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quarta-feira, 30 de abril de 2025

A imagem do dia





O GP da Bélgica de 1992 ficou na memoria dos adeptos e fãs da Formula 1 por diversas razões. Especialmente duas: a corrida onde Michael Schumacher ganhou pela primeira vez, no seu Benetton, a primeira das suas 91 vitórias da sua carreira, numa corrida onde a chuva e o sol alternaram, e o asfalto estava húmido, e durante os treinos de sexta-feira, o francês Eric Comas sofreu um acidente com o seu Ligier-Renault, e foi salvo pelas ações rápidas de Ayrton Senna, que foi o primeiro a chegar, no seu McLaren-Honda, desligou o motor e deu os primeiros socorros, antes de chegar as equipas de emergência. 

Foi um GP interessante, mas hoje, teve outra ocasião para ser assinalada. Nas vésperas do 31º aniversário do seu acidente fatal, o capacete que Senna usou nesse final de semana foi leiloado na casa Sotheby's, em Londres, e rendeu... 720 mil libras, ou 846 mil euros. Um recorde neste tipo de objetos. O capacete usado nesse final de semana era o já habitual amarelo, com risca azul e verde, num capacete da marca Shoei. 

O recorde anterior era mais recente: tinha pertencido a Charles Leclerc, quando ganhou o GP do Mónaco de 2023, e que foi vendido por 308 mil euros. Ou seja, o novo recorde é mais do dobro do anterior. E o mais interessante: se o valor dado pelo capacete de Leclerc tinha a ver com o esforço para arrecadar valores para as inundações na região de Emilia-Romagna, naquela primavera, aqui é um simples leilão, sem qualquer outro objetivo por trás.   

O mais curioso é que Senna nem conseguiu um resultado por ali além. Não ganhou, nem sequer foi ao pódio, acabou na quinta posição, conseguindo apenas dois pontos, ficando na frente de Mika Hakkinen, no seu Lotus. Enfim, acho que é mais pelo simbolismo que outros eventos mais marcantes. 

terça-feira, 23 de abril de 2024

Vende-se: Capacete de Niki Lauda


A poucos dias do 50º aniversário da sua primeira vitoria na Formula 1, pela Ferrari, em Jarama, a Bonham's anuncia que um dos seus capacetes estará à venda num leilão que acontecerá durante o fim de semana do GP de Miami, a 5 de maio. 

E não é um capacete qualquer: á o capacete que usava no GP da Alemanha de 1976, a 1 de agosto daquele ano. Aquele onde sofreu o acidente que mudou a sua vida. Aparentemente devido a uma falha na suspensão, o piloto da Ferrari perdeu o controle do seu carro, bateu contra a parede e no impacto, o carro pegou fogo e ainda recebeu o impacto do Surtees de Brett Lunger e o Hesketh de Guy Edwards

Socorrido por esses dois, mais Arturo Merzario e Harald Ertl, foi levado para o hospital da Mannheim, esteve em estado grave, chegado até a receber a extrema-unção, ficou com ferimentos sérios na cara, orelha e couro cabeludo. Para além disso, teve danos internos nos pulmões.  

O resto da história é conhecido: 40 dias depois do desastre, estava de volta ao carro, no GP de Itália, perante o espanto de toda a gente. Tentou manter-se na luta pelo título, para perder na chuva de Fuji, ao parar voluntariamente no inicio da segunda volta do GP do Japão. No ano seguinte, conseguiu o bicampeonato, antes de seguir para a Brabham, e para uma carreira com retiradas e regressos, acabando com o terceiro título mundial, em 1984, no GP de Portugal, ao serviço da McLaren.

O capacete do piloto austríaco - que se estima poder ser vendido entre os 30 e os 50 mil dólares - é um dos muitos que estará em leilão, ao lado de capacetes originais de Michael Schumacher, Nigel Mansell, Gilles Villeneuve, Alain Prost, Jean Alesi e outros. 

O capacete de Lauda estava em mãos privadas e as receitas do leilão irão para a UNICEF, a ONG escolhida pela família Lauda.

Estamos muito satisfeitos que o legado do nosso pai continue a fornecer ajuda e assistência aos mais necessitados”, disse Lukas Lauda, um dos seus filhos. “Os desafios enfrentados pela UNICEF na prestação de ajuda humanitária às crianças em todo o mundo são enormes, se pudermos dar uma pequena contribuição para melhorar as oportunidades para outros; estamos muito satisfeitos em fazê-lo.”, concluiu.

Temos o privilégio de apresentar este capacete historicamente significativo, como um testemunho do legado de Niki Lauda como piloto e como defensor da segurança”, disse James Garguilo, especialista da Bonhams Automobilia. “Sua determinação inabalável e sua coragem alteraram a trajetória da história do automobilismo.”, concluiu.

sexta-feira, 25 de agosto de 2023

Vende-se: Parafernália de Nigel Mansell


Nigel Mansell, como sabem, fez recentemente 70 anos e decidiu dar uma prenda. Para todos nós, digamos assim. 

A história é simples: o seu museu pessoal, em Jersey, será fechado, e a sua coleção pessoal, que contêm capacetes, fatos de competição, troféus e outra parafernália, será leiloado pela RM Sotheby's debaixo da designação "Nigel Mansell Legacy Collection". E ao todo são 330 peças, que vão desde capacetes de momentos da sua carreira, volantes das suas passagens pela Formula 1 na Williams, Lotus e Ferrari, até matriculas personalizadas e duas motas: uma BMW R18 construída especificamente para ele e uma minimoto para o paddock.

As peças estão colocadas online no site da leiloeira e as estimativas variam: o capacete da sua primeira vitória, no GP da Europa de 1985, está estimado entre os 20 e 30 miul libras, e o de Adelaide 1994 está entre os 25 mil e os 50 mil libras. A placa personalizada "5 NM" está entre os 50 mil e os 60 mil libras, mais caro que o capacete de 1992, onde foi campeão do mundo: entre 30 mil e 50 mil libras.  

A lista completa pode ser vista no site da Sotheby's.

quarta-feira, 9 de agosto de 2023

A imagem do dia





Dan Gurney sempre se preocupou com a segurança. Especialmente porque achava que os capacetes daquele não protegiam o suficiente, especialmente em situações como a projeção de pedras para a cara, que poderiam atingir os óculos, estilhaçá-los e causar ferimentos graves nos olhos, ao ponto da cegueira. 

Ele ainda se lembrava claramente de um incidente potencialmente assustador, muitos anos depois e ter acontecido:

Eu estava a guiar um Ferrari de 4,9 litros [inscrito pelo] Frank Arciero e tentava ultrapassar um carro à minha frente quando este disparou uma pedra debaixo de um pneu traseiro. Passou direto pelo para-brisa. Parecia mais uma bala do que uma pedra. Eu pensei: 'Isso teria realmente magoado!'"

Em 1966, a Bell tinha construído um capacete diferente dos anteriores, o modelo Star, que protegia o queixo de objetos que poderiam voar, como pequenas pedras, especialmente para os "dirt tracks". E claro, ter um capacete destes convinha para os pilotos, que ficariam melhor protegidos. Contudo, o capacete tinha sido feito para as provas de motocross, onde a possibilidade de pedras projetadas pelas rosas era bem maior e os acidentes bem reais. Gurney queria um desses capacetes para ele, e mais determinado ficou quando o seu protegido, Swede Savage, apareceu com um desses capacetes para correr nas provas da Trans-Am.

Gurney conseguiu o seu, um totalmente negro com o seu nome de lado, e usou novo capacete nas 500 Milhas de Indianápolis de 1968, no seu Eagle da All American Racers, uma corrida onde acabou na segunda posição, a sua melhor de sempre na legendária corrida americana. E depois, levou consigo para a Europa, onde começou a usar na sua equipa na Formula 1 - primeiro em Zandvoort,  no GP dos Países Baixos, depois em Brands Hatch, no GP britânico, e mais tarde, no Nurburgring Nordschleife, onde conseguiu ser eficaz contra a imensa chuva que caiu na pista. Claro, causou a curiosidade de outros pilotos e logo em 1969, pilotos como Jackie Stewart, Jacky Ickx, Graham Hill, Dennis Hulme e Bruce McLaren apareceram a seguir com algo que iria marcar o automobilismo para sempre.

Eu não era a pessoa mais baixa nas corridas, então normalmente pegava minha parte das coisas na cara. O capacete integral era muito melhor - como se você estivesse dirigindo um cupê em vez de um roadster aberto. Não sabia se funcionaria na chuva, mas, com o tratamento anti-embaciador no visor, ficou melhor também no molhado. Foi um salto tão grande que foi sensacional.” 

Questionado sobre a razão porque outros pilotos foram um pouco mais retulantes em usar este tipo de capacete assim que foi possivel, ele respondeu: “A natureza humana e a relutância em mudar faziam parte disso. Então houve preocupação sobre se iria embaçar sob essas condições frequentemente difíceis na chuva, mas acabou que não. E algumas pessoas são claustrofóbicas – acho que também havia alguma preocupação com isso”, concluiu.

Gurney deu muitas contribuições ao automobilismo - o "Gurney Flap", um pequeno dispositivo colocado na asa traseira dos seus carros, para ajudar no downforce, foi uma delas - mas o facto de ter introduzido o capacete moderno na Formula 1 é se calhar um das que poucos se lembram.

sexta-feira, 24 de maio de 2019

A(s) image(ns) do dia



Estamos em fim de semana do GP do Mónaco e boa parte dos pilotos escolhe este fim de semana paa mostrar a sua decoração especial. Se Sebastian Vettel, por exemplo, decidiu homenagear a passagem de Niki Lauda pela Ferrari, já o seu companheiro, Charles Leclerc, decidiu homenagear não um, mas dois pilotos importantes na sua vida: Hervé Leclerc e Jules Bianchi.

Hervé é pai de Jules e Arthur, seu irmão mais novo, e também a subir na escada das categorias de base do automobilismo. Ele foi piloto na Formula 3 francesa nos anos 80 e 90 e costumava andar muito num kartódromo em Nice, onde conheceu Philippe Bianchi, filho de Mauro Bianchi e sobrinho de Lucien Bianchi, descendentes de italianos que emigraram para a Bélgica e foram famosos na Endurance, com Lucien a vencer as 24 Horas de Le Mans em 1968. Mas o preço que pagaram foi alto: Mauro sofreu queimaduras graves no seu corpo durante essa prova, quando o Alpine que guiava se acidentou e pegou fogo, e Lucien, poucos meses depois, em abril de 1969, embateu contra um poste no seu Alfa Romeo e morreu.

Philippe não seguiu uma carreira automobilística, mas quis ficar ligado ao automobilismo. Geriu - e ainda gere - um kartódromo em Nice, e ali começaram a aparecer uma distinta geração de pilotos, a começar por Jules, o seu filho. Ele subiu na carreira e tinha talento até chegar à Formula 1, sendo piloto da Marussia, e no Mónaco, conseguiu dois pontos para eles, em 2014. Tudo isto até à madrugada de 5 de outubro desse ano, durante o GP do Japão. 

Hervé nunca foi longe na sua carreira de piloto, mas sendo de Monte Carlo, não muito longe de Nice, ajudou o seu filho no karting, e depois nas categorias de acesso à Formula 1. Em maio de 2015, quando o seu filho está em Baku para correr na Formula 2, Hervé morre aos 54 anos. Estava doente há algum tempo. Nunca viu o seu filho na Formula 1, nem na Ferrari, mas sabia que ia a caminho de uma carreira distinta no automobilismo. Algo que ele não teve.

Jules e Hervé não tiveram tempo de ver Charles correr no Mónaco, num carro vermelho. Mas ele, de uma certa maneira, é o executor dos seus sonhos. De uma certa forma, corre em nome deles. 

quinta-feira, 11 de abril de 2019

As imagens do dia

Capacetes. São o bilhete de identidade dos pilotos. Quando comecei a seguir isto, sabia que eles iriam acompanhar a carreira de um piloto desde a formação até à velhice. Fariam mil corridas e iria ser sempre o mesmo. Mas eu via isso nos anos 80 e 90. E claro, houve evoluções. Nos anos 70, era um risco num capacete branco, azul, vermelho, negro ou amarelo, com o nome do piloto escrito de lado. Raramente era outra coisa. 

O primeiro capacete fechado é de 1968. Apareceu em Indianápolis, graças a Dan Gurney. Era somente um capacete preto. Desse tempo, o capacete mais invulgar era de um piloto que teve uma carreira tragicamente curta: Ignazio Giunti. Tinha desenhado uma água azteca sob um fundo verde, e era agradável de se ver. Claro, tinhamos capacetes como os do Pedro Rodriguez, Jo Siffert, o tartan de Jackie Stewart ou as riscas verticais de Francois Cevért, com as cores do patrocinador colocadas de maneira subliminar.

E depois, nos anos 80, a bola de ténis estilizada do Nelson Piquet, o Vê estilizado, negro e vermelho, do Gilles Villeneuve e o capacete amarelo com risca azul e verde do Ayrton Senna. Mas também gostava dos capacetes negros de Stefan Bellof e Thierry Boutsen e o cinzento e azul do Alessandro Nannini. E o desenho do capacete do Teo Fabi, uma cópia de outro grande capacete dos anos 70, do Peter Revson.

Hoje em dia, parece que aos pilotos, o que faz ser distintos... é mudar de capacete todas as corridas. Houve uma altura que foi um exagero, mas a Formula 1 decidiu moderar isso. Agora, podem mudar uma vez por ano. Curiosamente, um que tinha capacete novo todas as corridas era Sebastian Vettel. Quando foi para a Ferrari, estilizou-se, colocou um desenho mais clássico... e manteve-o, com uma ou outra alteração.

Agora, trago os capacetes que Daniel Ricciardo e Nico Hulkenberg vão usar neste milésimo Grande Prémio. Um faz recordar Jack Brabham, e outro traz a nostalgia dos anos 70, com um símbolo antigo da Renault, que existia em carros como o 4, o 8 ou o 10, por exemplo - e digo isto como filho de alguém que teve um Renault 8 verde...

São capacetes bonitos, tenho é pena que sejam só para esta corrida. Depois voltarão aos seus capacetes normais, que os acho muito feios. São agressivos, é verdade, mas os pilotos deste tempo não têm muita paciência para os manter por muito tempo. É através deles que identificamos na televisão, e agora parece uma palete garrida de cores que mudam como quem muda de boxers...

Curiosamente, esta quinta-feira, alguém perguntou ao Kimi Raikkonen se não pensou num capacete diferente para esta corrida numero mil. Ele respondeu que pensou num capacete aberto, mas não tinha certeza por causa dos regulamentos... se deixassem, o Kimi ainda iria ao museu e pegaria no carro em que o Alberto Ascari venceu os seus campeonatos...

Em suma: há sempre coisas que se perdem no caminho. O que gostaria que não se tivesse perdido era a ideia de teres um desenho do karting até à velhice. Era uma certeza que teríamos. Agora, vê-los usar capacetes de outros pilotos - George Russell vai usar uma versão do capacete do Juan Pablo Montoya para esta corrida na China - quer dizer... quando vão ver os outros, até parece que não pensam pela sua própria cabeça. Digo eu.

quarta-feira, 16 de janeiro de 2019

A(s) image(ns) do dia (II)





O bronze parece estar na moda neste inicio de 2019. Na semana passada, mostrou-se por aqui de uma escultura de Ayrton Senna a acelerar em Eau Rouge, na Bélgica, e que foi apresentado no Autosport International Show, e que valia dois mil euros por cada exemplar. Hoje, vi no Facebook do Alexander Grunwald um capacete do piloto, mas em bronze. 

Não faço ideia de quanto deverá custar o casco, mas sei quem é o autor: Neimar Duarte, que fez a pedido de um cliente. E a inspiração foi o capacete que Sebastian Vettel usou no GP do Mónaco de 2014. E ainda têm a parte onde se pode colocar a proteção de plexiglass, onde está tão pronto para ser um capacete real. Talvez um pouco mais pesado, mas real...

De uma certa maneira, é o prolongar do mito, ainda por cima quando se aproximam os 25 anos da sua morte, em maio.

terça-feira, 3 de julho de 2018

Vende-se: Raro capacete de Ayrton Senna

Goodwood é um belo lugar onde se vê carros e outros objetos de memorabilia automobilistica. Nem todos estão expostos para serem vistos. Há também leilões e um deles é de um capacete pouco nada usado de um dono famoso. Qual? Ayrton Senna.

Segundo conta o Flatout!, a Bonhams vai leiloar um capacete Bell Vortex, muito popular nos anos 90 entre os pilotos da IndyCar, pertencente ao piloto. Este usou nos testes de Paul Ricard, no inverno de 1994, mas não gostou e acabou por usar o mais tradicional M3 da mesma marca. O capacete vem acompanhado de bolsa e certificado de autenticidade.

A Bonhams espera arrecadar entre 50 e 80 mil libras pelo casco, mas ele já tentou a sua sorte em 2015... e não teve compradores. 

Curiosamente, nesse mesmo leilão da Bonhams, estarão à venda dois capacetes, um de Mike Hawthorn e outro de Juan Manuel Fangio, do qual esperam entre 10 mil e 40 mil libras.

O leilão será a 13 de julho, em Goodwood.

sábado, 9 de junho de 2018

A imagem do dia (II)

Este é o novo capacete que os pilotos irão usar em 2019. Fabricado pela Bell, a FIA pretende que ele seja resistente aos impactos, com materiais capazes de parar balas. Segundo a entidade máxima do automobilismo, ele terá maiores capacidades de absorver energia.

Também tem outros elementos de segurança, para cumprir os critérios impostos pela FIA, nomeadamente 

O capacete terá uma redução de dez milímetros na parte superior da viseira, de modo a ser possível a incorporação de uma proteção balística avançada, que visa oferecer muito maior proteção face ao possível impacto de detritos em pista, segundo dizem. As diferenças são visíveis, e faz relegar aos tempos dos finais dos anos 70, quando existiam uma variedade de capacetes que tentavam misturar segurança com estética, sendo os mais famosos os capacetes com uma "haste" no meio dos olhos - como tinham John Watson e Jacky Ickx em 1979 - e os Simpson Bandit, da mesma altura.

Em suma, não é um capacete totalmente novo, em termos estéticos, mas sim o reavivar de um estilo que existiu uma geração antes. Mas como estamos em pleno século XXI, o que interessa é a segurança dos pilotos.

terça-feira, 20 de fevereiro de 2018

A(s) image(ns) do dia






Não foram só os carros que foram apresentados, os pilotos também mostraram os capacetes que vão usar durante a temporada. Nico Hulkenberg e Marcus Ericsson mostraram os seus capacetes, e se o do alemão da Renault é elegante, mas mantendo as linhas dos últimos anos, já o de Ericsson é interessante.

E digo "interessante" porque é de Sean Bull. Ele tem andando pelas redes sociais com a quantidade de desenhos de carros e capacetes, em várias situações. Confesso que pensava antes que ele seria um entusiasta, mas ao ver um piloto a confiar o desenho do seu capacete, é diferente, já passou dessa fase. 

E o capacete de Ericsson é interessante, pois é uma recordação de Ronnie Peterson, precisamente 40 anos após a sua morte. As linhas de baixo do seu capacete são exatamente iguais ao que o "Sueco Voador" usou na sua carreira.

São ambos agressivos, vamos a ver se isso será o suficiente para que melhorem as suas prestações... 

sábado, 22 de outubro de 2016

A imagem do dia



Daniel Riciardo vai homenagear Evel Knivel, um dos mais conhecidos acrobatas do século XX, com as suas proezas nos saltos de motocicleta. E para isso, o seu capacete é uma réplica exata do capacete usado pelo piloto americano, conhecido por acrobacias em lugares como o parque de estacionamento do Ceasar's Palace, no dia 31 de dezembro de 1967, ou a tentativa de salto sobre o Rio Snake, em 1974.

Knivel, nascido em Bute, no Montana, em 1938, morreu em 2007 na Florida, aos 69 anos de idade. 

segunda-feira, 23 de maio de 2016

A imagem do dia

No fim de semana do GP do Mónaco, iremos ver muitos capacetes especiais por parte dos pilotos do pelotão. E Romain Grosjean decidiu aproveitar para homenagear Jules Bianchi, que em 2014 conseguiu um honroso nono posto nesta corrida, dando à Manor/Marussia os únicos pontos da sua carreira.

Bom saber que ele nunca foi esquecido pelos seus pares. Assim seja!

quarta-feira, 23 de setembro de 2015

Quem quer comprar um capacete de Jenson Button?


Jenson Button, para além de ser um excelente piloto, gosta de ajudar quando é preciso. E decidiu esta semana leiloar um dos seus capacetes usado nesta temporada para ajudar no fundo destinado às filhas de Justin Wilson. 

O capacete está colocado no eBay e até agora tem alcançado boas ofertas. A mais recente é de 30.400 dolares, mas creio que é uma excelente chance de ter algo que pertenceu a um piloto e não uma réplica. O leilão terminará dentro de cinco dias, mas podem tentar a vossa sorte.

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2015

Sobre a identidade dos pilotos

Desde que os pilotos passaram a decorar os seus capacetes, algures em meados dos anos 50 - o primeiro piloto a fazer isso foi Graham Hill, quando incluiu o simbolo do seu clube de remo em Londres no seu capacete - que eles fazem parte da sua identidade. Normalmente, essas cores ficavam desde o incio até ao final da carreira, embora as decorações tenham ficado mais ricas na década de 80.

Contudo, nos últimos dez anos, as coisas começaram a se exagerar. Começando com capacetes com decorações especiais, para assinalar determinada corrida, para homenagear alguém, chegando ao ponto de termos Sebastian Vettel, que tinha um capacete diferente por cada corrida, nos seus tempos de Red Bull.  

Assim sendo, as regras chegaram a este ponto: a FIA irá obrigar os pilotos a terem um único desenho, do qual terão de ficar com ele por toda a temporada. É este o resultado de termos pilotos que não entendem mais a ideia e o significado dos capacetes, os seus simbolismos. E claro, a identificação para o espectador que está na pista e em casa, a ver tudo pela televisão. Apesar do que se diz por aí, a medida não foi aprovada. É apenas uma recomendação que será submetida à FIA, que depois dirá se aprovará ou não. 

Pessoalmente, aprovo a medida, mas tenho pena que tenha de ser a FIA a dizer o que os pilotos deveriam fazer. Deveriam ser eles mesmos a dizer que as cores do seu capacete são definitivas, para um ano ou para a sua carreira, por exemplo. E não para ser um desfile de vaidades de certos pilotos contemporâneos - curiosamente, isto começou com... Valentino Rossi.

E a ideia que fica é que é mais uma regra que a FIA adotou para padronizar a Formula 1. Quando já não se pode desenhar "fora da caixa" porque agora, todos os bicos, as entradas de ar laterais e as traseiras têm de ser padronizadas - para evitar o "unfair advantage" que uma equipa possa ter se construir um carro totalmente diferente do resto - quando todos têm de usar as mesmas coisas, é sinal de que são não constroem chassis unicos porque cada um, nas suas oficinas, faz o seu, e conseguinos encontrar as diferenças. Mas não é muito mais.

Para mim, esta regra é boa. mas preferiria que tivesse partido dos pilotos, que o bom senso prevalecesse. Agora, é mais uma das dezenas ou centenas de regras que polvilham a Formula 1. 

domingo, 4 de janeiro de 2015

40 anos de capacetes num só desenho

Há desenhos que valem por mil palavras. Este é excelente, são 40 anos de capacetes campeões do mundo. 

Esta vi pela primeira vez no Facebook da Jéssica Minatti, creio eu.

quinta-feira, 20 de novembro de 2014

A foto do dia

Como já sabem, Fernando Alonso irá abandonar a Ferrari neste domingo, depois de cinco temporadas, onze vitórias, 44 pódios... e dois vice-campeonatos. Apesar das frustrações, os bons momentos superam isso e nesse dia em especial, o piloto das Asturias decidiu correr com um capacete especial, homenageando os engenheiros e mecânicos que trabalharam com ele ao longo deste tempo todo.

Um belo gesto da parte dele. Sabe agradecer e reconhecer que tudo isto é o resultado do trabalho de muita gente. 

quinta-feira, 18 de setembro de 2014

A foto do dia


Em fim de semana de corrida noturna, Jean-Eric Vergne decidiu repetir o estilo de desenho "Tron" no seu capacete, como fez no ano passado. E comparado com o capacete anterior (a primeira das duas fotos que coloco aqui), acho que o deste ano está mais impressionante.

sexta-feira, 18 de julho de 2014

O capacete de Vettel em Hockenheim

Não é só Nico Rosberg que fez este fim de semana um capacete alusivo ao tetra alemão. Também Sebastian Vettel, que é conhecido por mudar de capacete a cada 15 dias (ou a cada Grande Prémio) decidiu fazer um capacete alusivo ao tema, na sua "corrida da casa". De um lado, têm a bandeira alemã, do outro, têm o patrocinador. E por cima, dividindo as duas partes, têm uma águia alemã com quatro estrelas e o 1 no capacete.

Vá lá, desta vez não há picuinhices com a taça... mas o capacete até que está bonitinho.

E da maneira como andam as coisas, é altamente provável que um alemão ou um carro com motor alemão seja o vencedor desta corrida. Resta saber quem...

quinta-feira, 17 de julho de 2014

Desenhos, patrocínios e picuinhices

Já sabíamos que o capacete do Nico Rosberg iria ser especial, mas poderia ser mais especial se não fosse uma das patrocinadoras do campeonato do mundo ter interferido, afirmando que não podiam usar o simbolo do Campeonato do Mundo da FIFA.

Segundo afirma hoje a revista alemã ‘Auto Motor und Sport’, o impedimento da decoração especial deve-se ao facto de apenas a Hyundai, patrocinadora oficial da FIFA e do Mundial, poder ligar o campeonato a um fabricante automóvel. A confirmação foi feita por um porta-voz da FIFA, o que significa que Rosberg, ao pilotar para a Mercedes, estaria a quebrar a afiliação exclusiva entre Hyundai e a entidade máxima do futebol mundial. 

Entretanto, a própria Mercedes (patrocinadora há longos anos da seleção alemã!) congratula a "Mannschaft" com a mensagem ‘Das Beste’ na sua motor home, mas sem qualquer referência ao campeonato do mundo de futebol.

Quanto a Rosberg, substituiu o capacete por mais uma estrela, simbolizando a conquista do Mundial pela seleção alemã.

quarta-feira, 16 de julho de 2014

O capacete vencedor de Nico Rosberg


Este fim de semana de Grande Prémio da Alemanha, Nico Rosberg está na onda do tetracampeonato e decidiu homenagear a seleção alemã, com um capacete alusivo ao feito.

O capacete é desenhado por Jens Munser e pelos vistos, ficou bem bonito: com detalhes a dourado e com a bandeira alemã, o troféu e as quatro estrelas de campeão, é um capacete bem vistoso.