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segunda-feira, 19 de abril de 2021

A imagem do dia


Romain Grosjean terminou ontem na décima posição na sua primeira corrida na IndyCar, em Barber, no Alabama americano. Mas a corrida para o piloto francês, mais do que ser a estreia numa nova categoria, era a primeira desde o seu acidente horrível, em novembro passado, em Shakir, no Bahrein. E hoje, a Racer falou do "misto de emoções" que o piloto de 35 anos passou ao voltar a colocar o capacete.

Primeiro que tudo, foi correr com o capacete que era para ter andado em Abu Dhabi, se tudo corresse bem. Como não correu, adiou a estreia para este domingo. Mas depois, ele disse que regressar ao cockpit foi o equivalente a um segundo nascimento.

Não falamos muito sobre isso, mas antes do início da corrida, foi um momento bastante difícil para mim voltar para um carro de corrida depois do que aconteceu no ano passado”, disse à Racer. “Chorei um pouco antes de entrar no carro, para ser sincero. E uma grande, grande mistura de emoções. Então, me concentrei nesta corrida; é hora de correr, mas para mim, foi um grande dia. É uma ótima equipa ao meu redor, bem humorada e eles só querem correr. E nós temos pessoas realmente boas. Eles me ajudaram muito a me preparar para [ontem]. ”

Grosjean afirmou que a corrida foi "altamente educativa", e permitiu escapar às armadilhas do inicio da corrida com a carambola que eliminou gente como Josef Newgarden, e teve um ritmo a nível do pelotão intermediário, acabando num lugar do "top ten" e o melhor dos estreantes. Nada mau, para quem corre numa equipa relativamente pequena como a Dale Coyne. 

Nós nos saímos bem e tínhamos muito que aprender hoje, desde o início até a estratégia de que você está economizando os pneus, o estilo de corrida na IndyCar, o 'push to pass'”, disse ele. “Então, realmente, podemos estar orgulhosos do nosso fim de semana. Obviamente, nós nos qualificamos na sétima [posição] e talvez tivéssemos grandes expectativas, mas acho que só precisamos estar muito orgulhosos do que foi feito. É o primeiro de muitos. E na próxima semana recomeçamos do zero, basicamente. É um circuito de rua que não conheço em São Petersburgo, e voltamos para aprender mais.”, concluiu. 

Regressar depois do maior susto da sua vida é um acto de coragem. Mas o amor pelo automobilismo é muito superior a qualquer susto, e enquanto tiver fome de corrida, ele continuará. Porque os pilotos que adoram a sua profissão são assim.

quinta-feira, 15 de abril de 2021

Grosjean e das diferenças entre a Formula 1 e a Indy Car


A IndyCar começa neste final de semana em Barber, no Alabama, e um dos motivos de interesse tem a ver com o francês Romain Grosjean. O piloto de 34 anos veio diretamente da Haas para a Dale Coyne, onde guiará um dos seus carros para as pistas de rua e convencionais, excluindo as ovais por enquanto. Numa entrevista ao Canal Plus francês, o francês falou sobre as grandes diferenças entra ambas as categorias. 

Eu diria que a maior diferença entre a Fórmula 1 e a Indycar é a falta de direção assistida. Dá-nos uma sensação bastante diferente. Acho que o Indycar é mais físico do que um Fórmula 1, nos braços e com o calor no cockpit”, acrescentou Grosjean. “Obviamente que é um pouco mais fácil no pescoço, porque as forças G são um pouco menores. Mas o carro desliza mais – estou bastante impressionado com os pneus. É mais divertido pois podemos atacar mais e não temos de estar sempre a ser moderados”, continuou.

Em relação ao ‘Aeroscreen’, o dispositivo de segurança que é usado na IndyCar, Grosjean afirmou não ter sentido qualquer dificuldade de adaptação:

Todos me fazem esta pergunta, mas acaba por fazer muito, muito pouca diferença. Nem sequer notamos que está lá. A única coisa é que não é preciso limpar a viseira ou o capacete no final de uma sessão de treino”, sorriu ele. “Os carros são muito bons de pilotar, por isso ainda tenho muito a aprender. Para ir depressa, é preciso conduzir de forma bastante diferente do que na Fórmula 1, mas estou a começar a compreender as coisas e penso que estamos a começar bem”, concluiu.

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2021

IndyCar Series: Grosjean vai correr na Dale Coyne


Está confirmado: Romain Grosjean andará a bordo de um Dallara da IndyCar na temporada de 2021. O piloto francês de 34 anos terá um programa parcial ao serviço da Dale Coyne, correndo nas pistas de circuito e de rua, excluindo-se das ovais, incluindo as 500 Milhas de Indianápolis.

Estou muito feliz com esta oportunidade de correr na NTT IndyCar Series”, começou por dizer Grosjean na conferência de imprensa que fez online, no seu canal do Twitch. “Tinha várias opções à minha frente para a próxima temporada e escolher ir às corridas da IndyCar era definitivamente a minha favorita. Embora ainda não esteja pronto para assumir as formas ovais! A IndyCar tem um campo de atuação muito mais nivelado do que eu estava acostumado em minha carreira até agora. Será emocionante disputar pódios e vencer novamente. Minha mão esquerda ainda está em recuperação, mas estamos quase prontos para voltar ao carro de corrida e começar este próximo capítulo da minha carreira.

Para Rick Ware, um dos proprietários da Dale Coyne, a oportunidade de ter o piloto francês, ex-Renault, Lotus e Haas, entre outros, é a oportunidade ideal para expandir as suas operações na competição, ele que tem nome estabelecido na NASCAR, através da Rick Ware Racing. Aliás, para as corridas ovais, poderá ser Cody Ware, o filho de Rick, com 25 anos de idade que ficará com essa tarefa de guiar o carro 51.

Estamos entusiasmados por entrar em nossa primeira temporada completa de corridas da NTT IndyCar Series com a Dale Coyne Racing, e ter um piloto do calibre de Romain Grosjean para correr nas ruas e circuitos, e torna isso muito mais emocionante para nós. Estamos ansiosos por esta temporada.”, disse Ware.

Grosjean terá o seu primeiro contacto com a máquina a 18 de fevereiro, em Sebring, em testes coletivos, preparando-se para o dia 18 de abril, em Barber, para a prova de abertura do campeonato.

sexta-feira, 23 de junho de 2017

IndyCar: Gutierrez corre na Dale Coyne até ao final da temporada

Depois de ter corrido em Detroit, e não ter participado em Texas devido à sua inexperiência em ovais, o mexicano Esteban Gutierrez vai correr pela Dale Coyne até ao final da 2017, em substituição de Sebastien Bourdais, acidentado em Indianápolis e que ficará de fora para o resto da temporada. "Estou muito feliz por finalmente anunciar o meu programa de corrida para o resto da temporada", disse Gutierrez.

O piloto de 27 anos, que esteve na Haas no ano passado e correu três provas da Formula E nesta temporada, não participou na ronda oval de Texas - subsituido por Tristian Vautier - devido à sua inexperiência nas ovais americanas.

"Representar o México na Verizon IndyCar Series tem um enorme significado para todos os fãs que acompanharam a série pela história e estou muito agradecido por preencher essa posição", continuou.

"A IndyCar tem equipes e pilotos altamente competitivos e o desafio para mim será ótimo, mas vou usar toda a minha experiência da Fórmula 1 com Sauber, Haas F1 Team e Ferrari para me adaptar rapidamente ao carro e às pistas. Estou ansioso para continuar trabalhando com a Dale Coyne Racing e a Honda. Confio neles para obtermos juntos excelentes resultados", concluiu.

sexta-feira, 2 de junho de 2017

Noticias: Gutierrez gostaria de correr nas ovais

Esteban Gutierrez está a fazer este fim de semana a sua estreia na IndyCar, com a jornada dupla de Detroit, mas ele já disse que gostaria de fazer ovais ainda este ano, isto, quando os seus compromissos na Formula E o deixarem. Dale Coyne, o proprietário, já disse que está disposto a dar essa experiência, da msma forma que já deu a Oriol Serviá e a James Davison.

"Não é apenas um one-off", começou por dizer Coyne. "Ele vai fazer mais - ovais incluidas", continuou.

"Ele quer estar aqui, ele quer estar no IndyCar. Nós não tivemos muito tempo para fazer o negócio. Adrian [Adrian Fernandez, vencedor da Indycar e empresário de Gutierrez] contatou-me sobre um piloto antes da Indy, mas na altura eu não sabia quem era ele. Então eu entrei em contato com ele para ver quem era e quando ele me disse, pensei, 'OK, ele tem um bom currículo', então caiu no lugar muito rápidamente", concluiu.

Já Gutierrez - que foi 21º na sessão de treinos de quinta-feira - disse que ficaria agradado se tivesse uma chance de correr nas ovais. 

"Espero que eu possa ter pelo menos um dia de teste antes disso", começou por dizer Gutierrez. "Isso será importante para mim ter uma ideia. É [algo] completamente novo para mim, mas estou muito interessado em e ir lá e experimentar. Eu sou um piloto. Eu gosto de desafios, então é isso que eu espero", continuou.

Gutierrez confirmou que esperava "fazer o resto da temporada" na IndyCar - se assim for, ele terá que pular três corridas ou ser substituído na Techeetah, a sua equipa na Fórmula E, pois as corridas do Texas, Toronto e Mid-Ohio vão coincidir com as três últimas provas da temporada de carros elétricos.

quinta-feira, 1 de junho de 2017

IndyCar: Gutierrez no lugar de Bourdais na Dale Coyne

A Dale Coyne anunciou esta tarde que o mexicano Esteban Gutierrez será seu piloto da ronda de Detroit, em substituição de Sebastien Bourdais. O antigo piloto da Haas, e que este ano corre pela Techeetah na Formula E, vai ter a sua estreia noutra categoria, neste caso, na IndyCar.

"Estou muito agradecido à Dale Coyne Racing, que é uma equipa altamente competitiva", começou por dizer Gutiérrez, no comunicado oficial. "Quando a Dale Coyne me ligou, não tinha dúvidas de que seria uma ótima oportunidade para obter experiência na Verizon IndyCar Series. O meu objetivo é de aprender o mais rápidamente possível. A Indycar é uma série muito desafiadora para os pilotos, mas eu me sinto pronto para aproveitar esta chance", continuou.

"Estou entusiasmado com a minha corrida de estréia em Detroit e não posso esperar para começar a trabalhar com a equipa, engenheiros e a Honda, além de dirigir um carro de novo. Eu tenho lembranças muito boas das minhas temporadas bem sucedidas na GP3 e GP2 Series com os carros da Dallara e trabalhei muito bem com eles na equipa Haas F1. Vou fazer o meu melhor para Dale Coyne Racing, Honda e todos os fãs mexicanos", concluiu.

Do lado da Dale Coyne, eles dão as boas vindas ao piloto mexicano, embora não digam até quando ele ficará na equipa, se só será neste fim de semana ou noutras corridas, até que Bourdais esteja apto para regressar a um cockpit.

"Nós vamos sentir falta de Sebastien no carro número 18, mas estamos muito felizes com a escolha de um substituto para ele neste fim de semana", disse Dale Coyne. "Esteban tem um ótimo curriculo em monolugares, especialmente na Fórmula 1 e na GP2. Eu acho que ele vai fazer bem num carro da Indy e todos esperamos ver o que ele vai fazer neste fim de semana em Detroit", concluiu.

A ronda de Detroit será das poucas que acontecerá em dupla, com corridas no sábado e domingo, nas ruas de Belle Isle.

terça-feira, 30 de maio de 2017

O verdadeiro "Rookie do Ano"

Fernando Alonso, apesar de não ter chegado ao fim, saiu vencedor de Indianápolis. Saiu com 305 mil dólares no bolso - nada de especial, considerando o que ganha por mês na McLaren - e sobretudo, saiu com o prémio de "Rookie do Ano" na corrida, apesar de, como já disse, não ter chegado ao fim. E essa é a parte do qual poucos aceitaram, ontem à noite, quando foram dados os prémios por parte da organização da Indianápolis Motor Speedway. É que ao dar o prémio ao piloto espanhol, não deram a um bom piloto inglês com raízes no Dubai: Ed Jones (na foto).

Jones, de 22 anos, terminou a corrida no lugar mais baixo do pódio, ao serviço da Dale Coyne, que agora está um pouco orfã de referência com o acidente de Sebastien Bourdais. Ele chegou este ano à IndyCar Series depois de ter sido o campeão da Indy Lights em 2016, ao serviço da Carlin. E já teve algum palmarés nas competições de acesso, nomeadamente a vitória na European Formula 3 Open, em 2012, ao serviço da Team West-Tec F3. Este ano, Jones está a mostrar que é um bom piloto numa competição como é esta, e parece que tem futuro. Mas o facto de ter sido visto de lado parece ser mais porque queriam dar algo a Alonso do que deixá-lo de lado por algum preconceito que haja por aí. Jones andou bem ao longo das semanas de preparação das 500 Milhas, não entrando por pouco no "fast nine", sendo 11º na grelha, e evitando as armadilhas ao longo do caminho. Logo, o "Rookie do Ano" parecia ser algo natural. Mas não foi.

Mas colocando as coisas desta forma, Jones tem uma vantagem do qual Alonso não tinha: experiência. É que os pilotos da Indy Lights andam também nas 500 Milhas (há a Freedom 100, que acontece no dia anterior à corrida) e ele já tinha a experiência de duas temporadas, onde, como sabem, foi o campeão de 2016. E ter alguma experiência já é melhor do que nenhuma experiência, como tinha Alonso. E claro, o espanhol classificou-se melhor do que o anglo-árabe, como todos sabem. Mas as pessoas vêm resultados e acham estranho esta atribuição.

Contudo, as reações das pessoas no Twitter a esta escolha mostram que eles sabem reconhecer um talento quando vêm um. E Jones têm-o. Creio até que, mesmo que não tenha ganho aqui, deverá ser o candidato natural a ser o "Rookie do Ano" nesta temporada. Agora que a Dale Coyne precisa de talento na sua equipa, com Bourdais fora de cena no resto da temporada, é provável que ele tenha mais chances de brilhar nas pistas urbanas e nas ovais. E com praticamente poucos estreantes no pelotão - é o único que está a fazer toda a temporada - é altamente provável que o prémio seja dele. Agora, seria engraçado se para além desse prémio, ele pudesse conseguir algum pódio ou algo mais. Teria a sua graça.

domingo, 21 de maio de 2017

IndyCar: Davison substitui Bourdais

O australiano James Davison será o substituto de Sebastien Bourdais nas 500 Milhas de Indianápolis - e provavelmente, do resto da temporada - da IndyCar. O anuncio foi feito esta manhã pela Dale Coyne, poucas horas depois do acidente do piloto francês, que causou fraturas na bacia e na anca.

A equipa espera que ele possa entrar dentro do carro na segunda-feira, dentro de um dos carros de reserva, onde possa marcar um tempo para poder participar nas 500 Milhas de Indianápolis. E ele vai poder dispensar algumas das passagens anteriores, pois se torna uma emergência. Davison correu pela última vez em 2015, onde terminou na 27ª posição.

"Nós certamente faremos o melhor que pudermos com o tempo e o equipamento que temos", começou por dizer Davison. "Nós só temos o carro de estrada para construir, então vamos começar pela última vez e o Dale tem os melhores mecânicos e tripulantes aqui, então eu estarei pronto para ir [à pista] assim que eles me digam que é hora", concluiu.

Davison esteve a correr no Pirelli World Challenge na categoria GT, a bordo de um Nissan GT-R GT3. 

sexta-feira, 17 de abril de 2015

IndyCar: Moran Jr. substitui Huertas em Long Beach

A Dale Coyne substituiu um os seus pilotos para a ronda de Long Beach, ao colocar o americano Rocky Moran Jr. no lugar do colombiano Carlos Huertas. Moran Jr., de 34 anos, andava neste momento na Endurance americana e já tinha passado pela Formula Atlantic entre 2001 e 2005, onde venceu duas corridas.

"Posso dizer como estou emocionado por finalmente conduzir um IndyCar ", afirmou o"rookie"de 34 anos de idade, que vai ser companheiro de equipa do italiano Francesco Dracone. 

"Dale é um fazedor de sonhos e sempre sonhei com essa oportunidade", afirmou.

Não se sabem as razões desta substituição, mas a mais provável é que Huertas não tenha conseguido patrocinadores suficientes para mais corridas nesta temporada, depois de um 16º posto como melhor resultado, em Nova Orleães. Também não se sabe por quantas corridas Moran irá alinhar, mas soube-se esta semana que irá alinhar com um terceiro carro nas 500 Milhas de Indianápolis, para a britânica Pippa Mann.

A ronda de Long Beach, a terceira do campeonato, vai acontecer este fim de semana.

domingo, 10 de junho de 2012

IndyCar: Rahal erra, Wilson vence no Texas

Depois de Indianápolis, Texas passa a ser a segunda oval das quatro existentes no calendário de uma IndyCar - falta Milwaukee e Fontana - onde este ano estão reduzidas ao mínimo após os eventos de Las Vegas, no ano passado. E uma das razões porque esta corrida ficou no calendário é pelo facto de ser corrida no sábado à noite, madrugada de domingo na Europa. Nestas bandas, só os que não tem sono é que vêm esta corrida.

Contudo, houve drama na corrida e um final eletrizante onde o melhor foi um piloto "underdog", Justin Wilson, numa equipa tradicional - mas sempre a raspar o fundo da panela, uma Minardi da vida - a Dale Coyne, conseguiu uma vitória surpresa, batendo Graham Rahal e dando à Honda a sua terceira vitória consecutiva, depois de quatro vitórias seguidas da Chevrolet no inicio da temporada.

As coisas começaram com drama... mas boxes. Simona de Silvestro, ainda a última piloto a correr com motor Lotus, ficava nas boxes e não saia, enquanto que a mesma coisa acontecia a Rubens Barrichello, vítima de um problema mecânico. Após uma largada sem incidentes, com o poleman Alex Tagliani a ficar na frente, Scott Dixon seguiu-o, à distância que podia permitir, até à volta 31, altura em que Charlie Kimball bateu no muro e causou a primeira situação de bandeiras amarelas. Toda a gente foi ás boxes, com alguns incidentes, como Will Power e Tony Kanaan, que tiveram problemas com os pneus, e Simon Pagenaud, que levou um toque de Justin Wilson e que por causa disso, foram penalizados com um drive-through.

A corrida recomeçou na volta 40, para voltar a ser interrompida 26 voltas depois, com Takuma Sato a ser nova vítima. Os carros pararam de novo nas boxes para novos reabastecimentos, e na relargada, na volta 71, Dixon estava na frente, pressionado por Graham Rahal. Apesar de tudo, o neozelandês da Ganassi manteve a liderança, chegando a alargá-la para seis segundos até perto da volta 110, altura em que Justin Wilson chegou ao segundo lugar e começou a apanhar Dixon ao ritmo de meio segundo por volta.

Os pilotos pararam para reabastecimento a partir da volta 117, com Dixon a ir às boxes e entregar o comando para Wilson. Depois, o neozelandês ficou com a liderança, enquanto que Wilson caia para quinto. Na volta 131, um lento Ernesto Viso causou nova situação de bandeiras amarelas, o que foi aproveitado para nova paragem nas boxes. Quando voltou o sinal verde, o canadiano James Hintchcliffe tinha a liderança, mas Dixon pressionou-o, passando ao comando na volta 142, e lá se manteve até à 175, quando Dixon... bateu no muro, ao atrapalhar-se com um piloto retardatário e bateu na curva 2.

Sem o líder e com bandeiras amarelas, o pelotão entrou nas boxes para um último reabastecimento. A partir dali, estava tudo em aberto, mas quem saiu melhor, após a bandeira verde, na volta 184, foi Will Power, mas com Ryan Briscoe muito próximo. Helio Castro Neves aproximou-se, bem como Graham Rahal e Justin Wilson. O brasileiro perdeu rendimento e caiu no pelotão, enquanto que Rahal subia posições até ao comando da prova. Wilson estava atrás dele e pressionou-o até que ele cometesse um erro, o que aconteceu na volta 198, quando o americano tocou ao de leve no muro e Wilson aproveitou para o passar e ficar com a vitória, a primeira do ano para si e para a sua equipa. Rahal, mesmo assim, foi o segundo e Ryan Briscoe o terceiro.