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sexta-feira, 7 de agosto de 2015

Os planos futuros da Mahindra

A Mahindra não teve uma primeira temporada fácil na Formula E em 2014. com Bruno Senna e Karun Chandhok como pilotos, a equipa indiana não conseguiu ter vitórias, pódios ou poles, conseguindo como melhor resultado um quarto lugar de Bruno Senna na segunda corrida de Londres. Em termos de Construtores, foram apenas oitavos no campeonato, superando apenas a Venturi e a Trulli, conseguindo apenas 58 pontos. Assim sendo, para a próxima temporada, decidiram fazer tudo de novo substituindo de parceiro, trocando a Carlin pela Campos, que assistiu a NEXTEV, a equipa chinesa que deu a Nelson Piquet Jr. o seu titulo de campeão. 

"Estamos felizes em anunciar a Campos como nosso fornecedor para a Mahindra na temporada 2015-16. A Mahindra e Campos começam a parceria com riqueza de conhecimento e experiência vindas da primeira temporada. Temos uma intenção clara de maximizar o desempenho do M2Electro e almejar resultados de ponta", começou por dizer o chefe da equipa indiano, Dilbagh Gill, na conferência de imprensa de apresentação da equipa para a temporada 2015-16.

"A Mahindra construiu nos últimos meses uma equipa que vai liderar esse projeto com serviços a serem providenciados pela Campos. Essa nova relação é muito diferente da do ano passado, já que a liderança da marca será a cargo da Mahindra.", continuou. 

"É uma parceria de longo prazo, que potencialmente vai desenvolver projetos fora da F-E. A Mahindra vai fornecer liderança técnica, e a Campos entra com a expertise em engenharia de corrida", concluiu Gill.

Do lado da Campos, o seu chefe, o ex-piloto Adrian Campos, referiu a nova parceria da seguinte forma: "Ser abordado por uma equipa com a ambição da Mahindra prova que merecemos uma reputação forte no paddock da Formula E. Com uma parceria com dois equipas esse ano, vamos trabalhar com o mesmo direcionamento e rigor que tivemos na primeira temporada."

"Estamos aqui para fornecer as habilidades e a experiência no sentido de tirar o melhor de ambos os pacotes. Nosso corpo de trabalho da Campos está a trabalhar com dedicação ao lado dos engenheiros da Mahindra e essa abordagem híbrida provou-se bastante benéfica ao testar o M2Electro", concluiu Campos.

Em termos de pilotos, Dilbagh Gill afirmou que tinha maiores expectativas em relação a Bruno Senna, nesta sua primeira temporada. "Tanto Karun quanto Bruno tiveram performances admiráveis nas suas próprias maneiras. Karun foi bem nas primeiras corridas, enquanto Bruno mostrou momentos de brilho durante a temporada. Do ponto de vista da equipa, gostaríamos definitivamente que Bruno tivesse sido mais consistente", referiu.

Em relação a quem ficará no lugar de Chandhok, quatro pilotos foram testados no mês passado em Espanha: o português Antonio Félix da Costa, o holandês Giedo Van der Garde, o italiano Giorgio Pantano e o britânico Adam Carroll.

sábado, 14 de junho de 2014

Youtube Endurance Crash (II): O acidente de Chandhok e de Munemann

Outro dos acidentes desta tarde em Le Mans aconteceu pouco depois do primeiro acidente entre o Ferrari, o Toyota e o Audi. Aqui, os acidentados foram o Zytek Motorsport de Karun Chandhok e o ORECA-Nissan de Michael Munemann, ambos LMP2, que foram apanhados pela carga de água que caiu naquele momento no circuito francês.

Isso fez com que o Safety Car ficasse ainda mais tempo na pista, não só para que a chuva passasse, mas também para limpar os destroços na pista.

segunda-feira, 26 de maio de 2014

Formula E: Mahindra corre com Chandhok e Bruno Senna

A Mahindra anunciou esta segunda feira a sua dupla para a temporada inaugural da Formula E com Karun Chandhok e Bruno Senna como pilotos. Curiosamente, repetirão a dupla da Hispania em 2010, na época inaugural dessa equipa na Formula 1. Esta tarde, em Bombaim, o carro da equipa indiana na nova competição elétrica da FIA foi apresentado ao público, com uma dupla que já deu provas dadas no passado.

"Karun e Bruno representam o equilíbrio perfeito entre a experiência e entusiasmo juvenil para este campeonato totalmente novo. Estou confiante de que ambos farão o seu melhor para representar a Mahindra no cenário mundial e toda a equipa irá buscar os melhores resultados desde o início do campeonato.", disse Dilbagh Gill, o diretor desportivo da marca.

Alejandro Agag, o diretor da competição, deu-lhes as boas vindas à competição: "Estou muito feliz em receber quer o Karun, quer o Bruno à Formula E. São pilotos que conheço há algum tempo, são muito talentosos e serão uma mais-valia para a Mahindra Racing e para a nossa competição", afirmou.

Sobre esta competição, Karun Chandhok declarou: "Estou muito animado por fazer parte da Mahindra Racing. A equipa está a mostrar os seus esforços na Fórmula E e é muito encorajador ver o apoio de altos membros do grupo para este programa. Para fazer parte da única equipa indiana nesta série é uma verdadeira honra para mim. Ele também vai ser um reencontro agradável para mim com o Bruno novamente. Ele é um dos meus amigos mais próximos do mundo automobilistico, nós respeitamos uns aos outros e trabalhar bem em conjunto que vai ser bom para o desenvolvimento da equipa. As corridas citadinas vão ser um grande espetáculo, e da qualidade de equipas e pilotos deverão garantir algumas corridas fantásticas".

Por seu lado, Bruno Senna não esconde o orgulho que é este novo desafio num campeonato totalmente novo: "Estou muito orgulhoso em fazer parte da Mahindra Racing. Há uma verdadeira ambição dentro da equipa em sermos líderes da Fórmula E desde a primeira corrida. É também uma perspectiva animadora para fazer parte desde o inicio de um campeonato tão revolucionário como este. Haverá muito o que aprender muito rapidamente, tanto para as equipas e pilotos, quer em termos de tecnologia, quer em termos de estilos de condução e para os fãs de corridas como a Fórmula E, vai popularizar um novo tipo de automobilismo em todo o mundo. Claro, eu já tenho um ótimo relacionamento com Karun que irá ajudar-nos a trabalhar juntos e mover a equipe para frente muito rapidamente.", concluiu.

A competição arranca no próximo dia 16 de setembro, em Pequim, numa competição que terminará em junho de 2015, depois de dez corridas espalhadas um pouco por todo o mundo.

quarta-feira, 8 de janeiro de 2014

Noticias: Formula E confirma oito pilotos no seu alinhamento

Oito pilotos, alguns deles com experiência de Formula 1, foram confirmados pela organização da Formula E para guiarem os seus monolugares na temporada inaugural da competição, a ter lugar em setembro do ano que vêm. Para além do brasileiro Lucas di Grassi e o japonês Takuma Sato, que já experimentaram e testaram o monolugar, outros seis piloto fizeram a mesma coisa, a saber: o suiço Sebastien Buemi, o francês Adrien Tambay (filho de Patrick Tambay), o americano Marco Andretti (filho de Michael Andretti e neto de Mário Andretti), o chinês Ma Qinghua, o indiano Karun Chandhok e o italiano Vitantonio Liuzzi.


Até agora não se sabe para onde vão todos estes pilotos, mas Alejandro Agag, o patrão da Formula E, está confiante nas escolhas: “Desde o início, nós nos preparamos para dar aos fãs grandes corridas ao redor do mundo e, para isso, você precisa de pilotos de alto calibre. Agora que anunciamos as dez marcas, todos querem saber quem serão os pilotos. Claro, não podemos confirmar os pilotos ainda, pois serão as equipas que escolherão seus pilotos. Contudo, esperamos oferecê-los um ‘pool’ de pilotos internacionais para escolherem”, começou por afirmar.

Também esperamos que isso mostre para os fãs, televisões e potenciais patrocinadores os nomes respeitados que a Formula E está a atrair, bem como o nível de pilotos que podem esperar”, completou.

Quanto aos pilotos, o suiço Sebastien Buemi, atualmente um dos terceiros pilotos da Red Bull e também piloto da Toyota, afirmou a importância que esta competição têm para ajudar o desenvolvimento dos carros de estrada: “O automobilismo deve ser visto como líder no desenvolvimento de novas tecnologias, então será ótimo ver como isso vai influenciar não somente o desporto, mas também o futuro dos carros de rua e o meio-ambiente”, comentou.

A Formula E vai ter a sua primeira corrida de sempre a 13 de setembro, num circuito urbano em Pequim. 

quarta-feira, 23 de outubro de 2013

A última vez que veremos a Índia

O subcontinente indiano têm cerca de mil milhões de pessoas, e tornou-se neste inicio do século XXI no segundo pais mais populoso do mundo, logo a seguir à China. E na última década e meia, está a abrir-se ao mundo em termos económicos e a mostrar o seu poder ao resto do mundo. E apesar da extrema pobreza existente, a classe média é tão grande do que, por exemplo, da Europa Ocidental, que têm uma percentagem de pobres bem mais baixa. E é isso que as grandes empresas e organizações vêm no país de Mahatma Gandhi, independente desde 1947.

Contudo, a Índia têm problemas graves para resolver. Apesar de ser uma democracia, o país batalha com grandes problemas, sendo a corrupção uma delas. A extraordinária burocracia existente, segundo contam alguns testemunhos, pode exasperar a paciência de monges, daí que muitos recorram a esse expediente para despachar alguns processos. Para além disso, há um certo orgulho nacionalista que faz com que certas ideias vindas de foram sejam pouco ou mal aceites. E parece que a Formula 1 é uma delas.

Este final de semana veremos o GP da Índia, e provavelmente será a última vez que a veremos em muito tempo. Sabe-se que não virá em 2014, alegando problemas orçamentais, com a promessa de que haveria um regresso em 2015. Mas pelo que leio esta semana, nem isso deverá acontecer: segundo o Joe Saward, o governo do estado de Uttar Pradesh, onde fica situado o circuito Jaypee, pediu aos tribunais para que retire à Formula 1 a isenção da taxa de entretenimento ao qual toda a gente está obrigada a pagar, sempre que alguém vai à Índia. É que para eles, a Formula 1 não é um desporto, e sim algo semelhante a um concerto de musica, por exemplo. Ou seja: 22 carros numa pista é o equivalente ao concerto de Justin Bieber ou de algum mega-artista de Bollywood.

A decisão não me surpreende de todo. Há uns meses, em agosto, o presidente da federação de automobilismo da Índia, Vicky Chandhok - o pai do Karun, já agora - queixava-se à Forbes India que graças às burocracias e a falta de apoio governamental, a Formula 1 estava a fugir de um pais que chegou a ter dois pilotos e têm uma equipa. Há algum entusiasmo, é certo, mas nunca houve magotes de gente a irem ao circuito e acampar nas imediações, por exemplo. E os bilhetes não são tão caros assim.

Eis o que ele disse na altura: "Daquilo que eu estou a entender, estão a tentar cobrar 1/19 avos porque existem 19 corridas, do qual se inclui a Índia.  E o mais estranho no meio disto tudo é que estão a querer taxar 1/19 avos das receitas [da Formula 1] e não dos lucros. Ora, neste campo, ou encorajamos a receber eventos desportivos, ou a largamos, como a que dizer 'vão para o Inferno'. Depois do que aconteceu nos Jogos da Commenwealth [realizados em outubro de 2010 em Delhi], fizemos um bom trabalho quando recebemos a Formula 1. É um motivo de orgulho e deveria ser tratado como tal.", começou por afirmar. 

"Um pouco por todo o mundo, todos os governos providenciam dinheiro para receber a Formula 1, com a excepção do Reino Unido e a Índia Eles o fazem porque reconhecem o seu valor em termos turísticos ou uma maneira de promover o seu país no estrangeiro. Aqui na Índia encontramos todas as formas possíveis de cobrar taxas alfandegárias de todo o tipo. Nós não estamos a dar as boas vindas, estamos a dizê-los que não são desejados.", concluiu. 

De uma certa forma, a acontecer, o desaparecimento definitivo da Índia do calendário até se torna numa bênção. Não só por ser um tilkódromo insonso, mas pelo facto da burocracia governamental não facilitar a vida a ninguém. Tirar um visto para estar lá é complicado, movimentar as bagagens para Nova Delhi também é um inferno, porque é um país onde o funcionário público é rei e senhor, e todos têm de ir à velocidade deles. E ao contrário de alguns países, onde fizeram leis para facilitar as coisas em relação ao "circo da Formula 1 - ironicamente, o Bahrein é uma delas - na Índia, todos têm de seguir a lei, por mais opressora que seja para a circulação de pessoas e bens. E num mundo onde o circo têm de estar ali num dia e noutro lugar noutro, um bando de chatos é a pior coisa que se pode ter. Então, é preferível cortar o mal pela raiz. Até ao dia em que mude a lei. 

quarta-feira, 25 de setembro de 2013

Youtube Motorsport Demonstration: os carros de James Hunt e Niki Lauda


Por causa de "Rush", apareceu agora um enorme interesse sobre os carros que Niki Lauda e James Hunt conduziram no filme e naquela temporada. Por causa disso, os ex-pilotos, agora comentaristas, Martin Brundle e Karun Chandhok decidiram ir à pista de Snetterton para experimentar um Ferrari e um McLaren contemporâneos: o modelo 312T, de 1974, que deu a Lauda a sua primeira vitória, no circuito de Jarama; e o McLaren M26 de 1977, que deu a Hunt a sua última vitória da carreira, em Mont Fuji.

Vi isto no José Inácio. 

quarta-feira, 7 de agosto de 2013

Entender a saída da corrida indiana do calendário de 2014

Já se sabe desde a segunda-feira passada que o GP da Índia não estará no calendário em 2014, com o próprio Bernie Ecclestone a fazer o anuncio e a justificar a razão dessa supressão por "motivos de agenda". A ideia inicial era que Bernie queria a corrida para o inicio do ano, provavelmente entre as corridas da China e do Bahrein, mas com isso a acontecer poucos meses depois deste Grande Prémio, correria o risco de ser altamente inviável.

Mas este episódio de "abandono temporário" da corrida indiana (eles prometem que regressará em 2015) levanta algumas questões sobre a necessidade - ou a viabilidade, se quiserem - de ter uma corrida no subcontinente indiano. É certo que é um país extremamente populoso - mais de mil milhões de habitantes, pouco menos do que a China - mas ao contrário do Império do Meio, existem imensas diferenças para além do fato de serem mercados com enorme potencial consumidor. Sim, a Índia é felizmente uma democracia, mas têm enormes bolsas de pobreza e a sua administração pública é conhecida por ser enormemente burocrática, ineficaz e corrupta.

E tudo isso é descrito pelos jornalistas que querem acompanhar o GP da Índia: a burocracia para tirar um visto é enorme e não facilita de modo algum. Muitas pessoas conseguem o visto mágico "in extremis", a poucos dias da corrida e é graças a favores de A ou B, através de conhecimentos de este e aquele amigo que lhe deve um favor, etc e tal, e lá conseguem o que querem. O que te faz pensar que muito provavelmente, a intervenção de algumas "verdinhas" não ajudaram a desbloquear a coisa.

Mas não é só esse problema que tem esbranquiçado ainda mais os cabelos do "anãozinho tenebroso". Tem a haver com outro problema. O governo indiano têm uma lei que obriga a todos os espectáculos desportivos que ocorram em solo indiano sejam obrigados a pagar uma taxa, neste caso em particular, 1/19 avos. Só que Ecclestone e as autoridades de Nova Delhi estão em desacordo com a interpretação dessa lei. Eles querem 1/19 avos... de todos os lucros da Formula 1, enquanto que Ecclestone quer, claro, cobrar 1/19 avos dos lucros da corrida indiana.

Sobre isso, o presidente da Federação Indiana, Vicky Chandhok (pai do Karun Chandhok) queixou-se sobre esse assunto numa entrevista à Forbes India:

"Daquilo que eu estou a entender, estão a tentar cobrar 1/19 avos porque existem 19 corridas, do qual se inclui a Índia  E o mais estranho no meio disto tudo é que estão a querer taxar 1/19 avos das receitas [da Formula 1] e não dos lucros. Ora, neste campo, ou encorajamos a receber eventos desportivos, ou a largamos, como a que dizer 'vão para o Inferno'. Depois do que aconteceu nos Jogos da Commenwealth [realizados em outubro de 2010 em Delhi], fizemos um bom trabalho quando recebemos a Formula 1. É um motivo de orgulho e deveria ser tratado como tal.", começou por afirmar.

"Um pouco por todo o mundo, todos os governos providenciam dinheiro para receber a Formula 1, com a excepção do Reino Unido e a Índia  Eles o fazem porque reconhecem o seu valor em termos turísticos ou uma maneira de promover o seu país no estrangeiro. Aqui na Índia  encontramos todas as formas possíveis de cobrar taxas alfandegárias de todo o tipo. Nós não estamos a dar as boas vindas, estamos a dizê-los que não são desejados.", concluiu.

O exemplo dado por Chandhok sénior deu pode-se explicar em poucas linhas: após a realização dos Jogos da Commenwealth, os equivalentes ingleses dos Jogos Olímpicos, toneladas de equipamentos, especialmente vindos da BBC, ficaram retidos na alfândega durante mais de um ano pelo fato de as autoridades alfandegárias locais cobrarem taxas que julgavam à partida que não seriam cobradas nessa altura. Ambos os lados se mostraram irredutíveis durante muito tempo, até que a situação foi desbloqueada, aparentemente com intervenção governamental.

Quanto a quem é que paga as despesas da corrida, é certo que será o Jaypee Group, uma entidade privada, que cobra as despesas de acolher a corrida. Mas Chandhok afirma que isso não acontecerá para todo o sempre: "Eu não espero que a Jaypee Group financie isto para todo o sempre. E sobre o assunto dos apoios governamentais, sinceramente, só com um milagre", declarou.

De uma certa maneira, as queixas sobre esse assunto resumem-se a uma frase: a Formula 1 é um desporto ou um espectáculo? Claro que se pode discutir isso de modo filosófico ou sociológico (do género debordiano do espectáculo contemporâneo), mas na Índia, a questão tem a ver com as taxas. No país que viu nascer Mahatma Gandhi, se for um espectáculo semelhante a um concerto de musica, seja ele ocidental ou de Bollywood, não necessita dos subsídios governamentais e como tal, não necessita de algum tipo de isenção de taxas. Bem pelo contrário. E o que Chandhok sénior quer dizer é que isto... não dá dinheiro. Daí que o Jaypee Group ter chegado a um acordo com Ecclestone para que em 2014, façam uma pausa e voltem em 2015, numa outra data.

Mas isso levanta outra questão: como é que eles chegaram a este tipo de acordo, algo que seria impensável na Europa ou em certas partes da Ásia? A razão é simples: porque Ecclestone quer mais a Índia do que os indianos querem a Formula 1. Resta saber até quando é que vai continuar a suportar as burocracias e as taxas indianas.

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

Impostos e vistos, ou como o GP da India se transforma num inferno

Ainda não comecei a ver com "olhos de ver" o GP da India porque acho que estamos ainda muito longe do dia da sua corrida. Porém, ando a ver com atenção as noticias que vêm do subcontinente, por causa dos vários problemas que tem surgido. Já falei sobre as ameaças dos camponeses locais de perturbarem a corrida, mas esta semana, duas noticias tem surgido a lume sobre o Grande Prémio. Primeiro, tem a ver com impostos e o segundo, com os vistos.

O primeiro caso é engraçado: segundo o jornal "The Times of India" as autoridades locais querem taxar os organizadores, pilotos e equipas com o pagamento de um imposto local porque eles classificam este evento como... entretenimento, como se fosse, por exemplo, um concerto musical, e não um acontecimento desportivo, que não paga imposto. Os indianos - que devem ser ou muito espertos ou muito burros - querem cobrar o equivalente a 600 milhões de rupias (à volta de 16 milhões de euros) em impostos de presença e transporte de material, algo que nunca foi feito na história da modalidade.

Assim, a Jaypee, empresa proprietária e organizadora do Grande Prémio, quer chegar a um acordo com o governo local para que lhe dê uma espécie de "zona de exclusão tributária" através de um acordo semelhante que a Formula 1 tem com o governo de Singapura, assinado em 2008. E Martin Whitmarsh, o presidente da FOTA e dirigente da McLaren, já avisou que apesar de desejar um acordo, não querem ir para um lugar "onde seremos penalizados".

Para piorar as coisas, hoje surgiu novo problema, que tem a ver com os vistos. O mesmo "The Times of India" afirma na sua edição de hoje que alguns membros da Hispania F1 e um dos pilotos, Nico Rosberg, tiveram os seus pedidos de vistos negados pelas autoridades locais. E mesmo pilotos de lá, como Karun Chandhok, já reclamam: "Acabei de voltar de Monza, onde as pessoas ficavam reclamando do quão difícil é obter o viso de viagem para a Índia", afirmou ao jornal.

E esse problema burocrático está a fazer perder a paciência das autoridades automobilisticas. Matteo Boncianni, acessor de imprensa da FIA, já avisou: "Se o governo levar três semanas para processar um pedido de visto, quase 90 por cento das pessoas da F1, eu incluido, não estará presente nesta corrida".

Aparentemente, à medida que se aproxima o fatídico dia 30 de outubro, estamos cada vez mais atentos e mais esta novela que anda a surgir. Mas como tem a ver com a India, vamos chamar de "filme de Bollywood"...

sexta-feira, 12 de agosto de 2011

As polémicas e dúvidas sobre o GP da India


Faltam dois meses e meio para acolher o primeiro GP da India da história da Formula 1, mas as coisas andam agitadas para aqueles lados. Depois de os agricultores locais terem ameaçado perturbar as obras do GP indiano, ameaçando até que irão desmantelá-lo, para que o governo local os compense devidamente pelas terras que perderam, surgem noticias de que as obras do circuito de Buddh poderão estar atrasadas, a pouco mais de três semanas da primeira visita dos inspectores da FIA. O aviso vem de Vijay Mallya, que afirmou: "O circuito de Buddh não está cem por cento pronto para a Formula 1".

É possível que as instalações não estejam 100% [finalizadas], como as bancadas para os espectadores. Há áreas técnicas, as boxes, o paddock e, presumo, a pista, que estão praticamente prontas”, explica o dono da Force India numa entrevista à ESPN.com.br.

Algumas instalações para os espectadores podem não estar completas, mas não existem quaisquer razões para que não aconteça a corrida. Os promotores do evento, que são também os seus proprietários, confiam que tudo estará pronto a tempo. Contudo será Charlie [Whitting] que terá a última palavra”, concluiu.

A inspeção de Charlie Whitting, previsto inicialmente para esta semana, tinha sido atrasado para setembro a pedido do presidente da federação indiana, Vicky Chandhok, que é também... o pai de Karun Chandhok. Este diz que a razão do adiamento tem a ver com "razões puramente administrativas". Contudo, as palavras de Mallya podem ser lidas de outra forma, pois as relações entre ele e Chandhok sénior nunca foram boas.

Um ano depois da Coreia do Sul, aí vêm a mesma novela: será que a pista estará pronta a tempo? Ou isto tudo não passa de um conflito de egos, que estão determinados de destruir a reputação um do outro? O tempo dirá.

quinta-feira, 21 de julho de 2011

Espelho meu, espelho meu, quem é mais indiano do que eu?

Digam o que disserem, que o Trulli está velho e prepara a retirada, que o Tony Fernandes quis dar uma oportunidade ao Chandhok, que estava no contrato, etc, estou plenamente convencido que a inesperada noticia da mudança de pilotos na Team Lotus de Jarno Trulli para o indiano Karun Chandhok, não foi mais do que uma teimosia entre dois patrões, para demonstrar quem é o que mais contribui para o prestigio do subcontinente: se Mallya, nascido e criado na zona de Bombaim, ou se Fernandes, malaio no BI, mas de origem goesa.

A minha suspeita em relação aos verdadeiros motivos por trás desta decisão tem a ver com as trocas de declarações na imprensa, não entre os dois patrões de equipa (que também tem), mas entre Mallya e Chandhok, e também Narain Kartikeyan. É certo que Mallya está nisto há mais tempo que Fernandes, mas também é sabido que teve mais do que tempo para colocar um desses pilotos nos seus Force India.

A polémica começou no final de semana do GP da Grã-Bretanha, quando Mallya afirmou não compreender o fato de porque é que Narain Karthikeyan e Karun Chandhok quererem competir em equipas do fundo da tabela como a Hispania e a Lotus. "[Tenho] muita pena dos atuais pilotos indianos na Fórmula 1, já que estão a conseguir lugares em equipas que claramente não conseguem competir. Se é isso que querem, pilotar apenas por pilotar um F1 e andar no fundo da grelha, não posso fazer nada quanto a isso".

Chandhok não perdeu muito tempo e respondeu no dia a seguir: "Penso que é um pouco triste que num momento o presidente da Autoridade Desportiva indiana esteja a falar do quanto fez pelos pilotos indianos e depois, no seguinte, critique os dois únicos pilotos indianos na Fórmula 1", começou por referir à Agência Reuters.

E continuou: "Se vão criticar as pessoas, ao menos que o façam com factos. Nunca tendo eu ou o Narain testado um dos carros da sua equipa, ele não tem todos os factos. Compreendo a necessidade de encontrar a próxima grande estrela indiana e uso a expressão 'próxima', não primeira, e a necessidade de criar mais pilotos indianos para a F1. Mas não vão conseguir encontrá-lo ao fazerem eventos em karts de aluguer com motores a quatro tempos em pistas de 400 metros feitas de cimento", acrescentou.

Já agora, o desaguisado entre Mallya e Chandhok tem algum tempo, mas começou com o pai de Chandhok, ex-piloto e dirigente da Federação Indiana de Automobilismo. De costas voltadas há mais de uma década, o filho sofre por tabela e é por isso que nunca foi considerado para ser piloto de testes da Force India, por exemplo.

Mas curiosamente, esta não é a primeira vez que há polémica entre a Team Lotus e a Force India. No ano passado, ambos tiveram processos em tribunal devido a alegadas cópias dos seus chassis, que foram desenhadas com a ajuda de Mike Gascoyne - ex-funcionário da Force India - e da Aerolab, firma que ajudou a desenhar o T128, o primeiro chassis da Lotus desde o seu regresso. O processo foi ganho pela Lotus e Tony Fernandes, que conseguiram provar que o chassis nada teve a ver com o da outra equipa.

Em suma, este pode ser mais um episódio nesta guerra lateral entre dois "indianos", mas que dá umas linhas na imprensa, dá. Afinal de contas, são os egos orgulhosos de um subcontinente que estão em jogo.

Já agora, de estas especulações para outras: o jornalista francês Christophe Malbranque, da TF1, falou esta tarde no seu Twitter que esta pode não ser a unica corrida de Chandhok em 2011: pode havar mais duas participações antes do GP da India, a 30 de outubro, onde ele estará ao volante do Lotus verde e amarelo. Quanto ao Trulli, pode estar em cima da mesa um contrato para 2012, desconhecendo-se se será como piloto titular...

Noticias: Chandhok substitui Trulli na Lotus em Nurburgring

A Team Lotus anunciou esta manhã que irá substituir o italiano Jarno Trulli pelo indiano Karun Chandhok no GP da Alemanha, que decorrerá esta semana no traçado de Nurburgring. A decisão foi tomada de modo surpreendente, dado que Trulli não teve qualquer motivo de saúde aparente ou de discussões no seio da equipa. Mas isto também pode ser um sinal de que o veterano italiano, que fez 37 anos no passado dia 13, esteja já a planear a sua retirada.

Tony Fernandes, o patrão da Lotus, afirma que tal substituição será meramente pontual: "Desde que conheci o Karun, sempre fiquei impressionado com o seu comportamento. Tem talento, paixão pela modalidade e oferece à equipa grande energia pelo que estou encantado em poder oferecer-lhe esta oportunidade de nos dar ainda mais valor dentro do cockpit durante todo o fim de semana."

Chandhok, atualmente com 27 anos, correu na GP2 durante três temporadas, uma delas na Ocean, ao lado de Alvaro Parente - e constantemente batido pelo piloto português - e no ano passado correu parte da temporada ao serviço da Hispania, onde a sua melhor posição de sempre foram dois 14º lugares, em Melbourne e no Mónaco. Este ano está na Lotus como um dos piloto de testes, ao lado do italiano Davide Valsecchi, do brasileiro Luiz Razia e do luso-angolano Ricardo Teixeira.

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

5ª Coluna: Os novatos de 2010

Gostaria de falar sobre a salganhada das Lotus, mas para confesso que já estou "de saco cheio" com toda esta polémica. Portanto, a melhor maneira de me afastar (pelo menos temporariamente) de tudo isto é continuar com aquilo que fiz na semana passada: um balanço do ano. E esta semana vou falar dos que se estrearam este ano na categoria máxima do automobilismo, ou seja, todos menos o Kamui Kobayashi...

Foram cinco os estreantes na categoria máxima do automobilismo, e um deles foi uma estreia absoluta, pois é o primeiro do seu pais em toda a história da Formula 1, e no balanço geral, os novatos não conseguiram qualquer vitória ou pódio, mas conseguiram uma pole-position e uma volta mais rápida, pelo menos os que corriam em máquinas do meio do pelotão. E quais deles é que ficam para 2011? Pelo menos um está garantido, embora pelas razões que não deveria ser, num mundo perfeito.

1 - Nico Hulkenberg

Foi o campeão da GP2 em 2009, e um dos raros que venceram o campeonato logo no seu primeiro ano. Aterrou numa Williams que à partida parecia estar numa lenta espiral descendente, com motores Cosworth e uma dupla totalmente nova, ainda por cima tendo como companheiro um veteranissimo como Rubens Barrichello. Mas numa equipa à partida sem nada a perder, conseguiu aprender bem nesta temporada dificil para os lados de Grove. Um sexto lugar como melhor resultado na classificação e a surpreendente pole-position no Brasil (a primeira da Williams desde 2005) são os cartões de visita deste seu ano de estreia, onde demonstrou que conseguiu adaptar-se bem e tem potencial para ser campeão, tal como aconteceu nas formulas de promoção.

Hulkenberg é acessorado por Willi Webber, que foi o manager de Michael Schumacher, e parece que acredita no potencial deste rapaz. O chato foi que ele foi vitima do poder do dinheiro, sempre cruel para aqueles cujo talento é inversamente proporcional ao recheio da carteira. Se há algo que possa servir de consolo, são duas coisas: vai ser substituido pelo campeão de 2010 da GP2, e parece que as grandes equipas estão atentas a ele, nem que sirva para ser terceiro piloto em 2011. Se o pior acontecer, o segundo piloto dessa equipa vai ter a vida dificultada...

2 - Vitaly Petrov

Der no que der, Vitaly Petrov entrou na história do automobilismo: é o primeiro russo de sempre na Formula 1. Tal como fez Satoru Nakajima há mais de vinte anos pelo Japão, Vitaly Petrov fez despertar os russos para o automobilismo. Especialmente os com muito dinheiro... Ainda há muitas desconfianças sobre a sua capacidade de condução, pois a sua rapidez é tão boa como a sua propensão ao desastre (vide Suzuka) mas quando não partiu carros, conseguiu marcar pontos e bons resultados. Um quinto lugar na Hungria e um sexto lugar em Abu Dhabi, onde conseguiu "impedir" Fernando Alonso de alcançar o título são os melhores momentos do russo, bem como a sua volta mais rápida na Turquia.

Contudo, a sua impulsividade não convenceu muito os criticos, que acreditam na ideia que, a ficar um segundo ano na Formula 1, é mais devido ao peso dos seus rublos do que propriamente no seu talento refinado. Numa Renault que vai mudar de nome, e que precisa de dinheiro como precisa de pão para a boca, manter Vitaly Petrov é um precioso seguro de vida, esperando que ele consiga preservar o carro por mais vezes em 2011. E que aprenda a portar-se melhor em pista.

3 - Lucas di Grassi

O Brasil estreou este ano dois pilotos. Lucas di Grassi, que durante muito tempo foi piloto de reserva da Renault, depois de três anos na GP2, finalmente teve a sua oportunidade na formula 1, através da estreante Virgin. Sem grandes oportunidades para fazer bonito, ou seja, chegar ao "top ten", esforçou-se para chegar o mais longe possivel com o carro que tinha. Não comprometeu muito e deu luta a Timo Glock, mas apesar disso, pode vir a sofrer do mesmo problema de Hulkenberg: a falta de um patrocinador forte. Caso nao fosse, seria interessante vê-lo numa segunda temporada na categoria mais alta do automobilismo numa Virgin desenhada por computador...

4 - Bruno Senna

Um piloto com apenas cinco temporadas em monolugares, e carregando um dos sobrenomes mais famosos do automobilismo, deveria ser um excelente chamariz para quem quisesse patrociná-lo. Pelo menos assim deve ter pensado Adrian Campos, quando o contratou. Só que no final de 2009, tinha conseguido "zero" e veria o projecto ir abaixo antes de começar, caso não aparecesse pelo caminho José Ramon Carabante e Collin Kolles para o salvar. Os novos donos mantiveram Bruno Senna e ele até trouxe uma carga razoável de patrocinios. Contudo, a temporada do brasileiro não foi grande coisa na pior máquina do pelotão. Sem desenvolver o carro, o máximo que podia fazer era bater o seu companheiro... e confiar na sorte.

Dos três companheiros que teve, Karun Chandhok, Sakon Yamamoto e Christian Klien, teve mais dificuldade em bater o austriaco, nas três corridas em que esteve presente, mais para o final da época. De resto, fez o que competia, numa máquina absolutamente limitada. Mas neste ar rarefeito, não conseguiu convencer o suficiente para "dar o salto". Falou-se que andou em conversações com a Lotus (qual delas, não sei...), mas parece que não deram em nada. Se a Hispania continuar em 2011, provavelmente até seria de bom tom permanecer por lá, nem que seja para dizer que existe. Mas não creio que queira desperdiçar o seu já pouco capital por ali...

5 - Karun Chandhok

O segundo indiano na história da Formula 1 teve a preciosa ajuda do seu "manager", um tal de Bernie Ecclestone, e arranjou alguns preciosos milhões para ajudar a compôr o orçamento da Hispania, mas na metade da temporada a que teve direito, antes de ser colocado de lado pelos ienes japoneses de Sakon Yamamoto, até cumpriu, sem deslumbrar. Mas provavelmente, se não for o peso das suas rupias, não creio que vejamos mais a cara de Chandhok numa equipa de Formula 1, nem mesmo na Force India...

Por hoje é tudo. Queria ver se na semana que vem fazia uma análise às equipas, isto é, se a actualidade automobilistica não me surpreender, não é? Até lá.

segunda-feira, 6 de setembro de 2010

Youtube Formula One: As primeiras voltas de Yeongnam



Faltam cerca de 45 dias para o GP da Coreia do Sul, e nem tudo está pronto por lá, mas neste fim de semana, um Red Bull pilotado por Karun Chandhok, ex-piloto da Hispania, foi a Yeongnam, para dar as primeiras voltas ao circuito. Ainda falta uma camada de asfalto, as máquinas ainda andam por ali a não se vêm guard-rails, por exemplo. Mas aparentemente, aquilo que o Bernie Ecclestone quer, o Tio Bernie consegue. E claro, os organizadores fazem o impossivel para ter tudo pronto a tempo.

Quanto ao circuito em si, é o tipico tilkódromo: uma parte muito rápida, outra parte muito sinuosa. Da linha de chegada até à curva cinco, é sempre a fundo, intercalado por uma cortada à direita, quase em noventa graus, com uma área de escape grande. Só espero que não chova no dia 24 de Outubro...

Quanto à parte sinuosa, a sensação que fica é que os carros poderão andar muito tempo em fila indiana, até que tenham uma oportunidade de passar. Também vi os muros altos ao lado da pista, dando uma ideia de estreiteza. Estarão ali no fim de semana da corrida? Se sim, então ficarei com a sensação de que parece ser um circuito de rua...

Veremos. Até ao dia 24 do próximo mês, vejam este video para ficarem com uma boa ou má ideia do que aí vêm.

sexta-feira, 16 de julho de 2010

Noticias: Hispania troca Chandhok por Yamamoto

Acho que esta noticia demonstra cada vez mais que das duas uma: ou andam mesmo desesperados de dinheiro, ou então que Colin Kolles anda a fazer as coisas à sua maneira. A Hispania anunciou esta tarde que o indiano Karun Chandhok será substituido pelo japonês Sakon Yamamoto no fim de semana do GP alemão, no circuito de Hockenheim.

"Após Sakon Yamamoto ter uma performance muito positiva em Silverstone, a equipe decidiu dar ao piloto japonês a oportunidade de correr ao lado de Bruno Senna", disse a Hispania, no seu comunicado à imprensa. "Karun Chandhok é ainda parte da família Hispania e deve estar no carro para mais corridas nesta temporada", completou.

Yamamoto teve uma oportunidade inesperada no GP da Grã-Bretanha quando Colin Kolles substituiu Bruno Senna pelo japonês, após algumas divergências em relação à condução da equipa. Largou da última posição e terminou em 20º na classificação geral. A substituição de chandhok por Yamamoto, muito provavelmente tem a ver com o dinheiro que o japonês traz para a equipa, no qual se falam de valores próximos dos cinco milhões de dólares.

A continuar assim, não os vejo a andar por aqui por esta altura, dentro de um ano.

quarta-feira, 26 de maio de 2010

Noticias: Dallara e Hispania cessam colaboração

Era uma noticia relativamente esperada: Dallara e Hispania Racing (HRT) decidiram separar-se, após pouco mais de meio ano de colaboração. Um comunicado emitido esta manhã confirmou os rumores que se ouviam desde há alguns meses.

"Os dois parceiros experimentaram um início desafiante do Mundial de Fórmula 1 de 2010, em que toda a gente na Dallara Automobili S.p.A. trabalhou arduamente numa luta contra o tempo para [a HRT] estar pronta para a prova inaugural do campeonato, no Bahrein. A persistência e determinação deram resultados na medida em que a HRT chegou à grelha de partida do Bahrein pronta para competir. Após seis rondas no campeonato de 2010, a HRT e a Dallara acordaram que aquilo que foi alcançado em tão curto espaço de tempo foi mais do que poderia ter sido razoavelmente esperado. As duas partes desejam a melhor das felicidades mutuamente em todos os seus projectos futuros", referiu.

De uma certa maneira, é o final esperado de uma relação conturbada, especialmenmte após o fracasso do projecto Campos, dos atrasos na construção do chassis e nas tensões entre Collin Kolles e Gianpaolo Dallara, o homem por detrás da firma. E claro, os resultados feitos por Bruno Senna e Karun Chandhok. Sem desenvolvimentos no chassis, nada feito...

Assim, em 2011, a equipa vai fazer o seu próprio chassis. Pelo menos é o que dizem, pois claro, as dúvidas sobre a continuidade do projecto continuam a pairar no ar.

quinta-feira, 1 de abril de 2010

Formula 1 em Cartoons - Marcelo F1 (pré-Malásia)

Desta vez é o Marcelo F1 (e não o Marcos Antônio da GP Series, como noticiara anteriormente, desculpem lá aos visados!) para demonstrar que na Hispania Racing Team as dificuldades não são só quando entram dentro do carro para correr no fim de semana das corridas. Também é quando os pilotos querem descontrair entre elas, como se demonstra nesta fotografia e se vêm os apuros que passam Bruno Senna e Karun Chandhok...

quinta-feira, 4 de março de 2010

Apresentações: Hispania Racing Team

Depois de muitas especulações e uma luta contra o relógio para ter o carro pronto para a primeira corrida do ano, no Bahrein, eis a última apresentação de 2010: a ex-Campos, agora Hispania Racing Team, de Jose Ramon Carabante, com o seu chassis Dallara e motor Cosworth, liderado por Colin Kolles e terá como pilotos o brasileiro Bruno Senna e o indiano Karun Chandhok.

A apresentação da primeira equipa espanhola na Formula 1 foi na sede da Hispania, em Murcia, com todo o "staff" da equipa. Bruno Senna, o primeiro piloto confirmado em Novembro, falou sobre as expectativas que tem para esta sua primeira temporada na Formula 1, 26 anos depois da estreia so seu tio Ayrton.

"Este será o primeiro ano meu e da equipa na Fórmula 1. Mas vejo que o clima aqui está muito bom e poderei concentrar a 100 por cento na pista. Até me sinto meio que um veterano, já que vi o carro pela primeira vez em Novembro e depois fiz os ajustes do banco. O carro tem umas idéias legais. Mas, claro, temos um longo trabalho pela frente, uma vez que não participamos dos testes de inverno na Espanha. Continuo com a expectativa inicial. Acredito que uma meta realista será brigar para ser a melhor das pequenas e tentar terminar sempre que possível na zona de pontos", comentou Bruno, em declarações captadas pelo site F1 Mania.

Quanto às novas regras de 2010, que aboliram os reabastecimentos, Senna relativiza esse assunto: "Acredito que toda vez que as regras são alteradas quem se beneficia são as equipes e os pilotos novos. Seria muito mais difícil começar com o regulamento do ano passado. Mas isso não significa uma vantagem muito grande. Também teremos de desenvolver o carro e o ritmo dos pilotos para condições que variarão demais ao longo das corridas, por causa das diferenças de peso e condições dos pneus. Ainda bem que sempre aprendi rápido", brincou.

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

Rumor do dia: Karun Chandhok será piloto da Campos

Pode ser um rumor, mas parece que está mais para o confirmado: o indiano Karun Chandhok pode ter assinado por estes dias pela Campos Meta, a equipa que era de Adrian Campos, e que mudou de proprietário, com Colin Kolles como director desportivo. A ser verdade, Chandhok será o segundo piloto indiano na história da Formula 1, depois de Narain Karthikayean, em 2005, e voltará a ser companheiro de Bruno Senna, pois correram juntos pela iSport em 2008, na GP2.

Chandhok, de 26 anos e que foi copiosamente batido por Alvaro Parente quando foram companheiros de equipa da Ocean na GP2 de 2009, tem como "manager" nada mais, nada menos que... Bernie Ecclestone. Aparentemente, Chandhok tem uma boa carteira que lhe permite pagar a vaga na equipa durante a temporada.

Nascido a 19 de Janeiro de 1984, Chandhok começou a correr em monolugares em 2000, na sua India natal. Depois foi para a Formula Asia, em 2001, vencendo o campeonato, para ir logo a seguir para a Formula 3 britânica, onde andou durante três temporadas, com alguns bons resultados. Em 2005 vai para a World Series by Renault 3.5, e no final do ano é piloto da A1GP Team India, correndo em duas jornadas duplas. Em 2006 corre na Formula V6 Asia, onde se sagra campeão, e a partir de 2007 está na GP2. Primeiro na Durango, onde consegue uma vitória em Spa-Francochamps e 16 pontos, depois na iSport, onde vence uma corrida e mais dois pódios, conseguindo 31 pontos e o décimo posto no campeonato, e por fim em 2009, pela Ocean, obtêm um pódio e uma volta mais rápida, terminando com dez pontos.

domingo, 13 de setembro de 2009

GP2 - Ronda 10, Itália (Corrida 2)

Depois de uma corrida louca na tarde de ontem, à chuva, hoje de manhã poderia ser uma etapa decisiva nas aspirações de Nico Hulkenberg na conquista do título da GP2 em 2009, caso conseguisse pontuar e o russo Vitaly Petrov não chegasse ao fim. No final, numa corrida ganha pelo brasileiro Luiz Razia, o primeiro e de um pódio duplamente brasileiro, já que Lucas di Grassi foi o segundo. Nico Hulkenberg foi o terceiro, e com Vitaly Petrov na quinta posição, o piloto alemão conseguiu os pontos suficientes para ser campeão, a duas provas do final do campeonato.

Para Alvaro Parente, os azares e as desilusões não paravam de somar. Depois de um "drive through" na corrida de Sábado, que lhe tirou um pódio certo e o fez cair para o sétimo lugar, o excesso de velocidade nesse "drive through" fez com que os comissários o penalizassem em 25 segundos e o relegassem para a 12ª posição e tirassem a hipótese de largar na primeira fila da grelha. Quem beneficiou disso foi... Razia.

Contudo, a segunda corrida recuperou algumas posições e já era sétimo classificado quando atacava o sexto lugar de Gierdo van der Garde, o último lugar pontuável, quando este se desviou para a esquerda numa travagem. Tentando evitá-lo, foi para a relva, fez um pião e desistiu. Zero pontos para o piloto português, apesar da grande exibição...

Agora, semana que vem é o encerramento do campeonato de 2009, no Autódromo de Portimão, no Algarve, o unico fim de semana que não é realizado em paralelo com a Formula 1. Com o título decidido, o que importa agora é a luta pela vitória!

sexta-feira, 28 de agosto de 2009

GP 2 - Ronda 9, Belgica (Qualificação)

A qualificação para a corrida da GP2 no circuito de Spa-Francochamps, ue decorreu esta tarde, foi histórica para as cores portuguesas, pois pela primeira vez na história desta categoria, um piloto português, numa equipa portuguesa, conseguiu fazer a pole-position. O feito foi conseguido por Alvaro Parente, na sua Ocean Racing Tech, que bateu no último segundo o brasileiro Lucas Di Grassi, da Racing Engineering.

Depois de ter sido segundo na sessão de treinos livres desta manhã, demonstrando não só uma à vontade neste circuito, como também uma boa afinação no seu carro, na qualificação desta tarde esteve sempre nas primeiras posições, conseguindo quase em cima da hora a pole-position com um registo em 1.54,970 segundos, relegando o brasileiro Lucas di Grassi para o segundo lugar, a 0,080 segundos.

O actual lider do campeonato, o alemão Nico Hulkenberg, ficou na terceira posição, mas o seu maior rival, o russo Vitaly Petrov, da Addax, não ficou muito longe, pois foi o quinto classificado da grelha, imediatamente à frente do segundo piloto da ORT, o indiano Karun Chandhok. Entre Hulkenberg e Petrov, na quarta posição, esteve outro brasileiro, Diego Nunes, da iSport.


O fim de semana belga está a ser marcado pela polémica relativa à Coloni. Depois de giancarlo Fisichella ter vendido a sua parte, a equipa foi impedida de se treinar por ordem judicial, agindo em nome de Andy Soucek, que actualmente corre na Formula 2 e na Superleague Formula. Os carros foram apreendidos e levados para local desconhecido, e ambos os pilotos não marcaram quaisquer tempo, desconhecendo se os pilotos da equipa, o austro-arabe Andreas Zuber e o brasileiro Luiz Razia, poderão alinhar na corrida de amanhã.


Este diferendo teve início no inicio de 2008, quando o piloto espanhol tinha sido contratado, mas posteriormente excluído da equipa antes da ronda de abertura do campeonato, em Barcelona, após ter feito o pagamento da primeira tranche do acordo. Posterormente continuou essa época na Supernova, sendo então companheiro de Alvaro Parente.