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segunda-feira, 13 de agosto de 2018

Noticias: Dixon mantêm-se na Ganassi em 2019

Scott Dixon mantêm-se na Ganassi para a próxima temporada. O piloto neozelandês de 38 anos decidiu assinar um acordo de "várias temporadas", com a equipa de Chip Ganassi, recusando assim - ou será que não? - uma oferta de Zak Brown para trabalhar na possivel entrada da McLaren na IndyCar.

"Creio que quando se menciona o nome de Scott Dixon, os números e os registos começam a falar por si", disse a equipa Ganassi no seu comunicado oficial. “Conseguimos muito juntos, mas não há sinais de que ele [esteja] a diminuir a velocidade. Ele ainda é a pessoa que você sabe que tem que vencê-lo para chegar ao primeiro lugar. Ele é um piloto que está sempre pensando na próxima corrida e como ele vai se aproximar dela, atacar e finalmente vencer. Estou muito feliz por termos a oportunidade de continuar esse relacionamento e esperar muitos anos de sucesso.”, concluiu a marca.

"O piloto que [qualquer] dono da equipa gostaria de ter", começou por dizer Dixon num comunicado oficial. “Ele te dá as ferramentas que você precisa para fazer o seu trabalho, com o grupo certo de pessoas. Esta equipa tem sido como uma família para mim desde 2002, e fico feliz de estar aqui tentando lutar por mais vitórias, campeonatos e 500 milhas de Indianápolis nas próximas temporadas.”, concluiu o piloto.

Nesta altura do campeonato, Dixon tem uma vantagem de 46 pontos sobre o segundo classificado, quando faltam quatro corridas para terminar a temporada. 

Nascido a 22 de julho de 1980 em Queensland, na Austrália, mas com nacionalidade neozelandesa, chegou à CART em 2001, para correr na PacWest, mas a meio de 2002 seguiu para a Chip Gansassi, onde está desde então, depois de ter passado para a IRL, a Indy Car Series, em 2003. enceu o campeonato nesse ano, voltando a repetir o feito em 2008, 2013 e 2015. Para além disso, enceu as 500 Milhas de Indianápolis em 2008, sendo o primeiro neozelandês a fazê-lo.  

Rumor do Dia: McLaren vai comprar a Ganassi?

As coisas na IndyCar poderão agitar-se imenso amanhã. Aliás, ao longo do fim de semana, tem surgido noticias e sinais nas redes sociais de que algo poderá acontecer nesses lados, e que envolvem a McLaren, a Ganassi, Scott Dixon e... Fernando Alonso.

Este domingo, soube-se que Scott Dixon e Fernando Alonso marcaram, respectivamente para segunda e terça-feira, anúncios e conferências de imprensa relacionado com os seus futuros. Dixon confirmou há uns tempos que anda em conversações com a McLaren para 2019, apesar de estar concentrado em vencer o seu quinto título na IndyCar este ano. E para além disso, é amigo de ak Brown, afirmando que o conhece há quase vinte anos.

"Estamos constantemente a falar com outras pessoas, mas não numa situação de mudança", começou por comentar Dixon, de 38 anos, à Autoweek americana. "Conheço o Zak Brown desde 1999, logo, há muito tempo. Falo com ele frequentemente, mas as conversas são as mesmas desde há algum tempo", continuou.

Um neozelandês na McLaren até seria um belo tributo às suas origens, dado que o seu fundador, Bruce McLaren, é de Auckland. 

Em relação à Ganassi, as coisas que se falam tem a ver com a divisão da IndyCar, uma das mais vitoriosas na categoria. Desde que a Chip Ganassi perdeu o apoio da Target (na foto, Scott Dixon com as cores do patrocinador nas 500 milhas de 2015) que a equipa anda com dificuldades de tesouraria, e uma aquisição parcial - ou total - por parte da equipa de Woking seria algo interessante, e também seria um regresso, 40 anos depois da última participação.

Já em relação a Fernando Alonso, ele fará um anuncio no dia 14 terça-feira. E já deixou todos enigmáticos, com todos estes anuncios paralelos deixando a entender que poderia largar a Formula 1 a favor de uma temporada parcial na IndyCar, em paralelo com a participação na Endurance, ao serviço da Toyota, na supertemporada 2018-19.

Uma coisa é certa: esta vai ser uma semana extremamente agitada em dois continentes, e em duas categorias.

quarta-feira, 1 de novembro de 2017

Como Hartley esteve quase a ir para a Indycar...

... mas acabou por aterrar num carro de Formula 1, com um contrato para 2018 e tudo. A história é longa, mas vale a pena ser contada. É que o piloto neozelandês, que este ano correu na Endurance ao serviço da Porsche, e que venceu as 24 Horas de Le Mans este ano ao lado do seu compatriota Earl Bamber - juntando-se ambos a Bruce McLaren e Chris Amon na lista dos neozelandeses vencedores em La Sarthe - esteve muito perto de ser piloto da Chip Ganassi na temporada de 2018 da IndyCar. Só que no último momento, Franz Tost desviou-o para a Formula 1, mas para lá chegar... foi duro e teve de compensar.

A história explica-se da seguinte forma: quando a Porsche decidiu retirar-se da Endurance e meter os 919 Hybrid no museu para se dedicar ao projeto da Formula E, Brendon Hartley fez-se à vida. Aos 27 anos de idade, provavelmente via as portas da Formula 1 praticamente fechadas, e assim decidiu-se aventurar-se em terras americanas, onde aterrou um belo contrato na Chip Ganassi. Por quanto tempo? Duas temporadas, pelo menos. O contrato estava assinado em meados de agosto, mas um mês depois, entrou em cena Tost, que foi bater à porta de Ganassi para que o libertasse do seu contrato, o que indicava que ele não o o queria para um "one-off", mas sim para ter uma dupla totalmente nova em 2018, pelo menos. É que Hartley já foi piloto da fornada da Red Bull Junior Team em 2009-10, sem sucesso.

Contudo, sete anos depois, Tost era só elogios para o neozeandês. Pelo menos foi o que disse a Will Buxton no fim de semana do GP do México.

"Você deve ver do lado de fora, porque ele ganhou as 24 Horas de Le Mans e o Mundial de LMP1", disse ele. "Isso significa que os resultados estão lá. Brendon é um piloto altamente qualificado, apaixonado pelo automobilismo e estou muito feliz por ele estar de volta", continuou.

"Posso dizer-lhe que, se lhe dermos um carro competitivo, ele estará lá e ele também vai lutar pelo sucesso na Fórmula 1. Espero que, especialmente no próximo ano, vamos reunir um pacote competitivo que ele também possa lutar por vitórias e boas posições", concluiu, referindo o contrato com a Honda que a marca terá em 2018.

Contudo, segundo conta a Racer, as negociações foram longas, mais de um mês pelo menos. Ganassi não queria largar o contrato de Hartley, pelo menos não sem qualquer compensação. Depois de o libertar - o lugar vai ser ocupado pelo jovem anglo-árabe Ed Jones - a compensação poderá vir em forma de patrocinio, algo que já não se vê desde 2006, com o regresso da Red Bull à IndyCar. É que a Chip Ganassi, que perdeu no final de 2016 o seu famoso apoio da Target, andava à procura de algo tão compensador como o patrocínio anterior.

E claro, para Hartley, deve ter sido um verão numa roda viva. Da Endurance para a Formula 1, com a chance de ter corrido nas 500 Milhas... é muito.

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2016

IndyCar: Max Chilton vai correr na Chip Ganassi

O britânico Max Chilton vai fazer a sua estreia na IndyCar ao serviço da Chip Ganassi. O piloto de 24 anos, que andou na Marussia por três temporadas, estava na IndyLights em 2015, onde acabou na quinta posição da geral. Ele vai ter como companheiros o campeão da categoria, Scott Dixon, o brasileiro Tony Kanaan e o americano Charlie Kimball.

"É como voltar à Fórmula 1, mas numa equipa de topo", disse Chilton à Autosport britânica.

"Estou no melhor lugar para aprender e para fazer o melhor trabalho que puder no tempo mais rápido que puder. Vai haver certas pistas onde isso vai ser muito difícil, especialmente nas ovais onde eu ainda não tenha pilotado, mas as pessoas vão entender que este é o meu primeiro ano."

"Contudo, sei que há pistas onde terei a confiança necessária que posso alcançar algumas vitórias e pódios", concluiu.

Chip Ganassi afirma que o talento e a experiência de Chilton é mais do que suficiente para correr na sua equipa. "Max é um jovem piloto talentoso que tem feito diferentes disciplinas já num curto espaço de tempo", começou por afirmar o veterano dono de equipa.

"Ele traz uma boa dose de experiência para a IndyCar e estamos ansiosos para que ele faça a sua parte de nossa equipa de quatro carros em 2016 e dando uma grande contribuição". concluiu.

Chilton, para além das duas temporadas na Formula 1, esteve também na equipa oficial da Nissan em 2015, correndo nas 24 Horas de Le Mans, sem resultados de relevo. 

sábado, 22 de agosto de 2015

Youtube Motorsport Crash: o acidente de Charlie Kimball em Pocono


A qualificação para a prova de Pocono, a última oval da temporada na IndyCar acabou por ser marcada pelo forte acidente do americano Charlie Kimball, da Chip Ganassi Racing, teve no muro. Retirado do carro, sofreu algumas escoriações, mas nada de grave.

Em pior estado ficou o carro, e vai ter de recorrer a um de reserva para amanhã.


Quando à qualificação, o melhor foi Hélio Castro Neves, que alcançou a sua 49ª pole-position da sua carreira.

sexta-feira, 12 de junho de 2015

O regresso da Ford a Le Mans

Era um regresso esperado há muito, especialmente depois de ter sido mostrado ao mundo o modelo GT50, que servia para comemorar os 50 anos da sua primeira vitória em Le Mans, batendo os Ferrari. E ainda por cima, com o presidente da Ford em La Sarthe para dar a bandeira de partida, na corrida de amanhã, os rumores de que teriam um carro a competir na classe GTE-Pro em 2016 eram tantos que isto já tinha entrado na categoria de "segredo mal escondido".

Assim sendo, esta tarde foi anunciado no paddock francês o regresso da Ford à competição, com o construtor americano a afirmar que inscreverá quatro carros para a próxima edição da corrida, com o motor de 3.5 litros, o mesmo da versão de estrada, mas preparado pela Roush Yates Engines e pela Multimatic Motorsports. Os carros serão inscritos pela Chip Ganassi Racing e também vão participar na Tudor USCC (United States Car Championship)

Quando o GT40 competiu em Le Mans nos anos sessenta, Henry Ford II procurou provar que a Ford podia bater os mais lendários construtores das corridas de resistência,” começou por dizer Bill Ford, o atual CEO da Ford Motor Company. “Estamos ainda extremamente orgulhosos por termos vencido esta corrida icónica por quatro vezes seguidas, e é esse mesmo espírito que liderou a inovação na criação do primeiro Ford GT que ainda nos move hoje.

Já Chip Ganassi afirmou que é uma honra participar no projeto com um desafio deste tamanho. “Vencemos corridas e campeonatos, mas nós nunca corremos Le Mans”, começou por afirmar Ganassi “Quando surgiu a oportunidade de competir com o novo Ford GT no maior palco mundial de ‘sports cars’, e no 50º aniversário de uma das vitórias mais célebres da história da competição, como poderia qualquer equipa recusar? Será que vai ser um desafio? Certamente, mas nós não poderíamos estar com um parceiro melhor do que a Ford.”, concluiu.

Apesar dos pilotos serem anunciados mais tarde no ano, a prova de estreia já está marcada: serão as 24 Horas de Daytona, no final de janeiro.

domingo, 24 de maio de 2015

Indy500: Juan Pablo Montoya foi o grande vencedor

O colombiano Juan Pablo Montoya foi o grande vencedor da 99ª edição das 500 Milhas de Indianapolis, quinze anos depois da sua última vitória e dando uma dobradinha para a Penske. Numa prova com duas fases e um acidente nas boxes, quando dois mecânicos do carro de James Davidson foram atropelados pelo carro de Tristian Vautier, após um choque com Pippa Mann. Um dos mecânicos acabou por sofrer uma fratura na perna direita.

Depois de uma qualificação atribulada, devido ao acidente com James Hinchcliffe, o dia da corrida amanheceu com céu limpo e havia um receio de que a corrida seria atribulada. E de facto, os primeiros sinais indicavam isso, primeiro, com os problemas de Alex Tagliani, que só arrancou na segunda volta de apresentação, e depois, na partida, quando Takuma Sato e Sage Karam tocaram-se. O japonês da Foyt foi às boxes e perdeu uma volta, enquanto que Karam acabou por abandonar. Quem também abandonava era Conor Daly, com problemas de motor.

A corrida esteve em bandeiras amarelas até à volta 13, quando as bandeiras verdes foram agitadas. Scott Dixon era o lider, mas na volta 19, Tony Kanaan fica com a liderança, começando a dança das cadeiras entre eles, bem como os Penske de Simon Pagenaud e Hélio Castro Neves.

Durante mais de cinquenta voltas, a corrida decorreu em bandeiras verdes, até que na volta 64, Bryan Clauson bateu nas boxes e as bandeiras amarelas foram mostradas. Nessa altura, os carros foram às boxes para a segunda ronda de reabastecimentos. A corrida recomeça na volta 70 com Pagenaud a liderar o comboio, com Dixon, Kanaan, Power, Castro Neves e Kimball. Carca da volta 100 houve nova ronda de reabastecimentos, mas na volta 112 houve nova situação de bandeiras amarelas quando Ed Carpenter e Oriol Serviá bateram no muro na Curva 1.

E foi nessa altura em que todos foram às boxes, e foi também nessa altura em que houve o incidente mais grave desta corrida. Tristian Vautier foi largado demasiadamente cedo das boxes e ficou ao lado de Pippa Mann, que tocou e fez com que o carro do piloto francês batesse em dois mecânicos do carro da James Davidson, tendo dois deles ficado ferido. Pelo menos um deles teve fratura na perna.

Por causa disso, as bandeiras verdes só regressaram na volta 123, com Will Power a ser o lider, seguido por Pagenaud, Dixon e Monotya. A dança das posições continuou até à volta 153, quando houve nova batida: Tony Kanaan estava a adaptar-se ao carro após a saída das boxes quando o carro escorregou na curva 3 e bateu forte no muro e causou nova entrada do Pace Car. Chip Ganassi, o seu patrão, disse depois que eles tinham mexido na asa a pedido do piloto. conbinado com os pneus ainda frios, é a causa provável do seu acidente.

A corrida recomeçou na volta 160, com Charlie Kimball na frente, mas cedo foi superado por Dixon e depois por Montoya. Pagenaud atrasou-se um pouco, ficando com o quinto posto. Na volta 165, Montoya passa Dixon e fica com a liderança. Dixon respondeu e ficou com o comando, enquanto que Will Power ficava com o segundo lugar, depois de passar o colombiano. Mas na volta 169, descobrem-se detritos na pista e a corrida volta a ter bandeiras amarelas.

Assim, os carros foram para as boxes para o último reabastecimento, e Will Power ficou com a liderança, com Juan Pablo Montoya logo atrás. Com a corrida a recomeçar na volta 172, os Penske vão para a frente, com Power na liderança, mas atrás, o pelotão andava suficientementew compacto para um possivel "Big One". E isso aconteceu com os carros de Jack Hawksworth, Sebastian Saavedra e Stefano Coletti. O monegasco e o americano sairam pelo seu próprio pé, mas o colombiano teve de ser carregado ao colo pelos socorristas, com ferimentos na perna direita.

Retirados os destroços, a corrida recomeçou na volta 185, com Power a fugir a Montoya, mas Dixon passou os dois e ficou com a liderança. A partir daqui foi uma luta entre os pilotos da Penske mais o Ganassi do piloto neozelandês, com Charlie Kimball a observar, mas no final um retardatário na última volta deu a distância suficiente para que o colombiano vencesse pela segunda vez nas 500 Milhas, 15 anos depois da última vitória. Will Power foi o segundo e Charlie Kimball o terceiro.

domingo, 17 de maio de 2015

A imagem do dia

O carro de Scott Dixon, preparado para mais umas voltas ao circuito de Indianápolis, no Pole Day, este domingo. Pela segunda vez na sua carreira - a primeira tinha sido em 2008 - o piloto neozelandês conseguiu o feito de partir do primeiro lugar de uma grelha de 33 carros ao serviço da sua equipa de sempre, a Chip Ganassi. E vamos a ver se repete o que aconteceu nesse ano, porque aí, ele terminou como vencedor, algo que nenhum dos seus compatriotas no passado, como Dennis Hulme, Bruce McLaren ou Howden Ganley, não conseguiu no Brickyard.

E já agora, sendo um carro Chevrolet, não teve o azar de tocar o carro no muro e voar...

domingo, 19 de abril de 2015

IndyCar: Scott Dixon vence em Long Beach

O neozelandês Scott Dixon sacudiu o azar de lado e venceu neste domingo à noite em Long Beach, a terceira prova da temporada da IndyCar Racing, na frente do brasileiro Hélio Castro Neves e do colombiano Juan Pablo Montoya, que mesmo assim, mantêm a liderança do campeonato. Surpreendentemente (ou talvez não), esta corrida teve apenas uma situação de bandeiras amarelas, em contraste com o que aconteceu na semana passada em Nova Orleães.

Com Hélio Castro Neves a partir na pole-position, e com os Penske a dominar as primeiras filas da grelha, a corrida começa sem problemas, com Castro Neves na frente de Scott Dixon e Juan Pablo Montoya. Atrás, Will Power, que tinha feito uma qualificação desastrosa e era apenas o 18º na grelha, tentou recuperar lugares perdidos. 

A primeira situação de bandeiras amarelas aconteceu na volta cinco, quando Gabby Chaves e Jack Hawksworth tocaram-se, arrancando uma parte da asa dianteira. Os comissários tiveram de tirar os destroços na pista, enquanto que o Pace Car fazia a sua primeira aparição na corrida. As coisas demoraram um pouco mais quando Will Power deixou morrer o motor e perder uma volta nas boxes.

A corrida voltou ao verde com Castro Neves a segurar Dixon, quando dentro do pelotão, as coisas começaram a mexer-se. Simon Pagenaud conseguiu passar Juan Pablo Montoya para ser terceiro, enquanto que um pouco atrás, Sebastien Bourdais, conseguiu passar Graham Rahal. E a situação na volta 22 continuava a ser Castro Neves a liderar a corridas, com Dixon não muito longe.

Nessa altura, Castro Neves tinha na sua frente Will Power, que iria perder duas voltas para os lideres, mas que poderia prejudicar os da frente. Nesse momento, o miolo do pelotão começou a fazer as primeiras paragens nas boxes, que começaram a parar na volta 27. Quando foi a vez de Castro Neves, na volta 30, teve de esperar para que Tony Kanaan parar para que pudesse sair. No regresso à pista, ele parou na frente de Pagenaud, mas atrás de Dixon.

Nessa altura, os últimos a parar iriam ser Hawksworth e Takuma Sato, que ficaram um pouco para ver o que poderiam fazer. O primeiro parou apenas na volta 33, enquanto que o japonês tinha parado um tempo antes, cedendo a liderança para Scott Dixon. Atrás, Pagenaud tentava passar o brasileiro para o segundo lugar, sem grande sucesso. Ao mesmo tempo que isso acontecia, Montoya observava tudo, esperando beneficiar com isso.

A segunda passagem pelas boxes aconteceu a partir da volta 52, com Ryan Hunter-Reay, e na volta seguinte com pilotos como James Hintchcliffe e Takuma Sato. Muñoz entrou na volta 54, e Dixon, Montoya, Newgarden, Andretti e outros na volta seguinte. Castro Neves e Pagenaud entram na boxe na volta 56.

Quando o brasileiro voltou à pista, ficou atrás de Dixon, mas manteve o segundo posto, enquanto que Pagenaud ficou atrás de Montoya. As coisas pareciam bem encaminhadas para o neozelandês, que não tinha tido um bom inicio da temporada, para vencer.

A parte final foi mais emocionante, com Simon Pageaud tentou atacar Juan Pablo Montoya para o lugar mais baixo do pódio. Tentou por duas vezes no final da reta, mas sem sucesso. Entretanto, Tony Kanaan observava expectante para ver o que daria essa batalha, mas era pressionado por Sebastien Bourdais. Contudo, no final, tudo ficou na mesma: Dixon vence endo o terceiro vencedor diferente em três corridas na IndyCar deste ano, seguido por Castro Neves, Montoya, Kanaan e Bourdais.

 A IndyCar prossegue na próxima semana em Barber. 

quinta-feira, 18 de dezembro de 2014

Noticias: Ford estará em Le Mans em 2016

Os rumores voavam há dias (podem ler um deles no Motordrome), mas esta tarde, a Ford confirmou esta tarde que irá apresentar um novo Ford GT no mês que vêm, no Salão Automóvel de Detroit. E este carro correrá em 2016 nas 24 Horas de Le Mans, para comemorar os 50 anos da sua primeira vitória em La Sarthe. O carro será preparado pela Chip Ganassi Racing, segundo conta a americana Autoweek.

De acordo com a mesma publicação, o chassis vai ser preparado pela canadiana Multimac Motorsports, que têm uma longa parceria com a marca americana, e a fábrica irá apoiar um programa com dois carros ao longo da temporada da TUSSC (Tudor United States SportsCar Championship) com um salto para as 24 Horas de Le Mans. Dois pilotos poderão ser confirmados na apresentação: o veterano Scott Pruett, ex-IndyCar e com cinco vitorias nas 24 Horas de Daytona, com a hipótese de Joey Hand, o americano ex-DTM, ser o segundo elemento da equipa, em substituição de Memo Rojas.

A segunda aventura da Ford acontece mais de 50 anos após a primeira, que começou em 1963, quando Henry Ford II tentou comprar a Ferrari, oferta recusada pelo seu fundador, Enzo Ferrari. Determinado a vingar-se, vencendo no terreno onde a Scuderia dominava, Ford recorreu aos serviços de Carrol Shelby em 1964, e com a ajuda de pilotos como John Miles, conseguiu a vitória em 1966, com os seus GT40 a ficar com os três primeiros lugares. A aventura ganhou notoriedade recentemente com o livro "Go Like Hell", que poderá em breve ser realizado por Hollywood, e com Tom Cruise no papel principal.  

Uma coisa é certa: as coisas no mês que vêm serão bem mais interessantes em Detroit. E claro, quem sai a ganhar é a Endurance.

segunda-feira, 26 de maio de 2014

Indy 500 2014: A crónica da corrida

As 500 Milhas de Indianápolis de 2014 poderão passar para a história como a corrida que teve mais tempo em bandeira verde. Mais precisamente, 149 voltas, três quartos da corrida. Foi batido um recorde de 38 anos, não porque houve corridas assim no passado, mas porque... os primeiros registos datam de 1976! Mas isso não impediu que o final da corrida fosse emocionante, com o vencedor a conseguir por um carro, depois de... uma bandeira vermelha!

No final, Ryan Hunter-Reay conseguiu a primeira vitória de um piloto americano desde 2006, conseguindo bater Hélio Castro Neves e Marco Andretti, numa vitória para a Andretti Autosport, que meteu três dos seus carros nos quatro primeiros lugares, graças a Carlos Muñoz.

A corrida começou com James Hintchcliffe na frente de Ed Carpenter, superando-o na primeira curva, enquanto que Hélio Castro Neves era quarto, numa corrida que aos poucos e poucos, começava a ver toda a gente junta, esperando pela primeira situação de bandeiras amarelas. Mas as voltas passavam e começava-se a ver que ninguém cometia um erro. A partir da trigésima volta, começavam as primeiras paragens, com Ed Carpenter a ser o primeiro, seguido por Hintchcliffe, mas sem nada que fosse anormal.

Na volta 58, começa a surgir outra figura, a de Marco Andretti, que se aproximava da liderança. Por essa altura, era a segunda passagem pelas boxes, onde o vencedor do ano passado, Tony Kanaan, têm problemas no seu carro. A troca de pneus foi desastrosa, com a ignição a quebrar e a equipa a ter de trocar a caixa de velocidades e colocar o piloto brasileiro de fora da vitória na corrida.

A corrida continuava e as coisas começavam a passar do curioso para o atípico, e depois para o espantado: quando passaram pela centésima volta, sempre em bandeira verde, isso tornou-se mais o falatório do que a corrida em si, quando por exemplo, Juan Pablo Montoya passava pela liderança. Por essa altura, aconteciam a terceira bateria de reabastecimento e trocas de pneus. A partir dali, a liderança começou a ser disputada por carros amarelos: o de Hunter-Reay contra o de Castro Neves, que iria ser assim ate ao final, com o acréscimo de Marco Andretti.

E quando todos começavam a pensar que poderia acontecer algo inédito nas 500 Milhas de Indianápolis, na volta 149, a primeira situação de bandeiras amarelas. O britânico Charlie Kimball perdeu o controlo na saída na Curva 2 e bateu no muro. Por fim, a primeira situação de bandeiras amarelas, mas esta acontece com três quartos da corrida. E poderia fazer com que o final fosse emocionante.

Sete voltas depois, a bandeira verde voltou a ser agitada, mas a partir dali, as coisas tornaram-se agitadas. Na volta 167, Scott Dixon bate na Curva 4 e novas bandeiras amarelas foram mostradas. O neozelandês era a última chance da Ganassi ter um grande resultado, e com ele a bater no muro, no final, ficou só com um "rookie" Sage Karam, nos lugares da frente. A nova relargada, na volta 175, durou... uma curva, quando Hintchcliffe e Carpenter bateram na Curva 1 e ficaram presos, e as bandeiras amarelas foram mostradas por mais algum tempo.

Cinco voltas depois, a bandeira verde é mostrada, com Hunter-Reay e Castro Neves a degladiarem-se pela liderança, com Andretti a intrometer-se e outros pilotos, como os colombianos Carlos Muñoz e Juan Pablo Montoya a observar. Esses três pilotos pareciam ser aqueles que iriam discutir a vitória quando  a oito voltas do fim, a quarta bandeira amarela foi mostrada devido a mais um acidente na curva 4. Mas o acidente, causado por Townsend Bell, foi mais forte do normal, a tal ponto que a barreira de segurança ficou danificada. Por causa disso, a bandeira vermelha foi mostrada, para que se recolhessem os detritos e fazer as reparações. 

A corrida ficou parada por cerca de vinte minutos, e quando retomou, os carros andaram atrás do Pace Car por duas voltas, antes de mostrarem a bandeira verde para as cinco voltas finais. E quando aconteceu... a corrida ficou decidida por um carro, depois de uma luta volta a volta entre Ryan Hunter-Reay e Hélio Castro Neves, com Marco Andretti e os colombianos Carlos Muñoz e Juan Pablo Montoya observando se iriam conseguir alguma coisa, conseguindo excelentes resultados.

E o mais interessante é o sexto posto de Kurt Busch: vindo da NASCAR, ele foi a Indianápolis para fazer algo unico, de participar nesta corrida e na Charlotte 600, a corrida da NASCAR que iria acontecer mais tarde. O piloto americano de 35 anos queia fazer esse desafio para ver se era capaz de ser competitivo no mesmo dia, em duas provas diferentes. Deste lado, cumpriu: levou para casa o título de "Rookie do Ano" nesta prova. 

sexta-feira, 15 de novembro de 2013

IndyCar: Dario Franchitti retira-se aos 40 anos

O escocês Dário Franchitti, que recuperava de um grave acidente na pista de Houston, anunciou esta quinta-feira a sua retirada da competição. Aos 40 anos de idade e com uma longa carreira na CART e na IndyCar, desde 2008 ao serviço da Chip Ganassi, foi aconselhado pelos médicos a parar, devido às lesões cervicais sofridas no acidente do passado mês de outubro. Assim sendo, depois de 256 corridas, 31 vitórias e 33 pole-positions, com mais três vitórias nas 500 Milhas de Inmdianápolis e quatro títulos na Indycar, decidiu pendurar o capacete.

Eis o comunicado de imprensa na íntegra:

Desde o meu acidente em Houston, eu estive sob os cuidados de especialistas, médicos e enfermeiros, os quais fizeram da minha saúde, da minha segurança e da minha recuperação a principal prioridade. Sou eternamente grato pela assistência médica que tenho recebido ao longo das últimas semanas. Eu também gostaria de agradecer a minha família e amigos pelo apoio inacreditável.

Um mês após o acidente e com base no aconselhamento dos médicos que trataram e avaliaram minha cabeça e lesões na coluna vertebral pós-acidente, a opinião médica é que eu devo parar de correr. Eles deixaram muito claro que os riscos envolvidos em mais corridas são grandes e pode ser prejudicial para o meu longo prazo bem-estar. Com base nessa orientação médica, eu não tenho outra escolha a não ser parar.

O automobilismo tem sido a minha vida por mais de 30 anos e é muito difícil pensar que minha carreira acabou. Eu estava realmente ansioso para a temporada de 2014 com a Target Chip Ganassi Racing, com o objetivo de ganhar uma quarta Indianapolis 500 e um quinto campeonato IndyCar Series.

Gostaria de agradecer a todos os meus colegas concorrentes, colegas, equipa e os patrocinadores pelo apoio incrível ao longo deste período incrível de tempo. Também gostaria de agradecer a Hogan Racing, Team KOOL Green e Andretti Green Racing pelas oportunidades de competir na pista e, especialmente, Target Chip Ganassi Racing, que se tornaram como uma família para mim desde que entrei para a marca em 2008. Eu seria negligente se eu não agradecesse a todos os meus fãs à volta do mundo. Eu não tenho como agradecer o suficiente a todos que estiveram do meu lado por todos esses anos.

Guardarei boas lembranças de minha carreira na CART e IndyCar Series e as relações que eu forjei neste desporto irão durar toda uma vida.

Espero que com o tempo, eu seja capaz de exercer alguma atividade nos bastidores com a IndyCar Series. Eu amo as corridas de monopostos e eu desejo o seu sucesso. Eu conversarei com Chip para ver como posso ficar envolvido com a equipa e com todos os amigos incríveis que eu fiz ao longo destes anos.

Como meu amigo Greg Moore dizia: ‘Vejo-te na frente ‘

Este anuncio inesperado na Chip Ganassi acabou de abrir um enorme buraco numa das equipas mais vitoriosas nesta categoria e certamente que interessados não faltarão para preencher a vaga. Nas próximas semanas veremos quem serão os candidatos ao lugar.

Nascido a 18 de maio de 1973, em Bathgate, na Escócia, começou a sua carreira nos monopostos em 1991, na Formula Ford, e venceu a Formula Vauxhall-Lotus ao serviço da Paul Stewart Racing. Em 1994 foi quarto classificado na Formula 3 britânica, mas não avançou mais longe, passando para o DTM e o International Touring Car Championship (ITC), ao serviço da Mercedes, onde venceu uma corrida em 1996, terminando no quarto lugar da geral.

Em 1997, a Mercedes coloca-o na CART, ao serviço da Hogan Racing, mas será no ano seguinte, ao serviço da Team Green, que explode: três vitórias em 1998 fazem-no ficar no terceiro lugar do campeonato, e no ano seguinte, disputa o título com Juan Pablo Montoya, com os dois igualados nos pontos, mas com o colombiano a levar a melhor devido ao numero de vitórias (Franchitti consegue três). As temporadas de 2000 e 2001 não são muito produtivas, mas em 2002, vence três corridas e termina o campeonato no quarto posto.

Em 2003, ele e a Team Green passam para a IndyCar, mas é em 2004 que vence as primeiras corridas, terminando no quarto posto do campeonato. E a primeira vitoria nas 500 Milhas de Indianápolis acontece em 2007, que resulta também no seu primeiro título na categoria. Contudo, em 2008, vai tentar a sua sorte na NASCAR, com resultados modestos. Com isto, regressa em 2009 à categoria, conseguindo três títulos em seguida, alternados com vitórias na "Indy 500" em 2010 e 2012, conseguindo nesta última resistir a um ataque final do japonês Takuma Sato.

A sua familia está ligada ao automobilismo: o seu irmão Marino Franchitti também teve uma carreira, especialmente na Endurance, e o seu primo Paul di Resta é atualmente piloto de Formula 1, ao serviço da Force India. 

terça-feira, 8 de outubro de 2013

Noticias: Franchitti operado ao tornozelo

O escocês Dário Franchitti foi operado na tarde desta segunda-feira ao tornozelo direito para estabilizar a fratura que teve ontem após o seu pavoroso acidente em Houston. Segundo conta a sua equipa, a Ganassi, assim que receber o "OK" dos médicos, o piloto será transportado para Indianápolis, para iniciar a sua convalescência. 

Entretanto, pelo Twitter, o tetracampeão ainda agradeceu às mensagens de melhoras e também manifestou apoio às vítimas. "Obrigado a todos pelas mensagens. Significam muito para mim. Também gostaria de enviar o meu melhor para todos os fãs envolvidos no acidente e espero que estejam todos bem", escreveu. 

Recorde-se que Franchitti, de 41 anos, envolveu-se neste domingo num acidente com o venezuelano Ernesto Viso e o japonês Takuma Sato, onde voaram pedaços dos carros para as bancadas, ferindo 13 espectadores, nenhum deles em estado grave. Já Franchitti, para além do tornozelo fraturado, teve fissuras na coluna e contusões na cabeça.

domingo, 6 de outubro de 2013

Youtube IndyCar Crash: o acidente de Dario Franchitti em Houston


A segunda corrida em Houston ficou marcada pelo acidente que envolveu os carros do escocês Dário Franchitti, o japonês Takuma Sato e o venezuelano Ernesto Viso, que aconteceu na última volta. O veterano escocês de 41 anos foi o que ficou em pior estado, num acidente que aconteceu numa curva rápida à direita, pois levou o choque de ambos os carros.

As primeiras informações, dadas pelo próprio Chip Ganassi, afirmam que Franchitti está magoado, mas passa bem. Há também noticias de que alguns destroços poderão ter voado para as bancadas, com espectadores - ou comissários - atingidos. 

Mais informações assim que for possivel.

Vi o video em primeiro lugar no Velocidade.

ATUALIZAÇÃO: A IndyCar acaba de anunciar que Franchitti teve uma contusão, uma fratura no tornozelo direito e na coluna vertebral, entre a sexta e oitava vértebras, do qual não necessita de operação. Em principio, a sua mobilidade não está afetada, apenas necessitará de repouso absoluto.

quarta-feira, 14 de agosto de 2013

Noticias: Juan Pablo Montoya dispensado pela Chip Ganassi.

Quem conta é o Rodrigo Mattar: Juan Pablo Montoya, ou "Montoyucho", já não é mais piloto da Chip Ganassi na NASCAR. O "gordo" colombiano, de 37 anos - que graças a ele, ganhou um "Twitter meme" com o #MomentoMonyota (que é para assinalar a hora do almoço) - foi dispensado das suas funções de piloto, e provavelmente poderá ter visto encerrar a sua carreira na categoria americana e ir, provavelmente para a USCR, a Endurance americana.

Conhecido pelo seu mau génio, exatamente proporcional ao seu talento, na NASCAR fez até agora 239 corridas, com duas vitórias, nove pole-positions, 56 corridas a acabar no "top ten" e um oitavo lugar como melhor classificação no campeonato de 2009. Já estava na Chip Ganassi desde 2006, altura em que abandonara a McLaren e a Formula 1 a meio da época.

Nascido a 20 de setembro de 1975 em Bogotá, tem uma carreira eclética em ambos os lados do Atlântico. Esteve na CART, onde foi campeão da categoria em 1999, empatado com o escocês Dario Franchitti em termos de pontos, mas levando vantagem no numero de vitórias: sete contra três. No ano seguinte, para além de continuar na CART, virou-se para a IRL no sentido de participar nas 500 Milhas de Indianápolis, onde acabou por vencer, sendo o primeiro "rookie" a alcançá-lo desde 1966. Em 2001 foi para a Formula 1, ao serviço da Williams (era o seu piloto de testes antes de ir para os EUA) onde venceu uma corrida no seu ano de estreia.

Nos dois anos seguintes, foi um dos grandes rivais de Michael Schumacher - senão o maior - nas lutas pelo título mundial,  mas o melhor que conseguiu foram dois terceiros lugares no Mundial de pilotos. Em 2004, venceu a última corrida do ano, no Brasil, antes de passar para a McLaren, ao lado de Kimi Raikkonen.

Aí, a sua presença foi tumultuosa. Conflitos com Ron Dennis, acompanhado por uma lesão no ombro - que o colocou de fora por duas corridas - foram compensadas com três vitórias e o quarto lugar no campeonato de 2005. No ano seguinte, ficou na equipa até ao GP dos Estados Unidos de 2006, conseguindo dois pódios, o último dos quais no Mónaco. Ao todo, para além das sete vitórias, conseguiu mais treze pole-positions e doze voltas mais rápidas.

Em paralelo com a sua carreira na NASCAR, Montoya conseguiu vencer as 24 horas de Daytona por três vezes: em 2007, 2008 e 2013, sempre pela Chip Ganassi.   

domingo, 10 de junho de 2012

IndyCar: Rahal erra, Wilson vence no Texas

Depois de Indianápolis, Texas passa a ser a segunda oval das quatro existentes no calendário de uma IndyCar - falta Milwaukee e Fontana - onde este ano estão reduzidas ao mínimo após os eventos de Las Vegas, no ano passado. E uma das razões porque esta corrida ficou no calendário é pelo facto de ser corrida no sábado à noite, madrugada de domingo na Europa. Nestas bandas, só os que não tem sono é que vêm esta corrida.

Contudo, houve drama na corrida e um final eletrizante onde o melhor foi um piloto "underdog", Justin Wilson, numa equipa tradicional - mas sempre a raspar o fundo da panela, uma Minardi da vida - a Dale Coyne, conseguiu uma vitória surpresa, batendo Graham Rahal e dando à Honda a sua terceira vitória consecutiva, depois de quatro vitórias seguidas da Chevrolet no inicio da temporada.

As coisas começaram com drama... mas boxes. Simona de Silvestro, ainda a última piloto a correr com motor Lotus, ficava nas boxes e não saia, enquanto que a mesma coisa acontecia a Rubens Barrichello, vítima de um problema mecânico. Após uma largada sem incidentes, com o poleman Alex Tagliani a ficar na frente, Scott Dixon seguiu-o, à distância que podia permitir, até à volta 31, altura em que Charlie Kimball bateu no muro e causou a primeira situação de bandeiras amarelas. Toda a gente foi ás boxes, com alguns incidentes, como Will Power e Tony Kanaan, que tiveram problemas com os pneus, e Simon Pagenaud, que levou um toque de Justin Wilson e que por causa disso, foram penalizados com um drive-through.

A corrida recomeçou na volta 40, para voltar a ser interrompida 26 voltas depois, com Takuma Sato a ser nova vítima. Os carros pararam de novo nas boxes para novos reabastecimentos, e na relargada, na volta 71, Dixon estava na frente, pressionado por Graham Rahal. Apesar de tudo, o neozelandês da Ganassi manteve a liderança, chegando a alargá-la para seis segundos até perto da volta 110, altura em que Justin Wilson chegou ao segundo lugar e começou a apanhar Dixon ao ritmo de meio segundo por volta.

Os pilotos pararam para reabastecimento a partir da volta 117, com Dixon a ir às boxes e entregar o comando para Wilson. Depois, o neozelandês ficou com a liderança, enquanto que Wilson caia para quinto. Na volta 131, um lento Ernesto Viso causou nova situação de bandeiras amarelas, o que foi aproveitado para nova paragem nas boxes. Quando voltou o sinal verde, o canadiano James Hintchcliffe tinha a liderança, mas Dixon pressionou-o, passando ao comando na volta 142, e lá se manteve até à 175, quando Dixon... bateu no muro, ao atrapalhar-se com um piloto retardatário e bateu na curva 2.

Sem o líder e com bandeiras amarelas, o pelotão entrou nas boxes para um último reabastecimento. A partir dali, estava tudo em aberto, mas quem saiu melhor, após a bandeira verde, na volta 184, foi Will Power, mas com Ryan Briscoe muito próximo. Helio Castro Neves aproximou-se, bem como Graham Rahal e Justin Wilson. O brasileiro perdeu rendimento e caiu no pelotão, enquanto que Rahal subia posições até ao comando da prova. Wilson estava atrás dele e pressionou-o até que ele cometesse um erro, o que aconteceu na volta 198, quando o americano tocou ao de leve no muro e Wilson aproveitou para o passar e ficar com a vitória, a primeira do ano para si e para a sua equipa. Rahal, mesmo assim, foi o segundo e Ryan Briscoe o terceiro.  

segunda-feira, 28 de maio de 2012

Sobre a manobra de Takuma Sato em Indianápolis

O desfecho das 500 Milhas de Indianápolis, ontem à tarde, causou e está a causar - como seria de esperar - discussões nas redes sociais e noutros sítios. Há quem achou que a manbora foi tremendamente estúpida e acusou Sato de não ter cérebro e de ter estragado uma corrida perfeita. Vi no Twitter a quantidade de pessoas que chamaram de "burro" e "idiota" a Takuma Sato, imediatamernte a seguir à sua manobra na Curva 1, no inicio da última volta, quando quis ultrapassar Dario Franchitti e resultou num pião que o fez bater no muro, destruindo o seu carro e terminando a corrida em bandeiras amarelas, com a vitória do escocês de 39 anos, a terceira da sua carreira, depois de ter conseguido o mesmo em 2007 e 2010.

Sobre isso, o Emerson Fittipaldi colocou no Facebook sobre o que aconteceu: "Achei a manobra do Takuma Sato ousada mas impaciente, ele poderia ter segurado mais uma reta para passar o Dario, e provávelmente venceria a prova, a situação lembrou um pouco o meu final lá em 1989...

Há quem ache que a manobra de Sato é de loucos, e há quem também diz que o acidente foi causado por um ligeiro toque de Franchitti no japonês, que o fez desequilibrar e entrar em despiste. A verdade é que o escocês não o toca em momento algum. As rodas estiveram próximas, é certo, mas Sato pisou a linha branca, e isso foi-lhe fatal para o equilibrio do carro. 

Muitos dizem que é por isso e outras coisas que os japoneses não ganham nada no automobilismo. Isso é verdade, mas depois vejo qual é a foto do dia, o "meme" do momento. É o carro de Kamui Kobayashi com as rodas no ar, na Curva Ste. Devote, no Mónaco, com ele a terminar de forma muito permatura a sua participação na edição deste ano do Grade Prémio. E pensando um pouco mais, chego à seguinte conclusão: isto tem a ver com a mentalidade japonesa. No final, tem a ver com o samurai que está dentro deles, essa mentalidade que está intrincada desde crianças, desde os seus tempos de karting.

Os japoneses são assim: ou venço ou vou contra a parede. Eles tentarão sempre, porque sabem à partida que as suas hipóteses de sucesso serão de 50 por cento. E essa percentagem é melhor do que zero, como sabem. E não se conformam, pensando cerebralmente que o segundo lugar é ótimo e fico por ali, ou que poderei ter uma chance mais adiante. Apareceu, vou aproveitar, não importam as consequências. Provavelmente, é a unica coisa que chamo a atenção no caso de Sato, que poderia ter esperado mais adiante para atacar, na Reta Oposta, por exemplo, e assim entrava nos livros de história como o primeiro japonês a vencer as 500 Milhas de Indianápolis.

Mas depois... pensamos assim. Porque é que gostamos de sujeitos como Gilles Villeneuve? Porque é que gostamos do Kamui Kobayashi e o chamaos de "mito"? Porque foram e são verdadeiros e adoram correr, não desistem nunca. É como dizia o Ayrton Senna: "Compito para vencer, e se ver uma chance, aproveito-a. Se não aproveitar a chance para passar, deixo de ser um piloto de corridas". É por isso que Senna se tornou num ídolo para os japoneses: porque pensava como eles.

Quanto ao Sato? Apesar de tudo, aplaudo de pé pela sua manobra ousada. Ao menos tentou, e isso deve ser valorizado. Acabou mal, mas se acabasse bem, hoje todos falariam unanimemente da sua vitória e da manobra arrojada que tinha feito na Curva 1, afirmando que seria tão mítica como o pião do Danny Sullivan em 1985, por exemplo. Contudo, vai para a galeria dos "quases", como o do J.R. Hildebrand, no ano passado, que deu a Dan Wheldon uma vitória caída do Céu. 

"To finish first, you must first to finish", mas agradeço ao Takuma Sato pela sua manobra. É por isso que gostamos do automobilismo.

domingo, 7 de agosto de 2011

IndyCar: Scott Dixon vence no Mid-Ohio, na dobradinha da Chip Ganassi

A Chip Ganassi continua a ganhar na IndyCar Series, mas desta vez quem venceu foi Scott Dixon, em vez de ser o habitual Dario Franchitti. Num fim de semana que correu bem ao piloto neozelandês, os Chip Ganassi fizeram dobradinha, com o seu maior rival, o australiano Will Power, a não conseguir mais do que o 14º posto. O americano Ryan Hunter-Reay, da Andretti-Green, fechou o pódio.

A corrida começou com Scott Dixon a manter a liderança na largada, enquanto que o canadiano James Hinchcliffe, da Newman-Haas, era apertado pelo seu compatriota Alex Tagliani e saiu da pista na curva 1, caindo para a última posição e a ter uma permatura passagem pelas boxes para trocar de pneus. Mas uma volta mais tarde, o colombiano Sebastian Saavedra bate na Curva 2 e causa a primeira situação de bandeiras amarelas. Aqui, o pelotão aproveita e vai às boxes, deixando Hinchcliffe... na liderança.

Quando a corrida recomeça, Hintchcliffe consegue defender-se dos ataques de Dixon, seguido por Franchitti e Will Power, a alguma distância. As coisas continuam assim até à segunda ronda de paragens, onde os mecânicos da Chip Ganassi levaram a melhor, colocando Dixon na liderança. E foi bem a tempo, porque pouco depois, Graham Rahal roda e coloca de novo a corrida em bandeiras amarelas, apanhando desprevenidos os Penske de Will Power e Ryan Briscoe, que pararam sob bandeiras amarelas e cairam respectivamente para 18º e 19º.

Franchitti ficou com a lidernaça, mas Dixon ultrapassou-o, com Hinchcliffe logo atrás, no terceiro lugar. Mas ele rodou na Curva 2 e caiu para o final do pelotão, recuperando até ao 20º lugar. E com isso, Dixon acelerou até à vitória, a terceira da sua carreira nesta pista (venceu em 2007 e 2009). Depois do trio no pódio, os KV/Lotus de Takuma Sato e Tony Kanaan ficaram logo a seguir, com Alex Tagliani no sexto lugar.

Sebastian Bourdais foi o nono classificado, enquanto que outro francês Simon Pagenaud, que substituiu o lesionado Justin Wilson, que tivera um acidente feio nos treinos, acabou a corrida numa honesta 13ª posição. Para finalizar, quanto às mulheres, desta vez nenhuma delas chegou ao "top ten". A melhor representante foi Simona de Silvestro, na 12ª posição, na frente da brasileira Bia Figueiredo, 17ª, e de Danica Patrick, que acabou na 21º posição, demonstrando que é inábil nas corridas de estrada.

A IndyCar series continua no próximo fim de semana, na oval de New Hampshire.

domingo, 10 de abril de 2011

Indy Car: Will Power domina em Barber

Se de manhã, na Formula 1, Sebastien Vettel dominou de ponta a ponta na corrida malaia, espera-se que na corrida desta noite no circuito de Barber, no Alabama, a conta para a Indy Car Series, as coisas foram um pouco na mesma, mas aqui foi o australiano Will Power, no seu Penske, que dominou de ponta a ponta a segunda corrida da temporada, batendo o neozelandês Scott Dixon e o escocês Dario Franchitti.

Mas apesar deste dominio, houve lugar a algumas demonstrações de velocidade, como as que teve Tony Kanaan, no seu carro da equipa KV/Lotus, que da 24ª posição da grelha, acabou a corrida na sexta posição, colado ao quinto classificado, o veterano catalão Oriol Serviá, no seu carro da Newmann-Haas.

Foi uma corrida complicada, com seis bandeiras amarelas ao longo das noventa voltas. A primeira situação foi na volta inicial, e na relargada, duas voltas mais tarde, o Penske de Helio Castro Neves teve uma saida de pista e caiu do terceiro para o nono lugar. Na frente, Power era assediado pelo seu compatriota Ryan Briscoe até à volta 35, altura das primeiras paragens nas boxes. Aí, Briscoe perdeu o segundo posto a favor de Scott Dixon, e tentou recuperar essa posição. Contudo, na volta 57, foi tocado pelo carro de Ryan Hunter-Reay e acabaria por abandonar.

A partir daí, o terceiro lugar ficou nas mãos de Dario Franchitti enquanto que à sua frente, Dixon tentava usurpar a liderança de Power, especialmente nas relargadas, mas o ritmo de Power foi bem superior. Quando a bandeira de xadrez foi mostrada, a diferença entre os dois foi de 3,3 segundos.

Com Franchitti a fechar o pódio, o "top five" ficou completo com o americano Marco Andretti, o melhor da equipa do seu pai Michael, e o carro do catalão Oriol Serviá, pressionado por Tony Kanaan, que mais uma vez salvou o dia à KV Technology, já que Takuma Sato e Ernesto Viso não acabaram a prova. Simon Pagenaud, o piloto francês que substituiu Bia Figueiredo, que recupera de uma cirurgia ao pulso direito, acabou na oitava posição, na frente da melhor representante feminina, a suiça Simona de Silvestro. O britânico Charlie Kimball foi décimo, na frente de Sebastien Bourdais. Danica Patrick, a outra mulher que estava presente em Barber, foi 17ª.

Agora a Indy Car ruma para as ruas de Long Beach, onde dentro de uma semana irá correr a terceira prova do calendário de 2011.

domingo, 3 de outubro de 2010

IndyCar: Dario Franchitti é tricampeão em Homestead

Antes das ovais, parecia que o australiano Will Power estava bem encaminhado para o título na Indy, mas ele tinha o grande "handicap" de ser um piloto pouco experiente nas pistas ovais, e no complicado sistema de pontos da IndyCar, onde se faz de tudo para que o título se decida na última prova, as quatro últimas corridas iriam ser disputadas dessa forma. E isso favorecia pilotos como Dario Franchitti, que do alto dos seus 38 anos, tinha tudo para conseguir o tricampeonato, caso não batesse e aproveitasse os azares do adversário. Esta madrugada, em Homestead, foi isso que aconteceu: Scott Dixon venceu, Will Power cedeu à pressão de Dario Franchitti comemorou o título, numa temporada que deveria ter sido da Penske.

Largando da pole-position, Franchitti manteve a liderança nas primeiras voltas, seguido do seu companheiro Scott Dixon. Will Power, o terceiro da grelha, lutava contra um carro desiquilibrado e perdia várias posições ao longo das voltas. Em contraste, o brasileiro Tony Kanaan vinha de trás e numa toada agressiva, chegava ao terceiro posto. Na volta 34, continuou ao ataque e passou Scott Dixon. Quando partiu para tentar alcançar Dario Franchitti, o brasileiro Mario Moraes encostou à berma com problemas na sua coluna de direcção, causando bandeiras amarelas e a primeira grande paragem nas boxes.

Quando a corrida voltou ao verde, Franchitti continuou na liderança, mas Briscoe atacou a sua posição, sem sucesso. Mas algumas voltas depois, a brasileira Bia Figueiredo bateu no muro e as bandeiras amarelas voltaram a ser mostradas durante algumas voltas. Quando recomeçou, Briscoe continuou o ataque a Franchitti, enquanto que Will Power era um discreto oitavo classificado. Na volta 93, nova abertura do pit lane e os pilotos partiam para as suas segundas paragens. Quando acabou, não havia grandes alterações na classificação.

Na volta 127, Franchitti conseguia os seus primeiros dois pontos por ser o piloto que tinha ficado mais tempo na liderança, o que fazia diminuir a sua desvantagem em relação a Power para oito pontos. Para ser campeão, bastava agora a Franchitti vencer a corrida, mesmo que Power ficasse em segundo. E o momento da corrida aconteceu na volta 135, quando Power tocou no muro quando tentava passar o retardatário Ryan Hunter-Reay. A suspensão ficou danificada, ainda chegou às boxes para tentar reparar a suspensão danificada e voltar à pista, mas poucas voltas depois, decidiu encostar de vez, dando definitivcamente o título a Franchitti.

Quando a corrida recomeçou, na volta 152, Marco Andretti ficou na primeira posição, seguido por Dixon e Hélio Castro Neves. Franchitti caiu para o quarto posto, numa toada mais cautelosa, para terminar a corrida. Até ao fim houve duas paragens por bandeiras amarelas: na volta 166, devido a destroços na pista, e na volta 174, quando a venezuelana Milka Duno bateu no muro. No final, Dixon venceu e a americana Danica Patrick acabou em segundo lugar, repetindo o seu melhor resultado do ano. Tony Kanaan foi terceiro e Dario Franchitti, já campeão, chegou ao fim na oitava posição.