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domingo, 20 de outubro de 2024

Formula 1 2024 - Ronda 19, Estados Unidos (Corrida)


Austin está a tornar-se num lugar ideal para a Formula 1, especialmente para os seus fãs, atraídos pelo "Drive to Survive". 300 mil lugares sempre cheios, apenas superado por Indianápolis, o Circuito das Américas acolhia a Formula 1 depois de um mês de pausa, para um non-stop de três fins de semana, onde vão até à Cidade do México e a Interlagos, em três de seis corridas onde muita coisa se decide no campeonato. E se muitos afirmam que Max poderá estar numa de "controle de danos", depois de ter conseguido um bom arranque inicial, ainda temos quatro pilotos que podem alcançar o campeonato - e mais alguns, como Sérgio Pérez e os Mercedes - que podem interferir no campeonato, quando faltam seis corridas para o final.

E a corrida de Austin também marca o regresso de Liam Lawson, que está na Racing Bulls no lugar de Daniel Ricciardo, e sem dúvida, que quer mostrar serviço, para poder ter uma chance em 2025 para ficar com um lugar na Red Bull, se calhar no lugar de Pérez... ou outro. Tudo isto num fim de semana glorioso de outono, com sol e temperaturas amenas.      


Na partida, Lando Norris largou bem, e tentou defender-se de Max Verstappen, mas enquanto ambos se defendiam, os Ferrari aproveitaram a primeira curva para os passar, com Charles Leclerc a ficar com o comando da corrida, e Norris, prejudicado com a manobra inicial, caía para quarto. Ou seja, nem se defendeu do ataque do piloto da Red Bull, como foi passado pelos Ferrari!

Atrás, Lewis Hamilton tentava uma corrida de recuperação, as depois de passar alguns carros nas primeiras três voltas, ele ia no limite quando saiu da pista na curva 19, a mesma onde o seu companheiro George Russell se despistara na véspera, durante a qualificação. Apesar de não ter batido na parede, como o seu companheiro de equipa, o facto de ter ficado preso na gravilha foi o suficiente para não só abandonar a corrida - acabaria por ser o único - como o Safety Car entrou em ação, para poder rebocá-lo fora dali.      

A corrida só recomeçou na sexta volta, com Leclerc a manter o comando, deixando Max para trás, e Norris a cair um pouco, sendo passado por Sainz Jr, noutro Ferrari. Com o passar das voltas, o piloto monegasco conseguiu ter ritmo para afastar-se do neerlandês da Red Bull, enquanto Sainz Jr, no seu Ferrari, queixava-se do cheiro a combustível no seu cockpit, o que poderia indicar uma fuga de combustível. 

No inicio da 11ª volta, Leclerc já tinha uma vantagem superior a três segundos sobre Max, e os McLaren pareciam não os poder apanhar. Com os médios calçados entre os da frente e o tempo do Safety Car, parecia que a janela de oportunidade - que seria na volta 15, se não fosse o Safety Car - poderia abrir mais tarde, mas claro, nunca se sabe.

Na wolta 19, Gasly e Tsunoda foram às boxes trocar para duros, os primeiros do "top ten" que oram às boxes. Nessa altura, Leclerc aumentou a sua vantagem para Max: 8,2 segundos, e Sainx Jr estava suficientemente perto para tentar uma estratégia de ir às boxes antes do neerlandês, ele que na volta 22 estava 1,7 segundos atrás do piloto da Red Bull. Ele foi às boxes nessa volta, calçar duros e tentar ser mais rápido que o piloto que estava na segunda posição na corrida. E conseguia: na volta 24, ele era o piloto mais rápido da pista.

Max foi às boxes na volta 26, numa altura em que le tinha perdido seis décimos para Norris. Calçou para duros e no regresso, tinha uns 20 carros de diferença para Sainz Jr, que virtualmente, era segundo classificado. Leclerc parou na volta seguinte, calçou duros, durou 2,5 segundos e regressou 7,6 segundos na frente do seu companheiro de equipa. Parecia que Maranello tinha tudo controlado... só ainda não sabíamos ainda dos carros de Woking. Norris estava na liderança, e só foi às boxes na volta 32, caindo para quinto. Mas tinha pneus mais frescos, bom para ele e não muito bom para os da frente. Piastri parou na wolta seguinte, indo mais lento em meio segundo para Norris. 

Agora, Lelcerc estava na frente, 7.2 segundos sobre Sainz Jr e este aguentava Max, com uma vantagem de 3,9 segundos. Os McLaren seguiam, mas tinham mais de seis segundos de desvantagem para os apanhar. E já estavam a meio da corrida. 

Com o passar das voltas, Max não conseguia apanhar Sainz Jr e com o degradar dos pneus, os de Norris, mais frescos, faziam o seu trabalho e apanhavam o piloto a Red Bull. E quando Liam Lawson decidiu ir às boxes na volta 39, decidiu colocar pneus médios, porque era mais eficaz. A mesma coisa fez Franco Colapinto na volta seguinte, porque ambos tinham iniciado a corrida com duros. Por ali, compensou.

E a partir da volta 42, Norris aproximava-se da traseira de Max. Pneus mais frescos, é certo, mas nesta altura do campeonato, toda e qualquer chance de apanhar o neerlandês e diminuir a diferença no campeonato, é bem-vinda. Na volta 45, a diferença é de menos de um segundo, numa luta pelo lugar mais baixo do pódio. 


A luta pelo lugar começou na volta 48, na primeira tentativa séria, depois foi na volta seguinte, com o neerlandês a defender-se bem. Nova tentativa na primeira curva, no inicio da volta 50, mas tudo ainda na mesma. Nova tentativa de ultrapassagem na volta 52, com Max a defender-se muito bem, antes de passar na volta seguinte, com o neerlandês a ir ao limite, e o piloto da McLaren a passá-lo. Mas como a passagem aconteceu por fora, o risco de penalização por ele não ter devolvido o lugar... existia. Na última volta, aconteceu: cinco segundos, Max mantêm o terceiro lugar. Uma luta praticamente sem sentido.  

Mas na frente, os Ferrari faziam a sua corrida. Leclerc tinha uma corrida tranquila, e Maranello tinha dobradinha. E nos lugares finais, coisas interessantes: Liam Lawson era nono, e mais dois pontos no seu regresso à Formula 1, depois de substituir Daniel Ricciardo, e Franco Colapinto ficou com o ponto final, e a certa altura até tinha a volta mais rápida!


E foi assim a corrida americana. Não há tempo para respirar porque na próxima semana... há mais. Agora, no México.          

Formula 1 2024 - Ronda 19, Estados Unidos (Qualificação)


Depois de um mês de ausência, a Formula 1 está agora numa roda viva, em paragens americanas. Este final de semana está a ser em Austin, num lugar no Texas fora do normal num estado de "cowboys", petróleo e gado. Aliás, o mote da cidade é "keep it weird", ou seja, "mantenham-se excêntricos". 

E numa pista onde, por causa do "Drive to Survive", uma pista que antes, tinha dificuldade em encher as bancadas, passou a ter 300 mil fãs a vibrar pelos pilotos e máquinas, tornando-se tão popular quanto Indianápolis ou Daytona. E ainda tem Las Vegas, onde provavelmente, mais algumas centenas de milhares lá estarão na Cidade do Pecado para ver pilotos a correrem a meio da noite. 

Ainda por cima, este ano está a ser emocionante, com os McLaren a aproximarem e a erodirem a vantagem que Max Verstappen conseguiu no inicio da temporada. Aliás, os Papaya Orange já apanharam os energéticos no campeonato dos Construtores, agora é Max que está a tentar impedir que os seus perseguidores mais diretos o apanhem antes de Abu Dhabi, dali a mês e meio. E conseguir a pole, bem como ganhar na Sprint Race - Norris foi terceiro - foi uma grande ajuda.

Mas não é isso que se anda à procura aqui. Agora era a altura da qualificação principal, aquela que define a grelha para domingo, o dia da grande corrida. E por exemplo, um dos estreantes, Liam Lawson, iria herdar... uma penalização, vinda de Singapura, feita por Daniel Ricciardo

Lando Norris e Fernando Alonso foram dos primeiros a irem para a pista na Q1 e todos eles seguirem pouco tempo depois, com o espanhol marcar 1.34,496. Norris marcou 1.34,029 logo a seguir, com Sainz Jr a ser segundo, a 75 centésimos. 

Max Verstappen teve a sua primeira saída na pista e marcou um tempo para pole-positon, com 1.33,690, com Pérez a ser terceiro, empatando o tempo com Norris. Hulkenberg conseguiu o segundo melhor tempo, mais 189 centésimos que o neerlandês da Red Bull. E isso foi antes de Pierre Gasly conseguir 1.33,550, com o seu Alpine, e com moles novos. Lawson fazia o quarto melhor tempo, mais 320 centésimos do melhor. 

Demorou alguns minutos até Charles Leclerc conseguir 1.33,241, e ficar no topo da tabela de tempos, e na parte final, Max consegue o melhor tempo, com 1.33,046, enquanto Lewia Hamilton surpreende pela negativa, indo meio segundo mais lento que o normal e foi o primeiro... dos não-qualificados! Ele fez companhia aos Sauber de Valtteri Bottas e Guanyou Zhou e os Williams de Franco Colapinto e Alex Albon.

A Q2 começou alguns minutos depois. Depois de alguns tempos interessantes, Norris conseguiu ser o melhor, com moles novos, conseguindo 1.32,851, 201 centésimos mais rápido que Max e 206 centésimos mais veloz que o seu companheiro de equipa, Oscar Piastri

Depois de algum tempo nas boxes, colocando novos compósitos, os pilotos saíram para uma volta final para conseguir passar à Q3. Com a temperatura a baixar um pouco, Max foi o primeiro, conseguindo 1.32,584, antes dos outros reagirem. Deram o seu melhor, mas ninguém o desalojou. Que ficou de fora foram o Haas de Nico Hulkenberg, o Aston Martin de Lance Stroll, os Racing Bulls de Yuki Tsunoda e Liam Lawson e o Alpine de Esteban Ocon

E agora, é a altura da Q3, a fase final, a da pole-position.

Norris foi dos primeiros a marcar uma volta na pista e conseguir 1.32,330, 620 centésimos superior a Oscar Piastri. Max consegue 1.32,361, ficando em segundo, e superior aos Ferrari e Piastri. Pérez marcou um tempo, mas por ter pisado os limites, esse tempo foi anulado.


Os carros recolheram às boxes para uma última chance, e ali, tentaram a sua sorte... até que George Russell bater no muro no terceiro sector, perto da meta. Bandeiras amarelas e... a sessão acabada, dando a pole a Lando Norris, na frente de Max e de Carlos Sainz Jr. De uma certa forma, foi um final anticlimático para a qualificação que foi, mas no domingo haverá mais ação para saber até que ponto este duelo entre McLaren e Red Bull acabará.        

quinta-feira, 7 de maio de 2020

IndyCar: Temporada arranca no Texas

A IndyCar arranca a 6 de junho na oval do Texas, mostrando que estão a postos para o recomeço da temporada. Mas será sem espectadores na bancada, anuncia a organização.
 
"Estamos felizes e prontos para iniciar a temporada da NTT IndyCar Series no Texas Motor Speedway", começou por dizer o presidente da IndyCar, Jay Frye. “Trabalhamos em estreita colaboração com [o gerente da Texas Motor Speedway] Eddie Gossage, toda a equipe da TMS e funcionários da saúde pública em um plano de ação que garantirá a segurança dos participantes do evento, além de um empolgante retorno à competição de nossos pilotos, equipas e espectadores um pouco por todo o mundo", continuou.

"Os Estados Unidos precisam de competições ao vivo e não vão acreditar no que vêem quando o Genesys 300 entrar em suas salas de estar na TV do Texas. Um dos maiores eventos desportivos do mundo, o Indy 500, foi adiado para agosto por coronavírus, de modo que toda essa energia reprimida, antecipação, frustrações e ansiedade estarão batendo no sistema nervoso dos pilotos. Normalmente, o Genesys 300 resulta em um acabamento fotográfico de 220 mph [350 kph].”

A organização decidiu aplicar medidas estritas para o controlo dos membros das equipas, comissários e profissionais da comunicação social, e isso incluiu coisas como diretrizes estritas de acesso que limitam o número de pessoas no local, sistemas de triagem de saúde administrado a todos os participantes, testes fornecidos a todos que entram na instalação, juntamente com diretrizes sobre o uso, protocolos de distanciamento social em vigor e cuidadosamente mantidos e um "layout" revisto da competição para aumentar o distanciamento.

Em julho, se tudo correr bem, haverá o GP de Indianápolis, sete semanas antes das 500 Milhas, previstas para o dia 23 de agosto.

quarta-feira, 10 de abril de 2019

Youtube Testing Video: O teste de Fernando Alonso em Texas

Se nesta segunda-feira vimos as fotos do lançamento do carro para as 500 Milhas de Indianápolis, hoje, temos o video do teste que o piloto espanhol fez na oval do Texas, preparando-se a alta velocidade para o "Brickyard", que vai acontecer dentro de mês e meio.

Aqui, vê-se não só ele a guiar o McLaren, como também a comentar sobre este teste e as sensações de guiar no "banking" texano. 

sábado, 16 de março de 2019

IndyCar: Alonso vai testar no Texas em abril

Fernando Alonso está a preparar-se para as 500 Milhas de Indianápolis, numa parceria entre a McLaren e a Carlin Racing, e entre corridas da Endurance, ele estará na oval do Texas Speedway a 9 de abril, no sentido de se preparar para a próxima edição das 500 Milhas. 

Alonso, que venceu neste fim de semana em Sebring, vai tentar pela segunda vez no "brickyard" para tentar alcançar a Tripla Coroa do Automobilismo, que é o de vencer em Le Mans, Mónaco e Indianápolis. Em 2018, alcançou a vitória na corrida das 24 Horas, a bordo de um Toyota LMP1 e tentará de novo em 2019, após a sua participação nas 500 Milhas.

Para além disso, a McLaren também testará com vista a sua entrada na IndyCar em 2020.

A sua primeira participação, em 2017, foi meritória Numa aliança com a Andretti, o piloto espanhol foi sexto na grelha de partida, mas terminou a pouco mais de vinte voltas do final devido a problemas no seu motor Honda.

terça-feira, 2 de junho de 2015

Noticias: IndyCar ajusta kit aerodinâmico para Texas


A oval texana é considerada como uma das mais velozes da IndyCar, e por causa disso, a organização decidiu colocar mais uma peça nos kits aerodinâmicos dos carros, para evitar os voos que aconteceram durante as qualificações das 500 Milhas de Indianápolis. A medida foi anunciada hoje pela organização.

"Este tem sido um esforço de colaboração com os fabricantes e eles têm estado a trabalhar sobre estes [kits aerodinâmicos] desde as qualificações das 500 Milhas de Indianápolis", disse Will Phillips, vice-presidente da IndyCar para a área da tecnologia. "Estes painéis de fechamento servirão como um bloqueador para que o ar não possa fluir através de recobrimento das rodas traseiras. Em última análise, isto irá aumentar o ponto em que os carros irão experimentar uma elevação quando [o ar] viajar para trás", concluiu.


A oval texana vai ser a primeira de três passagens que o pelotão da IndyCar irá passar durante a temporada, sendo as outras duas as ovais de Pocono e Fontana, ambos na Califórnia.

"Eu creio que eles encontraram uma forma eficaz de reduzir e eliminar a elevação que causou tantos problemas durante a qualificação em Indianápolis", disse Eddie Gossage, o presidente da Texas Motor Speedway. "Esta é uma abordagem lógica para atacar este problema e espero que não veremos esse problema aqui no Texas. Acho que este é um passo na direção certa", concluiu.

A IndyCar vai correr na oval texana neste fim de semana.

terça-feira, 29 de outubro de 2013

Youtube Motorsport Record: Um Ford GT a quase... 450 km/hora!

Esta vi no Jalopnik. Não sabia, mas aparentemente, duas vezes por ano, numa localidade chamada Beeville, no Texas, existe uma coisa chamada "Texas Mile" onde se celebra a velocidade dos automóveis. E como sabem, o pessoal da Hennessey está a ganhar a reputação de fazer carros que de tão "alimentados" estão a bater recordes de velocidade de carros de produção.

E no domingo, enquanto que o mundo celebrava o tetracampeonato de Sebastian Vettel, um Ford GT40 preparado pela Hennessey, com... dois mil cavalos (!) conseguia a espantosa velocidade de 278 milhas por hora. Convertido para quilómetros por hora, dá a espantosa velocidade de... estão sendados? 447,72 quilómetros por hora.

Não sei porquê, mas isto tudo faz-me lembrar aquela famosa cena do "Ludicrous Speed" do "Spaceballs", a comédia do Mel Brooks a gozar com o "Star Wars".

Quanto ao carro em si, aparentemente é um projeto feito pelos empregados nas horas livres. Veremos se isto vai em alguma coisa...

domingo, 10 de junho de 2012

IndyCar: Rahal erra, Wilson vence no Texas

Depois de Indianápolis, Texas passa a ser a segunda oval das quatro existentes no calendário de uma IndyCar - falta Milwaukee e Fontana - onde este ano estão reduzidas ao mínimo após os eventos de Las Vegas, no ano passado. E uma das razões porque esta corrida ficou no calendário é pelo facto de ser corrida no sábado à noite, madrugada de domingo na Europa. Nestas bandas, só os que não tem sono é que vêm esta corrida.

Contudo, houve drama na corrida e um final eletrizante onde o melhor foi um piloto "underdog", Justin Wilson, numa equipa tradicional - mas sempre a raspar o fundo da panela, uma Minardi da vida - a Dale Coyne, conseguiu uma vitória surpresa, batendo Graham Rahal e dando à Honda a sua terceira vitória consecutiva, depois de quatro vitórias seguidas da Chevrolet no inicio da temporada.

As coisas começaram com drama... mas boxes. Simona de Silvestro, ainda a última piloto a correr com motor Lotus, ficava nas boxes e não saia, enquanto que a mesma coisa acontecia a Rubens Barrichello, vítima de um problema mecânico. Após uma largada sem incidentes, com o poleman Alex Tagliani a ficar na frente, Scott Dixon seguiu-o, à distância que podia permitir, até à volta 31, altura em que Charlie Kimball bateu no muro e causou a primeira situação de bandeiras amarelas. Toda a gente foi ás boxes, com alguns incidentes, como Will Power e Tony Kanaan, que tiveram problemas com os pneus, e Simon Pagenaud, que levou um toque de Justin Wilson e que por causa disso, foram penalizados com um drive-through.

A corrida recomeçou na volta 40, para voltar a ser interrompida 26 voltas depois, com Takuma Sato a ser nova vítima. Os carros pararam de novo nas boxes para novos reabastecimentos, e na relargada, na volta 71, Dixon estava na frente, pressionado por Graham Rahal. Apesar de tudo, o neozelandês da Ganassi manteve a liderança, chegando a alargá-la para seis segundos até perto da volta 110, altura em que Justin Wilson chegou ao segundo lugar e começou a apanhar Dixon ao ritmo de meio segundo por volta.

Os pilotos pararam para reabastecimento a partir da volta 117, com Dixon a ir às boxes e entregar o comando para Wilson. Depois, o neozelandês ficou com a liderança, enquanto que Wilson caia para quinto. Na volta 131, um lento Ernesto Viso causou nova situação de bandeiras amarelas, o que foi aproveitado para nova paragem nas boxes. Quando voltou o sinal verde, o canadiano James Hintchcliffe tinha a liderança, mas Dixon pressionou-o, passando ao comando na volta 142, e lá se manteve até à 175, quando Dixon... bateu no muro, ao atrapalhar-se com um piloto retardatário e bateu na curva 2.

Sem o líder e com bandeiras amarelas, o pelotão entrou nas boxes para um último reabastecimento. A partir dali, estava tudo em aberto, mas quem saiu melhor, após a bandeira verde, na volta 184, foi Will Power, mas com Ryan Briscoe muito próximo. Helio Castro Neves aproximou-se, bem como Graham Rahal e Justin Wilson. O brasileiro perdeu rendimento e caiu no pelotão, enquanto que Rahal subia posições até ao comando da prova. Wilson estava atrás dele e pressionou-o até que ele cometesse um erro, o que aconteceu na volta 198, quando o americano tocou ao de leve no muro e Wilson aproveitou para o passar e ficar com a vitória, a primeira do ano para si e para a sua equipa. Rahal, mesmo assim, foi o segundo e Ryan Briscoe o terceiro.  

domingo, 6 de junho de 2010

Indy: Ryan Briscoe vence com consistência no Texas

Uma semana depois das 500 Milhas de Indianápolis, a Indy avança de forma alucinante no calendário. ESte fim de semana correu em mais uma oval, a do Texas, onde se estreou em termos nocturnos. E se na prova mais importante do ano, a Chip Ganassi saiu vencedora, graças ao escocês Dario Franchitti, esta madrugada, a Penske voltou a ser melhor pela quarta vez este ano, graças a Ryan Briscoe, que aproveitou o facto de largar na pole-position para fazer uma prova consistente e liderar nas vinte voltas finais para conseguir vencer pela primeira vez este ano.

A primeira parte da corrida não foi muito emocionante, com os quatro primeiros da grelha a manter as suas posições. Na volta 46, quando a corrida foi interrompida devido a detritos na pista, o escocês Dario Franchitti, vencedor das 500 Milhas de Indianápolis, saltou para a liderança, deixando Briscoe na quinta posição. O australiano recuperaou duas posições depois de uma segunda situação de bandeiras amarelas, causada pelo acidente do japonês Takuma Sato.

Contudo, o incidente que causou maior preocupação foi com a que envolveu a "rookie" suiça Simona di Silvestro. Batendo na volta cem, o carro pegou fogo e ela ficou presa, tendo dificuldades em sair do bólide. No final, os bombeiros conseguiram apagar o fogo e tirá-la em segurança, com uma ligeira queimadura na mão direita.

Novo acidente, na volta 129, a envolver dois pilotos brasileiros, Hélio Castro Neves e Mario Moraes, causou mais uma situação de bandeiras amarelas e ida às boxes, do qual aproveitaram Alex Tagliani e Will Power, que corriam uma estratégia diferente. Franchitti era o terceiro, seguido por Scott Dixon, Briscoe e o Andretti de Danica Patrick.

E quando a bandeira verde foi mostrada, a corrida continuou sem paragens até à 228ª e úlitma volta. Tagliani e Power tiveram de parar, enquanto que Franchitti perdeu o ritmo e tempo, caindo para o quinto lugar final. Na frente, Briscoe lutou pela vitória com Danica Patrick, e esta chegou até a estar na liderança, quando ambos pararam na volta 208. Contudo, o australiano reagiu e voltou ao comando uma volta mais tarde, para não mais o largar, e assim conquistar a sua primeira vitória do ano, quarta da Penske.

Danica Patrick foi segunda, conseguindo o seu primeiro pódio do ano e a conseguir continuar na senda dos seus bons resultados, tal como Marco Andretti, que acabou no terceiro posto, contribuindo para um bom resultado global para a Andretti Racing.

Apesar de Dario Franchitti ter acabado no quinto lugar, o escocês assumiu a liderança do campeonato com 246 pontos, três a mais que o australiano Will Power, que terminou a corrida num discreto 14º lugar. Helio Castro Neves é o melhor brasileiro, com 211 pontos e o quarto lugar da classificação geral, enquanto que Danica Patrick subiu para o 11º posto.

A Indy continuará a correr em ovais no próximo dia 20 de Junho, em Iowa.

domingo, 7 de junho de 2009

IRL - Ronda 6, Texas Motor Speedway

Quinze dias depois de Helio Castro Neves ter ganho pela terceira vez na sua carreira as 500 Milhas de Indianápolis, o piloto brasileiro da Penske voltou às vitórias na oval da Texas Motor Speedway, ganhando pela terceira vez este ano e mostrando que é um forte candidato ao título da IRL em 2009, algo que ainda falta ganhar na sua carreira.


A corrida foi dominada pela Penske, com o australiano Ryan Briscoe a dominar as operações durante 160 das 228 voltas ao circuito, apesar de no inicio da corrida ter sido dominado pelo Chip Ganassi do escocês Dario Franchitti. Contudo, cedo a perdeu a favor do piloto da Penske. Castro Neves era terceiro, atrás de Franchitti, mas na volta 85 passou o escocês e depois de uma ronda de pitstops, a dupla australo-brasileira ficou com as duas primeiras posições, sem oposição de Scott Dixon, agora o terceiro.


A corrida não teve grande história até à volta 170, quando um acidente envolvendo A.J. Foyt IV provocou a então terceira bandeira amarela da prova. Houve nova troca de pneus, e os homens da Penske entraram ao mesmo tempo, com o brasileiro a ser mais rápido e a assumir a liderança de vez. Ainda teve de conter os constantes ataques do australiano até ao final, mas manteve o sangue frio para controlar a prova e garantir a sua segunda vitória do ano.


Depois de Castro Neves e Briscoe, Scott Dixon completou o pódio, seguido por Marco Andretti, Dario Franchitti e Danica Patrick.


No final da prova, Castro Neves estava eufórico: "Parece um sonho! Na primeira vez em que eu entrei no carro em Long Beach, eu perguntei se isso era um sonho e [o chefe de estratégias da equipa] Tim Cindric disse que era realidade. Certamente parece um sonho, mas eu entendo que não é. E isso é uma boa notícia. A Penske fez um trabalho incrível hoje", afirmou.

domingo, 8 de junho de 2008

IRL - Ronda 8, Texas Motor Speedway

Na rápida oval do Texas, e com calor e algum vento, disputou-se a segunda corrida nocturna da IRL nesta temporada. E pela terceira vez neste campeonato, o neozelandês da Chip Ganassi, Scott Dixon, foi o vencedor, numa corrida que terminou pela segunda vez consecutiva sob bandeiras amarelas.



De facto, foi a quatro voltas do fim que ocorreu o momento decisivo: depois de nova relargada, causada pela batida do brasileiro Enrique Bernoldi, e de o então lider, Vitor Meira, ter parado para reabastecer, a luta pela liderança tinha-se reduzido ao Chip Ganassi do piloto neozelandês, ao Andretti-Green de Marco Andretti e o surpreendente Ryan Hunter-Reay. E quando faltavam quatro voltas para o fim, Reay bate em Andretti, na tentativa de o ultrapassar por fora da Curva 4 da tri-oval texana, fazendo com que o maior sortudo fosse Scott Dixon.



Esta batida fora a oitava que houve ao longo da corrida, fazendo um total de 58 voltas sob bandeira amarela, o que em 225 voltas, é muito. O segundo classificado foi Helio Castroneves, outro sortudo da noite, pois na 115ª volta, depois de mais um reabastecimento, excedeu a velocidade nas boxes e teve que fazer um "drive-through". Quase perdeu uma volta para o lider, mas recuperou e terminou no pódio. O seu comapnheiro na Penske, o australiano Ryan Briscoe, que ganhara há uma semana em Milwaukee, acabou em terceiro.


Quanto ás mulheres que estavam no pelotão, Danica Patrick foi décima, a uma volta do líder, e Milka Duno foi 17ª classificada, a duas voltas do vencedor.