Mostrar mensagens com a etiqueta Tribunais. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Tribunais. Mostrar todas as mensagens

quinta-feira, 26 de maio de 2016

Noticias: Familia Bianchi vai processar a FIA

A família de Jules Bianchi anunciou esta quinta-feira que vai processar a FIA, a FOM e a Marussia para pedir responsabilidades nas circunstâncias do seu acidente mortal, ocorrido no dia 5 de outubro de 2014, no circuito de Suzuka. Confesso que já tinha ouvido rumores sobre essa hipótese desde o final do ano passado - e falei sobre isso na altura - mas parece que só agora é que se concretizaram.

Bianchi - que acabou por morrer no dia 17 de julho do ano passado, aos 25 anos de idade, sem nunca recuperar a consciência - foi a primeira morte a acontecer na Formula 1 após os eventos do fim de semana de 1º de maio de 1994, em Imola. O processo foi entregue a uma firma de advogados britânica, a Stewarts Law, que está encarregue de tramitar o processo nos tribunais britânicos.

"A família do piloto Jules Bianchi anunciou hoje que pretende tomar medidas legais na Grã-Bretanha relativas aos ferimentos fatais sofridos por Jules Bianchi numa colisão violenta com um trator no Grande Prêmio do Japão de 2014, em Suzuka", começa por dizer a declaração feita pela firma de advogados.

"As cartas [enviadas para a FIA, Marussia e à Formula One Group] explicam por que a família Bianchi sente que as ações de uma ou mais dessas partes, entre outros, poderão ter contribuído para o acidente fatal de Jules e convidá-os a aceitar que foram cometidos erros no planeamento, tempo, organização e realização da corrida, que teve lugar em condições perigosas durante a temporada de tufões no Japão".

Philippe Bianchi, pai de Jules, afirmou: "Buscamos justiça para Jules, e queremos estabelecer a verdade sobre as decisões que levaram ao acidente do nosso filho no Grande Prémio do Japão de 2014. Como família, existem muitas perguntas sem resposta e sentimos que quer o acidente de Jules, quer a sua morte, poderiam ter sido evitados se não tivessem sido cometidos uma série de erros."

Julian Chamberlayne, representante a família Bianchi, afirmou: "A morte de Jules Bianchi era evitável. O relatório do painel inquérito da FIA para este acidente fez numerosas recomendações para melhorar a segurança na Fórmula 1, mas não conseguiu identificar os erros tinham sido feitos e que levaram à morte de Jules.

"Foi surpreendente e angustiante para a família Bianchi que o painel da FIA, nas suas conclusões, embora registando um número de fatores que contribuíram para o seu desfecho, culpou Jules. A família Bianchi determinou que este processo legal [deve acontecer para] exigir os envolvidos o fornecimento de respostas e assumir a responsabilidade por quaisquer falhas.

"Isto é importante para que os pilotos atuais e futuros tenham confiança de que a segurança no seu desporto será sempre colocado em primeiro lugar. Se isso tivesse sido o caso em Suzuka, Jules Bianchi provavelmente ainda estar vivo e competir no desporto que ele amava", concluiu.

Entretanto, o antigo responsável médico da FIA, Dr. Gary Hartstein, decidiu escrever no seu blog numa carta aberta à família de Jules Bianchi, oferecer os seus serviços de perito para ajudar no processo que moveram, afirmando mais uma vez que a FIA cometeu falhas graves no procedimento de transferência do piloto do circuito para o Hospital Universitário de Mie, não muito longe do circuito. Segundo ele conta, a impossibilidade do helicóptero de se descolar do circuito por causa das condições meteorológicas - recorde-se, aquela área estava a ser afetada por um tufão - pode ter sido um fator decisivo no desfecho deste caso.

(...) o elemento crucial no que diz respeito a tragédia de Suzuka reside no fato de que as condições meteorológicas impediam o uso do helicóptero médico. À medida que as minutas das inúmeras reuniões da Comissão Médica da FIA irão confirmar, os regulamentos dos helicópteros médicos são um assunto constante de debate e preocupação.

"De acordo com os regulamentos em vigor (de autoria do próprio Delegado Médico), nas condições em Suzuka naquele dia, com o helicóptero de evacuação médica em terra, a única maneira que a corrida poderia ter continuado é se tivesse sido demonstrado que a evacuação por terra para o hospital designado demorasse pelo menos 20 minutos. Eu não preciso lembrar que, na verdade, esta transferência levou 45 minutos, mais do dobro do tempo permitido", declarou.

Hartstein acredita que este caso poderá mostrar a público algumas das preocupações que muitos delegados médicos estão a ter em relação aos procedimentos de evacuação por parte da FIA, que afirma se terem degradado ao longo dos últimos anos.

"Outros fatos podem ser levantados, não diretamente relevantes para este caso, mas sim para alertar para a falta de experiência no atendimento ao trauma pré-hospitalar. Uma das mais importantes seria a estratégia de desencarceramento por parte da FIA. Esta estratégia é tão desatualizada com a prática corrente que vários diretores médicos de circuitos de Formula 1 já mostraram a sua preocupação que, caso sigam os próprios regulamentos da FIA, eles ficarão em risco de seguir práticas irregulares por causa dos desvios do padrão médico atual. Isto é tão crítico que alguns têm mesmo ido a público registar as suas preocupações", concluiu.

Veremos no que vai dar. Espera-se justiça neste caso, mas temo que haja uma espécie de acordo monetário ou algo assim para que a FIA evite um julgamento público ou algo semelhante, dado o seu comportamento em relação a casos anteriores. Lembram-se como Bernie Ecclestone resolveu o caso de corrupção que tinha premente na justiça alemã, em 2014, referente aos direitos televisivos? Pois é, veremos se a familia Bianchi resistirá aos camiões de dinheiro que a FIA irá oferecer...

segunda-feira, 9 de março de 2015

Sobre a polémica entre a Sauber e Van der Garde

Desde quinta-feira que se sabe que o piloto holandês Giedo van der Garde está a processar a Sauber para que este cumpra um contrato-promessa assinado algures em 2014, no sentido de o providenciar um lugar na equipa de Hinwill em 2015, em detrimento de Marcus Ericsson ou de Felipe Nasr. O julgamento arrancou esta segunda-feira em Melbourne e poderá acabar daqui a dois dias.

O interessante disso tudo é que isto já tem tempo. Segundo conta o Humberto Corradi, Van der Garde já tinha colocado uma ação na justiça suiça, e esta deu-lhe razão, mas não cumpriu com a sua obrigação. Assim sendo, ele (e os advogados) foram atrás e lá está ele, em terras australianas, a reclamar o que é de direito. E o que é? Correr na equipa. Só que, como é sabido, a Sauber não navega em dinheiro e precisou dele para se colocar de pé nesta temporada. Mais concretamente, 40 milhões, com os dinheiros de Nasr (Banco do Brasil) e Ericsson. E não se sabe quanto é que Van der Garde traria consigo. Se tiver, claro.

É que quem conhece a história do piloto holandês sabe que ele é casado com a filha do dono da marca de roupas McGregor, que de alguma forma ajudou na sua carreira, especialmente quando em 2013, esteve na Caterham, sem grande brilho. E no ano passado, andou com o Sauber em sete sessões de treinos livres. E claro, com a promessa de um lugar como titular na temporada seguinte.

Segundo também conta o Joe Saward, de facto, a Sauber tinha planos nesse sentido: ele seria piloto titular ao lado de Jules Bianchi. Mas o acidente do piloto francês em Suzuka e o agravamento da sua situação nos cofres da equipa suiça (lembre-se, não conseguiu qualquer ponto em 2014) fez com que mudassem de planos e arranjassem dinheiro o mais depressa possivel. Por exemplo, o terceiro piloto, Rafaele Marciello, um protegido da Ferrari, é por causa da sua colaboração com a marca de Maranello, e é por isso que as suas dividas serão as últimas a serem pagas. Ou se preferirem, não são tão urgentes como as dos demais fornecedores.

Claro, como já disse atrás, o que quer Van der Garde é correr. E isso poderá acontecer caso a Manor-Marussia arranjar um segundo chassis a tempo de correr em Melbourne. É que há uma vaga por preencher, e fala-se muito que eles poderiam correr com apenas um carro, esse para Will Stevens. Mas com os materiais ainda a chegar a terras australianas, poderá haver as suficientes para montar um segundo chassis...

Até quarta-feira, tudo é possível. 

quarta-feira, 6 de agosto de 2014

Formula 1 em Cartoons: E quando os argumentos falham... (Bernie)

... basta largar um camião de dinheiro e tudo fica resolvido. Não sei quem é o cartoonista, mas isto é genial.

terça-feira, 5 de agosto de 2014

Escapar da prisão ou como foi adiado o "pós-Bernie"

Vinte e quatro horas depois de sabermos do acordo entre Bernie Ecclestone e a justiça alemã, em que o "anãozinho tenebroso" pagou cem milhões de dólares (cerca de 75 milhões de euros) para que este desistisse das acusações de corrupção contra Gerhard Gribowsky, o mundo inteiro (para além da Formula 1, claro) reage a tudo isto das mais diversas formas. Se Niki Lauda já disse que estava feliz, pois achava que seria uma catástrofe para a Formula 1 se ele fosse condenado a dez anos de prisão - o que para a idade que ele têm, seria uma sentença de morte - outros afirmam que isto só mostra que na vida, tudo têm um preço. Basta saber quanto é, que se passa o cheque e pronto.

No fundo, tenho pena. Não só pelo facto de a justiça alemã não ser muito diferente das que andam por aí - neste caso foi um "passe um cheque ou senão vai para a prisão" - mas também porque eles poderiam ter sido implacáveis e fazer dele um exemplo aos que corrompem e os que são corrompidos. No final é isso que vai acontecer: o corruptor paga uma pesada multa, mas não fica na cadeia, enquanto que o corrompido, a pessoa que começou esta bola de neve, vai ficar na prisão e não vai ver o dinheiro. Em suma, a justiça alemã fica mais rica em 150 milhões de dólares, mais ou menos cem milhões de euros.

Para Ecclestone, tudo isto não é mais do que a sua comissão de... meia temporada de Formula 1? Talvez mais, dado que ele recebe cerca de 15 por cento da metade que é depositada na CVC Capital Partners. e como essa metade anda à volta de 500 milhões de dólares, talvez ele tenha pago o equivalente a um ano de salário. É muito dinheiro, é verdade, mas Bernie têm uma das maiores fortunas britânicas, a ronda as quatro mil milhões de libras (cerca de 6,5 mil milhões de dólares).

Mas mais do que punir Bernie, perdeu-se uma oportunidade de ouro para começar a discutir a Formula 1 "pós-Bernie". As pessoas no meio tinham (e têm) medo disso, pois sabem que não só Ecclestone é "a cola que une tudo isto", como também graças a ele, isto se tornou na "galinha de ovos de outro", apesar de nos últimos anos esta estar a tornar o berço de negócios cada vez mais obscuros, com a o calendário a ir para paises cada vez mais duvidosos, em busca de cada vez mais dinheiro. De uma certa forma, a Formula 1 vive numa bolha e a sua estratégia passa cada vez mais para uma "fuga para a frente", não querendo discutir o futuro "pós-Bernie".

E entende-se que não se queira discutir isso, para além do dinheiro que entra: são as figuras que lá estão. Estão ali há mais de 30 ou 40 anos, e andam todos na casa dos 60, 70 anos. Luca di Montezemolo, por exemplo, está na Formula 1 desde 1973, e claro, nunca escondeu o desejo de mandar, no sentido de alterar as regras a favor da Ferrari, como fazia o velho Enzo nos anos 50 e 60. E todos eles há muito perderam o contacto com a realidade. Vivem como reis, são recebidos como realeza e perderam o "cheiro do povo", esse povo que mantêm a Formula 1 viva. E quando recentemente, as pessoas mais entendidas no assunto começam a falar de que a Formula 1 está a perder espectadores e a renovação do público já não está a ser feita, e a reação é nula ou não vai no sentido indicado, é sinal de que as campainhas de alarme começam a ser tocadas.

Creio que ainda é cedo para chegar a conclusões, mas a sensação de que se perdeu uma hipótese de encarar o problema de frente é bem forte. Acho que só quando o inevitável acontecer é que as questões serão debatidas. Resta saber se isto terá de ser - ou merecerá ser - resgatado. 

terça-feira, 29 de julho de 2014

Noticias: Bernie propôs um acordo fora dos tribunais

Parece que Bernie Ecclestone está mesmo em maus lençois. O julgamento de corrupção em Munique, na Alemanha, está ainda a decorrer, mas à medida que este está a chegar à sua conclusão, no mês que vêm, tudo indica que o patrão da Formula 1, atualmente com 83 anos, não escapará a uma condenação por corrupção, devido ao pagamento de 50 milhões de euros a Gerhard Gribowsky.

Contudo, a agência alemã DPA anuncia hoje que os advogados que representam Bernie Ecclestone ofereceram ao Ministério Público de Munique um acordo na ordem dos 25 milhões de euros, pagos ao banco BayernLB, para resolver o caso fora dos tribunais, para assim evitar uma condenação, que poderia ser de prisão efetiva. Para além disso, os advogados afirmam que o caso está a ser "extremamente estressante" para Ecclestone, e isso poderá ter consequências para a saúde.

A oferta é válida até ao dia 8 de agosto, e a imprensa local afirma que a procuradoria de Munique está a "estudar o caso".

Caso seja considerado culpado, poderá ter de cumprir uma pena nunca inferior a cinco anos de prisão efectiva, bem como uma pesada multa. E tal sentença poderá significar o final da carreira de Ecclestone nos destinos da Formula 1, onde anda por lá há mais de 40 anos, primeiro como empresário de pilotos, depois como o patrão da Brabham, e depois como o "DDT", ou seja, o "dono disto tudo".

sexta-feira, 25 de abril de 2014

Bernie Ecclestone e o futuro

Reza a lenda que no dia em que Winston Churchill recebeu as noticias de que o Sexto Exército alemão se tinha rendido na cidade russa de Estalingrado, ele estava num banquete. Ao saber, pronunciou uma das frases que ficou na história. "Não, não é o fim, e provavelmente nem é o principio do fim. Mas provavelmente deverá ser o fim do principio".

O julgamento de Bernie Ecclestone, que começou ontem em Munique poderá não ser o fim do principio, mas provavelmente é o principio do fim. Porque, se não leram os sinais anteriores, agora é altura de pensarmos a ideia: a Formula 1 depois de Bernie Ecclestone. É certo que o julgamento irá ocorrer até setembro, mas as provas contra ele são gritantes, mesmo que diga que foi forçado a fazê-lo porque Gerhard Gribowsky o chantageou por causa de eventuais fugas aos impostos.

Se não é por causa das polémicas, podemos falar da idade: Ecclestone vai a caminho dos 84 anos, e confesso que não me recordo de ninguém trabalhar - pelo menos em termos desportivos - até tão tarde. É verdade que ele, certo dia, disse que iria trabalhar até morrer, mas mesmo assim, acho que é um exagero. A Formula 1 precisa, mais do que nunca de sangue novo, porque se vermos os protagonistas, posso afirmar que, tirando Jean Todt e Christian Horner, todos os outros andam na Formula 1 há pelo menos 40 anos.

Querem um exemplo do que estou falando? Em 1974, Niki Lauda era piloto da Ferrari. Como diretor desportivo da Scuderia estava um jovem Luca de Montezemolo, enquanto que como rival, na Brabham pilotada por Carlos Reutemann e (a partir da segunda metade do ano) José Carlos Pace, tínhamos Bernie Ecclestone, que estava na Formula 1 há algum tempo, depois de ter sido piloto e vendedor de carros usados, tendo lá chegado como "manager" de Jochen Rindt. Um os seus amigos na Formula 1 estava na March, cuidado do aspecto comercial dos carros. Chamava-se Max Mosley.

Bem vistas as coisas, a Formula 1 vê as mesmas caras ha mais de 40 anos. Uma geração inteira viu a ascensão destas pessoas ao topo da categoria máxima do automobilismo. E mesmo Jean Todt não é tão novo assim: está por estas banas desde 1993. E em 1974, era um mero navegador de ralis na Alpine... apenas estava noutra categoria. E Ron Dennis estava na Formula 2, tentando montar a sua equipa para o objetivo da Formula 1, que alcançaria poucos anos depois.

Apesar das inovações tecnológicas, nunca houve uma verdadeira renovação das mentalidades. É um desporto iminentemente conservador e nos últimos vinte anos, perdeu aquele amadorismo garagista que dava cor a sabor a ela, e do qual muitos se viram atraídos. É certo que não desejo o regresso dos Andrea Modas e das Lifes desta vida (trocadilho nada intencional), mas ver esta Formula 1 virar um clube super-elitista, com boxes enormes e esterelizadas, com um público demasiado afastado do "paddock", com novos-ricos a passearem pela grelha, com bilhetes super-caros e transmissões televisivas em canais pagos, é um prego no caixão de um certo tempo onde os garagistas podiam arriscar e ser felizes, contra as marcas que gastavam milhões e pouco ou nada conseguiam. Uma Williams contra uma Alfa Romeo tinha tanta piada como ver o nosso corredor favorito vencer, mas isso hoje não existe mais.

Suspeito que depois de Bernie, venham tempos agitados. É certo que muita desta agitação atual é artificial, por causa dos gostos e das apetências de certos dirigentes. Há muito circo nas declarações de Luca de Montezemolo e do próprio Bernie Ecclestone, mas na verdade, sabemos que quando um se vai embora, todos querem o trono, para poderem mandar nos outros. E a Formula 1 - há que reconhecê-lo - é muito mais rica graças a Ecclestone. E todos querem uma fatia maior desse bolo que no final do ano passado já valia 1700 milhões de euros.

Em suma, o final de uma era que crescemos, observamos e por vezes odiamos, está aqui. O que vai acontecer a seguir é uma incógnita. Tanto pode ser bom, como mau. Mas será diferente, com certeza.

quinta-feira, 24 de abril de 2014

Noticias: Começou o julgamento de Bernie Ecclestone

Começou esta manhã em Munique o julgamento de Bernie Ecclestone, referente às acusações de suborno no "caso Gribowsky". Bem disposto e jovial, como sempre - disse a certa altura, acerca do seu estado civil, "gosto de lembrar do meu estatuto de divorciado" - os advogados do patrão da Formula 1, de 83 anos negaram terminantemente as acusações de corrupção que o seu cliente enfrenta.

"O Sr. Ecclestone defende-se contra as acusações dos promotores, negando os factos. O suposto suborno nunca aconteceu. As acusações são baseadas em declarações do Dr. Gribowsky que estão incorretas, enganosas e incoerentes. O curso real dos eventos não suporta tais acusações.", afirmaram os advogados, numa declaração lida em tribunal.

Gribowsky - que neste momento cumpre uma pena de oito anos de prisão - vai ser uma das testemunhas chamadas a depôr. Ao todo, acusação e defesa chamarão cerca de 40 testemunhos, alguns deles como forna de atestar o bom carácter de Ecclestone.

Contudo, uma fonte da CVC Capital Partners falou hoje ao jornal britânico 'The Times' que o grupo de investimento já começa a ver o pós-Bernie. "Acabou", começou por sentenciar, de modo duro. "Na verdade, já acabou faz algum tempo, mas Bernie continuou como cara da Formula 1 até terem início seus julgamentos, que foram devastadores. Alguns vão sentir falta dele, mas ele já não é indispensável. Nenhum outro profissional desportivo espera continuar com o estilo opaco de negócios que se tornaram norma com Ecclestone. Chegou a hora de a Formula 1 limpar a casa", disse.

O julgamento vai acontecer duas vezes por semana - às terças e quartas-feiras - com comparência obrigatória do réu, e irá durar até ao dia 16 de setembro. Caso Ecclestone seja declarado culpado pelos juízes, poderá enfrentar uma pena de até dez anos de prisão.

terça-feira, 15 de abril de 2014

Noticias: FIA confirma desclassificação de Daniel Ricciardo

A FIA confirmou hoje que irá manter a desclassificação de Daniel Ricciardo no GP da Austrália devido às ilegalidades cometidas no fluxómetro do combustível, que acusou valores superiores aos cem por cento durante o GP da Austrália, em Melbourne. O juri do Tribunal de Apelo da FIA, que analisou o recurso da Red Bull por seis horas, chegou à conclusão de que o apelo não têm provimento.

O Tribunal, ouvidas as partes e analisados os seus comentários, decidiu manter a decisão do Colégio de Comissários Desportivos, que decidiram excluir o carro #3 da Infiniti Red Bull Racing dos resultados do 2014 Australian Grand Prix.”, lê-se no comunicado oficial da FIA.

Assim sendo, mantêm-se o pódio da primeira corrida do ano, vencida por Nico Rosberg, da Mercedes, e que foi acompanhado pelos McLaren-Mercedes de Kevin Magnussen - no seu primeiro pódio da sua carreira - e de Jenson Button.

quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014

Noticias: Ecclestone absolvido nos tribunais britânicos

Aos poucos e poucos, enquanto que Bernie Ecclestone continua a dizer o que pensa sem medir as consequências - ele sabe como poucos como gerir publicidade - o octogenário magnata da Formula 1 viu esta manhã o seu caso contra Constantin Medein virar a seu favor nos tribunais britânicos, apesar do juiz ter dito que, de facto, Ecclestone pagou subornos no "caso Gribowsky", no sentido de ter desvalorizado intencionalmente o valor das ações da Formula 1 a seu favor - neste caso, o fundo de investimento CVC Capital Partners.

Segundo a declaração do juiz Newey, "Os pagamentos foram um suborno. Eles foram feitos porque o Sr. Ecclestone tinha entrado num acordo corrupto com o Dr. Gribkowsky em maio 2005, ao abrigo do qual o Dr. Gribkowsky era para ser recompensado por facilitar a venda das ações da Bayern LB na Fórmula One Group para um comprador aceitável para o Sr. Ecclestone.

Ele também disse que: "Mesmo ... fazendo provisões para o lapso de tempo e da idade do Sr. Ecclestone, receio que ache que é impossível considerá-lo como uma testemunha fiável ou verdadeira." Por outras palavras, Ecclestone mentiu em tribunal.

Contudo, esta afirmação não foi suficiente para que Constantin Medein vencesse o caso contra Ecclestone, pois o tribunal afirmou que ele não foi suficientemente prejudicado nesta operação. E claro, Ecclestone aproveitou a ocasião para expressar confiança de que o caso alemão será resolvido a seu favor.

"O senhor Ecclestone saúda o facto de que ele vai ter a oportunidade de defender estas alegações de suborno corretamente no processo deve começar em Munique, no próximo mês de abril, quando as testemunhas relevantes poderem ser obrigadas a participar e serem interrogados pelos seus advogados. Ele está confiante de que será absolvido.", comenta, num comunicado oficial.

Mas se Ecclestone poderá comemorar hoje por mais uma vitória nesta batalha nos tribunais, as declarações feitas pelo juiz britânico poderão ajudar a justiça alemã no sentido de provar de, de facto, Ecclestone subornou Gerhard Gribowsky. E isso pode, claro, significar que o risco de ser declarado culpado e ser condenado a uma pena de prisão poderá ter aumentado. Mas só a partir de abril é que veremos isso. 

sábado, 9 de novembro de 2013

Noticias: Ecclestone admite que pagou a chefes de equipa em 1998

O julgamento de Bernie Ecclestone prosseguiu nesta sexta-feira com uma revelação surpreendente por parte de um dos advogados da acusação: em 1998, ele ofereceu diretamente cerca de dez milhões de dólares (pouco mais de 9,5 milhões de euros) a Eddie Jordan, Alain Prost e Tom Walkinshaw, para que estes assinassem o Acordo de Concórdia que iria entrar em vigor naquele ano. Phillip Marshall, advogado que defende os interesses de Constantin Medein - que o processou devido ao acordo que ele fez com Gerhard Gribowsky para ficar com os diretos da Formula 1 - afirma que usou esse exemplo como forma de provar que Ecclestone sempre subornou pessoas de forma a levar os seus propósitos adiante

Citado pelo jornal "The Telegraph", Marshall questionou Ecclestone com a seguinte pergunta: "Eles foram pagos para garantir a assinatura de suas marcas [no Acordo da Concórdia]. Não é verdade?"

Ecclestone respondeu um lacónico "sim". 

Questionado pela acusação sobre a razão pela qual os pagamentos não foram feitos diretamente às marcas em questão, além da sugestão de que a manobra foi "bastante estranha", o dirigente britânico disse que "não tinha a menor ideia" do que é que os três donos em questão fizeram com o dinheiro. "Eles foram pagos para assinar o Acordo da Concórdia, e é isso que fizeram. O que você está a sugerir é que o que essas pessoas fizeram não foi correto, Alain Prost e os outros", concluiu.

Marshall voltou a insistir neste aspecto, ao que Ecclestone respondeu: "Eu vou ter de pensar mais sobre isso. Gostaria de ter pensado nisso antes, na verdade."

Se estou surpreso com esta revelação? Não, de maneira nenhuma. Lembro-me de há uns dez anos ele ter dito que também "subornou" a Ferrari para que este assinasse o Acordo da Concórdia de então. Cheguei a ler o valor de 500 milhões de dólares. E é perfeitamente possível, dado que a Formula 1 é bem lucrativa, pois as despesas anuais representam cerca de um terço das receitas que se conseguem a cada temporada.

Quanto aos três senhores em questão, os dois primeiros eram donos das equipas com os seus apelidos, enquanto que Walkinshaw era o dono da Arrows, que faliu em 2002, alguns meses depois da Prost fechar as portas. Jordan vendeu a sua equipa no final de 2004 e é atualmente a force India, enquanto que o colorido irlandês é comentador da BBC. Já o escocês Walkinshaw morreu em 2010, na Austrália.

O julgamento irá continuar nos próximos dias. E claro, será interessante ver que mais isto irá trazer.

quarta-feira, 6 de novembro de 2013

Tribunal francês ordena Google para bloquear imagens da orgia de Max Mosley

Um tribunal francês ordenou hoje à Google para que bloqueie no seu motor de pesquisa as nove imagens de Max Mosley na sua orgia sado-masoquista com prostitutas, que aconteceu em 2008. O antigo presidente da FIA, que ganhou há uns tempos o processo contra o jornal "News of the World", entretanto extinto, ordenou agora que o motor de busca com origem americana bloqueie as imagens por um período de cinco anos, com uma multa de mil euros a cada violação dessa ordem. Para além disso, a empresa foi ainda condenada a pagar um euro de indemnização a Mosley e cinco mil euros de custas judiciais.

Contudo, não foi uma vitória total: os advogados do ex-presidente da FIA queriam que o Google bloqueasse novas imagens que poderiam ser colocadas no futuro, mas não conseguiram convencer o tribunal nesse campo. 

Esta decisão deve preocupar todos os que defendem a liberdade de expressão na Internet”, afirmou uma advogada do Google, Daphne Keller, citada pela imprensa francesa. A empresa já afirmou que vai recorrer da decisão, mas isso não é impeditivo em relação a aplicação desta sentença.

Dias antes do veredicto, e num artigo escrito num blogue oficial da empresa e sob o título “Lutando contra uma máquina de censura", Keller acusava os advogados de Mosley de quererem “impor um novo e alarmente modelo de censura automática”, no qual “as empresas da web criam filtros, numa tentativa de automaticamente detectar e eliminar determinado conteúdo”. Contudo, apesar da proibição, estas imagens continuarão online e poderão ser encontradas noutros motores de busca, ou acedidas directamente através de um endereço.

Mosley, que foi presidente da FIA entre 1991 e 2009, é filho de Oswald Mosley, líder do partido nazi britânico nos anos 30, e na altura dos factos, a associação ao passado fascista do seu pai foi-lhe prejudicial para a sua reputação, para além da violação da privacidade ao qual ele se queixou, pois as filmagens da sua orgia com prostitutas foram feitas sem o seu conhecimento.

segunda-feira, 28 de outubro de 2013

Noticias: Bernie Ecclestone vai amanhã a julgamento

No dia em que Bernie Ecclestone comemora o seu 83º aniversário natalício, o homem que comanda a Formula 1 não tem muitos motivos para festejar: desde há algum tempo que está a ser assombrado pelo "caso Gribowsky", onde o dirigente subornou o alemão Gerhard Gribowsky, funcionário do banco BayernLB em 2005 em cerca de 50 milhões de euros, para conseguir para si mesmo os direitos televisivos da Formula 1, que tinham pertencido ao Grupo Kirch, após a falência deste, em 2003. Como se sabe, Gribowsky foi julgado em 2012 e condenado a oito anos de prisão por suborno e fuga aos impostos. 

Contudo, o julgamento que começa amanhã em Londres é um "spinoff" do caso Gribowsky. O processo foi levantado por Constantin Medien, que pede uma indemnização de 171 milhões de dólares pelo facto de a sua proposta para comprar os direitos da Formula 1 ter sido artificialmente sobrevalorizada por Ecclestone e Gribowsky. O negócio foi concluido em 2005 por um valor aproximado de 5,9 mil milhões de dólares, e Medien deveria ter sido pago, caso este tivesse um excesso de mil milhões, só que não aconteceu. Após uma avaliação, descobriu que o valor real da venda deveria ter sido de 2,8 mil milhões de dólares, resolveu processar Ecclestone e Gribowsky por fraude.

Apesar do dirigente ter afirmado que está tranquilo com o julgamento, disse que o ideal era não ter que enfrentá-lo enquanto comanda a categoria. “Isso não é o ideal. Seria melhor se não estivesse acontecendo, mas não podemos mudar o sistema de justiça”, declarou à agência de notícias ‘Bloomberg.’

Já o advogado de defesa Alexander Engelhardt acrescentou, explicando que a decisão dos tribunais ingleses é importante porque pode influenciar naquilo que a justiça alemã irá julgar a partir do ano que vem. “Ecclestone está empenhado em uma guerra em diversas frentes, encarando o problema com diversas linhas de defesa. O que o ajudar na Grã-Bretanha poderá feri-lo na Alemanha e o que for produzido em ambos os julgamentos deve reaparecer em outra ação civil ou criminal no futuro”, começou por afirmar. 

O caso Constantin [Medein] não é apenas sobre muito dinheiro. O julgamento na Grã-Bretanha é perigoso porque pode produzir evidências incriminatórias, que podem ser usadas pelos promotores de Munique”, concluiu.

Até agora, Medien conseguiu um dado importante: pediu ao tribunal que ordenasse à FOM e à CVC Partners que entregasse documentos relativos ao negócio. Estes acederam ao pedido, logo, novos detalhes poderão surgir ao longo do julgamento. 

quarta-feira, 17 de julho de 2013

Noticias: Bernie Ecclestone foi formalmente acusado

Agora é oficial: a justiça alemã acusou formalmente Bernie Ecclestone de suborno no caso das acusações contra Gerhard Gribowsky. A investigação feita pela Procuradoria federal de Munique chegou à conclusão de que foram feitos pagamentos a Ecclestone e o tribunal aceitou os termos da acusação. Agora, será marcada data para o julgamento, que poderá começar ainda este ano.

Ecclestone já reagiu, afirmando que recebeu a acusação, e que o irá contestar em tribunal: “"Iremos nos defender propriamente. Vai ser um caso bem interessante e é uma pena que isto tenha acontecido. Meus advogados aceitaram o indiciamento, e isso significa que eles precisam de respondê-lo, o que já estão fazendo de forma tenaz”, declarou à agência de noticias AP.

Recorde-se que Ecclestone é acusado de, em 2006, ter subornado Gribowsky em cerca de 50 milhões de euros para ficar com os direitos da Formula 1, que tinham caído nas mãos do Grupo Kirch, que por sua vez, tinha falido dois anos antes. Por causa disso, quando em 2011 as autoridades alemãs descobriram os 50 milhões não declarados por Gribowsky, este foi preso e acusado de evasão fiscal. Resultado: em junho de 2012, Gribowsky foi condenado a oito anos de prisão por fraude e evasão fiscal.

Ecclestone admitiu o suborno, mas a justificação que deu foi no minimo, desconcertante: afirmou que estava a ser chantageado por Gribowsky devido ao uso que fazia ao fundo Bambino, feito por si para beneficio das suas filhas Tamara e Petra Ecclestone. Ele afirmou que caso não pagasse, Gribowsky iria alertar as autoridades britânicas para que estes fizessem uma auditoria às suas contas.

Para terem uma ideia de como é intrincado este caso, recomendo que leiam um post meu do inicio de 2011 que fala sobre o assunto. 

quarta-feira, 21 de novembro de 2012

Os crescentes problemas de Bernie Ecclestone

As consequências do "caso Gribowsky", onde Bernie Ecclestone pagou quase 15 milhões de euros ao banqueiro alemão Gerhard Gribowsky há dez anos para assegurar os direitos da Formula 1, continuam a escalar a cada dia que passa. Com a Procuradoria de Munique a elaborar um caso contra ele, pois o querem ouvir sobre a sua parte, surgiram ontem noticias de que um tribunal de Nova Iorque aceitou a queixa de um fundo de investimento, a Bluewaters Comunication Holdings, que pede uma indemnização de 650 milhões de dólares a Ecclestone, devido ao negócio da compra do negócio da Formula 1 pela CVC Capital Partners, em 2005.

A CVC, o fundo de investimento, pagou cerca de 1.6 mil mihões de dólares à BayernLB, quando Gribowsky ainda trabalhava no banco, num concurso onde a Bluewaters estava também interessada no negócio. A companhia de investimento reclama que tinha a proposta mais elevada e nela, estava disposto a pagar o equivalente a dez por cento de qualquer proposta concorrente. Contudo, a sua proposta não foi considerada e os seus responsáveis afirmam que isso se deveu ao acordo feito entre Ecclestone e Gribowsky.

Recorde-se que Gribowsky, o financeiro alemão, foi condenado no final de junho a oito anos de prisão devido a fraude fiscal, do qual Bernie Ecclestone admitiu ter subornado Gribowsky, com o objetivo "de o fazer calar", afirmando que "estava a ser chantageado". Devido a isso, a Procuradoria Geral de Munique decidiu investigar o envolvimento do patrão da Formula 1, atualmente com 82 anos, neste negócio de suborno que terá acontecido em 2002.

quarta-feira, 18 de julho de 2012

As chantagens sofridas pela familia Ecclestone

As pessoas milionárias - ou multimilionárias - estão sempre sujeitas à chantagem por parte membros menos escrupulosos. Sejam eles pessoas profissionais, ou então coisas mais amadoras. E foi isso o que aparenta ter acontecido no inicio do ano a Bernie Ecclestone. Um dentista de 41 anos chamado Martin Peckham acaba de ser acusado de extorsão por ter ligado a Bernie Ecclestone e exigido duzentas mil libras, alegando que tinha raptado a sua filha Tamara. Ecclestone foi direito à policia e denunciou o caso, e rapidamente estes prenderam Peckham.

O caso chegou a tribunal esta semana e Peckham declarou-se culpado das acusações. A sentença será lida em setembro, mas espera-se que a sentença seja relativamente longa.

Esta não é a primeira vez este ano que a familia Ecclestone foi alvo de chantagem. Segundo afirmou ontem Joe Saward no seu blog, a própria Tamara Ecclestone foi chantageada em fevereiro deste ano por dois homens, que exigiram também duzentas mil libras para que evitassem divulgar uma alegada gravação contendo detalhes da sua vida sexual. O par nega as acusações e o caso continua a ser investigado.

quarta-feira, 27 de junho de 2012

Noticias: Gribowsky condenado a oito anos de prisão

A justiça alemã condenou esta tarde o antigo banqueiro alemão Gerhard Gribowsky a oito anos e meio de prisão por provado que era culpado dos crimes de abuso de confiança e evasão fiscal do caso do banco Bayern LB e de ter recebido um parte dos quase 50 milhões de dólares de um suborno feito por Bernie Ecclestone há cerca de dez anos em relação ao processo dos direitos de transmissão da Formula 1.

A sentença, dita num tribunal de Munique, é o culminar de um processo que durou mais de ano e meio, que tinha sido iniciado quando a Bayern LB entrou em processo de falência, em fins de 2008. Quando as autoridades fiscais alemãs descobriram no inicio de 2011 cerca de 35 milhões de euros numa conta austríaca pertencente a Gribowsky e este não conseguiu justificar, o processo foi aberto e este foi detido.

Gribowsky admitiu depois ter recebido esses 35 milhões de euros, mais uma oferta de trabalho no âmbito de um acordo secreto com Bernie Ecclestone em 2005. O detentor dos direitos comerciais da Fórmula 1, admitiu esse pagamento, classificando primeiro o pagamento a Gribkowsky como “um bocado estúpido”, mas depois disse em tribunal que lhe pagou para “o manter calado”.

Com Gribowsky julgado e condenado, resta saber como ficará Ecclestone no meio disto tudo. Apesar de ter comparecido em tribunal como testemunha, numa espécie de acordo do qual ele não seria processado depois, o Joe Saward falava na semana passada, quando o julgamento estava a chegar aos seus argumentos finais, que quando Gribowsky admitiu que recebeu um pagamento, este vinha de Ecclestone. E segundo a lei alemã, se uma pessoa admitiu receber determinado suborno, os que o subornaram também são objeto de investigação. 

Ou seja, Ecclestone poderá estar de futuro sob investigação, e um sinal disso são as declarações dos procuradores de Munique, que não hesitaram em afirmar esta tarde que o "anãozinho tenebroso" era cúmplice neste caso, apesar de não ter sido acusado de nada. Agora, será que ele será incomodado pelo longo braço da lei alemã? Acho que isso é outra história, e nesse campo, fico por agora no lado dos céticos. 

Mas quem sabe, não é?

quinta-feira, 15 de março de 2012

Noticias: Ecclestone e FOM penhoram Autódromo do Algarve

A Autosport portuguesa noticia hoje na sua edição online que Bernie Ecclestone e a Formula One Management (FOM) colocaram um processo contra a Parkalgar, entidade detentora do Autódromo do Algarve, e avançaram para o arresto dos bens do mesmo, referente a uma dívida de 2009 que não foi paga. A dívida tem a ver por alturas da passagem da GP2 pelo mesmo autódromo, do qual resultou numa verba nunca paga.

Fonte da Parkalgar refere que isto tem a ver com uma verba acordada com o Governo português, que nunca foi paga e por causa disso, a enpresa entrou em incumprimento com a FOM. Cansado de esperar, Ecclestone decidiu colocar a empresa em tribunal para reaver o dinheiro em falta.

Desde que o circuito foi completado, em fins de 2008 que a Parkalgar tem vindo a ter dificuldades em arranjar verbas para pagar os empréstimos contraídos a bancos como o Millenium BCP para erguer o complexo, mais de cem milhões de euros. Para além disso, com o projeto imobiliário congelado devido à crise, eventuais receitas não tem sido geradas, o que facilitariam o pagamento de tais dívidas. 

Contudo, o calendário de provas em 2012 está preenchido, com as passagens de corridas como o WTCC, o campeonato de GT1, a Formula 2 e a Le Mans Series. Veremos no que isto vai dar, mas que não é boa noticia, não é.

terça-feira, 31 de janeiro de 2012

Noticias: Adrian Sutil condenado a 18 meses de pena suspensa

O piloto Adrian Sutil, que este ano estará de fora da Formula 1 após três temporadas na Force India, foi esta manhã condenado num trinbunal alemão a 18 meses de pena suspensa e a cerca de duzentos mil euros de indemnização, após uma agressão a Eric Lux numa discoteca de luxo em Xangai, há cerca de um ano. 

O tribunal de Munique, onde este caso foi julgado, considerou provado que Sutil agrediu Lux, co-proprietário da Genii Capital, com um copo de champanhe, na sequência de uma rixa dentro de uma discoteca na capital comercial da China, no domingo após o GP chinês, em abril de 2011. A indemnização será entregue a instituições de caridade. Quanto à sentença, o delegado da Procuradoria de Munique pediu este tipo de penalização para demonstrar que profissionais deste calibre são modelos de conduta e se deveria portar como tal.

Não se sabe ainda se Sutil irá recorrer da sentença. 

sexta-feira, 27 de maio de 2011

Sobre a decisão do caso Lotus vs Lotus

O resultado desta tarde na corte britânica do caso "Lotus vs Lotus" era aquele que esperava desde o inicio, pelo historial e pelos exemplos anteriores, referidos longamente durante os ultimos meses. Esta tarde, a revindicação de Tony Fernandes para ter os direitos ao nome "Team Lotus" foi reconhecida no tribunal de Londres.

Uma decisão que naturalmente foi festejada nos lados de Hingham: "A Team Lotus está muito satisfeita que o caso de tribunal respeitante aos direitos de utilização do nome 'Team Lotus' tenha tido uma conclusão positiva e a equipa poderá agora concentrar-se no seu desafio a longo termo para honrar essa designação. A decisão confirma que a Team Lotus é a verdadeira proprietária do nome Team Lotus e do seu ícone redondo, estabelecendo judicialmente que a equipa malaia é a verdadeira herdeira da Team Lotus", refere um comunicado emitido pouco depois pela formação britânica.

"Estamos muito satisfeitos que tenha ficado claro que somos os reais detentores da Team Lotus. Sempre estivemos confiantes de que as provas factuais que apresentámos levariam a esta decisão e o julgamento de hoje confirmou essa crença", referiu Tony Fernandes, diretor da equipa.

A decisão revelou que a história estava do lado de Fernandes. Que o Group Lotus, quando vendeu a equipa de Formula 1, a Team Lotus, a Peter Collins e a Peter Wright, no final de 1990, tinha realmente abdicado dos direitos sobre o nome. E que a decisão de Colin Chapman, nos seus primeiros tempos de funcionamento da Lotus, de separar a divisão de competição da divisão automóvel, era mais do que válida. Logo, a pessoa que tem os direitos sobre o nome "Team Lotus" pode fazer o que quiser e bem entender com ela, pois não pertence à Group Lotus, que por sua vez pertence à Proton.

Há pessoas que dizem que a decisão foi uma espécie de empate, pois o Group Lotus tem o direito de patrocinar a Renault, colocando o seu nome na carenagem do carro. É certo, mas oficialmente, continuará a ser Renault e não Lotus Renault, como alguns querem pintar. Essa ideia dos carros terem o nome do patrocinador não existe, para ser franco. Seria como chamar os Lotus de John Player Special, os McLaren de Marlboro, os Ligier de Gitanes ou a Williams de Saudia. Os carros na Formula 1 são identificados pelo seu fabricante de chassis e nunca pelo patrocinador. Só quando o patrocinador terá esse direito quando comprar a equipa e fabricar o chassis, como fez a Benetton, no passado, e a Red Bull, mais recentemente.

Em suma, clarificou a situação? Claro que sim. Se isso poderá significar que num futuro próximo ambas as partes poderão conversar e resolver este imbróglio? Isso depende de ambas as partes. Tony Fernandes ganhou a legitimidade que queria e sai bem deste caso.

Quanto à Proton, Dany Bahar e o Grupo Lotus, eventualmente as coisas sairam mal desta vez, pois apostavam muito no prestigio do nome na Formula 1, numa campanha agressiva de publicidade no automobilismo (GP2, GP3, Indy Car Series e Le Mans Series no futuro) e numa megalomania destes, o mal feito de inicio tarde ou nunca se corrige. Não ficaria admirado se o balão nessa Lotus rebentar dentro em breve e descobrirmos a extensão dos estragos... mas por agora, querem apelar do caso. Não sei para quê, só se for num tribunal libio ou iraniano.

terça-feira, 10 de maio de 2011

Noticias: Tribunal de Estrasburgo indefere recurso de Max Mosley

Uma das noticias do dia no automobilismo é basicamente... o regresso de um fantasma: Max Mosley. E tem a ver com o escândalo "BDSM" em que foi exposto pelo tablóide britânico "News of the World" em março de 2008, onde apareceu um vídeo dele no meio de uma orgia com quatro prostitutas de luxo, vestidas com uniformes nazis. Foi essa parte que caiu mal, especialmente sabendo toda a gente que ele é um dos filhos de Oswald Mosley, o mais conhecido fascista britânico.

Assim sendo, Max Mosley soube hoje que o Tribunal Europeu dos Direitos do Homem, em Estrasburgo, decidiu indeferir o caso contra o tablóide britânico, ele que tinha feito isso para restringir as atividades jornalísticas contra ele em particular, e as figuras públicas em geral, na parte de notificar antecipadamente as figuras públicas sobre noticias ou artigos danificadores de sua imagem, e possivelmente, impedir a sua publicação. Mosley já tinha ganho o caso nos tribunais britânicos, obrigando o News of The World a pagar uma indemnização de 76 mil euros, mas ele quis levar o caso mais longe... e viu essa pretensão ser-lhe recusada, quando os tribunais lhe disseram que "os meios de comunicação não têm a obrigação de advertir os indivíduos que publicarão uma informação sobre eles", delcarou o tribunal na sua nota.

Assim, o Tio Max - ou Mad Max, se preferirem - não conseguiu levar adiante na sua pretensão. E como tal decisão de Estrasburgo não é passível de recurso, agora vai ter de andar com vinte olhos para ver onde pisa. Pode ser um grande dia para a imprensa e para a democracia, mas para mim, também é mais um passo na direção para que qualquer dia os cidadãos "publicos" percam o direito a ter uma vida privada como os outros. Mas numa era "facebookiana", onde está essa fronteira? Certamente está esbatida, no mínimo.

Agora, se calhar o Tio Max terá de gastar dinheiro com a imprensa para que esta o deixe em paz...