Mostrar mensagens com a etiqueta Campos F1. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Campos F1. Mostrar todas as mensagens

quarta-feira, 9 de outubro de 2019

Um futuro em jogo - parte 2

Se falei na primeira parte acerca do futuro da Renault e da Mercedes, duas das três equipas de fábrica da Formula 1, que poderá estar em dúvida a partir de 2020, referir acerca das regras que poderão entrar em 2021 ou mais tarde, do qual pretendem cortar nos custos - ou colocar um teto orçamental, como preferirem - nesta segunda parte, falo sobre o que esse teto salarial poderia trazer: mais equipas, todas elas ditas "garagistas", que estariam a favor de um corte nos custos e limitação de peças, entre outras coisas.

Para isso, decido recuar dez anos no tempo. Em 2009, Max Mosley, então presidente da FIA, decide colocar um teto salarial nas equipas de Formula 1, com limitação de custos na ordem dos 50 a 75 milhões de euros e a obrigatoriedade de as novas equipas usarem motores Ford Cosworth V8 de 2,4 litros, a potência da altura. Contudo, essas medidas forma impostas às equipas, que reagiram criando a FOTA, a Formula One Teams Association, um reavivar da FOCA, quase trinta anos antes. E ambas as partes decidiram andar à guerra sobre essas regras até ao fim de semana do GP britânico, onde afirmaram se separar a FIA e criar o seu próprio campeonato. Mosley cedeu e foi-se embora da FIA, sendo substituído pelo atual presidente, Jean Todt.

As equipas que entraram no campeonato de 2010 - Campos, Lotus, USF1 e Virgin - não tiveram vida longa. Uma delas não chegou a entrar, a USF1, e no final de 2016, com a Manor a fechar as portas, depois de um ameaço em 2014, todos se tinham ido embora. E essas quatro conseguiram no máximo... três pontos. Todas da Virgin, que depois virou Marussia, e a seguir Manor, andando sempre na corda bamba e sem patrocinadores.

A Formula 1 sempre foi um "Club Piraña", onde todos se "comem uns aos outros", gastando o mais que podem não só para se baterem uns aos outros, mas também para eliminar os seus rivais pela carteira. O bolo das receitas, cultivado durante mais de trinta anos por Bernie Ecclestone, através da FOM, Formula One Manegement, corta as fatias por dez, porque ele acha que dez deveriam ser as equipas que a Formula 1 deve ter. Nem mais, nem menos. Se o bolo for de mil milhões de euros, segundo valores aproximados, cem milhões dados a cada uma das equipas é mais do que suficiente para pagar as despesas de um calendário de 22 corridas, e ainda sobra algum para investir no futuro. Só que não é um bolo igualitário. Há verbas extra para equipas como Ferrari, McLaren e Williams, por estarem na Formula 1 há mais tempo, e eles não abdicarão dessa fatia tão facilmente. Daí esta história do teto salarial é algo do qual está a ser feito com pinças, para não ferir susceptibilidades.

Mas caso haja, e for um valor razoável - vamos supor, cem milhões de euros - isso poderá fazer surgir novas equipas no horizonte. E é o que está a ouvir desde há algumas semanas para cá, com as intenções provenientes de uma equipa russa, da asiática Panthera, e da Campos, que quer tentar algo do qual não conseguiu na década passada.

A SMP Racing tem pergaminhos na Endurance, sendo das poucas que construiu chassis na classe LMP1 e claro, competindo no Mundial WEC e nas 24 hoas de Le Mans. Boris Rothenberg, o homem por trás da equipa, pretender ir mais longe, e a Formula 1 poderia ser uma excelente alternativa, pois dinheiro - Rothenberg é um dos homens mais ricos da Rússia - não falta.

E até teria apoio da Formula 1. No fim de semana do GP da Rússia, em Sochi, Ross Brawn estava a favor de uma possivel entrada. "A Rússia está fortemente representada na Fórmula 1 com pilotos e empresários. É claro que também há o Grande Prêmio na Rússia, então todas as condições para entrar na F1 com sua própria equipe estão presentes", afirmou, em declarações à agência Tass. Os pilotos seriam todos russos - Serguei Sirotkin e Dimitri Mazepin seriam chances, mas existem outros - mas não se conhece muito mais sobre isso.

Outro que já disse que pretende entrar em 2021 é Adrian Campos. Antigo piloto da Minardi entre 1987 e 88, montou há mais de vinte anos uma equipa de automobilismo com sucesso nas categorias de acesso, mas sempre quis a Formula 1. Tentou em 2009, mas a falta de dinheiro o obrigou a vender a sua parte para José Ramon Carabante, o homem que acabou por a converter em Hispania. Contudo, esse também ficou por pouco tempo, pois caiu nas mãos de Colin Kolles, que lá ficou até ao final de 2012, altura em que fechou as portas.

Desta vez, Campos tem a ajuda de Salvatore Gandolfo. Ambos pretendem usar o apoio financeiro da Monaco Increase Management, uma empresa fundada por Gandolfo que tem Daniele Audetto, ex-membro de Ferrari, Arrows e Super Aguri, como consultor. Embora Gandolfo tenha dito que o "projeto de longo prazo" abrange "os grandes desafios que temos pela frente", a ideia é mesmo entrar em 2021, e já tiveram reuniões com Chase Carey e Ross Brawn nesse sentido.

"Com o novo limite de orçamento, a nova distribuição de renda e os novos regulamentos, há uma grande oportunidade para equipes menores competirem e, finalmente, tornar o Campeonato Mundial de Fórmula 1 da FIA mais interessante e equilibrado novamente", disse Gandolfo ao motorsport.com.

O mesmo site afirmou que o aerodinamista Ben Wood e Peter McCool, antigo designer-chefe da Super Aguri, já foram recrutados para o projeto da Campos, e já apontaram um possível piloto: o alemão Pascal Wehrlein, que está na Formula E, pela Mahindra. Quanto a motores, caso entrem em 2021, a chance de um acordo com a Renault, como cliente, está em cima da mesa.

Quanto à Panthera Asia, essa é mais misteriosa, mas desde há algum tempo se fala sobre a possibilidade de uma equipa chinesa na Formula 1. Não há dúvida que os chineses estão a investir no automobilismo - mas todos apontados para a Formula E, através de marcas como a NIO. A noticia da sua formação data de 23 de agosto, quando o RaceFans.net noticiou a sua chegada. Ali, diz-se que estão a trabalhar numa sede provisória em Northamptonshire, e teria Benjamin Durand como seu dirigente e co-fundador. Ele tinha trabalhado na Endurance, ao serviço quer da BR Engeneering e da SMP Racing.

Outros lugares estão ocupados, mas os seus nomes não foram divulgados, excepto do seu aerodinamista, que é Tim Milne, tendo trabalhado, entre outros, no chassis que a Manor estava a construir quando a equipa colapsou, no final de 2016, e andam a assinar acordos com diversos fornecedores, tentando usar o modelo da Haas. Contudo, os novos regulamentos poderão ter de limitar nesse campo e alguns desses acordos entretanto assinados poderão ser esvaziados de conteúdo.

Mas com todas essas intenções de equipas para entrar na Formula 1 - e provavelmente conheceremos mais algumas com o tempo - há diversos obstáculos. Não sabemos sobre os novos regulamentos, embora se prometa que serão divulgados no final deste mês. E Jean Todt, presidente da FIA, já disse que apesar de ter sido contactado por algumas equipas, não lhes deu grande credibilidade, e por agora, qualquer inscrição só será recebida quando o concurso abrir. E isso acontecerá quando os regulamentos de 2021 forem oficialmente divulgados.

E isto mostra uma coisa interessante: se as equipas de fábrica estão cada vez mais desinteressadas na Formula 1, as "garagistas" pretendem entrar numa competição que ainda os fascina, e ainda poderá servir para recuperar os investimentos que irão fazer... se forem limitados a um determinado valor, e se as suas viagens forem ajudadas. Mas isso para acontecer, teriam de entrar nos dez primeiros, caso contrário, só mesmo um controle nos custos para manter o barco a flutuar. Pois foi o fracasso dessa parte que ditou vida curta aos projetos de 2010.

quinta-feira, 3 de outubro de 2019

Noticias: Campos anunciou intenção de entrar em 2021

Os novos regulamentos da Formula 1 estão previstos para entrar em 2021, e embora haja ainda muitas arestas para limar, uma delas poderá ser o controle de custos. E isso poderá ser interessante para alguns, pois se poderia colocar a chance de ter mais equipas no pelotão da categoria máxima do automobilismo. Há algumas semanas, soube-se do projeto da Panthera Team Asia, e agora, esta quinta-feira, soube-se de outro projeto, vindo de uma cara conhecida: Adrian Campos. O antigo piloto e empresário espanhol tentou há dez anos entrar na Formula 1, mas abandonou o projeto a meio, tornando-se depois na Hispania.

Ele e o seu sócio, Salvatore Gandolfo pretendem usar o apoio financeiro da Monaco Increase Management, uma empresa fundada por Gandolfo que tem Daniele Audetto, ex-membro de Ferrari, Arrows e Super Aguri, como consultor. Embora Gandolfo tenha dito que o "projeto de longo prazo" abrange "os grandes desafios que temos pela frente", a ideia é mesmo entrar em 2021, e já tiveram reuniões com Chase Carey e Ross Brawn nesse sentido.

"Com o novo limite de orçamento, a nova distribuição de renda e os novos regulamentos, há uma grande oportunidade para equipes menores competirem e, finalmente, tornar o Campeonato Mundial de Fórmula 1 da FIA mais interessante e equilibrado novamente", disse Gandolfo ao motorsport.com.

O site afirmou que o aerodinamista Ben Wood e Peter McCool, antigo designer-chefe da Super Aguri, já foram recrutados para o projeto da Campos, e já apontaram um possível piloto: o alemão Pascal Wehrlein, que está na Formula E, pela Mahindra. Quanto a motores, caso entrem em 2021, a chance de um acordo com a Renault, como cliente, está em cima da mesa.

O anuncio da Campos acontece algumas semanas depois de se ter ouvido falar de que um outro projeto, a Panthera Team Asia, estar a preparar-se para entrar na Formula 1. Sobre isso, Jean Todt já afirmou em Singapura que qualquer destes projetos ainda não são suficientemente sérios para serem considerados.

A última equipa que entrou na Formula 1 foi a anglo-americana Haas F1 Team, em 2016, com alguns bons resultados e que está atualmente com o francês Romain Gosjean e o dinamarquês Kevin Magnussen. Curiosamente, este projeto pretende usar alguns dos métodos da Haas, que é de espalhar as instalações por alguns países e terceirizar algumas partes dos carros, para diminuir custos.

quinta-feira, 4 de março de 2010

Apresentações: Hispania Racing Team

Depois de muitas especulações e uma luta contra o relógio para ter o carro pronto para a primeira corrida do ano, no Bahrein, eis a última apresentação de 2010: a ex-Campos, agora Hispania Racing Team, de Jose Ramon Carabante, com o seu chassis Dallara e motor Cosworth, liderado por Colin Kolles e terá como pilotos o brasileiro Bruno Senna e o indiano Karun Chandhok.

A apresentação da primeira equipa espanhola na Formula 1 foi na sede da Hispania, em Murcia, com todo o "staff" da equipa. Bruno Senna, o primeiro piloto confirmado em Novembro, falou sobre as expectativas que tem para esta sua primeira temporada na Formula 1, 26 anos depois da estreia so seu tio Ayrton.

"Este será o primeiro ano meu e da equipa na Fórmula 1. Mas vejo que o clima aqui está muito bom e poderei concentrar a 100 por cento na pista. Até me sinto meio que um veterano, já que vi o carro pela primeira vez em Novembro e depois fiz os ajustes do banco. O carro tem umas idéias legais. Mas, claro, temos um longo trabalho pela frente, uma vez que não participamos dos testes de inverno na Espanha. Continuo com a expectativa inicial. Acredito que uma meta realista será brigar para ser a melhor das pequenas e tentar terminar sempre que possível na zona de pontos", comentou Bruno, em declarações captadas pelo site F1 Mania.

Quanto às novas regras de 2010, que aboliram os reabastecimentos, Senna relativiza esse assunto: "Acredito que toda vez que as regras são alteradas quem se beneficia são as equipes e os pilotos novos. Seria muito mais difícil começar com o regulamento do ano passado. Mas isso não significa uma vantagem muito grande. Também teremos de desenvolver o carro e o ritmo dos pilotos para condições que variarão demais ao longo das corridas, por causa das diferenças de peso e condições dos pneus. Ainda bem que sempre aprendi rápido", brincou.

quarta-feira, 3 de março de 2010

Noticias: São 24 carros em 2010!

Esta noite, a FIA mostrou a lista definitiva das equipas que irão alinhar na temporada de 2010. E a partir do Bahrein, dentro de semana e meia, teremos 24 carros nas grelhas de partida um pouco por todo o mundo.

Há duas novidades: não há USF1, algo que sabemos desde o inicio da semana, mas há também outra novidade, que é... não há substituto. A Stefan GP não aparece na lista para substituir a equipa americana, algo que eles desejariam, mas que a FIA não quis, por agora. Portanto, os contentores que mandaram para o Bahrein, talvez com a anuência de Bernie Ecclestone, foram mandados para nada. Resta testar durante 2010 para ver se conseguem um lugar no pelotão de 2011, pois a FIA tenciona lançar novo concurso para preencher a vaga.

Claro, há outra confirmação: a Campos agora chama-se Hispania Racing Team, e o indiano Karun Chandhok será o companheiro de Bruno Senna. E amanhã veremos mais, quando for a apresentação oficial da equipa espanhola.

Assim sendo, eis a lista definitiva:

VODAFONE McLAREN MERCEDES
McLAREN MP4-25 MERCEDES-BENZ
1 Jenson Button (ING)
2 Lewis Hamilton (ING)

MERCEDES GP PETRONAS FORMULA ONE TEAM
MERCEDES W01
3 Michael Schumacher (ALE)
4 Nico Rosberg (ALE)

RED BULL RACING
RED BULL RB6 RENAULT
5 Sebastian Vettel (ALE)
6 Mark Webber (AUS)

SCUDERIA FERRARI MARLBORO
FERRARI F10
7 Felipe Massa (BRA)
8 Fernando Alonso (ESP)

AT&T WILLIAMS
WILLIAMS FW32 COSWORTH
9 Rubens Barrichello (BRA)
10 Nico Hülkenberg (ALE)

RENAULT F1 TEAM
RENAULT R30
11 Robert Kubica (POL)
12 Vitaly Petrov (RUS)

FORCE INDIA F1 TEAM
FORCE INDIA VJM03 MERCEDES-BENZ
14 Adrian Sutil (ALE)
15 Vitantonio Liuzzi (ITA)

SCUDERIA TORO ROSSO
TORO ROSSO STR5 FERRARI
16 Sébastien Buemi (SUI)
17 Jaime Alguersuari (ESP)

LOTUS RACING F1 TEAM
LOTUS T127 COSWORTH
18 Jarno Trulli (ITA)
19 Heikki KOvalainen (FIN)

HRT (Hispania Racing Team) F1 TEAM
HRT COSWORTH
20 Karun Chandhok (IND)
21 Bruno Senna (BRA)

BMW SAUBER F1 TEAM
BMW SAUBER C29 FERRARI
22 Pedro de la Rosa (ESP)
23 Kamui Kobayashi (JAP)

VIRGIN RACING
VIRGIN VR01 COSWORTH
24 Timo Glock (ALE)
25 Lucas di Grassi (BRA)

terça-feira, 2 de março de 2010

Pequenas noticias da Formula 1

Algumas pequenas noticias andam a agitar um pouco a Formula 1 nesta terça-feira. A primeira chegou hoje por via do jornal espanhol "As", que refere dentro de dois dias, esta quinta-feira, a Campos vai se apresentar em Murcia, sob o nome de... Hispania. Provavelmente com o novo companheiro de equipa de Bruno Senna, que tudo indica que seja o indiano Karun Chandhok, o carro estará no Bahrein no próximo dia 14, para disputar palmo a palmo... o último lugar da grelha de partida. Mas estarão melhores do que a extinta USF1. É um facto.

O segundo facto do dia tem a ver com a Lotus, que alcançou um acordo de patrocinio... com a cadeia de televisão CNN. Uma das mais famosas do mundo, a par da BBC e da Al-Jazeera, faz 30 anos de emissões este ano. E que maneira de comemorar estando no flanco de um nome mitico da Formula 1, que faz o seu regresso este ano? Quem diria...


Terceiro facto do dia tem a ver com a "tal" Stefan GP. Eddie Jordan, ex-dono de equipa e actual comentador da BBC, jura a pés juntos (levem-no a sério, por favor!) que a Stefan estará no Bahrein para fazer numero, com Kazuki Nakajima e... Jacques Villeneuve! Falta pagar à Toyota e expedir a licença da FIA para que esta história tenha um final feliz, não é?


E parece que os Hamilton separaram-se. Em termos de "management", refira-se...

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

Rumor do dia: Karun Chandhok será piloto da Campos

Pode ser um rumor, mas parece que está mais para o confirmado: o indiano Karun Chandhok pode ter assinado por estes dias pela Campos Meta, a equipa que era de Adrian Campos, e que mudou de proprietário, com Colin Kolles como director desportivo. A ser verdade, Chandhok será o segundo piloto indiano na história da Formula 1, depois de Narain Karthikayean, em 2005, e voltará a ser companheiro de Bruno Senna, pois correram juntos pela iSport em 2008, na GP2.

Chandhok, de 26 anos e que foi copiosamente batido por Alvaro Parente quando foram companheiros de equipa da Ocean na GP2 de 2009, tem como "manager" nada mais, nada menos que... Bernie Ecclestone. Aparentemente, Chandhok tem uma boa carteira que lhe permite pagar a vaga na equipa durante a temporada.

Nascido a 19 de Janeiro de 1984, Chandhok começou a correr em monolugares em 2000, na sua India natal. Depois foi para a Formula Asia, em 2001, vencendo o campeonato, para ir logo a seguir para a Formula 3 britânica, onde andou durante três temporadas, com alguns bons resultados. Em 2005 vai para a World Series by Renault 3.5, e no final do ano é piloto da A1GP Team India, correndo em duas jornadas duplas. Em 2006 corre na Formula V6 Asia, onde se sagra campeão, e a partir de 2007 está na GP2. Primeiro na Durango, onde consegue uma vitória em Spa-Francochamps e 16 pontos, depois na iSport, onde vence uma corrida e mais dois pódios, conseguindo 31 pontos e o décimo posto no campeonato, e por fim em 2009, pela Ocean, obtêm um pódio e uma volta mais rápida, terminando com dez pontos.

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

5ª Coluna - Sobre a novela das novas equipas

A semana foi toda a falar sobre este mesmo assunto: as novas equipas de Formula 1. Desde segunda-feira que leio os vários artigos sobre a capacidade das duas equipas inscritas, a USF1 e a Campos Meta, com a “pirata” Stefan GP a espreitar, agora que cancelou o seu teste que deveria fazer a partir de hoje no Autódromo de Portimão. Após na terça-feira, o comunicado da Ferrari ter “apenas” verbalizado aquilo que muitos falavam numa surdina com cada fez maior volume, à medida que se liam os capítulos das aventuras das únicas equipas inscritas que não fizeram qualquer teste, achei por bem falar sobre isso, mas depois dos outros. Porquê? Para dar tempo para reflectir.

Agora que as coisas assentaram de uma certa maneira, vou dar a minha opinião sobre o assunto. É mais um, e este é um assunto que já refiro desde há algum tempo, mas pelos vistos continua a ser actual.


Max Mosley – o causador destes sarilhos


Disse não há muito tempo que a escolha das equipas para 2010 foi tudo menos técnica. Quando Max Mosley abriu o processo de selecção das equipas, queria a todo o custo implementar um sistema de tecto salarial, onde as equipas não poderiam gastar mais do que uma certa quantia, primeiro 30 milhões, depois 40 milhões. A FOTA barafustou, e com alguma razão, afirmando que as somas não eram só ridículas, mas como abria o precedente de atrair projectos mais ou menos duvidosos, cuja capacidade financeira era baixa, e para piorar as coisas, os tempos eram de crise.

Como as coisas andavam nessa altura, cogitei a hipótese: como seria o momento actual caso a cisão de Junho tivesse ido por diante? Muito provavelmente por esta altura, a Formula 1 da FIA não existia. Mesmo que Williams e Force Índia se mantivessem fiéis, não iriam correr apenas com Virgin e Lotus, numa mirrada grelha de oito vagas, enquanto que na Formula FOTA estaria provavelmente o grosso das equipas, com um calendário feito à medida deles, numa grelha algo pequena, mas capaz de assegurar a sua sobrevivência pelo menos a curto prazo, pois provavelmente a longo prazo, aquilo que teria sido outrora a categoria máxima do automobilismo estaria em pedaços, com feridas profundas cuja cicatrização demoraria anos nas barras dos tribunais e algo mais…

Portanto, o pior cenário foi evitado. Mas partes dos estragos já tinham acontecido: BMW e Toyota retiraram-se da competição no final da época passada. A Renault desinvestiu na sua estrutura de Formula 1 e “sub-alugou” cerca de 75 por cento da sua estrutura à Genii Capital, mantendo o nome no chassis e pouco mais. Isso fez com que a nova estrutura decidisse escolher um piloto pagante para o lugar ao lado de Robert Kubica, e essa escolha recaiu (foi mais aquele que pagou mais pelo lugar…) o russo Vitaly Petrov. A estrutura da Toyota foi alegadamente comprada pelo “pirata” Zoran Stefanovic para que ele pudesse construir a sua misteriosa “Stefan GP” que tem como um dos seus colaboradores, o “maldito” Mike Goulghan. Mas sem autorização para correr o Mundial de Formula 1, apesar das ajudas de Bernie Ecclestone para a meter dentro, mas ao arrepio das opiniões das equipas FOTA. Não admira que a Ferrari esfume a sua fúria italiana sobre estes acontecimentos…

Mas o comunicado da Scuderia também diz outra coisa: é um aviso às novas equipas que a categoria máxima do automobilismo não é mais do que um “Clube Piranha”. Só por aí elas deveriam ter ficado de pé atrás, ainda mais nesta época de crise económica muito forte. Max Mosley, na sua cega busca pela sua verdade, colocou as novas equipas como “peões” do seu maquiavélico plano para subordinar as equipas da FOTA, dividindo-as e derrotando-as, levando a sua adiante. Tinha acontecido no passado, mas em 2009, as coisas foram diferentes. E quando mostraram os seus dentes afiados, mostrando até onde iam na sua determinação é que Mosley se retirou de cena, dando a vez a Jean Todt para que dome o aquário ainda agitado das equipas de Formula 1.

E as novas equipas, claro, tem a sua quota-parte nesta história. Se Virgin e Lotus são profissionais e fizeram tudo como deve de ser, já a Campos e a USF1 fizeram relembrar as historietas de equipas como Life, Andrea Moda, Coloni, Lambo e outras, nos finais da década de 80, inicio dos anos 90, quando existiam as pré-qualificações. Equipas com meia dúzia de mecânicos, dirigidos por amadores lunáticos do género Jean-Pierre Van Rossem, o homem por detrás do projecto da Onyx, que durou um ano e deu cinco pontos e um pódio a Stefan Johansson. Poucos aguentaram mais do que dois anos, porque logo no primeiro, a sua reputação tinha sido devorada até ao osso. Como fazem as piranhas em relação à carne tenra, não é?



Campos e USF1 – Exemplos de não montar uma equipa de Formula 1


A USF1 e a Campos são duas estruturas feitas por personagens que há anos tentam montar a sua equipa de Formula 1, que são vistos pelos “insiders” da matéria como personagens detestáveis. Segundo alguns, Peter Windsor é capaz de vender a sua mãe para ver se consegue montar a sua equipa. Já não é a primeira vez que se envolve nisto. No final da década de 80, tentou comprar, em ocasiões separadas, a Brabham e a Onyx. Chegou até a meter estas empresas em tribunal, e a sua personalidade no “paddock” também não ajuda muito… Quanto a Adrian Campos, esteve envolvido no projecto da Bravo F1, no final de 1992, onde chegou a inscrever Jordi Gene, mas no final desse ano, os planos foram por água abaixo devido à falta do vil metal, entre outras coisas… Com estes “cartões de visita”, não se pode ficar muito surpreso acerca das dificuldades que ambas as equipas passam agora.

No caso da Campos, a coisa resolveu-se com a venda da equipa a um dos sócios, José Manuel Carabante, depois de Tony Teixeira ter tentado comprar uma parte. Como não tem dinheiro (senão a A1GP ainda existiria, não é?) Carabante foi buscar Colin Kolles para fazer algo menos do que um milagre: montar uma equipa de Formula 1. Chassis, motor e caixa de velocidades existem, bem como um piloto de Formula 1, Bruno Senna. Mas falta o resto, desde um conjunto de mecânicos até um segundo piloto. Em suma, em cima dos prazos, em cima do joelho, vai-se tentar montar uma equipa.

Quanto à USF1, vamos ser honestos: só com uma varinha de condão é que estarão no Bahrein. A Autosport inglesa mostrava ontem na sua edição que as coisas foram feitas de forma muito amadora, no mínimo. Não havia planos em termos de construção de chassis e outros componentes, por exemplo. Afinal, os “sketchs” cómicos que via no Youtube tinham um fundo de verdade!

Fico com a sensação que o grande financiador do projecto, Chad Hurley, foi enganado por senão os dois, pelo menos por um burlão, o tal que já falei antes. Há agora rumores que ele pode ter ido para a Campos, mas provavelmente acho que ele vai mas é pensar duas vezes antes de aplicar o seu dinheiro, e afastar-se da Formula 1 o quanto antes.


Por fim, que é que iremos ver no Bahrein?


Das quatro equipas, duas apresentaram os seus chassis e pilotos. Virgin e Lotus são duas equipas melhor estruturadas, com os seus próprios chassis e motores Cosworth. Em termos de testes, fizeram a sua parte, tentando resolver os problemas de juventude, quer do chassis, quer do motor. Mas muitos temem que estes carros estejam a preencher os últimos lugares da grelha, dado que nos testes tiram tempos por vezes três segundos mais lentos do que os carros da frente, como McLaren, Ferrari e Red Bull. Mas os testes pouco indicam, pois não sabemos as condições que os tempos foram tirados. Somente em situação de corrida é que se verá.

Mas segundo a Ferrari, duvidam da sua resistência e da sua capacidade de desenvolvimento. Acham que o chassis da Virgin é demasiado frágil (
o episódio do nariz desfeito em Jerez não passou despercebido) e apesar de não dizer muito mal da Lotus, ficam de pé atrás.

Com todo este novelo, as coisas pioram quando se circula desde há umas semanas o rumor de que existe uma espécie de cláusula que permite às novas equipas faltar a algumas corridas, umas três, até poderem apresentar o seu chassis. Como o Acordo de Concórdia nunca foi divulgado em público, as especulações são muitas. Mas passados estes dias, o que se percebe é que não é mais uma manobra, provavelmente de Bernie Ecclestone, para colocar as equipas FOTA perante um conjunto de factos consumados, desde a falha da USF1 ou Campos (ou os dois) até à entrada da Stefan GP. Em ambos os casos, seria um enfraquecimento da associação, a favor do “quero, posso e mando” de Bernie Ecclestone. Como é que isto se resolve? Se for à boa maneira da FOTA, cujo porta-voz não oficial é a Ferrari, nenhuma delas deve entrar, e a temporada de 2010 vai começar (e talvez continuar) com 22 carros.

Em suma, o que vemos por aqui é o fracasso de uma certa politica, imposta de cima, com o acordo de ninguém. A ideia que transformar a Formula 1 numa categoria quase de monoposto, com motores iguais, limitação de rotações (excepto, curiosamente, os Cosworth…) onde teriam de gastar à volta de 30 milhões de libras por ano, mostrou-se como uma ideia ridícula. Com equipas como a Ferrari a gastar uma soma dez vezes mais do que o proposto, esta ideia entrava em colisão com aquilo que a FOTA queria. E quando viram estruturas profissionais como a Prodrive e a Épsilon Euskadi serem preteridas em favor de estruturas quase amadoras, elaboradas por aventureiros e sonhadores, só porque aceitaram os ditames de Mosley para ter motor Cosworth e caixa de velocidades XTrac, a FOTA sabia que isto era uma receita para o desastre.

E o mais interessante é ver que a única que pode safar direito pode ser a última das equipas aprovadas, a Lotus, cujo processo de avaliação aconteceu em Setembro, alguns meses depois da aprovação de duas das três equipas cuja situação é no mínimo, periclitante. Agora, a menos de três semanas do primeiro Grande Prémio da época, temos duas equipas que Bernie Ecclestone diz desde Dezembro que não serão capazes de alinhar, perguntamos: para quê é que foram escolhidas? Essa tem uma resposta fácil.

Pensava eu que os tempos de equipas como Life, Coloni, Andrea Moda ou Lola tinham passado de vez. Afinal, parece que não. Mas nós sabemos a quem devemos culpar por esta embrulhada que a Formula 1 vive nestes últimos tempos. Até para a semana!


P.S: O Luis Iriarte, do Formula 1 A.L.C, já colocou no seu blog a versão espanhola deste artigo. Se estiverem curiosos para saber como ficou, podem ver aqui.

sábado, 20 de fevereiro de 2010

Pouco mais do que uma casaca vazia, eis a Campos

Tinha lido uma parte da entrevista ontem através do jornalista inglês Adam Cooper, mas hoje, ao ler a versão espanhola, através do blog argentino Passion por la Formula Uno, é que tens uma outta dimensão do que se passava na Campos Meta: pouco mais do que nada. E Colin Kolles, o homem que Jose Manuel Carabante foi buscar com o objectivo de colocar os carros da Campos Meta a tempo da primeira corrida no Bahrein, têm pouco mais de três semanas para conseguir algo menos do que um milagre.

Não tinham practicamente nada, era só caos. O único departamento que existia quando cheguei era um departamento de software, com oito rapazes que nunca viram um carro de Formula 1 nas suas vidas, e que estavam fazendo programas de simulação por software. E existem hay dois ou três engenheiros com experiencia de Formula 1, e pouco mais. A verdade é pior do que imaginava, compreendes? O meu papel neste momento é o de limpar o caos!", trata de explicar Kolles a Adam Cooper, no seu estilo simples e directo.

Contudo, Kolles promete que terá dois chassis prontos a alinhar no Bahrein: "Teremos dois carros prontos no Bahrein. Não sei como e francamente isso não me importa, mas iremos ter dois carros na grelha de partida. Caso alcancemos este feito, será um grande feito, garanto-te. Eles não tinham nada. Tinham uma concha oca, sem nada dentro..."

"Tenho uma grande lista de coisas por fazer, contudo este é o menor dos problemas. Contratar mecanicos e engenheiros, e assim sucesivamente. Essa é uma parte que está quase resolvida. Há outras questões que tem de ser resolvidas rapidamente, como pagar as dívidas com a Cosworth, a Dallara, a Xtrac, outros fornecedores, resolver a questão dos pilotos, falar com o Bernie... Tens que eliminar todos estes 'impedimentos para correr', essa é a grande questão." continuou.

A equipa irá trabalhar nos primeiros tempos na fábrica da Dallara, em Itália, e não haverá "shakedown" do chassis até o Bahrein. "Por agora vamos trabalhar nas instalações da Dallara para a primeira corrida, e a medio prazo instalaremos definitivamente em Murcia. Aí, teremos que construir do zero coisas como o túnel de vento e outras estruturas importantes. Haverão coisas que serão feitas já no Bahrein, porque construir uma equipa em duas semanas não vai ser fácil. Só vai ser possivel porque tenho a minha própria infra-estrutura. Tenho gente trabalhando para mim como Mike Krack, o antigo engeniero-chefe da BMW, por exemplo. Geoff Willis vai trabalhar para nós nestes primeiros tempos como uma especie de consultor, e mais tarde veremos como irá encaixar na nossa equipa."

"Durante as próximas duas semanas não deverei dormir mais do que duas horas por noite. Empenharei ao máximo, e farei todos os sacrificios possiveis para ser bem sucedido neste objectivo. Quero ser bem sucedido na tardefa de levar a equipa para a grelha de partida, para sobreviver a esta temporada, para estabilizar e progredir nos anos seguintes" concluiu.

As declarações de Kolles só demonstraram o pior dos cenários previstos. E agora esta Campos lutará contra o tempo para ter dois chassis prontos para correr em Shakir. E como dizia o prório Adam Cooper no seu Twitter pessoal: "isto ao lado dos problemas que a Super Aguri tinha em 2008, fazem parecer agora um passeio no parque"... boa sorte, pois vão precisar muito dela!

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

Última hora: Campos vende a sua parte a sócio

A saga da Campos Meta pode ter chegado ao fim esta sexta-feira, quando foi anunciado um acordo de compra de parte do seu capital a um dos seus sócios, o promotor imobiliário Jose Manuel Carabante. Este anunciou que não só Campos se afasta do cargo, como também constratou o ex-director desportivo da Force India e da Spyker, Colin Kolles. Um acordo contra o tempo, com a ajuda de Bernie Ecclestone:

"Gostaria de agradecer a Bernie Ecclestone, que trabalhou intensamente para apoiar nossos esforços e manter nossa equipe viável", começou por afirmar Carabante (à esquerda na foto). "A operação inteira de resgate foi uma corrida contra o tempo, sempre com o objetivo de ter dois carros competitivos no primeiro GP da temporada, no Bahrein. Temos ainda muito trabalho pela frente, mas estamos animados com nossa estreia na Formula 1 e visualizando um campeonato competitivo pela frente.", concluiu, em declarações captadas pelo site brasileiro Tazio.

"Não pude resistir a este enorme desafio e estou muito animado para unir forças nesta nova equipe", disse Kolles, "Nos próximos dez dias, vamos rever toda a operação, encontrar o financiamento extra para assegurar que a equipe fará sua primeira corrida no Bahrein, anunciar a dupla completa para 2010 e tornar a operação viável sob a administração de Carabante", concluiu.

Nesta conferência de imprensa, nada foi referido sobre pilotos, mas é certo que Bruno Senna se mantenha, enquanto que para o segundo lugar, rumores apontam para que este seja preenchido pelo argentino José Maria Lopez, que depois de ver ruir o projecto USF1, procura alternativas. Quando ao chassis da Dallara, espera-se que nestes próximos dias, a situação se desbloqueie e possam estar prontos a tempo no Bahrein.

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

Pode ser louco, mas tem fundo de verdade!

Já sabia que a Campos Meta tinha "ido à vida" (apesar de ontem ter ouvido rumores de que um acordo com Colin Kolles estaria muito próximo de acontecer), mas esta madrugada li algo que, de tão louco que é, até pode ser real.

A história foi contada primeiro pelo Becken Lima, no seu F1 Around (alguns tentam descredibilizá-la, mas acreditem, é mesmo muito bom para ler a veracidade dos rumores) e depois foi corroborada por outra personagem bem competente, o Mike Vlcek, do Formula UK. A história envolve as duas equipas com mais dúvidas no campeonato, USF1 e Campos e uma que quer entrar a todo o custo, a Stefan GP.


Ontem surgiu a noticia de que a sede da USF1, em Charlotte, vai ser vendida por um preço base de 3 milhões de dólares. A equipa de Ken Anderson e Peter Windsor afirmou não estar preocupada, pois diziam que somente eram um dos arrendatários daquele edificio, e nada mais. Mas nas horas que se seguiram, as coisas podem ter-se precipitado.


O Becken fala na história escrita por um senhor alemão, Dieter Rencken de seu nome, que escreveu-a no site alemão Motorsport Total. Fez aquilo que qualquer jornalista deve fazer: consultar as suas fontes. Juntou dois mais dois, chegou à seguinte história: Chad Hurley, um dos fundadores da Youtube e o grande financiador do projecto USF1, desistiu de injectar dinheiro na equipa quando soube que o Type 1, o chassis da equipa, não ia ficar pronto a tempo. Daí, decidiu contactar a Dallara para comprar o chassis que inicialmente iria para a Campos, no sentido do projecto continuar, apresentando-se a tempo de correr no Bahrein.


Isso faria com que fundisse o seu projecto com a da Campos, desconhecendo-se se Bruno Senna estaria envolvido no assunto. Quanto à vaga que sobra? Ia para a Stefan GP, que colocaria Kazuki Nakajima e eventualmente, o indiano Karun Chandhok (que foi copiosamente batido por Alvaro Parente quando rodaram juntos na Ocean GP de GP2) na equipa e correriam juntos no Bahrein. Parece ficção, não parece?

Ora, a partir daqui, as coisas passam para a realidade no momento em que Herr Rencken telefona para Andrea Pontemrolli, dirigente da Dallara, que lhe responde afirmando que estava a receber naquele momento... Gunther Steiner, em ex-engenheiro da Red Bull e Paris Mullins, da Ferrari Maserati de Silicon Valley, mandatados por Chad Hurley, com o objectivo de adquirir o chassis da Dallara. Provavelmente tudo isto terá a "benção" de Bernie Ecclestone, que como todos sabem, tenta a todo o custo "enfiar" a Stefan GP no pelotão da Formula 1 em 2010.


O Becken compara a história ao "Lost", que está de novo nas bocas do mundo porque estreou agora a sua última temporada, onde todos os segredos estão a ser revelados. Será que aqui, as dúvidas e intrigas sobre estas duas equipas serão resolvidas?

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010

Há chassis, mas existirá equipa?


Conhecem a história: uma equipa pede a um fabricante de chassis para que construa um, pois eles são recém-chegados à Formula 1. Este faz isso, o chassis fica pronto e passa o obrigatório "crash-test" da FIA. Só que a equipa que o encomenda começa a faltar aos pagamentos previstos, e as dúvidas começam a surgir a tal ponto que já ninguém acredita que o projecto chegue ao fim desejado. Para piorar as coisas, outra equipa, que tem tudo preparado, mas não tem a necessária licença, tenta convencer o patrão da Formula 1 para que convença à tal equipa que falta uma de duas coisas: ou compra o chassis ou então que esta venda a sua licença.

Já sabem do que estou a falar? Claro. Mas hoje tem um novo elemento: a Dallara mostrou o seu carro em termos virtuais, no sentido de dizer que pela parte deles, cumpriram o acordado, só faltando colocar o motor Cosworth e dar umas voltas em pista.

"Posso dizer com orgulho que fizemos um bom trabalho no desenho e desenvolvimento do carro, passou todos os 'crash test' e a produção de um segundo chassis segue adiante. Infelizmente, existem fatores fora do nosso controlo que estão abrandando o nosso progresso, embora esteja confiante de que poderemos encontrar soluciones para que o nosso trabalho não seja desperdiçado," declarou Paolo Dallara, o proprietário da famosa marca italiana.

Falta a outra parte, que esteve nas bocas do mundo na passada quinta-feira depois de uma noticia publicada pelo diário desportivo espanhol "AS" em que se falava da compra dos activos da empresa por parte da Volkswagen, que poderia assim entrar na Formula 1 em 2012. Essa noticia foi formalmente desmentida por Hans-Joachim Stuck, o actual director desportivo da marca alemã.

O tempo passa, implacável, sobre a Campos. E a cada dia que passa, é cada vez mais improvável que vejamos Bruno Senna e o seu companheiro de equipa na pista do Bahrein dentro de quatro semanas...

sábado, 13 de fevereiro de 2010

Gostei da ideia, Luis!

A ideia surgiu inesperadamente na quinta-feira, no Twitter. Quando disse que tinha ficado temporariamente sem poiso para escrever a minha 5ª Coluna, o Luis Iriarte, do F1 A.L.C, propôs-me uma experiência: que eu deixasse publicar no blog dele a minha secção de opinião, devidamente traduzido para a lingua de Cervantes. Acedi de imediato, e o resultado final está lá no seu sitio.

Nestes dias de aniversário, os presentes que mais gosto são os que têm um cunho inesperado. E até acho que o resultado final não ficou mal. Havia uma parte de mim que temia ficar "lost in translation", mas não. Se quiserem ver, sigam este link.

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

A 5ª Coluna desta semana

A partir de hoje, como o site onde costumo colocar os artigos está em reestruturação, e a pessoa com quem falava saiu de cena para um novo projecto, decidi colocar por aqui a versão integral da 5ª Coluna que escrevo todas as semanas. Vai ser assim até que exista uma próxima oportunidade para colocar de novo noutro espaço.
Desta vez, falo especialmente sobre "caso Campos Meta" e os mandos e desmandos entre Jean Todt e Bernie Ecclestone, entre outras coisas mais. Aqui vai:

A semana que passou deveria ter servido para vermos as apresentações de Virgin, Force Índia e Red Bull, mas também espreitamos o primeiro Lotus de Formula 1 em 15 anos, e isso deveria ser o suficiente para falarmos por aqui. Também estamos nas vésperas do primeiro rali da época do WRC, o Rali da Suécia, onde veremos uma nova classe, o SWRC, e a estreia oficial de Kimi Raikonnen na sua nova classe. Contudo, tudo isso é ainda assombrado com o que se passa nos bastidores, que é a incerteza da USF1 e da Campos, que esta semana se acumulou com as declarações contraditórias de Bernie Ecclestone e de Jean Todt sobre uma área do Pacto de Concórdia, onde primeiro se dizia que as novas equipas podiam faltar três corridas, e agora não.

Campos: passaram os prazos e... nada

Quarta-feira deveria ser o dia onde tudo se decidiria sobre o pagamento dos chassis à Dallara, bem como outras coisas como os detalhes do tal acordo, nunca confirmado nem desmentido, com o Tony Teixeira, dono do defunto A1GP. Ora, as horas passaram e… nada. Quem sofre é Bruno Senna. Julgando Adrian Campos que só o nome seria o suficiente para atraír investidores, desde meados de Dezembro que se sabia das dificuldades da equipa em atraír pilotos e dinheiro necessário para completar o orçamento.

Mas mesmo antes, as desconfianças sobre a validade do projecto não se dissiparam totalmente. E as desconfianças desses observadores podiam ter alguma verdade, mas Campos, ex-piloto de formula 1 pela Minardi em 1987/88, e que construiu uma equipa na Formula 3 espanhola e na GP2 após encerrar a sua carreira competitiva, até nem tinha motivos para tais suspeitas. Mas quando ele foi escolhido para montar uma equipa em 2010, batendo estruturas mais sólidas como a Prodrive e a sua compatriota Epsilon Euskadi, muitos não compreenderam tal escolha.

Para essa parte posso apontar um culpado: Max Mosley. Quando impôs às equipas um tecto de 40 milhões de dólares para poderem correr na Formula 1, escolheu a Campos, em conjunto com a Manor (agora Virgin) e a USF1, como parte dessa estratégia de uma contenção radical de despesas, em conjunto com um motor-padrão fabricado pela Cosworth. Como é público, Mosley travava na altura uma batalha contra a FOTA, e ele queria impor esses limites, mesmo correndo o risco de ver criada uma série paralela. No final, depois de a FOTA ter puxado as coisas até ao limite, Mosley cedeu e foi-se embora.

Obviamente, os estragos tinham sido feitos. Como não se podiam pura e simplesmente retirar as licenças às novas equipas, bastou que eles "rebentassem" por si. Sendo equipas pensadas para determinado valor, mas agora viram esse valor a ser levantado, viram-se aflitas para completar orçamentos. Para piorar, vive-se uma época de crise, em que tudo tem de ser contido. Contratar pilotos pagantes é uma boa solução, mas nem todos têm, por exemplo, cinco milhões de euros para comprar um lugar para 2010. José Maria Lopez, o argentino da USF1, levou em teoria oito milhões de dólares, mas até agora só foram confirmados os dois milhões do governo argentino. E agora esta semana, surgiram notícias de que os 15 milhões de euros que o russo Vitaly Petrov levou para a Renault foram esta semana colocados em causa porque se soube que metade dele é proveniente de um empréstimo bancário. E mesmo esse está atrasado, existindo agora uma prazo de até ao 1º de Março para que esse pagamento seja feito, caso contrário, outro virá para o lugar. Algo que foi confirmado pelo Jacques Villeneuve, que era um dos candidatos ao lugar. Aliás, ele disse que só poucas horas antes do anúncio oficial é que foi confirmando como sendo o segundo piloto da equipa.

Afinal, quem manda no automobilismo?

Prevendo tudo isto, surgiu nas últimas semanas o rumor de que tinha sido acordado entre a FIA e a FOTA uma espécie de pacto, em que as equipas poderiam falhar até três corridas. Primeiro surgiu nos blogs de jornalistas consagrados como James Allen, do Autosport inglês, e depois foi confirmado na segunda-feira por Bernie Ecclestone.

Mas o Tio Bernie disse que essa cláusula fazia parte do Pacto da Concórdia, acordado entre FIA e FOTA em meados do ano passado. Um Pacto cujo conteúdo é em muitos aspectos, secreto. Pelo menos não conheço ninguém que tenha referido o pacto na integra, pelo menos fora do circulo automobilístico dos dirigentes. No dia seguinte, Todt confirmou isso... durante 24 horas, pois já veio a público desmentir que tal regra exista. Porquê?

Será que a ideia é de livrar destes projectos de outra forma que não a simples revogação da licença, evitando multas pesadas? Até pode ser, dado que uma das clausulas que saiu a público referia sobre a proibição das equipas em abandonar a Formula 1 até 2012, algo que, como é sabido, não foi cumprido por parte da Toyota. Mas desconhecia até então se as novas equipas tinha assinado esse acordo. Pelos vistos, com a resposta que Todt deu, devem ter assinado.

Mas caso uma das equipas não consiga correr, existe outra a pairar sobre as cabeças. A Stefan GP. Depois de se saber que compraram o espólio da Toyota, e de terem dito que iriam testar os seus carros no final deste mês no Autódromo de Portimão, agora a equipa sérvia diz que mandaram contentores esta semana para o Bahrein e Malásia, mesmo sabendo que não tem licença para correr a temporada de 2010.

Ora, essa Stefan GP também é outro imbróglio. Todt não garante a sua entrada automática na Formula 1, em caso de saída da Campos ou da USF1, enquanto que Bernie Ecclestone não esconde que quer ver a equipa sérvia no paddock do Bahrein. Aliás, a equipa já disse que ia mandar um contentor com material. Para fazerem algo assim, teriam a anuência do patrão da FOM.

Isto tudo faz-me perguntar: quem manda ali? É Jean Todt ou Bernie Ecclestone? Será que o Bernie pode interpretar as regras como quiser e bem apetecer? É certo que ele deve ser um homem muito bem avisado, para dizer o que diz, mas acho que se comporta como se fosse Deus, para dizer à Stefan que pode montar a barraca à vontade, ultrapassando as competências de Jean Todt… não se pode dizer a ele para siga as regras? E já agora, que feche a boca mais vezes? A Formula 1 agradeceria, já que ele não tem intenções de se reformar.

Por esta semana é tudo, na próxima semana espero falar mais dos factos e menos dos bastidores. Até lá!

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

O Dia do Juízo Final... na Campos

Hoje é um dia para se definir tudo na Campos Meta, a equipa espanhola da Formula 1. Toda a gente tem uma ideia do que se passa: não há dinheiro, existem pagamentos em atraso no caso dos chassis Dallara, e estes deram até hoje para que se resolva esse assunto, ao mesmo tempo que Adrian Campos espera dinheiro proveniente do luso-sul-africano Tony Teixeira, que aparentemente (não se confirmou nem se desmentiu) comprou uma parte da equipa, por um valor não especifico.

E quem sofre é Bruno Senna. Julgando Adrian Campos que só o nome seria o suficiente para atraír investidores, desde meados de Dezembro que se sabia das dificuldades da equipa em atraír pilotos e dinheiro necessário para completar o orçamento. Mas mesmo antes, as desconfianças sobre a validade do projecto não se dissiparam totalmente. E as desconfianças desses observadores podiam ter alguma verdade, mas Campos, ex-piloto de formula 1 pela Minardi em 1987/88, e que construiu uma equipa na Formula 3 espanhola e na GP2 após encerrar a sua carreira competitiva, até nem tinha motivos para tais suspeitas. Mas quando ele foi escolhido para montar uma equipa em 2010, batendo estruturas mais sólidas como a Prodrive e a sua compatriota Epsilon Euskadi, muitos não compreenderam tal escolha.

E é por aí que pretendo ir: as escolhas foram feitas a meio de 2009, quando Max Mosley, então prresidente da FIA, quis impor às equipas um tecto de 40 milhões de dólares para poderem correr na Formula 1. E a escolha da Campos, em conjunto com a Manor (agora Virgin) e a USF1, fazia parte dessa estratégia de uma contenção radical de despesas, em conjunto com um motor-padrão fabricado pela Cosworth. Como é público, Mosley travava uma batalha contra a FOTA, e ele queria impôr esses limites, mesmo correndo o risco de ver criada uma série paralela. No final, depois de a FOTA ter puxado as coisas até ao limite, Mosley cedeu e foi-se embora.

Mas os estragos tinham sido feitos. Como não se podiam pura e simplesmente retirar as licenças às novas equipas, bastou que eles "rebentassem" por si. Sendo equipas pensadas para determinado valor, mas agora viram esse valor a ser levantado, viram-se aflitas para completar orçamentos. Para piorar, vive-se uma época de crise, em que tudo tem de ser contido. Contratar pilotos pagantes é uma boa solução, mas nem todos têm, por exemplo, cinco milhões de euros para comprar um lugar para 2010. José Maria Lopez, o argentino da USF1, levou em teoria oito milhões de dólares, mas até agora só foram confirmados os dois milhões do governo argentino. E mesmo os 15 milhões de euros que o russo Vitaly Petrov levou para a Renault foram esta semana colocados em causa porque se soube que metade dele é proveniente de um empréstimo bancário. E mesmo esse está atrasado...

E no meio desta embrulhada, novas embrulhadas surgem. Primeiro, uma misteriosa "Stefan GP" assombra as novas equipas desde que esta se mostrou interessada em comprar o espólio da Toyota, no final de 2009. Assim o fez, e agora mostra-se, qual fantasma, afirmando que vai mandar contentores com material para o Bahrein e Malásia, e confirma testes com o novo carro em Portimão, no final do mês. Para dizer e fazer tais coisas, é sinal que existe um acordo dentro da FOM, do Bernie Ecclestone, de que assim que a Campos ou a USF1 se "baldarem", a Stefan pode entrar sem problemas. E a cada dia que passa, esta Stefan GP é levada a sério...

E claro, Bruno Senna sofre. Não quero traçar paralelismos com Álvaro Parente, pois são casos tremendamente distintos, mas tenho a sensação de que não os verei num "cockpit" de Formula 1, num fim de semana de Grande Prémio. Com o sobrinho de Ayrton a arriscar a ficar de fora pelo segundo ano consecutivo, depois de em 2008 ter sido apanhado em falso com a falência da Honda e de ser preterido por Rubens Barrichello na Brawn GP, este ano pensava-se que com o projecto da Campos, as coisas seriam diferentes. Mas pelos vistos... não. Pergunto-me se verei algum dia num fim de semana de Grande Prémio, a competir em igualdade com outros vinte ou 22 pilotos. Pelo andar da carruagem... temo que não. E não merece tal coisa.

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

Desmentindo o indesmentível?

Já ontem falei da Stefan GP e falei também do post que o jornalista inglês James Allen meteu sobre aquilo que se passa com as novas equipas. O facto desta equipa sérvia ter comprado o espólio da Toyota e anunciar que estaria no Bahrein e marcar uma sessão de testes no final do mês no Autódromo de Portimão pode ser considerado como uma pressão nas novas equipas para que se definam até ao final do mês, caso contrário, uma delas veria a sua licença cancelada e daria lugar à equipa sérvia, com a benção de Bernie Ecclestone, que como sabem, pouco liga à má sorte das outras equipas.

Hoje vem Adrian Campos reagir sobre os rumores que circulam desde o fim de semana, que falam que parte da sua equipa teria sido vendida ao luso-sul-africano Tony Teixeira, que a cada dia que passa, a sua credibilidade vai pelo cano abaixo. Não só pelas dívidas que tem de pagar a fornecedores como a Ferrari, como também a desconfiança e eventual recusa do seu nome nesse eventual acordo com a equipa espanhola, que esperava lucrar muito com a presença de Bruno Senna, mas no final aconteceu o exacto oposto. Para piorar as coisas, Adrian Campos pode estar em falta com a Dallara, o fabricante do seu chassis para 2010.

Esta tarde, o site brasileiro Tazio falou com Adrian Campos, e este refutou as acusações de que estava nas últimas. "Estão escrevendo muita besteira", afirmou.

Contudo, não nega que existem conversações no sentido de encontrar um novo investidor para a equipa: "Estamos finalizando um acordo que nos dará a viabilidade para trabalhar o ano inteiro", disse, escudando de afirmar se o parceiro seria ou não Tony Teixeira. "Existe um acordo de confidencialidade, por isso não posso falar nada agora. Quando tudo estiver concretizado, iremos a público com as novidades. Isso deve acontecer na semana que vem", informou.

Espero que Adrian Campos saiba que faltam apenas seis semanas e meia para o primeiro fim de semana de Grande Prémio, logo, não falta muito tempo. E que há uma 14ª equipa que tem tudo pronto para correr amanhã, caso fosse necessário. Estas equipas sem experiência alguma, mostram a cada dia que passa que a sua escolha para integrar o selecto grupo de construtoras de Formula 1 foi mais um capricho do então presidente Max Mosley, para defender o seu ponto de vista. E a cada dia que passa, mostram mais que a Formula 1 voltou ao tempo das Colonis e Lifes, autênticas chicanes móveis que levavam oito segundos por volta das equipas da frente... caso conseguissem qualificar para as corridas.

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

Entrar na festa sem ser convidado?

Enquanto que em Valência algumas das equipas fazem os seus primeiros quilómetros de 2010, outros lutam para ter os seus carros prontos a tempo de 14 de Março, data do GP do Bahrein, no agora modificado circuito de Shakir. Mas nos noticiários de hoje domina a sdombre de uma equipa do qual nunca ouvimos falar antes, e que comprou o espólio da Toyota no final do ano passado: a Stefan GP.

A razão porque hoje esta "equipa-mistério" divide os noticiários de hoje é por dois motivos: primeiro, porque anunciou no seu sitio oficial que, mesmo sem que a FIA lhe tenha dado licença para competir no campeonato do mundo de 2010, irá estar presente dentro de um mês no Bahrein, e segundo, porque anunciou esta tarde que irá dar as suas primeiras voltas no circuito de Portimão, entre os dias 25 e 28 de Fevereiro, provavelmente com o japonês Kazuki Nakajima ao volante.

É certo que nunca ninguém no universo automobilistico ouviu falar do sérvio Zoran Stephanovic. Mas é mais certo que eles adquiriram, com a complacência da Toyota, as instalações de Colónia, cerca de 150 engenheiros, os planos do TF110, motores e eventualmente Kazuki Nakajima. Passa-me a ideia que Stefanovic esteja a fazer a mesma coisa que o pessoal da Genii Capital fez em relação à Renault: cuidar da equipa, enquanto que a construtora garante um financiamento a curto prazo, tal como fez a Honda em relação à Brawn GP. Mas aqui sabia-se com quem contar, e a solução durou uma época, finda a qual, a Mercedes adquiriu a estrutura e mudou de nome.


Tal ideia parece-me ser lógica, pois outra não me ocorre na minha mente. Se vocês têm outras ideias ou pensamentos, por favor, partilhem-nas comigo. Mas, independemtemente das "teorias da conspiração", eis um facto interessante: esta "Stefan GP" aparenta ter muito mais garantias do que as já anunciadas e "apertadas" Campos Meta e USF1, que não sabemos se estarão presentes em Shakir, daqui a seis semanas e meia...


Ah! Só mais um pormenor: entre os vários funcionários que a equipa tem, um deles destaca-se: Mike Coughlan. Ainda se lembram dele?

sábado, 30 de janeiro de 2010

Os rumores do momento, num fim de semana sem noticias...

Sabia que este fim de semana ia ser decisivo em muitos aspectos nesta Formula 1 de 2010. E as especulações que ouvi e li esta tarde, cada uma é mais louca que outra. Mas... podem ter o seu fundamento. Antes de amanhã a Sauber e a Renault apresentarem os seus carros, eis o que ouvi numa tarde sem grande inspiração, confesso:

1 - Vitor Martins, do blog Victal, afirma esta tarde que a Campos Meta foi vendida ao luso-sul-africano Tony Teixeira, que tem os direitos da extinta (?) A1GP. Mas os valores acordados podem não ser as suficientes para garantir a continuidade da Campos/Teixeira, e claro, a FIA e a FOTA reunirão esta segunda feira para debater, entre outros assuntos, a manutenção de licença da equipa espanhola. E sabe-se que Bernie Ecclestone tenta por todos os meios retirar o tapete à Campos para colocar no seu lugar a Stefan GP, que comprou os bens da Toyota, em Colónia (e manteve pelo menos 150 dos seus empregados) e esta tarde recebeu o apoio oficial da marca japonesa.


Claro, há pessoal que coloca esta troca em dúvida, como o jornalista inglês Joe Saward, que afirma que mesmo com as garantias da Toyota, o facto desta Stefan GP ser mais um gigantesco ponto de interrogação do que propriamente uma equipa com credenciais automobilisticas como duas das que foram excluidas por Max Mosley no inicio do ano passado: Epsilon Euskadi e Prodrive. Em suma, numa situação limite, na segunda-feira a FIA e a FOTA pode cancelar a licença da Campos... mas pode não aceitar o da Stefan GP. Poderemos ter 24 carros no Bahrein.



2 - Esta é mais supreendente, mas acho que não tem grande fundamento. No Twitter, um amigo meu espanhol conta uma conversa entre Robert Kubica e Sebastien Buemi em que o segundo piloto da Renault poderá ser... Jacques Villeneuve. Acho que seria um verdadeiro golpe de teatro, pois desde a semana que passou que toda a gente fala que o russo Vitaly Petrov, com a sua mala de 20 milhões de euros, tinha o lugar garantido. E não é pessoal qualquer: por exemplo, o jornalista Joe Saward é um deles que garante a pés juntos que é Petrov que se vai sentar ao lado de Kubica... e é o que se calhar vai acontecer.



3 - Mal foi mostrado à imprensa mundial, pode haver uma versão B. O Ferrari F10 ainda não deu sequer uma volta em pista e especula-se na imprensa italiana que este pode ser um carro mal nascido, logo, os engenheiros da marca do Cavalino Rampante poderão estar a desenhar uma versão bem radical do carro de 2010, provavelmente no sentido de minorar os defeitos que poderão ter sido encontrados durante as simulações. Contudo, a Ferrari afirma que esses rumores não são mais nada do que "disparates" e que o facto do shakedown ter sido cancelado apenas devido ao gelo acumulado na pista de Fiorano.


Segunda-feira, o carro estará no circuito Ricardo Tormo, em testes conjuntos com algumas equipas. Veremos se os rumores terão algum fundamento. Se sim, antevê-se um 2010 muito dificil para Felipe Massa e Fernando Alonso...