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sábado, 9 de abril de 2016

A Sauber aguenta-se até ao final da temporada?

Tudo indica que sim, mas vai ser algo muito difícil. Depois de mais rumores sobre a sua situação, logo após o GP do Bahrein, os dias a seguir indicam que os rumores da sua queda iminente eram exagerados. Não só os carros e os funcionários irão correr no GP da China, mas também tem tudo pago até ao final da temporada. Pelo menos as viagens, porque os salários... isso é outra história. É que depois de fevereiro (já pagos), os salários de março também estão com algum tempo de atraso.

A equipa de Hinwill está a sobreviver à custa dos patrocinadores de Marcus Ericsson e Felipe Nasr, que juntos, colocam cerca de 40 milhões de euros na equipa. E se juntarmos os 47 milhões provenientes da FOM, o orçamento perfaz pouco mais de 87 milhões de euros. Praticamente no limiar da sobrevivência, se quisermos... mas a equipa ainda tem mais alguns trunfos, como por exemplo o seu túnel de vento, que é alugado a marcas como a Audi, que lhes paga cerca de 20 milhões de euros, elevando o total para 107 milhões. Mas mesmo assim, a equipa conta os tostões para ver se chega até ao final do ano, para prejuízo de Nasr e Ericsson.

Durante a semana, muitos dissecaram sobre o que se passa na Sauber. Não é nada que não se saiba. Quem acompanha isto tudo desde 2013 sabe que desde a entrada de Monisha Kalterborn na equipa, as coisas não andam lá muito bem. Os eventos do final de 2014, onde ela assinou com... três pilotos (!), ou seja, para além de Nasr e Ericsson, assinou também com Giedo van der Garde (VdG), com ele a adiantar dinheiro, e a equipa... a não lhe dar o lugar (os seus 15 milhões eram inferiores aos valores dos outros dois pilotos) e o holandês exigiu o dinheiro de volta, metendo a equipa em tribunal e ameaçando até... prender Kalterborn. Ela safou-se de boa, mas teve de devolver os 15 milhões que VdG adiantou.

E para piorar as coisas, as condições não são propicias aos trabalhadores, especialmente os diretores técnicos. Desde 2010 que estiveram quatro: James Key, Matt Morris, Eric Gandelin e Mark Smith. Key foi para a Toro Rosso em meados de 2012, depois do bom trabalho que fez com o chassis guiado nesse ano por Sergio Perez e Kamui Kobayashi, com quatro pódios e duas voltas mais rápidas. 

Morris, ex-Williams, ficou lá pouco tempo (aceitou um convite da McLaren) e deixou o bebé nas mãos de Gandelin, que sem experiência, fez o chassis de 2014, que passou para a história como o pior de sempre. Já Smith, chegado à equipa em agosto do ano passado, tentou melhorar o mau chassis, mas ficou lá por pouco tempo. No final de 2015, Smith decidiu sair de lá, alegando razões pessoais, mas depois acabou por ir trabalhar com Bob Bell na Renault, eles que trabalharam juntos mais de uma década antes, na mesma equipa.

Em suma, para além de todos os problemas acima referidos, temos também um problema de liderança. Com Peter Sauber reformado, as complicações causadas por Kalternborn perigaram a situação da equipa. E resta saber como isto vai acabar, e uma das duas soluções poderá acontecer: ou os suecos poderão comprar a equipa, ou a Ferrari - neste caso, Sergio Marchionne - poderá reclamar os créditos antigos e ficar com a equipa com um desconto, para a transformar na sua "equipa B", a Alfa Romeo.

Veremos como isto vai acabar.

sexta-feira, 20 de março de 2015

Uma possivel visão do futuro

Os acontecimentos da semana que passou em Melbourne, com todas as suas controvérsias com a Sauber e os problemas dos carros de Formula 1 no inicio de mais uma nova temporada, com dois carros a pararem no meio da pista ainda antes da corrida começar, e os Manor-Marussia, que aparentemente por causa de um problema de software, não conseguiram colocar os seus motores Ferrari a funcionar, deram ao mundo uma ideia do que é esta Formula 1 atual. Dos vinte carros inscritos, quinze carros largaram realmente, pois ainda por cima tivemos um piloto lesionado ainda antes da corrida começar.

Eu sei que o adepto comum, aquele que ama a Formula 1, deve ter metido as mãos à cabeça quando viu tão poucos carros alinhados na grelha, ainda mais depois das polémicas e dos azares mecânicos e físicos. Mas eu dei por mim a pensar se isto poderá ter sido um sinal de um futuro próximo, um futuro sem Bernie Ecclestone. Como sabem, ele têm 84 anos e já não viaja mais à Austrália porque o seu corpo já não aguenta viagens tão longas, especialmente uma de meio dia até ao sul daquele país. E quando falo da Austrália, falo também de alguns sítios da Ásia, pelo mesmo motivo.

Apesar das polémicas e da aparente desorganização, notei que o "paddock" estava tranquilo, mas essa era uma calma aparente. E essa aparência terminou na segunda-feira, quando o Christian Horner "explodiu" por causa dos seus motores Renault, que reclama serem cem cavalos inferiores aos da Mercedes. Uma coisa sei: os motores franceses foram durante algum tempo pouco potentes e caros, por serem feitos em França e porque os custos laborais são superiores que os da Grã-Bretanha. E com o congelamento do desenvolvimento dos motores, realmente é difícil apanhar os alemães neste campo, apesar das tentativas de reverter a situação.

Fico sempre a pensar do que seria uma Formula 1 pós-Bernie, mas tenho a sensação de que numa situação como esta, facilmente chegaria a um caos. E uma eventual morte, numa alturas destas, poderia acontecer na pior altura possivel. As razões são imensas, e o Flávio Gomes escreveu nesta semana sobre algumas delas, mas permitam que acrescente mais algumas.

Uma delas é a concorrência. Quando Max Mosley se tornou no presidente da FIA, no final de 1991, a formula 1 tinha a concorrência do Mundial de Sport-Protótipos. e que tinha muitas fábricas lá presentes, como a Sauber-Mercedes, Jaguar, Toyota, Nissan, Peugeot, entre outros. Pouco tempo depois, colocou-se um novo regulamento que obrigava os motores a terem 3.5 litros de capacidade, os mesmos da Formula 1, entre outras coisas. Na temporada seguinte, a maioria das equipas de fábrica foi embora e o Mundial de Endurance só voltaria vinte anos mais tarde. 

Três anos depois, a CART, que era uma competição que prosperava nos Estados Unidos e que tinha olhos para o resto do mundo - especialmente depois de atrair Nigel Mansell e Alex Zanardi, para além de criar as carreiras de Juan Pablo MontoyaJacques Villeneuve - dividia-se em dois, depois de Tony George, o dono de Indianápolis, ter brigado com a organização sobre dinheiros e direitos televisivos, para além de tentar criar uma competição "americana", pois nessa altura, os estrangeiros eram mais do que os americanos no pelotão. A cisão durou treze anos, mais do que suficientes para diminuir o interesse pela competição, beneficiando a NASCAR. Curiosamente, George acolheu no "Brickyard", entre 2000 e 2007, o GP dos Estados Unidos de Formula 1.

Em suma, se quisermos colocar as coisas nos últimos 20 anos, a Formula 1 dominou sozinha. E claro, cresceu e expandiu-se, transformando-se numa empresa global, capaz de arrecadar cerca de 1,7 mil milhões de euros. O chato é a parte da distribuição, onde Ecclestone, sozinho, arrecada cerca de 15 por cento dessas receitas...

Só que os tempos mudam. Grande parte das transmissões televisivas são agora em sinal fechado, a organização não quer saber das redes sociais, menosprezando o seu poder, os videos no Youtube são arbitrariamente retirados, mesmo aqueles que filmam nos circuitos com as suas câmaras nos telemóveis. E isso têm consequências: a nova geração não vê mais a Formula 1. É claro que a Net, as redes sociais, estão cheios de sites e blogs sobre Formula 1 e sobre o automobilismo em geral, mas as fraquezas da Formula 1 estão a ser aproveitadas por outras modalidades, que olham para esta competição como algo a não fazer ou a não seguir.

Para além disso, a figura de Jean Todt, apesar de não ser hostil a Bernie e ao Grupo de Estratégia, as suas relações são geladas, para dizer o mínimo. E desde que está no poder, ele decidiu reavivar o Mundial de Endurance, o WEC, com a colaboração do ACO, o Automobile Club de L'Ouest, e promove a formula E, deixando a gestão para Alejandro Agag. E pelos vistos, conseguem atrair muita gente que, algo desiludida com a Formula 1, mas que adora automobilismo em geral, assiste à corridas, mesmo nas redes sociais. Algumas dessas corridas são transmitidas em direto nos seus sitios da Net, sabendo que no futuro, vai ser dessa maneira que os fãs irão ver as corridas.

Em suma, "o rei vai nu", mas parece que ele não se importa. E as equipas, que viveram anos na atitude de "Piranha Club" continuam a viver numa bolha, especialmente os da frente. Já vos contei que a Ferrari recebe cem milhões de dólares por ano só por estarem lá, e a Red Bull. McLaren e Mercedes recebem um pouco menos, mas recebem. Mas quando a aposta é neles, deixando as equipas do meio à sua sorte (Lotus, Sauber, Force India) contratando pilotos pagantes para sobreviverem e torcendo por um mau dia dos da frente, é mais um exemplo de que as coisas vão muito más.

E para piorar as coisas, todos esperam pelo dia da morte de Bernie Ecclestone para fazer alguma coisa. Só que o meu temor é que após isso, todos briguem por um pedaço desse dinheiro de tal forma que veremos mais situações como esta, onde quem fica a perder é a Formula 1. 

Para minha felicidade, gosto de automobilismo. Mas mesmo com todos os defeitos, continuo a querer seguir a Formula 1. Mas não posso deixar de dizer que desejo ver este circo a arder, para ver o que dali sairá. E claro, o funeral do Bernie Ecclestone.

quarta-feira, 18 de março de 2015

Noticias: Sauber e Van der Garde chegam a acordo

Depois da polémica na semana que passou, Sauber e Giedo Van der Garde chegaram hoje a acordo, com a equipa suíça a pagar uma indemnização ao piloto holandês pela quebra do contrato que tinha sido assinado no ano anterior, e que não foi cumprido. Não se sabe se são os 15 milhões de euros que alguma imprensa deu como certa, mas o holandês afirma que recebeu uma “significativa compensação financeira” da equipa suíça.

"Chegamos a um acordo com a Sauber e o meu contrato de piloto com a equipe foi encerrado por mútuo consentimento", começou por afirmar o piloto holandês num comunicado emitido nesta quarta-feira.

"Como piloto de corridas apaixonado que sou, eu sinto-me triste e decepcionado. Eu tenho trabalhado muito durante toda a minha carreira, desde criança, quando já corria de kart aos oito anos, para viver o meu sonho de me tonar num bem-sucedido piloto de Formula 1. E eu esperava que agora, finalmente, teria a chance de mostrar do que sou capaz de fazer, pilotando um carro para uma equipa respeitada do meio do pelotão em 2015. Mas este sonho foi tirado de mim e eu sei que o meu futuro na Formula 1 provavelmente está terminado", continuou.

"Houve uma série de especulações na mídia durante a semana passada, então quero definir claramente que os meus patrocinadores pagaram as contas de patrocínio referentes à temporada inteira de 2015 para Sauber no primeiro semestre de 2014. Isto foi feito simplesmente de boa fé e para ajudar a equipa com seus problemas de caixa. Efetivamente, esses pagamentos auxiliaram a equipa em 2014. Portanto, dizer que as decisões posteriores da Sauber foram feitas com base em acordos financeiros neste caso particular é bizarro e não faz sentido para mim".

"Só por isso posso dizer que os meus direitos foram finalmente reconhecidos e que pelo menos alguma justiça foi feita", concluiu.

Apesar de reconhecer que a sua carreira na Formula 1 poderá ter terminado, o piloto holandês afirmou que pretende correr noutras categorias. "Gostaria muito de participar de corrida do WEC e nas 24 Horas de Le Mans na classe LMP1. Muitos ex-pilotos da F1 estão se dando muito bem no Mundial. Mas também vou olhar para outros campeonatos como o DTM em 2016".

A Sauber não perdeu tempo de reagir ao comunicado de Van der Garde, mas apesar de demonstrar a sua perplexidade perante as declarações do piloto, evitou dar uma resposta.

"Giedo decidiu tomar um caminho diferente e a razão para isso não conseguimos entender. Nós temos muitas boas respostas para as muitas afirmações e acusações sobre o post.

Mas ampliar essa discussão não nos ajuda, nem aos nossos fãs e nem aos nossos parceiros. Isso só iria encorajar uma lavagem de roupa suja por intermédio dos meios de comunicação social e não vamos prestar a isso", concluiu.

Recorde-se que o piloto holandês de 29 anos interpôs uma ação na justiça de Victoria, o estado australiano do qual Melbourne é a capital, para que cumprisse uma ordem judicial para que colocasse Van der Garde num dos lugares da equipa, visto ter assinado um contrato e pago cerca de oito milhões de euros para guiar como piloto titular em 2015. Isso levou a que tivessem existido ameaças de prisão por parte da patroa da Sauber, Moisha Kalternborn, e também ameaçou a participação da equipa de Hinwill no fim de semana australiano. 

Para além disso, o piloto holandês foi considerado "persona non grata", apesar de ter a razão do seu lado.

Com o pagamento desta indemnização, resolve-se o caso que moveu ambas as partes, mas isto deixou também a impressão de que a equipa suíça cometeu graves erros de gestão neste caso em particular, especialmente por ter deixado que esta situação se arrastasse até a este ponto.

terça-feira, 17 de março de 2015

O preço do silêncio

Quinze milhões de euros. Escrevo isto em extenso que é para vocês poderem ler. É esse o preço de Giedo van der Garde pede para que não assedie mais a Sauber pelo seu direito de correr num dos seus carros. A indemnização, pedida pelos seus advogados, está a ser negociada com a equipa de Hinwill e poderão chegar a bom termo nos próximos dias.

O mais engraçado é que isso é quase o dobro que o piloto holandês trouxe para ser em 2014 o terceiro piloto da marca. É certo que o holandês exerceu os seus direitos, e ganhou isso em tribunal, mas a hostilidade com que foi encarado, quer na equipa, quer no paddock da Formula 1, poderá ter feito com que ele fosse uma "persona non grata" por aqueles lados. E ganhar mais algum dinheiro para poder prosseguir a sua carreira noutros lados até nem é mau de todo.

Mas a Sauber é uma equipa aflita, embora esteja agora a respirar melhor por causa não só dos seus pilotos pagantes, mas também pelos resultados que teve na Austrália, que lhe deram 14 pontos e que compensam em larga medida a desastrosa temporada de 2014. Mas 15 milhões de euros é muito pesado, é quase o que Felipe Nasr e Marcus Ericsson pagaram, cada um, para poderem sentar por lá. Provavelmente, terão de arranjar um outro piloto para arcar essas despesas extra, pois os dinheiros que receberão só terão usufruto no ano que vêm...

Veremos como é que isto vai acabar.  

sábado, 14 de março de 2015

Formula 1 2015 - Ronda 1, Austrália (Qualificação)

Temporada nova, problemas velhos. Se quisermos resumir as coisas a uma única frase, esta seria a escolhida. É sabido que o dinheiro nas equipas abaixo da Lotus não abunda, e que os pilotos pagantes começam a ser tanto quanto os pilotos com talento, mas ao longo da pré-temporada, enquanto viamos as equipas a testar em Jerez e Barcelona, acompanhávamos a saga da Manor-Marussia para se colocar de pé, e que conseguiu mesmo à justa ter dois carros prontos para Melbourne.

Mas na semana da corrida australiana, a última coisa que esperávamos ver era um piloto a reivindicar o direito a correr num carro de Formula 1. E os eventos que rodearam a polémica entre Giedo van der Garde e a Sauber demonstraram alguns dos podres que existem nesta categoria do automobilismo. Que uma equipa como a que têm a sua sede em Hinwill estava tão desesperada por dinheiro era capaz de rasgar contratos porque apareciam pilotos mais endinheirados do que ele, e estes não lhe davam qualquer satisfação senão a do vil metal.

Claro, ele reagiu e apanhou Monisha Kalternborn com as calças na mão, pois sabia que se no mundo fechado da Formula 1 há muito vive numa bolha, pensa também que está  acima da lei. Não está, e o embaraço arrastou-se até este sábado de manhã, com ambas as partes a chegarem a um acordo. Mas isto não é o fim, são apenas tréguas.

Resolvida (provisóriamente) esta contenda, passamos aos factos. Se inicialmente disse que apesar da nova temporada, os vícios são os mesmos de 2014, nem tudo está certo. É verdade que a Mercedes corria o risco de dominar tudo, mas o que seria interessante de ver eram duas coisas: até que ponto esse dominio seria grande ou pequeno, e dos desafiadores, qual deles iria ser o melhor e quem iria vacilar. E os primeiros escândalos começariam logo a aparecer...

Com o Q1 a ver a Manor nas boxes - sem o software para ligar os seus motores Ferrari de 2014, eles não vão correr - todos queriam saber quem iria ocupar as três vagas que restavam. E ali, as surpresas apareceriam. A McLaren, que viveu um inferno na sua temporada de testes com o novo motor Honda, e o choque do carro de Fernando Alonso, que o deixou inconsciente e o obrigou a ausentar-se desta primeira corrida do ano, continuava a não melhorar e alcançou as raias de escândalo quando se descobriu que iria partir da última fila da grelha de partida, com tempos assustadoramente lentos. Mais lentos do que o Sauber de Marcus Ericsson!

Pior do que isto, em termos históricos, só no GP do Mónaco de 1983, quando Niki Lauda e John Watson não conseguiram se qualificar no principado.

Com o tempo a fechar-se em Melbourne, e a pista a arrefecer, havia um dilema sobre os pneus a usar. Se a maioria dos pilotos usava os pneus moles para fazer o melhor tempo possivel, os Mercedes andavam quase sempre com os médios, e mesmo assim conseguiam ficar na frente da concorrência. E no final da Q2, as saidas mais surpreendentes foram as de Max Verstappen - mas ele teve uma pequena saída de pista na sua volta mais rápida - o Red Bull de Daniil Kvyat, o Sauber de Felipe Nasr e os Force India. Isto significava que entre os que tinham passado para a Q3, havia um Toro Rosso e um Red Bull: Carlos Sainz Jr e Daniel Ricciardo.

Na Q3, uma verdade se impôs: os Mercedes monopolizaram a primeira fila da grelha. Mas a maneira como aconteceu ganhou contornos de crueldade, especialmente quando Lewisd Hamilton calçou os pneus moles. A sua primeira volta mais veloz deixou a concorrência a... 1,3 segundos, pulverizando-a. Na sua segunda tentativa, melhorou um pouco, mas Nico Rosberg ficou a meio segundo dele. Hamilton demonstrou que estava ali para ganhar, e a Mercedes para dominar, e parece que vai ser assim para o resto do ano.

Depois dos outros, a distribuição parece ser semelhante ao do ano passado, mas com nuances. Felipe Massa foi o terceiro, e a seguir ficou o Ferrari de Sebastian Vettel, com Valtteri Bottas no quinto posto, na frente de Kimi Raikkonen. Daniel Ricciardo só conseguiu tirar o sétimo lugar, na frente de Sainz Jr, enquanto que os Lotus fecham a quinta fila.

Daqui a 24 horas veremos que surpresas isto vai acarretar, mas a minha suspeita é que isto vai ser o longo passeio dos Mercedes. Veremos.

sexta-feira, 13 de março de 2015

Última Hora: Sauber e Van der Garde chegaram a um acordo

Sauber e Giedo van der Garde chegaram a um acordo na noite desta sexta-feira (manhã de sábado em paragens australianas) em que o piloto holandês decidiu abdicar do seu direito de correr, libertando a equipa suiça dos seus compromissos no fim de semana australiano. O acordo foi anunciado quando ambas as partes estavam presentes na sala da Suprema Corte de Melbourne, na Austrália.

Após o julgamento, Van der Garde escreveu na sua página de Facebook que tomou esta decisão em nome do supremo interesse do desporto:

"No que diz respeito ao interesse do automobilismo, e à Formula 1 em especial, eu decidi abdicar dos meus direitos legais para a corrida deste fim de semana em Melbourne. Como eu sou um piloto de corridas, esta decisão foi muito difícil para mim." começou por comentar.

No entanto, também gostaria de respeitar o interesse da FIA, Sauber Motorsport, bem como [os pilotos] Nasr e Ericsson. Os meus gestores vão continuar a negociar com a Sauber no início da próxima semana para encontrar uma solução mutuamente aceitável para a situação atual do qual estamos agora.

Estou certo que será encontrado a tal solução e quando acontecer, irei informar os media." concluiu.

Por agora, a Sauber poderá correr no resto do fim de semana, com Felipe Nasr e Marcus Ericsson aos comandos dos carros da equipa suíça. Mas a Suprema Corte do Estado de Vitória disse no Twitter que o processo ainda corre e não foi anulado com este anuncio de acordo, logo, poderá haver surpresas.

Um teatro chamado Van der Garde e a Sauber

Não sei se isto vira novela, comédia, ou caso de policia, mas Giedo van der Garde virou o homem do momento e todos os holofotes estão apontados para ele. Por todas as razões... menos as desportivas. Como podem ver, coube no fato de competição do Marcus Ericsson, que aparentemente, iria ser o sacrificado neste fim de semana australiano.

Mas isto pode não ser tudo: é que nesta madrugada, segundo conta o jornalista Adam Cooper, o advogado de Giedo van der Garde está no tribunal para pedir... a detenção de Monisha Kalterborn, a patroa da Sauber. O caso está a ser acompanhado pelo Twitter do jornalista, e segundo ele, está a acusá-la de obstrução à justiça.

Por muito que as pessoas odeiem e o mostrem como o "mau da fita", Van der Garde não faz mais do que valer os seus direitos. O "mau da fita" é a Sauber, na figura de Kalternborn, por ter permitido validar um contrato e assinar outros dois, por pilotos pagantes - que pagaram bem caro pelo seu direito de correr por ali - e depois um deles têm de ser sacrificado porque o outro piloto, que levou menos dinheiro, valeu os seus direitos trabalhistas sobre um contrato que não foi anulado, ou que os advogados se esqueceram de o anular devidamente.

Já agora, a FIA já lavou as mãos deste assunto, qual Pôncio Pilatos, afirmando que "é uma questão entre Sauber e Van der Garde". E é verdade: é uma questão trabalhista entre duas partes. E para vos ser honesto, a Sauber não têm hipótese nenhuma. O tribunal está a pedir uma lista de bens para apreender, caso chegue a esse ponto, e Monisha Kalternborn já saiu do circuito, provavelmente rumo ao tribunal.

Mas esta foto acima é um teatro, para inglês ver. Se parecia que Marcus Ericsson iria ser o sacrificado para cumprir uma decisão de um tribunal local, a realidade é outra. E essa se chama Super-Licença. É que a ela não foi renovada para o piloto holandês - apesar de ter feito alguns treinos livres no ano passado - e apesar de poder correr nos primeiros treinos livres com ela - não poderá correr no resto do fim de semana, porque este não chegará a tempo. É que em média, a FIA demora cerca de 15 dias para os emitir. 

Portanto, tudo isto é mais teatro do que outra coisa. Mas Van der Garde é o grande vencedor do fim de semana. Fez valer os seus direitos e denunciou um erro cometido por uma equipa, que julgava que podia rasgar contratos e sair impune. Não foi assim, mas a novela ainda não acabou.

quinta-feira, 12 de março de 2015

Formula 1 em Cartoons: "Van der Lawyer" em Melbourne

Não sei quem é o cartoonista, mas esta vi no BrieF1ng, do Felipe Vaamonde. Já agora, a expressão no canto inferior direito é um ser a perguntar "será que esta gente da Sauber não poderia fazer time-sharing?"

Post-Scriptum: Em tempo, o cartoon é da autoria do australiano Mark Knight, do jornal local Herald Sun, de Melbourne.

Van der Garde e a aquisição hostil

O Gabriel Lima lembrou nesta quarta-feira no site Total Race a última vez em que um piloto apelou aos tribunais o direito de correr num carro de Formula 1. Foi em junho de 1991, quando o italiano Alessandro Caffi, que tinha ficado de fora após um acidente bem feio na qualificação do GP do Mónaco - o carro ficou partido em dois! - descobriu que a Arrows, a equipa onde corria, queria ficar com o sueco Stefan Johansson, o seu substituto nas duas corridas no qual ficou ausente. 

Caffi, para fazer valer os seus direitos, foi a tribunal e eles lhe deram razão. Contrariados, deixaram que ele voltasse e lá ficou até ao final dessa temporada, a pior de sempre da Arrows por causa do V12 da Porsche, um notório fracasso por ser demasiado pesado e pouco potente.

Ao contrário de Caffi, Van der Garde não esteve lesionado nos últimos tempos. Bem pelo contrário, passou todo o defeso a estar em boa forma para poder entrar num carro a qualquer momento, e podendo lançar o seu ataque no momento exato, o que fez nesta segunda-feira na Corte Suprema do estado de Vitória, de onde Melbourne é a capital. Mas tudo isto não é só um caso de um piloto fazer valer os seus direitos. Por trás disto está um dos homens mais ricos da Holanda e o sonho de ter uma equipa de Formula 1.

A história é contada pelo Victor Martins, no Grande Prêmio: o sogro de Van der Garde, Marcel Boekhoorn, dono da marca de roupas McGregor, tentou em meados do ano passado comprar a equipa por um bom preço, mas foi rechaçado por Peter Sauber e por Monisha Kalternborn. Dinheiro não é problema: Boekhoorn é dono de uma fortuna avaliada em dois mil milhões de euros, embora no ano passado tenha dado "apenas" oito milhões de euros para o seu genro...

A razão porque foi preterido a favor de Nasr e Van der Garde é simples e conhecida: eles deram mais, vinte milhões cada um. E com esses 40 millhões de euros, mais o dinheiro que a FIA deu à equipa por ser a décima classificada no Mundial de Construtores, tentou salvar a temporada, pagando as dívidas mais pendentes. Aliás, saíram noticias de que o desenvolvimento do carro ficou parado. E provavelmente, Sauber e Kalternborn apostaram todas as fichas no desempenho deste ano - o chassis do ano passado era um desastre porque tinha menos 15 por cento de downforce do que a concorrência, entre outros.

Em suma, Van der Garde é um "testa de ferro", provavelmente a fazer valer os seus direitos, que são legitimos, pois o contrato que assinou lhe prometeu um lugar como piloto titular em 2015, mas na realidade, é um pretexto para que o sogro compre a equipa. E não é algo novo: lembro que algures em 2010 ou 2011, Boekhoorn esteve interessado na Williams, mas o Tio Frank rechaçou as ofertas, pouco tempo antes de ele encontrar Toto Wolff e vender uma parte minoritária. Ele voltou à carga e no final do ano passado voou até Hinwill para comprar a Sauber, mas a oferta foi rechaçada.

Contudo, no imediato, a situação era muito delicada. A equipa contestou a decisão desta quarta-feira (mas perdeu de novo) e espera-se que hoje eles entreguem na FIA quem seria a dupla de pilotos neste fim de semana. E havia algo a seu favor: aparentemente, Van der Garde, no meio destas coisas, não pediu a tempo a renovação da Super Licença. E sem isso, a FIA não deixa correr, pelo menos em Melbourne. Mas Van der Garde já disse que isso "é o menor dos problemas". Mesmo que as coisas se resolvam agora por algum "milagre", o problema permanece.

E isso poderá desgastar toda a gente, incluindo os patrocinadores. Segundo conta nesta quarta-feira o jornal brasileiro Folha de São Paulo, o Banco do Brasil, o patrocinador de Felipe Nasr, já disse que caso seja ele o preterido, irá retirar o patrocínio e pedir o dinheiro de volta. Tão a ver a Sauber devolver vinte milhões de euro-notas? Pois é... 

Pelos vistos, ninguém sairá inocente deste caso. 

quarta-feira, 11 de março de 2015

Formula 1 em Cartoons - "Van der Lawyer" na Sauber (Pilotoons)

Existe os pilotos pagantes, mas parece que a Formula 1 inventou o "piloto advogado". É verdade que o Giedo Van der Garde apenas exerceu os seus direitos, mas a situação criou um autêntico imbróglio na Sauber, que deixou dois pilotos muito descontentes e com o lugar em risco, graças a uma decisão judicial. 

E um dos pilotos com esse lugar em risco é brasileiro, como indica bem o Bruno Mantovani...

Van der Garde ganhou. E agora?

Ontem falei que o holandês Giedo van der Garde tinha ido a tribunal para forçar a Sauber a cumprir o contrato que assinou para que ele corresse nesta temporada ao serviço da equipa suíça. Como já tinha dito, a justiça suiça deu-lhe razão e ele foi atrás deles na Austrália para que a ordem fosse cumprida. A justiça de Melbourne deu como válida a sentença e obrigou a equipa e ceder um lugar para ele, em detrimento de Felipe Nasr ou de Marus Ericsson.

Sobre o assunto, escrevi esta noite no Motordrome Brasil, e lá pode-se ler na sentença do juíz Clyde Croft que Van der Garde "permanece pronto e capaz de retomar suas obrigações" de piloto e indicou ao advogado da equipa de Hinwill que "o contrato de Van der Garde deve ser honrado". Eles já responderam que irão recorrer da decisão.

Uma coisa é certa: como dizemos por aqui, isto é um grande 31. E a história, claro, não acaba aqui. Resta saber com quem é que alinharão no domingo e se a saga continua na Malásia, China, Bahrein, etc...

segunda-feira, 9 de março de 2015

Sobre a polémica entre a Sauber e Van der Garde

Desde quinta-feira que se sabe que o piloto holandês Giedo van der Garde está a processar a Sauber para que este cumpra um contrato-promessa assinado algures em 2014, no sentido de o providenciar um lugar na equipa de Hinwill em 2015, em detrimento de Marcus Ericsson ou de Felipe Nasr. O julgamento arrancou esta segunda-feira em Melbourne e poderá acabar daqui a dois dias.

O interessante disso tudo é que isto já tem tempo. Segundo conta o Humberto Corradi, Van der Garde já tinha colocado uma ação na justiça suiça, e esta deu-lhe razão, mas não cumpriu com a sua obrigação. Assim sendo, ele (e os advogados) foram atrás e lá está ele, em terras australianas, a reclamar o que é de direito. E o que é? Correr na equipa. Só que, como é sabido, a Sauber não navega em dinheiro e precisou dele para se colocar de pé nesta temporada. Mais concretamente, 40 milhões, com os dinheiros de Nasr (Banco do Brasil) e Ericsson. E não se sabe quanto é que Van der Garde traria consigo. Se tiver, claro.

É que quem conhece a história do piloto holandês sabe que ele é casado com a filha do dono da marca de roupas McGregor, que de alguma forma ajudou na sua carreira, especialmente quando em 2013, esteve na Caterham, sem grande brilho. E no ano passado, andou com o Sauber em sete sessões de treinos livres. E claro, com a promessa de um lugar como titular na temporada seguinte.

Segundo também conta o Joe Saward, de facto, a Sauber tinha planos nesse sentido: ele seria piloto titular ao lado de Jules Bianchi. Mas o acidente do piloto francês em Suzuka e o agravamento da sua situação nos cofres da equipa suiça (lembre-se, não conseguiu qualquer ponto em 2014) fez com que mudassem de planos e arranjassem dinheiro o mais depressa possivel. Por exemplo, o terceiro piloto, Rafaele Marciello, um protegido da Ferrari, é por causa da sua colaboração com a marca de Maranello, e é por isso que as suas dividas serão as últimas a serem pagas. Ou se preferirem, não são tão urgentes como as dos demais fornecedores.

Claro, como já disse atrás, o que quer Van der Garde é correr. E isso poderá acontecer caso a Manor-Marussia arranjar um segundo chassis a tempo de correr em Melbourne. É que há uma vaga por preencher, e fala-se muito que eles poderiam correr com apenas um carro, esse para Will Stevens. Mas com os materiais ainda a chegar a terras australianas, poderá haver as suficientes para montar um segundo chassis...

Até quarta-feira, tudo é possível. 

segunda-feira, 1 de setembro de 2014

Rumor do dia: Kobayashi de volta à Sauber?

Que as coisas na Sauber não andam bem, isso é sabido. Eles estão a fazer a pior temporada da sua historia e não conseguem levar o seu carro até aos pontos, quando já estamos na 12ª corrida do campeonato. Para piorar as coisas, andam com dificuldades em arranjar o dinheiro para poder pagar as suas contas, depois de falhado o acordo com os russos, aparentemente, a equipa de Hinwill poderá virar-se para Kamui Kobayashi, dispensado recentemente da Caterham.

Segundo conta a Autosport portuguesa, Kobayshi poderia entrar no lugar de Adrian Sutil logo após o GP de Itália, alegadamente por este ter falhado nos pagamentos acordados com a equipa suiça, e o regresso do piloto japonês seria apenas para que a equipa tenha um piloto competitivo que ajude a alcançar, pelo menos, o nono lugar no campeonato de Construtores. Caso isso aconteça, seria o regresso de Kobayashi à equipa que o acolheu entre 2010 e 2012, conseguindo um pódio e uma volta mais rápida, conseguindo 122 pontos.

Contudo, esses rumores já foram ouvidos na semana anterior em relação a Giedo Van der Garde, que já é apontado como piloto titular na próxima temporada... veremos o que vai acontecer nos próximos dias.

terça-feira, 26 de agosto de 2014

Rumor do dia: Giedo Van der Garde já assinou pela Sauber

O holandês Giedo Van der Garde poderá ter assinado pela Sauber para a temporada de 2015. Segundo conta hoje a imprensa holandesa, já há acordo entre ele e a equipa de Hinwill, mas as coisas poderão acontecer ainda este ano, dado que Adrian Sutil anda com problemas nos pagamentos por parte dos seus patrocinadores, e a Sauber anda necessitado de dinheiro para completar a temporada.

Jan-Paul ten Hoopen, empresário de van der Garde e executivo na empresa McGregor, propriedade do seu sogro, admitiu que “gostaríamos de continuar com a Sauber. Estamos a fazer de tudo para assegurar que o Giedo pode pilotar”. Já Adrian Sutil, por seu turno, não se mostrou muito preocupado, assegurando durante o GP da Bélgica que “estou certo que estarei na Fórmula 1 em 2015”.

Van der Garde, de 29 anos (nascido a 25 de abril de 1985 em Rhenen, na Holanda), é atualmente piloto de testes da Sauber, depois de em 2013 ter sido piloto titular na Caterham, onde teve como melhor resultado um 14º posto na Hungria.

sábado, 19 de outubro de 2013

Os problemas e as alternativas da Williams

A semana que passou foi agitada em Grove, sede da equipa Williams. Desde que foi anunciado por Eddie Jordan, no final do GP do Japão, de que Pastor Maldonado iria sair da equipa, que Claire Williams e Mike O'Driscoll, os altos representantes da equipa estão em Caracas para falar com a cúpula da petrolífera para um assunto: arranjar uma forma de manter o "gordo" patrocínio da marca - cerca de 50 milhões de dólares por ano - sem ter de cumprir a cláusula do contrato que obriga a permanência de um piloto venezuelano como titular.

Se as pessoas querem associar isto aos eventos de ontem, esqueçam: quem trata dos dinheiros de Maldonado é a PDVSA, a petrolífera do Estado, logo, não há perigo algum. A história é outra: a relação entre o piloto e a equipa já não existe. E ele está até disposto a parar por um ano, pois não quer mais correr por lá, queixando-se do mau carro que têm. Claro, do lado da equipa, pode-se dizer que a rapidez de Maldonado não é acompanhada pelo respectivo cérebro, em termos de sapiência...

Pelo que leio hoje do blog do Joe Saward, Maldonado depende da PDVSA para continuar. E as clausulas do contrato entre ambas as partes são suficientemente claras e concisas para que seja difícil quebrar ou modificar o contrato de forma a que os venezuelanos fiquem na Williams sem que tenham de colocar um piloto do país de Bolivar. E por outro lado, Maldonado quer ir para a Lotus, mas precisa do contrato da PDVSA para continuar. Mas isso é complicado por vários motivos: a marca têm a presença da francesa Total, que poderá reforçar o seu peso, para manter Romain Grosjean, e Eric Boullier deseja Nico Hulkenberg, que poderá ser facilitado se o acordo com a Infinity for concretizado.

Caso o acordo Williams-PDVSA terminar, há alternativas. A mais forte é uma que já tinha pensado logo no dia em que ouvi a saída de Maldonado: Felipe Massa. O piloto brasileiro procura um lugar, e apesar de ser falado para a Force India, a Williams é o que têm potencial para ser concretizado. Há umas semanas se soube que o seu engenheiro iria para lá em 2014, e com a história dos motores Mercedes, há a ideia de que a equipa poderá conhecer um salto de qualidade, e também Massa poderia trazer consigo um patrocinador importante: a Petrobrás. Só que o apoio seria pequeno, comparado com o dos venezuelanos: 10 milhões de dólares.

Numa entrevista ao jornal "Estado de São Paulo", o empresário de Massa, Nicolas Todt, confirmou que a Williams seria uma boa alternativa: “A equipa de Grove emprega 550 pessoas, é organizada e possui uma boa estrutura. Eu acho que seria um ponto positivo para Massa, pois a nova máquina não deve ter os mesmos erros da atual”, explicou.

De facto, o piloto brasileiro seria uma boa alternativa em termos de talento, mas o dinheiro continuaria a ser um problema, para além das colisões que haveria entre petroliferas. Daí que provavelmente se deverá olhar com outros olhos as noticias sobre uma possivel transferência de propriedade entre Christian "Toto" Wolff  e o sogro de Giedo Van der Garde, Michel Boekhoorn. Caso as negociações chegarem a bom porto, é possível que haja mais dinheiro vindo da Holanda e um piloto para o lugar... mas neste caso em particular, uma coisa não significa outra.

Como em tudo na vida, as semanas que aí virão serão importantes para a marca.

quinta-feira, 17 de outubro de 2013

Noticias: Sogro de Van der Garde pode comprar parte da Williams

O holandês Giedo Van der Garde poderá estar a negociar a sua ida para a Williams em 2014... graças ao seu futuro sogro. Marcel Boekhoorn, fundador e dono da marca de roupas McGregor, está a conversar com Christian "Toto" Wolff para ficar com os 15 por cento que têm na Williams, para poder colocar o seu futuro genro no lugar que poderá vagar em 2014 com a saída de Pastor Maldonado, e numa altura em que irá receber os motores Mercedes. 

Marcel só consideraria tal passo de uma perspectiva empresarial responsável”, afirmou Jan Paul Hoopen, empresário de Van der Garde, que confirmou a existência de conversações entre ambos. Questionado se o acordo poderia abrir caminho para a entrada de Van der Garde para a Williams, respondeu: “Basicamente, comprar ações e conseguir uma vaga são coisas distintas”. 

Mas não descarta a possibilidade: “Giedo gostaria de pilotar por uma equipa de prestigio e acho que a Williams sabe o que faz”, completou.

sexta-feira, 23 de agosto de 2013

Youtube Formula 1 Crash: O acidente de Giedo Van der Garde em Spa-Francochamps

As coisas andaram interessantes nesta sexta-feira em Spa-Francochamps, com o tempo a alternar entre a chuva e o tempo seco. E um dos momentos do dia foi o despiste do holandês Giedo Van der Garde na Staevelot, agora conhecido como "Curva Paul Frére", uma sequência de curvas rápidas à esquerda. 

Apesar dos estragos no seu Caterham, ele saiu dali sem ferimentos. E pelo que ouvi, ainda teve tempo para tirar uma foto com um fã! Alguém confirma isso?

terça-feira, 23 de julho de 2013

Noticias: Kovalainen desmente que vai substituir Van der Garde

Heiki Kovalainen pode estar de fora da Formula 1 nesta temporada, mas continua a ajudar a Caterham sempre que pode, até a fazer como terceiro piloto, em certos circuitos. E isso faz com que surjam os rumores de que poderá estar a pensar ficar com o lugar do holandês Giedo Van Der Garde, dadas as performances não tão boas do piloto, que tirou o lugar a... Kovalainen. Mas este desmente as noticias.   

“Penso que esse rumor é comum na Formula 1, mas a verdade é que não tive quaisquer tipo de negociações com a equipa nesse sentido, não tenho planos para ficar com o lugar de ninguém, e não sei de onde partiu esse rumor. Continuo a trabalhar com a Caterham, com os designers e engenheiros, temos um novo e bom simulador, e todo o foco da equipa está já virado para 2014. Pretendo regressar à Formula 1 mas de momento o meu único plano é o trabalho com a Caterham fazendo tudo o que é possível para ajudar", referiu o finlandês à publicação russa F1 News.

Heiki Kovalainen correu entre 2007 e 2012, primeiro pela Renault, depois pela McLaren, antes de chegar à Caterham, que já se chamou de Lotus. Durante esse tempo, conseguiu uma vitória, no GP da Hungria de 2008, mais três pódios, uma pole-position e duas voltas mais rápidas.

sábado, 25 de maio de 2013

Formula 1 2013: Ronda 6, Mónaco (Qualificação)

Um... dois... três. E pela terceira vez consecutiva, Nico Rosberg é o poleman, dando para a Mercedes tal honra. E ainda por cima, no GP do Mónaco, uma prova onde ele já tentou ganhar em 2012 e onde o seu pai venceu em 1983, à chuva. Mas para a Mercedes, são quatro as pole-positions que já conseguiu em apenas seis corridas do campeonato, sinal de que estão apostando tudo nas qualificações, para darem nas vistas.

Mas a qualificação não ficou só marcado por isso. O acidente de Filipe Massa, logo no terceiro treino livre, fez com que ele não tivesse o carro pronto a tempo e assim, amanhã parte do último posto, e numa corrida como esta, num circuito como este, terá de trabalhar muito, se quiser chegar aos pontos.

E foi por causa disso que vimos algo diferente nesta qualificação: um Caterham na Q2. O autor da proeza foi Giedo Van der Garde, que meteu o carro entre os Williams de Pastor Maldonado e de Valtteri Bottas, o que deixou o venezuelano irritado: "Vamos a ver se a Williams desperta do seu sono", disse depois aos microfones de uma cadeia de televisão latino-americana. Mas pior do que dos dois Williams ficou Paul di Resta, que não conseguiu entrar na Q2 com o seu Force India.

Interessante saber que os dois McLaren conseguiram meter os seus carros na Q3, embora Sergio Perez foi sétimo e Jenson Button nono, é um bom resultado, dado o mau chassis que é o MP4-28. Fernando Alonso não teve uma grande qualificação e vai partir apenas do sexto posto no seu Ferrari, tendo à sua frente os dois Mercedes - que monopolizam pela segunda vez consecutiva a primeira fila - e depois vêm os Red Bull de Sebastian Vettel e Mark Webber e o Lotus de Kimi "James Hunt" Raikkonen.

Houve mais dois a entrarem nesta Q3: o Force India de Adrian Sutil e o Toro Rosso de Jean-Eric "Francois Cevért" Vergne, que vai partir do décimo posto, conseguindo colocar de fora o seu companheiro, Daniel Ricciardo, e o Sauber de Nico Hulkenberg.

Amanhã haverá mais, mas parece que o desgaste dos pneus poderá não ser um grande problema como é noutros circuitos. A Pirelli fala em duas paragens para esta corrida, e claro, o facto de a Mercedes não ter ritmo de corrida, poderá fazer com que eles sejam um "tampão" para o resto do pelotão. Veremos. 

quinta-feira, 18 de abril de 2013

A "recontratação" de Heiki Kovalainen

A noticia da recontratação do finlandês Heiki Kovalainen, poucos meses depois de ter sido dispensado para dar lugar a um dos dois pilotos pagantes, o francês Charles Pic e o holandês Gierdo van der Garde, pode ser entendida como um sinal de que pelos lados da equipa montada por Tony Fernandes, as coisas passaram de cavalo para burro, ainda por cima quando um carro com motor Renault consegue ser inferior a um Marussia-Cosworth, pelo menos neste inicio de temporada.  

Heikki Kovalainen tem seis anos de experiência na Formula 1, e pode-nos dar um feedback perfeito da sua experiência do ano passado com os pneus Pirelli, comparando-os a estes novos de 2013.”, disse Cyril Abiteboul, o director da equipa. O finlandês de 31 anos, com passagens pela Renault e McLaren, irá andar nas sessões de treinos livres do Bahrein e de Espanha.

Verdade, mas também é um sinal de que a equipa não está feliz com os dois pilotos. Van der Garde não convenceu ninguém e é eterno último classificado, sendo ainda pior que Charles Pic, que nunca deslumbrou no ano passado, quando esteve na Marussia. A recontratação de Kovalainen poderá ser visto como um sinal para ver como está este chassis, mas também um sinal a ambos os pilotos que caso não melhorem as suas performances, está lá um piloto mais experimentado que fará melhor do que eles.

Contudo, um dos pilotos, Gierdo van der Garde, não está preocupado com esta contratação: "Irei completar a temporada, isso está cem por cento seguro. Tenho um contrato válido, logo, não estou preocupado", comentou no site GPUpdate.

Mas também é outro sinal de que apostar no dinheiro e na inexperiência não está a compensar. Os outros dois "terceiros pilotos", o chinês Ma Qinghua e o americano Alexander Rossi não deslumbram, embora o americano tenha bastante mais talento do que o chinês, que foi terceiro piloto em Xangai, experimentando o carro perante o seu público. Mas andar exclusivamente a juntar os tostões para ver se faz um bom carro em 2014 é claramente um passo atrás na evolução do carro, e se calhar de uma certa forma, começa a entender-se uma certa saturação por parte de Tony Fernandes, que esperava que por esta altura já ter um dos seus carros nos pontos, e já vai na sua quarta temporada na Formula 1. E cada vez mais está a meter dinheiro na equipa, provavelmente desviando algum dos seus recursos das companhias aéreas...

Por agora, Kovalainen irá experimentar o carro no Bahrein, e ver se o chassis vale a pena. Caso contrário, e melhor começar a projetar o chassis de 2014, com o novo motor Renault Turbo...