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sexta-feira, 1 de abril de 2016

Cinco histórias que parecem mentira... mas é verdade!

Primeiro de Abril é sempre um dia onde toda a gente inventa noticias para ver se alguém cai na esparrela. Como há sempre meio mundo a tentar enganar outro meio mundo, muitos caem nas patranhas, ainda antes que se diga "Feliz Dia das Mentiras"

(Contudo, em Espanha, o dia das mentiras é a 28 de dezembro, e eles o batizam de 'Dia de los Santos Inocentes', e aí, muitos que não sabem disso caem na esparrela!)

Contudo, ao longo da história do automobilismo, houve histórias tiradas do Dia das Mentiras que acabaram por ser bem verdadeiras. As mais famosas, se quiserem, foram coisas como a orgia sado-maso-nazi do Max Mosley ou o bizarro despedimento de Alain Prost da Ferrari, mas há outras mais interessantes que, parecendo mentira, acabaram por ser verdadeiras. E aqui conto cinco histórias bem bizarras da Formula 1, uma delas envolvendo um piloto português.


1 - Uma conversa longe demais (Gachot, Onyx, 1989)


A Onyx era mais uma das equipas estreantes na Formula 1, uma aventura feita por Mike Earle e Paul Shakespeare, com a ajuda financeira de um excêntrico belga, Jean-Pierre Van Rossem, que alegava ter um esquema de multiplicação de dinheiro que era chamado de "Moneytrom". Van Rossem tinha comprado a equipa por nove milhões de dólares, e tinham sido contratados dois pilotos: o sueco Stefan Johansson e o belga Bertrand Gachot.

A aventura, de inicio difícil (39 carros para 26 lugares, daí a FIA recorreu às pré-qualificações), correu melhor a partir da segunda metade do ano, quando a Onyx conseguiu dois pontos em França, fugindo desse "inferno". Contudo, quando as coisas começam a correr bem, começaram a ver-se as excentricidades de Van Rossem: jatos Gulstream e ultimatos para ter os motores Porsche V12, caso contrário, retiraria os carros de imediato.

Para piorar as coisas, Bertrand Gachot começa a queixar-se de que o pessoal da equipa estava a faltar ao combinado, especialmente em termos de dias de testes. Foi um desabafo, mas alguém contou a conversa a Van Rossem, que não hesitou em despedi-lo, sendo substituído por J.J. Letho a partir do GP de Portugal. Gachot arranjou um lugar na Rial (propriedade de outro... excêntrico, Gunther Schmid) até ao final da temporada, sem resultado de relevo.


2 - Com gás pimenta, muda tudo (Gachot, Jordan, 1991)


Pobre Gachot, deve ser dos pilotos mais azarados da Formula 1. Depois de uma temporada sofrivel na Coloni (sem se qualificar para qualquer corrida), em 1991 parecia ter acertado com Eddie Jordan para ser piloto da marca, ao lado do italiano Andrea de Cesaris. Contudo, em dezembro de 1990, em Londres, Gachot e Eddie Jordan iam a caminho de uma reunião com um potencial patrocinador, quando sofreram um acidente de trânsito com um taxista. Sentindo-se ameaçado, o belga puxou de um frasco contendo gás pimenta e borrifou-o.

Contudo, nessa altura, ter uma coisa dessas era ilegal e Gachot foi processado pela justiça britânica, e o caso chegou a tribunal e foi condenado a quatro anos de prisão efectiva, causando espanto na comunidade da Formula 1 e no fim de semana belga, foram imprimidos t-shirts a pedir pela sua libertação, e na pista de Spa-Francochamps, frases como "Gachot, la Belgique est avec toi" (Gachot, a Bélgica está contigo) foram pintados no asfalto.

Ele acabaria por ser liberto ao fim de dois meses, mas não voltaria mais à Jordan. Correria na Larrousse na corrida final do ano, na Austrália.


3 - Demasiado louco para correr (Moreno, Benetton, 1991)


Michael Schumacher entrou na Formula 1 com estrondo, no GP da Bélgica de 1991. Ao serviço da Jordan (e sem ter andado de carro na pista), conseguiu o oitavo tempo na grelha de partida, estando à frente do veterano De Cesaris. Contudo, a sua corrida foi bem curta: uma embraiagem partida nos primeiros duzentos metros ditou o seu abandono prematuro.

Contudo, isso foi mais do que suficiente para que a Formula 1 ficasse de olho nele. Na Benetton, Flávio Briatore estava impressionado com o alemão e queria contratá-lo o quanto antes. Mas tinha um problema: os seus pilotos, os brasileiros Roberto Moreno e Nelson Piquet. Para piorar as coisas, Moreno, amigo de infância de Piquet, tinha acabado a corrida belga no quarto lugar e feito... a volta mais rápida. Portanto, tinha tudo para ficar, certo?

Errado. Ao descobrir que o contato de Schumacher na Jordan não era suficientemente forte, falou com Willi Webber, seu "manager" e arranjou-lhe um lugar com efeito imediato, ou seja, correria para eles em Monza. E quando aos presentes, o elo mais fraco era Moreno, que foi despedido alegando... insanidade mental. Ninguém ficou contente e todos processaram Briatore. No final, alcançou-se um compromisso: Moreno correria por duas provas na Jordan e pagava uma indemnização a Eddie, enquanto que Schumacher ficava na Benetton, e começando ali a sua carreira...  


4 - Demasiado gordo para entrar (Mansell, McLaren, 1995)


Nigel Mansell tinha 41 anos e tinha-se mostrado que estava em forma quando venceu o GP da Austrália de 1994, sendo o mais velho vencedor num Grande Prémio desde Jack Brabham, no GP da África do Sul de 1970, no seu próprio carro. Contudo, Frank Williams decidiu apostar na juventude e ficou com David Coulthard, ao lado de Damon Hill.

Parecia que Mansell iria para a reforma (não tinha intenções de regressar à CART) quando a McLaren lhe bateu à porta para dar um lugar. Mentira, não foi a McLaren... foi a Mercedes, que exigiu a Ron Dennis que queria um campeão do mundo a seu lado para os seus motores (era o primeiro ano da longa parceria com os alemães, terminada em 2014), e assim, ele foi apresentado ao lado de Mika Hakkinen quando o MP4-10 foi mostrado ao mundo (e também considerado como um dos piores chassis da marca, com a famosa asa média...)

Quando Mansell tentou entrar dentro do carro, havia um problema: ele não cabia! Tinha engordado no inverno e o chassis era muito pequeno para caber no seu fisico, e assim sendo, a McLaen decidiu construir um MP4-10 para ele, e isso durou... duas corridas, no Brasil e na Argentina. Ali, foi substituido pelo piloto de testes, o britânico Mark Blundell.

Quando Mansell voltou a correr, em Imola, as suas performances não foram grande coisa. Décimo nessa corrida, não terminou em Barcelona, e para piorar as coisas, as relações com Ron Dennis degradaram-se (ele nunca gostou muito do "Brutânico"...) e abandonou de vez a Formula 1, por uma porta (muito) pequena.


5 - Dar o dito por não dito (Parente, Virgin, 2010)


O português Álvaro Parente tinha um excelente palmarés nas categorias de acesso. Campeão da Formula 3 britânica em 2005 e da World Series by Renault dois anos depois, com uma vitória no Mónaco (e à frente de um tal de Sebastian Vettel...), Parente nunca teve grandes chances na Formula 1 por causa do dinheiro necessário para correr. Contudo, no inicio de 2010, Parente poderia ter tido a chance de se envolver no meio, com um contrato para ser piloto de reserva na Virgin, que iria estrear naquele ano, com Timo Glock e Lucas di Grassi como pilotos.

Parente tinha um apoio do Turismo de Portugal, mas a poucos dias da apresentação, a entidade do estado deu o dito por não dito... e decidiu não apoiar, deixando-o em terra, e frustrando a chance de correr (ou de andar) num carro de Formula 1. Parente ficou furioso e expôs o caso à imprensa (até teve a solidariedade de... Cristiano Ronaldo), mas no final, não houve volta atrás e o piloto do Porto deixou os monolugares para trás, rumo a uma carreira bem sucedida nos GT'sm correndo em McLarens. 

segunda-feira, 5 de março de 2012

Apresentações 2012 (11): Marrussia MR01

Depois de na semana passada, a Marrussia (ex-Virgin) ter falhado o seu "crash-test" do seu chassis MR01, esta manhã, em Silverstone, a equipa fez a apresentação e o "shakedown" na mesma, com Timo Glock e o novato francês Charles Pic. E a grande novidade da Marrussia é que o chassis não é desenhado por computador e não tem um nariz de ornintorrinco. A par da McLaren - do qual tem uma parceria técnica - a Marrussia tem um bico mais baixo do que o normal, que o dispensa desse tal bico.

Algo interessante: Pat Symmonds teve uma colaboração - discreta, é certo - na construção deste chassis. Quanto ao motor, será uma das duas que terá motores Cosworth.

Estamos muito satisfeitos em poder correr com o novo MR01 pela primeira vez nesta manhã. Tem sido uma longa e frustrante espera para todos nós da equipe, mas agora nós podemos voltar para a pista, literalmente, e começar a trabalhar visando o primeiro fim de semana da temporada na Austrália, no próximo fim de semana”, começou por dizer John Booth, o patrão da Marrussia. 

Hoje é o primeiro de dois dias de exibição, então os pilotos vão conseguir ter uma impressão do carro, ainda que eles não tenham condições de tirar conclusões reais até que nós começamos a correr pra valer, em Melbourne”, acrescentou.

Depois disto, só falta a HRT para que todas as equipas apresentem o seu chassis para a temporada de 2012.

segunda-feira, 28 de novembro de 2011

Noticias: Charles Pic confirmado na Marussia-Virgin

A temporada de 2011 encerrou agora mesmo, mas a Virgin, que se vai chamar de Marussia em 2012, anunciou onte, no final da tarde, em Interlagos, a sua dupla para a próxima temporada, constituida pelo alemão Timo Glock e pelo francês Charles Pic, que esta temporada foi piloto da Addax na GP2 Series. Pic substituirá o belga Jerome D'Ambrosio.

"Estou muito feliz por dar este passo rumo à Fórmula 1 com a Virgin. Como piloto, sentimos sempre que estamos prontos para a próxima oportunidade", referiu.

Pic, nascido em Montelimar, nos arredores de Paris, há 21 anos (15 de fevereiro de 1990), é filho de uma das maiores fortunas de França, começou nos monolugares em 2006, na Formula Renault Campus France, onde venceu uma corrida e acabou o campeonato na terceira posição.

Em 2007, Pic Foi para a Formula Renault 2.0, correndo simultaneamente no campeonato francês e na Eurocup, terminando bem classificado em ambos os casos. No caso francês, acabou no terceiro lugar, com uma vitória e seis pódios, e em quarto no europeu, sem vencer, mas com quatro pódios. Isso foi mais do que suficiente para passar ao nível seguinte em 2008, a World Series by Renault 3.5.

Contratado pela Tech 1 Racing, uma das melhores do pelotão, Pic deu-se bem na sua temporada de estreia, vencendo no Mónaco e na primeira corrida de Le Mans, acabando a temporada na sexta posição. No ano seguinte, continuando na Tech 1, o seu inicio de temporada foi no mínimo... embaraçoso, quando fez um pião na volta de lançamento da primeira corrida do ano, em Barcelona. Apesar desse começo, Pic acabou por conseguir vencer duas corridas, uma em Silverstone e outra no Nurburgring, terminando essa temporada na terceira posição do campeonato, com 94 pontos.

Em 2010, passa para a GP2, onde tripulará um carro da equipa Arden, dando nas vistas ao vencer na corrida inicial, em Barcelona. Depois disso, subirá ao pódio em Nurburgring, depois de ter feito a pole-position, e acabará a temporada na décima posição, com 28 pontos. Em 2011, passa para a Barwa Addax Team, onde as suas performances são mais consistentes, ganhando em Barcelona e na Sprint Race do Mónaco. Faz a pole-position por três vezes e sobe ao pódio por mais três vezes, terminando a temporada na quarta posição, com 52 pontos.

Charles tem um irmão mais novo, Arthur Pic, que em 2011 correu na World Series by Renault 3.5, pela mesma equipa do seu irmão, a Tech 1 Racing.

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

Noticias: FIA aprova a mudança de nomes de algumas equipas em 2012

A Comissão Técnica da FIA reuniu-se hoje em Genebra para tomar decisões relacionadas à mudança de nomes de algumas das equipas para 2012. E se as conclusões só serão comunicadas oficialmente a meio de dezembro, ou seja dentro de mês e meio, toda a gente fala que a FIA aprovou as mudanças de nomes das equipas para 2012. Assim sendo, a Lotus será Caterham, a Renault será Lotus e a Virgin será Marussia.

Caso assim seja, de uma certa forma, a disputa entre o Grupo Lotus e a Team Lotus, que já tinha sido decidido nos bastidores, estará oficiosamente resolvido. Digo oficiosamente, porque oficialmente, só saberemos em dezembro. E quanto à Marussia, foi apenas a construtora russa que comprou um pedaço maior da sua estrutura acionista e quer agora mudar o nome.

Mas pelo que ando a ler em alguns sites sobre esta reunião, ainda não li nada sobre o calendário de 2012. Digo isto porque pelo que vinha esta semana na Autosport portuguesa que iria haver um tópico acerca do calendário do ano que vêm, as equipas contestam enormemente sobre Bahrein e Coreia do Sul, e existem dúvidas sobre se o "tilkódromo" de Austin estará pronto a tempo do Grande Prémio dos Estados Unidos, dentro de precisamente um ano...

Sobre isso, quero ver se falo amanhã.

quinta-feira, 2 de junho de 2011

Noticias: Wirth despedido da Virgin, Symmonds é o substituto

Li isto ontem à noite no blog do jornalista britânico Adam Cooper: a Virgin (ou Marussia Virgin, se perferirem) decidiu rescindir contrato com Nick Wirth, o homem que andou a desenhar por computador, os carros de Formula 1 da equipa. Contudo, o mais surpreendente é saber quem irá ser o seu substituto: Pat Symmonds, um dos engenheiros "proscritos" no escândalo "Crashgate".

As razões são mais do que evidentes: a equipa não só consegue descolar do fundo da tabela, como também vê os seus rivais mais diretos, Lotus e Hispania, a conseguirem superá-lo em alguns resultados.

"A equipa tomou a decisão de ter maior controlo sobre o seu destino. Desta forma, tendo consultado o nosso atual parceiro técnico nas últimas semanas, vimo-nos na obrigação de terminar o nosso relacionamento com eles", referiu o presidente executivo da Virgin, Andy Webb, à revista britânica Autosport.

"Acredito que os passos que estamos a dar em termos da nossa liderança técnica e excelência operacional nos dará fundações robustas necessárias para continuar e conseguir os nossos objetivos de performance para os anos que se seguem. Estes são passos arrojados mas positivos que nos permitirão dar um passo em frente com confiança", acrescentou.

A Virgin vai, contudo, introduzir alterações nos seus monolugares, alguns feitos durante o tempo de Wirth, mas provavelmente sob a nova gerência, outras alterações serão introduzidas no final da época, de forma a dar o tal salto de qualidade que anda à procura desde há muito:

"As melhorias que temos planeado para as corridas de verão estão a passar da fase de desenho para a produção e cada vez mais a nossa atenção se está a centrar em 2012. À luz dos nossos planos a longo termo, vamos continuar a perseguir esta estratégia de forma agressiva, mas como os regulamentos para o próximo ano contêm algumas alterações, esperamos que algum do trabalho de desenvolvimento previsto para o MVR-03 possa vir a revelar-se no carro atual", acrescentou.

Ainda sem ter pontuado desde que entrou na Formula 1, em 2010, a Virgin foi parcialmente comprada pela construtora russa de supercarros Marussia, e tem como pilotos o belga Jerome D'Ambrosio e o alemão Timo Glock.

terça-feira, 10 de maio de 2011

Noticias: Jerôme D'Ambrosio pode ter o lugar em perigo

Os pilotos pagantes são, de uma certa forma, um mal necessário para as equipas e os condutores. Servem para tapar orçamentos e dão uma chance a pilotos para se mostraram. O chato é que muitas das vezes as equipas onde estão não são grande coisa... como demonstra ser a Virgin nesta temporada, onde até a Hispania já começa a superá-los com cada vez maior frequência.

Mas aqui a noticia tem a ver com promessas não cumpridas e lugares em perigo. Segundo o jornal belga Le Soir, o lugar de Jerôme D'Ambrosio está em perigo devido a atrasos no pagamento dos patrocinios acordados no inicio da época, e caso o pagamento não seja efetuado até ao GP do Mónaco, o piloto de 25 anos, mais conhecido pelos seus olhos azuis e pela sua ligação à Genii, de Gerard Lopez, poderá ficar apeado.

Caso o pior aconteça, há dois candidatos à sua substituição. O mesmo jornal belga fala no canadiano Robert Wickens, de 22 anos e vice campeão da GP3 em 2010. Atualmente na World Series by Renault, é um piloto rápido e com vasta experiência nos monolugares, pois já correu na A1GP, Formula 3 britânica, Formula 2 e World Series by Renault 3.5, onde está atualmente.

Outra das hipóteses de ocupar o seu lugar é o japonês Sakon Yamamoto, que é atualmente o terceiro piloto da equipa e que deu umas voltas no ano passado pela Hispania, com um patrocinio de cinco milhões de dólares, suficiente para pagar as contas da equipa. Mas uma coisa é certa: a Virgin depende de dinheiro e o melhor exemplo disso é o "leilão" que faz para tal lugar, que como se vê, é volátil em caso de atrasos no pagamento...

quarta-feira, 30 de março de 2011

É muito cedo para cantar derrota, parte dois

Ontem dizia que era muito cedo para as pessoas começaram a cantar o que quer que seja. Derrotas ou vitórias. Da mesma maneira que ainda não acredito que a Red Bull vá dominar a temporada, apesar do sinais latentes, também não acredito que a concorrência esteja derrotada em toda a linha logo após Melbourne. Digo isto depois de ler as preocupações sobre o projeto da Virgin e depois de ler as declarações de Flávio Briatore sobre a Ferrari:

"Pode parecer absurdo, mas a Ferrari deveria concentrar-se no monolugar de 2012. A equipa tem os meios e os recursos necessários, mas meio segundo de diferença para os Red Bull é uma eternidade", afirmou o ex-diretor da Renault em declarações ao diário finlandês Turun Sanomat.

Sobre a Virgin, Timo Glock não esconde o seu desânimo à Autosport portuguesa: "Porque esperávamos muito deste projeto e a verdade é que não progredimos nada e os nossos adversários diretos, a Lotus, deram um claro passo em frente".

Por isso, o alemão só espera que "as modificações que vamos levar para a Turquia surtam efeito, mas a diferença é muito grande e será difícil atingir os objetivos a que nos tínhamos proposto no início deste ano".

Vamos lá fazer de advogado do Diabo: primeiro que tudo, continuo a dizer que é prematuro dizer algo sobre os carros e sobre a época em si. Ninguém tem bolas de cristal para adivinhar o futuro e o que temos são tendências, nada mais. Segundo: Flávio Briatore nunca foi e nunca será um especialista. É um "alien" que nunca se interessou verdadeiramente sobre os aspectos técnicos da Formula 1, que certo dia, ainda na Renault, considerava como "demasiado chatos para serem entendidos". Nesse aspeto, é como Bernie Ecclestone: sempre que abre a boca, sai asneira. Portanto, tudo aquilo que diz é quase um insulto aos especialistas.

Claro, podemos dizer que tudo isto poder servir para o seu plano de regresso à Formula 1, cujo objetivo seria o ingresso na estrutura dirigente da Ferrari. Se ele for inteligente, a ideia pode ser essa. Mas mesmo assim, tais declarações continuam a ser prematuras e descontextualizadas. O fato da Ferrari ter sido a terceira equipa em Melbourne, atrás da Red Bull e da Ferrari, e que, por exemplo, o sétimo lugar de Felipe Massa se deve à desclassificação dos Sauber, não quer dizer absolutamente nada, pelo menos neste inicio da época. O ano passado, os Ferrari eram pouco considerados até meio da época, e depois recuperaram ao ponto de quase alcançarem o título. Lembram-se?

Portanto... Briatore perdeu uma boa oportunidade para estar calado. Tivesse um pouco mais de paciência e talvez dentro de algumas corridas poderia ter razão no que dizia.

Sobre a Virgin, diremos que estão a pagar o preço de usarem uma estratégia diferente. Desenhar carros por computador pode ser uma boa ideia no papel mais precisa ainda de tempo para dar certo. E parece que neste ano dois da agora Marrussia Virgin nas pistas, pelo menos na Austrália andaram muito perto do limite dos 107 por cento, o que é perigoso para Timo Glock e Jerôme D'Ambrosio. Ver escapar a Team Lotus pode ser frustrante, e para piorar as coisas, há rumores de que a pífia Hispania poderá ter um bom chassis, quando conseguirem afiná-lo.

Quem conta essa é o James Allen: o fato de Vitantonio Liuzzi ter ficado 1,7 segundos atrás da pior das Virgin significa que mesmo com todas as trapalhadas dentro daquela equipa, alguém poderá ter feito o trabalho de casa e combinado o que de melhor se fez da Williams (a caixa de velocidades) com o motor Cosworth. Se aquilo que o Colin Kolles anda a arrotar para fora for verdade, então temo que haja muita gente a engolir sapos vivos a meio do ano...

sexta-feira, 25 de março de 2011

Formula 1 2011 - Ronda 1, Austrália (Treinos)

Esta madrugada, quando acompanhava os primeiros treinos livres, sentia-me como aquelas pessoas que voltam a ter namorada depois de algum tempo sozinhos. A prespectiva do regresso a uma vida sexual revitaliza-nos o corpo e a mente. Foi essa sensação que tive nessa madrugada quando vi os carros rolarem em Melbourne, para o GP da Austrália.

Assim sendo, daquilo que consegui ver não foi muito diferente dos testes, embora ficas com ideia do que vai acontecer amanhã ou no resto do fim de semana: a Red Bull vai ser a força a ter em conta, mas a McLaren não vai ser a desgraça que temia. Melhoraram muito e mais do que o fato da Red Bull ter escondido o jogo na segunda sessão de treinos livres, vê-se que a equipa de Woking tem uma palavra a dizer.

A Ferrari fez o costume: andou nos lugares da frente e teve Fernando Alonso melhor do que Felipe Massa. Se o Principe das Asturias foi constante, ficando em terceiro nas duas sessões, já Massa foi respectivamente 11º e sétimo nas duas sessões, apesar de não ter ficado longe do seu companheiro de equipa.

Já as Mercedes também se mostraram, mas na luta interna, as coisas ficaram repartidas. Nico Rosberg foi melhor na primeira, Michael Schumacher foi o melhor na segunda. Mas os dois colocaram os carros da marca alemã num lugar honroso, em quarto (Rosberg, 1º treino) e sexto (Schumacher, 2º treino). Outros pilotos que andaram no "top ten" foram o Williams de Rubens Barrichello (quinto e nono) os Sauber de Kamui Kobayashi e Sergio Perez e o Renault de Vitaly Petrov. Até aqui, nada de muito novo, exceto a boa performance do "rookie" mexicano, em claro contraste com Pastor Maldonado, muito para trás, o escocês Paul Di Resta ou o belga Jerome D'Ambrosio, quase no final da grelha.

Para finalizar, a regra dos 107 por cento e a Hispania. Com o seu regresso, veremos as primeiras DNQ's em mais de uma década, creio eu. Digo isso porque primeiro que tudo, a saga da equipa de José Ramon Carabante e Colin Kolles começa este fim de semana a sua segunda série. Primeiro, os carros andaram toda esta sexta-feira a serem montados à vista de todos nas boxes, apostando claramente em Vitantonio Liuzzi para que pudesse ter uma chance de rodar, e... conseguiram. Apenas uma volta. Portanto... não acredito muito que amanhã, quando rodarem, farão tempos-canhão numa máquina que andou zero na pré-temporada, não é?

Mas ela não poderá ser a unica a não correr neste fim de semana em Melbourne. A Virgin teve tempos muito próximos da exclusão, quer por parte de D'Ambrosio, que por parte de Timo Glock. Para um carro desenhado de forma compturizada, não creio que esta seja uma formula totalmente certa, pelo menos a curto prazo. E Mesmo a Lotus, com o seu motor Renault e sem KERS, parecem ter dado o tal "salto de qualidade" do qual se espera. Mas estes são as primeiras voltas do ano...

O tempo não deverá ser grande problema neste fim de semana. Apesar de ter chovido na quinta-feira, e os treinos livres terem começado com temperaturas baixas e asfalto escorregadio, não se prevê cguva para sábado e domingo. Claro, teremos de aguardar para ver se tal se confirma, não é?

Na próxima madrugada será a qualificação. Ai se verá o primeiro tira-teimas da época, pois terão de dar o máximo para estar o mais à frente possivel.

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

Apresentações 2011: o Virgin MVR-02

Passa um ano e a Virgin agora é Marrussia, correndo sob licença do pais russo. E como aocnteceu no ano passado, o carro deste ano é desenhado por computador, através da tecnologia CFD, num departamento liderado por Nick Wirth. Aparentemente, o carro é uma evolução do modelo do ano anterior, mas a traseira é mais estreita do que no modelo do ano passado.

Há outras mudanças, mas são mais visuais, pois o branco agora faz parte. O bico é branco e grande parte do macacão dos pilotos também é branco. E há uma mudança da dupla: sai o brasileiro Lucas di Grassi e entra o belga Jerome D'Ambrosio, que fará parceria com o alemão Timo Glock.

"Queremos marcar pontos nas primeiras corridas e depois trabalhar dali em diante. Somos uma equipe muito mais estruturada, mais resolvida. Temos um ano de experiência, então devemos estar em um bom caminho", começou por comentar Timo Glock, que, apesar dos planos, é realista: "Estávamos de três a quatro segundos mais lentos no ano passado, sendo que você nunca consegue recuperar esse tempo durante o inverno. Portanto, temos que fazer algumas melhoras e, então, ir adiante.", concluiu.

O MVR-02 irá rolar pela primeira vez esta quinta-feira em Jerez, e os objectivos nesta segunda temporada na Formula 1 será talvez fazer melhor do que na primeira. Pontuar será o objetivo supremo, provavelmente.

segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

Algumas palavras sobre Jerome D'Ambrosio

Para ele, a sua grande prenda de aniversário deverá ter sido dada há algumas semanas, quando a Virgin Racing o disse que deveria ser piloto titular na próxima temporada. Mesmo com um "empurrão" de cinco milhões de euros, Jerome D'Ambrosio lá conseguiu convencer os responsáveis da marca que as suas voltas nas sextas-feiras de manhã nas últimas provas do ano valeram a pena para ele, e após quinze anos anos de ausência - se o critério for o Bertrand Gachot - a Belgica voltava a meter um piloto na elite da Formula 1.

O futuro dirá se conseguir um palmarés semelhante aos maiores expoentes máximos do seu pais como Jacky Ickx ou Thierry Boutsen, mas o seu palmarés nas competições de promoção até é bom. Tem experiência, pois passou por três temporadas na GP2, venceu títulos como o International Formula Master, para além da Formula Renault 2.0, tem um bom manager, que é a Gravity, que faz parte da Genii Capital, de Gerard Lopez, e esteve de uma certa maneira ligado à Renault. Aliás, no inicio do ano foi mostrado como sendo um dos pilotos de reserva da equipa francesa, antes de ter tido a oportunidade de mexer no carro da Virgin.

Com este carro, as coisas não serão fáceis para se mostrar perante os fãs e criticos, atrair a atenção de outras equipas para o seu talento ao volante desse carro desenhado por Nick Wirth, inteiramente por computador. Resta torcer para que D'Ambrosio seja conhecido mais pelo seu talento em pista do que pelos seus olhos azuis... desejo-lhe sorte para a próxima época.

quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

5ª Coluna: As equipas de 2010 - As três novatas

Deveriam ter sido quatro, mas na realidade acabaram por ser três as novas equipas a entrar em acção em 2010, após o falhanço do projecto da americana USF1, de Peter Windsor e Ken Anderson. Quanto às restantes três equipas, o seu critério de selecção, ditado no inicio de 2009 pelo então presidente da FIA, Max Mosley, fez com todos andaram com motores Cosworth e caixas de velocidades da X-Trac, fazendo com que não conseguissem pontuar em alguma vez nesta temporada. Nesta semana, e em continuação dos artigos sobre a temporada 2010 da Formula 1, vou falar das três novatas e como se comportaram no seu ano de estreia.

1 - Lotus

Quando se soube do concurso, em Maio, a Litespeed inscreveu-se, tentando levar consigo o nome "Lotus" nas suas costas, um intento mal sucedido. Contudo, poucos meses depois, em Setembro, tinham o apoio de um milionário malaio, Tony Fernandes, que conseguira trazer da Proton a autorização para usar o nome da marca fundada por Colin Chapman, e pegou na estrutura da Litespeed para tentar entrar no processo de escolha, reaberto após o anuncio da saída da BMW Sauber e depois da Toyota. A Lotus/Litespeed foi a escolhida, e começaram a desenhar o carro para 2011, com Mike Gascoyne como projectista, que já estava no projecto da Litespeed.

O tempo foi curto, mas o carro ficou pronto a tempo. Entretanto, foram escolhidos como pilotos o finlandês Heiki Kovalainen, vindo da McLaren, e o veterano italiano Jarno Trulli, da Toyota, e já havia entusiasmo pelo regrersso de um nome mitico, apesar de muitos estranharem o porquê de eles terem escolhido o nome "Lotus Racing" e não o "Team Lotus". Nessa altura, poucos sabiam a razão...

Com a temporada a decorrer, a Lotus tornou-se na melhor das novas equipas, tentando depois diminuir o fosso que tinha sobre as restantes equipas, uma tarefa nada fácil, embora de uma certa forma foi conseguida, graças aos esforços dos dois pilotos e dos projectistas da casa. Sabendo desde o inicio que o objectivo de pontuar seria muito dificil, decidiram que o décimo posto no campeonato de construtores era o alvo principal, pois conseguiriam isenção nos custos de transporte dos seus carros e restante material. Isso foi conseguido.

No final da época, parecia que os esforços de Tony Fernandes em ganhar mentes e corações tinham sido alcançadas, mas a meio do ano, na altura em que estava a negociar com David Hunt os direitos ao nome "Team Lotus", a Lotus Cars interveio para aproveitar a onda e colocar em marcha um plano ambicioso de establecer a marca pelo mundo inteiro e em todas as categorias do automobilismo. Esse plano tinha sido establecido pelo suiço Dany Bahar e tinha a aprovação da Proton. Isso desencadeou uma guerra sobre os direitos do nome Lotus que decorre até aos dias de hoje, e que pode conhecer novos contornos em 2011, quando a Lotus Cars comprou a Renault e vai correr com a marca na sua carenagem, como patrocinadora. E vai correr contra a Team Lotus... com ambos a correrem com motores Renault.

Em pouco mais de um ano, de um nome mal falado até ao centro de uma guerra pelos direitos vai um grande pulo, mas esse foi o maior publicidade do que esta não poderia ter. Em 2011 veremos quatro carros usando o mesmo nome, mas com objectivos completamente diferentes.

2 - Virgin

Em Maio de 2009, quando a Manor Racing, uma equipa de Formula 3, foi escolhida no critério de selecção da FIA, muitos disseram que tinha sido uma escolha pessoal de Max Mosley, pois parecia que dentro da estrutura estavam muitos nomes dos que colaboram com a estrutura da entidade máxima do automobilismo, incluindo o próprio Mosley. No final do ano, convenceram Richard Branson, o patrão da Virgin, a envolver-se no projecto e a dar o seu nome, contratatndo Nick Wirth, que esteve quinze anos antes no projecto da Simtek. Aí, decidiu ser radical: desenhar um carro apenas por computador.

Com o projecto feito, contrataram dois pilotos, um novato, Lucas di Grassi, e outro com experiência, o alemão Timo Glock. E passados os problemas de juventude, lá partiram rumo a uma temporada honesta. Os resultados foram algo mistos: sobreviveram ao primeiro ano, mas na maior parte das vezes foram superados pelos Lotus de Kovalainen e Trulli, e perderam a batalha pessoal para ser a décima melhor equipa. Aliás, até foram superados em termos de clasificação por uma Hispania em penuria. E o resultado disso tudo foi que Richard Branson, o seu patrão, terá de se disfarçar de hospedeira num dos vôos da Air Asia, a companhia aérea de Tony Fernandes...

A próxima temporada terá de ser melhor. A equipa foi adquirida pela Marussia, uma construtora de supercarros russa, e Lucas di Grassi será substituido pelo belga Jerome D'Ambrosio. A ideia é de conseguir pontuar em 2011, mas a tarefa não é fácil, dado que com um carro com motor Cosworth e desenhado por computador, no qual muita gente ainda torce o nariz, será complicado.

3 - Hispania Racing

A Hispania viveu todo o ano de 2010 na corda bamba. Primeiro começou como Campos Meta, a equipa do espanhol Adrian Campos, ex-piloto de Formula 1 nos anos 80, e contratou logo Bruno Senna, sobrinho de Ayrton, julgando que seria um iman para patrocinios chorudos. Mas aconteceu o contrário e os pagamentos para o chassis encomendado à italiana Dallara começaram a atrasar-se. Para fazer com que a equipa alinhasse a tempo no Bahrein, entrou em cena o seu sócio José Ramon Carabante, que contratou Colin Kolles e o indiano Karun Chandhok, com dinheiro sufuciente para arrancar a época. E foi um feito e pêras: um dos chassis acabou por ser montado já no Bahrein.

O resto da época foi um calvário para encontrar patrocinios. Com Colin Kolles a cuidar da equipa e José Carabante com dificuldades para injectar dinheiro, dado que a Espanha vive em crise e ao qual a sua empresa de construção civil não foi imune, Voltou-se à situação de meados da década de 90: recurso a pilotos pagantes para pagar as contas. Foram quatro os pilotos que lá passaram: Bruno Senna, Karun Chandhok, Sakon Yamamoto e Christian Klien. Cada um fez o melhor, mas o dinheiro só deu para pagar as contas e não para desenvolver o carro.

Conseguiram levar tudo a bom porto, mas o futuro é cinzento. Não há instalações adequadas para desenvolver o chassis, depois do negócio com a Toyota ter sido abortado por falta de pagamento, e Colin Kolles tem de confiar em Geoff Willis para desenhar um chassis novo, adaptando o Dallara deste ano aos novos regulamentos, e depois arranjar novos pilotos, de preferência pagantes, para dar à equipa mais um balão de oxigénio para 2011. Se é que eles alinharão a tempo na primeira corrida do ano...

Por esta semana é tudo. Na semana que vêm, encerrarei o capitulo das equipas de 2010 falando sobre as quatro maiores. Até lá, Bom Natal!

terça-feira, 21 de dezembro de 2010

Noticias: Jerome D'Ambrosio na Virgin

A Virgin anunciou esta manhã que o belga Jerome D'Ambrosio, que foi o terceiro piloto da marca na última parte de 2010, será piloto oficial na próxima temporada, em substituição do brasileiro Lucas di Grassi. Assim, a equipa de John Booth e que foi parcialmente comparada pela construtora de automóveis Marussia, tem o seu plantel fechado, ja que o alemão Timo Glock tinha sido confirmado há algum tempo.

"Estou maravilhado por conseguir atingir o objetivo de chegar à Fórmula 1 com a Marussia Virgin Racing. Quando vim para a equipa em setembro deste ano era tudo o que eu podia esperar. Tive um duro teste porque havia muita concorrência para esta vaga, mas ao mesmo tempo dei-me bem com a equipa e senti que tinha encontrado uma casa", referiu o piloto belga.

Já John Booth, o director da equipa Virgin, era também um homem feliz pela escolha de D'Ambrosio para um lugar onde o holandês Gierdo Van der Garde também era hipótese, bem como o brasileiro Lucas di Grassi. "O Jerôme estava no nosso radar há algum tempo enquanto piloto para a nossa equipa em 2011. Temos seguido o seu progresso de perto na GP2 e era claro que ele era um piloto 'a observar', mas quando o colocamos no carro para os quatro fins de semana e no teste de Abu Dhabi ele superou as nossas expectativas. Ele integrou-se perfeitamente na equipa e (...) além do seu talento óbvio para pilotar um Fórmula 1, ele é um jovem simpático e agradável para conviver", começou por afirmar Booth.

"Ele agarrou este lugar pelo seu mérito e penso que em parceria com o Timo temos a mistura perfeita de juventude, experiência, velocidade e potencial e mal podemos esperar para ver o que eles poderão alcançar na próxima época. O Timo fez um excelente trabalho na nossa época de estreia, por vezes em condições muito difíceis. Sem dúvida que ele nos ajudou a estabelecer bases fortes a partir das quais vamos desenvolver a equipa e o conjunto. Esperamos estar numa posição muito mais forte para lhe dar o carro que merece em 2011", acrescentou.

Quanto a Lucas di Grassi, agora apeado, Booth teve uma palavra de apreço pelo trabalho que o piloto brasileiro teve ao longo de 2010: "Tenho de agradecer ao Lucas pelo importante papel que também desempenhou no estabelecimento da equipa. Ele contribuiu grandemente para o nosso desenvolvimento e desejamos-lhe muito sucesso para a sua carreira futura, que sem dúvida será excelente", concluiu.

Jerome D'Ambrosio - que pela sua cara já campeão do mundo de beleza... - nasceu a 27 de Dezembro de 1985 (prestes a fazer 25 anos) em Etterbeek, na Belgica, corre nos monolugares desde 2003, tendo ganho a Formula Renault 1.6 belga nesse ano, e teve passagens pela International Formula Master, onde foi campeão em 2007 e tem três temporadas na GP2, sempre pela DAMS, onde venceu uma corrida e cujo melhor resultado na classificação foi o nono lugar em 2009. Acessorado pela Genii Capital, de Gerard Lopez, chegou a ser piloto de reserva da Renault, antes de ser contratado pela Virgin para a parte final da temporada, para correr nos trenos livres de quatro das últimas cinco corridas da temporada.

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

5ª Coluna: Os novatos de 2010

Gostaria de falar sobre a salganhada das Lotus, mas para confesso que já estou "de saco cheio" com toda esta polémica. Portanto, a melhor maneira de me afastar (pelo menos temporariamente) de tudo isto é continuar com aquilo que fiz na semana passada: um balanço do ano. E esta semana vou falar dos que se estrearam este ano na categoria máxima do automobilismo, ou seja, todos menos o Kamui Kobayashi...

Foram cinco os estreantes na categoria máxima do automobilismo, e um deles foi uma estreia absoluta, pois é o primeiro do seu pais em toda a história da Formula 1, e no balanço geral, os novatos não conseguiram qualquer vitória ou pódio, mas conseguiram uma pole-position e uma volta mais rápida, pelo menos os que corriam em máquinas do meio do pelotão. E quais deles é que ficam para 2011? Pelo menos um está garantido, embora pelas razões que não deveria ser, num mundo perfeito.

1 - Nico Hulkenberg

Foi o campeão da GP2 em 2009, e um dos raros que venceram o campeonato logo no seu primeiro ano. Aterrou numa Williams que à partida parecia estar numa lenta espiral descendente, com motores Cosworth e uma dupla totalmente nova, ainda por cima tendo como companheiro um veteranissimo como Rubens Barrichello. Mas numa equipa à partida sem nada a perder, conseguiu aprender bem nesta temporada dificil para os lados de Grove. Um sexto lugar como melhor resultado na classificação e a surpreendente pole-position no Brasil (a primeira da Williams desde 2005) são os cartões de visita deste seu ano de estreia, onde demonstrou que conseguiu adaptar-se bem e tem potencial para ser campeão, tal como aconteceu nas formulas de promoção.

Hulkenberg é acessorado por Willi Webber, que foi o manager de Michael Schumacher, e parece que acredita no potencial deste rapaz. O chato foi que ele foi vitima do poder do dinheiro, sempre cruel para aqueles cujo talento é inversamente proporcional ao recheio da carteira. Se há algo que possa servir de consolo, são duas coisas: vai ser substituido pelo campeão de 2010 da GP2, e parece que as grandes equipas estão atentas a ele, nem que sirva para ser terceiro piloto em 2011. Se o pior acontecer, o segundo piloto dessa equipa vai ter a vida dificultada...

2 - Vitaly Petrov

Der no que der, Vitaly Petrov entrou na história do automobilismo: é o primeiro russo de sempre na Formula 1. Tal como fez Satoru Nakajima há mais de vinte anos pelo Japão, Vitaly Petrov fez despertar os russos para o automobilismo. Especialmente os com muito dinheiro... Ainda há muitas desconfianças sobre a sua capacidade de condução, pois a sua rapidez é tão boa como a sua propensão ao desastre (vide Suzuka) mas quando não partiu carros, conseguiu marcar pontos e bons resultados. Um quinto lugar na Hungria e um sexto lugar em Abu Dhabi, onde conseguiu "impedir" Fernando Alonso de alcançar o título são os melhores momentos do russo, bem como a sua volta mais rápida na Turquia.

Contudo, a sua impulsividade não convenceu muito os criticos, que acreditam na ideia que, a ficar um segundo ano na Formula 1, é mais devido ao peso dos seus rublos do que propriamente no seu talento refinado. Numa Renault que vai mudar de nome, e que precisa de dinheiro como precisa de pão para a boca, manter Vitaly Petrov é um precioso seguro de vida, esperando que ele consiga preservar o carro por mais vezes em 2011. E que aprenda a portar-se melhor em pista.

3 - Lucas di Grassi

O Brasil estreou este ano dois pilotos. Lucas di Grassi, que durante muito tempo foi piloto de reserva da Renault, depois de três anos na GP2, finalmente teve a sua oportunidade na formula 1, através da estreante Virgin. Sem grandes oportunidades para fazer bonito, ou seja, chegar ao "top ten", esforçou-se para chegar o mais longe possivel com o carro que tinha. Não comprometeu muito e deu luta a Timo Glock, mas apesar disso, pode vir a sofrer do mesmo problema de Hulkenberg: a falta de um patrocinador forte. Caso nao fosse, seria interessante vê-lo numa segunda temporada na categoria mais alta do automobilismo numa Virgin desenhada por computador...

4 - Bruno Senna

Um piloto com apenas cinco temporadas em monolugares, e carregando um dos sobrenomes mais famosos do automobilismo, deveria ser um excelente chamariz para quem quisesse patrociná-lo. Pelo menos assim deve ter pensado Adrian Campos, quando o contratou. Só que no final de 2009, tinha conseguido "zero" e veria o projecto ir abaixo antes de começar, caso não aparecesse pelo caminho José Ramon Carabante e Collin Kolles para o salvar. Os novos donos mantiveram Bruno Senna e ele até trouxe uma carga razoável de patrocinios. Contudo, a temporada do brasileiro não foi grande coisa na pior máquina do pelotão. Sem desenvolver o carro, o máximo que podia fazer era bater o seu companheiro... e confiar na sorte.

Dos três companheiros que teve, Karun Chandhok, Sakon Yamamoto e Christian Klien, teve mais dificuldade em bater o austriaco, nas três corridas em que esteve presente, mais para o final da época. De resto, fez o que competia, numa máquina absolutamente limitada. Mas neste ar rarefeito, não conseguiu convencer o suficiente para "dar o salto". Falou-se que andou em conversações com a Lotus (qual delas, não sei...), mas parece que não deram em nada. Se a Hispania continuar em 2011, provavelmente até seria de bom tom permanecer por lá, nem que seja para dizer que existe. Mas não creio que queira desperdiçar o seu já pouco capital por ali...

5 - Karun Chandhok

O segundo indiano na história da Formula 1 teve a preciosa ajuda do seu "manager", um tal de Bernie Ecclestone, e arranjou alguns preciosos milhões para ajudar a compôr o orçamento da Hispania, mas na metade da temporada a que teve direito, antes de ser colocado de lado pelos ienes japoneses de Sakon Yamamoto, até cumpriu, sem deslumbrar. Mas provavelmente, se não for o peso das suas rupias, não creio que vejamos mais a cara de Chandhok numa equipa de Formula 1, nem mesmo na Force India...

Por hoje é tudo. Queria ver se na semana que vem fazia uma análise às equipas, isto é, se a actualidade automobilistica não me surpreender, não é? Até lá.

terça-feira, 30 de novembro de 2010

Noticias: FIA divulga a primeira lista de inscritos para 2011

A FIA divulgou esta tarde a lista de inscritos - até agora - para a temporada de 2011. Mantêm-se os 24 carros para o campeonato do próximo ano, dos quais catorze estão confirmados. Red Bull, McLaren, Ferrari, Mercedes, Sauber (que deixou cair o BMW no nome oficial), e... Team Lotus, já fecharam as inscrições.

A Renault e a Williams tem um lugar em aberto, mas tudo indica que já terão dono. O russo Vitaly Petrov e o venezuelano Pastor Maldonado são os candidatos numero um a esses lugares. Quanto a outras equipas como a Force India e a Toro Rosso, os lugares ainda não estão confirmados, embora se saiba que em principio se manterão as duplas de 2010. Mas com a entrada de novos elementos em jogo, como Nico Hulkenberg, que sai da Williams, e o australiano Daniel Ricciardo, que impressionou nos testes dos "rookies" em Abu Dhabi, os lugares de Adrian Sutil, Vitantonio Liuzzi, Jaime Alguersuari e Sebastien Buemi estão em jogo.

A mesma coisa se passa nas duas das equipas novatas de 2010. A Virgin pode garantir Timo Glock, mas o segundo lugar pode estar "à venda" por um bom preço, e os candidatos são alguns. E a equipa inglesa, que foi parcialmente comprada pela construtora Marussia, poderá querer alguém como Mikhail Aleshin no seu lugar, só para atrair mais atenção da "Mãe Russia". Ou então, Vitaly Petrov. Ou até os dois!

No caso da Hispania, a preocupação principal seria se arranjassem um chassis pronto a tempo para 2011. Colin Kolles jura a pés juntos que sim, mas pouca gente acredita. Quanto a pilotos, eles gostariam de ter o veterano Pedro de la Rosa, mas quem seria capaz de arranjar oito milhões de euros para o apoiar? Em suma, desejam dois pilotos bem pagantes...

Quanto a Lotus, o facto da FIA ter aceite a inscrição "Team Lotus" demonstra que está ao lado de Tony Fernandes, ou ao menos reconhece que o malaio tem direitos ao nome criado por Colin Chapman há mais de 50 anos, e pelo menos entendeu que esse nome é uma entidade separada da Lotus Cars. Menos um ponto para Dany Bahar...

Eis a lista completa:

Red Bull Racing

1. Sebastian Vettel
2. Mark Webber

Vodafone McLaren Mercedes

3. Jenson Button
4. Lewis Hamilton

Scuderia Ferrari Marboloro

5. Fernando Alonso
6. Felipe Massa

Mercedes GP Petronas F1 Team

7. Michael Schumacher
8. Nico Rosberg


Renault F1 Team

9. Robert Kubica
10. TBA

AT&T Williams

11. Rubens Barrichello
12. TBA

Force India F1 Team

14. TBA
15. TBA


Sauber F1 Team

16. Kamui Kobayashi
17. Sergio Perez

Scuderia Toro Rosso

18. TBA
19. TBA

Team Lotus

20. Jarno Trulli
21. Heikki Kovalainen

HRT F1 Team

22. TBA
23. TBA

Marussia Virgin Racing

24. TBA
25. TBA

terça-feira, 16 de novembro de 2010

Aposta perdida, aposta cumprida

Tony Fernandes e Richard Branson tem carreiras paralelas. Fernandes até é chamado de "Branson da Ásia" pelo seu estilo semelhante, e este ano ambos se aventuraram na Formula 1. Sendo rivais, dão-se bem, e embora ambos não tivessem marcado pontos, foi a Lotus que ficou melhor classificada no campeonato dos novatos, conseguindo a almejada décima posição, logo, mais dinheiro da FOM e transporte de graça.

No inicio do ano, Branson desafiou Fernandes a uma aposta. Quem ficasse melhor classificado, o perdedor disfarçar-se-ia de... hospedeira da sua companhia rival. Fernandes ganhou, Branson perdeu, e assim, vai ser o inglês que se irá disfarçar num vôo da Air Asia entre Kuala Lumpur a Londres, com fins solidários, em data a determinar.

Vai ser algo divertido de se ver, confesso...

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

Noticias: Virgin pertence agora aos russos

Richard Branson confirmou esta manhã aquilo de que falei ontem: uma parte significativa da equipa cairá nas mãos do construtor russo de automóveis Marussia em 2011. O acordo prevê uma parceria para os próximos quarto anos, sendo que a equipa passará a denominar-se Marussia Virgin Racing. "Já sabíamos que o primeiro ano ia ser difícil para a Virgin pelo que estou encantado por ter assegurado parceiros que comungam da mesma visão e espírito para desafiar o 'establishment'. Estou ansioso por trabalharmos juntos!", concluiu.

Quanto a pilotos, Timo Glock foi confirmado, mas nada se fala sobre o segundo. Tanto pode ser o próprio Lucas di Grassi, como as duas hipóteses que foram referidas pela imprensa especializada: o holandês Gierdo van der Garde e o belga Jerome D'Ambrosio.

Já agora, a Virgin continuará a apostar no CFD (em português simples, irão apostar num supercomputador para desenhar o carro) e vão fazer um "upgrade" no computador que têm para que tenha a capacidade de produzir 3,3 tetrabytes de dados por dia. Os novos upgrades devem estar prontos em Janeiro, mas não a tempo de afetar o desenho do carro para 2011. Contudo, Nick Wirth, o homem que desenhou o chassis deste ano, está confiante que com o novo desenho irá conseguir mais dois e três segundos por volta do que o chassis de 2010. A conferir.

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

Rumor do dia: Virgin vai ser vendida para um construtor russo

Caso se confirme, será um anuncio no mínimo bombástico. Mas é certo que das três estreantes, a Virgin era a equipa mais discreta e a que teve menos noticias sobre a sua situação na temporada de 2010. Mas esta tarde, o jornalista brasileiro Victor Martins afirma no seu blog que a Virgin anunciará amanhã num conferência de imprensa em Abu Dhabi a venda da sua equipa para o fabricante russo de supercarros Marussia, que está neste momento como uma das patrocinadoras principais da Virgin.

O estranho desta noticia é que a equipa, que tem um ano, vai ser vendida para um fabricante de carros que tem, imagine-se, dois anos de vida. E a pessoa por detras desta companhia tão novata chama-se Nikolai Vladimirovich Fomenko, um homem de 48 anos muito famoso no seu país como musico, apresentador - chegou a produzir a versão local do "Top Gear" e depois homem de negócios. E claro, com algum curriculo no automobilismo, como piloto, que conta com duas participações nas 24 Horas de Le Mans, em 2004 e 2005. Os modelos da Marrussia são equipados com, curiosamente, motores V6 Cosworth de 3.5 litros. Logo, até pode haver sinergias entre os dois lados.

Quanto a pilotos? Muito provavelmente Timo Glock e Lucas di Grassi podem ver os seus lugares em perigo. Di Grassi tem o seu lugar ameaçado pelos milhões que o holandês Gierdo Van der Garde trará consigo, e Fomenko gostaria de ter um russo na sua equipa. Se Vitaly Petrov for colocado fora da Renault para dar o lugar a Bruno Senna, a Virgin-Marrussia seria o destino ideal. Caso contrário, sempre se pode pensar em Mikhail Aleshin, que esteve este ano na World Series by Renault.

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Noticias: D'Ambrosio é piloto reserva da Virgin

A Virgin confirmou esta manhã que o belga Jerôme D'Ambrosio será piloto reserva da sua equipa nas quatro provas finais de 2010. O piloto, que esteve na equipa DAMS da GP2, conduzirá o carro nos treinos livres e este anuncio poderá acumular especulações sobre a possibilidade de ser promovido a piloto titular na próxima temporada.

"Minha meta sempre foi estar na Formula 1 e estou feliz porque estou um passo mais perto. Gostaria de agradecer à Virgin e Gravity Sports Management pela sua confiança. Não vou desapontá-los", disse D'Ambrosio.

Graeme Lowndon, CEO da Virgin, respondeu à contratação de D'Ambrosio: "Jerome é um piloto de verdade e mereceu essa oportunidade. Estamos ansiosos para avaliarmos sua performance no próximo GP de Singapura. Com Jerome e Luiz [Razia] na equipa, temos dois pilotos com enorme potencial", afirmou.

O anuncio de D'Ambrosio fez elevar as especulações sobre a permanência de Lucas Di Grassi na Formula 1 em 2011, dado que a equipa somente confirmou a permanência de Timo Glock para as duas temporadas seguintes, enquanto que o brasileiro tem somente a opção por mais uma temporada. Logo, o anuncio da contratação do belga pode ser entendido como uma forma de pressão para que o brasileiro melhore as suas prestações...

Nascido a 27 de Dezembro de 1985 em Etterbeck, na Belgica, Jerôme D'Ambrosio começou a sua carreira nos monolugares em 2003, na Formula Renault belga, através da Boutsen Racing, onde foi o campeão nacional. Nos anos seguintes correu nas várias categorias da Formula Renault, desde a 2.0 até à World Series by Renault 3.5, em 2006, onde correu ao mesmo tempo que fazia a Euro Formula 3000, onde acabou na quinta posição do campeonato. Em 2007, passou para a Formula Master e em 2008 estava na GP2, onde correu sempre pela DAMS, agora a equipa da Renault na GP2. Nessas três temporadas, foi um competidor regular, mas somente venceu uma corrida em 2010, a Sprint Race do Mónaco. Antes, em 2008-09, foi segundo classificado da GP2 Asia Series.

quarta-feira, 4 de agosto de 2010

O futuro imediato da Cosworth

A preparadora Cosworth foi outro dos regressos que a Formula 1 saudou em 2010, pois tem uma longa história com mais de 40 anos e 176 vitórias, todas elas em associação com a Ford, graças ao lendário motor de 3,5 litros, concebido e desenvolvido por dois engenheiros: Mike Costin e Kevin Duckworth, e que teve a ajuda massiva da Ford graças aos esforços do jornalista inglês e depois relações públicas da Ford Europa, Walter Hayes.

Actualmente nas mãos dos americanos Gerald Forsythe e Kevin Kalkhoven, este último um dos ex-donos da CART, a Cosworth está este ano a equipar quatro equipas: Williams, Lotus, Virgin e Hispania, em acordos que duram pelo menos três anos, graças às condições impostas pelo então presidente da FIA, Max Mosley, para as aceitar no pelotão da Formula 1 nesta temporada. Contudo, as movimentações para 2011 indicam que das quatro equipas, ela pode perder pelo menos duas. A Lotus tem praticamente acordado com a Renault o fornecimento de motores a partir do ano que vem, e a Hispania está a ultimar um acordo com a estrutura da Toyota em Colónia, que deverá abranger os motores que outrora eram da marca japonesa. Não se sabe muito da Virgin, mas parte-se do principio que ela irá continuar com o acrordo.

E a 13ª equipa, a haver em 2011, não deverá querer usar os propulsores de origem britânica. No final, poderão restar apenas duas equipas, dado que a Williams já disse que ficará com eles na próxima temporada. Mesmo que Hispania e Lotus paguem as indemnizações, a Cosworth vai ficar sem metade dos actuais fornecedores. E como esta não é uma preparadora associada a qualquer grande marca, como foi outrora quando estava associado à Ford, perder metade dos rendimentos vindos da Formula 1 não vai ser uma tarefa fácil para substituir. Especialmente porque não existe uma série que eles forneçam em exclusivo, como acontece por exemplo na Indy Car, GP2 ou Superleague Formula, só para dar estes três exemplos.

Muitos consideram o Cosworth como o menos potente dos carros no pelotão, mas o facto da Williams colocar frequentemente os seus carros nos dez primeiros faz pensar que, em termos das novas equipas, o motor seja o melhor dos problemas. Mas o facto de este estar menos desenvolvido que Renault, Mercedes e Ferrari, por ter entrado na corrida este ano, e por não ter apoio que qualquer fábrica, como já foi dito antes, é um pequeno contra.

Em suma, 2011 pode ser um ano complicado para a preparadora. Mas o facto de ter menos carros para fornecer até pode ser melhor para eles, pois poderão concentrar os seus recursos. Veremos.