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quinta-feira, 17 de dezembro de 2020

Youtube Formula 1 Video: O que aconteceu a Narain Karthikeyan?

O primeiro piloto de Formula 1 de qualquer país é algo memorável, é um facto. Vai entrar na história, irá atrair gente para a modalidade, entre outras coisas, e se calhar bem, pode ser que seja um grande piloto, vitorioso e tal. Houve alguns que foram assim.

Mas Narain Karthikeyan foi um piloto veloz, com alguma inconsistência, para ser exato. Apesar de tudo, teve uma carreira decente, e no qual ficou alguns anos na Formula 1, quer na Jordan, quer na HRT, mas por exemplo, nunca foi para a Force India, apesar da sua velocidade. 

E é sobre um piloto que de tosco não teve nada, que o Josh Revell publicou no seu mais recente video. É longo - quase meia hora - mas vale a pena.

sexta-feira, 3 de maio de 2013

Chassis de 2011 da HRT vão ter nova vida

Soube-se ontem que dois chassis HRT de 2011 - aqueles cuja pintura foi feita pelo artista alemão Daniel Simon - foram vendidos a Carlos Molla, um dos co-fundadores da Epsilon Euskadi, cuja intenção é de os colocar na BOSS GP Series,uma competição onde correm diferentes tipos de monolugares antigos - com seis a oito anos - Formula 1, CART, GP2 e IndyCar.

O grande problema para Carlos Molla será ter de arranjar novos propulsores, já que os motores Cosworth já foram devolvidos, e tudo o resto estava na posse do anterior proprietário.

Estes não são os unicos chassis vendidos que tiveram comprador. Na semana passada, foi revelado que a Pirelli comprou um dos chassis de 2012 para poder fazer os seus testes, mas revelou ser um mau negócio. Tão mau que consideram vendê-lo para a caridade.

A HRT, que começou como Campos e em 2011 se chamava Hispania, nessa temporada foi guiada pelo indiano Narain Kathikeyan - até à primeira metade da temporada, sendo substituído pelo australiano Daniel Ricciardo - e pelo italiano Vitantonio Liuzzi, não conseguindo como melhor resultado um 16º posto no GP do Mónaco, através de Luizzi.  

sexta-feira, 26 de abril de 2013

Noticias: Pirelli vai vender chassis adquirido à HRT

Quando a HRT fechou as portas de vez, no final do ano passado, a maior parte do espólio foi adquirido por uma firma de reciclagem, excepto os motores e as caixas de velocidades, que foram devolvidos aos seus proprietários (Cosworth e Williams) e os chassis, que foram comprados pela Pirelli. A marca os comprou para ter um chassis atualizado para poder experimentar os pneus para 2014, mas... agora está arrependida.

"Parece não ter havido muito entusiasmo. Na verdade, é mais um pouco de vergonha. Nosso departamento de marketing disse que ninguém parece querer usá-lo. Então eu disse para por no eBay para caridade. Estamos tentando encontrar uma categoria no eBay para carros de Formula 1 e provavelmente vamos organizar o leilão em alguns meses e ver o quanto conseguimos arrecadar para caridade", afirmou o seu diretor, Paul Hembery.

Atualmente, a marca de pneus italiana usa um chassis de 2010, cedido pela Renault, e isto tem como intuito de não usar algum chassis das equipas que participam no Mundial de Formula 1, evitando favorecimentos. Contudo, o desfasamento do atual chassis usado pela marca nos testes poderá ser prejudicial no futuro, dado que com o passar dos anos, esta necessitará de ter algo mais atual, e a jogada da compra dos chassis da HRT poderá ter saído pela culatra...

terça-feira, 29 de janeiro de 2013

Rumor do dia: HRT pode voltar com outro nome?

A tarde de hoje está cheio de rumores sobre um possivel regresso da HRT, mas sob outro nome. Um grupo de investidores americanos e canadianos poderá estar a caminho de adquirir os direitos da HRT e fazer regressar no pelotão da Formula 1... mas pode não acontecer em 2013.

De acordo com a edição de hoje da Autosport britânica, as negociações desses investidores com Thesan Capital estarão bem avançadas - praticamente a finalizar - e já teria a "benção" de Bernie Ecclestone. Caso seja comprada, a equipa iria chamar-se de Scorpion Racing, mas qualquer hipótese de se juntar ao pelotão já em 2013 não seria possível  dado que as inscrições encerraram em novembro passado.

Quando - e se - conseguirem adquirir a equipa, a ideia deles será de ficar com os chassis e as caixas de velocidades, mais os motores Cosworth. Isto, se Ecclestone deixar que eles entrem em 2013. Caso contrário, em 2014, terão muito tempo para construir um chassis novo e arranjar um novo motor 1.6 Turbo.

Uma coisa é certa: o grupo afirma que darão novidades no final desta semana. 

sábado, 1 de dezembro de 2012

The End: HRT Formula 1 Team (2010-2012)

A HRT acabou esta sexta-feira, 30 de novembro. O anuncio ainda não e oficial, mas é oficioso. E sinal dos tempos: o anuncio de que a HRT fechou as portas foi dado pelo Twitter. Toni Cucurella, diretor desportivo da equipa espanhola, confirmou esta noite, no perfil da equipa no microblog, que “hoje, depois de três temporadas, a última página da HRT foi escrita". 

Provavelmente amanhã ou segunda feira aparecerá o anuncio oficial por parte da Thesan Capital, mas à falta de informações contrárias a tendência, a equipa espanhola deve ter anunciada a sua extinção. Quando isso acontecer, a Formula 1 terá onze equipas na temporada de 2013.

O desfecho era esperado desde o momento em que a Thesan Capital anunciou que iria vencer a sua participação na equipa, há cerca de duas semanas, e logo depois decidiu tinha iniciar o processo de dispensa de 30 dos seus funcionários e a suspensão das suas atividades em Madrid, pelo menos até ao final do ano. Ao longo desse tempo, houve noticias do potencial interesse de chineses, mas mesmo com um preço de venda a rondar os 40 milhões de euros, aparentemente, não anunciaram qualquer acordo. É que este era o "deadline" para tal.

Assim sendo, esta é a segunda das quatro equipas que Max Mosley queria colocar em 2009, para tentar levar por diante a sua politica de corte de custos, com um tecto orçamental de 50 milhões de euros. Das quatro equipas - Virgin, Lotus, Campos Meta e USF1, todos com motores Cosworth - apenas duas existem, sob novos nomes, Marussia e Caterham, e a USF1, projeto de Peter Widsor e Ken Andersson, nunca chegou a sair do papel.

Inicialmente, a HRT começou como Campos Meta, projeto de Adrian Campos e José Ramon Carabante, com chassis desenhados à Dallara e com Bruno Senna como piloto. Contudo, a ideia de captar patrocínios no Brasil com o nome de Senna acopolado revelou-se um enorme fracasso e as dificuldades económicas fizeram com que Campos se afastasse e entrasse José Ramon Carabante, contratando Colin Kolles como diretor desportivo. Quando ao nome, sofria a primeira mudança: agora chamava-se Hispania.

O primeiro ano teve Senna e um conjunto de pilotos secundários: primeiro Karun Chandhok, depois o japonês Sakon Yamamoto e o austriaco Christian Klien. Sem resultados de relevo, não foi a última classificada graças às piores prestações da Virgin. Mas a falta de dinheiro, principalmente os problemas financeiros das empresas de Carabante, quase fizeram com que a equipa terminasse após o primeiro ano. Em 2011, é contratado o italiano Vitantoino Luizzi e o indiano Narain Karthikeyan, com o indiano a ser substituido pelo australiano Daniel Ricciardo a meio da época. Um 13º posto, no Canadá, acabou por ser a melhor posição da equipa.

Por essa altura, um investidor privado espanhol, a Thesan Capital, aparece para comprar a equipa a Carabante e a equipa muda de nome, ou se preferirem, encolhe para uma sigla: HRT. Colin Kolles fora dispensado e transferem-se para Madrid. Karthikeyan fica e no seu lugar é contratado o veterano Pedro de la Rosa, na tentativa de a tornar um pouco mais "espanhola". Contudo, as coisas não melhoram, apesar de a equipa manter a mesma dupla ao longo do ano, sem trocas pelo meio. Não existem grandes patrocinadores nas carlingas do carro e vivia-se no presente, e como nas duas temporadas anteriores, não conseguiram acabar qualquer corrida nos pontos.

Com o anuncio nas últimas duas semanas, as coisas precipitaram-se e agora, o desfecho parece inevitável. 

Para finalizar, uma historieta: confesso que nunca tive jeito para fazer canções, mas houve uma altura em que me aventurei. E uma delas tinha a ver com a HRT, na altura Hispania. E imaginando quatro "mariachis" a cantar no "funeral" da equipa, o refrão para essa musica seria o seguinte:

"Adiós, Hispania
Formula One is a cruel thing
Farewell, Hispania
Don’t blame us, blame on Mad Max!"


Em suma, a Formula Um, no alto da sua competitividade, mostrando que nesse mundo, os aventureiros ou jogam pelas regras dos outros ou arriscam-se a ser comidos. Porque afinal de contas, estamos a falar do "Club Piraña". 

terça-feira, 27 de novembro de 2012

As incertezas e crises da HRT

As dúvidas sobre a continuidade da HRT na Formula 1 acumulam-se. Apesar de noticias sobre o interesse de um grupo chinês terem aparecido na imprensa espanhola, bem como outras especulações sobre um possível interesse do ex-piloto Alexander Wurz, através da Superfund, as coisas em Madrid andam más, apesar de a Thesan Capital apenas peça entre 40 a 50 milhões de euros para que a equipa mude de mãos a tempo de 2013.

Como se sabe, na semana passada, a Thesan Capital decidiu dispensar os funcionários que tinha sob contrato até 30 de novembro, e todo o resto ficaria em casa até nova ordem. Só que oito desses funcionários, que estiveram em São Paulo, abusaram na bebida no voo de regresso entre São Paulo e Madrid e criaram confusão na Caja Magica, sede da equipa, fazendo com que fosse chamada a policia para acalmar os ânimos. 

Segundo uma fonte contou ao jornal espanhol ‘El Mundo’, os oito funcionários, todos mecânicos, estavam “ameaçando, empurrando, batendo e havia uma situação de violência que nos fez chamar a polícia”. A mesma fonte confirmou à publicação espanhola as dispensas, até que a HRT saiba qual vai ser seu futuro. “Atualmente, se fala com dois grupos e na próxima semana teremos uma resposta, mas até lá, cumpriremos com a nossa obrigação e estamos pagando a todos”, afirmou.

Entretanto, o espanhol Pedro de la Rosa, piloto da equipa desde 2011, comentou sobre a atual situação da equipa e afirma estar triste por toda esta situação de incerteza que a equipa vive neste momento. "Nós terminamos o campeonato com muita incerteza sobre o que vai acontecer agora", disse o piloto de 41 anos à cadeia espanhola Antena 3. "Vamos continuar, mudar de nome? Isso me faz sentir mal quando falo com os mecânicos, pois não sei se será a última vez que trabalharemos juntos. Começamos esse projeto pensando a longo prazo", continuou.

De la Rosa diz também que quem comprar a equipa, esta deixará de ser espanhola. "O que quer que aconteça, por muitas razões, deixará de ser espanhola no ano que vem, e isso me deixa bem chateado. Nós, provavelmente, não veremos mais uma equipa espanhola na Fórmula 1", prevê.

O que quer que aconteça, as coisas têm de ser resolvidas o mais depressa possível, sob pena de que em 2013 apenas existam onze equipas na Formula 1.

sábado, 24 de novembro de 2012

Formula 1 em Cartoons - Pré-Brasil (GP Toons)

Com o final da temporada, no Brasil, alguns dos membros do Destroyers Racing Club poderão estar de saída. Alguns tristes, outros aliviados, e uns terceiros prometem que irão regressar, como diria Arnold Schwartznegger...

Mais um belo cartoon de Hector Garcia, do GP Toons.

O último fim de semana da HRT

Domingo, acaba tudo em 2012: comemoraremos um título mundial, um campeão do mundo. Os seus adeptos comemorarão a vitória, o perdedor amargará a derrota. Depois disso, vencedores e derrotados, bem como os seus membros, sairão de São Paulo para umas merecidas férias, depois de mais de nove meses de viagem, em vinte lugares diferentes. Alguns voltarão para a fria Europa, preparando os carros para 2013, que irão circular nas pistas europeias a partir de fevereiro.

Muito provavelmente, quando máquinas e pilotos - novas caras, novos chassis, novas esperanças - aparecerão perante nós, jornalistas e fãs, alguns dos quais estarão a ressacar da depressão pós-temporada, sentiremos a falta de uma equipa: a HRT. Muito provavelmente, aqui em Interlagos, estaremos a ver o seu último fim de semana da sua curta carreira, de três temporadas.

As causas são mais do que óbvias: o dinheiro, o vil metal, bem como as muitas dívidas que eles provavelmente deverão ter e que ainda não pagaram. Como sabem, a Thesan Capital anunciou há mais de duas semanas que colocou a sua equipa à venda, esperando que apareça alguém suficientemente louco para a comprar. Fala-se de um valor bem baixo para uma equipa de Formula 1: 40 e 50 milhões de euros. E parece que existem interessados, mas... creio que só alguém completamente louco ou com planos a muito longo prazo é que pode pensar em comprar a HRT.

É simples: eles nada têm como propriedade. Estão em Madrid, longe de tudo, numas instalações do qual eles alugaram, e o dinheiro que circula, proveniente dos patrocinios, serve apenas para pagar as despesas e nada mais. E ainda por cima, segundo dizia ontem o jornalista Joe Saward, qualquer pessoa que fique com a HRT, mesmo que a compre pelo preço simbólico de um dólar ou euro, poderá ter de lidar com uma questão legal. Em 2010, HRT - então Hispania - tinha feito um acordo com a Toyota para desenvolver o seu carro para as temporadas seguintes, ao preço de 25 milhões de euros por temporada. A Toyota desenvolveria o seu carro, a partir to TF110, o carro da marca que nunca correu, e recrutaria algumas pessoas para desenvolver o carro. Contudo, quando no inicio de 2011, José Ramon Carabante, o homem que estava à frente do projeto, começou a falhar nos pagamentos, o acordo foi quebrado, e a marca reclama essa dívida desde então.  

Claro, fala-se que poderá haver alguém interessado em correr por lá - as últimas noticias falam do chinês Ma Qinghua - mas não se crê muito que haja alguém ao virar da esquina e diga que queira comprar a equipa.

E com todas estas "más noticias", pode-se pensar que em 2013 só irão existir onze equipas. de uma certa forma, é a admissão do fracasso da ideia de Max Mosley que, antes de sair da FIA em 2009, quis reduzir os orçamentos "partido de cima", e embarcando numa briga com as equipas, que então se tinham unido na FOTA, do qual quase resultou na divisão da Formula 1 em duas partes. Se Caterham e Marussia estão mais ou menos a caminho de conseguirem equilibrar as suas finanças, apesar de nunca terem pontuado até agora, a HRT foi mais uma espécie de "franchise" do qual alguém com muito dinheiro poderia agarrar. Só que nos tempos que correm, ninguém está na disposição de o agarrar, o que até é pena.

Em suma, aproveitemos bem este fim de semana. E que para além de Sebastian Vettel e Fernando Alonso, poderemos estar a ver os últimos momentos de mais uma equipa de Formula 1. Para mim, dá-me pena porque a grelha se reduz a 22 carros. Mas para as equipas, claro: é menos dinheiro para dividir.

sábado, 17 de novembro de 2012

Formula 1 2012 - Ronda 19, Estados Unidos (Qualificação)

Depois de um dia a conhecer Texas e o seu circuito novo em folha, desenhado por Hermann Tilke e fazendo o melhor "mash up" de circuitos espalhados pelo mundo fora - sendo o mais óbvio de todos o da primeira curva, que não é mais do que Zeltewg ao contrário -, maquinas e pilotos preparavam-se para esta sessão de qualificação, onde após três sessões de adaptação a um circuito que ainda estava sujo fora das trajetórias ideais da pista, Sebastian Vettel parecia ser o "The Lone Star" deste pelotão da Formula 1. E o receio de que, caso fosse, ele poderia dominar a qualificação e ficar com uma mão e nove dedos com o ceptro mundial de 2012, era bem real.

Claro, os treinos livres são uma coisa e a qualificação outra. Pode-se esperar o inesperado, pode-se pensar que um despiste poderá alterar tudo, mas se isso se pode pensar de Sebastian Vettel, também se poderá pensar de Fernando Alonso, por exemplo. Mas a grande novidade vinha da boxe da Lotus-Renault, onde Romain Grosjean iria trocar de caixa de velocidades e perderia cinco lugares na grelha de partida.

E quando máquinas e pilotos foram para a pista, na Q1, debaixo do sol texano, havia outro foco de atenção: na boxe da HRT, equipa que desde o inicio da semana se encontra à venda, havia um sério risco dos seus pilotos não se qualificarem para a competição, pois ao longo do fim de semana, tiveram dificuldades em aquecer os seus pneus e andaram a roçar os 107 por cento, o que os colocaria a ver a corrida nas boxes pela segunda vez nesta temporada, depois da Austrália.

Mas no final da Q1, apesar de Narain Karyhikeyan ter ficado parado na gravilha na parte final dessa sessão, devido a problemas de motor, os HRT conseguiram os tempos necessários para correrem amanhã. Ali, os Marussia conseguiram ser melhores do que os Caterham, mostrando que são cada vez mais a décima melhor equipa do pelotão. Mas o piloto que ficou com a "fava", ou seja, que ficou na Q1 sem ser as três mais novas, foi o Toro Rosso de Daniel Ricciardo.

Chegados à Q2, o grande momento foi quando Michael Schumacher bloqueou Fernando Alonso em duas curvas, prejudicando a volta do piloto espanhol - mas curiosamente, ambos passaram para a Q3... Outro grande momento foi Jenson Button, que ficou com problemas no acelerador no seu McLaren e teve de ir às boxes, na pior altura possível. A sua não-qualificação para a Q3 era mais do que inevitável e os seus problemas eram o melhor exemplo da temporada que teve a McLaren.

Com a Q3, toda a gente sabia que o primeiro lugar já tinha dono, mas queriam saber com que diferença é que Sebastian Vettel daria à concorrência. E se Mark Webber iria ser o segundo classificado. A realidade foi um pouco mais dura. É que Lewis Hamilton deu o seu melhor, como ele costuma fazer nas qualificações, e deu luta a Sebastian Vettel, para conseguir a pole-position. Não conseguiu, mas a diferença foi de pouco mais de uma centena de centésimas de segundo sobre o piloto alemão, e conseguiu intrometer-se entre os Red Bull.

Atrás, Fernando Alonso lutava contra o grip e o aquecimento dos seus pneus e tinha apenas conseguido o nono posto na grelha, bem atrás de toda a gente, incluindo Felipe Massa. A sua sorte era que Romain Grosjean, que ficara com o quarto tempo, entre Webber e o seu companheiro de equipa, Kimi Raikkonen, iria cumprir a penalização devido à troca da sua caixa de velocidades, e o colocaria no oitavo lugar.

Só que... numa pista nova, os lugares pares são normalmente lugares "sujos" por não ficarem  na trajetória habitual da corrida. E Alonso está num lugar sujo, o que pode complicar um pouco as coisas, que quer recuperar posições suficientes para levar a decisão do campeonato para Interlagos.

Amanhã veremos.

quinta-feira, 15 de novembro de 2012

5ª Coluna: Este é o fim da HRT?

A noticia divulgada esta segunda-feira de que a Thesan Capital iria colocar à venda a HRT (ex-Hispania e Campos Meta) não apanhou ninguém totalmente de surpresa. E apesar do tom otimista proveniente do comunicado oficial, ninguém se iludiu: a empresa não conseguiu fazer lucrar a equipa e a colocou à venda, ao mesmo tempo que enviava cartas de despedimento a 32 funcionários e mecânicos, bem como colocava os restantes funcionários de "ferias forçadas" até ao final do ano.

É nesse clima de incerteza na HRT que falo esta semana na minha rubrica "5ª Coluna". Sobre o fracasso do projeto da Thesan Capital e dos "tiros nos pés" que deram, especialmente quando se moveram para Madrid, em vez de estarem ao pé das outras equipas de Formula 1, em Northampton, por exemplo. E que muito provavelmente poderá levar a que a HRT desapareça no final do ano, provavelmente sem deixar saudades a muita gente.

Para ler o resto, que é publicado no Formula 1 Portugal, sigam este link.

segunda-feira, 12 de novembro de 2012

Noticias: Thesan Capital coloca HRT à venda

A Thesan Capital anunciou esta segunda-feira no seu site oficial que colocou a HRT à venda pelo melhor preço, ano e meio depois de terem adquirido a José Ramon CarabanteNo seu comunicado oficial, as equipa explica os motivos da sua decisão: “A atual direção da HRT Formula 1 espera concluir esta venda nas proximas semanas e com isso, continuar a sua progressão para ser uma referência na Formula 1 moderna após os resultados alcançados na temporada de 2012.", começou por dizer.

A HRT Formula 1 Team espera anunciar nas próximas semanas o nome do seu novo proprietário, e acreditamos que chegou o momento em que a HRT Formula 1 Team tenha novos investidores a tomarem conta dele. Estamos orgulhosos do trabalho feito até agora e da evolução alcançada, mas achamos que é tempo de continuar essa evolução com novo financiamento, com novos proprietários. Estamos convencidos que o potencial desportivo é enorme e que a presença de novos investidores pode dar um enorme impulso nesse sentido", conclui o comunicado da equipa 

Até ao momento, não são copnhecidos quais potenciais investidores na equipa que já começou a ser chamada de Campos Meta, fundada em 2009 para levar à Formula 1 as ambições do ex-piltoo espanhol Adrian Campos, mas que depois foi vendido a José Ramon Carabante, dono da construtora Hispania. Contudo, a falta de financiamento para fazer andar a equipa fez com que fosse vendida em junho de 2011 à Thesan Capital, um fundo de investimento que fez rolar a equipa até este momento.

Atualmente, a equipa é dirigida por outro ex-piloto, Luis Perez-Sala, e os seus pilotos são o espanhol Pedro de la Rosa e o indiano Narain Kathikeyan. Com motores Cosworth, ainda não chegou alguma vez aos pontos nas três temporadas em que esteve presente até agora.  

terça-feira, 6 de novembro de 2012

A dança das cadeiras para 2013

A "silly season" na Formula 1 é sempre muito forte, e claro, a dança das cadeiras entre temporadas também. Ainda mais, neste 2013 que ameaça ser ainda mais louca do que nos anos anteriores, dada a quantidade de vagas disponíveis, a partir da Sauber para baixo, já que das "quatro grandes" (Red Bull, McLaren, Ferrari e Mercedes) está tudo decidido. E mesmo que na Lotus, haja dúvidas no caso de Romain Grosejean, é uma questão de tempo até a equipa de Enstone confirmar para mais uma temporada.

É a partir da equipa situada em Hinwill, na Suiça, que as coisas começam a "piar mais fino". Depois de terem confirmado na semana passada a estadia de Nico Hulkenberg, o segundo lugar parece ser uma questão de tempo, até que caia nas mãos de Esteban Gutierrez, o mexicano que foi terceiro piloto da Sauber e é apoiado pelas mesmas formas de Carlos Slim, e que, claro, apoiou o seu compatriota Sergio Perez. Mas o japonês Kamui Kobayashi pode não estar totalmente descartado, pois se pode não ter muito dinheiro, está procurando apoios no Japão para poder manter o lugar em 2013, ou caso isso não aconteça, procure outra equipa para continuar a correr na categoria máxima do automobilismo.

Na Williams, podemos estar a assistir a um braço de ferro entre Frank Williams e Christian Wolff. O motivo: a segunda vaga da equipa. Frank Williams está satisfeito com as prestações de Bruno Senna, apesar de este ser menos veloz do que Pastor Maldonado, principalmente nas qualificações. Mas o facto de colocar o carro mais vezes na zona de pontos do que o piloto venezuelano pode ter pesar na mente do "Tio Frank" para que fique em 2013.

O que pode contrariar as noticias sobre a saida de Bruno Senna, postas a circular na semana passada e dadas como "certas". E a vontade de Christian "Toto" Wolff, que quer colocar o seu protegido, o finlandês Valtteri Bottas, a correr na próxima temporada. Bottas está a fazer a grande maioria das primeiras sessões de sexta-feira no carro de Bruno Senna, com bons resultados, e a mostrar o seu potencial como piloto, e Wolff quer colocá-lo no carro, deixando de lado o estigma da Williams ser uma equipa "pagante". A tensão eleva-se a cada dia que passa, e alguns dos patrocinadores de Bruno poderão reforçar a sua carteira.

E é bom que reforcem, porque caso a hipótese Williams caia por terra, Bruno terá de procurar outras alternativas. A Force India é a mais provável, pois tem motores Mercedes e um lugar vago, com a saída de Nico Hulkenberg para a Sauber. Com Vijay Mallya em maus lençóis na India, e tentando vender algum do seu império para pagar as contas, resultantes do buraco sem fundo que se tornou a sua companhia aérea. Fala-se em 20 milhões de euros para o lugar e o leilão envolve Bruno Senna, Adrian Sutil - sim, ele pode voltar - o francês Jules Bianchi, que tem a Ferrari por trás e claro, o japonês Kamui Kobayashi.

No lado da Marussia, as coisas estão a melhorar em 2012. O 12º lugar de Timo Glock em Singapura fez com que conseguissem o famigerado décimo lugar no campeonato de Construtores, o que dará mais vinte milhões de dólares no orçamento do ano que vêm. Mas a equipa teve prejuízos e precisa de um piloto pagante. A grande aposta é o britânico Max Chilton, que pode ter algum talento - esteve na GP2 este ano - mas está cheio de dinheiro da AON, firma britânica cujo presidente é o seu pai. Fala-se que Chilton sénior quer comprar uma parte da equipa de Formula 1 e está disposto a investir até 50 milhões de euros, para ter o filho na categoria máxima do automobilismo.

Mas a Marussia não quer abdicar de Charles Pic, que poderá ter um reforço no patrocínio por parte da Total. É que o piloto francês está a fazer uma temporada de estreia razoável e ele é visto como uma alternativa a Romain Grosjean, caso ele não consiga controlar os seus impulsos para controlar a sua condução em 2013. E como ele tem como patrão a Genii, do Gerard Lopez, pode ser uma mais-valia no futuro. E claro, caso a Marussia queira ficar com os dois, pode significar que Timo Glock perca o lugar.

A Caterham pode estar a desiludir em 2012, correndo o risco de perder o décimo lugar nos construtores em 2013, e podendo assim "leiloar" o segundo lugar, ou até os dois lugares para essa temporada. O holandês Gierdo van der Garde, atual terceiro piloto da marca e financiado com o dinheiro da McGregor, firma de roupas propriedade do seu... sogro, é o candidato à vaga, já que Vitaly Petrov parece ter dificuldades em encontrar dinheiro para continuar na marca por mais uma temporada.

Contudo, a equipa de Tony Fernandes pode ter boas noticias no futuro. Esta segunda-feira, em Paris, a Caterham e a Renault anunciaram um acordo para que a pequena firma de carros leves desenvolva e produza o novo Alpine A110. Com Carlos Ghosn, Tony Fernandes e Arnaud Montebourg (ministro da Produtividade do governo Hollande) presentes, ainda não se sabe bem se este acordo é só para o seu departamento automóvel ou se Tony Fernandes conseguiu mais alguma coisa para o seu departamento de competição, como por exemplo, as mais recentes evoluções do motor Renault.

Caso a segunda hipótese seja verdadeira, isso provavelmente funcionaria a partir de 2014, com o novo motor Turbo que a marca está a preparar desde 2010. Se tiver prioridade em relação à Red Bull, Renault e Lotus, isto pode fazer com que este seja um lugar muito procurado. Para Bruno Senna, pode ser um bom lugar em 2013, caso Williams e Force India falhem.

A HRT é uma grande incógnita para 2013. Parece ter assegurada a sua sobrevivência por agora, mas não se sabe bem com que pilotos irá correr. Parece que Pedro de La Rosa está para ficar mais uma temporada, mas hoje surgiram noticias da China, onde se afirma que Ma Qinghua, um dos dois terceiros pilotos presentes nesta temporada, a par de Dani Clos, poderá ser piloto oficial, no lugar de Narain Kathikeyan. A noticia foi prontamente desmentida, mas parece que é uma questão de tempo até que as coisas poderão acontecer. 

Em suma, as coisas estão longe de estarem definidas, e isto tudo tende a dominar as noticias no inverno europeu que aí vêm.

Rumor do dia: um chinês na Formula 1?

Segundo noticias vindas a público esta terça-feira para os lados de Pequim e referidas pelo jornalista Joe Saward, o chinês Ma Quinghua poderá ser piloto oficial da HRT para a temporada de 2013. A equipa de Madrid, liderada por Luis Perez-Sala não confirma tais noticias, mas também não as desmente. Caso seja verdade, isto significa que a Formula 1 terá pela primeira vez um piloto chinês a participar em corridas.

Nascido do dia de Natal de 1987 em Xangai, começou a correr em monolugares em 2005 na Asian Formula Renault Challenge, para depois ter uma paticipação na equipa chinesa de A1GP. Em 2008, vai para a Espanha, onde ao serviço da Team West-Tec, foi sétimo classificado, com dois pódios. No ano seguinte, vai correr na Formula 3 britânica, pela National Class, e em 2010 participa na Superleague Formula. No ano passado, participou na campeonato chinês de Turismos, onde foi campeão da classe 1600 cc, a bordo de um Hyundai.  

Este ano, conseguiu um lugar como um dos dois terceiros pilotos que a HRT tem, a par do espanhol Dani Clos. E foi em Monza que começou a participar numa sessão de treinos livres, algo que prolongou em Singapura e Abu Dhabi. 

A ser verdade esta noticia, isto significa que um dos pilotos atualmente presentes, o espanhol Pedro de la Rosa ou o indiano Narain Karthikeyan, terá de procurar novo lugar na próxima temporada. 

sexta-feira, 6 de julho de 2012

Formula 1 2012 - Ronda 9, Grã-Bretanha (Treinos)

Já se sabia que o verão britânico iria vira aí em toda a sua força, com o seu tempo maravilhosamente... inclemente, com chuva e tempo relativamente frio durante os três dias que vai durar este fim de semana de Grande Prémio. Com um tempo destes - e num pais que dentro de quatro semanas receberá pela terceira vez na sua história os Jogos Olimpicos - os pilotos tiveram de se sujeitar à falta de tração na pista e os inevitáveis piões e despistes, sempre que tentavam carregar no acelerador um pouco mais do que deviam...

E isso aconteceu nas duas sessões de treinos livres. No primeiro, o melhor foi o Lotus do recém-casado Romain Grosjean, que apesar de uma pequena saída de pista, sem consequências, fez o melhor tempo na frente do Toro Rosso de Daniel Ricciardo, que fez anos nesta semana. Os tempos, claro, foram os esperados em termos de chuva, pois o francês obteve 1.56,552 segundos, mais 275 centésimos do que o australiano da Toro Rosso.

Lewis Hamilton foi o terceiro nesta sessão e o ultimo a ficar no mesmo segundo do melhor tempo, a 672 centésimos, já que Sérgio Perez, o mexicano da Sauber, foi o quarto, a 1,1 segundos de Grosjean. Felipe Massa foi o quinto, a 1.56 segundos, seguido pelo Red Bull de Mark Webber e o segundo Sauber de Kamui Kobayashi. Nico Rosberg e Jean-Eric Vergne, no segundo Toro Rosso, fecharam o "top ten"

Essa sessão teve três novidades, que foram os terceiros pilotos da Force India, o francês Jules Bianchi, o da Williams, o finlandês Valteri Bottas, e o da HRT, o espanhol Dani Clos. Bianchi não marcou qualquer tempo, Bottas foi 13º, enquanto que Clos conseguiu um tempo... 8,4 segundos mais lento do que Grosjean. Em contraste, os Caterham deram nas vistas, com Vitaly Petrov a ser 12º e Heikki Kovalainen um pouco atrás, na 16ª posição, imediatamente na frente de Jenson Button, que apenas fez o 17º melhor tempo...

Pouco depois, foi a segunda sessão de treinos livres, e as coisas não mudaram. O mesmo tempo péssimo, a mesma pista molhada e mais alguns despistes. Fernando Alonso bateu e perdeu a asa da frente, Bruno Senna bateu forte na zona de Hangar Straight - fazendo parar a sessão - e os deslizes do costume. A sessão de treinos não viu nenhum carro a rolar durante 40 minutos, porque se esperava que a chuva parasse para que pudesse rolar em segurança. Quando regressou, foi por pouco tempo, pois Bruno Senna bate e tudo volta à estaca zero por cerca de dez minutos.

Quando os destroços foram recolhidos, e verificando-se que a chuva não tinha voltado, muitos colocaram pneus intermédios, para resguardar os pneus de chuva para a qualificação. E o melhor foi Lewis Hamilton, que conseguiu 1.56,345 segundos com os pneus de chuva forte, ficando na frente do Sauber de Kamui Kobayashi, a 129 centésimos, e do Mercedes de Michael Schumacher, a precisamente 200 centésimos de segundo.

Nico Rosberg foi o quarto, a 222 centésimos, seguido por Sergio Perez, Jenson Button e o Caterham de Heiki Kovalainen, que parece estar a proveitar muito bem esta situação para marcar excelentes tempos. Veremos se isso será suficiente para amanhã... Kimi Raikkonen foi o oitavo no seu Lotus-Renault, atrás de Nico Hulkenberg e Fernando Alonso, que marcou o tempo com intermédios, antes de se despistar e perder o seu aileron dianteiro.

Quatro pilotos não marcaram tempo nesta segunda sessão: o HRT de Pedro de la Rosa, o Red Bull de Mark Webber, o Toro Rosso de Daniel Ricciardo e o Lotus-Renault de Romain Grosjean.

Amanhã é dia de qualificação, e se o boletim meteorológico foi acertado, vai ser outra sessão à chuva. Como será que eles se adaptarão?  

quarta-feira, 6 de junho de 2012

Noticias: HRT vai a Montreal com alterações aerodinâmicas

Na Formula 1, até a HRT, ex-Hispania, tem as suas novidades aerodinâmicas, apesar de eles serem a última equipa do pelotão e não terem o KERS montado no seu chassis. Neste GP do Canadá, a equipa cujos carros são pilotados por Pedro de la Rosa e Narain Karthikeyan irá ter um novo aileron traseiro para o seu monolugar e claro, a equipa espanhola está confiante na possibilidade de melhorar o rendimento dos seus monolugares no rápido traçado canadiano.

“Em Montreal, corre-se um dos grandes prémios mais emblemáticos. Como piloto gostava muito desse circuito porque era único, com muitas travagens e acelerações e vários pontos de ultrapassagem. Para a equipa também é um sítio especial porque foi aqui que se conseguiu o melhor resultado da história da nossa equipa no ano passado”, começou por referir Luis Pérez-Sala, diretor da equipa espanhola, confiante para o circuito de Montreal. Já agora o seu melhor resultado de sempre foi um 13º lugar.

O nosso ponto mais fraco está nas curvas rápidas e aqui há poucas. Já a maior desvantagem poderá ser o facto de não termos KERS mas traremos um aileron traseiro especial para este circuito que espero que nos permita ser ainda mais competitivo”, completou.

sábado, 24 de março de 2012

Formula 1 2012 - Ronda 2, Malásia (Qualificação)

Para quêm vê a tabela de tempos, fica com a sensação de "papel químico": Lewis Hamilton foi o melhor, na frente de Jenson Button, com Michael Schumacher em terceiro. E de facto, é verdade: os três primeiros são uma quase repetição da grelha australiana, excepto que o alemão foi quarto em Melbourne. Mas Romain Grosjean não andou longe: foi sétimo na qualificação, do qual subirá um lugar com a penalização do seu companheiro de equipa, Kimi Raikkonen, que fora quinto... com o mesmo tempo de Mark Webber, o quarto.

O facto de Lewis Hamilton ter voltado a repetir a pole-position, na frente de Button mostra que está aparentemente imperturbável com o sucedido na corrida australiana, onde foi batido por Button e Sebastian Vettel, acabando numa (aparentemente) pálida terceira posição. Contudo, ele poderá querer mostrar também que deseja que o seu fim de semana seja perfeito: pole e vitória, com a volta mais rápida de permeio. Tudo para demonstrar que é candidato a campeão e não deixar que Button o domine. Resta saber se ele - e o resto da concorrência - o irá deixar fazer isso.

O velho alemão, heptacampeão do mundo, está a ter um bom começo de temporada. Depois de ter sido quarto na grelha australiana, agora é terceiro na grelha malaia, a 172 centésimos de segundo da pole-position, batendo pela segunda vez Nico Rosberg, que teve pequenas falhas na sua volta mais rápida e não conseguiu mais do que um oitavo posto - sétimo com a penalização de Kimi Raikkonen. Veremos se a corrida lhe será favorável, o que a acontecer, seria um sinal de que este Mercedes é mais do que um carro de qualificação, como parece estar a demonstrar. 

Interessante foi ver Sebastian Vettel com uma estratágia diferente, correndo com pneus duros, e conseguindo apenas o sexto melhor tempo - quinto, com a penalização de Raikkonen. Ele afirma que fez essa opção porque não se sentia confortável com os pneus mais moles, mas toda a gente saber que isso pode significar uma estratégia diferente na corrida, ficando mais tempo em pista: “Não estava confortável com os pneus macios pelo que optei por pneus duros. Espero que amanhã isso possa ser uma vantagem e espero poder ficar mais tempo em pista e ganhar alguma flexibilidade no primeiro turno da corrida. Vamos ver em que posição estamos e faremos o nosso melhor”, afirmou o campeão do mundo.

Fernando Alonso continua a transformar "leite de pedra" e levou o seu Ferrari até ao nono posto, na frente do Sauber-Ferrari de Sergio Perez, que continuou a mostrar que este chassis foi bem nascido. Os dois conseguiram desalojar da Q3 o Williams de Pastor Maldonado e o Ferrari de Felipe Massa, que apesar de ter melhorado um pouco, não entrou na fase decisiva, e faz acentuar ainda mais as criticas ao piloto e ao fato do carro ser mal nascido. E Massa não foi ultrapassado por Bruno Senna em apenas 11 centésimos...

Quanto a Maldonado, a sua rapidez ainda não foi totalmente domada: na sua primeira tentativa, ele saiu de pista, perdeu tempo para que os mecânicos pudessem verificar o carro, procurando por danos, e no final só teve uma tentativa verdadeiramente limpa. Pode-se imaginar o que teria acontecido se conseguisse mais do que uma tentativa, não é? O que demonstra duas coisas: que a Williams fez um bom carro e Maldonado é um piloto rápido, mas pouco consistente.

A Williams conseguiu um resultado de conjunto melhor do que os Force India e os Toro Rosso. Esta última até viu um dos seus pilotos, Jean-Eric Vergne, a não conseguir passar para a Q2, acompanhando os Caterham, os Marrussia e os HRT, que por fim, conseguiram tempos que lhes permitem alinhar na corrida, embora tenham ficado a 1,5 segundos... do pior dos Marussia. A continuar assim, pode ser que os passe por alturas da Coreia do Sul. Mas o objetivo da época está alcançado, para Pedro de la Rosa e Narain Karthikeyan.

Amanhã, de manhã, haverá Grande Prémio. Será à chuva ou haverá tempo só para o piso seco?

sexta-feira, 23 de março de 2012

Formula 1 2012 - Ronda 2, Malásia (Treinos)

Cinco dias depois de Melbourne, a fantástica logistica que a Formula 1 detêm há vários anos tornou habitual o que há uns anos seria visto como um milagre, que é o de colocar num outro sítio, milhares de quilómetros do primeiro, todo o material relativo à Formula 1: chassis, pneus, peças mecânicas e aerodinâmicas, entreo utras coisas.

Em Sepang, um lufgar nos arredores de Kuala Lumpur, a capital do país, e logo ao lado do aeroporto, máquinas e pilotos andaram a climatizar-se ao ambiente local, ao calor tropical e à imprevisibilidade do boletim meteorológico. Mas não foi com esta mudança de ambiente que os McLaren mirraram, bem pelo contrário: Lewis Hamilton queria reagir à sua prestação na Austrália, onde foi batido por Jenson Button e Sebastian Vettel, e assim sendo, liderou a tabela de tempos em ambas as sessões de treinos livres. Na primeira sessão, bateu Sebastian Vettel por 514 centésimos, e na segunda, foi melhor que Michael Schumacher em meros 361 centésimas de segundo.

Mas se Hamilton mostrou consistência nestas sessões de treino, o resto foi equilibrado. Os Mercedes apareceram, com um terceiro e um quarto posto na primeira sessão de treinos, para além do tal segundo posto do veterano alemão. E a Lotus mostrou-se, claro, com o quinto lugar de Romain Grosjean e o sétimo posto de Kimi Raikkonen na primeira sessão de treinos livres. Na segunda sessão, os resultados foram bem mais modestos, e ainda por cima, Raikkonen viu-se com mais problemas: teve de mudar de caixa de velocidades, e por isso, irá perder cinco posições na qualificação.

Quem também meteu o bedelho nas sessões de treinos livres foram os Toro Rosso, com Daniel Ricciardo e Jean-Eric Vergne a andarem consistentemente nos dez primeiros, especialmente na segunda sessão. O australiano foi quinto e o francês foi oitavo, com o Ferrari de Fernando Alonso e o Red Bull de Mark Webber entre eles.

E os Ferrari mostraram algumas melhoras, com Felipe Massa a ficar à frente de Fernando Alonso na primeira sessão, antes do contrário acontecer na segunda, onde o brasileiro fez o 16º tempo. Apesar desta aparente má posição, o brasileiro era um homem confiante: “Amanhã o carro pode dar um grande passo e estar muito mais competitivo do que aquilo que se viu em termos de tempos por volta hoje”, referiu.

Para os lados da Williams, a primeira sessão foi marcada pelo fato do segundo carro ter pertencido ao finlandês Valteri Bottas, que não fez feio, marcando o 11º tempo na sessão, naquela que foi a sua primeira vez aos comandos de um Formula 1 numa sessão oficial. E ficou um lugar mais à frente de Pastor Maldonado. Na segunda sessão, as coisas correram um pouco pior para Bruno Senna, que apenas marcou o 17º tempo.

Atrás, na cauda do pelotão, os Hispania - ou HRT - não sairam de lá, mas diminuram o fosso que tinham em relação à corrida australiana, colocando esperanças em que poderão fazer tempos inferiores ao limite dos 107 por cento. Novas peças e um sistema DRS para o carro foram as grandes novidades, que levaram à melhoria dos tempos. E Pedro de la Rosa exprimia essa esperança, no final da sessão:

Esperávamos ficar dentro do limite dos 107 por cento, com tudo o que temos de novo como o DRS e as novas partes a funcionarem, como a direção assistida. Mas não devemos ficar demasiado confiantes porque nunca se sabe quanto combustível levam os outros carros. Penso que estamos bem, mas não podemos ficar por aqui. Temos de tentar ficar mais rápidos amanhã, porque esta é a primeira vez que conseguimos rodar com o carro de forma fiável desde que este nasceu”, comentou.

Na próxima madrugada temos a qualificação. E veremos se será mais do mesmo ou haverá algo mais. 

quinta-feira, 22 de março de 2012

Formula 1 em Cartoons: Fotoshop australiano (I)

Há fotoshops e fotoshops. Mas nesta fotografia não foi necessário acrescentar mais nada, só as legendas. Esuspeito que em Sepang e nas corridas seguintes vai ser a mesma coisa...

Não gostava que fosse "Andrea Moda, parte II", mas fico com essa impressão.

terça-feira, 6 de março de 2012

A lingua - ou as siglas - podem ser traiçoeiras...

Esta descobri pela hora do almoço, graças ao Twitter do excelente site wtf1.co.uk, e confesso que notei algum sentido de ironia. Durante os últimos dois anos e qualquer coisa que o pessoal por estas bandas gozam com a Hispania, colando-o a uma doença venéra, neste caso o HPV. Só que não se sabia que HRT, que agora é o novo nome da equipa, após a saída de Ramon Carabante e de Colin Kolles, também simbolizava outra coisa em inglês. Não é uma doença venérea, mas sim um tratamento para... mudança de sexo.

"Hormone Replacement Therapy" é o nome em extenso, e como dizia o pessoal do wtf1.co.uk, ver videos de apresentação da equipa ao lado de rapazes que querem ser raparigas, ou o contrário, é no mínimo embaraçante. Digamos que não é lá muito bom para a publicidade da equipa ver a pior ou a segunda pior equipa do pelotão da Formula 1 ser associado. O pessoal que procurará videos sobre eles irá ver algo que provavelmente não será de muito agrado... ou será levado ao engano, digo eu. 

Porque, que eu saiba, nem Pedro de La Rosa, nem Narin Kartikeyan, estão com ideias de mudar de sexo, mas é o que pode calhar, se alguém escrever na pesquisa do Youtube "De la Rosa HRT", por exemplo...

segunda-feira, 5 de março de 2012

Apresentações 2012 (12): O HRT F112

Demorou, mas apareceu. Ao contrário do que aconteceu nos anos anteriores, não o vimos a correr nos "paddocks" do Bahrein ou de Melbourne, mas também ainda não é o ideal, pois deveria ter sido apresentado no primeiro teste da temporada, e rodado como todos os outros, mas o chassis HRT F112 lá fez esta tarde o seu "shakedown" na pista de Barcelona, depois do encerramento da temporada de testes de pré-época. 

O pretexto? Um dia de filmagens, com o veterano piloto indiano Narain Karthikeyan ao volante. E tal como a Marrussia, vai ser uma das duas equipas que será puxado pelo motor Cosworth. E também como se pode ver, tem o famoso "bico de ornintorrinco", como todas as equipas... á excepção da McLaren e da Marrussia. Mas mais suave.

Veremos se sairá na última fila da grelha nesta temporada de 2012. Seria interessante.