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sexta-feira, 19 de abril de 2019

Formula E: Gunther corre em Paris no lugar de Nasr

A Dragon decidiu que o alemão Maximilian Gunther será piloto da equipa no ePrix de Paris, no lugar do brasileiro Felipe Nasr. A prova, que vai acontecer na semana que vêm, terá o piloto alemão pela segunda corrida seguida, em parte devido ao conflito do brasileiro em relação ao campeonato de Endurance americano, noutra por causa do bom resultado de Gunther em Roma, onde andou no "top ten" durante a corrida, apesar de depois ter levado duas penalizações.

"Estou muito feliz em confirmar que vou correr em Paris com a Dragon na próxima semana. Vamos em busca dos pontos novamente”, escreveu Guther no seu Twitter.

Num breve comunicado, a equipe descreveu o regresso de Gunther como “uma corrida adicional ao limitado programa”, com Nasr a não participar na prova francesa “com o objetivo em se focar nas preparações para a próxima etapa do IMSA para tentar reforçar sua liderança na classificação”.

À partida, Nasr deverá voltar para a etapa seguinte da competição, a 11 de maio, no Mónaco, mas esta noticia não é muito boa para ele, já que nas três corridas em que participou, não conseguiu mais que um 19º posto na primeira prova em que participou, na Cidade do México. 

terça-feira, 5 de fevereiro de 2019

Formula E: Felipe Naser correrá pela Dragon

O brasileiro Felipe Nasr será o quarto piloto do seu país a participar na Formula E, ao lado de Nelson Piquet Jr, Lucas di Grassi e Felipe Massa. O piloto de Brasília correrá pela Dragon a partir da corrida da Cidade do México, no lugar de Maximilian Guenther. O brasileiro já deveria ter-se juntado à Dragon nos treinos após o ePrix de Marrakesh, mas não aconteceu devido a questões contratuais.

A idéia é de ficar para o resto da temporada, mas a 13 de abril, o fim de semana do ePrix de Roma, coincide com uma corrida da IMSA em Long Beach, logo, os compromissos poderão o impedir de alinhar pela equipa de Jay Penske, o que poderá fazer com que Guenther volte a correr.

Nasr, de 26 anos, correu na Formula 1 entre 2015 e 2016, pela Sauber, onde alcançou 29 pontos e teve como melhor lugar um quinto posto no GP da Austrália de 2015. Atualmente está no WeatherTech SportsCar Championship, o nome comercial da IMSA, pela Whelen Engeneeering Racing, tendo sido segundo classificado nas duas últimas edições das 24 Horas de Daytona.

sexta-feira, 27 de janeiro de 2017

Formula 1 em Cartoons - O fim da Manor (Pilotoons)

Para quererem saber como começou o fim da Manor, o Bruno Mantovani recorda uma tarde chuvosa de novembro em Interlagos...

sexta-feira, 6 de janeiro de 2017

Noticias: Manor pediu proteção contra credores

A Manor pediu esta sexta-feira uma proteção contra credores, nos moldes do qual tinha pedido em 2012. Segundo conta hoje a Sky Sports, no seu site, a Just Racing Services Ltd, empresa proprietária da Manor Racing, decidiu chegar a acordo com a FRP Advisory, especialista em gestão de empresas em processo de proteção de falência. Eles já tinham feito o mesmo serviço quando a Marussia entrou num processo semelhante, e por agora, não pretende despedir nenhum dos 212 funcionários. Contudo, necessitam urgentemente de encontrar um novo parceiro para garantir a presença no GP da Austrália.

Nos últimos meses, a empresa tentou arranjar um novo comprador para a equipa, tendo havido contactos bem avançados com um grupo de investidores americanos, liderados por Tavo Helmund, o promotor do GP dos Estados Unidos, no Circuit of the Americas. Contudo, tais conversações parecem ter caído, logo, tiveram de tomar esta decisão.

Como é sabido, a Manor ficou na 11ª posição do campeonato de Construtores em 2016, depois de ter conseguido um ponto na Austria, graças a Pascal Wehrlein. Contudo, no GP do Brasil, Felipe Nasr fez um nono posto e com os dois pontos subsequentes, fez passar a equipa de Hinwill para a décima posição, importante para as finanças da equipa, pois permite uma injeção superior a 35 milhões de dólares por parte da FOM. Sem isso, e apesar de Stephen Fitzpatrick ter garantido que isso não afetaria as suas finanças a curto prazo, disse que a longo prazo, tinha de se fazer alguma coisa.

E é por isso que ainda não foram anunciados os pilotos que poderiam correr com eles em 2017. Há quatro candidatos para o lugar: O brasileiro Felipe Nasr - curiosamente, pode haver uma troca entre ele e Wehrlein, já que se fala que o alemão poderá ir para a Sauber - o mexicano Esteban Gutierrez, que foi dispensado pela Haas, o indonésio Rio Haryanto e o britânico Jordan King, cujo pai, Justin, já trabalhou para grandes empresas britânicas como a Sainsbury's e a Marks & Spencer.

Contudo, Haryanto perdeu recentemente o apoio da Petramina, a petrolífera indonésia, e Nasr tem apenas cerca de cinco milhões de euros de patrocínio pessoal, que é manifestamente insuficiente. Já Gutierrez poderá ter apoios mexicanos, mas estes tem de ser bem "gordos" para assegurar a sobrevivência da equipa, e claro, serem uma mais-valia, e King ainda não tem garantias de que vai arranjar bons apoios em terras de Sua Majestade.

Veremos no que isto irá dar. à partida, parece que tudo indique que estarão presentes em Melbourne, mas poderá ser uma temporada de "credo na boca", um pouco semelhante à última temporada da Caterham, em 2014, quando Tony Fernandes decidiu "desligar a ficha" por causa da Formula 1 ser um sorvedouro de dinheiro.

quinta-feira, 10 de novembro de 2016

Formula 1: Ocon na Force India, Sauber mantêm dupla

Não, não é uma montagem - porque ele já testou pela Force India - mas hoje foi tudo confirmado: o francês Esteban Ocon será piloto da Force India em 2017, ocupando o lugar deixado vago por Nico Hulkenberg.

O anuncio foi feito um dia depois da Renault ter confirmado que Joylon Palmer continuará na Renault na temporada de 2017, e as coisas provavelmente poder-se-ão ter precipitado nesse sentido.

No comunicado oficial, o piloto francês mostra-se muito “excitado por rumar à Force India. Já os conheço dos testes e estou ansioso por voltar a trabalhar com eles. Sou ainda novo na Formula 1, mas depois de meia época na Manor Racing, adquiri experiência valiosa e sinto-me preparado para agarrar esta oportunidade. Há muito trabalho para isto, e quero agarrar esta oportunidade com as duas mãos. Agradeço a todos na Manor e especialmente na Mercedes-Benz pelo seu apoio e espero por 2017 com ansiedade, pela minha primeira época completa na Formula 1” disse.

Apesar de Ocon ter chegado apenas no GP da Bélgica deste ano, em substituição do indonésio Rio Haryanto, ele fez com que conseguisse superar o seu companheiro de equipa na Manor, o alemão Pascal Wehrlein, apesar deste já ter um ponto, resultado do décimo posto no GP da Áustria, em Zeltweg. Para além disso, o piloto de 20 anos tem um currículo interessante nas formulas de acesso,  onde foi campeão da Formula 3 Europeia em 2014, campeão da GP3 em 2015, e conseguiu superar Max Verstappen, agora piloto da Red Bull.

Entretanto, a Sauber também anunciou esta tarde que irá manter a dupla de pilotos para 2017, constituída pelo sueco Marcus Ericsson e pelo brasileiro Felipe Nasr. Apesar de não estar a ter uma boa temporada - ainda não pontuou - a equipa de Hinwill tem garantido o seu futuro em termos financeiros, e está a contratar um grupo de engenheiros e aerodinamistas vindos da Audi, agora que eles encerraram as suas atividades na Endurance.

"Não há muitas opções lá fora agora, então é mais provável [ficar na Sauber] por agora", começou por dizer Ericsson. "Nada está certo ainda, antes de falar qualquer coisa, eu não posso dizer. Mas como não há muitas outras opções, e como eu disse antes, a Sauber está se a mover na direção certa com um monte de boas contratações, não só para este ano, mas também para o próximo ano", continuou.

"Então, definitivamente, é uma opção atraente para mim, eu não sei qual é a situação ainda, mas espero que eu saiba logo. Antes de qualquer anuncio, você nunca pode ter certezas de nada", concluiu.

Questionado sobre se tinha algum contrato pronto para assinar, Nasr disse: "Há pessoas que estão a cuidar disso, eu não estou plenamente a par, mas como eu disse, eu nunca descartei este lugar". começou por comentar.

"Eu sempre disse que Sauber é uma opção, ainda é um lugar atrativo para estar, e acho que a equipa tem recebido um monte de novas pessoas a bordo, foi reestruturada, e vai melhorar", concluiu.

Caso esta seja a dupla para 2017, resta saber quem ficará com o segundo lugar na Manor, pois na Haas, tudo indica que Kevin Magnussen será seu piloto até à temporada de 2018, no lugar de Esteban Gutierrez.

segunda-feira, 7 de novembro de 2016

A equipa menos preocupada do pelotão

No meio de todas as especulações sobre a temporada de 2017, uma equipa que tem estado totalmente calma a assistir a todas as suas movimentações è a Manor. Com motores Mercedes, não é tanto a última equipa do pelotão, especialmente quando conseguiu já um ponto, graças ao décimo posto de Pascal Wehrlein no GP da Áustria, em Zeltweg. E ainda por cima, os seus pilotos são tão cobiçados que eles poderão vê-los ir embora para outras paragens no final desta temporada.

Dave Ryan, o diretor de corrida, não se mostra preocupado com esta situação: “Estamos a adorar o facto de termos o Pascal Wehrlein e o Esteban Ocon na nossa equipa, no entanto se tiverem de abandonar a equipa no final da temporada a vida é mesmo assim. Não iremos ficar frustrados. Vamos de certeza encontrar dois pilotos, que vão trabalhar muito bem com toda a equipa”, considerou.

Ryan também explicou que o trabalho desenvolvido por ambos os pilotos esta época tem sido “brilhante. Ambos têm muito talento e estou a prever que tenham um grande futuro na Fórmula 1. Tenho a certeza que vão continuar nesta modalidade por muito tempo", concluiu.

Contudo, a ideia de perder um - ou ambos os pilotos - para outras equipas é uma possibilidade, e resta saber quem ficariam com os seus lugares, dado que esta é uma equipa que tem motores Mercedes. Pascal Wehrlein seria uma hipótese de ficar, caso se confirme que Esteban Ocon vai para a Force India, pois é um piloto Mercedes e um desconto nos motores é algo que a equipa de Banburry vê sempre de bom grado. Para o outro lugar, as hipóteses são interessantes, desde o brasileiro Felipe Nasr até ao britânico Jordan King, passando pelo indonésio Rio Haryanto, que esteve na equipa na primeira metade desta temporada. Quem está excluido nesta equação é Alexander Rossi, que por causa da vitória nas 500 Milhas de Indianápolis, arranjou um belo lugar na IndyCar.

Nasr queria a Force India - e até tinha Bernie Ecclestone a fazer "lobby" por ele - mas parece que Vijay Mallya pode ter decidido por Ocon. Nasr poderá ter outra chance na Renault - fala-se disso há semanas - e até poderia ser uma boa chance na Manor, por uma temporada, dado que ele é querido na Williams, caso Valteri Bottas não fique por lá para além de 2017. Quem também tem uma boa chance é Kevin Magnussen, mas a Manor é uma chance tão boa como a Sauber, a Haas (do qual se fala que tem uma proposta) e a própria Renault. E fala-se que até tem uma boa proposta para correr na IndyCar...

Claro, isto não está fechado, mas parece que esta equipa não é tão do fundo do pelotão quanto julgam...

segunda-feira, 31 de outubro de 2016

As vagas para 2017... neste momento

No meio da polémica sobre as voltas finais do GP do México, ontem à noite - e garanto-vos que isso não acabará tão cedo... - é bom falar um bocadinho sobre os lugares que ainda não estão definitivamente preenchidos para 2017. Se na Williams, é uma questão de tempo - dia 3, irão anunciar Valtteri Bottas e Lance Stroll, dependendo do estado de saúde de Frank Williams - na Force India, parece ser mais um leilão entre meia dúzia de pilotos, destacando-se dois: o francês Esteban Ocon e o brasileiro Felipe Nasr.

Se os brasileiros falam que o piloto de Brasilia é uma questão de tempo - fala-se que tem até Bernie Ecclestone a ajudar nesse "lobby" - há quem jure que Ocon será o piloto escolhido. Uma publicação, o FormulaRapida.net, afirma que o francês de vinte anos está a ser ajudado pela Mercedes para o colocar por lá, em troca de um desconto nos motores alemães. A ideia inicial era que ele teria um lugar em 2017 na Renault, mas como eles decidiram-se por Nico Hulkenberg, enquanto que Kevin Magnussen seria o favorito para ficar com o outro lugar, apesar de ter uma oferta da Haas, para o lugar de Esteban Gutierrez.

Uma coisa é certa: Vijay Mallya, o proprietário da equipa, está numa espécie de posição privilegiada para decidir quem escolherá, a troco de dinheiro, venham eles de patrocinios, ou de descontos ou até de um abatimento da dívida que a equipa tem. E fala-se que ele já deve muito à marca alemã...

Mas ainda não há certezas noutras equipas. Como já foi dito em cima, nada se sabe se a Renault irá ficar com algum dos pilotos que andam por ali, e o lugar na segunda Haas não está garantido para Gutierrez. Para Magnussen, esse seria a sua única hipótese de continuar, porque a alternativa poderá ser um lugar na IndyCar, mais concretamente na Andretti. E na Manor, a dupla poderá ser ou a mesma do inicio do ano, com Wehrlein e o indonésio Rio Haryanto, ou então a chegada do britânico Jordan King (que atuou como terceiro piloto em Austin) poderá ser uma boa chance.

A duas corridas do final da temporada, os lugares que faltam preencher são bastante cobiçados.

terça-feira, 25 de outubro de 2016

O lugar mais quente da Formula 1

Quando na quinta-feira, Nico Hulkenberg disse que iria assinar pela Renault em 2017, provavelmente teria imaginado que o seu lugar iria ser o mais quente do momento. Ainda se pode falar que o segundo lugar da Renault também poderia ser um sitio interessante, mas eles queriam Valtteri Bottas e no próximo dia 3 de novembro será confirmado como piloto da Williams, ao lado de Lance Stroll. Logo, é provável que esse lugar seja disputado entre os atuais titulares, Kevin Magnussen e Joylon Palmer, e será por um ano, porque em 2018, eles poderão entregar esse lugar a Carlos Sainz Jr.

Hoje, ao ler o Joe Saward, é interessante saber as escolhas que o Vijay Mallya tem de fazer para 2017 na sua equipa. É verdade que tem um bom motor, que consegue fazer muito com muito pouco e o quarto posto no campeonato de Construtores pode estar ao seu alcance. Mas Mallya tem problemas do qual todos sabem qual são, e nem sempre há dinheiro para tudo, e há prioridades sobre outros. Digo isto porque no domingo, ouvi através dos meus amigos brasileiros que Felipe Nasr seria o favorito para o lugar. Tem as suas vantagens: dinheiro e vem de um lugar com um grande público de Formula 1. Mas ao ler o jornalista inglês, pode-se dizer que essa informação dada pelos brasileiros vem de uma única fonte: Bernie Ecclestone.

E porque eles dizem isso? É que a Force India deve dinheiro à Mercedes e uma maneira de resolver isto é colocar um dos seus pilotos. Pascal Wehrlein e Esteban Ocon - curiosamente a atual dupla de pilotos da Manor - são os favoritos ao lugar e ter um deles no lugar poderia implicar uma de duas coisas: um desconto no preço dos motores ou o perdão de uma parte da divida. Wehrlein é um bom piloto, e já se falou em diversas conversações nesse sentido, mas também se falou a mesma coisa em relação a Esteban Ocon, logo, há muita incerteza.

E ainda por cima, os próprios pilotos da Renault poderão estar interessados nesse lugar, pois, como já foi dito acima, a marca poderá não os querer para a próxima temporada.

E claro, outros lugares também poderão ser apetecíveis. A Sauber poderia ter um lugar vago em 2017, pois Marcus Ericsson irá ficar por lá - há uma boa razão para isso: os novos donos são os suecos que tem apoiado o piloto - e a Manor, mesmo com os motores Mercedes, é também um bom lugar para correr. Fala-se que Rio Haryanto poderá fazer um regresso, e também se fala que o britânico Jordan King, que foi terceiro piloto no fim de semana que passou, em Austin, poderá estar interessado no lugar.

Uma coisa é certa: há um certo lugar da Force Índia que de repente se tornou bem apetecível...  

domingo, 4 de setembro de 2016

Os próximos dias que podem agitar a Formula 1

Monza é um excelente lugar para falar sobre a atual situação da Formula 1 e o seu futuro próximo. E desde quinta-feira que o pelotão tem recebido noticias que estão a dar a ideia de que está a aproximar-se do final de uma geração... e mais algumas coisas interessantes, até na estrutura da categoria máxima do automobilismo.

Primeiro que tudo, falar de Felipe Massa e Jenson Button. Algum dia iria acontecer que estes dois pilotos, corredores de fundo na Formula 1, iriam pendurar o capacete e gozar mais tempo com a familia. Mas vê-los abandonar ao mesmo tempo criou um enorme buraco no mercado de pilotos, e um lugar apetecível na Williams. Se no caso da McLaren, Stoffel Vandoorne era o herdeiro natural, no caso de Massa e do lugar agora vago na Williams, as coisas são um pouco mais complicadas. Há alguns candidatos interessantes, mas já neste fim de semana, um desses possíveis candidatos já saiu de cena, quando o mexicano Sérgio Perez renovou pela sua equipa, a Force Índia.

O brasileiro Felipe Nasr é uma forte hipótese para o lugar, pois ele já foi piloto de testes da equipa, antes de rumar para a Sauber, em 2015. Com a Petrobras como patrocinadora da equipa, ela poderá querer um piloto brasileiro na dupla de pilotos para 2017, para além do dinheiro do seu patrocínio do Banco do Brasil, do qual contribui com cerca de 25 milhões de euros para a atual equipa, a Sauber. Contudo, mesmo com a possivel injeção de mais dinheiro na equipa de Frank Williams e da sua filha, Claire, poderá ser contrariada por dois pilotos interessantes, velozes... e endinheirados: o alemão Pascal Wehrlein e o canadiano Lance Stroll.

No caso de Wehrlein, a ideia de ele trocar a Manor pela Williams seria para abater um pouco mais o preço dos motores Mercedes para 2017, porque talento, ele o têm. Aos 21 anos de idade - fará 22 no próximo dia 18 de outubro - o campeão do DTM em 2015 já deu um ponto para a Manor este ano e estar na Williams seria  oportunidade para o piloto protegido pela asa da Mercedes para rodar noutra equipa antes de ir para a principal num futuro próximo, quando Nico Rosberg ou Lewis Hamilton sairem da equipa.

Contudo, Wehrlein, apesar do talento e do possível alivio na conta dos motores, tem a concorrência de um piloto mais jovem ainda. O canadiano Lance Stroll, de 17 anos - fará anos no próximo dia 29 de outubro - vai ser o campeão deste ano da Formula 3 europeia, e é um piloto literalmente nascido em berço de ouro e trabalhado para ser piloto de Formula 1. Filho de Lawrence Stroll, um dos homens mais ricos do Canadá, começou a andar em monolugares em 2014, e em 2016 lidera o campeonato de Formula 3, depois de ser quinto classificado no ano anterior. É também piloto de testes e de desenvolvimento da Williams, depois de o ter sido na Ferrari, em 2015. E em 2014, venceu a Formula 4 italiana. Talento e dinheiro, o piloto têm, mas não se sabe se a Williams quer dar já em 2017 um lugar, para acompanhar aquilo que a Red Bull fez com Max Verstappen, e a Mercedes fez com Esteban Ocon.

E falando em Max Verstappen e Red Bull... a tarde deste domingo viu também o rumor vindo de alguma imprensa dizendo que este poderá ter sido a última corrida de Daniil Kvyat na Toro Rosso. O piloto russo nunca mais recuperou da despromoção da Red Bull, após o GP russo, e tem estado deprimido. Para piorar as coisas, a Toro Rosso, com os seus motores Ferrari de 2015, está em nítida recessão na grelha - está constantemente a ser batido pela... Manor - e isso não ajuda muito na recuperação da auto-confiança de Kvyat.

O possivel substituto de Kvyat seria o francês Pierre Gasly, de 20 anos - nascido em Rouen a 7 de fevereiro de 1996 - e a acontecer, ele estaria no carro já em Singapura. Ele lidera a GP2 este ano, depois de ter sido o vice-campeão na World Series by Renault em 2014, e é neste momento piloto de reserva da Red Bull. Contudo, no final deste domingo, Gasly escreveu na sua conta pessoal de Twitter que os rumores são o que são: rumores. Mas também afirmou que "espera ter em breve a sua oportunidade na Formula 1".

O terceiro grande rumor que circulou este domingo em Monza tem a ver... com a própria Formula 1. No passado dia 26 noticiei sobre a possibilidade do grupo Liberty Media comprar a Formula 1 à CVC Capital Partners por um valor a rondar os 8,5 mil milhões de dólares. As negociações andam entre avanços e recuos desde há ano e meio, mas nos últimos dias, ganharam relevo, e este domingo, ainda mais, quando se afirmou que ambas as partes estariam bem perto de um acordo. A Autosport britânica fala que um acordo pode ser anunciado nesta terça-feira, mas que isso poderá não acontecer tão cedo porque existem ofertas de duas concorrentes à CVC Capital Partners para comprar a parte de 35 por cento que lhe compete por valores mais altos.

Uma dessas concorrentes é a RSE Ventures, de Stephen Ross, e que detêm a propriedade da equipa de futebol Miami Dolphins - em associação com uma firma de investimento do Qatar - e outra é uma firma cujo nome é desconhecido. E ambos poderão nem comprar a totalidade da parte que pertence à CVC - há a possibilidade de comprarem apenas 20 por cento por cerca de cinco mil milhões de dólares.

E em caso de venda - dependendo a quem é que isto vai ser vendido - poderá significar o fim da era de Ecclestone na Formula 1. Apesar de ser dono de 17 por cento dela - metade em seu nome, a outra metade em nome da Bambino Trust - as negociações estão a ser feitas apenas em nome da CVC, sem ninguém a interferir, nem mesmo o próprio Bernie. Se a Liberty Media ficar com a propriedade do negócio, eles poderão depedir Ecclestone e colocar no seu lugar outro nome, em regime de transição, como Chase Carey, um americano de 62 anos que está associado a Fox desde 1988, com passagens pela News Corp, de Rupert Murdoch.

Contudo, a ideia de Carey por ali seria num regime de transição, pois a Liberty Media tem olhos noutro CEO mais novo e com experiência neste meio: o espanhol Alejandro Agag, o CEO da Formula E. Bem mais novo do que Ecclestone - tem 45 anos - o espanhol, que é casado com a filha do ex-primeiro ministro José Maria Aznar, já foi o dono da Addax, equipa da GP2 e desde 2013 está na frente dos destinos da Formula E. A Liberty Media comprou em 2015 a Formula E, e como é uma série que está em grande crescimento, com a inclusão dos vários construtores na série, muitos vêm o seu sucesso na formula E como o "balão de ensaio" para voos mais altos. E como ele tem menos 40 anos que o próprio Bernie...

Muitos disseram que hoje poderemos ter visto Bernie Ecclestone pela última vez num paddock da Formula 1. Eu não creio isso, porque ainda há muito mais em jogo nesta história. E ainda não deu a sua última palavra.  

segunda-feira, 7 de março de 2016

Os atrasos da Sauber

A Sauber não vive tempos risonhos. Isso é algo mais do que sabido desde, pelo menos, 2012, onde uma combinação de maus resultados, maus chassis e algumas polémicas com pilotos fizeram com que em Hinwill, se ande a contar os tostões e a aceitar pilotos com uma boa carteira em vez do talento. As coisas pareciam ir um pouco mais desafogadas em 2016, depois de uma temporada razoável com o brasileiro Felipe Nasr e com o sueco Marcus Ericsson, que para além dos  pontos conquistados e do oitavo lugar no campeonato de Construtores, injetaram 35 milhões de dólares, bem preciosos para manter a máquina oleada.

Ontem, surgiu no jornal suíço "Blick" que os mais de duzentos funcionários da companhia tinham um mês de salários atrasados, quando faltam pouco menos de duas semanas do inicio do mundial de Formula 1. Algo que Monisha Kalternborn, a patroa da equipa, confirma:

Sim, isso está certo. Parte dos salários de fevereiro estão ainda pendentes. Arrependo-me imensamente disso. É uma pena. Com a transferência de uma grande quantidade de dinheiro de patrocínios vindos de fora, houve alguns problemas técnicos no envio. Vamos resolver isso. Vamos controlar os problemas atuais e sair desta situação infeliz. Lutaremos e sairemos disso, assim como nos últimos anos”, comentou.

Se é certo que ela afirma que é um problema que será resolvido dentro em breve, este episódio é só mais um que a equipa fundada por Peter Sauber anda a passar. Recorde-se que na temporada passada, Giedo van der Garde armou confusão no fim de semana de Melbourne quando reclamou verbas em atraso por causa de um contrato que a equipa acabou por não respeitar, porque ele queria um lugar como piloto titular, mas foi preterido pelo piloto sueco. 

Apesar do aparato, as coisas acabaram por poder ser resolvidos com um acordo nos bastidores, permitindo à equipa correr... e conseguir o seu melhor resultado da temporada, com um quinto lugar por parte de Felipe Nasr.

A ver como é que isto vai acabar.

segunda-feira, 29 de fevereiro de 2016

Apresentações 2016: o Sauber C35

Até hoje, só faltava uma equipa mostrar o seu chassis para a temporada 2016, e essa equipa era a Sauber. Pois bem, o C35 foi hoje apresentado na sua sede em Hinwill, na Suiça, com algo mais do que a manutenção da dupla de pilotos e mais alguns patrocinadores, como fez na semana passada. Baseado no chassis anterior, o carro da Sauber segue a tendência da Formula 1 nesta temporada, que é o de continuidade, por causa das modificações para 2017 que os carros irão sofrer.

Contudo, Mark Smith, o diretor técnico da equipa, afirmou que apesar das aparências, houve muitas mudanças no chassis deste ano. “Para o desenvolvimento do Sauber C35-Ferrari, mudamos um pouco a filosofia de como desenvolvemos o carro aerodinamicamente. Parece pouco, mas o impacto sobre o desenvolvimento do carro é muito significativo. Ao olhar para o Sauber C35, nota-se uma grande evolução”, afirmou o engenheiro.

Monisha Kalterborn, a diretora da marca, afirmou que o grande objetivo da marca é de se consolidar no meio do pelotão, ao lado da Toro Rosso ou da Force India. "Nós queremos claramente melhorar. Obviamente, esta é a posição que nós gostaríamos de alcançar. Mas, para começar assim, é importante começar a se estabelecer no meio do pelotão. Só então é que vamos nos concentrar em posições individuais”, começou por comentar.

Sobre os seus pilotos, Kalterborn elogia-os pela sua competência. “Ambos entregaram uma boa primeira temporada para nós. Falando sobre Marcus e Felipe, eles cometeram alguns erros. E eles aprenderam com isso. Agora, eles vão ter de mostrar como vão seguir trabalhando com seus respectivos talentos e ganhar experiência”, disse.

Quanto aos pilotos, o brasileiro Felipe Nasr vai para a sua segunda temporada na Formula 1 de forma cautelosa em relação aos seus objetivos para 2016. “É difícil para mim prever quantas posições nós estamos atrás das equipas de ponta nesta temporada e onde vamos conseguir alinhar na grelha de partida. Vamos colocar inovações na pista, da mesma forma que nossos concorrentes. É quase impossível fazer qualquer previsão nestas circunstâncias. Toda a equipe tem trabalhado duro para explorar áreas do carro que podem ser melhoradas”, começou por declarar.

É por isso que estou confiante de que fizemos progressos. A temporada vai mostrar em quais posições nós vamos conseguir fazer isso”, comentou o brasileiro de 23 anos.

O sueco Ericsson, por sua vez, vai para sua terceira temporada na Formula 1, e a segunda como piloto da Sauber começou por comentar “A luta por posições na grelha está a ficar cada vez mais acesa”, salientou. “Mas estou convencido de que, com o novo carro, vamos dar um passo em frente para que possamos terminar nos pontos com maior consistência e com nossas próprias forças. No ano passado, tivemos um bom começo. Na segunda metade da temporada, foi mais difícil para nós marcar pontos. Nesta temporada, gostaria de nos ver na briga por pontos e lutando em um nível onde a velocidade é decisiva. Sei o quanto todos em Hinwil estão trabalhando duramente nesse sentido”, concluiu.

O novo carro irá começar a andar nos segundos - e últimos testes - da temporada, que vão acontecer de novo em Barcelona. 

quarta-feira, 19 de agosto de 2015

Quem sai aos seus não degenera

Nelson Piquet Jr. fala pouco, mas quando acontece, ele mostra que é filho de Nelson Piquet. Na parte zueira, claro. O atual campeão da Formula E deu uma entrevista ao jornal "Lance!" onde demoliu alguns aspectos do seu país, e referiu sobre outros pilotos, especialmente os patrocinios que Felipe Nasr levou para correr na Sauber.

"Nunca quis me meter com coisa governamental, é tudo corrupto. O mundo inteiro zoa o Brasil, qualquer notícia o mundo zoa. Lógico que companheiros e o pessoal da equipa comentam sobre as notícias de corrupção. Em qualquer lugar todo mundo sabe que o Brasil é uma piada. O pessoal rouba dinheiro como se fosse bala. É o Brasil, infelizmente. Adoro meu país, a cultura, a música, a comida, mas, infelizmente, não posso falar muito da política, apesar de entender pouco. Meus amigos mesmo, alguns do Banco Central, que me contam", revelou o piloto de 30 anos.

Piquet Jr. também não entende a razão porque o Banco do Brasil esteja a injetar dinheiro no seu conterrâneo Nasr (ambos são de Brasilia). "Precisa ter um cheque de dez milhões [de dólares] para correr na Fórmula 1. É injusto, mas, bom, é a crise da economia no momento. Na minha época, quando um piloto pagava para correr, eram dois milhões no máximo. O Banco do Brasil está enchendo o Felipe Nasr de dinheiro (o acordo está na casa das dezenas de milhões de reais), não entendo o porquê", comentou.

Seis anos depois de sair da Formula 1 pela porta pequena, depois do "Crashgate" em Singapura, em 2008, Piquet afirma que não se arrepende disso. Diz que o Renault daquele ano era uma "bosta", mesmo com Fernando Alonso como companheiro de equipa, e não perdoa Flávio Briatore: "Todo mundo sabe o que ele é. Vai ser preso agora por não pagar imposto, todo mundo sabe o que ele é. Ele é um nada, um cara com ego gigante. Em algum ponto, ele deve ter sido bom empresário. Se ele está onde está, é porque fez alguma coisa".

"Não olho para trás. Tento amadurecer. Obviamente que você com trinta, quarenta anos, tem outra maturidade do que quando tinha vinte. Então, olha para trás e se arrepende. Como vai ter cabeça naquela época? Só quando amadurece e aprende. Se eu soubesse que a escola era importante quando eu tinha quinze anos, não ficaria matando aula para paquerar as meninas. É difícil falar que a gente não pode entrar nessas. Faltou alguém para me dar um pouco de conselho. Na hora, assim, não tem como fazer essas coisas. Faltava um empresário e maturidade. Faltava alguém do meu lado.", concluiu.

quinta-feira, 23 de julho de 2015

Noticias: Sauber renova com a sua dupla para 2016

A Sauber anunciou esta quinta-feira em Budapeste que renovou por mais uma temporada com o brasileiro Felipe Nasr e o sueco Marcus Ericsson, a sua atual dupla de pilotos. Monisha Kalternborn, a diretora desportiva da marca, comentou sobre este assunto afirmando estar satisfeita com as suas performances.

"Esta renovação mostra que os pilotos e a equipa estão na direção certa", começou por afirmar Kaltenborn. "Temos plena confiança nos talentos e habilidades de Marcus e Felipe. Ambos mostraram desempenhos sólidos, aprenderam rapidamente e ganharam experiência. Nós gostamos de os ter na equipa e eles dão um impulso positivo", continuou.

Até agora, a Sauber está no sétimo lugar no campeonato de construtores, com 21 pontos, resultantes de dezasseis pontos vindos de Nasr e cinco de Ericsson. O melhor resultado da temporada foi um quinto lugar por parte do piloto brasileiro.

segunda-feira, 16 de março de 2015

A foto do dia

"Estou muito feliz com a quinta posição na minha primeira corrida de Fórmula 1. É um grande alívio, quer para a equipa, quer para eu mesmo sabermos que somos capazes de marcar pontos, e eu estou muito satisfeito com essa conquista. Foi uma corrida difícil".

"Logo após o início foi bastante confuso na Curva 1, como um outro piloto tocou na minha roda. Eu pensei que o carro tinha sido um pouco danificado, mas depois de algumas voltas, reparei que estava tudo bem. Depois disso, a corrida correu conforme o planeado".

Estas são as palavras de Felipe Nasr após a corrida de ontem em Melbourne, na Austrália. E piloto brasileiro conseguiu algo que nem Emerson Fittipaldi, Nelson Piquet, Ayrton Senna, Rubens Barrichello, Felipe Massa e outros pilotos do seu país conseguiram: pontuar na corrida de estreia. Provavelmente, Nasr deve ter sido o primeiro piloto brasileiro de sempre a pontuar na sua corrida de estreia.

Mas o resultado dele e de Marcus Ericsson neste domingo em Melbourne é o inesperado final feliz de uma situação que começou muito bicuda para a equipa de Hinwill, por causa de Giedo van der Garde. É certo que a culpa é da Sauber, e que o piloto holandês apenas quis exercer os seus direitos laborais, mas por causa disso, colocou em causa o direito de Nasr e Ericsson de poderem andar nos carros, porque - sejamos honestos - eles pagaram mais para isso.

Seja como for, Nasr ajudou a dar à Sauber um final feliz de um pesadelo, que começou um ano antes, quando o chassis anterior se revelou um desastre autêntico, que não tinha pelo menos 15 por cento de downforce e que impediu a equipa de marcar pontos em 2014, o pior ano de uma longa carreira. Mas logo nesta corrida, conseguiram 14 pontos e foram a terceira melhor equipa no fim de semana de Melbourne.

Agora resta saber como será no resto da temporada. A grande chatice é que uma certa cadeia de televisão no seu país, com tendência para criar heróis para conseguir mais audiência quererá aproveitar isso. Já uma certa "jornalista" andou a dizer que o apelido dele é Senna ao contrário...

Formula 1 em Cartoons - GP Austrália (Pilotoons)

A corrida australiana vista pelo Bruno Mantovani, do Pilotoons. No meio do Lewis "Terminator" Hamilton, temos também a surpresa Felipe Nasr e o McLaren-Honda que neste momento é... enfim, vocês entendem. Pobre Button!

quarta-feira, 11 de março de 2015

Formula 1 em Cartoons - "Van der Lawyer" na Sauber (Pilotoons)

Existe os pilotos pagantes, mas parece que a Formula 1 inventou o "piloto advogado". É verdade que o Giedo Van der Garde apenas exerceu os seus direitos, mas a situação criou um autêntico imbróglio na Sauber, que deixou dois pilotos muito descontentes e com o lugar em risco, graças a uma decisão judicial. 

E um dos pilotos com esse lugar em risco é brasileiro, como indica bem o Bruno Mantovani...

Van der Garde ganhou. E agora?

Ontem falei que o holandês Giedo van der Garde tinha ido a tribunal para forçar a Sauber a cumprir o contrato que assinou para que ele corresse nesta temporada ao serviço da equipa suíça. Como já tinha dito, a justiça suiça deu-lhe razão e ele foi atrás deles na Austrália para que a ordem fosse cumprida. A justiça de Melbourne deu como válida a sentença e obrigou a equipa e ceder um lugar para ele, em detrimento de Felipe Nasr ou de Marus Ericsson.

Sobre o assunto, escrevi esta noite no Motordrome Brasil, e lá pode-se ler na sentença do juíz Clyde Croft que Van der Garde "permanece pronto e capaz de retomar suas obrigações" de piloto e indicou ao advogado da equipa de Hinwill que "o contrato de Van der Garde deve ser honrado". Eles já responderam que irão recorrer da decisão.

Uma coisa é certa: como dizemos por aqui, isto é um grande 31. E a história, claro, não acaba aqui. Resta saber com quem é que alinharão no domingo e se a saga continua na Malásia, China, Bahrein, etc...

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2015

A foto do dia

Basicamente deve ser a imagem do dia neste primeiro dia de testes em Barcelona: os carros de Felipe Nasr e de Susie Wolff na gravilha, depois de um desentendimento entre os dois ter causado o acidente, na curva 4 do circuito de Montemeló.

Ambos os pilotos estão debaixo de escrutínio. Nasr por ser novato, Wolff por ser... mulher. E claro, o acidente acabou por ser um belo pretexto para os detratores colocarem as culpas na mulher de Toto Wolff, e que - sejamos honestos, os fatos falam por si - nunca fez grande carreira no DTM, quando correu com o seu nome de solteira, Susie Stoddart.

Wolff inutilizou um modelo deste ano e perdeu grande parte do dia reservado para ela, um dos poucos que terá antes de ser a terceira piloto nos treinos livres deste ano, que vai para o lugar de... Nasr. Francamente, o que interessa é que ninguém se magoou, mas o facto de ela não ter... aquilo, faz com que seja motivo de chacota, desprezo e alguma fúria. Maior do que por exemplo, Pastor Maldonado!

E a grande ironia é que hoje, o venezuelano foi o piloto mais veloz deste dia. E Wolff ainda teve tempo para dar mais algumas voltas neste dia, graças ao trabalho dos mecânicos da Williams em colocar o carro pronto. Um aplauso para eles!

Mas ver que, mesmo com as justificações, pedidos de desculpa, e menorização de um incidente como este, ainda há um machismo velado, vindo de séculos de preconceito. Que as mulheres são perigosas ao volante, por exemplo. Mesmo que ela não seja culpa, "descerá a lenha sobre ela". Agora imeginem que era piloto efetiva, com lugar na grelha? Para o Pastor Maldonado, seria a desculpa perfeita para o esquecerem...

sexta-feira, 30 de janeiro de 2015

Apresentações 2015: Sauber C34

Em Hinwill, a Sauber mostrou por fim o seu modelo C34. Pintado de azul e amarelo, as cores do seu grande patrocinador, o Banco do Brasil (graças a Felipe Nasr), o novo modelo espera ser bem melhor do que o carro anterior, que se revelou um verdadeiro desastre e fez com que a equipa não pontuasse pela primeira vez desde a sua temporada de estreia, em 1993.

Para Monisha Kalternborn, a responsável da marca, o desejo é deixar a temporada de 2014 para trás. “2014 foi um mau ano, mas isso já passou e agora estamos focados no que aí vem. Aprendemos muito e estamos confiantes para a nova época. Temos que melhorar e lutar por lugares nos pontos. Os nossos novos pilotos são uma lufada de ar fresco, são talentosos e estão altamente motivados. Estou confiante” disse Kaltenborn, que permanece na liderança de uma equipa que vai para a sua 23ª época na F1 sendo a quarta mais antiga do plantel. Será o sueco Marcus Ericsson o piloto encarregue do primeiro dia de testes em Jerez, que começam no domingo", comentou.

Felipe Nasr, o brasileiro que fará a sua temporada de estreia na Formula 1, diz que está a preparar-se para os desafios que aí vêm. Na minha temporada de estreia, há muito a aprender, especialmente por eu não ter andado em alguns circuitos ainda. Em geral, estou pronto para encarar este desafio”, começou por afirmar. 

No meu papel de reserva e piloto de testes da Williams no ano passado, eu estive envolvido em todos os finais de semana de corrida. Além disso, tive a chance de guiar o carro algumas vezes, então acho que tenho um certo entendimento de como é a Formula 1. Agora estou a dar o passo seguinte, que é ser piloto titular, e estou ansioso para trazer minha experiência de 2014 e ajudar a Sauber a voltar aos pontos”, concluiu.

O carro vai começar a andar este domingo em Jerez, com o sueco Ericsson ao volante.

quinta-feira, 22 de janeiro de 2015

A situação da Sauber e um espelho desta Formula 1

Ao ler a matéria da Sauber publicada hoje pelo Victor Martins no sitio Grande Prêmio, faz-me pensar se a Formula 1 não bateu no fundo. É certo que a situação da equipa não é nova, estes problemas têm mais de ano e maio de existência. Não contesto a matéria dele, porque não muito tempo antes, o Sal Chiaparetta tinha colocado no seu Facebook que as coisas em Hinwill estavam muito más. E se a equipa gastou os dinheiros de Marcus Ericsson, de Felipe Nasr e da FIA para pagar dívidas, chegando ao ponto do desenvolvimento do carro para este ano ter ficado parado por uns tempos, pois as coisas tinham chegado a um limite.

Mas também a matéria do Grande Prémio mostrou que as coisas dentro da Sauber andaram más devido ao meu desenho do carro. Eis um excerto da matéria:

"Estudos na Sauber identificaram que o fálico bico frontal foi tão mal feito que representava uma perda de 15% na aerodinâmica do C29. Cada peça custa em torno de US$ 50 mil – imagine, então, a dor de cabeça e no bolso que dava quando eram quebrados: R$ 130 mil no ralo. Uma nova asa dianteira custa, segundo tabela de homologação da FIA, US$ 500 mil ou R$ 1,3 milhão. Para efeito de comparação, as equipes grandes como Mercedes, McLaren e Red Bull chegam a conceber quatro unidades por temporada; nunca que os coitados helvéticos iam conseguir trocar a sua

Sem um patrocinador principal e com uma bomba de quatro rodas na pista, a Sauber foi colecionando dívidas. Não à toa, apelou no fim do ano para dois pilotos que tinham de jorrar grana para o velho Peter. De Felipe Nasr e Marcus Ericsson vieram no total € 40 milhões, R$ 120 milhões para arredondar. Absolutamente tudo foi usado para pagar os credores. Os US$ 10 milhões – R$ 26 milhões – que a FIA deu pela premiação, se assim pode dizer, pelo décimo lugar no campeonato igualmente bateram na conta e viraram fumaça".

Em suma, se quisermos colocar as coisas da seguinte forma, a marca de Hinwill está literalmente a partir do zero. E mesmo que o carro esteja pronto para rodar no dia 1 de fevereiro em Jerez, as coisas vao ser complicadas, pois eles estão em contra-relógio para que tudo esteja pronto. E depois, arranjar dinheiro para que consigam sobreviver durante a temporada, para que não seja a última de uma das independentes da Formula 1, com uma história de 22 temporadas.

E claro, ela não é a única. É mais um exemplo da crise que vive a Formula 1, do qual virá em força nesta temporada.