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quinta-feira, 22 de novembro de 2018

Regressos, mas não de campeões (parte 1)

O regresso de Robert Kubica à Formula 1 é de saudar, oito anos depois do seu acidente no Rali Ronda di Andora, em fevereiro de 2011, que o fez interromper uma carreira que se pensava ser de ascensão até ao topo. Com uma vitória e passagens por BMW Sauber e Renault, tinha feito em 2010 136 pontos e três pódios, sendo oitavo classificado na geral.

Kubica esteve a fazer ralis por algum tempo, tendo andado no WRC entre 2013 e 2016, com alguns resultados de monta e sendo campeão do WRC2 em 2013. Mas ele foi também conhecido pelas suas saídas de estrada que resultados, impedindo-o de ter melhor palmarés do que teve.

Mas o Kubica não é o único, nem a distância entre Grandes Prémios é a maior de sempre da Formula 1. Muitos outros pilotos já voltaram à Formula 1 depois de algum tempo de ausência, e nem todos foram bem sucedidos. Já vimos por aqui os regressos de campeões do mundo (Niki Lauda, Alan Jones, Kimi Raikkonen, Michael Schumacher são alguns), mas também existe uma boa quantidade de pilotos com carreira no automobilismo que voltaram após algum tempo de ausência. Aqui vou falar de cinco exemplos de pilotos que voltaram depois de algum tempo, com resultados diferentes. A alguns, valeu a pena, mas a outros, foi mais vergonhoso do que outra coisa.


1 - Mike Hailwood (1971)


Herói das duas rodas, quatro vezes campeão do mundo dos 500cc e duas das 350cc, Hailwood teve uma carreira entre as duas e as quatro rodas. Em 1963 e 64, teve uma passagem pela Formula 1, pela Reg Parnell Racing, onde conseguiu apenas um ponto.

Depois de ter corrido até 1967 pelas duas rodas, em 1968 a Honda pagou-lhe 50 mil libras... para não correr, pois a marca japonesa tinha decidido abandonar o motociclismo. Voltou a pensar nas quatro todas, primeiro na Endurance e nos GT's, e depois na Formula 5000 europeia, para em 1971 volta para a Formula 1, a bordo de um dos carros de outro piloto que andou nas duas e quatro rodas: John Surtees.

Na sua primeira corrida, em Monza, acabou no quarto lugar, e na temporada seguinte, enquanto vencia o Europeu de Formula 2, deu à equipa o seu melhor resultado de sempre, um segundo lugar no GP de Itália. Em 1974, vai para a McLaren, com o terceiro carro, com novo pódio na África do Sul, antes de sofrer um acidente em Nurburgring, onde fraturou ambas as pernas, acabando a sua carreira nas quatro rodas.


2 - Peter Revson (1971)


Quase ao mesmo tempo que Hailwood fazia a sua aparição, também aparecia de volta à Formula 1 o americano Peter Revson. Herdeiro dos cosméticos Revlon, era amigo pessoal de Teddy e Timmy Mayer, e mais tarde fez amizade com Bruce McLaren. Andou pela Europa no final dos anos 50, e em 1964, andou na Reg Parnell Racing, ao lado de... Mike Hailwood. Sem sucesso, diga-se.

Depois desta experiência, Revson voltou para os Estados Unidos, correndo na USAC, Can-Am e Trans-Am, sendo um dos melhores pilotos na categoria. Correndo pela McLaren quando o seu fundador morre, em 1970, torna-se campeão da Can-Am em 1971, foi segundo classificado nas 500 Milhas de Indianápolis e no final da temporada, corre o GP dos Estados Unidos com o terceiro Tyrrell oficial.

Em 1972, faz o seu regresso a tempo inteiro, que faz ao mesmo tempo que corre na USAC. Faz uma pole-position e quatro pódios, mas a sua melhor temporada é a de 1973, onsde com o modelo M23, vence na Grã-Bretanha e no Canadá, acabando a temporada no quinto posto da geral, com 38 pontos. Mas sai da equipa no final desse ano para correr na Shadow, onde morre em Kyalami, em testes antes do GP da África do Sul, a 22 de março de 1974.


3 - Martin Brundle (1989 e 1991)


O piloto britânico teve sempre um pé entre a Formula 1 e a Endurance, e ele está na história por ter não um, mas dois anos sabáticos. Desde 1984 na formula 1, com passagens pela Tyrrell e Zakspeed, o autal comentador da Sky Sports decidiu no final de 1987 perseguir a Endurance, ao serviço da Jaguar, para tentar vencer nas 24 Horas de Le Mans e no Mundial de Sport-Protótipos. Apesar de em 1988 ter andado todo o tempo nas provas de longa duração - e ter sido campeão do mundo - a Williams lembrou-se dele para que corresse o GP da Bélgica em substituição de Nigel Mansell, de cama com varicela. 

Regressou à Formula 1 em 1989, ao serviço da Brabham, mas no final do ano, voltou à Jaguar, onde venceu as 24 Horas de Le Mans no ano seguinte. No final dessa temporada, voltou à Formula 1 e à Brabham, começando uma terceira fase da sua carreira bem mais profícua, na Benetton, Ligier e Jordan, conseguindo nesse período os nove pódios da sua carreira. 


4 - Jan Lammers (1992)


O piloto holandês tinha a fama de ser veloz, mas nunca pontuou na sua carreira, apesar de passagens por Shadow, ATS, Ensign e Theodore, entre 1979 e 1982. No final dessa última temporada, depois de em seis tentativas, apenas se ter qualificado em uma, decidiu correr noutras paragens. Primeiro na Endurance, onde foi vice-campeão em 1987, com a Jaguar e venceu as 24 Horas de Le Mans e as 24 Horas de Daytona no ano seguinte, depois na CART, onde conseguiu alguns resultados de relevo em 1985 e 86, e depois na Formula 3000 japonesa, em 1987, ao serviço da Dome.

Contudo, em 1992, apareceu uma chance improvável de correr pela moribunda March, que tinha até um chassis razoável, o CG911B, desenhado por Chris Murphy e Gustav Brunner. Lammers apareceu, aos 36 anos, de volta à grelha da Formula 1, nos GP's do Japão e da Austrália, onde teve como melhor resultado um 12º posto no GP da Austrália.

Hoje em dia, aos 62 anos, continua ativo na Endurance, onde participou pela 24ª vez (!) nas 24 Horas de Le Mans num Dalara LMP2 da Racing Team Holland, ao lado do seu compatriota Giedo ven der Garde, que tem idade para ser seu filho...


5 -  Derek Warwick (1993)


A carreira de Derek Warwick esteve ligado a três equipas: Toleman, Renault e Arrows, onde conseguiu quatro pódios e duas voltas mais rápidas, com a temporada de 1984 a ser a melhor, conseguindo 23 pontos e o sétimo lugar na geral. Contudo, no final de 1985, teve uma chance de ir para a Lotus, mas Ayrton Senna vetou-o, temendo que isso comprometesse as chances de título para ele e a marca. Quando finalmente teve a chance de ir para a Lotus, em 1990, esta já estava num irresistível processo de decadência, com o motor Lamborghini V12, e teve apenas três pontos e o traumático acidente do seu companheiro de equipa, Martin Donnelly, nos treinos do GP de Espanha de 1990.

Pior foi o que aconteceu no ano seguinte, quando viu o seu irmão mais novo, Paul Warwick, morrer numa corrida de Formula 3000 britânica após um forte acidente. Por essa altura, Derek tinha ido para a Endurance, ao serviço da Jaguar. No ano seguinte era piloto da Peugeot, onde acabou por vencer as 24 Horas de Le Mans e o campeonato, ao lado de Yannick Dalmas. No final desse ano, o Mundial de Endurance acabou e Warwick, aos 37 anos, teve a chance de regressar à Formula 1 ao serviço da Arrows, que agora se chamava Footwork.

Nesse seu regresso, foi relativamente modesto, conseguindo três pontos e apanhou um enorme susto em Hockenheim, num acidente que fez lembrar em muito o que sofrera três anos antes, em Monza. Felizmente, sem danos físicos.

Depois desse ano, saiu de vez da Formula 1, correndo no BTCC e tornando-se presidente do British Racing Drivers Club, cargo que ocupa nos dias de hoje. 


(continua amanhã)

segunda-feira, 1 de maio de 2017

DailyMotion Mortorsport Classic: Senna vs Brundle


Senna vs Brundle - Part 1 por pure-racing

Senna vs Brundle - Part 2 por pure-racing
Neste 1º de maio, é bom recordar algo interessante: o campeonato britânico de Formula 3 de 1983, onde Ayrton Senna se degladiou contra alguns dos melhores pilotos do seu tempo, especialmente Martin Brundle, que teve depois uma carreira tão longa quando a de Senna - com passagens por Tyrrell, Zakspeed, Brabham, Benetton, Ligier, McLaren e Jordan, sem vencer corridas - numa temporada onde teve tudo para vencer, mas quase perdeu quando o inglês acabou por reagir.

Essa temporada mostra algo interessante: naqueles dias, a Formula 3 britânica era a categoria de acesso mais importante do mundo, até mais importante que a Formula 2, havia excelentes pilotos naquela altura - alguns falam ali, como o britânico Calvin Fish, o americano Davy Jones e o canadiano Alan Berg, por exemplo - e as corridas eram seguidas por todos, desde cadeias de televisão - Murray Walker fala ali - até os diretores de equipa da Formula 1 - falam Dick Bennetts, da West Surrey Racing, de Senna e Eddie Jordan, de Brundle - buscando sempre por talento inato. E como sabem, os dois primeiros acabaram na categoria máxima do automobilismo no ano seguinte: Senna na Toleman, Brundle na Tyrrell.

E mesmo os que não chegaram, também tiveram carreiras interessantes. Jones, por exemplo, acabou por vencer as 24 horas de Le Mans e ser segundo classificado nas 500 Milhas de Indianápolis em 1996. E claro, Brundle vencera em Le Mans seis anos antes.

O documentário é realizado por Mario Muth. Enfim, tirem quase duas horas das vossas vidas para verem isto. Aproveitem o feriado!

sexta-feira, 13 de janeiro de 2017

O susto de Martin Brundle

Martin Brundle pode ter sido modesto na Formula 1, mas tem vitórias em Le Mans e uma carreira bem eclética noutras categorias do automobilismo, especialmente na Endurance. Depois de pendurar o capacete, decidiu ser comentador de Formula 1 na Sky Sports, acabando por ser um excelente comentador, do nível a que James Hunt foi nos anos 80 e 90 na BBC, ao lado de Murray Walker, tirando a parte do "politicamente incorreto"...

Pois bem, Brundle revelou por estes dias que teve um ataque cardíaco de menor grau durante o GP do Mónaco de 2016, quando ele correu para o pódio, onde iria ser o "speaker". "Tive um pequeno ataque cardíaco enquanto estava no pódio", revelou à Motorsport, enquanto estava no Autosport Imternational Show, em Birmingham. "Acabei depois por ser operado, colocando-me um "stent" de 23 milimetros no meu ventrículo esquerdo". 

Brundle, atualmente com 57 anos, ficou a recuperar o tempo suficiente parar correr numa das corridas de suporte das 24 Horas de Le Mans, onde acabou por fazer... a pole-position, a bordo de um carro de LMP3, terminando a corrida na segunda posição. Nada mau, quando ele correu contra pilotos com idade para serem seus filhos. Mas tudo isto aconteceu depois dos médicos o autorizarem a correr.

"Eu pensava que não poderia fazer a corrida [Road to Le Mans]. Mas o responsável da cardiologia disse para mim: 'Pode fazer a corrida. Apenas não esqueça dos seus anticoagulantes'.

"Então eu chamei Zak [Brown] e o Richard [Dean, chefe de equipa da United Autosports] - então fiz 75 voltas no carro da Palmer Sports. Tinha hematomas no meu peito, mas eu amo Le Mans e pensava: 'Eu não vou perder isso".

"Acabamos a corrida no segundo lugar, o que foi pena, mas dirigir um protótipo fora do pitlane em Le Mans é extraordinário. Você fica um pouco suado, fica um pouco assustado. Sinto falta desse sentimento. Vou fazê-lo novamente este ano, se eu conseguir uma nova chance.

"Eu converso com outros pilotos sobre isso, como DC [David Coulthard] e ele me diz 'Martin, cresça, você não é mais um piloto de corrida'. E Damon, e outros. Eu sou um pouco como Rubens Barrichello, eu mal posso esperar para voltar em um carro. Eu sou duro em relação a isso.

terça-feira, 26 de abril de 2016

Vimeo Motorsport Documentary: Senna vs Brundle

Senna vs Brundle from Mario Muth on Vimeo.

Em mais uma semana que se assinala o desaparecimento de Ayrton Senna, saiu hoje um documentário sobre a temporada de Formula 3 de 1983, onde o brasileiro teve um duelo titânico com o britânico Martin Brundle pelo título na mais prestigiada competição de acesso no automobilismo mundial, que até então já tinha consagrado nomes como Jackie Stewart, Emerson Fittipaldi, Roger Williamson e Nelson Piquet.

Realizado por Mario Muth, tem entrevistas por parte do próprio Brundle, dos diretores das equipas em que ambos corriam, Dick Benetts (da West Surrey Racing, de Senna), Eddie Jordan (da sua própria equipa, de Brundle) e jornalistas como Simon Arron, David Tremayne e Murray Walker, e o fotógrafo Keith Sutton.

O documentário completo está disponível no site e pode ser comprado por 7,49 euros.

quinta-feira, 5 de março de 2015

A pista perfeita de Martin Brundle


Esta vi hoje no WTF1.co.uk. Toda a gente pensa na "pista perfeita", mas parece que com um armazém bem grande e a ajuda de um piloto, tudo é possível. Graças ao Scaletrix, Martin Brundle - que como sabem, é comentador da Sky Sports de Formula 1 - decidiu desenhar uma pista que incorporava os vinte traçados do mundial de Formula 1 deste ano, e o resultado é este: uma pista monstruosa, de 177 peças, 44 curvas e medindo cerca de 45 metros de comprimento. 

Provavelmente, se fosse real, esta pista mediria uns bons 25 quilómetros no mínimo, não acham?

domingo, 6 de julho de 2014

Youtube Racing Weirdness: A próxima carreira de Kimi Raikkonen

Tenho visto isto durante a semana que passou: Kimi Raikkonen em cima de um cortador de relva adaptado para correr. Na realidade foi uma ideia da Sky Sports, que colocou o finlandês da Ferrari em cima de uma coisa dessas, correndo contra mais gente, nomeadamente dois ex-pilotos de Formula 1 tornados comentadores, Anthony DavidsonMartin Brundle e Johnny Herbert.

O resultado final desta experiência dita... diferente, foi esta que podem ver. Não se pode dizer que Raikkonen não tem sentido de humor, não acham?

quarta-feira, 25 de setembro de 2013

Youtube Motorsport Demonstration: os carros de James Hunt e Niki Lauda


Por causa de "Rush", apareceu agora um enorme interesse sobre os carros que Niki Lauda e James Hunt conduziram no filme e naquela temporada. Por causa disso, os ex-pilotos, agora comentaristas, Martin Brundle e Karun Chandhok decidiram ir à pista de Snetterton para experimentar um Ferrari e um McLaren contemporâneos: o modelo 312T, de 1974, que deu a Lauda a sua primeira vitória, no circuito de Jarama; e o McLaren M26 de 1977, que deu a Hunt a sua última vitória da carreira, em Mont Fuji.

Vi isto no José Inácio. 

terça-feira, 16 de abril de 2013

Sergio Perez debaixo de fogo

Sérgio Pérez teve um fim de semana muito difícil neste GP da China. Cruzando a meta na 11ª posição, naquela que foi a segunda vez que não pontuou em três corridas, as suas prestações em pista foram  criticadas por Kimi Raikkonen - que sofreu um toque por parte dele - e de Lewis Hamilton, mas este pelas suas posturas na pista, tendo ficado longe da prestação de Jenson Button, que fez o seu melhor e terminou na quinta posição.

Isto tudo já fez soar o alarme em Woking, que para não bastar o facto de terem um mau carro neste inicio de temporada, ter um piloto que não corresponde às expectativas iniciais, já que tem a difícil tarefa de substituir Lewis Hamilton, que foi para a Mercedes... e está a ter bons resultados, com uma pole-position e dois pódios. Martin Whitmarsh já criticou Perez e é de opinião que o mexicano tem de melhorar as suas prestações, ainda que compreenda a situação atual da sua equipa, com o modelo MP4-28 a não corresponder às expectativas, ficando atrás de Ferrari, Red Bull, Lotus e até Mercedes, estando a par da Force India.

Para piorar as coisas, começam a surgir as criticas externas. O ex-piloto e agora comentador na Sky Sports, Martin Brundle, questionou a razão porque a equipa de Woking escolheu o mexicano, em detrimento de, por exemplo, o alemão Nico Hulkenberg: “Continuo sem perceber o porquê da McLaren não ter contratado o Hulkenberg, ao invés do Pérez. O seu talento não deixa dúvidas a ninguém, e se fosse eu teria assinado com ele sem hesitar...”, referiu Brundle à Speed Week. Ironicamente  Hulkenberg está na Sauber e substitui... Perez.

É certo que este ano, o modelo MP4-28 não tem vindo a ajudar nestas primeiras corridas, mas espera-se quando quando chegar a paragens europeias, o modelo melhore as suas performances, pois o potencial está lá. Mas as pessoas consideram que o piloto mexicano não é o ideal para levar a McLaren de volta aos lugares da frente, e acham que Jenson Button, só por si, não chega. 

Em jeito de conclusão, estes tempos estão dificeis para o piloto mexicano...

sábado, 27 de outubro de 2012

As caricaturas nos McLaren Toons

Quem viu o último episódio dos "McLaren Toons", reparou na cena em que Nick De Vryes, piloto holandês da Formula Renault 2.0, está a admirar os quadros dos pilotos que passaram pela equipa. Confesso que não consegui identificar o primeiro piloto retratado, mas soube hoje que era o Martin Brundle, que andou na equipa em 1994 e agora é comentador na Sky Sports. Mas das caricaturas dos outros, pode ver algumas coisas interessantes. Quer no filme, quer agora, com esta foto que encontrei agora destes oito pilotos.

Aqui, pode-se ver a reverência que existe por Bruce McLaren, a frieza nórdica de Mika Hakkinen, numa atitude de desafio, em contraste com o "quadrado" David Coulthard, o "narigudo" Alain Prost e as suiças de um sorridente Emerson Fittipaldi. Em contraste, os ares mais benévolos de Ayrton Senna, Martin Brundle e Niki Lauda revelam a admiração por esses pilotos. E a mesma coisa se vê em relação a James Hunt, que se pode ver no filme. E claro, Jenson Button e Lewis Hamilton

E se forem ver atentamente no mesmo filme, já se prepara o retrato de Sérgio Perez... e francamente, queria ver os retratos de Nigel Mansell e de Keke Rosberg, munidos dos seus bigodes. Teria a sua piada...

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

Youtube F1 Season: O resumo da temporada de 2011 (II)



Ontem coloquei aqui o resumo da temporada feita pela holandesa RTL, e hoje, graças à Ingryd Lamas e a sua Athena Grand Prix, descobri o resumo da temporada que a britânica BBC fez. E fê-lo em jeito de despedida, já que eles não vão transmitir todo o campeonato de 2012, cedendo algumas corridas à sua rival Sky, fazendo com que seja parcialmente codificada. E lenta, mas inexoravelmente, a Formula 1 vai virar a algo equivalente ao boxe: um desporto altamente elitista e sobrevalorizado...

A musica chama-se "Goodbye Kiss" e é cantada pelos britânicos Kasabian, um excelente grupo, digo eu. E como sempre, a BBC sabe montar videos de qualidade. Vamos sentir falta desta gente toda: Martin Brundle, Eddie Jordan, David Coulthard, Jake Humpfrey...

sexta-feira, 30 de abril de 2010

O novo circuito de Silverstone




Ontem apresentaram, por fim, o novo circuito de Silverstone. Esta nova cara de um nome já mítico no automobilismo mundial mostrava receios nos fãs mais emperdenidos, pois sabe-se que todos os circuitos novos, desenhados pela firma de Hermann Tilke só melhoram... para pior.

O BRDC (British Racing Drivers Club), proprietário do circuito e obrigado a fazer estas alterações por exigência de Bernie Ecclestone, que como sabem, chegou a assinar um contrato com Donington Park para acolher o GP da Grã-Bretanha, sabia dos "anticorpos" que o nome de Tilke causa nos fãs, e decidiu dar a outra firma o contrato para redesenhar Silverstone. O resultado? Fiquei agradavelmente surpreendido com o novo desenho. O ex-piloto e actual comentador da BBC, Martin Brundle, experimentou o novo layout com um carro de dois lugares, e gostou.

Outro que também gostou do novo layout foi David Coulthard, que disse: "Isto é Silverstone. É 'o lugar' para o GP da Grã-Bretanha, e por muito que aprecie Donington Park, especialmente quando era mais jovem, eu acho que este é o lugar ideal para celebrar o automobilismo britânico naquele fim de semana de Julho.", afirmou.

Como sabem, o novo traçado começa na Abbey, que agora é uma entrada pela direita, a alta velocidade, onde os pilotos vão a fundo até à Village Corner, feita à direita, a cerca de 120 km/hora, para logo a seguir ter duas curvas à esquerda, uma feita a média velocidade, e depois outra que coloca numa recta a alta velocidade, que coloca os carros em Brooklands, que tem uma curva inicial mais aberta do que anteriormente, para depois virar à direita, a caminho da meta.

O novo traçado mostra que apesar de por exemplo, temos curvas como Stowe e Club Corner feitos de forma um pouco mais lenta (mas a diferença é infima), a essência de Silverstone como um circuito de alta velocidade está lá. E isso, num tempo em que os tilkódromos são autênticos kartódromos ambulantes, transformam corridas em procissões "para fazer boi dormir", este é um colírio para os nossos olhos. Acho que recuperou o "pedegree" algo perdido com as modificações feitas no inicio da década de 90. E ainda por cima... se o fim de semana do GP da Grã-Bretanha for um daqueles tipicos fins de semana ingleses, teremos diversão garantida.

É a diferença entre Silverstone e outros: sabem mesmo do que o povo gosta. Alta velocidade e lutas entre pilotos, "fair and square". Falta o teste final, e para isso, temos de esperar até Julho.

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

Youtube F1 Classic - Martin Brundle num Lotus 49



Trago-vos hoje não uma corrida do passado, mas um carro do passado. Um carro icónico: o Lotus 49, desenhado por Colin Chapman e guiado por lendas da Formula 1 como Jim Clark, Graham Hill, Mario Andretti, Jochen Rindt, Jo Siffert e Emerson Fittipaldi, entre outros. Correu entre 1967 e 1970, estreando-se (e o respectivo motor Cosworth), no GP da Holanda de 1967. Foi um dos poucos chassis da história da Formula 1 a ganhar na sua corrida de estreia, por Jim Clark.


O filme é um teste feito por Martin Brundle em 2008, numa trabalho para a ITV britânica, quando experimentava vários carros que fizeram história ao longo dos 60 anos da Formula 1. O teste foi feito em Silverstone, palco da edição de 1967 do GP da Grã-Bretanha (nesse tempo, a corrida alternava entre Silverstone e Brands Hatch), onde o vencedor foi Clark.


A montagem do filmen ficou engraçada: depoimentos de pilotos lendários como Sir Stirling Moss, Derek Bell e John Surtees, bem como imagens de arquivo do ano de 1967, com Clark ea vencer e Colin Chapman a descrever o bólido. E Brundle a testar, elogiando a sua manobrabilidade e afirmando que "o motor Cosworth estava dez anos à frente do seu tempo"


A dica do video é do Rafinha Dias.

segunda-feira, 1 de junho de 2009

O piloto do dia - Martin Brundle

Na Formula 3, foi o maior rival de Ayrton Senna. Na Formula 1, nunca foi mais do que um bom piloto de segunda linha, mas nos Sport-Protótipos foi um dos melhores da sua categoria, correndo na Jaguar e tornando-se campeão do Mundo de Sport-Protótipos e vencendo as 24 Horas de Le Mans. Actualmente, depois da sua retirada competitiva, cuida da carreira do seu filho, enquanto comenta a Formula 1 na BBC. No dia em que comemora o seu 50º aniversário, é dia para falar acerca de Marin Brundle.

Nascido a 1 de Junho de 1959 na cidade de King’s Lynn, Brundle começou a correr aos 12 anos, quando modificou um Ford Anglia para começar a correr numa pista de rallycross perto da sua casa. Mais tarde, começou a correr em Turismos, algo fora do vulgar para um piloto de monolugares, mas teve a sua chance em 1979, ao correr na Formula Ford 2000. No final desse ano, teve a ousadia de escrever uma carta a um dos melhores pilotos de então, Tom Walkinshaw. O seu objectivo era o de correr um dos seus carros, um BMW. Walkinshaw gostou da carta e concordou.

Em 1980, Brundle venceu o campeonato de Formula Ford 2000, mas a falta de patrocínio para evoluir nos monolugares fez com que corresse de novo nos Turismos, num Audi da equipa de Stirling Moss. Mas não desistiu dos monolugares e em 1982 transferiu-se para a Formula 3. Após um ano de adaptação, parecia que a temporada de 1983 poderia ser de consagração. Mas deu de caras com um rival muito bom: o brasileiro Ayrton Senna.

Senna, pilotando pela West Surrey Racing, e Brundle, pela Eddie Jordan Racing, competiram numa temporada onde as suas rivalidades em pista entraram para a história desse campeonato. Senna ganhou as nove primeiras corridas da temporada, sempre com Brundle na segunda posição. Nunca desistindo, o piloto inglês procurou a sua primeira vitória na competição, e conseguiu-a na décima ocasião, provando que o piloto brasileiro podia ser batido. O inglês e o brasileiro competiram pelo título até à última corrida do ano, quando Senna levou a melhor. Mesmo assim, ambos conseguiram o que queriam: a entrada na Formula 1.

Ken Tyrrell sempre procurou pilotos rápidos e jovens para a sua equipa, e viu em Brundle um excelente piloto para complementar com o alemão Stefan Bellof. Ambos iriam competir na única equipa que não tinha motores Turbo, mas a sua rapidez compensava a pouca potência dos carros. Estreou-se no GP do Brasil de 1984, e cedo começou a marcar pontos, sendo o seu melhor resultado um segundo lugar no GP de Detroit. Mas no final dessa corrida, os comissários de pista viram o seu carro e verificaram que este se encontrava abaixo do peso regulamentado. A FISA decidiu desclassificar os carros durante toda a temporada e os pontos de Brundle foram-lhe retirados. Contudo, nessa altura, estava em convalescença devido a um acidente feio em Dallas, onde durante a sessão de treinos embateu o seu carro no muro e fracturou ambos os tornozelos.

No ano seguinte, continuou na Tyrrell, primeiro com motores Cosworth e depois com o Renault Turbo, mas ele foi incapaz de marcar qualquer ponto, enquanto que os seus companheiros Bellof e o italiano Ivan Capelli fizeram-no. Mas em 1986, conseguiu oito pontos ao serviço da Tyrrell, com o melhor resultado um quarto lugar na última prova do ano, na Austrália.

Em 1987, Brundle passa para a alemã Zakspeed, onde com um carro que não lhe dava possibilidades para rodar com os pilotos da frente, consegue apenas dois pontos, em Imola, que viriam a ser os únicos da história da construtora.

Nesse mesmo ano, o piloto inglês, sempre a necessitar de fundos para prosseguir a sua carreira, decidiu tentar a sua sorte nos Sport-Protótipos. Foi para a equipa oficial da Jaguar, onde participou pela primeira vez nas 24 Horas de Le Mans, com o dinamarquês John Nielsen. Não terminou a corrida. Em 1988, sem qualquer lugar na Formula 1, continua na equipa oficial da Jaguar, e venceu cinco das onze provas (Jarama, Monza, Silverstone, Brands Hatch e Fuji), mas não conseguindo vencer nas 24 Horas de Le Mans. Mas mesmo num ano sem Formula 1, Brundle deu um salto para substituir um adoentado Nigel Mansell, no GP da Bélgica. Brundle terminou em sétimo lugar.

Em 1989, passa para a Brabham, que tinha voltado à Formula 1 após um ano de ausência, e conseguiu quatro pontos para a marca. Mas esta foi uma passagem temporária, pois em 1990 voltou para os Sport-Protótipos, ao serviço da Jaguar, venceu as 24 Horas de Le Mans, em conjunto com John Nielsen e o americano Price Cobb. No campeonato, Brundle ganhou em silverstone e conseguiu 19 pontos, numa temporada dominada pelos protótipos da Sauber-Mercedes.

Em 1991, regressa à Formula 1, e de novo ao serviço da Brabham, ao lado de Mark Blundell, que viria depois a ser seu amigo e parceiro de negócios na empresa 2MB, que detêm juntos actualmente. Brundle consegue dois pontos na penúltima prova do ano, no Japão, que foram os últimos pontos da equipa na história da Formula 1. No final do ano, foi contratado pela Benetton para ficar ao lado do jovem alemão Michael Schumacher. Ao fim de oito anos, e então com 32 anos, Brundle tinha finalmente um bom carro para poder andar maias constantemente nos lugares da frente. Foi em 1992 que conseguiu os seus primeiros pódios da carreira, com o melhor resultado um segundo lugar em Monza. No final do ano, conseguiu 38 pontos e o sexto lugar do campeonato, a sua melhor classificação de sempre.

Em 1993, passa para a Ligier, onde consegue mais um pódio em Imola, e a terminar o ano com 13 pontos e o sétimo lugar final. No ano seguinte passa para a McLaren, substituindo na equipa o seu rival Ayrton Senna. Numa época de transição, com motor Peugeot e com Mika Hakkinen a seu lado, conseguiu um segundo lugar no Mónaco, 15 dias depois da morte do seu rival na Formula 3. No final desse ano conseguiu 16 pontos e o sétimo lugar final. Volta à Ligier em 1995, onde tem de partilhar o lugar com o japonês Aguri Suzuki. O seu melhor resultado foi um terceiro lugar em Spa-Francochamps, e os sete pontos conquistados valeram-lhe o 13º lugar final.

Em 1996, passa para a Jordan, onde corre ao lado de Rubens Barrichello. Na primeira prova do ano, apanha o susto da sua vida: na primeira volta do GP da Austrialia, que se estreava no circuito de Melbourne, uma travagem mal calculada faz com que salte por cima do McLaren de David Coulthard e o seu carro desfaz-se em dois. Incrivelmente, Brundle sai ileso do acidente. Até ao final do ano, Brundle consegue oito pontos e o 11º lugar final. No GP do Japão desse ano, Brundle, então com 37 anos, chega ao final da corrida na quinta posição. Viria a ser a sua última corrida na Formula 1.

A sua carreira na Formula 1: 158 Grandes Prémios, em doze temporadas (1984-89, 1991-96), nove pódios, 98 pontos no total. Para além disso, tem seis vitórias no Mundial de Sport-Protótipos, bem como o título mundial em 1988. Foi também vencedor das 24 Horas de Le Mans em 1990, ao serviço da Jaguar.

Após a sua carreira competitiva na Formula 1, Brundle continuou nos Sport-Protótipos, onde correu as 24 horas de Le Mans até 2001 por equipas como a Bentley, Nissan e Toyota, com o objectivo de conseguir uma segunda vitória, algo que nunca conseguiu. Por essa altura, tinha começado a sua segunda vida como comentador na BBC. Tinha começado em 1989 e quando a Formula 1 passou para a ITV, seguiu-os e tornou-se co-comentador ao lado do legendário Murray Walker, fazendo análise ás corridas de uma forma tão boa ou melhor do que James Hunt. Os seus comentários valeram-lhe a eleição como melhor comentador desportivo por quatro vezes, entre 1998 e 2006. Para além disso, trabalhou no British Racing Drivers Club. Também foi manager de David Coulthard e agora está concentrado na carreira do seu filho Alex Brundle, que neste momento é piloto de Formula 2.

Fontes:


http://en.wikipedia.org/wiki/Martin_Brundle
http://www.grandprix.com/gpe/drv-brumar.html
http://www.itv-f1.com/ITVTeam_Bio.aspx?name=Martin_Brundle

sexta-feira, 15 de maio de 2009

GP Memória - Mónaco 1994

Quinze dias depois de Imola, a Formula 1 continuava em estado de choque. Tal como acontecera em 1982, num paralelismo impressionante, o vencedor do ano anterior tinha morrido na corrida anterior a das ruas do Principado, e o sentimento presente era o de vazio. Todos tentavam fazer o seu luto, mas a vida continuava, e a competição estava presente. Só que o “glamour” estava afastado das cabeças de toda a gente naquele ano.


A Williams só alinhava com um carro, tal como tinha feito a Ferrari em 1982. A mesma coisa fazia a Simtek, que colocaria até ao final do ano, na zona superior do chassis, uma pintura estilizada do capacete de Roland Ratzenberger, e a frase “FOR ROLAND”. O legado do sacrificado piloto austríaco continuava até ao final do ano…


Mónaco tinha uma novidade: Jean Alesi regressava ao volante do seu Ferrari, depois de duas corridas de ausência. Decerto que o seu regresso seria bem-vindo, mas o ambiente não era de festa em nenhum lado… outro que voltava para o volante de um carro era Rubens Barrichello, agora com um peso enorme nos ombros: milhões de olhos apontados a ele no Brasil, pedindo para que seja como Ayrton Senna. Mas o seu compatriota era doze anos mais velho do que ele, e a barreira estava muito alta…


Como habitualmente, os treinos livres eram à quinta-feira, e não à sexta, como acontecia em outros lados. Se todos queriam esquecer os eventos de há 15 dias atrás, não conseguiram: a meio da manhã, no minuto em que terminava o treino, este é interrompido quando Karl Wendlinger, no seu Sauber-Mercedes, despista-se à saída do túnel e embate violentamente a mais de 225 km/hora na zona da chicane do Porto. O impacto foi no lado direito do carro, na zona da cabeça, e causou contusões graves na cabeça que o levaram a entrar em coma. Temeu-se o pior, e correu o rumor que, caso Wendlinger morresse, o Príncipe Ranier iria de imediato cancelar o Grande Prémio, o que seria inédito. Até que os médicos do Hospital de Nice, lugar onde o piloto austríaco foi levado, diagnosticassem devidamente o impacto dos ferimentos, o ambiente, já de si pesado, ficou negro. A Sauber, em consequência, decidiu retirar os seus carros da corrida monegasca.


A sexta-feira foi agitada: os pilotos decidiram reavivar a GPDA, mais ou menos adormecida desde 1982, quase que cumprindo um dos últimos desejos de Senna (ele falava da hipótese de a reavivar no fim de semana fatal), e nesse mesmo dia, Max Mosley e a FIA decidiram implementar uma série de medidas de choque, que muitos entenderam ser mais um conjunto de regras feitas à pressa devido ao pânico instalado do que propriamente medidas com algum senso…


Mas no meio dessas medidas, houve uma que foi implementada, e que foi aplaudida por todos: o limite de velocidade nas boxes. No Mónaco, esse limite estava nos 50 km/hora, muito baixo para um Formula 1. E o primeiro a cruzar esse risco (e levou uma multa de 5 mil dólares) foi o Lótus-Mugen Honda de Pedro Lamy.


Nos treinos, por fim, Michael Schumacher fazia a sua primeira pole-position do ano e da sua carreira, tendo a seu lado o finlandês Mika Hakkinen, no seu McLaren-Peugeot. Na segunda fila da grelha de partida estava o Ferrari de Gerhard Berger, tendo a seu lado o único Williams-Renault, de Damon Hill. Na terceira fila ficavam o segundo Ferrari de Jean Alesi e o Footwork-Arrows de Christian Fittipaldi, no seu melhor registo do ano. Em sétimo e oitavo ficavam Gianni Morbidelli, no segundo Arrows, e Martin Brundle, no segundo McLaren. E a fechar os dez primeiros ficavam o Minardi-Ford de Pierluigi Martini e o Tyrrell-Yamaha de Mark Blundell. Sem quatro carros em pista, apenas 24 estavam presentes na grelha monegasca, o que fazia com que os Pacific de Bertrand Gachot e Paul Belmondo se qualificassem pela primeira vez no ano.


No dia da largada, poucos minutos antes dos pilotos rumarem aos seus carros para se prepararem para a competição, todos eles rumaram para a primeira fila da grelha, propositadamente vazia, com uma bandeira brasileira no primeiro lugar e uma austríaca no segundo. Em silêncio, todos eles ficaram em recolhimento, com os pilotos brasileiros a segurar uma bandeira nacional, com a cara de Senna, caído quinze dias antes.


Poucos minutos depois, era dada a partida, e logo na Curva Ste. Devote, a concorrência a Michael Schumacher acabava ali a sua corrida: Damon Hill, agora o seu maior rival para o resto da época, despista-se devido a ter travado tarde demais, e bateu em Mika Hakkinen. Hill continuou, mas não foi muito mais longe, pois estacionou o carro na descida do Mirabeau, algumas centenas de metros depois. Um pouco atrás, Morbidelli e Martini tocam um com o outro e também ficam pela primeira volta.


O resto da corrida foi uma cavalgada solitária de Schumacher. Berger era segundo no seu Ferrari, seguido por Jean Alesi e Christian Fittipaldi, no seu Footwork-Arrows. Brundle era quinto, depois de uma paragem mais cedo do que os seus rivais, o que lhe deu a terceira posição, quando Alesi e Fittipaldi pararam.


A meio da corrida, o Tyrrell de Mark Blundell parte a caixa de velocidades e deixa um rastro de óleo na pista. Berger despista-se e perde a segunda posição a favor de Brundle. Schumacher quase se despista, mas consegue controlar o carro e continuou sem que nada tivesse acontecido.


E até à bandeira de xadrez, não houve grandes novidades. Fittipaldi desistiu na volta 47, quando a sua caixa de velocidades cedeu, dando o lugar a um surpreendente Andrea de Cesaris, que finalmente usava a sua veterania para fazer uma corrida sem problemas. O seu quarto lugar final foi uma bela recompensa pelos serviços prestados, uma vez mais, ao seu amigo Eddie Jordan. Nos restantes lugares pontuáveis ficaram o Ferrari de Jean Alesi e o Minardi de Michele Alboreto. Para o veterano italiano, seria a última vez que pontuaria na sua carreira.


Em 11º e último lugar, a cinco voltas do vencedor, ficava Pedro Lamy. O seu problemático Lótus 107C era uma pálida sombra dos garbosos modelos de outrora, e não havia grandes sinais de melhoria, ainda por cima numa altura em que a equipa vivia os seus últimos dias. Mas mal ele sabia que a próxima vez que iria correr num Grande Prémio seria dali a 15 meses, em Agosto de 1995…


Fontes:


Santos, Francisco – Formula 1 1994/95, Ed. Talento, Lisboa/São Paulo, 1994


http://en.wikipedia.org/wiki/1994_Monaco_Grand_Prix
http://www.grandprix.com/gpe/rr552.html

sábado, 3 de janeiro de 2009

O piloto do dia - Michael Schumacher, 40 anos! (2ª parte)

(continuação do capitulo anterior)

Em 1992, na Benetton, Schumacher é o primeiro piloto da equipa, e as suas atenções estãoviradas para ele. O seu companheiro de equipa, o inglês Martin Brundle, não é mais do que o fiel escudeiro do jovem piloto alemão. Esta iria ser a sua primeira temporada completa, e numa temporada onde os Williams dominaram completamente o campeonato, com o insuperável modelo FW14, conduzido por Nigel Mansell e Riccardo Patrese, Schumacher tinha que lutar para ser "o primeiro do resto", contra os McLarens de Ayrton Senna e Gerhard Berger, e o Ferrari de Jean Alesi. O alemão consegue o primeiro dos seus 154 pódios ao chegar na terceira posição, no GP do México, a terceira prova do campeonato. Consegue mais pódios no Brasil, Espanha, Canadá e Alemanha, sendo que em Barcelona e Montreal, o alemão chegou na segunda posição.


E depois veio Spa-Francochamps. Precisamente um ano depois do seu inicio na Jordan, o alemão tinha agora uma máquina mais poderosa, e aproveitou as condições meteológicas e os erros de julgamento dos seus rivais para fazer uma corrida inteligente, trocando de pneus no momento certo, e conseguindo a primeira das suas 91 vitórias na sua carreira, para além de uma volta mais rápida, a primeira das 76 que iria conseguir na sua carreira. Até ao final do ano, iria conseguir mais dois pódios e uma volta mais rápida, terminando o ano na terceira posição, com 53 pontos.


Em 1993, Schumacher tinha outro veterano a seu lado: o italiano Patrese, vindo da Williams. Nesta temporada, onde os Williams mais uma vez dominaram (mas não tanto como em 92), Schumacher e a Benetton lutaram com a McLaren em geral, e Ayrton Senna em particular, pelo segundo lugar do campeonato, e ambas as equipas partilhavam o mesmo motor Ford Cosworth. Briatore e Dennis lutaram com a preparadora para que lhes desse as mais recentes especificações do motor, enquanto que na pista, a veterania e a experiência de Senna levavam muitas das vezes a melhor sobre a alguma "verdura" que Schumacher ainda tinha. Mas nesse ano, Schumacher acabou nove vezes no pódio, conseguiu quatro voltas mais rápidas, e no GP de Portugal, conseguiu a sua segunda vitória da sua carreira, aproveitando não só as desistências dos McLaren e os problemas de Damon Hill na volta de aquecimento, para fazer uma corrida sólida e aguentar Alain Prost, o novo campeão do Mundo, nas voltas finais dessa corrida. No final de 1993, depois de bater sem apelo nem agravo Patrese, conseguira 52 pontos e o quarto lugar.


Em 1994, muitas das ajudas electrónicas nos carros, como a suspensão activa, foram abolidas pela FIA, e os carros foram redesenhados para cumprirem essas normas. A nova montada de Michael Schumacher, o Benetton B194, desenhada por Rory Bryne, tinha agora o poderoso motor Ford Zetec V8 de 3 Litros, que era leve e funcionava bem em circuitos mais sinuosos. Poderia ser que finalmente fosse uma máquina capaz de combater o Williams FW16, uma evolução dos modelos anteriores, desenhados por Adrian Newey, e que agora tinha Ayrton Senna como piloto principal.


O carro funcionava bem às mãos do piloto alemão, e provou isso quando venceu as duas primeiras provas do ano, em Interlagos e no circuito japonês de Ti-Aida (actual Okayama), e viu o seu rival Senna e não marcar pontos. E na terceira prova do ano, no circuito italiano de Imola, onde tudo de mal acontece na Formula 1, assiste à saida em frente do piloto brasileiro na curva Tamburello, e a sofrer o seu acidente mortal. Schumacher venceu a sua terceira vitória consecutiva, comemorou o feito, para indignação de muita gente na altura, e de repente, tornou-se no unico favorito ao título. Quase quinze anos depois, numa entrevista ao jornal alemão "Die Zeit", Schumacher disse que aquele foi o seu momento mais marcante da sua carreira: "Aquilo despertou-me. Disse a mim mesmo que aquilo podia acontecer a qualquer um, em qualquer lado."


No Mónaco, Schumacher consegue a sua quarta vitória, e a quinta parecia vir a caminho, caso não tivesse acontecido uma avaria na caixa de velocidades, teria comemorado a sua quinta vitória consecutiva em Barcelona. Mas ganhou de novo no Canadá, e nada o parava rumo a um título mundial e a um dominio inquestionável, numa temporada traumatizante para os adeptos e especialistas da Formula 1.


Só que o dominio tinha um truque: desde o inicio do ano que a FIA suspeitava que a Benetton, McLaren e Ferrari poderiam estar a contornar a proibição das ajudas electrónicas. Quando começaram a investigar, a McLaren e a Benetton recusaram de inicio entregar os seus códigos-fonte, mas depois acederam às exigências. Descobriram-se que ambas tinham usado para esconder aplicações ilegais. No caso da McLaren, era uma forma semelhante de mudanças automáticas de caixa, no da Benetton era uma espécie de "controlo de tracção", que permitia a Schumacher ter "partidas perfeitas" e uma ajuda para liderar as corridas do priuncipio até ao fim. Contudo, a FIA não provou que essas aplicações tenham sido usadas durante situações de corrida, e multou-as em 100 mil dólares somente pela falta de cooperação inicial.


À medida que 1994 avança, as polémicas continuavam. Na volta de aquecimento do GP de Inglaterra, Schumacher ultrapassou Hill, algo que não era permitido no regulamento, e foi penalizado. Schumacher ignorou-a (aparentemente a ordens de Flavio Briatore), e em consequência, foi lhe mostrado a bandeira preta, sinal de desclassificação. O alemão ignorou-a e cortou a meta no final da corrida na segunda posição, e mais tarde foi excluido em duas corridas, que cumpriu em Monza e Estoril. Antes, tinha sido desqualificado no final do GP da Belgica, devido a um desgaste anormal do seu degrau de madeira no fundo plano do seu carro (uma das medidas que tinham sido implementadas depois dos acontecimentos de Imola).


Voltando à carga em Jerez, ganhou a corrida, e após ter sido segundo classificado em Suzuka, Schumacher estava na frente do campeonato à entrada da última etapa, o GP da Australia. O alemão foi segundo nos treinos, atrás do regressado Nigel Mansell, e assumiu o comando na partida, com Damon Hill logo atrás. ATé à 36ª volta, Schumacher resistiu aos ataques do piloto inglês, sabendo que assim, era o novo campeão do mundo. Mas à entrada da curva East Terrace, perdeu o controle do seu carro e deu um toque no muro, voltando à pista no momento em que Hill tentou a ultrapassagem ao alemão. Ambos tocaram-se, com o alemão a bater no muro de pneus, e Hill a continuar, com um braço da suspensão torto, sem hipóteses de continuar. Era o climax de uma temporada anormal, para todos os efeitos, e a maneira como a temporada acabou, numa decisão no mínimo controversa, fez despertar ódios pelo piloto, que o acompanhariam (e ainda acompanham) ao longo da sua carreira, e mostrou a ideia de um piloto que era capaz de fazer tudo para ganhar, até de empurrar os seus adversários borda fora, se isso o beneficiasse... e foi assim que, com 93 pontos, se tornou no primeiro campeão do Mundo alemão. Quanto ao acidente, os comissários o classificaram como "um incidente de corrida".


Em 1995, Schumacher partiu para tentar revalidar o título. Contra Damon Hill e a Williams, de novo, E o B195, a evolução da máquina vencedora do ano anterior, agora com motores Renault V10 de 3 litros, os mesmos que os da sua maior rival. Agora tinha como companheiro o inglês Johnny Herbert, depois de ter tido três pilotos no ano anterior: o finlandês J.J. Letho, o holandês Jos Verstappen, e Herbert. Schumacher começou bem, ganhando no Brasil, mas só voltou a ganhar em Espanha, depois de um terceiro lugar na Argentina e de um despiste em Imola. Venceu no Mónaco e em França, depois de ter tido problemas de caixa de velocidades, que lhe tiraram uma vitória certa no Canadá. A rivalidade com Hill continuou, com consequências em corrida, e nesse ano houve dois bons exemplos, pois ambos colidiram um com o outro em Silverstone e Monza. Curiosamente, quem aproveitou disso tudo foi Johnny Herbert, que venceu nessas corridas.


Mas a ponta final de Schumacher (vitórias em Nurbrurgring, Ti-Aida e Suzuka) fizeram com que conquistasse o bi-campeonato a três provas do final da temporada, acabando o ano com 102 pontos, nove vitórias, quatro pole-positions e oito voltas mais rápidas. A Benetton alcançou o Mundial de Construtores.


Nessa altura, Schumacher já tinha assinado um contrato multimilionário com a Ferrari, por duas temporadas, com a opção de uma terceira época, pelo valor de 55 milhões de dólares, um recorde para a altura. Era uma aposta pessoal de Luca de Montezemolo, o presidente da Ferrari, e de Giovanni Agnelli, o então presidente do Grupo FIAT. Numa altura em que a marca do Cavalino Rampante sofria um hiato de 16 anos sem um título mundial de Pilotos, esta aposta em Schumacher era a última grande chance da marca em voltar aos tempos de glória e de ser a marca mais importante do pelotão da Formula 1. Uma era tinha acabado, iria começar uma nova.


(continua amanhã)

quarta-feira, 26 de novembro de 2008

Noticias: BBC já divulgou a sua lista de comentadores

A BBC, cadeia britânica que no próximo ano vai voltar a transmitir os Grandes Prémios, divulgou ontem a sua lista de comentadores de Formula 1, constituida por cinco elementos. Para além de Martin Brundle e Johnatan Legard, que eram os comentadores regulares da ITV, também o ex-patrão da Jordan, Eddie Jordan, e o ex-piloto da Red Bull e da McLaren, David Coulthard, farão parte da equipa.

"A paixão pelo desporto ainda está muito viva e, como tal, fiquei muito entusiasmado com a hipótese de partilhar a minha visão e as minhas experiências através da cobertura da BBC", afirmou Coulthard no comunicado da cadeia de televisão.

Mas o melhor reservo para o fim. A BBC anunciou também que o mítico comentador Murray Walker irá participar nas transmissões televisivas, numa "presença regular". Recorde-se que Walker tem agora 85 anos...

quarta-feira, 3 de setembro de 2008

Bolides Memoráveis: Ligier JS 39 (1993-94)

O carro do qual vou falar hoje simboliza o regresso à competitividade de uma das escuderias mais impoortantes das décadas de 70 e 80, a Ligier. Competitiva até 1986, altura em que Guy Ligier, o seu fundador, tinha apoios das entidades públicas francesas e dos motores Renault (Ligier era amigo pessoal de Francois Mitterand, o então presidente francês), quando passou para os motores Megatron, em 1987, essa competividade desapareceu, até 1993, altura em que voltaram a ter motores Renault V10, na altura os melhores do pelotão.

Sabendo que eles tinham voltado à activa, e logo transformados em vencedores, Guy Ligier não hesitou em usar os seus contactos presidenciais para voltar a ter motores competitivos na sua equipa, e assim voltar aos dias aureos de 1979 e 80, quando ganhava corridas e desafiava o título mundial, como piloto como Jacques Laffite, Didier Pironi e Patrick Depailler. Mas sem um chassis à altura, os motores eram pouco mais do que inuteis. Daí ter surgido o chassis JS39.

Desenhado por Paul Crooks, com a ajuda de Loic Bigois, e sob a supervisão de Gerard Ducarouge, o chassis JS39 era simples, no sentido de poder aproveitar ao máximo as pottencialidades de um motor Renault V10, obviamente com evoluções mais atrasadas do que os que equipavam os Williams FW14, que dominavam o pelotão da altura. A potência máxima desses motores era de 780 cavalos, a 14.900 rotações por minuto. Fiável, era um excelente carro para lutar pelos pontos, algo que a equipa necessitava desde há muito tempo.

Em 1993, Guy Ligier apostara numa dupla totalmente britanica, algo inabitual. Era constituida por Martin Brundle e Mark Blundell, que tinham trabalhado juntos duas épocas antes, na Brabham. Uma dupla experiente, esperava-se que conseguissem deles bons resultados, e frequentes qualificações nos dez primeiros. Na estreia do chassis, na Africa do Sul, Tiveram sorte, pois Mark Blundell conseguiu levar o seu carro ao terceiro lugar, o primeiro pódio que a equipa alcançava desde o segundo lugar de Jacques Laffite, no GP de Detroit de 1986.

Outros dois pódios foram alcançados por Martin Brundle, em San Marino (um terceiro lugar) e de novo por Mark Blundell, na Alemanha (3º lugar), mas pouco tempo antes, em França, ambos os carros conseguiram ficar nos treinos na segunda linha da grelha de partida. Nessa corrida, Brundle levara o carro para a quinta posição final. No final desse ano, A Ligier alcançava 23 pontos e o quinto lugar no campeonato dos construtores, a sua melhor posição em oito temporadas. Nas corridas do Japão e da australia, Brundle usou o carro com um desenho diferente, feito pelo italaino Hugo Pratt, autor de banda desenhada e criador de Corto Maltese.

No ano seguinte, havia nova dupla, toda francesa: Eric Bernard, ex-Larrousse, iria alinhar ao lado do estreante (e campeão da formula 3000 europeia) Olivier Panis. O chassis sofreu algumas modificações, e pelo qual recebeu a designação "B", mas no essencial era um JS39 evoluido. A temporada não correu tão bom como se esperava, mas mesmo assim, Panis e Bernard aproveitaram os erros dos outros para brilharem, nomeadamente quando subiram ao pódio no GP da Alemanha.

Nesta altura, porém, Ligier queria vender a sua equipa, pois agora era o alvo de todas as atenções, pois os seus motores Renault V10 eram cobiçados por todos, nomeadamente Flavio Briatore, um dos donos da Benetton. Um ano antes, Ligier tinha vendido parte da equipa a Cyril de Rouvre, mas no final de 1993, fora preso sob acusações de fraude e evasão fiscal, e durante o Inverno de 1994, essas acções foram parar às mãos de Briatore. No final de 94, conseguiu o que queria, ficar com os motores Renault, e levou-os para a Benetton, delegando a equipa para Tom Walkinshaw.

Esta mudança total na equipa reflectiu-se nos pilotos. Bernard saiu da equipa depois do GP de Portugal, tendo sido substituido por Johnny Herbert em Espanha, e por Frank Lagorce nas corridas do Japão e da Australia. Mas no final do ano, a Ligier conseguiu 13 pontos, e o sexto lugar no campeonato de construtores. No inicio de 1995, a Ligier tinha motores Mugen-Honda e um novo chassis, o JS45 desenhado por Frank Dernie, que não era mais do que a cópia do Benetton B194...

Carro: Ligier JS39
Projectistas: Gerard Ducarouge, Loic Bigois, Paul Crooks.
Motor: Renault V10 de 3 Litros, 760 cv de potência às 14.900 rotações
Pilotos: Martin Brundle, Mark Blundell, Eric Bernard, Olivier Panis, Johnny Herbert, Frank Lagorce.
Corridas: 32
Vitórias: 0
Pole-Positions: 0
Voltas Mais Rápidas:0
Pontos: 36 (Brundle, 13 Blundell 10, Panis 9, Bernard 4)

Fontes:

segunda-feira, 21 de julho de 2008

Historieta da Formula 1: Senna, Bellof e Brundle na McLaren



Ayrton Senna na McLaren, pergumtam vocês? Normal: entre 1988 e 1993, o piloto brasileiro escreveu algumas das suas mais belas páginas (e da equipa) na Formula 1. E Martin Brundle sucedeu-lhe na equipa em 1994. Mas isto tudo aconteceu... em 1983, numa altura em que a equipa de Ron Dennis ainda usava o motor Cosworth (os TAG-Porsche Turbo estavam ainda a caminho...), e ambos, jovens promessas do automobilismo, disputavam uma batalha sem tréguas na Formula 3 britânica.


Este teste colectivo, ocorrido no circuito de Silverstone, teve ainda mais um condimento: a presença da esperança alemã Stefan Bellof, que corria na Formula 2 europeia. O brasileiro usou a evolução DFV, um pouco mais potente do que as evoluções que Bellof e Brundle usavam, pois ele já tinha fito um teste na Williams, e algumas equipas de Formula 1 o queriam na época seguinte. A Brabham já tinha perguntado por ele, por exemplo...

Assim sendo, não seria espantoso ver Senna a liderar os tempos, com 1.14,3, contra os 1.14,6 de Bellof. De tarde, com pneus novos, Senna ficou abaixo de 1 minuto e 14 (1.13,9). Quanto a Brundle, fez 1.14,7.

Se a ideia era saber qual dos pilotos Ron Dennis escolheria para guiar o segundo McLaren em 1984, a resposta foi... nenhum! Na altura, Dennis estava a ter um braço de ferro com John Watson, relacionado com umaumento salarial, pois ele queria ganhar 1,5 milhões de dólares por época, muito paar um segundo piloto... quando Alain Prost foi despedido da Renault, Dennis não hesitou e contratou-o.

Quanto aos três, a história é conhecida: Brundle e Bellof foram para a Tyrrell, e Senna escolheu a Toleman, substituindo Derek Warwick. Esta história e muitos mais, podem ler no blog do Rianov Albinov, o F1 Nostalgia.