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sexta-feira, 24 de maio de 2019

Youtube Motrosport Trailer: Um jantar de heróis

Isto aparenta ser um filme bem interessante: quatro pilotos vão uma noite para uma casa, algures no Reino Unido, para um jantar, onde falam das suas carreiras, das suas vitórias e dos seus perigos. Michele Mouton, vice-campeã do mundo em 1982 e a única mulher a vencer ralis do WRC, num Audi Quattro; Mika Hakkinen, bicampeão do mundo de Formula 1; Tom Kristensen, nove vezes vencedor das 24 Horas de Le Mans, quase todas pela Audi, e Felipe Massa, vice-campeão do mundo em 2008 e piloto da Ferrari e Williams.

O filme é realizado por Manish Pandey, o mesmo de "Senna", e no jantar, os quatro acabam por falar de um quinto piloto, não presente, mas que paira nas suas vidas, como se fosse um espectro: Michael Schumacher.

Assim sendo, eis o trailer. 

domingo, 3 de maio de 2015

As fotos do dia


Tom Kristensen e Jacky Ickx, ontem, em Spa-Francochamps. Entre eles, 15 vitórias em La Sarthe. Duas lendas da Endurance, ainda por cima, na "casa" de um deles.

E o respeito que ambos têm um pelo outro é legendário, apesar de cada um deles ter construido as suas carreiras ao serviço de construtoras rivais. O dinamarquês, na Audi. O belga, na Porsche.

domingo, 4 de janeiro de 2015

O ano automobilistico em revista (parte 3, Endurance)

A terceira parte desta revista motorizada do ano fala sobre a Endurance, uma categoria que vive um período de prosperidade por esta altura.  ano de 2014 viveu a terceira temporada a World Endurance Championship, com a notável entrada da Porsche no Mundial, acompanhando a Audi e a Toyota na classe LMP1, onde as principais construtoras estão presentes. Mas para além das equipas, a grande novidade veio dos pilotos, especialmente quando Mark Webber decidiu trocar a Formula 1 por um lugar na equipa oficial da Porsche, guiando os 919 Hybrid.

A mudança de alguém como Mark Webber da categoria máxima do automobilismo, onde era piloto da Red Bull, ao lado de Sebastian Vettel, foi o melhor sinal de que a Endurance começava a tornar-se - pelo menos para o resto do mundo, ou para quem visse apenas o automobilismo pela Formula 1 - numa categoria suficientemente atrativa ou numa alternativa bem viável. Mas Webber era o nome mais famoso de uma constelação de pilotos que iriam fazer parte do projeto alemão, que tinha outros nomes como o neozelandês Brendon Hartley, o suiço Neel Jani, o francês Romain Dumas, e os alemães Marc Lieb e Timo Bernhard, numa equipa com apenas dois carros, para as 24 horas de Le Mans.

A Porsche corria contra as marcas estabelecidas: Audi e Toyota. A primeira tinha todos os grandes pilotos, sem alterações de monta. O veterano dinamarquês Tom Kristensen tinha como companheiros equipa pilotos como o brasileiro Lucas di Grassi ou o francês Loic Duval, enquanto que no segundo carro, André Lotterer tinha a companhia de Bernard Treulyer e do suiço Marcel Fassler. Um terceiro carro, apenas para a clássica de La Sarthe, tinha o britânico Oliver Jarvis, o italiano Marco Bonanomi e um novo recruta, o português Filipe Albuquerque, vindo do DTM.

Quanto à marca japonesa, decidiu colocar dois carros em permanência, com Alexander Wurz, Kazuki Nakajima e Stephane Sarrazin (com o britânico Mike Conway em algumas corridas) quanto que Anthony Davidson e Sebastien Buemi estavam no segundo carro, ao lado de Nicolas Lapierre nas primeiras quatro corridas.

As três marcas começaram a competir logo na primeira corrida do ano, em Silverstone, onde se esperava que os Audi continuariam a estar no topo, apesar da maior ameaça da Toyota e da Porsche. Mas não se esperava que a Toyota começava a ganhar logo na primeira corrida, e na segunda, em Spa-Francochamps, ambos com Sebastien Buemi e Anthony Davidson.

Contudo, foram as 24 Horas de Le Mans que se tornou no assunto do ano. E na Audi, as coisas tiveram uma carga dramática. Na quinta-feira, o carro numero 1, então guiado por Loic Duval teve um forte acidente na curva Porsche, tendo sido substituido pelo espanhol Marc Gené. A substituição foi veloz e ao lado de Kristensen e Di Grassi, chegaram ao segundo lugar da corrida, a três voltas do vencedor, a tripla André Lotterer, Bernard Treuleyer e Marcel Fassler.

Mas na corrida de La Sarthe, por muito pouco, as coisas não iam para a marca de Inglostadt, pois cedo perdeu o seu terceiro carro devido uma inesperada carga de água, que eliminou o carro numero 3, de Marco Baonanomi e Filipe Albuquerque, a Toyota andou na frente, mas os vários problemas fizeram com que cedesse a liderança para a Porsche, que andou perto de vencer com carro numero 14. Mas a hora e meia de cortar a meta, teve problemas com o anti-roll bar, e encostou às boxes para as reparações. Eventualmente, saiu para a pista para receber a bandeira de xadrez, mas no 11º lugar, a 21 voltas do vencedor.

No final, a Audi fez a dobradinha, com a Toyota a ficar com o lugar mais baixo do pódio, mas de uma certa forma, foi o "último hurrah" da marca de Inglostadt, pois as vitórias em Fuji e Xangai deram a eles a vitória no Mundial, com Davidson e Buemi a celebrarem juntos o campeonato de pilotos, enquanto que a Porsche comemorou a sua evolução com uma vitória na última corrida do ano, em Interlagos, graças a Marc Lieb e Neel Jani, já que Mark Webber teve um acvidente aparatoso na parte final da corrida, destruindo o segundo carro da Porsche.

Contudo, em Interlagos, foi o local onde o automobilismo se despediu de uma das suas lendas: Tom Kristensen. Aos 47 anos, e depois de nove vitórias em Le Mans e do campeonato ganho no ano anterior, decidiu que esta era a melhor altura de se despedir da competição, dando lugar aos mais novos. Mesmo sem ter vencido qualquer corrida em 2014, fez uma boa temporada, e em Interlagos, terminou a corrida no lugar mais baixo do pódio.

Mas no meio de todas estes factos, a grande noticia da Endurance é a sua crescente atratibilidade. A Nissan já anunciou que irá competir na classe LMP1, ao lado das três marcas, e aguarda-se com expectativa sobre seu novo carro, enquanto que na LMP2, com quase todos os carros a convertem-se em cockpits fechados, a entrada de construtores como a Ligier veio agitar imenso as águas, e os melhores pilotos, mesmo nas classes de formação, começam a ver a Endurance como uma melhor alternativa aos monolugares. E nos anos próximos, a possibilidade de existirem mais projetos a caminho, e o seu respectivo financiamento, fazem com que isto seja o lugar a estar.

quarta-feira, 19 de novembro de 2014

Noticias: Tom Kristensen retira-se no final do ano

Os rumores confirmaram-se: Tom Kristensen anunciou esta manhã que irá abandonar a competição no final desta temporada. As Seis Horas de São Paulo, no final do mês, irá ser a sua última corrida da carreira. Na companhia de Dr. Wolfgang Ulrich, e de forma emocionada, falou sobre a sua decisão.

"Tive o privilégio de conduzir alguns dos melhores carros da melhor equipa dos últimos 15 anos. Tive grandes colegas de equipa e trabalhei com pessoas fantásticas. Conquistou muitos títulos e vitórias e vivi momentos de grande emoção. A minha quantidade de vitórias nas 24 Horas de Le Mans não seria possível sem a Audi. Sair da equipa é muito difícil para mim, mas é um dia que tem sempre que chegar. Só posso agradecer a todos na Audi por todo o tempo que passámos juntos e quero dedicar-me à minha nova função como embaixador da Audi e da Audi Sport", começou por declarar.

"Para mim, é um dia feliz. Tenho muito orgulho da minha carreira e do que consegui. Vou levar para sempre na memória todos esses momentos. Eu me sinto também privilegiado por ter trabalhado com pessoas inspiradoras e talentosas. Se pudesse viver tudo de novo na minha carreira, com certeza não mudaria nada, nenhuma única decisão.", continuou.

"Ainda me sinto em forma e com a força mental necessária para guiar estes carros. Eu escolhi anunciar a minha retirada agora, a fim de fazer uma despedida adequada deste desporto que tanto amo na nossa última prova, em São Paulo, no Brasil", concluiu.


Já Wolfgang Ullrich, o patrão da Audi Sport, acrescentou que "naturalmente, quando um piloto como Tom Kristensen se retira é uma grande perda para a Audi Sport e para todo o mundo das corridas de resistência. Compreendemos a sua decisão de querer parar enquanto está no pico da sua carreira, como campeão em título do WEC na sua última época. Ele é o último membro da primeira geração de pilotos da Audi no endurance em atividade. Vamos ter saudades deles como piloto mas ele vai continuar a apoiar-nos com a sua experiência. Ficamos contentes que ele mantenha a Audi na alma".

Nascido a 7 de julho de 1967 na cidade dinamarquesa de Hobro, competiu na Formula 3 alemã e japonesa - onde foi campeão na primeira em 1991 e na segunda em 1993 - antes de se dedicar no ano 2000 ao DTM e à Endurance, ambos ao serviço da Audi. A sua primeira vitória em Le Mans foi em 1997, num TWR Porsche, ao lado de Stefan Johansson e Michele Alboreto, enquanto que pela Audi começou por vencer em 2000, ao lado do alemão Frank Biela e do italiano Emmanuelle Pirro. A partir dali, venceu em sequência até 2005 - em 2003 ganhou com o Bentley Speed 8 - para voltar a vencer em 2008 e em 2013, desta vez ao lado do escocês Allan McNish e do francês Löic Duval

Para além disso, Kristensen venceu por seis vezes as 12 Horas de Sebring (1999-2000, 2005-06, 2009 e 2012), e venceu quatro corridas no DTM, onde foi terceiro classificado da geral nas temporadas de 2005 e 2006.

terça-feira, 18 de novembro de 2014

Rumor do dia: Tom Kristensen poderá anunciar a sua retirada?

O dinamarquês Tom Kristensen, vencedor por nove vezes das 24 Horas de Le Mans, poderá amanhã anunciar que abandonará a competição. O piloto de 47 anos convocou a imprensa local para comparecer amanhã em Copenhaga, onde irá falar sobre os seus planos para o futuro, e poderá dizer que irá pendurar o capacete, depois de mais de 15 anos de bons serviços pela Audi, onde venceu campeonatos e corridas importantes na Endurance.

Jens Winter Jr, um comentador local, afirmou à TV2 dinamarquesa que "na minha opinião, ele anunciar que já chega. Ele vai fazer 48 anos no próximo verão, ele já é o rei de Le Mans, e no ano passado ele ganhou o Mundial WEC para a Audi. Ele não tem absolutamente nada mais a provar", afirmou.

A acontecer, seria em consonância com as suas ideias. Sempre que que lhe perguntam sobre o futuro, ele tem vindo a dizer a mesma coisa, que é "vivo um ano de cada vez". É sabido que entre os que estarão na conferência de imprensa, estará o diretor da Audi na Endurance, Dr. Wolfgang Ulrich.

Nascido a 7 de julho de 1967 na cidade dinamarquesa de Hobro, competiu na Formula 3 alemã e japonesa - onde foi campeão na primeira em 1991 e na segunda em 1993 - antes de se dedicar no ano 2000 ao DTM e à Endurance, ambos ao serviço da Audi. A sua primeira vitória em Le Mans foi em 1997, num TWR Porsche, ao lado de Stefan Johansson e Michele Alboreto, enquanto que pela Audi começou por vencer em 2000, ao lado do alemão Frank Biela e do italiano Emmanuelle Pirro. A partir dali, venceu em sequência até 2005 - em 2003 ganhou com o Bentley Speed 8 - para voltar a vencer em 2008 e em 2013, desta vez ao lado do escocês Allan McNish e do francês Löic Duval.

Para além disso, Kristensen venceu por seis vezes as 12 Horas de Sebring (1999-2000, 2005-06, 2009 e 2012), e venceu quatro corridas no DTM, onde foi terceiro classificado da geral nas temporadas de 2005 e 2006.

segunda-feira, 24 de junho de 2013

Youtube Le Mans: As homenagens a Simonsen, em mais uma vitória da Audi

E mais uma vez, a Audi venceu em Le Mans, com uma tripla. Mas o mais interessante neste ano foi a tripla que venceu esta corrida, os veteranos Allan McNish, o dinamarquês Tom Kristensen e o (mais novo) piloto francês Loïc Duval. Kristensen aumentou as suas vitórias para nove, consolidando o seu recorde de vitórias na classica de La Sarthe.

Mas todos tinham em mente o que aconteceu a Allan Simonsen, especialmente Kristensen, pois era o seu compatriota. Como seria de esperar, dedicou a vitoria a ele, e mais tarde, outra lenda de Le Mans, Jacky Ickx, quando lhe concederam a palavra, pediu ao público que fizessem um minuto de silêncio em memória do falecido piloto dinamarquês. 

Ahhh Jacky: é Allan e não Adam. Mas a intenção é que conta.

segunda-feira, 17 de setembro de 2012

Algumas palavras sobre as Seis Horas de Interlagos

Apesar dos eventos que aconteceram esta sábado neste país à beira-mar plantado, ainda consegui ver alguns bocados das Seis Horas de São Paulo. Vi que muitos dos meus amigos e conhecidos foram a Interlagos ver as máquinas de perto, tirar fotos com os pilotos que gostaram de tirar, algo que nunca será visto na Formula 1, dada a proximidade e a facilidade das pessoas a circularem no paddock. Vi isso nos álbuns que colocaram no Facebook. Li isso através das crónicas do Daniel Médici, e observei a cara de felicidade do Rodrigo Mattar, longo adepto da Endurance e que para ele, mesmo estando ali em trabalho, deve ter sentido como que tivesse ganho a lotaria.

O resultado das Seis Horas de Interlagos vai ficar na história da Endurance, pois foi a primeira vitória do Toyota Hybrid, duas corridas após a sua estreia em Le Mans. Alexander Wurz e Nicolas Lapierre conseguiram bater os Audi e-tron de Marcel Fassler, Andre Lotterer e Bernard Treulyer, bem como Tom Kristensen, Alan McNish e Lucas di Grassi - o brasileiro num "one-off". Provavelmente, ouviram-se muitos suspiros de alivio, o primeiro em Tóquio, a sede da Toyota, por ver que a aposta começa a dar os seus primeiros frutos, em Paris, sede da FIA, pois por fim, outra marca que não a Audi venceu o Mundial de Endurance, relançada esta temporada graças aos esforços de Jean Todt, e em Le Mans, na sede da ACO.

Até aposto que em Inglostadt, sede da Audi, se devem ter lançado alguns suspiros de alivio por desta vez não terem ganho...

Apesar de faltar mais três provas para o final do campeonato - passagens pelo Bahrein, Fuji e Xangai - muito provavelmente o campeonato aquecerá mais um pouquinho, mas parece que a Audi tem isto controlado, com os pilotos a controlarem entre si quem vai ser o campeão. Mas creio que aos poucos observamos que a Endurance está a ser uma aposta ganha. Vi as caras felizes dos meus amigos "petrolheads" em Interlagos, vi a felicidade no rosto de Emerson Fittipaldi, um dos organizadores das Seis Horas de Interlagos, vi a felicidade de muitos profissionaism na sala de imprensa, a posarem ao lado do enorme troféu, mais bonito do que as "poias" corporativas que agora vemos nos pódios da Formula 1. Aliás, com a colocação agora de uma espécie de "pódio-padrão", fico com cada vez mais a sensação de que agora sim, é um entretenimento e não uma competição.

Mas voltando às Seis Horas, creio que esse impacto positivo - que compensou a falta de público na pista brasileira - poderá fazer com que no ano que vêm, provavelmente mais gente venha ao autódromo e ver de novo aquelas máquinas. O impacto foi grande e positivo, é isso que observo de fora, e é essa a marca que fica. Os próximos anos irão ver, quer no caso das Seis Horas de Interlagos, quer no WEC em geral, se esta é uma aposta ganha. É por isso que gosto de automobilismo: é muito mais do que a Formula 1. E os que tiveram lá, podemos dizer que são verdadeiros "petrolheads". 

domingo, 19 de junho de 2011

DTM: Martin Tomczyk vence, Albuquerque acaba em oitavo

À quarta prova da temporada DTM, Filipe Albuquerque conseguiu por fim o seu primeiro ponto. Foi no Lausitzring que o piloto de Coimbra alcançou o oitavo posto, numa corrida que foi tudo, menos fácil.

Partindo do oitavo posto, a sua melhor posição de sempre até agora, Albuquerque teve má partida e caiu duas posições. Contudo, os problemas que teve o sueco Mathias Ekstrom, que teve uma "saida à Albers" - levou o bocal de reabastecimento na sua primeira paragem - e depois a desistência do espanhol Miguel Molina, fizeram com quer subisse ao oitavo posto, o último lugar pontuável. Mas quando se aproximava do fim, começou a ser pressionado por Christian Vietoris, mas conseguiu-se defender bem e segurou o precisoso ponto.


"Foi pena a partida que me fez perder lugares, mas a equipa delineou uma boa estratégia e acabei por recuperar os lugares perdidos. As idas às boxes correram também bastante bem. Senti algumas dificuldades com os pneus velhos mas o trabalho de equipa correu bastante bem. Este primeiro ponto é muito importante e espero que seja o primeiro de muitos", disse no final da corrida à Autosport portuguesa.

Mesmo com um Audi A4 de versão antiga, Albuquerque conseguiu fazer a terceira volta mais rápida da corrida: "Foi um fim de semana de evoluções. Estamos mais rápidos e mais constantes e num Campeonato como este isso é fundamental. Estou muito contente com tudo o que fizemos nesta prova. É uma motivação acrescida", continuou.

A vitória foi para Martin Tomczyk, que começou por construir o resultado final à terceira volta quando passou o britânico Jamie Green. Depois passou Bruno Spengler nas paragens nas boxes e mais tarde abriu uma boa vantagem, que geriu até final, não permitindo qualquer veleidade aos seus adversários. Timo Scheider foi segundo, na frente de Green, que fechou o pódio.

A próxima ronda do DTM será a 3 de julho no circuito urbano de Norisring, em Nuremberga, e Filipe Albuquerque está consciente de que não vai ser tarefa fácil: "Vai ser uma corrida muito difícil. Para além de não conhecer o traçado, trata-se de uma pista citadina. Não permite erros. Vou ter a tarefa complicada, mas vou dar na mesma o meu melhor", concluiu.

domingo, 15 de junho de 2008

Le Mans 2008 - Final da corrida





A seis horas do final, os dados alteraram-se: a chuva apareceu, e a Audi conseguiu ultrapassar a Peugeot na liderança, e nunca mais a largou, ganhando aqui mais uma vez, quando tudo indicava que seria a marca do leão a conquistar a sua primeira vitória na mítica corrida, com o seu 908 HDi FAP.



Assim sendo, desde 2000, e exceptuando 2003, altura em que os Bentley ganharam, a Audi foi sempre a equipa vencedora na mítica prova disputada em terras francesas. E se há um homem que pode simbolizar esse dominio, é o dinamarquês Tom Kristensen: até agora, venceu a prova por oito vezes! E este ano, no lugar mais alto do pódio, teve a companhia do italiano Rinaldo Capello e do escocês Alan McNish.



Quanto à Peugeot, a frustração era obvia: dominaram grande parte da corrida, e têm sido os grandes dominadores da temporada europeia da Le Mans Series. Mas primeiro, os problemas do carro numero 7, de Lamy/Sarrazin/Wurz, quintos no final da prova, e depois a mudança nas condições metereológicas e uma melhor estratégia nas boxes, fizeram com que o Audi fosse melhor do que o Peugeot numero 8 de Minassian/Gené/Villeneuve. Por pouco, o Jacques não igualava Graham Hill...



No terceiro posto ficava o terceiro Peugeot, de Montagny/Zonta/Klien, que superaram o segundo Audi em pista, o numero 1 de Biela/Pirro/Werner, ambos à frente do Peugeot numero 7.



Na categoria LMP2, o Porsche RS Spyder dos holandeses da VM Racing, com Verstappen/Bleekmolen/Van Merkstejin foi o vencedor, com os portugueses da Lola ASM da Quifel, com Amaral/Pla/Smith, a serem os quartos na sua categoria.

Uma nota final para o Dome S102: apesar de ter ficado atrasado no pelotão, a siua performance surpreendeu tudo e todos, e começou-se a falar que isto pode ser a ponta de lança de algo maior: um protótipo hibrido com o apoio oficial da Toyota?

E já foram as 24 Horas de Le Mans 2008. Agora, que venha 2009!