. Thierry Neuville era o terceiro, e já tinha um atraso de 22,4 segundos no inicio da terceira especial, depois de perder 8,2 para o piloto galês. Jon Armstrong tinha furado e perdido algum tempo, tal como Adrien Formaux, que perdeu cerca de um minuto e meio e 16 lugares na geral.

Mas o pior tinha acontecido a Oliver Solberg, onde logo na primeira especial, bateu forte no quilómetro 4,8 e o carro acabou fora de estrada, acabando o rali por hoje. 

Mesmo assim, o belga, apesar das queixas sobre a baixa aderência do piso, tinha alguma esperança em relação às etapas seguintes: "Comecei a gostar um pouco mais, mas a etapa está muito suja. A aderência é muito baixa. Tentei encontrar um bom ritmo, manter uma boa velocidade. O equilíbrio do carro melhorou, mas fiz o carro tão duro que está ficando nervoso. [Pneus?] Acho que poderia ter usado mais um macio no início, mas o nosso problema é que não conseguimos fazer os duros funcionarem.", afirmou.


Neuville levou a melhor na terceira especial, ganhando 0,1 segundos sobre Armstrong e 0,9 sobre Takamoto e 3,9 sobre Pajari, enquanto Evans saiu de estrada e ficou de fora do rali. Algo que deixou preocupado o vencedor da especial:

"Espero que estejam bem. Eu os vi na estrada, mas não vi marcas de travagem. Para mim, em termos de equilíbrio, médio. O carro ainda está nervoso e estou lutando um pouco para mantê-lo a direito. A aderência é super baixa, então é muito difícil ler a aderência e encontrar confiança. Não é fácil encontrar o bom ritmo. Ainda é muito cedo no rally e muitos adversários já estão fora. Precisamos ter um rally limpo, ainda é muito longo."

Com o que aconteceu a Evans, Pajari era agora o líder do rali, com uma vantagem de 2,7 segundos sobre Neuville e 6,4 sobre Takamoto Katsuta.

Sami Pajari acabou a manhã a triunfar na especial de Ucka, dois segundos sobre Katsuta, 2,9 sobre Formaux e seis segundos sobre Neuville. Jon Armstrong bateu e sofreu danos sérios no seu Ford Puma Rally1, acabando por hoje o seu rali.

A tarde começou com Pajari a voltar a ganhar, 1,8 segundos na frente de Takamoto Katsuta, 3.4 sobre Neuville e 4,1 sobre Formaux. Neuville triunfou a seguir, 2,9 sobre Takamoto, 4,7 sobre Pajari e 5,3 sobre Paddon, com o belga a estar satisfeito no final da especial:


"Isso é bom. Eu disse ao Martjin [Martjin Wydaeghe, seu navegador] que foi uma boa especial quando cruzamos a linha de chegada, porque senti que não estava lutando com o equilíbrio. Em alguns lugares, poderíamos ir mais rápido. Estamos trabalhando do jeito certo. Não estamos exatamente onde queremos estar, mas o progresso é importante. [Mudanças?] Molas na frente, mudamos o diferencial. Fizemos alguns cliques agora. Estou tentando ser limpo, mas quando o carro não vira, não funciona."

Neuville voltou a triunfar, 1.1 segundos na frente de Sami Pajari e 3,7 sobre Takamoto Katsuta. McErlean furou e perdeu quase dois minutos e meio na especial. No final do dia, Pajari conseguiu a melhor, 3,6 na frente de Takamoto Katsuta, 7,4 sobre Thierry Neuville, 8,1 sobre Adrien Formaux e 11,2 sobre Hayden Paddon.

"A competição é tão dura que você precisa forçar, especialmente à tarde eu gostei muito. A manhã não foi tão simples, mas a tarde foi muito legal. Foi um prazer dirigir hoje. Está tudo bem. São boas notícias [liderar o rali], mas ainda há um longo caminho pela frente.", disse Pajari, no final do dia.

Depois dos quatro primeiros, Adrien Formaux é quinto, a 1.54,6, quase um minuto na frente de Yohan Rossel, no Lancia Ypsilon Rally2. Sétimo é outro Lancia, o de Nikolay Gryazin, a 3.08,0. Alejandro Cachon é o oitavo, a 3.27,9, e a fechar o "top ten" estão o Citroen C3 Rally2 de Leo Rossel, a 3.35.1, e o Toyota GR Yaris Rally2 de Roope Korhonen, a 3.47.0.

O rali da Croácia continua neste sábado, com a realização de oito especiais de classificação. 

domingo, 15 de março de 2026

WRC 2026 - Rali do Quénia (Final)


E por fim, fez-se história, num rali onde sobreviver foi uma vitória: Takamoto Katsuta acabou por ser o vencedor do Safari Rally Kenya, acabando por ganhar a Adrien Formaux por 27,4 segundos, enquanto Sami Pajari repetia o pódio da Suécia, ao ser terceiro, a meros... 4.26,1 segundos, num rali onde a lama fez das suas, e testou pilotos e máquinas até ao limite. E Takamoto Katsuta entra na história ao ser o primeiro japonês a ganhar uma prova do WRC desde Kenjiro Shinozuka, em 1992, no rali da Costa do Marfim, ao volante de um Mitsubishi Galant VR-4.

No final, o piloto de 32 anos - fará 33 na terça-feira - estava muito contente com o resultado final... e aliviado por ter chegado ao fim, depois de 94 ralis e ter conquistado também o seu nono pódio da sua carreira:  

"Não sei o que dizer. Tivemos tantos momentos difíceis... Aaron [Johnson, seu navegador] trabalhou muito duro comigo e a equipe sempre acreditou em mim, mesmo quando falhei. Obrigado a toda a equipe. Obrigado a eles e ao Aaron, minha família sempre é um grande apoio. Finalmente aqui. Tantos momentos, tantas coisas acontecendo... obrigado a Ott [Tänak]. Ele esteve lá em todos os momentos, me mandando mensagens. Ele acordava mais cedo do que eu. Eu consegui, graças a você! Akio san [Akio Toyoda, o presidente] - finalmente estamos aqui!"


Com quatro especiais até ao final - passagens duplas por Oserengoni e Hell's Gate. Apropriado para a lama nas estradas, não? - o dia começou com Ogier a ganhar a primeira especial do dia, 3,8 segundos na frente de Oliver Solberg, 9,4 sobre Adrien Formaux, 9,8 sobre Thierry Neuville. Takamoto perdia 26,1 segundos, mas tinha tudo controlado, apesar das estradas ainda muito enlameadas.

Elfyn Evans ganhou na especial seguinte, 3,5 segundos na frente de Oliver Solberg, 3,7 sobre Sebastien Ogier, 7,5 sobre Thierry Neuville e Adrien Formaux. Takamoto perdia mais 16 segundos, mas estava mais tranquilo que a concorrência, preocupado em levar o carro até ao final. Formaux, ainda por cima, tinha furado, apesar de não ter perdido muito tempo.  

"Esta especial está mais maluca do que antes, a chuva deixou o solo tão macio, agora tantas pedras estão aparecendo. Tentei evitar cada pedra, há uma quantidade louca de pedras afiadas. Eu simplesmente continuo assim. Lutar pelos décimos e a fundo em todos os lados é mais agradável, esse tipo de pressão é um pouco louco.", disse Takamoto, no final da especial.

Oliver Solberg triunfou na especial seguinte, 4.4 segundos na frente de Sebastien Ogier, 7,2 sobre Elfyn Evans e 9,5 sobre Thierry Neuville. Takamoto perdeu 37 segundos, mas tinha tudo controlado para a Power Stage, a segunda passagem por Hell's Gate. E ali, Solberg conseguiu ser melhor, batendo Ogier por 2,8 segundos, Evans por 4,5 e Neuville por 7,3. Takamoto foi nono, perdeu 24 segundos, mas no final, celebrou.


Quanto a Solberg, apesar da vitória na Power Stage, não deixou de falar sobre o difícil fim de semana queniano:

"Foi um fim de semana incrível, grande aventura. Parecia tão bom, tínhamos tudo sob controle e mantivemos limpo. Hoje podemos pressionar e tirar o máximo. Estou tão feliz por Taka se ele pudesse conseguir, ele é o cara mais adorável do mundo. Os outros não tiveram sorte, mas ótimo para ele. Desculpas para a equipe com os três carros, foi difícil de aceitar. Chorei um pouco na cama porque estava indo tão bem. Obrigado à equipe, este é apenas o nosso quarto rally com este carro e já temos 50 por cento de vitórias."

Depois dos três primeiros, quarto acabou por ser Esapekka Lappi, no seu Hyundai, a 6.23,6, na frente do Skoda Fabia Rally2 do estónio Robert Virves, a 11.38,7. Gus Greensmith acabou em sexto, a 12,09.0, na frente do paraguaio Fabiano Zaldivar, a 12,20.0. Oitavo acabou por ser o veterano Andreas Mikkelsen, no seu Skoda Fabia Rally2, a 12,30,7. Outro paraguaio, Diego Rodriguez, conseguiu os seus primeiros pontos no WRC, sendo nono no seu Toyota GR Yaris Rally2, a 13,28,4. E a fechar o "top ten", ficou Oliver Solberg, a 16.44,5. 


Com isto, Elfyn Evans continua a liderar, agora com 66 pontos, seguido por Oliver Solberg, com 58, e Takamoto Katsuta, com 55. O WRC continua entre os dias 9 e 12 de abril, com o rali da Croácia.

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2026

WRC: Formaux quer ganhar na Suécia


Adrien Formaux deseja ter um bom resultado no rali da Suécia, que acontecerá dentro de uma semana. Depois do resultado em Monte Carlo, onde foi quarto classificado e o melhor dos Hyundai, Fourmaux está a sentir-se cada vez mais ‘preparado’ para agarrar nas rédeas da sua equipa, a Hyundai Motorsport, e ser ele o melhor na tentativa de se opor à forte ‘armada’ da Toyota, numa altura em que Ott Tanak se retirou e Thierry Neuville irá fazer 40 anos no próximo mês de novembro.

O piloto francês de 30 anos admitiu que o triunfo do jovem sueco reforçou a sua ambição para a próxima ronda. afinal de contas, tem um histórico positivo na prova nórdica. Em 2024, ao serviço da M-Sport Ford, alcançou o seu primeiro pódio absoluto no WRC e chegou a disputar a liderança antes de cometer um erro.

Foi bom ver o Oliver a lutar e a provar que o Elfyn e o Seb não são imbatíveis. Gostava que tivesse sido eu, mas vamos ver na próxima.”, começou por afirmar. “Gosto muito da Suécia. Já fui rápido lá antes. O Oliver venceu em Monte Carlo, por isso é a minha vez de ganhar em casa dele”, concluiu com um sorriso.

O rali da Suécia acontecerá entre os dias 12 e 15 de fevereiro.

sábado, 24 de janeiro de 2026

WRC 2026 - Rali de Monte Carlo (Dia 3)


Oliver Solberg continua a liderar o Rali de Monte Carlo, completadas que estão mais quatro especiais neste sábado. O piloto sueco teve uma saída de pista, e a sua vantagem caiu para 59,3 segundos, com Sebastien Ogier a ser terceiro, a 1.25,3. Os três estão muito, mas muito distantes do quarto classificado, o Hyundai de Adrien Formaux, a 6.02,9.

Neste sábado, os pilotos enfrentavam a neve, o gelo e a chuva em passagem dupla em La Bréole/Bellaffaire, a segunda passagem por Vaumeilh/Claret e no final do dia, a super-especial nas ruas de Monte Carlo, usando partes do circuito de Formula 1.

As coisas começaram bem para Sebastien Ogier, que ganhou a especial, com 3,5 segundos sobre Elfyn Evans, 13,3 sobre Takamoto Katsuta e 20,5 sobre Oliver Solberg. Com o tempo a causar atrasos no inicio da especial, Armstrong sofreu um furo no pneu traseiro direito e perdeu quase um minuto e 40 segundos. 

Oliver Solberg ganhou na especial seguinte, com 1,1 segundos de avanço sobre Yohan Rossel, no seu Lancia Ypsilon Rally2. Numa especial com pouca visibilidade, para além da neve e da chuva, o grande perigo era o "gelo negro", que poderia fazer despistar os carros, os pilotos safaram-se bem, apesar de tudo.

"Os pregos estão funcionando agora, é um pouco mais fácil. Senti-me um pouco mais confortável aqui agora. Está um pouco mais fácil aqui.", disse Solberg, no final da especial.

O mesmo tipo de queixas tinha Elfyn Evans, que na especial terminou perdendo mais 11,4 segundos, fazendo o quarto melhor tempo. "Muito muito difícil, inicialmente você encontra gelo e neve, o que já é ruim o suficiente, mas quando chega na lama é uma loteria. No final a gravel crew encontrou muito gelo negro, mas evoluiu tanto. Eu não fui corajoso o suficiente para ignorar o que eles disseram.", comentou.


Na parte da tarde, Solberg voltou a ganhar, 1,9 segundos mais rápido que Elfyn Evans e 18,2 sobre Sebastien Ogier, com Sami Pajari a desistir após acidente. Hayden Paddon, que seguia a seguir ao finlandês da Toyota, acabou por sair da estrada para evitar o carro dele e perdeu algum tempo. 

"Não há muito mais a dizer, isto está muito complicado para todos. O carro é muito difícil de conduzir nestas condições. Não tínhamos notas de 'gravel', por isso meio que fizemos às cegas. Não conseguimos ler a aderência no lugar onde acabamos por saír da estrada, é bastante embaraçoso.", comentou o piloto neozelandês no final da especial.

Outro azarado foi Nikolay Gryazin, que se despistou e danificou a suspensão traseira direita, mas o mais louco foi... Oliver Solberg, que perdeu cerca de dez segundos enquanto esteve fora da estrada. E ainda conseguiu ganhar a especial!

E claro, no final, deu a explicação possível: "Eu não sei o que aconteceu, fui tão cuidadoso durante toda a etapa. Tentei seguir os trilhos e na saída havia apenas neve completa. Tive muita sorte em sair disso. O tempo significa que eu poderia ter ido mais cauteloso."  


No final do dia, acontecia debaixo de chuva intensa a super-especial desenhado no circuito do Mónaco, Formuaux levou a melhor sobre Takamoto, por 0,7 segundos, com Neuville em terceiro, a 4.4. Neuville e Munster fizeram piões e perderam tempo, e no final, o piloto belga da Hyundai queixou-se das condições.

"A chuva veio no pior momento, havia alguma água parada agora. [Quero saudar] a todos os meus amigos e família que estão assistindo nesta etapa. Feliz porque o dia acabou e [estou] ansioso por amanhã, que será muito desafiador também.", referiu.

Depois dos quatro primeiros, Neuville é quinto, a 7.23,0, na frente do Ford Puma Rally1 de Jon Armstrong, a 10.03,9. Leo Rossel é o sétimo e o melhor dos Rally2, no seu Citroen C3, a 10.57,7, na frente do Ford de Gregoire Munster, a 11.29,3. A fechar o "top ten" estão o Toyota GR Yaris Rally1 de Takamoto Katsuta, a 11.36,9 e o Skoda Fabia Rally2 do italiano Roberto Daprá, a 12.25,6.

O rali de Monte Carlo termina neste domingo, com a realização das quatro classificativas finais. 

sexta-feira, 23 de janeiro de 2026

WRC 2026 - Rali de Monte Carlo (Dia 2)


Oliver Solberg continua a liderar o Rali de Monte Carlo, terminadas que estão nove especiais de classificação. O piloto sueco da Toyota tem mais de um minuto de avanço sobre Elfyn Evans (1.08,4), no segundo Toyota. Sebastien Ogier é o terceiro, não muito distante de Evans, a 1.14,9, mas bem mais distante de Adrien Formaux, quarto, a 5.05,2 de Solberg Jr. e o melhor dos Hyundai. Thierry Neuville é quinto, a 6.05,3.

Com passagens duplas por Laborel/Chauvac-Laux-Montaux, Saint-Nazaire-le-Désert/La Motte-Chalancon e La-Bâtie-des-Fontes/Aspremont, o dia começou com Solberg a vencer, 19,1 segundos na frente de Thierry Neuville, 26,5 segundos sobre Elfyn Evans e 37,8 sobre Sebastien Ogier.

Feliz da vida, Solberg comentou: "Estou cauteloso, mas divirto-me! A equipa fez um trabalho incrível ali para ter tudo exatamente onde estava, eu confiei a cem por cento! Bom trabalho. Num rally tão longo e complicado, nada é seguro."

Em contraste, Adrien Formaux, que fora sexto, não estava feliz com o que se passava. "A sensação não está lá. Nada de mim. Luto com a aderência e também com o equilíbrio do carro. Na verdade, estou lutando bastante. Eu sinto-me muito lento o tempo todo. Vai ser um rally longo.", comentou.

Evans ganhou na especial seguinte, batendo Ogier por 4,8 segundos, Formaux por 18,6 e Solberg por 27,2. Mas na última especial da manhã, o sueco voltou a ganhar, com uma vantagem de 8,8 segundos sobre Neuville, 16,6 sobre Formaux e 20,7 sobre Evans. Munster e Katsuta sofreram furos no pneu traseiro direito, perdendo muito tempo.

Na parte da tarde, esta começou com Solberg ao ataque, ganhando na segunda passagem por Laborel/Chauvac-Laux-Montaux, mas a vitória foi mais apertada: 1,9 sobre Ogier, 2,8 sobre Evans, 17,4 sobre Neuville e 21,4 sobre Gregoire Munster. Formaux teve problemas com o seu travão de mão e perdeu um minuto e quatro segundos ("não tenho travão de mão, então tenho de fazer marcha-atrás nos ganchos", disse), enquanto Takamoto Katsuta teve problemas na direção assistida e Jon Armstrong sofreu um furo no pneu traseiro direito.

Ogier ganhou na especial seguinte, 16,2 segundos na frente de Elfyn Evans, 17,3 sobre Oliver Solberg e 34,6 sobre Sami Pajari, e no final do dia, na segunda passagem por La-Bâtie-des-Fontes/Aspremont, Ogier acabou por levar a melhor, 9,3 sobre Solberg, 12,1 sobre Evans e 32,2 sobre Munster. Haydon Paddon perdeu mais de um minuto depois de ter parado na neve, enquanto Neuville saiu da estrada e foi ajudado pelos espectadores para regeressar, perdendo mais de três minutos. Josh McErlean também saiu, e estava fora de ação.   

Depois dos cinco primeiros, Jon Arnstrong é sexto e o melhor dos Ford, a 7.18,8, na frente do regressado Hayden Paddon, no seu Hyundai, a 7.42,1. Leo Rossel é o oitavo e o melhor dos Rally2, num Citroen C3, a 8.27,5. Eric Camili é o nono, a 9.07.1, e a fechar o "top ten", está o bulgaro Nikolay Gryazin, no seu Lancia Ypsilon Rally2, a 9.08,8.

O rali de Monte Carlo continua neste sábado, com a realização de mais cinco especiais de classificação. 

sexta-feira, 5 de dezembro de 2025

WRC: Hyundai anunciou a sua equipa para 2026


A Hyundai confirmou esta sexta-feira a sua equipa para a temporada de 2026 do WRC. Para além do belga Thierry Neuville e do francês Adrien Formaux, o finlandês Esapekka Lappi, o espanhol Dani Sordo e o neozelandês Hayden Paddon correrão pela marca coreana, privilegiando a experiência. Neuville e Formaux ficarão a tempo inteiro, enquanto os restantes pilotos partilharão o terceiro carro. 

Em termos de distribuição, por agora, começa com Paddon a iniciar a temporada no Rali Monte Carlo, para depois Lappi assumir o carro no segundo evento do ano, o Rali da Suécia, e logo depois, Sordo estreia-se no asfalto do Rali das Ilhas Canárias, em abril.

Andrew Wheatley, diretor desportivo da Hyundai, manifesta-se satisfeito pelo "lineup" escolhido.

Estamos muito satisfeitos por confirmar a nossa formação para a temporada de 2026 do FIA WRC, que verá Thierry e Adrien competir em todas as rondas, com um trio de equipas muito experientes e competitivas a partilhar a nossa terceira inscrição. A entrada de Dani, EP e Hayden permite-nos recorrer às suas qualidades individuais para apoiar as nossas ambições no título de construtores no próximo ano.”, começou por afirmar.

Tínhamos uma decisão difícil a tomar — optar pela experiência e consistência ou apostar numa estrela em ascensão e desenvolvê-la. No entanto, estamos no último ano dos regulamentos técnicos Rally1 e acreditamos que o caminho certo é trazer pilotos com conhecimento do carro e da equipa.”, concluiu.

O interessante são os regressos: Lappi, de 34 anos, correu a tempo inteiro no campeonato finlandês, onde acabou campeão, irá regressar para fazer alguns ralis, porque já afirmou não querer voltar a tempo inteiro, para ter tempo com a família. Sordo, de 42 anos, campeão português de ralis, fará o seu regresso ao WRC depois de um ano de ausência, está acompanhado pelo seu navegador Cándido Carrera

Contudo, a grande novidade é Paddon, de 38 anos, que está afastado do WRC desde 2018, a tempo inteiro, e teve o seu último rali na categoria máxima em 2022, na Nova Zelândia, reforça o projeto após conquistar consecutivamente os títulos europeus de ralis em 2023 e 2024, bem como o campeonato australiano este ano.

quarta-feira, 3 de dezembro de 2025

Youtube Rally Testing: O teste do Hyundai Rally2 de Adrien Formaux

Com o mundial de 2205 encerrado há menos de uma semana, o de 2026 já está em marcha, mas na Hyundai, um dos objetivos é o de fazer evoluir o i20 Rally2, do qual estão em testes. O francês Adrien Formaux está por estes dias em Saint-André-de-Rosans, no sudeste de França, para evoluir o programa de testes do carro Rally2 da marca sul-coreana.

Estes testes são importantes, não só para atualizar o carro face à concorrência da Toyota, Skoda e da Lancia, que em 2026 se lançará na classe Rally2, mas também por causa dos novos regulamentos técnicos WRC27. Se a FIA decidir que os novos carros tenham uma equivalência de desempenho adequada entre os carros WRC27 e os Rally2, a Hyundai poderá manter-se na categoria principal do WRC com uma versão evoluída do i20 N Rally2 a partir dessa temporada. 

O video dos testes foi feito pelo conhecido canal do Youtube de ralis Passats de Canto. 

sexta-feira, 28 de novembro de 2025

WRC 2025 - Rali da Arábia Saudita (Dia 2)


O francês Adrien Formaux continuava na frente do Rali da Arábia Saudita, mas tem na sua peugada gente como Martins Sesks e Thierry Neuville, fazendo do vencedor algo que não está assegurado. O piloto da Hyundai tinha uma vantagem de 2,4 segundos sobre o letão da Ford, e 5,8 segundos sobre o piloto belga, seu companheiro de equipa. E digo "tinha", porque algum tempo depois, os comissários penalizaram-o e houve mudanças na liderança.  

Em termos de luta pelo título, Kalle Rovanpera está na frente de Sebastien Ogier , que por sua vez, leva a melhor sobre Elfyn Evans, O finlandês é quinto, o francês é sexto, mas ambos estão a mais de um minuto dos primeiros, contra o oitavo posto do piloto galês. E a diferença entre Rovanpera e Ogier é de quase três minutos (1.12, 6 para o finlandês, 1.12,8 para o francês, 3.54,8 para o galês), logo, tudo indica que estes dois são os favoritos, com o francês a caminho de um nono título mundial, mesmo não tendo participado em todos os ralis da temporada, e o finlandês a querer acabar o seu capitulo nos ralis com chave de ouro, antes de passar para as pistas. 

Com Formaux a acabar o dia na frente de Sesks e Sami Pajari, outro finlandês da Toyota, o dia de sexta-feira tinha seis especiais pela frente, passagens duplas por Alghullah, Um Al Jerem e Wadi Almatwi. E claro, evitar os furos mais que possível. 

Logo de manhã, o dia começou com Formaux a ataque, vencendo a especial e alargando um pouco a sua liderança, 1,8 segundos sobre Sami Pajari e 2,9 sobre Martins Sesks, que se queixava dos erros cometidos por ele durante a especial. Tanak foi o quarto, a 4,3. A seguir, Tanak atacou e ganhou a especial, mas no limite, porque Sesks, o segundo, fiocou a 0,1 segundos. Pajari foi o terceiro, a 3,1 e Formaux o quarto, a 5,7. Alguns pilotos, como Thierry Neuville, queixavam-se dos amortecedores, mas para Josh McErlean, foi pior: o seu motor parou de funcionar. 

E Kalle Rovanpera, quinto na especial a 13,1 segundos, falava das dificuldades deste rali: "Muito difícil. Muitas lombas e curvas cegas. Estou a tentar forçar o ritmo, mas tenho de trabalhar muito no carro, por isso não é fácil. Apesar disso, estou a ficar mais rápido a cada especial.", afirmou.


Tanak repetiu a vitória na especial seguinte, ganhando 1,8 segundos sobre Sesks, 2,4 sobre Pajari e 3,1 sobre Formaux. O estónio poderia ter acabado a manhã no quarto posto, mas tinha uma desvantagem de 9,2 segundos para a liderança. Kalle Rovanpera furou e perdeu quase 15 segundos. "Por sorte, aconteceu perto do final, mas perdemos algum tempo por causa disso. Também ficámos para trás por causa do Evans, o que não ajudou em nada. Uma pena, já que precisamos de todos os segundos possíveis.", lamentou Rovanpera.

A tarde começou com Tanak ao ataque à liderança, triunfando na segunda passagem por Alghullah, 1,9 segundos na frente de Sesks e 2,9 sobre Formaux. Enquanto isso mais furos e outros acidentes mexiam com o pelotão: Ogier tinha um furo lento, mas não perdeu muito - apenas 5,6 segundos, e ainda ficou 1,8 segundos na frente de Elfyn Evans! - Takamoto Katsuta saiu de estrada e perdeu 22 segundos e Nasser al Attiyah também perdia tempo, com um furo.

Sesks ganhou na segunda passagem por Um Al Jerem, com oito segundos de avanço sobre Thierry Neuville, e com isso, ficou com a liderança do rali com... 22,1 segundos sobre Formaux. E isso porque o francês falhou um cruzamento, e isso o fez perder 24 segundos. Pior ficaram Ott Tanak e Sami Pajari, que tiveram furos e perderam muito tempo. O estónio perdeu um minuto e meio, o finlandês, dois minutos e 11 segundos. Gregoire Munster e Nasser al Attiyah sairam de estrada, mas os estragos não foram muitos. 

"Não é fácil encontrar aderência na frente do carro. Uma vez perdemos o controlo e ainda tivemos cuidado com as costas do Candido [o salto de ontem causou lesões nas costas de Candido Carrera, o navegador de Nasser Al Attiyah].", disse o piloto qatari, que agora é 17º na geral.

No final do dia, na segunda passagem por Wadi Almatwi, Kalle Rovanpera levou a melhor, 7,2 segundos sobre Thierry Neuville, mas como na especial anterior, os furos mexeram na classificação: Sesks perdeu 54,1 segundos, Formaux 29,6, antes de ter mais um minuto de penalização, que o fez perder a liderança, Neuville também furou, mas perdeu apenas 7,2 segundos, e Ogier, 23,8. 

Mas Tanak ficou com pior: dois furos, um a meio da especial e outro na parte final, fizeram-no perder dez minutos, praticamente acabando as suas hipóteses de vitória. 


Mas depois do final da especial, os comissários decidiram aplicar um minuto de penalização a Formaux, fazendo-o cair para quarto, dando a liderança a Sesks. 

Assim, agora, o letão tem uma vantagem de 3,4 segundos sobre Thierry Neuville, com Katsuta Takamoto em terceiro, a 41,5. Depois de Formaux, Rovanpera é quinto, 0,2 segundos na frente do francês, e o sétimo é Sami Pajari, a 1,34,8. Elfyn Evans é oitavo, a 3.54,8, e a fechar o "top ten" estão o Ford de Gregoire Munster, a 6.13,4, e o Toyota Rally2 de Oliver Solberg, a 7.26,7.

O rali da Arábia Saudita termina amanhã, com a realização das últimas três especiais.  

sexta-feira, 17 de outubro de 2025

WRC 2025 - Rali da Europa Central (Dia 2)


Sebastien Ogier e Kalle Rovanpera andam lado a lado no segundo dia do Rali Central Europe, com ambos os pilotos da Toyota separados por meros... 0,7 segundos. Elfyn Evans é terceiro, mas a já uns distantes 29,5 segundos, no final do segundo dia do Rali da Europa Central. 

Com passagens duplas por Granit und Wald, Böhmerwald e Col de Jan, o dia começou com Neuville a ganhar, 0,2 segundos na frente de Ott Tanak, seu companheiro na Hyundai, 0,4 sobre Adrien Formaux, 0,7 sobre Sebastien Ogier e 1,2 sobre Elfyn Evans, o quinto. Rovanpera ganhou na especial seguinte, 0,1 segundos na frente de Sami Pajari, 1,3 sobre Takamoto Katsuta, 1,4 sobre Ott Tanak e 1,7 sobre Adrien Formaux. No finnal da manhã, Ogier triunfava, 3,3 na frente de Kalle Rovanpera, 12,9 sobre elfyn Evans e 17,8 sobre Ott Tanak.

Nessa especial, alguns carros saíram de pista, incluindo Thierry Neuville, que saiu da estrada e danificou a direção do seu Hyundai, e Gregoire Munster, que bateu num monte, danificou a suspensão e ficou com dois furos. Assim sendo, a especial foi interrompida por razões de segurança. "Especial desafiante, não é fácil acelerar em todos os lugares", disse Ogier, no final da especial. 

Na parte da tarde, com a segunda passagem pelas especiais da manhã, Rovanpera partiu para o ataque, ganhando 1,5 segundos para Ogier, 8,1 para Evans e nove segundos para Tanak.

"Talvez esteja um pouco mais uniforme agora, ele também tem um pouco de terra na pista. Depois de as equipas de remoção de gravilha trabalharem, a pista estará bem limpa e ficará mais suja. Perdi um pouco de tempo no início porque estive muito tempo na lama, mas, fora isso, foi uma boa etapa.", disse Rovanpera, no final da especial. 

Neuville tinha mais problemas, desta vez foi o capô que abriu e não o deixou ver muita da estrada, indo mais devagar."O capô levantou-se ao fim de algumas centenas de metros. É sempre um pouco assustador conduzir a 200 km/h na floresta. Só tentei conduzir em segurança. Cometemos um pequeno erro antes e pagámos o preço.", afirmou, no final da especial.

O finlandês ganhou na segunda passagem por Böhmerwald, 0,5 segundos na frente de Adrien Formaux, 1,2 sobre Takamoto Katsuta e 1,8 sobre Sami Pajari. "Foi muito bom. Quando a pista está limpa e em asfalto a sério, divirto-me muito. Por enquanto, vamos continuar assim.", disse Rovanpera.

Já Ogier, que apenas foi sexto, a 2,1, disse de sua justiça:  "Foi uma etapa limpa. Vamos ver, parece que ainda é possível ir mais rápido."

No final do dia, Evans foi o melhor, 1,1 segundos na frente de Ogier, 1,4 sobre Rovanpera, 1,8 sobre Tanak, 1,9 sobre Formaux e 2,3 sobre Takamoto, o sexto. Neuville exagerou num cruzamento e saiu de estrada, para regressar rapidamente.

"Numa das travagens havia muito mais pó, por isso passámos um pouco do ponto ideal, mas não muito. Mudei completamente a configuração e foi interessante. Mudei bastante... de muito macio para muito rígido. Tentei encontrar o que funciona. Estou com dificuldades, não consigo encontrar a confiança necessária. Vamos tentar algo diferente amanhã. Não está a ser divertido e não era o que eu esperava.", disse Neuville.

Já Ogier afirmou sobre a especial e o seu dia: "Abrir a estrada no asfalto foi mais desafiante do que o habitual. Só a SS5 foi boa para nós, as outras estavam a limpar o pó. Provavelmente ainda vamos ter problemas esta noite. Mas foi um bom dia para nós, podemos estar felizes."

Sobre Kalle Rovanpera, afirmou: "Como disse, nestas duas especiais, a limpeza está a afetar. Não é muito, são pequenos detalhes, mas estamos a lidar com pequenos detalhes."

Depois dos três primeiros, quarto é Tanak, a 32,8 segundos, com Takamoto Katsuta na sua peugada, a 35,7. Adrien Formaux é o sexto, a 46,1, na frente Sami Pajari, noutro Toyota, a 56,1. Thierry Neuville está num distante oitavo posto, com quase dois minutos de atraso, a 1.55,8, na frente dos Ford de Josh McErlean, a 2.50,2, e de Oliver Solberg, a 3.37,6. 

O rali da Europa Central continua no dia seguinte, com mais seis especiais. 

domingo, 14 de setembro de 2025

WRC 2025 - Rali do Chile (Final)


Sebastien Ogier acabou por ser o vencedor do rali do Chile, batendo Elfyn Evans por 11 segundos, com o Hyundai de Adrien Formaux em terceiro, a 46.5, que ficou na frente do outro Hyundai de Thieyy Neuville, a 59 segundos do vencedor. Foi a segunda vitória consecutiva do veterano piloto francês, que agora lidera o campeonato do mundo de ralis.

Com quatro especiais para acabar a prova, com passagens duplas por Laraquete e BioBio, a última dos quais em Power Stage, o dia começou com Ogier a ganhar na primeira passagem, 0,9 segundos na frente de Evans, 3,4 sobre Rovanpera e 4,8 sobre um regressado Ott Tanak, que foi para a estrada para conseguir alguns pontos extra no campeonato.

Contudo, o estónio teve problemas de sobreaquecimento no moro, e parecia que os seus planos podem estar em perigo. 

"Finalmente acordado [pela] primeira vez na semana! Precisamos de continuar a esforçar-nos, sabemos que hoje vai ser tudo renhido.", disse Ogier, no final da especial.

O duelo continuou na especial seguinte, com Evans a responder, ganhando a especial com 1,1 segundos sobre Takamoto Katsuta e 1.3 sobre Sebastien Ogier e 1,8 sobre Kalle Rovanpera. Ogier queixou-se da abrasividade da superfície, que está a castigar os pneus. "Não foi uma corrida muito limpa para mim. Foi muito abrasivo para os pneus", comentou no final da especial.

Ogier reagiu na segunda passagem por Laraquete, e pode ter sido o momento decisivo do rali, ao ganhar a especial com 4,4 segundos sobre Elfyn Evans, acabando a especial com 10,3 segundos de vantagem. Tudo isto na véspera da Power Stage. 

Assim, na última especial, Ogier levou a melhor, 0,4 segundos na frente de Thierry Neuville, 0,7 segundos de Elfyn Evans, 1,6 de Sami Pajari e 2,7 sobre Kalle Rovanpera.

No final, também, comemorou-se outro feito, que foi o campeonato de Rally2 conquistado por Oliver Solberg, no seu Toyota GR Yaris Rally2. 

Depois dos quatro primeiros, quinto acabou por ser Sami Pajari, a 1.03,4, na frente do seu compatriota Kalle Rovanpera, noutro Toyota, a 1.35,7, e no sétimo posto está Takamoto Katsuta, a 2.14,0. Gregoire Munster é o oitavo, a 2.44,1, e a fechar o "top ten" estão o Toyota GR Yaris Rally2 de Oliver Solberg, a 8.18,6 e o bulgaro-russo Nikolay Gryazin, a 8.59,0.

O WRC regressa à Europa para dentro de um mês, entre os dias 16 e 19 de outubro, correrá no Central European Rally.

sábado, 13 de setembro de 2025

WRC 2025 - Rali do Chile (Dia 2)


O francês Sebastien Ogier lidera o rali do Chile com 6,3 segundos de vantagem sobre Elfyn Evans, num duelo entre Toyotas, no final deste sábado. Ambos parecem ser os favoritos à vitória nesta prova, num rali que está a ser bem competitivo. Terceiro é o Hyundai de Adrien Formaux, a 26,8 segundos, ainda com chances de os apanhar, enquanto mais distante está Thierry Neuville, a 41,7, em quarto.   

Com seis especiais pela frente neste sábado, e passagens duplas por Pelún, Lota e Maria de Las Cruces, e com todos perto uns dos outros, o dia começou com chuva na região, e isso deixa lama e o piso escorregado. Mas mesmo assim, começou com Tanak ao ataque - estava a recuperar dos problemas de motor de ontem - e a ganhar a especial, 1,4 segundos melhor que Elfyn Evans, 6,2 sobre Kalle Rovanpera e 10,7 sobre Adrien Formaux.

Munster bateu contra a berma e perdeu algum tempo, enquanto Alberto Heller e Josh McErlean tiveram problemas mecânicos, do qual perderam tempo. 

Tanak voltava a ganhar na especial seguinte, 10,8 segundos na frente de Rovanpera, 15,6 sobre Ogier e 15,8 sobre Evans. Formaux foi o quinto na especial, e aguentou o comando por 0,9 segundos, e disse de sua justiça: "Parece que estamos na Grã-Bretanha, por isso ele (Elfyn) será rápido nestas condições, está a melhorar. Se nos mantivermos unidos, tudo é possível. Satisfeito com as duas primeiras especiais, complicadas e exigentes. Continuamos."

Rovanpera foi o vencedor em Maria de las Cruces, 7,3 segundos na frente de Evans e 8,9 de Ogier. Graças ao segundo lugar, o piloto galês acabou a manhã na primeira posição, com 5,6 segundos de vantagem sobre Ogier e 9,3 sobre Formaux. Entretanto, a equipa Hyundai decidiu retirar o carro de Tanak no sentido de ter inteiro para amanhã, para um ataque total para conseguir pontos na Power Stage.


Ogier ganhou ao inicio da tarde, na segunda passagem por Pelún, 2,9 segundos adiante de Evans e 4,6 sobre Neuville. Ele repetiu na etapa seguinte, agora conseguindo 3.7 segundos de vantagem sobre Evans e 7.8 sobre Pajari e Formaux. Isso foi suficiente para que Ogier subisse para o comando do rali. No final do dia, na segunda passagem por Maria de las Cruces, o francês da Toyota voltou a ganhar, desta vez com uma vantagem de 5,3 sobre Evans.

E claro, ele estava satisfeito com o que tinha conseguido: 

"Parece bom, mas será intenso até ao fim. Amanhã de manhã, terei de estar acordado, não como em todas as primeiras etapas dos últimos dois dias. Dose dupla de expresso!", afirmou.

Depois dos quatro primeiros, quinto é Sami Pajari, a 50,4 segundos, noutro Toyota, na frente de Kalle Rovanpera, a uns distantes 1.23,2. Takamoto Katsuta é o sétimo, a 1.54,3, depois de ter passado Gregoire Munster, que é oitavo, a 2.00,4. Oliver Solberg é o nono, e o melhor dos Rally2, a 6.12,7, na frente do bulgaro-russo Nikolay Gryazin, a 6.42,9.

O rali do Chile acaba neste domingo, com a realização das últimas quatro especiais. 

sexta-feira, 12 de setembro de 2025

WRC 2025 - Rali do Chile (Dia 1)


Adrien Formaux é o líder o rali do Chile ao fim de seis especiais, mas a diferença de um segundo para o segundo classificado, o outro Hyundai de Thierry Neuville, não significa absolutamente nada numa prova onde perderam Ott Tanak por causa de um problema no seu motor, recomeçando amanhã para o Rally2. Sebastien Ogier é o terceiro, a 2,3 segundos, na frente de outro Toyota, o de Sami Pajari, a 11,2 segundos. Aliás, os cinco primeiros estão separados por 13,1 segundos, e os sete primeiros, por 49,8.

Com passagens duplas por Pulperia, Rere e San Rosendo, o dia começou logo com a entrada forte de Kalle Rovanpera, que ganhou as duas primeiras especiais, ganhando um avanço de 5,8 segundos sobre Tanak e 6,3 sobre Elfyn Evans, que perdeu tempo por causa de... cães na estrada. Contudo, na especial de San Rosendo, a primeira passagem, Evans levou a melhor, depois de Kalle Rovanpaera ter batido contra um banco de terra, furando e perdendo cerca de um minuto e 11 segundos e caído para nono na geral. "Abri um pouco a estrada num troço estreito e furei ali. Infelizmente, ainda havia um longo caminho a percorrer, por isso perdi bastante tempo.", contou o finlandês no final da especial. 


Em contraste, Evans passou para primeiro, meio segundo de Tanak.

"Nada mau, fiz uma corrida muito limpa e organizada. É difícil saber se tive vantagem suficiente em termos de força, mas com toda a inclinação e tudo, é difícil estar limpo e organizado e não ter alguns momentos.", disse o piloto galês da Toyota.

A parte da tarde aconteceu com a segunda passagem pelas especiais da manhã, com Sami Pajari a ser o melhor na segunda passagem por pulperia, com meio segundo de vantagem sobre Neuville, 1,5 sobre Tanak e Formaux. O estónio conseguiu o suficiente para passar à liderança, com 6,9 segundos de diferença sobre Evans. Sebastien Ogier teve problemas com um dos seus ailerons, danificado depois de um salto, aparentemente, e Gus Greensmith e Yohan Rossel tiveram problemas, com o francês a ter o seu carro a arder por causa de uma fuga de óleo.


Tanak ganhou na segunda passagem por Rere, 0,6 segundos na frente de Formaux, 1,1 de Neuville e 3,2 sobre Takamoto. "Foi uma boa especial, mas está a ser bastante difícil para os pneus. Estou entre forçar e poupar. Na verdade, tive uma boa etapa. Ott é rápido e a sua estratégia está a funcionar. (Hyundai 1-2-3?) Já passou algum tempo, por isso foi positivo.", disse o estónio.

Mas foi sol de pouca dura: o motor explodiu na última especial do dia, deixando-o apeado, deixando-o nas mãos de Sebastien Ogier, que ganhou a especial, 3,1 segundos na frente de Neuville, 5,8 sobre Pajari e 6,5 sobre Formaux. Evans perdeu 14,2 segundos por causa de uma má especial, caindo para quinto. Atrás, Josh McErlean sofreu um furo, mas não perdeu muito tempo.

"Só posso estar satisfeito porque é a primeira vez que lidero um rali depois do primeiro dia. É uma pena para o Ott, tenho pena dele. Uma pena para a equipa também, teria sido bom estar em 1-2-3. Hoje é um bom dia para nós.", disse Formaux, no final da especial.

Depois dos cinco primeiros, Takamoto Katsuta é o sexto, a 41 segundos, seguido por Gregoire Munster, a 49,8. Kalle Rovanpera é o oitavo, a 1.05,0, e a fechar o "top ten" estão Toyota Yaris Rally2 de Oliver Solberg e o Ford Puma Rally1 de Josh McErlean, a 2.35,7.

O rali do Chile continha este sábado, com mais seis especiais.

sexta-feira, 29 de agosto de 2025

WRC 2025 - Rali do Paraguai (Dia 1)


No final das oito primeiras especiais do Rally Paraguai, que decorreram nesta sexta-feira, o Toyota de Kelle Rovanpera lidera com 7,1 segundos de vantagem sobre o Hyundai de Adrien Formaux, 7,6 segundos sobre o outro Hyundai de Ott Tanak, 17,8 sobre o Toyota de Sebastien Ogier. Tudo isto num rali onde Gregoire Munster já saiu de prova, mostrando que as especiais paraguaias não são assim tão fáceis como se julgava...

Com passagens duplas por Cambyretá, Nueva Alborada, Yerbatera e Autódromo, o rali começou com Rovanpera a liderar, naquele que era provavelmente o troço mais complicado do dia. Ali, o finlandês ganhou 3,2 segundos sobre Ogier, 4,8 sobe Pajari e Formaux, numa especial onde Gregoire Munster saiu da pista e ficou definitivamente de fora. Quem furou e perdeu muito tempo foi Takamoto Katsuta, 45,8 mais concretamente. 

"É muito duro e nada divertido. Todas estas compressões e saltos a alta velocidade são demasiado bruscos para o carro e acabamos por bater no fundo em todo o lado.", queixou-se Rovanpera no final da especial. 

Adrien Formaux triunfou na especial seguinte, com uma vantagem de 4,3 sobe Ott Tanak, 4,4 sobre Kalle Rovanpera e 4,5 sobre Thierry Neuville. Ogier furou e perdeu 37,3 segundos, caindo de segundos para oitavo na geral.  

"Esta não foi tão boa. Muito mais escorregadia, especialmente no início, quando tive muita dificuldade. Cometi muitos pequenos erros ao abrir a pista em alguns locais e não tive o melhor fluxo, por isso o tempo não é bom.", disse Rovanpera, o terceiro na geral, e a aguentar por pouco a liderança. 

Formaux insistiu e na terceira especial, acabou por passar à liderança, mas quem ganhou a especial foi Ogier, que conseguiu uma vantagem de 1,7 segundos sobre Formaux, 4,6 sobe Neuville e 4,9 sobe Rovanpera. Takamoto bateu numa berma e perdeu mais tempo, enquanto Oliver Solberg furou. 

"Tentamos, mas quando se perde tanto numa etapa, é difícil fazer qualquer coisa. Esta foi boa. Não há muito mais a perder agora. Quando se está no fundo da grelha, é preciso correr riscos de qualquer maneira.", comentou Ogier, no final da especial. 

Formaux triunfou na última especial da manhã, conseguindo uma vantagem de 0,4 segundos sobre Ogier, 1,1 sobre Sami Pajari, 1,2 sobre Takamoto Katsuta. 

Na parte da tarde aconteceu a segunda passagem pelas especiais da manhã, e começou com Ogier a levar a melhor na segunda passagem por Cambyretá, 3,2 segundos mais rápido que Takamoto Katsuta, 4,3 sobre Formaux, 4,7 sobre Rovanpera e 5,5 sobre Tanak. O estónio ganhou na especial seguinte, dois segundos na frente do seu companheiro, Neuville, 2,8 sobre Takamoto, 3,5 sobre Formaux e 3,8 sobere Ogier. Kajetanowicz sofreu um acidente por causa de uma pedra na meio da estrada, mas a dupla saiu incólume.

Kalle Rovanpera, que foi apenas sexto na especial, queixava-se da velocidade do carro: "Não me estou a sentir muito bem agora. É complicado, parece que não consigo fazer muito mais do que isso. Sei que preciso de ser mais agressivo nos cruzamentos, mas simplesmente não consigo fazê-los funcionar neste momento."

Ogier ganhou na segunda passagem por Yerbatera, 1,6 segundos na frente de Tanak, 5,8 sobre Rovanpera e 7,3 sobre Evans.

Foi uma classificativa dura para os carros: Takamoto sofreu um acidente, Neuville fez um pião por causa "de um erro estúpido", Formaux e Pajari furaram e perderam tempo: o francês 18,9, suficiente para perder a liderança para Rovanpera, e o finlandês, mais de dois minutos, suficientes para cair de quinto para o oitavo posto. "Provavelmente uma pedra, não sabemos", disse Pajari, questionado sobre a causa do seu problema.

No final do dia, na especial do Autódromo, Ogier foi melhor que Tanak por meio segundo, com Formaux a ser terceiro, a 0,8 e Neuville e Pajari empatados no quarto lugar, a 1,1.   

Depois dos quatro primeiros, quinto é Elfyn Evans, a 21,1, com Neuville em sexto, a 25,7. Josh McErlean é sétimo, a 1.18,4, com o oitavo a ser Sami Pajari, a 2.24,2. A fechar o "top ten" estão o Citroen de Yohan Rossel, e o melhor dos Rally2, a 2.57,6, e o Skoda RS Fabia Rally2 de Nikolay Gryazin, este a 3.06,7.

O rali do Paraguai prossegue neste sábado, com a realização de mais sete especiais.

quarta-feira, 14 de maio de 2025

WRC (II): Formaux quer que Portugal corra bem


Para Adrien Fourmaux e Alexandre Coria, a dupla francesa da Hyundai está a encarar o Rali de Portugal com a ambição de melhorar o seu quarto lugar na edição de 2024 e impulsionar a Hyundai na classificação do campeonato. Após um pódio em Monte Carlo e dois maus resultados na Suécia e no Quénia, Fourmaux foi o melhor piloto da Hyundai no desastre da marca coreana nas Canárias, com o seu quinto lugar final.

Nas vésperas do rali português, Fourmaux partilha a sua perspetiva sobre o desafio pela sua frente: 

O Rali de Portugal é um grande desafio, o calor é exigente e a gestão dos pneus é uma tarefa importante. Há alguns locais onde o ataque é total, mas, ao mesmo tempo, temos de ter cuidado com os pneus – é um fator que temos de determinar durante os nossos testes.”, começou por afirmar.

O piloto da Hyundai sublinha a necessidade de cautela e estratégia: “Há sítios no rali em que temos de ser cautelosos, mas ainda é possível criar grandes diferenças, pelo que, por vezes, pode ser um sprint. Não obtivemos os melhores resultados no final da última ronda, por isso, como equipa, temos de acabar com o domínio da Toyota e obter um resultado realmente bom com os três carros. Quero voltar ao pódio para ajudar na carga, isto é crucial para o resto da época.”, concluiu

Com a experiência e determinação da equipa, Adrien Fourmaux e Alexandre Coria procuram um resultado de destaque no Rali de Portugal, contribuindo para a recuperação da Hyundai no campeonato. O rali de Portugal começa na quinta-feira com o "shakedown". 

segunda-feira, 13 de janeiro de 2025

Youtube Rally Testing: Os testes de Adrien Formaux para o rali de Monte Carlo

A pouco mais de duas semanas do rali de Monte Carlo, Adrien Formaux é o mais recente recruta da Hyundai para o WRC. O piloto francês, que em 2024 corria num Ford Puma Rally1 da M-Sport, tem bom conhecimento das estradas alpinas francesas, e agora anda a adaptar-se ao Hyundai i20 Rally1, na temporada que está prestes a começar. 

Este vídeo foi gravado na sexta-feira, dia 10 de janeiro. 

segunda-feira, 6 de janeiro de 2025

Youtube Rally Testing: Os testes para o Monte Carlo 2025

O rali de Monte Carlo será no final do mês, mas já se testa a fundo para a prova, com as duas principais marcas, Hyundai e Toyota, a se aplicarem para a prova, especialmente a usarem os novos pneus Hankook, que substituem os Pirelli no fornecimento exclusivo de pneumáticos para o Mundial de ralis. 

No vídeo, Kalle Rovanpera, que regressa a tempo inteiro ao WRC, depois de uma temporada parcial, e Adrien Formaux, o novo recruta da marca coreana, estão a testar nos seus carros. 

Apesar do tempo invernal, eles se aplicam fortemente. Afinal de contas, há certas coisas que são novas... o rali de Monte Carlo será entre os dias 22 e 26 de janeiro.