Mostrar mensagens com a etiqueta Albuquerque. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Albuquerque. Mostrar todas as mensagens

quarta-feira, 7 de junho de 2023

Endurance: Pilotos portugueses com objetivos definidos


António Félix da Costa e Filipe Albuquerque são os dois pilotos portugueses que estarão presentes na edição do centenário das 24 horas de Le Mans, que acontecerá neste final de semana. E ambos partem para a prova com ambições diferentes: um quer um pódio na classe principal, outro deseja o triunfo na classe LMP2. 

No primeiro caso, o do piloto de Cascais, atualmente com 31 anos e recém-chegado de Jakarta, onde disputou a ronda dupla da Formula E pela Porsche, a edição do centenário das 24 horas de Le Mans será disputado na categoria Hypercar, ao volante do Porsche 963 da Hertz Team JOTA, com os seus colegas de equipa, o britânico Will Stevens e o chinês Yifei Ye. E o objetivo dele é o de alcançar o pódio, depois de terem ganho na classe LMP2 em 2022.


“Este é um grande momento para mim e para a Hertz Team JOTA, já ganhei esta corrida na LMP2, mas agora é para lutar à geral”, começou por afirmar António Félix da Costa, na béspera da Hyperpole, a sessão de treinos para definir a grelha de partida desta corrida. 

“Depois de muito trabalho, preparação do nosso carro e esforço de toda a equipa, chegou a altura das 24 horas de Le Mans e acredito que estamos preparados para este grande desafio. Sabemos que somos uma equipa privada e lutamos contra várias marcas oficiais, com orçamentos bem mais elevados, mas também sabemos do valor desta grande equipa, que conta com alguns dos melhores engenheiros do automobilismo mundial, portanto encaramos esta corrida com muita responsabilidade, um enorme espírito de equipa e muita vontade de terminar as 24 horas sem problemas e lutar por um lugar no pódio!”, concluiu.


Para Filipe Albuquerque, aos 37 anos - fará 38 a 13 de junho - este ano continua na classe LMP2, a bordo do carro da United Autosports, ao lado dos seus companheiros Phil Hanson e Frederike Lubin. No pré-teste, o piloto afirmou que não houve tanta preocupação com os tempos, mas sim, dar ritmo ao piloto menos experimentado. E apesar de já estar na sua décima participação na prova, de já contar com uma subida ao lugar mais alto do pódio entre a classe LMP2, Filipe Albuquerque não esconde que ainda sente ansiedade por mais uma corrida na rainha da Endurance.

"[Foi] sobretudo dar oportunidade ao piloto menos experiente, neste caso Lubin, de conhecer esta nova realidade. Amanhã [quarta-feira], é o início da preparação para as sessões de qualificação que vão ditar a grelha de partida. E agora que cada equipa vai começar a mostrar o seu realmente andamento e nós também”, começou por afirmar.

“[Sinto] aquele friozinho na barriga em como vai começar a corrida mais difícil do ano. Aquela que move tudo e todos e que pode mudar o rumo dos campeonatos. Estamos na frente, cientes de todo o nosso potencial e confiantes num bom resultado. Não impomos limites a nós próprios, apenas fazer de tudo para chegar à vitória. Vencer Le Mans pela segunda vez e manter a equipa na frente do campeonato é tudo o que posso desejar”, concluiu o piloto de Coimbra.

domingo, 19 de fevereiro de 2023

Youtube Motoring Vídeo: O Alfa Romeo de Filipe Albuquerque

Não costumo seguir muito o canal "Ícones" do Youtube, mas eles sabem fazer bons vídeos. E hoje tinham de caprichar porque o convidado era especial: Filipe Albuquerque. O piloto de Coimbra decidiu restaurar o Alfa Romeo GTV 2000 que pertenceu ao seu pai e fê-lo de alto a baixo, para ficar como se fosse novo, apesar de já ter uns bons anos.

E também, foi uma forma de homenagear o seu pai, que já morreu. 

Aqui ele explica o processo de restauro do carro, que foi lento, mas seguro, e ainda houve tempo para dar umas voltinhas. 

segunda-feira, 23 de agosto de 2021

Le Mans: Portugueses tristes com os seus resultados



Apesar de três pilotos portugueses presentes nas 24 Horas de Le Mans - e um angolano a correr com licença portuguesa, Rui Andrade - a performance deles, infelizmente, não foi positiva. Classificações modestas à custa de avarias no alernador, no caso de Filipe Albuquerque um despiste, no caso de António Félix da Costa, e uma avaria final, no caso de Álvaro Parente - e do próprio Rui Andrade - foi o desfecho na edição deste ano. Corrido o pano desta edição, é agora altura de se fazer o balanço desta corrida. E claro, ninguém está satisfeito, e prometem regressar com vontade de corrigir esta situação.  

No caso de António Félix da Costa, o piloto da Jota chegou a protagonizar um bom desempenho nos primeiros quilómetros da corrida, liderando na classe LMP2 e chegando a ter a melhor volta, antes de entregar o carro ao seu companheiro e este se despistar na chicane Dunlop, atrasando bastante. No final da prova, o 13º lugar da geral, a 13 voltas do vencedor, e o sétimo lugar na classe não reflete a velocidade e a consistência da tripla. 

Contudo, no rescaldo da prova, António Félix da Costa referia que “claro que estamos tristes porque sentimos desde o início que tínhamos carro e andamento para lutar pela vitória, mas Le Mans é isto mesmo, alegrias, desilusões, suor, lágrimas, uma corrida única que todos querem ganhar e que tem um sabor especial.", começou por afirmar. 

"Do nosso lado fica a certeza que demos tudo, nunca deixámos de lutar, mesmo com o problema que nos fez perder sete voltas. Fui chamado pela equipa para guiar quase onze horas e apesar do cansaço, dei sempre tudo e sinto-me contente com a minha performance, penso que não ficou indiferente a ninguém. Esta é uma corrida que quero muito ganhar e sem dúvida voltarei em 2022 para lutar por este sonho."

"Agradeço à equipa Jota o excelente trabalho que fizeram, mecânicos, engenheiros e todo o staff, aos meus colegas de equipa que mantiveram um espírito de luta incrível ao longo de toda a corrida, e por fim, aos Portugueses, que me apoiaram sempre muito ao longo de todo o fim-de-semana!”

No mesmo diapasão alinhou Filipe Albuquerque, que foi consistente e andava no terceiro posto da sua classe até que a meio da noite, o alternador cedeu e perderam mais de uma hora a tentar retirá-lo e colocar outro, para poderem prosseguir. Um 19º posto na classe, 43 volta de atraso e uma corrida estragada foi o resultado, e naturalmente, o piloto de Coimbra ficou desiludido com o resultado.

“Não é fácil digerir estas coisas. Saímos para a corrida de uma posição complicada e com condições atmosféricas adversas. Fui muito cauteloso no início para não deitar nada a perder. Fomos gradualmente subindo posições na tabela, chegámos a liderar a prova entre os LMP2 e quando estávamos confortavelmente na terceira posição e ainda com mais de 10 horas de competição pela frente, o alternador dá problemas. Fomos forçados a meter o carro nas boxes para reparar o problema. Logo aí soubemos que a nossa corrida tinha chegado ao fim! Mas, a pensar nos pontos para as contas do campeonato do mundo, continuamos em prova em busca do melhor resultado. E a 19ª posição foi o resultado possível”, começou por explicar.

“As corridas são assim mesmo. Uma vezes ganhamos e outras vezes perdemos. Foi uma pena porque o nosso carro estava a andar muito bem, mas são situações que não conseguimos controlar. Agora é olhar para a frente e pensar na próxima”, rematou.


Já Álvaro Parente, que andou num Porsche na classe GTE-Pro, apesar da pole, foi um dos que não chegou ao final devido a uma avaria, depois de 227 voltas ao circuito de La Sarthe. Mas antes disso, os pilotos sabiam que não iriam muito longe na sua classe devido ao andamento do Porsche face aos seus adversários.

“Como já esperava, estávamos sem andamento para poder acompanhar os nossos adversários. Demos o máximo enquanto estivemos em prova, fiz bons ‘stints’, mas era impossível ir mais além. Face ao cenário em que estávamos, terminar teria sido um bom prémio para todos na equipa, mas acabámos por ter de abandonar”, sublinhou o piloto do Porto.

Apesar do mau desfecho, Parente sentiu-se feliz por regressar a Le Mans.

“Competir em Le Mans é sempre fantástico. É uma prova de sensações fortes, daquelas em que todos os pilotos querem competir. Quando entro numa corrida, o meu objetivo é vencer, mas desta feita era muito complicado e tinha isso em mente. Dei o meu máximo e era muito complicado fazer melhor. Foi importante voltar a Le Mans, competir com um Porsche e conhecer a HubAuto Racing. Portanto, apesar do abandono, faço um balanço muito positivo da minha participação nesta prova”, concluiu. 

domingo, 21 de março de 2021

Endurance: Albuquerque conformado com o resultado



O quinto lugar final nas 12 Horas de Sebring - quarto depois da desclassificação do carro numero 48 devido a um excesso de tempo num dos pilotos - foi algo frustrante para os pilotos do carro partilhado entre Filipe Albuquerque, Ricky Taylor e Alexander Rossi. Duas penalizações e problemas de arrefecimento do motor não permitiram chegar ao lugar mais alto do pódio, mas isso é normal numa corrida imprevista e longa como as 12 Horas de Sebring, uma das maiores provas de Endurance nos Estados Unidos.

No final da corrida, Albuquerque falou nas redes sociais sobre o rescaldo desta edição.

"Que corrida. Muita coisa aconteceu. Estávamos desde o início com um bom andamento, mas depois levámos uma penalização por infração nas boxes. Caímos posições mas voltámos a recuperar.", começou por explicar o piloto de Coimbra.

"Depois estávamos em segundo e acabei por dar um toque num dos GT. Levámos mais uma penalização. Mas voltámos a recuperar até à liderança. Mas o carro começou com problemas de arrefecimento do motor e ficámos drasticamente mais lentos e fomos perdendo terreno. Limitámo-nos a levar o carro até ao fim e a assegurar o maior número de pontos possível. No meio disto tudo o quarto lugar foi um óptimo resultado”, concluiu.

quarta-feira, 17 de março de 2021

Endurance: Albuquerque deseja vencer em Sebring


A poucos dias das 12 Horas de Sebring, Filipe Albuquerque deseja a vitória. Triunfador na primeira corrida do ano nas Américas, as 24 Horas de Daytona, o piloto de Coimbra está focado em conseguir algo que tem escapado nos últimos anos. Mas agora que é piloto da Wayne Taylor Racing, certamente a melhor na IMSA, e depois dos testes particuçares realizados na pista do estado da Florida, Albuquerque está optimista e até desejoso de entrar em pista. 

"É sempre uma corrida muito exigente e desafiante. O asfalto, com muitos buracos, coloca à prova as capacidades dos pilotos e das máquinas. Sabemos que temos um bom carro e a prova disso foi a vitória em Daytona. Mas não podemos dar nada como certo. Temos de fazer o nosso trabalho bem feito pois são 12 horas e tudo pode acontecer", começou por dizer.

"Nunca venci esta corrida e claro que gostava de o conseguir. Seria mais um marco importante na minha carreira. Estamos todos na equipa muito focados e preparados. Analisámos e trabalhámos os dados recolhidos no teste. Por isso, não há nada a temer mas simplesmente fazer o trabalho bem", concluiu.

A corrida terá lugar no próximo Sábado, dia 20 de Março, com arranque previsto para as 14h10, hora portuguesa, e ele fará equipa com os americanos Ricky Taylor e Alexander Rossi.

domingo, 31 de janeiro de 2021

A(s) image(ns) do dia






Ainda me lembro da primeira vez que um português ganhou em Daytona. Fora João Barbosa, em 2010, e parecia que era algo único, que iria ficar na vitrine do automobilismo português por muito tempo, como se fosse uma espécie de "Evereste" do qual iriam admirar por muitos e bons anos. Afinal... fomos enganados. No bom sentido.

É que depois daquela vitória de João Barbosa, ele venceu mais duas vezes, em 2014 e 2018, uma delas com Filipe Albuquerque ao volante, em 2018, e ainda tinha o brasileiro Christian Fittipaldi a acompanhá-los. O piloto de Coimbra já se sabia que era bom na Endurance, correndo quer na LMP2, quer na LMP1, quando tinha a chance. Mas nos últimos tempos, ele começou a mostrar a sua solidez, vencendo quer o campeonato LMP2, quer conseguindo uma vitória na categoria nas 24 Horas de Le Mans.

Mas este ano, a Endurance foi diferente. Com os novos regulamentos a entrarem, as equipas mais poderosas querem os melhores pilotos. E a Wayne Taylor Racing quer os melhores. Como o Filipe. Para Daytona, colocou-o ao lado de Ricky Taylor e Alexander Rossi, vencedor das 500 Milhas de Indianápolis, e Hélio Castroneves, que já venceu no "Brickyard" por três vezes.

E foi uma luta dura. Uma corrida de 24 horas já não é um teste de resistência aos motores e outros componentes, agora é uma corrida de sprint que dura um dia inteiro. E as coisas estiveram tão próximos um dos outro e relação ao segundo classificado que na última hora, um volante que deveria ser para Ricky Taylor, caiu para as mãos de Filipe Albuquerque. A razão era simples: ele têm mais sangue frio do que a concorrência. E essa confiança não foi abalada. Ele levou o seu carro ao fim, e no primeiro posto, enquanto o Cadillac guiado por Renger van der Zande e Kevin Magnussen, entre outros, furou e atrasou-se na corrida para a vitória.

E havia mais razões para essa confiança: a Wayne Taylor Racing queria vencer pela terceira vez consecutiva esta prova, a bordo do seu Acura, e também para prestigiar a sua equipa como uma das melhores da atualidade. No final, correu tudo bem, e para todos eles, esta vitória só veio prestigiar todos os que correram nela. Quer pela distância entre eles, quer pelas dificuldades, quer pelo prestigio. 

E nós, de um, que parecia ser algo unico e irrepetível, chegamos agora à quarta vez que um português vence por aqui. Começa a ser um hábito festejarmos por aqui. 

sexta-feira, 9 de outubro de 2020

WEC: Albuquerque fala do futuro


Filipe Albuquerque
não faz muita ideia do que vai ser o futuro, mas a única certwza que t~em é que será na Endurance, onde alcançou o título mundial na classe LMP2, a vitória nas 24 Horas de Le Mans e é o favorito para triunfar no Europeu. Numa entrevista à Autosport portuguesa, o piloto de Coimbra fala um pouco sobre o futuro da Endurance, das novas categorias e dos rumores que sa feleam sobre a entrada de novas equipas a partir de 2022.

“Escolher entre LMDh e Hypercarros? Teria que me sentar e ouvir os planos de uma parte e de outra. Não sei. Sinceramente não sei qual vai ser o melhor carro e é um ponto de interrogação para muita gente.", começou por dizer.  "Eu acho que o que existem são apenas rumores. Tenho ouvido falar que estou no topo da lista de alguns construtores, mas isso não quer dizer nada. É como sermos favoritos a ganhar uma corrida. Só conta quando for contactado pela pessoa responsável e me oferecem um contrato.", continua.

"Até lá, são apenas especulações. Há algumas conversas com algumas pessoas ligadas a certos grupos que me estão a mandar alguns piropos, mas isso para já não conta para nada pois não é nada oficial e nada concreto. Para já só temos a Peugeot com um projeto novo para Le Mans. Fala-se na Porsche, fala-se na McLaren. Vamos ter de esperar mais um pouco até para ver quem é que a Peugeot escolhe para o seu lote de pilotos e também se os outros construtores vão entrar ou não.”

Questionado sobre se gostaria de fazer dupla com António Félix de Costa, Albuquerque diz que adoraria correr ao lado dele num dos projetos que estão a aparecer, dependendo do que a Formula E lhe deixaria fazer.

“Fazer dupla com o António era fantástico, ele é um piloto espetacular e ainda por cima somos muito parecidos a nível de altura e fazer o banco era fácil. Somos ambos portugueses e conhecemo-nos bem. Mas o António está muito envolvido na Fórmula E eu estou claramente direcionado para resistência e é aí que me vou manter, não pretendo mudar para mais lado nenhum, portanto os próximos meses vão dizer qual será o meu futuro.", começou por afirmar

"Nunca escondi que o meu objetivo era vencer Le Mans à geral. Quando a Audi saiu tive muita pena de ter de ir para LMP2 pois forçosamente não havia lugar em mais lado nenhum mas gostava de voltar aos LMP1 e correr à geral, por um construtor. É essa a minha ambição e o meu sonho. Falta-me ser campeão europeu, ganhar o IMSA, ganhar Sebring, falta o campeonato do mundo, ganhar Le Mans à geral.. há sempre mais a conquistar e depois repetir tudo outra vez, porque não?“, concluiu.

domingo, 20 de setembro de 2020

A(s) image(ns) do dia



Quando já sabes quem vai ganhar as 24 Horas de Le Mans, qual vai ser o motivo que te vai agarrar à televisão durante boa parte do tempo? No meu caso em particuar, será saber se irei ver um português no lugar mais alto do pódio numa das classes e vê-lo corar como vencedor. E melhor: poder vê-lo ser campeão do mundo. E não era o António Félix da Costa.

No caso do Filipe Albuquerque, piloto de Coimbra e um dos condutores do Oreca 07 da United Autosports, a ideia era de mostrar em Le Mans o que tinha feito nas três corridas anteriores do Mundial WEC, quando subiu ao lugar mais alto do pódio na sua categoria em pistas como Spa-Francochamps, por exemplo. Ao lado de Phil Hanson, e em Le Mans pelo escocês Paul di Resta, ele mostrou toda a sua velocidade e a sua capacidade de não quebrar sob pressão. 

E agora, com umas 24 Horas de Le Mans que cada vez mais se assemelha a uma prova de "sprint", pois as quebras mecânicas são cada vez menores, mas os erros humanos ainda estão lá, foi um teste à mente. E ele disse, com razão que "foram as 24 horas mais longas da minha vida e os últimos minutos de corrida foram de loucos".

Isso porque o outro carro, o Oreca 07 da Jota, tinha entre eles, outro português, António Félix da Costa. Ao lado de Antonhy Davidson e Roberto Gonzalez, embora compita menos que o seu compatriota, ele tem o título de campeão da Formula E nas suas costas, e tinha de o mostrar. E a batalha entre eles foi épica, onde no final apesar de terem acabado a 17 voltas do Toyota vencedor, entre eles ficaram 32 segundos de diferença. Ao fim de 24 horas de condução contínua, diga-se.

“Acreditamos sempre e lutámos até à última volta para vencer, mas sabíamos que não tínhamos o carro mais rápido, portanto a estratégia foi a de não cometer erros e procurar espreitar uma oportunidade”, referiu o piloto de Cascais. Mas teve o fair-play de dizer que, a perder, ao menos que fosse para um seu compatriota. "Fico contente com a vitória do Filipe e ficam os meus parabéns, foram uns justos vencedores e foi um prazer lutar durante toda a corrida, foi uma grande batalha e terminar uma corrida de 24 horas separados por 32 segundos mostra bem isso”, concluiu.

“Pontualmente já o conseguimos, mas regulamentarmente precisamos de alinhar na última corrida no Bahrein. Por isso, para já, podemos festejar a vitória em Le Mans, o resto virá a seu tempo. A equipa fez um trabalho extraordinário, nós pilotos demos sempre o nosso melhor e não tenho dúvida que somos justos vencedores. Esta vitória é fruto de muito trabalho, muito empenho e muita garra! Estamos todos de Parabéns. Um obrigado especial a todos aqueles que têm acompanhado o meu percurso e que nunca deixaram de acreditar nele”, concluiu Albuquerque.

Já agora, o quinto lugar do Filipe Albuquerque iguala o seu melhor resultado na prova, que a alcançou em 2017, também num LMP2 da United Autosports, enquanto o sexto posto de Félix da Costa é, naturalmente, o seu melhor resultado pessoal, na sua terceira participação na prova. Nenhum dos dois, porém, ainda bateu o palmarés de Pedro Lamy, duas vezes segundo classificado da geral, em 2007 e 2011, e uma vitória na classe GTE Am, em 2012. 

No final, ficamos todos felizes ao vê-los no lugar mais alto do pódio, numa classe que todos dizem ser a mais equilibrada, numa altura em que aí vêm os Hypercarros e os LMPh, os carros DPi americanos, usados na IMSA, que terão uma motorização semelhante e que está atrair construtores para este mundial de resistência, desde e Toyota à Peugeot, com outros a interessarem-se, incluindo a Ferrari. E creio que toda esta gente está a olhar para estes pilotos que andam na segunda classe com ideias de os ter nos seus carros e dar o seu melhor quer no Mundial, quer na prova de La Sarthe, que em 2021 espera que volte a ser em junho, como costuma ser.

Mas hoje comemoremos este feito português, num "annus mirabilis" para as nossas cores.

terça-feira, 15 de setembro de 2020

Le Mans: Albuquerque está ambicioso para as 24 Horas


Na semana da realização das 24 horas de Le Mans, Filipe Albuquerque mostra-se ambicioso para a vitória na classe LMP2. Ao lado de Phil Hanson e Paul Di Resta, o piloto de Coimbra está confiante no sucesso, pese embora saiba que a prova não é conhecida por ser propriamente fácil. Mas com as duas vitórias nas últimas duas corridas, espera que a corrida em La Sartge continue a representar boa sorte para o carro 22 da United Autosports.

“Estou ansioso e até um bocadinho nervoso. Estamos na liderança do campeonato [categoria LMP2] e esta prova é muito importante em termos de Campeonato. Sabemos que somos candidatos à vitória, mas todos sabemos que em Le Mans nada pode ser dado como adquirido. Aliás, há uma célebre frase que diz: ‘Não és tu que escolhes Le Mans, é Le Mans que te escolhe a ti’. E é mesmo isto. Queremos ganhar, sabemos que temos carro e equipa, mas em Le Mans a pontinha de sorte pode fazer a diferença”, afirmou Albuquerque

“Será a nossa estreia com o Oreca nesta pista. Não vamos ter o habitual teste que antecede o evento que seria muito importante para afinarmos o carro às condições da pista. Não temos histórico, mas vamos dar o nosso melhor e procurar recuperar dessas desvantagem, até porque temos tudo o resto: ambição, motivação, andamento e profissionalismo. Agora só nos resta deixar acontecer”, finalizou.

quinta-feira, 20 de fevereiro de 2020

Formula E: Albuquerque será piloto de desenvolvimento da Techeetah

Vai haver um segundo piloto português na Formula E. Filipe Albuquerque estará em Marrakesh para o teste coletivo da marca, a bordo de um dos carros da Techeetah, depois da corrida, a 1 de março. O trabalho como piloto de testes na Techeetah é acumulado com as corridas no FIA WEC, o Campeonato do Mundo de Resistência, o ELMS, o European Le Mans Series, e a Taça Morte-Americana de Resistência.

"Estou muito contente pelo convite da DS Techeetah para testar e ajudar os seus pilotos, nomeadamente o António. Mal posso esperar por guiar!", disse o piloto de Coimbra na sua página do Facebook.

Mais tarde, em declarações à Autosport portuguesa, Albuquerque afirmou: “Fiquei muito satisfeito pelo convite que me foi dirigido. O reconhecimento profissional é sempre muito bom. Estamos a falar de uma realidade que desconheço por completo, mas para a qual estou muito empenhado e focado”, começou por referir.

“Poder ajudar o António Félix da Costa, a quem devo agradecer parte deste convite, e o Jean-Éric Vergne a ganhar corridas será uma missão que poderá contar com toda a minha dedicação”, concluiu.

O campeonato de Formula E continua no próximo dia 29 de fevereiro com o ePrix de Marrakesh, em Marrocos.

sexta-feira, 26 de julho de 2019

Endurance: Albuquerque gostou do novo bólido

A United Autosports tem um novo carro e os pilotos gostaram dele. Filipe Albuquerque, Phil Hanson e Paul di Resta estiveram por estes dias a testar o Oreca 07 LMP2 em Barcelona, para o Prólogo, e os resultados agradaram a todos. Eles ficaram no segundo lugar no computo geral das quatro sessões efectuadas, um resultado que superou as expectativas, já que esta foi apenas a primeira vez que deram voltas com esta máquina.

Este resultado abre boas perspectivas para o início da temporada do WEC que terá lugar no final de Agosto, com as Quatro Horas de Silverstone.

“Estamos muito contentes com este primeiro teste. Os resultados que conseguimos superaram as expectativas. Temos ainda muito que descobrir e trabalhar ao nível das afinações. Mas conseguir no primeiro teste estes resultados deixa qualquer um animado e confiante para o que aí vem. Estamos cientes que temos nas nossas mãos uma excelente máquina e que as vitórias estarão ao nosso alcance. Agora é continuar a trabalhar no conhecimento do carro para entrarmos na primeira prova em Silverstone ainda mais fortes”, afirmou o piloto de Coimbra no final destes testes.

terça-feira, 12 de junho de 2018

Le Mans: Albuquerque deseja um bom resultado

Filipe Albuquerque deseja fazer melhor resultado do que em 2017. O piloto de Coimbra, que corre este ano no LMP2 da United Autosports, está confiante num bom resultado, embora tenha consciência que o seu Ligier não é tão competitivo como os chassis Oreca usados pelos seus adversários na classe.

“O nosso carro está sem dúvida mais competitivo que o ano passada, mas não tão rápido como o dos nossos adversários", começou por dizer no comunicado oficial da equipa. "No entanto, numa corrida de 24 horas nem só de rapidez se faz a prova. O ano passado fomos quintos depois de uma corrida muito bem conseguida. Logo, para este ano o objectivo é fazer melhor mas é difícil prever. O desempenho dos pneus terão também um papel muito importante assim como as condições atmosféricas. O importante é que estamos todos muito entusiasmados e preparados para uma semana de intenso trabalho. O resultado acabará por aparecer”, explicou.

O piloto português irá dividir a condução do seu Ligier LMP2 com os britânicos Phil Hanson e Paul Di Resta, este último, estreante na mítica prova de Endurance.

As 24 Horas de Le Mans começam no sábado, a partir das 16 horas locais, menos uma hora em Lisboa, e a transmissão em Portugal está assegurada pela Eurosport.

domingo, 28 de janeiro de 2018

A imagem do dia (II)

Eis três pessoas dos quais muitos falam serem excelentes pilotos e excelentes pessoas. De Christian Fittipaldi, carrega um nome sagrado no automobilismo: batizado em homenagem a Christian Heins, morto nas 24 Horas de Le Mans de 1963, filho de Wilson Fittipaldi Jr, neto de Wilson "Barão" Fittipaldi, e claro, sobrinho de Emerson Fittipaldi. Teve uma excelente carreira com passagens pela Formula 1, CART, e agora na IMSA e que, aos 47 anos completados no passado dia 18 de janeiro, se prepara para pendurar o capacete. 

De João Barbosa, que veio por uma porta (muito) pequena quando chegou aos Estados Unidos, no final do século passado, depois da Formula 3 italiana e de um teste com a Minardi, em 1996, e de Filipe Albuquerque, que depois de ter sido piloto Red Bull nas categorias de formação, foi piloto Audi nas 24 Horas de Le Mans, e encontrou na Endurance um lugar onde se encontra feliz, numa carreira já longa.

Os três pilotos deram-se bem desde há alguns anos, e em 2017, quase ganharam a corrida, quando os irmãos Taylor - Jordan e Ricky, filhos de outra lenda da Endurance, Wayne Taylor - deram um "chega para lá" para ver se chegavam ao lugar mais alto do pódio. Mas tirando isso, Barbosa e Fittipaldi foram bicampeões na WeatherTech SportsCar Championship, em 2014 e 2015, e com Sebastien Bourdais, venceu em 2014, depois de Barbosa ter vencido em 2010.

E ainda por cima, Albuquerque conseguiu um recorde com 36 anos, ao baterem o recorde de distância que era de John Paul, John Paul Jr. (ambos merecem um filme de Hollywood, devido à sua carreira... colorida) e Rolf Stommelen. 

Em suma, estes três pilotos conseguiram hoje mais um passo nas suas carreiras. Mais do que este ser uma das maiores vitórias lusitanas, Albuquerque entra na lista dos vencedores, enquanto que Fittipaldi e Barbosa entram num restrito clube onde estão entre outros Derek Bell e Brian Redman, lendas da Endurance... e Juan Pablo Montoya. É sempre fantástico ver o lugar mais alto do pódio a falar em português, num lugar fantástico como Daytona. 

E claro, todos levarão o seu Rolex para casa. E é mais um grande dia para o automobilismo português (e para os Fittipaldi, claro).

quinta-feira, 4 de maio de 2017

Noticias: Albuquerque em Le Mans com a United Autosports

A noticia era, de certa forma esperada: o português Filipe Albuquerque será o piloto da United Autosports para as 24 Horas de Le Mans, onde vai correr ao lado do americano Will Owen e do suíço Hugo de Sadeleer. Apesar de correrem apenas na série europeia - onde venceram a primeira prova do ano, em Silverstone - quer ele, quer os seus companheiros de equipa, vão querer aproveitar bem esta passagem por La Sarthe para conseguir o melhor resultado possível a bordo do seu carro, o Ligier JS 217.

"Estou muito contente por poder voltar a Le Mans. Como todos sabem é uma corrida muito especial onde todos os pilotos querem estar. Este ano vai ser ainda mais especiais devido ao facto dos LMP2 estarem bem mais rápido. Estou curioso por perceber quais serão os tempos por volta e de viver novamente tudo o que as 24 Horas de Le Mans envolvem", começou por explicar Albuquerque.

Apesar dos seus companheiros de equipa serem estreantes na prova, Filipe não considera isso um grande problema: "Não estamos a disputar o mundial por isso não há a pressão do resultado final. Para além disso vamos correr em Monza, o melhor circuito para preparar Le Mans. Há o factor noite que é sempre decisivo e que requer algumas cautelas mas o Hugo e o Will saberão como contornar esse 'handicap'. Estou certo que modo geral vamos fazer uma boa corrida. Em termos pessoais gostava de finalmente terminar nos lugares do pódio. Nas três participações anteriores houve sempre alguma coisa a impossibilitar, espero que este ano não e que possa finalmente festejar", rematou.

As 24 Horas de Le Mans vão acontecer no fim de semana de 17 e 18 de junho. 

sábado, 15 de abril de 2017

A imagem do dia

Filipe Albquerque comemora de punho erguido a sua vitória nas 4 Horas de Silverstone, a primeira prova do Europeu de Endurance. E comemora com vigor: é que quem viu os minutos finais da corrida, reparou no esforço que fez a bordo do seu Ligier da United Autosports, para ir buscar o carro que estava à sua frente, o Oreca G-Drive então guiado por Ryo Hirakawa, este já sem pneus, enquanto que o cronómetro se aproximava do zero.

Foi emocionante, e de uma verta maneira, justo. Partiu de segundo e esteve estável. Na parte final, quando ele pegou no carro e fez a recuperação que todos viram, apenas mostrou que ele é um piloto veloz, um dos melhores dos dois lados do Atlântico. Bem servido na IMSA, ao lado de João Barbosa e Christian Fittipaldi, aqui na ELMS, este ano ao lado do suíço Hugo de Sadeleer e o americano William Owen, entrou com o pé direito, numa vitória que já merecia este ano, depois do que lhe aconteceu em Daytona.

Sem ter uma grande chance de correr na LMP1, no Mundial - um lugar que já merecia - ser candidato ao título (ou mesmo vencer) o Europeu de Resistência, provavelmente consagrado em Portimão, em outubro, seria ouro sobre azul de uma tempora que poderá ser de sonho para o piloto de Coimbra. Esperemos que sim.   

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2017

Noticias: Albuquerque alinha na European Le Mans Series

Filipe Albuquerque vai ser piloto da United Autosports, e vai lutar pelo título na European Le Mans Series. O piloto português de 31 anos vai alinhar ao lado do americano Will Owen e do suíço Hugo de Sadeleer, no Ligier JS P217 de LMP2.

A United Autosports é a atual campeã da LMP3 e tem como proprietário Zak Brown, este ano pretende lutar pelo título uma categoria mais acima, para provar a sua competividade com os seus companheiros bem mais novos. Sadeleer tem 19 anos (nasceu a 16 de julho de 1997) e correu nas últimas três temporadas na Formula Renault 2.0, onde conseguiu como melhor resultado um oitavo lugar em 2016. Já Owen, de 21 anos (nasceu a 23 de março de 1995), começou a correr em monolugares aos 15, em 2010, e em 2016, esteve na Pro Mazda Series pela Juncos Racing, onde foi quarto classificado na competição. 

"Estou muito contente por me juntar à United Motorsports. É uma equipa experiente e que sabe exactamente o que quer e o que deve fazer. Esta será a minha terceira época no ELMS e como diz o ditado, espero que à terceira seja de vez e que finalmente consiga alcançar o título e poder festejá-lo na última corrida em casa e na frente do meu público", começou por explicar o piloto de Coimbra no comunicado oficial.

Em relação aos seus companheiro de equipa, Albuquerque espera que o seu trabalho conjunto traga bons resultados: "Apesar de jovens sei que são muito bons pilotos. Já fiz um teste com o Will e pude comprovar a sua rapidez. Vai ter de conhecer todos os circuitos mas acredito que será um processo rápido com a ajuda de todos. Quanto ao Hugo, vem da Formula Renault, já conhece as pistas e terá de se adaptar às corridas de endurance mas não vejo isso como um problema. O trabalho de equipa certamente nos levará ao lugar onde queremos estar, no lugar mais alto do pódio, corrida após corrida. Sei que vai ser um ano duro e muito competitivo mas acho que temos um carro e uma equipa óptima para superar qualquer adversidade", concluiu.

A European Le Mans Series começará a 15 de abril com as 4 Horas de Silverstone, e terminará a 22 de outubro em Portimão.

quinta-feira, 26 de janeiro de 2017

As imagens do dia

O próprio Filipe Albuquerque disse na sua conta do Twitter que isto pouco ou nada representa numa prova de 24 horas, mas começar esta prova com uma pole-position é um bom começo. João Barbosa pegou no carro para fazer a volta mais rápida nesta qualificação para as 24 Horas de Daytona de 2017.

É um pouco de orgulho em ver dois portugueses - e também o brasileiro Christian Fittipaldi - na frente de uma prova tão importante como esta, o que dá mais uma razão para assistir esta prova no fim de semana.

domingo, 17 de abril de 2016

A imagem do dia (II)

Perdoem o meu lusitanismo, mas este foi um grande fim de semana para as cores portuguesas. Tiago Monteiro, Filipe Albuquerque, João Barbosa, Pedro Lamy, Rui Águas, Álvaro Parente e Fábio Mota subiram ao pódio, ocupando todos os lugares possiveis. 

No caso de Monteiro e Albuquerque, o primeiro venceu uma das corridas do WTCC, na Eslováquia, e foi segundo na segunda corrida, acabando de sair dali no comando do campeonato com 78 pontos, menos um do que José Maria "Pechito" Lopez. Já no caso de Filipe Albuquerque, o piloto de Coimbra foi o vencedor na classe LMP2 na jornada de abertura do WEC, que aconteceu neste domingo em Silverstone, tendo como companheiro o brasileiro Bruno Senna. Rui Águas foi o vencedor na categoria de GT, com Pedro Lamy a acompanhá-lo no pódio.

João Barbosa e Álvaro Parente foram segundos classificados no mesmo local, no circuito urbano de Long Beach. O primeiro, no Corvette DP em que o levaram ao segundo posto, ao lado do brasileiro Christian Fittipaldi, e o segundo, no McLaren 650 GT. Creio que ver quatro pilotos da mesma nacionalidade a subir ao pódio em corridas internacionais, só ao alcance das grande potências automobilísticas, como a Grã-Bretanha, França, Estados Unidos, Alemanha ou Brasil.

Para além disso, ainda tivemos Fábio Mota a estar no pódio no ETCC (European Touring Car Championship), sendo terceiro na segunda corrida do campeonato.

Gostaria que esse não fosse um fim de semana excepcional, mas ver tantos portugueses em pódios internacionais até que me faz sorrir de orgulho, vendo tanto talento neste cantinho à beira-mar plantado. É sinal de que há coisas boas por aqui.

P.S: Soube agora que o Álvaro acabou por vencer em Long Beach devido à penalização do carro vencedor. Mais uma vitória, mas francamente, preferiria que fosse na pista e não na secretaria.

terça-feira, 24 de novembro de 2015

Noticias: Filipe Albuquerque vai correr nos Estados Unidos

O português Filipe Albuquerque vai correr em terras americanas na temporada de 2016. O piloto de Coimbra vai ser piloto da Action Express ao lado de João Barbosa e Christian Fittipaldi no Corvette DP e participará em provas como as 24 Horas de Daytona as 12 Horas de Sebring e as Seis Horas de Watkins Glen, tudo isto sem comprometer o seu trabalho na Audi, onde será um dos pilotos da marca nas 24 Horas de Le Mans.

Já se falava desde o final da semana passada, por altura em que o piloto de Coimbra estava em Daytona nos testes da Action Express, que a ideia era de dar uma temporada completa e tentar ao lado de Fittipaldi e Barbosa, ajudar a equipa a voltar a ser campeão no campeonato americano de Resistência.

"Estou muito contente por poder fazer parte de uma equipa tão profissional e motivada para alcançar os objectivos a que se propõe. Para além disso, poder fazer equipa com dois pilotos que falam português é diferente do habitual e interessante. São todos pilotos experientes no Campeonato, várias vezes vencedores das 24h de Daytona. Não poderia estar em equipa melhor", referiu Filipe Albuquerque no comunicado oficial da equipa.

Albuquerque aparecerá pela primeira vez com a sua equipa no final de janeiro, em Daytona, ao lado de Scott Pruett, Chrstian Fittipaldi e João Barbosa, e para já vai ser o primeiro foco da equipa sobretudo porque o favoritismo é notório e Filipe Albuquerque está motivado e determinado: "É uma oportunidade de ouro. Depois de ter sido vencedor na prova na classe GT, este será o passo seguinte. São quatro provas emblemáticas em circuitos que já conheço. Acredito no sucesso da equipa", concluiu o piloto de 30 anos.

A primeira prova de Albuquerque nos Estados Unidos será no fim de semana de 30 e 31 de janeiro, com as 24 Horas de Daytona, seguindo-e a 19 de março com as 12 Horas de Sebring. A 3 de julho, depois de participar nas 24 Horas de Le Mans, o piloto de Coimbra participará nas 6 Horas de Watkins Glen, e a fechar a temporada, a 1 de outubro, irá correr o Petit Le Mans, em Road Atlanta, e espera-se que a equipa Action Express já tenha renovado o título.

domingo, 12 de julho de 2015

A foto do dia (II)

Filipe Albuquerque, Simon Dolan e Harry Ticknell no lugar mais alto do pódio dos 1000 km de Zeltweg, este domingo. Os três pilotos da Jota Sport dominaram a seu bel prazer a corrida, demonstrando que são o melhor carro na categoria LMP2, no seu Gibson. E isso já tinha sido demonstrado um mês antes, quando foram segundos classificados na sua categoria nas 24 Horas de Le Mans.

E é mais uma bela prenda do automobilismo português, neste domingo - embora com ajuda britânica. Mas com esse resultado, a tripla passa para o comando do campeonato e torna-se no principal favorito à vitória no Europeu, cuja jornada final será no Estoril, a 18 de outubro. E que belo lugar não será, caso eles saiam consagrados como campeões europeus?