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sábado, 24 de novembro de 2018

Regressos, mas não de campeões (parte 3)

Todos sabem sobre o regresso de Robert Kubica à Formula 1 em 2019, depois de oito anos depois de ausência. O seu acidente no Rali Ronda di Andora, em fevereiro de 2011, com um Skoda Fabia S2000, causou-lhe graves lacerações no braço direito e na perna direita, e também fez interromper uma carreira que se pensava ser de ascensão até ao topo. Desde 2006 na Formula 1, com passagens pela BMW Sauber e Renault, teve uma vitória no GP do Canadá de 2008, e tinha feito 136 pontos e três pódios, na temporada de 2010, sendo oitavo classificado na geral.

Depois de ano e meio de intensa fisioterapia, para recuperar os movimentos do seu braço direito, Kubica voltou à competição nos ralis, tendo andado no WRC entre 2013 e 2016, com alguns resultados de monta e sendo campeão do WRC2 em 2013. Mas ele foi mais conhecido pelas suas saídas de estrada que resultados, impedindo-o de ter um melhor palmarés do que acabou de ter.


Mas o regresso de Kubica não é o único, nem a distância entre Grandes Prémios é a maior de sempre da Formula 1. Muitos outros pilotos já voltaram à Formula 1 depois de algum tempo de ausência, e nem todos foram bem sucedidos. Já vimos por aqui os regressos de campeões do mundo (Niki Lauda, Alan Jones, Kimi Raikkonen, Michael Schumacher são alguns), mas também existe uma boa quantidade de pilotos com carreira no automobilismo que voltaram após algum tempo de ausência. Aqui vou falar de mais cinco exemplos de pilotos que voltaram depois de algum tempo, com resultados diferentes. A alguns, valeu a pena, mas a outros... foi mais vergonhoso do que outra coisa.



11 - Olivier Panis (2001)


Quando chega à Formula 1, depois de alcançar o título europeu da Formula 3000, à custa de Pedro Lamy, Olivier Panis ficou na Ligier até ao final da década e à sua transformação para a Prost Grand Prix. Contudo, durante o tempo em que esteve na equipa de Alain Prost, ela começou a entrar numa espiral de decadência, fazendo que em 1998 acabe sem qualquer ponto. No final de 1999, abandona a equipa, sem lugar em 2000, numa altura em que a McLaren oferece um lugar de piloto de testes, onde fica durante a temporada.

Contudo, apesar de ter sido um bom período - na altura, a McLaren estava no topo, com Mika Hakkinen e David Coulthard - o piloto francês deseja voltar à ativa e aceita o lugar na BAR em 2001 e lá fica até 2003, quando vai para a Toyota, retirando-se em 2004.


12 - Mika Salo (1999 e 2002)


O finlandês Mika Salo sempre foi considerado como um bom piloto do meio do pelotão, a começar pela Lotus, no final de 1994, e passando pela Tyrrell no ano seguinte, para depois passar pela Arrows, onde ficou até ao final de 1998. Aí, ficou sem lugar para a temporada de 1999... até ter tido não uma, mas duas chances de substituir pilotos lesionados.

Após o GP do Brasil, Ricrdo Zonta lesionou-se no pé, forçando-o a não correr por três Grandes Prémios, e Salo foi o seu substituto. Nesse período, conseguiu um sétimo e um oitavo posto, mas nessa altura, apenas os seis primeiros é que poderiam pontuar. Poucos meses depois, em julho, a Ferrari chamou-o para substituir... Michael Schumacher, que se tinha lesionado na perna direita em Silverstone. Salo cumpriu o seu dever em seis Grandes Prémios, conseguindo os seus únicos pódios na sua carreira.

Novamente, no final do ano 2000, quando esteve na Sauber, a Toyota contratou-o para passar toda a temporada de 2001 a construir a equipa japonesa, que iria entrar na Formula 1 em 2002. Depois de todo esse ano a desenvolver o carro, Salo faz o seu segundo regresso à categoria máxima do automobilismo, conseguindo dois pontos... e nada mais. Quando a equipa japonesa o dispensou, no final da temporada, não voltou mais à Formula 1.


13 - Takuma Sato (2003)


Takuma Sato foi sempre um dos melhores pilotos que o Japão produziu na história do automobilismo. Campeão da Formula 3 britânica em 2001, ficou logo na órbita da Honda, e logo a seguir foi para a Formula 1, conseguindo dois pontos ao serviço da Jordan. Mas em 2003, com a equipa de Eddie Jordan a trocar de motor, não houve lugar para Sato a não ser para piloto de reserva da BAR.

Contudo, antes da corrida de encerramento da temporada, no Japão, Jacques Villeneuve decide pendurar o capacete e fazer uma temporada sabática e o lugar é preenchido por Sato. Com o conhecimento da máquina e da pista, o japonês voa para ser sexto na prova, conseguindo três pontos, antes de fazer a sua melhor temporada de sempre, em 2004, com um pódio em Indianápolis e 34 pontos no campeonato.

A sua carreira prosseguiu até 2008, onde depois rumou aos Estados Unidos, para vencer as 500 Milhas de Indianápolis em 2017, sendo o primeiro japonês a fazê-lo.


14 - Marc Gené (2003 e 2004)


A carreira de Marc Gené é mais de... piloto de testes que outra coisa, embora tenha tido duas temporadas ao serviço da Minardi, onde no GP da Europa de 1999, deu o primeiro ponto à equipa em quatro anos, sendo que o último a pontuar tinha sido Pedro Lamy.

Depois, Gené tornou-se piloto de testes e de reserva da Williams, desenvolvendo os carros da equipa numa altura em que não existia limites nesse ponto. Em 2003, Ralf Schumacher magoou-se durante o fim de semana do GP de Itália, e Gené encarregou-se de o substituir. Acabou bem, pois foi quinto classificado nessa corrida.

Contudo, em 2004, não teve melhor sorte. De novo a substituir Ralf Schumacher devido ao acidente que teve durante o GP dos Estados Unidos, em Indianápolis, correu nos GP's da França e Grã-Bretanha, sem pontuar, contudo. Foram as suas últimas corridas na Formula 1, antes de ter as mesmas tarefas na Ferrari.


15 - Antônio Pizzonia (2004 e 2005)


"Jungle Boy" - nasceu em Manaus, no Amazonas, a 11 de setembro de 1980 - Antônio Pizzonia têm uma carreira eclética no automobilismo, e a Formula 1 é apenas uma delas. Depois de ter corrido duas temporadas na Formula 3000, chegou à Formula 1 em 2003 pela Jaguar, mas a sua temporada foi cortada a meio devido aos maus resultados.

Em 2004 passou para a Williams, como piloto de testes, ao lado de Marc Gené. Quando Ralf Schumacher se lesionou no GP dos Estados Unidos, o seu substituto inicial foi Gené, mas, como já vimos em cima, os resultados não foram os melhores. Pizzonia preencheu o lugar a partir do GP da Alemanha, onde nos quatro Grandes Prémios seguintes, acabou três deles nos pontos, sendo sétimo classificado e conseguindo seis pontos.

Em 2005, quando Nick Heidfeld saiu antes de tempo para rumar à Sauber, Pizzonia foi de novo o escolhido, e ficou até ao final do ano. Contudo, somente conseguiu um sétimo posto no GP de Itália, não pontuando mais até ao final dessa temporada. Em 2006, foi substituido pelo alemão Nico Rosberg e voltou a competir numa enorme quantidade de categorias, estando agora na Stock Car Brasil.


(continua amanhã)

segunda-feira, 29 de maio de 2017

Youtube Indy 500 Video: A chegada de Takuma Sato na TV japonesa

No Japão, a corrida acontece entre domingo e segunda-feira, e os seus narradores vivem-na de forma apaixonada. E logicamente, eram poucos os que estariam acordados a assistir em direto para uma das maiores vitórias da história do automobilismo japonês, com Takuma Sato, a bordo de um carro da Andretti, com motor Honda.

Ora, essa paixão foi devidamente celebrada pelos narradores da corrida americana... e comemorada devidamente. Com leite. E claro, parabéns ao piloto por este feito!

quinta-feira, 28 de janeiro de 2016

A imagem do dia

Takuma Sato comemora hoje o seu 39º aniversário. Foi provavelmente o melhor piloto do seu país da história da Formula 1 e um dos três que já subiu ao pódio, a par de Aguri Suzuki e Kamui Kobayashi. Contudo, antes de chegar à Formula 1, havia grandes esperanças que ele fosse um que ultrapassase a barreira da mediocridade, pois ele tinha ganho a Formula 3 britânica em 2001, ao serviço da Carlin.

Contratado em 2002 pela Jordan, pois era um piloto da Honda, não deslumbrou no seu ano de estreia... excepto em Suzuka, onde fez um ótimo desempenho e terminou a corrida na quinta posição, conseguindo ali os seus primeiros pontos da sua carreira. No ano seguinte, Sato foi para A BAR, mas como piloto reserva, vendo Jacques Villeneuve e Olivier Panis a correr ao longo dessa temporada.

Contudo, na última corrida do ano, de novo no Japão, a equipa deu-lhe uma chance. Jacques Villeneuve decidira retirar-se da Formula 1, depois de cinco temporadas na BAR, e deram uma chance a Sato. Mesmo com um ano fora de um carro competitivo, havia dúvidas sobre se era capaz de tirar um bom desempenho "em casa". Na realidade... tirou. Provavelmente por causa do "efeito casa", Sato fez um grande fim de semana, apesar de largar apenas da 13ª posição, tirando o melhor do motor Honda e terminando na sexta posição, e sendo o herói para todos os que lá tinham ido. E Sato agradeceu pelo apoio que lhe deram, nesta foto de Paul-Henri Cahier.

E isso foi o começo do grande ano que teve em 2004, onde conseguiu um pódio e o oitavo lugar na classificação geral, a melhor posição de sempre. 

sábado, 13 de setembro de 2014

Youtube Motorsport Presentation: A Amlin Aguri, equipa da Formula E


A poucas horas da corrida inaugural da Formula E, seria interessante colocar aqui um video sobre uma das equipas presentes, a Amiln Aguri. O video é curtinho, cerca de um minuto e 42 segundos, mas têm lá as declarações do António Félix da Costa, da Katherine Legge e de Takuma Sato, que vai guiar o carro em Pequim, porque o piloto português está neste fim de semana a fazer o DTM

quinta-feira, 11 de setembro de 2014

Formula E: Sato guiará pela Aguri em Pequim

Afinal de contas, não será Fabio Leimer, mas sim Takuma Sato que guiará pela Amlin Aguri na jornada inaugural da Formula E em Pequim. O japonês de 37 anos correrá no lugar de António Félix da Costa na jornada inaugural da competição, devido aos compromissos do piloto português no DTM.

"Eu estou ansioso para fazer história ao competir na primeira corrida de Fórmula E com Amlin Aguri. Estou animado para me juntar à equipe e rever bons e velhos amigos dos tempos de Super Aguri F1. Eu vou me esforçar para que façamos o nosso melhor absoluto em Pequim. Corrida de carros elétricos é algo fascinante, representa uma nova direção para o automobilismo, e estou muito feliz de fazer parte disso", declarou.

Piloto da Formula 1 entre 2002 e 2008, primeiro pela Jordan, depois pela BAR, acabando na Super Aguri, entre 2006 e 2008, conquistou um terceiro lugar como melhor resultado. Ao todo, conseguiu 44 pontos. Desde 2010 que está a correr na IndyCar, onde conseguiu cinco "pole-positions" e venceu por uma vez em Long Beach, no ano passado, ao serviço da equipa Foyt.

quarta-feira, 8 de janeiro de 2014

Noticias: Formula E confirma oito pilotos no seu alinhamento

Oito pilotos, alguns deles com experiência de Formula 1, foram confirmados pela organização da Formula E para guiarem os seus monolugares na temporada inaugural da competição, a ter lugar em setembro do ano que vêm. Para além do brasileiro Lucas di Grassi e o japonês Takuma Sato, que já experimentaram e testaram o monolugar, outros seis piloto fizeram a mesma coisa, a saber: o suiço Sebastien Buemi, o francês Adrien Tambay (filho de Patrick Tambay), o americano Marco Andretti (filho de Michael Andretti e neto de Mário Andretti), o chinês Ma Qinghua, o indiano Karun Chandhok e o italiano Vitantonio Liuzzi.


Até agora não se sabe para onde vão todos estes pilotos, mas Alejandro Agag, o patrão da Formula E, está confiante nas escolhas: “Desde o início, nós nos preparamos para dar aos fãs grandes corridas ao redor do mundo e, para isso, você precisa de pilotos de alto calibre. Agora que anunciamos as dez marcas, todos querem saber quem serão os pilotos. Claro, não podemos confirmar os pilotos ainda, pois serão as equipas que escolherão seus pilotos. Contudo, esperamos oferecê-los um ‘pool’ de pilotos internacionais para escolherem”, começou por afirmar.

Também esperamos que isso mostre para os fãs, televisões e potenciais patrocinadores os nomes respeitados que a Formula E está a atrair, bem como o nível de pilotos que podem esperar”, completou.

Quanto aos pilotos, o suiço Sebastien Buemi, atualmente um dos terceiros pilotos da Red Bull e também piloto da Toyota, afirmou a importância que esta competição têm para ajudar o desenvolvimento dos carros de estrada: “O automobilismo deve ser visto como líder no desenvolvimento de novas tecnologias, então será ótimo ver como isso vai influenciar não somente o desporto, mas também o futuro dos carros de rua e o meio-ambiente”, comentou.

A Formula E vai ter a sua primeira corrida de sempre a 13 de setembro, num circuito urbano em Pequim. 

quarta-feira, 20 de novembro de 2013

Noticias: Takuma Sato desenvolverá monolugar de Formula E

Takuma Sato será o piloto de desenvolvimento do monolugar da Formula E, ao lado do Lucas di Grassi. O japonês de 36 anos ajudará a desenvolver o bólido para a competição que começará em setembro do ano que vêm, poucos dias depois de se confirmar que a sua antiga equipa de Formula 1, a Super Aguri, fará parte das equipas na temporada inaugural.

Sato, que está na IndyCar, diz-se ansioso com a possibilidade poder guiar o carro. “Eu estou muito animado em fazer parte do programa de pilotos para o desenvolvimento dos carros da Formula E”, começou por dizer. “Essa categoria tem um grande potencial para o futuro das corridas e dos carros elétricos. Eu estou muito ansioso para testar no próximo inverno”, declarou.

A Formula E começará em setembro de 2014 com doze corridas citadinas à volta do mundo.  

domingo, 6 de outubro de 2013

Youtube IndyCar Crash: O acidente de Dário Franchitti em Houston (II)


Surgiu agora um novo video, mais pormenorizado, do acidente múltiplo entre Dário Franchitti, Ernesto J. Viso e Takuma Sato na segunda corrida de Houston, onde o piloto escocês da Chip Ganassi saltou pelas redes de proteção, acabando magoado como resultado. Como é sabido, o piloto de 41 anos têm alguma concussões, fratura no tornozelo direito e uma fissura na coluna vertebral, de pouca gravidade.

Desconhece-se ainda a sorte dos 15 espectadores atingidos pelos destroços, mas aparentemente continua a não haver casos graves. Haverá uma atualização assim que for possível. 

domingo, 26 de maio de 2013

As 500 Milhas de Indianápolis, edição de 2013

As 500 Milhas de Indianápolis de 2013 chegavam com uma dúvida no ar: a ideia de que poderia chover no dia da corrida, depois de a meteorologia prever que o tempo iria estar encoberto e a possibilidade de chuva ser grande. Como as corridas americanas normalmente não ocorrem durante tempo chuvoso, e como esta era uma prova que iria acontece numa oval muito veloz, a ideia de esta prova se arrastar por horas e até por dias - como aconteceu em 1973 - era uma possibilidade bem real. Contudo, com o raiar do dia, as previsões foram corrigidas e o tempo, embora encoberto, estaria seco durante o tempo da corrida.

Assim sendo, vimos o regressado Jim Nabors a cantar como é bom estar no Indiana e a filha de Tony Hulman a dizer a famosa frase: "Ladies and Gentleman, Start Your Engines!" perante o delírio dos mais de 300 mil pessoas presentes na mítica oval americana.

A largada começou normalmente, com Ed Carpenter a conseguir anter a liderança, mas o primeiro acidente na corrida foi no inicio da quarta volta, quando J.R.Hildebrand bateu forte no muro, na Curva 4, após andar atrás de James Hintchcliffe e perder o controlo. As amarelas aconteceram durante quatro voltas pois o embate do piloto americano tinha sido bem forte. Quando a corrida recomeçou, Carpenter foi assediado por Tony Kanaan e por Marco Andretti, colocando os pilotos da Andretti Autosport nos primeiros postos. Kanaan levou a melhor, nas na volta 29, foi o primeiro dos da frente a ir para as boxes.

As coisas andavam calmamente até à volta 36, quando o colombiano Sebastian Saavedra tocou no muro na Curva 4. Apesar dos estragos terem sido menores, isso foi mais do que suficiente para que as bandeiras amarelas terem sido adicionadas. A corrida só voltou para a ter sinal verde na volta 44. Ali, Carpenter manteve-se na frente de Andretti, enquanto que Sato subia lugares, passando Carlos Muñoz na volta 49.

Andretti passou para a liderança na volta 52, mas na volta 55, as bandeiras amarelas são novamente mostradas por causa de um pião de Takuma Sato. O japonês, que seguia na oitava posição, não tocou em nada e pôde prosseguir, mas no fundo do pelotão. E foi nessa altura em que o pelotão foi para as boxes, fazendo a sua segunda paragem para reabastecimento e troca de pneus.

Com o recomeço da corrida, a luta foi entre Carpenter e Hunter-Reay, com Andretti e Kanaan a espreitar. A partir desta altura, não houve grande história até à volta 113, quando os pilotos começaram a fazer a terceira ronda de reabastecimentos e troca de pneus.

Com essa passagem, a corrida seguiu fluida, tão fluida que nem parecia ser uma tipica corrida das 500 Milhas, foi faltavam as batidas que muitas das vezes decidem estratégias e corridas. Com isso, os quatro primeiros alternavam no comando: Kanaan, Muñoz, Andretti e Hunter-Reay, com o pelotão a seguir atrás e James Hintchcliffe a ficar com o comando quando os quatro primeiros iam às boxes para trocar de pneus e reabastecer.

O momento decisivo foi a sete voltas do fim, quando Graham Rahal perdeu o controlo do seu carro na saída da Curva 2, batendo no muro interior, causando a entrada do Pace Car e juntando todos os carros. Nesta altura, era Ryan Hunter-Reay o líder, mas Tony Kanaan, o "rookie" Carlos Muñoz e Marco Andretti esperavam por uma boa oportunidade para conseguir a liderança. E isso aconteceu a cinco voltas do fim, quando Kanaan, por dentro, passa o americano, enquanto que, por fora, Muñoz saltava de quarto para segundo, numa excelente manobra. 

Parecia que o colombiano iria ser o principal rival de Kanaan, mas imediatamente a seguir, Dario Franchitti, o vencedor da corrida do ano passado, bate no muro da Curva 2 e a corrida acabava ali. E imediatamente, Tony Kanaan entrava na história. Depois de mais de uma década a tentar, ele era o quarto brasileiro a vencer as 500 Milhas de Indianápolis, depois de Emerson Fittipaldi (1989 e 1993), Gil de Ferran (2003) e Hélio Castro Neves (2001, 2002 e 2009). Muñoz impressionava, sendo segundo classificado, enquanto que Ryan Hunter-Reay era o terceiro, na frente de Marco Andretti.  

segunda-feira, 6 de maio de 2013

IndyCar: Hintchcliffe bate Sato em São Paulo

Foi por uma curva que Takuma Sato não vencia pela segunda vez consecutiva na IndyCar. O canadiano James Hintchcliffe foi o melhor, mas lutou para isso, conseguindo ser mais feliz na curva final, superando o japonês da Foyt e ser o primeiro piloto repetente nesta temporada da IndyCar, que decorreu esta tarde nas ruas de São Paulo.

A quarta prova do campeonato começou com 25 carros à partida, e quando as luzes se acenderam, não houve quaisquer incidentes na partida, o que é anormal para o que tem vindo a acontecer nos últimos anos. Ryan Hunter-Reay era o primeiro lider, com Ernesto Viso no segundo lugar, Dario Franchitti e Tony Kanaan logo a seguir. Contudo, o escocês passou o venezuelano, que por sua vez sofreu nova ultrapassagem do brasileiro no inicio da segunda volta.

Contudo, a primeira amostragem de bandeiras amarelas surgiu cedo, na quinta volta, quando Bia Figueiredo parou no meio da pista, vitima de problemas mecânicos. As bandeiras ficaram a ser mostradas por algumas voltas até que, na relargada, Kanaan fez uma movimentação a Franchitti e ficou com o segundo posto, atrás de Hunter-Reay. E ainda do final dessa volta, conseguiu passar o americano na última curva para ficar com a  liderança, para gáudio dos fãs que lotavam o recinto.

As coisas mantinham assim até à 17ª volta quando Will Power, que vinha a fazer uma corrida de recuperação com o seu Penske, viu o seu motor explodir na reta da meta, fazendo com que as bandeiras amarelas fossem de novo mostradas. Isso foi aproveitado para que se fizesse a primeira troca de pneus. Feitas as contas, o lider era agora Sebastien Bourdais, mas na relargada, James Jakes toca nos pneus no S de Samba, e leva consigo Ed Carpenter e Graham Rahal, que ficam atravessados no meio da pista, bloqueando-a a causando a terceira situação de bandeiras amarelas da corrida.

A relargada durou pouco tempo, mais concretamente... uma curva. Hélio Castro Neves tentava fazê~la de maneira a evitar acidentes, mas foi tocado por Simon Pagenaud e caiu para o úlyimo lugar, vítima de um pião. Esta foi altura de uma nova passagem pelas boxes, e aí, Sato assume pela primeira vez a liderança.

As coisas mantêm-se assim até à volta 34, quando Graham Rahal bateu sozinho e faz com que se mostrassem as bandeiras amarelas. Mas na relargada, esta duraria pouco tempo: Castro Neves é empurrado por Bourdais, que por sua vez tocou em Pagenaud e engavetou Charlie Kimball. Resultado: pista bloqueada e nova entrada do Pace Car.

Quando os carros se preparavam para nova relargada, o duelo era entre Hunter-Reay e Kanaan, mas pouco depois, um erro de calculo na gasolina que deveria ter no carro por parte da equipa KV faz com que o brasileiro tivesse uma pane seca. Sexta amostragem de bandeiras amarelas, e quando a corrida recomeçou, foi por pouco tempo: James Jakes e Justin Wilson tocaram-se e o último acabou na barreira de pneus.

Nessa última ocasião, Sato passou para a liderança, e quando aconteceu a relargada, ele estava na frente de  Josef Newgarden, Marco Andretti e James Hintchcliffe. O japonês tentava resistir aos três, e apesar do canadiano ser o que estava mais distante da liderança, foi o que aproximou mais, passando Andretti e depois Newgarden. E nas voltas finais, começou a pressionar Sato, que se defendia como podia. Na volta 73, a duas do fim, esteve momentaneamente na liderança, mas o japonês da Foyt conseguiu voltar ao comando.

E nos metros finais, Hintchcliffe - piloto do carro numero 27! - teve uma última tentativa, aproveitando uma travagem mais tardia de Sato. Aproveitou o gancho para trocar de direção e ultrapassá-lo, acelerando melhor nos metros finais e vencendo a corrida, com Sato e Michael Andretti a completar o pódio, todos na frente de Oriol Serviá e de Josef Newgarden. Simona de Silvestro foi oitava, enquanto que o melhor brasileiro foi Hélio Castro Neves, na 13ª posição.

Agora, máquinas e pilotos preparam-se para as 500 Milhas de Indianápolis, que serão no final deste mês.   

segunda-feira, 22 de abril de 2013

IndyCar: Takuma Sato foi o melhor em Long Beach

Hoje foi um dia histórico: após mais de dez anos de ausência, um carro a A.J. Foyt venceu uma corrida da IndyCar, e pela primeira vez na sua carreira, o Japão venceu uma corrida nesta categoria, graças a Takuma Sato, que aos 36 anos, consegue o seu melhor resultado desde os tempos da Formula 3 britânica, onde foi campeão em 2001.

Depois de uma qualificação onde Dário Franchitti levou a melhor, a partida começou com alguns toques aqui e ali, especialmente quando Scott Dixon partiu o bico do seu carro apóis um toque com o francês Tristan Vautier. Mas a primeira bandeira amarela só surgiria na terceira volta, quando o colombiano Sebastian Saavedra bateu no muro.

As coisas voltaram ao normal cinco voltas depois, com o reinicio... mas por pouco tempo. Hélio Castro Neves toca no carro de Mike Conway e perde o bico, tendo de ir às boxes, enquanto que na frente, Franchitti era o lider, com Sato e o americano Ryan Hunter-Reay lutavam pelo segundo posto. Na volta 23, Sato livrou-se do campeão da Indy e foi em busca de Franchitti. Por esta altura, algo de bizarro acontecia na boxe de James Jakes, quando um dos mecânicos se esqueceu de uma das pistolas para trocar de pneus...

Na volta 30, começam as paragens nas boxes e foi aqui o momento decisivo. Franchitti tem uma má paragem e Sato aproveitou para ficar com a liderança, ao mesmo tempo que Alex Tagliani e Charlie Kimball se envolviam num acidente, causando outra situação de bandeiras amarelas. As coisas ficaram assim até á 35ª volta, quando a bandeira verde foi mostrada... até ao final da reta, quando Ernesto Viso e James Hintchcliffe bateram, com este último depois de dar um toque no brasileiro Tony Kanaan.

A corrida recomeçou na volta 40, mas a pertir daqui, foi mais calma. Sato e Graham Rahal, que ficou com o segundo posto, afastaram-se de Tristan Vautier - que estava a fazer uma grande corrida! - Justin Wilson e Dario Franchitti, todos eles andando com pneus moles, com Kanaan tinha o quinto lugar, com pneus duros. As diferenças eram mais estáveis, mas com Sato a afastar-se de Rahal, aproveitando a consistência do piloto japonês.

Contudo, na volta 51, Ryan Hunter-Reay bate no muro, para mais uma nova situação de bandeiras amarelas, a quinta nessa corrida. A situação ficou assim até à volta 56, altura em que na partida, Charlie Kimball - que tinha uma volta de atraso - bateu no muro da primeira curva. Contudo, conseguiu colocar marcha atrás e saiu dali sem problemas, tendo parado para trocar de pneus e do bico, perdendo mais uma volta.

A partir dali, Sato começou a afastar-se de Rahal, enquanto que Vautier parou nas boxes e caiu algumas posições, deixando Justin Wilson no terceiro posto, na frente de Franchitti e de Tony Kanaan, com pneus duros. Pensava-se que o brasileiro pudesse aproveitar melhor essa situação nas voltas finais, mas os pneus mais moles aguentaram mais tempo e assim não aconteceu.

Na parte final, o piloto brasileiro começou a sofrer o assédio do espanhol Oriol Serviá, mas a duas voltas do fim, no final da reta, ele tentou passar Tony Kanaan, e as coisas correram mal, com o piloto brasileiro bateu no muro. Contudo, em vez de entrar o Pace Car, localizou a bandeira amarela na curva. 

A bandeira amarela é colocada a meio da última volta, e assim, Takuma Sato consegue a sua primeira vitória da sua carreira na IndyCar, pela equipa Foyt. Para a equipa, é a primeira vitória em mais de dez anos na IndyCar. Rahal foi o segundo e Wilson o terceiro, com Dário Franchitti no quarto posto. Simona de Silvestro foi a melhor representante feminina, no nono posto, na frente de Hélio Castro Neves.

A IndyCar agora tem uma pausa de duas semanas até ao dia 5 de maio, altura em que correrão na São Paulo 300, a primeira saida da IndyCar para o exterior.

quarta-feira, 30 de maio de 2012

Fibra de Carbono - Episódio doze

O terceiro capítulo desta semana (!) desta Fibra de Carbono tem a ver com os rescaldos do GP do Mónaco - e respectivo comboio - e as 500 Milhas de Indianápolis e o seu "final banzai", cortesia do Takuma Sato e as suas ultrapassagens na Curva 1. E temos também uma treta técnica, onde falmos dos pneus. 

Esperemos que gostem! Eis o link do episódio: http://fibracarbono.net/podcast/episodio-12-curva-banzai.html

segunda-feira, 28 de maio de 2012

Sobre a manobra de Takuma Sato em Indianápolis

O desfecho das 500 Milhas de Indianápolis, ontem à tarde, causou e está a causar - como seria de esperar - discussões nas redes sociais e noutros sítios. Há quem achou que a manbora foi tremendamente estúpida e acusou Sato de não ter cérebro e de ter estragado uma corrida perfeita. Vi no Twitter a quantidade de pessoas que chamaram de "burro" e "idiota" a Takuma Sato, imediatamernte a seguir à sua manobra na Curva 1, no inicio da última volta, quando quis ultrapassar Dario Franchitti e resultou num pião que o fez bater no muro, destruindo o seu carro e terminando a corrida em bandeiras amarelas, com a vitória do escocês de 39 anos, a terceira da sua carreira, depois de ter conseguido o mesmo em 2007 e 2010.

Sobre isso, o Emerson Fittipaldi colocou no Facebook sobre o que aconteceu: "Achei a manobra do Takuma Sato ousada mas impaciente, ele poderia ter segurado mais uma reta para passar o Dario, e provávelmente venceria a prova, a situação lembrou um pouco o meu final lá em 1989...

Há quem ache que a manobra de Sato é de loucos, e há quem também diz que o acidente foi causado por um ligeiro toque de Franchitti no japonês, que o fez desequilibrar e entrar em despiste. A verdade é que o escocês não o toca em momento algum. As rodas estiveram próximas, é certo, mas Sato pisou a linha branca, e isso foi-lhe fatal para o equilibrio do carro. 

Muitos dizem que é por isso e outras coisas que os japoneses não ganham nada no automobilismo. Isso é verdade, mas depois vejo qual é a foto do dia, o "meme" do momento. É o carro de Kamui Kobayashi com as rodas no ar, na Curva Ste. Devote, no Mónaco, com ele a terminar de forma muito permatura a sua participação na edição deste ano do Grade Prémio. E pensando um pouco mais, chego à seguinte conclusão: isto tem a ver com a mentalidade japonesa. No final, tem a ver com o samurai que está dentro deles, essa mentalidade que está intrincada desde crianças, desde os seus tempos de karting.

Os japoneses são assim: ou venço ou vou contra a parede. Eles tentarão sempre, porque sabem à partida que as suas hipóteses de sucesso serão de 50 por cento. E essa percentagem é melhor do que zero, como sabem. E não se conformam, pensando cerebralmente que o segundo lugar é ótimo e fico por ali, ou que poderei ter uma chance mais adiante. Apareceu, vou aproveitar, não importam as consequências. Provavelmente, é a unica coisa que chamo a atenção no caso de Sato, que poderia ter esperado mais adiante para atacar, na Reta Oposta, por exemplo, e assim entrava nos livros de história como o primeiro japonês a vencer as 500 Milhas de Indianápolis.

Mas depois... pensamos assim. Porque é que gostamos de sujeitos como Gilles Villeneuve? Porque é que gostamos do Kamui Kobayashi e o chamaos de "mito"? Porque foram e são verdadeiros e adoram correr, não desistem nunca. É como dizia o Ayrton Senna: "Compito para vencer, e se ver uma chance, aproveito-a. Se não aproveitar a chance para passar, deixo de ser um piloto de corridas". É por isso que Senna se tornou num ídolo para os japoneses: porque pensava como eles.

Quanto ao Sato? Apesar de tudo, aplaudo de pé pela sua manobra ousada. Ao menos tentou, e isso deve ser valorizado. Acabou mal, mas se acabasse bem, hoje todos falariam unanimemente da sua vitória e da manobra arrojada que tinha feito na Curva 1, afirmando que seria tão mítica como o pião do Danny Sullivan em 1985, por exemplo. Contudo, vai para a galeria dos "quases", como o do J.R. Hildebrand, no ano passado, que deu a Dan Wheldon uma vitória caída do Céu. 

"To finish first, you must first to finish", mas agradeço ao Takuma Sato pela sua manobra. É por isso que gostamos do automobilismo.

domingo, 27 de maio de 2012

As 500 Milhas de Indianápolis, versão 2012

As 500 Milhas de Indianápolis é uma realização do qual vale sempre a pena ver, como Mónaco e Le Mans. O facto que desde há muito tempo ambas as corridas acontecem no mesmo dia pode impedir os pilotos de disputarem as corridas ao mesmo tempo, mas para os adeptos de sofá e de pista, é um regalo para os olhos, pois têm a oportunidade de ver ao vivo duas das três mais conhecidas corridas do automobilismo em pista.

Em 2012, as 500 Milhas de Indianápolis tinha uma aura diferente. O vencedor anterior, Dan Wheldon, estava morto e a organização queria fazer o devido tributo a ele, entregando o anel à viúva e dar ao carro que guiou a devida homenagem. E nas voltas 26 e 98, os numeros dos carros que guiou nos anos em que venceu a competição, o público era convidado a prestar tributo a ele, colocando os seus óculos de sol brancos, a sua devida imagem de marca. Mas numas 500 Milhas onde o calor foi outra das imagens de marca - 34ºC esta tarde - não sei se muitos perfeririam refrescar-se com um "Budwiser" do que colocar uns óculos de sol brancos em tributo ao britânico.

Depois das devidas cerimónias em tributo, especialmente, aos soldados que combateram nas guerras - afinal de contas, era o fim de semana do "Memorial Day", com muitos soldados a verem a corridas nas bancadas, e pelo menos vi um a exibir a sua "Medal of Honor", a mais importante do país - as outras cerimónias foram devidamente realizadas: os hinos nacionais e locais, o anunciante a declarar "Drivers, Start Your Engines!" e as três voltas de aquecimento atrás do Corvette branco antes da corrida própriamente dita.

A depois de ser dada a bandeira verde, pudemos ver que pela primeira vez em muito tempo, dois pilotos foram obrigados a abandonar porque eram... chicanes móveis. Jean Alesi e Simona de Silvestro, os dois unicos a alinharem nas 500 Milhas de Indianápolis com o motor Lotus, foram obrigados a recolherem-se às boxes por terem violado a regra dos 105 por cento, ou seja, eram demasiado lentos. Não sei porquê, mas imediatamente lembrei-me da história do canadiano Al Pease, desclassificado do GP do Canadá de 1969 por ser... demasiado lento. Achei mau, especialmente para Jean Alesi. E isso provavelmente foi o canto do cisme para a Lotus, que não sairá da porta do cavalo, mas sim da porta do esgoto.

Passado esse momento embraçoso, a partir do primeiro terço da corrida, os Andretti estavam nos lugares da frente. Marco Andretti e James Hintchcliffe alternavam na liderança, com o Chip Ganassi de Dario Franchitti e Takuma Sato a não andarem muito longe. O que é mais espantoso nisto tudo é que nos três primeiros lugares, dois deles eram motores Honda. Para quem esperava que isto fosse um passeio Chevrolet, era algo 

As amarelas voltaram a ser mostradas na volta 83 quando Mike Conway - que tinha feito uma má paragen mas boxes, atropelando dois mecânicos sem gravidade - saiu das boxes visivelmente perturbado com o que aconteceu e distraiu-se, batendo na Curva 2. Na confusão, Will Power, o lider do campeonato, também bateu e o ângulo do impacto fez com que o carro batesse nas redes de proteção, repetindo o que lhe tinha acontecido há dois anos. Ambos os pilotos safaram-se, mas por pouco iria haver um terceiro envolvido: Helio Castro Neves, que por muito pouco - por instinto, talvez - evitou um dos pneus por muito pouco. A sorte e o azar de mãos dadas...

Na volta 88, voltou a bandeira verde, mas foi sol de pouca dura, pois Bia Figueiredo despista-se e bate ligeiramente no muro. Isso foi mais do que suficiente para que regressase à corrida e claro, aproveitado para mais uma ronda de paragens. Hinthcliffe teve uma má saída, mas como foi em plenas bandeiras amarelas, não ficou muito prejudicado.

A corrida voltou ao normal na volta 96, duas voltas antes de nova homenagem a Dan Wheldon, com Chip Ganassi, nas boxes, a sorrir ao ver que dois dos seus pilotos estavam no "top 5". Nada mau para um motor Honda e quem largou do meio do pelotão. E era assim que as coisas estavam no meio da corrida.

Pouco depois, os Chip Ganassi foram às boxes e era a vez dos Andretti e da KV, que tinham uma estratégia de pneus diferente, a passarem para a frente da corrida. Dois ex-pilotos de Formula 1, primeiro Takuma Sato, depois Rubens Barrichello, passavam pela liderança. Na volta 125, Sato era de novo o lider, mas os Chip Ganassi estavam a assediá-lo. Entretanto, uma das juntas de cabeça do carro de Ryan Hunter-Reay cede e ele é obrigado a acabar a corrida mais cedo.

A caminho do terceiro terço da corrida, as coisas pareciam andar ao ritmo das estratégias. Sato beneficiava das estratégias gizadas por Bobby Rahal, enquanto que Dario Franchitti aguardava que as coisas acontecessem. E isso aconteceu na volta 145, quando Sebastian Saavedra fica parado na saída das boxes. Novamente as banderias amarelas e todos entraram para as boxes, com Sato a sair melhor do que os Chip Ganassi.

Na volta 155, a bandeira verde é mostrada e os Chip Ganassi passam Sato para ficar na liderança. Depois, começaram os seus jogos para tentar induzir Sato ao erro. Mas na volta 164, Josef Newgarden para na relva e as amarelas aparecem de novo. Todos param para uma última vez, antes da meta, e na volta 168, o verde apareceu de novo. A partir dali havia os Ganassi na frente,com o trio Wilson-Sato-Carpenter a trocarem de posições, mas na volta 181, Carpenter perde o controlo do seu carro na Curva 2, mas não bate no muro por pouco menos do que um milagre.

As coisas voltam ao verde na volta 185, com Tony Kanaan a apanhar toda a gente com as calças na mão e  ficar com a liderança. Os Chip Ganassi reagiram, mas o brasileiro fez a mesma coisa, até à volta 188, quando a maldição dos Andretti volta a atacar, com Marco a bater na curva 1. Algum dia há de acabar, mas não este ano. E com isso, as voltas finais voltam a ter a emoção do costume, do qual todos olham com o interesse do costume.

E assim foi. Na volta 193, os carros da Chip Ganassi foram para a frente, com Tony Kanaan e Takuma Sato a seguirem atrás. A partir dali, o japonês tentou a sua sorte e partiu para o ataque, tentando algo inédito: ser o primeiro japonês a ganhar nas 500 Milhas. Passou Dixon e atacou Franchitti no inicio da volta 199, com a bandeira branca a ser mostrada. Ambos ficaram lado a lado... e Sato ficou com a fava. Bateu no muro na Curva 1 e as bandeiras amarelas foram mostradas, com o piloto escocês a vencer pela terceira vez na sua carreira.

A Chip Ganassi completou o quadro com o segundo lugar de Scott Dixon, enquanto que o terceiro foi o brasileiro Tony Kanaan. Rubens Barrichello foi 11º e o melhor "rookie" nas 500 Milhas, numa prova em que não deslumbrou, até cumpriu.

No Winning Circle, com a atriz Ashley Judd a comemorar pela terceira vez a vitória do seu marido, alguém afirmava que ele sempre venceu em bandeiras amarelas, mas uma vitoria, não importa as circunstâncias, é uma vitória. Afinal de contas, Dan Wheldon venceu a corrida na última curva... e hoje tudo se fez para que ele não fosse esquecido. E Indianápolis é assim... 

quarta-feira, 28 de janeiro de 2009

O piloto do dia - Takuma Sato

Tirando Satoru Nakajima e Aguri Suzuki, os pilotos japoneses não tiveram história, ou então entraram pelos piores motivos. Taki Inoue e Yuji Ide deram uma má reputação aos pilotos viondos do Sol Nascente, provavelmente de uma forma injusta. Mas nos anos mais recentes, houve um piloto talentoso que se colocou a par de Nakajima e Suzuki. Numa carreira muito ligada à Honda, o piloto do qual falo hoje pagou um pouco esse preço, ficando primeiro numa equipa criada à volta dele, e depois ficando de fora, quando a equipa se extinguiu. Hoje, no dia em que faz 32 anos, ele tenta voltar à categoria máxima. Falo hoje de Takuma Sato.

Nascido a 28 de Janeiro de 1977, na cidade de Toquio, começou a correr... de bicicleta. Foi campeão nacional nos vários escalões, aos 16 anos experimente um kart e fica com o "bichinho". Em 1996, com 19 anos, compete e vai parar à Suzuka Racing School, dirigida pela Honda. Foi aí que a marca descobre o seu talento, e em 1998, vai correr na Formula 3 japonesa, pela Dome-Mugen. Mas a meio da época sai da equipa, com o objectivo declarado de correr na Europa. Aterra em inglaterra e em 1999, corre pela National Class, a categoria B da competição, com chassis mais antigos. Termina no quarto lugar no campeonato.

Isso faz com que seja observado por Trevor Carlin, o homem detrás da Carlin Motorsport. Em 2000, vai para a equipa, onde vence quatro corridas e termina na terceira posição do campeonato. O carro prometia, e ele também, e ficou uma terceira temporada, em 2001.

Para Sato, foi um grande ano. Correndo contra pilotos como o inglês Anthony Davidson (mais tarde seu companheiro na Honda e na Super Aguri) o australiano James Coutney (agora na V8 Supercars) e outros, Sato conquistou 15 vitórias, dominando a série e sendo o primeiro japonês a vencer o campeonato britânico da Formula 3. Para a Carlin, foi o primeiro dos seus quatro campeões (os outros três foram o sul-africano Alan Van der Merwe, o português Alvaro Parente e o espanhol Jaime Alguersauri) Para terminar melhor o ano, Sato venceu os GP's de Macau e da Coreia, duas importantes provas de Formula 3 na Asia.

Isso não passa despercebido na Formula 1. A Honda o quer na categoria máxima, e pede a Eddie Jordan para que o aceite como piloto, poi8s a equipa está a usar o propulsor nipónico. Sato chega à Formula 1 em 2002, quase quatro anos depois de começar a sua carreira nos monolugares, uma ascensão muito rápida na altura. Mas a temporada de estreia foi muito difícil, pois tinha a reputação de ser muito rápido, mas que acabava mal. Parecia que iria ser como os seus outros compatriotas do passado, mas o seu pior momento nem foi culpa dele.

No GP da Austria (famoso pelo seu final infame), disputado no circuito de Zeltweg, numa das relargadas, na volta 26 o Sauber de Nick Heidfeld perdeu controle perto da Remus Kurwe, batendo em cheio no Jordan do japonês. Sato ficou preso no carro, mas apesar do impacto, sofreu apenas uma concussão.

Mas apesar dessa época de difícil adaptação, teve a sua chance na última prova do ano, em Suzuka. Correndo em casa, faz uma corrida fantástica, e termina no quinto posto, tornando-se no primeiro japonês a pontuar na Formula 1 desde Ukyo Katayama, em 1994. No ano seguinte, vai para a BAR, mas como terceiro piloto, ao lado de Jacques Villeneuve e Jenson Button. Mas as coisas não iam bem na equipa, especialmente no caso de Jacques Villeneuve. O canadiano, insatisfeito, sai a uma prova do fim do campeonato, dando a chance a Sato de guiar. Esse último GP era, de novo, em Suzuka.

Nessa corrida, Sato faz mais uma vez uma corrida irrepreensivel, e termina-a na sexta posição, ganhando no final três pontos para o campeonato, e uma vaga para 2004. Esse foi o seu melhor ano, e o melhor de sempre de um piloto japonês, até agora.


Fazendo parceria com Jenson Button, Sato ficou regularmente nos pontos, tendo o seu ponto mais alto a terceira posição no GP dos Estados Unidos, atrás da dupla da Ferrari, Michael Schumacher e Rubens Barrichello. Esse pódio era o segundo de sempre de um piloto japonês, 14 anos depois do terceiro lugar de Aguri Suzuki, no GP do Japão de 1990. Duas corridas antes, em Nurburgring, Sato conseguiu ser o primeiro japonês a colocar o seu carro na primeira linha da grelha de partida, ao ser segundo, apenas batido pelo Ferrari de Michael Schumacher. Contudo, nessa corrida não foi além da volta 47, devido a um problema de motor.


A segunda metade da temporada foi melhor, conseguindo pontuar em seis das sete últimas corridas da temporada, ficando no final na oitava posição do campeonato, com 34 pontos, a melhor posição de sempre de um piloto japonês num campeonato do Mundo.


Em 2005, contudo, a sua temporada transformou-se num inferno. Primeiro, ficou doente na Malásia, e depois, os carros da marca foram banidos por duas corridas, quando se descobriu que os carros estavam abaixo do peso regulamentar, depois de retirada a gasolina dos seus depósitos. Sato só pontuou uma vez, ao ser oitavo classificado em Budapeste, um claro contraste com os 37 pontos alcançados pelo seu companheiro Button.


No final de 2005, a Honda comprou a BAR, mas dispensou os serviços de Sato, a favor do brasileiro Rubens Barrichello: Para não ter o japonês de fora, decidiram oferecer o lugar de terceiro piloto da marca. Mas nessa altura, Aguri Suzuki decidiu que tê-lo fora da Formula 1 seria imperdoável, e decidiu construir a sua própria equipa, a Super Aguri. Com um chassis de 2002 modificado, comprado à falida Arrows, e com tecnologia da Honda, Sato era o piloto principal, sabendo que iria rolar sempre na última fila da grelha, mas nem sempre no último lugar, pois o seu companheiro, Yuji Ide, piorou ainda mais a fama dos pilotos japoneses na grelha da Formula 1...


Sendo assim o ano de 2006 foi penoso para Sato, do qual conquistou nenhum ponto. Mas no ano seguinte, com mais apoio da Honda, a Super Aguri melhorou as suas prestações, e em 2007 surpreendeu muita gente, conseguindo duas colocações nos pontos. Primeiro, um oitavo lugar em Barcelona, e depois um sexto lugar em Montreal, culminado com uma ultrapassagem espectacular... ao McLaren de Fernando Alonso. Estes resultados causaram ciume à própria Honda, pois nessa altura, a equipa principal... não tinha conseguido pontos. Mas na segunda metade da temporada, o chassis não se desenvolveu, aliado a problemas de tesouraria (um patrocinador falhou os pagamentos, ficando com dívidas de 30 milhões de euros), e Sato só ficou com quatro pontos, os unicos da história da Super Aguri.



Em 2008, Sato continuava na Super Aguri, ao lado de Anthony Davidson, seu companheiro na Formula 3 inglesa, e piloto de testes da Honda, mas os problemas da Super Aguri eram cada vez mais irresoluveis. Para piorar as coisas, a equipa principal da Honda exigiu que a sede cortasse de vez os apoios à Super Aguri, o que fez após o GP da Turquia, a quinta prova do campeonato. Resultado imediato, a equipa terminou as suas actividades.


A sua carreira na Formula 1: 93 Grandes Prémios, em sete temporadas (2002-08), um pódio, 44 pontos.


Com o final da Super Aguri, Sato foi falado para vários lugares, como um possivel substituto de Nelson Piquet Jr. na Renault, mas a última vez que o vimos foi nesta pré-temporada, a fazer vários testes ao serviço da Toro Rosso, num "shoot-out" que envolveu o suiço Sebastien Buemi e o francês Sebastien Bourdais. Contudo, depois de inicialmente ter sido dado como possivel segundo piloto da equipa, ao lado de Buemi, as noticias mais recentes não tem sido boas, falando-se que o piloto francês, tetra-campeão da extinta CART, poderá ter ficado com o lugar.


Fontes:


quinta-feira, 4 de dezembro de 2008

Noticias: Takuma Sato cada vez mais perto da Toro Rosso

O piloto japonês Takuma Sato, que já passou por equipas como Jordan, BAR Honda e Super Aguri, pode andar muito perto de regressar à formula 1 pela Toro Rosso, substituindo Sebastien Bourdais. A prova disso é que os responsáveis pela equipa de Faenza, a equipa B da Red Bull, o convidaram para uma nova bateria de testes em Jerez de la Frontera, marcada para a semana que vêm. Este vai ser a terceira vez que vai testar pela equipa este ano, depois da sua última equipa, a Super Aguri, ter entrado em falência.


"Vemos isto como um bom passo, mas nada está ainda decidido", referiu Matthew Winter, o manager de Sato, em declarações ao site inglês http://www.autosport.com/.


Na corrida pelos dois lugares na Toro Rosso para 2009 permanecem ainda, para além do japonês, o francês Sebastien Bourdais e o suiço Sebastien Buemi. O patrão da Red Bull, Dietrich Mateschitz, já deixou perceber há mais de uma semana, que um dos lugares deverá ser ocupado por Buemi, mas certezas só com a confirmação oficial. Até lá tudo são suposições...

quarta-feira, 3 de setembro de 2008

Rumor do dia: Coulthard pode abandonar a Formula 1 em Monza

Depois de ontem a Toro Rosso ter confirmado que Sebastien Buemi e Takuma Sato testarão na Toro Rosso, nos dias 16 a 19 deste mês, no circuito espanhol de Jerez de la Frontera, algo que já se falava desde a semana passada, fala-se agora que este teste tem outro objectivo, que é o de substituir David Coulthard a partir de Monza.

Desde ontem que surgiu um rumor de que o piloto escocês iria antecipar a sua reforma, anunciada desde Julho, altura do GP de Inglaterra, fazendo em Monza a sua última prova da sua carreira, sendo logo substituido por Sebastien Vettel, que viria da Toro Rosso. O teste da Toro Rosso serviria para saber quem ficaria com o lugar, daí a entrada de Sato nas contas, pois depois de Monza, as três corridas seguintes seriam no Oriente (Singapura, Japão e China).



Independentemente dos rumores, Sato mostra-se satisfeito com a oportunidade que lhe dão: "Estou muito feliz por ter oportunidade de regressar aos comandos de um Fórmula 1, depois da minha época ter sido, subitamente, concluída após o Grande Prémio da Espanha. Penso que será muito interessante testar por uma equipa que tanto tem evoluído nos últimos tempos", afirmou.


Mas outro dado tem que ser incluido nas contas: Sebastien Bourdais tem o seu lugar em jogo, pois o seu contrato ainda não foi renovado para a temporada de 2009, e as suas prestações, neste ano de estreia na Formula 1 tem sido decepcionantes, pois foi constantemente batido pelo jovem piloto alemão. Como Gerhard Berger e Dieter Maeschitz querem que a dupla da Toro Rosso seja uma mistura de juventude com experiência, Takuma Sato bem poderia ser a alternativa ao tetra-campeão da CART...

quarta-feira, 27 de agosto de 2008

Sato e Buemi vão testar pela Toro Rosso

Há já semanas que se sabe da existência de, pelo menos, um lugar vago na Toro Rosso (STR) para a temporada de 2009, e que esse lugar é bastante cobiçado por muitos pilotos. E que Gerhard Berger e Dieter Maeschitz, os donos da STR (com uma quota de 50 por cento cada um) querem uma dupla que mescla experiência com juventude. Ora, várias hipóteses surgiram durante as últimas semanas, entre os quais o suiço Sebastien Buemi e o japonês Takuma Sato.



Hoje, o site português Sportmotores afirmou que Sato e Buemi vão dfazer um "shoot-out" no circuito espanhol de Jerez de la Frontera de 17 a 19 de Setembro. Buemi, actualmente na GP2 e pertencente a Red Bull Academy Team, e Takuma Sato, japonês e sem emprego depois do colapso da Super Aguri, em Maio, vão experimentar o carro, para saber se ficam pelo menos com o lugar do alemão Sebastien Vettel, que vai para a Red Bull em 2009.

Posso confirmar que o Sebastien irá testar connosco em Jerez no próximo mês, mas isso não significa que será nosso piloto em 2009. Estamos à procura de um piloto para a próxima temporada e vamos avaliar o Sebastien Buemi, mas ele é piloto da Red Bull e é natural que ele teste connosco”, afirmou uma fonte da equipa.

Quanto a Sato, é uma boa hipótese, agora que o interesse pelo brasileiro Bruno Senna parece ter diminuido um pouco, pois não está previsto qualquer teste com ele nesta altura. ”Estamos em contacto com o Takuma, uma vez que procuramos um piloto, e ele é uma possibilidade para 2009. Poderá testar connosco em Jerez, mas isso não está confirmado. Quanto ao Bruno, neste momento, não mantemos qualquer contacto com ele”, afirmou a mesma fonte.



A temporada de 2008 ainda não acabou, mas a de 2009 já mexe.

segunda-feira, 26 de maio de 2008

Prazo: Três corridas!

Nelson Piquet Jr. tem a "corda na garganta": sem conseguir resultados de jeito desde que começou a temporada, é considerado um dos "flops", em conjunto com o alemão da Toyota Timo Glock, campeão da GP2 em 2007. Os rumores de que está a prazo começaram a surgir há algumas semanas, mas hoje, é real. Ou melhora seriamente em três corridas, ou então, será substituido por alguém mais capaz.


"Já esperava que me cobrassem pela falta de resultados, pois isso é normal", disse Nelsinho. As alternativas não são muitas, pois os seus pilotos de testes, Romain Grosjean e Lucas di Grassi, não têm muita experiência em monolugares. Então quem? Ora... Takuma Sato!


E porquê? Por vários motivos. É japonês, tem dinheiro e muita experiência. E também é muito popular no seu país, logo tem que correr em Suzuka. Caso venha para a Renault, é um piloto capaz de ajudar Alonso a desenvolver o R28, e também é um piloto que, em certas ocasiões, consegue pressionar o espanhol nas pistas que são mais do seu agrado.


Mas Sato não está sozinho. O seu ex-companheiro de equipa Anthony Davidson também está nesta corrida virtual por um lugar ocupado, mas ameaçado. Davidson mudou recentemente de "manager", que é agora Flavio Briatore, e isso pode ser importante para a carreira do piloto, que ao contrário de Sato, não está tão ligado à Honda.


Em suma: alternativas não faltam para Piquet, e se o brasileiro quiser ficar na Formula 1 por muitos e bons anos, como o seu pai, tem que melhorar, e já!

sexta-feira, 16 de maio de 2008

Os rumores do dia!

Se já ontem falei de que Nelson Piquet Jr. pode ter o lugar em perigo, devido aos maus resultado que tem tido nas primeiras cinco corridas do ano, hoje outro tipo de rumores circulam no "paddock" da Formula 1, todos com um mesmo nome: Takuma Sato.

O piloto japonês, ex-Super Aguri, pode ir para a Honda ainda antes do final do ano, substituindo Rubens Barrichello, que apesar de ter contrato até 2009, e de ter conseguido alcançar a marca dos 257 GP's, record que pertencia a Riccardo Patrese, está a não conseguir pontuar este ano, algo que Jenson Button já conseguiu em Barcelona.


Entretanto, a edição de hoje do jornal francês "AutoHebdo" afirma que a Renault quer fazer um "shootout" este Verão, no sentido de escolher um piloto mais capaz, em principio para 2009, mas a ideia de substituir Nelson Piquet Jr. o mais rápido possivel começa a ser real. Caso aconteça, Romain Grosjean seria um dos pilotos a testar. E Takuma Sato seria outro desses nomes para o "shootout"...


O que penso nisto tudo? Rumores e mais rumores! Uns mais idiotas do que outros, (Sato na Renault é o melhor de todos!), tudo para colocar (na minha opinião) o Sato de volta a um carro de Formula 1 o maus depressa possivel. Que o Rubinho e o Piquet não estão a ter o começo que se esperava, lá isso é certo, mas quererem dá-los como "despedidos" é meio caminho andado para a estupidez! Mas não há fumo sem fogo...