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quarta-feira, 4 de dezembro de 2024

WEC: Hyundai apresenta o seu projeto para a classe Hypercar


A Hyundai apresentou nesta quarta-feira o seu carro para a classe Hypercar, na sua entrada quer para a IMSA, quer para o WEC. Num projeto liderado por Cyril Abiteboul, o Genesis Magma GMR-001, construído pela ORECA, já anunciou os seus dois primeiros pilotos: o alemão Andre Lotterer e o brasileiro Pipo Derani. Para além disso, a Hyundai Genesis colaborará com a equipa IDEC Sport em 2025, competindo na European Le Mans Series com um carro da classe LMP2, tendo talentos emergentes como o americano Logan Sargeant, ex-piloto da Williams na Formula 1, a britânica Jamie Chadwick, que competiu na Indy NXT, e o francês Mathys Jaubert.

"Esta entrada no desporto motorizado é uma evolução natural para a Génesis", disse Luc Donckerwolke, Diretor Criativo da Génesis. "O desporto motorizado permite-nos trazer o espírito de hipervelocidade, que inspira a nossa criação e inovação, de forma alinhada aos nossos valores centrais: Audaz, Progressivo e Distintamente Coreano."

Abiteboul afirmou que depois conquistar títulos no WRC e no TCR World Tour, a Hyundai Motorsport está bem preparada para apoiar a Génesis nesta nova e ambiciosa jornada.

"O lançamento oficial da Genesis Magma Racing é uma ocasião memorável", afirmou Abiteboul. "Estamos a levar a nossa experiência em corridas de circuito a um nível completamente novo, enquanto nos preparamos para competir em algumas das séries mais desafiantes do mundo."


A Genesis Magma Racing estabelecerá a sua base estratégica permanente no Circuito Paul Ricard, no sul de França, aproveitando a proximidade com a ORECA Motorsport e a IDEC Sport para fomentar a colaboração.

terça-feira, 3 de dezembro de 2024

Noticias: Félix da Costa correrá nas 24 Horas de Daytona


Depois de um ano de ausência na Endurance, devido ao pedido da Porsche para que os seus pilotos da Formula E se dedicassem em exclusivo a essa competição, tendo ele abdicado de correr pela Jota Sport na classe Hypercar, António Félix da Costa irá regressar à competição no inico do ano, em Daytona. O piloto de Cascais correr com um LMP2 com as cores da equipa Inter Europol Competition, actual campeã do IMSA. 

O objetivo é claro: lutar pela vitória, e terá como companheiros de equipa o francês Tom Dilmman, seu conhecido na Fórmula E, e ainda Bijoy Gard e Jon Field.

A competição acontecerá no fim de semana de 25 e 26 de Janeiro.

"Estou de volta às corridas de Endurance. Não escondo que me causou alguma dor estar afastado este ano, mas o importante agora é preparar-me para estar na máxima força nas 24 horas de Daytona. Já venci o Mundial de Resistência, já ganhei as 24 horas de Le Mans, mas esta é uma muito especial que me falta ganhar. O nível de equipas e pilotos no IMSA e em Daytona é muito alto, mas acredito que tenho a equipa certa para puder lutar pela vitória. Agradeço o convite da equipa Inter Europol, que tem crescido muito nos últimos anos e mostrou ser a melhor solução para este meu regresso à resistência!", afirmou.

Tudo isto acontece no fim de semana do inicio da nova temporada da Formula E, que acontece em São Paulo

quinta-feira, 7 de novembro de 2024

A imagem do dia





Ontem falei sobre os irmãos Whittington, Bill e Don, e a hipótese de haver um filme sobre eles, não só por causa da sua carreira automobilística nos anos 70 e 80, de terem sido os donos da pista de Road Atlanta e de como as suas atividades automobilísticas eram patrocinadas pelo... tráfico de marijuana. Mas quem conhece a história sabe que não foram só eles que financiaram a sua equipa e a sua coleção de aviões antigos com... isso. Quando ambos foram apanhados, em 1986, havia mais gente metida do negócio, ao ponto da IMSA significar "International Marijuana Smugglers Association".

Um deles era Randy Lanier. E se os Whittington irão ter a sua luz na ribalta, Lanier merece, por si só, um filme só dele (há um documentário na Netflix), pelo seu envolvimento, pela sua fuga rocambolesca e posterior captura, e uma pena de prisão perpétua, do qual cumpriu... 24 anos. 

Atualmente com 70 anos, Lanier começou a correr em 1978, nas corridas de Sport sancionadas pela Sports Car Club of America, acabando por ganhar na classe E, de produção, com um Porsche 356. Em 1981, entrava nos GT's, e participou nas 24 Horas de Daytona de 1982, num carro da NART em conjunto com Bob Wollek e Edgar Dören, onde rodou em terceiro, até bater, danificando a suspensão.

A partir dali, passou a correr pela Preston Hehn, um colecionador de carros clássicos e dono de um concessionário na Florida, e começou a colecionar resultados de relevo, como pódios. E no inicio de 1984, decidiu dar o passo maior: montar a sua equipa, a Blue Thunder.

Ali, encomendou dois chassis à March, e foram correr na classe GTP. Com ele foi correr Bill Whittington, e ganharam seis corridas, conseguindo 11 pódios ao todo. Pequeno detalhe: eles corriam sem patrocínios, o que causou algumas desconfianças no paddock. Com o título no bolso, Lanier foi para a etapa segunte: a CART. 

Correndo pela Arciero Wells, a bordo de um Lola, não conseguiu nenhum resultado, falhando até a qualificação para as 500 Milhas de Indianápolis. Na realidade, o chassis não era o ideal e pagou pela inexperiência nas ovais. Mas ele aprendia rápido e tinha fundos de maneio que... começavam a levantar suspeitas. Nos tempos livres, Lanier, que tinha barcos rápidos, trabalhava em conjunto com outros membros do gang - um deles era Ben Kramer, sobrinho-neto de Meyer Lansky, um dos patrões da Máfia nova-iorquina, na década de 20 do século XX - iam buscar a carga para poder contrabandear para terra, ganhando muito dinheiro com as transações. O esquema era grande e para além de barcos, também havia aviões e camiões, transportando a carga pela calada da noite e fora do radar das autoridades. 

Em 1986, Lanier manteve-se na Arciero Wells, e os resultados melhoraram bastante. Foi sexto nas 500 Milhas de Indianápolis, um resultado honroso, e conseguiu até o prémio de "Rookie do Ano"! 

Contudo, por essa altura, o FBI cerca os traficantes. Bill Whittington é preso e o nome de Lanier começa a ser falado. Por uma coincidência, ele faz uma grande carga e tem um acidente a mais de 330 km/hora em Michigan, acabando por fraturar o fêmur. Enquanto está em convalescença, o seu cunhado é preso e as autoridades negam-lhe a fiança. Lanier é acusado, aparece nas sessões de julgamento e até chega a acordo com as autoridades para testemunhar, mas recusa-o quando descobre que tem de testemunhar contra o seu sogro. E enquanto espera pela sentença... decide fugir.

A fuga é longa, demora mais de um ano. Primeiro, tenta enganar os agentes indo para Porto Rico, mas acabou por ir para e Europa, primeiro para França, depois para Monte Carlo, e acaba por regressar às Caraíbas, mais concretamente à Antígua. Tenta passar despercebido, mas o FBI não desistira dele - estava na lista dos mais procurados -  e é apanhado a 26 de outubro de 1988, enquanto pescava. Extraditado para os Estados Unidos, é sentenciado a prisão perpétua, numa altura da história onde o governo americano estava em plena guerra contra os cartéis de droga, com os traficantes - este é o tempo de Pablo Escobar e outros - a receberem o mesmo tratamento de homicidas. Daí ele receber prisão perpétua sem chance de liberdade condicional. Então com 35 anos, todos pensavam que iria passar o resto dos seus dias na cadeia. 

Então, um dia em 2014, 24 anos depois, ele é libertado. As razões tinham ficado seladas debaixo de um acordo secreto com o Estado, que seria parcialmente levantado depois em 2019, o seu cunhado ter interpelado um apelo nesse sentido, e do qual foi parcialmente concedido. Descobriu-se que ele era elegível a um acordo de redução de penas. 

No meio disto tudo, Lanier regressou ao automobilismo, trabalhando com Preston Hehn, e escreveu a sua autobiografia, publicada em 2021 em conjunto com A.J. Baime, o mesmo autor de "Go Like Hell", que serviu de base para "Ford x Ferrari". Ah, e quando corre de quando em quando nos GT's, promove... cannabis medicinal! Ele apareceu 40 anos antes de tempo, tenho a certeza. 

quinta-feira, 14 de dezembro de 2023

Endurance: Lamborghini apresenta os seus pilotos para o WEC e IMSA


A Lamborghini apresentou as equipas completas de pilotos para a temporada de 2024. E se alguns, como Mirko Bortolotti e Romain Goesjean eram mais que conhecidos desde há algum tempo, pois ajudaram no desenvolvimento do bólido SC63, outros foram agora anunciados, para completar o alinhamento, e dois deles foram o italiano Matteo Cairoli e o suíço Edoardo Mortara, que se juntam ao russo Daniil Kvyat

Mortara será o parceiro de Bortolotti e Kvyat no único carro que participará na temporada da WEC, que começará a 2 de abril no Qatar, enquanto Caldarelli, Grosjean e Cairoli irão disputar quatro rondas da temporada da IMSA Endurance Cup, começando nas 12 Horas de Sebring, a 12 de março, para depois se juntarem nas 24 Horas de Le Mans, no segundo fim de semana de junho. 

Para Edoardo Mortara, piloto de fábrica da Lamborghini, a chegada à Lamborghini é uma grande poportunidade para disputar as maiotes corridas da Endurance: “Estou muito feliz por me juntar à Lamborghini Squadra Corse, que me está a permitir esta incrível oportunidade de competir nas 24 Horas de Le Mans e no Campeonato do Mundo de Resistência, ambos os quais quero participar há muito tempo. É um momento de grande orgulho para mim e espero que possamos alcançar alguns bons resultados na próxima época.”, afirmou.

A mesma coisa airmou Matteo Cairoli, piloto de fábrica da marca de Sant'Agata Bolognese: “Antes de mais, estou muito entusiasmado por estar aqui em Austin para a minha segunda corrida com o carro LMDh e quero agradecer à Lamborghini Squadra Corse, ao Giorgio e à família Iron Lynx por esta fantástica oportunidade e por acreditarem em mim. Estou pronto para dar o melhor de mim no próximo ano; é claramente um sonho que persigo há muito tempo e fazê-lo com uma marca italiana e como piloto italiano deu-me ainda mais motivação. O objetivo é aprender o máximo possível sobre o carro para o próximo ano, mas já estou entusiasmado para o início da época.

Cairoli e Mortara chegam à Lamborghini com uma extensa experiência em corridas de GT e assumiram o volante do protótipo LMDh durante o último teste de dois dias do ano no Circuito das Américas, no Texas, esta semana, depois de uma primeira experiência em Jerez, no mês de setembro.

quarta-feira, 12 de julho de 2023

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A apresentação oficial será nesta quinta-feira em Goodwood, mas a Lamborghini já largou as imagens do que será o Lambo da classe LMHd, um carro que terá um motor V8 biturbo, concebido na plataforma Ligier, e atendendo ao regulamento de convergência ACO/FIA e IMSA.

O carro será guiado por gente como Mirko Bortolotti e Romain Grosjean, e a Iron Lynx será a equipa que terá o carro na temporada de 2024. Eles pretendem ter dois carros, um em cada campeonato - WEC e IMSA - e que se juntariam nas 24 Horas de Le Mans.

Agora resta saber como se comportará em pista, porque como dizia o Commendatore Ferrari, "carro bonito é carro que ganha".  

sexta-feira, 19 de maio de 2023

IndyCar: Wickens quer correr as 500 Milhas em 2024


Aos 34 anos, e quase cinco anos depois do seu acidente em Pocono, que o deixou paralisado da cintura para baixo, o canadiano Robert Wickens quer fazer história a ser o primeiro piloto deficiente físico a disputar as 500 Milhas de Indianápolis. Atualmente na IMSA Challenge Series, correndo num Hyundai Elantra adaptado, o canadiano sonha com o regresso, num carro também adaptado com controles do volante. 

Acho que correr a Indy 500 seria uma oportunidade incrível. Se eu puder estar na grelha em 2024, será a 108ª edição da corrida e até hoje ninguém competiu com deficiência. Nunca pensei que este seria meu legado, mas se é, acho que seria bem legal de fazer. E muito bom para a causa das lesões de espinal medula”, afirmou, numa entrevista à motorsport.com.

Seria ótimo para qualquer pessoa que tem dificuldade em algo, mostrar que pode alcançar algo na vida se tiver um grande sistema de suporte, muito trabalho duro e pensamento positivo. Para mim, apenas colocar o pé de novo dentro de um carro da IndyCar e dar algumas voltas, seria um acontecimento e tanto. Precisamos adaptar o carro com controle de mãos, ver se isso é possível. Agora, estamos arrecadar fundos, tentando encontrar um parceiro que esteja disposto a nos ajudar a adaptar o carro, porque não é de graça”, continuou.

Assim que tivermos dinheiro e algo no caminho certo, podemos começar a pensar em outras opções e oportunidades. A partir daí, podemos avaliar se a Indy 500 é uma possibilidade, ou talvez eu conclua que não seja possível e seguimos em caminhos separados, começando a focar no IMSA e em outras categorias”, concluiu.

Atualmente, no IMSA Challenge Series, Wickens divide um Hyundai Elantra N TCR com o americano Harry Gottsacker, e nesta temporada, já foi ao pódio por duas vezes. Quando à edição de 2023 das 500 Milhas, acontecerão no último domingo de maio. 

sexta-feira, 14 de abril de 2023

Endurance: Lamborghini anuncia Daniil Kvyat como seu piloto de desenvolvimento


O russo Daniil Kvyat será mais um piloto de desenvolvimento da Lamborghini para a temporada de 2024, ao lado de Mirko Bortolotti, de Andrea Caldarelli e do francês Romain Grosjean, na primeira temporada da marca no Mundial de Endurance, para a classe LMDh, quer para o Mundial, a WEC quer para a IMSA. A sua estreia acontecerá em janeiro, nas 24 horas de Daytona.  

"Como equipa, estamos muito entusiasmados por receber Daniil na Lamborghini e ele é claramente uma forte reforço ao nosso projecto LMDh para além da temporada 2023", disse Giorgio Sanna, chefe da Lamborghini Corse Squadra. "O papel principal da Daniil será trabalhar em estreita colaboração com os nossos engenheiros e mecânicos no protótipo que terá início no próximo ano. Ele será capaz de partilhar connosco a sua vasta experiência de diferentes categorias. Não tenho dúvidas de que ele desempenhará um papel crucial até 2024", concluiu.

"Estou encantado por me juntar à Lamborghini Squadra Corse", disse um entusiasmado Daniil Kvyat. "Isto é uma grande honra para mim. A Lamborghini é uma marca italiana muito conhecida, com uma grande história em todo o mundo. Cresci em Itália, isto é para mim uma fonte adicional de orgulho. Esperamos alcançar os nossos objectivos juntos e gostaria de lhes agradecer pela confiança que depositaram em mim. Estou ansioso por começar a trabalhar no projecto LMDh no final deste ano", concluiu.

Até guiar o Lamborghini, Kvyat estará no mundial de Endurance num Oreca 07 de LMP2, inscrito pela Prema, guiando em conjunto com Bortolotti e a francesa Doriane Pin. Os carros da Lamborghini correrão pela Iron Lynx.

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2023

Endurance: Lamborghini terá um carro inscrito em 2024


A Lamborghini confirmou nesta quinta-feira que participará com um carro no campeonato de 2024 do WEC e da IMSA. Segundo contou Giorgio Sanna ao site sportscar365.com, a abordagem à Endurance será "gradual" e implicará uma segunda inscrição nas 24 Horas de Le Mans do próximo ano, bem como a colocação em campo de dois carros na classe GTP das 24 Horas de Daytona de 2025.

O seu protótipo, que será desenvolvido pelos italianos Mirko Bortolotti e Andrea Caldarelli, bem como pelo francês Romain Grosjean, está a ser construído com a ajuda da Ligier, e será gerido por uma equipa oficial criada conjuntamente pela fábrica e pela Iron Lynx.

Espera-se que o seu LMDh seja homologado até ao final deste ano, mas não está claro quando é que o protótipo fará a sua estreia oficial.

terça-feira, 6 de dezembro de 2022

Endurance: Grosjean no projeto da Lamborghini


O francês Romain Grosjean será um dos pilotos do projeto da Lamborghini a partir de 2023. O ex-piloto da Haas, agora radicado na América para correr na IndyCar, pela Andretti, andará primeiro no projeto da marca nos GT3, no campeonato IMSA, antes de correr no LMDh, que estará pronto em 2024. A sua estreia será no mês que vêm, nas 24 horas de Daytona.

Grosjean irá ajudar a desenvolver o novo LMDh da marca, ao lado de Andrea Caldarelli e Mirko Bortolotti, enquanto participará algumas provas do campeonato, aquelas que não colidam com os seus compromissos na IndyCar. 

É uma honra juntar-me à Lamborghini, uma marca tão icónica para todos os que gostam de carros, incluindo eu e os meus filhos”, começou por dizer o piloto francês. “Além disso, estou muito entusiasmado com duas coisas: a primeira é estrear-me em Daytona com o GT3 que tem tido muito sucesso lá, com uma equipa realmente boa como a Iron Lynx, pelo que vai ser uma boa descoberta para mim. E depois, no final do ano, desenvolver o novo LMDh que é um belo carro – tenho sorte em tê-lo visto – e um projeto incrível de resistência. Está a tornar-se uma categoria muito excitante com a vinda de todos os construtores. Com a Lamborghini a ser uma marca tão bem-sucedida, espero que possamos fazer coisas boas no futuro”, concluiu o piloto de 36 anos.

Estamos muito orgulhosos de receber o Romain Grosjean na família Lamborghini, para este novo e excitante período na história da Squadra Corse”, disse o chefe da Lamborghini Motorsport, Giorgio Sanna. “Ele é um piloto com uma enorme experiência em várias categorias ao longo dos anos e será capaz de acrescentar muito valor ao nosso programa GT3, mas mais importante ainda, ao desenvolvimento do nosso carro LMDh também. Estou ansioso por ver o Romain na pista em Daytona, o que espero que seja o início de uma parceria muito bem-sucedida no futuro”, concluiu.

O diretor da equipa Iron Lynx, Andrea Piccini acrescentou: “O Romain é uma grande adição à equipa. Desde a nossa última corrida juntos em 2010, Romain tem continuado a alcançar coisas brilhantes tanto na Fórmula 1 como no IndyCar, mostrando-se um piloto de grande calibre, que se eleva sempre à ocasião. Como um verdadeiro talento natural, é um piloto que não olha a compromissos, que não tem medo de fazer manobras ousadas na pista e é um dos maiores talentos da recente era da Formula 1. Esperamos que Romain venha a lutar arduamente por todos os lugares e pontos durante toda a temporada”.

quinta-feira, 21 de julho de 2022

Endurance: Lamborghini anuncia seis pilotos para o WEC


A Lamborghini anunciou esta quarta-feira que os italianos Mirko Bortolotti e Andrea Caldarelli são os homens escolhidos para, inicialmente, serem pilotos de testes e depois competirem pela marca italiana, que irá apostar no WEC e no IMSA a partir da temporada de 2024.

Estamos orgulhosos por anunciar Mirko e Andrea como os primeiros pilotos do programa LMDh”, disse Giorgo Sanna, o chefe da divisão de desporto motorizado da marca de Sant'Agata Bolognese. “Ambos contribuíram substancialmente para alcançar resultados históricos para a Lamborghini nas corridas GT e a sua adição ao projeto LMDh é também uma recompensa pelo seu compromisso contínuo com a família Squadra Corse. Tenho a certeza que o seu talento e experiência serão uma mais-valia para a nossa competitividade na primeira classe de endurance”, concluiu.

Bortolotti, de 32 anos, é antigo piloto da Formula 2 - campeão em 2011 - e Formula 3, e atualmente lidera o DTM, a bordo de um Lamborghini Huracan GT3 Evo, enquanto Caldarelli, também de 32 anos, correu na Formula 3, GP2, Formula Nippon e Super GT japonesa, estando agora na IMSA, guiando também em Lamborghini Huracan GT3 Evo. Ambos os pilotos serão os de desenvolvimento do chassis, antes da sua estreia em 2024. 

Estou encantado por continuar a minha viagem com a Lamborghini e por iniciar um novo e excitante capítulo nos LMDh”, começou por dizer Bortolotti. “Estou grato à Lamborghini Squadra Corse por todos os esforços postos em prática para isto acontecer e pela confiança incondicional que depositam em mim desde 2014. É uma enorme honra e responsabilidade representar a marca no topo do endurance e competir por vitórias nas provas clássicas do endurance.

Estou realmente feliz por fazer parte deste novo desafio da Lamborghini Squadra Corse”, disse Caldarelli. “Em 2017, quando comecei a correr pela Lamborghini, tinha o objetivo de realizar o meu sonho de infância: correr com a minha marca preferida nas provas de endurance mais prestigiadas. Tive a oportunidade de correr no Circuito de la Sarthe em 2022, ganhando ambos os heats da Road to Le Mans com o Huracan GT3, e foi realmente especial. Mal posso esperar para voltar ao volante de um LMDh: Estou entusiasmado com esta nova aventura, e farei o meu melhor para levar toda a minha experiência a este projeto e para ganhar novos e prestigiados troféus”, concluiu.

quarta-feira, 6 de julho de 2022

A imagem do dia


Na semana das Seis Horas de Monza - e da estreia no Peugeot 9X8 Hypercar - a grande novidade foram os primeiros quilómetros do carro da Ferrari na pista de Fiorano, para a classe LMDh, que se estreará em 2023. Construído pela Dallara, tem à partida um V6 Turbo da marca, adaptado para os regulamentos da WEC. Resta saber que tipo de carro será e como se colocará em relação a uma concorrência que será bem dura, quer no WEC, quer na americana IMSA.

Tirando o 333 SP, no inicio dos anos 90, esta é a primeira tentativa séria da marca de Maranello de correr na Endurance, com o objetivo de participar nas 24 Horas de Le Mans de 2023, a do centenário. Mas claro, não correrá sozinha, pois terá uma concorrência bem forte: Porsche, BMW, Cadillac, para não falar dos que já correm, como a Toyota, Glickenhaus e Alpine, e a Peugeot, que como sabem, mostrará as suas garras neste final de semana em solo italiano.

É natural que haja expectativas para aquilo que poderá ser uma nova era de ouro para a Endurance. Uma quantidade enorme de pilotos bem talentosos terá estes carros nas mãos e quererão mostrar o que valem nas provas mais longa do calendário. E quem triunfará nesta e noutras corridas - ainda teremos o Balance of Performance, que os iguala em termos artificiais, mas ajuda no espetáculo - ajudará a marcar toda uma era no automobilismo. 

E claro, queremos saber se este regresso da Scuderia à Endurance valerá a pena. Por agora, vêmo-lo circular para saber se tudo está em ordem ou não. 

sexta-feira, 24 de junho de 2022

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A Porsche mostrou esta sexta-feira o seu carro para o Mundial de Endurance e a IMSA, que será estreado na temporada de 2023. O projeto, cujo chassis é construído pela Multimatic e que tem a marca da Penske, chama-se o 963 e não é por acaso: o projeto do 962, apresentado em 1985 como descendente do 956, que tinha ganho em Le Mans com gente como Jacky Ickx, Derek Bell, Jochen Mass e Hans-Joachim Stuck, entre outros, dominou a IMSA no final de década de 80 nos Estados Unidos às mãos de gente como Al Holbert e Hurley Haywood. E como a equipa é americana, calha bem o código. 

E os pilotos para esta tarefa? Eis a lista: Andre Lotterer, Kevin Estre, Michael Christensen, Laurens Vanthoor, Matt Campbell, Matthieu Jaminet, Felipe Nasr, Dane Cameron. Falta anunciar mais dois pilotos para o campeonato IMSA.

Após 7.889 quilômetros de teste durante o primeiro semestre de 2022, estamos em um caminho muito bom, mas ainda há trabalho a ser feito antes do início da próxima temporada”, começou por dixer o vice-presidente da Porsche Motorsport, Thomas Laudenbach

Nosso novo Porsche 963 deve continuar o legado de modelos lendários como o 917, 935, 956, 962 e o 919 Hybrid. Tenho certeza de que estaremos bem posicionados quando se trata de tecnologia e também criamos as estruturas de equipe relevantes para nos preparar para vitórias na emocionante competição entre muitos fabricantes e diferentes conceitos.

As expectativas são extremamente altas”, disse o diretor administrativo da Porsche Penske Motorsport, Jonathan Diuguid. “Não apenas do público, mas também da Porsche e da Team Penske, que escreveram grandes capítulos de automobilismo juntos no passado.

O carro irá se estrear no final do ano, nas Oito Horas do Bahrein, antes da estreia oficial nas 24 Horas de Daytona de 2023, contra gente como a Toyota, Cadillac, Peugeot, Acura, Ferrari e outros, quer na Europa, quer na América. E claro, é uma nova era na Endurance. 

sexta-feira, 10 de junho de 2022

Endurance: Apresentado o novo Cadillac de Hypercar


A Cadillac mostrou ontem ao mundo o seu Project GTP Hypercar, com o qual o fabricante norte-americano irá competir no Campeonato IMSA WeatherTech SportsCar e no Campeonato Mundial de Enduro da FIA WEC, incluindo o Le Mans 24 Horas em 2023. Co-desenvolvido pela Cadillac Design, pela Cadillac Racing e pela Dallara, este bólido, que competirá na classe Hypercar, irá incorporar as principais características de design da marca. Elementos do património da empresa, tais como a iluminação vertical, estão presentes e ligam o Project GTP Hypercar ao futuro da marca americana.

O carro será alimentado por um novíssimo motor V8 de 5,5 litros, que será acoplado a um sistema híbrido comum que cumpre os regulamentos LMDh.

"A Cadillac irá mais uma vez competir na cena mundial e estamos todos encantados por regressar a Le Mans 20 anos depois", disse Rory Harvey, vice-presidente da Cadillac.  “Ao competir nos campeonatos 2023 IMSA e WEC, a Cadillac Racing tem a oportunidade de demonstrar a sua capacidade, destreza e tecnologia”, continuou.


Laura Wontrop Klauser, responsável do programa de corridas da GM, competir pela vitória à geral será algo do qual todos estarão empenhados em trabalhar, especialmente para construir um legado que honre as cores da marca. "Competir pela vitória à geral em Le Mans com uma marca americana icónica como a Cadillac é uma honra. Toda a equipa está entusiasmada por continuar a construir o legado da Cadillac, competindo contra os melhores a nível internacional e na corrida mais dura do mundo”, revelou.

quarta-feira, 8 de junho de 2022

Endurance: Lamborghini e Ligier unem-se para construir o seu protótipo


A Lamborghini só entrará no WEC em 2024, mas aproveitou a semana das 24 Horas de Le Mans para anunciar que chegou a uma parceria com a Ligier para construir o chassis para a classe LMDh e competir quer no WEC, quer na americana IMSA.

Estamos extremamente orgulhosos por a Lamborghini ter selecionado a Ligier Automotive para o seu programa LMDh”, diz Jacques Nicolet, Presidente da Ligier Automotive. “O compromisso de alcançar objetivos determinados em tempo recorde é uma prioridade para todo o nosso pessoal. A Ligier é uma empresa em expansão, e esta decisão da Lamborghini honra-nos e confirma a nossa direção estratégica em França e nos Estados Unidos”.

Este sentimento é mútuo para a construtora italiana.

Temos o prazer de anunciar a parceria técnica com a Ligier no projecto LMDh”, declarou Giorgio Sanna, Lamborghini Chefe da Motorsport. “Tal como na Lamborghini Squadra Corse encontrámos em Magny Cours uma equipa de pessoas jovens, competentes e motivadas. Já nos sentimos como uma equipa e aguardamos com expectativa os próximos desafios que se nos deparam”.

Com a Lamborgihini, o xadrez da Endurance para 2023-24 parece compor-se, com a Porsche a ter como parceira a Multimatic, com o chassis que usará no IMSA e no WEC, a BMW mostrou recentemente o seu novo LMDh, construído em parceria com a Dallara e que usará, em principio, apenas na IMSA, acompanhados por Toyota, Ferrari, Peugeot e Glickenhaus que usarão na WEC.

Curiosamente, Ligier e Lamborghini já estiveram juntos no passado. Foi em 1991, quando a equipa francesa estava na Formula 1, com os italianos a fornecerem um motor de 12 cilindros, e os carros eram pilotados por Thierry Boutsen e Eric Comas.  

segunda-feira, 6 de junho de 2022

WEC: BMW apresenta o seu novo LMDh


A BMW apresentou nesta segunda-feira o seu novo chassis para a classe LMDh do campeonato IMSA, bem como o Mundial de Endurance. Em parceria com a Dallara, o protótipo BMW M Hybrid V8 foi apresentado com as míticas cores branca e azuis da divisão M da marca germânica, sendo ainda uma pintura provisória.

Michael Scully, Diretor Global Automotive do BMW Group Designworks, aforma sobre o projeto:

O trabalho da minha equipa foi fazer com que o BMW M Hybrid V8 parecesse um BMW, e aproveitar todas as oportunidades de o ser também em pista”, começou por dizer. “O design está enraizado no ADN da BMW de desempenho propositado e eficiente, e o caráter arrojado e determinado do exterior invoca os BMW turbo, agora unida com um motor elétrico híbrido otimizado. A pintura celebra os 50 anos do M, comemorando os grandes carros da história da BMW no IMSA, enquanto ‘escondem’ de forma única a geometria e as tecnologias exteriores do BMW M Hybrid V8 viradas para o futuro durante a fase crítica de desenvolvimento em pista do projeto. Se olharmos de perto, vamos descobrir vários vencedores das 24 Horas de Daytona, bem como o primeiro carro GTP no IMSA construído propositadamente desde 1981, o BMW M1/C”, concluiu.


O agora apresentado BMW M Hybrid V8 vai disputar a nova classe GTP do IMSA, enfrentando os novos LMDh da Cadillac, Acura e Porsche, para além da Lamborghini em 2024. E claro, também poderá fazer a sua aparição no Mundial de Endurance a partir dessa altura. 

terça-feira, 24 de agosto de 2021

Endurance: Cadillac junta-se à classe LMDh


A Cadillac tornou-se na mais recente marca a entrar na Endurance na classe LMDh, com a construção do seu modelo, já batizado de Cadillac LMDh-V.R. A sua estreia acontecerá nas 24 Horas de Daytona de 2023 e competirá nos dois lados do Atlântico, quer na IMSA, quer no WEC. É um salto da classe GTE-Pro, onde está agora e se juntará à Audi, Porsche, BMW e Acura na nova categoria.

Por quase 20 anos, as Cadillac V-Series trouxeram tecnologias vencedoras da pista para os nossos carros de desempenho na estrada”, disse Rory Harvey, vice-presidente da Cadillac. “Estamos ansiosos para continuar essa herança competindo neste novo capítulo emocionante no mais alto nível do automobilismo internacional.”, continuou.

Como o automobilismo, Cadillac está fazendo a transição para um futuro impulsionado por propulsão alternativa. A natureza híbrida das regras LMDh nos ajudará a fazer a ponte entre nossa transferência de tecnologia e nosso futuro totalmente elétrico. Estamos entusiasmados em levar adiante nosso sucesso e continuar a transferir nossos conhecimentos e tecnologia da pista para nossos veículos de produção. Tivemos grande sucesso com o Cadillac DPi-V.R vencedor do campeonato e esperamos construir esse recorde para o futuro com a próxima geração do Cadillac LMDh.”, concluiu.

O futuro carro é uma parceria entre a GM Design e o fabricante italiano Dallara, à semelhança do carro que atualmente compete categoria DPi. Os seus parceiros serão a Chip Ganassi Racing e Action Express Racing, que ganharam corridas com a Cadillac na atual campanha da IMSA.

quarta-feira, 4 de agosto de 2021

Endurance: Lamborghini irá avançar com LMDh


A Lamborghini será a sexta marca que fará protótipos LMDh em 2024 e correrá no campeonato IMSA, bem como no WEC. Quem avança com a noticia é a publicação americana Racer.com. A marca que pertence ao grupo VAG irá se juntar à Audi e Porsche na construção de uma equipa, e para além disso, também se juntará a Toyota, Acura e BMW nos seus Projetos, quer na categoria LMDh, quer na HyperCar. E não será a última marca a se juntar, já que a Cadillac está a caminho de mostrar o seu próprio projeto.

A Lamborghini pediu à Multimatic para que construísse o seu chassis, da mesma forma que a Audi e a Porsche fizeram o mesmo.

Não estamos a cem por cento para confirmar isso, mas se fosse para dizer que chegamos a 90 por cento do caminho, seria bastante preciso”, disse o diretor automobilistico da Lamborghini, Chris Ward. “Temos alguns I's para fazer e T's para cruzar com alguns dos principais fornecedores. Isso é o que nos separou de muitos fabricantes; historicamente, não fazemos corridas de fábrica da mesma forma que você pode ver um Porsche ou outros competindo de fábrica. Para nos levar até lá, será necessário um esforço do cliente por trás disso. Mas estamos em uma posição privilegiada como fabricantes de ter relacionamentos e indivíduos entre nosso portfólio existente e crescente que podem nos ajudar a alcançar isso. Então, esses são os elementos que temos que realmente superar a linha para ter certeza de que é 100 por cento.”, continuou.

Os dez por cento que faltam, e [a razão] por que disse que ainda não confirmamos, é porque é difícil pedir a uma equipa com a qual você está conversando que não faça nada por um ano [em 2023]. É uma grande questão, porque exige mais esforço para encontrar uma solução, mas temos muita sorte. Temos uma grande variedade internacional de equipes de clientes existentes, algumas das quais seria mais fácil entrar em um programa LMDh do que outras."

Acho que é justo para mim dizer que é mais provável que cresceríamos com o esforço de corrida de um cliente existente [GT], do que assumir as rédeas de uma equipe de protótipo existente. Com tudo isso dito, também estamos falando com as equipes de protótipos existentes. Mas temos uma vasta gama de pessoas que seriam mais do que capazes de fazer isso. Estamos apenas trabalhando para colocar as coisas em ordem antes que sejam todas agarradas por outros.”, concluiu.

sexta-feira, 9 de julho de 2021

Endurance: IMSA, FIA e ACO chegam a acordo sobre os LMDh



Agora é oficial: os protótipos LMDh poderão competir na IMSA, o campeonato americano de Endurance, a partir da temporada de 2023. O acordo entre todos foi anunciado esta tarde e permitirá a que todas as marcas que já anunciaram a sua intenção de participar na Endurance de se inscreverem e correrem em ambos os campeonatos. Ou seja, tanto podem fazer Le Mans como Daytona e Sebring, por exemplo.  

Nessa reunião técnica, todas as partes chegaram a um acordo que visa equilibrar o desempenho destes diferentes tipos de carros (sobretudo o grupo motopropulsor e o conjunto de tração às quatro rodas) para que os carros LMH possam competir no IMSA. A elegibilidade dos LMH exigirá também um acordo comercial individual entre cada fabricante e o IMSA, que respeite os seus regulamentos desportivos.

O que conquistamos como grupo há algumas semanas em Paris tem o potencial de revolucionar os Sport-Protótipos em todo o mundo”, disse o presidente da IMSA, John Doonan. “O palco está armado para uma categoria superior altamente competitiva que incluirá muitos dos maiores fabricantes mundiais, apresentando tecnologia relevante nas corridas de endurance de maior prestígio do mundo. Coletivamente, temos a oportunidade de nos envolver com a próxima geração de fãs de Resistência e elevar o nosso desporto aos níveis mais altos. Não posso estar mais orgulhoso do espírito de colaboração entre nossa equipe IMSA, nossos colegas na ACO e FIA, e todos os nossos parceiros automotivos.”, concluiu.

Do lado da ACO, Pierre Fillon também se mostrou satisfação no acordo alcançado.

Este anúncio surge da nossa ambição de construir um futuro comum para as corridas de resistência”, começou por dizer Fillon. “Todos nós trabalhamos juntos para alcançar este acordo histórico e gostaria de agradecer sinceramente a todas as partes interessadas. É uma notícia maravilhosa para as equipas e fãs e traça um futuro brilhante para a resistência.

domingo, 25 de abril de 2021

The End: Bill Whittington (1949-2021)


Bill Whittington, piloto e proprietário de equipas nos anos 70 e 80, com uma carreira colorida e polémica, morreu na passada sexta-feira aos 71 anos, vitima de um acidente aéreo perto de Winslow, no Arizona. Ao lado do seu irmão Don e do alemão Klaus Ludwing, venceram as 24 Horas de Le Mans em 1979.

Randy Lanier, que correu com ele em 1984 na IMSA, falou sobre ele e as circunstâncias do seu acidente mortal. “Passei três dias com o Bill na Flórida na semana passada, depois ele foi para as Bahamas e regressou para o Arizona”, disse à RACER. "Ele levou um amigo para passear num [avião] Merlin lá. Levou um amigo com um cancro terminal que perdeu sua licença de piloto, então ele o pegou para voar", continuou.

Nascido a 11 de setembro de 1949 em Lubbock, no Texas, ele e os seus irmãos começaram a andar no automobilismo em finais dos anos 70, pouco depois de terem comprado a pista de Road Atlanta. Ele e Don foram comprar um Porsche 935 à Kremer, contratando pelo caminho o alemão Klaus Ludwig. Foi ele que fez boa parte da condução, com os irmãos a fazerem o mínimo regulamentar possível. No final, acabarm por vencer, de forma inesperada, sobre outro Porsche 935 de outro americano, guiado por Dick Barbour, o alemão Rolf Stommelen... e Paul Newman.

A partir daí, Whittington começou a correr quer na CART, quer na IMSA, conseguindo um sexto lugar na grelha nas 500 Milhas de Indianapolis de 1982, antes de desistir com problemas de motor. Em 1984, com a sua equipa Blue Thunder, e com Randy Lanier como seu piloto, arrasou na temporada e acabou por vencer o campeonato. 

Contudo, esses carros sem patrocinadores geraram desconfianças sobre a origem do dinheiro. E com razão: eles estavam metidos no tráfico de marijuana. O FBI e o IRS estavam no seu encalço e no ano seguinte, Bill Whittington foi detido e acusado de evasão fiscal e tráfico da Colômbia para os Estados Unidos, devido aos barcos que tinham, quer eles, quer Randy Lanier, outro dos envolvidos no esquema. Por causa disso que a IMSA ganhou a alcunha de International Marijuana Smugglers Association...

Bill foi condenado a prisão por evasão fiscal e tráfico de droga, e cumpriu cinco anos antes de sair da prisão. Don, seu irmão, acabou por ficar menos tempo, 18 meses, mas quem pagou pior foi Lanier, que escapou à justiça por ano e meio, até ser apanhado e extraditado para os Estados Unidos, onde foi condenado à prisão perpétua, mas foi libertado em 2014. 

Nos últimos anos, Whittington estava no negócio imobiliário, com investimentos no Colorado, graças às suas filhas. Contudo, em 2018, Bill tinha de novo arranjado problemas com a lei, depois de não ter declarado investimentos de 10 milhões de dólares por parte da sua familia. O dinheiro tinha vindo de contas off-shore. Acabou por ser condenado a 18 meses de prisão, com pena suspensa, e pagou cerca de 1,8 milhões de dólares ao Estado em impostos atrasados.

domingo, 21 de março de 2021

Endurance: Albuquerque conformado com o resultado



O quinto lugar final nas 12 Horas de Sebring - quarto depois da desclassificação do carro numero 48 devido a um excesso de tempo num dos pilotos - foi algo frustrante para os pilotos do carro partilhado entre Filipe Albuquerque, Ricky Taylor e Alexander Rossi. Duas penalizações e problemas de arrefecimento do motor não permitiram chegar ao lugar mais alto do pódio, mas isso é normal numa corrida imprevista e longa como as 12 Horas de Sebring, uma das maiores provas de Endurance nos Estados Unidos.

No final da corrida, Albuquerque falou nas redes sociais sobre o rescaldo desta edição.

"Que corrida. Muita coisa aconteceu. Estávamos desde o início com um bom andamento, mas depois levámos uma penalização por infração nas boxes. Caímos posições mas voltámos a recuperar.", começou por explicar o piloto de Coimbra.

"Depois estávamos em segundo e acabei por dar um toque num dos GT. Levámos mais uma penalização. Mas voltámos a recuperar até à liderança. Mas o carro começou com problemas de arrefecimento do motor e ficámos drasticamente mais lentos e fomos perdendo terreno. Limitámo-nos a levar o carro até ao fim e a assegurar o maior número de pontos possível. No meio disto tudo o quarto lugar foi um óptimo resultado”, concluiu.