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sábado, 25 de abril de 2026

As imagens do dia







Quando Michele Alboreto ganhou as 24 Horas de Le Mans, ao lado de Stefan Johansson, o que não se esperava era que isto iria ser o inicio de um revivalismo na sua carreira que apenas foi travado pelo seu acidente mortal. Em 1997, Alboreto tinha deixado a Formula 1 há três anos, tinha andado a competir na IRL e em algumas competições de Endurance americanas, e ia para Le Mans numa altura em que não havia uma competição de Endurance propriamente dita. 

Contudo, a vitória de 1997 deu-lhe mais prestigio, e a sua experiência nos carros deu-lhe algo que os engenheiros procuravam quando queriam desenvolvê-los o mais rapidamente possível. No ano a seguir, a TWR estava mais envolvido com a Porsche, na categoria LMP1, e de novo com Johansson e o francês Yannick Dalmas - outro ex-piloto de Formula 1, e curiosamente, o piloto que Alboreto substituiu na Larrousse, em 1989 - mas não foi longe na edição de 1998: problemas elétricos à oitava hora causaram um fim prematuro na corrida.

Contudo, a Audi, no final de 1998, decidiu entrar na Endurance ao adquirir a Team Joest, mantendo alguns dos seus pilotos. Alboreto ficou e iria ter a companhia de Johansson, do seu compatriota Rinaldo Capello, do dinamarquês Tom Kristensen, que partilhou o carro em 1997, na sua saga vencedora, e outros como o alemão Christian Abt ou o francês Laurent Aiello. Nesse ano, em Sebring, acabou a corrida na terceira posição, com a condução a ser partilhada por Johansson e Capello. Mais tarde, em Le Mans, com Capello e o francês Laurent Aiello, acabou a corrida na quarta posição. 

No ano 2000, a Audi dominou a Endurance, fazendo uma dobradinha em Sebring, através da Audi sport North America. Ambos acabaram na mesma volta, mas o carro vencedor foi o do alemão Frank Biela, o de Tom Kristensen e do italiano Emmanuele Pirro, outro ex-piloto de Formula 1 dos tempos de Alboreto. Este ficou com o segundo posto, guiando o carro ao lado de Capello e do escocês Alan McNish. Mais tarde, em Le Mans, e ao lado de Capello e Abt, foi terceiro a três voltas do vencedor, numa tripla da marca alemã, com o modelo R8, estreado nesse ano. Frank Biela, Tom Kristensen e Emanuelle Pirro, os mesmos que ganharam em Sebring, acabaram por subir ao lugar mais alto do pódio. 

No final do ano, em Road America, no Petit Le Mans, Alboreto acabou como vencedor, ao lado de Capello e McNish.

A temporada de 2001, para a Audi, iria começar em Sebring, e claro, eram os favoritos. A marca alinhava com dois carros, e Alboreto iria guiar o carro numero 1, ao lado de Capello e o francês Laurent Aiello. Partindo de segundo, ficou cedo com o primeiro lugar e conseguiu levar o carro até ao final no primeiro lugar, ganhando a sua segunda corrida consecutiva. Ainda por cima, os quatro primeiros classificados eram ocupados por carros Audi R8. Nessa altura, eles não tinham rivais, e para Alboreto, "il marrochino", então com 44 anos, parecia ser um reavivar da sua carreira, numa equipa de fábrica. E se calhar, tinha tudo para tentar ganhar de novo em Le Mans.

Pelo menos, era isso que todos tinham em mente a 25 de abril de 2001, no EuroSpeedway de Lausitz, nos arredores de Dresden, na Alemanha.

O teste tinha como objetivo testar o carro quer em situações de velocidade máxima, quer em situações de velocidade mais baixa. Usando a oval - é uma das poucas pistas na Europa com ovais - o teste era mais um em preparação para as 24 Horas de Le Mans, dali a menos de dois meses. Uma corrida que contavam ganhar, mais uma vez. 

Por volta das 17:30, Alboreto acelerava a mais de 300 quilómetros por hora quando um dos seus pneus rebentou - soube-se depois que estava a perder ar por causa de um parafuso que se tinha soltado e estava a cortar a borracha desse pneu. O rebentamento do pneu a alta velocidade fez com que o carro voasse e caísse de cabeça para baixo, em cheio nas barreiras de proteção. Alboreto foi atingido em cheio, e apesar dos socorros terem sido acionados e terem chegado ao local em menos de dois minutos, ele teve morte imediata.

A sua morte causou ondas de choque um pouco por todo o lado. Afinal de contas, era um ex-piloto da Ferrari, vencedor em Le Mans e Sebring, e o seu capacete, azul e amarelo, era um tributo à nacionalidade do seu ídolo Ronnie Peterson, que tinha vencido por três vezes em Monza e morreria ali, em 1978. Três dias depois, na comuna de Basiglio, mais de 1500 pessoas assistiram às cerimónias fúnebres até ao cemitério de Lambrate, onde foi cremado e as suas cinzas conservadas pela sua família.

Desde 2002 que não param as homenagens a ele. O município de Rozzano, lugar onde Alboreto passou a sua adolescência, decidiu em 2004 erguer uma estátua em sua homenagem, numa praça que leva o seu nome desde 2006. Em 2009, os Correios italianos fizeram um selo de correio em sua homenagem, e tudo isto antes de, em 2021, vinte anos depois da sua morte, as autoridades de Monza decidirem rebatizar a Parabólica com seu nome.   

sábado, 21 de dezembro de 2024

Youtube Endurance Documentary: "Não Há Formulas Perfeitas"

A Cadillac é uma das equipas que está presente no Mundial de Endurance, e luta com a Toyota e a Ferrari, entre outros, por vitórias, especialmente nas provas mais icónicas do campeonato, como as 24 Horas de Le Mans. 

Em 2023, a marca foi para a categoria principal, a Hypercar, e não foi perfeita. Aliás, o acidente de um dos seus carros depois de uma das chicanes nas Hunaudiéres, logo na primeira volta, deu imensa publicidade aos carros, não da melhor maneira...

O documentário de 90 minutos tem quatro partes, onde se mostra os meses que levaram desde a apresentação dos carros, passando pelos testes, e no final, as principais corridas onde participaram: Daytona, Sebring e o maior deles todos, Le Mans. 

Eis algo para wer neste Natal, caso os filmes que passem na televisão não o atraírem bastante... 

segunda-feira, 20 de março de 2023

Endurance: Peugeot irá evoluir o 9X8 para ter chances de ganhar


A Peugeot teve um fim de semana horrível em Sebring, não tendo qualquer chance de ombrear com a concorrência dos Hypercar, nem mesmo teve ritmo para acompanhar o Vanwall do Colin Kolles. Contudo, com o mau resultado na pista americana, afirmam que os problemas de caixa de velocidades, detetados na corrida, já estarão resolvidos quando voltarem a correr, no mês que vêm, em Portimão. 

Em termos de desempenho, estivemos ao mesmo nível da qualificação e isso mostra bem o que perdemos durante todo o fim-de-semana.", começou por dizer Olivier Jansonnie, Diretor técnico da marca. "Em termos de fiabilidade, os dois problemas que enfrentámos são os mesmos para ambos os carros e são questões que conhecemos, sendo que a solução estará em breve disponível para as próximas corridas. Do lado dos pilotos, eles fizeram o seu melhor para levar o carro aos seus limites. A equipa também fez grandes melhorias e estou bastante satisfeito com isso. Sabíamos que vir aqui sem testar antes seria difícil, mas a escolha foi nossa. Agora temos de examinar tudo ao pormenor e regressar com um melhor nível de desempenho”, concluiu.


Os pilotos dos carros em questão também falaram da desilusão que foi correr em Sebring com os problemas que tiveram ao longo da prova. Paul di Resta, o escocês piloto do protótipo numero 93, afirmou no final da corrida, que tem de melhorar para o grande objetivo que é Le Mans. 

Temos de continuar a trabalhar em conjunto, elevar a fasquia e fazer o melhor que pudermos. É um enorme desafio vir aqui. Eu sei o que é preciso para tentar ganhar a corrida. Há que fazer um balanço, e estaremos de volta aos testes dentro de 10 dias e depois cumprir as provas antes de Le Mans”, comentou.

A mesma coisa disse o americano Gustavo Menezes, piloto do carro 94. 

Obviamente que estou um pouco desapontado com o resultado que não reflete o trabalho árduo e a dedicação que a equipa colocou nas últimas duas semanas, com noites curtas e grande quantidade de trabalho nos carros. Acabámos no nível de desempenho que esperávamos ter, o que, claramente, não é suficientemente para ir a Le Mans com uma hipótese de vencer.


A equipa voltará a estar reunida dentro de alguns dias no circuito Le Castellet para mais sessões de testes, a fim de ter um melhor nível de desempenho na próxima do WEC, que será em Portimão, um evento que se realizará no fim de semana de 15 e 16 de abril.

domingo, 19 de março de 2023

A(s) image(ns) do dia






Apesar de um fim de semana com Formula 1 na Arábia Saudita e um rali do WRC no México, para mim o destaque é Sebring. Sim, existiu uma prova dupla, quer para o Mundial de Endurance, quer para a IMSA, a lendária corrida das 12 Horas, é sobre a primeira que quero falar. Aconteceu na sexta-feira, é verdade, mas ainda vale a pena falar porque são raras as ocasiões onde assistimos a uma corrida sabendo que entramos numa era de ouro na Endurance. 

Ao ver todos estes carros alinhados na grelha de partida de Sebring, de uma certa forma, sabia perfeitamente que era o inicio de algo que poderá ser uma de prosperidade, o regresso a um auge que só foi atingido nos anos 80 do século passado, com os Porsches 956 e 962, os Jaguares XJ's, os primeiros Toyotas, os Nissans, os Sauber-Mercedes... tudo. Os fabulosos carros dos Grupo C.

Quando soubemos, desde 2020, do regulamento dos Hypercar e dos LMDh, da união das competições mais importantes de Endurance, a IMSA americana e a WEC, sabíamos que iamos a caminho de algo fabuloso. E com a confirmação da Porsche, da Peugeot, da Cadillac e sobretudo, da Ferrari - que regressa meios século depois da última vez - sabia perfeitamente o que o futuro reservava. E ainda por cima, 2023 era o ano do centenário das 24 Horas de Le Mans, a prova que todos aspiram ganhar.

E saberemos que aparecerão mais em 2024: Lamborghini, Isotta. E fala-se de Alfa Romeo e Mercedes.

Foi uma corrida emocionante com um resultado previsível. Ganhou a Toyota, apesar da pole da Ferrari. A razão é simples: estão aqui há mais tempo, são muito mais experientes e o resto das equipas estão aqui para testar se tudo está em ordem, se tem ritmo de corrida, se são capazes de os apanhar. Mas os outros, tirando os problemas dos Gluckenhaus e o desastre da Peugeot, a Ferrari cumpriu e foi melhor que a Porsche para ser "o melhor do resto". E mesmo o carro da Kolles não desmereceu, apesar de se notar que o Jacques Villeneuve está fora de forma há algum tempo...

Sinceramente, gostei. Só consegui assistir a cinco horas de corrida, porque sexta é dia de trabalho, mas ficas com ansia para assistir às Seis Horas de Portimão, dentro de um mês. E sobretudo, às 24 Horas de Le Mans, a edição do centenário, que a três meses da sua realização, já vendeu todos os seus... 300 mil bilhetes! Incrível, não acham?

sexta-feira, 17 de março de 2023

Youtube Endurance Video (II): O acidente de Perez Companc em Sebeing

Enquanto acontece as Mil Milhas de Sebring - se quiserem, podem assistir às onboards que Toyota e Ferrari tem dos seus carros no Youtube - já tibemos alguns acidentes, e o mais espectacular até agora aconteceu logo de inicio, com o carro pilotado pelo argentino Luis Perez Companc no seu Ferrari numero 83 na classe GTE-Am, logo na quinta volta e resultou no primeiro Safety Car da corrida.

Youtube Endurance Vídeo: A pole-position da Ferrari em Sebring

Está feito! A qualificação para as Mil Milhas de Sebring aconteceu na noite desta quinta-feira e o melhor acabou por ser... um Ferrari! Antonio Fuoco concentrou-se e conseguiu bater os Toyota nesta primeira sessão de qualificação da nova temporada, a primeira onde os Hypercar estarão presentes. 

E eis o vídeo desta sessão. E claro, Meio século depois, a Scuderia entra a ganhar!

quinta-feira, 16 de março de 2023

Youtube Endurance Vídeo: Os treinos livres das Mil Milhas de Sebring

Hoje irei "encher" os ecrãs de vídeos ao  vivo. O primeiro é este, de Sebring, dos treinos livres das Mil Milhas, que acontecerão neste final de semana, e será a primeira corrida de um campeonato de endurance que promete ser o melhor dos últimos 30 anos.   

quarta-feira, 15 de março de 2023

Youtube Endurance Video: Todos prontos para Sebring

Será um fim de semana preenchido: Formula 1 na Arábia Saudita, ralis no México, e o começo de mais uma temporada da Endurance em Sebring. E ainda por cima, este é o primeiro ano em que se assiste ao regresso da Ferrari - 50 anos depois da última ocasião - para além de outras marcas como a Cadillac, Porsche e Peugeot, entre outros.

Depois do Prólogo, ou seja, os testes coletivos, agora conta-se os dias até à corrida, que acontecerá quase em simultâneo com as 12 horas de Sebring, prova da IMSA. E eis o bídeo oficial da WEC.    

domingo, 12 de março de 2023

Youtube Endurance Testing: o Prólogo de Sebring

Falta uma semana para o começo da temporada de Endurance, que arrisca a ser a mais excitante dos últimos 30 anos. E já apareceu por aqui um vídeo dos carros que farão a sua presença na classe Hypercar: os Toyotas, os Peugeot, os Porsche e sobretudo, os Ferrari, que fazem a sua primeira aparição na classe principal em meio século. 

Expectativas? Muitas. E daqui a um mês e uma semana, eles estarão a correr em Portimão.  

quarta-feira, 31 de agosto de 2022

Noticias: Andretti irá providenciar um teste a Chadwick


A Andretti Autosport anunciou que irá providenciar um teste a Jamie Chadwick, a piloto da W series que está a dominar o campeonato deste ano, a caminho do seu tricampeonato. Piloto de testes da Williams, a piloto andará num chassis da Indy Lights em setembro em Sebring, na Florida, para poder ser avaliada nas suas capacidades. 

Ela estará testando em Sebring a 21 de setembro”, disse o COO da Andretti, Rob Edwards, à publicação americana racer.com.Estamos empolgados em dar a ela uma oportunidade. Ela é claramente a piloto dominante na W Series e, em nossa opinião, merece uma chance de traduzir isso para o próximo passo em sua carreira.”, continuou.

Chadwick, de 24 anos, domina a W Series desde a sua constituição, em 2019, e tem sido a recordista da competição em termos de vitórias - tem onze - bem como pole-positions, com dez, 18 pódios e seis voltas mais rápidas. Em 2022, lidera a competição com 143 pontos, 45 na frente de Beitske Visser e Alice Powell.

domingo, 13 de março de 2022

The End: Vic Elford (1935-2022)


O britânico Vic Elford, conhecido pela sua longa e versátil carreira no automobilismo, desde a Endurance até à Trans-Am, passando pelos ralis e Formula 1, morreu esta manhã na sua casa na Florida, vitima de um cancro. Tinha 86 anos. 

Nascido a 10 de junho de 1935 em Londres, "Quick Vic" é o único piloto da história do automobilismo que triunfou no Rali de Monte Carlo - em 1968, a bordo de um Porsche 911 - e teve carreira na Formula 1, especialmente com um quarto posto na sua corrida de estreia, no GP de França de 1968, a bordo de um Cooper. Aliás, ele foi o último piloto oficial da marca antes desta abandonar a Formula 1 no final dessa temporada. Ainda nesse ano, deu à Porsche o seu primeiro grande triunfo, ao ganhar as 24 Horas de Daytona, num modelo 907, ajudado por Jo Siffert, Hans Hermann, Jochen Neerspach e Rolf Stommelen. E ao lado de Umberto Magioli, triunfou também na Targa Florio, depois de ter perdido 18 minutos devido a um furo, no inicio da prova.

Com o começo nos ralis - primeiro como navegador, antes de pegar no volante em 1962 - começou a obter sucesso com a Ford, a bordo dos seus Cortina, em 1964. Em 1967 trocou pela Porsche e foi bem sucedido, acabando por ser o campeão da Europa de ralis. E em Le Mans, na sua estreia, venceu na classe de 2 litros, com o 907, ao lado do neerlandês Ben Pon. No ano seguinte, acabou por ter o seu "annus mirabilis" com as vitórias em Monte Carlo, Daytona - com uma semana de intervalo! - Targa Florio e a sua estreia na Formula 1 num Cooper, com bons resultados.

Em 1969, correu num dos 917L ao lado de gente como Richard Attwood e Kurt Aherns nas grandes provas de Endurance, mas apenas em Sebring é que conseguiu resultados, ao triunfar na edição de 1971, ao lado do francês Gerard Larrousse. Ambos também acabaram no primeiro posto nos 1000 km de Nurburgring, ajudando a marca a ser campeã de Construtores. 

Em 1972, nas 24 Horas de Le Mans, a bordo do Alfa Romeo T33 e com Helmut Marko como seu parceiro, foi protagonista de um ato altruísta: na manhã da corrida, ele parou o carro ao ver um Ferrari a bater forte no guard-rail e começar a arder. Na realidade, tinha visto apenas parcialmente, porque esse Ferrari tinha batido no Lola de Jo Bonnier, que tinha voado para além dos guard-rails e acabando na floresta, a arder. O veterano Bonnier tivera morte imediata e Elford entrou no Ferrari incendiado para tentar salvar o seu piloto, o francês Florian Vetsch, que na realidade, tinha saído incólume do carro. 

Contudo, o seu ato não passou despercebido e foi condecorado pelo governo francês com a Ordem Nacional de Mérito.  

Depois de se retirar, radicou-se na Florida, onde era presença assídua nas competições em Sebring, Daytona e Watkins Glen, e ajudou a escrever livros sobre a sua passagem pela Porsche, bem como uma autobiografia, em 2005.  

sexta-feira, 20 de agosto de 2021

Endurance: Calendário de 2022 foi apresentado


O calendário da endurance de 2022 foi apresentado, e de uma certa maneira, tenta ser o regresso ao mundo pré-pandemia. Começa em Sebring, com as Mil Milhas, em março, e termina no Bahrein, em novembro, depois de seis provas. Le Mans será no final de semana de 11 e 12 de junho, em preparação para o seu centenário, em 2023.

Esta décima temporada de Endurance verá o WEC regressar a Sebring para as suas 1000 milhas - separadas das 12 Horas de Sebring, nota-se - após uma ausência de dois anos devido à crise sanitária. O Prólogo Oficial, também conhecido como teste da pré-temporada, será realizado de 12 a 13 de março, uma semana antes da abertura da temporada. 

O calendário conta com o regresso da competição a Monza, mas não com a passagem por Portimão, que serviu de substituição para Sebring, que não apareceu em 2021 por causa da pandemia. E claro, as 24 Horas de Le Mans vão regressar à sua data habitual, depois de dois anos a acontecer em datas diferentes por causa das condicionantes colocadas pelas autoridades de saúde locais. Este ano, por exemplo, foi para garantir a presença de público em La Sathe, algo que não existia em junho. 

Eis o calendário completo:

12/13 de março - Testes pré-temporada em Sebring (EUA)
18 de março - 1000 Milhas de Sebring (EUA)
7 de maio - 6 horas de Spa-Francorchamps (BEL)
11/12 de junho - 24 Horas de Le Mans (FRA)
10 de julho - 6 horas de Monza (ITA)
11 de setembro - 6 horas de Fuji (JPN)
12 de novembro - 8 horas do Bahrein (BAH)

terça-feira, 30 de março de 2021

Youtube Motorsport Onboard: Uma volta em Sebring no carro de Romain Grosjean

A Formula 1 já começou, mas a IndyCar ainda vai demorar umas três semanas para a sua primeira corrida - será a 18 de abril em Barber - e quem anda a adaptar-se à nova competição é Romain Grosjean, que a bordo do seu carro da Dale Coyne, andou em Sebring para uma sessão de testes de pré-temporada.

E como sempre, deixou um "onboard" das suas voltas no seu canal do Youtube.

domingo, 21 de março de 2021

Endurance: Albuquerque conformado com o resultado



O quinto lugar final nas 12 Horas de Sebring - quarto depois da desclassificação do carro numero 48 devido a um excesso de tempo num dos pilotos - foi algo frustrante para os pilotos do carro partilhado entre Filipe Albuquerque, Ricky Taylor e Alexander Rossi. Duas penalizações e problemas de arrefecimento do motor não permitiram chegar ao lugar mais alto do pódio, mas isso é normal numa corrida imprevista e longa como as 12 Horas de Sebring, uma das maiores provas de Endurance nos Estados Unidos.

No final da corrida, Albuquerque falou nas redes sociais sobre o rescaldo desta edição.

"Que corrida. Muita coisa aconteceu. Estávamos desde o início com um bom andamento, mas depois levámos uma penalização por infração nas boxes. Caímos posições mas voltámos a recuperar.", começou por explicar o piloto de Coimbra.

"Depois estávamos em segundo e acabei por dar um toque num dos GT. Levámos mais uma penalização. Mas voltámos a recuperar até à liderança. Mas o carro começou com problemas de arrefecimento do motor e ficámos drasticamente mais lentos e fomos perdendo terreno. Limitámo-nos a levar o carro até ao fim e a assegurar o maior número de pontos possível. No meio disto tudo o quarto lugar foi um óptimo resultado”, concluiu.

quarta-feira, 17 de março de 2021

Endurance: Albuquerque deseja vencer em Sebring


A poucos dias das 12 Horas de Sebring, Filipe Albuquerque deseja a vitória. Triunfador na primeira corrida do ano nas Américas, as 24 Horas de Daytona, o piloto de Coimbra está focado em conseguir algo que tem escapado nos últimos anos. Mas agora que é piloto da Wayne Taylor Racing, certamente a melhor na IMSA, e depois dos testes particuçares realizados na pista do estado da Florida, Albuquerque está optimista e até desejoso de entrar em pista. 

"É sempre uma corrida muito exigente e desafiante. O asfalto, com muitos buracos, coloca à prova as capacidades dos pilotos e das máquinas. Sabemos que temos um bom carro e a prova disso foi a vitória em Daytona. Mas não podemos dar nada como certo. Temos de fazer o nosso trabalho bem feito pois são 12 horas e tudo pode acontecer", começou por dizer.

"Nunca venci esta corrida e claro que gostava de o conseguir. Seria mais um marco importante na minha carreira. Estamos todos na equipa muito focados e preparados. Analisámos e trabalhámos os dados recolhidos no teste. Por isso, não há nada a temer mas simplesmente fazer o trabalho bem", concluiu.

A corrida terá lugar no próximo Sábado, dia 20 de Março, com arranque previsto para as 14h10, hora portuguesa, e ele fará equipa com os americanos Ricky Taylor e Alexander Rossi.

segunda-feira, 8 de março de 2021

A imagem do dia


Essa coisa da Dia Internacional da Mulher deveria ser como o Natal: é para comemorarmos como quisermos. Mas de uma certa maneira entendo. Quando no meu país, há menos de 50 anos, uma mulher não poderia tirar o passaporte poe ela mesma, e para viajar ao estrangeiro, tinha de pedir autorização aos seus familiares, fossem pais ou maridos, entendo porque a sociedade patriarcal que mandou até muito recentemente praticamente tratava o sexo feminino como um ser de segunda classe. Votar, guiar um carro, viver a sua própria vida, ter o seu próprio emprego... para essa sociedade, elas eram um perigo.

Mas as coisas já mudaram muito. Vivemos revoluções nos costumes, mas ainda hoje, é uma revolução nas mentalidades que se precisa. Porque a igualdade de oportunidades faz parte de uma coisa mais vasta como um contato social. E no desporto, um lugar onde ainda existe muita discriminação, muito machismo, onde até há poucos anos as mulheres eram "pedaços de carne", apenas toleradas como "enfeites". Lembram-se da tempestade que foi quando a Formula 1 aboliu as "grid girls"?

Neste dia, quero falar de uma mulher que poucos conhecem, mas marcou uma geração. Chamava-se Denise McCluggage. Americana de nascimento, nasceu em 1927 em Kansas City, estudou jornalismo na Califórnia e quando estava a cobrir uma corrida de iates, conheceu Briggs Cunningham, um dos pioneiros americanos a correr nas 24 Horas de Le Mans. Conversando sobre automobilismo, ela começou a interessar-se pela modalidade, e com o dinheiro que tinha juntado no seu trabalho, comprou um MG TC Midget, e mais tarde, um Jaguar XK140, participando em provas da SCCA, Sports Car Club of America. O seu capacete, branco com pintas rosa, tornou-se num objeto de admiração por ser uma mulher entre uma mará de homens, a correr lado a lado com eles, em lugares como Sebring e Nassau, e junto com gente como Stirling Moss, Juan Manuel Fangio, Phil Hill, Pedro e Ricardo Rodriguez, Richie Ginther, Dan Gurney, entre outros, ganhou o respeito de todos eles.

No seu local de trabalho, o New York Herald Tribune, escrevia sobre corridas e desejava a igualdade de oportunidades para elas no automobilismo. E um dos seus dias de glória aconteceu nas 12 Horas de Sebring de 1961, quando, a bordo de um Ferrari 250 GT privado, e fazendo parelha com Allen Eager, foi décima classificada, mas triunfou na classe GT de 3 litros. Três anos depois, participou no Rali de Monte Carlo, no enorme Ford Falcon, e obteve mais uma vitória à classe, numa altura em que o vencedor a geral foi o "minusculo" Mini Cooper...

Depois de pendurar o capacete, com cerca de 40 anos, ela ajudou a fundar a Autoweek, uma das publicações mais conhecidas do automobilismo americano. Ajudou a desenvolver uma estância de ski no norte do estado de Nova Iorque, a Hunter Mountain, escreveu livros e tornou-se na única mulher jornalista a acabar no Automotive Hall of Fame, em 2001, e no Sebring Hall of Fame, em 2012, três anos antes de correr, aos 88 anos. E parecendo que não, aquele capacete branco com pintas rosa é inesquecível para uma geração, e uma inspiração para muita gente.

domingo, 15 de novembro de 2020

A imagem do dia


Road America, 25 de julho deste ano. Um piloto voa espectacularmente na reta da meta a bodo de um Shadow da Can-Am, no ano em que comemoravam com cinquentenário da mítica marca americana, com passagem pela Formula 1 entre 1973 e 1980. O piloto salvou-se sem qualquer arranhão. 

Contudo, infelizmente, o fim de semana trouxe más noticias, pois o piloto contraiu o CoVid-19 e acabou por falecer. O piloto era Jim Pace e tinha 59 anos de idade. Quem não conhecia a personagem fora da América, não sabia que ele tinha uma carreira vasta nos protótipos e na IMSA, tendo conseguido um feito raro: vencer as 24 Horas de Daytona e as 12 Horas de Sebring no mesmo ano, em 1996. Bastou apenas 42 dias para Pace entrar nos livros de história do automobilismo americano.

Nascido a 1 de fevereiro de 1961 em Monticello, no Mississipi, começou a correr tarde, em 1988, na Barber Series. Cedo passou para os Sports Cars, e em 1990, ganhou as 24 Horas de Dayton na classe GTU, num Mazda RX-7. Quatro anos depois, venceu na mesma classe o campeonato, num Nissan, e em 1996, tinha já subido à classe principal, correndo num Riley & Scott Mk III-Oldsmobille. E foi ali que ao lado de Scott Sharp e de Wayne Taylor, venceu em Daytona. E depois, com Taylor e o belga Eric Van der Poele, fez o mesmo em Sebring. Para além disso, foi correr nas 24 Horas de Le Mans desse ano, com Sharp e Taylor, onde fizeram 157 voltas antes de abandonarem a prova.

Por uns tempos, Pace dedicou-se a correr apenas em Daytona, especialmente em Porsches, para depois, quando a American Le Mans Series e a Grand-Am se fundiram para reavivar a IMSA, correu unicamente em Daytona e Sebring, entre 2014 e 2016, a bordo de um Riley-BMW. Já por esses dias, corria nos clássicos, a bordo de máquinas de outras eras, onde a sua capacidade de controlo, especialmente dos Can-Am da primeira metade dos anos 70, estava sempre à prova. Nas boxes, as pessoas recordam a sua simpatia e generosidade, e o mundo automobilístico se apressou a elogiá-lo quando soube da sua morte, e para além das recordações dos bons momentos que passaram juntos, de uma personagem cuja falta será sentida. 

quinta-feira, 12 de dezembro de 2019

A(s) image(ns) do dia


Cinquenta anos passaram entre estas duas fotos, mas as pessoas partilham o mesmo nome e a mesma paixão pelo automobilismo. Neste dia, em 1959, Jack Brabham empurrava o eu Cooper para a linha de meta para conseguir o seu primeiro título mundial, o primeiro de um carro com motor traseiro, completando a revolução que tinha começado quase dois anos antes, quando Stirling Moss vencera o GP da Argentina, a bordo de um carro semelhante.

Em 2009, quando a IMSA estava em Sebring para as 12 Horas, o dono do Cooper pediu à equipa Tequila Patron, que tinha David Brabham nas suas fileiras, para repetir o gesto do seu pai para a foto. "Black Jack" ainda estava vivo - morreria em 2014 - mas o gesto valeu a pena, mas não foi só isso, porque David Babham ainda deu umas voltas no carro do seu pai. 

Não foi um título ganho facilmente. Ele lutou com Stirling Moss pelo título, e tudo se decidiu na última corrida. Pela primeira vez, tínhamos um Grande Prémio em solo americano sem ser as 500 Milhas de Indianápolis, e o escolhido foi Sebring. Moss e Brabham lutaram pela vitória, e o australiano levou a melhor, pois o britânico desistiu.

Mas o título esteve em risco. Brabham ia vencer quando a meio da última volta, o australiano ficou sem gasolina. John Cooper comemorou com uma cambalhota o Cooper a chegar à meta, mas... era o de Bruce McLaren, um jovem prodígio neozelandês de 22 anos, que ao vencer, tornara-se no mais jovem de sempre em quase meio século, até Sebastian Vettel ficar com esse título, numa tarde de chuva em Monza, a bordo de um Toro Rosso. 

Depois viu o drama. Brabham desesperava para empurrar o seu carro até à meta, com uma multidão à volta, sem poder tocar - pois isso equivaleria a desclassificação - e no final, um exausto Brabham sentou-se no chão de cimento, para Cooper lhe dizer que era o campeão. E tinha feito história, de muitas maneiras. 

domingo, 17 de março de 2019

Youtube Motorsport Classic: Uma história de Sebring, com Stirling Moss


Este é um fim de semana onde se correu muito em Sebring. Primeiro, as Mil Milhas, prova a contar para o Mundial de Endurance, vencida pelo Toyota de Sebastien Buemi, Kazuki Nakajima e Fernando Alonso, e pouco depois, as 12 Horas, a prova da IMSA, vencida por Pipo Derani e Felipe Nasr.

Assim sendo, encontrei por esta altura um excelente video sobre a história das 12 Horas na antiga pista da Força Aérea na Florida, com 45 anos de idade, narrada por Stirling Moss (que anda num belissimo Jaguar) e patrocinada pela British Leyland.

Uma curiosidade: o filme é de 1974, o ano em que... não houve corrida por causa do primeiro choque petrolífero. Irónico, não?

sexta-feira, 15 de março de 2019

Youtube Racing: As Mil Milhas de Sebring em direto

Vai ser um fim de semana em cheio. Não é só por causa da Formula 1 que ai começar, é tamb ém por causa das corridas em Sebring. E não é só as 12 Horas: é também as Mil Milhas, uma outra prova na pista americana, que faz parte do Mundial de Endurance (WEC) e também faz com que alguns pilotos participem... nas duas provas! É verdade. 

Começou a prova pelas 20 horas, em Lisboa, mas ainda vão imensamente a tempo para ver imensa corrida, e podem ver o "streaming", que têm entre os comentadores, nada mais nada menos que... Allan McNish. Divirtam-se! Pelo menos até chegar a qualificação australiana.