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quinta-feira, 16 de julho de 2026

Noticias: Norris penalizado em dez lugares


O britânico Lando Norris vai ter um fim de semana difícil em Spa-Francochamps. O piloto da McLaren será penalizado em dez lugares na grelha de partida do GP da Bélgica porque será instalada uma bateria no seu MCL38, fazendo com que ultrapassasse o limite estipulado pela FIA para a presente temporada.

Tudo isto é uma consequência dos eventos do inicio da temporada, onde a McLaren sofreu problemas de fiabilidade quer no carro de Norris, quer no de Oscar Piastri, seu companheiro de equipa. A troca de bateria foi decidida pela Mclaren, porque a pista de Spa-Francochamps é favorável as manobras de ultrapassagem, ao contrário das próximas rondas na Hungria e em Zandvoort.

A McLaren afirma que a mudança visa maximizar a fiabilidade para o restante da época. A equipa espera que esta nova unidade de potência eletrónica dure até ao final do campeonato, mitigando riscos de futuras penalizações desportivas para o piloto britânico. Para além disso, essa quarta bateria introduz uma atualização de componentes que já tinha sido aplicada na equipa de fábrica da Mercedes e no McLaren de Oscar Piastri durante o Grande Prémio da Áustria, logo, tem correções fundamentais que resolveram as falhas que afetaram o início da temporada.

Ao mesmo tempo, a equipa inglesa testará uma nova especificação de asa traseira durante os treinos livres em Spa, procurando otimizar o desempenho do MCL38.


sábado, 31 de maio de 2025

As imagens do dia





O GP da Bélgica de 1985 aconteceu a 15 de setembro desse ano, em Spa-Francochamps. A corrida foi ganha por Ayrton Senna, no seu Lotus, na frente de Nigel Mansell e Alain Prost, que assim ficou bem perto do título mundial, porque Michele Alboreto não chegou ao fim.

Mas esta não foi a data inicial no calendário. Na realidade, deveria ter acontecido três meses antes, a 2 de junho, mas a 31 de maio, três dias antes, foi adiado. Tudo porque... o asfalto começou a desfazer-se. 

A história começa um pouco antes, no inverno. Spa-Francochamps tinha regressado ao calendário da Formula 1 em 1983, depois de 13 anos de ausência e uma profunda reconstrução da pista, passando de 20 para sete quilómetros. Inicialmente, era para trocar com a pista de Zolder, o que aconteceu em 1984, mas depois desse ano, a corrida ficou definitivamente em Spa. 

Nesse inverno, a organização da pista decidiu reasfaltar a pista, no sentido de a tornar mais aderente em situações de chuva. A operação foi custosa, cerca de três milhões de libras, e informaram do sucedido à FISA, que deu a lux verde se a pista estaria pronta 60 dias antes da corrida, ou seja, final de março de 1985.

Contudo... não aconteceu. Um inverno demasiado rigoroso e uma burocracia demasiado lenta fez com que a operação ficasse concluída... 14 dias antes. E pior: não avisaram a FISA do que tinha acontecido.

As coisas correram como planeado na sexta-feira. Os pilotos notaram que a pista estava rápida, e os tempos caíam. Mas mais para o final do dia, começaram a notar algumas coisas no asfalto, especialmente em algumas curvas. Reparos foram feitos durante a noite, e também foram ver outras partes, como medida de precaução. No sábado, a qualificação continuou, mas a meio, tudo parou: os buracos eram ainda maiores. Pilotos, equipas, FISA, FOCA e organização começaram a ter reuniões uns atrás dos outros para saber o que se passava, como se resolveria e se o fim de semana poderia ser salvo. E no meio disto tudo, os fiscais de pista varriam os pedaços soltos do asfalto para o lado e faziam as reparações possíveis. 

Havia algumas sugestões na mesa: o cancelamento do "warm up" e irem direitos para a corrida, para poupar o asfalto de mais agressões, ou adiar a corrida para outro dia, sugestão dada por Niki Lauda. Entretanto, prosseguiu o programa com a corrida de Formula 3000, que... foi um desastre. Mais buracos na pista e a corrida foi interrompida após mais de metade da prova. No final do dia, depois de muitas discussões, decidiu-se pelo adiamento. 

Claro, ninguém estava feliz. Jean-Marie Balestre, o presidente da FISA, estava furioso, a certa altura viu-se Bernie Ecclestone, presidente da FOCA e dono da Brabham, a gritar com os organizadores por causa da asneira que tinham feito. Uma multa de dez mil dólares foi dada à Federação belga, e foram obrigados a pagar uma caução de cem mil dólares para que o reasfaltamento fosse feito da maneira correta. Quando isso aconteceu, essa caução foi devolvida. E no calendário, com a nova data, o GP da Europa, que iria ser em Brands Hatch, foi atrasada em uma semana, para o dia 6 de outubro.

Quando a corrida aconteceu na nova data, houve algumas alterações. Duas semanas antes da corrida, aconteceu os 1000 km de Spa, em Endurance, e um incidente entre os Porsches do belga Jacky Ickx e do alemão Stefan Bellof resultou na morte deste último. O seu funeral aconteceu no dia a seguir ao GP de Itália, cinco dias antes da corrida belga. E isso tinha acontecido três semanas depois de outro alemão, Manfred Winkelhock, então piloto da RAM, ter sofrido um acidente mortal noutra prova de Endurance, em Mosport, no Canadá. 

Outra coisa interessante aconteceu pelo meio. Uma nova equipa chegou ao pelotão da Formula 1, a Haas-Lola (nada a ver com a atual Haas) e escolheram como piloto o campeão do mundo de 1980, Alan Jones. Então com 39 anos, o australiano tinha-se estreado na corrida anterior, em Monza, mas como parte da qualificação tinha acontecido, não poderiam colocar a nova equipa "de paraquedas" na grelha de partida. Assim sendo, eles regressaram em Brands Hatch.        

quarta-feira, 30 de abril de 2025

A imagem do dia





O GP da Bélgica de 1992 ficou na memoria dos adeptos e fãs da Formula 1 por diversas razões. Especialmente duas: a corrida onde Michael Schumacher ganhou pela primeira vez, no seu Benetton, a primeira das suas 91 vitórias da sua carreira, numa corrida onde a chuva e o sol alternaram, e o asfalto estava húmido, e durante os treinos de sexta-feira, o francês Eric Comas sofreu um acidente com o seu Ligier-Renault, e foi salvo pelas ações rápidas de Ayrton Senna, que foi o primeiro a chegar, no seu McLaren-Honda, desligou o motor e deu os primeiros socorros, antes de chegar as equipas de emergência. 

Foi um GP interessante, mas hoje, teve outra ocasião para ser assinalada. Nas vésperas do 31º aniversário do seu acidente fatal, o capacete que Senna usou nesse final de semana foi leiloado na casa Sotheby's, em Londres, e rendeu... 720 mil libras, ou 846 mil euros. Um recorde neste tipo de objetos. O capacete usado nesse final de semana era o já habitual amarelo, com risca azul e verde, num capacete da marca Shoei. 

O recorde anterior era mais recente: tinha pertencido a Charles Leclerc, quando ganhou o GP do Mónaco de 2023, e que foi vendido por 308 mil euros. Ou seja, o novo recorde é mais do dobro do anterior. E o mais interessante: se o valor dado pelo capacete de Leclerc tinha a ver com o esforço para arrecadar valores para as inundações na região de Emilia-Romagna, naquela primavera, aqui é um simples leilão, sem qualquer outro objetivo por trás.   

O mais curioso é que Senna nem conseguiu um resultado por ali além. Não ganhou, nem sequer foi ao pódio, acabou na quinta posição, conseguindo apenas dois pontos, ficando na frente de Mika Hakkinen, no seu Lotus. Enfim, acho que é mais pelo simbolismo que outros eventos mais marcantes. 

terça-feira, 31 de agosto de 2021

Youtube Formula 1 Video: É a altura de mudar Eau Rouge?

Ao longo do fim de semana caótico da Formula 1, e antes do que aconteceu no domingo, falou-se ao longo do fim de semana sobre Eau Rouge-Radillon e o facto dos acidentes a alta velocidade terem mostrado que aquela parte do circuito estava a colocar os pilotos em risco de vida. E durante sexta e sábado, houve discussões sobre aquela curva ser modificada.

Será que merece isso? Para já, há planos para alargar a área de escape, que poderá ser o suficiente para evitar o ricohete que muitas das vezes acontece nesses acidentes a alta velocidade. Mas poderá ser suficiente? Bom, é isso que descobri neste video que faz a pergunta sobre se chegou a altura dessa curva ser modificada. 

E a resposta é... ambigua.

domingo, 29 de agosto de 2021

Formula 1 2021 - Ronda 12, Bélgica (Corrida)


Crónica de uma prova que não aconteceu.

Como falar sobre algo do qual não havia condições para acontecer? E num circuito desafiante, do qual certas curvas, à chuva, são perigosas? E também, como dizer às pessoas que foram à pista, passaram todo o dia encharcados que nem pintainhos, que todo aquele dinheiro, do qual muitos juntaram o ano inteiro para ir lá, acabou dessa forma?

E pior ainda: num tempo onde há gente que acha que as corridas tem de acontecer, dê por onde der, porque "são pagos por isso", entre outras coisas, como lidar com pessoas que querem ter razão, mesmo que não tenham? Eu já disse de minha justiça: há gente por aí que sofre de alguma psicopatia e necessita de ir ao psiquiatra "para ontem".

Mas bem vistas as coisas, isto era algo do qual se esperava. Choveu desde sexta-feira e iria ser assim por todo o final de semana, domingo incluindo. O que se calhar poucos previam eram as núvens baixas, que afetavam a visibilidade na pista. E também, com aquilo a ser no meio das Ardenas, não ajuda muito...

Antes da corrida, houve avisos, quando Sergio Perez bateu em Les Combes quando ia para o seu lugar na grelha. A Red Bull recebeu o carro nas boxes e começou a correr contra o tempo para o ter pronto na grelha. Ainda antes disso, Lando Norris, por causa dos danos de ontem, teve a sua caixa de velocidades substituida, e com isso, foi penalizado em três posições. E pensando que poderia haver corrida, Kimi Raikkonen decidiu largar das boxes era Kimi Raikkonen, porque substituiu a sua asa traseira, mais adaptada às condições de chuva. 


A poucos minutos da corrida, o aviso que todos esperavam: a corrida iria começar atrás do Safety Car. Mas o que também souberam foi que a corrida não seria às duas em ponto, porque a organização disse logo que seria dez minutos mais tarde, porque logo naquele momento, a chuva apertou. apenas pelas 15:25 locais é que a corrida começou, atrás do Mercedes vermelho. E com noticias que a chuva voltaria em força... dentro de 15 minutos. Estava a acontecer o que todos temiam: uma corrida condicionada pelo tempo. 

Mas por agora, era o Safety Car que liderava, e o resto ia atrás, Com os carros a chegar a Les Combes, Max Verstappen diz que a visibilidade é reduzida e a pista é muito escorregadia. Lando Norris queixava-se também de "acquaplanning", e parecia que não havia condições para termos uma prova propriamente dita. E claro, com estas condições, a bandeira vermelha foi inevitável. 

Quando aconteceu, passava pouco das 15:30 locais. a partir dali, houve uma espera de quase duas horas para que as condições do tempo melhorassem e tivéssemos uma corrida decente. Havia o tempo a ser contado para o limite das três horas, mas quando os ponteiros chegaram às 17 horas locais, Michael Masi decidiu que o relógio seria parado, alegando "força maior". Ou seja: enquanto tivesse luz, haveria corrida.  

E quando chegou às 18 horas locais, 17 horas nestas bandas, o aviso: a corrida recomeçaria dentro de um quarto de hora. O paddock agitou-se, os espectadores aliviaram-se, e as pessoas nas casas, por fim, iriam ver aquilo que queriam ver nas televisões. Só que quando os carros já iam sair das boxes, a chuva voltava a cair na pista. E pior: iriam ter uma hora de corrida. Uma Sprint Race improvisada, e de novo atrás do Safety Car.

Mas ao fim de três voltas, os carros recolheram às boxes e Michael Masi deu a prova por terminada. Pódio para as televisões, era um facto, mas ninguém estava feliz. E a palavra "farsa" ouvia-se de boca em boca, mas Lewis Hamilton era o que falava mais claramente.


E então, o que dizer? Não muita coisa. Adiar é complicado porque a logística é de loucos, num campeonato de 22 corridas - e iam ser 23, lembro-vos - e os regulamentos previam este tipo de farsa. E se fosse cancelado, os promotores teriam de devolver o dinheiro aos espectadores, não a Liberty Media, não a Formula 1. E sabem quem dá o dinheiro à FOM para ter a Formula 1 nos seus quintais? Na sua esmagadora maioria, são os estados, dinheiro público. 

Em suma, foi mau, mas podia ter sido bem pior.   

sábado, 28 de agosto de 2021

W Series: Kimilainen bate Chadwick e vence em Spa


A finlandesa Emma Kimilainen venceu esta tarde a corrida belga da W Series, numa prova marcada pela chuva e pelo rescaldo da carambola de ontem. Jamie Chadwick foi segunda e manteve na liderança do campeonato, na frente de Marta Garcia e Alice Powell, numa proa onde Beitske Visser e Ayla Agren não competiram por causa dos seus ferimentos nos eventos de ontem. 

Também antes da prova, soube-se que Irina Sirodkova não iria competir, por ter testado positivo ao CoVid-19, e foi substituída pela polaca Gosia Rdest.

Debaixo de muita chuva, a corrida começou com o Safety Car, e ficou assim por quase metade da corrida, porque o Mercedes vermelho apesar recolheu nas boxes quando faltavam 16 minutos para o final da prova. Jamie Chadwick continuava na frente da corrida, enquanto Alice Powell ficava com o segundo posto. Atrás, Caitlin Wood perdia dois lugares para Emma Kimilainen e Marta Garcia.


Nos minutos seguintes, enquanto Chadwick tentava afastar-se do pelotão, Emma Kimilainen começaa a apanhar os carros que estavam na sua frente. Primeiro, Powell, que cedeu após alguma resistência, depois Chadwick, que a três minutos do fim na zona de Pouhon, foi ultrapassada pela finlandesa e viu-a a ficar com o primeiro lugar.

Com a parte final, Kimilainen afastava-se para mais de três segundos de diferença, enquanto atrás, Marta Garcia passava Alice Powell para ficar com o terceiro posto. E foi assim que chegaram à banderia de xadrez, apesar dos ataques de Powell para tentar ficar com o terceiro posto que Garcia tinha em sua posse. Mas não deu.

No campeonato, Chadwick continua a liderar, agora com 91 pontos, contra os 84 de Alice Powell. Emma Kimilainen subiu para o terceiro posto, agora com 60. A próxima proa será dentro de uma semana, em Zandvoort. 

Formula 1 2021 - Ronda 12, Bélgica (Qualificação)


E depois de um mês de férias, voltamos à ação numa das pistas mais desafiantes e clássicas do campeonato: Spa-Framcochamps. E ainda por cima, com o boletim meteorológico a prometer chuva ao longo do final de semana, a ideia de isto se tornar numa roleta russa - neste caso, uma roleta belga - é bem real. 

E foi por causa disso que vimos algo interessante na luta pelo campeonato. No fina da segunda sessão de treinos livres, Max Verstappen bateu forte de traseira na saída da curva Les Combes e danificou o eixo traseiro e desconfiando que tinha sobrado para a caixa de velocidades do piloto neerlandês. Caso acontecesse, era bem provável que ele pudesse sair prejudicado pelo menos em termos da sua luta contra Lewis Hamilton e a Mercedes. E ainda por cima, num circuito ao lado nos seus Países Baixos natais... 


Mas neste sábado, a chuva foi forte, bem forte. Tanto que, quando os ponteiros do relógio chegaram às 15 horas locais, a pluviosidade era grande e a organização decidiu adiar por algum tempo p seu inicio. Para ver se as coisas estariam em condições, o Mercedes vermelho do Safety Car saiu para a pista no sentido de saber se havia água acumulada em algum lado. Depois dessa passagem, a direção da prova disse que tudo iria começar pelas 15:15, hora local.

Quando começou, viu-se logo que, quem tivesse imtermédios, iria dar-se bem na pista. E um dos primeiros que se deu bem foi George Russell, que marcou um tempo na casa dos 2.02, e surpreendeu toda a gente ao ficar na frente da tabela de tempos. Nicholas Lattifi tentou a sua sorte, mas depois de uma saída em Staevlot, também marcou um tempo que o colocou adiante na Q2. 


E quando se viu que de intermédio, as coisas andam bem, todos fizeram isso, e claro, os tempos começaram a cair. Mas quem olhasse para cima, sabia que o céu iria carregar ainda mais, e previam-se novas cargas de chuva. E até lá, os pilotos trataram de melhorar os seus tempos e tentar passar para a Q2. Lando Norris caiu dos dois minutos ao fazer 1.58,301. 

E no final, entre os que fixaram de fora, os habituais Haas - nem na chuva, hein? - os Alfa Romeo de Kimi Raikkonen e Antonio Giovimazzi e o Alpha Tauri de Yuki Tsumoda. E os Williams levaram os seus carros para a Q2, quem diria!


Quando os carros para para a Q2, toda a gente foi para a pista com o seu jogo de intermédios, porque se previa precipitação nos cinco minutos seguintes. Logo, marcar um tempo o mais depressa possível era a ordem e a pressa dos pilotos em entrarem na pista. Contudo, logo na volta de aquecimento, os Mercedes foram para as boxes colocar intermédios novos, para tentar um bom tempo enquanto as condições permitiam. Restava saber se teriam tempo... e ainda por cima, na sua primeira volta rápida, abrandou devido ao tráfego e conseguiu o 14º tempo, um lugar na frente de Bottas. 

Entretanto, Norris fazia 1.57,041 e ia para o topo da tabela de tempos. A Mercedes lá conseguiu fazer tempos que os colocavam no "top ten", ou seja, houve tempo para tudo, apesar de todas as indicações para o seu contrário. Depois, Max Verstappen faz 1.56,559 e ia para a frente. Max sendo "Super Max", e a Mercedes reagiu com intermédios novos, a cinco minutos do final da Q2. Afinal de contas, lutavam para entrar na parte final da qualificação. E essa era a surpresa.

No final, "not that shocking", os Mercedes conseguiram entrar na Q3, com Hamilton no segundo posto, e Bottas no terceiro. Parecia que iriamos ver os dois Williams por lá, mas apesar de a certo momento, Nicholas Lattifi ter sido sétimo, acabou por ficar de fora, fazendo companhia ao Alpine de Fernando Alonso, o Aston Martin de Lance Stroll e os dois Ferrari.  

E foi bem a tempo, porque começou a chover no pitlane.


Com o Q3, os pilotos meteram os azuis e foram para a pista, sabendo que as condições estavam ainda mais degradadas que anteriormente. Tanto que Sebastian Vettel chegou a pedir para que a direção de corrida mostrasse a bandeira vermelha. De facto, as coisas estavam a indicar isso, tanto que, menos de um minuto depois, Lando Norris batia no Eau Rouge-Radillon, arrancando a traseira do carro. Evidentemente, a bandeira vermelha foi mostrada. Vettel parou o seu carro ao lado do Lando Norris para saber se estava bem, e quando viu que não havia problemas, seguiu adiante.

Passou tempo para ver se a chuva abrandava - ou parava de cair, e quando aconteceu, lá foram eles arriscar os seus carros naquela pista. Contudo, ainda andavam com os azuis para tentar marcar um tempo com o que tinham, e se pudessem, poderiam arriscar mais alguma coisa.

Mas cedo se viu que com os intermédios, conseguiriam marcar os seus tempos. E foi na parte final que houve emoção, com os tempos a cairem paulatinamente. Primeiro Hamilton, que conseguiu 2.01,552, mas quem deu um ar da sua graça foi George Russell., que apanhou todos de surpresa quando fez 2.00,086... e ficou com a pole provisória! Parecia que todos estavam de olhos esbugalhados e poderiam comemorar algo que não acontecia desde o GP da Áustria de 2014. Mas Max Verstappen apareceu e tirou mais tempo, fazendo 1.59,765 e era o "poleman" em Spa.

E foi assim a dura qualificação belga. Amanhã havrá tanta chuva como hoje, veremos como isto acabará. 

sexta-feira, 27 de agosto de 2021

A imagem do dia


Spa-Francochamps é um circuito desafiante. Ainda por cima, aquele local é húmido e chove constantemente, indecentemente da época do ano - excepto no inverno, quando neva - todos esses perigos são redobrados, com os pilotos a estarem duplamente atentos porque uma distração significa estarem fora da pista. Mesmo assim, as pessoas adoram o circuito precisamente pelo desafio que mostra a todos. Contudo, por vezes temos de questionar se esse desafio ainda vale a pena quando as coisas começam a ir longe demais. 

Nesta sexta-feira à tarde, as pilotos Sarah Moore e Abbie Eaton (Grã-Bretanha), Belen García (Espanha), Fabianne Wohlwend (Lichtenstein), Ayla Agren (Noruega) e Beitske Visser (Países Baixos) foram protagonistas de uma carambola bem feia na qualificação para a etapa da W Series. As seis pilotos bateram fortemente depois de, aparentemente, terem passado por uma mancha de óleo no cimo da Eau Rouge. Elas bateram no mesmo sítio onde há dois anos, Anthoine Hubert perdeu a vida num acidente durante a prova de Formula 2. Das seis, duas delas, Agren e Visser, foram ao centro médico porque se queixavam de dores devido ao impacto.

Não é a primeira vez este ano que o automobilismo encarou o Radillon e se saiu mal. Cerca de mês e meio antes, nas 24 Horas de Spa, o Lamborghini de Jack Aitken bateu forte no mesmo local e ele acabou por ir para o hospital com fraturas nas costelas, devido ao impacto. Outro piloto, o britânico Callum Ilott, pediu por mudanças no desenho daquela parte da pista depois do que aconteceu neste ano.

Outra coisa interessante, que foi hoje contada pela Julianne Carasoli: Lewis Hamilton afirmou que aquela parte da pista ganhou uma "ondulação enorme" devido a um deslizamento de terras ocorrido neste último inverno, do qual ainda não se fez a devida correção. Ou seja, os pilotos estão a atacar da mesma maneira um lugar onde as condições mudaram, e estão a arriscar ainda mais a eles e aos seus carros, não tanto por desconhecimento... mas porque acham que ainda está tudo dentro das suas regras de segurança. Não está.      

Ainda por cima, neste final de semana está prevista chuva constante neste final de semana em Spa. Isso quererá dizer uma qualificação e corrida onde os pilotos andarão com atenção redobrada, e onde qualquer erro pode ser literalmente "a norte do artista". Meter chicanes provisórias, a esta altura do campeonato, não é uma solução ideal, porque se calhar "será pior a emenda que o soneto", e pedir aos pilotos para que levantem o pé naquele local é contraproducente, porque a primeira coisa que vão fazer é andar de pedal a fundo.

Que fazer? Se calhar é altura aquela pate do circuito ser remodelada, e se calhar também é altura de mostrar que certos desafios tem de ser domados, se queremos faer so automobilismo uma competição mais segura. E a mentalidade do "circo pegar fogo" deve ser afastada.       

Só espero que este acidente não tenha sido um aviso.

Youtube Formula 1 Video: Spa-Francochamps, agosto de 1991

Há 30 anos, a Formula 1 estava a ver um momento que iria ficar na história, com a chegada de Michael Schumacher à Jordan. Em Spa-Francochmps, contudo, o assunto era a prisão de Bertrand Gachot, e a injustiça do sucedido. Claro, foi por isso que Eddie Jordan tinha chamado o piloto alemão, que andara muito bem na equipa de Sport-Protótipos... da Mercedes.

Assim sendo, dei de caras com este video sobre o que foi esse final de semana do GP belga, com as passagens de Ayrton Senna e do alemão, bem como boa parte do paddock, espreitando nas boxes de algumas equipas, como a Ligier, Ferrari, March e outros. E até um acidente com o Minardi de Gianni Morbidelli!

Enfim, aproveitem bem este video. 

quinta-feira, 26 de agosto de 2021

A imagem do dia


Estamos em fim de semana de Spa-Francochamps, em dos circuitos clássicos do automobilismo, que existe há quase cem anos, com as suas curvas icónicas como a La Source e a Eau Rouge, entre outros. Recebe a Formula 1, a Endurance, o WTCR, e este ano já recebeu o WRX e duas classificativas do WRC, no rali de Ypres. 

Até há duas semanas, a direção do rali estava nas mãos da dinâmica Nathalie Maillet, uma belga de 51 anos que, sendo formada em arquitetura, tinha no automobilismo a sua paixão. Contudo, no passado dia 15 de agosto, foi morta na sua casa do Luxemburgo nas mãos do seu marido, que depois acabou por virar a arma contra si mesmo. O crime - inexplicável e chocante em todos os sentidos para quem viu isto de fora - à partida parecia ser uma situação de violência doméstica, um ataque de ciúmes, ou até uma situação de "apanhada com a boca na botija", mas passados alguns dias, com a poeira assentada, assumiu contornos de motivos fúteis. E explica-se assim.

Há algum tempo - provavelmente no último ano - madame Maillet decidiu sair do armário e assumir uma relação com outra mulher, Ann Lawurence Durviaux. Assim sendo, aproveitou para pedir o divórcio com Franz Dubois, seu marido, algo do qual não aceitou muito bem. Relutantemente, as coisas foram adiante, mas as tensões ficaram cada vez mais altas em relação à partilha dos bens que tinham em comum. As discussões eram frequentes, mas aparentemente, quando convidou ambas para um jantar num restaurante na cidade do Luxemburgo, naquele sábado, era para resolver essa divisão de bens, e mais tarde foram para casa, onde o duplo homicídio + suicídio acabou por acontecer. Se as coias descambaram para aquela situação ou se foi uma armadilha para atrair ambas e causar o desfecho que é conhecido, cabe ao inquérito policial discernir qual das hipóteses é a mais verdadeira. 

O que se pode dizer em relação a ela é que, como administradora do circuito de Spa-Francochamps, todos a consideravam como excelente e capaz de fazer as reformas e remodelações que aquele circuito precisava para acolher as competições principais do automobilismo mundial. E todos ficaram chocados e tristes com o seu precoce e brutal desaparecimento. E como o ser humano pode ter não só compaixão e empatia, como também ciúme, inveja e psicopatia. 

E nesse último campo, todos saímos a perder.  

quarta-feira, 25 de agosto de 2021

Noticias: Fim de semana molhado em Spa-Francochamps


O Grande Prémio da Bélgica, em Spa-Francochamps, costuma ser por vezes uma prova debaixo de chuva e este ano, vai ser assim: de sexta à tarde até domingo, à hora da corrida, haverá pista molhada.

De acordo com o boletim meteorológico, na sexta-feira, a temperatura média é de 15 graus, aumentando para os 16 no sábado e domingo, enquanto as hipóteses de precipitação andam na casa dos 75 a 80 por cento, incluindo no dia da corrida.

Apesar do tempo ser diferente do habitual, e de muitos acharem excitante correr com a pista molhada, é provável que o Safety Car esteja na pista por muito tempo, evitado a autodestruição de metade do pelotão...

terça-feira, 24 de agosto de 2021

A imagem do dia


E de repente, no circuito de Spa-Francochamps, o resto do mundo descobre que há um piloto alemão muito bom. Sim, porque quem lesse os jornais desportivos da altura, conhecia o nome de Michael Schumacher dos seus feitos nos Sport-Protótipos, a bordo dos Sauber-Mercedes, ao lado de gente como Karl Wendlinger e Heinz-Harald Frentzen.

E claro, também tivemos os custos da oportunidade, quando Bertrand Gachot é atirado para uma cela britânica e Eddie Jordan tinha de arranjar alguém rapidamente para o carro 32. Willi Weber, o manager do alemão, falou com a Mercedes e pediu ajuda para o colocar na equipa deles. Jordan tinha-lhe dado um teste cerca de um mês antes em Silverstone e descobriu que era muito bom. A marca alemã pagou-lhe meio milhão de dólares para poder correr em Spa-Francochamps e com o tempo de adaptação, bateu Andrea de Cesaris e conseguiu um decente oitavo posto. E ainda mais: Schumacher nunca tinha andado no circuito num carro! Claro, esconderam o facto, afirmando ter corrido na Formula 3 alemã.

Com o resto do pelotão a vestir t-shirts em solidariedade ao pobre piloto belga, Schumacher deslumbrava o resto do mundo e estes pensavam no que poderia fazer na corrida. Contudo, foi uma frustração: a embraiagem cedeu na reta Kemmel e ficou a ver a corrida das boxes, enquanto via De Cesaris quase a apanhar Ayrton Senna para o que poderia ser uma inédita vitória - este lutava contra um problema na caixa de velocidades - antes do motor ceder, e poucas voltas do fim.

No final do dia, Jordan parecia ter um bom piloto para o resto da temporada, mas havia outros planos. Pelas costas, Flávio Briatore, da Benetton, ofereceu-lhe melhores vantagens e em Monza, ele iria correr para eles, despedindo Roberto Moreno por "distúrbios mentais" ou algo assim. Pois...  mas a partir daquele fim de semana, o resto seria história. E agora, é Mick Schumacher que está ali a fazer a sua estreia no circuito mais próximo da casa do seu pai e do seu tio. E certamente, todos lhe perguntarão sobre os sentimentos sobre esse final de semana.

segunda-feira, 23 de agosto de 2021

A situação do calendário da Formula 1


Na semana em que a Formula 1 regressa ao ativo, depois de um mês de férias, na pista de Spa-Francochamps, o calendário tem algumas vagas por preencher e é provável que isso venha a ser resolvido esta semana com algumas novidades. A primeira é a inclusão do GP do Qatar em Losail, e a segunda é a hipótese da Formula 1 ter uma segunda corrida na América, mais concretamente em Indianápolis. 

A primeira hipótese é discutida desde meados de julho, com avanços e recuos neste sentido. Contudo, esta segunda-feira, a Autosport britânica avança que o Qatar está "quase" confirmado, e acontecerá em novembro, com substituto do GP da Austrália, que foi cancelado em meados de julho devido à pandemia.

Como é sabido, o circuito de Losail tem uma licença de Grau 1 e apesar de receber apenas a MotoGP, apesar de também já ter recebido o WTCC, nunca recebeu a Formula 1 por causa de um acordo implícito entre Bernie Ecclestone e a família real barenita, que decidiu, onde um recebe a competição, o outro não teria. Contudo, era um acordo verbal e não escrito, e com a saída de cena de Ecclestone e a entrada da Liberty Media, as negociações avançam nesse sentido. E com eles a quererem 23 corridas nesta temporada, dê por onde der, é provável que isso vá para a frente, e eventualmente com espectadores. 

Caso aconteça, a Formula 1 terá quatro corridas no Médio Oriente, e serão o palco final do campeonato. Provavelmente, o calendario terá essa corrida a 21 de novembro, com a Arábia Saudita a 5 de dezembro e Abu Dhabi a 12. 

Contudo, o Brasil, que já disse ter tudo pronto para receber a Foirmula 1 em Interlagos, já disse que quer no fim de semana de 12 a 14 de novembro, vésperas do feriado da República, a 15, para poder aproveitar melhor o potencial turistico da cidade. Contudo, isso faria que transformasse num "double stint", desconhecendo-se ainda se haverá uma semana de intervalo entre a Cidade do México e o Brasil. Isto porque, inicialmente, México e Brasil seriam em dois fins de semana seguidos, dando uma semana de intervalo para o que seria o GP da Austrália, que foi cancelado.

Ainda antes, a 3 de outubro, há o GP da Turquia, e essa corrida, no Istambul Park, ainda está em dúvida. Marcado originalmente para junho, em substituição do GP do Canadá, foi cancelado quando o Reino Unido colocou o país na lista vermelha para os viajantes. Remarcado para agora, apesar da situação estar melhor, ainda há dúvidas sobre a sua realização, porque a Turquia continua na lista vermelha do Reino Unido, e provavelmente esta semana poderá se decidir em termos definitivos sobre a sua realização.


No caso da segunda corrida americana, as noticias sobre um regresso ao "Brickyard" depois de 14 anos de ausência surgiram no final da semana passada. Um pouco a ver não só com o cancelamento do GP japonês, mas também com as dúvidas sobre o GP turco, e também para juntar a caravana da Formula 1 em paragens americanas. Duas corridas em Austin é a hipótese mais plausível, mas a ideia de correrem no circuito convencional de Indianápolis, ainda por cima numa altura em que o Indianápolis Motor Speedway está sob administração de Roger Penske, que tem a Formula 1 em mente e voltaria a acolher de bom grado, desde que ambas as partes estejam de acordo. E como a Liberty Media adoraria ter duas ou três corridas por lá...

Uma coisa é certa: muito provavelmente, até quinta-feira, haverá o anuncio do novo calendário.   

sexta-feira, 20 de agosto de 2021

Endurance: Calendário de 2022 foi apresentado


O calendário da endurance de 2022 foi apresentado, e de uma certa maneira, tenta ser o regresso ao mundo pré-pandemia. Começa em Sebring, com as Mil Milhas, em março, e termina no Bahrein, em novembro, depois de seis provas. Le Mans será no final de semana de 11 e 12 de junho, em preparação para o seu centenário, em 2023.

Esta décima temporada de Endurance verá o WEC regressar a Sebring para as suas 1000 milhas - separadas das 12 Horas de Sebring, nota-se - após uma ausência de dois anos devido à crise sanitária. O Prólogo Oficial, também conhecido como teste da pré-temporada, será realizado de 12 a 13 de março, uma semana antes da abertura da temporada. 

O calendário conta com o regresso da competição a Monza, mas não com a passagem por Portimão, que serviu de substituição para Sebring, que não apareceu em 2021 por causa da pandemia. E claro, as 24 Horas de Le Mans vão regressar à sua data habitual, depois de dois anos a acontecer em datas diferentes por causa das condicionantes colocadas pelas autoridades de saúde locais. Este ano, por exemplo, foi para garantir a presença de público em La Sathe, algo que não existia em junho. 

Eis o calendário completo:

12/13 de março - Testes pré-temporada em Sebring (EUA)
18 de março - 1000 Milhas de Sebring (EUA)
7 de maio - 6 horas de Spa-Francorchamps (BEL)
11/12 de junho - 24 Horas de Le Mans (FRA)
10 de julho - 6 horas de Monza (ITA)
11 de setembro - 6 horas de Fuji (JPN)
12 de novembro - 8 horas do Bahrein (BAH)

sexta-feira, 5 de março de 2021

WEC: Organização anuncia mudanças no calendário


Com a noticia do adiamento das 24 Horas de Le Mans para agosto, a WEC e a FIA decidiram fazer mais alterações no calendário. Agora, a abertura do campeonato será em Spa-Francochamps, a 26 de abril, com o prólogo, uma semana antes da corrida, a 1 de maio, um sábado, como forma de comemorar o centenário do circuito belga. Quanto à ronda portuguesa, que tinha sido marcada como a prova de abertura, foi adiada para o dia 11 de junho, onde terão garantia de que haverá espectadores. As decisões foram aprovadas depois da reunião da FIA Motorsport Council desta semana.

Para além destas alterações, todo o resto se mantêm inalterado, ou seja, as Seis Horas de Monza continuarão a se realizar no meio de julho, antes das 24 horas de Le Mans, bem como as rondas de Fuji, no final de setembro, e do Bahrein, no final do ano.

Frédéric Lequien, CEO da FIA WEC, agradeceu aos organizadores por terem tido a abertura de espírito para fazerem as alterações necessárias: “Gostaria de agradecer às nossas equipas, fornecedores, parceiros, a FIA, os organizadores do circuito de Portimão e Spa-Francorchamps, a equipe LMEM e muitos outros por sua cooperação no que continua a ser difícil tempo para todos. A nova data para Portimão vai dar-nos mais hipóteses de permitir a presença dos adeptos e estamos certos que a mudança de horário é mais favorável para todos”, afirmou.

Já Pierre Fillon, presidente do Automobile Club de l’Ouest, falou sobre asa razões destas alterações no calendário de 2021. 

Devido à situação de pandemia em curso, temos de ser extremamente flexíveis nas nossas tomadas de decisão. Estamos continuamente nos adaptando às decisões do governo, especialmente às restrições a viagens entre diferentes países. Após as discussões com os competidores do WEC, não temos escolha a não ser atrasar o início da temporada. No entanto, conseguimos manter todas as rodadas no calendário, que é nossa prioridade número um. Agora estamos ansiosos para a corrida de abertura em Spa em maio e para ver os Hypercars batalharem na pista pela primeira vez.

terça-feira, 1 de setembro de 2020

A imagem do dia


Porquê ao fim de tanto tempo, ainda reverenciamos alguém como ele, da mesma maneira que reverenciamos outros que se foram prematuramente? Acho que essa pergunta tem uma resposta dentro daqueles que perguntam. Por marcarem a diferença em situações difíceis, por terem carisma e serem capazes de fazer o melhor em carros modestos. Foi o que fez Ayrton Senna, Gilles Villeneuve ou Ronnie Peterson, e também porque alguns deles, como o próprio Stefan Bellof, deveriam ter sido campeões do mundo e não foram.

Aliás, Bellof, o alemão que viveu apenas 27 anos, teve também uma grande carreira na Endurance, e nunca teve a chance de alcançar um grande resultado nas 24 horas de Le Mans. Só correu em 1983, ao lado de Jochen Mass e desistiu depois de completarem 281 voltas. Não competiu nem em 1984 e 85, já ele corria pela Tyrrell na Formula 1. Contudo, apesar disso, ele aplicou-se nessa corridas, ajudando à lenda do Porsche 956, sendo campeão do mundo em 1984. E não correu pela equipa oficial em 85, ficando-se pela Brun e aplicando-se na Formula 1, onde fez algumas boas performances. Uma delas foi no Estoril, onde mesmo com meio bico, chegou ao fim na sexta posição, conseguindo o seu primeiro ponto da carreira.

Ao todo, Bellof venceu nove provas no Mundial de Endurance. E tudo o que tinha feito naquele pouco tempo, numa equipa oficial, era a demonstração do que poderia fazer na Formula 1, se lhe dessem uma máquina competitiva. E o mais impressionante é que apenas no GP da Alemanha de 1985 teve a sua primeira oportunidade de andar num carro com motor Turbo, quando estrearam o modelo 014 com motor Renault. E só teve mais duas corridas com esse motor, sem grandes chances para mostrar.

No final, todas essas perguntas tem uma justificativa. Ele tinha mostrado o que era capaz e é esse sabor amargo que fica. E desde há 35 anos que andamos a fazer essa pergunta que nunca terá uma resposta definitiva. Apenas convicções. 

Youtube Formula 1 Video: As comunicações de Spa-Francochamps

Como acontece em todos os Grandes Prémios, o canal oficial do Youtube da Formula 1 colocou o video dos melhores momentos do fim de semana belga, através das suas comunicações de rádio. Se não conseguem ver aqui, podem tentar através do próprio Youtube.

domingo, 30 de agosto de 2020

Formula 1 2020: Ronda 7, Bélgica (Corrida)


Havia expectativas de que a prova belga, conhecida pela sua distancia e pelo seu tempo instável, poderia ser uma prova algo diferente do normal. Havia previsões meteorológicas nesse sentido ao longo do fim de semana, mas quando chegou sábado, e as nuvens apareceram no horizonte sem fazerem nada para molhar a pista durante a qualificação, temi que domingo seria a mesma coisa, e a corrida fosse uma procissão onde os Mercedes iriam ganhar sem oposição. 

De uma certa forma, os meus temores aconteceram, mas houve algumas coisas que tentaram compensar essa corrida aborrecida, mas não tiraram a placa do aborrecimento desta prova. 

A corrida já começava com uma baixa: o McLaren de Carlos Sainz Jr. tinha problemas irresolúveis no seu escape antes da partida e o piloto espanhol iria ficar a ver a corrida das boxes. E em termos de escolhas de pneus, os três primeiros escolheram médios, enquanto boa parte do pelotão andava com moles. A fgrande excepção era Pierre Gasly, que começava com duros.

Poucos minutos depois, na partida, o normal: Hamilton na frente de Bottas, com Ma a tentar passar o finlandês, mas depois defendeu-se... dos Renault, especialmente o de Daniel Ricciardo, enquanto tinha Esteban Ocon atrás. Mais no meio do pelotão, Charles Leclerc ganhava posições, chegando a oitavo para depois perder para Pierre Gasly e Sergio Perez, porque os carros não tinha ritmo em reta. Tanto que na volta sete, estava fora dos pontos depois de perder o lugar para o McLaren sobrevivente de Lando Norris.


Na volta onze, um acidente perto de Stavelot, entre Antonio Giovinazzi e George Russell, faz com que apareça uma visão comum naquela pista: o Safety Car. O acidente foi feito, e havia destroços na pista que tinham de ser limpos. Isso foi o suficiente para o pelotão ir trocar de pneus, quase toda a gente calçou duros e aproveitaram o tempo até voltar à corrida, na volta 15.

Quando voltou, Gasly, o quarto, tentava defender-se de Perez e Ricciardo, mas conseguiu manter a posição nos primeiros metros. O mexicano, que não tinha parado quando foi a altura, era quinto, mas depois perdeu posições para Ricciardo e Albon no final da volta 18, altura em que trocou para duros, caindo para último. Nessa altura, Vettel conseguiu passar Leclerc para... 13º. Ferrari, em tempos de mortes horríveis.

A meio da corrida, Ricciardo passou finalmente Gasly para ser quarto, e pouco depois, o francês da Alpha Tauri foi às boxes, colocando Kimi Raikkonen nos pontos. Na frente, tudo normal, e no céu, não havia nuvens suficientes para se juntarem e fazerem chuva a tempo de fazer algo nesta corrida.

Na volta 37, Perez passou Kvyat para ser nono e tentar fugir de Gasly, que era naquele momento 11º, mas estava a menos de um segundo do mexicano da Racing Point. Mas por esta altura, quando Lewis Hamilton falou uma travagem para o Bus Stop, o pessoal começou a falar sobre os pneus duros, que chegavam perto do seu limite nas voltas finais da prova. 


Mas apesar desse perigo, de pilotos dizendo que não sentiam os pneus - especialmente os frente-direito, os mais castigados - na frente, tudo na mesma, com Hamilton a vencer e Bottas em segundo. Max foi o terceiro, mas o mais interessante foi ver a melhoria da performance dos Renault, quarto e quinto, com Ricciardo ainda a fazer a volta mais rápida. E com as nuvens a obscurecerem o céu, mas não a tempo para mudar algo, foi assim que acabava o GP da Bélgica. Semana que vem, ia para Monza, onde para os Ferrari, o pesadelo continuava... 

Já agora, mais uma retirada do Bottas e o Hamilton vence o campeonato em Portimão?

sábado, 29 de agosto de 2020

Formula 1 2020 - Ronda 7, Bélgica (Qualificação)


Há quem goste, outros nem tanto. Mas a coisa boa deste circuito de Spa-Francochamps é... o tempo. Especialmente quando chove, e era essa a previsão do tempo para todo o fim de semana. O tempo no final de agosto, naquela parte da Europa, é muitas das vezes incerto, com temperaturas na ordem dos 18 a 20 graus, num outono antecipado onde boa parte da Europa ainda apanha sol nas margens do Mediterrâneo.

Contudo, na hora em que começou a qualificação da prova belga, mais uma vez sem espectadores, as nuvens estavam no céu, mas a pista estava seca e via-se pedaços de céu azul, logo, iria ser uma qualificação em seco. E foi assim que começou, sem grande história, onde cedo Lewis Hamilton marcou o seu tempo, com pneus moles, seguido pelo Red Bull de Max Verstappen

Na parte final da Q1, com quase todos a largarem juntos, esperando por um buraco para poderem acelerar a vontade para a sua volta rápida, praticamente os cinco piores tempos eram pertencentes a equipas com motores Ferrari. E Sebastian Vettel ainda não tinha marcado tempos. No final, os carros de Maranello safaram-se, mas os Alfa Romeo, os Haas e o Williams de Nicolas Latiffi ficaram pelo caminho.

Para a Q2, as coisas andavam calmas, e Hamilton foi dos primeiros a entrar na pista, com pneus médios calçados, o primeiro de todos os pilotos que o usaram para fazer as suas voltas. Mesmo assim, fez o melhor tempo até então, com 1.42,014, com Bottas a 112 centésimos, Verstappen a 459. Os Ferrari eram apenas 13º e 14º, com Vettel na frente do monegasco.

Na parte final, muitos trocaram para moles, e alguns até ficaram nas boxes. De uma certa forma, foi uma "farsa" porque alguns dos pilotos abrandaram de propósito para não fazerem tempos melhores, e para ainda manter os pneus moles. Foi assim que Alexander Albon conseguiu o terceiro melhor tempo, atrás dos Mercedes, por exemplo. E os que não ficaram para a parte final foram os Ferrari, Alpha Tauri e o Williams de George Russell.


No final da qualificação, ainda com imensas nuvens, mas com a pista seca, os pilotos foram cedo para a pista e marcar os seus tempos, quase todos de moles calçados. Hamilton acabou por fazer 1.41,451, contra 1.42,049 de Valtteri Bottas. Daniel Ricciardo ficou com o terceiro tempo, na frente dos Red Bull. Depois melhorou, fazendo 1.41,252, melhorando o seu primeiro posto, meio segundo mais veloz que Bottas e Verstappen. Simplesmente esmagador.

Amanhã, dia de corrida, espero que a chuva faça a sua aparição. Queria que não decepcionasse.

quinta-feira, 27 de agosto de 2020

Noticias: Kimi ainda não decidiu o seu futuro


Com quase 41 anos, Kimi Raikkonen não está a ter uma grande temporada com o seu Alfa Romeo Sauber e claro, os rumores sobre a sua vontade de continuar na Formula 1 começaram a surgir. Questionado em entrevista nas vésperas do Grande Prémio da Bélgica se ele comemorará os 20 anos do seu envolvimento na Formula 1 na próxima temporada, Raikkonen disse: “Ainda não decidi”. 

Mas é muito provável que depois de passagens por Sauber, McLaren, Ferrari (duas vezes) e Lotus, esta seja a sua última temporada na Formula 1, devido à pouca competitividade do seu carro, pois ele ainda não pontuou nesta temporada.  

Pressionado para saber se ele poderia se ver numa equipa diferente da Alfa Romeo, respondeu: 

Eu não sei. Em primeiro lugar, preciso decidir o que vou fazer, depois veremos. Obviamente, agora, essa é a primeira coisa a decidir. Então eu realmente não vejo que mudaria alguma coisa se eu competisse com eles ou não. Até eu decidir o que fazer, essas coisas não estão realmente na minha lista.