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quarta-feira, 13 de maio de 2015

A(s) foto(s) do dia



"Tudo está bem quando acaba em bem", foi o que escreveu Hélio Castro Neves para legandar esta foto na sua página do Facebook. Acho que estas fotos são sérias candidatas a serem uma das mais espectáculares das 500 Milhas de Indianápolis deste ano. 

Pudera, num acidente onde ele nem sequer estragou o penteado... mas são grandes fotos.

Youtube Motorsport Crash: O acidente de Hélio Castro Neves nas 500 Milhas de Indianápolis

No dia em que Hélio Castro Neves foi penalizado com oito pontos pela organização da IndyCar, o veterano piloto brasileiro (comemorou 40 anos há alguns dias), sofreu esta tarde um acidente bem espetacular curante as suas voltas de classificação para as 500 Milhas de Indianápolis, sem consequências.

O piloto da Penske perdeu o controlo do seu carro na saída da Curva 1, quando este escapou da sua trajetória, acabando por bater no muro de proteção e fazendo uma pirueta no ar, acabando por parar na Curva 2, sem grandes estragos no seu carro. E um susto para ele, que ja venceu por três vezes por aí...

domingo, 19 de abril de 2015

IndyCar: Scott Dixon vence em Long Beach

O neozelandês Scott Dixon sacudiu o azar de lado e venceu neste domingo à noite em Long Beach, a terceira prova da temporada da IndyCar Racing, na frente do brasileiro Hélio Castro Neves e do colombiano Juan Pablo Montoya, que mesmo assim, mantêm a liderança do campeonato. Surpreendentemente (ou talvez não), esta corrida teve apenas uma situação de bandeiras amarelas, em contraste com o que aconteceu na semana passada em Nova Orleães.

Com Hélio Castro Neves a partir na pole-position, e com os Penske a dominar as primeiras filas da grelha, a corrida começa sem problemas, com Castro Neves na frente de Scott Dixon e Juan Pablo Montoya. Atrás, Will Power, que tinha feito uma qualificação desastrosa e era apenas o 18º na grelha, tentou recuperar lugares perdidos. 

A primeira situação de bandeiras amarelas aconteceu na volta cinco, quando Gabby Chaves e Jack Hawksworth tocaram-se, arrancando uma parte da asa dianteira. Os comissários tiveram de tirar os destroços na pista, enquanto que o Pace Car fazia a sua primeira aparição na corrida. As coisas demoraram um pouco mais quando Will Power deixou morrer o motor e perder uma volta nas boxes.

A corrida voltou ao verde com Castro Neves a segurar Dixon, quando dentro do pelotão, as coisas começaram a mexer-se. Simon Pagenaud conseguiu passar Juan Pablo Montoya para ser terceiro, enquanto que um pouco atrás, Sebastien Bourdais, conseguiu passar Graham Rahal. E a situação na volta 22 continuava a ser Castro Neves a liderar a corridas, com Dixon não muito longe.

Nessa altura, Castro Neves tinha na sua frente Will Power, que iria perder duas voltas para os lideres, mas que poderia prejudicar os da frente. Nesse momento, o miolo do pelotão começou a fazer as primeiras paragens nas boxes, que começaram a parar na volta 27. Quando foi a vez de Castro Neves, na volta 30, teve de esperar para que Tony Kanaan parar para que pudesse sair. No regresso à pista, ele parou na frente de Pagenaud, mas atrás de Dixon.

Nessa altura, os últimos a parar iriam ser Hawksworth e Takuma Sato, que ficaram um pouco para ver o que poderiam fazer. O primeiro parou apenas na volta 33, enquanto que o japonês tinha parado um tempo antes, cedendo a liderança para Scott Dixon. Atrás, Pagenaud tentava passar o brasileiro para o segundo lugar, sem grande sucesso. Ao mesmo tempo que isso acontecia, Montoya observava tudo, esperando beneficiar com isso.

A segunda passagem pelas boxes aconteceu a partir da volta 52, com Ryan Hunter-Reay, e na volta seguinte com pilotos como James Hintchcliffe e Takuma Sato. Muñoz entrou na volta 54, e Dixon, Montoya, Newgarden, Andretti e outros na volta seguinte. Castro Neves e Pagenaud entram na boxe na volta 56.

Quando o brasileiro voltou à pista, ficou atrás de Dixon, mas manteve o segundo posto, enquanto que Pagenaud ficou atrás de Montoya. As coisas pareciam bem encaminhadas para o neozelandês, que não tinha tido um bom inicio da temporada, para vencer.

A parte final foi mais emocionante, com Simon Pageaud tentou atacar Juan Pablo Montoya para o lugar mais baixo do pódio. Tentou por duas vezes no final da reta, mas sem sucesso. Entretanto, Tony Kanaan observava expectante para ver o que daria essa batalha, mas era pressionado por Sebastien Bourdais. Contudo, no final, tudo ficou na mesma: Dixon vence endo o terceiro vencedor diferente em três corridas na IndyCar deste ano, seguido por Castro Neves, Montoya, Kanaan e Bourdais.

 A IndyCar prossegue na próxima semana em Barber. 

segunda-feira, 26 de maio de 2014

Indy 500 2014: A crónica da corrida

As 500 Milhas de Indianápolis de 2014 poderão passar para a história como a corrida que teve mais tempo em bandeira verde. Mais precisamente, 149 voltas, três quartos da corrida. Foi batido um recorde de 38 anos, não porque houve corridas assim no passado, mas porque... os primeiros registos datam de 1976! Mas isso não impediu que o final da corrida fosse emocionante, com o vencedor a conseguir por um carro, depois de... uma bandeira vermelha!

No final, Ryan Hunter-Reay conseguiu a primeira vitória de um piloto americano desde 2006, conseguindo bater Hélio Castro Neves e Marco Andretti, numa vitória para a Andretti Autosport, que meteu três dos seus carros nos quatro primeiros lugares, graças a Carlos Muñoz.

A corrida começou com James Hintchcliffe na frente de Ed Carpenter, superando-o na primeira curva, enquanto que Hélio Castro Neves era quarto, numa corrida que aos poucos e poucos, começava a ver toda a gente junta, esperando pela primeira situação de bandeiras amarelas. Mas as voltas passavam e começava-se a ver que ninguém cometia um erro. A partir da trigésima volta, começavam as primeiras paragens, com Ed Carpenter a ser o primeiro, seguido por Hintchcliffe, mas sem nada que fosse anormal.

Na volta 58, começa a surgir outra figura, a de Marco Andretti, que se aproximava da liderança. Por essa altura, era a segunda passagem pelas boxes, onde o vencedor do ano passado, Tony Kanaan, têm problemas no seu carro. A troca de pneus foi desastrosa, com a ignição a quebrar e a equipa a ter de trocar a caixa de velocidades e colocar o piloto brasileiro de fora da vitória na corrida.

A corrida continuava e as coisas começavam a passar do curioso para o atípico, e depois para o espantado: quando passaram pela centésima volta, sempre em bandeira verde, isso tornou-se mais o falatório do que a corrida em si, quando por exemplo, Juan Pablo Montoya passava pela liderança. Por essa altura, aconteciam a terceira bateria de reabastecimento e trocas de pneus. A partir dali, a liderança começou a ser disputada por carros amarelos: o de Hunter-Reay contra o de Castro Neves, que iria ser assim ate ao final, com o acréscimo de Marco Andretti.

E quando todos começavam a pensar que poderia acontecer algo inédito nas 500 Milhas de Indianápolis, na volta 149, a primeira situação de bandeiras amarelas. O britânico Charlie Kimball perdeu o controlo na saída na Curva 2 e bateu no muro. Por fim, a primeira situação de bandeiras amarelas, mas esta acontece com três quartos da corrida. E poderia fazer com que o final fosse emocionante.

Sete voltas depois, a bandeira verde voltou a ser agitada, mas a partir dali, as coisas tornaram-se agitadas. Na volta 167, Scott Dixon bate na Curva 4 e novas bandeiras amarelas foram mostradas. O neozelandês era a última chance da Ganassi ter um grande resultado, e com ele a bater no muro, no final, ficou só com um "rookie" Sage Karam, nos lugares da frente. A nova relargada, na volta 175, durou... uma curva, quando Hintchcliffe e Carpenter bateram na Curva 1 e ficaram presos, e as bandeiras amarelas foram mostradas por mais algum tempo.

Cinco voltas depois, a bandeira verde é mostrada, com Hunter-Reay e Castro Neves a degladiarem-se pela liderança, com Andretti a intrometer-se e outros pilotos, como os colombianos Carlos Muñoz e Juan Pablo Montoya a observar. Esses três pilotos pareciam ser aqueles que iriam discutir a vitória quando  a oito voltas do fim, a quarta bandeira amarela foi mostrada devido a mais um acidente na curva 4. Mas o acidente, causado por Townsend Bell, foi mais forte do normal, a tal ponto que a barreira de segurança ficou danificada. Por causa disso, a bandeira vermelha foi mostrada, para que se recolhessem os detritos e fazer as reparações. 

A corrida ficou parada por cerca de vinte minutos, e quando retomou, os carros andaram atrás do Pace Car por duas voltas, antes de mostrarem a bandeira verde para as cinco voltas finais. E quando aconteceu... a corrida ficou decidida por um carro, depois de uma luta volta a volta entre Ryan Hunter-Reay e Hélio Castro Neves, com Marco Andretti e os colombianos Carlos Muñoz e Juan Pablo Montoya observando se iriam conseguir alguma coisa, conseguindo excelentes resultados.

E o mais interessante é o sexto posto de Kurt Busch: vindo da NASCAR, ele foi a Indianápolis para fazer algo unico, de participar nesta corrida e na Charlotte 600, a corrida da NASCAR que iria acontecer mais tarde. O piloto americano de 35 anos queia fazer esse desafio para ver se era capaz de ser competitivo no mesmo dia, em duas provas diferentes. Deste lado, cumpriu: levou para casa o título de "Rookie do Ano" nesta prova. 

segunda-feira, 28 de abril de 2014

IndyCar 2014 - Ronda 3, Barber (Corrida)

A terceira corrida da Indycar de 2014 foi facilmente ganha por Ryan Hunter-Reay, na sua primeira vitória do ano, dando à Indycar o seu terceiro vencedor diferente, depois de Will Power, em St. Petersburg, e Mike Conway, em Long Beach. Contudo, a corrida de Barber, no Alabama, a primeira a acontecer numa pista convencional, esteve para não acontecer, depois de que uma tempestade desabou na zona à hora em que deveria começar a prova. Por causa disso, a prova foi adiada por uma hora e meia, e esta ficou reduzida para uma hora e 40 minutos, devido à luz do dia, que iria diminuir de intensidade a partir dali.

Quando foi a altura da partida, a pista mais seca, mas máquinas e pilotos tiveram três voltas atrás do Pace Car para ajudar a secar ainda mais, antes da partida lançada para a corrida. Quando aconteceu, o "poleman" Will Power manteve a liderança contra Simon Pagenaud enquanto que, mal acabava a primeira volta, Takuma Sato despistava-se, esperando para que passasse o resto do pelotão para voltar à pista. As bandeiras amarelas foram mostradas, mas o Pace Car não entrou.

Com o passar das voltas, Power e Hunter-Reay começavam a afastar-se do pelotão, enquanto que Juan Pablo Montoya subia lugares atrás de lugares. Em pouco tempo, estava no quarto posto, depois de passar Hélio Castro Neves, e ia à caça de pódio. Mas também com o passar das voltas, a pista secava, e começava a formar uma linha seca, com os pilotos a andarem de um lado para o outro para conservar os pneus de chuva.

Contudo, na volta 15, Power exagera na travagem e sai de pista. Ele evita a gravilha e a parede, mas perde o comando para Hunter-Reay. O primeiro a parar foi Oriol Serviá, que arriscou e colocou pneus secos, enquanto que atrás, na luta entre Mikhail Aleshin e Sebastian Bourdais, o francês levou a melhor sobre o russo, e este entrou em pião na curva 5, ficando parado na pista e colocando o Pace Car na pista.

Nesta altura, todos foram às boxes e colocaram pneus secos, vendo se poderiam aproveitar a progressiva secagem da pista para ver se aproveitavam. Serviá manteve-se na pista, mas pouco depois, outro piloto batia no muro: o colombiano Carlos Muñoz, que já tinha colocado os pneus para seco.

Com as paragens, Sebastian Saavedra era o comandante da corrida, pois não tinha ido às boxes para trocar de pneus. Após algum tempo, a prova recomeçou na volta 27, com Montoya a tentar recuperar posições - tinha voltado à pista no sétimo posto - acabou com ele na gravilha, depois de ter perdido o controlo do seu carro. Ele conseguiu voltar à pista, mas já estava no final do pelotão.

No novo recomeço da corrida, Saavedra continuava a aguentar o resto do pelotão, mas por pouco tempo: Carlos Huertas perde o controlo do seu carro e acaba na relva. Mais uma vez, o PaceCar de novo na pista, e mais umas voltas com Saavedra no comando, com este a refrescar os pneus sempre que podia. Mas na relargada, o colombiano perde o comando para Hunter-Reay.

Com o passar das voltas, não havia grandes lutas na frente, até que os lideres voltaram às boxes para novo reabastecimento e troca de pneus. Quanto tudo acabou, por volta da volta 52, Hunter-Reay mantinha a liderança, seguido por Marco Andretti, Scott Dixon e Sebastian Saavedra. Nas voltas seguintes, Dixon tentou aproximar-se de Andretti, mas não o suficiente para o ultrapassar, enquanto Hunter-Reay estava cada vez mais isolado na liderança.

Nos cinco minutos finais da corrida, há agitação na pista quando o russo Mikhail Aleshin bate forte nos pneus, deixando detritos na pista. Com pouco tempo, a corrida acabou em bandeiras amarelas e o piloto americano conseguiria vencer a sua primeira corrida do ano, numa dobradinha americana, já que Marco Andretti ficava com o segundo posto. Scott Dixon completava o pódio, na frente do frances Simon Pagenaud.

Agora, a IndyCar vai ter o seu mês de maio dedicado a Indianápolis, mas este ano com uma novidade: uma corrida na antiga pista que foi feita para a Formula 1.

domingo, 24 de março de 2013

IndyCar 2013 - St.Petersburg (Corrida)

A prova inaugural da Indy Car Series de 2013, nas ruas de St. Petersburg, teve um estreante como vencedor absoluto na figura de James Hintchcliffe, que foi o melhor no seu carro da Andretti Autosport, conseguindo bater o Penske de Helio Castro Neves. Mas nas 110 voltas que aconteceram nas ruas de St. Petersburg, na Florida, as coisas não foram assim: colisões e quebras mecânicas foram o pão-nosso-de-cada-dia nesta primeira corrida de 2013 da IndyCar Series.

Com a viuva de Dan Wheldon e agitar a bandeira verde, a corrida começou com Will Power, o "poleman", a ser melhor do que o japonês Takuma Sato, com James Hintchclife e Helio Castro Neves logo a seguir. Simona de Silvestro era a quinta. Nas voltas seguintes, Power abriu vantagem sobre Sato, enquanto que outro brasileiro, Tony Kanaan, saiu de oitavo, na frente do campeão de 2012, Ryan Hunter-Reay.

A primeira situação de bandeiras amarelas acontece na volta 18 por causa... de uma precipitação. Ao sair das boxes, Dario Franchitti não consegue ficar quieto o suficiente para aquecer os pneus e bateu no muro na terceira curva após a entrada na pista.

A corrida recomeçou na volta 27, mas houve nas curvas seguintes alguns toques, especialmente na parte de trás, com Charlie Kimball, Bia Figueiredo, Ernesto Viso e James Jakes. Depois, Sebastian Saavedra tocou em J.R. Hildeband e este bateu no muro, metros depois de um toque ter danificado o nariz. Os quatro safaram-se, mas a piloto brasileira arrastou-se para as boxes, e Hildebrand tocou nos muros de pneus. Resultado: novo período de bandeiras amarelas. Quem também ficou de fora foi Simon Pagenaud, que teve problemas mecânicos. 

A corrida recomeça na volta 33, com Castro Neves na frente, seguido por Hintchcliffe. Silvestro fez o melhor para defender o terceiro posto, mas Sato conseguiu passá-la na volta seguinte. A partir dali, as coisas acabaram a estabilizar-se no pelotão, até à volta 45, quando uma peça do carro de Sebastien Bourdais salta fora e o seu bico ficou danificado. Por causa disso, apareceu nova situação de bandeiras amarelas e foi a altura onde toda a gente saltou para as boxes, para nova troca de pneus.

As coisas andaram assim de forma demasiadamente longa. Primeiro não se justificava, porque a organização estava a limpar os "marbles" (pedaços de borracha) na pista, mas depois o carro de Joseph Newgarden ficou parado na pista por causa da sua embraiagem, e isso fez com que se arrastasse por mais algumas voltas.

A verde voltou na volta 55 - exactamente metade da corrida - e os pilotos andaram juntos por algum tempo, com Oriol Serviá a andar no segundo lugar, pois não tinha parado nas boxes. Contudo, a paragem foi um desastre, pois a transmissão falhou e o carro não engatou. Pouco depois, na volta 65, foi a vez de Ryan Hunter-Reay, o campeão de 2012, com problemas de transmissão. Os problemas foram resolvidos, mas voltou à pista com duas voltas de atraso.

Na frente, Castro Neves estava calmo na frente, enquanto que no quarto lugar, calmamente, e a ter uma semana de sonho, estava o francês Tristian Vautier, que estava na sua primeira corrida. Mas isso acabou na volta 68, quando teve também problemas elétricos e acabou nas boxes.

Na volta 73, Saavedra bate na curva 10 e as bandeiras amarelas entravam mais uma vez em ação. Pouco depois, quando tudo estava pronto para voltar à bandeira verde, foi a vez de J.R.Hildebrand bater no muro, porque não travou a tempo do carro de Will Power e ele passou por cima. O australiano não levou nada, mas para o americano, a corrida tinha acabado.

No recomeço, quanto faltavam 26 voltas para o fim, Hintchcliffe aproveitou uma má travagem para a primeira curva de Castro Neves para ficar com o comando. O brasileiro tentou recuperar a liderança, com a suiça Simona de Silvestro atrás dele, esperando por algo que a beneficie. Com o passar das voltas, os dois primeiros começaram a afastar-se da piloto suiça, mas a ação passou a acontecer atrás, pois ela começou a ter dificuldades com os pneus, fazendo com que o pelotão se aproximasse. A uma volta e meia do fim, pressionada por Marco Andretti, saiu fora da trajetória e perdeu a hipótese de um pódio. Acabou no sexto lugar, batida no "photo finish" por Scott Dixon.

Na frente, o canadiano portou-se como um veterano e venceu a sua primeira corrida de sempre na IndyCar,  na frente de Hélio Castro Neves e Marco Andretti. Tony Kanaan foi o quarto, na frente de Dixon, Silvestro e Ernesto Viso.

segunda-feira, 26 de março de 2012

Indy Car Series: Castro Neves vence na abertura da temporada

Depois da grande manhã que foi o GP da Malásia, desliguei-me do mundo o resto da tarde, e esqueci de assistir ao começo da Indy Car Series, nas ruas de St. Petersburg, onde Helio Castro Neves começou muito bem a sua temporada, vencendo ao serviço da Penske e mostrando que a Chevrolet esforçou-se bem, colocando quatro dos seus motores nos cinco primeiros lugares.

Não foi uma grande corrida, pelo que me contam. Não houve incidentes de monta, exceptuando uma batida aqui e ali, embora Helio Castro Neves não tenha aproveitado a primeira bandeira amarela para parar na devida altura. O resultado final aconteceu devido a uma grande ponta final, onde foi atrás de Scott Dixon e Ryan Hunter-Reay, e os ultrapassou. No final, lembrou-se de Dan Wheldon e pendurou-se nas redes de proteção, lembrando a todos os seu apelido de "Homem-Aranha".

Houve outras boas corridas, como a do francês Simon Pagenaud, que saiu da 16ª posição para acabar em sexto e marcar pontos na corrida de "Rookie do Ano". E Rubens Barrichello terminou num decepcionante 17º posto, apenas porque não teve gasolina suficiente para cortar a meta. Foi um final de semana sofrido para o piloto brasileiro, mas a temporada está ainda no seu começo.

As duas meninas presentes nesta temporada, a suiça Simona de Silvestro e a britânica Katherione Legge, não terminaram a corrida.

Contudo, a temporada da IndyCar Series ainda mal começou, e muita coisa irá certamente acontecer ao longo do ano, como na semana que vêm, no circuito permanente de Berber Motorsports, no Alabama. 

domingo, 4 de setembro de 2011

Youtube Indy Crash: O sustos dos brasileiros Kanaan e Castro Neves



A Indy Car Series estreia esta tarde mais um circuito urbano, o de Baltimore. E do pouco que eu vi, o piso daquele traçado é no mínimo, horrivel: demasiado ondulado e parece, à primeira vista, pouco aderente. Talvez seja por essa falta de aderência que tenha provocado o espectacular acidente de Tony Kanaan, que falhou a travagem para a curva e pulou por cima do carro de... Helio Castro Neves.

As imagens são impressionentes, é certo, mas felizmente, os pilotos não sofreram nada de grave. A corrida acontecerá no final da tarde.

domingo, 3 de outubro de 2010

IndyCar: Dario Franchitti é tricampeão em Homestead

Antes das ovais, parecia que o australiano Will Power estava bem encaminhado para o título na Indy, mas ele tinha o grande "handicap" de ser um piloto pouco experiente nas pistas ovais, e no complicado sistema de pontos da IndyCar, onde se faz de tudo para que o título se decida na última prova, as quatro últimas corridas iriam ser disputadas dessa forma. E isso favorecia pilotos como Dario Franchitti, que do alto dos seus 38 anos, tinha tudo para conseguir o tricampeonato, caso não batesse e aproveitasse os azares do adversário. Esta madrugada, em Homestead, foi isso que aconteceu: Scott Dixon venceu, Will Power cedeu à pressão de Dario Franchitti comemorou o título, numa temporada que deveria ter sido da Penske.

Largando da pole-position, Franchitti manteve a liderança nas primeiras voltas, seguido do seu companheiro Scott Dixon. Will Power, o terceiro da grelha, lutava contra um carro desiquilibrado e perdia várias posições ao longo das voltas. Em contraste, o brasileiro Tony Kanaan vinha de trás e numa toada agressiva, chegava ao terceiro posto. Na volta 34, continuou ao ataque e passou Scott Dixon. Quando partiu para tentar alcançar Dario Franchitti, o brasileiro Mario Moraes encostou à berma com problemas na sua coluna de direcção, causando bandeiras amarelas e a primeira grande paragem nas boxes.

Quando a corrida voltou ao verde, Franchitti continuou na liderança, mas Briscoe atacou a sua posição, sem sucesso. Mas algumas voltas depois, a brasileira Bia Figueiredo bateu no muro e as bandeiras amarelas voltaram a ser mostradas durante algumas voltas. Quando recomeçou, Briscoe continuou o ataque a Franchitti, enquanto que Will Power era um discreto oitavo classificado. Na volta 93, nova abertura do pit lane e os pilotos partiam para as suas segundas paragens. Quando acabou, não havia grandes alterações na classificação.

Na volta 127, Franchitti conseguia os seus primeiros dois pontos por ser o piloto que tinha ficado mais tempo na liderança, o que fazia diminuir a sua desvantagem em relação a Power para oito pontos. Para ser campeão, bastava agora a Franchitti vencer a corrida, mesmo que Power ficasse em segundo. E o momento da corrida aconteceu na volta 135, quando Power tocou no muro quando tentava passar o retardatário Ryan Hunter-Reay. A suspensão ficou danificada, ainda chegou às boxes para tentar reparar a suspensão danificada e voltar à pista, mas poucas voltas depois, decidiu encostar de vez, dando definitivcamente o título a Franchitti.

Quando a corrida recomeçou, na volta 152, Marco Andretti ficou na primeira posição, seguido por Dixon e Hélio Castro Neves. Franchitti caiu para o quarto posto, numa toada mais cautelosa, para terminar a corrida. Até ao fim houve duas paragens por bandeiras amarelas: na volta 166, devido a destroços na pista, e na volta 174, quando a venezuelana Milka Duno bateu no muro. No final, Dixon venceu e a americana Danica Patrick acabou em segundo lugar, repetindo o seu melhor resultado do ano. Tony Kanaan foi terceiro e Dario Franchitti, já campeão, chegou ao fim na oitava posição.

domingo, 19 de setembro de 2010

Indy: Castro Neves venceu no Japão

A oval de Motegi é o unico sitio onde a Indy corre fora do continente americano, e está ali por imposição da Honda, a fabricante de todos os motores desta categoria monomarca... e nesta madrugada, o brasileiro Helio Castro Neves conseguiu vencer pela segunda vez consecutiva este ano, à frente de Dario Franchitti e Will Power, fazendo com que a decisão pelo título da categoria aconteça na última oval do ano, em Homestead, na Florida. Power, da Penske e Franchitti, da Chip Ganassi, estão agora separados por doze pontos.

Castro Neves, que tinha feito a pole-position no dia anterior, largou na frente, com Ryan Briscoe, Dario Franchitti e Marco Andretti logo atrás. Will Power, que partia da terceira posição, caiu para quinto no final da primeira volta. Mas logo na segunda volta acontecia a primeira situação de bandeiras amarelas quando o belga Bertrand Baguette bateu no muro.

Quando a corrida recomeçou, Franchitti atacou Briscoe, mas o australiano se defendeu das investidas. Castro Neves aproveitou e alargou ainda mais a liderança, e nas voltas seguintes, não houve alterações de monta, excepto o facto de Castro Neves estar cada vez mais rápido e a distanciar-se dos seus adversários. E assim foi até à volta 42, quando o carro do britânico Alex Lloyd ficou parado na pista, fazendo com que os carros parassem nas boxes para o primeiro reabastecimento.

Na saída, os três primeiros mantiveram as posições, enquanto que Kanaan passou Andretti e Power teve uma paragem mais prolongada e caiu para o nono posto. As coisas ficaram assi até à volta 68, quando o brasileiro Mario Moraes bateu forte no muro, tendo de ser levado para o centro médico do circuito devido a queixas nas costas, mas as lesões não eram graves. A corrida teve de ser neutralizada pela terceira vez, enquanto que alguns pilotos aproveitavam a ocasião para parar nas boxes.

Quanto a corrida recomeçou, Franchitti, que seguia em terceiro, reagiu rápido e passou Castro Neves e Briscoe. Contudo, os dois pilotos da Penske devolveram a manobra sobre o escocês e recuperaram as posições, e pouco depois estavam na liderança quando os dois primeiros de então, o brasileiro Rafael Matos e o japonês Hideki Mutoh, foram às boxes para reabastecer.

Na volta 116, Paul Tracy raspa o seu carro no muro e as bandeiras amarelas são novamente mostradas. Os pilotos aproveitam para ir às boxes, onde no recomeço, Castro Neves mantêm a liderança, seguido por Briscoe, Franchitti, Danica Patrick e Will Power. O escocês conseguiu ultrapassar Briscoe assim que surgiu a bandeira verde assumindo o segundo lugar, ao mesmo tempo que Castro Neves voltava a abrir rapidamente para o restante do pelotão.

Perto do fim, Alex Lloyd, que tinha voltado à corrida, bateu forte no muro da Curva 2 e obrigou a nova situação da bandeiras amarelas, no qual se aproveitou para que os da frente reabastecessem uma última vez. O recomeço da corrida acontece na volta 166, com Helio na frente e Power a ultrapassar o seu companheiro de equipa Briscoe, para assumir a terceira posição. Na frente, Castro Neves não demorou para impor uma diferença superior a um segundo sobre Franchitti e a manter até à bandeira de xadrez.

Franchitti e Power ficaram com os restantes lugares do pódio, enquanto que a seguir ficaram o australiano Briscoe e a americana Patrick, a melhor representante feminina nesta corrida, à frente de Scott Dixon. Agora tudo fica à espera do dia 2 de Outubro, altura da corrida de Homestead, palco do encerramento da temporada 2010 da IndyCar Series.

segunda-feira, 26 de julho de 2010

Indycar: Castro Neves penalizado, Dixon vence em Edmonton

Parece que em ambos os lados do Atlântico, os pilotos brasileiros estão a ter um mau dia. Depois da Ferrari ter ordenado a Felipe Massa a abdicar da vitória a favor de Fernando Alonso, agora no circuito canadiano de Edmonton, o Penske de Helio Castro Neves foi o primeiro a cortar a meta, mas foi penalizado pelos comissários desportivos, numa decisão pouco entendida pelos observadores, mas aparentemente aconteceu por bloquear o australiano (e companheiro de equipa!) Will Power, a duas voltas do fim. No final, o neozelandês Scott Dixon, da Chip Ganassi, foi declarado vencedor da corrida canadiana.

O momento da corrida aconteceu a três voltas do fim, após o recomeço da corrida quando numa disputa de posição, o piloto brasileiro decidiu bloquear o seu companheiro Will Power por uma vez, impedindo este de o atacar a liderança. Os comissários da IndyCar reagiram logo e penalizaram-no. Logo a seguir, Dixon passou Power, ficando com o segundo lugar, herdando assim a vitória. Quanto a Castro Neves, caiu para o décimo posto, o último lugar dos que ficaram na mesma volta do que o vencedor.

Esta chegada polémica apimentou uma corrida disputada entre Penske e Chip Ganassi, sem incidentes de maior. Na largada, Will Power era o lider, seguido por Castro Neves, Dixon, Franchitti, Briscoe e a suiça Simona di Silverstro. No final do pelotão, o brasileiro Tony Kanaan, que largava do último lugar após um acidente nos treinos, fazia uma prova de trás para a frente, subindo sete posições em menos de vinte voltas.

A partir da volta 33, os lideres começaram a aproveitar a primeira janela de reabastecimento para o fazer, mas não houve alterações de monta. E a primeira situação de bandeiras amarelas aconteceu somente na volta 46, quando o britânico Alex Lloyd ficou parado no meio da pista. A interrupção demorou pouco tempo, mas quando voltou, esta durou duas voltas, pois o venezuelano Ernesto Viso tocou em Simona de Silverstro, fazendo com que ela batesse no muro de pneus. A suiça voltou à pista, e nova relargada aconteceu pouco depois, mas nas primeiras curvas, Tony Kanaan envolveu-se num toque com o canadiano Alex Tagliani e com Mario Romancini. Kanaan continuou, os outros dois ficaram pelo caminho.

Após nova largada, os Penske de Power e Castro Neves decidiram acumular segundos face à concorrência, liderada por Fanchitti e Dixon, que conseguiram passar Briscoe. O veterano Paul Tracy era sexto. Na volta 78, depois da última passagem pelas boxes para reabastecer, Castro Neves pressionou Power e alcançou a liderança, parecendo que iria ganhar esta corrida até que novo acidente com Simona di Silvestro causou a amostragem de bandeiras amarelas.

Com a corrida neutralizada até a três voltas do fim, foi no recomeço é que se deu o momento mais quente da corrida, explicada anteriormente. Uma decisão que não foi aceite de bom tom por Castro Neves, que mal saiu do carro, foi pedir satisfações ao director de corrida, chegando até a puxá-lo pelo colarinho da camisa. Mas a decisão já tinha sido tomada, e a Penske decidiu recorrer.

Com Dixon, Power e Franchitti no pódio, nos lugares seguintes ficaram o australiano Briscoe, o americano Hunter-Reay e Paul Tracy, com Mario Moraes a ser o melhor dos brasileiros. Danica Patrick foi a melhor representante feminina, terminando num apagado 15º lugar.

A próxima corrida da IndyCar Series é a 8 de Agosto, no circuito de Mid-Ohio.

domingo, 20 de junho de 2010

Indy: Vitória para Kanaan no Iowa, Castro Neves no pódio

Ao mesmo tempo que decorria o jogo entre a Costa do Marfim e o Brasil, na oval do Iowa, Tony Kanaan e Helio Castro Neves davam uma dobradinha brasileira na prova da Indy Car Series, com um surpreendente Ernesto Viso a completar o pódio, naquele que é o seu melhor resultado na história da série americana.

Foi uma corrida agitada desde o inicio. Logo na volta de arranque, Justin Wilson e Mario Moraes bateram, causando a primeira situação de bandeiras amarelas. Somente treze voltas depois é que a corrida recomeçou, com Power, o "poleman", a perder a liderança para o americano Marco Andretti, seguido pelo escocês Dario Franchitti, o escocês Scott Dixon, o brasileiro Helio Castro Neves e... o japonês Takuma Sato. Vindo de trás, e depois de partir da 15ª posição, vinha Tony Kanaan.

Na volta 54, nova situação de bandeiras amarelas devido a detritos na pista, e isso levou a que todos parassem para reabastecer. Com isto, Franchitti passou a liderar, seguido por Kanaan, Castro Neves e Dixon. Os pilotos da Chip Ganassi trocavam a liderança entre si, com o piloto da Andretti à espreita para uma oportunidade de os passar na frente. Isso aconteceu na volta 120, e passou a revezar esse posto com Franchitti, com Dixon, Ryan Hunter-Reay e Takuma Sato um pouco atrás.

As coisas se mantiveram até à volta 170, quando o japonês da KV bateu no muro e causou nova situação de bandeiras amarelas. Os pilotos aproveitaram esta ocasião para rumarem às boxes, e quando regressaram à pista, Franchitti era o lider, com Castro Neves e Kanaan logo atrás. No recomeço, Franchitti teve problemas e atrasou-se irremediavelmente, passando o comando para Castro Neves, com Kanaan na segunda posição, abrindo bastante para o resto do pelotão. E a dez voltas do fim, Kanaan fica definitivamente com a liderança para fazer uma dobradinha brasileira, algo que já não se via há muito tempo.

No pódio, para para além de Kanaan e Castro Neves, o venezuelano Ernesto Viso ficou com o terceiro posto, conseguindo o seu primeiro pódio na Indy Car. Nas posições seguintes ficaram classificados os australianos Ryan Briscoe e Will Power, o neozelandês Scott Dixon, o brasileiro Vitor Meira, os americanos Ryan Hunter-Reay, Graham Rahal e Danica Patrick, a única representante feminina a chegar ao fim.

No campeonato, Will Power retomou a liderança do campeonato, com 274 pontos, seguido por Scott Dixon, com menos onze do que o lider. Franchitti é o terceiro com 260 pontos, seguido por Helio Castro Neves, com 251 pontos. Danica Patrick é a melhor mulher, na 11ª posição, com 178 pontos. A Indy faz agora uma pausa de duas semanas para voltar a correr no feriado do 4 de Julho em Watkins Glen.

domingo, 30 de maio de 2010

500 Milhas de Indianápolis: Franchitti vence num final acidentado

Nas 500 Milhas de Indianápolis, o vencedor será sempre decidido no momento em que cruza a meta. Literalmente. E como prova de que tudo pode acontecer até ao último metro, e a melhor prova disso foi o que sucedeu com o inglês Mike Conway, que voou na última curva devido a uma colisão com o americano Ryan Hunter-Reay. Neste momento, sabe-se que está magoado, mas que os ferimentos não são graves.

Mas para chegarmos a este resultado final, devemos recuar duzentas voltas, até ao inicio. Com Helio Castro Neves como "poleman", após as habituais três voltas de aquecimento, a partida da corrida mais importante do ano no calendário da agora IndyCar Series, dada pelo veterano ator de Hollywood, Jack Nicholson, começou com Franchitti a ultrapassar o brasileiro, mas três curvas depois eram mostradas as primeiras bandeiras amarelas, quando o carro de Davey Hamilton bateu no muro à saída da Curva 2.

Pouco depois, a corrida recomeçou, mas a situação durou pouco tempo, pois na volta sete foi a vez de Bruno Junqueira bater no muro. Pouco depois, foi a vez de outro brasileiro, Mario Moraes, mas o toque foi menor, fazendo com que pudesse ir às boxes fazer as devidas reparações, embora se atrasasse muito.

Entretanto, quem vinha do último lugar da grelha, depois de uma péssiam qualificação, era Tony Kanaan, que ultrapassava tudo e todos, aproveitando uma boa afinação e chegando aos lugares intermediários. Por esta altura, já tinham acontecido outros incidentes, nomeadamente uma paragem catastrófica para o carro de Will Power, que ficou com o bocal da sua mangueira de reabastecimento no seu carro, fazendo com que tivesse de fazer uma paragem extra para cumprir um "drive through".

Outro que fazia uma boa prova era Raphael Matos, que a meio da prova já era terceiro classificado. Contudo, uma má paragem nas boxes, no qual perdeu uma roda, fez com que se atrasasse na classificação. Pouco depois, bateu forte no muro, terminando ali a sua tarde competitiva.

Na volta 143, foi a vez de Kanaan, Franchitti e Castro Neves pararem, com o brasileiro da Penske a perder tempo quando deixou morrer o motor. Por esta altura, Marco Andretti entrava nos lugares da frente, no quarto lugar, atrás de Kanaan, Franchitti e Castro Neves. E por esta altura, nova situação de bandeiras amarelas quando o estreante colombiano Sebastian Saavedra bateu no muro. Castro Neves faz uma paragem rápida, e na volta 165, quando recomeçou a corrida, só Mike Conway, Justin Wilson, Helio Castro Neves e Graham Rahal não tinham parado, dando-lhes hipóteses de lutar pela vitória.

A partir daqui, as emoções cresciam à medida que as voltas finais se iam esgotando. O nervosismo miudinho aumentava, pois se estava a jogar um algo parecido com poquer, com o "bluff" em forma de saber se os que tinham parado iam até ao fim ou não, especialmente os carros de Wilson, Kanaan, Rahal e Casto Neves. Um por um, eles iam para a boxe e na volta 192, quando o brasileiro da Penske foi para lá, já se sabia que Dario Franchitti seria o vencedor.

Para os brasileiros, ainda havia a hipótese Kanaan, o que seria fabuloso se conseguisse levar o carro até ao fim no pódio, algo quase inédito na história da competição, mas na volta 196, isso esfumou-se com a sua rápida paragem nas boxes. E tudo indicava que Franchitti comemorasse a sua segunda vitória no Brickyard, quando Ryan Hunter-Reay e Mike Conway "roubaram" o momento, com uma espectacular colisão à entrada da curva 4. O inglês ficou ferido no pé, mas a sorte e a tecnologia de que são feitos estes carros evitaram o pior. A acompanhar Franchitti no pódio foram o inglês Dan Wheldon e o americano Marco Andretti, enquanto que Danica Patrick foi a melhor representante feminina ao terminar no quinto posto.

E foi assim a 94ª edição das 500 Milhas de Indianápolis, uma daquelas corridas que vale a pena ver, seja ele ao vivo ou na televisão. A emoção e o mito que vem de trás justificam-se plenamente.

segunda-feira, 12 de abril de 2010

IRL - Helio Castro Neves vence no Alabama

Depois de um inicio onde o australiano Will Power venceu as duas primeiras corridas em São Paulo e St. Petersburg, este Domingo, no Barbers Motorsport Park do Alabama, foi a vez do brasileiro Helio Castro Neves, também em Penske, de vencer pela primeira vez este ano na Indy Racing League. O neozelandês Scott Dixon e o escocês Dario Franchitti completaram o pódio, enquanto que o lider, Will Power, terminou a corrida no quarto posto.

Essencialmente, foi uma corrida estratégica. O segredo da vitória do piloto brasileiro foi ter economizado combustivel o suficidente para fazer menos uma paragem do que os seus principais adversários, Will Power, que partia da pole-position, e de Dario Franchitti. Na volta 12 aconteceu a primeira situação de bandeiras amarelas, quando o japonês Takuma Sato despistou-se, aproveitando Power e Franchitti para fazerem o seu reabastecimento, algo que Castro Neves e Marco Andretti não fizeram. Pouco após o recomeço da corrida, Andretti passou o brasileiro e ficou na frente.

A estratégia de economizar combustivel resultou: Casto neves somente parou na volta 31, duas voltas depois de Andretti. Ambos voltaram à frente do australiano Power, e mais tarde, o brasileiro voltou a fazer a mesma tática, conseguindo reabastecer mais gasolina, aguentando por mais tempo, conseguindo assim ser mais rápido e mais leve no final, vencendo a sua primeira corrida do ano.

Depois dos três primeiros, Will Power e Marco Andretti ficaram nos lugares a seguir, com Tony Kanaan no oitavo posto e Danica Patrick a ser a melhor representante feminina, classificando-se, porém, num modesto 19º posto, a uma volta do vencedor.

A IRL prossegue nas ruas de Long Beach, no próximo Domingo.

domingo, 7 de junho de 2009

IRL - Ronda 6, Texas Motor Speedway

Quinze dias depois de Helio Castro Neves ter ganho pela terceira vez na sua carreira as 500 Milhas de Indianápolis, o piloto brasileiro da Penske voltou às vitórias na oval da Texas Motor Speedway, ganhando pela terceira vez este ano e mostrando que é um forte candidato ao título da IRL em 2009, algo que ainda falta ganhar na sua carreira.


A corrida foi dominada pela Penske, com o australiano Ryan Briscoe a dominar as operações durante 160 das 228 voltas ao circuito, apesar de no inicio da corrida ter sido dominado pelo Chip Ganassi do escocês Dario Franchitti. Contudo, cedo a perdeu a favor do piloto da Penske. Castro Neves era terceiro, atrás de Franchitti, mas na volta 85 passou o escocês e depois de uma ronda de pitstops, a dupla australo-brasileira ficou com as duas primeiras posições, sem oposição de Scott Dixon, agora o terceiro.


A corrida não teve grande história até à volta 170, quando um acidente envolvendo A.J. Foyt IV provocou a então terceira bandeira amarela da prova. Houve nova troca de pneus, e os homens da Penske entraram ao mesmo tempo, com o brasileiro a ser mais rápido e a assumir a liderança de vez. Ainda teve de conter os constantes ataques do australiano até ao final, mas manteve o sangue frio para controlar a prova e garantir a sua segunda vitória do ano.


Depois de Castro Neves e Briscoe, Scott Dixon completou o pódio, seguido por Marco Andretti, Dario Franchitti e Danica Patrick.


No final da prova, Castro Neves estava eufórico: "Parece um sonho! Na primeira vez em que eu entrei no carro em Long Beach, eu perguntei se isso era um sonho e [o chefe de estratégias da equipa] Tim Cindric disse que era realidade. Certamente parece um sonho, mas eu entendo que não é. E isso é uma boa notícia. A Penske fez um trabalho incrível hoje", afirmou.

domingo, 24 de maio de 2009

Bravo, Hélio! Um brasileiro vence de novo as 500 Milhas de Indianápolis

Pois é. Este Domingo não foi só o GP do Mónaco. Tivemos também as 500 Milhas de Indianápolis, onde este ano se comemora o centenário da pista (mas não da prova, que só vai acontecer dentro de dois anos). Infelizmente não vi a corrida, por motivos profissionais, mas contaram-me que o Hélio Castro Neves conseguiu vencer a prova, mais de dois meses depois de um tribunal o inocentar das acusações de evasão fiscal, e que o colocaria em risco de ficar alguns anos numa prisão americana, para além de ver a sua carreira terminada.


A corrida tinha o piloto brasileiro na "pole-position", e no momento da largada, manteve a dianteira, com Ryan Briscoe e Dario Franchitti logo atrás, mas logo na segunda curva (!) aconteceu a primeira situação de bandeiras amarelas: o braileiro Mario Moraes e o americano Marco Andretti tocaram-se, com o brasileiro a terminar a sua corrida por ali, e Andretti ainda a chegar às boxes e a volta com 61 voltas de atraso, acabando por depois desistir da corrida.


Pouco depois, na relargada, Franchitti passou Castro Neves e ficou na liderança, com Briscoe logo a seguir e o brasileiro na quarta posição. As coisas continuam assim até perto da volta 97, quando Tony Kanaan tem um acidente com o seu Andretti-Green, sem consequências fisicas.


Perto do final da corrida, na volta 173, um acidente grave entre brasileiros (Raphael Matos e Vitor Meira) fez com que este último tivesse que ser transportado para o centro médico do circuito, sofrendo de fortes dores nas costas, devido ao facto do carro ter-se arrastados por algumas dezenas de metros no asfalto do circuito. A corrida só recomeçou na volta 182, apenas a 18 do fim, com Castro Neves na liderança, com Dan Wheldon, da Panther, em segundo, e Danica Patrick em terceiro. Esta ordem se manteve até à bandeira de xadrez, dando ao Brasil a sua sexta vitória na história das 500 Milhas de Indianápolis, tornando-se cada vez mais no pais estrangeiro com mais vitórias. Agora, Helio Castro Neves é tri-vencedor de Indianápolis, depois de ter ganho em 2001 e 2002, desempatando com Emerson Fittipaldi, que já venceu em 1989 e 1993.


No final, depois de comemorar à sua maneira, pendurando-se nas redes de protecção, exclamava: "Muitos amigos e fãs não deixaram de acreditar. Só tenho de agradecer minha familia. Estou sem palavras. Eles ficaram rezando e nunca vou esquecer dessas pessoas", comemorou Castro Neves. "Sou uma pessoa melhor. Tudo está entrando no caminho certo. Não é por que eu tive de passar por isso para ganhar, mas o carro está muito bom, e dou o crédito para todos os outros pilotos", analisou, em declarações captadas pelo site brasileiro Tazio.


E em relação a esta vitória, faço minhas as palavras do Flávio Gomes, quando colocou um post sobre a vitória de um piloto brasileiro na mítica prova americana, depois de Emerson Fittipaldi:

"É a maior volta por cima de um atleta brasileiro em todos os tempos, algo que talvez só tenha paralelo com o que aconteceu com Maurren Maggi e Ronaldo — uma que ficou suspensa por doping um tempão para virar campeã olímpica, outro que arrebentou o joelho três vezes, saiu catando travecos e se transformou em ídolo do Corinthians.


Helinho, dois meses atrás, tinha como perspectiva de vida passar alguns bons anos na cadeia, tamanhas as dimensões do processo movido contra ele nos EUA. Estava fora da Penske, era dado como futuro presidiário, estava condenado à falência. Mas foi inocentado, correu no mesmo fim de semana, chegou o maio das 500, fez a pole e ganhou a prova.


É um espanto, e é muito bacana ver alguém renascer assim. O que aconteceu hoje em Indianápolis, diante de centenas de milhares de pessoas no autódromo e milhões pela TV, é muito mais significativo do que a vitória de Button em Mônaco, do que qualquer resultado no futebol (exceto a vitória da Lusa ontem), do que qualquer outra coisa que tenha acontecido no esporte mundial neste fim de semana. Primeiro, pela importância que as 500 têm naturalmente. Depois, pela incrível história recente de Helinho.
Leite nele, pois!"

Como hoje vi o clube da minha terra a voltar à I Divisão do futebol, acho que de uma certa forma até está a ser um dia feliz para os meus lados. Afinal de contas, gostamos sempre de finais felizes, não é?

domingo, 19 de abril de 2009

IRL - Ronda 2, Long Beach

Depois de St. Petersburg, a Indycar prossegue o seu campeonato em circuitos urbanos. Mas este é realizado no "Mónaco do Pacífico", ou seja, Long Beach. Nesta segunda ronda do campeonato de 2009, Dario Franchitti regressou á IRL em grande, ao vencer a corrida, no final das 85 voltas realizadas. Ao volante do seu carro da Chip Ganassi, bateu o Penske do australiano Will Power, que partia da pole-position, e o Andretti-Green do brasileiro Tony Kanaan.


Franchitti superiorizou-se a Power no inicio da corrida, e só perdeu o comando durante o periodo de reabastecimentos. Apesar das tentativas para o incomodar, o piloto da Penske foi incapaz de o desalojar da primeira posição.

Após os três primeiros, classificou-se Danica Patrick, que foi uma agradável surpresa, pois ela não se dá bem neste tipo de circuitos, e o Panther do inglês Dan Wheldon. Marco Andretti foi sexto, colocando os seus três carros no "Top Six".

Logo a seguir, na sétima posição final, ficou o brasileiro Helio Castroneves, que regressou às pistas depois de ter resolvido em tribunal os seus problemas com a Justiça americana, relacionadas com a fuga aos impostos. Julgado desde Janeiro, foi inocentado de todas as acusações no final da semana passada. Roger Penske esperou por ele e inscreveu um terceiro carro, e neste seu regresso às pistas, demonstrou que quem sabe, nunca esquece.

A Indy segue agora para a oval de Kansas, onde irá correr no próximo fim de semana.