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domingo, 13 de setembro de 2026

WRC 2026 - Rali do Chile (Final)


O sueco Oliver Solberg foi o vencedor do rali do Chile, com uma vantagem de 16,6 segundos sobre Sebastien Ogier, e 33,3 segundos sobre Adrien Formaux, o melhor dos Hyundai. Os três acabaram com mais de um minuto de vantagem sobre o quarto classificado, o Toyota de Sami Pajari (a 1.33,9).

Para Solberg, que já não ganhava desde o Rali de Monte Carlo, no inicio do ano, este foi uma vitória que procurava há muito, mas por diversas razões, não chegava. 

"Fim de semana inacreditável. Foi um ano de altos e baixos, mas a equipa sempre acreditou e me empurrou. Finalmente, com um pouco de sorte do meu lado, pude me concentrar e fazer meu trabalho. As pequenas coisas importam. Este fim de semana foi perfeito. Elliott também fez um trabalho inacreditável. Estou exausto agora, usei um suporte para as costas nesta especial para poder saltar a toda velocidade. Finalmente!", disse no final.


Com quarto especiais para cumprir neste domingo, passagens duplas por Carampangue e BioBio, o dia começou com Elfyn Evans como vencedor, 1,7 segundos na frente de Adrien Formaux, 4,1 sobe Sebastien Ogier e 5,9 sobree Oliver Solberg. A seguir, na primeira passagem por BioBio, Solberg acabou por ser o melhor, 1,3 segundos na frente de Elfyn Evans, 2,2 sobree Sebastien Ogier e 4,7 sobre Adrien Formaux.   

Ogier conseguiu ser o melhor na segunda passagem por Carampangue, na véspera do Powerstage, conseguindo uma vantagem de 5,4 segundos sobre o seu compatriota Adrien Fornaux, 7,5 sobre Solberg, 15,3 sobre Sami Pajari e 15,6 sobre Esapekka Lappi. Evans furou e perdeu dois minutos e 14 segundos, caindo de segundo para quinto.

No final, na Powerstage, o melhor foi Solberg, 0,5 segundos na frente de Evans, 0,6 sobre Sami Pajari, 2,1 sobre Takamoto Katsuta e 3,3 sobre Sebastien Ogier. 

"Na verdade foi um fim de semana positivo. Tivemos que ter cuidado com os pneus ontem e evitamos drama. Agora começamos a apertar e assim que começamos a colocar energia, os pneus se danificaram. Sempre tentamos gerir, etc. Estou satisfeito que possamos ser mais rápidos. Sexta-feira foi o ponto chave e a primeira especial fez uma grande diferença para o fim de semana. Uma grande luta por três dias e tem sido fantástico pilotar este carro. O rali é lindo e os fãs são incríveis. Viva Chile!", declarou Adrien Formaux, que acabou o rali na terceira posição.

Depois dos quatro primeiros, quinto foi Elfyn Evans, a 2.22,3, bem longe de Esapekka Lappi, no seu Hyundai, a 5.07,0, na frente do Ford de Josh McErlean, a 7.31,5. Oitavo foi o Lancia Ypsilon Rally2 de Yohan Rossel, a 9.31,0, e a fechar o "top ten" ficaram o Skoda Fabia RS Rally2 de Robert Virves, a 10.24,0 e o Toyota GR Yaris Rally2 de Gus Greensmith, a 10.58,2.


Na geral, Evans continua na frente, agora com 230 pontos, seguido por Sami Pajari, com 213, Oliver Solberg, com 209, Sebastien Ogier, com 171, Adrien Formaux, com 167 e Takamoto Katsuta, com 163. 

O WRC prossegue na Europa, agora na Sardenha, entre os dias 1 a 4 de outubro. 

sábado, 12 de setembro de 2026

WRC 2026 - Rali do Chile (Dia 2)


O sueco Oliver Solberg está na frente do rali do Chile, passadas que estão mais seis especiais. O piloto da Toyota tem agora uma vantagem de 19,1 segundos sobre Elfyn Evans e 20,4 sobre Sebastien Ogier. Estes três Toyotas já tem um pequeno avanço sobre o quarto classificado, o Hyundai de Adrien Formaux, 31,1 segundos. Tudo isto num dia onde Thierry Neuville sofreu um forte capotanço, mas saiu incólume.

Com seis especiais pela frente, neste sábado, passagens duplas por Pelún, Lota e Maria de las Cruces, o dia começou com Sebastien Ogier a ganhar as duas primeiras. Em Pelún, teve uma vantagem de 3,4 segundos sobre Adrien Formaux, 3,5 sobre Elfyn Evans e cinco segundos sobre Oliver Solberg. Thierry Neuville e Nikolay Gryazin capotaram, com os maiores estragos a acontecerem no Hyundai do piloto belga, que acabou por não regressar.

Josh McErlean sofreu um furo e perdeu 56,3 segundos, caindo para o oitavo lugar.

Na segunda especial da manhã, Ogier voltou a ganhar, seguido por Formnaux, a 2,5, Evans, a 4 segundos, e Solberg, a 5,4. Jon Armstrong capotou na especial, mas acabou por continuar, perdendo mais de sete minutos e meio, e muitos danos no seu carro. 

A manhã acabou com Solberg a ser o melhor, deixando Evans a 2,9 segundos, Formaux a 4,7 e Ogier a 10,7. Nessa altura, o piloto sueco tinha uma vantagem de 10,1 segundos sobre Evans. "Tentei poupar os pneus no início e forçar o ritmo no final. Não foi uma manhã perfeita, mas foi uma manhã limpa.", disse Solberg, o líder.

A parte da tarde era composta pela segunda passagem pelas especiais da manhã, e começou com Ogier a ganhar nas dias especiais seguintes, as segundas passagens por Pelun e Lota. Na primeira, o francês da Toyota ganhou com uma vantagem de 2,5 segundos sobre o seu compatriota Adrien Formaux, 3,5 sobre Elfyn Evans, 3,8 sobre Solberg e 4,8 sobre Sami Pajari. Na segunda, o francês ganhou 0,5 segundos de vantagem sobre Olivier Solberg, 1,9 sobre Adrien Formaux e 6,1 sobre Elfyn Evans, numa especial interrompida depois do acidente de Calle Carlberg, no seu Ford Fiesta Rally3.

No final do dia, Solberg levou a melhor sobre Evans, batendo-o por 3,7 segundos. Ogier conseguiu o terceiro melhor tempo, a 3,7 segundos e Formaux ficou mais longe, a 12,9.

"Esse é o segredo. Todos os anos, nos últimos quatro tem sido a mesma coisa. Como? Poupe os pneus até o fim e depois é sempre a fundo! Estou a brincar..." começou por dizer Solberg, no final do dia. "A nova [especial, para domingo] é extremamente difícil, mas agora temos um pequeno intervalo. Para o campeonato, preciso fazer meu clássico domingo e a Power Stage. Vou fazer o meu melhor.", concluiu.

Depois dos quarto primeiros, Sami Pajari é quinto, a já uns distantes 1.15,5 da liderança. Mais longe ainda está Esapekka Lappi, sexto, a 4.10,1, na frente do Ford de Josh McErlean, no seu Ford, a 5.18,2. Oitavo é Yohan Rossel, no seu Lancia Ypsilon Rally2, a 6.34,6, e a fechar o "top ten" estão o Skoda Fabia RS Rally2 de Robert Virves, a 7.52,6, e o Toyota GR Yaris Rally2 de Gus Greensmith, a 8.20,7. 

O rali do Chile termina neste domingo após a realização das derradeiras quatro especiais. 

sexta-feira, 11 de setembro de 2026

WRC 2026 - Rali do Chile (Dia 1)


O sueco Oliver Solberg lidera o rali do Chile, concluídas que estão as primeiras seis especiais desta prova. O piloto da Toyota tem uma vantagem de 10.1 segundos sobre Elfyn Evans, enquanto já tem um avanço de 18 segundos sobre o terceiro classificado, o Hyundai de Adrien Formaux, e 19,7 sobre o Toyota de Sebastien Ogier. 

Com passagens duplas por Turquia, Nuevo Rere e Hualqui, o dia começou com Oliver solberg a ganhar a primeira especial, ganhando 1,4 segundos a Elfyn Evans, 11,6 sobre Adrien Formaux e 16,7 sobre Thierry Neuville. Takamoto Katsuta teve um acidente e ficou preso a valeta, mas foi a saída de estrada do turco Kerem Kazaz que fez neutralizar a especial. 

Elfyn Evans ganhou na segunda especial, ganhando 1,8 segundos sobre Oliver Solberg, 1,9 sobre Sebastien Ogier e 2,6 sobre Sami Pajari. Na terceira especial, o melhor foi Neuville, 1,9 segundos sobre Solberg, 4,3 sobre Ogier e 4,6 sobre Evans. 

Apesar do galês não ser o líder nessa altura - estava em segundo, a 2,3 segundos sobre Solberg - ele estava contente com o seu andamento, por causa da superfície húmida devido às chuvas do dia anterior:

"A chuva da noite ajudou a equilibrar as coisas ou jogou a nosso favor, estou contente de ver a chuva depois de tantos rallies secos. Bom começo, ainda há muito pela frente neste rali.", disse o piloto da Toyota.

A parte da tarde começou com a segunda passagem pelas classificativas da manhã, E Sami Pajari triunfou na quarta especial, com uma vantagem de 0m6 segundos sobre Sebastien Ogier, um segundo sobre Adrien Formaux e 2,7 sobre Oliver Solberg. 

Sebastien Ogier triunfou na quinta especial, conseguindo uma vantagem de 0,1 segundos sobre Pajari, 0,4 sobre Solberg e 1,5 sobre Neuville. Evans estava contente pelo resultado, no final da especial: "Etapa brilhante, tem bastante coisa aí! Os níveis de aderência são muito diferentes desta manhã, não é uma aderência super alta, mas bastante consistente."

No final do dia, Oliver Solberg triunfou, 0,3 segundos sobre Adrien Formaux, 1,3 sobre Sebastien Ogier e 1,5 sobre Thierry Neuville. Contudo, a especial foi parada depois do acidente, primeiro, com o carro de Alejandro Cachon, e depois foi cancelado quando Yuki Yamamoto também capotou.

"Voltei ao acerto que estava a usar antes no carro.", começou por afirmar Solberg, no final da especial. "No início, fui demasiado cauteloso; tentava fazer uma prova limpa. Acho que foi uma tarde importante para não cometer erros. Estou feliz.", concluiu.

Em contraste, Thierry Neuville não escondia a sua desilusão:

"É dececionante para nós. Estávamos na posição de abrir a pista esta manhã. Não tivemos consistência suficiente e estamos a lidar com uma pequena fuga no amortecedor esta tarde. No final do dia, simplesmente não estou suficientemente rápido. Quando não se tem a sensação ideal, não há nada a fazer."


Depois dos quatro primeiros, quinto é Sami Pajari, a 21,7 segundos. Não muito longe está Thierry Neuville, sexto, a 27,4 segundos. Muito mais distante estão dos Ford dos irlandeses Josh McErlean, a 1.54,5, e de Jon Armstrong, a 1.56,9. Esapekka Lappi é nono, a 2.06,0, e a fechar o "top ten" está o Lancia Ypsilon Rally2 do búlgaro Nikolay Gryazin.

O rali do Chile prossegue neste sábado, com a realização de mais seis especiais.

quarta-feira, 19 de agosto de 2026

WRC: Rali do Chile com 56 inscritos


O WRC revelou nesta quarta-feira a lista de inscritos para o Rally Chile Bio Bío, marcado de 10 a 13 de setembro. Ao todo, serão 56 os pilotos que estarão presentes na prova chilena, dez deles na categoria principal, o Rally1.

A Toyota Gazoo Racing irá alinhar na prova chilena com cinco GR Yaris para o galês Elfyn Evans, o finlandês Sami Pajari, o japonês Takamoto Katsuta, o sueco Oliver Solberg e o francês Sébastien Ogier. Na Hyundai, a marca aposta no francês Adrien Fourmaux, no belga Thierry Neuville e no finlandês Esapekka Lappi, a novidade neste rali. Enquanto isso, a M-Sport Ford completa a categoria principal com os irlandeses Josh McErlean e Jon Armstrong.

Na categoria Rally2 estarão 18 pilotos inscritos, 17 deles em luta direta pelos pontos do WRC2. o estónio Robert Virves destaca-se após quatro vitórias consecutivas, enfrentando os carros da Lancia com o búlgaro-russo Nikolay Gryazin e o francês Yohan Rossel, além dos pilotos da Toyota Yaris Gr Rally2 do espanhol Alejandro Cachón e Diego Domínguez, do britânico Gus Greensmith e do japonês Yuki Yamamoto. 

A armada chilena assume forte protagonismo com Jorge Martínez, Alberto Heller, Pedro Heller, Emilio Rosselot e Tadeo Rosselot inscritos na categoria.

O rali do Chile acontecerá duas semanas depois do rali do Paraguai, que se realizará entre os dias 27 e 30 de agosto. 

sábado, 13 de setembro de 2025

WRC 2025 - Rali do Chile (Dia 2)


O francês Sebastien Ogier lidera o rali do Chile com 6,3 segundos de vantagem sobre Elfyn Evans, num duelo entre Toyotas, no final deste sábado. Ambos parecem ser os favoritos à vitória nesta prova, num rali que está a ser bem competitivo. Terceiro é o Hyundai de Adrien Formaux, a 26,8 segundos, ainda com chances de os apanhar, enquanto mais distante está Thierry Neuville, a 41,7, em quarto.   

Com seis especiais pela frente neste sábado, e passagens duplas por Pelún, Lota e Maria de Las Cruces, e com todos perto uns dos outros, o dia começou com chuva na região, e isso deixa lama e o piso escorregado. Mas mesmo assim, começou com Tanak ao ataque - estava a recuperar dos problemas de motor de ontem - e a ganhar a especial, 1,4 segundos melhor que Elfyn Evans, 6,2 sobre Kalle Rovanpera e 10,7 sobre Adrien Formaux.

Munster bateu contra a berma e perdeu algum tempo, enquanto Alberto Heller e Josh McErlean tiveram problemas mecânicos, do qual perderam tempo. 

Tanak voltava a ganhar na especial seguinte, 10,8 segundos na frente de Rovanpera, 15,6 sobre Ogier e 15,8 sobre Evans. Formaux foi o quinto na especial, e aguentou o comando por 0,9 segundos, e disse de sua justiça: "Parece que estamos na Grã-Bretanha, por isso ele (Elfyn) será rápido nestas condições, está a melhorar. Se nos mantivermos unidos, tudo é possível. Satisfeito com as duas primeiras especiais, complicadas e exigentes. Continuamos."

Rovanpera foi o vencedor em Maria de las Cruces, 7,3 segundos na frente de Evans e 8,9 de Ogier. Graças ao segundo lugar, o piloto galês acabou a manhã na primeira posição, com 5,6 segundos de vantagem sobre Ogier e 9,3 sobre Formaux. Entretanto, a equipa Hyundai decidiu retirar o carro de Tanak no sentido de ter inteiro para amanhã, para um ataque total para conseguir pontos na Power Stage.


Ogier ganhou ao inicio da tarde, na segunda passagem por Pelún, 2,9 segundos adiante de Evans e 4,6 sobre Neuville. Ele repetiu na etapa seguinte, agora conseguindo 3.7 segundos de vantagem sobre Evans e 7.8 sobre Pajari e Formaux. Isso foi suficiente para que Ogier subisse para o comando do rali. No final do dia, na segunda passagem por Maria de las Cruces, o francês da Toyota voltou a ganhar, desta vez com uma vantagem de 5,3 sobre Evans.

E claro, ele estava satisfeito com o que tinha conseguido: 

"Parece bom, mas será intenso até ao fim. Amanhã de manhã, terei de estar acordado, não como em todas as primeiras etapas dos últimos dois dias. Dose dupla de expresso!", afirmou.

Depois dos quatro primeiros, quinto é Sami Pajari, a 50,4 segundos, noutro Toyota, na frente de Kalle Rovanpera, a uns distantes 1.23,2. Takamoto Katsuta é o sétimo, a 1.54,3, depois de ter passado Gregoire Munster, que é oitavo, a 2.00,4. Oliver Solberg é o nono, e o melhor dos Rally2, a 6.12,7, na frente do bulgaro-russo Nikolay Gryazin, a 6.42,9.

O rali do Chile acaba neste domingo, com a realização das últimas quatro especiais. 

sexta-feira, 12 de setembro de 2025

WRC 2025 - Rali do Chile (Dia 1)


Adrien Formaux é o líder o rali do Chile ao fim de seis especiais, mas a diferença de um segundo para o segundo classificado, o outro Hyundai de Thierry Neuville, não significa absolutamente nada numa prova onde perderam Ott Tanak por causa de um problema no seu motor, recomeçando amanhã para o Rally2. Sebastien Ogier é o terceiro, a 2,3 segundos, na frente de outro Toyota, o de Sami Pajari, a 11,2 segundos. Aliás, os cinco primeiros estão separados por 13,1 segundos, e os sete primeiros, por 49,8.

Com passagens duplas por Pulperia, Rere e San Rosendo, o dia começou logo com a entrada forte de Kalle Rovanpera, que ganhou as duas primeiras especiais, ganhando um avanço de 5,8 segundos sobre Tanak e 6,3 sobre Elfyn Evans, que perdeu tempo por causa de... cães na estrada. Contudo, na especial de San Rosendo, a primeira passagem, Evans levou a melhor, depois de Kalle Rovanpaera ter batido contra um banco de terra, furando e perdendo cerca de um minuto e 11 segundos e caído para nono na geral. "Abri um pouco a estrada num troço estreito e furei ali. Infelizmente, ainda havia um longo caminho a percorrer, por isso perdi bastante tempo.", contou o finlandês no final da especial. 


Em contraste, Evans passou para primeiro, meio segundo de Tanak.

"Nada mau, fiz uma corrida muito limpa e organizada. É difícil saber se tive vantagem suficiente em termos de força, mas com toda a inclinação e tudo, é difícil estar limpo e organizado e não ter alguns momentos.", disse o piloto galês da Toyota.

A parte da tarde aconteceu com a segunda passagem pelas especiais da manhã, com Sami Pajari a ser o melhor na segunda passagem por pulperia, com meio segundo de vantagem sobre Neuville, 1,5 sobre Tanak e Formaux. O estónio conseguiu o suficiente para passar à liderança, com 6,9 segundos de diferença sobre Evans. Sebastien Ogier teve problemas com um dos seus ailerons, danificado depois de um salto, aparentemente, e Gus Greensmith e Yohan Rossel tiveram problemas, com o francês a ter o seu carro a arder por causa de uma fuga de óleo.


Tanak ganhou na segunda passagem por Rere, 0,6 segundos na frente de Formaux, 1,1 de Neuville e 3,2 sobre Takamoto. "Foi uma boa especial, mas está a ser bastante difícil para os pneus. Estou entre forçar e poupar. Na verdade, tive uma boa etapa. Ott é rápido e a sua estratégia está a funcionar. (Hyundai 1-2-3?) Já passou algum tempo, por isso foi positivo.", disse o estónio.

Mas foi sol de pouca dura: o motor explodiu na última especial do dia, deixando-o apeado, deixando-o nas mãos de Sebastien Ogier, que ganhou a especial, 3,1 segundos na frente de Neuville, 5,8 sobre Pajari e 6,5 sobre Formaux. Evans perdeu 14,2 segundos por causa de uma má especial, caindo para quinto. Atrás, Josh McErlean sofreu um furo, mas não perdeu muito tempo.

"Só posso estar satisfeito porque é a primeira vez que lidero um rali depois do primeiro dia. É uma pena para o Ott, tenho pena dele. Uma pena para a equipa também, teria sido bom estar em 1-2-3. Hoje é um bom dia para nós.", disse Formaux, no final da especial.

Depois dos cinco primeiros, Takamoto Katsuta é o sexto, a 41 segundos, seguido por Gregoire Munster, a 49,8. Kalle Rovanpera é o oitavo, a 1.05,0, e a fechar o "top ten" estão Toyota Yaris Rally2 de Oliver Solberg e o Ford Puma Rally1 de Josh McErlean, a 2.35,7.

O rali do Chile continha este sábado, com mais seis especiais.

quarta-feira, 20 de agosto de 2025

WRC: Rali do Chile terá 49 carros inscritos


O rali do Chile será entre os dias 11 e 14 de setembro e hoje foi anunciado que 49 carros estarão presentes na prova. A grande novidade na categoria Rally1 é que o local Alberto Heller participará num Puma Rally1, algo que já tinha feito em 2023, onde acabou na 15ª posição da geral.

De resto, tudo igual ao rali do Paraguai, onde no Rally1 terá mais onze carros: os cinco Toyota Yaris -Elfyn Evans, Kalle Rovanperä, Sébastien Ogier, Takamoto Katsuta e Sami Pajari - mais os três Hyundais i20 Rally1, de Ott Tänak, Thierry Neuville e Adrien Fourmaux, e os Ford de Gregoire Munster e Josh McErlean, que farão companhia ao local Heller. 

Para a categoria Rally2, estarão presentes desde o líder, Oliver Solberg, até boa parte dos seus rivais:  o francês Yohan Rossel, o britânico Gus Greensmith, o espanhol Jan Solans, o finlandês Emil Lindholm e o bulgaro-russo Nikolay Gryazin.

O Rali do Chile decorre em torno da cidade de Concepción e terá num total de 16 provas especiais.

segunda-feira, 7 de julho de 2025

WRC: Rali do Chile em risco?


A dois meses do rali do Chile, previsto para acontecer entre os dias 11 e 14 de setembro, há sinais de alerta que colocam em dúvida a sua realização. A Contraloría General de la Republica de Chile o principal órgão de fiscalização e controle da administração do Estado no país, exige a revisão de contrato entre a Sernatur, o Serviço Nacional de Turismo e a promotora do evento, a Horta Producciones.

A Contraloría determinou que o contrato para a organização das etapas chilenas do WRC em 2025 e 2026 não cumpre os requisitos legais, o que poderá obrigar à devolução dos 8500 milhões de pesos já transferidos (cerca de 7,78 milhões de euros).

Já o Governo Regional da provincial de Bio-Bio, local onde é realizado o rali e cuja capital é Concepcion, tenta minimizar impacto e promete respostas rápidas, alegando que as falhas identificadas são “emendáveis”, desde que as correções sejam feitas com rapidez.

O Rally Chile faz parte do campeonato desde 2019, com uma interrupção entre 2020 e 2022, primeiro por causa de agitações internas, e depois pela pandemia. Só regressou em 2023, e em 2024 foi ganho por Kalle Rovanpera, no seu Toyota Yaris Rally1.

domingo, 29 de setembro de 2024

WRC 2024 - Rali do Chile (Final)


O finlandês Kalle Rovanpera foi o grande vencedor do rali do Chile, o último rali em terra de 2024 do WRC, conseguindo assim a sua quarta vitória na temporada, mesmo que nesta temporada de 2024 seja a competir em part-time. A diferença não foi muita para Elfyn Evans, 213,4 segundos, o segundo classificado, e para o terceiro, Ott Tanak, foi de 43,9, que ficou na frente de Thierry Neuville, o quarto. O belga cruzou a meta com 1.01,1 de atraso para o vencedor, mas o mais importante é que manteve a liderança do campeonato. 

No final, o finlandês disse de sua justiça por mais esta vitória:

"É uma sensação muito boa. Obviamente estou um pouco desapontado por perder o Wolf Power Stage por 0,1 segundos, mas com duas peças de substituição durante todo o dia fizemos um bom trabalho. Muito obrigado à equipa, ao carro e a tudo funcionou perfeitamente. A vitória parece realmente uma boa, sexta-feira não foi tão boa e durante todo o fim de semana as condições foram realmente difíceis, por isso é muito bom.


Com quatro especiais até ao final, neste domingo, passagens duplas por La Raquete e Bio-Bio, a manhã começou com Sebastien Ogier, que tinha regressado à estrada em regime de Rally2, a ganhar, com 5,6 segundos de vantagem sobre Rovanpera e 9,8 sobre Evans. Tudo isto num lugar onde estava parcialmente húmido e com nevoeiro, que dificultava a navegação dos pilotos.

Ogier voltou a ganhar, na primeira passagem por Bio-Bio, conseguindo 0,2 segundos de vantagem sobre Rovanpera e 0,3 sobre Tanak, e fez a mesma coisa na segunda passagem por La Raquete, 1,5 segundos na frente de Elfyn Evans e 2,2 sobre Thierry Neuville. Formaux perdeu tempo com um pião e Martins Sesks, a asa traseira do seu Ford quando cruzou a meta. 

Por fim, na Power Stage, Ogier levou a melhor sobre Rovanpera, por 0,1 segundos, com Tanak a ser terceiro, a 2,6, Neuville a 3,8 e Evans o quinto, a quatro segundos. 

Apesar de tudo, Ogier estava desapontado com o final de semana:

"Acho que fiz tudo o que podia. Vamos ver o que conseguimos na Power Stage. [Quero pedir] desculpa a minha equipa, dei o meu melhor. Boa velocidade, mas [tivemos] alguns erros tontos que nos custaram este fim de semana."

Depois dos quatro primeiros, Adrien Formaux foi o quinto, e o melhor dos Ford, a 2.02,7, na frente do Toyota de Sami Pajari, a 2.39,7. Gregoire Munster foi o sétimo, a 2.47,7, na frente de Yohan Rossel, o melhor dos Rally2, num Citroen C3 Rally2, a 8.31,4. A fechar o top ten ficaram o Citroen C3 Rally2 de Nikolay Gryazin, a 8.48,7 e o Skoda Fabia RS Rally2 do britânico Gus Greensmith, a 8.52,1.

Agora, o WRC regressa à Europa, para o rali da Europa Central, que acontecerá a meio do mês, e será em asfalto.  

sábado, 28 de setembro de 2024

WRC 2024 - Rali do Chile (Dia 2)


O finlandês Kalle Rovanpera lidera o rali do Chile, terminadas que estão as seis especiais deste sábado. O piloto da Toyota tem uma magra vantagem de 15,1 segundos sobre o seu companheiro de equipa, o galês Elfyn Evans, e 33,6 sobe o estónio Ott Tanak, no seu Hyundai. Não muito longe, a 43,7, está o outro Hyundai do belga Thierry Neuville. Este segundo dia ficou marcado pelo acidente que deixou Sebastien Ogier de fora, após um acidente que quebrou a sua suspensão. 

Com passagens duplas por Pelun, Lota e Maia de las Cruces, o dia começou com céu nublado e nevoeiro, que deixou a superfície húmida, dificultando o trabalho dos pilotos. Isso foi aproveitado por Elfyn Evans para ganhar na primeira passagem por Pelun, 0,9 segundos na frente de Sebastien Ogier e 1,4 segundos sobre Kalle Rovanpera, os Toyotas a serem os melhores a abrir este sábado.

"Diria que as etapas de hoje são um pouco melhores para mim, por isso as sensações são um pouco melhores. Vamos ver se conseguimos encontrar algum ritmo, mas não vai ser fácil", disse Rovanpera na final da especial. 

O finlandês ganhou na especial seguinte, que ficou marcado pelo acidente de Ogier, que ficou com danos irreversíveis no seu carro. Rovanpera conseguiu uma vantagem de 9,7 segundos sobre Elfyn Evans, 10,7 sobre Ott Tanak e 11,8 sobre Adrien Formaux.

"As especiais de hoje estão muito boas. Estas estradas são muito difíceis para os pneus, por isso mesmo na primeira passagem temos que cuidar deles e a próxima é a que apresenta o pior desgaste dos pneus, por isso vamos ver o que acontece.", disse o piloto finlandês, no final desta especial.

Evans ganhou na última especial da manhã, em Las Cruces, com oito segundos de vantagem sobre Neuville e 9,3 sobre Tanak. "Uma surpresa, [piso] húmido, muito perto do começo. Eu só disse ao Scott [Scott Martin, o navegador] 'Não tenho certeza de como será isto', mas quando estás nessas condições, você está nisto. Vamos a ver pela tarde.", disse o piloto galês.


A tarde começou com as segundas passagens pelas especiais da manhã, onde Evans conseguiu ser o mais rápido, 2,3 segundos na frente de Kalle Rovanpera e 3,3 sobre Ott Tanak. Neuwille triunfou na segunda passagem por Lota, conseguindo uma vantagem de cinco segundos sobre Rovanpera e 10,3 sobre o Ford de Gregoire Munster. Contudo, depois da passagem do paraguaio Zaldivar, a especial foi neutralizada.

No final do dia, Adrian Formaux acabou por ser o melhor na segunda passagem por Maria de las Cruces, debaixo de chuva e nevoeiro. O francês ficou com 0,8 segundos de vantagem sobre Kalle Rovanpera e 9,5 sobre Thierry Neuville.  "O compromisso desta vez foi bom, mas não tivemos a mesma sensação desta vez. Condições complicadas, não nos maximizámos ali.", disse Evans.

Depois dos quatro primeiros, Adrien Formaux foi o quinto, a 1.23,0, bem distante dos quatro primeiros e o melhor dos Ford, adiante de Sami Pajari, a 1.49,5, ele que tinha acabado de passar por Gregoire Munster, que agora está a 1.50,6. Oitavo é Esapekka Lappi, a 5.14,6, e a fechar o "top ten" estão os Citroen C3 Rally2 de Yohan Rossell, a 6.16,9 e de Nikolay Gryazin, a 6.28,2.

O rali do Chile termina neste domingo.

sexta-feira, 27 de setembro de 2024

WRC 2024 - Rali do Chile (Dia 1)


Elfyn Evans lidera o rali do Chile depois de realizadas as seis primeiras especiais deste primeiro dia. O piloto galês da Toyota tem uma vantagem bem curtinha para o Hyundai de Ott Tanak - três segundos exatos. Kalle Rovanpera é o terceiro, a 10,1 segundos, não muito longe do outro Toyota de Sami Pajari, a 12,2, depois de na última especial do dia, ter passado o Ford de Gregoire Munster, que é quinto, a 13,7. 

Com o regresso dos ralis ao Chile, e passagens duplas por Pulpéria, Rere e San Rosendo, este acabou por ser um dia bem agitado, com um troço neutralizado. 

Isso aconteceu logo no primeiro troço da manhã. A bandeira vermelha foi mostrada à passagem do quarto carro devido ao excesso de publico na zona de aterragem de um salto. Logo aí Ogier, que ganhou a especial, com uma vantagem de 9,1 segundos sobre Ott Tanak e 10,5 sobre Esapekka Lappi, ganhou uma dezena de segundos a Thierry Neuville. No segundo troço do dia, a primeira passagem por Rere, Evans foi o melhor, 2,3 segundos sobre Rovanpera, 2,9 sobre Sami Pajari e 3,9 sobre Ogier. O francês, ainda que fosse o mais lento dos Toyota, ganhou tempo sobre Neuville, que foi apenas nono, a 9,3.

A terceira especial - primeira passagem por San Rosendo - ficou marcada pelo atraso de Ogier, que tocou num morro e em consequência, furou um dos pneus do Toyota, sendo obrigado a parar para mudar a roda e perder cerca de um minuto e meio. "Foi infeliz", comentou o francês no final da especial.

Na parte da tarde, este começou com Ogier ao ataque, ganhando nas segundas passagens por Pulpéria e Rere. Da primeira, com 5,9 segundos sobre Tanak, que assim aproveitava e aproximava-se de Evans, que foi terceiro e perdeu 10,5 segundos. Atrás, Lappi sofria um furo e Rovanpera saía de estrada, perdendo tempo. "Não atingi em nada, de certeza. Apenas foi puro azar", confessou Lappi no final dessa especial.

Na segunda especial da tarde, Ogier voltou a vencer, 0.2 sobre Adrien Formaux e 1,3 sobre Tanak. Este aproximou-se de Evans e ficou a meros 0,9 segundos de liderança do rali. Contudo, o francês da Ford perdeu tempo e foi penalizado. “Tivemos um problema com o alternador, e durante a reparação danificámos a tubagem de água, pelo que tivemos de reparar dois problemas.”, afirmou. 

No final do dia, Formaux acabou a triunfar, 1,8 segundos sobre Ogier e 2,1 sobre Elfyn Evans. Tanak perdeu 4,2 segundos e falhou o assalto à liderança. 

Depois dos cinco primeiros, sexto é Thierry Neuville, a 33,3 segundos, na frente de Esapekka Lappi, sétimo a 39,1. Oitavo é Formaux, a 1.00,2, na frente de Sebastien Ogier, que tem 1.27,9 de atraso, e a fechar o "top ten", o Citroen C3 Rally2 de Nikolay Gryazin, a 2.17,9.

O rali do Chile continua amanhã com a realização de mais seis especiais. 

quarta-feira, 4 de setembro de 2024

WRC: Toyota inscreve quatro carros para o rali do Chile


O Rali da Acrópole é daqui a alguns dias, mas já há algumas novidades do rali do Chile, que acontecerá no final do mês. A Toyota, que decidiu se concentrar em ganhar todos os títulos de pilotos e construtores, decidiu que irá inscrever com quatro carros para os seus pilotos: Kalle Rovanpera, Sebastien Ogier, Takamoto Katsuta e Elfyn Evans.  

Em contraste, a Hyundai terá três carros para Thierry Neuville, Ott Tanak, e Esapekka Lappi. E a Ford, através da M-Sport, também alinhará com três carros. Um para o letão Martins Sesks - que regressa, depois dos ralis na Polónia e Letónia - o francês Adrian Fourmaux e o luxemburguês Grégoire Munster.

A prova do Chile é a antepenúltima da temporada 2024 e a última em pisos de terra, e no campeonato, há um duelo entre Thierry Neuville, que lidera com 168 pontos, e Sebastien Ogier, que é segundo, com 141 pontos, com Ott Tanak, o terceiro, com 137, Elfyn Evans, o quarto, com 132, e Adrien Formaux, o quinto, com 119.

terça-feira, 27 de agosto de 2024

WRC: Sesks confirmado para o rali do Chile


O letão Mārtiņš Sesks voltará a guiar o Ford Puma Rally1 em terras chilenas, anunciou a marca. Depois dos ralis da Polónia e da Letónia, onde conseguiu prestações relevantes, Sesks terá uma terceira chance de correr nesta temporada, graças ao apoio do WRC Promoter e dos seus patrocinadores pessoais.

Agradecendo pela oportunidade de alinhar ao lado de Francis Renards, seu navegador, o piloto de 24 anos afirmou:

Estamos muito gratos pela oportunidade de voltar a conduzir um carro Rally1, apenas dois meses depois do nosso anterior rali. Tem sido uma aventura incrível até agora, e a experiência de conduzir continua a melhorar. Competir no Chile num carro de Rally1 é verdadeiramente espantoso, por isso gostaria de agradecer ao promotor do WRC e à M-Sport pelo seu apoio e cooperação."

Apesar do desafio exigente que o espera, isto o agrada. "Gostamos desafios. Seremos uma vez mais os "underdogs" [não-favoritos] num rali que desconhecemos com um carro sem motorização híbrida. Mas apesar de tudo acredito que estamos prontos e todos estão motivados para conseguir a melhor performance nesta aventura com a M-Sport.", continuou.

Do dado da M-Sport, estes elogiaram o potencial e o empenho de Sesks, salientando que este é um passo importante para estimular jovens talentos do desporto como ele.

O Mārtiņš causou uma forte impressão nos seus dois eventos anteriores connosco, por isso é um prazer recebê-lo de volta à equipa no Chile. Este será, sem dúvida, um evento desafiante, completamente diferente dos anteriores. Sem experiência prévia neste rali complicado, não é uma tarefa fácil, mas é uma ótima oportunidade para ele mostrar a sua versatilidade e afirmar-se como um futuro talento. Esperamos que esta experiência reforce a sua ambição de se tornar um nome regular na classe Rally1.”, disse Richard Millener, o diretor da M-Sport.

O rali do Chile será a antepenúltima prova do mundial deste ano, e se disputará no final de Setembro na região de Concepcion.

quarta-feira, 4 de outubro de 2023

WRC 2023 - Rali do Chile (Final)


Ott Tanak sacudiu a má sorte para longe e triunfou no Rali do Chile. O seu triunfo foi excepcional, com vitórias em sete dos dezasseis troços ao longo do percurso, mantendo uma liderança ininterrupta desde a quinta especial.

Na meta, feliz da vida, deu à M-Sport a sua segunda vitória nesta temporada, com uma vantagem de 42,1 segundos sobre Thierry Neuville e 1.06,9 sobre Elfyn Evans. Ele, mais Kalle Rovanpera - quarto, a 2.11,0 - deram à Toyota o seu título de campeão de Construtores. 

É definitivamente bom ter um resultado positivo numa semana depois de um longo período de tempo. No seu conjunto, está definitivamente muito próximo de um fim de semana perfeito. Pareceu-me, de alguma forma, muito diferente do que temos de fazer normalmente.", começou por afirmar, depois de cortar a meta. 

"Não se tratou muito de desempenho puro, mas sim de gestão e de como ultrapassar o ciclo, foi um tipo de desafio diferente. Estas vibrações positivas estão sempre a ajudar, por isso tenho a certeza de que foi uma semana fantástica para a equipa”, concluiu o piloto estónio, satisfeito com o resultado final.

Com quatro especiais para terminar a prova - passagens duplas por Las Pataguas e El Poñen - e com Tanak quase um minuto de distância para Teemu Suninen, o estónio partiu com a ideia de controlar as coisas, logo, Thierry Neuville ganhou as duas primeiras especiais do dia, a primeira, com 4,8 segundos de vantagem sobre Suninen e a segunda com 2,4 sobre o mesmo piloto finlandês. O belga pressionava o finlandês para o segundo lugar, e era essa a luta que interessava para a parte final.

Contudo, na segunda passagem por Las Pataguas, Suninen sofreu um acidente - após um salto - que deu cabo da suspensão e o tirou de um pódio mais que merecido. Sami Pajari também sofreu um pião, perdendo 39 segundos.  

No final, na Power Stage, o melhor acabou por ser Kalle Rovanpera, 3.1 segundos na frente de Elfyn Evans, e 5,8 sobre Thierry Neuville. Ott Tanak, o vencedor, foi apenas quarto, perdendo 8,3 segundos. 

Apesar da vitória no Power Stage, o piloto finlandês não era um piloto feliz:

"Definitivamente não foi a melhor semana para nós. Sentimos que o fim de semana foi bastante difícil desde o início, estarmos prejudicados com o ritmo, que nos custou todo o fim de semana e também não fizemos as melhores escolhas.", comentou.

Depois dos quatro primeiros, Katsuta Takamoto foi o quinto, a 4.41,5, muito na frente de Oliver Solberg, sexto, a 8.18,6 e o melhor dos WRC2, no seu Skoda e na frente de Gus Greensmith, sétimo a 8.44,3. Sami Pajari foi o oitavo, a 9.20,6, na frente de Yohan Rossel, a 9.53,9, no seu Citroen DS3 Rally2, e o russo Nikolay Gryazin, a 10.08,2.

Agora, o WRC regressa à Europa para fazer o rali da Europa Central, entre os dias 26 e 29 deste mês.   

segunda-feira, 2 de outubro de 2023

WRC 2023 - Rali do Chile (Dia 1)


Ott Tanak conseguiu chegar à liderança do rali do Chile, cumprida que está o primeiro dia da prova, com 4,2 segundos de vantagem sobre Teemu Suninen e 12,7 sobre Elfyn Evans, que por sua vez deixou Thierry Neuville no quarto posto, a 27,9, num dia onde Esapekka Lappi e Pierre-Louis Loubet sofreram acidentes espetaculares, impedindo-os de continuar.      

Depois do "shakedown", o rali começou nesta sexta-feira de forma espetacular, quando Ott Tanak ganhou na primeira passagem por Pulperia, onde o piloto da Ford ganhou 2.1 segundos sobre Teemu Suninen, 4,9 sobre Elfyn Evans, 7,4 sobre Pierre-Louis Loubet e 10 segundos sobre Kalle Rovanpera. 

Esapekka Lappi sofreu um acidente ao capotar o seu Hyundai, e os danos foram tal que ele acabou por abandonar por hoje. 


Evans atacou na primeira passagem por Rere, ganhando 1,5 segundos sobre Rovanpera e 1,9 sobre Loubet. Tanak perdia 6,7 segundos por causa de um pião e perdeu a liderança para o galês da Toyota. Ele voltou a ganhar a terceira especial, a primeira passagem por Rio Claro, com 0,9 segundos sobe Tanak, 2,5 sobre Teemu Suninen e sete segundos sobre Kalle Rovanpera. Atrás, Loubet perdeu o controlo do seu Ford, capotou e ficou com muitos danos.

Na parte da tarde, Suninen partiu ao ataque, ganhando na segunda passagem por Pulpéria, 3,7 segundos na frente de Tanak e 6,1 sobre Neuville. Com isso, o finlandês passou para a frente, antes de ser superado por  Tanak, quando este venceu na segunda passagem por Rere, perdendo 4,9 segundos, numa especial onde Nikolay Gryazin capotou e ficou com danos no seu Skoda. No final do dia, Tanak manteve a liderança depois da segunda passagem por Rio Claro, 3.1 segundos na frente de Suninen.

"A primeira [especial] e esta foram extremamente difíceis, quando a base é dura, ela se move tanto que você não encontra nenhuma estabilidade. Mas tivemos uma boa corrida limpa, então não houve problemas.", comentou o estónio no final do dia. 

Depois dos quatro primeiros, Kalle Rovanpera é o quinto, a 38,7, seguido por Katsuta Takamoto, a 45,6, no terceiro Toyota. O luemburguês Gregoire Munster é o sétimo, a 1.38,4, na frente de Sami Pajari, no melhor dos Rally2, num Skoda Fabia, a 2.09,6. E a fechar o "top ten" ficaram o sueco Oliver Solberg, num Skoda Fabia Rally2, a 2.22,9, e o local Alberto Heller, a 2.29,6.

O rali do Chile continua no sábado, com a realização de mais seis especiais. 

quarta-feira, 6 de setembro de 2023

WRC: Ford com quatro carros no Chile


O WRC regressa esta semana com o rali da Acrópole, mas já se planeia para o rali do Chile, que acontecerá entre os dias 28 de setembro e 1 de outubro, num regresso depois de cinco anos de ausência. E a Ford anunciou que irá inscrever quatro carros Rally1, onde para além de Ott Tanak e Pierre-Louis Loubet, também dará a chance ao belga (mas a correr sob licença luxemburguesa) Gregoire Munster e ao chileno Alberto Heller

Munster, que corre no WRC2, irá usar o carro que Jourdan Serderidis usará na Acrópole e afirma que é um sonho de infância concretizado. “Graças a Jourdan Serderidis e à M-Sport, o meu sonho de infância mais precioso tornar-se-á realidade. Mal posso esperar para o experimentar”, afirmou ao wrc.com.

Já Heller, é a sua primeira experiência, e logo em casa: “Penso que é um sonho para todos os pilotos de rali, ter um dia a oportunidade de conduzir um carro de classe mundial.” disse Heller ao wrc.com. “É uma oportunidade que temos de aproveitar porque, se não, não a voltamos a repetir, sabes?", concluiu.

Contudo, antes do Chile, acontecerá o rali da Acrópole, que correrá a partir de quinta-feira em terras gregas.

terça-feira, 21 de março de 2023

Youtube Automotive Videos: Combustível sintético no Fim do Mundo

Como sabem, há uma corrida para que se encontre alternativas ao combustível derivado do petróleo, que é poluente e nos está a dar cabo do planeta aos poucos e poucos. Há a eletricidade, o hidrogénio e a gasolina sintética. Esta última anda por aqui há uns bons 80 anos - os alemães usaram muito na II Guerra Mundial - e o pessoal do Donut Media foi à Tierra del Fuego, no Chile, para visitar uma industria, com energia totalmente a partir de fontes "berdes" e experimentar um carro com essa gasolina.

Pequeno detalhe: cada litro de combustível ronda os... 10 dólares. Pois, ainda não é muito viável, por agora. 

sexta-feira, 26 de março de 2021

WRC: Grécia substitui Chile no calendário


O Rali do Chile será substituído pela prova da Grécia, que regressa ao WRC após oito anos de ausência. O anuncio foi hoje feito quer pelo promotor, quer pelo governo grego, e será por vários anos. O evento irá ser a décima prova da temporada, de 9 a 12 de setembro, substituindo o Rally do Chile que foi cancelado devido às contínuas restrições governamentais devido à pandemia.

A Acrópole tem um capítulo ilustre na história da WRC e apreciamos o enorme empenho do governo grego em restaurá-lo nos ralis mundiais. Bem-vindo de volta!” disse Jona Siebel, Diretor do Promotor do WRC: “O Chile provou ser uma adição popular ao WRC em 2019. Infelizmente, o país sofre muito com a pandemia e a situação continua a ser difícil. Estamos extremamente desapontados por perder o evento deste ano, mas o Chile continua a fazer parte da família da WRC”, concluiu.


Conhecido pelos seus pisos muito duros em terra, o Rali da Grécia é um dos clássicos do Mundial, que se tinha realizado pela última vez em 2013, com a vitória de Jari-Matti Latvala., então num Volkswagen Polo WRC. Desde então, fazia parte do ERC, o Europeu de Ralis, no qual Bruno Magalhães triunfou em 2018. 

Apesar destas alterações, o calendário continua na mesma, com o próximo rali a ser o da Croácia, entre os dias 23 e 25 de abril.

segunda-feira, 20 de janeiro de 2020

WRC: Mantido o calendário de treze ralis

A FIA decidiu que não haverá um rali substituto do Chile, cancelado no final do ano passado devido aos distúrbios no país. Para isso, resolveu redistribuir alguns ralis no calendário, sem, contudo, alterar a ordem. 

Assim sendo, o Rali da Argentina será antecipado em uma semana, passando a ser disputado entre os dias 23 e 26 de março, e assim ganham uma semana para poderem tratar da logistica referente ao Rali Safari, que será disputado entre os dias 16 e 19 de julho, e que marca o regresso dessa prova ao Mundial, depois de década e meia de ausência. 

Assim sendo, eis o calendário reformulado:

23-26 de janeiro - Rali de Monte Carlo
13-16 de fevereiro - Rali da Suécia
12-15 de março - Rali do México
23-26 de abril - Rali da Argentina
21-24 de maio - Rali de Portugal
4-7 de junho - Rali da Sardenha (Itália)
16-19 de julho - Rali Safari (Quénia)
6-9 de agosto - Rali do Quénia
3-6 de setembro - Rali da Nova Zelândia
24-27 de setembro - Rali da Turquia
15-18 de outubro - Rali da Alemanha
29 de outubro - 1 de novembro - Rali de Gales
19-22 de novembro - Rali do Japão.

sábado, 18 de janeiro de 2020

Formula E: Gunther bate Félix da Costa e vence e Santiago

Max Gunther foi o vencedor, dando mais uma vitória à BMW Andretti, batendo António Félix da Costa, que no seu DS Techeetah, fez uma corrida de recuperação do décimo posto. Mitch Evans, o vencedor de Ad Diriyah, ficou com o lugar mais baixo do pódio, enquanto Alexander Sims, Sam Bird e Jean-Eric Vergne foram os derrotados da tarde, ficando fora dos pontos.

A partida começou se grandes problemas... até ao gancho, onde toques prejudicaram alguns pilotos, como Neel Jani e um dos BMW, o de Alex Sims. O suíço acabou nas boxes e perdeu uma volta. A meio do pelotão, Sims a Andreas Lotterer lutavam pelos últimos lugares pontuáveis, tocando um com o outro. Na frente, Evans controlava o andamento perante Pascal Wehrlein, e alguns pilotos já começavam a usar o Attack Mode.

Poucos minutos depois, Sims acaba por abandonar, colocando a situação em Full Course Yellow, que pouco depois voltou ao normal, com mais alguns toques, especialmente em Rowland, que sofreu um toque de Sam Bird e acabou com o carro a desfazer-se. E com o passar das voltas, os pilotos da frente iam para o Attack Mode, com os DS a subirem na corrida, com Vergne na frente de Félix da Costa.

Na frente, Evans distanciava-se de Wehrlein, enquanto Gunther era atacado pelos Venturi de Massa e Mortara, enquanto atrás, Turvey era passado pelos DS. Eles foram ao ataque, e conseguiram apanhar Massa depois de um toque por parte do piloto brasileiro, quando queria passar Mortara. Ele conseguiu passar o português quando este foi ao Attack Mode pela segunda vez, mas ele recuperou a posição.

Nesta altura, Gunther foi para o Attack Mode e usou para apanhar Evans, que o conseguiu passar para a liderança. Faltavam 22 minutos para o final da prova. 

Poucos minutos depois, Wehrlein tentava fugir de Vergne com o seu Attack Mode, mas o francês atacou com uma travagem no limite para ser terceiro. Quase ao mesmo tempo, Mortara perdia o seu quinto posto para o piloto português. Na frente, Evans estava atento para apanhar Gunther, porque agora tinha Vergne a aproximar-se. Já Wehrlein era assediado pelo segundo piloto da DS e perdeu o quarto posto para Félix da Costa. Agora faltavam doze minutos.

A seguir, a asa da frente de Vergne solta-se e ele tentava aguentar o posto a qualquer custo, mas perdeu para Félix da Costa, atrasando-se. Pouco depois, foi às boxes trocar de frente, e a sua prova tinha ficado comprometida, mas depois, acabou por desistir. O português era terceiro e tentava apanhar os dois primeiros. E a seis minutos do fim, Félix da Costa estava na traseira do Jaguar do neozelandês, para depois o passar.

Depois disso, partiu para o ataque, apanhando Gunther ao ritmo de um segundo por volta. Conseguiu passá-lo depois de uma travagem num dos ganchos, e mesmo com a defesa agressiva do piloto alemão. Mas logo a seguir, pediram para resguardar a temperatura das baterias, e com isso, o alemão aproximou-se, tentando atacar. Na última volta, conseguiu passá-lo, partindo para a vitória. Evans ficou com o lugar mais baixo do pódio, na frente de Pascal Wehrlein. Stoffel Vandoorne foi sexto, no seu Mercedes.

Com isto, Guther torna-se, aos 21 anos, no vencedor mais jovem de sempre da competição, roubando o recorde... a Félix da Costa.

No campeonato, após três provas, o líder é agora Stoffel Vandoorne, com 38 pontos, contra os 35 de Sims. 

A 15 de fevereiro, a Formula E estará de volta, correndo no Autódromo Hermanos Rodriguez.