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quarta-feira, 3 de novembro de 2021

Endurance: Nakajima anuncia retirada


O japonês Kazuki Nakajima anunciou esta quarta-feira que as Oito Horas do Bahrein serão a sua última prova ao serviço da Toyota. Aos 36 anos de idade, o piloto que corre ao lado de Sébastien Buemi e Brendon Hartley, está a 15 pontos da liderança na classificação e vai tentar a sua sorte para alcançar o título mundial que já conseguiu na temporada de 2018-19.

Tem sido uma honra competir pela Toyota Gazoo Racing durante nove épocas e sinto-me tão sortudo por ter ganho corridas, campeonatos e as 24 horas de Le Mans ao lado de tantos colegas talentosos, apaixonados e dedicados. Quero expressar os meus maiores agradecimentos à Toyota Gazoo Racing por esta viagem de 10 anos no WEC.", começou por explicar o filho mais velho de Satoru Nakajima. 

"Tenho tantas recordações com esta equipa, que têm sido uma família para mim em tempos difíceis, bem como em tempos felizes, e sempre me sentirei como um membro da equipa da Toyota Gazoo Racing. Uma nova era está a chegar para as corridas de resistência, com muitos fabricantes Hypercar nos próximos anos, e será uma nova era para mim. Continuarei a apoiar a equipa e espero ansiosamente assistir ao início de uma nova e excitante era para as corridas de resistência”, concluiu.

Filho mais velho de Satoru Nakajima - curiosamente, um piloto apoiado pela Honda ao longo da sua carreira - Nakajima junior esteve na Formula 1 entre 2007 e 2009, pela Williams, conseguindo como melhor resultado um sexto lugar no GP da Austrália de 2008. Passada a sua experiência na categoria máxima do automobilismo, foi para a Endurance, sempre pela Toyota, onde venceu as 24 Horas de Le Mans por três vezes consecutivas, entre 2018 e 2020, as duas primeiras com Fernando Alonso e Sebastien Buemi ao volante. Em 2020, o piloto espanhol foi substituído pelo neozelandês Brendon Hartley

Pelo meio, ainda foi campeão da Formula Nippon em 2012 e 2014, sendo o primeiro filho de campeão a vencer a competição, pois o seu pai triunfou por cinco vezes, em 1981-82 e 1984-86.

sexta-feira, 2 de outubro de 2020

Noticias: Honda sai da Formula 1 em 2021


A Honda anunciou esta sexta-feira em Tóquio que a Honda sairá da Formula 1 no final da próxima temporada. A marca japonesa, que está na Formula 1 desde 2015, tem estado a fornecer motores à Red Bull e à Toro Rosso (agora Alpha Tauri).

No seu comunicado oficial, a Honda revela que esta decisão surge devido ao facto de necessitar dos recursos que coloca na Formula 1 para a eletrificação dos seus carros de estrada: “A Honda precisa de canalizar os seus recursos empresariais em investigação e desenvolvimento nas áreas das futuras unidades de energia e tecnologias energéticas, incluindo as tecnologias de veículos a pilhas de combustível (FCV) e de baterias EV (BEV), que serão o núcleo das tecnologias sem carbono”.

O regresso da Honda à Formula 1, primeiro na McLaren, depois na Red Bull, não foi aquilo que a equipa desejava. Primeiro, a fracassada passagem pela equipa de Woking, cuja frase "GP2 engine" foi dita da boca de Fernando Alonso no GP local, em Suzuka, não caiu bem na administração, a chegada à Red Bull em 2019 foi um pouco melhor, com vitórias quer na Red Bull, quer agora na Toro Rosso, graças a Pierre Gasly, em Monza. Contudo, quer um, quer outro, estão longe de lutarem pelo título, graças ao domínio da Mercedes.

domingo, 4 de dezembro de 2016

E se existir uma razão... religiosa?

Dois dias depois de ouvirmos a inesperada retirada de Nico Rosberg, muitos tentam especular sobre as razões pelos quais ele tomou uma decisão tão radical de pendurar o capacete, menos de uma semana após ter vencido o seu título mundial. Se o filho de Keke Rosberg afirma que foi a familia que fez tomar uma decisão tão radical assim, por causa de uma competição que está cada vez mais longa e desgastante, poderá haver outra razão, mais... profunda. E mete religião pelo meio.

Segundo conta o jornalista brasileiro Eduardo Ohata no seu blog, a familia de Rosberg (Nico e a sua mulher, Viviene Sebold) poderão ser simpatizantes do budismo. Nico tem no seu capacete um símbolo budista que está à vista de todos - e ninguém fez questão de dizer isso ao longo deste tempo todo. A sua mulher foi vista a recitar mantras budistas nas voltas finais da corrida de Abu Dhabi, quando ele foi ameaçado por Max Verstappen e Sebastian Vettel.  

Outras curiosidades do qual ele fala é que a filha de ambos, Alaia, é aquilo que os budistas chamam ao criador dos corpos, consciências e meio ambiente. E que o anuncio da sua retirada coincide com uma altura do calendário budista (especialmente o japonês e o coreano) onde o Buda alcança a dita "iluminação", onde muitos aproveitam para ir de retiro ou... mudar de vida. 

E para além disso, Nico Rosberg não esconde que já esteve algumas vezes com o Dalai Lama. 

A ideia de que abandonou a Formula 1 por causa das suas simpatias budistas tem o seu quê de lógico. Sempre disse que não estava ali por dinheiro, e abdicou de um contrato que o ligava até ao final da temporada de 2018. Para alem de que ser filho de quem é, que nunca lhe deixou de dar o que precisava ao longo da sua carreira.

Ter a partir de agora uma vida onde poderá apreciar as coisas mais triviais poderá ser esse o grande objetivo de Nico. Ver o mundo, ver crescer a sua filha, e se calhar dar mais irmãs para ela poderá ser os seus próximos objetivos, ou então fazer outras tarefas, outros trabalhos (esteve para fazer um curso de engenharia no Imperial College antes de se dedicar ao automobilismo) poderá ser a ideia que tenha na sua cabeça. Veremos. Mas que ele quer gozar a vida que lhe resta, isso quer. 

quinta-feira, 1 de setembro de 2016

Noticias: Felipe Massa anuncia o seu abandono

O brasileiro Felipe Massa, de 35 anos, anunciou esta tarde em Monza que abandonará a Formula 1 no final do ano, depois de 14 temporadas de bons serviços na categoria máxima do automobilismo. 

Tenho vindo a pensar nos últimos meses relativamente ao meu futuro e tomei a decisão de no final desta época sair da Fórmula 1. A vida apresenta-nos muitas escolhas e para mim chegou o tempo em que irei fazer algo diferente. Talvez me voltem a ver aos comandos de um carro de corrida, mas de momento a única coisa que tenho a certeza é que terei muito tempo para decidir o que irei fazer no futuro”, disse-o em declarações à Motorsport.com

O piloto reforçou essa decisão mais tarde, na conferência de imprensa coletiva feita em Monza, na motorhome da Williams. Ao lado da familia e de Claire Williams, explicou a razão pelo qual fez o anuncio em Monza.

O motivo pelo qual escolhi Monza para anunciar minha saída da Formula 1 não é por acaso. Há dez anos, em Monza, um piloto anunciou também que estava abandonando, e foi ele quem mais influência teve na minha carreira: Michael Schumacher. Fui elevado a titular da Ferrari no começo da temporada de 2006, mas me disseram logo que em 2007 chegaria Kimi Räikkönen, de modo que minha experiência de vermelho poderia acontecer por uma temporada. Então Michael tomou a decisão de sair, e isso me garantiu continuar na Ferrari para as temporadas seguintes. Dez anos depois deste dia, e no mesmo lugar, decidi anunciar minha decisão”, comentou.

Aos 35 anos de idade (nasceu a 25 de abril de 1981) Massa é o quarto piloto mais veterano do atual pelotão, sendo superado apenas por Jenson Button, Fernando Alonso Kimi Raikkonen. Atualmente, realizou 244 Grandes Prémios, onde venceu por onze vezes, conseguiu 16 pole-positions e 15 voltas mais rápidas, obtendo 41 pódios e 1110 pontos.

Com passagens por Sauber, Ferrari e Williams, o piloto de São Paulo começou a sua carreira em 2002 ao serviço da equipa de Peter Sauber, antes de passar à Ferrari em 2006, onde venceu o seu primeiro Grande Prémio, no circuito de Istambul Park, na Turquia. Depois da retirada de Michael Schumacher, foi companheiro de equipa de Kimi Raikkonen, onde foi escudeiro do campeão de 2007, enquanto que no ano seguinte, quase foi campeão do mundo, perdendo na última curva da última volta do GP do Brasil, quando Lewis Hamilton, seu rival no campeonato, ultrapassou o Toyota de Timo Glock.

No ano seguinte, Massa lutou contra um carro pouco competitivo, e para piorar as coisas, um acidente nos treinos para o GP da Hungria o colocou fora de combate até ao final dessa temporada. Uma mola saída do carro de Rubens Barrichello o atingiu no capacete, causando lesões na cabeça.

Em 2010, regressou ao ativo, mas tinha ao seu lado o espanhol Fernando Alonso, que o superava de forma constante e era o declarado primeiro piloto da equipa. ainda mais quando no GP da Alemanha, em Hockenheim, foi obrigado a abdicar da vitória a favor do espanhol, com uma frase que ficou na história: "Fernando is faster than you".

Massa não voltou a vencer desde então e somente em 2012 é que regressou ao pódio de um Grande Prémio, um segundo lugar no GP do Japão. No final de 2013, transferiu-se para a Williams, onde alcançou cinco pódios e uma pole-position - no GP da Austria de 2014 - e tem andado a par do seu companheiro de equipa, o finlandês Valtteri Bottas. Nesta temporada, tem 39 pontos, estando no décimo lugar da classificação geral.

terça-feira, 10 de novembro de 2015

A imagem do dia

Alexander Wurz é de uma rara estirpe. Não tanto em termos de pilotagem - uma carreira modesta na Formula 1, com três pódios e uma volta mais rápida em 69 Grandes Prémios - mas em termos de carácter. Aos 41 anos de idade, este versátil piloto, com duas vitórias nas 24 Horas de Le Mans, anunciou esta terça-feira que se retirará da competição no final desta temporada. Atualmente, é um dos pilotos oficiais da Toyota no Mundial de Endurance.

E quando falo da "rara estirpe", não falo só na sua versatilidade - Formula 1 e Endurance - mas também nas coisas que fez nos bastidores. É o atual presidente da GPDA (a Assicoação de Pilotos), está no Instituto FIA de Segurança Rodoviária e ajudou Hermann Tilke a desenhar o circuito de Austin. Talvez seja por isso que esse é dos poucos que se aproveitam, e talvez seja esse o truque...

A única coisa do qual Wurz dava nas vistas era a sua altura. Ele é muito alto - 1.92 metros - e começou a sua carreira... nas bicicletas, ao ser campeão do mundo de BMX aos 12 anos, em 1986. E ainda não larogu essas origens, com uma equipa de "mountain bike" e no inicio da década passada, ter feito uma bicicleta com o seu nome.

Mas há outra coisa do qual ainda diz que faz parte dessa rara estirpe: é aquela que sabe quando deve sair, e dos que vêm o automobilismo para além de estar atrás de um volante e guiar. Nem toda a gente sai quando deve sair, umas vezes é pelo vicio da adrenalina, outras é por teimosia, quando se vê que já não tem mais o ritmo que o fez famoso. E também sabe que o automobilismo não acaba na pista ou na parte técnica, daí estar envolvido no aspecto da segurança rodoviária. E isso, hoje em dia, também ajuda.

No final, poderemos dizer que vamos ter saudades da versatilidade deste piloto. E claro, que seja feliz na sua nova vida.

quarta-feira, 19 de novembro de 2014

Noticias: Tom Kristensen retira-se no final do ano

Os rumores confirmaram-se: Tom Kristensen anunciou esta manhã que irá abandonar a competição no final desta temporada. As Seis Horas de São Paulo, no final do mês, irá ser a sua última corrida da carreira. Na companhia de Dr. Wolfgang Ulrich, e de forma emocionada, falou sobre a sua decisão.

"Tive o privilégio de conduzir alguns dos melhores carros da melhor equipa dos últimos 15 anos. Tive grandes colegas de equipa e trabalhei com pessoas fantásticas. Conquistou muitos títulos e vitórias e vivi momentos de grande emoção. A minha quantidade de vitórias nas 24 Horas de Le Mans não seria possível sem a Audi. Sair da equipa é muito difícil para mim, mas é um dia que tem sempre que chegar. Só posso agradecer a todos na Audi por todo o tempo que passámos juntos e quero dedicar-me à minha nova função como embaixador da Audi e da Audi Sport", começou por declarar.

"Para mim, é um dia feliz. Tenho muito orgulho da minha carreira e do que consegui. Vou levar para sempre na memória todos esses momentos. Eu me sinto também privilegiado por ter trabalhado com pessoas inspiradoras e talentosas. Se pudesse viver tudo de novo na minha carreira, com certeza não mudaria nada, nenhuma única decisão.", continuou.

"Ainda me sinto em forma e com a força mental necessária para guiar estes carros. Eu escolhi anunciar a minha retirada agora, a fim de fazer uma despedida adequada deste desporto que tanto amo na nossa última prova, em São Paulo, no Brasil", concluiu.


Já Wolfgang Ullrich, o patrão da Audi Sport, acrescentou que "naturalmente, quando um piloto como Tom Kristensen se retira é uma grande perda para a Audi Sport e para todo o mundo das corridas de resistência. Compreendemos a sua decisão de querer parar enquanto está no pico da sua carreira, como campeão em título do WEC na sua última época. Ele é o último membro da primeira geração de pilotos da Audi no endurance em atividade. Vamos ter saudades deles como piloto mas ele vai continuar a apoiar-nos com a sua experiência. Ficamos contentes que ele mantenha a Audi na alma".

Nascido a 7 de julho de 1967 na cidade dinamarquesa de Hobro, competiu na Formula 3 alemã e japonesa - onde foi campeão na primeira em 1991 e na segunda em 1993 - antes de se dedicar no ano 2000 ao DTM e à Endurance, ambos ao serviço da Audi. A sua primeira vitória em Le Mans foi em 1997, num TWR Porsche, ao lado de Stefan Johansson e Michele Alboreto, enquanto que pela Audi começou por vencer em 2000, ao lado do alemão Frank Biela e do italiano Emmanuelle Pirro. A partir dali, venceu em sequência até 2005 - em 2003 ganhou com o Bentley Speed 8 - para voltar a vencer em 2008 e em 2013, desta vez ao lado do escocês Allan McNish e do francês Löic Duval

Para além disso, Kristensen venceu por seis vezes as 12 Horas de Sebring (1999-2000, 2005-06, 2009 e 2012), e venceu quatro corridas no DTM, onde foi terceiro classificado da geral nas temporadas de 2005 e 2006.

quinta-feira, 6 de novembro de 2014

WRC: Mikko Hirvonen anuncia a sua retirada

O finlandês Mikko Hirvonen anunciou esta quinta-feira no seu sitio oficial que abandonará a Ford e o WRC no final do Rali da Grã-Bretanha, a última prova desta temporada. O piloto de 33 anos, vencedor de 15 ralis e vice-campeão do mundo por quatro vezes, decidiu pendurar o capacete, alegando querer ter mais tempo para a família.

"Ao longo da minha carreira competitiva, eu focalizei muito em mim mesmo. Os ralis assumiram uma grande parte da minha vida e que o ritmo do calendário sempre foi bastante inflexível. Eu gostei absolutamente cada minuto, e embora eu ainda a amo, também gostaria de se concentrar mais em outras coisas importantes que fazem parte da minha vida, como meus filhos e minha família. Há muitas áreas que ainda não foram exploradas e que eu gostaria de ter a oportunidade de experimentar novas experiências", referiu.

"Gostaria de agradecer a todas as pessoas, sem os quais a maior aventura da minha vida nunca teria sequer iniciado. Minha família, meus amigos, meu co-piloto Jarmo, meus patrocinadores, as equipas com as quais eu já competi durante todas estas temporadas, graças ao seu trabalho, compromisso inabalável e paixão. E, claro, os meus fãs, que estiveram lá nos tempos bons e nos maus momentos e que nos deram o seu apoio incondicional e incentivo. Um enorme obrigado a todos vocês", concluiu.

A M-Sport, a equipa com quem correu nesta temporada, decidiu já prestar tributo a Hirvonen no seu sitio oficial:

"Mikko [Hirvonen] e Jarmo [Lehtinen] deram a equipe muito ao longo dos anos, e quando olho para trás, no tempo em que passamos juntos, com um monte de memórias felizes. Eles formaram uma das parcerias mais bem sucedidas do desporto e não vamos esquecer o seu talento, determinação e empenho.", começou por dizer Malcom Wilson, o diretor da equipa.

"Eles foram fundamentais na obtenção de Campeonatos para a Ford e cada uma de suas 14 vitórias conosco tem um monte de memórias muito especiais. Muitas duplas passaram pelas nossas portas, mas poucas foram tidas em tão alta consideração como Mikko e Jarmo que sempre foram membros imensamente populares na equipa."

"Eu falo para todos no M-Sport, quando eu lhes agradeceço por tudo o que conseguimos juntos e desejo-lhes todo o sucesso para o futuro", concluiu.

Nascido na localidade finlandesa de Kannonkoski, a 31 de julho de 1980, Hirvonen começou a correr no WRC em 2002, mas foi no ano seguinte que teve a sua primeira temporada completa, ao serviço da Ford. Em 2004 passou para a Subaru, antes de fazer alguns ralis em 2005, conseguindo o seu primeiro pódio, um terceiro lugar na Cataluha. Em 2006, ficou na Ford ao lado do seu compatriota Marcus Gronholm, onde venceu a sua primeira corrida na Austrália, alcançando o terceiro lugar no campeonato.

Em 2007, alcançou mais três vitórias e repetiu o terceiro lugar no campeonato, e a sua importância dentro da ford foi acrescida a partir de 2008, quando Gronholm abandonou a competição e ele se tornou no primeiro piloto da marca. Mas apesar de ter tentado nas duas temporadas seguintes, não foi capaz de superar o seu grande rival, o francês Sebastien Löeb, ficando com dois segundos lugares. Ainda iria conseguir mais um vice-campeonato em 2011, mas não conseguiu superar o piloto francês quando este se mostrou competitivo.

Em 2012, passou para a Citroen, esperando sucedê-lo quado ele se retirou da competição, mas a chegada da Volkswagen e de outro francês, Sebastien Ogier, fez com que as suas capacidades não viessem ao de cima. A sua última vitória aconteceu na Sardenha, ainda em 2012. Nesta temporada, tinha regressado à Ford, mas não alcançou mais do que dois pódios, um em Portugal e outro na Catalunha. 

sábado, 1 de fevereiro de 2014

Noticias: Ross Brawn insiste que a retirada é "definitiva"

Ross Brawn disse hoje à Autosport britânica que a sua retirada da Formula 1 é permanente, apesar dos rumores que circulam por estes dias no sentido de um convite para integrar a McLatren. Num evento em Aberdeenshire dedicado... à pesca, Brawn afirmou que está reformado.

"O que as pessoas não percebem é que quando fui convidado para aqui foi que eles tinham um "furo" porque a imprensa mundial anda a tentar descobrir se eu estava a reformar-me ou não", afirmou Brawn, numa declaração citada pelo Daily Telegraph. 

"Este é o período mais movimentado do ano para a Fórmula 1 e eu decidi aceitar este convite. Se eles tivessem colocado dois mais dois, teriam percebido que eu estava a anunciar a minha retirada. Eu estou a reformar-me - e não não estou a brincar.", continuou. 

"Eu vou desfrutar da pesca durante um ano e depois ver o que a vida traz. Eu estou ansioso para isso, mas não tenho quaisquer planos.", concluiu.

Aos 59 anos de idade - fará 60 no próximo dia 23 de novembro - Brawn têm uma carreira de mais de 30 anos na Formula 1. Começou a sua carreira em 1976 na March, passando depois para a Williams, primeiro como operador de máquinas, depois como engenheiro aerodinâmico. Em 1985, passa para a Lola-Haas, ajudando a desenhar o chassis - com Adrian Newey como... seu colega! - para depois ir para a Arrows, onde fica até 1988, e a seguir, tenta a sua sorte na Jaguar, onde desenhou o modelo XJR-14 de Sport-Protótipos.

Em 1991, regressa à Formula 1, mais concretamente à Benetton, onde conheceu um jovem alemão, de seu nome Michael Schumacher. Nos anos seguintes, torna-se no diretor técnico da equipa, onde ajuda a desenhar os carros e a elaborar as estratégias nas corridas, com bons resultados: Schumacher é campeão do mundo em 1994 e 1995, antes de se mudar para a Ferrari em 1997, onde irá permanecer durante nove anos e ajudar a escrever uma página dourada na Scuderia.
Entre 1997 e 2006, Brawn ajudou Michael Schumacher e a Ferrari a vencer cinco títulos mundiais, marcando uma era de dominio na Formula 1. No final desse ano, decidiu fazer uma licença sabática, dedicando-se à pesca - o seu "hobby" - para depois regressar ao ativo em 2008, ao serviço da Honda. Contudo, no final desse ano, a marca japonesa abandona repentinamente a competição e Brawn, com o bebé nas mãos, decide tomar a equipa nas suas mãos, batizando-a de Brawn GP. Os resultados são surpreendentes, com a vitória no campeonato de Pilotos e Construtores, um feito inédito.

Em 2010, Ross Brawn vendeu a equipa para a Mercedes - que tinha fornecido os motores na sua temporada vencedora - e esta ficou com o nome da marca alemã, chamando Michael Schumacher da reforma. O regresso não foi auspicioso - apenas conseguiu um pódio, em 2012 - e a Mercedes lutou pelos melhores lugares em 2013, com Lewis Hamilton ao volante, terminando como vice-campeão no Mundial de Construtores. 

sexta-feira, 15 de novembro de 2013

IndyCar: Dario Franchitti retira-se aos 40 anos

O escocês Dário Franchitti, que recuperava de um grave acidente na pista de Houston, anunciou esta quinta-feira a sua retirada da competição. Aos 40 anos de idade e com uma longa carreira na CART e na IndyCar, desde 2008 ao serviço da Chip Ganassi, foi aconselhado pelos médicos a parar, devido às lesões cervicais sofridas no acidente do passado mês de outubro. Assim sendo, depois de 256 corridas, 31 vitórias e 33 pole-positions, com mais três vitórias nas 500 Milhas de Inmdianápolis e quatro títulos na Indycar, decidiu pendurar o capacete.

Eis o comunicado de imprensa na íntegra:

Desde o meu acidente em Houston, eu estive sob os cuidados de especialistas, médicos e enfermeiros, os quais fizeram da minha saúde, da minha segurança e da minha recuperação a principal prioridade. Sou eternamente grato pela assistência médica que tenho recebido ao longo das últimas semanas. Eu também gostaria de agradecer a minha família e amigos pelo apoio inacreditável.

Um mês após o acidente e com base no aconselhamento dos médicos que trataram e avaliaram minha cabeça e lesões na coluna vertebral pós-acidente, a opinião médica é que eu devo parar de correr. Eles deixaram muito claro que os riscos envolvidos em mais corridas são grandes e pode ser prejudicial para o meu longo prazo bem-estar. Com base nessa orientação médica, eu não tenho outra escolha a não ser parar.

O automobilismo tem sido a minha vida por mais de 30 anos e é muito difícil pensar que minha carreira acabou. Eu estava realmente ansioso para a temporada de 2014 com a Target Chip Ganassi Racing, com o objetivo de ganhar uma quarta Indianapolis 500 e um quinto campeonato IndyCar Series.

Gostaria de agradecer a todos os meus colegas concorrentes, colegas, equipa e os patrocinadores pelo apoio incrível ao longo deste período incrível de tempo. Também gostaria de agradecer a Hogan Racing, Team KOOL Green e Andretti Green Racing pelas oportunidades de competir na pista e, especialmente, Target Chip Ganassi Racing, que se tornaram como uma família para mim desde que entrei para a marca em 2008. Eu seria negligente se eu não agradecesse a todos os meus fãs à volta do mundo. Eu não tenho como agradecer o suficiente a todos que estiveram do meu lado por todos esses anos.

Guardarei boas lembranças de minha carreira na CART e IndyCar Series e as relações que eu forjei neste desporto irão durar toda uma vida.

Espero que com o tempo, eu seja capaz de exercer alguma atividade nos bastidores com a IndyCar Series. Eu amo as corridas de monopostos e eu desejo o seu sucesso. Eu conversarei com Chip para ver como posso ficar envolvido com a equipa e com todos os amigos incríveis que eu fiz ao longo destes anos.

Como meu amigo Greg Moore dizia: ‘Vejo-te na frente ‘

Este anuncio inesperado na Chip Ganassi acabou de abrir um enorme buraco numa das equipas mais vitoriosas nesta categoria e certamente que interessados não faltarão para preencher a vaga. Nas próximas semanas veremos quem serão os candidatos ao lugar.

Nascido a 18 de maio de 1973, em Bathgate, na Escócia, começou a sua carreira nos monopostos em 1991, na Formula Ford, e venceu a Formula Vauxhall-Lotus ao serviço da Paul Stewart Racing. Em 1994 foi quarto classificado na Formula 3 britânica, mas não avançou mais longe, passando para o DTM e o International Touring Car Championship (ITC), ao serviço da Mercedes, onde venceu uma corrida em 1996, terminando no quarto lugar da geral.

Em 1997, a Mercedes coloca-o na CART, ao serviço da Hogan Racing, mas será no ano seguinte, ao serviço da Team Green, que explode: três vitórias em 1998 fazem-no ficar no terceiro lugar do campeonato, e no ano seguinte, disputa o título com Juan Pablo Montoya, com os dois igualados nos pontos, mas com o colombiano a levar a melhor devido ao numero de vitórias (Franchitti consegue três). As temporadas de 2000 e 2001 não são muito produtivas, mas em 2002, vence três corridas e termina o campeonato no quarto posto.

Em 2003, ele e a Team Green passam para a IndyCar, mas é em 2004 que vence as primeiras corridas, terminando no quarto posto do campeonato. E a primeira vitoria nas 500 Milhas de Indianápolis acontece em 2007, que resulta também no seu primeiro título na categoria. Contudo, em 2008, vai tentar a sua sorte na NASCAR, com resultados modestos. Com isto, regressa em 2009 à categoria, conseguindo três títulos em seguida, alternados com vitórias na "Indy 500" em 2010 e 2012, conseguindo nesta última resistir a um ataque final do japonês Takuma Sato.

A sua familia está ligada ao automobilismo: o seu irmão Marino Franchitti também teve uma carreira, especialmente na Endurance, e o seu primo Paul di Resta é atualmente piloto de Formula 1, ao serviço da Force India. 

quinta-feira, 4 de outubro de 2012

Noticias: Michael Schumacher retira-se... de novo

É a grande noticia de hoje e provavelmente do fim de semana japonês: Michael Schumacher decidiu pendurar de novo o capacete, retirando-se da Formula 1 pela segunda vez, e aos 43 anos, tudo indica que é definitivo. Depois da dispensa da Mercedes para 2013, em troca com Lewis Hamilton, e de ter pensado em continuar, provavelmente pela Sauber, o piloto alemão, sete vezes campeão do mundo, concluiu que o melhor será abandonar a competição.

Sem qualquer sombra de dúvida, não atingimos os nossos objetivos de desenvolver um carro ganhador, mas é claro que posso estar feliz por tudo o que consegui na minha carreira. Nos últimos seis anos aprendi muito de mim próprio, como por exemplo, ser uma pessoa mais aberta se perder o foco e também que perder, pode ser mais difícil e instrutivo que vencer. Quero agradecer à Daimler, Mercedes-Benz, equipa engenheiros, mecânicos por toda a confiança que colocaram em mim, mas também quero agradecer aos meus amigos, parceiros por todos estes anos nos desportos motorizados”, concluiu Schumacher.

De uma certa forma, Schumacher vai sair da competição da maneira que ele não queria: pela porta pequena. Neste seu regresso, das três temporadas em que competiu ao serviço da Mercedes, não conseguiu mais do que um terceiro lugar e uma volta mais rápidas, todas a acontecer nesta temporada, numa segunda parte mais recheada de incidentes do que conduções de génio. E o último desses incidentes foi o que aconteceu em Singapura, quando bateu na traseira do Toro Rosso de Jean-Eric Vergne.

Ainda faltam mais algumas corridas para o final da temporada, que muito provavelmente vai querer cumprir com a maior dignidade possível  e com alguns bons resultados, se a oportunidade aparecer. Mas fica-se com a ideia de que, para além de ter sido batido em toda a linha por um companheiro bem mais jovem, Nico Rosberg, as expectativas dos fãs de ele ter conservado a forma que lhe deu sete títulos mundiais e todos os recordes que detêm neste momento, saíram totalmente frustradas. É verdade: este campeão também envelhece e vê diminuídas as suas faculdades.

No final, a única coisa boa que ele leva desta sua segunda estadia na Formula 1 é que se tornou no segundo piloto da história a chegar aos 300 GP's. Mas não baterá Rubens Barrichello, que esse deve estar a respirar aliviado: o seu único recorde, de 326 Grandes Prémios, será seu por mais alguns tempos.

Resta agora saber o que Schumacher irá fazer. Competir numa outra categoria ou um descanso ativo? Fala-se que a Mercedes lhe propôs um lugar na DTM, mas aparentemente recusou. Será que para ele, correr é só na Formula 1 e nada mais?

terça-feira, 28 de julho de 2009

Rumor do Dia: BMW pode abandonar a competição

A BMW pode anunciar dentro de algumas horas, na sua sede em Munique, a sua retirada da Formula 1. A marca alemã pode seguir os passos da Honda em abandonar a alta-roda do automobilismo após apenas quatro temporadas.

Depois do anuncio de perdas operaçionais na ordem dos 152 milhões de euros no primeiro semestre deste ano, aliado aos maus resultados desportivos, onde depois de terem vencido uma corrida no ano passado e conseguirem competir pelo título de construtores, este ano, com Robert Kubica e Nick Heidfeld, conseguiram somente um pódio e oito pontos no Mundial. Uma conferência de imprensa foi marcada com caractér de urgência para amanhã, às 10 horas locais, e lá estarão todos os executivos de topo, bem como o director desportivo, Mario Thiessen.

Caso o rumor seja amanhã se transformar um facto, pode ser o primeiro sinal do abandono em massa dos construtores na Formula 1, porque para além da BMW, Toyota e Renault podem seguir-lhe os passos em breve, caso os resultados operacionais na casa-mãe também dêm em prejuízo.

terça-feira, 16 de dezembro de 2008

Continua a debandada geral

Nas últimas 48 horas, mais duas construtoras japonesas anunciaram a sua retirada da competição, nomeadamente dos ralies. A Suzuki e a Subaru decidiram que era tempo de se retirar do WRC, impulsionadas por várias razões, como maus resultados desportivos, a crise internacional e a mudança de regulamentos no WRC para 2010, entre outros, que prevê a entrada dos carros de S2000 nas competições, substituindo os WRC.


No caso da Suzuki, nem são tanto os maus resultados que estiveram na origem da decisão, pois estavam no WRC desde 2007, com o melhor resultado a ser um quinto lugar por parte de Toni Gardemeister, no último Rali de Gales. Foi a recessão mundial. Contudo, a Suzuki garantiu que continuará a apoiar os seus carros que estão presentes da Junior WRC.

"Para garantir a própria sobrevivência, a companhia reviu todos os aspectos de sua operação e decidiu focar seus esforços em áreas como tecnologias ecológicas e sistemas de transmissão de nova geração. Como resultado, a Suzuki decidiu suspender as actividades no Mundial de Rally a partir de 2009. A companhia agradece o apoio do público e dos patrocinadores e garante que vai continuar usando a experiência que ganhou em competição para produzir seus modelos", diz o comunicado da Suzuki, captado pelo site Pitstop.

Logo no dia em que a Suzuki disse que se ia ambora, logo correram céleres os boatos de que a Subaru podia seguir o mesmo caminho. E hoje, isso foi confirmado: os carros preparados por David Richards desde 1990, com o Legacy, e tornados famosos por pilotos como Colin McRae, Carlos Sainz, Juha Kankkunen, Petter Solberg e Richard Burns, entre outros, iriam abandonar o WRC.

"Considerando esta deterioração económica sem precedentes, foi necessário rever o nosso investimento no Mundial de Rally. A possibilidade de um retorno não é zero, mas não podemos garantir nada. Se tivermos hipóteses, queremos voltar, especialmente por causa dos fãs. Tomar esta decisão foi muito difícil e precisamos agradecer o apoio de nossos os nossos fãs à volta do mundo", afirmou Ikuo Mori, presidente da Subaru.

David Richards, que se fala muito que poderá comprar as instalações da Honda em Brackley, lamentou a saída: "A saída da Subaru é uma grande perda para o Mundial de Rally, já que se trata da retirada de um dos maiores ícones do desporto. A ausência será sentida por muitos", afirmou, em declarações captadas pelo sitio Pitstop. Apesar de tudo, a porta não está fechada para um possivel regresso: "Nosso foco agora muda para o futuro. Em 2010, o Mundial de Rally terá um novo regulamento técnico, o que representa uma oportunidade para a chegada de uma nova equipe baseada na experiência que ganhamos e no sucesso que tivemos em todo esse período", acrescentou o patrão da Prodrive.

Durante este tempo no WRC, a Subaru conseguiu 47 vitórias em ralies, e três títulos mundiais, em 1995 (McRae), Burns (2001) e o norueguês Petter Solberg (2003). Actualmente, a equipa era constituida pelo norueguês e pelo australiano Chris Atkinson.

sexta-feira, 5 de dezembro de 2008

Oficial: Honda abandona a Formula 1

Agora é oficial: A Honda anunciou esta madrugada, na sua sede em Tóquio, que iria abandonar a Formula 1, com efeito imediato. Nessa conferência, o chefe-executivo da marca japonesa, Takeo Fukui, anunciou a decisão graças à crise financeira mundial e incerteza económica instalada em todo o mundo, alimentada pela recessão japonesa.


"A Honda chegou à conclusão de que iremos cessar todas as actividades relativas à Fórmula 1, fazendo de 2008 nosso último ano como competidores. Esta difícil decisão foi tomada devido à forte quebra sentida nos nossos negócios, que tem como causa principal a crise financeira global, que como se sabe é motivada pelo grave problema económico que os EUA enfrentam".


"A empresa precisa garantir a sustentabilidade do seu core business, a construção e venda de automóveis. A recuperação deverá levar tempo e, por isso a Honda decidiu tomar medidas que sirvam para reagir face à crise. Entre elas, está o final da nossa participação na F1."


Fukui disse que caso não fizessem nada, a marca tinha orçamento operacional para manter a equipa a correr no início de 2009, mas devido à escalada dos custos no meio da presente crise financeira internacional, a Honda poderia ter de encerrar a equipa antes de concluída a temporada, um cenário que não era do agrado dos nipónicos.


Sendo assim, a Honda decidiu que precisava de se concentrar totalmente no seu negócio principal, que é a fabricação e venda de carros comerciais, e uma recuperação dos seus negócios deve levar algum tempo para ser alcançada, pois na véspera, tinha anunciado uma queda de 25 por cento nas vendas de automóveis nos Estados Unidos. A decisão parece ter sido ainda mais difícil de ser tomada, quando o dirigente se lembrou da única vitória da equipa, conquistada em 2006, e também da quantidade de dinheiro já investido na construção do carro da próxima temporada.


Quanto às suas operações em Brackley, sede da equipa de Formula 1, a Honda deu três meses a Nick Fry e Ross Brawn, dirigentes da equipa, patra encontrarem comprador, caso contrário, fecharão as suas portas. Ambos viajarão para o Japão na próxima segunda-feira para discutir o seu futuro, pois caso contrário, a Fórmula 1 terá uma equipa a menos quando a temporada começar em 2009, na Austrália, e Jenson Button e Rubens Barrichello ficarão sem emprego...