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sexta-feira, 18 de novembro de 2022

A imagem do dia


Os tempos de Sebastian Vettel na Toro Rosso foram pequenos - uma temporada e meia - mas depois do feito de Monza, onde ele alcançou uma pole e uma vitória inédita, e claro, a chegada à Red Bull na temporada seguinte. Mas antes da sua transferência para a "irmã mais velha", ainda teve mais uma corrida onde deu nas vistas na temporada de 2008. 

O GP do Brasil, última corrida do campeonato.

Foi uma temporada dura, um duelo entre Ferrari e McLaren, entre Lewis Hamilton e Felipe Massa, com erros e acertos de um lado e outro, e quando a Formula 1 chegou a São Paulo, havia uma vantagem de sete pontos a favor de Hamilton, depois da sua vitória na corrida anterior, em Xangai. 

Vettel teve uma boa qualificação, entrando na Q3 e acabando em sétimo a grelha, e parecia que iria tentar uma boa pontuação, depois de em Xangai ter ficado a porta, em nono. E tirando o triunfo em Itália - ultra-celebrado, a propósito - o alemão tinha conseguido três quintos lugares, no Mónaco, Bélgica e Singapura.

Esperava-se chuva e alguma trovoada na corrida. Choveu antes da corrida, levando ao adiamento da partida, e muitos colocaram pneus intermédios. A partida foi atribulada (na foto), David Coulthard, que fazia ali a sua última corrida, evolveu-se numa colisão e acabou cedo (demais) a sua despedida na Formula 1.

Na frente, Felipe Massa fazia a sua corrida. Era líder e ficaria até ao fim. E até corria em casa. A Hamilton, precisava de um quinto posto para ser campeão. E Vettel, que fazia a sua corrida, tentava ficar o mais à frente possível.

Mas a corrida aconteceu quase sempre em seco. Parecia que tudo estava calmo, até que a poucas voltas do final... voltou a chover. E tal "que veio da represa". Os carros passaram pelas boxes, trocando para intermédios. Com exceções. 

E no meio disto tudo, Vettel conseguiu passar Hamilton. Estava a duas voltas do fim e parecia que Hamilton iria perder de novo o título mundial. Era sexto e isso não interessava. As bancadas entraram em delírio com o que passava na pista e pensaram que iria ser assim até à meta, quando Massa passou em primeiro - curiosamente, a sua última vitória na Formula 1.

E depois surgiu Timo Glock.

Piloto da Toyota, arriscou ficar na pista com os slicks, tentando subir o mais possível e esperar que as condições não se degradassem. Era quarto, na entrada da última volta, e ambos os carros pareciam estar longe dele. Mas as coisas pioravam e era complicado arranjar tração na pista, degradando-se casa vez mais. 

E na última curva, Vettel e Hamilton apanharam-no, passando-o facilmente. O alemão iria ser quarto e Hamilton, mais importante, o quinto. E tudo numa altura em que todos comemoravam, pensando que Massa era campeão do mundo. Até que foi... por 30 segundos. Mas eles tinham de também passar pela meta, e aquela ultrapassagem foi bem dramática: na última curva, da última volta, da última prova do mundial!  Mais do que suficiente para saltar da cadeira.

E foi o que aconteceu. E o alemão teve um pequeno papel nesse desfecho.

domingo, 26 de julho de 2020

Youtube Formula 1 Video: Fernando is Faster than You

Ontem passaram-se dez anos sobre o famigerado GP da Alemanha de 2010, no circuito de Hockenheim, onde Felipe Massa deixou passar Fernando Alonso para que ele pudesse vencer a corrida e se manter na luta pelo campeonato desse ano. Claro, oito anos depois do que tinha acontecido a Rubens Barrichello, os brasileiros não perdoaram esse novo "rebaixamento", especialmente depois dos eventos de 2002, na Áustria.

Pouco tempo depois, eu e o Mike Vlcek, um musico de São Paulo, tivemos a ideia de fazer um video sobre esse momento. Conhecia o Bruno Rafael, cartoonista que adora automobilismo, especialmente o NASCAR, e acabamos por fazer o "Fernando is Faster Than You". Nessa década, o video foi um pequeno sucesso, conseguindo cerca de 87 mil visualizações.

Portanto, para recordar aquele dia, volto a colocar por aqui este video. 

sexta-feira, 24 de maio de 2019

Youtube Motrosport Trailer: Um jantar de heróis

Isto aparenta ser um filme bem interessante: quatro pilotos vão uma noite para uma casa, algures no Reino Unido, para um jantar, onde falam das suas carreiras, das suas vitórias e dos seus perigos. Michele Mouton, vice-campeã do mundo em 1982 e a única mulher a vencer ralis do WRC, num Audi Quattro; Mika Hakkinen, bicampeão do mundo de Formula 1; Tom Kristensen, nove vezes vencedor das 24 Horas de Le Mans, quase todas pela Audi, e Felipe Massa, vice-campeão do mundo em 2008 e piloto da Ferrari e Williams.

O filme é realizado por Manish Pandey, o mesmo de "Senna", e no jantar, os quatro acabam por falar de um quinto piloto, não presente, mas que paira nas suas vidas, como se fosse um espectro: Michael Schumacher.

Assim sendo, eis o trailer. 

sábado, 16 de fevereiro de 2019

Formula E: Wehrlein o melhor na qualificação mexicana

Pascal Wehrlein foi o melhor na qualificação mexicana, que aconteceu no final desta tarde no Autódromo Hermanos Rodriguez. O piloto da Mahindra foi melhor do que Lucas di Grassi e FElipe Massa na SuperPole, enquanto António Félix da Costa meteu o carro na Superpole e ficou com o terceiro posto na grelha.

Debaixo de calor no Autódromo Hermanos Rodriguez, máquinas e pilotos preparavam-se para uma qualificação debaixo de condições ideais para a corrida.

O primeiro grupo alinhava os primeiros da geral, e Felix da Costa, que tinha andado a fazer bons tempos nos treinos livres, ficou na frente deste grupo, pouco mais de quatro milésimos sobre Jean-Eric Vergne, da DS Techeetah. E as coisas ficaram na mesma no segundo grupo, até que no terceiro, Pascal Wehrlein, que tinha sido segundo em Santiago, conseguiu um tempo quatro décimos melhor que o piloto português.

Depois, no terceiro grupo, os carros começaram a ser mais velozes. Como os Nissan de Oliver Rowland e o de Sebastien Buemi, que conseguiram ser mais velozes, especialmente Rowland, que passou para o topo da tabela de tempos. Já Lucas di Grassi foi também melhor, conseguindo o terceiro melhor tempo, suficiente para deixar de fora Jean-Eric Vergne.

Para o quarto e último grupo, com a pista cada vez mais rápida, o primeiro a entrar foi Felipe Massa, que conseguiu o terceiro tempo provisório, mas a partir dali, nem Nelson Piquet Jr ou o Dragon de Felipe Nasr conseguiram melhorar os seus tempos. Aliás, o brasileiro da Jaguar cometeu um excesso que deitou tudo a perder para a Superpole.

E assim, Rowland, Wehrlein, Massa, Di Grassi, "Pechito" Lopez e Felix da Costa iam para a Superpole. Sam Bird não fez qualquer volta e acabou por largar no último posto.

O primeiro a largar foi o português da BMW, que escorrega um pouco na segunda curva, e faz 59,819, comprometendo a sua chance de conseguir a pole-position. Sebastien Buemi faz um pouco pior, com o suíço a fazer 130 centésimos pior que o português. Depois, Lucas Di Grassi conseguiu ser melhor com o seu Audi, 166 centésimos melhor. 

Depois, foi a vez de Felipe Massa que conseguiu ser 42 centésimos pior que o seu compatriota, ficando com o segundo lugar provisório. Mas Pascal Wehrlein faz 59,347 e fica com o primeiro posto. Oliver owland foi o último e cosneguiu o terceiro posto, entre Massa e Felix da Costa.

No final, quarto "poleman" em quatro provas diferentes, a mostrar o equilíbrio existente nesta competição nesta temporada. A corrida vai acontecer pelas dez da noite, horário de Lisboa.

terça-feira, 15 de janeiro de 2019

Formula E: Massa ainda se adapta à competição

Duas corridas na nova temporada e Felipe Massa ainda não pontuou na Formula E. O piloto brasileiro da Venturi afirmou que a adaptação ao novo carro está a ser mais complicada que pensava ser. O melhor que conseguiu foi um 14º posto em Riyadh, na primeira prova do campeonato, e acredita que a adaptação está a ser mais demorada que o habitual por causa do carro e dos circuitos de rua.

Não é fácil. Há tantas coisas que você precisa mudar, especialmente quando você está acostumado a pilotar na Fórmula 1. Fiz alguns testes, acho que passo a passo estou entendendo como é o procedimento na Fórmula E", começou por dizer.

Há tantas áreas diferentes, especialmente, que nas corridas você precisa ter uma mente, mas na qualificação outra, pois só vai com mais potência por uma volta. Então, novamente, você tem tantas coisas diferentes. A pista, pistas de rua, muito estreita, baixa aderência, há muita coisa para aprender, mas espero que eu possa fazer as coisas da maneira certa”, concluiu.

A Formula E volta à ação no final do mês, em Santiago do Chile.

segunda-feira, 10 de dezembro de 2018

Formula E: Massa e o desafio do falcão-peregrino

Que a Formula E gosta de se mostrar lado a lado com animais velozes, não é novidade. Se no ano passado, Jean-Eric Vergne esteve ao lado de uma chita na África do Sul para verm quem é o mais veloz, este ano, nas vésperas da primeira corrida da Formula E na Arábia Saudita, Felipe Massa decidiu levar o seu carro da Gen2 para as estradas sauditas para saber se é mais veloz que um falcão-peregrino, o mais veloz do planeta, voando a 320 km/hora.

Para que a coisa funcionasse, recorreu-se a algo infalível: uma isca no monolugar. 

Foi uma experiência incrível correr contra um dos animais mais rápidos do reino animal – não é algo que eu vou esquecer tão cedo. Eu gosto do fato de que essa ideia veio dos fãs, e a Formula E ouviu e aceitou esse desafio. A filmagem é muito especial e foi um privilégio participar. Estou ansioso para voltar a Ad Diriyah e começar a correr. Será a minha primeira corrida na Fórmula E e estou ansioso para voltar ao volante. Senti falta de corridas e esta série mostrou ser uma das mais competitivas do mercado”, disse Felipe Massa, no final da experiência e aproveitando para lançar a corrida deste final de semana.

sexta-feira, 2 de novembro de 2018

A imagem do dia

Quem esquece uma corrida onde o vencedor do campeonato foi escolhido a duas curvas do fim, na última volta? Foi inédito, para ser honesto. Para quem já viu mais de 30 campeonatos, como eu, e vi como as coisas acabaram em 1986, por exemplo, isto foi absolutamente inédito, provavelmente uma única vez neste século, se calhar.

Comemoramos no domingo o quinto titulo mundial de Lewis Hamilton, lembrando que por estes dias estava a fazer dez anos sobre o primeiro título do piloto inglês. Sabia-se desde a sua estreia na categoria máxima do automobilismo, no ano anterior, Hamilton era de uma outra galaxia, batendo o pé a Fernando Alonso, numa luta interna que resultou... no campeonato de Kimi Raikkonen.

Em 2008, Alonso voltou à Renault e Hamilton teve Heiki Kovalainen como seu companheiro de equipa. Como agora com Valtteri Bottas, não era um piloto que o ameaçava, podendo atacar o campeonato com à vontade, contra Felipe Massa, que parecia ser capaz de alcançar o campeonato. Mas Massa fez uma boa corrida em Interlagos, sem errar. Os erros aconteceram atrás, com os eventos de Singapura - a manga de reabastecimento arrancada - como provavelmente o momento decisivo.

Esta tarde, por acaso, a Formula 1 decidiu meter no seu canal do Facebook a corrida na íntegra. Foi bom recordar tudo de novo foi um exercício bem interessante, principalmente a parte do regresso da chuva. E ao ver de novo, entendi como é que as coisas se orientaram para aquele desfecho. E após estes anos todos, nesta retrospectiva... Massa teve aqui a sua grande chance, que não aproveitou. E se aproveitasse, fosse campeão, teria sido dos grandes da sua geração? Ou seria outro Jacques Villeneuve? Não tendo a resposta na mão, parece estar inclinado para a segunda chance.

terça-feira, 31 de julho de 2018

A situação atual da Formula E

A temporada da Formula E terminou há duas semanas, nas ruas de Nova Iorque, e só em dezembro, em paragens sauditas é que veremos em ação os novos carros, em mais uma nova temporada da competição. A temporada de 2018-19 terá mais uma nova equipa, a HWA, que na DTM alemã serve de equipa de fábrica da Mercedes, com a garantia que a Porsche poderá aparecer na temporada de 2019-20.

Primeiro que tudo, as certezas. Tudo indica que a Audi, Jaguar e a Techeetah irão manter a dupla de pilotos que encerrou a temporada passada. A equipa alemã terá Lucas di Grassi e Daniel Abt como dupla de pilotos, enquanto na Jaguar, Nelson Piquet Jr e o neozelandês Mitch Evans ficam por lá mais uma temporada e na equipa campeã do mundo de pilotos, Jean-Eric Vergne ficará a defender o título mundial ao lado de Andre Lotterer.

Quanto às incertezas, comecemos pela Venturi. Já se sabe que terá nova estrutura acionista, com a entrada de Susie Wolff, mulher de Toto Wolff, na equipa, e terá Felipe Massa como piloto. Isso faz com que haja uma segunda vaga que poderá ser disputada entre alguns dos pilotos que andam a rondar. A começar por Tom Dillmann, que correu em três provas, no lugar de Edoardo Mortara, por causa dos seus compromissos com o DTM, passando pelo próprio Mortara, e provavelmente algum dos experimentados da competição, como Stephane Sarrazin, por exemplo. E também o alemão Maro Engel pode estar nessas considerações.

A Renault vai ser subsistida pela Nissan na próxima temporada - na realidade, como fazem parte do mesmo grupo, tudo fica na mesma - e Sebastien Buemi irá manter-se na equipa. Mas não Nicolas Prost, que depois do seu pai ter "migrado" para a Formula 1, ficou um pouco orfão. Aliado a isso, a sua fraca campanha na competição fizeram com que saísse no final desta temporada. Mas ele procura por lugar, afirmando a sua experiência e veterania ao longo destes anos. Quanto ao lugar vago, nada se saber quem irá ficar com ele, mas se a Nissan tiver a oportunidade de ter Jean-Eric Vergne nos seus carros, seguramente não a vai desperdiçar.

Quem quer um piloto de primeira linha é a BMW. Depois de ter andado a aprender com a Andretti, agora vai ser a tempo inteiro, e anda a investir fundo em ter uma máquina preparada para competir com os melhores. Contudo, queriam um piloto forte para elevar a concorrência dentro da equipa, pois têm o português António Félix da Costa. Tentaram a sua sorte com Sam Bird, mas a Virgin largou a DS e vai ter os motores da Audi para a próxima temporada. E o inglês, terceiro classificado na temporada passada, quer tentar a sua sorte com estes motores porque acredita que tem uma chance para o título, algo do qual com a BMW, ainda não tem qualquer certeza, pois é tecnologia por testar.

Na Mahindra, ambos os pilotos poderão sair. Nick Heidfeld decidiu abandonar a Formula E, aos 41 anos de idade, e Felix Rosenqvist poderá não iniciar a próxima temporada porque a Chip Ganassi o quer num dos seus carros na IndyCar em 2019, e isso é incompatível com o calendário da Formula E. Assim, caso seja verdadeiro, a Mahindra - que mostrou ter um bom carro - torna-se num lugar apetecível para todos os aspirantes a correr na Formula E. E claro, candidatos não faltarão.

Falta ainda saber quem ficarão na Dragon Racing. José Maria Lopez e Jerome D'Ambrosio são dois bons pilotos, e certamente teriam lugar no mercado, mas ainda não existem certezas sobre se continuarão na Formula E. Aliás, o argentino foi chamado à Dragon depois da jornada dupla de Hong Kong, quando suíço Neel Jani saiu da equipa.

O defeso ainda está no inicio, mas são muitas as vagas por preencher, os lugares por confirmar. Nas próximas semanas e meses, ver-se-á como se comporá o pelotão da Formula E numa temporada em que teremos uma máquina nova e as corridas serão diferentes do habitual.

terça-feira, 15 de maio de 2018

Formula E: Massa assina pela Venturi

Felipe Massa e a Venturi anunciaram esta tarde um acordo de três temporadas para correrem juntos, a partir da próxima temporada. O brasileiro de 37 anos vai para a Formula E, depois de quinze temporadas na Formula 1, e meio ano depois de pendurar o capacete ao serviço da Williams.

"Estou muito feliz por me juntar ao Venturi Formula E Team e ao campeonato da Fórmula E, que se tornou uma competição magnífica em tão pouco tempo", começou por dizer Massa, no anuncio oficial.

"[Desde] há alguns anos, tenho claro interesse por esta disciplina inovadora e voltada para o futuro, que está se desenvolvendo exponencialmente. Eu gosto especialmente do formato das corridas, dos circuitos urbanos e do contato com os fãs", continuou.

"Mal posso esperar para participar dos testes no final do mês. [O presidente da Venturi] Gildo [Pastor] sempre esteve um passo à frente quando se trata de veículos elétricos de alto desempenho. A equipe está em uma fase de crescimento e desenvolvimento. Eu farei tudo o que puder para contribuir com o projeto e espero estar entre os primeiros", concluiu.

A chegada de Felipe Massa é o mais recente elo de uma longa cadeia de desenvolvimentos do Venturi, que começou com a colaboração com a HWA AG no final do ano passado. Massa andará a bordo do carro da Gen2 no final do mês, nos primeiros testes da marca.

É uma honra receber Felipe na família Venturi”, começou por dizer Gildo Pastor. “Eu precisava dele, de sua experiência, de sua velocidade e de sua abertura", continuou.

"A Formula E é extremamente complexa para montar e guiar. Ainda mais do que noutras disciplinas, o trabalho em equipa entre o piloto e os engenheiros é uma das chaves para o sucesso. Os 15 anos de experiência de Felipe na Fórmula 1 definitivamente nos darão um impulso. E com sua natureza humilde, eu sei que ele vai ouvir a equipe e dominar a disciplina rapidamente", concluiu.

Massa competiu na Formula 1 por 270 Grandes Prémios, correndo por Sauber, Ferrari e Williams. Ao longo da sua carreira, cujo máximo foi ter sido vice-campeão em 2008, alcançou onze vitórias, 41 pódios, 16 pole-positions e 15 voltas mais rápidas.

quinta-feira, 23 de novembro de 2017

Youtube Formula 1 Classic: Fernando is Faster Then You

Este fim de semana, Felipe Massa faz a sua última corrida na Formula 1, depois de 271 Grandes Prémios, em 15 temporadas, com onze vitórias, 16 pole-positions e 15 voltas mais rápidas. Carreira longa e cheia de bons momentos, também teve os seus mais difíceis, como a mola que em 2009 o colocou fora de combate para o resto da temporada, e no ano seguinte, a famosa manobra de Hockenheim, onde teve de abdicar da vitória para Fernando Alonso, com o famoso "Fernando is faster than you".

Na altura, eu, o Mike Vlcek (musico e compositor) e o Bruno Rafael (cartoonista) falamos muito na Net sobre este momento, e no meio disto tudo, surgiu a possibilidade de fazer um video desta situação. Deu no que deu, e na altura, até teve algum impacto. Agora, sete anos depois, recorda-se este momento... de forma bem humorada, diga-se de passagem.

quinta-feira, 9 de novembro de 2017

Formula 1 em Cartoons - Felipe Massa (Fiszman)

Felipe Massa tem uma longa carreira na Formula 1, e para alguns, ele tem alguns troféus bem... estranhos. Pelo menos, é aquilo que pensa o cartoonista Fiszman...

sábado, 4 de novembro de 2017

Noticias: Massa dispensado da Williams

A Williams anunciou esta manhã que Felipe Massa não correrá na sua equipa em 2018. E pouco depois, o próprio piloto também disse na sua conta do Instagram que este seria a sua última temporada na Formula 1.

"Olá, pessoal, desta vez é verdade", brincou. "Como vocês sabem, ano passado eu decidi me retirar da Formula 1. Mas por conta de um pedido da Williams, eu decidi fazer mais uma temporada, mas dessa vez será minha última corrida no Brasil na Formula 1 e será minha última corrida em Abu Dhabi na Formula 1. Gostaria de agradecer toda a minha família e meus amigos, todos meus patrocinadores e a todos os meus fãs, que me apoiaram muito. Então muito obrigado, eu realmente espero vê-los em Interlagos e Abu Dhabi, e espero que possam me apoiar no próximo ano ou no futuro em outras corridas e outras categorias. Um grande beijo", disse o piloto em vídeo.

Massa fez esta comunicação pouco depois da Williams ter dispensado os serviços do piloto brasileiro, depois de lhe ter pedido para que ficasse por mais uma temporada, quando no final de 2016, a equipa teve de lidar com a saída inesperada de Valtteri Bottas, que foi para a Mercedes depois desta ter visto Nico Rosberg ter anunciado a sua retirada, cinco dias depois de vencer o campeonato do mundo. Em 2017, o brasileiro conseguiu até agora 36 pontos e dois sextos lugares como melhores resultados, contra o terceiro posto de Lance Stroll em Baku.

"Gostaria de agradecer a Felipe por tudo o que ele fez para a equipa nas últimas quatro temporadas", começou por dizer Claire Williams no seu comunicado oficial.

"Estamos especialmente gratos por ele concordar em adiar sua retirada da Fórmula 1 por um ano, depois que Valtteri se juntou à Mercedes, o que demonstrou a profundidade do relacionamento que construímos durante nosso, tempo juntos.

"Agradecemos pois não foi uma decisão fácil para ele regressar, depois de ter tido uma despedida tão emocional no final do ano passado. Em nome de Sir Frank e toda a equipa, damos nossos melhores desejos a Felipe para o futuro", concluiu.

Agora, a equipa vai ter de escolher entre o polaco Robert Kubica, o escocês Paul di Resta, o alemão Pascal Wehrlein e talvez o russo Dannil Kvyat para fazer parelha com Lance Stroll.

sexta-feira, 29 de setembro de 2017

A corrida dos anciãos

A Williams decidiu esta semana que quer um veterano a guiar o seu carro em 2018, ao lado de Lance Stroll. Felipe Massa, Robert Kubica e Paul di Resta serão os pilotos seleccionados nesta "shortlist" do qual se espera que saia o piloto titular para a próxima temporada.

A grande razão para que a equipa de Grove queira um piloto veterano (ou mais velho) na sua equipa prende-se, essencialmente, com o patrocinador. a Martini deseja ter um piloto veterano nas suas fileiras porque Stroll têm apenas 18 anos e se ele pode ter idade para conduzir na maior parte dos países, em alguns sítios, ele ainda é menor de idade em relação a bebidas alcoólicas. Assim sendo, a ideia de ter dois jovens na equipa, parecendo ser boa no papel, nestas circunstâncias, não pode ser dessa forma.

Primeiro que tudo, Felipe Massa. Aos 36 anos, a sua carreira pode estar no seu ocaso, e em 2016, chegou a se despedir dos adeptos. Mas a partida de Valtteri Bottas para a Mercedes baralhou as coisas e Massa foi chamado para poder correr por mais uma temporada. Nesta corrida, ele acredita que é o favorito. Aliás, sendo ele o atual titular do lugar, acha que tem os argumentos mais interessantes para permanecer no lugar em 2018:

Eu diria que, definitivamente, tenho todas as pessoas que entendem de corridas ao meu lado – engenheiros e tudo mais. Isso é o que importa para mim”, começou por dizer o piloto brasileiro. “Para ser honesto, estamos conversando com a equipa, e ela conhece a cem por cento os meus argumentos para ficar por mais um ano”, continuou.

Eu sempre fui um piloto profissional e vou acabar como um piloto profissional, assim como comecei minha carreira. Isso é o mais importante para mim. A equipa sabe o que eu posso entregar”, concluiu.

Há, contudo, outro candidato. O polaco Robert Kubica pode estar fora de competição desde 2010, mas neste verão fez alguns testes com a Renault, onde mostrou que estava perfeitamente adaptado à condução de um Formula 1, apesar do seu braço totalmente mutilado pelo seu acidente no inicio de 2011 no Rali Ronda di Andora. Kubica chegou a ser uma chance na Renault, mas o lugar acabou por ficar nas mãos de Carlos Sainz Jr

Contudo, o próprio Kubica fez questão de dizer à revista Auto, publicada pela FIA, que as suas chances de regresso são fracas: “Sou muito realista e sei que as minhas hipóteses de regressar ao volante de um Formula 1 a tempo inteiro são muito ténues”.

Nessa entrevista, ele afirmou que gostou do resultado dos testes que fez com a Renault, no verão,  especialmente como reagiu à condução de um Formula 1: “De cada vez que ando descubro os meus novos limites, mas sempre esperei um dia ter a minha oportunidade de regressar. Fiz muitos quilómetros no simulador e apenas corri noutras disciplinas, mas sabia que apenas a Formula 1 me podia dar as sensações muito particulares que conheci, como se veio a verificar”, continuou.

Para acrescentar a isso, falou-se que Lawrence Stroll, o pai de Lance, poderia estar contra um teste de Kubica com um Williams. Ele iria usar um chassis de 2014, usado pelo seu filho em 2016, quando ele começou a se adaptar à Formula 1, durante o fim de semana do GP do Japão. Não quer dizer que ele esteja contra a presença de Kubica na equipa, apenas não o quer usar o carro.

No meio disto tudo, há um terceiro elemento: o escocês Paul di Resta. Atual piloto do DTM, esteve na Formula 1 entre 2011 e 2013, pela Force India, e embora não tenha conseguido qualquer pódio, conseguiu 121 pontos em 59 corridas. Este ano, saltou para o carro da Williams na Hungria, quando Felipe Massa ficou maldisposto nesse fim de semana. Atualmente, ele é o piloto de reserva da equipa, e deseja um regresso ao lugar e a uma competição do qual está ausente há quatro temporadas.

Na realidade, a Williams não tem pressa nesse campo, dado que não irão aparecer muitas vagas no pelotão. Contudo, a decisão terá de ser tomada antes do final da temporada, para já começar a planear a temporada de 2018, e também para ajudar Stroll a consolidar o seu crescimento na Formula 1, o que também é importante.

Mas em suma, tudo isto é uma corrida para... ou dar uma segunda chance, ou retomar uma carreira, ou prolongá-la. Daí ser quase uma corrida de anciãos.

segunda-feira, 11 de setembro de 2017

O piloto que a Williams quer

A Williams é uma equipa interessante, apesar dos seus dias de glória estarem um pouco longe. Tem um grande patrocinador, dinheiro, motores cliente e uma boa equipa de técnicos e engenheiros. Contudo, em termos de resultados, em 2017, está além daquilo que deveria fazer, sobretudo quando a Force India, que faz as mesmas coisas por menos dinheiro, tem melhores resultados do que a equipa de Grove. Mesmo assim, para 2018, é um lugar apetecível, ainda mais do que a Renault por exemplo.

Como sabem, no fim de semana surgiu o rumor - quase plausível - de que Carlos Sainz vai para a Renault, em troca de motores seus para a McLaren e a Toro Rosso ficar com os Honda, provavelmente para mais tarde - quem sabe - poder ir para a Red Bull. Contudo, outra equipa está nas bocas do mundo por estes dias, e é a Williams. E é por causa de um lugar que poderá vagar nos próximos tempos.

Como é sabido, Felipe Massa deveria ter abandonado a Formula 1 no final de 2016, mas voltou atrás na decisão a pedido da... Williams, que viu o seu piloto, Valtteri Bottas, ir para a Mercedes após o inesperado abandono de Nico Rosberg, assim que ficou com o título mundial. Havia duas grandes razões para ter Massa em Grove por mais uma temporada: um piloto experimentado para que o jovem Lance Stroll pudesse aprender a andar na Formula 1, e segundo, porque o patrocinador quer um piloto experiente ao volante. Aliás, há uma clausula em que diz que um dis pilotos tem de ter mais de 25 anos, logo, não pode ser qualquer um a guiar aquele carro. Daí que por alguns dias se flutuou a ideia de ter Fernando Alonso em Grove, uma medida que era apoiada - aparentemente - por Lawrence Stroll, o pai de Lance, e homem de muito dinheiro.

Agora que Alonso poderá ficar na McLaren por mais algum tempo, com motores Renault, outras chances flutuam por aí. E uma delas é plausível, dadas as circunstâncias. É que o regresso de Robert Kubica à Formula 1 poderia acontecer... via Williams. Estão a ver a Renault treinar um piloto para que outra equipa o poder aproveitar? Isso pode acontecer em 2018.

Quem conta estas coisas é o Joe Saward, e ele hoje disse algumas coisas interessantes sobre o marcado de pilotos no seu blog. Uma delas é que provavelmente, Pascal Wehrlein poderá estar encurralado. Piloto da Mercedes, até fez uma temporada razoável na Sauber, mas com o segundo piloto ancorado de pedra e cal na equipa - os seus patrocinadores são os proprietários da equipa - a Ferrari quer colocar Charles Leclerc por lá em 2018 e um dos seus pilotos tem de ir para outras paragens. 

Contudo, Wehrlein não pode ir a lado algum por vários motivos: na Force India, fica tudo "trancado" (Sergio Perez e Esteban Ocon vão se aturar por mais uma temporada) a Renault fica com Sainz e Nico Hulkenberg, e a Williams prefere meter um piloto que está fora da Formula 1 desde o final de 2010 por causa de uma clausula que obriga a que um dos pilotos tenha pelo menos 25 anos de idade, porque o Stroll ainda bebia leite no ano passado... e Wehrlein nasceu a 18 de outubro de 1994, logo, façam as contas. Portanto, é bem provável que ele seja o terceiro piloto da Mercedes em 2018, ao lado de Lewis Hamilton e Valtteri Bottas, esperando que um deles torça o pé num desses fins de semana para que ele tenha um chance de andar num carro de Formula 1. Ou que algum destes pilotos siga o caminho de Rosberg e se reforme antecipadamente.

Ainda há uma terceira chance, pequena mas também plausível, que é... Joylon Palmer. O piloto que todos querem ver fora da Renault poderá andar pela Formula 1 por mais tempo que muitos gostariam de ver. E por três boas razões: é inglês, tem patrocinadores e bons contactos através do seu pai, que historicamente, foi piloto de testes da Williams e fez a sua estreia na Formula 1 no GP da Europa de 1983, a bordo de um Williams FW08.

Portanto, de uma certa forma, eis como anda este mercado de pilotos. E para a Williams, a veterania é importante, resta saber que piloto irão ter. Se Massa continua ou se dá ao polaco o regresso que merece, para mostrar ao mundo que está recuperado ae adaptado aos novos carros. Veremos.

sábado, 29 de julho de 2017

Formula 1 2017 - Ronda 11, Hungria (Qualificação)

E chegamos ao verão, a grande temporada onde todos descansamos e onde a Formula 1 chega precisamente a meio. Em terras húngaras, onde a pista nunca foi grande coisa, mas anda por ali há mais de 30 anos, as atenções da competição estão entre Ferrari e Mercedes, mais concretamente entre Lewis Hamilton e Sebastian Vettel, agora separados por dois pontos. Muitos vaticinavam que, depois do fim de semana de sonho do piloto inglês, que chegar à liderança seria uma questão de tempo, Contudo, Hungaroring é uma pista de baixa velocidade e isso beneficia os carros vermelhos de Maranello, portanto, havia uma esperança de Vettel poder ir gozar as férias ainda no primeiro posto.

Contudo, a noticia deste sábado era Felipe Massa. Depois do final das duas sessões de treinos livres, o piloto sentiu-se mal e teve de ser transportado para o hospital devido a tonturas. Depois de terem aparecido noticias sobre uma possível labirintite, afinal de contas, parecia que Massa sentia-se mal com os G's que suporta dentro do chassis. Sem ele poder alinhar, Paul di Resta foi chamado a sentar no Williams, agora com o número 40. E assim pela primeira vez em quase 40 anos (desde o GP de Itália de 1977*) que não alinhava um brasileiro na grelha. Sinal dos tempos que poderão vir aí?

A qualificação começou com um tempo típico de verão: céu azul, brisa e temperaturas amenas. Tudo isto no cenário ideal para que os pilotos pudessem usar os pneus vermelhos (os supermoles). E foi assim que começou a qualificação húngara.

Os Mercedes começaram a marcar os seus tempos na pista, tentando também marcar posições na grelha. Primeiro, Hamilton fez 1.17,905, mas depois Kimi Raikkonen reagiu com 1.17,382, mostrando ao mundo que os carros do Cavalino dão-se bem por aqui. Depois, Vettel fez melhor e ficou assim até ao final da primeira parte, onde os carros do fundo do pelotão andaram à procura de um milagre.

Aí é que vimos a inexperiência de Di Resta, que fez apenas o 19º tempo, ficando na frente dos Sauber, mas sendo superado por Lance Stroll por 0,7 segundos. Mas detalhe curioso: para a última vaga da Q2, Sergio Perez e Kevin Magnusssen ficaram com o mesmo tempo, e o mexicano passou porque ele tinha feito antes do dinamarquês da Haas.

Na segunda sessão, os pilotos andam todos com os pneus super-moles (os vermelhos)  E na parte final, Hamilton bate o recorde do traçado com 1.16,693, ficando à frente de Vettel, enquanto que os que ficam de fora da Q2 foram Joylon Palmer, Sergio Perez, Romain Grosjean, Daniil Kvyat e Esteban Ocon. O mais interessante é ver os Force India de fora e ambos os McLaren por dentro, com Fernando Alonso na frente de Stoffel Vandoorne.

Na Q3, o primeiro a fazer uma volta real foi Vettel, que conseguiu 1.16,276, enquanto que Hamilton errou e não marcou tempo. Bottas ficou com o segundo melhor tempo, a 355 centésimos, com os Red Bull na terceira e quarta posições. Contudo, o inglês queixava-se dos pneus e o seu primeiro tempo que marcou deu-lhe apenas o terceiro posto. Bottas marcou, mas apenas chegou o segundo melhor tempo, e foi superado por Raikkonen.

No final, tínhamos monopólios na grelha: vermelho na primeira, prata na segunda. Vettel era o poleman, seguido por Raikkonen, os Ferrari na primeira fila, e os Mercedes ficaram com a segunda, com Bottas na frente de Hamilton, que andou a lutar pelos melhores pneus e pela aderência deles ao asfalto. Depois vieram os Red Bull, o Renault de Nico Hulkenberg (que levará uma punição de cinco lugares por ter mudado a caixa de velocidades) os McLaren de Fernando Alonso e Stoffel Vandoorne e o Toro Rosso de Carlos Sainz Jr.

Assim sendo, a corrida amanhã promete ser curiosa de se ver. Normalmente, é um aborrecimento total, mas por vezes acaba por ser algo inesperadamente divertido, mesmo sem chuva pelo meio. Os Ferrari poderão ter tudo para ganhar, mas para o conseguirem, tem primeiro de cruzar a meta...

*Há quem coloque o GP de San Marino de 1982 como a última corrida sem brasileiros, mas essa prova é conhecida pelo boicote das equipas da então FOCA, onde apenas 14 carros alinharam à partida. 

sexta-feira, 28 de abril de 2017

A falta de consenso sobre a proteção na cabeça

Há quem não quer nada, há quem aceite a proteção anterior, há quem aceite a nova proteção. Mas uma coisa é certa: o consenso não existe neste campo da segurança ao nivel dos pilotos. Na Rússia, palco da quarta prova do campeonato, os pilotos discutem sobre a decisão desta semana do Grupo de Estratégia, e claro, não há consenso.

Para Jolyon Palmer, piloto da Renault e um adversário vocal do Halo no ano passado, disse que o novo sistema "Shield" era "menos ofensivo visualmente", mas insistiu que ele prefere as coisas tal como estão neste momento.

"Não há consenso no grupo nos pilotos", começou por dizer Palmer. "Algumas pessoas querem pensar que existe, mas não há. É muito dividido, algumas pessoas não querem nada, outras pensam que o Shield é uma boa idéia, e outros ainda desejam o Halo. Não há consenso real nos pilotos, mesmo que algumas pessoas queiram pensar que existe", continuou.

"Meus pontos de vista não mudaram, acho que a Formula 1 é suficientemente segura. Honestamente, acho que os pilotos não estariam correndo se estivessem preocupados com sua própria segurança - todos ainda andam por aqui. Fernando [Alonso] vai correr nas 500 Milhas de Indianápolis, que é muito mais perigoso do que isso - então ele mostra onde ele está com ele... Eu creio que isto é desnecessário", concluiu.

Quem defende o sistema "Halo" é Felipe Massa, que acha que aquele tipo de proteção defende melhor os pilotos em caso de objetos largados na pista, do que o "shield", apesar de este ser melhor em termos estéticos.

"Para mim, eu ainda acredito que o Halo é a melhor solução porque eu sinto, quando eu tentei, eu realmente não senti qualquer inconveniente de tê-lo", começou por dizer o piloto brasileiro, vitima de um objeto durante o fim de semana do GP da Hungria de 2009.

"Como todos sabemos, ele dá de longe a maior proteção para os pilotos, então eu ainda vou para aquele caminho - mas eu sei que é muito misturado entre os pilotos e as pessoas na Fórmula 1, qual é o melhor caminho a seguir."

"Eu acho que devemos ir com o 'halo', porque ele está mantendo a via aberta. Não é a coisa mais bonita, mas dê um pouco de tempo e eu acho que vai ficar bem. Se você me perguntar o que eu prefiro - o 'Shield' parece-me mais bonito, mas é um pouco pior para a segurança. E para mim a coisa mais importante é a segurança".

Valtteri Bottas apelidou o sistema "Shield" de "um bom passo" sobre o Halo, enquanto que o seu companheiro de equipa, Lewis Hamilton afirma concordar com o novo sistema, dizendo que era "uma melhoria" e que "parece melhor do que as outras opções que chegaram até agora".

No entanto, muitos enfatizaram que o conceito ainda precisava de ser desenvolvido, e que sua eficiência seria difícil de julgar até aos primeiros testes de pista, que está previsto para daqui a algum tempo.

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2017

Apresentações 2017: o Williams FW40

Depois de se saber a data do Haas VF-17, só faltava saber a data do novo chassis da Williams. Pois bem, a equipa de Grove fez segredo sobre isso porque eles tinham uma surpresa: iam apresentar esta manhã, antes de toda a gente. O FW40 - em homenagem aos 40 anos da Williams na Formula 1 - foi apresentado esta manhã e parece ser um carro relativamente conservador, mesmo com os novos regulamentos em termos de aerodinâmica.

Com um novo tipo de nariz, nova asa traseira, novo tipo de pneus, uma barbatana semelhante ao que os carros do inicio da década usavam, parece que a aerodinâmica ganha predominância no carro. A grande curiosidade dos carros que serão pilotados por Felipe Massa e Lance Stroll são as pequenas protuberâncias na zona do cockpit, mesmo em cima das tomadas de ar laterais, o que faz pensar sobre se isso trará mais eficiência aos carros.

A partir de segunda-feira, os restantes carros irão aparecer aos poucos para que os fãs possam ver.

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2017

Este mês, no Nobres do Grid...

(...) Ao longo do dia 16, li coisas que eram desmentidas, pormenores. Um exemplo foi o relacionado com o contrato de Felipe Massa. Quando um site disse que ele tinha assinado tudo uns dias antes, alguém lembrou que isso não era verdade, que tudo tinha sido decidido no inicio de dezembro. E é verdade, porque eu me lembro de ter escrito algo na altura que corroborava essa chance. E com pormenores divulgados na maior rede social do mundo: o Facebook.

De facto, Massa tinha um contrato para correr na Formula E a partir de 2017, para ajudar no desenvolvimento do carro. Um contrato feito após o final do seu contrato com a Williams, para correr a partir de 2017-18, a quarta temporada da competição de carros elétricos. Só que não se sabia a equipa. O Rodrigo Mattar forneceu essa peça que faltava: era a Jaguar. 

Contudo, com o interesse renovado da Williams, o contrato foi rescindido de forma amigável para que ele fosse correr por mais uma temporada pela Williams, que precisava de um piloto “maduro”, pois o outro piloto seria um adolescente: o canadense Lance Stroll, de 18 anos. E recordemos que a Williams é patrocinada por uma companhia de bebidas alcoólicas, e colocar um copo nas mãos de um jovem que meia dúzia de anos antes beberia leite achocolatado (coloque a sua marca favorita aqui) não é politicamente correto… (...)


Esta crónica já tem um pouco de desactualização, pois foi escrita uns dias antes da transferências de poder dentro da estrutura da Formula 1, quando a Liberty Media tomou conta das ações da Formula One Management e dispensou Bernie Ecclestone das suas funções, depois de mais de 40 anos de bons serviços. 

Mas o objetivo está lá: falar sobre as mudanças que aconteceram no pelotão da Formula 1, que poderão apresentar novos cenários numa temporada onde os regulamentos mudaram e que os carros prometem ser mais velozes do que são agora. Tudo isso e muito mais, este mês no Nobres do Grid.

sábado, 28 de janeiro de 2017

Noticias: Felipe Massa vai fazer um teste com um Formula E

Apesar do regresso de Felipe Massa à Formula 1 por mais uma temporada, na Williams, a Jaguar ainda pretende oferecer um teste ao piloto brasileiro, no sentido de ele ter uma alternativa quando encerrar de vez a sua carreira na Formula 1, que vai acontecer no final desta temporada. E isso irá acontecer na semana que vêm, não se sabe em que circuito.

A Panasonic Jaguar Racing recebeu um pedido da organização da Fórmula E para dar a Felipe Massa a experiência de guiar um monolugar da disciplina e nós estamos contentes por podermos dar-lha”, afirmou a equipa em comunicado.

É sabido que quando Massa decidiu abandonar a Formula 1, no final do ano passado, que assinou um contrato com uma equipa da Formula E que depois foi revelado ter sido esta mesma Jaguar. Contudo, a Williams pediu ao piloto brasileiro que rescindisse contrato com eles para poder correr por mais uma época, já que o seu piloto, o finlandês Valtteri Bottas, foi convidado para a Mercedes para ficar com o lugar de Nico Rosberg, que decidiu abandonar a competição, depois de alcançar o seu título mundial.

segunda-feira, 16 de janeiro de 2017

Noticias: Massa confirma regresso à Williams

Felipe Massa vai adiar a reforma por um ano. O piloto brasileiro confirmou esta segunda-feira que estará na Williams em 2017, ao lado do canadiano Lance Stroll, em substituição de Valtteri Bottas, que será piloto da Mercedes nesta temporada. Aos 35 anos e depois de dezasseis temporadas na categoria máxima do automobilismo, vai acrescentar mais uma temporada ao seu currículo.

Primeiro estou muito contente por ter a oportunidade de regressar à Williams. Sempre pretendi correr em algo em 2017, mas a Williams está no meu coração e tenho muito respeito por tudo o que tenta conseguir. Valtteri tem uma grande oportunidade, dado os acontecimentos durante o inverno, e desejo-lhe a melhor sorte na Mercedes”, começou por dizer.

Quando me foi oferecida a hipótese de ajudar a Williams na sua campanha de 2017, senti que esta era a coisa certa a fazer. Certamente que não perdi nenhum do meu entusiasmo por correr e estou extremamente motivado por regressar para guiar o FW40”, continuou.

Quanto a Lance Stroll, o seu novo companheiro de equipa, Massa está ansioso por trabalhar com ele e ver aquilo que é capaz, no seu primeiro ano na Formula 1. “Conheço-o há alguns anos e tenho visto o evoluir do seu talento ao longo deles, por isso estou ansioso por ver o que conseguimos ambos”, concluiu.

Claire Williams, a diretora de equipa, agradeceu a Valtteri Bottas por todo o o trabalho desenvolvido e mostra-se encantada pelo regresso de Massa à equipa de Grove. “Valtteri fez parte da equipa Williams desde 2010 e nessa altura provou ser um grande talento, garantindo nove pódios. Gostaria de aproveitar a oportunidade para lhe agradecer em nome de toda a equipa e desejar-me uma época bem sucedida na Mercedes", comentou.

Massa tem 252 Grandes Prémios, e vai para a sua 15ª temporada na categoria máxima do automobilismo, percorrendo equipas como a Sauber, Ferrari e Williams. Alcançou a sua primeira vitória no GP da Turquia, em 2006, e foi vice-campeão do mundo em 2008, pela Ferrari, perdendo por muito pouco para Lewis Hamilton. Em 2009, nos treinos para o GP da Hungria, Massa levou com uma mola na cabeça por parte do Brawn de Rubens Barrichello, que o colocou fora de combate para o resto da temporada, regressando em 2010.

Ficou na Ferrari até ao final da temporada de 2013, sem nunca mais vencer corridas, passando depois para a Williams, conseguindo mais cinco pódios e uma pole-position, no GP da Áustria de 2014. Em 2016, não conseguiu pódios, classificou-se na 11ª posição, com 53 pontos.