E esta semana, no "Classicos com História", a série do "Jornal dos Clássicos" que está na sua segunda temporada, temos o primeiro monolugar de Ayrton Senna: o Van Diemen RF81 onde ele competiu na Formula Ford britânica.
Foi com ele que em 1981, acabado de desembarcar no Reino Unido com a sua mulher, começou a competir na Formula Ford 1600, onde acabou por triunfar, o primeiro dos muitos triunfos da carreira do piloto brasileiro.
quinta-feira, 19 de junho de 2025
Youtube Motorsport Video: O Van Diemen RF81 de Ayrton Senna
quarta-feira, 1 de maio de 2024
Youtube Formula 1 Vídeo: A "corrida do século"
Roland Rat contra Roland Rat. Estranho, não é? Mas a coincidência entre um boneco animado e um piloto de corridas era demasiado bom para deixar passar despercebido, e em 1985, existia um desenho animado onde um rato era capaz da animar os garotos no canal de televisão TV-am. A personagem apareceu dois anos antes, em 1983, e tornou-se num sucesso.
Quando nesse ano surgiu um austríaco com uma coincidência de nomes, Roland Ratzenberger, o que se tornou numa piada de "paddock" transformou-se rapidamente num desafio, que acabou em Silverstone, numa corrida entre as personagens. Ratzenberger, que ao mesmo tempo tinha um excelente sentido de humor, também tinha olho para a oportunidade de dar nas vistas, aceitou o desafio.
Os carros? Roland, o boneco roedor, tinha um Ford Anglia rosa, enquanto Roland, o piloto, tinha o seu Formula Ford.
Curiosamente, o desafio vai para o ar no último episódio de Roland Rat na TV-am. Em setembro, começou, mas na BBC, e Roland, o piloto, aproveitou a exposição - tinha o seu nome em letras carregadas no seu carro - para ser segundo classificado na Formula Ford Festival em 1985, em Brands Hatch, acabando por ganhar no ano seguinte.
quarta-feira, 30 de novembro de 2022
Youtube Motosport Video: A ascensão de Ayrton Senna à Formula 1
Não se fala muito sobre os dias anteriores à chegada de Ayrton Senna à Formula 1. Um excelente piloto nos karts, vice-campeão do mundo por duas vezes - e sua maior frustração - começou a correr em 1981 na Formula Ford, no Reino Unido, palco dos melhores campeonatos do mundo, e cedo impôs a sua marca, que foi ainda mais acima, até à Formula 3 e os seus duelos com Martin Brundle, até chegar aos primeiros testes e a sua estreia na Toleman, em 1984.
Ora, quem conta hoje toda esta história é o Josh Revell, que fez este vídeo sobre esses dias onde o automobilismo começava a conhecer este jovem de São Paulo e ver do que ele era capaz de fazer na pista.
terça-feira, 7 de abril de 2015
Youtube Racing Crash: Mauricio Gugelmin, Formula Ford Festival, 1982
sábado, 28 de março de 2015
Youtube Motorsport Report: Damon Hill, FF2000, 1984
segunda-feira, 9 de dezembro de 2013
Youtube Motorsport Classic: Formula Ford Festival, Brands Hatch, 1986
quinta-feira, 28 de março de 2013
Mais um Brabham a caminho!
sexta-feira, 1 de junho de 2012
Youtube F1 Classic: The Formula 1 Story, BBC
quarta-feira, 16 de março de 2011
Os primeiros tempos de Ayrton Senna
Comemorou-se ontem, creio eu, os trinta anos da primeira vitória de Ayrton Senna em monolugares. O "Beco" estava prestes a fazer 21 anos, corria nesse ano na Formula Ford 1600, na sua primeira temporada a correr no estrangeiro e até estava... recém-casado com uma rapariga chamada Liliane Vasconcellos. O casamento durou pouco, porque, segundo ela, ele só pensava em carros. Uma obsessão, dizemos agora.Quem recordou este dia foi o fotógrafo Keith Sutton. Hoje em dia é um dos monstros sagrados da fotografia automobilistica, a par outros como Rainer W. Schlegemilch, Paul-Henri Cahier e muitos outros, mas em 1981 era mais um jovem à procura do seu lugar ao sol. Sutton afirma que a sua passagem por Brands Hatch era um acaso: tinha ganho um bilhete de graça da British Rail que tinha vindo... numa promoção da Kellog's.
"Tinha acabado de chegar ao paddock de Brands Hatch quando Senna se aproximou de mim, pois me tinha reconhecido de uma corrida anterior em Thruxton. Queria saber porque é que tinha tirado fotos dele. 'Você é um fotógrafo profissional?' Respondi: 'sim, claro'. Depois prossegiu: 'Bom, preciso de fotos para poder enviar para o Brasil numa base regular. Pode-me ajudar?' Respondi naturalmente que sim, mas sob a condição 'que me pagasse para fazer tal coisa!'"
Senna - que no seu carro era ainda identificado como "A. da Silva" - venceu uma das mangas na versão mais curta do circuito, a versão Indy, e sob o instável tempo inglês, tinha a pole-position para a corrida final e venceu com 9,5 segundos de vantagem sobre o segundo classificado, o mexicano Alfonso Toledano. Quanto a Sutton, ele diz que "tinha acabado de assistir à performance de um jovem talentoso e carismático, que estava a caminho de ser uma das lendas da Formula 1". A relação de trabalho e de amizade durou até ao final dos dias de Senna, em 1994.
Hoje em dia parece um evento normal, mas em 1981, a divulgação dos feitos de um piloto no estrangeiro era algo do qual pouco se pensava, pelo menos para pilotos do seu calibre que aventuravam no estrangeiro. É certo que ele não era o primeiro, nem o último a fazer essa estrada, mas nessa altura, os brasileiros olhavam mais para Nelson Piquet e falavam da equipa Fittipaldi e de um dos seus pilotos, Chico Serra. Quando leio os arquivos da revista brasileira Quatro Rodas, noto o crescente destaque que ela dá a Senna à medida que os meses de 1981 e 82 passam.
Um bom exemplo que vi foi o fim de semana do GP da Belgica de 1982, em Zolder. No meio das noticias sobre a corrida e do acidente mortal de Gilles Villeneuve, há um pequeno destaque sobre a presença de Senna numa corrida da Formula Ford 2000 e do fato de algumas equipas de Formula 1 estarem de olho nele, e uma delas, se a memória não me falha, era a Williams. Interessantemente, recordei uma reportagem da TV finlandesa, onde estavam nessa mesma equipa (Keke Rosberg era o seu piloto numero um) e há um "flash" a meio da reportagem onde ele aparece.
Em 1983, quando faz a sua temporada na Formula 3 inglesa, o destaque a Senna é tão grande como a Formula 1, e à medida que essa temporada se transforma em uma parada triunfal, com vitórias atrás de vitórias, já todos falam na inevitabilidade do "Beco" ir para a categoria máxima do automobilismo, culminada com os testes feitos na Willams, McLaren e Toleman. Em suma, a grande lição que Senna deu nesses anos é que talento sem divulação é a mesma coisa que não ter talento. Sem um "manager" propriamente dito, encontrou alguns bons parceiros para divulgar os seus feitos e "pavimentou" a sua entrada na Formula 1. O seu talento nato, as vitórias e os títulos fizeram o resto.Em suma, muitos devem saber quando e com quem ele testou na sua primeira passagem pela Formula 1, mas acho que pouca gente se lembrava deste dia. Muitos talvez lembrem que o ano de 1981 representou a sua estreia nos monolugares, mas este pormenor de Brands Hatch, tenho sérias dúvidas. Mas enfim, agora que sabemos o que fez e a sua vida deu um documentário, pode-se olhar para esse dia e sabermos quando é que a sua carreira começou a ser construida.
P.S. Enquanto escrevia este post, descobri algo raro no Blog do Gomes: uma entrevista feita a Lilian Vasconcellos, a sua unica mulher. No meio de toda esta avalanche sobre Senna, ela quase foi esquecida, jogada para canto. Aliás, não ficaria admirado se muitos estavam convencidos que ele nunca se tinha casado e que só teve duas mulheres na vida, a Xuxa e a Adrianne Galisteu. pois bem, isso é treta.
quarta-feira, 10 de novembro de 2010
As entrevistas da Blogosfera

segunda-feira, 15 de setembro de 2008
Historieta da Formula 1: A incrível vida de Enrique Mansilla
Se procurarem por este nome nas estatísticas da Formula 1, não o encontrarão, pois ele nunca lá chegou. Mas eu o coloco aqui porque ele foi o primeiro rival de pista para um jovem brasileiro, então com 21 anos, que começava a sua carreira europeia na Formula Ford: Ayrton Senna.
Em 1982, Senna vai para a Formula Ford 2000, enquanto que Mansilla corre na Formula 3 britânica, a bordo de um dos carros da West Surrey Racing. É um dos candidatos ao título, mas... em Abril, o seu país invade as Falkland (Malvinas para os argentinos), e por uns meses, não participa no campeonato. No final desse ano, ainda consegue ser o terceiro classificado, e tem um teste de Formula 1, a bordo de um McLaren Cosworth, em conjunto com o irlandês Tommy Byrne e o inglês Dave Scott. Mansilla foi o mais lento dos três, a 3,5 segundos de Byrne, que nesse mesmo ano, tinha feito cinco corridas na Formula 1 ao serviço da Theodore Racing...
Em 1983, Senna está na Formula 3 britânica, batendo recordes atrás de recordes, e Mansilla está na Formula 2. Contudo, um acidente em Hockenheim, enquanto testava o seu carro, deixou-o quase cego de um olho, devido ao deslocamento de uma das retinas. No ano seguinte, rumou para os Estados Unidos, para correr na CART e na então Can-Am, e em 1985, dava por encerrada a sua carreira automobilistica.
O mais extraordinário vem depois: tornou-se prospector de ouro e diamantes! Partiu para Africa, mais concretamente a Libéria e a Serra Leoa, que nos anos 90 mergulharam em guerra civil, uma das mais crueis que aquele continente jamais assistiu (crianças-soldado, e pessoas com membros decepados...). Mansilla foi apanhado no meio do conflito, e foi preso durante cinco meses na Libéria, até que foi libertado graças aos seus contactos com o então presidente Charles Taylor. Depois ficou até ao inicio da década a trabalhar para Taylor, e agora voltou à sua Argentina natal, gozando uma vivência muito mais calma...sexta-feira, 2 de maio de 2008
A vida de Gilles Villeneuve - 1ª parte, o inicio
Lá no Forum do Autosport tenho um senhor, de seu "nickname" Villickx, que nos brinda de quando em quando com exclenetes artigos sobre os seus ídolos. E desde há algumas semanas, ele anda a colocar uma extensa biografia sobre a vida do Gilles Villeneuve. E como daqui a alguns dias comemoramos mais um aniversário da sua morte, achei por bem colocar aqui esta história. Já escrevi a biografia dele no ano passado, mas este vai um pouco mais longe...Hoje, coloco a primeira parte dessa biografia, que abarca os primeiros 24 anos de vida. Nos próximos dias coloco as outras partes, à média de um por dia.
GILLES, o meu tributo. - 1ª Parte (1950/1974)
No Canadá caem em média, em cada ano, 1,60mt de neve e todos os desportos de Inverno são extremamente populares. Nessa época surgiu com uma imensa popularidade o snowmobile que basicamente é uma moto de quatro rodas, sem rodas e com 2 pequenos skis dianteiros e uma “lagarta” de borracha para propulsionar o zingarelho. Esta moto tornou-se muito popular e as marcas existentes competiam entre si em campeonatos organizados como forma de se promoverem.
Gilles era um excelente praticante destas maquinetas que chegavam aos 160 km/h e após alguns bons resultados em corridas amadoras com uma moto dada pelo seu Pai aceitou um convite da Skyroule para se tornar um dos seus pilotos oficiais no campeonato do Quebéc. Estávamos nesta altura em 1970 e ainda sem ter 20 anos completos casou com Joann no dia 17 de Outubro pois … estava já na calha o futuro campeão de champ-cars e de F1 Jacques Villeneuve. Nas snowmobile, primeiro com a Skyroule, e depois com a Motoski, Gilles era o homem a bater pois a sua técnica pessoal e a sua coragem ilimitada tornavam-no inalcançável. Nesse ano foi campeão do Quebéc e ganhou ainda o Campeonato Mundial de 440cc em Nova York, para de seguida no dia 17 de Abril de 1971 se tornar o pai babado do pequeno Jacques.
Sem qualquer dificuldade “licenciou-se” com mérito e obteve a sua licença desportiva. “Sai de pista por diversas vezes. Mas, diverti-me imenso e ganhei 70% das corridas”. Assim, Gilles descreveu a sua primeira experiência competitiva em 4 rodas no Campeonato do Quebéc de Formula Ford. Com pouquíssimo dinheiro, pois as únicas receitas que tinha para sustentar a família e a competição provinha dos prémios de corrida do snowmobile, e sem nome na categoria, Gilles correu neste campeonato com um carro já com dois anos. Contudo ele era muito melhor que a concorrência directa e ganhou o titulo de "Rookie do Ano" e Campeão da categoria em 1973 ganhando 7 das 10 corridas disputadas.
Com um background já muito razoável em outras categorias, com uma enorme popularidade pessoal e com boas referências pessoais conseguiu negociar um lugar na Ecurie Canada por USD 70.000, que era a participação de patrocínios do piloto que a equipa exigia. Gilles não tinha um centavo disponível e a única possibilidade de fazer algum dinheiro era através da venda do único bem que possuía: a casa móvel onde morava com a sua mulher e os seus dois filhos desde que tinha casado. Mas mesmo essa casa estava hipotecada ao Banco!(continua amanhã)


