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sábado, 1 de dezembro de 2012

The End: HRT Formula 1 Team (2010-2012)

A HRT acabou esta sexta-feira, 30 de novembro. O anuncio ainda não e oficial, mas é oficioso. E sinal dos tempos: o anuncio de que a HRT fechou as portas foi dado pelo Twitter. Toni Cucurella, diretor desportivo da equipa espanhola, confirmou esta noite, no perfil da equipa no microblog, que “hoje, depois de três temporadas, a última página da HRT foi escrita". 

Provavelmente amanhã ou segunda feira aparecerá o anuncio oficial por parte da Thesan Capital, mas à falta de informações contrárias a tendência, a equipa espanhola deve ter anunciada a sua extinção. Quando isso acontecer, a Formula 1 terá onze equipas na temporada de 2013.

O desfecho era esperado desde o momento em que a Thesan Capital anunciou que iria vencer a sua participação na equipa, há cerca de duas semanas, e logo depois decidiu tinha iniciar o processo de dispensa de 30 dos seus funcionários e a suspensão das suas atividades em Madrid, pelo menos até ao final do ano. Ao longo desse tempo, houve noticias do potencial interesse de chineses, mas mesmo com um preço de venda a rondar os 40 milhões de euros, aparentemente, não anunciaram qualquer acordo. É que este era o "deadline" para tal.

Assim sendo, esta é a segunda das quatro equipas que Max Mosley queria colocar em 2009, para tentar levar por diante a sua politica de corte de custos, com um tecto orçamental de 50 milhões de euros. Das quatro equipas - Virgin, Lotus, Campos Meta e USF1, todos com motores Cosworth - apenas duas existem, sob novos nomes, Marussia e Caterham, e a USF1, projeto de Peter Widsor e Ken Andersson, nunca chegou a sair do papel.

Inicialmente, a HRT começou como Campos Meta, projeto de Adrian Campos e José Ramon Carabante, com chassis desenhados à Dallara e com Bruno Senna como piloto. Contudo, a ideia de captar patrocínios no Brasil com o nome de Senna acopolado revelou-se um enorme fracasso e as dificuldades económicas fizeram com que Campos se afastasse e entrasse José Ramon Carabante, contratando Colin Kolles como diretor desportivo. Quando ao nome, sofria a primeira mudança: agora chamava-se Hispania.

O primeiro ano teve Senna e um conjunto de pilotos secundários: primeiro Karun Chandhok, depois o japonês Sakon Yamamoto e o austriaco Christian Klien. Sem resultados de relevo, não foi a última classificada graças às piores prestações da Virgin. Mas a falta de dinheiro, principalmente os problemas financeiros das empresas de Carabante, quase fizeram com que a equipa terminasse após o primeiro ano. Em 2011, é contratado o italiano Vitantoino Luizzi e o indiano Narain Karthikeyan, com o indiano a ser substituido pelo australiano Daniel Ricciardo a meio da época. Um 13º posto, no Canadá, acabou por ser a melhor posição da equipa.

Por essa altura, um investidor privado espanhol, a Thesan Capital, aparece para comprar a equipa a Carabante e a equipa muda de nome, ou se preferirem, encolhe para uma sigla: HRT. Colin Kolles fora dispensado e transferem-se para Madrid. Karthikeyan fica e no seu lugar é contratado o veterano Pedro de la Rosa, na tentativa de a tornar um pouco mais "espanhola". Contudo, as coisas não melhoram, apesar de a equipa manter a mesma dupla ao longo do ano, sem trocas pelo meio. Não existem grandes patrocinadores nas carlingas do carro e vivia-se no presente, e como nas duas temporadas anteriores, não conseguiram acabar qualquer corrida nos pontos.

Com o anuncio nas últimas duas semanas, as coisas precipitaram-se e agora, o desfecho parece inevitável. 

Para finalizar, uma historieta: confesso que nunca tive jeito para fazer canções, mas houve uma altura em que me aventurei. E uma delas tinha a ver com a HRT, na altura Hispania. E imaginando quatro "mariachis" a cantar no "funeral" da equipa, o refrão para essa musica seria o seguinte:

"Adiós, Hispania
Formula One is a cruel thing
Farewell, Hispania
Don’t blame us, blame on Mad Max!"


Em suma, a Formula Um, no alto da sua competitividade, mostrando que nesse mundo, os aventureiros ou jogam pelas regras dos outros ou arriscam-se a ser comidos. Porque afinal de contas, estamos a falar do "Club Piraña". 

segunda-feira, 5 de março de 2012

Apresentações 2012 (12): O HRT F112

Demorou, mas apareceu. Ao contrário do que aconteceu nos anos anteriores, não o vimos a correr nos "paddocks" do Bahrein ou de Melbourne, mas também ainda não é o ideal, pois deveria ter sido apresentado no primeiro teste da temporada, e rodado como todos os outros, mas o chassis HRT F112 lá fez esta tarde o seu "shakedown" na pista de Barcelona, depois do encerramento da temporada de testes de pré-época. 

O pretexto? Um dia de filmagens, com o veterano piloto indiano Narain Karthikeyan ao volante. E tal como a Marrussia, vai ser uma das duas equipas que será puxado pelo motor Cosworth. E também como se pode ver, tem o famoso "bico de ornintorrinco", como todas as equipas... á excepção da McLaren e da Marrussia. Mas mais suave.

Veremos se sairá na última fila da grelha nesta temporada de 2012. Seria interessante.


sábado, 3 de março de 2012

Noticias: HRT não testa em Barcelona

O F112 não estará pronto a tempo para participar nos ultimos testes do ano, que decorrem neste momento em Barcelona. A equipa espanhola, que teve o seu chassis passado no crash-test há cerca de dez dias, depois de ter falhado na primeira tentativa, esperava ter prontos os seus dois chassis para Pedro de la Rosa e Narain Karthikeyan, mas estes não puderam vir da Alemanha a tempo, onde ainda estão a ser montados, fazendo com que a par da Marrussia, irá com um chassis "virgem" para Melbourne.

Contudo, a equipa dirigida agora pelo espanhol Luis Perez-Sala, já afirmou que quer colocar um chassis seu na segunda-feira, para um dia de filmagens de forma a também ver se todos os sistemas funcionarão própriamente antes da sua estreia em paragens australianas, daqui a duas semanas. 

sábado, 25 de fevereiro de 2012

Noticias: chassis da HRT passou no "crash-test" dsa FIA

Este sábado à tarde, soube-se que a HRT teve o seu "novo" chassis, o F112, aprovado no "crash-test" obrigatório da FIA, dez dias depois de ter chumbado na sua primeira tentativa, que o obrigou a falhar os testes desta semana, em Barcelona. Se isso pode ser considerado como boa noticia por parte deles, ainda existem sombras sobre a equipa, dado que não sabem dizer se terão um chassis pronto para os últimos testes da temporada, que acontecerão de novo no circuito de Barcelona, na próxima quinta-feira.

Como se sabe, a HRT terá como pilotos os veteranos Pedro de la Rosa e o indiano Narian Karthikeyan, com outro espanhol, Dani Clos, como terceiro piloto. Outra coisa do qual não se sabe muito, para além de um desenho, é saber se o F112 não será uma terceira versão do carro de 2010, pois não apresenta o tal "bico de pato" ou "ornintorrinco", como já lhe chamam aos outros carros.

Uma coisa é certa: eles estarão em Melbourne. Veremos se chegarão ao final da temporada...

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

Noticias: Dani Clos é terceiro piloto da HRT

A HRT confirmou esta manhã que o espanhol Dani Clos será o terceiro piloto da equipa, alinhando ao lado de Pedro de la Rosa e o indiano Narain Karthikeyan. E terá a oportunidade de experimentar o carro em algumas sextas-feiras de Grande Prémio ao longo desta temporada.

Naturalmente, o piloto de 23 anos era um homem satisfeito com a decisão. "É um grande passo na minha carreira, algo que sonhei em toda a minha vida e agora se transformou em realidade", começou por dizer ao site oficial da equipa. "Estou muito imprtessionado com o trabalho que esatá a ser feito, a equipa mudou muito desde que testei com eles em Abu Dhabi e acho que é uma grande oportunidade para fazer parte desta equipa. O que estão a fazer é prestigiante para o meu pais e tem imenso potencial. E correr ao lado de Pedro de la Rosa é muito importante para mim, porque ele e Karthikeyan podem contribuir positivamente para me fazerem um melhor piloto", concluiu. 

Nascido em Barcelona a 23 de outubro de 1988, começou a sua carreira ao karting, antes de passar para os monolugares em 2004. Começou na Formula Renault Itália e depois na europeia, onde venceu o campeonato em 2006. No ano seguinte, passa para a Formula 3 Euroseries, com resultados modestos antes de em 2009 passar para a GP2, pela Racing Engineering. Venceu uma corrida em 2010 e terminou essa temporada no quarto lugar do campeonato, e em 2011 foi nono, com dois pódios e 30 pontos. Na GP2 Asia Series, venceu uma corrida em Imola, acabando com oito pontos no campeonato.

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

Noticias: HRT falha no "crash test" da FIA

Já não faltam muitos chassis para serem mostrados: Marussia (ex-Virgin), Mercedes e a Hispania, ou HRT. Esta última está nas bocas do mundo devido às suas constantes mudanças - depois de Valencia, vão agora para Madrid - pela nova gerência e agora pelo seu "crash-test" para o seu novo F112, que aparentemente não passou nos testes da FIA.

Na sua conta de Twitter, pode-se ler: "14 crash tests passed. Chassis approved but the two that failed (by minor margin) prevent us to have the car ready for first Barcelona test.” (Aprovados em 14 dos 16 "crash-tests", mas falhamos os outros dois por muito pouco. Isso nos impede de o ter pronto a tempo para a sessão de testes de Barcelona).

Não se sabe ainda se irá ter o famoso "bico de ornitorrinco", mas nesta terça-feira em Jerez, Pedro de la Rosa pedira aos responsáveis que arranjassem um chassis com as novas soluções adoptadas por todas as equipas até agora... exceto a McLaren. Veremos se os desejos do veterano piloto espanhol serão cumpridos ou não... mas não será em Barcelona que o veremos.

domingo, 5 de fevereiro de 2012

O novo logotipo da HRT

Esta vi no blog Guard Rail: quem esteve hoje em Jerez descobriu hoje que a Hispania, ou HRT, mostra hoje o seu novo logótipo nos seus camiões. Estilizado e interessante, com o dourado e o amarelo como cores dominantes.

Agora resta saber se o novo carro será apresentado no dia indicado. Eles afirmam que será na segunda sessão de testes, em Barcelona. Veremos...

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

Noticias: Narain Karthikeyan é piloto da Hispania... ou HRT

A lista de pilotos de Formula 1 para 2012 ficou fechada esta manhã com o anuncio da contratação do indiano Narain Kerthikeyan para a HRT. A troco de oito milhões de euros, vindos da habitual TATA, segundo se fala em paragens espanholas, ele será o segundo piloto da equipa, ao lado do veterano piloto espanhol Pedro de la Rosa.

"Foi preciso muito trabalho para que isto tivesse acontecido, mas estou bastante entusiasmado por poder estar na grelha de Formula 1 de 2012 com a HRT. Fiquei agradado com a nossa performance consistente no GP da Índia, em frente aos meus adeptos apaixonados e estou ansioso por consolidar esse resultado em 2012", começou por referir Karthikeyan. 

"Tenho treinado arduamente desde o final de 2011, de forma a estar preparado para os rigores da Fórmula 1 se a oportunidade surgisse. Estou muito contente por ter assinado com a HRT. Com a nova direção, o Pedro [de la Rosa] e a equipa existe um grande potencial para progredirmos", acrescentou. 

Da parte do novo diretor desportivo da equipa, o ex-piloto Luis Perez-Sala, a escolha pelo indiano recaiu no facto de poder contribuir para maior estabilidade e evolução do monolugar: "Ele é rápido, intuitivo e seguro que cumpriu as expectativas apesar da falta de continuidade no ano passado. Dos oito grandes prémios em que participou em 2011, apenas não terminou uma vez e teve uma grande prestação na última prova em que tomou parte", afirmou. 

E com este anuncio, a Hispania conseguiu algo espantoso: esta será a dupla mais velha dos últimos 20 anos, desde a dupla da Williams desse ano, constituido por Nigel Mansell e Riccardo Patrese, que começaram a temporada com 38 anos cada um. Digo isto porque Pedro de la Rosa fará 41 anos no próximo dia 24 deste mês, enquanto que Karthikeyan fez 35 anos no passado dia 14 de janeiro, o que dará um total acumulado de 76 anos. E será que essa dupla experiente dará o necessário "feedback" para a evolução deste carro? Veremos... se ele estiver pronto a tempo da primeira corrida do ano, em Melbourne.

sábado, 21 de janeiro de 2012

As novas especulações sobre o futuro da HRT

Falar de que o futuro próximo da Hispânia está a ser colocado em causa, não é novidade nenhuma. Quem se recorda dos eventos de 2010 e 2011 sabe que falar de novo sobre isto em 2012 não é novidade nenhuma, especialmente quando se sabe que agora, a HRT é espanhola e que a sua nova sede é em Valencia, depois de se ter livrado de Colin Kolles para colocarem no seu lugar o ex-piloto Luis Perez-Sala.

Então, qual é a grande novidade no meio desta velha história? A BBC afirma que o carro não estará pronto a tempo da primeira corrida do ano, no próximo dia 18 de março, na Austrália. As razões são de que com a mudança de Munique para terras espanholas fez com que perdessem parte do seu "staff" e precisam de ter novos componentes prontos para a próxima temporada, e as firmas que o fazem não terão essas novas pelas a tempo. Em suma, nada que não tenha explicado há cerca de uma semana neste post.

Só que essas especulações tiveram resposta por parte da HRT. E eles negam tudo. "Os rumores de que não faremos parte das primeiras corridas de 2011 não são verdadeiras. Queremos estar presentes na segunda sessão de testes com o novo carro", afirmou. Essa segunda sessão de testes acontecerá a 21 de fevereiro, em Barcelona. Contudo, fontes dentro da equipa admitem que a construção do chassis da equipa sofreu alguns atrasos.

E quanto à possibilidade de algum comentário do seu novo diretor, Perez-Sala, a mesma porta-voz afirmou que, por agora, nada dirá: "Ele está concentrado no novo carro e na estrutura da equipa, e perfere não fazer quaisquer comentários até que tudo esteja no seu devido lugar", afirmou. Por agora, as especulações avolumam-se, e ainda tem a questão do "crash-test", do qual o "novo-velho" chassis terá de passar antes de poder rolar na pista.

Quanto a pilotos, depois de há dez dias se falar em Jerôme D'Ambrosio, agora o nome mais falado em paragens espanholas é o holandês Gierdo Van der Garde, que poderia entrar com um patrocinio de 10 milhões de euros provenientes da McGregor.  

quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

5ª Coluna: o que vai fazer a Hispania em 2012?

Por estes dias, a Hispania - ou HRT como é chamado - é uma incógnita. É certo que a Thesan Capital adquiriu-a a meio do ano passado à familia Carabante, e que apostou imenso numa "hispanização", com a mudança da sede para Valência, na contratação de Luis Perez-Sala para diretor desportivo e a sua transferência de Munique, onde estava a trabalhar nas instalações de Colin Kolles, para Valencia, no sentido de exarcebar a sua "hispanidade" para o resto do mundo. Mas muitos dentro do "paddock" acham que essa mudança foi de cavalo para burro e poderá ter apressado o seu fim.

Soube na terça-feira, via Twitter, por alguém que não consegui fixar o nome, que a mudança de Munique para Valencia e a saida de Colin Kolles do xadrez da Hispania poderá ter feito com que a equipa tivesse perdido cerca de... 90 por cento dos funcionários, entre mecânicos, engenheiros e administrativos. E a sua mudança para Valência não foi aquilo que eles sonhavam, pois em vez de irem para a zona do porto, que fora reconstruida para a America's Cup e para o Grande Prémio, foram para um armazém alugado nos arredores da cidade.

E para piorar as coisas, segundo nos conta o Joe Saward no seu blog, há problemas em relação a certas partes do carro, que passado um certo prazo de validade, tem de ser refeitas segundo os regulamentos da temporada que aí vêm. A mudança para Valencia fez com que não só tenham problemas em termos de mão-de-obra, mas também na velocidade e capacidade de construção dessas novas peças, e parece que não terão isso a pronto da primeira corrida do ano, na Austrália. Claro, no caso da Hispania, podem subcontratar, mas encontrar firmas em Espanha que façam esse trabalho é complicado, e quando encontrarem, certamente que será mais caro do que quando faziam isso na Grã-Bretanha ou Alemanha.

Uma coisa é certa: parece que pela terceira vez consecutiva, o novo-velho chassis não estará pronto a tempo para a nova temporada. Pelo menos no dia 1 de fevereiro, data do inicio dos testes.

Mas enquanto se ouve o pior sobre a situação da equipa, ouvem-se ainda rumores sobre o segundo lugar da HRT, já que o primeiro pertence ao veteranissimo Pedro de la Rosa. Fala-se de Dani Clos, que tem o apoio de Luis Perez-Sala, mas também fala-se de Jerôme D'Ambrosio, ex-piloto da Virgin, que tem também dinheiro suficiente para comprar o segundo lugar, dez milhões de euros, creio eu. Francamnte, creio que há muitos pilotos que desesperam para correr, não interessa em que lugar for. O iman da Formula 1 é forte, muito forte, e como sabem, muitos bons pilotos - e até com carteiras fortes - ficarão de fora nesta temporada que aí vêm. Só que isso é suficiente para se sujeitarem a um "dinocarro", cuja prontidão ainda é uma incógnita? 

Só o tempo responderá, e só ele é que saberá como é que irá acabar o III Ato da saga da Hispania. 

terça-feira, 22 de novembro de 2011

O regresso de De La Rosa tem a ver com outro regresso

Se ontem falei dos "matusaléns" Michael Schumacher, Rubens Barrichello e Pedro de la Rosa, hoje vou concentrar num em particular, pois tem a ver com o regresso de um piloto à categoria máxima do automobilismo, ele que tem quase 41 anos de idade e passou grande parte da carreira como piloto de testes da McLaren. O regresso de De la Rosa e o seu ingresso na HRT por duas temporadas, faz parte dos planos que a Thesan Capital tem em relação à equipa, que o querem tornar cada vez mais espanhola.

E isso pode ser lido no blog do Joe Saward, que falava de um nome que por mais que se negue por parte do próprio, essas "negas" são muito pouco convincentes. E aqui fala-se de Alejandro Agag, patrão da equipa Addax, da GP2. É certo e sabido que Agag, genro de José Maria Aznar, ex-primeiro ministro de Espanha, tem ambições de Formula 1, mas não o quer fazer com o seu próprio dinheiro. E como este anuncio acontece precisamente um dia depois do Partido Popular, de Mariano Rajoy, regressar ao poder com uma passadeira vermelha estendida aos seus pés (obteve uma vitória absoluta, com 186 lugares, contra os 110 do PSOE) pode-se pensar que o novo governo espanhol terá um "dedinho" nesta aventura.

Isto porque a Comunitat Valenciana é do PP e foi a atual administração que negociou com Bernie Ecclestone para acolher a Formula 1 naquela aberração que é o circuito urbano da terceira maior cidade de Espanha. Uma cidade, diga-se, que tem nos arredores o circuito Ricardo Tormo...

Saward vai um pouco mais longe e diz que Agag tem intenções de vender a sua equipa para outro interessado com os bolsos cheios, para que, com esse dinheiro - e se calhar com os patrocinadores que tem consigo - financiar a sua aventura na Formula 1. E ele fala que quem poderia estar interessado na sua equipa Addax era nem mais, nem menos do que o ex-piloto Gerhard Berger, e que em tempos cuidou da Toro Rosso. Aliás, Agag vendeu há algum tempo a sua equipa de GP3 para a Trident.

Eu vou um pouquinho mais longe: como sabem, Luis Perez-Sala é também conselheiro na Thesan e na HRT, e é tio de Daniel Juncadella, piloto de Formula 3 que ganhou agora a corrida de Macau. Ora, ele tem como patrocinador a Astana, que investiu muito no ciclismo nos últimos anos, acolhendo espanhois. Nada desmente que Sala, que de uma certa maneira, está a ajudar o seu sobrinho da melhor maneira possível, o coloque na GP2 - na Addax, porque não? - e o apresente também como terceiro piloto da HRT em 2012, com direito a umas voltinhas no F111. E com o dinheiro dos cazaques. Neste momento pode ser especulativo, mas é lógico.

P.S: Cada vez mais se especula que a Toro Rosso irá largar ambos os pilotos no final da época, para colocar no seu lugar o australiano Daniel Ricciardo e o francês Jean-Eric Vergne. Se esse for o caso, só demonstra o tipo de pessoas que andam a cuidar do programa de desenvolvimento dos jovens pilotos da Red Bull. Ou por outras palavras, correr por ali pode-te garantir um lugar na F1, mas é um presente envenenado...

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Os Matusaléns da Formula 1 ganham nova vida

Não sei se é o "tirem as crianças da sala" como diz o Rodrigo Mattar, autor do "A Mil Por Hora", mas parece que "quando mais velho, melhor". Conhece-se Michael Schumacher, 42 anos, na Mercedes até 2012 e com possibilidade de ficar até 2014, quando fizer...45 anos. E aparentemente, Rubens Barrichello anda a ganhar mais um prolongamento da sua carreira na Formula 1 em 2012, estando a negociar um lugar na Renault, futura Lotus, ao lado de Romain Grosjean, Vitaly Petrov ou Bruno Senna. Mas ainda tem mais: outro quartentão, Pedro de la Rosa, poderá regressar à Formula 1 na temporada de 2012, ao serviço da HRT, ex-Hispania.

Sobre Barrichello, tenho que tirar o chapéu, pois vai ter a sua merecida vigésima época na Formula 1. Pelo menos tenho de encarar isso como "prémio de carreira". E ao contrário de muitos que torcem no Brasil para que no próximo domingo anuncie a sua retirada de competição, acho que ainda tem algo para dar na Formula 1, embora, claro, diga que nunca vai ser campeão do mundo. Mas ainda tem velocidade e experiência para dar e vender. Contudo, também tenho consciência de que, se Eric Boullier escolher Romain Grosjean como segundo piloto, em detrimento de Bruno Senna, muitos em terras tupiniquins criticarão fortemente o "Matusalém" Barrichello por ter tirado o lugar ao "Primeiro Sobrinho".

E quando digo que Barrichello ainda é uma "mais-valia", falo sobre a possibilidade de ele ainda poder ficar na Williams em 2012, com motores Renault. Nas últimas horas, cresce a ideia de que a equipa decidiu abdicar de contratar Kimi Raikkonen, porque aparentemente, o finlandês exigiu contrapartidas muito altas, a principal seria ser acionista da equipa, ou seja, ser co-proprietário, em conjunto com Frank Williams, Patrick Head ou Christian "Toto" Wolff. Caso seja verdade, só solidifica a minha ideia de que Kimi não está muito interessado em regressar à Formula 1 em 2012, ao contrário dos desejos de muita gente. Aliás, leio no blog Ultrapassagem de que o verdadeiro objetivo de Kimi é a Mercedes, em 2013, quando Michael Schumacher terminar o seu contrato com a marca. Isto é, se o alemão heptacampeão do mundo decidir não renovar...

Já no caso de Pedro de la Rosa, primeiro o Rodrigo Mattar avisou no Facebook. E depois li a noticia no Guard Rail: o piloto de 40 anos assinou um contrato com validade para duas temporadas. O anuncio oficial acontecerá amanhã, numa conferência de imprensa onde se anunciarão também os planos futuros da HRT, que passa pela instalação na cidade de Valencia e da entrada em cena de Luis Perez-Sala, ex-piloto de Formula 1 e tio de Daniel Juncadella, que venceu este domingo o GP da Macau. E hoje li no Bandeira Verde uma coisa interessante que não tinha reparado neste final de semana macaense: Juncadella tem como patrocinador... a Astana, do Cazaquistão. Tudo é possivel, certo? Vamos estar atentos ao que dirão amanhã.

Depois disto tudo, temos de ser sinceros: a maioria das pessoas que dizem isso julga saber o que é bom para a Formula 1. Acha que para correr ali tem de ter um prazo de validade semelhante aos dos futebolistas: só podem ficar até aos 34, 36 ou 38 anos. Se querem prolongar a sua carreira automobilística, as pessoas acham que deveriam ir para a Indy, Turismos ou Le Mans para deixarem os lugares vagos para os jovens. A realidade é outra: as equipas não tem possibilidade de fazer muitos testes e aqueles veteranos ainda tem algo muito valioso para dar. E num mundo onde os testes estão altamente regulamentados, a experiência ainda é ouro. Eles sabem disso, e não nós.

Mas olho para o passado e colocando exemplos como o de Juan Manuel Fangio, campeão pela primeira vez aos 40 anos e que correu até aos 46, altura em que fez provavelmente uma das melhores demonstrações de condução de sempre, no Nurburgring, em 1957. Mas lembro também de Fangio ter dito, depois dessa demonstração que "não quero mais voltar a fazer isto", como sinal de que era altura de abandonar a competição, e assim o fez. Mas eram os anos 50, uma altura em que o mundo saía de uma guerra devastadora, que tinha cortado as carreiras de muitos com que Fangio conviveu, como Luigi Villoresi ou Giussepe "Nino" Farina, que correram com quase ou mesmo com 50 anos.

E os carros de Formula 1 desse tempo eram bem menos exigentes do que agora. Acho que ninguém gosta de os ver arrastar na pista, como aconteceu ao Graham Hill, que aos 47 anos ainda corria, e era uma pálida sombra do seu passado vencedor. Tiro o chapéu das suas carreiras, mas a última impressão da pessoa é a que mais dura, e ver Schumacher, Barrichello e De la Rosa numa grelha onde alinhariam ao lado de pilotos vinte anos mais novos como Jaime Alguersuari, por exemplo, é um pouco estranha. Mas como disse acima, eles é que sabem disto melhor do que nós.

sexta-feira, 16 de setembro de 2011

Algumas novas em algumas frentes

Lembram-se dos meus artigos durante a semana sobre a Lotus e sobre a Hispania? Como sabem, eles tem como base os artigos escritos pelo Joe Saward no seu blogue, e hoje ele deu mais algumas atualizações sobre ambos os casos. No caso da Lotus, é um fato revelador e no segundo, as coisas parecem estar confusas. Muito confusas mesmo.

Vamos por partes: no primeiro caso, a bolsa de Kuala Lumpur revela que as ações da Proton cairam ontem para um minimo de dois anos após o relatório da marca sobre os seus primeiros meses de 2011, onde afirmou que teve uma perda de lucros na ordem dos... 94,6 por cento. E as razões são explicadas pelos gastos fora do normal por parte da Lotus, por causa dos seus inumeros - e megalómanos - projetos automobilisticos liderados por Dany Bahar. E há a pequena revelação de a Proton pediu um empréstimo de 400 milhões de dólares a um consórcio de seis bancos malaios, a saber: CIMB Bank Bhd, Malayan Banking Bhd, Oversea-Chinese Banking Corp Ltd, Export-Import Bank of Malaysia Bhd, Affin Bank Bhd e a EON Bank Bh.

Em suma, a aposta forte no projeto de Bahar está a ter as suas consequências em termos dos lucros da companhia malaia, que é detida pelo Estado e normalmente, são deficitários e pouco eficientes, como são as companhias estatais um pouco por todo o mundo... vejamos como é que serão as coisas na segunda metade do ano, mas com as campainhas de alarme a soarem na sede, pode ser que peçam a Bahar para que abrande o ritmo e comece a concentrar-se naquilo que vale a pena. Um projeto em vez de sete ou oito, por exemplo.

Em relação à Hispania, a confusão é total. Falava-se no inicio da semana que Alejandro Agag estaria interessado em comprar a equipa, para o transformar numa verdadeira escuderia "fabricada en España", com sede em Valencia, mas parece que Agag nem quer pensar nisso. Assim sendo, a Thesan pode estar a pensar noutra coisa para fazer lucrar o projeto, atraindo algum investidor interessado. E isso parece estar a ser complicado para eles.

Entretanto, parece que se confirma que irão dispensar os serviços de Geoff Willis, que andava a projetar o carro para 2012, em regime de consultadoria. A explicação para a dispensa é simples: o contrato acabou e a Thesan optou por não o renovar. E há outro fator: Willis trabalhava em Brackley, numas instalações que faziam parte da Honda e Brawn GP, não aproveitadas pela Mercedes. E a Thesan virou-se para um grupo de projetistas aerodinâmicos que estão instalados em Munique, com a intenção de instalar um escritório em Greding, nos arredores da mesma cidade. E quem estaria a desenhar esse carro? Jorg Zander, ex-Honda e ex-Brawn GP, o homem que ajudou a desenhar o Brawn BGP001, o tal que "papou" o campeonato do mundo de 2009. A ajudá-lo estaria o espanhol José Gallego Segura, que já trabalhou na Toyota e BMW.

Com esta situação, pode-se pensar uma de duas coisas: ou Colin Kolles poderia voltar a mexer as mãos na massa, pois a sua sede é em Munique, ou então, que a Toyota namora num regresso para pós-2014. Sinceramente, não acredito em nenuma dessas possibilidades...

P.S: Acabo de ler o artigo que o Luis Fernando Ramos escreveu na Total Race sobre a atual situação da Williams. Mais do que recomendável, é no mínimo, revelador.

terça-feira, 13 de setembro de 2011

O futuro imediato da Hispania F1

No meio de tanto burbirinho sobre Williams, Renault e até Lotus, há uma outra equipa do qual não tem falado muito nas últimas semanas, que é a Hispania, que como sabem, foi comprada no final da primavera pela Thesan Capital, uma firma de investimento com a finalidade de pagar as contas e arranjar um comprador para ela, dado o fato de ter algo valioso, que é um lugar na Formula 1.

Pensa-se que este silêncio seja porque não tem novidades de maior para comunicar. Pois bem, o que se fala nos bastidores é bastante interessante, pelo que li esta terça-feira, primeiro na Autosport portuguesa e depois no blog do sempre bem informado Joe Saward.

Lá, ambos confirmam o seguinte: a grande interessada na HRT (o nome que arranjaram, mas perfiro chamar de Hispânia) é um velho conhecido chamado Alejandro Agag. Ex-sócio de Adrian Campos, dono da equipa Addax, na GP2, e casado com a filha de José Maria Aznar, ex-primeiro ministro espanhol e com grandes contactos no meio empresarial, está a fim de transformar a Hispania naquilo que deveria ser, mas nunca foi: uma equipa espanhola. Para isso, quer levar aquilo que existe para Valencia, e montar uma fábrica por aquelas bandas, onde se poderia desenhar e construir os chassis. Para isso, precisa de outras pessoas que não Geoff Willis, pois está de uma certa forma ligado à Williams.

E porque dispensar um ativo importante como esse? Porque o objetivo deles... é ligar-se á Renault. Em 2012, querem comprar motores Renault e tudo o que vem atrás: caixa de velocidades, sistema KERS, eletrónica, etc. A confirmar-se, será a quinta equipa a ter motores da marca francesa, depois da "Renault", Red Bull, Team Lotus e a partir do ano que vêm, a Williams. Agag quer não só fazer da Hispania um objetivo para aqueles que correm na GP2, como quer também dar o tal salto de qualidade que necessita. Tem excelentes patrocinadores consigo, como a qatari Barwa, a maior firma imobiliária do Médio Oriente, mas também tem como potencial patrocinador na equipa a firma Pepe Jeans, que pertence a um dos sócios de Agag, Juan Abelló.

Este Abelló é uma personagem interessante, pois graças à companhia Torreal, tem participações em vários sitios que vão desde a companhia de roupas Hackett (atualmente patrocina a Lotus) até deter uma participação significativa numa coisa chamada Imagina, que é a dona da Mediapro, que detêm os direitos televisivos da Liga espanhola, ou seja: Real Madrid e Barcelona, as duas equipas mais famosas do mundo.

E caso Agag chegue a um acordo com a Thesan para ficar com a Hispania, isso significa colocar o francês Charles Pic na Formula 1. Por duas razões: a sua familia paga facilmente os dez milhões de euros que a equipa pede de caução - ela é dona de uma firma de seis mil camiões-cisterna que transporta a gasolina da Total das refinarias para as bombas de gasolina - e segundo, Pic corre na Addax.

O Joe fala que o grande rumor por estes dias é que Agag, Abelló e Thesan ficaram cada uma com um terço da equipa - pelo menos - e que as instalações seriam transferidas para Valencia. Contudo, existem dois grandes obstáculos: Colin Kolles e a Renault. A primeira tem a ver com contratos anteriores, que fazem com que ele detenha um parte da equipa até ao final de 2012, e os seus carros estão na sua posse na sua sede de Munique. O outro lado até deixaria que Kolles ficasse, desde que estivesse no seu canto, sem poder executivo. Mas esse tipo de acordo não faz parte do "ethos" do germano de origem romena, logo, a alternativa seria negociar um contrato de rescisão, dando dinheiro em troca dos chassis e demais peças existentes na Alemanha.

E quanto à Renault, resta saber se quer fornecer uma quinta equipa, depois de ter feito a meio do ano um acordo de fornecimento de motores com a Williams para 2012 e seguintes. Segundo se ouve por estes dias, eles andam mais preocupados com o que se passa nas bandas da Proton-Genii, pois toda a gente quer se livrar da Genii Capital e de Gerard Lopez. E a Renault está a ponderar sériamente exercer o direito de "recomprar" a parte que vendeu há dois anos à mesma Genii, pois o seu novo CEO e numero dois no conglomerado Renault-Nissan, o franco-português Carlos Tavares, é um interessado por automobilismo, ao contrário de Carlos Ghosn.

Mas isso, são contas de outro rosário. O que conta é saber que a Hispânia, HRT ou HPV... como queiram, está a passar por momentos muito interessantes que merecem ser seguidos nas próximas semanas.

Williams: uma equipa à venda

Lendo o que se fala neste inicio de semana sobre as equipas de Formula 1, vejo que se fala muito de Williams, Renault e Hispania (desculpem lá, mas não digo HRT) em tudo que é comunicação social especializada. Como agora o problema é a abundância, decidi que tinha de ter um critério de importância para falar sobre estas equipas. E como hoje se fala imenso da Williams e da transferência de Sam Michael para a McLaren, acho que esse deve ser a primeira equipa a ser referida por aqui.

Esta tarde, estava a ver o excelente artigo do José Inácio sobre a Williams, em que culpa de uma certa forma a má gestão de Adam Parr pela decadência da equipa de Grove nos últimos anos. Concordo plenamente com essa afirmação, dado que durante a sua gestão foram mais os técnicos e os patrocinadores a sair do que a entrar, e as mais recentes operações como a capitalização bolsista do inicio do ano em Frankfurt, que desvalorizaram a equipa para quase metade, fez com que agora esteja à venda ao melhor interessado. E tem duas hipóteses: ou é comprada pelos holandeses da McGregor e ficam com o Gierdo Van der Garde, ou então aceitam um piloto pagante com experiência. E em relação a isso, vale a pena ler o que vem esta semana na Autosport portuguesa, no artigo escrito pelo suspeito do costume, Luis Vasconcelos.


"WILLIAMS NO CENTRO DO MERCADO

A Williams concentra as atenções, sendo Petrov e Sutil os homens em foco, assumindo-se como potenciais sucessores de Barrichello

Vitaly Petrov saltou para o mercado de pilotos nos últimos dias, depois de ter ficado claro que o seu lugar na Renault não estava minimamente seguro para 2012. Os responsáveis da equipa esperavam uma progressão mais acentuada do jovem piloto russo, que sentiu a falta de Robert Kubica na liderança no terreno e pouco ou nada evoluiu ao lado de Nick Heidfeld.

Como para além disso, o russo não se tem mostrado superior a Bruno Senna pela margem que se esperava na Renault, dada a diferença de experiência e rodagem dos dois, a sua cotação no seio da equipa de Enstone baixou de forma significativa nas últimas duas corridas. Acresce que a Renault continua a ter enormes dificuldades para encontrar patrocinadores na Rússia, o que torna a manutenção do piloto de Vyborg menos atraente para a equipa que ainda é de Gerard Lopez.

Só que Petrov tem um aliado de peso para se manter na Formula 1: Bernie Ecclestone. O patrão da F1 quer manter o piloto russo no ativo pelo menos até à realização do primeiro Grande Prémio em Sochi - previsto para 2014 mas muito provavelmente adiado por um ano para 2015 - e, por isso, Ecclestone contactou a Williams, que necessita desesperadamente de um segundo piloto pagante para o próximo ano para acompanhar Pastor Maldonado.

A possibilidade de angariar cerca de dez milhões de euros em patrocinios russos e o fato de Petrov ter já dois anos de experiência na F1 jogam a favor da sua candidatura, mas para já, Adam Parr parece perferir Adrian Sutil, que mesmo só podendo garantir metade do dote do russo, tem a seu crédito cinco anos de experiência, está a efetuar a sua melhor temporada desde que chegou à Formula 1 e é particularmente veloz à chuva, podendo obter resultados importantes em corridas particularmente difíceis, o que é atraente para uma equipa sem carro para andar nos lugares da frente.

À ESPERA DOS HOLANDESES

Mas esta questão do mercado de pilotos é secundária, tanto para a Renault como para a Williams. Ambas as equipas negoceiam com Marcel Boekhoorn para 2012 e nos anos seguintes, esperando atrair o milionário holandês, mesmo se isso implica ter de colocar o seu genro, Gierdo van der Garde, num dos seus carros.

Como já noticiamos há duas semanas, Boekhoorn está a considerar a possibilidade de comprar a equipa Renault F1 (ler em separado) mas ainda não fechou as portas a limitar o seu investimento e a comprar um lugar na Williams para o seu protegido. Caso opte por esta solução, Boekhoorn colocará Van der Garde ao lado de Maldonado na Williams, apesar de Parr garantir que não quer dois pilotos inexperientes como titulares.

Mas o mais provável é acabar mesmo por avançar para a comprar da Renault, colocando o piloto holandês na equipa de Enstone, ao lado do recuperado Robert Kubica, o que lhe dará uma excelente oportunidade de aprender com um piloto de ponta sem estar sob pressão, deixando Petrov e Sutil no mercado, com a Williams a ser o principal alvo dos pilotos."

De forma um pouco mais pessoal, creio que são desenvolvimentos interessantes, mas dos nomes que estão à baila, deve-se colocar mais um, que é o de Bruno Senna. Caso se confirme o regresso de Robert Kubica à boa forma e a compra da Renault por parte do holandês, o piloto brasileiro ou voltaria à condição de terceiro piloto na Renault, vendo se Kubica fique mesmo curado ou não, ou ficaria de fora para 2012, e lá tem de arranjar novo poiso.

Acho que sobre esse capítulo, merece um post à parte, mas digo isto: com 2,5 milhões para meia época, e como terceiro piloto, se apresentar bons resultados e os patrocinadores locais forem mais generosos, o Bruno seria uma carta fora do baralho? Pelo que vejo, leio e oiço, oficial e "oficiosamente", não creio...

segunda-feira, 5 de setembro de 2011

Noticias: Narain Kathikeyan vai correr no GP da India

O indiano Narain Karthikeyan irá voltar ao monolugar da Hispânia a 30 de outubro, para disputar o GP da India, o seu país natal. O anuncio foi feito pelo próprio hoje, depois de confirmar o patrocinio da Hero Motors, uma companhia local de automóveis, com ligações à Honda, através de uma "joint-venture".

Hero Motors será uma das primeiras corporações a estar presentes no Grande Prémio da India e estamos muito orgulhosos por estar associados com a HRT e com Narain Karthikeyan” afirmou no seu comunicado de imprensa Pankaj Munjal, diretor comercial da Hero Motors.

A nossa aliança com a HRT irá providenciar uma plataforma única para o Grupo no sentido de mostrar as suas competências para uma audiência global", concluiu.

Karthikeyan, atualmente com 34 anos, volta a ssim a um lugar onde esteve nas oito primeiras corridas deste ano, numa temporada que marcou o seu regresso à Formula 1 após uma experiência de uma temporada pela Jordan em 2005. Sem resultados de relevo e sem patrocinadores importantes, cedeu o seu lugar para o australiano Daniel Ricciardo a partir do GP da Grã-Bretanha.

E pelo que se fala no "paddock", poderá não ser o unico piloto a guiar na corrida indiana. Karun Chandhok, o terceiro piloto da Lotus, poderá ter uma oportunidade de correr nesse grande Prémio, no lugar de um dos seus pilotos habituais, mas até agora, o dono da equipa, Tony Fernandes, descarta tal ideia.

quinta-feira, 4 de agosto de 2011

O horizonte incerto da Hispania

Três semanas depois da compra da Hispania às mãos da Thesan Capital, as noticias vindas de Espanha neste últimos dias demonstram que afinal houve mais alguma coisa que confirmou as suspeitas de que não foi mais do que uma aquisição do Banco Popular para saldar as dívidas que José Ramon Carabante tinha para com a banca. E o objetivo da Thesan, como toda a empresa de capital de risco, é de ver que maneira é que pode lucrar com o que tem agora nas mãos. É isso que vem escrito no Autosport desta semana, num artigo assinado por Luis Vasconcelos.

HRT SEM FUTURO DEFINIDO

"Os contornos da passagem de poder da HRT começam a emergir, três semanas depois da familia Carabante ter cedido o controlo da escuderia ao desconhecido Thesan Capital. Segundo fontes espanholas, foi o Banco Popular quem decidiu resgatar a equipa para cobrar parte da enorme dívida que José Ramon Carabante tem junto da instituição, mas como não queria aparecer como gestora da HRT, cedeu-a à Thesan Capital, financiando por inteiro a operação.

Segundo as mesmas fontes, aos novos responsáveis da equipa espanhola foi pedido que fizessem, até ao final de agosto, uma análise à situação para chegarem a uma de duas conclusões: ou a equopa pode ser rentável a partir do próximo ano e, por isso, mantêm sob gestão da Thesan Capital, ou não pode e haverá que encontrar um novo comprador daqui até ao final da presente temporada.

Entretanto, e na prespectiva de se manter à frente dos destinos da HRT para 2012, os espanhois já fizeram saber aos candidatos aos dois volantes que o preço a pagar por temporada é de dez milhões de euros, com o francês Charles Pic a ser cada vez mais mencionado como provável elemento da equipa no próximo ano."

sexta-feira, 29 de julho de 2011

Rumor do dia: Pau Gasol pode ser um dos priprietários da Hispania

Pode ser treta publicitária, dado que a fonte desta noticia é o jornal "As", mas bem vistas as coisas, é uma história que merece ser contada, dado o fato da Hispania ter novos proprietários e saber que anda à procura de dinheiro fresco. Assim sendo, parece que Pau Gasol, um dos desportistas mais bem pagos da NBA, tinha investido dinheiro na Hispania, no tempo dos Carabantes, e tem uma clausula que poderá exercer até ao dia 22 de agosto, caso queira investir mais na equipa. E caso não queira, ainda pode haver chineses no negócio. Eis a noticia que apareceu na edição de hoje do jornal "A Bola".

PAU GASOL PROPRIETÁRIO DA HISPANIA?

Estrela dos Lakers tem prazo até 22 de agosto para exercer direito de compra da equipa.

Pau Gasol, estrela dos Lakers, da NBA, pode vir a tornar-se no principal acionista da Hispania, agora conhecida como HRT, a primeira equiopa espanhola de Formula 1. Gasol, considerado como o melhor basquetebolista espanhol de todos os tempos, já detêm açoes na equipa na sequência da amizade com os primeiros proprietários da Hispania [José Ramon Carabante] e por isso foi um dos principais investidores no projeto logo de inicio, com pouco mais de um milhão de euros.

Como acionista, Gasol tem até ao dia 22 de agosto para exercer o direito de compra da equipa, que atualmente vale 46 milhões de euros. Porém, de acordo com o jornal AS, o dinheiro não sairia do bolso de Gasol quando há interesse do Wasserman Media Group, que gere os direitos de imagem de Gasol, em avançar com o negócio em função de uma parceria com a empresa chinesa Erdos, que, por sua vez, estaria interessada em colocar o primeiro piloto chinês na grelha do Mundial de F1, sendo o principal candidato Ho-Pin Tung, atual piloto de reserva da Renault e já participou na Superleague Formula.

Por outro lado, transformar a HRT na primeira equipa chinesa era projeto que agradaria a Bernie Ecclestone.

quarta-feira, 27 de julho de 2011

A Hispania sob nova gerência

O Autosport desta semana traz, entre outras coisas, uma noticia sobre o que está a ser a Hispania sob nova gerência. Segundo o jornalista Luis Vasconcelos, que assina este artigo, os velhos proprietários - José Ramon Carabante e Collin Kolles - já sairam ou estão prestes a sair de cena, pois a Thesan Capital pagou a parte que eles queriam, e novos elementos já chegaram, ou estão a chegar. E aliás, a partir de agora não se chama mais Hispania: é a HRT, nada mais. Eis o artigo na sua integra, com partes muitos interessantes para serem lidas:

A Thesan Capital, que adquiriu a HRT à familia Carabante no inicio deste mês, já iniciou o processo de modificação da estrutura da equipa. Se em Silverstone os antigos proprietários se tinham despedido da imprensa espanhola com a promessa de que continuariam a estar presentes nas corridas até ao final da temporada europeia, no Nurburgring a sua ausência foi notada, sendo-nos dito que já tinham abandonado por completo a estrutura da equipa.

Para além disso, Luis Perez-Sala foi apresentado como consultor da HRT, ficando encarregue da escolha dos pilotos, graças à sua experiência neste campo. Em dificuldades financeiras, a HRT colocou à disposição de todos os interessados um carro para os primeiros treinos livres dos Grandes Prémios que faltam disputar - contra um pagamento de 200 mil euros por sessão - mais ainda não recebeu uma proposta concreta nesse sentido. Mas as atenções estão já viradas para o próximo ano, pois tem a missão de garantir um piloto espanhol - [Dani] Clos, [Javi] Villa e [Roberto] Mehri são os nomes mais prováveis.

Ficanos ainda a saber que Alejandro Agag está envolvido na equipa, tendo sido quem representou a Thesan Capital nas conversações com Ecclestone, sempre necessárias quando uma equipa muda de mãos. Segundo fontes espanholas, Agag trás consigo Charles Pic, seu piloto na GP2, pois a sua familia vai investir na equipa, adquirindo uma parte importante do capital, o que permitirá à Thesan começar a recuperar o investimento feito no inicio de mês.

segunda-feira, 18 de julho de 2011

A nova vida da Hispania

A edição desta semana do Autosport tem uma matéria interessante sobre a Hispania F1, agora que foi comprada pela até agora não conhecida Thesan Capital, que por cerca de vinte milhões de euros, adquiriu a equipa de José Ramon Carabante e Colin Kolles. E eles tem planos para o futuro próximo, pois os Carabantes, pai e filho, estão de saída. E Colin Kolles poderá seguir o mesmo rumo dentro em breve, quando a equipa tiver a sua nova sede, que está a ser arranjada por outro dos membros da Hispania, Geoff Willis. O artigo de Luis Vasconcelos tem mais alguns desenvolvimentos sobre o assunto, com alguns atores até agora desconhecidos.

HRT COM NOVA VIDA

A HRT mudou de proprietário e prepara-se para iniciar uma pequena revolução na sua estrutura técnica e diretiva

A HRT já tem novos proprietários, depois de terem falhado as tentativas de José Ramon Carabante para encontrar um sócio que o ajudasse a manter a equipa espanhola. O empresário foi forçado a vender a sua participação na equipa por pressão do Banco Popular, ao qual deve mais de 600 milhões de euros, passando a sua posição a uma empresa nova, a Thesan Capital, fundada em 2009 e que se concentra na recuperação de pequenas e médias empresas espanholas.

Representantes desse grupo de investimento, que está ligado ao banco japonês Nomura, estiveram já em Silverstone para tomarem um primeiro contacto com a F1, mas não se quiseram alargar em declarações, pois ainda não tem completamente definidos os seus planos para o futuro da equipa. Pelo que foi possivel saber em Silverstone, a ligação com Colin Kolles vai manter-se até estar pronta a nova estrutura que Geoff Willis adquiriu em Brackley - parte da antiga fábrica da Honda, onde trabalhou durante largos anos - pois é aí onde vai ser projetado e construido o chassis de 2012.

Para o lugar do alemão, será contratado um espanhol com experiência na Formula 1, mas o nome de Joan Villadelprat está aparentemente afastado, pois o catalão está muito ligado aos problemas da Epsilon Euskadi, que tem dívidas superiores a 30 milhões de euros aos bancos e ao governo basco, que ajudaram na construção da impressionante fábrica que construiu em Vitória.

Se a estrutura vai estar sediada em Brackley, a Thesan Capital quer ter uma base comercial e de marketing em Espanha, estando em negociações com os circuitos de Barcelona e de Aragón, bem como a cidade de Valencia, que são as três candidatas a receber esta estrutura.

PEREZ-SALA ENVOLVIDO

Em Silverstone esteve também Luis Perez-Sala, o simpático ex-piloto espanhol que nos últimos tempos se tem dedicado a desenvolver novos talentos no karting do seu pais. O antigo piloto da Minardi confessou-nos: "Não tenho nenhuma ligação comercial com a Thesan Capital, mas convidaram-me para vir e como não estava presente num rande Prémio há muito tempo, aceitei".

Mas a sua presença junto da HRT não era inocente, pois Perez-Sala faz parte da familia que controla o Banco Popular, e por isso, observadores espanhois disseram-nos que poderá fazer parte da futura estrutura da equipa, se não a liderar. A sua função estará ligada à escolha dos pilotos, falando-se em Dani Clos e Javier Villa como os principais candidatos a um lugar na equipa em 2012.

Para já, existe é um conflito com Karthikeyan e a HRT, pois o indidano tinha contrato para dez corridas e só fez oito, tendo garantida a sua presença no GP da India. Só que Kolles incluiu o GP do Bahrein nas provas realizadas, o que está a motivar um conflito entre ambas as partes, que poderá acabar em tribunal"

Entretanto, hoje surgiram novidades. Esta manhã, o jornalista espanhol Carlos Miquel disse na rádio Cadena Cope que Javier Villa poderá ser o terceiro piloto da marca a partir do GP da Hungria, ou seja, poderia ter direito a guiar o carro nas sessões de sexta-feira, e provavelmente no GP do Brasil, iria correr no lugar de Vitantonio Liuzzi. Ao mesmo tempo, o jornal AS fala que a Thesan pode estar a elaborar uma proposta para a compra da sede da Epsilon Euskadi, em Vitória, e instalar lá as máquinas da equipa. Aparentemente, isto entra em contradição com o que foi publicado no AS português, mas temos de aguardar os factos para saber quem terá razão...