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quarta-feira, 18 de junho de 2025

Endurance: Vanwall e Isotta podem regressar


A Vanwall e a Isotta-Fraschini poderão regressar à competição na Endurance... mas ao serviço da Asian Le Mans Series. Segundo conta o site onlyendurance.com, ambas as marcas desejam competir em 2027, assim que souberam que a competição irá aceitar carros da classe Hypercar a partir da temporada 2026-27, um anuncio feito na passada sexta-feira em Le Mans. 

"Sim, há interesse. Penso que sim", disse o chefe de equipa da Vanwall, Colin Kolles, ao Only Endurance.

Embora a equipa tenha concebido um novo carro, Kolles confirmou que a Vanwall provavelmente correrá com o carro antigo na AsLMS em 2026-27.

"O tempo é muito curto para homologar o novo carro. 2026 é agora tarde demais para nós, porque queremos estar bem preparados. Devido às circunstâncias de problemas que tivemos com os fornecedores, precisamos de ter prazos de entrega longos. E não podemos fazer encomendas sem saber se podemos correr ou não.", continuou.

No caso da Isotta, eles já afirmaram que correr com o Tipo 6 LMH Competizione está em cima da mesa, através de "diversos parceiros", como afirmou um dos representantes da marca. 

Quanto às outras marcas presentes, quem já mostrou interesse foi a Porsche, e Urs Kuratle, diretor de automobilismo LMDh da Porsche, disse à imprensa que estavam "prestes" a iniciar as discussões com as equipas no sentido de fornecer chassis do 963.

"Estamos prestes a iniciar as discussões com as equipas, com as possíveis equipas da região, porque obviamente teríamos de estabelecer o apoio ao cliente também nessas equipas", disse Kuratle.

A temporada 2025-26 da Asian Le Mans Series terá seis rondas, duas em Sepang, outras duas em Dubai e das duas últimas em Abu Dhabi, entre 12 de dezembro de 2025 e 8 de fevereiro de 2026.

quinta-feira, 15 de agosto de 2024

Endurance: Kolles ganha os direitos da marca Vanwall


Colin Kolles afirmava ter os direitos da marca Vanwall, e agora, um tribunal deu-lhe razão. Esta semana, o Instituto da Propriedade Intelectual da União Europeia (EUIPO) deu razão a Kolles sobre a reivindicação da empresa Sanderson International Marketing, que tinha planos para construir réplicas do Fórmula 1 de 1958 usado pela equipa e lhe deu o campeonato mundial de Construtores. 

Por causa disso, a FIA negou o acesso da ByKolles Racing em 2024, embora também os resultados modestos da equipa no campeonato anterior causaram essa decisão. 

Contudo, a decisão de agora poderá fazer acelerar a entrada da equipa na temporada de 2025, e por causa disso, a ByKolles está a atualizar o modelo 680 com a introdução do V8 twin-turbo de 3,5 litros da Pipo Motors, que anteriormente equipava o Glickenhaus SCG 007 LMH, que saiu da competição em 2023.

Por causa disso, o chassis está a ser sujeito a diversas alterações, incluindo a adição de um intercooler à entrada de ar e ao sistema de arrefecimento, bem como um escape com um ângulo de saída diferente do anterior motor da Gibson. E no chassis, este irá receber um novo sistema de direção que é acompanhado por uma nova geometria de suspensão.

Resta saber se isso será suficiente para correr na próxima temporada, numa altura em que na classe Hypercar, há diversas marcas, como a Porsche, Peugeot, Lamborghini, Ferrari, Toyota, Alpine e Cadillac, ao qual se acrescentará na próxima temporada a Aston Martin.

sexta-feira, 16 de junho de 2023

WEC: Dillman sai da Vanwall


O francês Tom Dillman e a Floyd Vanwall Racing Team já não estão juntos, menos de uma semana após a realização das 24 Horas de Le Mans. A equipa decidiu rescindir o contrato com o piloto, sem dar grandes explicações, dias depois de ter feito o mesmo com o canadiano Jacques Villeneuve. Estas rescisões não colocam em causa a presença da equipa nas Seis Horas de Monza, no próximo mês, pois no lugar de Dillman aparecerá o brasileiro João Paulo de Oliveira, que provavelmente fará o mesmo em Fuji.

A saída foi anunciada no Twitter oficial da Floyd Vanwall Racing Team, afirmando que tudo aconteceu "de forma mútua e em bons termos", acabando por agradecer a sua colaboração e "desejamos a Tom, que ajudou o nosso programa com os seus conhecimentos nos últimos cinco anos, todo o melhor para o seu futuro".

Com o melhor resultado um oitavo lugar nas 1000 Milhas de Sebring, em Le Mans o Vanwall não foi longe, acabando na volta 165 por problemas de motor. 

quinta-feira, 25 de maio de 2023

Endurance: Villeneuve sai, Vautier entra


O francês Tristian Vautier será piloto da Vanwall/Kolles, no lugar do canadiano Jacques Villeneuve, e isto acontece a algumas semanas das 24 Horas de Le Mans, que este ano comemora o seu centenário. Vautier correrá ao lado do seu compatriota Tom Dillmann e do argentino Esteban Guerrieri, no único Hypercar construído pela marca.

Nenhuma explicação foi dada pela sua substituição, mas rumores falam que o canadiano, de 52 anos, não só tinha um ritmo muito abaixo dos seus companheiros de equipa, como também criticou em público as performances do carro. Nas três corridas que fez pela marca, o seu melhor registo foi um oitavo lugar em Sebring, com dois abandonos em Portimão e Spa-Francochamps, este último resultado de um acidente.

Villeneuve é dos poucos pilotos que poderia aspirar à tripla coroa do automobilismo, já que ganhou em 1995 as 500 Milhas de Indianápolis, dois anos antes de ser campeão do mundo de Formula 1. Em 2008, foi segundo classificado nas 24 Horas de Le Mans, como piloto da Peugeot, no 908, ao lado do francês Nicolas Minassian e do espanhol Marc Gené.   

segunda-feira, 5 de dezembro de 2022

Endurance: Villeneuve experimentou o Vanwall de Kolles


Jacques Villeneuve andou no final da semana passada em Barcelona com o LMh da ByKolles, batizado de Vanwall, ao lado de gente como Esteban Guerrieri, Tom Dillmann e João Paulo de Oliveira. Nas voltas que deu com o carro, o canadiano sentiu-se à vontade e no final, falou sobre como chegou a este ponto.

Foi uma ação muito espontânea. Conhecemos o ambiente e as pessoas, então existe um certo grau de confiança e, portanto, isso foi possível. A intenção de Jacques é muito clara: é uma meta muito alta, mas a intenção é vencer Le Mans.”, começou por dizer Colin Kolles ao site Sportscar365.com.

Questionado se queria Villeneuve num dos assentos do seu Hypercar, Kolles disse: “Sim. Este foi o objetivo do exercício, para ver se ele gosta. [Se isso acontecer] outras etapas devem ser discutidas e muitos testes devem ser feitos. Se você não corre num carro com downforce há muitos anos, precisa se adaptar novamente." continuou. “Isto não foi um "shootout" entre os pilotos. O objetivo do exercício era ver se ele gostava."

Neste momento, a ByKolles já têm um segundo chassis construído para a classe LMH, provavelmente para a sua homologação em 2023, pois assim poderia competir na classe rainha da Endurance. 

Estamos tentando ter a melhor especificação possível porque você não tem permissão para re-homologar. Estamos tentando agora ter tudo pronto para a homologação. Está pronto, mas estamos tentando otimizá-lo para [ficar no] melhor nível possível”.

terça-feira, 29 de novembro de 2022

Noticias: Villeneuve testará Vanwall LMH de Le Mans


O canadiano Jacques Villeneuve poderá testar esta semana em Barcelona o Vanwall de LMH, construído pela ByKolles e que pretende correr na próxima temporada da Endurance. O piloto de 51 anos testara ao lado do brasileiro João Paulo de Oliveira, fazendo companhia ao francês Tom Dillmann e o argentino Esteban Guerrieri, pilotos oficiais de testes do chassis equipado com motor Gibson.

Apesar disso poder acontecer, nada foi confirmado do lado do filho de Gilles Villeneuve, que tem experiência na Endurance, quando correu pela equipa oficial da Peugeot entre 2007 e 2008, ficando em segundo lugar na edição de 2008, ao lado de Nicolas Minassian e Marc Gené

Villeneuve, que por estes dias é comentador, não esconde que gostaria de tentar novamente as 24 Horas de Le Mans, porque ele ainda tem a chance de alcançar aquilo que se chama da "Tripla Coroa do Automobilismo", que é triunfar nas 24 Horas de Le Mans, as 500 Milhas de Indianápolis e o Mundial de Formula 1 (ou o GP do Mónaco). 

Para além deste teste, e do facto do projeto da ByKolles estar a avançar, existe um grande problema: apesar de quererem alinhar um carro no Mundial, as regras da WEC são claras no sentido de todas as entradas virem de construtores que tenham modelos de rua comercializáveis, apesar da ByKolles ter anunciado a construção de um híbrido de estrada com 1000 cavalos e um veículo para "track days", ambos sob a marca Vanwall, tudo para remover os obstáculos que a FIA e a ACO ainda têm sobre a aceitação deste projeto. 

terça-feira, 23 de agosto de 2022

Endurance: Kolles quer inscrever dois LMH em 2023


Colin Kolles anunciou que o seu projeto de LMH irá ter dois carros a partir de 2023, apesar do desaguisado com a FIA e a ACO por causa do nome Vanwall, do qual ainda não foi decidido. No final do mês passado, um dos chassis esteve a testar em Lausitzring com Esteban Guerrieri e Tom Dillman ao volante, para que tudo esteja pronto a correr na próxima temporada na classe LMH, a par com a Toyota e provavelmente, a Glickenhaus e a Peugeot. 

Kolles disse que um terceiro chassis poderá estar a caminho e há planos para uma versão de estrada, ambos com motores Gibson V8 de 4,5 litros. 

Pretendemos inscrever dois carros para a próxima temporada e também estaremos oferecendo carros para clientes à venda. Há um interesse significativo de várias partes”, começou por dizer Kolles ao site dailysportscar.com.Esses são nomes proeminentes no automobilismo, mas não nomes que estão atualmente no WEC, e sim equipas que estão descontentes com os campeonatos que estão disputando atualmente”.

Prevê-se que o custo dos carros dos clientes seja “mais barato que o Porsche e no mesmo patamar que o Glickenhaus”. Quando à versão de estrada, Kolles fala que irão aproveitar o protótipo. “Iremos usar o chassis do crash-test para o protótipo. Ele saiu do teste completamente ileso. Iremos tê-lo a rolar no final de setembro. Terá mil cavalos e mil quilos”, concluiu.

Kolles espera que o carro seja inscrito no final do ano para a próxima temporada, que promete ser bem animada, ainda por cima, com o centenário das 24 Horas de Le Mans. 

quinta-feira, 13 de janeiro de 2022

Endurance: FIA rejeita hypercar da ByKolles


Um dia depois da apresentação das entradas para a temporada de 2022 do Mundial de Endurance, a FIA anunciou que rejeitou a entrada do carro da ByKolles, afirmando que não respeitou os critérios da classe, que era o da sua ligação a uma marca automóvel. O projeto da ByKolles tinha três versões: a de corrida, a de track day e a de estrada, sob a designação de Vanwall, mas isso não foi aceite.

O comité de seleção decidiu que não temos todos os critérios necessários para aceitar esta entrada”, disse Frederic Lequien, CEO da Le Mans Endurance Management, citado pelo Motorsport.com. “Foi uma decisão da comissão de seleção”. O comité é composto por representantes do promotor do WEC, o Le Mans Endurance Management, do Automobile Club de l’Ouest e da FIA. 

O projeto tinha sido apresentado nas vésperas da edição de 2020 das 24h de Le Mans, e apesar de oficialmente, a equipa não ter comentado o assunto, uma fonte citada pela publicação Sportscar365 afirma que a decisão foi “surpreendente”, já que existia o compromisso da equipa com esta classe desde 2018.

sexta-feira, 2 de abril de 2021

Endurance: ByKolles anuncia seus pilotos de desenvolvimento


A ByKolles vai construir o seu Hypercar para 2022 e anunciou esta semana os seus pilotos de desenvolvimento. São eles o francês Tom Dillmann, piloto da equipa na classe LMP1 e o argentino Esteban Guerrieri, que atualmente está no WTCR. A equipa anuncia que têm um programa "extensivo" para os próximos meses onde para além de desenvolver a sua máquina, também irá dar chances a diversos pilotos para saber se podem alinhar por eles na temporada de 2022.

Por agora, os pilotos estão felizes pela oportunidade concedida e esperam participar depois na competição.

Há três anos que guio para a equipa ByKolles e sinto-me muito em casa com a equipa”, começou por dizer Dillmann, que se juntou a Oliver Webb e Bruno Spengler na edição do ano passado de Le Mans. “O desenvolvimento de um novo Hypercar para a classe superior do WEC e as 24 Horas de Le Mans é uma tarefa muito excitante. Durante a minha carreira, tenho estado envolvido no desenvolvimento de muitos carros diferentes, mais recentemente em LMP1 e Fórmula E. Estou ansioso por trazer a minha experiência a este projeto e por poder ajudar a orientá-lo desde o início”, concluiu.

Desde o karting, passando por quase todas as séries de corridas de monolugares até aos carros de turismo mais rápidos – na minha carreira conduzi quase tudo o que pode ser experimentado no desporto automóvel”, disse Guerrieri. “Agora estou ansioso por este novo projeto e pelos testes no Hypercar. Estou certo de que a minha vasta experiência numa grande variedade de carros nos ajudará a desenvolver consistentemente o Projeto PMC LMH Hypercar e a torná-lo bem sucedido. Ao mesmo tempo, é um caminho de regresso às minhas raízes. Ainda conheço alguns dos membros da equipa do nosso tempo juntos na Fórmula 3”, concluiu.

O Mundial de Endurance de 2021 começa em Spa-Francochamps no fim de semana de 1 de maio.

sexta-feira, 14 de dezembro de 2018

WEC: ByKolles pensa construir um hipercarro

A ByKolles revelou esta semana que tem intenções de construir um bólido para a temporada de 2020-21 do Mundial de Endurance. Manfredi Ravetto, o diretor desportivo da equipa, afirma que já começaram a fazer planos para o carro.

"Queremos estar lá e já estamos a trabalhar nisso. Agora temos que lidar com nossos parceiros [sobre este projeto]”, disse Ravetto ao site Endurance-Info.

"Dr. Kolles quer entrar nessa categoria. Também estamos aguardando algum esclarecimento sobre os regulamentos, mas o pacote proposto nos faz querer fazer parte disso”, concluiu.

Ravetto considera que caso as coisas corram bem, os novos regulamentos poderão dar uma lufada de ar fresco na competição. Debaixo dos novos regulamentos, que foram divulgados no início deste mês, os privados terão permissão para construir carros com ou sem exigência de produção, dependendo da origem do motor e do sistema híbrido.

A ByKolles vai ser a segunda equipa a declarar publicamente as intenções de construir um hipercarro, juntando-se a Glickenhaus, que traçou planos para desenvolver um bólido baseado em seu modelo SCG007.

"As regras acabaram de chegar, então você tem que deixar um pouco de tempo para [avaliar]. O projeto vai exigir muitos recursos financeiros. Se os media acompanhar, se a imagem é positiva, então este campeonato pode se tornar mais forte que a Formula 1. A ACO e a FIA estão trabalhando na direção certa. Sentimos a vontade de toda a gente para irem nessa direção", concluiu.

A ByKolles pensa em manter uma boa relação com a Nissan, no sentido de obter motores para o seu novo projeto.

sexta-feira, 2 de junho de 2017

Endurance: Kolles corre até Nurburging

A byKolles anunciou esta sexta-feira que a sua participação no Mundial de Endurance vai apenas até à ronda de Nurburgring. Colin Kolles disse que a partir daquela data - 16 de julho - a equipa irá concentrar-se nos testes do novo modelo, o  ENSO CLM-NISMO P1/01 para a temporada de 2018, onde correrá contra os Perrinn, Ginetta e BR Engeneering, na classe LMP1 privado.

"Nós sempre dissemos ao Automobile Club de l'Ouest [o promotor da série] que o nosso plano era de fazer as corridas de abertura antes de Le Mans, e depois testar.", começou por dizer Kolles à Autosport britânica.

"Se você fizer as corridas de fora da Europa, você só recebe o dinheiro em janeiro e somos uma pequena operação sem os recursos para ter uma equipa de teste separada. Com os P1 privados a dizerem que vem aí no próximo ano, então esta é uma temporada de transição", concluiu.

A ideia de Kolles com o novo modelo é de correr com dois carros na temporada de 2018, e não descarta a ideia de vender um chassis a qualquer equipa que esteja interessada.

terça-feira, 11 de abril de 2017

Kubica volta atrás

Inesperadamente, Robert Kubica decidiu não participar no Mundial de Endurance. Depois de ter assinado pela byKolles para esta temporada, e de ter andado em alguns testes com a equipa, o piloto de 32 anos decidiu abandonar de forma inesperada esta sua participação.

No comunicado oficial, divulgado esta tarde na sua página oficial de Facebook, o piloto polaco falou de uma decisão difícil e espera que não seja um ponto final definitivo à sua carreira nos circuitos:

"Depois do Prólogo decidi interromper o meu programa com a equipa ByKolles nos LMP1. Por isso não irei participar na ronda inaugural do WEC em Silverstone e nas outras corridas do campeonato. Resignar e perder a oportunidade de me juntar a um campeonato tão competitivo foi uma decisão difícil, mas espero que não seja uma despedida definitiva”, escreveu.

Desconhecem-se os motivos por este recuo tão em cima da primeira prova do Mundial de 2016 - que vai acontecer este domingo, em Silvrstone - mas Kubica sempre disse que queria estar num lugar onde se sentisse confortável. Depois do seu acidente, no Rali Ronda di Andora, em 2011, Kubica andou nos ralis, onde conseguiu o título do WRC2 em 2013, para depois correr no WRC até 2016, num Ford Fiesta.

No final do ano passado, Kubica testou o carro da byKolles, e as suas prestações foram mais do que suficientes para que Colin Kolles lhe desse um lugar na sua equipa, ao lado de Oliver Webb. Ainda não foi divulgado quem será o seu substituto.

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2017

Noticias: Kubica vai correr no WEC

O polaco Robert Kubica vai regressar às pistas, a bordo do byKolles da LMP1, no Mundial de Endurance. O anuncio foi feito esta tarde na aperesentação da lista de inscritos para o Mundial WEC, bem como a lista provisória para as 24 Horas de Le Mans. 

O piloto de 32 anos vai correr ao lado do britânico Oliver Webb, e de um terceiro piloto que não foi identificado, pois este último só participará nas 24 Horas de Le Mans, em junho. A noticia poderá ser um novo impulso para a equipa, que há cerca de duas semanas informou que teria o motor de três litros da Nissan, que equipou nos seus LMP1 em 2015.

"Após o meu tempo nos ralis, eu procurava algo o mais próximo da Fórmula 1 quanto possível - e é exatamente o que eu encontrei na LMP1", começou por comentar o piloto polaco.

"No final da temporada do WEC do ano passado, consegui fazer minhas primeiras voltas ao volante do CLM P1/01. Eu me senti confortável no carro e consegui aumentar rapidamente o meu ritmo. Com ainda mais experiência eu tenho certeza que vou ser capaz de extrair mais desempenho. Estou muito ansioso para o prólogo em Monza eo início da temporada em Silverstone", continuou.

"O WEC está correndo em circuitos que conheço bem do meu tempo na Fórmula 1. A exceção é Le Mans. Eu ouvi tantas coisas boas sobre o evento no Sarthe. Eu estou muito animado sobre a minha primeira participação", concluiu.

Quanto a Kubica, isto assinala o seu regresso as pistas, seis anos depois do seu acidente durante o Rali Ronda di Andora o ter afastado da Formula 1. Depois de um ano e meio de recuperação, passou a correr nos ralis, onde foi campeão do WRC2 em 2013, onde correu por três temporadas, conseguindo como melhor resultado um quinto lugar no Rali da Alemanha desse mesmo ano, e tendo vencido catorze especiais.

segunda-feira, 21 de novembro de 2016

O teste de Robert Kubica na Endurance

O Mundial de Endurance acabou esta fim de semana, mas houve vários testes em termos de carros por parte de diversos pilotos conhecidos. Fernando Alonso andou por ali no Bahrein e praticamente disse que num futuro próximo, será piloto da Porsche, mas outro que andou por ali no fim de semana foi o polaco Robert Kubica, que depois da sua aventura dos ralis, foi andar no carro da byKolles, e foi... muito, mas muito veloz, apesar de ainda ter os seus movimentos limitados no seu braço direito, por causa do seu acidente em 2011.

Segundo se conta, Kubica entrou no CLM P1/01 AER e conseguiu como seu melhor tempo 1.47,222, cinco segundos mais veloz do que o tempo feito por Francesco Dracone, e um tempo equivalente ao de Pierre Kafer, piloto habitual da marca durante esta temporada.

Questionado sobre esta disciplina do automobilismo, Kubica não foi de rodeios: "Claro que não preciso de saber o que é a LMP1. Todos os fãs de automobilismo sabem sobre ela, é uma Fórmula 1 com rodas cobertas", começou por dizer. "As corridas são de alto nível. Não é que você vá relaxar e fazer corridas de 12 horas ou 24 horas de forma descontraída - ali, você tem que dar o máximo", coneçou por dizer.

"Como é algo novo, não estou cem por cento certo de que vou gostar, mas por outro lado cada novo desafio dá-lhe alguma motivação extra para experimentá-los para ver se você pode fazê-lo bem. Mas se eu decidir fazer isso, é porque eu quero fazer isso, não porque eu não tenho mais nada para fazer. Eu vim aqui só para ver, para tirar algumas dúvidas que tenho na minha cabeça", continuou.

Questionado sobre as suas limitações, Kubica disse que consegue mexer-se bem, embora não a cem por cento. "Felizmente funcionou tudo bem e eu estava muito confortável no carro, não a 100 por cento, mas eu poderia dirigir. Nós usamos como um tipo de rollout, verificando se eu poderia caber no carro e ficou tudo bem.

"Por causa das minhas limitações, as corridas de resistência são bastante difíceis porque há mudanças de piloto do qual você tem que fazer o mais depressa possível. Você não pode construir seu cockpit em torno de si mesmo", concluiu.

sexta-feira, 12 de junho de 2015

Noticias: Nissan penalizada em Le Mans

Quando li isto pela primeira vez no Facebook do Taki Inoue, ocorreu-me à cabeça a ideia de "um mal nunca vem só". Mas é verdade: como se já não bastasse o facto de os Nissan serem vinte segundos mais lentos do que os Porsche dominadores durante a qualificação para as 24 horas de Le Mans, soube-se esta manhã que os carros da Nismo serão penalizados por não atingirem os 110 por cento da pole-position feito pelo carro numero 18 de Neel Jani. Para além deles, o carro do Kolles (guiado entre outros por Tiago Monteiro) também será penalizado, ele que ficou - por pouco - na frente dos carros japoneses.

A penalização? Fundo da grelha dos protótipos, ou seja atrás dos LMP2. E como eles são tão velozes como os Ligier-Nissan mais velozes, a ideia de que vão lutar para chegar à frente vai ser bem real...

Veremos se aguentarão por muito tempo na corrida.

terça-feira, 12 de maio de 2015

Noticias: Tiago Monteiro em Le Mans com a Kolles

Tiago Monteiro é o mais recente nome português a juntar-se às 24 horas de Le Mans... e vai ser numa máquina LMP1. O piloto português, atualmente na equipa oficial da Honda no WTCC, vai ser um dos pilotos da equipa Kolles de LMP1, ao lado do suiço Simon Trumner e do alemão Pierre Kaffer no chassis CLM P1/01. O anuncio foi feito esta tarde.

"É uma honra ser convidado para me juntar ByKolles Racing para Le Mans", começou por dizer o piloto do Porto à Autosport britânica.

"Estou grato a Honda para me libertar temporariamente me libertar das minhas obrigações [no WTCC] para que eu possa participar. Eu já competi na corrida por várias vezes no passado e eu adoro o evento", continuou.

Boris Bremes, um dos diretores da ByKolles, elogiou a capacidade do piloto: "Temos trabalhado com Tiago no passado e por isso sabemos o que ele é capaz", começou por dizer. "Temos muito trabalho a fazer nas próximas semanas, mas temos um plano claro, que envolve fazer algumas novas atualizações para o carro seguintes Spa. Vamos aproveitar ao máximo os testes antes da corrida em Le Mans para estarmos o mais preparado possível", concluiu.

Com este anuncio, passam agora a ser cinco os pilotos portugueses na corrida de La Sarthe. Com Filipe Albuquerque num dos carros oficiais da Audi, também teremos João Barbosa no Ligier-Judd LMP2 da Krohn Racing, Pedro Lamy num dos Aston Martin oficiais na categoria GTE-Am e Rui Águas no Ferrari da AF Corse, na categoria GTE-Pro. E muitas das equipas que alinham em Le Mans ainda não estão fechadas...

quarta-feira, 15 de abril de 2015

A maneira como a Sauber fazia os seus contratos

A Sauber passou no final do ano passado por coisas muito, muito estranhas. Conhecemos a história de Giedo van der Garde, que exigiu o cumprimento do seu contrato em Melbourne, depois de ele ter dado cerca de oito milhões de dólares para correr em 2015, mas que foi superado por Felipe Nasr e Marcus Ericsson, mas a história de que Jules Bianchi tinha assinado pela equipa de Hinwill horas antes do seu acidente em Suzuka é a confirmação de um rumor que ouvi na altura, dito até por pessoas como o Joe Saward. E quem confirma isso é... Colin Kolles.

E se para alguns, esse nome é digno de torcer o nariz, para outros, nem é tanto. Numa entrevista à Servus TV austriaca, Kolles revelou que a Sauber tinha contratos para... seis pilotos. Para além de Van der Garde, Nasr, Ericsoon e Bianchi, os pilotos que fizeram parte da equipa em 2014 também faziam parte: Adrian Sutil e Esteban Gutierrez.

Havia um contrato assinado ao meio-dia de domingo”, declarou Kolles, afirmando que o objetivo era de sanar algumas das dívidas que a Sauber já tinha. E culpa Monisha Kalterborn por isso. 

Não consigo entender o comportamento de Monisha Kaltenborn. Você não pode vender um carro, arrecadar dinheiro para a equipa e seis meses depois vende-lo novamente para outra pessoa. Não havia três contratos. Havia seis”, comentou.

Em suma, estas revelações só mostravam a situação algo desesperante que a equipa andava a passar. Como Bianchi era um piloto da "cantera" Ferrari, era bem provável que tinha a ver com o asseguramento do motor na equipa de Hinwill e a utilização do túnel de vento que eles têm na sua área. Assim, provavelmente, só contratariam um piloto pelo seu talento, enquanto que o outro levaria consigo o seu dinheiro. O acidente do passado dia 5 de outubro só alterou as coisas e provavelmente foi necessário outro piloto pagante para assegurar o orçamento de 2015.

Em suma, o contrato do Bianchi não era uma surpresa. A grande surpresa era a quantidade de contratos que a Sauber assinou e como é que conseguiram manter um "cash flow" ao longo deste tempo todo. 

quarta-feira, 2 de julho de 2014

Noticias: Caterham vendida, Albers é diretor desportivo

Como já se falava desde há alguns dias, a Caterham anunciou hoje que foi efetivamente vendida à um consórcio do Médio Oriente, que terá como conselheiro Colin Kolles e terá como diretor desportivo o ex-piloto holandês Cristijan Albers, com efeito imediato.

"Estamos cientes do enorme desafio que temos pela frente, dada a extrema luta que é o campeonato, mas a nossa meta é terminar 2014 no décimo lugar do Mundial", disse Albers, que competiu na Formula 1 em 45 Grandes Prémios entre 2005 e 2007, primeiro ao serviço da Minardi, e depois pela Midland/Spyker. "Estamos comprometidos com o futuro da equipa e vamos certificar que possuimos os meios para a fazer crescer", concluiu.

O nome permanecerá o mesmo, pelo menos até ao final do ano, e irão se manter nas instalações de Leafield, perto de Silverstone. Quando ao comando da equipa, Cyril Abiteboul regressará à Renault, sendo substituído por Manfredi Ravetto, ex-HRT.

Curiosamente, apesar de Kolles ter ajudado na aquisição da equipa - cujos valores não foram revelados - ele não está dirtetamente envolvido no projeto, o que pode mostrar que ele estará ainda envolvido no projeto romeno da Forza Rossa, que tenta entrar na Formula 1 em 2016.

A Caterham surgiu em 2010, primeiro como Lotus Racing, com o malaio Tony Fernandes ao leme, no âmbito das quatro equipas que Max Mosley queria colocar na Formula 1 como forma de cortar nos custos. Contudo, apesar de trazer um nome sonante de volta (a Lotus, que tinha saido de cena em 1995) a permanência na categoria máxima do automobilismo ficou marcada pela frustração e pela controvérsia. Em 2012, acabou por ceder o nome à Lotus Cars, na altura dirigida por Dany Bahar, para logo a seguir, adquirir a Caterham Cars.

Apesar da passagem de pilotos sonantes - Jarno Trulli, Heiki Kovalainen, Vitaly Petrov e agora, Kamui Kobayashi e Marcus Ericsson - a equipa não conseguiu alcançar um unico ponto e viu um dos seus rivais, a Marussia, conseguir um nono lugar no GP do Monaco, às mãos do francês Jules Bianchi. Isso, aliado aos custos cada vez mais elevados em manter uma equipa de Formula 1, fez com que tomasse a decisão de vender a sua equipa e concentrar-se nos seus negócios na Air Asia e na Caterham Cars, bem como o seu clube de futebol Queen's Park Rangers, que no final desta temporada subiu à Premiership.

terça-feira, 3 de junho de 2014

Rumor do Dia: FIA pode ter dado vaga à Forza Rossa

Surgiu hoje nos canais noticiosos de que a FIA poderá ter dado uma das suas vagas para uma nova equipa em 2015 para o projeto romeno da Forza Rossa, que têm como face mais conhecida a figura de Colin Kolles, uma personagem com fama... e muitos anticorpos também. Segundo conta o jornalista Joe Saward, a equipa, liderada por Ion Bazac, que é desde 2008 o representante oficial da Ferrari e da Maserati na Roménia, terá motores Ferrari e o chassis feito a partir das instalações de Kolles em Greding, com um conjunto de subcontratações, da mesma maneira que fez no caso da HRT, quando a controlou em 2010.

Contudo, outras fontes afirmam que a FIA ainda não decidiu sobre esse assunto, e que os boatos não passam disso mesmo: boatos, e que Jean Todt e a sua comissão ainda não decidiram nada. É que 2015 é um prazo demasiado apertado para construir uma equipa - mais concretamente, cerca de seis meses - e foi por isso que a Haas decidiu que iria adiar a sua entrada para 2016, para consolidar o seu projeto.

Contudo, Saward diz que o projeto romeno já está em andamento há mais tempo, e questiona os critérios da FIA em porquê é que decidiu privilegiar o projeto americano em abril. Há muitas respostas para essa questão, mas a que me vêm à cabeça é que a FIA têm uma obsessão pelos Estados Unidos, e qualquer coisa que venha de lá parece ter "passadeira vermelha". Recordo-vos, por exemplo, o projeto da USF1, do Peter Windsor e Ken Andersson, que não passou do nariz...

Saward também fala que caso estas duas novas equipas entrem e ambas tenham motores Ferrari, poderá levar a um desiquilíbrio no pelotão da Formula 1, pois a Scuderia passaria a ter cinco equipas com esses motores (atualmente são três: Ferrari, Sauber e Marussia), algo que a Mercedes e a Renault poderão não ficar muito felizes. E a marca alemã perderá a McLaren em 2015 devido a entrada da Honda. Logo, ele especula que muito provavelmente, a Haas poderá andar à procura de outro fornecedor de motores.

Contudo, nada como esperar pelo anuncio oficial da FIA sobre esse assunto. E para ser honesto, acho que em 2015 continuaremos a ter 22 carros na grelha...

sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014

Rumor do Dia: FIA pode adiar o anuncio de novas equipas

Em principio, será hoje que a FIA anunciará quem poderá ser o - ou os - escolhidos para entrar na Formula 1 na temporada de 2015. Mas a revista alemã "Auto Motor und Sport" fala hoje que a decisão poderá ter sido adiada por parte da entidade máxima do automobilismo pelo facto dos detentores dos direitos comerciais da Formula 1 não terem olhado com detalhe os projetos comerciais das equipas concorrentes.

Segundo se fala por aí, os projetos são três: o americano Gene Haas, romeno-alemão Colin Kolles - e o governo romeno - e Zoran Stefanovic. Mas os dois primeiros projetos são bem mais sólidos e mais crediveis do que o último. E do lado de Kolles, o interessante é contado hoje pelo Joe Saward, que afirma que uma delegação do governo romeno está em Paris, junto da sede da FIA, para convencer Jean Todt das intenções deste projeto. Essa delegação seria liderada pelo Ministro do Desporto, Nicola Banicioiu, que antes disso foi a Genebra, falar com Bernard Niclot e Charlie Whitting, responsáveis da FIA relacionados com a logistica.

Aparentemente, a parte de Kolles neste projeto têm a ver com a utilização das instalações da Kodewa, na Alemanha, e a utilização dos motores Renault, já que uma das subsidiárias da marca francesa é a Dacia, que foi fundada e é fabricada em paragens romenas. Logo, ter o logotipo da Dacia seria um bom chamativo.

Contudo, pelos vistos, caso a noticia do adiamento seja confirmado, isso significara que a ideia de ter novas equipas na temporada de 2015 poderá ser adiado para a temporada seguinte, pois a partir de agora, restariam cerca de dez meses até colocar um projeto viável de pé, daí este dia ser decisivo para todo e qualquer projeto. Jean Todt poderá ter a resposta na mão, mas é bem provavel que a ideia de alargamento tenha de calhar noutras calendas...