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segunda-feira, 23 de maio de 2022

A imagem do dia


Em Indianápolis, aqueles carros sabem voar. E não digo isto porque foi Scott Dixon, de 41 anos, e vindo da Terra da Grande Nuvem Branca, e herdeiro da velocidade de gente como Bruce McLaren, Denny Hulme e Chris Amon, andou a 234.046 mph (para nós, terrestres, são 376.660 km/hora) de média nas quatro voltas que tinha de dar para marcar um lugar na grelha de partida dos 33 carros que alinharão nas 500 Milhas de Indianápolis, que acontecerão dentro de uma semana.

Aquilo que Dixon conseguiu foi "apenas"... a pole mais veloz de sempre no circuito de Indianápolis. Em 111 anos de história. Num dos carros da Chip Ganassi, ele conseguiu a melhor posição pela quinta vez na sua carreira, a segunda consecutiva. Seis vezes campeão da IndyCar, a última das quais em 2020, curiosamente, ele só ganhou uma vez, em 2008, depois de ter feito a pole-position. 

Da maneira como aqueles carros se deram podem considerar-se como um dos favoritos à vitória. Mas quem conhece aquela corrida, sabe perfeitamente que isso pouco ou nada significa. Só quem cruza a meta no final da volta 200 no primeiro lugar é o vencedor. 

Parece ser óbvio, mas isso significa muita luta, muito pneu queimado, gasolina evaporada e por vezes, batidas no muro. Mas esse é o fascínio do "Brickyard".

domingo, 7 de junho de 2020

A imagem do dia

Esta madrugada, o automobilismo voltou. É verdade, foi no Texas, numa oval vazia, onde apenas os que assistiam os carros foram os privilegiados, enquanto o resto via na televisão. Foi tudo estranho, é verdade, mas todos queriam isto, até para as suas próprias almas. E a melhor maneira de representar isso foram as audiências. Com cerca de 10,6 milhões de espectadores, teve a maior audiência de toda a década, apesar de ser à noite.

E claro, foi a primeira corrida dos carros com aeroscreen. Ficou algo estranho, como podem ver pela imagem, mas isso não deixou de ser competitivo. O veterano Scott Dixon acabou por ser o melhor, superando Simon Pagenaud e Josef Newgarden, o atual campeão. Foi uma corrida tipicamente texana, ou seja muito veloz, mas a vitória do neozelandês, agora com quase 40 anos e com duas décadas de automobilismo americano, marca mais um triunfo, a caminho do que poderá ser o seu sexto título no campeonato.

De resto, o que importa é que o automobilismo está de regresso. Todos comemoraram e agora vamos esperar mais um mês - curiosamente no mesmo fim de semana onde a Formula 1 voltará às pistas - para observarmos corridas em Indianápolis.

segunda-feira, 13 de agosto de 2018

Noticias: Dixon mantêm-se na Ganassi em 2019

Scott Dixon mantêm-se na Ganassi para a próxima temporada. O piloto neozelandês de 38 anos decidiu assinar um acordo de "várias temporadas", com a equipa de Chip Ganassi, recusando assim - ou será que não? - uma oferta de Zak Brown para trabalhar na possivel entrada da McLaren na IndyCar.

"Creio que quando se menciona o nome de Scott Dixon, os números e os registos começam a falar por si", disse a equipa Ganassi no seu comunicado oficial. “Conseguimos muito juntos, mas não há sinais de que ele [esteja] a diminuir a velocidade. Ele ainda é a pessoa que você sabe que tem que vencê-lo para chegar ao primeiro lugar. Ele é um piloto que está sempre pensando na próxima corrida e como ele vai se aproximar dela, atacar e finalmente vencer. Estou muito feliz por termos a oportunidade de continuar esse relacionamento e esperar muitos anos de sucesso.”, concluiu a marca.

"O piloto que [qualquer] dono da equipa gostaria de ter", começou por dizer Dixon num comunicado oficial. “Ele te dá as ferramentas que você precisa para fazer o seu trabalho, com o grupo certo de pessoas. Esta equipa tem sido como uma família para mim desde 2002, e fico feliz de estar aqui tentando lutar por mais vitórias, campeonatos e 500 milhas de Indianápolis nas próximas temporadas.”, concluiu o piloto.

Nesta altura do campeonato, Dixon tem uma vantagem de 46 pontos sobre o segundo classificado, quando faltam quatro corridas para terminar a temporada. 

Nascido a 22 de julho de 1980 em Queensland, na Austrália, mas com nacionalidade neozelandesa, chegou à CART em 2001, para correr na PacWest, mas a meio de 2002 seguiu para a Chip Gansassi, onde está desde então, depois de ter passado para a IRL, a Indy Car Series, em 2003. enceu o campeonato nesse ano, voltando a repetir o feito em 2008, 2013 e 2015. Para além disso, enceu as 500 Milhas de Indianápolis em 2008, sendo o primeiro neozelandês a fazê-lo.  

Rumor do Dia: McLaren vai comprar a Ganassi?

As coisas na IndyCar poderão agitar-se imenso amanhã. Aliás, ao longo do fim de semana, tem surgido noticias e sinais nas redes sociais de que algo poderá acontecer nesses lados, e que envolvem a McLaren, a Ganassi, Scott Dixon e... Fernando Alonso.

Este domingo, soube-se que Scott Dixon e Fernando Alonso marcaram, respectivamente para segunda e terça-feira, anúncios e conferências de imprensa relacionado com os seus futuros. Dixon confirmou há uns tempos que anda em conversações com a McLaren para 2019, apesar de estar concentrado em vencer o seu quinto título na IndyCar este ano. E para além disso, é amigo de ak Brown, afirmando que o conhece há quase vinte anos.

"Estamos constantemente a falar com outras pessoas, mas não numa situação de mudança", começou por comentar Dixon, de 38 anos, à Autoweek americana. "Conheço o Zak Brown desde 1999, logo, há muito tempo. Falo com ele frequentemente, mas as conversas são as mesmas desde há algum tempo", continuou.

Um neozelandês na McLaren até seria um belo tributo às suas origens, dado que o seu fundador, Bruce McLaren, é de Auckland. 

Em relação à Ganassi, as coisas que se falam tem a ver com a divisão da IndyCar, uma das mais vitoriosas na categoria. Desde que a Chip Ganassi perdeu o apoio da Target (na foto, Scott Dixon com as cores do patrocinador nas 500 milhas de 2015) que a equipa anda com dificuldades de tesouraria, e uma aquisição parcial - ou total - por parte da equipa de Woking seria algo interessante, e também seria um regresso, 40 anos depois da última participação.

Já em relação a Fernando Alonso, ele fará um anuncio no dia 14 terça-feira. E já deixou todos enigmáticos, com todos estes anuncios paralelos deixando a entender que poderia largar a Formula 1 a favor de uma temporada parcial na IndyCar, em paralelo com a participação na Endurance, ao serviço da Toyota, na supertemporada 2018-19.

Uma coisa é certa: esta vai ser uma semana extremamente agitada em dois continentes, e em duas categorias.

sexta-feira, 9 de fevereiro de 2018

Youtube IndyCar Onboard: O onborad do Deflector

Se em 2018, a Formula 1 vai usar o Halo, a IndyCar Series decidiu ser diferente, decidindo usar um Deflector, algo que faz lembrar o passado, pois os carros dos anos 60 e 70 usavam muito este tipo, mas era mais para proteger os pilotos do vento. 

Ontem e hoje, Scott Dixon deu algumas voltas na oval de Phoenix e ele tinha a "Visor Cam" no seu capacete, onde tirou imagens de como ele iria ver o novo dispositivo. Pelos vistos, não teve motivos de queixa do novo elemento...

O novo dispositivo aparecerá nos carros na temporada de 2019.

domingo, 28 de maio de 2017

As imagens do dia









Devemos ter visto nesta tarde o acidente mais espectacular do ano. Eu sabia que esta corrida poderia ser interrompida, mas era por causa do tempo que se faz agora em Indianápolis. Não por causa da colisão entre Jay Howard e Scott Dixon, o "poleman" desta edição das 500 Milhas de Indianápolis.

Os destroços do carro foram mais do que suficiente para destruir parte da cerca de proteção, e ferir alguns espectadores, mas os pilotos não sofreram nada. A prova parou na volta 56, com bandeira vermelha, para que se façam as devidas reparações. E enquanto isso acontecia, as núvens começaram a fechar-se ao pé da oval americana...

Quanto a Dixon e Howard (e Hélio Castro Neves), eles nasceram de novo nesta tarde.

segunda-feira, 31 de agosto de 2015

A imagem do dia

Muitas das vezes poderemos achar a IndyCar menos atrativa que outras categorias. Comparar com a Formula 1 não tem qualquer comparação, porque aqui só há um construtor e dois fornecedores de motores. Mas esta categoria não tem qualquer comparação com a Formula 1 porque esta não teve a emoção que este teve este ano. Numa corrida onde os pontos eram a dobrar, quem fizesse uma boa prova arriscava-se a ser campeão.

Havia seis candidatos (!) ao título, e no final, as coisas acabaram por se restringir a três. E eles pertenciam às equipas mais vencedores da Indy: Chip Ganassi e Penske. O neozlenadês Scott Dixon, que partia do terceiro posto, fez uma corrida irrepreensível para ser o vencedor e aproveitar as fraquezas dos seus adversários. 

E isso aconteceu quando Juan Pablo Montoya e Will Power se tocaram, acabando com ambos a atrasarem-se. O colombiano deu o melhor e chegou ao lugar pretendido, acabando por empatar com Dixon, 556 e 556. Mas Dixon, ao vencer, conseguia mais uma vitória do que o piloto colombiano, e assim alcançava o quarto título na categoria, aos 35 anos de idade. Tal como em 1999, na antiga CART, quando Montoya igualou Dário Franchitti no título, mas as contas saíram favoráveis ao colombiano.

Pode ser injusto - de uma certa maneira, é verdade, pois Montoya liderou desde a primeira corrida do ano - mas para ser vencedor não precisa de ser mais rápido, tem também de cometer menos erros do que o adversário, e o neozelandês teve o sangue frio que pretendia. E assim, tornou-se no justo vencedor deste campeonato, e ainda deu a Chip Ganassi a sua centésima vitória na IndyCar.

Por este ano já acabou, em 2016 haverá mais.

domingo, 17 de maio de 2015

A imagem do dia

O carro de Scott Dixon, preparado para mais umas voltas ao circuito de Indianápolis, no Pole Day, este domingo. Pela segunda vez na sua carreira - a primeira tinha sido em 2008 - o piloto neozelandês conseguiu o feito de partir do primeiro lugar de uma grelha de 33 carros ao serviço da sua equipa de sempre, a Chip Ganassi. E vamos a ver se repete o que aconteceu nesse ano, porque aí, ele terminou como vencedor, algo que nenhum dos seus compatriotas no passado, como Dennis Hulme, Bruce McLaren ou Howden Ganley, não conseguiu no Brickyard.

E já agora, sendo um carro Chevrolet, não teve o azar de tocar o carro no muro e voar...

domingo, 19 de abril de 2015

IndyCar: Scott Dixon vence em Long Beach

O neozelandês Scott Dixon sacudiu o azar de lado e venceu neste domingo à noite em Long Beach, a terceira prova da temporada da IndyCar Racing, na frente do brasileiro Hélio Castro Neves e do colombiano Juan Pablo Montoya, que mesmo assim, mantêm a liderança do campeonato. Surpreendentemente (ou talvez não), esta corrida teve apenas uma situação de bandeiras amarelas, em contraste com o que aconteceu na semana passada em Nova Orleães.

Com Hélio Castro Neves a partir na pole-position, e com os Penske a dominar as primeiras filas da grelha, a corrida começa sem problemas, com Castro Neves na frente de Scott Dixon e Juan Pablo Montoya. Atrás, Will Power, que tinha feito uma qualificação desastrosa e era apenas o 18º na grelha, tentou recuperar lugares perdidos. 

A primeira situação de bandeiras amarelas aconteceu na volta cinco, quando Gabby Chaves e Jack Hawksworth tocaram-se, arrancando uma parte da asa dianteira. Os comissários tiveram de tirar os destroços na pista, enquanto que o Pace Car fazia a sua primeira aparição na corrida. As coisas demoraram um pouco mais quando Will Power deixou morrer o motor e perder uma volta nas boxes.

A corrida voltou ao verde com Castro Neves a segurar Dixon, quando dentro do pelotão, as coisas começaram a mexer-se. Simon Pagenaud conseguiu passar Juan Pablo Montoya para ser terceiro, enquanto que um pouco atrás, Sebastien Bourdais, conseguiu passar Graham Rahal. E a situação na volta 22 continuava a ser Castro Neves a liderar a corridas, com Dixon não muito longe.

Nessa altura, Castro Neves tinha na sua frente Will Power, que iria perder duas voltas para os lideres, mas que poderia prejudicar os da frente. Nesse momento, o miolo do pelotão começou a fazer as primeiras paragens nas boxes, que começaram a parar na volta 27. Quando foi a vez de Castro Neves, na volta 30, teve de esperar para que Tony Kanaan parar para que pudesse sair. No regresso à pista, ele parou na frente de Pagenaud, mas atrás de Dixon.

Nessa altura, os últimos a parar iriam ser Hawksworth e Takuma Sato, que ficaram um pouco para ver o que poderiam fazer. O primeiro parou apenas na volta 33, enquanto que o japonês tinha parado um tempo antes, cedendo a liderança para Scott Dixon. Atrás, Pagenaud tentava passar o brasileiro para o segundo lugar, sem grande sucesso. Ao mesmo tempo que isso acontecia, Montoya observava tudo, esperando beneficiar com isso.

A segunda passagem pelas boxes aconteceu a partir da volta 52, com Ryan Hunter-Reay, e na volta seguinte com pilotos como James Hintchcliffe e Takuma Sato. Muñoz entrou na volta 54, e Dixon, Montoya, Newgarden, Andretti e outros na volta seguinte. Castro Neves e Pagenaud entram na boxe na volta 56.

Quando o brasileiro voltou à pista, ficou atrás de Dixon, mas manteve o segundo posto, enquanto que Pagenaud ficou atrás de Montoya. As coisas pareciam bem encaminhadas para o neozelandês, que não tinha tido um bom inicio da temporada, para vencer.

A parte final foi mais emocionante, com Simon Pageaud tentou atacar Juan Pablo Montoya para o lugar mais baixo do pódio. Tentou por duas vezes no final da reta, mas sem sucesso. Entretanto, Tony Kanaan observava expectante para ver o que daria essa batalha, mas era pressionado por Sebastien Bourdais. Contudo, no final, tudo ficou na mesma: Dixon vence endo o terceiro vencedor diferente em três corridas na IndyCar deste ano, seguido por Castro Neves, Montoya, Kanaan e Bourdais.

 A IndyCar prossegue na próxima semana em Barber. 

domingo, 10 de junho de 2012

IndyCar: Rahal erra, Wilson vence no Texas

Depois de Indianápolis, Texas passa a ser a segunda oval das quatro existentes no calendário de uma IndyCar - falta Milwaukee e Fontana - onde este ano estão reduzidas ao mínimo após os eventos de Las Vegas, no ano passado. E uma das razões porque esta corrida ficou no calendário é pelo facto de ser corrida no sábado à noite, madrugada de domingo na Europa. Nestas bandas, só os que não tem sono é que vêm esta corrida.

Contudo, houve drama na corrida e um final eletrizante onde o melhor foi um piloto "underdog", Justin Wilson, numa equipa tradicional - mas sempre a raspar o fundo da panela, uma Minardi da vida - a Dale Coyne, conseguiu uma vitória surpresa, batendo Graham Rahal e dando à Honda a sua terceira vitória consecutiva, depois de quatro vitórias seguidas da Chevrolet no inicio da temporada.

As coisas começaram com drama... mas boxes. Simona de Silvestro, ainda a última piloto a correr com motor Lotus, ficava nas boxes e não saia, enquanto que a mesma coisa acontecia a Rubens Barrichello, vítima de um problema mecânico. Após uma largada sem incidentes, com o poleman Alex Tagliani a ficar na frente, Scott Dixon seguiu-o, à distância que podia permitir, até à volta 31, altura em que Charlie Kimball bateu no muro e causou a primeira situação de bandeiras amarelas. Toda a gente foi ás boxes, com alguns incidentes, como Will Power e Tony Kanaan, que tiveram problemas com os pneus, e Simon Pagenaud, que levou um toque de Justin Wilson e que por causa disso, foram penalizados com um drive-through.

A corrida recomeçou na volta 40, para voltar a ser interrompida 26 voltas depois, com Takuma Sato a ser nova vítima. Os carros pararam de novo nas boxes para novos reabastecimentos, e na relargada, na volta 71, Dixon estava na frente, pressionado por Graham Rahal. Apesar de tudo, o neozelandês da Ganassi manteve a liderança, chegando a alargá-la para seis segundos até perto da volta 110, altura em que Justin Wilson chegou ao segundo lugar e começou a apanhar Dixon ao ritmo de meio segundo por volta.

Os pilotos pararam para reabastecimento a partir da volta 117, com Dixon a ir às boxes e entregar o comando para Wilson. Depois, o neozelandês ficou com a liderança, enquanto que Wilson caia para quinto. Na volta 131, um lento Ernesto Viso causou nova situação de bandeiras amarelas, o que foi aproveitado para nova paragem nas boxes. Quando voltou o sinal verde, o canadiano James Hintchcliffe tinha a liderança, mas Dixon pressionou-o, passando ao comando na volta 142, e lá se manteve até à 175, quando Dixon... bateu no muro, ao atrapalhar-se com um piloto retardatário e bateu na curva 2.

Sem o líder e com bandeiras amarelas, o pelotão entrou nas boxes para um último reabastecimento. A partir dali, estava tudo em aberto, mas quem saiu melhor, após a bandeira verde, na volta 184, foi Will Power, mas com Ryan Briscoe muito próximo. Helio Castro Neves aproximou-se, bem como Graham Rahal e Justin Wilson. O brasileiro perdeu rendimento e caiu no pelotão, enquanto que Rahal subia posições até ao comando da prova. Wilson estava atrás dele e pressionou-o até que ele cometesse um erro, o que aconteceu na volta 198, quando o americano tocou ao de leve no muro e Wilson aproveitou para o passar e ficar com a vitória, a primeira do ano para si e para a sua equipa. Rahal, mesmo assim, foi o segundo e Ryan Briscoe o terceiro.  

domingo, 18 de setembro de 2011

Indy Car: Scott Dixon vence em Motegi

No ano de despedida da Indy Car Series do Japão, a competição correu excepcionalmente no circuito misto de Motegi devido aos danos sofridos na oval no terramoto do passado dia 11 de março. Com esses condicionalismos, decorreu a prova japonesa, a última incursão da competição em paragens fora dos Estados Unidos.

No recomeço, as coisas andaram normalmente até à volta 26, quando Dario Franchitti toca em Ryan Briscoe e ambos se despistaram. O escocês atrasou-se bastante, enquanto que o australiano acabou por trocar o bico do seu carro. Novas bandeiras amarelas, mas por três voltas, e quando começou, Scott Dixon manteve-se na frente, posição que se manteve até nova janela de paragem nas boxes, a partir da volta 43.Com Scott Dixon na "pole-position", a corrida começa com o neozelandês na frente, apesar das pressões de Will Power para o desalojar. Na segunda curva, o Penske de Castroneves despista-se e caiu para a 21ª posição. As cooisas andaram assim nas primeiras voltas até na na 19ª passagem pela meta, o estreante João Paulo de Oliveira bateu em Takuma Sato e o Pace Car entrou pela primeira vez na pista. Com isso, os pilotos pararam nas boxes pela primeira vez.

Aí, Franchitti esteve bem, mas Tony Kanaan, na sua paragem nas boxes, excedeu o seu limite de velocidade e foi penalizado. A corrida prosseguiu até que a nove voltas do fim, nova amostragem de bandeiras amarelas quando o americano Ryan Hunter-Reay, que era o oitavo nessa altura, despista-se e fica na gravilha. O Pace car manteve-se até a três voltas do fim, quando dá a bandeira verde, mas como os carros não se alinharam corretamente, a organização deixou a bandeira amarela por mais uma volta.

A bandeira verde foi dada e as últimas duas voltas foram confusas, com um acidente com os carros da KV, o japonês Takuma Sato e o venezuelano Ernesto Viso, envolvendo ainda o brasileiro Vitor Meira. Sato continuou - acabou na 11ª posição - mas Viso e Meira não. No final, Scott Dixon foi o vencedor, com Will Power e Marco Andretti no pódio, e Dario Franchitti a ser apenas nono e a atrasar-se na luta pelo título. Danica Patrick foi a melhor representante feminina, na 12ª posição.

Mas ainda houve modificação na classificação após a corrida, quando os organizadores decidiram penalizar Helio Castro Neves, que acabou na sétima posição, por ter ultrapassado J.R. Hildebrand em zona de bandeiras amarelas. No final, o piloto brasileiro deabafou no Twitter: "Brian Barnhart eh inconsistente e muda as regras quando eh conveniente e benéfico para seus próprios interesses." E acusou Barnhardt de ter dois pesos e duas medidas. "Na mesma corrida, televisionada internacionalmente, ele penalizou alguns pilotos e outros não". Mais uma polémica para lavar e durar na IndyCar Series.

Na classificação geral, Will Power tam agora 542 pontos, contra os 531 de Dário Franchitti, e os 483 pontos de Scott Dixon, que ainda tem hipóteses de vencer o campeonato. A duas provas do fim, onze pontos separam os dois primeiros, e essas provas são todas feitas em circuito oval, sendo o primeiro daqui a duas semanas, no Kentucky.

domingo, 7 de agosto de 2011

IndyCar: Scott Dixon vence no Mid-Ohio, na dobradinha da Chip Ganassi

A Chip Ganassi continua a ganhar na IndyCar Series, mas desta vez quem venceu foi Scott Dixon, em vez de ser o habitual Dario Franchitti. Num fim de semana que correu bem ao piloto neozelandês, os Chip Ganassi fizeram dobradinha, com o seu maior rival, o australiano Will Power, a não conseguir mais do que o 14º posto. O americano Ryan Hunter-Reay, da Andretti-Green, fechou o pódio.

A corrida começou com Scott Dixon a manter a liderança na largada, enquanto que o canadiano James Hinchcliffe, da Newman-Haas, era apertado pelo seu compatriota Alex Tagliani e saiu da pista na curva 1, caindo para a última posição e a ter uma permatura passagem pelas boxes para trocar de pneus. Mas uma volta mais tarde, o colombiano Sebastian Saavedra bate na Curva 2 e causa a primeira situação de bandeiras amarelas. Aqui, o pelotão aproveita e vai às boxes, deixando Hinchcliffe... na liderança.

Quando a corrida recomeça, Hintchcliffe consegue defender-se dos ataques de Dixon, seguido por Franchitti e Will Power, a alguma distância. As coisas continuam assim até à segunda ronda de paragens, onde os mecânicos da Chip Ganassi levaram a melhor, colocando Dixon na liderança. E foi bem a tempo, porque pouco depois, Graham Rahal roda e coloca de novo a corrida em bandeiras amarelas, apanhando desprevenidos os Penske de Will Power e Ryan Briscoe, que pararam sob bandeiras amarelas e cairam respectivamente para 18º e 19º.

Franchitti ficou com a lidernaça, mas Dixon ultrapassou-o, com Hinchcliffe logo atrás, no terceiro lugar. Mas ele rodou na Curva 2 e caiu para o final do pelotão, recuperando até ao 20º lugar. E com isso, Dixon acelerou até à vitória, a terceira da sua carreira nesta pista (venceu em 2007 e 2009). Depois do trio no pódio, os KV/Lotus de Takuma Sato e Tony Kanaan ficaram logo a seguir, com Alex Tagliani no sexto lugar.

Sebastian Bourdais foi o nono classificado, enquanto que outro francês Simon Pagenaud, que substituiu o lesionado Justin Wilson, que tivera um acidente feio nos treinos, acabou a corrida numa honesta 13ª posição. Para finalizar, quanto às mulheres, desta vez nenhuma delas chegou ao "top ten". A melhor representante foi Simona de Silvestro, na 12ª posição, na frente da brasileira Bia Figueiredo, 17ª, e de Danica Patrick, que acabou na 21º posição, demonstrando que é inábil nas corridas de estrada.

A IndyCar series continua no próximo fim de semana, na oval de New Hampshire.

domingo, 3 de outubro de 2010

IndyCar: Dario Franchitti é tricampeão em Homestead

Antes das ovais, parecia que o australiano Will Power estava bem encaminhado para o título na Indy, mas ele tinha o grande "handicap" de ser um piloto pouco experiente nas pistas ovais, e no complicado sistema de pontos da IndyCar, onde se faz de tudo para que o título se decida na última prova, as quatro últimas corridas iriam ser disputadas dessa forma. E isso favorecia pilotos como Dario Franchitti, que do alto dos seus 38 anos, tinha tudo para conseguir o tricampeonato, caso não batesse e aproveitasse os azares do adversário. Esta madrugada, em Homestead, foi isso que aconteceu: Scott Dixon venceu, Will Power cedeu à pressão de Dario Franchitti comemorou o título, numa temporada que deveria ter sido da Penske.

Largando da pole-position, Franchitti manteve a liderança nas primeiras voltas, seguido do seu companheiro Scott Dixon. Will Power, o terceiro da grelha, lutava contra um carro desiquilibrado e perdia várias posições ao longo das voltas. Em contraste, o brasileiro Tony Kanaan vinha de trás e numa toada agressiva, chegava ao terceiro posto. Na volta 34, continuou ao ataque e passou Scott Dixon. Quando partiu para tentar alcançar Dario Franchitti, o brasileiro Mario Moraes encostou à berma com problemas na sua coluna de direcção, causando bandeiras amarelas e a primeira grande paragem nas boxes.

Quando a corrida voltou ao verde, Franchitti continuou na liderança, mas Briscoe atacou a sua posição, sem sucesso. Mas algumas voltas depois, a brasileira Bia Figueiredo bateu no muro e as bandeiras amarelas voltaram a ser mostradas durante algumas voltas. Quando recomeçou, Briscoe continuou o ataque a Franchitti, enquanto que Will Power era um discreto oitavo classificado. Na volta 93, nova abertura do pit lane e os pilotos partiam para as suas segundas paragens. Quando acabou, não havia grandes alterações na classificação.

Na volta 127, Franchitti conseguia os seus primeiros dois pontos por ser o piloto que tinha ficado mais tempo na liderança, o que fazia diminuir a sua desvantagem em relação a Power para oito pontos. Para ser campeão, bastava agora a Franchitti vencer a corrida, mesmo que Power ficasse em segundo. E o momento da corrida aconteceu na volta 135, quando Power tocou no muro quando tentava passar o retardatário Ryan Hunter-Reay. A suspensão ficou danificada, ainda chegou às boxes para tentar reparar a suspensão danificada e voltar à pista, mas poucas voltas depois, decidiu encostar de vez, dando definitivcamente o título a Franchitti.

Quando a corrida recomeçou, na volta 152, Marco Andretti ficou na primeira posição, seguido por Dixon e Hélio Castro Neves. Franchitti caiu para o quarto posto, numa toada mais cautelosa, para terminar a corrida. Até ao fim houve duas paragens por bandeiras amarelas: na volta 166, devido a destroços na pista, e na volta 174, quando a venezuelana Milka Duno bateu no muro. No final, Dixon venceu e a americana Danica Patrick acabou em segundo lugar, repetindo o seu melhor resultado do ano. Tony Kanaan foi terceiro e Dario Franchitti, já campeão, chegou ao fim na oitava posição.

segunda-feira, 26 de julho de 2010

Indycar: Castro Neves penalizado, Dixon vence em Edmonton

Parece que em ambos os lados do Atlântico, os pilotos brasileiros estão a ter um mau dia. Depois da Ferrari ter ordenado a Felipe Massa a abdicar da vitória a favor de Fernando Alonso, agora no circuito canadiano de Edmonton, o Penske de Helio Castro Neves foi o primeiro a cortar a meta, mas foi penalizado pelos comissários desportivos, numa decisão pouco entendida pelos observadores, mas aparentemente aconteceu por bloquear o australiano (e companheiro de equipa!) Will Power, a duas voltas do fim. No final, o neozelandês Scott Dixon, da Chip Ganassi, foi declarado vencedor da corrida canadiana.

O momento da corrida aconteceu a três voltas do fim, após o recomeço da corrida quando numa disputa de posição, o piloto brasileiro decidiu bloquear o seu companheiro Will Power por uma vez, impedindo este de o atacar a liderança. Os comissários da IndyCar reagiram logo e penalizaram-no. Logo a seguir, Dixon passou Power, ficando com o segundo lugar, herdando assim a vitória. Quanto a Castro Neves, caiu para o décimo posto, o último lugar dos que ficaram na mesma volta do que o vencedor.

Esta chegada polémica apimentou uma corrida disputada entre Penske e Chip Ganassi, sem incidentes de maior. Na largada, Will Power era o lider, seguido por Castro Neves, Dixon, Franchitti, Briscoe e a suiça Simona di Silverstro. No final do pelotão, o brasileiro Tony Kanaan, que largava do último lugar após um acidente nos treinos, fazia uma prova de trás para a frente, subindo sete posições em menos de vinte voltas.

A partir da volta 33, os lideres começaram a aproveitar a primeira janela de reabastecimento para o fazer, mas não houve alterações de monta. E a primeira situação de bandeiras amarelas aconteceu somente na volta 46, quando o britânico Alex Lloyd ficou parado no meio da pista. A interrupção demorou pouco tempo, mas quando voltou, esta durou duas voltas, pois o venezuelano Ernesto Viso tocou em Simona de Silverstro, fazendo com que ela batesse no muro de pneus. A suiça voltou à pista, e nova relargada aconteceu pouco depois, mas nas primeiras curvas, Tony Kanaan envolveu-se num toque com o canadiano Alex Tagliani e com Mario Romancini. Kanaan continuou, os outros dois ficaram pelo caminho.

Após nova largada, os Penske de Power e Castro Neves decidiram acumular segundos face à concorrência, liderada por Fanchitti e Dixon, que conseguiram passar Briscoe. O veterano Paul Tracy era sexto. Na volta 78, depois da última passagem pelas boxes para reabastecer, Castro Neves pressionou Power e alcançou a liderança, parecendo que iria ganhar esta corrida até que novo acidente com Simona di Silvestro causou a amostragem de bandeiras amarelas.

Com a corrida neutralizada até a três voltas do fim, foi no recomeço é que se deu o momento mais quente da corrida, explicada anteriormente. Uma decisão que não foi aceite de bom tom por Castro Neves, que mal saiu do carro, foi pedir satisfações ao director de corrida, chegando até a puxá-lo pelo colarinho da camisa. Mas a decisão já tinha sido tomada, e a Penske decidiu recorrer.

Com Dixon, Power e Franchitti no pódio, nos lugares seguintes ficaram o australiano Briscoe, o americano Hunter-Reay e Paul Tracy, com Mario Moraes a ser o melhor dos brasileiros. Danica Patrick foi a melhor representante feminina, terminando num apagado 15º lugar.

A próxima corrida da IndyCar Series é a 8 de Agosto, no circuito de Mid-Ohio.

domingo, 2 de maio de 2010

Indy: Scott Dixon vence na oval de Kansas

Depois de quatro provas em circuitos, a IRL passou para a sua primeira oval do ano, e a sua primeira prova à noite. E com a Penske a ganhar nas primeiras corridas, nesta noite de Sábado foi a Chip Ganassi a vencer, graças a Scott Dixon, que bateu Ryan Briscoe e o Andretti de Tony Kanaan a fechar o pódio, à frente de outro brasileiro, Helio Castro Neves, da Penske.

Essencialmente a corrida foi de Dixon, pois o piloto neozelandês fez uma corrida perfeita, onde apesar de ter ficado atrás de Ryan Briscoe, da Penske, conseguiu passar e segurar a liderança mesmo depois das passagens pelas boxes para reabastecimento.

A luta aconteceu mais atrás, com Kanaan, Castro Neves e o americano Ryan Hunter-Reay a tentarem ficar com o segundo posto, numa corrida com poucas situações de Pace Car, a mais importante das quais foi a poucas voltas do fim, quando Jay Howard provocou uma bandeira amarela devido a acidente. Na sequência, nova situação foi acionada quando os japoneses Takuma Sato e Hideki Mutoh se eliminaram mutuamente...

No final, Dixon foi o vencedor, com Briscoe e Kanaan no pódio. Castro Neves foi quarto e Hunter-Reay o quinto. Danica Patrick foi a melhor representante feminina, na 11ª posição, a duas voltas do vencedor. E agora, a Indy vai passar as restantes quatro semanas em Indianápiolis, preparando-se para a corrida do ano: as 500 Milhas.

segunda-feira, 1 de junho de 2009

IRL - Ronda 5, Milwaukee

Depois das 500 Milhas de Indianápolis, a IRL retoma o seu ritmo normal. Esta madrugada decorreu a prova de Milwaukee, a terceira seguida em oval, depois de Kansas e da Indianapolis Motor Speedway. E aqui, pela segunda vez este ano, o neozelandês Scott Dixon levou a melhor sobre a concorrência, nomeadamente o australiano Ryan Briscoe, da Penske.


O australiano da Penske parecia ter a corrida nas mãos, saindo da pole-position e liderando o maior número de voltas. Mas na volta 201, a 24 do final, Scott Dixon tirou proveito de um momento de tráfego intenso para assumir a liderança e vencer a etapa da IRL, a 18ª da sua carreira. Dario Franchitti completou o pódio, seguido por Graham Rahal, Danica Patrick e Raphael Mattos, o melhor brasileiro nesta prova.


Quanto a Helio Castro Neves, o vencedor das 500 Milhas de Indianapolis, na semana passada, não teve grande sorte, pois acabou na 11ª poosição, a três voltas do vencedor. Pior sorte teve Tony Kanaan, que abandonou na volta 132, com um principio de incêndio. A IRL continua na próxima semana, na oval da Texas Motor Speedway.

segunda-feira, 27 de abril de 2009

IRL - Ronda 3, Kansas (corrida)

Na estreia da IRL em pistas ovais este ano, o melhor foi o neozelandês Scott Dixon, no seu Chip Ganassi, demonstrando que está aqui para renovar o seu título do ano passado, e batendo os seus mais directos adversários: Dario Franchitti (que bateu) e Ryan Briscoe, que foi quarto.


A prova começou nos treinos da vespera, quando uma irregularidade colocou Helio Castroneves e Dario Franchitti na ultima fila, penalizados pelos comissários de pista, dando a pole-position ao Newman-Haas de Graham Rahal. A corrida começou com os Newman-Haas de Rahal e do holandês Robert Doornbos na frente, com Dixon, Tony Kanaan, Ryan Briscoe, Danica Patrick e Dan Wheldon sempre próximos.


Na volta 25, Dixon passou Rahal, e a liderança ficou nas suas mãos até praticamente ao final da corrida, perdendo pontualmente quando ia fazer os seus reabastecimentos. Entretanto, mais atrás, e umas voltas antes, Helio Castroneves envolvia-se num incidente com o seu compatriota Vitor Meira, que levou o piloto da Foyt a abandonar a corrida, devido aos estragos causados pela batida no muro. Castroneves continuaria até ao fim para se classificar num brilhante segundo posto.


Tony Kanaan foi terceiro (e com este lugar, é o novo lider da IRL), e logo atrás ficaram Ryan Briscoe e Danica Patrick a ficarem nas posições seguintes. quanto a Graham Rahal, o "poleman", classificou-se na sétima posição, atrás de Marco Andretti. Robert Doornbos foi 12º, enquanto que os dois regressos femininos ao pelotão da IRL, Sarah Fisher e Milka Duno, foram respectivamente 13ª e 16ª (e última), com a venezuelana a ficar a cinco voltas dos primeiros.


Agora, a IRL para por um mês, para que máquinas e pilotos se dediquem à mais importante prova do ano: as 500 Milhas de Indianápolis, marcado para o dia 31 de Maio.

domingo, 7 de setembro de 2008

IRL - Ronda 17, Chicagoland

A IRL chega ao fim de uma forma que somente os americanos adoram: ao milimetro. Na rápida oval de Chicagoland, Helio Castroneves e Scott Dixon lutaram pelo título da corrida, e eventualmente pelo título da categoria, pois a diferença entre ambos era de 30 pontos, um numero insignificante para a tabela que a IRL usa...


A coisa começou antes, no Sabado. Devido a uma penalização, Helio Castroneves partiu do último posto da grelha de partida, o que para muitos, significava que Dixon era o campeão antecipado. Mas a corrida provou o contrário, pois houve alturas em que o brasileiro chegou a ser o virtual campeão da Indy, pois nas primeiras 10 voltas, tinha passado 15 carros! Na volta 77, fazia a sua primeira passagem pela liderança, depois de Ryan Briscoe e Tony Kanaan terem feito o mesmo.


Entretanto, Dixon estava atrasado, chegou até a ser décimo na corrida, o que nessas circunstâncias daria o título para o brasileiro, mas a partir daí, a Chip Ganassi reagiu, e Dixon começou a subir na classificação.


Na parte final, era um duelo Ganassi-Penske, com os quatro carros nos quatro lugares. Dixon chegou a estar na frente, e na última volta, estavam tão juntos, que cruzaram a meta ao mesmo tempo. Tão iguais, que o cronómetro oficial se enganou! De inicio, foi dada a vitória de Scott Dixon, que lhe daria o bi-campeonato, por apenas um milésimo de segundo. Mas mais tarde, uma contagem mais precisa indicava que Helio Castroneves fora o vencedor oficial, por três milésimos de segundo (pouco mais do que o bico do carro...). Dixon comemorava o título na mesma, mas não a vitória.


Agora, falta Surfers Paradise, dentro de um mês, mas essa é "a feijões", portanto, este campeonato está oficialmente terminado. Sendo assim, é altura de comemorar os títulos!

domingo, 31 de agosto de 2008

IRL - Ronda 16, Detroit

A IRL prossegue rumo ao seu final, e tudo indica que Scott Dixon está perto do tão almejado título, no ano da fusão (ou compra, se perderirem...) entre a IRL e a CART. E na etapa de Detroit, que decorreu esta noite, o melhor foi Justin Wilson, um dos pilotos que veio da extinta CART, que levou a melhor sobre Helio Castroneves, que foi segundo, e ganha mais algum tempo de vida na luta pelo título, e de Tony Kanaan, que fecha o pódio.

Quanto a Scott Dixon, foi prejudicado pela má tática da Chip Ganassi, e não conseguiu mais do que o quinto posto final.

O momento decisivo desta corrida aconteceu na volta 73, quando Wilson, que pressionava Castroneves desde a última paragem nas boxes, conseguiu ultrapassar o brasileiro da Penske, e chegar à sua primeira vitória na Indy desde a sua fusão. Com este segundo lugar, o brasileiro da Penske forçou a decisão do título para a última etapa oficial, na próxima semana, na oval de Chicagoland.

Com a decisão do título adidada para o próximo Domingo na oval de Chicago, tudo indica que será uma corrida emocionante, pois da última vez que isso aconteceu, em 2007, o campeão Dario Franchitti bateu Scot Dixon por apenas poucos milésimos de segundo...

domingo, 10 de agosto de 2008

IRL - Ronda 14, Kentucky

Esta madrugada decoreu mais uma prova do reunificado Indy Racing League, na oval do Kentucky. O vencedor foi Scott Dixon, a sua sexta este ano, e o piloto da Chip Ganassi aproxima-se cada vez mais do título. Mas o que é mais interessante no meio disto tudo é que foi uma luta sem tréguas com o Penske de Helio Castroneves, que só foi resolvido na última volta, em cima da meta: a diferença entre os dois foi de 0,5532 segundos.

A corrida foi largamente dominada pelo piloto neo-zelandês (só não liderou em 49 das 200 voltas), e teve um inicio monótono. Só mais para a última parta da corrida é que houve agtiação, quando Castroneves decidiu arriscar e aguentar na parte final, evitando um rápido reabastecimento. A estratégia podia ter resultado... se a corrida acabasse uma volta antes. Mas quando viu que tinha pouca gasolina, decidiu limitar a velocidade, e assim deixou ser apanhado por Dixon. No último lugar do pódio ficou o americano Marco Andretti.

Quanto às meninas do pelotão, Danica Patrick foi uma pálida 11ª classificada, uma má classificação para quem costuma gostar de ovais, e a venezuelana Milka Duno, provavelmente a chicane móvel mais bonita da categoria, não passou da volta 136, quando bateu na Curva 2 do circuito, causando uma situação de bandeiras amarelas. Sarah Fisher voltou aqui à competição, onde não conseguiu mais do que o 15º posto.

No campeonato, Dixon lidera destacado, com 558 pontos, mais 78 do que o brasileiro Castroneves. o inglês Dan Wheldon é o terceiro, com 420 pontos, seguido por outro brasileiro, Tony Kanaan, com 411. A próxima prova do campeonato será a 24 de Agosto, na pista de Sonoma, na California.