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segunda-feira, 17 de dezembro de 2018

A imagem do dia (II)

Dezembro na Europa é assim. E este fim de semana, em Spa-Francochamps, esta foi a paisagem na zona de Eau Rouge e Radillon. E tecnicamente, ainda não estamos no inverno. 

sábado, 22 de setembro de 2018

A(s) image(ns) do dia




A ACO e a FIA apresentaram hoje em Spa-Francochamps um carro movido a hidrogénio, que deu uma volta de "recreio" na pista belga, adiante da prova das Quatro Horas, a contar para o Europeu de Endurance. Foi apenas uma volta, porque problemas elétricos fizeram com que parasse nas boxes cedo, mas a ideia era de demonstrar perante o público.

Sei de muitos que acham que o hidrogénio é a verdadeira solução para a substituição dos combustíveis fósseis para um não poluente. Contudo, o pessoal da área tem andado a provar que - pelo menos para os carros - o hidrogénio não tem vantagens em relação ao elétrico. É certo que o hidrogénio é o elemento mais abundante na Natureza e no Universo, mas a tecnologia da captura e transformação em um gás liquefeito, que sirva para abastecer motores desse tipo, é complexo e gasta-se muita energia, mais energia do que numa tecnologia a baterias. E para piorar as coisas, a eficiência desses motores a hidrogénio é equivalente aos motores de combustão interna, cerca de 35 por cento, enquanto as baterias elétricas andam, na pior das chances, pelos 90 por cento de eficácia.

Não digo que não se façam pesquisas para o hidrogénio. Esta semana noticiou-se o inicio das atividades na Alemanha de dois comboios movidos a hidrogénio, como alternativa ao Diesel. Acho que o hidrogénio poderia ser uma alternativa em termos de barcos, comboios e aviões, mas não em carros. A eficiência dos carros elétricos e a crescente autonomia das baterias, bem como a sua durabilidade - as baterias dos automóveis NÃO SÃO as baterias usadas no nosso telemóvel ou computador portátil, bem como a possibilidade de carregar em casa - fazem quase com esta discussão esteja já resolvida a favor do carro elétrico.

Mas é interessante ver esta tecnologia no automobilismo, apesar de saber da existência de projetos semelhantes desde 2011, especialmente o projeto da Universidade de Delft, na Holanda. Contudo, ainda falta saber quando é que o carro a hidrogénio bate o carro a gasolina numa corrida, em chances iguais. E essa é ainda a grande questão.

quinta-feira, 30 de agosto de 2018

Youtube Formula One Classic: Coulthard vs Schumacher, Bélgica 1998

Não há filmagens completas desta corrida que faz agora vinte anos de idade, mas daquela tarde de chuva em Spa-Francochamps, há também este momento que vos coloco aqui, que foi tão importante quanto a carambola em La Source. Na volta 25, a meio do GP belga, Michael Schumacher liderava o Grande Prémio e ia apanhar David Coulthard, que iria perder uma volta devido aos atrasos e aos problemas que tinha sofrido durante a corrida - tinha sido um dos afetados pela carambola da primeira volta, diga-se.

Pois bem, quando Schumacher apanhou Couthard e ele recebera a ordem para que o deixasse passar, aconteceu isto...

Os eventos são narrados em inglês pelos míticos Murray Walker e Martin Brundle.

quarta-feira, 29 de agosto de 2018

A imagem do dia

Há precisamente 25 anos, Alessandro Zanardi, de uma certa forma, fechava uma parte da sua carreira da Formula 1. Foi o seu primeiro grande susto da sua carreira, e foi na Formula 1, no Radillon. O acidente foi feito - Ayrton Senna foi o primeiro a chegar e quase acabou em desastre quando viu o aparato e teve de travar a fundo.

Zanardi era um bom piloto, com passagens por Jordan e Minardi e a temporada na Lotus era a primeira inteirra, que lhe tinha dado um ponto no Brasil. De resto, era tudo muito calmo e discreto, com Johnny Herbert muitas das vezes a ser melhor que o piloto italiano, então com 26 anos.

Zanardi não voltaria a correr o resto do ano, dando a chance ao português Pedro Lamy de correr na Formula 1. Ele, que naquele momento estava a disputar o título da Formula 3000 com Olivier Panis. Dali a menos de um ano, as posições se inverteriam, com Zanardi a correr no azar de Lamy em Silverdstone, mas ambos não foram capazes de impedir a inexorável decadência da Lotus.

domingo, 26 de agosto de 2018

Formula 1 2018 - Ronda 13, Bélgica (Corrida)

Passou um mês de férias, o pelotão da Formula 1 andou muito, mas muito agitado, mas ao fim deste tempo todo, havia algumas coisas dos quais todos sabiam que iria acontecer: as corridas estariam de volta no final deste agosto, e seria no primeiro de dois clássicos seguidos, o circuito belgas de Spa-Francochamps. E como "clássico é clássico e vice versa", como disse um certo futebolista, neste lugar perto da fronteira alemã, o que as pessoas queriam saber era se Lewis Hamilton, o poleman da véspera, iria manter tudo isso na corrida e alargaria a liderança ao ponto do pentacampeonato ser uma quase realidade. 

Não foi. Vettel fez melhor, passou Alain Prost no "ranking" das corridas, mas esta prova não foi grande coisa. Excepto...

A partida começou com tudo bem na frente, Hamilton na frente de Vettel, mas atrás, Fernando Alonso chocou com o carro de Charles Leclerc, num acidente onde Nico Hulkenberg também se envolveu, e Kimi Raikkonen ficou com um furo no pneu, aparentemente causado pelo nariz de Daniel Ricciardo. Na Kemmel, Vettel passou Hamilton para ser primeiro, mas depois de passarem por Les Combes, o Safety Car entrou em ação, por causa dos acidentes em Le Source.

No meio das confusões, alguns pilotos tiveram de ir às boxes. Como Ricciardo, que teve de mudar de asas por causa de estragos nela, e claro, Raikkonen, que trocou o pneu furado - e os outros - para médios. No inicio da segunda volta, três carros estavam de fora: Alonso, Leclerc e Hulkenberg. O australiano voltou à pista, mas com uma volta de atraso.

A corrida recomeçou na volta cinco, com Vettel a tentar afastar-se de Hamilton e dos Force India. Esteban Ocon começava a ser pressionado por Max Verstappen pela quarta posição. Na volta sete, na travagem para Les Combes, ficava com o lugar do francês da Racing Point.

Atrás, algumas ultrapassagens faziam arrepiar os cabelos, mas não se via na TV. Como Valtteri Bottas, que "fez um Bellof" a Brendon Hartley em Eau Rouge para ganhar mais um lugar rumo aos pontos. Mas nos lados de outro finlandês, Kimi Raikkonen, a corrida acabou na nona volta, na mesma altura em que Max Verstappen passava o outro Racing Point, de Sergio Perez.

Na frente, Vettel estava tranquilo sobre Hamilton e basicamente, parecia ser o resultado final dos dois primeiros. Na volta 15, a diferença entre ambos era de quatro segundos, e o terceiro estava a cerca de onze, todos com os supermoles. A única coisa de relevo foi Bottas, que em duas voltas passou de décimo para oitavo.

Na volta 22, Hamilton muda para colocar pneus moles, esperando por uma reação de Vettel, que iria acontecer na volta seguinte. Ambos andavam com moles e quando voltaram à pista, os três estavam perto um do outro. Hamilton passou o holandês em Les Combes e ficou atrás de Vettel, tentando ficar na distância de DRS, mas não era fácil.

Até à volta 26, foi altura dos pilotos fazerem aquela que provavelmente iria ser a única paragem na corrida, o último dos quais Max Verstappen, também com pneus moles. A partir dali, a corrida ficou mais aborrecida, com o único grande centro das atenções a ser a luta pelo décimo posto entre Marcus Ericsson e Brendon Hartley, com ambos os pilotos a trocarem um com outro. Na volta 31, Ricciardo retirou-se de vez.

As atenções na parte final tinha a ver com o quarto posto, entre Valtteri Bottas e Sergio Perez. O finlandês passou o mexicano na volta 40 para ser quarto, mas quando o fez estava muito, mas muito longe de Max Verstappen para tentar a sua sorte no lugar mais baixo do pódio.

E foi assim que acabou a corrida: Vettel foi o vencedor de um GP da Bélgica sem história, tirando sete pontos a Hamilton, reduzindo um pouco a diferença na liderança do campeonato. O que até é bom para a corrida da semana que vêm, em casa "tiffosa", em Monza, onde o alemão tem todas as chances do mundo para se aproximar do comando do campeonato. E passado um tempo, as decisões de secretaria, com os dez lugares de penalização de Nico Hulkenberg e os cinco segundos de penalização a Valtteri Bottas devido ao toque com Serguei Sirotkin.

E por agora é tudo. Agora serão sete dias até outro clássico... e quantas mais mudanças existirão no pelotão até lá.

sábado, 25 de agosto de 2018

Formula 1 2018 - Ronda 13, Bélgica (Qualificação)

Depois de um mês de férias - todos sabem que alguns praticamente não sobrevivem a todo este tempo parado - o pelotão da Formula 1 andou ativo nos bastidores. O pai de Lance Stroll comprou a Force India e mudou de nome para Racing Point, Fernando Alonso decidiu que iria correr noutros lados, venceu as Seis Horas de Silverstone, para logo depois ser desclassificado, e Daniel Ricciardo decidiu ir para a Renault em vez de ficar na Red Bull, provavelmente atraído pelos milhões que a marca do losango atirou para ele no sentido de ser o primeiro piloto. Curiosamente, Carlos Sainz Jr. não vai ficar com o seu lugar, pois este vai para Pierre Gasly, vindo da Toro Rosso...

Mas o filho de Carlos Sainz não fica desempregado: vai ficar com o lugar de Alonso na McLaren. Resta saber se a McLaren em 2019 será um bom lugar... 

Entretanto, o pelotão soube que na Mercedes, Valtteri Bottas teve de trocar de motor e caixa de velocidades, fazendo com que ficasse com um lugar cativo no fundo da grelha. Não iria haver uma primeira fila cheia da Flechas de Prata, dando mais chances à Ferrari e quem sabe, à Red Bull, que teria o circuito todo pintado de laranja, porque a Holanda é já ao lado e todos querem apoiar Max Verstappen...

O sábado tinha à espera tempo nublado, com possibilidades de chuva, mas isso não acontecia quando começou a qualificação. Isso não impediu que todos fossem para a pista o mais rapidamente possivel, marcando tempo antes que chovesse, mesmo não sabendo quando é que chegasse e molhasse a pista.

Os Ferrari apressaram-se a ficar na frente da tabela de tempos, deixando Lewis Hamilton a quase um segundo. Atrás, os Renault estavam com dificuldade em ter aderência, e entre os McLaren e os Williams, que deram o seu melhor, mas não passaram para a Q2, Carlos Sainz Jr juntou-se a eles de modo inesperado. Mas independente do resultado de Sainz, o que se pode ver é que duas das equipas mais tradicionais da Formula 1, McLaren e Williams, estavam no fundo da grelha...

A Q2 tinha já as nuvens a ameaçar na pista, mas todos andavam de pneus secos e batiam recordes. Como Kimi Raikkonen, que conseguiu bater o famoso recorde do Porsche 919 Hybrid - sem estar nos regulamentos da WEC, mas isso é um pormenor... - e Vettel melhorou, fazendo 1.41,5. Mas por esta altura, os céus já escureciam e a chuva vinha a caminho.

No final da Q2, Os Toro Rosso, os Sauber e o Renault de Nico Hulkenberg - que não marcou qualquer tempo - acabaram por ficar de fora. Do outro lado, para além dos Mercedes, Ferrari, Red Bull, Haas e a Force India - ou o que se chamam agora - passaram para a Q3.

E foi nesse momento que começou a chover.

Chegados à Q3, o pessoal andava de pneus secos, tentando driblar o piso molhado. Os pilotos tentaram com pneus secos, mas Valtteri Bottas tem um despiste a alta velocidade em Staevlot, o suficiente para que todos mudassem de pneus para os intermédios.

Os carros voaram para trocar de pneus, para ver se conseguiam segurar o carro na pista, principalmente nas partes onde a chuva fazia mais estrago, como acontece sempre na altura em que chove.

Mas se normalmente a chuva costuma baralhar as coisas, no final, Hamilton não deu chances, esmagando Vettel, com um surpeendente Esteban Ocon a ser terceiro na grelha na chuva, na frente de Sergio Perez, de Romain Grosjean e de Kimi Raikkonen. Os Red Bull, discretos, foram apenas sétimo e oitavo.

"Esse foi um dos treinos de qualificação mais difíceis que eu consigo me lembrar. Nenhum de nós chegou a guiar na chuva neste fim de semana, então nem consigo expressar o difícil que foi isso", afirmou Hamilton na entrevista após o fim da sessão.

Óbviamente, os fãs de Hamilton ficam cada vez mais convencidos que o seu piloto está a caminho do pentacampeonato, especialmente depois da pole numero 76. Contudo, amanhã é dia de corrida e muitas coisas ainda poderão acontecer. Especialmente com o lendário tempo instável naquela zona da Bélgica...

segunda-feira, 11 de junho de 2018

GP Memória - Bélgica 1963

Duas semanas depois de a BRM ter feito dobradinha nas ruas do Mónaco, máquinas e pilotos rumavam a Spa-Francochamps, palco da segunda corrida da temporada de 1963. Na lista de inscritos, havia dois tipos de novidades: a primeira era de chassis novos: a BRP, British Racing Partnership, tinha o seu próprio chassis, que seria guiado por Innes Ireland, a Scirocco, para Tony Settember - o outro chassis, para Ian Burgess, não estava pronto - e a ATS tinha trazido os seus chassis para Phil Hill e Giancarlo Baghetti

Na segunda parte, era a chegada dos Porsche da holandesa Ecurie Maasbergen, desta vez com Carel Godin de Beaufort ao volante, enquanto Lucien Bianchi alinhava na prova local com um Lola da Reg Parnell Racing. Ainda havia três inscrições, uma para a Ferrari, com Ludovico Scarfiotti, outro para a BRM, para Lorenzo Bandini, e uma terceira para Peter Arundell, para a Lotus. Nenhum dos três alinhou porque não tinham carros disponíveis.

No final da qualificação, Graham Hill levou a melhor no seu BRM, seguido por Dan Gurney, no seu Brabham-Climax. Willy Mairesse, o herói local da Ferrari, partia de terceiro, seguido pelo Cooper de Tony Maggs. Bruce McLaren era quinto, seguido carro de Jack Brabham, com Innes Ireland a ser sétimo no seu BRP. Jim Clark era oitavo, no seu Lotus e a fechar o "top ten" estavam o segundo BRM de Richie Ginther e o segundo Ferrari de John Surtees.

Na 15ª posição, no Lola da Reg Parnell Racing, estava Chris Amon. Aos 19 anos de idade, gornava-se no segundo piloto mais jovem de sempre a alinhar num Grande Prémio, batido apenas pelo mexicano Ricardo Rodriguez.

O dia da corrida estava chuvoso, e isso foi ótimo para Clark, que aproveitou o momento para fazer uma fabulosa partida. No final da primeira volta, ele era o primeiro, com Hill e Gurney atrás dele. Com o passar das voltas, o escocês começou a afastar-se do pelotão graças à sua habilidade na chuva - irónicamente, detestava Spa-Francochamps, especialmente com tempo molhado - enquanto Brabham ficava com o segundo posto, seguido por Surtees e Mairesse. O belga desistiu com o motor partido, na volta sete, e na volta 12, um problema na injeção de combustível acabava a corrida para Brabham, deixando o britânico da Ferrari no segundo lugar. 

Na volta 16, a chuva caiu ainda mais forte, e isso causou mais acidentes. Jim Hall, Lucien Bianchi e Jo Siffert foram vitimas da pista escorregadia, mas sem consequências, enquanto na volta seguinte, Graham Hill teve um problema na sua caixa de velocidades, acabando por desistir. Clark estava cada vez mais só na liderança, e mais só ainda ficou quando Surtees desistiu com um problema na injeção de combustível.

Gurney era de novo segundo, seguido por Ginther, mas o americano da BRM foi passado por Maggs. Mas o sul-africano da Cooper sofreu um despiste na volta 27, acabando por desistir, e o lugar ficou nas mãos de McLaren. Este passou Gurney na volta final, trocando de posições.

No final, Clark vencia com facilidade em condições difíceis, com McLaren em segundo e Gurney em terceiro. Nos restantes lugares pontuáveis ficaram o BRM de Ginther, o Cooper de Jo Bonnier e o Porsche do holandês Carel Godin de Beaufort.

sábado, 9 de junho de 2018

A imagem do dia

Há meio século, fazia-se história em Spa-Francochamps. E pela segunda vez seguida, diga-se. Os adeptos de Formula 1 viam pela terceira vez em quase dois anos, um piloto-engenheiro a vencer uma corrida no seu próprio carro, depois de Jack Brabham, em Reims, na temporada de 1966 e Dan Gurney a vencer em Spa no ano seguinte, a bordo do seu Eagle. 

Em 1968, Bruce McLaren assentava os primeiros alicerces da sua equipa, fundada em 1963 e que tinha construido o seu primeiro chassis em 1966. Depois de duas temporadas algo complicadas, em 1968 tinha partido com maior ambição. Os seus carros agora eram "papaya orange", tinha contratado o seu compatriota Dennis Hulme, campeão do mundo em título, e o seu carro, o M7A, era competitivo. Para além disso, rodeado de mecânicos e engenheiros competentes, como Tyler Alexander e Teddy Mayer, para além e um chefe mecânico na figura de Alistair Caldwell, também se tinham aventurado na Can-Am, com bastante sucesso. E dentro em breve, ainda iriam abrir um terceiro ramo, na USAC americana, a antecessora da IndyCar.

A corrida da Bélgica foi um duelo entre ele e Jackie Stewart, com Pedro Rodriguez à espreita no seu BRM. E o duelo decidiu-se porque os mecânicos da Matra calcularam mal a quantidade de gasolina no seu carro, e na última volta, esta acabou na pior altura possível.

Para Bruce, era a primeira vitória em seis anos, e de uma forma, o seu triunfo era duplo: que apostar na sua própria equipa tinha valido a pena, era mais um dos seus feitos do qual poderia ser medida a sua vida. E melhor ainda: era ele o primeiro vencedor da McLaren na Formula 1. O seu lugar na história da equipa e do automobilismo estava mais do que assegurado.

quarta-feira, 9 de maio de 2018

Youtube Motorspot Crash: O acidente de Mateos Isaakyan em Spa-Francochamps

Demorou dois ou três dias, mas apareceu! O video do acidente do russo Mateos Isaakyan no Radillon, durante as Seis Horas de Spa-Francochamps, onde ele deu algumas voltas ao ar ao melhor estilo Mark Webber no seu BR Engineering BR1-AER numero 17.

O piloto ficou bem, mas o chassis ficou suicientemente danificado para provavelmente, ter de construir novo chassis a tempo das 24 Hpras de Le Mans, que vai ser dentro de... seis semanas. Vai ser bonito.

Mas... temos imagens de um acidente bem espectacular, provavelmente o mais espectacular do ano.

sábado, 5 de maio de 2018

WRC: Fittipaldi recupera de cirurgia

Pietro Fittipaldi recupera da cirurgia que foi submetido às pernas após o acidente sofrido ontem durante a qualificação para as Seis Horas de Spa-Francochaps. O piloto brasileiro, neto de Emerson Fittipaldi, sofreu fraturas em ambas as pernas e esteve no Hospital Universitário de Liége para fazer reduzir as feridas depois do seu acidente no Radillon a bordo do seu DragonSpeed. 

"Pietro Fittipaldi está bem e sua condição é estável", disse a nota da FIA. "Ele foi operado ontem à noite por fraturas em ambas as pernas e a cirurgia correu bem. Ele permanece sob observação no Centro Hospitalar Universitário de Liege", completou.

"A perna esquerda, que sofreu uma fratura complexa, foi satisfatoriamente operada. Pietro estava completamente consciente ao sair da sala de cirurgia e foi capaz de descrever o que aconteceu com ele. Às 10h30 da manhã [deste sábado], hora local, ele deixou o centro de cuidados intensivos", acrescentou.

Segundo o seu pai, Gugu da Cruz, falou que a provável causa do acidente terá sido uma fala na eletrónica no seu carro. ~"O carro já tinha dado algum problema similar nos testes. Agora na classificação, ele vinha muito rápido. A equipe pediu 'full' naquela volta para fazer o mais rápido possível, mas alguma coisa aconteceu que o freio não funcionou e ele foi reto. Foi uma pane elétrica, uma falha mecânica", contou ao site Grande Prêmio.

E o seu pai revelou depois que Pietro iria fazer um teste pela Haas este mês, o que seria a sua primeira experiência na Formula 1.

Para Fittipaldi, vai ser uma longa recuperação pela frente. Ele, que tinha uma temporada cheia, dividida entre a SuperFormula japonesa, o WEC e a IndyCar Series - iria correr as 500 Milhas de Indianápolis no final do mês, irá ficar agora a recuperar do seu acidente, pelo menos até ao final do ano.

E o acidente causou uma onde de solidariedade por parte de outros pilotos, a começar pelo seu avô, Emerson Fittipaldi: "Pietro, você é campeão. Vai voltar logo, mais forte. Eu quero agradecer a todos vocês de todo o mundo pelas mensagens lindas, muito obrigado, muito obrigado, muito obrigado", disse o bicampeão do mundo na sua página do Instagram.

"Acabei de ver esta notícia terrível, @PiFitti seja forte, companheiro, estamos todos aqui para apoiá-lo e eu sei que você estará de volta mais forte do que nunca!!" - postou Billy Monger na sua página do Twitter. Monger, atualmente na Formula 3 britânica, perdeu ambas as pernas após um acidente no ano passado em Donington Park, quando corria na Formula 4.

sexta-feira, 4 de maio de 2018

A imagem do dia

Errar em Eau Rouge é "a morte do artista", e errar no LMP2 da DragonSpeed foi, para Pietro Fittipaldi, provavelmente o final da temporada para o neto de Emerson Fittipaldi. O seu acidente, esta tarde - de causas ainda desconhecidas à hora em que isto está a ser escrito - destruiu a frente do seu carro e provocou fraturas em ambas as pernas. E pelo que me contam o da direita está em mau estado.

Isto poderia significar que a sua temporada quer na WRC, quer na IndyCar, quer noutras categorias, poderá estar comprometida, fazendo com que fique o resto de 2018 a convalescer deste acidente. Veremos se isso não estragará o resto da sua carreira.

Agora, há que por bom e voltar a correr em 2019. As melhoras para ele!

terça-feira, 10 de abril de 2018

Youtube Motorsport Testing: As voltas do Porsche 919 Hybrid em Spa


No ano em que a Porsche vai se dedicar a bater recordes de volta nos circuitos mais importantes do mundo, surgem por estes dias videos do 919 Hybrid a dar as suas voltas no circuito de Spa-Francochamps, no dia em que bateu o recorde da volta mais rápida, dando a um carro de Endurance um título que não tinha desde 1971.

Não há (ainda) um video oficial desse recorde, mas há alguns de pessoas que filmaram o carro enquanto fazia as suas voltas. Eis duas delas que encontrei no Youtube. 

segunda-feira, 9 de abril de 2018

A(s) foto(s) do dia





A Porsche vai se dedicar em 2018 a fazer uma "tournée de despedida" do seu modelo 919 Hybrid. E neste domingo, em Spa-Francochamps, decidiu tentar bater o recorde da volta mais rápida no circuito belga. E conseguiu: a partir de hoje, o recorde é de 1.41,770 (apesar do 1.41,8 na placa), e pela primeira vez desde 1971 que o recorde da pista pertence a um não-Formula 1, o que é um feito.

Contudo, este é um carro "retirado". Não participa no Mundial de Endurance, não está conforme as regras da FIA, é mesmo para bater recordes e tentar alcançar alguns feitos. A barbatana não está conforme, a asa é diferente, a frente é aerodinâmica, sem faróis... é um "one-off", como muitas das vezes fez a Porsche com o 917, quando no final de 1971 a FIA decidiu ilegalizar os carros com motores de 5 litros, para favorecer os de três litros, iguais aos da Formula 1. Os carros, nessa altura, foram usados para bater recordes de velocidade e a andar noutras categorias como a Can-Am e consagrar a carreira de pilotos como Mark Donohue e George Follmer, por exemplo.

Não se sabe se é um híbrido puro, se tiraram os MGU's e é um puro motor a gasolina, não se sabe quantos cavalos faz, quantos turbos tem incluídos, mas pelas reações que andei a ler, os "porschistas" deliram. Estão a sonhar, não se importam com os detalhes. E se calhar é isso que querem: sonhar. E a Porsche deu-lhes esse sonho.  

Em agosto, se não chover, Lewis Hamilton ou Sebastian Vettel poderão bater esse recorde nos seus carros. Mas até lá, os carros alemães têm o seu dia de glória. E a seguir, irão tentar apagar dos registos o mítico recorde de Stefan Bellof no Nurburgring Nordschleife, que já têm 35 anos, a bordo de um 956. Se conseguirem, uma coisa é certa: é um recorde que não sai em casa. 

terça-feira, 19 de dezembro de 2017

Youtube Motorsport Onboard: Uma volta em Spa... com neve

Dezembro é inverno no hemisfério norte, e na maior parte da Europa, neva na maior parte dos circuitos conhecidos, como Spa-Francochamps, na Bélgica. E dependendo da camada de neve a cair na pista e respectivo derretimento, os carros podem ou não andar por aí.

Ora, o pessoal do circuito belga decidiu fazer um video onboard de um carro a dar umas voltas à pista, com uma camada interessante de neve. E eis o resultado.

quarta-feira, 30 de agosto de 2017

Formula 1 em Cartoons - Bélgica (Cire Box)



O "Cire Box" já fez o BD do que foi a corrida belga, com desenhos sobre asneiras em finlandês e holandês, diplomas por objetivos alcançados e capacetes amarelos, e pedidos de Sebastian Vettel para que Marurizio Arrivabene chame os seus amigos do sul...

Ah! E a briga entre os pilotos da Force India.

terça-feira, 29 de agosto de 2017

Esta equipa é muito pequena para estes dois

Um dos grandes momentos do GP da Bélgica foi uma briga entre dois pilotos. E não foram uns quaisquer, falamos de uma briga entre dos pilotos da mesma equipa. Sergio Perez e Esteban Ocon são pilotos competitivos mais ou menos da mesma idade (Perez tem 26, Ocon vinte) e lutam pela posição como se lutassem contra outro piloto. Como é sabido, ambos os pilotos tocaram-se por duas vezes: a primeira, nos primeiros metros da corrida, quando ambos faziam a Eau Rouge, e Perez "entalou" Ocon contra o muro, sem grandes consequências.

Contudo, da segunda vez, mais ou menos no mesmo lugar, houve consequências mais pertinentes: o mexicano sofreu um furo e acabou nas boxes (e fez entrar o Safety Car para tirar os destroços que ficaram espalhados pela pista), enquanto que o francês ficou sem bico e teve de ir às boxes para trocá-lo, mas isso não o impediu de chegar ao fim no nono posto, conseguindo mais dois pontos para ele e para a equipa.

Claro, as faíscas voaram depois da prova. Ambos os pilotos trocaram de razões, e Ocon chegou a dizer nas redes sociais que "Perez tentou matar-me duas vezes", afirmando que a partir daquele momento, não falava mais com ele. Depois, o francês lá se acalmou, mas os estragos estão feitos.

Toda esta confusão fez com que o diretor da Force India, Otmar Szafnauer, tenha feito um aviso muito sério quer a Sergio Perez, quer a Esteban Ocon, admitindo a possibilidade de os suspender por uma corrida: “Se acontecer outra vez vamos ter de resolver isto. Vamos começar a pensar sobre quem vai guiar o carro”, comentou.

Vijay Mallya reforçou a posição do diretor da sua equipa: “A repetição de incidentes entre os nossos carros está agora a ser um assunto preocupante. Nestas circunstâncias não temos outra escolha senão adotar uma política de ordens de equipa, no interesse da segurança e para proteger a posição da equipa no Campeonato de Construtores”.

Com o passar do dia de segunda-feira, os pilotos conversaram acerca dos incidentes e chegaram à conclusão de que que muitas das coisas que foram ditas após a corrida foram “calor da ação e tendo em conta a situação perigosa", disse Ocon.
  
Depois, continuou:

Quero seguir em frente. Somos uma equipa e admiro o facto do meu companheiro de equipa se ter desculpado. Queremos trabalhar melhor em conjunto. Estou empenhado no sucesso da Force India e estou tão confiante quanto a equipa que o que se passou não nos vai deixar para trás e há ainda muitos êxitos para conseguirmos juntos. Vai ser um desafio manter esta quarta posição [no campeonato de Construtores] e ninguém nos desviará deste objetivo”.

A mesma coisa fez Sergio Perez na sua página oficial do Facebook, onde fez um video, explicando a sua versão dos acontecimentos e responsabilizando-se por qualquer incidente que tenha acontecido... com Nico Hulkenberg. Porque quando foi com Ocon, afirmou que ele, tendo a linha de corrida para ambos (ou seja, estava na frente), ele tinha a vantagem.

Ao fim e ao cabo, falamos de dois pilotos que querem o melhor, isso ninguém contesta. O que se contesta é a agressividade que ambos os pilotos têm na pista. E de uma certa forma, é a consequência daquilo que o Ayrton Senna disse na famosa entrevista a Jackie Stewart no fim de semana do GP da Austrália de 1990, onde disse a famosa frase "se não aproveitas a abertura, deixas de ser piloto de Formula 1". Como Senna virou deus, e tudo aquilo que disse virou "mantra", no final do dia, é isso que fazem, sem ter noção de que as coisas podem acabar mal. Ainda por cima, naquele lugar em Spa-Fracochamps, imediatamente antes de Eau Rouge e Radillon, onde os pilotos, quando saem de pista, saem à grande e... à belga! Mas tem consequências potencialmente graves.

E é nesta altura que pensamos se aquela equipa não será pequena demais para ambos os pilotos. Imagino uma coisa dessas numa Mercedes ou Ferrari, e os rios de tinta que seriam escritos entre ambos os pilotos. Eu, que vivi na infância e adolescência os eventos entre Alain Prost e Ayrton Senna na McLaren, lembro-me perfeitamente desses rios de tinta que foram escritos sobre eles, e como uns tomaram partido por este e aquele piloto. E também o ódio a Jean-Marie Balestre quando puxou pela sua costela francesa, protegendo Prost.

Mas neste caso, o ideal seria provavelmente cada um seguir o seu caminho, pois discipliná-los não parece ser a melhor politica. Continuarão a disputar pos posições como se não existisse mais o amanhã, ainda por cima numa equipa que este ano pontuou (quase) sempre, levando-a ao quarto lugar do campeonato de construtores, amealhando preciosos milhões para sustentar a equipa, que pareece fazer muito com... pouco.

Em suma: se a Force India ficar com os dois, eles tem de ser muito bem educados para se respeitarem em pista. Caso contrário, já sabem que veremos mais episódios envolvendo estes dois. 

segunda-feira, 28 de agosto de 2017

Formula 1 em Cartoons - Belgica (Pilotoons)

Lewis Hamilton foi o grande vencedor do GP da Bélgica, e segundo o Bruno Mantovani, no seu "pilotoon", venceu com estilo. Ainda por cima na corrida numero 200 da sua carreira, e no lugar onde igualou o recorde de poles de Michael Schumacher...

O asturiano que molda o seu destino

A Formula 1 anda veloz, a em menos de uma semana, saltaremos de um clássico (Spa-Francochamps) para outro (Monza). Contudo, no final desta semana chegaremos a setembro e essa é um mês no calendário do qual. quer queiramos, quer não, coloca-nos perante decisões que necessitam de resposta. E é nesta altura em que precisamos da resposta a uma pergunta: Onde é que Fernando Alonso estará em 2017. McLaren? Williams? Force India? IndyCar?

Tudo parece indicar que a última coisa que ele quer é ficar mais um ano frustrante na McLaren. E nas últimas 24 horas, parece que quer forçar a sua saída. Com umas teorias da conspiração pelo meio. É que durante a corrida, Alonso desistiu, alegando não ter potência no seu motor Honda, depois de ter feito uma excelente largada que o fez pular de 11º para oitavo na primeira volta, antes de perder essas posições para os Force India - entre brigas auto-destruidoras - e o Renault de Nico Hulkenberg

Contudo, a própria McLaren - e a Honda - dizem que o problema não foi no motor, o que faz pensar que talvez, mas talvez, o problema tenha sido outro: uma desistência voluntária, frustrado por andar num carro muito lento e do qual historicamente, disse que o seu motor era de outra categoria. “Ele entrou no rádio e reportou aquilo que pensamos ser um problema com o carro, e, apesar de nada ter sido mostrado nos dados, decidimos parar o carro como precaução”, disse Yusuke Hasegawa.

Para melhorar as coisas, parece que ele só renovaria com a Honda... se esta sair. A ideia surgiu esta segunda-feira na Auto Motor und Sport alemã, que normalmente está bem informada nesse campo. E como provavelmente a equipa de Woking já disse que irá continuar com eles... por falta de alternativas, é provável que ele já esteja a delinear o seu próprio destino.

E é nestas alturas que tu ouves os vários rumores desta temporada. Desde uma que disse que ele poderia falhar Singapura e trocar por Sonoma, a prova final da IndyCar (apesar de isso estar descartado à partida, não parece que morre), surgiu por estes dias relatos de que a Williams estaria interessada no veterano asturiano. Quinta no Mundial de Construtores e com motor Mercedes (mas a ser superada pela Force India pelo segundo ano consecutivo), a ideia seria apoiada por Claire Williams e Lawrence Stroll, o pai de Lance Stroll. Não seria uma má ideia, mas neste momento, a Williams é uma equipa em reconstrução, que tem motor cliente e tem bons elementos, como Paddy Lowe. E mesmo com maus fins de semana, por vezes consegue tirar bons resultados, como aconteceu a Felipe Massa ontem no circuito belga, que partiu de 19º para acabar na oitava posição, graças a uma boa estratégia e os estragos dos outros.

Paddy Lowe vê a ideia com bons olhos: “Precisas de grandes pilotos e grandes carros para venceres corridas. Quanto melhor o teu monolugar, melhor os pilotos que atrais. Com um grande piloto na equipa, todos ficam motivados e trabalham mais. Existem vários pilotos bons, temos de tentar escolher os melhores que conseguirmos”, disse.

Mas há problemas, e um deles já foi dito: a Williams não é a primeira equipa fornecedora de motores. Não tem a melhor evolução do motor Mercedes e a Force India faz melhor com menos dinheiro. O que nos faz pensar nas seguintes ideias: Alonso está encurralado e a partir daqui é sempre a descer, num ocaso competitivo do qual ele não saberá sair a tempo? Ou haverá alguma porta entreaberta para alguma espécie de regresso às vitórias e um último "hurra" antes de poder pendurar o capacete em paz com ele mesmo? Se fossemos pela última frase, poderíamos apontar a Renault, mas eles preferem outro veterano, Robert Kubica, e encher a equipa de dois trintões não é boa politica.

Estamos a poucos dias de setembro - ou se preferiem, a poucos dias de Monza - e é provavel que será ali que Alonso dirá qual vai ser o próximo passo a seguir. Ontem à noite, mesmo depois da corrida, já se via que ele estava de candeias às avessas com Zak Brown, Hasegawa e a McLaren. Tanto que eles já começaram a fazer elogios a Lando Norris, um britânico de 17 anos que lidera a Formula 3 europeia e já testou no McLaren de Formula 1, e eles gostaram dele. Ainda há tempo de corrigir isto tudo e não passar de um arrufo de namorados, mas a ideia de que a segunda passagem de Fernando Alonso está a chegar ao fim, e como em 2007, poderá sair por uma porta (muito) pequena é cada vez mais provável.

domingo, 27 de agosto de 2017

Formula 1 2017 - Ronda 12, Bélgica (Corrida)

O GP da Bélgica deste ano, que voltava depois de um mês de férias para toda a gente na Formula 1, iria mostrar até que ponto Lewis Hamilton iria recuperar alguma coisa perante Sebastian Vettel, já que esta pista era favorável aos Flechas de Prata. Claro, queria-se saber até que ponto o inglês iria recupera muito ou apenas o mínimo perante o alemão da Ferrari, pois aquilo que se viu no dia anterior, na qualificação, onde partilharam a primeira fila da grelha, iria mostrar que as coisas iriam ser bem mais equilibradas do que parecia.

Num dia sem chance de chuva, a primeira atração foi ver Mick Schumacher a andar no Benetton B194 do seu pai, na semana em que passam 25 anos da sua primeira vitória dele na Formula 1, precisamente ali em Spa-Francochamps. 

A corrida começou normal, com os seis primeiros a ficarem nas mesmas posições, enquanto que Fernando Alonso subiu algumas posições, acabando no sétimo posto no final da primeira volta. Quase em Eau Rouge, Ocon e Perez tocaram-se - mais uma vez - mas não houve mais nada de especial. O espanhol aguentou os ataques de Hulkenberg até que foi passado na terceira volta. Na volta seguinte, Ocon passou o espanhol, e depois Perez faz o mesmo.

Por essa altura, já tinha acontecido a primeira desistência da corrida, com Pascal Wehrlein a encostar às boxes de vez.

Na frente, Hamilton estava a controlar Vettel, mas não conseguia fugir dele. Já nem era tanto as potências dos carros mas sim a estratégia para ver se um conseguiria apanhar o outro. Na oitava volta, a primeira grande desistência da corrida com Max Verstappen a parar o seu carro na reta Kemmel. É a sexta desistência do ano para o piloto holandês, o que nos faz pensar se ele não tem um motor Honda e ninguém lhe disse...

Hamilton vai às boxes na volta 12, mudando para os moles. A seguir foi Bottas, mas os Ferrari ainda não tinham parado, o que lhes daria uma liderança temporária. Vettel parou na volta 15, trocou para os amarelos, e ficou no terceiro posto, atrás de Raikkonen e Hamilton. Mas o inglês passou o finlandês no Radillon e ficou com a liderança. O piloto do carro numero 7 acabou por parar nas boxes na volta seguinte.

Contudo, houve alguns problemas. Por essa altura, soube-se que Raikkonen não abrandou o suficiente quando apareceram as bandeiras amarelas durante a desistência de Verstappen e foi penalizado em dez segundos, perdendo provavelmente a sua chance de pódio a favor do seu compatriota Valtteri Bottas. E a mesma coisa tinha passado a Sergio Perez por causa de uma dupla ultrapassagem e que acabou por sair de pista na travagem para Les Combes. 

Na frente, por alturas da volta 20, Hamilton estava na frente, com pouco mais de um segundo de avanço sobre Vettel - ambos com pneus moles calçados - o que fazia com que esta corrida não estivesse decidida. Atrás, Bottas não tinha mais Raikkonen, que tinha caido para o sexto posto, atrás de Ricciardo e Hulkenberg. O finlandês só apanhou o alemão na volta 25, no Radillon.

Duas voltas depois, Fernando Alonso abandona a corrida, mais uma vez por causa da falta de potência do seu motor Honda.

Depois disto, as coisas acalmaram. Mas na volta 30, os Force India voltaram a tocar-se na Eau Rouge, com Ocon a ficar sem nariz, e o mexicano sem o pneu traseiro direito. Ambos os carros se auto-eliminaram, e os destroços foram mais do que suficientes para chamar o Safety Car para a pista, para retirar os destroços de ambos os carros. Ocasião para que alguns pilotos trocaram os pneus, como Raikkonen e Bottas, bem como o Renault de Hulkenberg. Depois, foi Vettel a parar nas boxes para novo jogo de pneus. 

Na relargada, na volta 34, Hamilton aguentava os ataques de Vettel, enquanto que atrás, Bottas falhava a travagem para Les Combes e ficava atrás de Raikkonen, mas era Ricciardo que ficava com o terceiro posto, com o finlandês "vermelho" atrás. Nas voltas seguintes, Hamilton afastava-se do alemão para ver se conseguia a distância suficiente para vencer a corrida. Atrás, depois do sexto posto, Romain Grosjean e Felipe Massa tinham as suas recompensas depois de um fim de semana complicado, especialmente para o piloto brasileiro.

Mas no final, Hamilton conseguiu levar a melhor sobre Vettel neste GP da Bélgica. O inglês poderia estar a comemorar, mas a diferença entre eles não tinha sido tão grande como estava no papel. Ricciardo completou o pódio, na frente dos dois finlandeses, e Nico Hulkenberg ficou com o sexto posto. Nos restantes lugares pontuáveis ficaram Grosjean, Massa, Ocon e Sainz Jr.

Apesar do inglês estar feliz pela vitória e de ter tirado alguns pontos a Vettel no campeonato, sabe que as coisas estarão muito equilibradas até ao final do ano, e caso queira tentar o seu quarto titulo mundial, vai ter de ser melhor do que os Ferrari nas corridas onde os carros vermelhos são teoricamente mais velozes. E pelos vistos, ele tem dificuldades nisso... veremos como será em Monza. 

sábado, 26 de agosto de 2017

Formula 1 2017 - Ronda 12, Bélgica (Qualificação)

Depois de um mês de férias, a Formula 1 regressava ao ativo num clássico do automobilismo: Spa-Francochamps. Numa semana em que foi anunciada a renovação de Kimi Raikkonen, e esta manhã também a de Sebastian Vettel - mais três temporadas com o Cavalino - não se tinha a certeza que a Ferrari conseguiria ser mais veloz do que a Mercedes num circuito de alta velocidade como este.

Se para ambos os pilotos da Ferrari, o ideial seria estar na frente da Mercedes, para Hamilton, mais do que bater os carros vermelhos, ele tinha outros objetivos, mais históricos, a alcançar: estava no seu 200ª Grande Prémio, ele queria ver se igualava as 68 pole-positions de Michael Schumacher, e também apanhar o alemão e o brasileiro Ayrton Senna para ver se conseguia quatro poles na pista belga.

Com tempo nublado, mas sem chance de chuva, a qualificação começou com Hamilton a ser o primeiro a sair para a pista, marcando um tempo para impor respeito à concorrência, com 1.44,316, superado pouco depois, com 1.44,275. Pouco depois, o inglês fez melhor, com 1.44,184, e todos eles com pneus ultra-macios, os púrpuras.

No final da Q1, algumas surpresas. Se os Sauber eram esperados, o que não se esperava era ver os Williams por ali. A Lance Stroll, apenas conseguiu superar os carros suíços, mas a Massa, que teve um fim de semana complicado, foi o primeiro dos eliminados, superando o Toro Rosso de Daniil Kvyat. Aliás, era ele ou era Sainz Jr, mas o espanhol da Toro Rosso conseguiu ser melhor do que o Williams do veterano brasileiro.

Na Q2, Hamilton deixou logo a sua marca, com 1.43,539, mas Raikkonen e Bottas andavam bem perto, a menos de três centésimos. Verstappen conseguia ser também mais veloz do que Vettel, e Joylon Palmer até andava muito bem, com o sétimo melhor tempo, quando teve problemas no seu carro e teve de ser empurrado até às boxes.

Na parte final dessa Q2, Hamilton faz cair o tempo para 1.42,927, com os pneus purpura, e estabelece novo recorde de pista. E a acompanhá-lo foram os Mercedes, os Ferrari, os Force India, os Renault - Palmer voltou à pista e conseguiu manter o sétimo melhor tempo! - e os Red Bull. Fernando Alonso ainda tinha uma chance, mas ficou sem motor na parte final da volta e ficou apenas na 11ª posição, o primeiro a ficar de fora. A acompanhá-lo ficaram o seu companheiro de equipa, Stoffel Vandoorne, Romain Grosjean e Kevin Magnussen, os pilotos da Haas, e o Toro Rosso de Carlos Sainz Jr.

A última parte da qualificação começava com o carro de Joylon Palmer a parar na zona de Pouhon, sem pressão na sua caixa de velocidades, enquanto que Raikkonen é o primeiro a marcar tempo, mas logo depois, Hamilton faz 1.42,907 e baixa ainda mais o recorde da pista.

Na parte final, Hamilton consegue baixar para 1.42,553, com Vettel no segundo posto, a mais 242 centésimas do britânico, o que de uma certa forma mostra como está o campeonato. Os seus objetivos foram alcançados, era certo, mas em termos de campeonato, as coisas estavam todas iguais.

Poucos minutos depois, a familia de Michael Schumacher deixou-lhe uma mensagem no seu Facebook oficial, afirmando que "como dizia no tempo dele, os recordes são para ser batidos. E conseguiu-o com mestria. Parabéns, foi bem merecido, Lewis!"

Resta saber como será amanhã, na corrida. Com os dois pilotos próximos um do outro, as coisas não se resolverão por aqui, é certo. Mas se Hamilton não aproveitar bem a corrida na pista belga, a seguir, poderá ver os Ferrari a alargar mais a sua vantagem.