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quinta-feira, 29 de março de 2018

WEC: Kubica não vai correr pela Manor

Robert Kubica não vai fazer uma temporada na Endurance. O piloto polaco, atualmente terceiro piloto da Williams, esteve em convesações com a Manor com a ideia de participar no seu projeto, mas estes não chegaram a bom termo, pois ele decidiu concentrar-se em ajudar a sua equipa e provavelmente num projeto de regresso à Formula 1 a tempo inteiro, algo que não fez desde 2011, onde teve um acidente grave no rali Ronda di Andora, em Itália.

Robert está concentrado em suas funções na Williams e não quer se distrair com o que ainda é um projeto jovem do WEC, e que requer um desenvolvimento intensivo”. disse uma fonte ao site Racefans.net.

"Por exemplo, ele está fazendo um simulador após cada grande prémio, além de deveres promocionais para a Williams, e um projeto do WEC pode interferir nisso", acrescentou essa fonte.

"Não descartamos algumas corridas do WEC ou até mesmo uma temporada completa no futuro, mas precisamos estar convencidos de que a equipa é totalmente competitiva", concluiu.

Graeme Lowden, patrão da Manor, diz compreender as prioridades de Kubica neste momento. 

Acho que seriam dois grandes projetos ao mesmo tempo”, começou por afirmar. "Certamente ficaremos perto de Robert. Ele é boa pessoa, é um prazer trabalhar com ele e, como você sabe, ele gosta de se comprometer cem por cento com qualquer coisa que ele faça", concluiu.

A Manor vai fazer a nova temporada do WEC ao volante de um Ginetta de LMP1, e por agora andará com um só chassis, esperando ter mais nas próximas temporadas.

quarta-feira, 1 de novembro de 2017

Endurance: Manor vai para a LMP1 num Ginetta

A Manor confirmou hoje que irá para a classe LMP1, um dia depois da Dragonspeed ter feito o mesmo. A equipa de Banburry, que já esteve na Formula 1, terá um chassis Ginetta para a "super-temporada" de 2018-19, que o fará em conjunto com os chineses da TRS Racing.

"Nós temos vindo a aprender este campeonato nos últimos dois anos e estamos confiantes de que o tempo agora é o certo para subirmos à categoria LMP1", coneçou por dizer John Booth, o chefe da equipa. "Nós conhecemos as pessoas da Ginetta há muitos anos e acreditamos que, trabalhando juntos, poderemos desenvolver um pacote LMP1 competitivo", continuou. 

O diretor desportivo da Manor, Graeme Lowdon, acrescentou: "Eu acho que a categoria LMP1 oferece um desafio fantástico para nós, e podemos confiar na grande experiência adquirida ao longo dos anos, em particular nos tempos da Fórmula 1, relacionados à gestão do design, processos de pesquisa, teste e desenvolvimento, que são tão importantes para uma equipa bem sucedida da categoria LMP1", concluiu.

Contudo, apesar das expectativas da marca, a Manor comprou apenas um chassis, algo que a Ginetta esperava que fossem mais, pois ela tem a intenção de construir dez chassis. 

terça-feira, 28 de fevereiro de 2017

WEC: Ginetta vai meter motores Mechachrome no seu LMP1

A Ginetta vai montar o seu chassis para a classe LMP1 e anunciou esta terça-feira que a francesa Mechachrome será a fornecedora dos seus motores a partir de 2018. O motor, um V6 Turbo, é um derivado do mesmo motor que irá abastecer os carros da GP2 a partir do ao que vêm, mas com um novo sistema de injeção redesenhado para a Endurance.

Bruno Engelric, o diretor desportivo da Mechachrome, afirmou: "A Mecachrome está muito ansiosa para trabalhar com a Ginetta enquanto fazem o seu chassis de LMP1. Tendo passado algum tempo com a equipa no Reino Unido e na França, é claro que nós dois temos algum pessoas fantásticas trabalhando no projeto e estamos ansiosos para o futuro".

Do lado da Ginetta, o seu diretor técnico, Ewan Baldry, comentou: "Estamos muito satisfeitos por trabalhar com Bruno e com a Mecachrome no motor do Ginetta LMP1. Ambas as partes vêem isto como a oportunidade perfeita para se envolverem no projeto e estamos ansiosos para um muito emocionante 2017."

A apresentação do novo chassis, que está na fase final do seu desenvolvimento, será feita, em principio, no mês que vêm, e esperam que logo a seguir apareçam potenciais interessados em comprá-lo.

A Ginetta não tenciona competir nos LMP1 como equipa de fábrica mas sim como fornecedora de carros a clientes (a ideia é fornecer três equipas com dois carros cada). Os primeiros testes do carro devem acontecer após as 24 Horas de Le Mans, no final de junho, e a Manor já se mostrou interessada em ter um chassis.

terça-feira, 31 de janeiro de 2017

O que é que poderia ter sido

É de uma amarga ironia saber que as primeiras imagens dos carros de 2017 venham de uma equipa que anunciou o seu desaparecimento, efectivo a partir de hoje. O carro da Manor para esta temporada, cujo desenvolvimento foi congelado no final de novembro do ano passado, mostra-nos o que vão ser os carros para este ano... e com mais um acrescento: uma barbatana traseira, como já tiveram em 2012 e 2013.

De resto, parece ser um chassis convencional, com o motor Mercedes a puxar por eles, talvez poderiam dar o pulo para o meio do pelotão, pois conseguiram um ponto na temporada passada, graças ao décimo posto do Pascal Wehrlein na Áustria. Contudo, daquilo que li no sitio do Joe Saward por estes dias, a Manor esteve sempre em défice de dinheiro, mesmo quando estava nos dez primeiros. Ele fala que em média, havia 40 milhões de dólares de défice, mesmo com a garantia dos 35 milhões dados pela FOM, se ficasse nessas posições. Logo, mais cedo ou mais tarde, Stephen Fitzpatrick teria de vender parte ou a totalidade da equipa para dar conta desses prejuízos.

No ano passado, quando falei da situação periclitante da Sauber, fiz calculos sobre quanto é que era preciso para manter uma equipa à tona de água. Cheguei à conclusão de que o mínimo para sobreviver andava à volta dos 110 milhões de dólares. É imenso dinheiro, mesmo sem injeções de dinheiro por parte da FOM, e que mostra que é um desporto muito, mas muito caro. E também mostra a péssima distribuição de dinheiros na altura, mas ali havia um propósito: abrir a diferença entre as equipas grandes e as pequenas. Esses 110 milhões que falei era quase o equivalente que Bernie Ecclestone entregava à Ferrari todos os anos, ainda antes que eles fabricassem o primeiro parafuso do chassis de cada temporada. 

E também era isso do qual Sauber e Force India se queixavam ao público e do qual fizeram uma queixa à União Europeia. Sendo equipas que não faziam parte do Grupo de Estratégia, que não eram de fábrica - os famosos "garagistas" - e que estavam dependentes de patrocinadores, mecenas e pilotos pagantes para sobreviver - e ambos fizeram trabalhos notáveis, diga-se - eles se queixavam com razão de que deveria haver uma melhor redistribuição dos lucros vindos da FOM, que por estes anos chegam aos mil milhões de dolares. Cem milhões por cada uma dessas equipas seria mais do que suficiente para garantir a sua sobrevivência... por agora. Porque como sabem, isto é uma "corrida às armas" e neste "Club Piraña", só ficarão felizes se eliminarem a concorrência.

É por isso que a Liberty Media tem de se mexer. Nisso e num tecto orçamental, para suster a competição. Não vale a pena angariar dinheiro se as equipas perderem o controlo dele, não é?

Quanto à Manor... há noticias de que poderá haver uma espécie de "golpe de última hora", esperando pela aquisição de bens da equipa num futuro leilão de liquidação, mas não creio que tal aconteça. Independentemente do resultado, o fim de uma equipa destes, para os fãs da Formula 1, é isso mesmo: uma perda. Porque também precisamos de um pouco de "colorido" destas marcas do fim do pelotão. 

sexta-feira, 27 de janeiro de 2017

A imagem do dia

Tal como aconteceu no inicio de 2015, a Manor, assim que anunciou que iria encerrar as suas atividades, colocou uma foto do que iria ser o seu carro de 2017. 

Numa escala que provavelmente será de 1/2, mostrariam um bólido com bico baixo, a frente em forma de seta, com todos os apêndices aerodinâmicos que possamos imaginar, e atrás, a nova asa traseira, com alguns detalhes possíveis sobre o carro, pois os engenheiros que posam perante ele não o deixam ver mais do que isso.

Como já disse atrás, é o fim de uma história que nasceu muito torta. Uma ideia de Max Mosley que, em nome da contenção de custos, queria salvar a Formula 1. Mas ser construtor é comer e ser comido, numa espécie de "Darwinismo Social" do qual os outros, ao ver a equipa mais fraca acabar, derramam lágrimas de crocodilo e seguem a sua vida, sem menos um oponente para dividir o dinheiro.

A parte chata é que isto acontece numa altura em que a Formula 1 muda de dono. Bernie Ecclestone salta fora da carruagem, substituído por um triunvirato de dirigentes, que prometem fazer da Formula 1 uma competição mais justa em termos de distribuição de dinheiro, para que todos possam sobreviver e lucrar com isto. Se tivessem chegado mais cedo, talvez os cem milhões de dólares que desejam tirar à Ferrari, poderiam ter sido injetados na Manor - parcialmente ou totalmente - e não estariamos hoje a lamentar o final de mais uma pequena equipa.

Apesar de tudo, a Manor continua, especialmente na Endurance. O capital de simpatia acumulado (e se calhar outras coisas...) poderá ser usado nessa parte, quem sabe poder contribuir para o seu crescimento. E claro, outras equipas surgirão no futuro, pode ser que com os novos donos, as coisas sejam um pouco diferentes. Mas isso é mais desejo do que outra coisa.

Formula 1 em Cartoons - O fim da Manor (Pilotoons)

Para quererem saber como começou o fim da Manor, o Bruno Mantovani recorda uma tarde chuvosa de novembro em Interlagos...

O fim da Manor

A Manor anunciou esta tarde que encerrará as suas atividades no final do mês, após terem falhado as negociações para a chegada de um novo investidor. Apesar de todos os esforços por parte da FRP Advisory, a empresa que foi contratada em dezembro para ajudar na situação de pré-falência que a equipa declarou, e de noticias de diversas conversações entre potenciais investidores, Stephen Fitzpartick achou que nenhum deles cumpria os seus critérios e decidiu que a melhor solução seria o fecho de portas, efetivo a partir do dia 1 de fevereiro. Assim, o pelotão da formula 1 fica reduzido a vinte carros em 2017.

Sem uma estrutura operacional e financeira sustentável para manter o grupo, decidimos abandonar a categoria. Todos os 212 funcionários serão pagos na terça-feira, dia 31 de janeiro, e depois serão libertados [das suas obrigações]”, afirmou Geoff Rowley, administrador da FRP Advisory, através de um comunicado oficial. 

Nos últimos meses, a equipa trabalhou incansavelmente para trazer novos investimentos e garantir o futuro na Fórmula 1. Infelizmente, não conseguimos fazê-lo dentro do tempo disponível e não restou outra alternativa se não sair da Fórmula 1. Desde a nomeação no início do mês, a FRP Advisory nos ajudou bastante, mas não foi possível conseguir tais investimentos”, contou a Manor, também num comunicado oficial.

Rowley prestou sua solidariedade e mostrou-se triste com a situação da equipa. ”É lamentável que a Manor esteja saindo da Fórmula 1. É um grande nome do automobilismo britânico que está abandonando a categoria.

Assim sendo, é o fim da linha de uma equipa que começou em 2010 como Virgin, e que conseguiu três pontos ao longo da sua história: dois deles em 2014, no GP do Mónaco, com Jules Bianchi ao volante, e o mais recente no GP da Áustria de 2016, com Pascal Wehrlein. Apesar dos vários nomes que teve (Virgin, Marussia e Manor) houve sempre um nome no meio disto tudo: John Booth. Em conjunto com Graeme Lowdon, foram eles que colocaram a equipa a funcionar, atraídos pela promessa não cumprida de Max Mosley de que iriam cortar nas despesas, obrigando-as a ter motores Cosworth e um orçamento que não ultrapassaria os 35 milhões de dólares. Considerando que hoje em dia, para sobreviver, bastam cem milhões de dólares, sem as benesses que a FOM dá às equipas que ficam nos dez primeiros lugares, era uma empresa que não seria viável a prazo.

Demorou, mas foi: ao fim de sete temporadas, as quatro equipas que entraram na Formula 1 com essa promessa desapareceram. A USF1 nunca chegou a acontecer, a Campos virou Hispania e desapareceu em 2012, a "Lotus malaia", do Tony Fernandes, andou à briga pelo nome, ficou com a Caterham e desapareceu em 2014, porque as despesas estavam incomportáveis e ele decidiu fechar a torneira, e agora a Manor, que com Stephen Fitzpatrick, resolveu tomar o mesmo rumo.

Claro, a Manor continua, mas é a Manor Motorsport, e correm na Endurance. Booth e Lowdon estão a correr na LMP2, com um chassis da Oreca, mas tem intenções de subir em 2018 para a LMP1, provavelmente com um chassis ou da Ginetta ou da SMP.

E é assim a Formula 1 que Bernie Ecclestone quis fazer e deixou como legado: um "Club Piranha" que adora ver a concorrência arder, desde que não sejam eles. Vamos a ver se com os novos donos, as coisas serão ou não diferentes.

quinta-feira, 12 de janeiro de 2017

A Manor luta contra o tempo

As coisas estão más na Manor, como toda a gente sabe. O carro está pronto, mas poderá nem ser construído por causa dos prazos que eles têm para encontrar um novo investidor, já que as conversações para que a equipa caísse nas mãos de um grupo de americanos, com Tavo Helmund como "testa de ferro", chegaram ao fim sem acordo à vista.

Assim sendo, a Just Racing Services Ltd, a empresa que tem tomado conta dos destinos da Manor desde que esta entrou na passada semana com o processo de falência, disse que se até ao dia 20 de janeiro não será encontrada uma solução, é provável que entrará em liquidação. Contudo, neste momento, a Just Racing Services Ltd quer entrar em acordo com a FRP Advisory, especialista em gestão de empresas em processo de proteção de falência, e que já tinha gerido um processo semelhante na Manor, quando esta estava sob controlo da Marussia, no final de 2014. A FRP não pretende despedir nenhum dos 212 funcionários, mas necessita urgentemente de encontrar um novo parceiro para garantir a presença no GP da Austrália.

O tempo conta depressa, e apesar de rumores indicarem que, por um lado, poderá haver um proprietário de origem canadiana interessada na equipa, e por outro, que Ron Dennis não desistiu de adquirir a equipa, não se vêm grandes perspectivas para que apareça alguém para ser o novo proprietário da equipa de Banburry. Tanto que o mexicano Esteban Gutierrez, uma das chances de ser o piloto da marca, decidiu que iria correr na Formula E em 2017, e Rio Haryanto não tem dinheiro para tentar nova chance na Formula 1, bem como o brasileiro Felipe Nasr.

A ideia de termos apenas dez equipas em Melbourne parece ser cada vez mais real.

sexta-feira, 6 de janeiro de 2017

Noticias: Manor pediu proteção contra credores

A Manor pediu esta sexta-feira uma proteção contra credores, nos moldes do qual tinha pedido em 2012. Segundo conta hoje a Sky Sports, no seu site, a Just Racing Services Ltd, empresa proprietária da Manor Racing, decidiu chegar a acordo com a FRP Advisory, especialista em gestão de empresas em processo de proteção de falência. Eles já tinham feito o mesmo serviço quando a Marussia entrou num processo semelhante, e por agora, não pretende despedir nenhum dos 212 funcionários. Contudo, necessitam urgentemente de encontrar um novo parceiro para garantir a presença no GP da Austrália.

Nos últimos meses, a empresa tentou arranjar um novo comprador para a equipa, tendo havido contactos bem avançados com um grupo de investidores americanos, liderados por Tavo Helmund, o promotor do GP dos Estados Unidos, no Circuit of the Americas. Contudo, tais conversações parecem ter caído, logo, tiveram de tomar esta decisão.

Como é sabido, a Manor ficou na 11ª posição do campeonato de Construtores em 2016, depois de ter conseguido um ponto na Austria, graças a Pascal Wehrlein. Contudo, no GP do Brasil, Felipe Nasr fez um nono posto e com os dois pontos subsequentes, fez passar a equipa de Hinwill para a décima posição, importante para as finanças da equipa, pois permite uma injeção superior a 35 milhões de dólares por parte da FOM. Sem isso, e apesar de Stephen Fitzpatrick ter garantido que isso não afetaria as suas finanças a curto prazo, disse que a longo prazo, tinha de se fazer alguma coisa.

E é por isso que ainda não foram anunciados os pilotos que poderiam correr com eles em 2017. Há quatro candidatos para o lugar: O brasileiro Felipe Nasr - curiosamente, pode haver uma troca entre ele e Wehrlein, já que se fala que o alemão poderá ir para a Sauber - o mexicano Esteban Gutierrez, que foi dispensado pela Haas, o indonésio Rio Haryanto e o britânico Jordan King, cujo pai, Justin, já trabalhou para grandes empresas britânicas como a Sainsbury's e a Marks & Spencer.

Contudo, Haryanto perdeu recentemente o apoio da Petramina, a petrolífera indonésia, e Nasr tem apenas cerca de cinco milhões de euros de patrocínio pessoal, que é manifestamente insuficiente. Já Gutierrez poderá ter apoios mexicanos, mas estes tem de ser bem "gordos" para assegurar a sobrevivência da equipa, e claro, serem uma mais-valia, e King ainda não tem garantias de que vai arranjar bons apoios em terras de Sua Majestade.

Veremos no que isto irá dar. à partida, parece que tudo indique que estarão presentes em Melbourne, mas poderá ser uma temporada de "credo na boca", um pouco semelhante à última temporada da Caterham, em 2014, quando Tony Fernandes decidiu "desligar a ficha" por causa da Formula 1 ser um sorvedouro de dinheiro.

quarta-feira, 30 de novembro de 2016

O futuro da Manor Racing

Quando andei a escrever por estes dias sobre o futuro da Formula 1, deixei de fora um assunto interessante chamado "Manor Racing". Na altura, a razão teve a ver com as poucas infornações que tinha sobre este assunto, mas desde então surgiram mais algumas que permitem completar este quadro. E não sendo a "quarta parte" sobre o futuro da formula 1, é um adendo bem interessante, por causa das coisas que estão envolvidas.

Pois bem, nos últimos dezoito meses, havia um segredo bem guardado: a Manor estava à venda. É verdade que Stephen Fitzpatrick tinha conseguido ficar com o espólio da equipa e sustentar a equipa graças à sua fortuna pessoal como dono da OVO, a companhia de electricidade e gás britânica, e por causa isso tinha conseguido motores Mercedes e projetistas como Nicolas Tombazis, entre outros, mas o projeto dependeria de arranjar parceiros a médio prazo para ajudar a evolui-lo.   

Contudo, o Joe Saward falou ontem no seu blog que Fitzpatrick anda a tentar vender a equipa desde há algum tempo, mas que ainda não tinham chegado propostas suficientemente chorudas para que ele as aceite. Mas recentemente, surgiu uma pessoa que deseja a equipa: Tavo Helmund, o mexicano que está por trás da construção do Circuito das Américas e do regresso do GP do México à Formula 1, em 2015. Apesar de ele não ter muito dinheiro, é uma pessoa que "faz as coisas acontecer", para além de ser alguém que está nas boas graças de Bernie Ecclestone. Como Helmund conseguiu colocar de pé um circuito e recuperar outro, em pouco mais de meia década, é preciso dar-lhe crédito nestas coisas...

Caso Helmund fique com a Manor, não vai dar muito nas vistas. Vai ajudar a arranjar dinheiro (e parceiros) quer americanos, quer mexicanos, e já deverá ter na sua equipa um piloto com dinheiro: Esteban Gutierrez. Que vai alinhar ao lado de Pascal Wehrlein, que em principio, renovará com a equipa por uma segunda temporada... e um desconto nos motores Mercedes.

Também ouviu-se o rumor - na semana passada - que Ron Dennis poderia estar interessado em adquirir a Manor, mais para mostrar aos parceiros da McLaren - que como sabem, despediram-no da equipa de Woking - que ainda não estava acabado na Formula 1. Mas isso caiu cedo por terra.

Resta saber se o chassis de 2017 para a Manor seja um daqueles bons, pois isso poderia ser necessário para impulsionar a equipa para o meio do pelotão, que é a grande ambição da marca. E se não fosse o grande desempenho de Felipe Nasr em Interlagos, talvez estariam a comemorar esse feito por esta altura...

segunda-feira, 7 de novembro de 2016

A equipa menos preocupada do pelotão

No meio de todas as especulações sobre a temporada de 2017, uma equipa que tem estado totalmente calma a assistir a todas as suas movimentações è a Manor. Com motores Mercedes, não é tanto a última equipa do pelotão, especialmente quando conseguiu já um ponto, graças ao décimo posto de Pascal Wehrlein no GP da Áustria, em Zeltweg. E ainda por cima, os seus pilotos são tão cobiçados que eles poderão vê-los ir embora para outras paragens no final desta temporada.

Dave Ryan, o diretor de corrida, não se mostra preocupado com esta situação: “Estamos a adorar o facto de termos o Pascal Wehrlein e o Esteban Ocon na nossa equipa, no entanto se tiverem de abandonar a equipa no final da temporada a vida é mesmo assim. Não iremos ficar frustrados. Vamos de certeza encontrar dois pilotos, que vão trabalhar muito bem com toda a equipa”, considerou.

Ryan também explicou que o trabalho desenvolvido por ambos os pilotos esta época tem sido “brilhante. Ambos têm muito talento e estou a prever que tenham um grande futuro na Fórmula 1. Tenho a certeza que vão continuar nesta modalidade por muito tempo", concluiu.

Contudo, a ideia de perder um - ou ambos os pilotos - para outras equipas é uma possibilidade, e resta saber quem ficariam com os seus lugares, dado que esta é uma equipa que tem motores Mercedes. Pascal Wehrlein seria uma hipótese de ficar, caso se confirme que Esteban Ocon vai para a Force India, pois é um piloto Mercedes e um desconto nos motores é algo que a equipa de Banburry vê sempre de bom grado. Para o outro lugar, as hipóteses são interessantes, desde o brasileiro Felipe Nasr até ao britânico Jordan King, passando pelo indonésio Rio Haryanto, que esteve na equipa na primeira metade desta temporada. Quem está excluido nesta equação é Alexander Rossi, que por causa da vitória nas 500 Milhas de Indianápolis, arranjou um belo lugar na IndyCar.

Nasr queria a Force India - e até tinha Bernie Ecclestone a fazer "lobby" por ele - mas parece que Vijay Mallya pode ter decidido por Ocon. Nasr poderá ter outra chance na Renault - fala-se disso há semanas - e até poderia ser uma boa chance na Manor, por uma temporada, dado que ele é querido na Williams, caso Valteri Bottas não fique por lá para além de 2017. Quem também tem uma boa chance é Kevin Magnussen, mas a Manor é uma chance tão boa como a Sauber, a Haas (do qual se fala que tem uma proposta) e a própria Renault. E fala-se que até tem uma boa proposta para correr na IndyCar...

Claro, isto não está fechado, mas parece que esta equipa não é tão do fundo do pelotão quanto julgam...

terça-feira, 23 de agosto de 2016

Formula 1 em Cartoons: A preparação de Ocon na Formula 1

Esteban Ocon está a preparar-se para a sua estreia na Formula 1 no Grande Prémio da Bélgica, e no simulador, Ocon está a lidar com alguns obstáculos inesperados...

segunda-feira, 15 de agosto de 2016

Noticias: Ocon correrá com o 31

Só hoje é que a Manor anunciou com que número é que o seu novo recruta iria correr, e este escolheu o 31. O anuncio foi feito com a colocação de uma foto na conta da escuderia no Instagram.

O número é uma novidade, dado que o piloto francês de 19 anos tem vindo a usar o 45 nas sessões de treinos livres que tem vindo a correr com a Renault.

Recorde que Esteban Ocon vai substituir o indonésio Rio Haryanto a partir do GP da Bélgica, em Spa-Francochamps, e correrá até ao final da temporada. 

sábado, 13 de agosto de 2016

Os custos de Rio Haryanto na Formula 1

A carreira de Rio Haryanto na Formula 1, o primeiro indonésio na categoria máxima do automobilismo, teve doze corridas de duração. Tendo um 15º posto como o melhor resultado, no Mónaco (o seu companheiro de equipa, Pascal Wehrlein, foi décimo na Áustria), Haryanto foi, em muitos aspectos, o piloto mais lento do pelotão, mas a sua substituição teve mais a ver com o dinheiro do que com os resultados. Haryanto deveria ter metido 15 milhões de euros vindos da Petramina, mas só colocou oito milhões. Claro, não chegou para toda a temporada de 2016.

Este sábado, o jornal Jakarta Post fez uma matéria sobre os custos do piloto nesta sua passagem pela Formula 1. E não foi muito barato: 13.700 dólares por cada volta feita. Multiplica-se por 611 e chega-se a este resultado.

Mesmo com a sua substituição pelo francês Esteban Ocon, a Manor continua a desejar os serviços de Haryanto, tanto que ele vai ser piloto de reserva da equipa, ao lado de Alexander Rossi.   

quarta-feira, 10 de agosto de 2016

Noticias: Ocon vai substituir Haryanto na Manor

O francês Esteban Ocon foi hoje anunciado como substituto do indonésio Rio Haryanto na Manor. O piloto de 19 anos irá correr a partir do GP da Bélgica, até pelo menos ao final da temporada. Quanto a Haryanto, que sai da equipa por falta de patrocínios, está a considerar a chance de ficar na Manor como piloto de reserva.

"Estamos muito contentes em anunciar Esteban para a Manor Racing para o resto da temporada", começou por dizer Dave Ryan, o chefe de equipa.

"Temos feito progressos significativos em 2016, incluindo terminar nos pontos pela primeira vez no GP da Áustria, no mês passado. Precisamos manter o nosso ritmo de desenvolvimento a fim de alcançar nossas ambições, não só para esta temporada, mas também para o longo prazo, de modo que o calibre de uma substituição como esta é fundamental.

"Estamos confiantes de que, quando Esteban fizer a sua estréia na corrida de Spa, teremos uma dupla muito potente que dará luta aos nossos concorrentes mais próximos para o resto da temporada", concluiu.

Ocon, que foi campeão da Formula 3 europeia em 2014 e da GP3 em 2015, atualmente corria no DTM, a bordo de um Mercedes, vai ser substituído pelo sueco Felix Rosenqvist.

"Estou muito feliz [por saber] que vou fazer a minha estréia nos Grandes Prémios com a Manor Racing no final deste mês, e em Spa, que de todos os circuitos, que é um dos meus favoritos", começou por dizer Ocon.

"Eu estou pronto para este passo excitante, graças à experiência que eu ganhei como piloto de reserva Fórmula 1 nesta temporada. Eu gostaria de agradecer a Renault Sport F1 Team e Mercedes-Benz por terem trabalhado em conjunto para fazer isto acontecer, e à Manor Racing por esta oportunidade, que vou agarrar com as duas mãos", concluiu.

A ida do piloto francês para a Manor está a ser vista como uma oportunidade do piloto francês ganhar experiência, já que ele é visto como uma grande chance de ser piloto titular na Renault em 2017, em substituição de um dos titulares da equipa, pois ele é piloto de reserva desde 2014, tendo já experimentado o carro em algumas sessões de treinos livres.

quinta-feira, 28 de julho de 2016

O lugar mais desejado da Formula 1

O lugar mais desejado da Formula 1 neste momento está nas traseiras. Como assim? Eu explico. Imaginem uma equipa que anda pelos últimos lugares da grelha, mas tem o melhor motor do mercado, e que basta ter um chassis adequado à ocasião para dar o pulo que tanto merece. E já tem um bom piloto nas suas fileiras. Estão a ver qual é a equipa. Se ainda não adivinhou, digo agora: é a Manor. E porque é que este é um lugar desejado? Digamos que não tem a ver com Pascal Wehrlein, mas sim com o seu companheiro de equipa, o indonésio Rio Haryanto.

É sabido desde o inicio da temporada que Haryanto anda a tentar arranjar dinheiro para fazer todo o ano. A Petramina deu-lhe cerca de 15 milhões para correr, mas precisa de pelo menos mais oito milhões para resolver a questão, e fala-se que depois de julho, o dinheiro acaba, e se ele não arranjar mais, poderá ir fora, apesar das garantias vindas da própria Manor para que não se preocupe com o assunto, que tem tempo para arranjar dinheiro. Chegou a haver uma campanha para que os indonésios (o arquipélago, de maioria muçulmana, tem mais de 200 milhões de pessoas) ajudassem com SMS, mas parece que não deu muito resultado...

Resultado final: o lugar é muito cobiçado, pelo menos a partir de setembro. 

E digo isto porque um dos candidatos é o americano Alexander Rossi, o piloto que surpreendeu tudo e todos ao vencer as 500 Milhas de Indianápolis, sendo o primeiro "rookie" a alcançar esse feito em mais de 15 anos. Com o campeonato da Indy Car Series a terminar em setembro, ele pode estar disponivel a tempo da Formula 1 andar de novo por paragéns asiáticas, a partir do GP de Monza. Caso faça, pode fazer seis provas, da Malásia até Abu Dhabi. Sendo ele terceiro piloto da marca este ano, depois de ter andado por algumas corridas no ano passado, ele poderá atrair mais americanos para ver este desporto, ainda por cima depois da vitória no "Brickyard". Mas isso seria apenas no final do ano, diga-se, pois para a próxima temporada, isso seria uma incógnita.

Isto porque Rossi corre numa equipa que usa motores Honda nos Estados Unidos. Ter uma equipa com motor Honda seria ótimo, mas os japoneses não vão pensar nisso em 2017, não enquanto a marca fizer um bom motor para a McLaren. E isso também se aplica a Stoffel Vandoorne, terceiro piloto da McLaren este ano, mas que está ligado à Honda e este ano está a correr na Super Formula japonesa.

Assim sendo, quem poderá sobrar? Um francês, Esteban Ocon, é uma grande chance. Atualmente com 19 anos (nasceu a 17 de setembro de 1996), é piloto interessante: terceiro piloto da Renault, é piloto de desenvolvimento... da Mercedes. Atualmente na DTM, ele foi o campeão da GP3 no ano passado, depois de em 2014, ter vencido a Formula 3 europeia, conseguindo bater Max Verstappen.

Ter Ocon na Manor em 2017 seria muito bom para a Mercedes. Apesar desta equipa poder virar uma "Mercedes B" ou "Mercedes Junior Team", poderá ser que a equipa ache a ideia interessante, pois poderia ter em compensação um belo desconto nos motores alemães, ou então uma melhor evolução do motor, capaz de dar o tal salto que precisam para sair do fundo do pelotão. Mas este ano, Ocon luta para conseguir uma boa posição no DTM (só tem dois pontos até agora), logo, pode ser que isso espere por mais algum tempo. E ainda tem mais uma coisa: a Renault pode perfeitamente usá-lo no final da temporada, um pouco para se livrar de um dos pilotos que "herdou" dos tempoda da Lotus, como Joylon Palmer.

Em jeito de conclusão: parecendo que não, há um lugar em perigo. E muito talento para poder preencher.

sábado, 4 de junho de 2016

Rumor do dia: Haryanto até Hungaroring?

Já se sabe desde há algum tempo que Rio Haryanto, o primeiro piloto indonésio da história da Formula 1, andava à procura de orçamento para cobrir o que é necessário para poder completar a sua primeira temporada na categoria máxima do automobilismo, mas os rumores sobre a sua capacidade de arranjar esse dinheiro nunca deixaram de existir, apesar dos apelos do governo para o ajudar nesse sentido. E este sábado, as dúvidas sobre se ele acabaria ou não a temporada aumentaram mais quando surgiram declarações... da sua mãe, Indah Pennywati

Ela disse, numa entrevista à agência de noticias Antara, que a procura de um patrocinador tem sido complicada. "Estamos nos esforçando para encontrar um patrocinador que cubra o montante rque falta [de 8,5 milhões de dólares]", começou por dizer.

"Estamos fazendo o nosso melhor para encontrar um patrocinador", continuou, revelando também que o prazo para tal já passou há algum tempo. Mas também disse que a Manor está disposta a esperar mais algum tempo para que possam arranjar o montante necessário. "Essa é a única coisa que eles pedem de nós, realmente", concluiu.

Mais interessante é que os rumores sobre quem o poderia substituir não falam que o americano Alexander Rossi - piloto de reserva da equipa - poderia ficar com o lugar. É sim... o venezuelano Pastor Maldonado, que provavelmente deverá ter algum do dinheiro que sobrou dos patrocinios milionários da PDVSA, e já disse que procurava ativamente um lugar para a temporada de 2017.

terça-feira, 19 de abril de 2016

A original campanha a favor de Rio Haryanto

Ver um país apoiar um piloto pela primeira vez parece ser fantástico. As pessoas ficam nitidamente curiosas pelo desporto em si e alguns dos apoiantes já não se sentem tão... estranhos ao ver que o seu desporto favorito não é mais apoiado por uma elite. Mas quando se trata de um país populoso como a Indonésia, que este ano tem o seu primeiro piloto de sempre na figuro de Rio Haryanto, as coisas tornam-se gigantes. Especialmente quando temos o próprio governo a apoiá-lo.

É verdade que a petrolífera Petramina está a apoiá-lo com um patrocínio pessoal de 15 milhões de euros, mas não chega. Falta cerca de cinco milhões de euros, e o governo decidiu ontem lançar uma campanha original para o apoiar. Eles decidiram pedir à população que apoiasse numa campanha de SMS de apoio ao piloto. Mais especificamente, 12,5 milhões de SMS, para ver se conseguem amealhar... 4,2 milhões de euros! Cada pessoa teria apenas de gastar cinco mil rupias indonésias (o equivalente a... 34 cêntimos) para juntar nesse mealheiro.

Crê-se que isso não será problema - o país tem cerca de 255 milhões de habitantes - e todas as operadoras móveis do país decidiram associar-se à ideia. "Vamos apoiar isto. É como tomar remédio, três vezes por dia. O número de utilizadores de telemóveis na Indonésia é alto, por isso, se todos fizerem isso, teremos mais do suficiente para alcançar o objetivo", disse o Ministro da Comunicação e da Informação Rudiantara, à CNN Indonésia.

Caso isto tenha sucesso, o governo também pretende abrir esse processo para outros atletas indonésios no futuro. Boa sorte para eles.

quarta-feira, 13 de abril de 2016

As esperanças da Manor

Apesar de aparentemente, a Manor não ter evoluído muito, o facto de ver os seus carros a andarem ao nível da Force Índia no último GP do Bahrein fez com que no seio da equipa de Banburry, haja a hipótese de brilhar neste GP da China. Pelo menos, é o que pensa um dos seus diretores, Dave Ryan.

"Acho que o que é mais encorajador para nós é o potencial de melhoria que ainda temos", disse Ryan numa entrevista à publicação online Motorsport. "A corrida no Bahrein mostrou o quão longe nós podemos ir ainda. Foram sinais realmente promissores", continuou.

A equipa, que sofreu uma profunda reestruturação durante este inverno, recebeu a chegada de novos elementos, como o próprio Ryan (um veterano de 35 anos na McLaren),  Pat Fry e Nicolas Tombazis, bem como Luca Furbatto e John McQuillam, que ajudam a desenvolver deste MR03, que também tem os novos motores Mercedes. Eles esperam que com esta gente toda, possam voltar aos pontos dentro em breve.

Mas Ryan põe travão à euforia: "Temos muito trabalho a fazer ainda. E o objetivo de todos, quer na sede, quer nas oficinas: todos querem melhorar. É como qualquer coisa que fazes: se você pode ver um pouco de melhoria, a motivação aumenta de repente e todos entendem que há uma oportunidade por aqui.

"A equipa na sua anterior encarnação tinha um trabalho muito duro pela frente, mas prepararam-se bem este ano, com pessoas como Luca [Furbatto] e John [McQuilliam] no lado do design, que nos permitiu fazer um bom carro. Portanto, agora temos de fazer com que o carro ande no melhor da sua capacidade".

Em relação aos pilotos, o alemão Pascal Wehrlein e o indonésio Rio Haryanto, Ryan afirma que apesar de estar feliz com eles, disse para que não se excitem em demasia em relação a eles, devido à sua juventude e inexperiência, pois ambos se estrearam na Formula 1 este ano.

"Não vamos ainda rotular o Pascal de superestrela. O que ele trouxe para a equipa, assim como o Rio, é que eles trouxeram crença, uma carga de entusiasmo e talento. Eles aprenderam e, certamente, Pascal aprendeu, em ser humildes e como criar uma equipe em torno deles

"Mas ele tem todos os ingredientes. Precisa é de se desenvolver bem, pois tem uma grande tarefa pela frente, tal como o Rio. Ambos tem vindo a fazer um trabalho fantástico e nós estamos começando a trabalhar bem juntos, como realmente se faz dentro de uma equipa. Estamos em uma mistura de coisas agora, e o desafio é seguir neste caminho e não abrandar", concluiu.

quarta-feira, 9 de março de 2016

Noticias: Alexander Rossi vai ser piloto reserva da... da Manor

Não, não vai ser como Will Stevens, que vai correr pela mesma equipa, mas na Endurance. É que o americano Alexander Rossi, que já tem a sua vida feita na IndyCar, sendo quarto piloto da Andretti, também será piloto de reserva da marca, e estará presente em onze fins de semana, em paralelo com a sua temporada nos Estados Unidos.

Dave Ryan, o diretor desportivo da Manor, explicou a situação: “Precisávamos de alguém seguro para este lugar, que fosse capaz de se sentar no carro a qualquer momento e que ajudasse a desenvolver o carro. O Alex fez um excelente trabalho a pilotar para nós o ano passado e achamos que é a pessoa ideal para isto”.

Quanto a Rossi, apesar de fazer a sua temporada na IndyCar, ainda acredita que tem lugar na Formula 1: “Não posso ficar à espera que as coisas aconteçam. Esta é a minha maneira de continuar ligado à F1 e pronto para entrar em qualquer momento. Vou ter um programa muito preenchido este ano mas também estou orgulhoso de estar ligado à Andretti Autosport na IndyCar”, comentou.

A sua estreia na IndyCar vai acontecer este fim de semana, nas ruas de St. Petersburg, uma semana antes do inicio da Formula 1, em Melbourne.